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14 de out de 2010

Os que são orgulhosos podem cair. A Bíblia diz em 1 Coríntios 10:12 “Aquele, pois, que pensa estar em pé, olhe para que não caia.”Provérbios 29:23 “A soberba do homem o abaterá; mas o humilde de espírito obterá honra.” Lucas 12:15 “E disse ao povo: Acautelai-vos e guardai-vos de toda espécie de cobiça; porque a vida do homem não consiste na abundância das coisas que possui.” Tiago 4:2 Cobiçais e nada tendes; sois invejosos e cobiçosos e não podeis alcançar; combateis e guerreais e nada tendes, porque não pedis.“Deus resiste aos soberbos,mas aos humildes concede a sua graça”. II Pe. 5:5“A arrogância precede a ruína, e o espírito altivo, a queda” (Provérbios 16:18)A soberba do teu coração te enganou” (Ob 1.3).Por causa do seu orgulho, o ímpio não investiga; todas as suas cogitações são: Não há Deus. Salmos 10:4



Quem pode curar o orgulho e a cobiça? - Blaise Pascal

Os filósofos, que não nos podem oferecer nenhum bem, exceto aquele que está dentro de nós? Encontraram eles a cura para nossos males? Curam nossa presunção de nos tornarmos iguais a Deus? Aqueles que nos põem no nível das feras, os muçulmanos, que não nos oferecem nada mais para nosso bem que os prazeres terrenos, mesmo na eternidade, oferecem cura para nossa cobiça?

Então, qual religião nos ensinará a cura do orgulho e da cobiça? Em suma, qual religião nos ensinará o verdadeiro bem, nossas responsabilidades, a fraqueza que nos faz desviar, a causa de nossas fraquezas, o tratamento que cura tudo isso e os meios de alcançar esse tratamento? Nenhuma outra religião conseguiu isso. Vejamos o que a sabedoria de Deus poderá alcançar.







Entrega à soberba

A sabedoria de Deus diz: "Ninguém espera verdade ou consolo de outras pessoas. Fui eu quem formou você. Somente eu ensinei a você ser o que é, mas você não está na mesma condição em que o criei. Criei você santo, inocente, perfeito e lhe concedi esclarecimento e compreensão, mostrei-lhe minha glória e minhas maravilhas. Então, seus olhos contemplaram a majestade de Deus. Você não estava nas trevas que hoje o cegam nem entregue à morte e às misérias que o afligem.

"Mas você não pôde suportar tanta glória sem se entregar à soberba. Você queria tornar-se o centro de si mesmo e viver sem ajuda. Você se afastou de minha regra, pondo-se como igual a mim no desejo de encontrar felicidade para você, então o abandonei à própria sorte. Incitei as criaturas subordinadas a você a se revoltarem contra você e se tornarem suas inimigas, para que você se transformasse como as feras. Você está tão distante de mim que resta apenas um vislumbre de seu autor em seu débil e vago conhecimento.

“Os sentimentos, independentemente da razão e de seus senhores, induziram você a buscar o prazer. Todas as criaturas afligem ou provocam você. Elas o dominam, subjugando forçosamente ou fascinando você com certa esperteza, muito mais terrível e danosa. Essa é a condição do ser humano hoje. Elas retêm um fraco instinto da felicidade da natureza original, mas são lançadas na cegueira e na cobiça de sua natureza posterior".


Vencendo a montanha interior do orgulho - John Piper











O Abominável Pecado do Orgulho !

(The Awful Sin of Pride!)






Por David Wilkerson
8 de fevereiro de 1988
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O orgulho ocupa o primeiro lugar das coisas que Deus não tolera. “Há seis coisas que o Senhor odeia, sete que a sua alma abomina: olhos altivos, língua mentirosa, mãos que derramam sangue inocente, coração que maquina projetos iníquos, pés que se apressam a correr para o mal; testemunha falsa que profere mentiras, e o que semeia contendas entre irmãos” (Provérbios 6: 16-19).
A Bíblia diz mais: “Porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo” (I João 2:16). A maioria dos cristãos admitem que batalham contra as concupiscências da carne e dos olhos. Sabem o que é a concupiscência, abominam-na e fogem dela pelo poder do Espírito. Também reconhecem o orgulho em outras pessoas porque estas parecem ser superiores, centradas em si mesmas, ambiciosas e arrogantes. Mas poucos cristãos se consideram orgulhosos. A maioria admite que não chegou aonde deveria, que não se assemelha a Cristo como gostaria, e que existem áreas em suas vidas que necessitam de melhoria.
Poucos cristãos, porém, reconhecem o orgulho em si mesmos. Você o reconhece em sua própria vida? Muitos cristãos admitiriam: “Bem, talvez eu esteja seguro de mim mesmo - confiante até. Na pior das hipóteses me vejo mais talentoso ou inteligente que os outros. Mas não sou orgulhoso! Dou a Deus todo o crédito pelo que tenho realizado e pelo que sou. Tudo está na Sua força. Orgulhoso? Não acho que honestamente eu possa admitir isto. Além do mais, ando em santidade e abro o meu coração para ser sondado por Sua palavra. Se houvesse orgulho, Deus certamente me teria mostrado.”
Recentemente o Espírito Santo me falou ao coração sobre este abominável pecado. Eu disse: “Senhor, quer dizer que Tu queres que eu pregue uma mensagem sobre o orgulho na igreja de Times Square, é isto? Deve haver orgulho na congregação”. A resposta do Espírito me deixou atordoado. “Não, David: eu quero lhe falar sobre o orgulho, sobre os tipos sutis de orgulho de que você é culpado. Primeiro, você deve vê-lo em seu próprio coração, depois então estará pronto para pregar aos outros.” Como a maioria dos outros cristãos, eu achava que no mínimo estava procurando ser humilde. Tomamos cuidado para não nos vangloriarmos como os fariseus no tocante a sermos melhores do que o restante das pessoas. Mas lá no fundo do coração, pensamos: “Não sou arrogante, jactancioso ou ambicioso em excesso. Como poderia, então, ser orgulhoso?”
A palavra de Deus vem trabalhando comigo, expondo formas de orgulho que eu ignorava estar tão profundamente arraigadas em mim -- um orgulho que é o pior tipo de todos. Quando o Espírito disse: “Orgulho em você, David” eu respondi: “Mas Senhor, eu não tento ser alguém importante! Tu sabes disto. Não sou um fanfarrão ou contador de vantagens. Estou de maneira honesta tentando me diminuir para que Cristo possa crescer. Se há orgulho em mim, não consigo vê-lo. Por favor, mostre-o para mim. Trazei-o às claras!” E Ele me mostrou! Quando olho para trás, tremo diante das muitas vezes que cometi deste detestável pecado. Sou culpado dele.









O Que é Orgulho?


Deus vê o orgulho de modo inteiramente diferente do que vemos. Ele mostrou que eu tinha uma definição de orgulho estreita demais. Sim, há um orgulho perverso, jactancioso, arrogante, e que hoje em dia pode ser visto em quase todos nós. Mas há também, um orgulho de natureza espiritual. É praticado pelos que têm andado intimamente com Deus e pode ser visto no mais santo entre nós. Quanto mais espiritual você for, quanto mais revelação tiver recebido, quanto mais perto de Deus tem andado, tanto mais hediondo é este pecado quando cometido. Não é um modo de vida, apesar de poder vir a sê-lo. É um pecado que cometemos mesmo quando ajoelhados, enquanto buscamos a Deus.
Para você entender esta mensagem, quero lhe dar novas definições de orgulho e de humildade. Orgulho é independência -- humildade é dependência. Orgulho é má vontade de esperar que Deus atue no Seu devido tempo e a Seu próprio modo. O orgulho apressa-se a solucionar as questões com suas próprias mãos. Uma das maiores tentações com que se defrontam os verdadeiros cristãos é a de adiantar-se a Deus. É agir sem um claro mandado de Deus. É decidir por si mesmo quando parece que Deus não está trabalhando depressa como devia. Isso é impaciência.









Saul Não Pôde Esperar Pelo Tempo de Deus


Saul cometeu este terrível pecado em Gilgal, conforme relatado no capítulo 10 do primeiro livro de Samuel. Quando Samuel ungiu Saul como rei, “falou Samuel com Saul no eirado” (I Samuel 9:25). Esta conversa, no eirado da casa, girou em torno da grande guerra que ia ser travada com os filisteus. Samuel estava preparando Saul, comunicando-o que fora divinamente chamado para romper com a escravidão. Chegado o tempo oportuno, quando filisteus e israelitas se aproximavam da guerra, Samuel ordenou a Saul que não agisse, que não entrasse em guerra enquanto o povo não se congregasse em Gilgal, para buscar a direção específica do Senhor. “Tu, porém, descerás adiante de mim a Gilgal...sete dias esperarás, até que eu venha ter contigo e te declare o que há de fazer” (I Samuel 10:8). Esta ação deveria totalmente da parte de Deus. Só Ele quer estar no controle absoluto da situação.
Samuel representava a voz de Deus. Nenhuma de suas palavras “caíram por terra!”. Deus, por intermédio de Samuel, dar-lhe-ia instrução de forma sobrenatural, soberana. “Eu te mostrarei o que hás de fazer.” Deus planejaria tudo - Ele lhe mostraria como conduzir a guerra. Saul foi instruído a nada fazer, além de ir ao altar de Gilgal e esperar pela ordem que viria. Mas a guerra começou quando Jônatas derrotou uma guarnição em Gibeá: “Jônatas derrotou a guarnição dos filisteus que estava em Gibeá, o que os filisteus ouviram, pelo que Saul fez tocar a trombeta por toda a terra, dizendo: Ouçam isto os hebreus. Todo o Israel ouviu dizer: Saul derrotou a guarnição dos filisteus, e também Israel se fez odioso aos filisteus. Então, o povo foi convocado para junto de Saul, e Gilgal” (I Samuel 13: 3-4).
Saul esperava impacientemente. “Então, todo o povo foi convocado após Saul em Gilgal”. Israel entrou em pânico quando a grande força filistéia se aproximou com milhares de carruagens, 6.000 cavaleiros e um exército que lhes parecia tão numeroso como a areia da praia. O exército de Saul começou a desertar para todos os lados e era na melhor das hipóteses, um grupo diversificado sem uma única espada no meio deles. Tudo que tinham eram foices, machados e ferramentas agrícolas. Esta era a verdadeira crise da guerra, que Samuel discutira com Saul meses antes no eirado da casa. A intenção era que houvesse um tempo para reunião em Gilgal à espera de que Deus desse uma palavra clara de instrução. Porém Saul deu a Deus um ultimato para que Este agisse. Se a ordem não viesse até determinada hora, Saul decidiria o que fazer para salvar a situação. “Esperou Saul sete dias, segundo o prazo determinado por Samuel: não vindo, porém, Samuel a Gilgal, o povo se foi espalhando dali. Então, disse Saul: Trazei-me aqui o holocausto e ofertas pacíficas E ofereceu o holocausto” (I Samuel 13: 8-9).
Esta não era tão somente uma questão de esperar, mas de esperar até - até que viesse a ordem, até que fosse dada a instrução do céu. “Esperarás, até que eu venha ter contigo e te declare”. Por que Samuel atrasou-se umas poucas horas? Porque Saul estava sendo provado para ver se acreditaria e confiaria em Deus, para ver se Saul obedeceria mesmo que as coisas não saíssem na hora exata. Samuel demorou-se porque Deus lhe falara de modo claro e lhe dissera que demorasse. Deus desejava que Saul fosse um testemunho de humilde dependência dEle em todas as coisas, em especial numa crise sombria.
Mas Saul não passou no teste. Ele olhou para as circunstâncias e tudo pareceu sem esperança. Um espírito impaciente o pressionava. A lógica dizia que estava ficando tarde demais, que algo tinha de ser feito. Posso ouvir suas palavras: “Não posso aceitar esta indecisão por mais tempo. Deus me enviou para fazer Seu trabalho e estou disposto a morrer por Sua causa. Mas eis-me aqui sentado sem fazer nada. Nenhuma orientação, nenhuma palavra da parte de Deus. Tenho de fazer com que algo aconteça, ou tudo estará acabado. Se continuarmos sem fazer nada, ficaremos totalmente sem controle.” Isto é orgulho absoluto -- a necessidade de ficar no controle da situação. Saul realmente acreditava que as coisas estavam saindo de controle.
É neste ponto que tenho falhado com freqüência. Detesto não estar no controle das situações. Não que eu queira ser o chefão ou o senhor sobre os outros. Simplesmente não me agrada o sentimento de desamparo e dependência. Vivendo em Nova York, esta foi a primeira vez que tive de morar em um apartamento no alto, à mercê do senhorio, do superintendente, do sindicato, dos elevadores e dos aquecedores quebrados. Quando as coisas não funcionam tenho de esperar, esperar, esperar. Digo à minha esposa: “Já estou farto disto. Vamos comprar nossa própria propriedade, para ficarmos no controle. Isto é ridículo”. Quero estar no comando.
Com relação à Igreja de Times Square, às vezes me sinto como Saul, com coisas impossíveis avolumando-se por todos os lados. Sentimo-nos tão desamparados, e o inimigo nos parece tão grande e poderoso. Fico muito ansioso e quero comandar todas as decisões. Não gosto de, tendo pago o aluguel, ficar a mercê de senhorios inconstantes. Deus nos prometeu um lugar permanente. Mas eu o quero agora! Estou impaciente! Há muita coisa para ser feita e tão pouco tempo. Fico pensando: “Até quando, Senhor? Não me agrada ficar fora do controle. Necessitamos de alguma providência!”
Mas Deus diz: “Você confia em Mim? Espere! Tendo feito tudo que está ao seu alcance, simplesmente tenha calma e veja o livramento do Senhor!” A parte mais difícil da fé é a última meia hora, pouquinho antes da resposta prestes a aparecer, pouquinho antes de Deus estar prestes a operar um milagre. É aí que perdemos as forças, desfalecemos, tentamos fazer algo acontecer. Isto é orgulho pecaminoso. “Mal acabara ele de oferecer o holocausto, eis que chega Samuel; Saul lhe saiu ao encontro, para o saudar” (I Samuel 13:10). Tão logo tomou o problema em suas próprias mãos, Samuel chegou. A instrução divina estava bem ali à porta, apenas com alguns minutos de atraso! Saul, porém, não agüentou esperar.









Implicações em Não Se Aguardar que Deus Opere


Acusamos Deus de nos enganar. Saul, agindo com impaciência, por conta própria, estava dizendo: “Deus me enviou para realizar a Sua obra, mas deixou comigo a tarefa de calcular como consegui-la. Ele me disse para fazê-la, mas agora me faz sentar e esperar. Se Deus não quer responder, não me pode julgar por fazer o que tenho de fazer.” Tomar o lugar de Deus é terrível orgulho. É acusar Deus de negligência. Somos mandados, como Saul, a esperar no Senhor, aquietar-nos e ver a Sua salvação, sempre confiar nEle de modo que Ele possa dirigir nossos caminhos. Mas quando expira o último prazo que estabelecemos, e não podemos mais esperar por Deus, tratamos de escapar e fazer com que as coisas aconteçam. Por nossas ações estamos dizendo: “Deus na realidade não se importa comigo. Ele me rejeitou. Orar e esperar não adianta. As coisas simplesmente pioram. Não posso ficar aqui sentado e ignorado.” Não confiamos verdadeiramente na Sua palavra.
A ordem de Samuel era: “Descer a Gilgal e esperar... Virei, e você receberá as instruções.” Perante Deus, toda a responsabilidade de Saul era esperar pela palavra! Deus queria ouvir Saul dizer: “Deus cumpre Sua palavra; nem uma vez sequer uma palavra saída dos lábios de Samuel caiu por terra. Deus disse que eu deveria esperar as instruções e esperarei. Que todo o exército deserte. Que todo israelita seja covarde. Que todo homem seja chamado de mentiroso. Se Deus quiser, Ele me enviará um exército de anjos. Esta guerra não é minha. Não tenho a mínima idéia de como ir atrás deste grande inimigo. Está tudo nas mãos de Deus. Fui instruído a esperar pela palavra.”
Mas o orgulho raciocina assim: “Não deve ter sido isso que Deus quis dizer. Talvez eu tenha ouvido mal. O problema está em eu ver e ouvir.” Em vez de nos firmarmos na palavra de Deus, começamos a imaginar coisas. Na cama, tarde da noite, dizemos: “Já sei como aquilo pode ser feito.” É um grave erro fazer algo muito lógico e razoável, quando não se trata de instrução clara do Senhor. Pode ser a conclusão de homens sábios e mentes lógicas, a única opção que têm. Precisamos sair da pressão de executar, de se fazer alguma coisa. Você não tem de fazer nada, senão firmar-se na palavra de Deus. Se você quiser provar algo a Deus, prove que esperará pacientemente que Ele atue. Você acredita de fato que Deus pretende fazer o que diz? É perigoso tomar a dianteira de Deus! Isto é independência!
“Samuel perguntou: Que fizeste?” Respondeu Saul: “Vendo que o povo se ia espalhando daqui, e que tu não vinhas nos dias aprazados, e que os filisteus já se tinham ajuntado em Micmás, eu disse comigo: Agora, descerão os filisteus contra mim a Gilgal, e ainda não obtive a benevolência do Senhor; e, forçado pelas circunstâncias, ofereci holocaustos. Então, disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente em não guardar o mandamento que o Senhor, teu Deus, te ordenou; pois teria, agora, o Senhor corfirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Já agora não subsistirá o teu reino.O Senhor buscou para si um homem que lhe agrade e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o Senhor te ordenou” (I Samuel 13: 11-14). Saul esperou sete dias -- mas esta espera não era santa. Ele estava impaciente, irado, temeroso e amuado. Devemos esperar com fé, acreditando que Deus cuida de nós e nos ama, que estará presente no Seu devido tempo. Esta questão de esperar é tão importante que quero lhe mostrar alguns textos bíblicos para prová-lo.
“Naquele dia, se dirá: Eis que este é o nosso Deus, em quem esperávamos, e ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Isaías 25:9).
“Porque desde a antigüidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu Deus além de ti, que trabalha para aquele que nele espera” (Isaías 64:4).
Compare o orgulho impaciente de Saul com a espera de Davi em Deus para obter direção. Quão maravilhoso! E quão claro! “Os filisteus tornaram a subir e se estenderam pelo vale dos Refains. Davi consultou ao Senhor, e este lhe respondeu: Não subirás; rodeia por detrás deles e ataca-os defronte das amoreiras. E há de se que, ouvindo tu um estrondo de marcha pelas copas das amoreiras, então, te apressarás; é o Senhor que saiu diante de ti, a ferir o arraial dos filisteus. Fez Davi como o Senhor lhe ordenara; e feriu os filisteus desde Geba até chegar a Gezer” (2 Samuel 5: 22-25). O inimigo estendia-se diante de Davi, mas este tinha que esperar a palavra de Deus! Só então se apressaria.









Servidão


O não ter orgulho tem sido confundido com a idéia de servidão. Todo mundo, hoje, quer ser tudo exceto servo. Um grande jogo de crianças nos Estados Unidos tem o nome de “Senhores do Universo”! E isto está se tornando a teologia de muitos cristãos. Citamos este texto bíblico: “Assim que já não és escravo, mas filho; e se és filho, és também feito herdeiro por Deus” (Gálatas 4:7). O que Paulo está dizendo, é que um filho que tenha sido instruído corretamente, sabe que é legalmente filho do rei com todos os direitos, mas ele ama o pai de tal modo que escolhe o papel de servo. Paulo, na mesma carta, diz que era “servo de Jesus Cristo” (Romanos 1:1). Simão Pedro chamava a si mesmo de “Servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo” (2 Pedro 1:1). E Cristo, o Senhor, o próprio Filho de Deus, “antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens...a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz” (Filipenses 2:7-8). Que haja em você esta mente que houve também em Cristo Jesus. O servo não tem vontade própria; a palavra do seu senhor é sua vontade.
A Cruz representa a morte de todos os meus próprios planos, de todas as minhas idéias próprias, de meus desejos próprios, minhas próprias esperanças e sonhos. Ela é acima de tudo a morte absoluta da minha própria vontade. Isto é a verdadeira humildade. A humildade é associada unicamente à Cruz. “...a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz” (Filipenses 2:8). Ele havia dito aos Seus discípulos: “A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou...” (João 4: 34). Ele diz: “Eu nada posso fazer de mim mesmo; na forma por que ouço, julgo” (João 5: 30). Em outras palavras: “Recuso-Me a tomar os problemas em minhas próprias mãos. Espero para ouvir cada instrução de meu Pai!” Ele que é a Luz, a inteligência absoluta, que é conhecedor de todas as coisas, humilhou-Se, tornou-Se dependente do Pai em todas as cosas. “Eu não posso fazer nada de mim mesmo”, disse Jesus.
João escreveu: “...pois, segundo ele é, também nós somos neste mundo” (I João 4:17). Não existe cristão verdadeiro senão aquele que pode dizer: “Desejo realmente fazer a perfeita vontade de Deus.” Mas é aqui que nós falhamos: colocamos nosso coração em algo que desejamos, algo que nos parece bom, que nos parece lógico, mas que não é a vontade de Deus. Jejuamos, oramos, e intercedemos por aquilo! Derramamos um rio de lágrimas! Clamamos por aquilo que queremos! Amarramos os demônios que nos impedem de possuí-lo. Citamos a Bíblia! Conseguimos que outros concordem conosco! Uma das maiores armadilhas para apanhar cristãos vem a ser aquela ótima idéia que não vem da mente de Deus, uma boa estratégia que não é a de Deus, um plano bem concebido que não é o dEle. A pergunta é: pode o seu desejo sobreviver à Cruz? Pode você desviar-se deste desejo e morrer para ele? Você pode honestamente dizer: “Senhor, talvez não seja o diabo que esteja me detendo, mas Tu! Se não for da Tua vontade, isso poderá me destruir. Desisto em favor da Cruz! Da morte! Faz do Teu modo, Senhor!” ?
É quando você desce ao abismo da morte para todo o seu eu, toda a sua ambição e toda a sua vontade própria, é quando ouve a voz de Deus. Jesus disse: “...vem a hora e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus...todos os que se acham nos túmulos ouvirão a sua voz e sairão” (João 5: 25,28). É por isso que milhares de cristãos hoje se complicam ouvindo pequenas vozes. Há confusão, as coisas não saem direito porque não tem havido morte para a vontade própria. Sim, creio que Deus fala a Seus filhos. Pode-se ouvir Sua verdadeira, santa e inconfundível voz, mas só depois da crucificação da vontade e do desejo próprios. Jesus ouvia de maneira clara a voz do Pai. De igual modo Paulo, Pedro e Estevão; mas só porque eles estavam mortos para este mundo. Eles se consumiram fazendo apenas a vontade de Deus.









O Que é Humildade?


Humildade é se colocar na total dependência de Deus. É confiar que Deus faz a coisa certa, na hora certa, do modo certo! É confiar que Ele lhe usará da maneira certa e na hora certa. Humildade é esperar com paciência no Senhor, em um espírito de expectante fé. O orgulho não tem paciência: “Descansa no Senhor e espera nele, não te irrites por causa do homem que prospera em seu caminho, por causa do que leva a cabo os seus maus desígnios. Deixa a ira, abandona o furor; não te impacientes; certamente isto acabará mal” (Salmo 37: 7-8). Ou seja: “não se indigne pelo aparente sucesso dos que parecem estar rejeitando você. Eles caminham por atalhos. São abençoados e prosperam enquanto você está aqui sentado, confiando em Deus, orando.” Deus diz: “Espere somente. Eles estão em terreno escorregadio. Você não se arrependerá se fizer a coisa à Minha maneira. A paciência está realizando um trabalho em você. Você está se fortalecendo por esperar com fé. Deixe que a paciência realize sua obra perfeita em você!”
A pessoa de experiência piedosa não é o cristão sempre ocupado, mexendo aqui e acolá. Pelo contrário, é aquela que espera em Deus com paciência e fé. Está ganhando experiência, conforme nos diz Romanos 5:4: “Irmãos, tomai por modelo no sofrimento e na paciência os profetas, os quais falaram em nome do Senhor. Eis que temos por felizes os que perseveram firmes. Tendes ouvido da paciência de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo” (Tiago 5: 10-11). Deus equipara o “andar digno diante dele” à paciência jubilosa e à longanimidade. “...a fim de viverdes de modo digno do Senhor, para o seu inteiro agrado...sendo fortalecidos com todo o poder, segundo a força da sua glória, em toda a perseverança e longanimidade; com alegria” (Colossenses 1: 10-11).









Promessa de Jesus Para os Últimos Dias


Jesus deixou-nos uma gloriosa promessa para cuidar de nós até que atravessemos os dias escuros que estão por vir! “Porque guardaste a palavra de minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra” (Apocalipse 3:10). Jesus está dizendo: “Você permaneceu fiel quando provado pelo mundo. Alegremente esperou que Eu operasse. Agora, enquanto há provações no mundo inteiro, Eu o guardarei delas. Você comprovou que confiará em Mim, venha o que vier!” O Senhor está neste exato momento preparando um povo humilde que tenha comprovado que Deus é fiel. Não só dizem: “Deus está no controle”; eles permitem de fato que Ele controle suas vidas. “Não se atemoriza de más notícias; o seu coração é firme, confiante no Senhor” (Salmo 112:7).---
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Cobiça


É difícil admitir, mas somos carregados de cobiças.
Se já não bastasse a cobiça naturalmente presente no coração do homem, o diabo, através da mídia e da sociedade, têm conseguido atiçá-la ainda mais, estabelecendo prazos inquestionáveis para obtenção de bens materiais e status sociais. Isso tem roubado o governo de Deus das nossas vidas, além de estar interferindo no nosso relacionamento com Ele e impedido que muitos servos do Deus Altíssimo consigam perceber e aceitar Seu amor.
Entretanto, quando a vontade do homem, seus planos, seus objetivos, seus sonhos, sua história e seu olhar são removidos de Deus para as coisas deste mundo, o resultado só pode ser um: o naufrágio espiritual.
Tenho visto muitos cristãos tratando o cristianismo de modo mercadológico, inclusive medindo a espiritualidade dos outros por aquilo que eles alcançam materialmente. Alguns determinam a moeda da fé, de modo que se o crente não obtiver todos os seus sonhos realizados ou se estiver passando por muitos sofrimentos é porque este não tem fé. Infelizmente isso tem sido comum: crentes lançando cobiça no coração de outros crentes, tanto por bens materiais quanto por status religioso e “poder”. Sendo assim, a fé não é mais medida pela perseverança frente as dificuldades, mas pela prosperidade. Certamente a fé tem papel fundamental na obtenção das promessas, mas a graça e o amor de Deus se sobrepõem a lei. Isso não pode ser esquecido.
Os limites entre a autoridade da fé e a soberania de Deus tem gerado uma enorme crise no seio da igreja. Alguns retiram a importância da fé, enquanto outros a tornam em uma substância sem a qual o crente vai se dar mal, mesmo sendo servo de Deus. A verdade bíblica, entretanto, é que não existe uma regra matemática. É fato que a fé abre as portas do céu para obtenção de bens materiais e espirituais. Mas ao mesmo tempo Deus precisa continuar tendo autoridade sobre Seus servos, abrindo e fechando portas. Ao criarmos a regra de que pela fé eu posso realizar meus sonhos mais profundos, sempre e inquestionavelmente, eu elimino a possibilidade de Deus agir. Neste caso, a junção da cobiça e da fé tirariam o governo de Deus.
Nós queremos regras, mas Deus quer relacionamento. Mesmo tendo fé, Deus precisa continuar tento liberdade de atuação na vida do homem. Muitas pessoas acreditam não ter fé e até se sentem mal amadas por Deus, uma vez que não foram atendidas naquilo que buscaram pela oração. A questão na verdade pode ser outra. O plano de Deus para vida desta pessoa pode simplesmente ser outro. Se lembrarmos que Deus é bom, o que devemos esperar Dele?! Você não precisa acreditar em mim, mas recentemente orei a Deus e senti Ele me dizer que, em alguns casos, Ele tem atendido alguns pedidos, não porque a pessoa tinha fé, mas porque ela não tinha. Entendi com isso que Deus, por amor a pessoa, resolveu atender seu pedido porque, se não atendesse, ela viria a enfrentar uma crise devido sua falsa doutrina, cuja qual Ele não gostaria que a pessoa vivesse naquele momento, mas talvez em um tempo futuro. Em suma, em alguns casos o que falta é fé mesmo, mas em outros a questão pode ser outra, como a espera de Deus pelo momento adequado, ou uma prova para o crescimento da fé, e ainda para a glória de Deus objetivamente. Sabemos que Deus quer nos dar sempre mais e do melhor. Mas devido a nossa natureza “caída”,  precisamos deste governo cuidadoso e amoroso de Deus, inclusive para negar pedidos feitos com muita fé. O objetivo final é a glória de Deus, o que vem principalmente pelo aperfeiçoamento do nosso caráter, e não pela obtenção de bens materiais. É disso que se trata o cristianismo.
A obtenção de bens não depende apenas de fé, mas principalmente da vontade de Deus. É neste contexto que vejo Deus perder o direito de moldar o vaso, pois, ao menor sinal de sofrimento, muitos cristãos acreditam ser isso uma ação do diabo, e começam a repreender Deus em nome de Jesus, como se Ele fosse o “devorador”. Em breve farei uma meditação mais aprofundada sobre o problema do sofrimento. Mas ao que parece, o Senhor tem perdido o direito de amassar o barro, de purificar o ouro, lapidar o diamante. Certamente, muitas lutas e dores vêm do próprio homem, outras do diabo, mas o crente que ora e tem uma vida de perseverança nos caminhos do Senhor seu Deus, pode desfrutar de maior tranqüilidade do que o ímpio, pois a maior parte de suas lutas são provenientes do próprio Soberano Senhor Deus Criador do Universo. Os ímpios não podem descansar na confiança da bondade e onipotência do Senhor. Nós podemos, mas será que fazemos isso?
Não estou sugerindo que devemos nos conformar com as dores, sofrimentos e demais dificuldades da presente vida. Pelo contrário, devemos sempre lutar contra elas. Todavia, estou afirmando que nem sempre o Senhor Deus terá a intenção de nos abster de determinadas lutas. De fato, em muitos casos iremos orar pelo livramento e seremos salvos como que através do fogo. Por isso, não devemos nos sentir acanhados em clamar por livramento. Devemos sim clamar pelo socorro do Papai. Mas precisamos também de maturidade para compreendermos que em tantos outros casos a situação nada mais é do que um fogo ardente, aprovado por Deus sobre nossas vidas, para nos purificar a fé e glorificar Seu Nome. E nestes casos a melhor opção não é orarmos por livramento, mas por fortalecimento e graça, de modo que consigamos enfrentar a prova do início ao fim e sairmos vitoriosos. Vale ressaltar que nem sempre a vitória será a conquista material dos propósitos humanos, mas sim a fidelidade e a honra que tivermos conseguido dar ao Senhor durante a jornada.
1 Pedro 4:12  ”Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma coisa extraordinária vos estivesse acontecendo;”
Os budistas pregam a abstinência de desejos pessoais como forma de se obter a felicidade. Isso pode ser uma verdade, especialmente se diferenciarmos felicidade e alegria. Uma pessoa sem desejos pessoais tende a não se frustrar, se decepcionar ou se cansar por correr atrás do vento. As questões espirituais e eternas são realmente mais valiosas. Entretanto, esta morte dos sonhos não é o caminho escolhido por Deus para os homens, mas sim a sujeição de todas as coisas ao Seu domínio. Deus nos deu liberdade para desejarmos coisas materiais e termos objetivos “naturais”, ainda que tudo isso seja vaidade. O problema, todavia, está em como tratamos nossos alvos pessoais.
Nos dias de hoje o homem tem se tornado cada vez mais utilitarista, doentiamente pragmático, orientado ao desempenho. Sendo assim, objetivos como se casar, ter um carro, ter uma casa, constituir família, e tantos outros sonhos justos e coerentes com a vontade Deus, passam a ter primazia no coração humano. É comum vermos pessoas avaliando seu valor humano de acordo com seu desempenho acerca de metas como essas. Mas como podemos ser cristãos alegres e com vida em abundância se nos medirmos deste jeito? Impossível. Todavia, se encararmos nossos desejos da forma como a Palavra de Deus ensina, seremos saudáveis espiritual e emocionalmente. Esta é aquela velha história da inversão de valores: ter para ser ou ser é o bastante? Deus tem uma preocupação especial acerca da nossa auto-imagem e trabalha insistentemente para nos fazer conscientes de nossa identidade. Não podemos colocar as coisas materiais como critérios de avaliação do nosso valor pessoal.
João 3:8  ”O vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito.”
Os limites entre “sonhar e se esforçar em busca de seus sonhos & submissão à vontade Deus” podem ser muito nebulosos em nossa mente. Como desejar algo e lutar para tê-lo, sem que haja dentro de nós certa cobiça? E como saber se esta cobiça é pecaminosa, passando por cima do espaço exclusivo de Deus? Veja, vários limites dentro do cristianismo podem ser obscuros para nós, como por exemplo, entre “se fartar & pecar por gula”, “insistir em uma oração & entregar o assunto para Deus”, “marchar e ter fé de que Deus irá operar & aguardar Sua resposta pacientemente”, etc. Tenho aprendido que a vontade de Deus não é que a mente humana defina limites rígidos, como uma sistematização do universo espiritual (como se isso fosse possível), gerando-se um livro de regras sobre o viver cristão (Seria isso uma tentativa do homem em complementar o que a Bíblia já diz?). Mas Sua vontade é que nos dediquemos humilde e zelosamente à observação e aplicação dos princípios bíblicos, mediante um relacionamento vivo e dinâmico com Ele, através do qual avaliaremos cada caso individualmente. Sei que o homem tem um desejo enorme por regras, normas, e sistemas definidos. Mas este não é o plano do Senhor, nem mesmo teríamos autoridade ou capacidade para um empreendimento deste porte. Devemos, portanto, meditar na Palavra dia e noite, para aprendermos Seus ensinos, e vivermos com Deus intensamente, para conhecermos Seu caráter. Simplesmente criar regras pode até ser mais fácil, mas não é o mais certo.










Quando focamos demais em nossos objetivos, ainda que eles sejam justos e bíblicos, tiramos a primazia de Deus do nosso olhar, dificultamos Seu governo soberano sobre as nossas decisões, e colocamos também nossa identidade (auto-imagem) em risco.










A conclusão é que devemos sim sonhar e galgarmos coisas boas nesta vida, inclusive nos esforçando em busca delas. Entretanto, devemos tomar o cuidado para que sejam objetivos bons e justos segundo a Palavra de Deus, bem como vigiar intensamente para que estas coisas não ganhem força demasiada dentro de nós. Precisamos garantir constantemente, cotidianamente e conscientemente, que o Senhor Deus continue sendo nosso bem maior, a porção da nossa herança, o governante soberano das nossas vidas, com liberdade para decidir o que podemos receber, quando iremos receber, se iremos receber, e como iremos receber algo.











Cuide para que a cobiça não domine seu coração.










Só Deus pode dominar seu coração.

Quanto mais do céu tivermos em nosso coração, menos cobiçaremos as coisas terrenas.
Deus já sabe de todas as coisas das quais precisamos. Não devemos ter inveja dos ímpios, pois muito em breve eles definharão como a erva. Precisamos é ter compaixão deles. Sei que o barulho dos ímpios as vezes nos faz pensar que eles são mais felizes do que nós. Não é verdade. Você se lembra do vazio que havia em seu coração quando vivia sem Deus?
Vamos desfrutar daquilo que Deus já nos deu. Ao invés de ficarmos entristecidos com o que não temos, precisamos nos alegrar com o que temos e sermos gratos a Deus. Acima de tudo temos o próprio Deus, o qual deveria ser a fonte maior de toda nossa alegria. O Reino de Deus é alegria. A alegria do Senhor é a nossa força. O melhor de Deus é Ele mesmo.
Devemos manter em mente que Deus é Bom em todo o tempo. A cobiça, por outro lado, nos faz insatisfeitos com a vida e obcecados pelas coisas erradas. Se estivermos oprimidos, basta colocarmos diante Dele todas as nossas ansiedades. Sendo assim, continue sonhando. Sonhar é de Deus! Mas dê para Deus a primazia em seu coração, reconheça-O no seu caminho, se alegre Nele. Assim você conseguirá compreender como a vontade Dele é boa, perfeita e agradável. “O verdadeiro cristianismo eleva nossas almas a uma esfera superior, onde o discernimento se torna mais claro, e os desejos, mais sublimes.” (Spurgeon)

Combatendo a Incredulidade da Cobiça


1 Timóteo 6:6-12
O objetivo que tenho para nós, nesta série de mensagens é o de fixar, permanentemente, em nossas memórias, a seguinte verdade: a maneira de se lutar contra o pecado em nossas vidas, é combatendo a incredulidade; e a maneira de buscarmos a retidão e a santidade, é militarmos a milícia da fé.
Três razões para o objetivo desta serie
Há, pelo menos, três razões que explicam por que eu tenho este alvo para nós.
1.A necessidade da perseverança para a salvação
Primeiramente (de acordo com Hebreus 12:14), há uma santificação sem a qual ninguém verá ao Senhor. Há pretensos cristãos que vivem vidas de tamanha desobediência, que irão ouvir Jesus dizer-lhes (de acordo com Mateus 7:23), “ Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade.” Existem aqueles frequentadores de igrejas que crêem estar salvos por haverem, uma vez, orado para receber Jesus, sem, entretanto, saberem que a genuidade daquela oração é a perseverança. Assim como disse Jesus em Mateus 24:13, “Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo”, aos crentes professantes, Paulo diz, “Porque se viverdes segundo a carne, morrereis” (Romanos 8:13). E eu não quero que você venha a esta Igreja, Bethlehem[1], por 10, 20 ou 30 anos e, depois, passe a eternidade no inferno por nunca haver aprendido a lutar a batalha da fé, ou por nunca haver aprendido a perseverar em santificação. Esta é a primeira razão pela qual eu estou pregando esta série.
2.A maneira errada de buscar a santidade
A segunda razão é a de existir um modo de buscar a santidade que, no final, vai dar errado e vai guiar à morte. E que tragédia seria se eu lhes persuadisse, com o uso da Escritura, de haver uma santidade sem a qual ninguém verá ao Senhor, apenas para vê-los começar a lutar por esta santidade de uma maneira que é denunciada pela Escritura, e que está destinada a fracassar! Romanos 9:31, 32 diz, “Mas Israel que buscava a lei da justiça, não chegou à lei da justiça. Por quê? Porque não foi pela fé, mas como que pelas obras da lei.” Essa não é a forma apropriada de agir! A retidão prática, diária, é obtida quando a lei é buscada pela fé, não pelas obras. “Obras” é a luta da justiça destituída do poder da fé nas promessas de Deus, as quais somente, satisfazem e liberam. Portanto, a segunda razão porque prego esta série, é o meu interesse de que aprendamos a lutar por santidade, não pelas obras, mas pela fé.
3.A glória de Deus em nossa perseverança
A terceira razão para a presente série é o meu desejo de ver Deus glorificado em nossa busca da santidade, da justiça e do amor. Deus não é glorificado em nossa busca, sem que estejamos outorgados a buscar pela fé em Suas promessas. Assim, pois, a menos que aprendamos a militar a milícia da fé, bem poderá suceder que alcancemos admiráveis altitudes religiosas e morais, sem que tudo isto venha a ser para a glória de Deus. Deus só é glorificado, quando confiado (Romanos 4:20). Ele é glorificado quando o poder para ser santo vem do nosso deleite em Suas promessas. Visto que hoje é o Domingo da Reforma, é bastante próprio deixarmos que Martinho Lutero nos fale sobre esta verdade:
“A fé honra àquele em quem confia com a mais alta e reverente avaliação, visto considera-lo verdadeiro e confiável. Não existe outra honra que se assemelhe a uma estimativa verdadeira e justa, com a qual possamos melhor honrar aquele em quem confiamos … Quando a alma firmemente confia nas promessas de Deus, ela O assume ser verdadeiro e justo acima de qualquer outro atributo que devamos prestar a Deus. A mais elevada adoração a Deus é que lhe tributemos a verdade, a justiça, e todos os outros demais atributos que possamos dar Àquele que é confiável”. (Freedom of a Christian, na coleção de Dillenberger, p. 52)
Destarte, meu grande desejo nesta série é que aprendamos a viver para a honra de Deus, isto é, viver pela fé em Suas promessas. E isto se traduz por militar contra a incredulidade que, nas mais diversas formas, levanta a sua cabeça em nossos corações. Inclusive, na forma da cobiça.
















A definição da cobiça

Hoje enfocaremos sobre a batalha contra a incredulidade da cobiça. Eu acredito que nosso texto em 1 Timóteo faz bastante claro o que é a cobiça e que a luta contra ela, é uma batalha contra a incredulidade, ou, uma luta pela fé nas promessas de Deus. A palavra “cobiça” não é usada aqui1 mas, na verdade, isto é tudo o que este tema vem a ser. Quando o verso 5b diz que alguns estão “cuidando que a piedade seja causa de ganho”, Paulo responde no verso 6 que “é grande ganho a piedade com contentamento.” E isto nos fornece a chave para a definição da cobiça. Cobiça é você estar desejando algo de tal maneira, que você perde seu contentamento em Deus. “É grande ganho a piedade com contentamento.”
O oposto da cobiça é o contentamento em Deus. Quando o contentamento em Deus diminui, a cobiçosa ganância, aumenta. Por essa razão, diz Paulo em Colossenses 3:5 que a cobiça é idolatria. “Mortificai, pois, os vossos membros que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, o apetite desordenado, a vil concupiscência e a avareza[2], que é idolatria.” É idolatria porque o contentamento que nossos corações deveriam estar recebendo em Deus, o procuramos em alguma outra coisa.
Você já considerou que o Decálogo principia e termina, virtualmente, com o mesmo mandamento? “ Não terás outros deuses diante de mim” (Êxodo 20:3) e, “Não cobiçarás” (Êxodo 20:17), são mandamentos quase equivalentes. Cobiçar é desejar qualquer outra coisa além de Deus, de modo a mostrar a perda do contentamento nEle. Cobiça, é um coração dividido entre dois deuses. Assim, pois, Paulo a chama de idolatria.
“Foge à cobiça. Milita a boa milícia da fé”
Agora, considerando o texto de 1 Timóteo 6:6-12, o que Paulo está fazendo é tentar persuadir as pessoas a não serem cobiçosas. Estejamos, porém, bem seguros de que entendemos como Paulo interpretava esta batalha contra a cobiça. Ele nos dá suas próprias razões de “porque” não devemos ser cobiçosos, e o faz nos versos 6-10 (aos quais voltaremos mais adiante), e, então, no verso 11, ele diz a Timóteo que evite, ou que fuja, de tudo aquilo mencionado no texto – fugir do amor ao dinheiro e do desejo de ser rico, ou seja, da cobiça.
E no verso 11b ele diz que, em vez de dar-se à cobiça, dê-se a buscar a “justiça, a piedade, a fé, a caridade, a paciência, a mansidão” e, então, desta lista ele toma a “fé” com especial atenção e logo diz, no verso 12, “Milita a boa milícia da fé.” Em essência o que ele diz é, “Foge da cobiça (…) milita a boa milícia da fé”. Em outras palavras, a luta contra a cobiça nada mais é do que a luta da fé. Esta é uma das mais claras provas de que a maneira de obedecer os Dez Mandamentos (um dos quais é “Não cobiçarás”) é pela fé. De igual maneira isto também prova que a cobiça é um estado de incredulidade.
Quando você reflete sobre isso, pode perceber o que a definição da cobiça implica. Dissemos que a cobiça é desejar algo de tal forma que você perde o seu contentamento em Deus. Ou, é perdendo o seu contentamento em Deus que você começa a buscar o seu contentamento em outro lugar. Ora, o seu contentamento em Deus é justamente o que é a fé.
Jesus disse em João 6:35, “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede.” Em outras palavras, “crer em Jesus” significa experimentá-Lo como a satisfação da sede de minha alma e da fome do meu coração. Fé é a experiência do contentamento em Jesus. A batalha da fé é a luta de manter o seu coração contente em Cristo – crer, realmente, é manter-se crendo, que Ele atenderá todas as necessidades e satisfará cada aspiração de sua alma.
Bem, a cobiça, então, é exatamente o oposto da fé. É a perda do contentamento em Cristo de tal forma que comecemos a ansiar por outras coisas, a fim de satisfazermos as aspirações de nosso coração. Não há, portanto, nenhum engano no fato de que a batalha contra a cobiça é uma batalha contra a incredulidade. É uma batalha pela fé. Sempre que sentimos o mais leviano erguer-se da cobiça em nossos corações, temos que voltar-nos contra esse sentimento e combatê-lo, com toda nossa força, com as armas da fé.
A principal arma da fé é a Palavra de Deus. Quando a cobiça começa a levantar sua cabeça gananciosa, o que devemos fazer é começar a pregar a Palavra de Deus a nós mesmos. Temos que ouvir o que Deus nos diz. Temos que ouvir Suas advertências sobre o que acontecerá ao cobiçoso, e quão sério é cobiçar. Temos que ouvir suas promessas, as quais podem dar grande contentamento a nossas almas, e podem fazer-nos vencer todos os anseios da cobiça.
Advertências contra a cobiça
Em primeiro lugar, algumas advertências.
1.A cobiça nunca trás satisfação
Eclesiastes 5:10, “O que amar o dinheiro nunca se fartará de dinheiro; e quem amar a abundância nunca se fartará da renda; também isto é vaidade.”
Esta á e palavra de Deus sobre o dinheiro: nunca satisfaz os que o amam. Se cremos em Deus, fujamos do amor ao dinheiro. É um beco sem saída.
Jesus assim se expressa em Lucas 12:15, “”Acautelai-vos e guardai-vos da avareza, porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.” Se a Palavra do Senhor necessitasse de confirmação, bastaria o fato de existir suficiente número de milhares de pessoas riquíssimas que são, contudo, miseráveis neste mundo, para provar que uma vida de satisfação, não procede de possuir “coisas”.
2.A cobiça asfixia a vida espiritual
Jesus contou a parábola do semeador (Marcos 4:1-20) e disseque algumas sementes caíram entre espinhos e estes cresceram e as sufocaram.
Em seguida, Jesus interpretou a parábola dizendo que a semente é a Palavra de Deus. A semente semeada entre os espinhos foi interpretada desta maneira: “os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas, e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera.”
Uma conflagração real acontece quando a Palavra de Deus é pregada. O desejo por outras coisas poderá ser tão forte que os princípios de uma vida espiritual se asfixiem totalmente. E esta é uma advertência medonha, sobre a qual deveríamos guardar-nos todas as vezes que ouvimos a Palavra de Deus, a fim de podermos recebe-la com fé e não, ao contrário, sufoca-la com a cobiça.
3.A cobiça dá origem a muitos outros pecados
1 Timóteo 6:10 diz, “O amor ao dinheiro á a raiz de todos os males.” E, em Tiago 4:2, lemos, “Cobiçais e nada tendes”, então, “combateis e guerreais.”
A cobiça é um terreno fértil para milhares de outros pecados. E isto reitera a advertência para que fujamos dela com toda as nossas forças.
4.A cobiça o decepcionará no momento em que você mais vai necessitar de ajuda
Falhar-lhe-á em sua hora da morte. I Timóteo 6:7 diz, “Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto e que nada podemos levar dele”. No momento de sua morte, a mais forte crise de sua vida e quando você mais precisa de contentamento, esperança e segurança - mais que em qualquer outro momento - o seu dinheiro, assim como todas as suas possessões, tomarão asas e voarão. Decepcionarão. Serão, quando muito, como bons amigos nos bons tempos… E você entrará na eternidade sem nada, a não ser com a medida do contentamento que você tenha tido em Deus.
Se você caísse morto agora mesmo, levaria uma carga de prazeres em Deus, ou se apresentaria diante de Deus com aquele vazio onde a cobiça de armazenava? A cobiça o decepcionará justamente naquele mesmo momento em que você necessita da maior ajuda.
5.No final, a cobiça destrói a alma
1 Timóteo 6:9 diz, Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem o homem na perdição e ruína.”
Sim, no final, a cobiça destrói a alma no inferno. A razão porque eu estou certo de que esta destruição não trata, simplesmente, de um fiasco financeiro temporal, mas de uma destruição final no inferno, é porque Paulo diz, no verso 12, que a cobiça é para ser resistida com a peleja da fé e, em seguida, adiciona, “toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão.” O que está em jogo aqui, em fugir à cobiça e em militar a milícia da fé, é a vida eterna. (Veja 6:12).
Assim, pois, o verso 9 não está dizendo que a avareza poderá atrapalhar seu casamento, ou o seu negócio (o que certamente pode!), mas está dizendo que a cobiça poderá arruinar sua eternidade e destrui-la. Ou, como diz no final do verso 10, “nessa cobiça alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmo com muitas dores.” (Literalmente: “se perfuraram a si mesmos com muitas dores”)
Deus, na Bíblia, tem caminhado a segunda milha a fim de advertir-nos, misericordiosamente, de que a idolatria da cobiça não é uma situação em que se possa sair ganhando. É um beco sem saída no pior sentido da expressão. É um truque e uma armadilha. Portanto, minha palavra a você é a palavra de 1 Timóteo 6:11: fuja dela. Quando você a vê aproximar-se (numa propaganda da TV, ou num catálogo de Natal, ou numa compra que um vizinho fez), corra da mesma maneira que você correria se encontrasse com um leão que, tendo escapado do zoológico, anda pelas ruas rugindo e faminto.
Mas, para onde correr?
Corra para o arsenal da fé e, rapidamente, tome o manto da oração do Salmo 119:36 e cubra-se com esse manto: “Inclina o meu coração a teus testemunhos e não à cobiça.” Agilmente, então, tome os dois sabres, um curto e outro mais longo, especialmente feitos pelo Espírito Santo para assassinar a cobiça. Levantando-se, posicione-se firme à porta. Quando a cobiça mostrar a sua cabeça, você brandirá o sabre mais curto:
1 Timóteo 6:6 “Mas é grande ganho a piedade com contentamento.” GRANDE GANHO! GRANDE GANHO! Alto! Pare onde você está, Leão da Cobiça. Eu tenho grande ganho em Deus. É a minha fé!
E antes que a Cobiça tenha tempo para atacar, tome o sabre mais longo (Hebreus 13:5-6), “Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: não te deixarei nem te desampararei. E, assim, com confiança, ousemos dizer: O Senhor é o meu ajudador, e não temerei o que me possa fazer o homem.” Então arremeta-se com ímpeto. Faça exatamente o que Paulo disse que fizéssemos em Colossenses 3:5, “Mortificai (matai) a avareza - a cobiça”.
Irmãos e irmãs, toda cobiça é incredulidade. Aprendam comigo. Oh! Aprendam comigo, como usar a espada do Espírito para militar a boa milícia da fé, e tomem posse da vida eterna!
Notas
  1.  “Bethlehem” é o nome da Igreja onde o Dr. John Piper é Pastor. Nota de tradução.
  2.  A palavra cobiça não aparece no texto em inglês. Em seu lugar aparece a palavra “greedness” que traduzida significa “ganância”. 
-John Piper 






Combatendo a Incredulidade da Arrogância







1 Coríntios 4:7
Definindo crer e incredulidade
Permitam-me principiar por definir o que é crer e o que é a incredulidade. Jesus, em João 6:35, disse: “Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede.”
Entendo, por isso, que ser incrédulo quanto a Jesus (NÃO crer em Jesus) é afastar-se dele a fim de buscar satisfação em outras coisas. E, CRER em Jesus, é vir a Jesus para a satisfação de nossas necessidades e de nossos anseios.
Crer não é, primordialmente, concordar com fatos mentalmente; é, principalmente, um apetite no coração que se fixa em Jesus por satisfação. “Aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede!”
Portanto, a vida eterna não é concedida àqueles que meramente pensam que Jesus é o Filho de Deus. É dada aqueles que bebem de Jesus como o Filho de Deus. “Mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna.” (João 4:14). Ele é o pão da vida para aqueles que dele se alimentam – que recebem sua nutrição e satisfação dEle. Isto é o que significa crer no unigênito Filho de Deus e ser salvo.
A mais profunda forma de incredulidade
Outra forma de incredulidade sobre a qual devemos comentar aqui é a incredulidade de um caráter arrogante. Existe uma correlação muito próxima entre a incredulidade e o orgulho. Veja como eu descreveria esse relacionamento: INCREDULIDADE é afastar-se de Jesus (ou de Deus) a fim de buscar satisfação em outras coisas. ORGULHO, ou ARROGÂNCIA, é a pessoa afastar-se de Deus com o fim específico de buscar satisfação em si própria.
A cobiça é afastar-se de Deus para buscar satisfação em coisas. Impaciência é afastar-se de Deus para buscar a satisfação rápida em seu próprio plano de ação. A lascívia é afastar-se de Deus para encontrar satisfação em sexo. A amargura é afastar-se de Deus para buscar satisfação na retaliação.
Porém, mais profunda do que qualquer outra forma de incredulidade, é a incredulidade da arrogância porque, por detrás de todas essas disposições pecaminosas acima mencionadas, há um espírito de autodeterminação e de exaltação de si mesmo. Assim, se justifica tomarmos em último lugar nesta série, esse pecado, a saber, o pecado de um caráter orgulhoso e arrogante. E mais ainda se justifica tratar deste tema na ocasião do advento de Cristo porque, na vinda do Filho de Deus na forma de homem, está o mais extraordinário ato de humildade e de abnegação.
Quando eu identifico o orgulho como uma forma de incredulidade, faço-o com a seguinte aplicação prática: a luta contra o orgulho – ou contra a arrogância – é uma batalha contra a incredulidade; ou, colocando positivamente, a luta pela humildade é a milícia da fé.
Diversas passagens bíblicas sobre o orgulho
O que quero fazer, então, é começar por 1 Coríntios 4:7 e, em seguida, olhar outras diversas passagens bíblicas sobre o orgulho. Todas essas passagens contrastam o orgulho com algo mais. Elas demonstram o oposto do orgulho. Quero que, em cada caso, vocês possam ver o fato de que aquilo que é o oposto do orgulho é da essência da fé. Em outras palavras, quero que vejam na Bíblia que o orgulho é uma forma de incredulidade, que seu oposto é a fé, e que a maneira de se combater o orgulho é crer em tudo o que Deus é para você através de Jesus Cristo.
Minha oração, em cada ponto, é para que o apetite de vocês por Deus seja feito insaciavelmente forte.
1. 1 Coríntios 4:7
“Porque quem te diferencia. O que tens tu que não tenha recebido? E, se o recebeste, porque te glorias como se não o houveras recebido?”
Nesse texto, qual é o oposto de gloriar-se? O oposto é reconhecer a verdade de que nossas diferentes habilidades são dons de Deus. Os coríntios foram apanhados em comparando e opondo as capacidades de uma pessoa com as de outra (1:12). Paulo diz, então, que esse tipo de gloriar-se no homem teria sido impossível se eles houvessem provado a verdade de que as habilidades são dons de Deus e não base para própria vanglória.
Assim, pois, a primeira forma de se combater a incredulidade da arrogância é apropriar-se com clareza dessa verdade, descansar nela e desfrutá-la. Portanto, aquele que se gloria glorie-se em Deus e não no homem.
2. Tiago 4:6-8
“Antes, dá maior graça. Portanto, diz: Deus resiste aos soberbos, dá, porém, graça aos humildes. Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós. Chegai-vos a Deus, e Ele se chegará a vós.”
Aqui, o oposto do orgulho, é submeter-se e chegar-se a Deus. A arrogância deseja ser independente, governar-se a si mesma, ser autônoma. Por isso, é inevitável que entre em conflito com Deus. Por essa razão aqueles que não querem se submeter aos ensinos divinos, se mantêm o mais distante de Deus que lhes for possível.
Se vêm à igreja e ouvem Deus confrontá-los com seu estilo de vida, vão-se para nunca mais voltar, porque gostam de serem seus próprios mestres e fazerem as coisas segundo seus próprios propósitos.
Tiago, porém, diz que tais pessoas deveriam parar de fugir e que, ao contrário, deveriam se aproximar. Deveriam deixar sua rebelião e se submeterem. Porque Deus se opõe ao arrogante, mas dá graça ao humilde (v. 6).
Portanto, a maneira de combater a incredulidade da arrogância, nesse versículo, é deixar de deleitar-se na autodeterminação e em distanciar-se de Deus e começar a deleitar-se no direito de Deus em dizer-lhe o que é melhor para você, e na comunhão que se oferece àqueles que se aproximam de Deus em fé (Hebreus 10:22; 11:6).
3. Tiago 4:13-16
“Eia, agora, vós que dizeis: Hoje ou amanhã, iremos a tal cidade, e lá passaremos um ano, e contrataremos, e ganharemos. Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece. Em lugar do que devíeis dizer: Se o Senhor quiser, e se vivermos, faremos isto ou aquilo. Mas, agora, vos gloriais em vossas presunções; toda glória tal, como esta, é maligna.”
A forma em que o ato de vangloriar-se se demonstra neste texto, é através da incredulidade na soberania de Deus sobre as coisas ordinárias da vida. Um homem diz simplesmente: “ Viajarei para esta determinada cidade no Natal.” E Tiago diz, “Não esteja tão certo disso.” Diga em vez disso (v. 15), “Se o Senhor quiser, viverei e viajarei para esta determinada cidade no Natal.”
Você crê que Deus seja soberano sobre se você chegará (ou não chegará) em casa, em sua volta da igreja neste dia? Você crê que Ele é soberano sobre seus negócios e sobre suas viagens e sobre sua saúde? “Se o Senhor quiser, e se vivermos …” (v. 15).
Tiago nos diz que não crer nos direitos soberanos de Deus para guiar sua vida, ou para tomá-la, resultará em uma vida de arrogância. A maneira de combater a arrogância é ceder à soberania de Deus em todos os detalhes de sua vida, e descansar em Sua imensurável habilidade de trabalhar em favor daqueles que esperam nEle.
4. 1 Pedro 5:5-7
“Semelhantemente vós, jovens, sede sujeitos aos anciãos; e sede todos sujeitos uns aos outros e revesti-vos de humildade, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graça aos humildes. Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo, vos exalte, lançando sobre Ele toda a vossa ansiedade, porque Ele tem cuidado de vós.”
Aqui Pedro nos ensina que todos deveríamos estar revestidos de humildade e, em seguida, nos diz que uma das coisas que faremos nessa humildade, será lançarmos nossas ansiedades sobre o Senhor.
Porque “lançar nossas ansiedades sobre o Senhor” é o oposto da arrogância? Porque o orgulho não pode, em si, admitir ter ansiedades e, especialmente, não gosta de admitir sua necessidade da ajuda de qualquer outra pessoa para seu suporte.
Então, temos aqui o centro do que é, realmente, a fé. A fé admite a necessidade de ajuda. O orgulho, não. A fé confia em Deus para dar-lhe a ajuda necessária. O orgulho, não. A fé lança suas necessidades sobre Deus. O orgulho, não o faz.
Portanto, uma das formas para combater a incredulidade da arrogância, ou do orgulho, é admitir que você tem ansiedades, e acalentar o privilégio de ser convidado a lançá-las sobre Deus.
Uma maneira bastante prática de cultivar uma atmosfera de humildade e fé, na família e na igreja, é a de expressar sua necessidade pessoal de Deus quando você ora.
Pode ser que você diga que ora dessa maneira, quando ora em secreto. Agradeço a Deus se você assim o faz. Porém apelo, a bem do amor e da verdade, para que você em suas orações em companhia de outros, não oculte este âmago da fé. Se não ouvimos uns dos outros aquelas orações contritas que expressam necessidade e desespero, nossa comunhão será superficial, a humildade e a fé serão formais, o orgulho estará espreitando à porta e nós nos tornaremos uma igreja que se engana a si mesma, uma igreja doentia.
Oh que grande ministério é, para o meu espírito, quando oro com santos que expressam, em palavras, sincera necessidade por Deus e seu anelo pela ajuda de Deus em suas próprias vidas.
Quantos há que se convenceram a si mesmos de que orar em voz alta por outros é amor, mas orar em vós alta por si mesmos é egoísmo. Eu creio que a verdade é simplesmente o oposto: é o orgulho, não o egoísmo, que remove das reuniões de oração o delicioso aroma da fé em corações contritos. Assim, pois, lhes rogo, mesmo não sendo por outra razão que não a de ministrar ao meu próprio coração, que deixem que seus desejos pela ajuda de Deus e por Sua rica presença, sejam ouvidos quando nos reunimos para orar!
5. Jeremias 13:15-16
“Escutai, e inclinai os ouvidos, e não vos ensoberbeçais; porque o SENHIOR falou. Dai glória ao SENHOR, vosso Deus, antes que venha a escuridão e antes que tropecem os vossos pés nos montes tenebrosos; antes que, esperando vós a luz, Ele a mude em sombra de morte e a reduza à escuridão.”
“ Não vos ensoberbeçais. Dai glória ao Senhor.” O oposto da arrogância é dar glória a Deus.
Mas, qual o significado disso? Você não pode dar glória a Deus no sentido de fazê-lo glorioso. Você pode dar-lhe glória fazendo as coisas que demonstram Sua glória. Como o que, por exemplo? Bem, ouçam a Romanos 4:20: “E não duvidou das promessas de Deus por incredulidade, mas foi fortificado na fé, dando glória a Deus.” A fé dá glória a Deus por demonstrar que Deus é gloriosamente confiável.
A fé adora exibir a glória da graça de Deus e a glória da Sua força e a glória da Sua sabedoria. A fé opera por agir de maneira a maximizar a alegria de ver Deus exibindo Sua glória. O que, em outras palavras, simplesmente significa que a fé ama ver Deus sendo Deus.
E tudo isso é o exato oposto ao orgulho e à arrogância. O orgulho tem prazer na lisonja de sua própria glória. Jesus disse em João 5:44: “Como podeis vós crer, recebendo honra uns dos outros e não buscando a honra que vem só de Deus?” Em outras palavras, “não podeis.” -Você nunca virá a Jesus para receber dele todo o seu prazer, se é sua intenção receber esse prazer no louvor dos homens.
6. Jeremias 9:23-24
“Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas. Mas o que se gloriar glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor.”
Que batalha temos em nossas mãos! A arrogância inimiga nos vem de todos os lados:
  • gostamos de ser admirados pelo modo como usamos nossas mentes – “Que graus tão altos, que soluções inteligentes, que gênio em piadas, que vitória no jogo de palavras cruzadas”;
  • gostamos de ser admirados por causa de nossos corpos – por podermos trabalhar longas horas e arduamente, ou porque somos musculosos e estamos em boa forma física, ou porque podemos correr com rapidez, ou porque podemos levantar grandes pesos ou correr longas distâncias;
  • gostamos de ser admirados por causa de nossas posses – porque vivemos em certa comunidade, ou temos certo carro, ou certo aparelho estereofônico, ou por termos adquirido certo portfólio.
Jeremias, porém, diz: “Vence o inimigo orgulho, por engrandecer a Deus”. Glorie-se nisto, em que você conhece a Deus. Você quer jactar-se de seu intelecto? Jacte-se de Deus. Quer gloriar-se de sua força e beleza? Glorie-se na força e na beleza de Deus. Você quer gabar-se de sua casa própria? Gabe-se das propriedades de Deus.
Como melhor lutar contra a arrogância
Quando tudo o que devemos dizer já está dito, qual é a mais básica resposta bíblica à questão de como melhor combater a arrogância?
Em 6 de dezembro eu fiz esse registro em meu diário; a confissão de minha própria necessidade e, ao mesmo tempo, minha resposta a essa questão:
“Não é esta a mais efetiva maneira para poder por um freio ao meu prazer de ser admirado: a de concentrar-me na exaltação de Deus?” - A abnegação e a crucificação da carne são essenciais, mas, oh, como é fácil exaltar-me até mesmo em minha abnegação! Como poderá esse insidioso prazer em ser exaltado ser quebrado, exceto em que eu submeta todas as minhas faculdades ao prazer de exaltar a Deus?
Hedonismo cristão é a solução final. É algo mais profundo que a mortificação do próprio ego. Você terá que baixar ainda mais profundamente na sepultura da sua natureza carnal, para poder encontrar o verdadeiro e libertador córrego da milagrosa água que o extasiará em sua sede pela glória de Deus. Só nessa absorção, nessa admiração totalmente satisfatória, está o fim do seu próprio ego.

-John Piper
Seja Deus verdadeiro e mentiroso todo homem” (Rm 3.4). Há uma incrível tendência em nós para a mentira. Isso está tão relacionado com o homem que ele é capaz de mentir para si mesmo. Paulo aqui em Romanos faz uma acusação a toda a raça humana. E a mentira e o engano toma várias formas no coração humano – Jeremias diz que “enganoso é o coração do homem, mais corrupto que qualquer outra coisa...”
Mas chegar ao ponto de mentirmos para nós mesmos sobre nós, é chocante. De todas as tarefas que a verdade de Deus nos impõe em nossa integridade, é a difícil tarefa de contar a verdade sobre nós mesmos para nós mesmos. Se nós olharmos para nós mesmos superficialmente ( e quase sempre é assim que nos olhamos ) parece ridículo e inacreditável que seja difícil falar a verdade sobre nós para nós mesmos. Mais aí é que entra outra característica poderosa infundida na queda nos homens – O ORGULHO.
O profeta Obadias diz: “A soberba do teu coração te enganou” (Ob 1.3). Há um desejo intenso no homem de que as pessoas tenham uma boa opinião sobre ele. Isto está tão misturado a essência do que somos, que antes dos outros, nós desejamos ter um boa opinião sobre nós mesmos, por isso nos enganamos. Nada é mais difícil do que enfrentar com honestidade o lado obscuro da nossa personalidade – a verdade sobre nós mesmos é cruel, dolorosa... escapamos pelo caminho do auto-engano em nossa soberba. Sempre olhamos para nós com o melhor dos olhos. Isso certamente leva o homem a ruína – Deus não exige de nós a perfeição, mais exige a honestidade.
“A soberba do teu coração te enganou” – A avaliação que eles ( a quem Obadias se dirigia – Edom) estava errada. Geralmente só o poder sobrenatural do Espírito Santo nos leva a convicção da verdade sobre nós mesmos. Olhamos nossas ações, como vimos, com a melhor de todas as luzes possíveis – ao mesmo tempo em que somos rápidos e agudos para olhar as atitudes dos outros com severidade, sempre estamos prontos a nos perdoar e explicar as nossas atitudes...R
 





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