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24 de nov de 2010

O PLANO DE DEUS - Parte 1/2


DOUTRINA DA TRINDADE

  



  1. DOUTRINA DA TRINDADE
“Não posso pensar em um e único, sem que me veja imediatamente envolvido pelo fulgor dos três; nem posso distinguir os três, sem que me veja imediatamente voltado para um e único.” (NAZIANZO, Gregório de. Sermão sobre o santo batismo).
“Eis que me aparece, como num enigma, a Trindade. Sois vós, meu Deus, pois Vós, Pai, criastes o céu e a terra no princípio de nossa Sabedoria, que é a vossa Sabedoria, que de Vós nasceu, igual e co-eterna convosco, isto é, no vosso Filho.
(...) No vocábulo “Deus”, eu entendia já o Pai que criou todas as coisas; e pela palavra “princípio” significava o Filho, no qual tudo foi criado pelo Pai. E, como eu acreditasse que o meu Deus é Trino, procurava a Trindade nas vossas Escrituras e via que o vosso Espírito “pairava sobre as águas”. Eis a vossa Trindade, meu Deus: Pai, Filho e Espírito Santo. Eis o Criador de toda criatura.” (AGOSTINHO, Aurélio. Confissões. São Paulo: Nova Cultural, 1999. p. 379-380).
1.1 INTRODUÇÃO
O presente estudo tratará de um dos temas mais complexos e debatidos de toda a teologia e do pensamento cristão: A Doutrina da Trindade. Tal assunto possui a capacidade de gerar inúmeras dúvidas em nossa mente, tais como: como Deus é único e ao mesmo tempo três? Serão três Deuses diferentes? Será apenas um Deus, que se manifesta de três formas diferentes? Ou ainda: Um único Deus, com três subsistências distintas?
O primeiro cuidado a se tomar, em um estudo pormenorizado da Trindade, é que ela é possível de ser entendida, contudo, não sem a devida reverência e fé. O tema aborda uma realidade que é totalmente desconhecida a nós e, além disso, sem parâmetro em toda a criação. Não há um só exemplo sequer nas existências que se compare a subsistência perfeita de Pai, Filho e Espírito Santo.
O termo Trindade (lat. Trinitas), foi cunhado pelo bispo Tertuliano (160-230), para ser o designativo da doutrina de que Deus é a coabitação eterna e perfeita de três pessoas que partilham da mesma Deidade.
Para se alcançar um entendimento sóbrio e isento de heresias acerca da Trindade é necessário analisar os dados bíblicos, dos quais naturalmente emerge essa doutrina, ao invés de se criar modelos e tentar encaixar a Bíblia a eles. O melhor modelo que podemos utilizar para a explicação da Trindade deve ser o reflexo direto dos dados escriturísticos.
A Trindade é, portanto, uma doutrina que emerge da Bíblia, e não algo que foi moldado para se encaixar com a Bíblia; é uma doutrina que as próprias Escrituras ensinam, não apoiada apenas em um texto, mas em toda a extensão e revelação da Palavra de Deus.
1.2 EVIDÊNCIAS BÍBLICAS DA DOUTRINA DA TRINDADE
1.2.1 A TRINDADE NO ANTIGO TESTAMENTO
O AT apresenta Deus como sendo um só Deus, que se torna conhecido pelos Seus nomes, atos e atributos, entretanto, é conveniente atentar que, apesar da postura centralizadora da Deidade – com vistas a formar um povo que se mantivesse fiel ao monoteísmo – há inúmeras passagens que denotam a pluralidade de pessoas na Deidade vétero-testamentária.
Utilizando o texto bíblico de Gn. 1.1-2, podemos concluir, como Agostinho, a existência, desde os primeiros versículos da Bíblia, de um Deus Trino, conforme abaixo:
“No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas”
Analisando o texto em hebraico temos:
Deus (hb. elohiym, plural de ‘elowahh, designação do supremo Deus), no princípio (hb. re’shiyth, o primeiro em lugar, tempo, ordem ou ranking) (re)criou (hb. bara’, criar, fazer e ‘eth, propriamente, por si só, ou seja ‘criou sem qualquer auxílio) os céus e a terraE a terra era (hayah, vir a ser, tornar-se)sem forma e vazia (hb. tohuw, desolação, deserta, sem coisa alguma, bohuw, estar vazia, vacuidade, ruína indistinguível); e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus (hb. ruwach elohiym, semelhante ao fôlego, exalação violenta, aplicável apenas a um Ser racional)  se movia sobre a face das águas.
Do exame acima, pode-se concluir que: Deus foi o responsável pela criação (e recriação) de todas as coisas, através do Seu princípio (Jesus, cf. Ap. 3.14) e Seu Espírito Santo já encontrava-se em operação no mundo.
A criação do homem reflete o consenso da Deidade, ao utilizar “façamos (hb. ‘asah, fazer no sentindo mais amplo e extensivo possível)... à nossa imagem e semelhança (hb. tselem, uma sombra, figura representativa, dmuwth, similitude, forma, modelo)” em Gn.1.26-27.
O episódio da confusão das línguas em Babel aponta para um plural e concordância volitiva da Deidade, cf. Gn. 11.7, o mesmo ocorre em Is. 6.8, sendo que em ambos Deus usa para si mesmo pronomes plurais.
Em Gn. 20.13 e 35.7 há o emprego do substantivo e do verbo hebraico no plural, isto é, “Deuses fizeram” e “Deuses se lhe revelaram”.
Sl. 45.6-7 (confrontar com Hb.1.8-9) revela Deus (Pai), falando de ‘outro’ Deus (Jesus), que ungiu um de forma diferente aos seus companheiros (distinção da essência de Jesus e dos ‘companheiros’, i.e. anjos Hb.1.1-4).
O Sl. 2.7 apresenta o Filho (hb. ben, filho, procedente de um antecessor genealógico, no caso, esse Filho, é gerado, mas não criado, Ele é co-eterno) do Senhor (hb. Yaweh ou Yehova, o auto-existente, eterno, ‘eu sou’) como sendo gerado.
Pv. 30.4 apresenta perguntas de sabedoria sobre questões variadas, finalizando com a inquirição de qual é o nome (pelo nome, no hebraico, sabia-se a natureza e derivação da pessoa) de Deus e de seu Filho.
Em Nm. 6.24-26, Is. 6.3 e Ap. 4.8, é utilizado o Triságio (gr. tris-agion, três vezes Santo), que é o nome utilizado para referir-se à aclamação da Deidade como Santo, Santo, Santo, referência à Trindade.
O Verbo de Deus como a Sabedoria, em Pv. 8.1, 22, 30-31, comparado com Hb. 1.1-2. Pv. 3.19 é digno de nota em “O Senhor (hb. Yaweh ou Yehova)com sabedoria (hb. chokmaw, sabedoria, capacidade, inteligentemente, provém da raiz chakam, sobre excedente sabedoria, sabedoria primeira) ...”
O Anjo do Senhor (hb. mal’ak, embaixador, rei, enviado, sempre de Deus, Yaweh ou Yehova) como o próprio Deus (Teofania), nas passagens de Gn. 22.11, 16 e 31.11,13. Deus aparecendo em forma corpórea a Abraão (Cristofania) em Gn. 18.1, 13-14. Deus se manifestando a Moisés no monte Sinai, em Ex. 3.2-5. Deus se revelando aos pais de Sansão, Jz. 13.18-22. O quarto homem na fornalha ardente com Sadraque, Mesaque e Abede-Nego, Dn. 3.25, 28, chamado por Nabucodonosor de “Filho de Deus” (ara. bar, filho e‘elahh de ‘elowahh, designação do supremo Deus).
Por fim, a passagem de Zc. 12.10 ensina, ainda que para um completo entendimento é necessário o NT – sobre as três pessoas da Divindade: o Pai (a quem olhariam), O Filho (traspassado) e o Espírito Santo (que daria a entender a obra do Filho).
1.2.2 A TRINDADE NO NOVO TESTAMENTO
O NT principia seus escritos, através dos Evangelhos, apresentando uma radical mudança de foco do Deus do AT – até então centralizador – para a “nova” (apesar de não ser “nova” no sentido de algo recentemente criado, mas “nova” no sentido de só àquela época revelada) manifestação da Deidade, que abre a porta para o conhecimento claro de Jesus Cristo e do Espírito Santo.
1.2.2.1 A PESSOA DO PAI É DEUS
Há um tão grande número de passagens bíblicas que revelam o Pai como Deus, que seria desnecessário prolongar muitas explicações acerca de Sua Deidade. A título de exemplo observe-se Jo. 6.27 e 1Pe. 1.2.
1.2.2.2 A PESSOA DE JESUS CRISTO É DEUS
Jesus Cristo é expressamente chamado de Deus, e isto se prova através da passagem de João 1.1-2:
“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus.”
Nesses versículos o apóstolo João apresenta uma maneira de escrita que relembra a introdução do Gênesis, intencionando com isso revelar que Aquele do qual ele tratava (Jesus) é um ser co-eterno com o Deus da criação do AT.
A palavra “no princípio”, em grego (en archei) é semelhante ao hebraico (berêshith), presente em Gn. 1.1, logo, vemos João apontando que Jesus e Deus não tiveram início, mas que relacionam-se desde a eternidade, ainda antes da Criação.
João se refere a Jesus como o “Verbo” (gr. Logos). A utilização dessa palavra foi extremamente criteriosa, pois:
“É relevante que João opta por identificar Cristo no seu estado pré-encarnado com o Logos e não comoSophia (sabedoria). João evita as contaminações dos ensinos pré-gnósticos que negavam a humanidade do Cristo ou separavam o Cristo do homem Jesus. O Logos, que é eterno, “tornou-se carne.”

O apóstolo prossegue dizendo que o “Verbo estava com Deus” (gr. Logos pros ton theon), o que significa dizer que Eles tinham um relacionamento “face a face”, ou seja, desde a eternidade já estavam juntos. Na continuação do versículo João fecha o raciocínio ao dizer claramente que o Verbo, desde a eternidade, já era Deus.
O último versículo (v. 2) serve como uma ênfase que essa pessoa (Jesus Cristo), realmente estava em interação contínua com Deus desde antes da Criação.
Em João 1.14, o Verbo entra na História (se fazendo carne), como Jesus de Nazaré, sendo Ele o único capaz de revelar quem o Pai é, conforme João 1.17-18.
Pelo fato de Jesus ter compartilhado a glória de Deus desde toda eternidade (Jo. 17.15), Ele é objeto da adoração reservada somente a Deus, pois Ele é Deus (Jo. 5.23 e Fp. 2.10-11).
Jesus possui os mesmos atributos de Deus
Vida, Jo. 1.4, 14.6 – Existência própria, Jo. 5.26, Hb. 7.16 – Imutabilidade, Hb. 13.8 – Verdade, Jo. 14.6, Ap. 3.7 – Amor, I Jo. 3.16 – Santidade, Lc. 1.35, Jo. 6.69, Hb. 7.26 – Onipresença, Mt. 28.20 – Onisciência, Mt. 9:4, Jo. 2.24-25, 1Co. 4.5, Cl. 2:3 – Onipotência, Mt. 28.18, Ap. 1.8.
Finalmente, tudo que se pode dizer com relação ao Pai, pode-se dizer com referência ao Filho, conforme Cl. 2:9, Rm. 9:5 e Jo. 14:9-11. Assim, Jesus é Deus, da mesma forma que o Pai o é.

1.2.2.2 A PESSOA DO ESPÍRITO SANTO É DEUS
O Espírito Santo, além de ser uma pessoa, é Deus, e habita desde a eternidade com o Pai e o Filho, de acordo com Hb. 9.14, mas que fora “dado” com a vinda de Jesus Cristo (Jo. 7.39).
O Espírito Santo é referido na Bíblia como sendo o próprio Deus, segundo At. 5.2-4, 1Co. 3.16, 12.4-6.
O Espírito Santo possui os mesmos atributos de Deus
Vida, Rm. 8.2 – Verdade, Jo. 16.13 – Amor, Rm. 15.30 – Onipresença, Sl. 139.7 – Onisciência e Onipotência, 1Co. 12.11.
Por fim, o Espírito Santo é digno da mesma honra e adoração do Pai, conforme 1Co. 3.16. Logo, o Espírito Santo é Deus, da mesma forma que o Pai e o Filho são.
1.3 ALGUNS ESCLARECIMENTOS
Deus é Trino, ou seja, de uma mesma essência ou substância (gr. homoousios, lat. substantia), entretanto possui três subsistências distintas (gr. prosopa, lat. persona), isto é, são realidades pessoais individuais, de tal forma que o Pai é o Pai, o Filho é o Filho e o Espírito é o Espírito, sem se misturarem, mas com perfeita concordância entre si.
Enfim: de uma mesma natureza em três pessoas distinguíveis.
Quanto a Jesus ter sido “gerado” pelo Pai (Hb. 1.5), ou ser o “unigênito” do Pai (Jo. 1.14) não significa que Ele foi, em algum momento “criado”, pois a palavra original é (gr. monogenês), que significa “incomparável”, “especial”, “único do seu tipo”, e “é aplicada a Jesus para enfatizar que Ele é, pela sua natureza, o Filho de Deus num sentido incomparável e especial, como nenhum outro pode ser.”

1.4 A ATUAÇÃO CONJUNTA DO PAI, DO FILHO E DO ESPÍRITO SANTO
 
Claramente se percebe o ensino da Trindade e da igualdade de Divindade entre as três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, nas passagens de Mt. 28.19 e 2Co 13:13.
1.5 RESUMO DA TRINDADE PARA JOÃO CALVINO
A distinção das pessoas na Trindade:
“Por isso, também, não devemos deixar-nos levar a imaginá-la como uma trindade de pessoas que detenha o pensamento cindido em relação às partes e não o reconduza, imediatamente, a essa unidade. Por certo que os termos Pai, Filho e Espírito assinalam distinção real, de sorte que não pense alguém serem meros epítetos [vocativos, nomes], com quê, em função de suas obras, Deus seja diversificadamente designado; entretanto se fala de distinção, não divisão. Que o Filho tem sua propriedade distinta do Pai no-lo mostram as referências que já citamos, pois a Palavra não haveria estado com o Pai se não fosse outra distinta do Pai; nem haveria tido sua glória junto ao Pai, a não ser que dele se distinguisse. De igual modo, ele distingue de si o Pai, quando diz que há outro que dá testemunho a seu respeito [Jo 5.32; 8.16, 18]. E a isto importa o que se diz em outro lugar: que o Pai a tudo criou mediante o Verbo [Jo 1.3; Hb 11.3], o que não seria possível, a não ser que, de alguma forma, seja distinto dele. Além disso, o Pai não desceu à terra, contudo desceu aquele que procedeu do Pai; o Pai não morreu, nem ressuscitou, e, sim, aquele que fora por ele enviado. Tampouco esta distinção teve início a partir de quando a carne foi assumida; ao contrário, é manifesto que também antes disso ele foi o Unigênito no seio do Pai [Jo 1.18]. Pois, quem ousa afirmar que o Filho ingressou no seio do Pai quando, finalmente, então desceu do céu para assumir a natureza humana? Portanto, ele estava no seio do Pai e mantinha sua glória junto ao Pai antes disso [Jo 17.5].
Cristo assinala a distinção do Espírito Santo em relação ao Pai quando diz que ele, o Espírito, procede do Pai; além disso, a distinção do Espírito em relação a si mesmo a evidencia sempre que o chama outro, como quando anuncia que outro Consolador haveria de ser por ele enviado; e freqüentemente em outras passagens [Jo 14.16; 15.26]”.
Funções diferentes na Trindade:
“(...) a distinção que observamos expressa nas Escrituras, consiste em que ao Pai se atribui o princípio de ação, a fonte e manancial de todas as coisas; ao Filho, a sabedoria, o conselho e a própria dispensação na operação das coisas; mas ao Espírito se assinala o poder e a eficácia da
ação. Com efeito, ainda que a eternidade do Pai seja também a eternidade do Filho e do Espírito, posto que Deus jamais pôde existir sem sua sabedoria e poder, nem se deve buscar na eternidade antes ou depois, todavia não é vã ou supérflua a observância de uma ordem, a saber: enquanto o Pai é tido como sendo o primeiro, então se diz que o Filho procede dele; finalmente, o Espírito procede de ambos. Ora, até mesmo o mero entendimento de cada um, de seu próprio arbítrio, o inclina a considerar a Deus em primeiro plano; em seguida, emergindo dele, a Sabedoria; então, por fim, o Poder pelo qual executa os decretos. Diz-se que o Espírito procede, ao mesmo tempo, do Pai e do Filho. Isto, na realidade, em muitas passagens, contudo em parte alguma está mais explícito do que no capítulo 8 da Epístola aos Romanos [v. 9], onde, na verdade, o mesmo Espírito é indiferentemente designado ora Espírito de Cristo, ora Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Cristo [v. 11], e não sem razão plausível.”

1.6 O CREDO DE ATANÁSIO
1. Todo aquele que quiser ser salvo, é necessário acima de tudo, que sustente a fé universal.
2. A qual, a menos que cada um preserve perfeita e inviolável, certamente perecerá para sempre.
3. Mas a fé universal é esta, que adoremos um único Deus em Trindade, e a Trindade em unidade.
4. Não confundindo as pessoas, nem dividindo a substância.
5. Porque a pessoa do Pai é uma, a do Filho é outra, e a do Espírito Santo outra.
6. Mas no Pai, no Filho e no Espírito Santo há uma mesma divindade, igual em glória e co-eterna majestade.
7. O que o Pai é, o mesmo é o Filho, e o Espírito Santo.
8. O Pai é não criado, o Filho é não criado, o Espírito Santo é não criado.
9. O Pai é ilimitado, o Filho é ilimitado, o Espírito Santo é ilimitado.
10. O Pai é eterno, o Filho é eterno, o Espírito Santo é eterno.
11. Contudo, não há três eternos, mas um eterno.
12. Portanto não há três (seres) não criados, nem três ilimitados, mas um não criado e um ilimitado.
13. Do mesmo modo, o Pai é onipotente, o Filho é onipotente, o Espírito Santo é onipotente.
14. Contudo, não há três onipotentes, mas um só onipotente.
15. Assim, o Pai é Deus, o Filho é Deus, o Espírito Santo é Deus.
16. Contudo, não há três Deuses, mas um só Deus.
17. Portanto o Pai é Senhor, o Filho é Senhor, e o Espírito Santo é Senhor.
18. Contudo, não há três Senhores, mas um só Senhor.
19. Porque, assim como compelidos pela verdade cristã a confessar cada pessoa separadamente como Deus e Senhor; assim também somos proibidos pela religião universal de dizer que há três Deuses ou Senhores.
20. O Pai não foi feito de ninguém, nem criado, nem gerado.
21. O Filho procede do Pai somente, nem feito, nem criado, mas gerado.
22. O Espírito Santo procede do Pai e do Filho, não feito, nem criado, nem gerado, mas procedente.
23. Portanto, há um só Pai, não três Pais, um Filho, não três Filhos, um Espírito Santo, não três Espíritos Santos.
24. E nessa Trindade nenhum é primeiro ou último, nenhum é maior ou menor.
25. Mas todas as três pessoas co-eternas são co-iguais entre si; de modo que em tudo o que foi dito acima, tanto a unidade em trindade, como a trindade em unidade deve ser cultuada.
26. Logo, todo aquele que quiser ser salvo deve pensar desse modo com relação à Trindade.
27. Mas também é necessário para a salvação eterna, que se creia fielmente na encarnação do nosso Senhor Jesus Cristo.
28. É, portanto, fé verdadeira, que creiamos e confessemos que nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo é tanto Deus como homem.
29. Ele é Deus eternamente gerado da substância do Pai; homem nascido no tempo da substância da sua mãe.
30. Perfeito Deus, perfeito homem, subsistindo de uma alma racional e carne humana.
31. Igual ao Pai com relação à sua divindade, menor do que o Pai com relação à sua humanidade.
32. O qual, embora seja Deus e homem, não é dois mas um só Cristo.
33. Mas um, não pela conversão da sua divindade em carne, mas por sua divindade haver assumido sua humanidade.
34. Um, não, de modo algum, pela confusão de substância, mas pela unidade de pessoa.
35. Pois assim como uma alma racional e carne constituem um só homem, assim Deus e homem constituem um só Cristo.
36. O qual sofreu por nossa salvação, desceu ao Hades, ressuscitou dos mortos ao terceiro dia.
37. Ascendeu ao céu, sentou à direita de Deus Pai onipotente, de onde virá para julgar os vivos e os mortos.
38. Em cuja vinda, todo homem ressuscitará com seus corpos, e prestarão conta de sua obras.
39. E aqueles que houverem feito o bem irão para a vida eterna; aqueles que houverem feito o mal, para o fogo eterno.
40. Esta é a fé Universal, a qual a não ser que um homem creia firmemente nela, não pode ser salvo.
1.7 CONCLUSÃO
O assunto da Trindade, apesar de todas as explicações acima e das outras existentes, poderá ser compreendido até certo ponto, após o qual torna-se o “mistério tremendo” (lat. misterium tremendum), nome pelo qual Agostinho lhe chama.
Assim cumpre a nós, juntamente com todos os cristãos fiéis de todas as épocas, honrar, servir, adorar e anunciar a graça de Deus, revelada por Cristo, debaixo do poder do Espírito Santo.
Igreja Aliança do Calvário
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Os perigos da incredulidade


 Referência: NÚMEROS 13,14


Não saímos do cativeiro para viver no deserto. O nosso destino é a terra prometida.
A secura do deserto, os pedregais, as serpentes, as areias escaldantes do deserto não são o nosso destino. Nosso destino é uma terra que mana leite e mel. Nosso destino é uma vida abundante.
O povo de Israel tombou no deserto. Fracassou na jornada. Naufragou na fé e não entrou na terra. Vejamos as causas:

I. O SINTOMA DA INCREDULIDADE
1. Dt 1.19-22 – “…”
Deus já havia PROMETIDO a terra e já havia feito uma DESCRIÇÃO da terra (Dt 8.7-9).
Duvidaram da Palavra de Deus e das promessas de Deus.
Pensaram que conquistariam a terra pelos seus esforços e não pela intervenção soberana de Deus.

2. Nm 13.27 – O povo só descobre o que Deus já havia falado: “A terra de fato é boa.” 
3. Nm 13.28 – MAS, PORÉM – A incredulidade sempre descobre impossibilidades, olha para as circunstâncias, para os obstáculos e não para Deus.
4. Nm 13.30 – ENTÃO CALEBE – subamos, possuamos, certamente prevaleceremos.

5. A INCREDULIDADE PRODUZ:
5.1. Senso de fraqueza – v. 31 – “Não poderemos subir…” = Eles riscaram as promessas de Deus, eles anularam a Palavra de Deus, o poder de Deus e só enxergaram os obstáculos. Sentem-se fracos, impotentes, incapazes.
5.2. Complexo de inferioridade – v. 31 – “…porque é mais forte do que nós.” = As cidades eram grandes, mas Deus é maior. As muralhas eram altas, mas Deus é o altíssimo. Os gigantes eram fortes, mas Deus é o todo poderoso. A fé olha para Deus e vence as dificuldades. A incredulidade vê as dificuldades e duvida de Deus.
5.3. Desespero e desânimo nos outros – v. 32 – “E diante dos filhos de Israel infamaram a terra.”
5.4. Baixa auto-estima – v. 33 – “…e éramos aos nossos próprios olhos como gafanhotos.” – Eles eram príncipes, líderes, nobres, homens de escol, mas se encolheram. Sentiram-se como gafanhotos, sob as botas dos gigantes. De príncipes a gafanhotos. De filhos do rei a insetos. Estavam com a auto-imagem arrasada.
5.5. Visão distorcida da realidade – v. 33 – “…éramos gafanhotos aos seus olhos.” = Eles são gigantes e nós pigmeus. Eles são fortes e nós fracos. Eles são muitos e nós poucos. Eles vivem em cidades fortificadas e nós no deserto. Eles são guerreiros e nós peregrinos. Arrastaram-se no pó, sentiram-se indignos, fracotes, menos do que príncipes, menos do que homens, menos do que gente, gafanhotos, insetos.

II. OS EFEITOS DA INCREDULIDADE
1. Contagia e conduz o povo ao desespero – 14.1 = Toda a congregação chorou. Só viram suas impossibilidades e não as possibilidades de Deus. Ficaram esmagados de desespero. Não viram saída. Não viram solução. Em Êxodo 15.13-18 – olharam para Deus e cantaram. Agora olham para o inimigo e se vêem como gafanhotos e choram.
2. Contagia e conduz o povo à murmuração – 14.2 = O povo em vez de se voltar para Deus, se volta contra Deus. Em vez de ver Deus como libertador, o vê como opressor. Acusaram a Deus. Murmuraram contra Ele.
3. Conduz à ingratidão – 14.2 = “…antes tivéssemos morrido no Egito.”- O povo se esqueceu da bondade de Deus, do livramento de Deus, das vitórias que Deus lhes dera.
4. Conduz à insolência contra Deus – 14.3 = Acusaram a Deus. Infamaram a Deus. Insultaram a Deus. Disseram que Deus era o responsável pela crise.
5. Conduz à apostasia – 14.3 – “Não nos seria melhor voltar ao Egito?” = Não há nada que entristece mais o coração de Deus do que ver o seu povo arrependido de ter se arrependido. Do que ver o seu povo desejoso de voltar ao mundo e ao Egito. Eles se enfastiaram de Deus, da sua direção, da sua companhia e sustento. Eles se esqueceram dos benefícios de Deus e dos açoites dos carrascos. Quando você deixa a igreja e volta para o mundo, para o pecado, só vê gigantes diante de você e não o poder de deus. Isso leva à apostasia e fere o coração de Deus.
6. Conduz à amotinação – 14.4 = Queriam outros líderes que os guiassem de volta ao Egito. Rebelaram-se contra Deus. Não queriam mais seguir o comando de Moisés. Houve uma insurreição. Um motim. Uma conspiração. Um reboliço. Uma agitação. Uma fermentação no meio do povo.
7. Conduz à rebeldia contra Deus – 14.9 = Amar mais o Egito que o Deus da promessa é rebeldia. Não crer no Deus todo poderoso e se intimidar diante dos gigantes deste mundo é rebeldia. Não andar pela fé é rebeldia.
8. Conduz ao medo do inimigo – 14.9 = O medo vê fantasma, como aconteceu com os discípulos no mar da Galiléia. O medo altera as situações. Josué e Calebe viram os inimigos como pão que seriam triturados. O povo viu os inimigos como gigantes. O povo se viu como inseto. Josué e Calebe se viram como povo imbativo.
9. Conduz à perseguição contra os líderes – 14.10 = Em vez de obedecer a voz de Deus, o povo rebelde decidiu apedrejar os arautos de Deus. Não queriam mudar de vida, por isso, queriam mudar de liderança e se ver livre dela.

III. O QUE FAZER NA HORA DA EPIDEMIA DA INCREDULIDADE
1. Quebrantamento diante de Deus – 14.5,6 = Não adianta discutir, brigar, argumentar, fomentar, jogar uns contra os outros, espalhar boatos. É preciso quebrantamento. É preciso se humilhar debaixo da poderosa mão de Deus.
2. Firmar-se na verdade que Deus diz – 14.7 = Não devemos ser levados pelos comentários, pelas críticas, pela epidemia do desânimo. Devemos nos fixar no que Deus diz. Devemos nos estribar na experiência daqueles que confiam em Deus.
3. Mostrar ao povo como vencer os gigantes – 14.8 = a) “Se o Senhor se agradar de nós” – v. 8 = Quando Deus se agrada de nós, somos imbatíveis. Deus tem se agradado de você? Exemplo: ACÃ – l) Se não eliminardes o pecado eu não serei convosco. 2) Se não eliminardes não podereis resistir os inimigos. b) “O Senhor é conosco, não os temais”- v. 9 – = A nossa vitória não advém da nossa força, mas da presença de Deus conosco. Exemplo: A ARCA – onde estava a arca, havia vitória. c) “Tão somente não sejais rebeldes contra o Senhor” – v. 9 = A única condição de vitória é deixar de mão a rebeldia.
4. Orar intercessoramente – 14.13-20 = A oração de Moisés evita um desastre. Moisés não agride o povo, mas suplica a Deus em seu favor. A despeito do pecado, ele ora e está preocupado com a honra de Deus. Quando o povo de Deus está em crise, nós comprometemos a reputação de Deus. Orar é lutar para que o nome de Deus seja exaltado.

IV. COMO DEUS TRATA A QUESTÃO DA INCREDULIDADE NO MEIO DO SEU POVO
1. Deus traz livramento aos que crêem na sua Palavra na hora H – 14.10 = José, Daniel, Masaque, Sadraque e Abede-Nego, Paulo em Jerusalém, Pedro na prisão.
2. Deus mostra seu cansaço com a incredulidade do povo diante das evidências – 14.11
3. Deus perdoa o povo em resposta à oração e remove o castigo – 14.20 = Perdoados, eles seriam não seriam destruídos ali em Cades Barnéia. 
4. Deus não retira as conseqüências do pecado – 14.21-23,27-35 = O pecado está perdoado, mas as cicatrizes ficam como advertência. 
A) Eles viram a glória de Deus. 
B) Eles viram os prodígios de Deus, mas mesmo assim, 
1) Eles puseram Deus à prova dez vezes – v.22. 
2) Eles não obedeceram à voz de Deus – v. 22. 
3) Eles desprezaram a Deus – v. 23. 
ENTÃO DEUS… 
1) Mudou o rumo da viagem deles – v. 25. 
2) Um ano/um dia – o pecado comete-se num momento, mas custa anos de pagamento – v. 34. 
3) Eles não veriam a terra – v. 29-31. 
4) Eles não terão o que desprezaram – v. 31. 5) Eles terão o que desejaram – morrer no deserto – v. 31.
5. Deus galardoa os que crêem – 14.24,25 = Calebe – v. 24 – Servo, tem outro espírito, perseverou em seguir a Deus.
6. Deus julga com castigo os amotinadores que insuflaram o povo – 14.36-38
7. Deus não aceita ativismo quando não existe santidade e obediência – 14.39-45 = a) Não há vitória e prosperidade onde há desobediência – v. 41; b) Não há vitória onde o Deus da vitória está ausente – v. 42; c) Não há presença e nem vitória de Deus, onde as pessoas se desviam da vontade de Deus – v. 43; d) Não há compromisso de Deus de abençoar um povo que desobedece Sua Palavra – v. 44,45.

CONCLUSÃO
A terra prometida e Não o deserto é onde devemos viver. Terra farta, onde mana leite e mel. Às vezes a incredulidade nos impede de entrar nesta vida deleitosa. É hora de entrar na terra prometida da vida abundante. É hora de desafiar os gigantes. É hora de deixar de lado a incredulidade e confiar no Deus dos impossíveis. É hora de tapar os ouvidos às vozes agourentas do pessimismo e crer nas promessas infalíveis da Palavra de Deus. Avante, pois, irmãos! Amém.
Rev. Hernandes Dias Lopes.

Para não Pecar contra Ti - Charles Spurgeon Postado por Charles Spurgeon / On : 16:46/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.


De todo meu coração te busquei (Sl 119.10-12). Seu coração saíra em busca de Deus como tal; não só desejava obedecer a suas leis, mas também comungar com sua pessoa. Essa é uma busca real, justa e persistente, e pode muito bem ser continuada de todo o coração. O modo mais seguro de purificar o caminho de nossa vida é buscando a Deus como tal e diligenciando-nos em permanecer em comunhão com ele.
E agradável ver como o coração do escritor se volve distinta e diretamente para Deus. Ele estivera considerando uma importante verdade no versículo anterior; aqui, porém, ele mais poderosa mente sente a presença de seu Deus, e lhe fala e ora a ele como alguém que se encontra bem perto. Um coração sincero não pode viver por muito tempo sem comunhão com Deus.
Sua petição se fundamenta no propósito de sua vida; ele está buscando o Senhor e roga a que o Senhor não permita que ele desista de sua busca. E através da obediência que vamos após Deus; daí a oração: "Não me deixes fugir de teus mandamentos.Pois se desistirmos dos caminhos designados por Deus, certamente não acharemos o Deus que os designou. Quanto mais a totalidade do coração humano é posta na santidade, mais ele teme cair em peca do. Ele não se sente suficientemente temeroso de cometer trans gressão deliberadamente quando não passa de um viandante dis plicente. Ele não pode tolerar um aspecto displicente nem um pen samento disperso que vagueia para longe dos limites do preceito. Devemos ser como os que sinceramente buscam a Deus, os quais não têm tempo nem vontade de perambular, e juntamente com nossa sinceridade devemos cultivar um zeloso temor para não va guearmos longe da vereda da santidade.
Duas coisas podem ser bem parecidas e ao mesmo tempo total mente distintas: os santos são 'peregrinos' - "Sou peregrino na ter ra" (v. 19) -, mas não são andarilhos; estão de passagem pelo país dos inimigos, mas sua rota segue em frente; estão buscando seu Senhor enquanto atravessam essa terra estrangeira. Seu caminho não é visto pelos homens; porém ainda não perderam sua rota.
O homem de Deus se exercita, mas não confia em si mesmo; seu coração está em seu caminhar com Deus; mas ele sabe que mesmo toda sua força não basta para mantê-lo no rumo certo, a menos que seu Rei seja seu guardador; e Aquele que fez os mandamentos o fará perseverante em obedecê-los; daí a oração: "Não me deixes fugir. “Não obstante, tal senso de carência jamais se converteu em apologia da indolência; pois enquanto orava para ser guardado na rota certa, ele se precavia para percorrê-la, bus cando o Senhor com todas as veras de seu coração.
Note como a segunda oitava deste Salmo se harmoniza com a primeira: onde o versículo 2 declara que o homem, para ser bem-aventurado, deve buscar o Senhor de todo seu coração; o presente versículo reivindica a bênção declarando o caráter: "De todo meu coração te busquei”.
[v. 11]
Guardo no coração tuas palavras para não pecar contra ti.
Quando uma pessoa piedosa suplica pelo favor divino, ela deve criteriosamente usar todos os meios para sua obtenção; e, con­seqüentemente, como o salmista suplicara que fosse preservado de vaguear sem rumo, ele aqui nos mostra a santa precaução que tomara para evitar de cair em pecado. "Guardei no coração tuas palavras." Seu coração seria guardado pela palavra, visto haver guardado a palavra em seu coração. Tudo quanto escrevera sobre a palavra, e tudo quanto lhe fora revelado pela voz divina - tudo, sem exceção, ele armazenara em suas afeições, como um tesouro a ser preservado num escrínio, ou como uma semente selecionada para ser depositada no solo fértil - que solo mais fértil há do que um coração renovado, totalmente dedicado a buscar o Senhor? A palavra era do próprio Deus, e por isso era preciosa ao servo de Deus. Ele não usa a palavra sobre seu coração como um talismã, mas a ocultou em seu coração como uma norma. Ele a deposita onde habita o amor e a vida, e ali ela encheu as recâmaras com doçura e luz. Devemos imitar a Davi, imitando tanto sua atitude subjetiva quanto seu caráter objetivo. Primeiro, devemos ponde rar que o que cremos é genuinamente a palavra de Deus; isso fei to, devemos ocultá-la ou entesourá-la, cada um de per si; e é pre ciso que notemos bem que isso deve ser feito não como uma proe za da memória, mas como um jubiloso ato das afeições.
Para não pecar contra ti. Eis aqui o objetivo almejado. Como disse alguém corretamente: Aqui está a coisa mais preciosa - tua palavra;oculta no melhor lugar - em meu coração; com o melhor dos propósitos -para não pecar contra ti. Isso foi feito pelo salmista com cuidado pessoal, como alguém que oculta cuidadosa mente seu dinheiro quando receia a presença de ladrões; neste caso, o temível ladrão era o pecado. "Pecar contra Deus" é o con ceito cristão de mal moral; as demais pessoas só se preocupam quando ofendem seus semelhantes. A palavra de Deus é o melhor preventivo para a ofensa contra Deus, pois ela expressa sua mente e vontade e se propõe a levar nosso espírito a conformar-se com o divino Espírito. Nenhuma cura para o pecado na vida se compara a palavra na sede da vida, que é o coração.
Obtém-se uma agradável variedade de significado pondo a ênfase nas palavras 'tua' e 'ti'. Ele fala a Deus, ama a palavra por que ela é a palavra de Deus e odeia o pecado porque ele é pecado contra o próprio Deus.Se porventura aborrece alguém, sua con clusão é que com isso ele ofendeu a Deus. Se não provocamos o desprazer de Deus é porque entesouramos sua própria palavra.
E também digno de nota o modo pessoal como alguém temen te a Deus faz isso: "De todo meu coração te busquei." Seja o que for que outros escolham fazer, ele já fez sua escolha e já colocou a Palavra nos recessos mais íntimos de sua alma como seu mais de sejável deleite; e se porventura outros preferem transgredir, seu alvo é seguir após a santidade: "Para eu não pecar contra ti." Isso não era o que se propusera fazer, mas o que já havia feito. Muitos são ostensivos em prometer; o salmista, porém, fora autêntico em concretizar; por isso esperava ver um resultado seguro. Quando a Palavra está escondida no coração, a vida estará resguardada do pecado.
O paralelismo entre a segunda oitava e a primeira ainda conti nua. O versículo 3 fala de não praticar iniqüidade, enquanto que este versículo trata do método de não pecar. Quando formamos uma idéia de alguém abençoadamente santo (v. 3), ela nos leva a fazer um ardente esforço para atingirmos a mesma sacra inocên cia e divina felicidade; e isso só pode ocorrer através de um cora ção piedoso alicerçado nas Escrituras.
[v. 12]
Bendito és tu, ó Senhor; ensina-me teus estatutos.
Bendito és tu5 ó Senhor. Estas palavras de adoração são oriun das de intensa admiração pelo caráter divino, o qual o escritor humildemente almeja imitar. Ele bendiz a Deus por tudo o que lhe revelara e operara nele; ele o louvo com a calidez de reverente amor e com a profundidade de santa admiração. Estas são tam bém palavras de percepção que emanam da consciência da pro funda e infinita felicidade de Jeová em seu interior. O Senhor é e deve ser bendito, pois ele é a perfeição da santidade; e essa prova velmente seja a razão por que isso é usado como uma súplica neste lugar, E como se Davi dissesse: Vejo que de conformidade contigo meu caminho para a felicidade foi encontrado, pois tu és supre mamente bendito; e se em minha estatura assimilei tua própria santidade, também serei participante de tua bem-aventurança.
Mal chegou a palavra em seu coração quando um ardente de sejo veio à tona para assimilá-la e guardá-la. Quando o alimento é deglutido, o próximo passo é digeri-lo; e quando a palavra é rece-:io âmago da alma, a primeira oração é: Senhor, ensina-me seu significado. "Ensina-me teus estatutos."; pois somente assim : aprender o caminho da bem-aventurança. Tu és tão bem-aventurado, que estou certo de que te deleitarás em abençoar ou tros; e imploro-te que me dês esta dádiva a fim de que eu seja instruído em teus mandamentos. As pessoas felizes geralmente sentem o maior prazer em fazer outros felizes; e com toda certeza o Deus feliz se disporá em comunicar santidade que é a fonte da felicidade. A fé inspirou esta oração e a alicerçou, não em algo visto no homem orando, mas exclusivamente na perfeição do Deus a quem se faz a súplica. Senhor, tu és bendito, por isso abençoa-me com tua doutrina.
Precisamos ser discípulos ou aprendizes - ensina-me. Que honra ter Deus pessoalmente como professor! Quão ousado é Davi em suplicar ao Deus bendito que o ensine! Todavia foi o Senhor mesmo quem pôs tal desejo em seu coração quando a sacra pala vra foi depositada ali, e portanto podemos estar certos de que ele não se mostrou exageradamente ousado em expressá-la. Quem não se dispõe a entrar na escola de tal Professor com o fim de aprender dele a arte do santo viver? A este Instrutor devemos sub meter-nos, caso queiramos guardar de maneira prática os estatu tos da retidão. O Rei que ordenou os estatutos sabe perfeitamente seu significado, e visto serem eles o produto de sua própria natu reza, ele pode inspirar-nos melhor com o espírito dos mesmos. A petição se impõe a todos quantos desejam purificar seu caminho, visto ser ela muito prática e solícita por instrução, não com base na erudição secreta, mas com base na lei na forma de estatuto. Se porventura conhecemos os estatutos do Senhor, então possuímos uma educação que é muitíssimo essencial.
Que cada um de nós saiba dizer: Ensina-me teus estatutos. Eis aqui uma doce oração para ser feita a cada dia. Ela está a um passo do versículo 10: "Não me deixes fugir", como este está a um passo do versículo 8: "Não me desampares jamais." Sua resposta se acha nos versículos 98-100: "Teus mandamentos me fazem mais sábio que meus inimigos; porque, aqueles, eu os tenho sempre comigo. Compreendo mais que todos meus mestres, porque me dito em teus testemunhos. Sou mais prudente que os idosos, por que guardo teus preceitos." Não, porém, até que fosse repetido ainda pela terceira vez no "Ensina-me" dos versículos 33 e 66, para o quê solicitei a atenção de meus leitores. Mesmo depois des ta terceira súplica, a oração ocorre novamente em diversas pala vras nos versículos 124 e 139, e o mesmo anseio se aproxima do final do Salmo, no versículo 171: "Profiram louvor meus lábios, pois me ensinas teus decretos." 

Voltemos ao Evangelho Verdadeiro - James Packer




A Morte da Morte na Morte de Cristo é uma obra polêmica, cujo intuito é mostrar, entre outras coisas, que a doutrina da redenção universal é antibíblica e destrutiva para o evangelho. Há muitos para quem, provavelmente, ela não se reveste de qualquer interesse. Aqueles que não vêem necessidade de precisão doutri nária e nem têm tempo para os debates teológicos que mostram haver divisões entre os chamados evangélicos, bem poderão lamentar esta edição. Outros poderão achar que o próprio som da tese de Owen é tão cho cante que até mesmo se recusem a ler seu livro, mos trando assim seu preconceito causado por uma paixão pelas suas próprias suposições teológicas. Porém, es peramos que esta edição chegue às mãos de leitores dotados de espírito diferente. Hoje em dia há sinais de um renovado interesse pela teologia da Bíblia — uma nova disposição em submeter a teste as tradições, para pesquisar as Escrituras e para meditar sobre as questões da fé. É para quem compartilha dessa disposição que o tratado de Owen é dirigido, na crença de que nos ajudará em uma das mais urgentes tarefas que desafiam a cristandade evangélica atual — a recuperação do evangelho, ou melhor, o seu redescobrimento.


Esta última observação pode deixar alguns em ati tude defensiva; mas parece ser confirmada pelos fatos.


Não há dúvida de que o mundo evangélico de nos sos dias encontra-se em um estado de perplexidade e flutuação. Em questões como na prática do evangelis mo, no ensino sobre a santidade, na edificação da vida das igrejas locais, na maneira dos pastores tratarem com as almas e exercerem a disciplina há evidências de uma insatisfação generalizada com as coisas con forme elas estão, bem como de uma insatisfação geral acerca do caminho à frente. Esse é um fenômeno com plexo, para o qual muitos fatores têm contribuído. Po rém, se descermos até à raiz da questão, descobriremos que essas perplexidades, em última análise, devem-se ao fato que temos perdido de vista o evangelho bíblico. Sem o percebermos, durante os últimos cem anos temos trocado o evangelho por um substitutivo que, embora lhe seja semelhante quanto a determinados pormenores, trata-se de um produto inteiramente dife rente. Daí surgem as nossas dificuldades; pois o produ to substitutivo não corresponde às finalidades para os quais o evangelho autêntico do passado mostrou-se tão poderoso. O novo evangelho fracassa notavelmente em produzir reverência profunda, arrependimento profun­do, humildade profunda, espírito de adoração e preo cupação pela situação da Igreja. Por quê? Cumpre-nos sugerir que a razão jaz em seu próprio caráter e conteú do. 


Não leva os homens a terem pensamentos centrados em Deus, temendo-O em seus corações, mesmo porque, primariamente, não é isso que o novo evangelho pro cura fazer. Uma das maneiras de declararmos a dife­rença entre o novo e o antigo evangelho é afirmar que o novo preocupa-se por demais em "ajudar" o homem — criando nele paz, consolo, felicidade e satisfação — e pouco demais em glorificar a Deus.


O antigo evangelho também prestava "ajuda" — mais do que o novo, na realidade. Mas fazia-o apenas incidentalmente — visto que sua preocupação primária sempre foi a de glorificar a Deus. Era sempre e essen cialmente uma proclamação da soberania divina em misericórdia e juízo, uma convocação para os homens prostrarem-se e adorarem ao todo-poderoso Senhor de quem os homens dependem quanto a todo bem, tanto no âmbito da natureza quanto no âmbito da graça. Seu centro de referência era Deus, sem a mínima ambigüi dade. Porém, no novo evangelho o centro de referência é o homem. Isso é a mesma coisa que dizer que o antigo evangelho era religioso de uma maneira que o novo evangelho não o é. Enquanto que o alvo principal do antigo era ensinar os homens a adorarem a Deus, a preocupação do novo parece limitar-se a fazer os homens sentirem-se melhor. O assunto abordado pelo antigo evangelho era Deus e os Seus caminhos com os homens; e o assunto abordado pelo novo é o homem e a ajuda que Deus lhe dá. Nisso há uma grande dife rença. A perspectiva e a ênfase inteiras da pregação do evangelho se alteraram.


Dessa mudança de interesses originou-se a mudan ça de conteúdo, pois o novo evangelho na realidade reformulou a mensagem bíblica no suposto interesse da prestação de "ajuda" ao homem. De acordo com isso, não são mais pregadas verdades bíblicas tais como a incapacidade natural do homem em crer, a eleição divina e gratuita como a causa final da salvação, e a morte de Cristo especificamente pelas Suas ovelhas. Essas doutrinas, segundo o novo evangelho, não "aju dam" o homem; mas antes, contribuem para levar os pecadores ao desespero, sugerindo-lhes que eles não podem salvar-se, através de Cristo, pela sua própria capacidade. (Nem é considerada a possibilidade desse desespero ser salutar; antes, é aceito como ponto pa cífico que o mesmo não é saudável, visto que destro çaria a nossa auto-estima.) Sem importar exatamente como seja a questão (falaremos mais a esse respeito, mais adiante), o resultado dessas omissões é que apenas uma parcela do evangelho bíblico está sendo pregada como se fosse a totalidade do mesmo; e, uma meia-verdade que se mascara como se fosse a verdade inteira torna-se uma mentira completa. Assim, apelamos aos homens como se eles todos tivessem a capacidade de receber a Cristo a qualquer momento. Falamos sobre a Sua obra remidora como se Ele nada mais tivesse feito do que morrer para capacitar-nos a nos salvarmos, mediante o nosso crer. Falamos sobre o amor de Deus como se isso não fosse mais do que a disposição geral de receber qualquer um que queira voltar-se para Deus e confiar nEle. E retratamos o Pai e o Filho não como soberanamente ativos em atrair a Eles os pecadores, mas como se Eles se mantivessem em quieta impotên cia, "à porta do nosso coração", esperando nossa per­missão para entrar. É inegável que é dessa maneira que andamos pregando; e talvez seja assim que cremos. Porém, cumpre-nos dizer decisivamente que esse con junto de meias-verdades distorcidas é algo totalmente diverso do evangelho bíblico. A Bíblia é contra nós, quando pregamos dessa maneira; e o fato que tal pre gação tornou-se a prática quase padronizada entre nós serve apenas para demonstrar quão urgente se tornou que revisássemos toda a questão. 


Redescobrir o antigo, autêntico e bíblico evangelho, e fazer nossa pregação e nossa prática ajustarem-se ao mesmo, talvez seja a nossa mais premente necessidade atual. E é precisa mente nesse ponto que o tratado da Owen sobre a redenção nos pode ser útil.

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Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Darliana+ Missões Cristãos em Defesa do Evangelho+✿Apenas uma alma que foi resgatada através da graça e misericórdia de Deus,Dai de graça o que de graça recebeste' (Mt. 10,8). Latim para estar em consonância com as cinco teses que dão sustentação ao “pensamento”e à vida do genuíno cristão reformado: sola scriptura,sola gratia, sola fide,solus christus, soli deo gloria. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8 : 32) "Um cristão verdadeiro é uma pessoa estranha em todos os sentidos." Ele sente um amor supremo por alguém que ele nunca viu; conversa familiarmente todos os dias com alguém que não pode ver; espera ir para o céu pelos méritos de outro; esvazia-se para que possa estar cheio; admite estar errado para que possa ser declarado certo; desce para que possa ir para o alto; é mais forte quando ele é mais fraco; é mais rico quando é mais pobre; mais feliz quando se sente o pior. Ele morre para que possa viver; renuncia para que possa ter; doa para que possa manter; vê o invisível, ouve o inaudível e conhece o que excede todo o entendimento." A.W.Tozer✿

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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