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30 de mar de 2011

Fogo do Céu - Paulo Junior




O Poder de Deus
por
Arthur W. Pink

Não poderemos ter correto conceito de Deus, se não pensarmos nEle como onipotente, igualmente como onisciente. Quem não pode fazer o que quer e não pode realizar o que lhe agrada, não poder ser Deus. Como Deus tem uma vontade para decidir o que julga bom, assim tem poder para executar a Sua vontade. "O poder de Deus é aquela capacidade e força pela qual Ele pode realizar tudo que Lhe agrade, tudo que a Sua sabedoria dirija, tudo que a infinita pureza da Sua vontade resolva. "... como a santidade é a beleza de todos os atributos de Deus, assim o poder é aquilo que dá vida e movimento a todas as perfeições da natureza divina. Como seriam vãos os conselhos eternos, se o poder não interviesse para executá-los! Sem o poder, a Sua misericórdia seria apenas uma débil piedade, as Suas promessas um som vazio, as Suas ameaças mero espantalho. O poder de Deus é como Ele mesmo: infinito, eterno, incompreensível; não pode ser refreado, nem restringido, nem frustrado pela criatura"(S.Charnock).

"Uma coisa disse Deus, duas vezes a ouvi: que o poder pertence a Deus" (Sl.62:11). "Uma coisa disse Deus", ou segundo a versão autorizada, KJ, 1611, "Uma vez falou Deus": nada mais é necessário! Passarão os céus e a terra, porém a Sua palavra permanece para sempre. "Uma vez falou Deus": como Lhe fica bem a Sua majestade divina! Nós, pobres mortais, podemos falar muitas vezes e, contudo, sem sermos ouvidos, Ele fala somente uma vez, e o trovão do Seus poder é ouvido em mil montanhas. "E o Senhor trovejou nos céus, o Altíssimo levantou a sua voz; e havia saraiva e brasas de fogo. Despediu as suas setas, e os espalhou: multiplicou raios, e os perturbou. Então foram vistas as profundezas das águas, e foram descobertos os fundamentos do mundo; pela tua repreensão, Senhor, ao soprar das tuas narinas" (Sl.18:13-15).

"Uma vez falou Deus": vede a Sua imutável autoridade, "Pois quem no céu se pode igualar ao Senhor? Quem é semelhante ao Senhor entre os filhos dos poderosos?" (Sl.89:6). "E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra: não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: que fazes?" (Dn.4:35). Esta realidade foi amplamente descortinada quando Deus Se encarnou e tabernaculou entre os homens. Ao leproso ele disse: "... sê limpo. E logo ficou purificado da lepra" (Mt.8:3). A um que jazia no túmulo já fazia quatro dias, ele bradou: "... Lázaro, sai para fora. E o defunto saiu..."(Jo.11:43-44). Os ventos tempestuosos e as ondas bravias se aquietaram a uma só palavra Dele. Uma legião de demônios não pôde resistir à Sua ordem repassada de autoridade."

O poder pertence a Deus", e somente a Ele. Nem uma só criatura, no universo inteiro, tem sequer um átomo de poder, salvo o que é delegado por Deus. Mas o poder de Deus não é adquirido, nem depende do reconhecimento de nenhuma outra autoridade. Pertence a Ele inerentemente. "O poder de Deus é como Ele mesmo, auto-existente, auto-sustentado. O mais poderoso dos homens não pode acrescentar sequer uma sombra de poder ao Onipotente. Ele não se firma sobre nenhum trono reforçado; nem se apoia em nenhum braço ajudador. Sua corte não é mantida por Seus cortesãos, nem toma Ele emprestado das Suas criaturas o Seu esplendor. Ele próprio é a grande fonte central e o originador de toda energia" (C.H.Spurgeon). Toda a criação dá testemunho, não só do grande poder de Deus, mas também da Sua inteira independência de todas as coisas criadas. Ouça o Seu próprio desafio: "Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medida, se tu o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina? (Jó 38:4-6). Quão completamente o orgulho do homem é lançado ao pó!

"Poder é usado também como um nome de Deus, "... o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu". (Mc.14:62), isto ;e, à destra de Deus. Deus e poder são tão inseparáveis que são recíprocos. Como a Sua essência é imensa, não pode ser confinada a um lugar; como é eterna, não pode ser medida no tempo; assim a Sua essência é todo-poderosa, não sofrendo limite para a ação"(S.Charnock). "Eis que isto não apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele! Quem pois entenderia o trovão do seu poder? "(Jó 26:14). Quem é capaz de contar todos os monumento do Seu poder? Mesmo aquilo que é demonstrado do Seu poder na criação visível está inteiramente fora da nossa capacidade de compreensão, e menos ainda podemos conceber da onipotência propriamente dita. Há infinitamente mais poder abrigado na natureza de Deus do que o expresso em todas as Suas obras.

"Partes dos Seus caminhos" contemplamos na criação, na providência, na redenção, mas apenas uma "pequena parte" do Seu poder se vê nessas obras. Isto nos é exposto extraordinariamente em Habacuque 3:4 "...e ali estava o esconderijo da sua força". Dificilmente se pode imaginas algo mais grandiloqüente do que as figuras deste capítulo todo, no entanto nele nada supera a nobreza desta declaração. O profeta (numa visão) viu o poderoso Deus espalhando os outeiros e abatendo os montes, o que se julgaria espantosa demonstração de força. Nada disso, diz o nosso versículo; isso é mais o ocultamento do que a exibição do seu poder. Que se quer dizer? Isto: é tão inconcebível, tão imenso, tão incontrolável o poder da Deidade, que as terríveis convulsões que Ele opera na natureza escondem mais do revelam do Seu poder infinito!

É coisa bela juntar as seguintes passagens: "O que só estende os céus, e anda sobre os altos do mar"(Jó 9:8), que expressa o indomável pode de Deus. "... Ele passeia pelo circuito dos céus"(Jó 22:14), que fala da imensidade da sua presença. "...anda sobre as asas do vento" (Sl.104:3), que expressa a espantosa rapidez das Suas operações. Esta ;ultima expressão é deveras notável. Não é que "Ele voa" ou "Corre", mas que Ele "anda", e isso, nas "asas do vento"- sobre o mais impetuoso dos elementos, impelido com o máximo furor, e varrendo tudo com quase inconcebível velocidade, todavia sob os Seus pés, debaixo do Seu controle perfeito!
Consideremos agora o poder de Deus na criação. "Teus são os céus, e tua é a terra; o mundo e a sua plenitude tu os fundaste. O norte e o sul to os criaste..."(Sl.89:11-12). Antes de poder trabalhar, o homem precisa ter ferramentas e material , mas Deus começou com nada, e só por Sua palavra fez do nada todas as coisas. O intelecto não pode captar isto. Deus "... falou, e tudo se fez, mandou, e logo tudo apareceu"(Sl.33:9). A matéria primeva ouviu a Sua voz. "Disse Deus: Haja... e assim foi"(Gn.1). Bem podemos exclamar: "Tu tens um braço poderoso; forte é a tua mão, e elevada a tua destra"(Sl.89:13).
Quem, que olha para cima, para o céu da meia-noite e, com os olhos da razão, contempla as suas maravilhas em movimento; quem pode abster-se de indagar: do que foram feitos estes poderosos astros? É espantoso dizê-lo, foram produzidos sem material nenhum. Brotaram do vazio. A majestosa estrutura da natureza universal emergiu do nada. Que instrumentos foram usados pela supremo Arquiteto para modelar as partes com tão refinada elegância e aplicar tão belo polimento ao todo? Como terá sido feita a junção de tudo numa estrutura primorosamente proporcionada e com tão magnífico acabamento? Um puro e simples fiat realizou tudo. Haja estas coisas, disse Deus. Nada acrescentou; e logo o edifício maravilhoso se ergueu, adornado com todo tipo de beleza, pondo à mostra inumeráveis perfeições, e proclamando em meio a extasiados serafins o louvor do Seu grande Criador. "Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca"(Sl.33:6)"(James Hervey, 1789).
Considere o poder de Deus na preservação. Nenhuma criatura tem poder para preservar-se a si mesma. "Porventura sobe o junco sem lodo? Ou cresce a espadana sem água?"(Jó8:11). Tanto o homem como o animal pereceriam, se não houvesse erva para alimento, e a erva murcharia e morreria, se o solo não fosse refrescado com chuvas frutíferas. Portanto, Deus é denominado o Preservador dos "homens e os animais"(Sl.36:6). Ele sustenta "... todas as coisas, pela palavra do seu poder..."(Hb.1:3). Que maravilha de poder divino é a vida pré-natal de todo ser humano! Que uma criança possa sequer viver, e por tantos meses, num alojamento apertado e estranho assim, é inexplicável sem o poder de Deus. Verdadeiramente, Ele "... sustenta com vida a nossa alma..."(Sl.66:9).
A preservação da terra, guardando-a da violência dos mares é outro claro exemplo do poder de Deus. Como é que aqueles elementos em fúria ficaram encerrados dentro daqueles limites em que primeiro se alojaram, permanecendo em suas baías e canais sem inundar a terra e sem fazer em pedaços a parte baixa da criação? A condição natural da água é ficar acima da terra por ser mais leve, e imediatamente abaixo do ar, por ser mais pesada. Quem põe restrições à qualidade natural da água? O homem certamente que não, e não tem poderes para tanto. É unicamente o fiat do Criador da água que a refreia. "E disse: Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se quebrarão as tuas ondas empoladas"(Jó38:11). Que altaneiro monumento ao poder de Deus é a preservação do mundo!
Considere o poder de Deus no governo. Tome-se a restrição que Ele impõe à ruindade de satanás. "... o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar"(IPe.5:8). Satanás está cheio de ódio a Deus, e de diabólica inimizade contra os homens, particularmente contra os santos. Aquele que invejou a Adão no paraíso, não quer que sintamos o prazer de usufruirmos nenhuma das bênçãos de Deus. Se ele pudesse fazer o que deseja, trataria todos os homens como tratou Jó: enviaria fogo do céu sobre os frutos da terra, destruindo o gado, faria vendavais derribarem nossas casas, e cobriria de chagas os nossos corpos. Mas, embora mal percebido pelos homens, Deus refreia em grande media, impedindo-o de levar a cabo os seus maus desígnios, e lhe impõe limites destro de Suas ordenações.
Assim também Deus restringe a corrupção natural dos homens. Ele suporta suficientes erupções do pecado para mostrar que terríveis estragos têm sido causados pela apostasia do homem, que rompeu com o seu Criados, mas quem pode conceber a que medonho extremo os homens iriam se Deus retirasse a Sua mão repressora? A boca dos ímpios "... está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue"(Rm.3:14-15). Esta é a natureza de cada um dos descendentes de Adão. Então, que desenfreada licenciosidade e obstinada loucura triunfariam no mundo, se o poder de Deus não se interpusesse para fechar as comportas do mal! Ver Salmos 93:3-4.
Considere o poder de Deus no juízo. Quando ele fere, ninguém Lhe pode resistir: ver Ezequiel 22:14. Quão terrivelmente isso foi exemplificado no Dilúvio! Deus abriu as janelas do céu e rompeu as grandes fontes do abismo, e (excetuando-se os que estavam na arca) a raça humana inteira, impotente diante do furor da sua iram foi tragada. Uma chuva de fogo e enxofre caiu do céu, e as cidades da planície foram exterminadas. O faraó e todos os seus exércitos nada puderam, quando Deus soprou sobre ele no Mar Vermelho. Que palavra terrificante, a de Romanos 9:22: "E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição".
Deus manifestará o Seu tremendo poder sobre os reprovados, não apenas encarcerando-os na Geena, mas preservando sobrenaturalmente os seus corpos como também as suas almas em meio às chamas eternas do Lago de Fogo.
Bem que deveriam tremer todos, diante de um Deus tal! Tratar desconsideradamente Aquele que pode esmagar-nos mais facilmente do nós a uma traça, é suicídio. Desafiar abertamente Aquele que está revestido de onipotência, que pode rasgar-nos em pedaços ou lançar-nos no inferno na hora que quiser, é o cúmulo da insanidade. Para reduzi-lo ao seu plano mínimo, é simplesmente parte da sabedoria dar ouvidos à sua ordem: "Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se inflamar a sua ira..."(Sl.2:12).

Bem que a alma iluminada deve adorar a um Deus tal! As estupendas e infinitas perfeições de um Ser como Deus requer fervoroso culto. Se homens de poder e renome reclamam a admiração do mundo, quanto mais deve o poder do Onipotente encher-nos de assombro e mover-nos a prestar-lhe homenagem. "Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu glorificado em santidade, terrível em louvores, obrando maravilhas?"(Ex.15:11).


Bem que o santo pode confiar num Deus tal! Ele é digno de implícita confiança. Nada Lhe é demasiado difícil. Se Deus fosse limitado em poder e força, aí sim, poderíamos ficar desesperados. Mas vendo que Ele Se reveste de onipotência, nenhuma oração é tão difícil que Ele não possa responder, nenhuma necessidade é tão grande que Ele não possa suprir, nenhuma cólera é tão forte que Ele não posse subjugar, nenhuma tentação é tão poderosa que ele não nos possa livrar dela, nenhuma miséria é tão profunda que Ele não possa aliviar. "... o Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei?(Sl.27:1).
"Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém"(Ef.3:20-21).

Fonte: Arthur Pink, Os Atributos de Deus, Editora PES.
 Fonte:Monergismo

Misericórdia e Graça - Paulo Junior



A Graça de Deus


Por Heitor Alves


Por volta de 1750, John Newton era o comandante de um navio negreiro inglês. Os navios faziam o primeiro pé de sua viagem da Inglaterra quase vazios até que escorassem na costa africana. Lá os chefes tribais entregavam aos Europeus as "cargas" compostas de homens e mulheres, capturados nas invasões e nas guerras entre tribos. Os compradores selecionavam os espécimes mais finos, e comprava-os em troca de armas, munições, licor, e tecidos. Os cativos seriam trazidos então a bordo e preparados para o "transporte". Eram acorrentados nas plataformas para impedir suicídios. Colocados lado a lado para conservar o espaço, em fileira após a fileira, uma após outra, até que a embarcação estivesse "carregada", normalmente até 600 "unidades" de carga humana. Os escravos eram "carregados" nos navios para a viagem através do Atlântico. Os capitães procuraram fazer uma viagem rápida esperando preservar ao máximo a sua carga, contudo a taxa de mortalidade era alta, normalmente 20% ou mais.

Uma vez chegados ao Novo Mundo, os negros eram negociados por açúcar e melaço que os navios carregavam para Inglaterra no pé final de seu "comércio triangular". John Newton transportou muitas cargas de escravos africanos trazidos à América no século XVIII. Numa das suas viagens, o navio enfrentou uma enorme tempestade e afundou-se. Foi nesta tempestade que Newton ofereceu sua vida a Cristo, pensando que ia morrer. Após ter sobrevivido, ele converteu-se verdadeiramente ao Senhor Jesus e começou a estudar para ser um chamado Pastor”. Nos últimos 43 anos de sua vida ele pregou o evangelho em Olney e em Londres. Em 1782, Newton disse: "Minha memória já quase se foi, mas eu recordo duas coisas: Eu sou um grande pecador, Cristo é o meu grande salvador."No túmulo de Newton lê-se: "John Newton, uma vez um infiel e um libertino, um mercador de escravos na África, foi, pela misericórdia de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, perdoado e inspirado a pregar a mesma fé que ele tinha se esforçado muito por destruir". O seu mais famoso testemunho continua vivo, através da sua autoria de um hino intitulado"Amazing Grace", Graça Maravilhosa.

Newton compôs esta canção cuja letra fala de sua transformação espiritual. Testemunha que foi a graça de Deus que o salvou do naufrágio. Esta composição foi interpretada por vários cantores norte-americanos, mas é na voz de Elvis Presley, o "Rei do Rock", que se tornou famosa.

Podemos definir esta “graça” como o favor eterno e totalmente gratuito de Deus, manifestado na concessão de bênçãos espirituais e eternas às criaturas culpadas e indignas. Ou seja, é a concessão de favores a quem não tem mérito próprio e pelos quais não se exige compensação alguma. Logo, ninguém pode reinvidicá-la como direito. Caso contrário não seria graça (Rm 4.4,5; 11.6).

1. Características da Graça

A Graça é Eterna.
As obras da graça não são feitas para resolverem os problemas de última hora. Ela não é feita às pressas, na carreira. Deus não espera acontecer algo de mal ao homem para formular como a Sua Graça agirá. Mas as obras da graça de Deus foram idealizadas antes de serem manifestadas aos homens. Elas foram formuladas antes de serem comunicadas a eles. Deus nos deu tudo antes de tudo existir (2Tm 1.9). Todas as resoluções fundamentais com respeito à nossa salvação foram feitas antes que o mundo existisse (Tt 1.2).

Deus não toma providências quando os problemas surgem. Mas a sua sabedoria eterna e infinita tratou de planejar a sua graça de acordo com cada problema antes mesmo do problema agir. Nisso dizemos que Deus não é apanhado de surpresa em nada do que acontece no mundo. Pois para cada situação da vida, cada detalhe da nossa existência, Deus já havia providenciado a sua graça para aquele momento ou para aquela situação.

A Graça é Supremamente Rica.
O apóstolo Paulo, quando escreve sobre a graça de Deus, escreve usando expressões majestosas. Veja Efésios 2.6,7:

“e, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus.”

Vemos, neste verso, que todas as realidades relacionadas à graça de Deus sobre nós estão vinculadas a Cristo Jesus. Isso quer dizer que Não existe manifestação da graça para nós fora de Cristo. A Graça de Deus não pode vir a nós se não vier com Cristo. Com Cristo temos graça, sem Cristo não temos graça. A graça vem acompanhada da obra de cristo em nosso lugar e em nosso favor.

Notemos também que Paulo fala da “suprema riqueza da sua graça”. A graça de Deus é rica (1) porque ela nos ressuscita com Cristo. Isso tem haver com a regeneração ou novo nascimento, onde Deus nos deu vida estando nós mortos em nossos delitos e pecados (Ef 2.1,5). Ela é rica porque concede vida aos que estão mortos.

A graça de Deus é rica porque (2) ela nos coloca “nos lugares celestiais em Cristo Jesus”. Quando Deus nos ressuscita, Ele nos eleva para os “lugares celestiais” que são os lugares nos quais reina a graça de Deus de forma supremamente rica e nos quais a esfera da pecaminosidade não possui domínio sobre nós. No original grego, “nos fez assentar” está no passado e indica uma ação concretizada no passado. Deus já nos colocou nessa posição gloriosa juntamente com Cristo.

A Graça é Soberana.
É soberana porque reina. Ela não é um objeto qualquer que nos é oferecida e podemos aceitá-la ou não. Paulo afirmou que a graça reina (Rm 5.21) e o autor aos Hebreus usa a expressão “o trono da graça” (Hb 4.16). Ora, onde há um reino, há um trono; onde há trono aí há a soberania.

O que produz no coração dos orgulhosos um forte ódio contra Deus é o fato da graça de Deus ser dada livre e soberanamente, sem que possa ser comprada ou merecida ou até mesmo exigida. Faz parte da natureza humana o sentimento de competição, de luta para conquistar algo. O atleta que treina durante quatro anos para competir e ganhar uma olimpíada; uma seleção de futebol que se prepara com amistosos, torneios e eliminatórias durante quatro anos para, enfim, jogar uma copa do mundo com sete partidas e sagrar-se campeão. Mas na carreira espiritual não há preparação ou treino. Você chega ao céu simplesmente com a graça. É dada para o homem a entrada nos céus. É dada ao homem a vida eterna.



2. As Obras da Graça
A graça de Deus faz muitas obras na vida do homem, sejam elas de caráter soteriológico ou não.

A Graça na Restauração do Pecador.
Em se tratando de restauração do pecador, todos os passos para a redenção do pecador são atribuídos à graça de Deus, ou seja, todas as bênçãos provenientes da salvação nos são dadas graciosamente por Deus.

(1) A Eleição é obra da graça de Deus. Apesar da eleição não significar salvação, ela indica quem serão salvas com absoluta certeza, embora apenas Deus possa ter esta certeza. O decreto da eleição é nascido no amor gracioso de Deus. O ato divino de eleger indivíduos para a salvação já revela a manifestação da graça de Deus. A eleição por si só já é por graça. Isso exclui toda e qualquer tentativa de validar a salvação por obras (Rm 11.5,6).

(2) A Regeneração é obra da graça. Regeneração é sinônimo de chamamento, chamado eficaz, vocação eficaz. Paulo declara de os homens são chamados por graça. Ele é um exemplo do chamado gracioso de Deus. Ele não desejava ser um cristão. Nunca almejou isso. E ele testemunha isso em Gálatas 1.6,15:

“Admira-me que estejais passando tão depressa daquele que vos chamou na graça de Cristo para outro evangelho... Quando, porém, ao que me separou antes de eu nascer e me chamou pela sua graça, aprouve revelar seu Filho em mim...”.

(3) A Justificação é obra da graça. A base da nossa justificação repousa na obra graciosa de Cristo que derramou o seu sangue (Rm 5.9). A justificação pelo sangue é uma obra da graça de Deus:

“... sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus...” (Rm 3.24).

Em Romanos 5.16,18, Paulo nos explica que Deus exerce juízo sobre os homens com base apenas no pecado de Adão. Uma só ofensa. Já com a graça de Deus ocorre diferente. Imagine se Deus justificasse o homem por um só pecado?, como ficaria ele com o restante dos pecados que comete? A morte de Cristo traz o perdão não apenas de uma transgressão, mas de todas elas. Isso leva a gratuidade da justificação por todos os pecados. A graça transcorre de muitas ofensas. Por isso o apóstolo conclui:

“... mas onde abundou o pecado, superabundou a graça...” (Rm 5.20).

A graça sobrepuja o pecado a fim de que os seres humanos possam ser justificados de todos os seus pecados (Tt 3.7).

(4) A fé é obra da graça. De acordo com as Sagradas Escrituras, a fé é fruto da graça divina sobre os homens. É a graça de Deus atuando na vida do homem que o capacita a ter fé. Não podemos dissociar graça da fé. Sem a graça divina é impossível crer em Cristo. Qualquer fé em Cristo que não for acompanhada da graça, pode ser qualquer coisa, menos a verdadeira fé evangélica. É a graça de Deus que torna possível a fé em Cristo:

“Querendo ele (Apolo) percorrer a Acaia, animaram-no os irmãos e escreveram aos discípulos para o receberem. Tendo chegado, auxiliou muito aqueles que, mediante a graça, haviam crido...” (At 18.27).

Mesmo convencendo publicamente às pessoas por meio das Escrituras (v. 28), era absolutamente necessário que a graça operasse, a fim de que as pessoas pudessem crer. Não existe fé sem a graça. Não há meio para obter a fé se não for através da graça.

“Porque vos foi concedida a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele...” (Fp 1.29).

(5) A santificação é obra da graça. Apesar de muitos crentes acharem que a santificação é algo que o crente deve desenvolver, e eles estão corretos em pensar isso, o que eles precisam saber é que a santificação é uma obra que Deus faz em nós.

"Ora, o Deus de toda a graça, que em Cristo vos chamou à sua eterna glória, depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar." (1Pe 5.10).

A palavra “santificação” não aparece no texto, mas os seus sinônimos: “aperfeiçoar”, “firmar”, “fortificar” e “fundamentar”.

A graça de Deus nos aperfeiçoa, ou seja, vai nos tornar maduros para a vida cristã semelhante á de Jesus Cristo. A graça de Deus promete firmar-nos, ou seja, Deus nos fará seguros na luta contra o inimigo. É pela graça que o crente nunca apostatará da fé, mas permanecerá firme na doutrina do seu Senhor. Não desprezará a boa consciência firmada na palavra e nem irão naufragar na fé (1Tm 1.19). A graça de Deus nos fortifica. Em tempos de conflitos teológicos e espirituais, precisamos não apenas de firmeza, mas de constante fortalecimento. Constantemente perdemos nossas energias contra os ataques desgastantes do inimigo. Por isso, em Hebreus, os santos do passado “da fraqueza tiraram força” (Hb 11.34). Paulo já afirmou que “o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza (2Co 12.9,10). A graça de Deus promete fundamentar-nos. Toda obra de santificação está firmada na obra de Cristo que nos é transmitida através de sua Palavra. É o fundamento sobre o qual toda a igreja deve estar firmada.

(6) A entrada na glória é obra da graça. Ainda no texto de 1 Pedro 5.10, encontramos a declaração da glória a vir a ser revelada em nós como produto da mesma graça. Somos chamados para desfrutar ou participar da eterna glória de Deus. “Glória” é a bem-aventurança celestial da qual todos os eleitos de Deus participarão. Esta glória está vinculada à sua Santidade. Ser participante da sua glória é ser participante da sua santidade. Deus já começou esta obra em nós, mas vai completá-la no dia de Cristo Jesus.

A Graça de Deus nos instrumentos da Salvação.
Nada do que os seres humanos recebem está fora da graça divina.

(1) Pela graça, o evangelho é dado. O evangelho de Jesus Cristo é chamado de “evangelho da graça de Deus” (At 20.24). É o “evangelho da graça” porque alcança o pecador num estado de miséria e de desmerecimento; porque anuncia a redenção sem exigir nada do homem; porque invade o coração do pecador trazendo-o para a vida quando estava morto em delitos e pecados. É a demonstração da boa-vontade de Deus para com o pecador. Este evangelho anuncia o perdão de Deus aos pecadores por quem Cristo morreu.

(2) Pela graça, a Palavra de Deus é dada. Também é chamada de “palavra da sua graça” (At 14.3). É a Palavra do Senhor que anuncia a sua salvação pela graça aos pecadores.

(3) Pela graça, o evangelho de Deus é pregado. O evangelho é chamado de “evangelho da graça”. A proclamação dele é também uma obra da graça de Deus.

“A mim, o menor de todos os santos, me foi dada esta graça de pregar aos gentios o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo... (Ef 3.8).

A tarefa de pregar o evangelho é um dom precioso. A maior graça que Paulo recebeu foi a de ser o pregador do evangelho da graça.

(4) Pela graça participamos da Ceia do Senhor. Na Ceia do Senhor é anunciada a sua morte. Os participantes dela alimentam-se do corpo e do sangue de Cristo para sua nutrição espiritual e crescimento na graça; têm a sua união e comunhão com ele confirmadas; testemunham e renovam a sua gratidão e consagração a Deus e o seu mútuo amor uns para com os outros, como membros do corpo de Cristo.


A Graça de Deus na capacitação dos Cristãos.
Nada do que os seres humanos recebem está fora da graça divina. A Graça de Deus se manifesta de múltiplas formas na vida do cristão. (1Pe 4.10; 2Co 4.15).

(1) Pela graça os homens recebem os dons espirituais. Todos os dons espirituais são produto da graça de Deus na vida dos cristãos. Não há dom que não seja pela graça. Recebemos os dons gratuitamente para servimos aos outros.

“... tendo, porém, diferentes dons segundo a graça que nos foi dada: se profecia, seja segundo a proporção da fé...” (Rm 12.6).

Os dons não são habilidades conseguidas pelos cristãos, mas são uma concessão graciosa de Deus. Por falta dessa compreensão, há muitas discórdias e divisão na igreja. O fato dos dons serem um produto da graça divina nos guarda contra o orgulho e a jactância (Ef 4.7,8; 1Pe 4.10).

(2) Pela graça os homens são dotados para o ministério da Palavra. Todos os crentes possuem uma função no corpo de Cristo porque a graça possui várias manifestações de capacitação (1Pe 4.10), mas a capacitação mais marcante na vida de Paulo foi a altíssima e honrosa tarefa de ser ministro de Cristo Jesus na pregação do evangelho.

“Entretanto, vos escrevi em parte mais ousadamente, como para vos trazer isto de novo à memória, por causa da graça que me foi outorgada por Deus, para que eu seja ministro de Cristo Jesus entre os gentios, no sagrado encargo de anunciar o evangelho de Deus, de modo que a oferta deles seja aceitável, uma vez santificada pelo Espírito Santo.” (Rm 15.15,16).

Paulo sempre fazia questão de dizer para seus ouvintes que o seu ministério não era por vontade própria, mas uma decisão graciosa de Deus. Era um privilégio tão grande que ele o chama de “sagrado encargo”.

No conceito paulino, servir aos irmãos com a pregação da Palavra é graça.

“... do qual [evangelho] fui constituído ministro conforme o dom da graça de Deus a mim concedida segundo a força operante do seu poder.” (Ef 3.7).

“Mas, pela graça de Deus, sou o que sou; e a sua graça, que me foi concedida, não se tornou vã; antes, trabalhei muito mais do que todos eles; todavia, não eu, mas a graça de Deus comigo.” (1Co 15.10)


A Graça de Deus na Vida Cristã em Geral.
(1) Pela graça os homens recebem consolação e esperança. Todos os dons espirituais são produto da graça de Deus na vida dos cristãos. Não há dom que não seja pela graça. Recebemos os dons gratuitamente para servimos aos outros.

“Ora, nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem o vosso coração e vos confirmem em toda boa obra e boa palavra.” (2Ts 2.16,17).

Paulo fala de dois tipos de consolação. Um tipo de consolação que já nos foi dada e um tipo de consolação que é nos dada diariamente. O que Paulo chama de “eterna consolação” se refere o que Cristo já fez por nós. Refere-se aos atos redentores de Deus. Cristo conquistou o amor eterno e a consolação eterna de uma maneira segura. Ao mesmo tempo, Paulo deseja a consolação de Deus para os corações aflitos. Esse tipo de consolação juntamente, com a esperança, haveria de encher os corações deles. Eles anda haveriam de se apropriar das bênçãos que tinha origem e caráter eterno. Isso é graça de Deus.

“Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna.” (Hb 4.16).

Para receber as bênçãos da salvação descritas neste verso (misericórdia e graça), precisamos nos achegar com confiança ao “trono da graça” para sermos socorridos em tempo de necessidade. Cristo transformou o trono de juízo em trono da graça. No tempo oportuno, Deus socorre o pecador com misericórdia e graça.

(2) Pela graça os homens recebem libertação do perigo.

“Porque, esta mesma noite, um anjo de Deus, de quem eu sou e a quem sirvo, esteve comigo, dizendo: Paulo, não temas! É preciso que compareças perante César, e eis que Deus, por sua graça, te deu todos quantos navegam contigo.” (At 27.23,24).

A graça de Deus não é apenas para a salvação, mas é também para eventos do dia-dia. Veja o caso de Paulo. Pela graça de Deus, nenhum dos que estavam á bordo do navio se perdeu durante a tempestade. Todos se salvaram pela graça de Deus (Ver todo o capítulo 27 de Atos).

Todos os dias nos colocamos em situações de perigos sem sabermos. Mas uma coisa precisamos saber, que a graça de Deus se faz presente nos livrando dos perigos existentes, seja um assalto em um ônibus, ou mesmo na rua, ou uma outra situação de risco qualquer. A graça de Deus não apenas nos livra de situações de risco, mas, mesmo experimentando algum tipo de perigo, a Sua graça trata de tirar-nos da situação completamente ilesos. Em um estabelecimento em que trabalhava, fui vítima de um assalto. Ficamos reféns dos assaltantes por pelo menos 15 minutos. Todos com arma em punho. Mas, pela graça de Deus, não usaram suas armas e todos nós saímos ilesos daquela situação.



Conclusão
Transcrevo aqui um texto de John Newton:

“Eu não sou o que devo ser. Ah! quão imperfeito sou! Não sou o que desejo ser. Abomino o que é mau e anelo apegar-me ao que é bom. Não sou o que espero ser. Logo me despirei da mortalidade e, com ela, de todo pecado e imperfeição. Embora não seja o que devo ser, o que desejo ser e o que espero ser, ainda posso dizer, em verdade, que não sou o que fui outrora, escravo do pecado e de Satanás; posso, sinceramente, unir-me ao apóstolo e reconhecer: ‘Pela graça de Deus, sou o que sou’”.

Procuremos entender a cada dia o conceito de graça. Nunca atribua nada do que você tem àquilo que você faz, ou fez, ou conseguiu. Proteja-se da auto-justiça. Paulo dava muito valor à graça de Deus porque ele teve noção da sua pecaminosidade. Logo, quanto mais depreciarmos o pecado e lamentarmos por ele, mais ansiaremos pela graça divina dando um valor inigualável a ela. Louvemos a Deus por Ele ser o Deus da graça. O Deus que concede graça aos imerecidos.

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Evidências da Conversão - Paulo Junior




Evidências de uma verdadeira conversão


“Seguindo ele estrada fora, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor, e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues?” (Atos 9.3-4)


Numa rua de Londres, um bêbado cambaleante encontrou-se com Spurgeon. Reconhecendo o pregador, lhe perguntou se este não o reconhecia. Quando Spurgeon respondeu que não, o ébrio argumentou: "Mas o senhor devia conhecer-me; sou um dos seus convertidos". Então oveio a resposta: "Isso pode ser. Se o senhor fosse um converso de Deus, não estaria nessas condições". Assim como este bêbado, muitos dizem serem convertidos, mas na verdade nunca foram. A conversão de Saulo nos mostra evidências de uma verdadeira conversão.

Esta conversão é tão significativa que Lucas registra três vezes no livro de Atos, capítulos 9, 22 e 26. Analisando a vida de Saulo, quais são as evidências de uma verdadeira conversão?

I) MUDANÇA DE VIDA

Quem era Saulo? Ele mesmo responde essa pergunta três vezes na Bíblia nos capítulos 22 e 26 de Atos e Gálatas 1. Ele era perseguidor da igreja de Cristo, assim perseguidor de Cristo.Saulo era judeu, contudo nasceu em Tarso da Cicília (Atos 22.3) – A cidade de Tarso é hoje a atual Turquia – Essa cidade era famosa por suas escolas. Ele era fariseu (At.23.6; 26.5; Fp 3.5).

O primeiro possível aparecimento do apóstolo no NT, foi no julgamento de Estevão em Atos 6.8-15. Quando Estevão é apedrejado, encontramos Saulo (v.58). Para entendermos melhor o que Saulo estava fazendo ali, precisamos ir até o livro de Deuteronômio: “Por depoimento de duas ou três testemunhas, será morto o que houver de morrer; por depoimento de uma só testemunha, não morrerá. A mão das testemunhas será a primeira contra ele, para matá-lo; e, depois, a mão de todo o povo; assim, eliminarás o mal do meio de ti.”(Dt 17.6,7). As testemunhas eram as primeiras a jogar pedras. No texto de Atos as vestes daqueles que arremessavam pedras foram jogadas aos pés de Saulo. Com isso vemos que ele consentiu na morte de Estevão (cf Atos 8.1). E sobre isto ele confessa: “e assim procedi em Jerusalém. Havendo eu recebido autorização dos principais sacerdotes, encerrei muitos dos santos nas prisões; e contra estes dava o meu voto, quando os matavam.” (Atos 26.10).

Veja a destruição que este homem causou à igreja: “Saulo, porém, assolava a igreja, entrando pelas casas; e, arrastando homens e mulheres, encerrava-os no cárcere”. (Atos 8.3). O verbo empregado para “assolava” é o mesmo verbo “devastar” empregado no Salmo 80.13 em relação a um animal selvagem. Essa devastação está registrada em Atos 9.21 e Gálatas 1.13,23 – verbos como devastar, perseguir e destruir são usados para descrever o comportamento de Saulo antes da conversão - Ler Atos 26.9-11.
Saulo era tão mal que os crentes não acreditaram que ele havia convertido (Atos 9.26). Este era Saulo antes de encontrar com Jesus, porém se torna de perseguidor a pregador do evangelho.

O que é uma mudança de vida? No grego a palavra “conversão” (metanóia), literalmente significa “mudar de mente”, “arrependimento”. Veja o uso dessa palavra: “… O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho.”(Marcos 1.5). Isso significa abandonar o velho homem (cf Romanos 6.6). O próprio Saulo depois afirmou: “… já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.”(Gálatas 2.20). Este homem teve a sua mente mudada, os seus objetivos eram outros. Ele era um crente!Uma mudança real de vida é evidência da verdadeira conversão.

A segunda evidência de uma verdadeira conversão na vida de Saulo foi sua…



II) COMUNHÃO COM DEUS

No verso 9 lemos: “Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu.”(Atos 9.9). Saulo teria passado três dias orando e jejuando. Ele tinha percebido que estava perseguindo o próprio Deus. E isso deve ter causado em Saulo uma profunda consciência do pecado. Não é sem motivo que ele depois de alguns anos se identifica como principal pecador: “Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal.” (I Timóteo. 1.15 e I Coríntios.15. 9). E sobre esta comunhão, o próprio Senhor disse a Ananias: “… Dispõe-te, e vai à rua que se chama Direita, e, na casa de Judas, procura por Saulo, apelidado de Tarso; pois ele está orando.” (Atos 9.11)

O seu coração cheio de fúria e ódio foi lavado pelo sangue do Cordeiro e preenchido pelo amor de Deus (Efésios.3.19). Em todas as suas cartas ele vai dar sinais de alguém que anda com Deus. Veja alguns textos:“Porventura, procuro eu, agora, o favor dos homens ou o de Deus? Ou procuro agradar a homens? Se agradasse ainda a homens, não seria servo de Cristo.”(Gálatas 1.10); “tudo posso naquele que me fortalece.” (Filipenses 4.13). Uma comunhão verdadeira com Deus é parte da verdadeira conversão.

A terceira e última evidência da verdadeira conversão na vida de Saulo foi seu…


III) DESEJO DE PREGAR O EVANGELHO

Ele se torna um evangelista: “E logo pregava, nas sinagogas, a Jesus, afirmando que este é o Filho de Deus.” (Atos 9.20). A partir do versículo 20, nós vamos ver em Saulo um comportamento muito comum na vida de um convertido: pregação do evangelho.

“Estava com eles em Jerusalém, entrando e saindo, pregando ousadamente em nome do Senhor.”(Atos 9.28) - Saulo foi mandado para Cesaréria e dali para Tarso a sua terra natal. Lá ele ficou alguns anos, possivelmente pregando o evangelho. Depois desses anos Barnabé foi até ele (Atos. 11.25), e encontrando-o, o levou para Antioquia, para pregarem lá o evangelho. E assim deu-se início a história missionária do apóstolo Paulo.

“Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego;”(Romanos 1.16)

“Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de, por todos os modos, salvar alguns.” (1 Coríntios 9.22)

O exemplo de Saulo nos ensina que a conversão gera no novo discípulo de Cristo o desejo de pregar o seu evangelho. Este é um sinal encontrado na vida de um verdadeiro convertido.

CONCLUSÃO: Saulo (que teve o nome mudado para Paulo por estratégia missionária) era um perseguidor implacável da igreja, mas o encontro com Cristo, tornou-se um grande pregador da Palavra de Deus. E você? O que você era antes de encontrar com Jesus? E o que você é agora? É tempo de analisar se há em você evidências da verdadeira conversão. Se o evangelho não tivesse sido pregado a você, onde você estaria agora? Como estaria a sua vida? Pense nisso e anuncie o evangelho Cristo.

Por: Pr. Ronaldo P. Mendes

Deus é Inevitável - Josemar Bessa


As vezes pensamos que o papel da igreja é dar respostas as perguntas do mundo. Mas a verdade é que o mundo em seu estado de depravação sequer pode fazer a pergunta certa, ver sua grande necessidade. Nosso papel é trazer a pergunta certa para o centro da vida - e então mostrar a resposta divina. Jó perguntou: "...porque, como se justificaria o homem diante de Deus?" (Jó 9.1,2


A Figueira Estéril - Paulo Junior


Cristianismo Humanista - Paris Reidhead



"Porque por ele, por meio dele e para ele são todas as cousas. A ele pois, a glória eternamente. Amém" Romanos 11:36


Os Humanistas e a Fé - Francis Schaeffer

Duas Colunas

Duas colunas distinguiam a Igreja cristã primitiva de qualquer outro sistema religioso. A primeira dizia respeito ao fundamental problema da autoridade. Em tal Igreja só existia uma autoridade final: a Bíblia, a Sagrada Escritura. Isto se depreende claramente dos ensinamentos de Jesus, de Paulo e da totalidade do Novo Testamento. Entre os leitores do presente tratado, muitos crerão que a Igreja primitiva estava certa em sustentar este conceito da Escritura; porém, até mesmo aqueles que não o aceitam, deveriam compreender que tal foi o conceito da Igreja, para assim entender intelectualmente a mesma.



Os primeiros cristãos criam que a Sagrada Escritura lhes dava uma autoridade externa ao âmbito do relativista, mutável e limitado pensamento humano. Assim, com esta visão da Palavra, tinham o que consideravam uma autoridade não humanista.

A outra coluna da Igreja primitiva que a diferenciava de todos os demais sistemas religiosos era sua resposta à pergunta: Como se achegar a Deus? Se Deus existe e é santo, perfeitamente santo, vivemos num universo moral. Se Deus não existe ou se é amoral ou imperfeito, vivemos, conseqüentemente, num universo relativo com relação à moral. Por outro lado, se Deus é perfeito, e mantém sua total perfeição, então, como é óbvio que nenhum homem é moralmente perfeito, todos eles estarão condenados. A única coisa que poderia resolver este dilema, verdadeiramente básico, acerca de se o universo é moral ou amoral, seria o ensinamento da Bíblia e da Igreja primitiva. Tal ensinamento foi que Deus nunca diminuiu o nível de Suas normas, que Ele exige perfeição e que, portanto, Ele é completamente moral; e que, porém, por causa do amor de Deus, veio Jesus Cristo como Salvador, e realizou uma obra infinita e definitiva na cruz, de maneira que o homem já pode se achegar ao Deus totalmente santo e perfeito, apoiado nesta obra perfeita e consumada, pela fé e sem obras humanas relativas. Estamos tão acostumados a falar disto dentro de um contexto religioso, que esquecemos das implicações intelectuais. Diremos de novo que, tanto se se crê no que a Igreja primitiva e a Bíblia ensinaram, como se não se crê, deve-se entender este ponto que estamos tratando, ou não se poderá compreender a tal Igreja, nem seu caráter distintivo.



Uma vez que se ensina a exigência por parte de Deus de perfeição total, se mantém a existência de um universo moral; e ao se ensinar a obra perfeita do Salvador, segue-se que não necessariamente todos os homens sejam condenados. Assim, qualquer elemento humanista e egoísta é destruído. Até mesmo se o cristianismo não fosse verdade, e nós cremos que ele o seja, esta seria uma resposta titânica; jamais nenhum outro sistema — seja religioso, seja filosófico — deu semelhante resposta.

Assim, pois, as duas colunas distintivas da Igreja primitiva eram um golpe combinado e completo contra o humanismo. A autoridade ficava fora da mutável jurisdição humana e assim, o acesso pessoal de cada indivíduo ao Deus eternamente santo se baseava, não nos atos morais ou religiosos relativos do homem, mas na absoluta e definitiva obra (e por ser Ele Deus, infinita) de Jesus Cristo. Tudo isto fazia que o homem fosse arrancado do centro do universo, donde havia intentado situar a si mesmo, quando se rebelou contra Deus na histórica queda no Éden, e destruía o humanismo, atacando-lhe no seu próprio coração.


Uma mudança

Uma mudança apareceu nos tempo do imperador Constantino. Este fez paz com a Igreja, porém, começou a se intrometer nela. Esta mudança de direção progrediu lentamente no princípio, e logo com crescente velocidade. Tendo começado com Constantino, foi orientada em sua direção definitiva na época de Gregório o Grande; e não com respeito a questões incidentais, mas ao conceito básico. Tal mudança de direção destruiu as duas únicas colunas, as quais referimos mais acima. A Igreja viria a ser o centro da autoridade, no lugar da Palavra de Deus. Aqui é re-introduzido o elemento humanista. Com relação à segunda coluna, é agora afirmado que a salvação, em vez de descansar somente sobre a completa obra de Cristo — isto é, sua obra consumada no espaço e no tempo, na história — se sustenta também nas obras humanas. No sistema católico-romano, estas obras se acham em três importantes âmbitos. O primeiro é o da missa. Não se considera já, na missa católico-romana, que Jesus Cristo consumou Sua obra no espaço de tempo histórico em que morreu na cruz, mas que Jesus Cristo está sofrendo constantemente. Ele sofre de novo, no sacrifício não sangrento, cada vez que se celebra uma missa. Porém há mais ainda: considera-se que aqueles que participam da missa estão oferecendo a Cristo em sentido ativo. Basta ler o missal católico-romano para dar-se conta da força disto. Cristo é oferecido pelo oficiante, porém quem participa da missa participa em seu oferecimento ativo de Cristo.

Achamos o segundo elemento humanista no âmbito da penitência. Esta é o sofrimento na vida atual, seja religioso, seja de uma maneira geral, para compensar a ausência de boas obras positivas. Assim, o sofrimento tem valor prático.

O terceiro elemento humanista diz respeito ao âmbito do purgatório, no qual o valor do sofrimento se projeta para o futuro. Sofre-se até merecer o mérito de Cristo.

Claro está, que desta maneira se destroem totalmente as duas colunas básicas da Igreja primitiva, e assim encontramos no sistema católico-romano um retorno ao que está especificamente relacionado com os demais sistemas humanistas.


Os críticos da arte

Os críticos da arte, literatura, etc., entendem estas coisas e as expõem com notável clareza. Numa publicação de Skira sobre Botticelli, Giulio Carlo Argan, italiano, crítico de arte, escreve: “O fato é que, certamente, nos planos políticos e religiosos havia um grande futuro para este sincretismo da arte e da cultura, uma vez que aquele havia sido incorporado ao programa humanista progressivamente estabelecido pela Igreja depois do sério Cisma do Ocidente (1378-1417), já que esse programa facilitava, no final das contas, numa justificação histórica da fé cristã, admitindo a Antiguidade clássica como sua e mostrando-a arrogantemente como a filosofia natural do homem, o prelúdio providencial à revelação da verdade absoluta por Jesus Cristo. Porém esta grandiosa, sistemática síntese de história, natureza e fé, que iria constituir a base ideológica do classicismo de Rafael...” No exposto, Argon resume e explica o humanismo básico da Igreja Católica Romana.

Notem-se três coisas:

I. — Ele diz que se trata de um programa humanista.
II.— Diz que a justificação histórica da fé cristã — justificação ante aqueles que representam a cultura humanista em volta, ante os homens que estão fora da Igreja —, foi proporcionada por uma síntese sistemática.
III.— Destaca que com esta síntese, traça-se uma linha ininterrupta entre a Antiguidade e a verdade revelada em Jesus Cristo.

Tudo está escrito, certamente, numa História de Arte, e desde o ponto de vista da arte; porém, o que disse o autor é verdade de modo geral. O catolicismo romano constitui um intento de síntese entre as noções humanistas em volta e as não humanistas da Escritura.

A pintura do Renascentismo deixa isto sumamente claro. Rafael planejava pintar quatro habitações no Vaticano. Pintou duas, e seus discípulos as outras duas. Um das habitações pintadas pelo próprio Rafael, nos proporciona uma claríssima prova do que descreve Argan como “a base ideológica do classicismo de Rafael”. Numa parede desta habitação pintou a Igreja, tal como a via em sua forma católico-romana, e na oposta, “A Escola de Atenas”. Isto não foi por casualidade, já que o fez assim de propósito. Trata-se de uma expressão artística do intento católico-romano de síntese entre a filosofia humanista, e a não humanista da Palavra de Deus.

No tempo em que Rafael trabalhava no Vaticano, Miguel Ângelo pintava a Capela Sixtina. Devem-se considerar os aspectos de sua obra na mesma. Primeiro, as pinturas do teto; logo, as da parede do fundo.

No abobadado teto pintou uma séria de figuras colocadas de uma forma que dava a impressão de sustentar a seção central do mesmo. Estas figuras correspondem alternativamente a um homem e uma mulher. Colocou o nome correspondente debaixo de todas elas, de modo que não pode haver equívoco com relação ao que estava dizendo. Os homens representam os profetas do Antigo Testamento. As mulheres, as antigas sibilas. Colocou a todos alternativamente como iguais. Eis aqui sua maneira de dizer o que dizia Rafael com suas pinturas do Vaticano. Na abóbada assim sustentada, achamos a representação pictórica do cristianismo.

Assim, Miguel Ângelo entende e expõe claramente como em seu tempo a Igreja Católica Romana se esforçava para realizar a síntese entre o antigo humanismo e o cristianismo bíblico.

A pintura da parede do fundo da Sixtina nos diz a mesma coisa. Representa o Juízo Final, e quando se contempla pela primeira vez, pensa-se que, exceto pelo lugar central de Maria, é uma cena bíblica. Porém, logo se observa a existência de um pequeno barco na parte inferior direita, e se adverte que nos achamos diante do barco no qual os mortos eram conduzidos através da lagoa Estigia, segundo a mitologia pagã. A pessoa então, se dá conta que a cena não procede da Bíblia, mas de Dante, que já trabalho sobre a base da mencionada síntese.


O teólogo mais importante

O teólogo mais importante da Igreja Católica Romana é Tomás de Aquino. A leitura de sua Summa manifesta claramente a ênfase na mencionada síntese. Assim, o que vimos dizendo não é desconhecido na apresentação da própria Igreja Católica Romana. Tanto em sua arte, como em sua teologia, o catolicismo romano está edificado específica e centralmente sobre o intento de síntese entre os pensamentos humanista e bíblico.

Este elemento humanista do catolicismo romano explica o desenvolvimento da mariologia. Maria representa o mesmo. Tu, homem, individualmente não alcanças a vitória porém, Maria, sim, Maria, venceu. E, deste modo, temos um triunfo vicário do homem. Do mesmo modo, os santos católico-romanos representam também uma humanidade vicária, vitoriosa. O homem triunfou.

Seguindo a atual ênfase comum, que intenta apagar as diferenças entre as diversas religiões, se diz freqüentemente, inclusive por evangélicos, porém afetados por esta tendência, que o catolicismo romano adora ao menos, com toda segurança, ao mesmo Deus que a Igreja primitiva e a Reforma. Desgraçadamente, a resposta é: não. O catolicismo romano não adora ao mesmo Deus. A entrada do elemento humanista no sistema católico fez com que Deus seja considerado como um Deus distinto do apresentado na Bíblia. O Deus bíblico é inteiramente santo. Ele não pode aceitar nem a menor imperfeição moral. Se o Deus totalmente santo quiser tratar com algum homem, depois da rebelião deste, sobre qualquer elemento da obra moral humana, só poderia condená-lo. Por isso, no sistema bíblico, Deus permanece inteiramente santo, e nós vivemos num universo absolutamente moral. No sistema católico-romano, Deus não é totalmente santo, já que aceita a imperfeição. Tal sistema afirma que somos salvos pelo mérito de Jesus Cristo, porém introduzindo o elemento humanista, porque o homem deve merecer o mérito de Jesus Cristo. A saída definitiva do purgatório se baseia no merecimento. Este se obtém: 1) Pelas boas obras nesta vida, tanto religiosas como morais; 2) pelo valor dos sofrimentos experimentados na vida presente, que compensam o que faltou com relação às boas obras; 3) pelo valor do sofrimento que se experimenta no purgatório, o qual compensa o que faltou nos sofrimentos da vida na terra. Quando se tem alcançado isto, o mérito de Cristo é merecido. Tudo isso significa que o homem triunfou. Porém, quer dizer também que se adora a um Deus que não é completamente santo. Desde o ponto de vista bíblico tudo isso é, naturalmente, trágico; porém, para alcançar uma compreensão intelectual disso, deve-se entender também que significa que o cristianismo bíblico conduz finalmente, na realidade, a um Deus humanista, não absoluto. Com pesar, porém com uma finalidade definida, deve-se entender e afirmar que o Deus do sistema católico-romano não é o da Sagrada Escritura. Esse Deus é imperfeito; e o universo não é, portanto, absolutamente moral.


Nada novo

A Reforma não reconheceu nem ensinou nada novo. Isto é, nada novo em referência ao ensinamento da Igreja primitiva. A Reforma voltou simplesmente às duas colunas básicas a que nos referimos mais acima. A Palavra de Deus era a única autoridade, e a salvação tinha como base única a obra definitiva do Senhor Jesus Cristo, consumada na cruz. Tudo isso significava a remoção dos elementos humanistas. A Reforma foi revolucionária porque se apartou tanto do humanismo católico-romano, como do secular.

Para entender o que sucedeu depois, deve-se ter em conta que, há uns 250 anos atrás, o humanismo tinha se introduzido na Alemanha, e desta vez nas igrejas que haviam surgido da própria Reforma. Isto foi o nascimento do que na atualidade se chama usualmente liberalismo ou modernismo protestante. A alta crítica alemã e tudo quanto brotou dela até nossa geração, é simplesmente a entrada do pensamento humanista na Igreja protestante depois da Reforma, exatamente como, desde a época de Constantino em diante, o humanismo entrou na corrente da Igreja primitiva. Nunca se enfatizará suficientemente que a alta crítica não sobreveio porque certos fatos a fizeram necessária, mas porque a filosofia humanista sobreveio primeiro. Aceitou-se em primeiro lugar a filosofia humanista, e logo foram adicionados “fatos” que pareciam poder prover uma base conforme a perspectiva humanista. A alta crítica não foi a causa, mas o resultado. Os teólogos protestantes de tal época permitiram a entrada do conceito humanista na Igreja protestante. As duas colunas básicas não humanistas da Igreja foram destruídas de novo. O que devemos entender agora é que, na nossa própria geração, tanto o humanismo do sistema católico-romano como o do protestantismo liberal não diminui, mas que é cada vez mais forte em ambos.


Talvez a maior revolução

Talvez a maior revolução de nossa geração seja a mudança acontecida no catolicismo romano. Alguns podem dizer que na realidade não houve mudança, e que tudo isso é somente um estratagema; porém, seria difícil estar completamente seguro de se efetivamente é esse o caso. O aumento do humanismo na Igreja Católica Romana, em nossa geração, se mostra nos dois âmbitos.

Em primeiro lugar, é um fato que até mui poucos anos atrás Roma havia insistido que os três primeiros capítulos de Gênesis deveriam ser interpretados literalmente. Hoje em dia, quando os científicos católico-romanos se reúnem com os seculares, isto é deixado de lado. Estes homens da ciência romano-católicos não são seculares, mas membros das diversas ordens religiosas. Afirmam-se, nos círculos católico-romanos liberais atuais, que tudo o que devemos aprender do três capítulos do Gênesis é que, no processo evolutivo de animal a homem, a única coisa que se necessitou é que Deus introduzisse em certo momento uma alma racional. Isto é totalmente revolucionário em relação ao que Roma havia ensinado ainda em nossa própria geração, e significa um fortalecimento definido do humanismo.

Em segundo lugar, Roma mudou radicalmente na questão de quem se salva. No passado, o catolicismo romano ensinava, como todavia o faz na Espanha ou no Sul da Itália, por exemplo, que não havia salvação possível fora da Igreja Católica Romana. Hoje em dia, a ênfase recai em que todos os homens sinceros, e de boa vontade, são salvos. Na Igreja primitiva e na Reforma se enfatizou o ensinamento bíblico de que quem não estivesse na Igreja de Cristo (quem não tivesse tomado a Jesus Cristo como Salvador) estaria condenado. Segundo o antigo sistema católico-romano, aqueles que permaneciam fora da organização da Igreja Católica Romana estavam perdidos. Em ambos os casos, nos encontramos com o fato de que havia alguém que estaria perdido. No novo ensinamento católico-romano, com seu acrescentado humanismo, é muito difícil saber quem está perdido; e com respeito aos círculos católico-romanos mais pronunciadamente liberais, não se pode estar seguro se alguém se perde.

Assim, nos achamos ante o velho humanismo, que começou na época de Constantino, da Igreja Católica Romana, porém aumentado agora com o humanismo do moderno catolicismo-romano. Deve-se notar, por conseguinte, que o novo conceito liberal católico-romano não constitui um rompimento absoluto com o antigo catolicismo romano, já que este mesmo tem sido sempre humanista. Constitui simplesmente uma confluência das diversas correntes de um mesmo canal. Deve-se notar, também, que um homem como Teilhard de Chardin, tão popular na Europa e América, corresponde exatamente a esta circunstância.


Ao mesmo tempo

Ao mesmo tempo, o protestantismo humanista, que se iniciou com a erupção da alta crítica alemã, está se movendo, por sua parte, cada vez mais na mesma direção. Existe um notável paralelo entre o que sucede no campo liberal católico-romano, e o que se passa no protestantismo. Assim como o antigo catolicismo romano humanista está se transformando no humanismo ainda mais aberto do catolicismo romano liberal, também o antigo protestantismo liberal está desenvolvendo um novo liberalismo. Desde a aparição da teologia kierkegaardiana, isto é, a chamada neo-ortodoxia, se utiliza mais a palavra “Deus”, assim como outros termos religiosos, porém significa menos. No velho protestantismo liberal, as coisas eram, ao menos, certas ou falsas — no espaço, tempo e história —, de um modo que qualquer um poderia entender. No novo protestantismo liberal, a imprecisão que se pode notar nas obras de Teilhard de Charlin, é igualmente aparente. As afirmações do bispo Pike, da Califórnia, devem ser entendidas neste contexto teológico. Ele tem levado simplesmente o novo liberalismo de Kierkegaard, Barth, Brunner e Niebuhr a suas conclusões lógicas, porém falando numa linguagem clara, isenta de termos técnicos, de maneira que a força completa do lendário novo mundo religioso do liberalismo pode ser percebida pelo não especialista. Bultmann e Tillich têm feito o mesmo, conduzindo o pensamento de Kierkegaard a suas conclusões lógicas; e no caso de Tillich, parece provável que ele tenha ido mais longe do que Pike, porém suas obras estão escritas com uma terminologia tão elevada, que somente os que entendem podem dar-se conta da força do que foi escrito. Em todos os casos, a palavra “Deus” veio significando cada vez menos, até ao extremo de que uma pessoa deve se perguntar assombrada se nessa teologia há algum Deus. Esta é exatamente a direção que segue o catolicismo romano humanista em sua nova forma liberal, mostrada por Tielhard de Chardin. Devemos afirmar novamente, desta vez referindo-nos ao protestantismo liberal, que seu Deus não é o bíblico.

No pensamento oriental, a “justificação da vida” é a meditação. Isto não significa que meditando se encontre algo necessariamente, mas que a meditação como tal, dá à vida humana um aparente propósito e significado. No novo liberalismo se encontra a fé, desde Kierkegaard, como um passo nas trevas, como a justificação da vida. Isto está mais em consonância com a mente ocidental que a meditação, porque o passo nas trevas incumbe à ação e, portanto, à vontade de sofrer pela própria ação. Porém, basicamente é o mesmo: o passo nas trevas traz a justificação da vida, e a terminologia religiosa vem sempre sendo usada cada vez mais para que pareça dar um propósito à vida. Porém, nunca se está seguro se nela há realmente algum significado, e a própria palavra “Deus” se torna mais e mais vaga, até desaparecer até mesmo a distinção entre um Deus pessoal ou impessoal. Neste ponto, o catolicismo romano e o protestantismo liberal humanista, ambos em sua nova forma, estão perto de se unirem; e em termos de humanismo, ambos estão relacionados com o conceito clássico grego de idéias e ideais, assim como com os conceitos orientais.

r ainda se por “cristãos”. Pois como disse o Guilherme alhures:
É significativo

É significativo que “O fenômeno do homem”, obra de Teilhard de Chardin, publicada depois de sua morte, mostre a marca desta união. Teilhard de Chardin era jesuíta. Julian Huxley, ateu, escreveu a introdução do livro. E tanto na Europa como na América, são os protestantes liberais que o recomendam. Tudo isso não é senão o desenvolvimento do antigo catolicismo romano humanista transformando-se no novo catolicismo romano liberal; e o velho liberalismo humanista protestante movendo-se progressivamente na mesma direção, no novo liberalismo da neo-ortodoxia. Assim, em nossos dias, a diferença entre a Rocha humanista e o novo protestantismo liberal, o neo-ortodoxo, é de detalhe, e não básica.




Conclusões

Isto nos leva a perceber, como primeira conclusão, de que não existe uma verdadeira razão para que não haja um movimento em direção à união entre o catolicismo romano e o protestantismo liberal. Quando o arcebispo de Canterbury visitou o Papa, disse: “Já não há necessidade de nos estorvarmos um ao outro. Pois, se já não estamos um contra o outro, estamos um pelo outro, e assim podemos ser gloriosamente livres para estar juntos por Jesus Cristo e pela verdadeira unidade de Sua Igreja. Eu digo expressamente «unidade» e não «união», porque a união ou re-união se baseia numa reconciliação de jurisdições e autoridades. Porém, a unidade é só de espírito, e nesse espírito...podem entrar nas igrejas facilmente, e inclusive já estão entrando na atualidade“.

Isto é simplesmente um exemplo do que temos estado dizendo. O catolicismo romano e o novo protestantismo liberal descansam sobre a mesma base, e não existe nenhuma razão em absoluto, exceto com respeito a detalhes, para que não se unam. Qualquer conceito de verdade absoluta foi expulso em ambos campos.

Os escritos de um homem como o jesuíta norte-americano John Courtney Murray devem ser entendidos nessa estrutura. Ele e seus colegas estão instando para que os EE.UU., e também os países do Norte da Europa de tradição reformada, comecem a se desenvolverem sobre a base do conceito católico-romano de “lei natural”. Os católico-romanos instam nisto porque afirmam, com bastante razão, que os EE.UU. (como toda a cultura norte-européia) não têm ainda uma base, ou consenso, sobre o que fazer nos domínios da moral social, do direito, do governo, etc. Nisto tem razão quem pensa como Murray; porém o motivo pelo qual os EE.UU. e demais países mencionados não têm ainda uma base ou consenso para atuar, é que, tendo renunciado ao que a Reforma ensinou, tornaram-se abruptamente humanistas, e não têm absolutamente ao que se referir, ou sobre o que fundamentar suas ações.

Porém, o conceito católico-romano de lei natural é igualmente humanista e sem um absoluto em relação ao qual atuar. Temos visto que o humanismo entrou no sistema católico-romano a partir de Constantino, e especialmente que o catolicismo romano liberal moderno é devastadoramente humanista. O mesmo J.C. Murray reconhece tudo isso quando diz que a noção de lei natural é pré-cristã, anterior até mesmo aos antigos gregos, e que foi Tomás de Aquino que modelou e poliu este conceito. Isto está especificamente relacionado com as pinturas de Rafael e Miguel Ângelo no Vaticano. Faz parte do intento católico-romano para alcançar a síntese entre o pensamento humanista e o bíblico; e no âmbito do governo, o direito e a moral social, deve finalmente dar como resultado sempre conclusões humanistas e, portanto, relativas. Assim, por exemplo, a revista “Time”, de 12 de dezembro de 1960, tratando sobre o conceito de lei natural que sustenta John C. Murray, disse: “O critério de bom e mal deve ser achado na natureza do homem; o homem é — de maneira natural — um ser social; e por isso, o bem da sociedade é o do homem. O robô, por exemplo, é mal porque subverte a base da vida social, já que faz alguma mal, no terreno privado, a outro. Quando há conflito entre a satisfação das necessidades naturais, o racional (e por isso, legal) é subordinar a mais baixa à mais alta. Assim, a auto-conversação é algo bom; porém, a oposição arriscando a própria vida quando a exige o bem da sociedade, é algo mal”.

Do ponto de vista bíblico, o pecado é tal porque é contra Deus, não porque seja contra a sociedade. Quando prejudicamos a um ou vários homens é pecado, não porque tenhamos lhes prejudicados, mas porque lhes ocasionar danos contradiz a existência, o caráter e a lei de Deus. Assim, pois, o sistema bíblico é não-humanista , e absoluto. Porém, o sistema católico-romano é humanista e relativo, primeiro em sua teologia — inclusive em sua visão de Deus —, e logo em sua aplicação prática da lei natural. O conceito católico-romano de lei natural é parte da “sistemática síntese” de que fala Argan quando trata da arte de Rafael.

Na teologia católica-romana achamos uma linha ininterrupta entre o homem tal como foi criado, o homem pecador, e o homem redimido. No pensamento católico-romano a queda do homem não foi realmente total; e a salvação consiste unicamente na adição de uma justiça infundida no indivíduo. Esta linha ininterrupta é a base de seu conceito de lei natural. O ensinamento bíblico é radicalmente diferente: existe um rompimento total na queda de homem, e outra vez o mesmo na justificação. Por causa de tal queda, o homem permaneceu verdadeiramente morto. Na justificação, este passa do estado de verdadeira morte para o de vida real. Segundo a Sagrada Escritura, o homem, depois de sua queda, ainda é verdadeiramente “imagem” de Deus, no sentido de que permanece como criatura moral e racional. Ser uma criatura moral e racional depois da queda quer dizer, segundo a Bíblia, três coisas:

I. — O homem não redimido, todavia, pode desejar significância porque se acha ainda no universo para o qual foi criado; ela ainda é moral e racional. O pintor não redimido ainda pode pintar, o que ama ainda pode amar, etc.


II. — Como diz Romanos 1:19-20, o fato de que o homem permanece como um ser moral e racional o condena, porque dentro de si, em sua consciência, e na criação que o rodeia, tem testemunhas que lhe dizem que vivemos num universo moral-pessoal e que há um Criador. O fato de que o homem não redimido tenha uma consciência que o condena, está relacionado com o de que continua sendo um ser moral. O fato de que deveria ser capaz de pensar e saber, por causa da criação que o rodeia, que há um Deus, está relacionado com o de que continua sendo um ser racional. Que tenha ainda uma consciência, que continue amando, que continue anelando e buscando a beleza, o condena, porque estas coisas lhe indicam e deveriam levar-lhe numa direção exatamente oposta à que constitui a conclusão lógica de toda crença não cristã. A conclusão lógica de todas elas é que o universo é impessoal e amoral.


III. — Que o homem seja ainda um ser moral e racional e, portanto, não uma máquina, estabelece uma situação em que pode ouvir o Evangelho, e começar a refletir.

Porém na queda, o homem morreu. A força do existencialismo secular consiste em que reconhece e afirma que o homem está morto. Os existencialistas estão de acordo com a Bíblia neste ponto básico. Contudo, esta nos diz o porque o homem se acha nesta condição, e nos dá o remédio para a mesma. O homem foi criado com o propósito de que amasse a Deus com todo o seu coração, com toda sua alma e com toda sua mente, e havendo-se rebelado, é culpado, e está morto e sem propósito. Depois da queda histórica no Éden, a culpabilidade do homem lhe separa totalmente de Deus, e todas as relações secundárias estão pervertidas — as relações do homem consigo mesmo, com os demais, e com a criação —. A noção bíblica é absolutamente diferente da opinião de que existe uma linha ininterrupta, através da queda, desde a criação até a salvação. O homem, em sua rebelião contra Deus, destruiu o propósito primário para o qual foi criado e, portanto, todas as coisas estão pervertidas. De acordo com a noção bíblica, o homem se torna, na salvação, sobre a base da obra consumada de Cristo, uma nova criatura nEle, e, ainda que não de modo perfeito nesta vida, porém todavia real, todas as relações secundárias ocupam assim seu lugar devido. Em outras palavras: segundo a mente da Escritura, um humanismo não-regenerado não chega a ser humano e conduzirá ao infra-humano em todos os aspectos da vida, incluindo um consenso para a moral, o direito ou o ponto de vista social. Assim, pois, edificar sobre o conceito católico-romano de lei natural, ou sobre qualquer outro conceito humanista não-regenerado, é construir sobre o que conduzirá a algo que está por baixo da verdadeira humanidade, e que reduz progressivamente o homem à condição de máquina ou animal.

Ou, para dizer de outro modo: sendo a Igreja Católica Romana basicamente humanista, deve tratar sempre com o relativo, isto é, é o posto ao guardião do Absoluto, seja no entendimento, seja na moral. Na noção bíblica, todos os elementos humanistas estão eliminados. Na do catolicismo romano, todos os elementos humanistas básicos estão presentes.

O homem vive hoje num vazio total, busca desesperadamente uma base, e o catolicismo romanos lhe está recomendando que aceita como tal seu conceito de lei natural. Este possui um atrativo especial para os intelectuais, porém quando é examinado, se vê que não é uma base absoluta de maneira alguma, e que na realidade está relacionado com todas as demais formas de humanismo que nos assediam. Existem o humanismo protestante liberal, o comum norte-americano, e o mais recente, o socialismo, elaborado pelo polaco Adam Schaff. Este último é a nova variedade comunista de humanismo. O humanismo católico-romano é só uma parte deste quadro, e não provê solução alguma — todas estas vozes juntas se acham no âmbito de um retorno do mundo humanista gentio ao que existia antes de Jesus Cristo, porém tanto mais grave visto que seus componentes são universais. Existe pouca possibilidade de revolução, e não lugar para onde ir.


A segunda conclusão

A segunda conclusão é, por conseguinte, que o catolicismo romano não difere basicamente, em relação ao consenso de lei natural que está oferecendo ao homem em seu dilema, das outras formas humanistas — como sua teologia, tão pouco difere no básico das demais concepções humanistas, sendo a base de tudo isso o fato de que o catolicismo romano adora a um Deus imperfeito — Aceitar o conceito católico-romano de lei natural é viver sem base absoluta, e isso pode acarretar tão somente como resultado que a arbitrária voz da igreja venha a ser a norma, como ocorreu antes da Reforma. Transladar-se do vazio do pensamento geral de nosso século ao pensamento católico-romano, com relação ao governo, o direito, a sociedade, etc., é, no final da contas, passar só do vazio para outro vazio, sendo a norma a arbitrária e totalitária voz da igreja.

A Igreja primitiva e a Reforma, como temos visto, descansavam sobre duas colunas não humanistas, e na Reforma — quando um número suficiente de homens criam nestas coisas —, elas proviam uma base absoluta para a sociedade, o governo, o direito, etc. Porém agora que o mundo ocidental pós-cristianismo não crê ainda nestas coisas, não existe uma base, e o caminho que se segue conduz ao caos, ou ao totalitarismo em qualquer de suas manifestações. Isto é, segue-se esse caminho, a menos que Jesus Cristo volte, ou que de novo haja um número suficiente de homens que creiam e atuem nas e sobre as duas colunas não-humanistas tantas vezes mencionadas, e detenham essa marcha.


A terceira conclusão

A terceira conclusão é que os verdadeiros evangélicos devem permanecer sobre a base das duas colunas não-humanistas sem vacilar, ainda que isso signifique permanecer sozinhos. De outro modo, não constituiremos uma ajuda real na salvação de almas, e não seremos úteis na escuridão moral do século XX, quando o homem se torna progressivamente menos humano, tanto na vida privada como na pública, em ambos lados da Tela de Ferro. O cristianismo tem algo para dizer no século XX no que diz respeito ao direito, ao governo, à vida social, às artes, etc.; porém, não pode dizê-lo se compromete as duas colunas não-humanistas. Tudo isso significa permanecer tão claramente apartado do chamado católico-romano para com a lei natural, ou do chamado das conclusões sociológicas neo-ortodoxas nas pessoas de Brunner, Niebuhr, etc., como do humanismo popular norte-americano. Isto não pode se fazer na carne, senão que deve ser feito no poder do Espírito Santo, tomando acrescentada força no Senhor, conforme nosso complexo religioso-cultural se torna cada vez menos cristão. Em breves palavras, conforme vem a ser cada vez mais como o que circundava à Igreja primitiva. Porém, qualquer coisa que seja menos que o indicado, será finalmente a negação de nossa herança das duas colunas exclusivas não-humanistas, e nos fará ineficazes para ajudar tanto às pessoas individualmente, como à sociedade.

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