A televisão é uma das mais fantásticas invenções do século XX. Ela trouxe inúmeros benefícios para a sociedade. A comunicação tornou-se precisa, ágil e global. Ela encurtou as distâncias, democratizou a informação e abriu os canais do conhecimento para todos, em todos os lugares do mundo. Não obstante os grandes benefícios trazidos pela televisão, ela, também, pode tornar-se um grande perigo para a sociedade. Exatamente por sua poderosa influência, quando mal usada, torna-se perigosa. John Stott, ilustre escritor britânico, num dos seus livros sobre pregação, alerta sobre os perigos da televisão:
1. A preguiça mental – A televisão tende a tornar as pessoas mentalmente preguiçosas. Ela atrai, seduz, vicia e manipula as pessoas. É surpreendente a quantidade de tempo que as pessoas passam diante da televisão. Em média as pessoas gastam de três a cinco horas por dia diante da televisão. A televisão torna-se um vício e esse vício leva as pessoas a se tornarem passivas. Elas deixam de pensar e tornam-se preguiçosas mentalmente. A televisão tende a destituir as pessoas da crítica intelectual, produzindo nelas uma verdadeira flacidez mental.
2. A exaustão emocional – A televisão tende a tornar as pessoas emocionalmente insensíveis. As tragédias do mundo inteiro são despejadas dentro da nossa casa e não temos tempo para deglutir todas essas coisas. No afã de retratar a realidade, muitas vezes, a televisão torna-se formadora de opinião, induzindo as pessoas às mesmas práticas que ela divulga. A violência e a imoralidade andam de mãos dadas na televisão. Desta forma, ela não apenas retrata o que existe na sociedade, mas torna-se uma mestra dessas mesmas nulidades.
3. A confusão psicológica – A televisão tende a tornar as pessoas psicologicamente confusas. Idéias, conceitos, valores, filosofias e crenças são despejados diante das pessoas e muitas vezes, elas não têm o discernimento necessário para filtrar o que é certo e errado. A perda do senso crítico e a incapacidade de avaliar o que está por trás das propagandas, das telenovelas, dos filmes e até mesmo de alguns documentários e noticiários produzem uma confusão psicológica de graves conseqüências.
4. A desorientação moral – A televisão tende a deixar as pessoas em desordem moral. A vasta maioria dos programas, especialmente aqueles que dão mais ibope, estão eivados de valores éticos distorcidos e até mesmo nocivos para a família. A violência veiculada na televisão é uma verdadeira escola de crime. As telenovelas fazem apologia da infidelidade conjugal. Os valores morais absolutos são tripudiados e a flacidez moral enaltecida. Aqueles que se viciam na televisão alienam-se dentro de casa, matam a comunicação familiar e se intoxicam com conceitos liberais e permissivos que conspiram contra a família e provocam verdadeira confusão moral.
5. O esfriamento espiritual – A televisão tende a deixar as pessoas apáticas espiritualmente. Muitas pessoas trocam o culto devocional pela televisão. A tela cheia de cor e imagem ocupa o lugar da leitura da Palavra de Deus e da prática da oração. A comunhão com Deus e com os membros da família é substituída pelo vício perigoso da televisão. Que Deus nos dê discernimento para separarmos o precioso do vil e restaurarmos o altar do Senhor em nossa casa.
Rev. Hernandes Dias Lopes.
Verso áureo: “Não meterás, pois, abominação em tua casa, para que não sejas anátema, assim como ela; de todo a detestarás e de todo a abominarás, porque anátema é” (Dt 7:26).
A Congregação Cristã no Brasil sempre teve aversão aos meios de comunicação, em especial, a televisão e o rádio. Hoje dispomos e, naturalmente, fazemos uso de uma imensa parafernália tecnológica, inclusive cobramos um site oficial; mas houve dias que ficávamos apavorados ao ler ou ouvir o versículo do cabeçalho, outrora tantas vezes citado, agora no esquecimento engavetado.
Antigamente os crentes agiam como o salmista: “não porei coisa má diante dos meus olhos” (Sl 101:3), atualmente o televisor é comum na grande maioria dos lares cristãos. Naqueles tempos, enquanto o governo censurava a programação, o ministério censurava a aquisição. Houve rigor demais, ou está havendo temor de menos? O crente está cada vez se santificando ou secularizando? Afinal que mal há em ver televisão?
Instrumento da mídia. A televisão é o veículo que atinge maior número de pessoas, por isso mesmo o de maior mídia. Definirei mídia não como um meio, mas por seus fins; aqui será abordada como o elemento influenciador dos conceitos e vontades humanas, que procura estabelecer as regras de comportamento, pensamento e de consumo das populações, bem como os valores éticos e morais da sociedade.
Enquanto a mídia é a regra de conduta da sociedade,
A Palavra de Deus é a regra de conduta da igreja.
Inversão de valores. A TV (mídia) modifica a visão das coisas. Principalmente nas novelas, aquilo que é certo, como o amor conjugal verdadeiro e a pureza, são vistos como algo ultrapassado. Casais, famílias, lares felizes e abençoados jamais aparecem no vídeo, também o materialismo é apresentado como algo muito nobre e elevado. A palavra de Deus adverte: “Ai dos que ao mal chamam bem…” (Is 5.20,21).
Incentivo à promiscuidade. A TV estimula o pecado. Na programação em geral é comum cenas de insinuação sexual, ensinando e estimulando a fornicação, o adultério e o homossexualismo. Dia desses vi artistas famosos falando, sem recato, da prostituição cinematográfica num programa vespertino com classificação livre. O crente aderiu e adquiriu TV; reflexo ou coincidência, vemos o pecado destruindo muitos lares cristãos; lembremos da carta vinculada aos tópicos de ensinamento desse ano (2009).
A TV estimula a violência. Querendo livrar nossos filhos da violência das ruas, acabamos por expô-los à violência televisiva. No Brasil, ao completar 14 anos, uma criança já terá assistido 11.000 crimes na TV. Em 200 horas de programação, são vistas 30 mortes cruéis; 1018 lutas monstruosas e animalescas; 3.592 acidentes; 32 roubos; 616 cenas de uso criminoso de armas; 57 seqüestros; 410 trapaças; 86 chantagens e 321 aparições de monstros pavorosos e infernais. (Lições Bíblicas CPAD 2º trimestre de 2007)
Escola do mal. Sim a programação televisiva transformou-se numa escola de violência e pecado, e, nós pais, devemos controlar e supervisionar o que os filhos vêem na televisão. Bem verdade que podemos utilizar a mídia para o bem, mas quem negará quão perniciosa é a programação atual. Ou a família controla a TV, ou a TV controla a família.
Secularismo. O resultado produzido pela mídia é a cultura popular ou o secularismo. Para a cultura secular a idéia de bem e do mal é variável conforme o tempo; prega que o ser humano deve se moldar aos tempos modernos, rejeitando os valores absolutos e eternos da Bíblia, aceitando como diretriz apenas os fatos e influências da vida presente, ou seja, devemos seguir as tendências, ou “dançar conforme a música”. Desse modo, a secularização faz com que percamos a sensibilidade espiritual e os valores cristãos, esvaziando-nos daquilo que é santo. Somos exortados: “Enchei-vos do Espírito” (Ef 5:18). A secularização é o contrário da santificação sem a qual ninguém verá a Deus (Hb 12:14).
Memorize: A secularização é o processo oposto à santificação.
Mídia x igreja. Enquanto a mídia está voltada para o presente, o agora; a igreja está voltada para a eternidade. Enquanto a mídia trabalha em função da emoção; a igreja trabalha em função da fé. Enquanto a mídia funciona conforme a lógica econômica; a igreja ignora a lógica econômica. Enquanto a mídia constrói-se na transitoriedade; a igreja na perenidade. Enquanto a mídia preocupa-se com a aparência do indivíduo; a igreja preocupa-se com a essência do indivíduo. Enquanto a mídia forma consumidores; a igreja forma cidadãos dos céus.
Recordando: O uso da televisão pode ocasionar vários problemas à igreja e à família; estimular a violência, o pecado e modificar os padrões de certo e errado.
Em preto e branco. A televisão já figurou como ícone do avanço tecnológico, da vida moderna e da prosperidade material. Hoje na era da TV digital, o grande o acervo de inovações tecnológicas, minimizou a importância deste aparelho. Por quê falarmos então sobre a televisão?
Símbolo de separação do mundo. Esta simboliza, para mim, e faz recordar uma época em que o crente vivia em nostalgia contemplando a pátria celestial e não se importava em ser diferente ou separado do mundo. Hoje não buscamos a separação; sim a associação, porém ser cristão é se identificar com Cristo e não com o mundo. Vemos cada vez mais os que servem a Deus parecidos com os que não servem. Em muitos casos já não é possível o reconhecimento visual.
“Porque persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo” (Gl 10:1).
Quem influência quem? Não é a televisão em si que é ruim, nossa passividade diante dela que é. A igreja como sal da terra e luz do mundo deveria influenciar o mundo, mas acaba sendo influenciada por ele. A mídia visual é persuasiva e o crente acabou cedente ao seu poder de sugestão, seguindo as tendências e abraçando os modismos, quando deveria servir de guia na escuridão, foi por isso que orou Jesus: “Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal” (Jo 17:15). Com a guia de Deus, viveremos no mundo, mas afastados do mal.
“Qualquer que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus”(Tg 4:4b).
Tá tudo dominado. Se fizermos uma análise consciente do que realmente vale a pena assistirmos na televisão ficaremos chocados com o resultado, pouca coisa restará. Se não precisamos tanto assim, porque nos tornamos tão dependentes? Já é uma condição imposta pela mídia do consumismo: “Ter pra ser”. A sociedade lhe receberá de braços abertos se consumir o que todos consumem, se pensar o que todos pensam, e agir como todos agem; porém achará “estranho não correrdes com eles no mesmo desenfreamento de dissolução, blasfemando de vós” (1Pe 4:4).
Não me deixarei dominar.“Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma” (1Co 6:12b). Como?
a)Buscando a edificação. “Nem todas as coisas edificam” (1Co 10:23b). O crente não precisa recorrer a padrões humanos para definir seu estilo de vida, ou posicionar-se quanto ao que aprova ou desaprova. Deve sempre procurar fazer aquilo que traga alguma edificação. Assim, se for sua opção de culto particular não ter televisão, não se espelhe neste ou naquele, mas faça segundo sua consciência (Js 24:15).
b)Discernindo. “Examinai tudo. Retende o bem” (1Ts 5.21). Por este versículo, somos convocados a discernir a cultura do nosso tempo, classificar e censurar o que vemos na televisão, e reter somente aquilo que é bom, edificante e útil. A capacidade de discernimento é conferida a todos que são espirituais (1Co 2:15).
c)Ocupando a mente. Já diziam os nossos avós: Quando a mente não está ocupada, só pensamos em coisa errada. Quando a cabeça está vazia, acabamos enchendo-a com porcaria. Com o que você tem se ocupado? Têm você se dedicado em algum projeto pessoal? O apóstolo Paulo dá-nos uma sábia orientação quanto ao que devemos acolher em nossa mente e coração:
“Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fl 4:8).
d)Aproveitando o tempo. As pessoas vêem televisão não somente quando estão ociosas, mas por hábito (ou vício), muitas vezes deixam tarefas por fazer para terem mais tempo ‘a perder’ com a TV (videogame, Internet). Por quê não dedicarmos mais do nosso tempo com atividades mais saudáveis? Como, por exemplo, ler, passear, praticar esportes, aprender música, artes ou profissão, ser voluntário em alguma coisa. Você já pescou ou montou cavalos? Já tomou banho de cachoeira ou fez piquenique com a família? Sabe cozinhar ou costurar? Ou a mídia lhe ensinou que isto não tem graça?
A televisão já não reina absoluta. Todo este aparato tecnológico pode ser benção ou maldição. É dever do crente examinar tudo com sabedoria e aproveitar o que é bom.
O conceito sobre a televisão. Todavia foi com outra visão que o crente se afastou do televisor no passado. Não foi por consciência, mas por ignorância. Não foi por opção, mas por imposição. Tudo o que se falou, todo este pavor e proibição vieram de um erro de hermenêutica (pra variar).
É trágico, vou tornar cômico. Se, faltou interpretação, sobrou imaginação:
As ondas de transmissão difundiam a programação,
Para nós era a geração da imagem da besta de profanação.
As antenas de captação eram os chifres da aberração,
Assistir televisão era, ao diabo, fazer adoração.
Enquanto o governo censurava a programação,
O ministério censurava a aquisição,
Fizeram tópicos de ensinamentos para a proibição,
E quantas vezes ouvimos a pregação:
Aquele que é temente e crente de coração,
Não ouve rádio nem assiste televisão.
Pois tal coisa é uma grande abominação.
Quem comprar esta maldição não será mais nosso irmão.
Acredite quem quiser, refute quem puder. É exatamente isto que você leu. Caso tenha esquecido, foi considerado, ensinado e pregado que o rádio era a besta que fala, sendo o televisor a segunda fera que deu imagem à primeira. No entanto Apocalipse 13:18 diz se tratar de uma pessoa – o Anti-Cristo, precedido pelo seu falso profeta.
O conceito desfeito. Somente em 1992, na 57ª Assembléia foi reconhecido o engano, porém faltou reconhecer a culpa que sempre recai sobre a irmandade.
* 15 – A IMAGEM DA BESTA QUE FALA NÃO É A TELEVISÃO
No livro de Apocalipse, capitulo 13, verso 15, está escrito que foi concedido à besta que subiu da terra, que desse espírito à ima gem da besta que subiu do mar, para que ela falasse. Essa imagem não é a televisão, como alguns, por equivoco, pensaram.
Revogue-se. Embora não vemos na prática, na teoria a proibição continua valendo já que os ensinamentos deliberados pelo Conselho de Anciães não foram revogados. A última declaração foi na Assembléia de 1997.
16 – APARELHOS DE TELEVISÃO.
Quem tem ministério não deve possuir. Entretanto, temos que ter todo o cuidado nas pregações, a fim de não atacar aparelho de divulgação e cultura do Governo. Também não se deve atacar computadores, nem denominações religiosas.
Não se deve orar para nenhum ministério na Obra de Deus se a pessoa tiver televisão.
Correção: A televisão não é um ‘fim’ diabólico, mas um ‘meio’ a serviço do homem.
Ótica contextual e crítica. Considerando ser a televisão uma manifestação diabólica, o crente historicamente não fez uso de tal aparelho. Passaram os anos, o conceito mudou e acabamos aderindo ao uso e consumo que silenciosamente vem moldando nossos gostos e visão, provocando em nós uma secularização fazendo-nos ficar cada vez menos sensíveis com as coisas espirituais. Surge então um crente contemporizado que prefere estar integrado ao sistema, que separado do mundo. Julga ter pensamento próprio, mas segue sempre uma diretriz, somente alternando o elemento influenciador: Vezes, o postulado encíclico dos Anciães; vezes, a cultura popular da mídia, quando deveria testemunhar firmemente a este mundo secular que a Bíblia é sua única norma de fé e prática e árbitra da sua conduta.
Conclusão: “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas conveem” (1Co 6:12a). Nossa liberdade cristã, pelo princípio da licitude, nos confere a escolha de termos ou não televisão. Nossa consciência cristã, pelo princípio da conveniência, nos constrange ao discernimento e seleção do que vamos assistir.
Reflexão. Como ocorreu com a televisão, atualmente, a igreja pode estar agarrada em costumes e ensinamentos que amanhã abandonará. Aquilo que é transitório, passageiro e regional não se constitui numa autêntica doutrina bíblica que é invariável, eterna e universal.
Adivinha: Não é bicho-papão, mas mete medo e fica escondida no guarda-roupa?
Resposta: A televisão de um crente novo-convertido.
No artigo anterior analisamos o poder que possui o dinheiro de perverter a cabeça de homens que se deixam levar por ele. Séculos e séculos se passaram na história da humanidade e em todos eles, a necessidade de acumulação, de ser ter em sobra enquanto outros nada têm, fez com que a maioria dos homens se prendessem ao egoísmo, ‘a avareza e deixassem de lado o amor ao próximo.
Mas o tempo passa, a tecnologia evolui, o conhecimento se multiplica – como é biblicamente profético (Daniel 12:4) - e surgem novas formas do homem manifestar-se contra Deus. Desde a falha tentativa de construção da torre de babel, quando os homens foram confundidos em suas línguas (Gênesis 11:9), os homens jamais cessariam suas tentativas de ser iguais a Deus.
A criação da televisão foi um desses intentos. Por ela, o homem tentou atrair para si o atributo da onipresença, que só Deus possui. Por ela é possível saber de um acontecimento do outro lado do mundo em questão de minutos ou até segundos. Por ela e possível também coisas inimagináveis ao homem de um século atrás, como um homem proferir um discurso e ser ouvido no mundo todo ao mesmo tempo.
Como quase toda criação humana, a televisão também tem um lado ruim. E esse lado ruim é muito maior do que as vantagens que ela possa oferecer. Essa invenção tão recente, tem sido a progenitora de muito do que há de mais sujo e imoral na sociedade do nosso tempo. Não tenho dúvidas que se Jesus tivesse optado por descer à terra no nosso tempo, ele combateria de forma veemente o poder de influência negativa e a corrupção moral trazida pela televisão. E há indícios na Bíblia que nos permitem afirmar isso.
O primeiro deles: a televisão manipula o pensamento de seus telespectadores. Paulo, por exemplo, assim recomendava aos cristãos pensarem:
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.” (Filipenses 4:8)
A maioria do que se propaga na televisão semeia pensamentos totalmente contrários às recomendações paulinas. Outro dia assistia a um documentário secular e um dos temas tratados foi a televisão e de como ela controla o comportamento das pessoas que a assistem. Em uma parte da obra, dizia o narrador:
“As noticias da televisão são um ótimo exemplo de como a programação mental, o controle mental funcionam. A televisão é a arma mais poderosa da guerra psicológica de todos os tempos.No entanto, a televisão, para muitas pessoas, é um membro da família. (...) Muitas pessoas, especialmente jovens, aceitam sem questionamento a realidade que é apresentada pela mídia. Cultura popular, filmes, televisão, música. Todos carregam mensagens sobre como a sociedade funciona e como as pessoas devem se comportar. O controle total é controlar as pessoas sem a sua percepção consciente.”
É impressionante a forma que as pessoas, inclusive cristãos, recebem aquilo que vêem na televisão. Impressiona também a forma até que as pessoas a assistem, como que hipnotizadas. Muitos pedem para que seus pais ou filhos se calem durante um programa ou novela porque preferem ouvir a televisão, provando que a TV em muitos lares já ocupa o espaço de um membro privilegiado da família com mais direitos à voz que alguns dos próprios membros dela. E nisso, muitos pais que não dão a devida atenção a seus filhos no tempo oportuno ou que não se importam com o tipo de programação que seus filhos assistem, acabam não entendendo as razões que levaram seus filhos a caminhos de vícios e pecados, que eles aparentemente não teriam aprendido em casa.
Mesmo promovendo tanta corrupção, a televisão ocupa um alto posto de credibilidade frente à população em geral. A maioria das pessoas de nosso país acreditam que todas as notícias que vêem num telejornal de nível nacional são totalmente verdadeiras. Outras, acreditam que o que há de mais bonito e adequado para se vestir é o que as modelos e personagens de novela usam. Outros ainda, acreditam que a censura do conteúdo televisivo é suficientemente capaz de garantir que seus filhos só verão desenhos infantis que não contribuirão para a depreciação na formação de seu caráter, escolhas e vontades.
Aqui entro no segundo indício: o de que a televisão é o maior agente propagador de valores do mundo. Valores esses que entram em nossas casas de forma muito mais fácil do que os princípios cristãos. Você certamente conhecerá mais cristãos que gastam mais tempo em frente à televisão em preterimento de atividades ligadas à igreja do que o contrário. E isso é assustador, já que o que mais vemos na TV não é aquilo de boa fama, amável, puro e verdadeiro – como Paulo recomendou - mas o ridículo, o irreverente, o infiel, o lascivo e o de cunho violento.
Isso se comprova ao olharmos os números de audiência. Curiosamente, os programas de maior audiência consistem em entretenimento inútil, protagonizados por pessoas de mente tola e valores invertidos. Somos ensinados a achar graça na injustiça, porque a maioria das pessoas acham isso ao ver um programa de humor. Somos incentivados a ver diversos comportamentos apresentados na televisão, propositalmente retratada de forma dramática, como normais, como se fossem simples fruto de escolhas e de amores, mas que a Bíblia conceitua de forma veemente como pecado.
E aqui entra um terceiro indício: o de que a televisão é a maior propagadora de pensamentos e opiniões totalmente contrárias à palavra de Deus. Nos últimos anos, de tanto vermos nas novelas, nos filmes e nos telejornais, muitos de nós passou a achar normal coisas que nossos avós e o evangelho cristão tem como repugnantes, abomináveis. Alguns exemplos são a plena aceitação do homossexualismo como uma opção sexual comum e normal em muitas igrejas, a abordagem do divórcio como um fim natural para qualquer casamento (inclusive cristão) e sua aceitação no meio cristão, e até a possibilidade do aborto quando a mãe ou o pai não acha conveniente gerar o bebê, pois a nossa sociedade tem nos ensinado que a vida se inicia no nascimento, não na fecundação do óvulo, como se Deus já não cuidasse pela vida do homem antes dele nascer.
“Pois possuíste os meus rins; cobriste-me no ventre de minha mãe. (...) Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia.” (Salmos 139:13 e 16)
Tanta repetição desses valores acaba fazendo também com que os aceitemos como normais até dentro das nossas próprias famílias.
Entretanto, muitos contestam isso, dizem que a televisão pode ser transformada, que há muitos programas cristãos, que quem deu a televisão para o diabo foi nós mesmos, e que é possível “filtrar” a programação dela em nossas casas e assistir somente o que convém. Mas o que vemos é o contrário. Mesmo aqueles que gostam de programas cristãos, acabam gastando mais tempo assistindo programas seculares do que programas que falam da palavra de Deus. Há sim programas cristãos, mas as pessoas, mesmo cristãs, não tem a disposição de ficar horas e horas seguidas assistindo-os com o mesmo entusiasmo que assistem horas seguidas alternadas de novelas e jornais. É impossível “transformar” a televisão, pelo mesmo motivo que não é possível transformar o mundo, porque ambos jazem no maligno. Os homens que controlam os sistemas de governo e a economia mundial, são os mesmos que detém a maioria das ações nas maiores empresas de comunicação do mundo. A televisão é irremediável. Como Salomão, no auge da sabedoria de sua velhice dizia:
“Aquilo que é torto não se pode endireitar; aquilo que falta não se pode calcular.” (Eclesiastes 1:15)
A verdade é que a televisão não pode se endireitar porque nasceu para fins corruptíveis. Não estou combatendo a televisão como uma praga que só traz destruição. O problema são os valores que ela tem propagado na nossa sociedade. Valores esses que estão sendo absorvidos em nossas famílias sem que percebamos. Acredito que cada um de nós cristãos seria muito mais dedicado às coisas edificantes se não tivéssemos a televisão em casa. Nossos pais e avós não tinham acesso á TV tão pleno como temos hoje, e tinham muito mais tempo para falar e ouvir os filhos, que eram criados de forma muito mais amorosa e recebendo um nível muito maior de atenção.
Não que a internet ou os jornais também não propaguem maus exemplos. Mas é interessante notar que na internet, o direito de escolha daquilo que você quer ler ou ver é maior, e a informação que vemos é marcada pela diversidade. Uma diversidade ilimitada, seguramente menos manipulada que a televisão, o que permite a formação de uma opinião por parte do leitor, não uma manipulação sórdida como a da televisão, onde todos (ou quase todos) os canais são iguais, com os mesmos programas, mesmas linhas de opinião controladas por patrocinadores e igualmente manipuladoras e tipos de pessoas e baixo nível de cultura.
Para muitos de nós pode ser fanatismo ou fundamentalismo demais querer viver sem a televisão, pois não fomos educados socialmente para buscar a informação de forma autônoma. A maioria de nós ainda que quisesse nem teria tempo para isso. Mas vale um último conselho. Que procuremos ser mais seletivos naquilo que assistimos e principalmente com aquilo que deixamos nossos filhos assistirem. Existem bons canais alternativos (até na TV aberta), não só cristãos, mas de documentários, culturais, mais voltados para o lado social e menos voltada para números de audiência. Na internet também existe muita informação alternativa, independente. Passe a escolher o que assistir, ao invés de sentar no sofá para ver o que a maioria assiste só para ter assunto no outro dia com os colegas de trabalho.
A questão é séria. Aquilo que vemos e aqueles que deixamos entrar em nossas salas e quartos através daquela tela retangular podem mudar nosso futuro, as nossas vidas e as vidas de nossos filhos de forma tão sorrateira, ao ponto de nos levar a um estágio tão profundo de conformismo, que pode nos levar até mesmo a abandonar aquilo que cremos e até a certeza de nossa salvação.
“Os pensamentos dos justos são retos, mas os conselhos dos ímpios, engano.” (Provérbios 12:5)
Estudos biblicos - a programação da televisão ensina adultério e perversões sexuais