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2 de ago de 2010

Leonard Ravenhil: Um Pregador Perigoso

Citações:
“Se somos fraco na oração, nós somos fracos em toda a parte.”
“Homens dão conselhos; Deus dá orientações.”
“As coisas pelas quais você está vivendo por são dignas de Cristo morrer por?”
“Um homem pecador pára de orar, um homem de oração pára de pecar”
“A única razão pela qual não temos avivamento é porque estamos dispostos a viver sem ele!”
“A oportunidade de uma vida deve ser apreendido dentro da vigência do oportunidade.”
“Como você pode derrubar as fortalezas de Satanás, se você não tem nem a força para desligar a TV?”
“Muitos pastores me criticam por ter tomado o Evangelho tão a sério. Mas será que realmente pensam que no Dia do Julgamento, Cristo vai castigar-me, dizendo,” Leonard, você me levou muito a sério’? “
“Quando há algo na Bíblia que as igrejas não gostam, eles o chamam de ‘legalismo’.”
“Se Jesus tivesse pregado a mesma mensagem que os ministros de hoje pregam, ele nunca teria sido crucificado.”
“A minha maior ambição na vida é estar na lista dos mais procurados do Diabo.”
“Existe uma diferença entre mudar sua opinião, e mudar seu estilo de vida.”
“Um evangelista popular atinge suas emoções. Um verdadeiro profeta alcança sua consciência.”
“Um verdadeiro pastor conduz o caminho. Ele não somente indica o caminho.”
“Nenhum homem é maior do que sua vida de oração. O pastor que não está orando está brincando, as pessoas que não estão orando estão desviando. O púlpito pode ser uma vitrine para mostrar os talentos de uma pessoa; já o quarto de oração não permite nenhum exibicionismo.”
“Se eu perguntar se você esta noite está salvo? Você diz: ‘Sim, estou salvo’. Quando? ‘Oh, fulano de tal pregou, e eu fui batizado e… ‘
Você está salvo? Do que você está salvo? Do Inferno?
Você está salvo da amargura?
Você está salvo da luxúria?
Você está salvo da trapaça?
Você está salvo da mentira?
Você está salvo dos maus costumes?
Você está salvo da rebelião contra seus pais?
Vamos lá, do que você está salvo?”
“Algumas mulheres vão passar trinta minutos à uma hora se preparando externamente para a igreja (colocando maquiagem e roupas especiais, etc.). O que aconteceria se todos nós gastássemos a mesma quantidade de tempo nos preparando internamente para a igreja – com oração e meditação?”
“Todo mundo reconhece que Estevão era cheio do Espírito quando estava realizando maravilhas. Porém, ele era igualmente cheio do Espírito quando estava sendo apedrejado até a morte.”
“Sua doutrina pode ser tão reta como uma arma – e tal qual vazia!”
“E não há espaço para ele na estalagem.
Ele ficou um pouco mais velho e não havia espaço na sua família. Sua família não creu nEle. Ele foi ao templo. Não havia nenhuma sala no templo. O templo ficou contra ele. E quando Ele morreu não havia espaço para enterrá-lo. Ele morreu fora da cidade.
Pois bem por que, em Nome de Deus, você espera de ser aceito em toda parte?
Como é que o mundo não pôde suportar o Homem mais santo que já viveu e pode suportar a você e em mim?
Será que estamos comprometidos? Será que estamos comprometidos?
Será que não temos estatura espiritual?
Será que nossa retidão não reflete sobre a corrupção deles?“
“Existem apenas dois tipos de pessoas: os mortos em pecado e os mortos para o pecado.”
“Que bem faz falar em línguas no domingo, se você esteve usando sua língua durante a semana para amaldiçoar e fofocar?”
“Será que enviamos as nossas filhas ao largo para ter relações sexuais se isto iria beneficiar o nosso país? Contudo, enviamos os nossos filhos para matar quando pensamos que isto iria beneficiar o nosso país!”
“Se um cristão não está tendo tribulação do mundo, há algo errado!”
“Será que o mundo está crucificado para você esta noite? Ou será que ele o fascina?”
“Esse mundo lá fora não está esperando uma nova definição de Cristianismo, está esperando uma nova demonstração de Cristianismo.”
“A Igreja costumava ser um barco resgatando os que perecem. Agora, ela é um cruzeiro recrutando o promissor.”
“Você pode ter todas as suas doutrinas de forma correta, muito embora ainda não tenha a presença de Deus.”
“A questão não é se você foi desafiado. A questão é: ‘você foi transformado’?”

- Leonard Ravenhill

Experiência com Deus

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No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo.
(...) Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos." (Is. 6.1,5)

Estava meditando esses dias acerca da nossa diferença com os personagens bíblicos: Jeremias, João Batista e o apóstolo Paulo. E pude perceber como eles tinham uma visão espiritual maior, como possuíam um amor maior pelas almas e como eram possuídos por uma convicção e renúncia absurdas! Então me questionei o porquê de hoje a nossa visão espiritual ser menor e mais superficial, o porquê de sermos tão terrenos e incrédulos e tão insensíveis as coisas de Deus?
Deus então me levou a essa passagem de Isaías. (Is. 6.1,5)

Provavelmente Isaías era também assim como nós: insensível, indiferente e não sabia exatamente a sua própria condição , o seu propósito na terra e muito menos a condição do povo ao seu redor... Agora, por que Isaías era assim? Porque seu contato com Deus era superficial, a revelação que Isaías tinha de Deus ainda não era da Sua glória, enfim, Isaías não tinha nenhuma experiência profunda com Deus.
Mas no ano em que morreu o rei Uzias, a Bíblia diz: "eu vi também ao Senhor". Isaías teve uma experiência impactante com Deus, Isaías teve uma comunhão mais profunda com Deus, como disse Leonard Ravenhill: "precisamos de uma revelação da majestade de Deus" e foi isso que Isaías teve.
E o que ocorreu logo após essa experiência? Isaías disse: "Ai de mim! Pois estou perdido". Isaías viu a sua própria condição, percebeu que estava completamente perdido e que não poderia fazer nada por si próprio, Isaías viu sua humanidade: débil, imperfeita e incapaz.
Depois disse: "sou um homem de lábios impuros". Ele sentiu convicção do seu pecado com toda sua força, olhou para dentro de si e aquilo que julgava ser ruim, viu que era ainda muito pior! Viu o quanto o pecado dele próprio era terrível e abominável aos olhos de Deus!
Também: "e habito no meio de um povo de lábios impuros”. Isaias viu a condição do povo a sua volta, viu que, assim como ele, era grande a necessidade das almas perdidas, viu que elas estavam em completo caos e totalmente condenadas, sentiu as dores por ver um povo desviado e sem Deus!
O que ocorreu na vida de Isaías ao ter essa experiência com Deus, esse contato maior com Deus e perceber sua condição e a dos seus semelhantes? Isaías não pôde mais ficar indiferente! Agora ele sabia o quanto precisava de Deus, o quanto deveria amá-lo, ele sabia que sua consagração deveria aumentar – e muito! Sua disposição quanto a obra ministerial e sua total dependência de Deus precisavam aumentar! Aí sim Isaías experimentou a verdadeira santificação e transformação, e não o que julgamos ser santo, veja: "E com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniqüidade foi tirada, e expiado o teu pecado”.
Com relação às almas, agora sim o amor de Isaías havia nascido por elas, pois ao ver a condição das tais, Isaías ficou chocado, viu sua total perdição e não poderia ficar de braços cruzados! Agora ele tinha certeza que elas necessitavam de ajuda com propósitos eternos, agora não era mais aquele ministério burocrático, sem sentimentos, movido por leis e imposições, algo que fazemos muito: ministérios secos e vazios!

Não meu irmão! Isaías tinha agora paixão pelas almas e a prova disso é que ele disse: “Eis-me aqui, envia-me a mim".
Termino dizendo que Isaías nunca mais foi o mesmo homem! Isaias foi transformado por ter uma revelação da majestade de Deus. E é exatamente isso que deve acontecer com você – não significa que será, propriamente, uma experiência como de Isaias – mas quanto mais contato você tiver com Deus, quanto mais comunhão você tiver e essa comunhão for profunda, mais você saberá da sua condição e da condição desse mundo perdido, e com essas revelações isso mudará completamente sua vida cristã e seu ministério.
Busque experiência com Deus como a de Isaías e tenha uma comunhão muito mais profunda com Ele "o Senhor dos Exércitos".
Pr. Paulo Junior.

A alegria mútua de Cristo e a Igreja - J. Edwards


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A alegria mútua de Cristo e a Igreja é semelhante à alegria do noivo e da noiva no ponto em que eles escolheram um ao outro e acima das outras pessoas para serem seus amigos e companheiros mais próximos, íntimos e eternos. A Igreja é a escolhida de Cris to: "A ti te escolhi e não te rejeitei" (Is 41.9); "Eis que te purifiquei; provei-te na fornalha da aflição" (Is 48.10). Os santos de Deus são chamados eleitos! Ele os chamou não para serem meros servos, mas para serem amigos: "Já vos não chamarei servos, mas tenho-vos chamado amigos" (Jo 15.15). Embora Cristo seja o Senhor da glória, infinitamente acima de homens e anjos, Ele escolheu os eleitos como amigos e tomou sobre si a natureza deles. Assim, de certo modo, nivelou-se com eles para que fossem seus irmãos e amigos. Cristo, como também Davi, chama seus irmãos e amigos de santos: "Por causa dos meus irmãos e amigos, direi: haja paz em ti!" (SI 122.8). No livro de Cantares de Salomão, ele chama a Igreja de sua irmã e esposa. Cristo amou e escolheu a Igreja como sua amiga peculiar acima das outras pessoas: "O Senhor escolheu para si a Jacó e a Israel, para seu tesouro peculiar" (SI 135.4). Como o noivo escolhe a noiva como amiga peculiar, acima de todas as outras pessoas do mundo, assim Cristo escolheu a Igreja para uma proximidade peculiar a Ele, como sua carne e seus ossos, e para a elevada honra e dignidade de noivado acima de todas as outras pessoas, em lugar dos anjos caídos, sim, em lugar dos anjos eleitos. Pois, sob esse aspecto, "ele não tomou os anjos, mas tomou a descendência de Abraão", como estão as palavras no original (Hb 2.16). Ele escolheu a Igreja acima do restante do gênero humano, acima de todas as nações pagas, acima daqueles que estão sem a Igreja visível e acima de todos os outros cristãos professos: "Mas uma é a minha pomba, a minha imaculada, a única de sua mãe e a mais querida daquela que a deu à luz" (Ct 6.9). Cristo se alegra com a Igreja por adquirir nela aquilo que Ele escolheu acima de todo o restante da criação e descansa docemente em sua escolha: "Porque o Senhor elegeu a Sião; desejou-a para sua habitação, dizendo: Este é o meu repouso para sempre; aqui habitarei, pois o desejei'5 (SI 132.13,14). 

Por outro lado, a Igreja escolhe Cristo acima de todos os outros. Ele é aos olhos dela o príncipe entre dez milhares, o mais lindo dos filhos dos homens. Ela rejeita o galanteio de todos os rivais por Ele, seu coração renuncia o mundo inteiro. Ele é sua pérola de grande valor, pelo qual ela se separa de tudo, e ela se alegra nEle, como a escolha e descanso da alma. 

Cristo e a Igreja, como o noivo e a noiva, alegram-se mutuamente por serem propriedade especial um do outro. Todas as coisas são de Cristo, mas Ele tem propriedade especial na Igreja. Não há nada no céu ou na terra, entre todas as criaturas, que não seja dEle da maneira sublime e excelente em que a Igreja é. Eles são chama dos sua porção e herança; eles são as "primícias para Deus e para o Cordeiro" (Ap 14.4). Como outrora, as primícias, ou primeiros frutos, eram a parte da colheita que pertencia a Deus e devia ser-Ihe oferecida, assim os santos são os primeiros frutos das criaturas de Deus, sendo parte que, de modo peculiar, é a porção de Cristo acima de todo o restante da criação: "Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade, para que fôssemos como primícias das suas criaturas" (Tg 1.18). Cristo se alegra com a Igreja por ela ser peculiarmente sua: "E folgarei em Jerusalém e exultarei no meu povo" (Is 65.19). A Igreja também tem propriedade peculiar em Cristo, pois ainda que ela tenha outras coisas, contudo nada é dela da maneira que seu noivo espiritual é. Tão grande e glorioso como Ele é, não obstante, com toda sua dignidade e glória, é inteiramente dado a ela para ser totalmente possuído e desfrutado ao grau extremo do que ela é capaz. Por isso, muitas vezes a ouvimos dizer em linguagem de exultação e triunfo: "O meu amado é meu, e eu sou dele" (Ct 2.16; 6.3; 7.10). 

Cristo e a Igreja, como o noivo e a noiva, se alegram mutuamente por serem objetos do amor mais afetuoso e ardente. O amor de Cristo por sua Igreja é sem paralelo: a altura, a profundidade, a extensão e a largura desse amor excedem o entendimento, porque Ele amou a Igreja e se deu por ela. Seu amor por ela provou ser mais forte que a morte. Por outro lado, ela o ama com um supre mo afeto. Não há rivalidade no coração dela em relação ao Noivo. Ela o ama de todo o coração. Toda sua alma é sacrificada a Ele na chama do amor. Cristo se alegra e tem descanso e doce encanto no seu amor pela Igreja: "O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para te salvar; ele se deleitará em ti com alegria; calar-se-á por seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo" (Sf 3.17). A Igreja, no exercício do seu amor por Cristo, alegra-se com alegria indizível: "Jesus Cristo; ao qual, não o havendo visto, amais; no qual, não o vendo agora, mas crendo, vos alegrais com gozo inefável e glorioso" (1 Pe 1.7,8). 

Cristo e a Igreja se alegram com sua beleza mútua. A Igreja se alegra com a beleza e glória divinas de Cristo. Ela, de certo modo, se consola docemente na luz da glória do Sol da Justiça, e os santos dizem uns aos outros: "Vinde, ó casa de Jacó, e andemos na luz do Senhor" (Is 2.5). As perfeições e virtudes de Cristo são como óleo perfumado para a Igreja, que faz seu nome ser como ungüento derramado sobre ela: "Para cheirar são bons os teus ungüentos; como ungüento derramado é o teu nome; por isso, as virgens te amam" (Ct 1.3). Cristo se deleita e se alegra com a beleza da Igreja, a beleza que Ele pusera sobre ela. A graça cristã é ungüento de grande valor aos seus olhos (1 Pe 3.4). Está escrito que Ele se encanta grandemente com a beleza dela (SI 45.11). Ele mesmo diz que seu coração se extasia com a beleza dela: "Tiraste-me o coração, minha irmã, minha esposa; tiraste-me o coração com um dos teus olhos, com um colar do teu pescoço" (Ct 4.9)

Deus induz o crente à tentação?

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“E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém.” Mt 6:13 (ACF)
Esta petição do Pai Nosso tem causado algumas dificuldades aos estudantes da Bíblia. O pedido parece indicar que Deus pode induzir alguém à tentação, o que seria negado por Tiago 1:13, que diz que Deus a ninguém tenta.


Como vimos, a Almeida Corrigida Fiel opta por “não nos induzas à tentação”, no que é acompanhada pela Almeida Revista e Corrigida. Isto dá a idéia de que Deus ativamente causa ou introduz o crente na tentação. A maioria da traduções, contudo, adotam uma linguagem que sugere uma permissão e não uma causação divina, dizendo “não nos deixe cair em tentação” (Almeida Revista e Atualizada, Tradução Brasileira e Nova Versão Internacional) ou “não deixes que sejamos tentados”“não nos deixe entrar em tentação” (Almeida Revisada). Não pretendemos, e seria duma presunção absurda, determinar qual a melhor tradução, mas tentar analisar as implicações da tradução que sugere que Deus leva o crente a ser tentado.


O verbo εισενεγκης é formado pela preposição eis, que significa “para dentro” e phero, que pode ser traduzido como “levar”, então temos “levar para dentro”. Outras ocorrências de eisphero são traduzidas pela ARC como “fazê-lo entrar” (Lc 5:18), “levar” (Lc 5:19), “conduzas” (Lc 11:4), “trazes” (At 17:20), “trouxemos para” (1Tm 6:7) e “trazido... para [dentro]” (Hb 13:11). E considerando que o verbo está na voz ativa, não é nenhum absurdo considerar que Deus introduz ou leva o crente para dentro da tentação.


Neste caso, precisamos examinar a palavra tentação, para verificar se conflita com a declaração de Tiago. O substantivo πειρασμον, traduzido como tentação pode significar “uma prova ou um teste”, como a tentação enfrentada pelos Gálatas por causa da condição física do apóstolo, que serviu para testar o amor deles por Paulo (Gl 4:14). Alguns exemplos de ocorrência de peirasmos com o sentido de “provação” (Lc 8:13; At 20:19; Tg 1:12; 1Pe 1:6; 1Pe 4:12; Ap 3:10). É nesse sentido que tentação deve ser tomado aqui, bem como em Lucas 22:28.


Embora seja certo que “Deus não pode ser tentado pelo mal e ele a ninguém tenta” (Tg 1:13), devemos entender que o Senhor a ninguém tenta pelo mal, no sentido de induzir alguém a pecar. Porém, devemos considerar que Deus pode submeter o crente à prova, no processo de transformação na imagem de Seu filho. O próprio Tiago diz “meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações” e “bem-aventurado o homem que suporta a provação; porque, depois de aprovado, receberá a coroa da vida, que o Senhor prometeu aos que o amam” (Tg 1:12). Paulo também anima os crentes dizendo “não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel e não permitirá que sejais tentados além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar” (1Co 10:13).


Em resumo, e de acordo com Paulo, podemos afirmar que Deus pode, de acordo com Sua santa vontade e para o nosso bem, nos levar à provação, conforme as traduções mais tradicionais o indicam. Porém, podemos estar seguros que Deus nem permitirá que o crente venha a cair quando tentado, nem deixará que seja tentado além de suas forças. Comentando esta petição, João Calvino disse:
(Nova Tradução na Linguagem de Hoje) e
Não pedimos aqui não ter que sofrer nenhuma tentação. Temos grandíssima necessidade de que as tentações nos despertem, estimulem e sacudam, pois corremos o perigo de converter-nos em seres amorfos e preguiçosos se permanecermos numa calma excessiva. Cada dia o Senhor prova seus escolhidos, adestrando-os por meio da ignomínia, da pobreza, da tribulação e outras classes de cruzes. Porém nossa demanda consiste em pedir que o Senhor nos dê também, ao mesmo tempo que as tentações, o meio de sair delas, para não sermos vencidos e esmagados; antes, fortalecidos com a força de Deus, poder manter-nos constantemente contra todos os poderes que nos assaltam (Breve Instrução Cristã).

Você está pregando o Evangelho? - D. M. Lloyd-Jones


É verdade que, onde abundou o pecado, superabundou a graça; então, “permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante?” A genuína pregação do evangelho da salvação somente pela graça sempre leva à possibilidade desta censura ser lançada contra a graça. Não existe melhor teste para sabermos se um homem está realmente pregando o evangelho do Novo Testamento: algumas pessoas o entendem mal e o interpretam de maneira errada, de modo que chegam à seguinte conclusão: visto que fomos salvos apenas pela graça, realmente não importa tudo que fazemos, podemos continuar pecando como queremos, pois isto redundará em mais glória da graça de Deus.

Este é um excelente teste para avaliarmos a pregação do evangelho. Se minha pregação deixa de expor o evangelho ao ponto de gerar este mal-entendido, realmente não estou proclamando o evangelho. Pretendo explicar o que estou afirmando. Se um homem anuncia a justificação por meio de obras, jamais teremos aquele entendimento errado. Se ele diz: “Você deseja ir ao céu? Então precisa parar de cometer pecados, viver um vida repleta de boas obras e observar certas coisas até à sua morte, deste modo será um cristão e irá ao céu, quando morrer”.

O pregador da mensagem acima não será acusado de ter dito: “Continuemos a pecar, para que a graça seja abundante”. Mas todo fiel pregador que anuncia o evangelho tem sido acusado de anunciar uma mensagem que estimula a pecar! Todos eles têm sido acusados de “antinomianismo” (estar contra a lei).

Eu poderia falar a todos os ministros do evangelho: “SE A SUA PREGAÇÃO DO EVANGELHO NÃO TEM SIDO ENTENDIDA DAQUELA MANEIRA ERRADA, VOCÊ DEVE EXAMINAR SEUS SERMÕES NOVAMENTE”; é melhor certificar-se de que está realmente proclamando a salvação anunciada no Novo Testamento aos ímpios, pecadores, mortos em seus delitos e pecados, inimigos de Deus. Existe um certo elemento de perigo na apresentação da doutrina da salvação.

Que é um Evangélico? - Michael Horton

Os rótulos geralmente são confusos, especialmente quando o conteúdo da embalagem muda. Suco de uva pode virar vinagre com o passar dos anos na adega, porém o rótulo não muda junto com as mudanças na substância. O mesmo vale para o termo evangélico".

Desde o "Ano do Evangélico", correspondente ao bicentenário de nossa nação (no caso os EUA) em 1976, o termo - pelo menos na América do Norte - veio a identificar aqueles que salientam um determinada marca da política, uma abordagem moralista e freqüentemente legalista da vida, e certo tipo de imitação, "cafona" de estilo de evangelismo. Para alguns o termo compreende o emocionalismo que eles vêem na televisão religiosa. Para outros, hipocrisia e justiça própria. E aí há as memórias que muitos de nós, que fomos criados como evangélicos, temos: ambientes familiares fortes e cuidadosos; um senso de pertencer a um mesmo lugar, com os amigos que gostam de conversar das "coisas do Senhor".

Independente do seu passado, é importante entender o significado do termo "evangélico".

As pessoas só começaram a usar o rótulo no século XVI, designando aqueles que abraçaram o Evangelho que havia - num sentido bem real - sido recuperado pela Reforma Protestante naquele século. "Evangélico" vem de "evangel", que é o termo grego para "evangelho". Deste modo, os "evangélicos" eram luteranos e calvinistas que queriam recuperar o evangel e proclamá-lo dos altos dos telhados. Era uma designação empregada para colocar os Protestantes num agudo contraste com os Católicos Romanos e "seitas". Mas para entender por que estes Protestantes pensavam que eram realmente aqueles que recuperaram o verdadeiro e bíblico Evangelho, temos que entender o que era aquele evangelho.


O "Evangel"

A Reforma era uma coleção de "solas" - esta é a palavra latina para "somente". Eles vibravam ao dizer "Sola Scriptura!", significando, "Somente as Escrituras". A Bíblia era a "única regra para fé e prática" (Westminster) para os reformadores. Você vê que a igreja acreditava que a Bíblia era totalmente inspirada e infalível, mas a igreja era o único intérprete infalível da Bíblia. Os Reformadores acreditavam que a Tradição era importante e que os Cristãos não a deveriam interpretar por eles mesmos, mas que todos os cristãos sejam clérigos ou leigos, deveriam chegar a um comum entendimento e interpretação das Escrituras juntos. A Bíblia não deveria ser exclusivamente deixada aos "espertos", mas isso nunca significou para os Reformadores que cada cristão deveria presumir que ele ou ela pudessem chegar a interpretações da Bíblia sem a orientação e assistência da Igreja.

O principal ponto de "Sola Scriptura" então, era este: Não deveria ser permitido à Igreja fazer regras ou doutrinas fora das Escrituras. Não existem novas revelações, nem papas que ouvem diretamente a voz de Deus, e nada que a Bíblia não apresente deveria ser ordenado aos cristãos.

O segundo "sola" era "Solo Christus", "Somente Cristo". Isto não queria dizer que os Reformadores não criam na Trindade - pois o Pai e o Espírito Santo eram igualmente divinos, mas que Cristo, sendo o "Deus-Homem" e nosso único Mediador, é o "Homem de frente" para a Trindade. "Aquele que me vê a Mim, vê ao Pai que me enviou", disse Jesus. Num tempo em que meros seres humanos estão tomando o lugar de Cristo como Mediador entre Deus e cristãos, os reformadores proclamaram juntamente com Paulo: "Há somente um Deus e um Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem" (1 Tim. 2: 5). Eu cresci em igrejas onde tínhamos "apelos ao altar" e esta pode ser a coisa mais próxima que nós cristãos modernos temos do "chamado ao altar" medieval, a missa. Em nossas igrejas, o pastor atuaria como mediador, vendo nossa mão levantada "enquanto cada cabeça está baixa e cada olho fechado", e nós iríamos para a frente onde ele estava, o chamado "altar" e repetiríamos uma oração após ele. Então ele afirmaria que, tendo "feito a oração", nós agora estaríamos salvos. Eu me lembro de ter sido "salvo" novamente, e novamente. Quando me senti culpado após uma particular e desagradável noite de sábado, lá ia eu novamente ao altar. Cristãos medievais estavam sempre apavorados até a morte, por ver que poderiam morrer com pecados não confessados e assim iriam para o inferno. Assim, a missa era uma oportunidade de "estar em dia com Deus" e de "encher a banheira" que tinha tido um vazamento por causa do pecado.

Os reformadores, porém, diriam àqueles dentre nós que vivem ansiosos quanto ao fato de estar ou não dentro do favor de Deus, ou se estamos cedendo demais ou obtendo vitória: "Somente Cristo!" É a Sua vida e não a nossa, que conta para a nossa salvação; foi a Sua morte sacrificial e ressurreição vitoriosa que nos assegurou vida eterna. Porque Ele "entregou tudo"; o Seu mérito cobre totalmente o nosso demérito.

E isso nos traz ao próximo "sola" - "Sola Gracia" (Somente a Graça!) Roma acreditava na graça; de fato, a Igreja insistia que, sem a graça, ninguém poderia ser salvo. Só que a graça era o tipo de "um pó mágico" que ajudava a pessoa a viver uma vida melhor - com a ajuda de Deus. Os reformadores, em contrapartida, diziam que a graça não é uma substância que Deus nos dá para vivermos uma vida melhor, mas sim uma atitude em relação a nós, aceitando-nos como justos por causa da santidade de Cristo, e não nossa.

Por isso eles lançaram o quarto "somente" (sola), que sabemos ser "Sola Fide" (somente a fé). Considerando que somos salvos somente pela graça, como obtemos essa graça? Roma argumentava que essa graça era distribuída pela igreja através dos vários métodos que os "altos escalões" haviam inventado. Fé mais amor, ou fé mais boas obras, ou alguma coisa assim, tornou-se a fórmula para a salvação. Os reformadores ao contrário, insistiam que do início ao fim, "salvação é obra do Senhor" (João 2: 9). "O Espírito dá vida; o homem em nada colabora" (João 6: 55). "Não depende da decisão, nem do esforço do homem, mas da misericórdia de Deus" (Rom 9: 16). Assim a fé em si mesma é um dom da graça de Deus e não se pode dizer dela que seja "a coisa" que nós fazemos na salvação: Pois nós não somos nascidos da vontade da carne ou da vontade do homem, mas de Deus" ( João 1: 13).

No minuto em que uma pessoa olha para "Cristo somente" para sua salvação, dependendo da Sua vida santa e sacrifício substitutivo na cruz, naquele exato momento ela ou ele é justificado (posto em posição de justiça, declarado justo, santo, perfeito). A própria santidade de Cristo é imputada (creditada) na conta do crente, como se ele ou ela tivessem vivido uma vida perfeita de obediência - mesmo enquanto aquela pessoa continua a cair repetidamente no pecado durante sua vida. O Cristão não é alguém que está olhando no espelho espiritual, medindo a proximidade de Deus pela experiência e progresso na santidade, mas é antes alguém que está "olhando para Cristo, o Autor e Consumador da nossa fé"( Heb. 12: 2). Resumindo, é o estilo de vida de Cristo, não o nosso, que atinge os requisitos de Deus, e é por Ele que a justiça pode ser transferida para nossa conta, pela fé (olhando somente para Cristo).

Finalmente, os reformadores disseram que tudo isso significa que Deus é quem tem todo o crédito. "Soli Deo Gloria" (Somente a Deus seja a Glória) era a forma que eles colocavam - nosso último "sola", que quer dizer, "A Deus somente seja a Glória" Um evangélico, portanto, era centrado em Deus; alguém que estava convencido de que Deus havia feito tudo e que não restava nada que o homem considerasse seu a não ser seu próprio pecado. Isto não apenas transformou radicalmente a vida devocional dos crentes que o abraçaram, mas toda a estrutura social também.

Numa velha taverna do século XVII em Heidelberg, na Alemanha, lê-se no alto "Soli Deo Gloria!" Johann Sebastian Bach, o famoso compositor, assinou todas as suas composições com aquele slogan da Reforma. Do mesmo modo, um outro compositor, Handel, declarou, "Que privilégio é ser membro da igreja evangélica, saber que meus pecados estão perdoados. Se nós fossemos deixados à mercê de nós mesmos, meu Deus, o que seria de nós?" Grandes e nobres vidas requerem grandes e nobres pensamentos, e a soberania e a graça de Deus são, para o crente, grandes e nobres pensamentos. Os reformadores disseram a Roma o que J.B.Philipps, o tradutor inglês da Bíblia, disse à igreja contemporânea: "O Deus de vocês é muito pequeno".

A Reforma, a qual produziu o termo "evangélico", também recuperou a doutrina bíblica do "sacerdócio universal de todos os santos" e a noção bíblica do chamado e vocação. A igreja tinha dividido os cristãos em primeira classe (aqueles que serviriam no "ministério cristão em tempo integral") e segunda classe (aqueles que estavam empregados em serviços "seculares"). Os reformadores concediam, por direito, que todos os cristãos são sacerdotes e são, por isso, ministros de Deus, independente de estarem varrendo uma sala para a glória de Deus, moldando uma peça de cerâmica, defendendo um cliente na corte, curando um paciente, ordenhando uma vaca, ou conduzindo uma congregação no louvor. Não há o "secular" e o "sagrado" - Deus criou o mundo inteiro e fez a vida neste mundo como algo inseparável de nossa própria humanidade.

Como nós ajustamos as coisas hoje?

A questão, é claro, é se "evangélico" hoje significa o que significou há quinhentos anos.

Em primeiro lugar, muitos dos evangélicos de hoje têm uma visão das Escrituras inferior à que a igreja de Roma tinha no século XVI. Instituições evangélicas de peso duvidam da confiabilidade da Bíblia e de sua infalibilidade - a menos, claro, que se trate daquilo que eles já decidiram que é verdade. Outros acreditam que a Bíblia é inerrante, porém acrescentam novas regras e revelações ao cânon. "A Bíblia é suficiente", nos aconselhariam os reformadores. Os sermões, com muita freqüência, são "pop-inspiracionalistas" discursos superficiais de "Como criar filhos positivos" ou "Como ter uma auto-estima" em detrimento de sérias exposições das Escrituras. De acordo com o Gallup, "Os EUA são um país de iletrados bíblicos", ainda que 60 milhões deles se consideram "evangélicos".

Em segundo lugar, muitos evangélicos modernos também não acreditam que Cristo é suficiente. Às vezes pessoas muito boas e nobres substituem Cristo como nosso único Mediador, assim como o Espírito Santo. Enquanto louvamos o Espírito juntamente com o Pai e o Filho, o Filho tem este papel único de nosso único advogado e Mediador. Não devemos olhar para a obra do Espírito nos nossos corações, mas para a obra de cristo na cruz. Às vezes, nós temos mediadores humanos que não são o Deus-Homem Jesus Cristo. Precisamos de outras coisas pelo meio, como a figura do pastor no "apelo" do altar ao qual me referi anteriormente. Não muito tempo atrás eu vi um tele-evangelista de sucesso tirando o fone do gancho e informando seus telespectadores que "esta é sua conexão com Deus". Uma banda secular, "Depeche Mode", canta sobre "Seu próprio Jesus Pessoal" que pode ser contactado ao se pegar no fone e fazendo sua confissão. Enquanto estivermos neste assunto, também deveríamos mencionar que foi a venda de indulgências de John Tetzel (redução do período no purgatório em troca de valores em dinheiro) que inspirou as "Noventa e Cinco Teses "de Lutero, desencadeando a Reforma. "Quando a moeda bate no cofre", o coro cantava, "uma alma do purgatório é vivificada". Será que isso realmente é diferente da venda da salvação que temos visto na televisão cristã, rádio, e mesmo em muitas igrejas? Dinheiro e salvação têm sido distorcidos para serem uma coisa só no meio de muitos de nós. "Eles vendem salvação a você", canta Ray Stevens, "enquanto eles cantam 'Amazing Grace' ('Graça Maravilhosa')".

Muitos evangélicos hoje crêem que "Somente a Graça" (sola gracia) é algo como livre-arbítrio, uma decisão, uma oração, uma ida até a frente, uma segunda bênção, algo que nós façamos por Deus que nos dará confiança de sermos alvo do Seu favor. Doutrinas como eleição, justificação e regeneração são discutidas quase que nunca, porque elas mostram o quadro de uma humanidade que é incapaz e nem ao menos pode cooperar com Deus em matéria de salvação. Se nós formos salvos é Deus e Deus somente que deverá faze-lo.

E sobre "Somente a Fé" (sola fide)? Muitos evangélicos acham que a fé não é suficiente. Se um indivíduo crê em Cristo e daí sai e o anuncia, será que a fé é suficiente? Alguns insistem que a fé mais a entrega, ou a fé mais a obediência, ou fé mais um sincero desejo de servir ao Senhor servirão como uma fórmula. O fato de que os evangélicos hoje lutam com estas questões indica que nós não ouvimos o "som seguro" de "Somente a Fé" em nossas igrejas. Fé é suficiente porque Cristo é suficiente.

Como se comparariam os evangélicos de hoje com os seus predecessores em matéria de "Somente a Deus seja a Glória"? Auto-estima, glória-própria, centralidade do "eu" parecem dominar a pregação, ensino e a literatura popular do mundo evangélico. Os evangélicos de hoje sabem muito pouco do grande Deus dos reformadores - um Deus que faz tudo conforme o Seu agrado, em relação aos céus e às pessoas sobre a terra e "que faz tudo conforme o conselho da Sua vontade" (Dn. 4; Ef. 1: 11). Os evangélicos hoje, refletindo sua cultura e sociedade mais ampla, estão intimidados por um Deus que é Deus. Porém que outro Deus é digno de confiança? Em poucas palavras, que outro Deus existe? Louvar ao Deus de uma experiência pessoal ou o Deus de preferência pessoal é louvar um ídolo. Os reformadores levaram isso a sério, e aqueles que quiserem ser evangélicos genuínos também devem faze-lo.


Conclusão

Muitas pessoas se perguntam por que o povo da "Reforma" parece bravo. Ninguém quer estar ao redor de pessoas bravas - e eu não gostaria de ser conhecido como uma pessoa "brava". Mas precisamos encarar o fato de que estes são tempos de grande infidelidade para o povo de Deus. A nós foi dada uma fé rica, com Cristo no centro. Porém trocamos nossa rica dieta por um saco de pipocas e estamos mal nutridos. Se os evangélicos terão a mesma saúde espiritual que tiveram em épocas passadas, eles terão que voltar para as verdades que fazem de "evangélicos" "evangélicos". A Bíblia - nosso único fundamento; Cristo - nossa única esperança; Graça - nosso único evangelho; Fé - nosso único instrumento; a Glória de Deus - nosso único alvo; o Sacerdócio de todos os santos - nosso único ministério. Este evangelicalismo original ainda é suficiente para fazer, mesmo de nossas menores vitórias, algo muito grande.

Nota Sobre o Autor: Dr. Michael Horton é professor no Seminário Teológico Reformado, Orlando-Flórida e editor da revista Modern Reformation.

A Graça de Padecer – John Piper


- Deus Permite ou Determina o Sofrimento dos seus Mensageiros? - 

Por que Deus permite isso? Não, essa não é bem a pergunta certa. Devemos perguntar: Por que Deus determina isso? Essas coisas fazem parte do plano de Deus para o seu povo, assim como o sofrimento e morte de Jesus foram parte do plano de salvação de Deus (At 4.27-28; Is 53.10). E verdade que Satanás pode ser o agente mais imediato do sofrimento, embora ele nada possa fazer sem a permissão de Deus. Paulo menciona o sofrimento como uma dádiva de Deus: "Foi concedida [a vós] a graça de padecerdes por Cristo e não somente de crerdes nele (Fp 1.29).

Duas vezes Pedro falou do sofrimento como sendo a vontade de Deus: "Se for da vontade de Deus, é melhor que sofrais por praticardes o que é bom do que praticando o mal.... Os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem" (1 Pe 3.17; 4.19).

Tiago colocou toda a sua vida, incluindo os obstáculos aparentemente acidentais aos nossos planos, sob a vontade soberana de Deus: "Atendei agora, vós que dizeis: 'Hoje ou amanhã, iremos para a cidade tal, e lá passaremos um ano, e negociaremos, e teremos lucros.' ... Em vez disso, devíeis dizer: 'Se o Senhor quiser, não só viveremos, como também faremos isto ou aquilo'" (Tg 4.13,15). Pneus furados, acidentes de carro, rodovia em obras - seja o que for que o impeça de realizar seus planos - são da vontade de Deus. "Se Deus quiser, você vai viver e fazer isto ou aquilo."

O escritor de Hebreus coloca todo o nosso sofrimento sob o estandarte da disciplina amorosa de Deus. Não é um acidente que ele permite; é um plano para a nossa santidade.

Na vossa luta contra o pecado, ainda não tendes resistido até ao sangue e estais esquecidos da exortação que, como a filhos, discorre convosco: "Filho meu, não menosprezes a correção que vem do Senhor, nem desmaies quando por ele é reprovado; porque o Senhor corrige a quem ama e açoita a todo filho a quem recebe." (Hb 12.4-6)

O sofrimento que os missionários encontram não é algo imprevisto pelo Senhor. Ele viu isso claramente, consentiu e enviou seus discípulos para o mesmo perigo. "Eis que eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos" (Mt 10.16). "Enviar-lhes-ei profetas e apóstolos, e alguns deles matarão e a outros perseguirão" (Lc 11.49). Como Paulo diz em 1 Tessalonicenses 3.3, somos "designados" ou "determinados" para essas coisas.

Clareza Bíblica - Aconselhamento Cristão I



Cap 29 - Um Estudo Sistemático de Doutrina Bíblica A PERSEVERANÇA E A CONSERVAÇÃO DOS SANTOS

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A perseverança e a conservação dos santos são doutrinas bíblicas gêmeas. Deus as reuniu inseparavelmente na Sua Palavra infalível. Que nenhum homem as separe.
Algum tem errado em apresentarem a conservação (segurança, firmeza) dos salvos como se ela fosse independente de perseverança. Semelhante apresentação tende para o antinomianismo. Tende também a representar a salvação como física ou mecânica , mais do que como uma reaização moral e espiritual. Ela fornece munição ao arminianismo. Ela ensina só uma meia verdade. Não está calculada a fazer santos tão considerados como eles deviam ser sobre sua conduta. Escrituras inspiradas evitaram este extremo e seus medonhos resultados por combinarem tanto a fase humana como a divina da salvação. Ensinaram que a salvação é do Senhor do princípio ao fim, mas também ensinaram que Deus salva os homens, não por lei mecânica e não irrespetiva de seu responso com Ele senão em completa harmonia com sua natureza como criaturas voluntárias, exigindo que obedeçam à Sua vontade e neles operando de tal maneira a mover suas vontades e desentranhar sua cooperação com Ele conforme Ele os ajusta para Sua presença. Assim é Deus glorificado nos homens tanto no tempo como na eternidade e por aí a graça está impedida de ser uma capa de lascívia.
Os modeladores da Declaração de Fé de New Hampshire foram sábios e felizes na verdade na sua apresentação da matéria, que é como segue: “Cremos que somente são crentes reais os que aturam até ao fim; que o seu perseverante apego a Cristo é o grande sinal que os distingue dos professantes superficiais; que uma Providencia especial vela sobre sua felicidade; que são guardados pelo poder de Deus para salvação através da fé.”
A exposição da Confissão de Fé de Filadélfia é também eminentemente digna de se ver: “Aqueles a quem Deus aceitou no Amado, eficazmente chamados e santificados pelo Seu Espírito, a quem foi dada à fé preciosa dos Seus eleitos, não podem cair do estado de graça nem total nem finalmente... mas certamente perseverarão nela até ao fim e serão salvos eternamente...”
Notai que ambas estas apresentações acentuam a perseverança tanto como a conservação. Estamos em perfeita harmonia com estes postulados históricos dos batistas e da fé bíblica e, enquanto em nossa elaboração do assunto, teremos ocasião de discutir coisas não mencionadas neles e não seremos intimados a dizer qualquer coisa contrária a eles ao apresentarmos nossas convicções livre e completamente.
I. A PERSEVERANÇA REQUERIDA
Cremos que Deus na Sua Palavra põe sobre os crentes a responsabilidade de perseverarem na fé e na justiça. Citamos as seguintes passagens em prova disto:
“Se continuardes na minha Palavra, então sois meus discípulos na verdade.” João 8:31
“Estais em mim e eu em vós. Assim como o ramo não pode dar fruto de si mesmo, salvo se estiver na vinha, assim nem vós se não estiverdes em mim... Se um homem não estiver em mim, ele é lançado fora como um ramo e fenece; homens os ajuntam e os lançam no fogo e se queimam.” João 15:4,6.
“...continuarei no meu amor.” João 15:9
“O qual, quando veiu e viu a graça de Deus, alegrou-se e os exortou a todos para que com propósito de coração permanecessem no Senhor.” (Atos 11:23)
“Confirmando as almas dos discípulos e os exortando a continuarem na fé e que devemos através de muita tribulação entrar no reino de Deus.” (Atos 14:22)
“Dirás então: Os ramos foram quebrados para que eu fosse enxertado. Bem; por causa da incredulidade foram quebrados e tu estás em pé pela fé. Não te ensoberbeças, mas teme; porque, se Deus não poupou os ramos naturais , teme que não te poupe a ti também. Considera, pois a bondade e a severidade de Deus: para os que caem, severidade; mas, para contigo, bondade, se continuares na Sua bondade; do contrário, serás cortado.” (Romanos 11:19-22)
“... o que perseverar até ao fim será salvo.” (Mat. 10:22)
“... o Evangelho ... pelo qual sois salvos, se guardardes na memória o que vos tenho pregado, a menos que tenhais crido em vão” (I Cor. 15:2). Crer em vão é ter fé apenas intelectual.
“E vós, que por algum tempo estivestes alienados e inimigos na vossa mente pelas obras ímpias, contudo agora Ele reconciliou no corpo de Sua carne através da morte, para apresentar-vos santos e sem mancha e irreprováveis à Sua vista, se continuardes na fé fundamentados e firmes e não desviardes da esperança do Evangelho...” (Col. 1:21-23.)
“Sustentemos firme a profissão de nossa fé sem tergiversar (porque é fiel o que prometeu);... Porque, se pecamos voluntariamente (o pecado como a lei de nossas vidas, viver sob o poder do pecado) depois de havermos recebido o conhecimento da verdade, não resta mais sacrifícios pelos pecados...” Heb. 10:23,26
“Agora o justo viverá pela fé; mas se alguém afastar-se, minha alma não terá prazer no tal.” ( Heb. 10:38)
“Segui a paz com todos os homens, e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor; atendendo a que ninguém se prive da graça de Deus, a que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe e por ela muitos se contaminem” (Heb. 12:14,15)
“Ao que vencer não sofrerá da segunda morte.” (Apoc. 2:11)
Muitas e variadas são as tentativas que se fazem para liquidar o significado evidente destas passagens, mas todas elas fúteis. Elas desafiam teorias abstratas, todos os advogados da conservação como uma dedução lógica friamente aérea, ensinam que ninguém atingirá a morada final de Deus e Seus santos exceto aqueles que permanecem em Cristo, agarram-se com o Senhor, continuam na fé e na bondade de Deus, aturam até ao fim, guardam o Evangelho na memória, seguem a santidade e vencem. Nisto cremos nós tão fortemente como fez Armínio ou qualquer dos seus seguidores, porque é a verdade indisputável.
II. A PERSEVERANÇA ASSEGURADA
Mas isto não quer dizer que qualquer a quem Deus salva será perdido; jamais, verdadeiramente! A Escritura é só tão enfática em declarar que todos os verdadeiros crentes, todos os regenerados, perseverarão.
Notais as seguintes passagens:
“Porque qualquer que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé.” (1 João 5:4)
“Ninguém que é um filho de Deus é habitualmente culpado de pecado: um germe de vida dado por Deus fica nele e ele não pode habitualmente pecar.” 1 João 3:9 – Tradução de Weymounth) (*).
Se escapar da segunda morte e o privilégio de comer da árvore da vida são para vencedores, então estas coisas são para todos a quem Deus regenera. Uma pessoa regenerada não pode pecar, pois a lei de sua vida, a tendência ideal do seu ser não pertencem à esfera do pecado” (Sawtelle). Assim uma pessoa regenerada não pode voltar ao pecado, mas na certa, por ser semente de Deus, “o princípio divino de vida” (Vincent) habita nele perpetua e inseparavelmente, para perseverar, aturar e vencer até ao fim.
Isto não quer dizer que o filho de Deus não pode retrogradar temporariamente e cair em muito pecado, mas quer dizer que ele não viverá outra vez perpetuamente em pecado. Davi e Pedro são casos frisantes aqui.
III. A PERSEVERANÇA REALIZADA
A perseverança é produzida pelo poder de Deus. Isto é uma parte da obra da salvação e a “salvação é do Senhor” (Jonas 2:9).
É aqui que a nossa discussão de perseverança se funde com conservação. Os filhos de Deus perseveram porque Ele os conserva.
Notemos como Deus faz isto:
1. PELO SEU ESPÍRITO
“E porque sois filhos, Deus enviou o Espírito do Seu Filho aos vossos corações, clamando: Abba, Pai” (Gal. 4:6). O Espírito em nossos corações guarda-nos em comunhão com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.
“Mas o fruto do Espírito é... fé” (Gal. 5:22).
“... em quem também depois que crestes, fostes selados com o Espírito Santo da promessa, o qual é o penhor de nossa herança para redenção da possessão de Deus, para louvor da Sua glória.” (Ef. 1:13,14).
“... Ele, que começou uma boa obra em vós, a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” (Fil. 1:6). Esta boa obra é a santificação começada na regeneração. Deus começa-a e a terminará. Ele faz isto pela operação do Espírito Santo.
Deus não só mantém a nossa fé, pelo Espírito, mas também opera em nós para fazer-nos obedecer à Sua vontade.
“... é Deus que opera em vós tanto o querer como o efetuar para Seu bom beneplácito.” (Fil. 2:13).
2. POR MEIO DA SUA PALAVRA
É por esta razão que Ele deu os mandamentos e admoestações já notadas. Outras porções da Palavra especialmente adaptada a promoverem a perseverança dos santos em santo viver como segue:
“Nem todo o que me diz, Senhor, entrará no reino do céu, mas o que faz a vontade de meu Pai que estás no céu” (Mat. 7:21).
“... se alguém me amar, guardará a minha palavra” (João 14:23).
“... o qual dará a todo homem segundo as suas ações: aos que por paciente perseverança em bem fazer buscam glória e honra e imortalidade, a vida eterna; mas aos que são contenciosos e não obedecem à verdade e sim à injustiça, indignação e ira, tribulação e angústia sobre toda alma que faz o mal, do judeu primeiro e também do gentio; mas, glória, honra e paz a todo homem que faz o bem, ao judeu primeiro e também ao gentio...” (Rom. 2:6-10).
“Não reine pois o pecado no vosso corpo mortal, para lhe obedecerdes em suas concupiscências.” (Rom. 6:12).
“Porque, se vivermos segundo a carne, morrereis; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis” (Rom. 8:13).
“... entrega o mesmo a Satanás para a destruição da carne, para que o espírito se salve no dia do Senhor Jesus” (1 Cor. 5:5). Se Deus nos desamparasse e não subjugasse a carne, nos Seus próprios desígnios, então o espírito não se salvaria; em outras palavras, estaríamos perdidos.
“Andai no Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne... E os que são de Cristo crucificaram a carne com os afetos e concupiscências. Se vivermos no Espírito, andemos também no Espírito” (Gal. 5:16, 24, 25).
“... operai a vossa própria salvação com temor e tremor” (Fil. 2:12). Isto foi endereçado a gente salva e é uma exortação a cooperarem voluntariamente com Deus em salvar-nos.
“... se por qualquer meio eu pudesse alcançar a ressurreição dos mortos. Não como se eu a tivesse alcançado ou fosse já perfeito, mas prossigo para prender aquilo para o que fui também preso por Cristo Jesus” (Fil. 3:11,12).
“Porque a graça de Deus que traz salvação apareceu a todos os homens ensinando-os que, negando a impiedade e as concupiscências mundanas, deveríamos viver sóbria, justa e piamente neste presente mundo mau...” (Tito 2:11,12).
“Mas não queres saber, ó homem vão, que a fé sem obras é morta?” (Tia. 2:20).
“E além disto, fazendo toda a diligencia, adicionar à vossa fé a virtude... conhecimento... temperança... paciência... piedade... bondade fraternal... caridade. Se estas coisas estiverem em vós e abundarem, farão que não sejais estéreis nem infrutíferos no conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo. Mas aquele a quem faltam estas coisas é cego e não pode ver longe, esqueceu-se de que foi uma vez purgado dos seus velhos pecados (o apostolo argumenta aqui da própria profissão de alguém). Antes, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis...” (2 Ped. 1:5-10).
“E o que diz: Eu o conheço e não guardar os Seus mandamentos, é um mentiroso e a verdade não está nele” (1 João 2:4).
“Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.” (1 João 2:15).
“E todo homem que tem esta esperança consigo purifica-se a si mesmo, assim como Ele é puro” (1 João 3:3). Isto é, o homem com a esperança da semelhança com Cristo na ressurreição levará avante, segundo Deus opera nele, um processo de purificação, repelindo contra as moções do pecado no seu corpo.
“Qualquer que odeia seu irmão é um homicida e vós sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna permanecendo nele.” (1 João 4:15).
Que estes mandamentos e exortações não implicam uma possibilidade absoluta dos crentes se desviarem de Cristo está provado por um paralelo. Em Atos 27:22-24 temos conta da revelação de Deus a Paulo em caminho para Roma. Lemos:
“E Agora vos exorto a estardes de bom ânimo, porque não haverá nenhuma perda de homem algum entre vós senão do navio; porque esta noite, esteve comigo o anjo de Deus, de quem sou e a quem sirvo, dizendo: Não temas, Paulo: deves ser trazido perante César e, eis, Deus te deu todos quantos navegam contigo.”
Mas, pouco depois, quando a borrasca recrudescera e os nautas estavam prestes a desertar o navio, lemos:
“Paulo disse ao centurião e aos soldados, A menos que estes fiquem no navio, não podeis salvar-vos.” (Atos 27:31).
Era absolutamente possível que qualquer no navio se perdesse? O que assim diz blasfema contra Deus; porque diz que é possível Deus mentir: Deus disse que não haveria perda de vida de homem algum. Isto teve de se provar verossímil, porque era a palavra do Deus que não pode mentir. Mas Paulo disse ao centurião e aos soldados que isto podia cumprir-se somente pelos marinheiros ficando a bordo. E ELES FICARAM. Deus usou esse aviso para executar Sua vontade predeterminada.
Assim é com as admoestações sobre perder nossa fé. Elas não implicam a possibilidade atual dela, porque Deus que não pode mentir declarou que Ele glorificará a todos quantos Ele justifica. Essas admoestações são meios objetivos de Deus realizar aquela certa coisa que ele determinou. De um ponto de vista humano, desviar-se de Cristo é possível, mas Deus não o permitirá. Ele usa de Sua Palavra para promover nossa perseverança voluntária. Assim Ele nos trata como seres pessoais e não como máquinas ou objetos inanimados.
3. ATRAVES DA OBRA INTERCESSÓRIA DE CRISTO
Em adição a todos os meios já mencionados, Deus também nos conserva e guarda através da obra intercessória de nosso grande Sumo Sacerdote. Quando aqui na terra, Ele orou:
“Pai Santo, guarda pelo Teu próprio nome aqueles que Tu me deste, que possam ser um, assim como somos.” (João 17:11).
E agora “Ele pode salvá-los perfeitamente (até ao último absolutamente, completamente), que vem a Deus por Ele, vendo que Ele vive sempre para fazer intercessão por eles.” (Heb. 7:25). Deus sempre ouve a Jesus quando Jesus ora (João 11:41,42).
4. NA BASE DA OBRA EXPIATÓRIA DE CRISTO
Notai as seguintes passagens:
“Bem aventurados são aqueles cujas iniqüidades são perdoadas e cujos pecados são cobertos. Bem aventurado é o homem a quem o Senhor não imputa pecado.” (Rom. 4:7,8).
“Cristo é o fim da Lei para justiça de todo àquele que crê.” (Rom. 10:4).
“Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? Sendo Deus quem os justifica. Quem os condenará? Sendo Cristo quem morreu, ou antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus e também intercede por nós.” (Rom. 8:33,34).
“Não há, portanto, condenação para os que estão em Cristo Jesus.” (Rom. 8:1).
Estas passagens requerem pequeno comento. Elas ensinam muito claramente que Cristo satisfez plenamente a Lei por nós e que a Lei, portanto, não tem poder para condenar-nos. Não estamos mais debaixo dela a respeito de nossa posição perante Deus. Cristo tomou nosso logar na cruz e nós agora tomamos o Seu logar em nossa posição diante de Deus, “que tenhamos ousadia no dia de juízo; porque, como Ele é, assim somos nós neste mundo.” (1 João 4:17).
Tendo passado de sob a Lei, estamos agora sob a graça e o novo concerto (Heb. 8:6-12, 10:16-22; Jer. 32:40), no qual Deus diz: “Porei minhas leis na sua mente e as escreverei nos seus corações;... de seus pecados e iniqüidades não me lembrarei mais” e não tornarei de após eles, para lhes fazer bem; mas porei o meu temor nos seus corações e eles não se apartarão de mim.”“.
5. DO SEU TRATO CONOSCO COMO SEUS FILHOS
“Mas, quando somos julgados, somos castigados do Senhor, para não sermos condenados como o mundo.” (1 Cor. 11:32).
“Porque a quem o Senhor ama Ele castiga, e açoita a todo que recebe como filho.” (Heb. 12:6).
Quer isto dizer que, conquanto Deus não trate o crente sob a Lei, não lhe dá castigo legal, contudo não o deixa ir em pecado: castiga-o como a um filho e assim o conserva para que não caia sob a condenação do mundo.
6. EM EXECUÇÃO DO SEU ETERNO PROPÓSITO
“Porque a quem pré conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de Seu Filho, para que sejais o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a esses também justificou; e aos que justificou a estes também glorificou” (Rom. 8:29,30).
Não precisamos aqui de entrar na discussão do fundamento de nossa eleição, desde que já fizemos num prévio capítulo. Pouco importa o que isso foi, a passagem supra nos informa inilidivelmente que aqueles a quem Deus salva Ele conheceu de ante mão, mesmo na eternidade, porque Ele foi infinito em conhecimento no princípio. Então todos que Ele conheceu como Seus, como aqueles a quem Ele salvaria, Ele pré ordenou, chamou, justificou e glorificou no Seu propósito; isto é, Ele determinou que deveriam ser chamados, justificados e glorificados. Assim, a todos que Ele justifica, Ele glorificará. Isso O obriga a manter sua fé (deles crentes), porque não pode haver justificação sem fé.
Por causa do eterno propósito de Deus temos as seguintes garantias de nossa perseverança e conservação:
“Guardados pelo poder de Deus através da fé para a salvação pronta a ser revelada no último tempo.” (1 Ped. 1:5).
“... somos mais que vencedores por Aquele que nos amou” (Rom. 8:37).
“Nós (os salvos) não somos daqueles (falsos professantes) que se afastam para a perdição senão dos que crêem para a salvação da alma.” (Heb. 10:39).
“Porque o Senhor ama o juízo e não desampara os Seus santos; eles são conservados para sempre...” (Sal. 37:28).
“Qualquer que beber (o grego quer dizer “uma vez por todas”- Robertson) da água que eu lhe der nunca terá sede (nunca precisa de ser salvo outra vez); mas a água que eu lhe der será nele uma fonte de água saltando para a vida eterna” (João 4:14).
“Porque os dons e a chamada de Deus não voltam atrás” (Rom. 11:29). Isto quer dizer que Ele jamais muda Sua mente e retira o dom da salvação ou revoga o chamado que nos traz para Ele. Notais Rom. 8:30 e 2 Tim. 1:9 para o significado de “chamada”.
“... depois que crestes fostes selados com o Espírito Santo da promessa, o qual é o penhor de nossa herança até a redenção da própria possessão de Deus, até ao louvor de Sua glória.” (Efe. 1:13,14). Este selar é nada menos que a morada e a presença inseparável do Espírito no coração do crente, pelo qual o crente é constrangido a perseverar na justiça.
“Porque por aquela uma oblação Ele aperfeiçoou para sempre os que são santificados” (Heb. 10:14). Todos os salvos são santificados no sentido desta passagem. Quer dizer que eles têm uma posição perfeita eternamente perante Deus e na base da morte de Cristo. Isto quer dizer que Cristo sofreu por todos os nossos pecados até ao fim de nossas vidas. Deus, tendo-os carregado sobre Seu Filho, não pode agora punir-nos por eles.
“... o que a mim vier eu de modo algum o lançarei fora.” (João 6:37).
“... e sabemos que todas as coisas operam juntamente para o bem dos que amam a Deus; para os que são chamados segundo o Seu propósito.” (Rom. 8:28).
Desde que todas as coisas operam para nosso bem, nada pode causar nossa condenação.
“Minhas ovelhas ouvem minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem, e lhes dou vida eterna, e elas nunca perecerão.” (João 10:27,28). São toda estas afirmações positivas. Nesta passagem não há “se”.
IV. ARGUMENTOS OPOSTOS RESPONDIDOS
As passagens seguintes com os seus casos podem ser citadas como desaprovando o que havemos dito sobre perseverança e conservação:
1. 1 COR. 3:12-15
Alguns podem invocar esta passagem contra nossa posição sobre a perseverança dos santos, tomando-a como ensinando que um crente pode assim viver de modo a não ter recompensa no céu. Esta passagem não ensina semelhante coisa. O caso é hipotético: mostra o que aconteceria se um crente assim vivesse de modo a perder toda recompensa. Não afirma que isto será verdade quanto a qualquer crente. É à luz de 1 João 5:4 e 3:9, bem como de outras passagens, não somos justificados em concluir que tal possa ser verdade.
2. CERTOS CASOS CONHECIDOS
Alguma gente argüira de que uma pessoa salva pode perder sua salvação por causa de uns certos conhecidos seus que, crêem, foram salvos e então voltaram, ao pecado permanentemente, afundando ainda mais baixo no pecado do que estiveram antes. Nossa resposta a este argumento é: “Seja Deus verdadeiro, ainda que todo homem se ache mentiroso” (Rom. 3:4 – tradução por A. T. Robertson). Deus disse que todos quantos nasçam dEle vence o mundo. 1 João 5:4. Deus disse que os que nascem de novo não podem “continuar pecando” (1 João 3:9). Deus disse que não podem perecer e que nada pode separá-los do Seu amor. João 10:27,28; Rom. 8:35-39. Creremos em Deus ou no homem?
Todos os casos semelhantes como estão sendo agora considerados são decisivamente liquidados por Heb. 3:14, que lê: Porque estamos feitos (grego, tempo perfeito, devera ser “somos feitos”- Robertson) participantes de Cristo, se retivermos firmemente o princípio de nossa confiança até ao fim”. Se não temos, prova que não fomos feitos participantes de Cristo, não fomos salvos, no princípio.
3. ANJOS DECAIDOS E ADÃO
Certos anjos e Adão decaíram do seu estado justo e envolveram-se em condenação, mas isto prova que os salvos hoje podem fazer da mesma maneira. Notai estes contrastes entre anjos decaídos com Adão de um lado e aqueles salvos por Cristo doutro lado:
(1). Os anjos e Adão caíram sob a Lei, mas os salvos estão debaixo da graça. Rom. 6:14.
(2). Deus não os elegeu e predestinou para permanecerem, mas ele elegeu e predestinou os salvos para a glorificação final. Rom. 8:29,30.
(3). Deus não disse que quer anjos quer Adão venceriam o mundo, mas disse o dos salvos. 1 João 5:4.
(4). Nem anjos nem Adão têm promessas de serem guardados e que pereceriam, mas os salvos tem tais promessas. 1 Ped. 1:5; João 10:28.
(5). Nem anjos nem Adão foram selados pelo Espírito Santo, mas os crentes são. Efe. 1:13,14; 4:25.
4. OS JUDEUS
Os judeus caíram como nação e não como indivíduos; caíram sob a Lei e não sob a graça; caíram de privilégios nacionais e não da salvação. Logo, o seu caso, como o de anjos e Adão, nada prova concernente à matéria sob consideração.
5. MOISÉS
Deut. 42:48-52. Por causa do pecado não foi permitido a Moisés entrar em Canaã, mas, que ele não perdeu sua salvação está provado pelo seu aparecimento no monte da transfiguração com Elias e Cristo. Mat. 17:3.
6. O REI SAUL
Para obtermos a verdade devemos interpretar a Escritura pela Escritura. À luz do Novo Testamento o ensino é que toda alma regenerada vence o mundo como um resultado da conservação de Deus e devemos negar que Saul algures se salvou, conquanto está dito dele que “Deus lhe deu um outro coração.” (1 Sam. 10:9). A Escritura liga-nos para entendermos disto que Deus só lhe deu novas intenções e impulsos; não um novo coração no sentido de regeneração.
7. DAVI
Sal. 51:11,12. Nesta passagem Davi orou: “Não tires Teu Santo Espírito de mim.” Foi isto devido ao fato que o Santo Espírito, sob a velha dispensação, não permaneceu constantemente nos crentes. Sua presença era um favor especial de Deus e podia perder-se pelo pecado; mas, desde o Pentecostes o Espírito Santo tem morado permanentemente em todo coração salvo, e por meio de Sua presença e obra, o crente, como temos notado, está selado até ao dia da redenção. Assim agora Ele fica. Para discussão mais extensa, vide o capítulo 9. Bom é, antes de passar, notar que Davi não orou por uma restauração senão só da alegria da salvação. Esta pode perder-se e se perde quando qualquer frieza ou pecado perturba temporariamente a comunhão do crente com Deus.
8. EZEQUIEL 18:24
Esta passagem está facilmente explicada por Eze. 33:13, que reza: “Quando eu digo ao justo que ele certamente viverá; SE ELE CONFIAR NA SUA PRÓPRIA JUSTIÇA e cometer injustiça”, etc. A passagem sob consideração fala do juízo do homem que é justo quanto às suas próprias obras e delas de desvia. Esta passagem nada tem a ver com o homem a quem Deus imputou sem obras. Rom. 4:6-8. A morte ameaçada é morte no assédio de Babilônia por vir. Por todo o passo de Ezequiel Deus promete salvar os obedientes, mas destruir os ímpios neste cerco.
9. MATEUS 12:43-45
A saída do espírito impuro aqui não representa conversão, desde que a casa donde saiu foi deixada vazia. O coração não é deixado vazio na conversão, mas é ocupado pelo Espírito Santo, pelo qual somos selados, selados contra a volta do pecado, até ao dia da redenção. Gal. 4:6; Efe. 1:13,14.
Temos aqui em geral um quadro da reforma humana, mas, em particular, é descrição do judeu. Tinham primeiramente abandonado o espírito mau da idolatria, mas agora tornaram-se piores mais do que nunca pela sua rejeição do seu Messias.
10. 2 PEDRO 2:20-22
Não está dito desses falsos mestres que eles alguma vez foram salvos. Se o tivessem, não teriam voltado. 1 João 5:4; 3:9. Escaparam das “contaminações do mundo” pela reforma. São comparados a um cachaço ou a um cão. Uma pessoa salva não é nem um cachaço nem um cão, mas uma ovelha; e das Suas ovelhas disse Cristo: “Minhas ovelhas ouvem a minha voz... e elas me seguem.” (João 10:27).
11. MATEUS 13:20-22
Desde que todos os regenerados vencem o mundo, aqueles representados nestes versos (parábola da semeadura) devem ser considerados como tendo apenas fé intelectual. Uma fé intelectual pode operar grande mudança na vida, no que pode parecer haver indicação real de conversão; mas daí a pouco, sob dificuldade e provação, falha. Hoje há multidões de casos desta marca.
12. JOÃO 15:2
Os ramos nesta parábola devem ser pensados como ramos enxertados, porque ninguém está em Cristo por natureza. Alguns ramos são enxertados propriamente, de modo que eles têm ligação vital e sustentadora com a vinha. Outros são enxertados impropriamente e não tem tal conexão com a vinha para continuarem a crescer permanentemente e dar fruto. Assim é com discípulos. Os ramos aqui são todos que professam fé em Cristo. Alguns destes ramos são enxertados em Cristo com fé real do coração. Vivem e produzem fruto. Outros são enxertados só com fé intelectual, como os indicados em Mat. 13:20,21. Não aturam e não produzem fruto aceitável. São os que são podados – Todos os verdadeiros ramos ficam, como temos indicado.
13. 1 CORÍNTIOS 9:27
Esta passagem é equivalente a Fil. 3:8-14. Em ambas as passagens Paulo reconhece que a única prova final da salvação de alguém é perseverança na fé e vida justa até ao fim, como temos acentuado. Paulo sabia que a menos que ele provasse sua salvação pela vitória sobre o mundo ele seria provado ter crido em vão e ser réprobo. É isto tudo que estas passagens indicam. Elas estão perfeitamente em harmonia com o ensino deste capítulo.
14. HEBREUS 6:4-6
Mesmo que esta passagem se referisse a crentes, ela apresenta apenas um caso hipotético e não diz que o indivíduo descrito pode atualmente apostatar. Ainda assim, é tomada como aplicando-se a um crente, então ela ensina que, se o crente cai, ele não pode ser restaurado, o que poucos arminianos admitirão. Assim esta passagem, sobre a base de sua própria interpretação, ensina demais para os arminianos.
Mas nós não tomamos a passagem como de aplicação aos crentes. Ela se aplica, cremos, somente a crentes professos judeus que tinham recebido o cristianismo como uma religião. Os benefícios e experiências descritos são meramente intelectuais na sua natureza. Eles tinham sido iluminados intelectualmente e sujeitos à obra indireta do Espírito e assim tinham provado superficialmente o dom celestial e tinham sido feitos participantes das forças do mundo por vir. O mesmo, em dúvida, podia ser dito dos de Mat. 13:20,21, que são somente professos e não possuidores. Ainda mais, em Heb. 6:9 a nós nos parece que o escritor claramente revela que não tinha crentes em mente nesses versos já notados. Ele disse aos hebreus que estava persuadido de melhores coisas a respeito deles “e coisas que acompanham a salvação”. Ele estava persuadido de que eles não cairiam. Por que? Porque tal não é uma coisa que acompanha a salvação.
15. APOCALIPSE 3:5
Esta passagem não quer dizer que alguns tenham seus nomes no livro da vida e, por causa de infidelidade, os tiveram riscados: é simplesmente uma garantia a crentes de que, pouco importando o que possam atravessar, sua fé continuada e perseverança é uma garantia de que receberão todas as bênçãos da salvação. É uma garantia de que Cristo não os deixará.
16. APOCALIPSE 22:19
Devemos interpretar esta passagem na luz de todas as declarações e promessas da Palavra de Deus a respeito dos crentes. Na luz deste fato, esta passagem pode ser tomada como se aplicando só aqueles que meramente professam estar salvos. Tais devem ser considerados como endereçados na base de sua própria profissão, como é muitas vezes o caso na Bíblia. Temos notado que nenhum vencedor terá seu nome apagado do livro da vida. Apoc. 3:5. Então, desde que todos que são nascidos de Deus vencerão (1 João 5:4), nenhum deles pode sofrer a perda aqui indicada.
A dificuldade no pensamento de um homem perder sua parte no livro da vida quando ele nunca teve tal parte, como é verdade com meros professos, está explicada por uma comparação de Mat. 13:12 e Lucas 8:18. Estas passagens são paralelas. Na primeira lemos: “... qualquer que não tiver, dele será tomado mesmo o que tem”. Não é isto impossível? Mas notai a segunda passagem: “... ao que não tem, dele será tirado mesmo aquilo que ele PENSA QUE TEM (Versão Revista)”. Assim é com a perda referida nesta passagem.

Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.
Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004
Revisão: Luis Antonio dos Santos - 13/12/05

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