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30 de jul de 2010

Sou de Deus - Mattos Nascimento


Minha vida é só cantando
O que devo mais fazer
Se liberto estou com Cristo
Eu sou, eu não ando mais em trevas
Já brilhou pra mim a luz
Confio só nesse nome, Jesus


Em minha vida, esperança
De um dia entrar no céu
E ele garante, assim
Eu já fui triste demais
Agora tenho paz
Paz em mim


Eu agora sou de Deus (3x)
E vivo só pra Deus (2x)


Todo homem é iludido
O inimigo o atrai
Oferece muitas coisa, sim cai
Jesus é a liberdade
Conquistou na dura cruz
Confio só nesse nome, Jesus


A última esperança pro Brasil é o Senhor
Entregue a ele teu sofrer, a solução vai te dar
Venha como estás, Jesus é a paz.

Sou Feliz - Mattos Nascimento


Amigo ouça agora nesse hino, o que vou dizer
Jesus é o único amigo, quer salvar você
Meu estado era pra morrer
Mas recebi perdão
Justiça ele fez por mim e estendeu a mão
Sou feliz, sou feliz, sou de jesus, jesus é meu
Seu braço me conduz
Sou feliz, sou feliz, se queres também ser feliz
Aceite a jesus
A paz que você pensa ter no mundo
Eu também pensei, tristeza e desilusão foi tudo que encontrei
Mas quando ouvi dizer que no calvário alguém morreu por mim
Eu aceitei hoje sou feliz, por isso eu canto assim
Me lembro quando um dia em meu ser
Sentia transbordar problemas e perturbações, chegavam em meu
Lar
Mas lembro-me também quando aceitei ao grande redentor
Eu hoje canto sou feliz, ele é meu salvador

A Cruz É uma Coisa Radical




A cruz de Cristo é a coisa mais revolucionária que já apareceu entre os homens.
. . Depois que Cristo ressurgiu dos mortos, os apóstolos saíram a pregar a Sua mensagem, e o que pregaram foi a cruz. E por onde quer que fossem pelo mundo, levavam a cruz, e o mesmo poder revolucionário ia com eles, A mensagem radical da cruz transformou Saulo de Tarso e o mudou de perseguidor dos cristãos em um terno crente e um apóstolo da fé. Seu poder mudou homens maus em bons. Sacudiu a longa escravidão do paganismo e alterou completa¬mente toda a perspectiva moral e mental do mundo ocidental.
. . Fez tudo isso, e continuou a fazê-lo enquanto se lhe permitiu permanecer como fora originalmente, uma cruz. Seu poder se foi quando foi mudado de uma coisa de morte para uma coisa de beleza. Quando os homens fizeram dela um símbolo, penduraram-na nos seus pescoços como ornamento ou fizeram o seu contorno diante dos seus rostos como um sinal mágico para protegê-los do mal, então ela veio a ser, na sua melhor expressão, um fraco emblema, e na pior, um inegável feitiço. Como tal. é hoje reverenciada por milhões que não sabem absolutamente nada do seu poder.
. . A cruz atinge os seus fins destruindo o modelo estabelecido, o da vítima, e criando outro modelo, o seu próprio. Assim, ela tem sempre o seu método. Vence derrotando o seu oponente e lhe impondo a sua vontade. Domina sempre. Nunca se compromete, nunca faz barganhas, nunca faz concessão, nunca cede um ponto por amol¬da paz. Não se preocupa com a paz; preocupa-se em dar fim à sua oposição tão depressa quanto possível.
. . Com perfeito conhecimento disso tudo, Cristo disse: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me.” Assim a cruz não só põe fim à vida de Cristo; termina também a primeira vida, a velha vida. de cada um dos Seus seguidores verda-deiros. Ela destrói o velho modelo, o modelo de Adão, na vida do crente, e lhe dá fim. Então o Deus que levantou a Cristo dos mor¬tos levanta o crente, e uma nova vida começa.
. . Isto, e nada menos que isto, é o cristianismo verdadeiro, em¬bora não possamos senão reconhecer a aguda divergência que há entre esta concepção e a sustentada pelo tipo comum de cristãos conservadores hoje. Mas não ousamos qualificar a nossa posição. A cruz ergue-se muito acima das opiniões dos homens e a essa cruz todas as opiniões terão que vir afinal para julgamento. Uma lide¬rança superficial e mundana gostaria de modificar a cruz para agra¬dar os religiosos maníacos por entretenimento que querem divertir-se até mesmo dentro do santuário; fazê-lo, porém, é cortejar a tragédia espiritual e arriscar-se à ira do Cordeiro feito Leão.
. . Temos que fazer alguma coisa quanto à cruz, e só podemos fazer uma destas duas: fugir ou morrer nela. E se formos tão teme¬rários que fujamos, com esse ato estaremos pondo fora a fé vivida por nossos país e faremos do cristianismo uma coisa diferente do que é, Neste caso, teremos deixado somente o vazio linguajar da salvação; o poder se irá juntamente com a nossa partida para longe da verdadeira cruz.
. . Se somos sábios, faremos o que Jesus fez: suportaremos a cruz e desprezaremos a sua vergonha pela alegria que está posta diante de nós. Fazer isso é submeter todo o esquema da nossa vida, para ser destruído e reconstruído no poder de uma vida que não se acabará mais. E veremos que é mais que poesia, mais que doce hinologia e elevado sentimento, A cruz cortará fundo as nossas vidas onde fere mais, não nos poupando nem a nós mesmos nem as nossas reputações cultivadas. Ela nos derrotará e porá fim às nossas vidas egoístas. Só então poderemos elevar-nos em plenitude de vida para estabelecer um padrão de vida totalmente novo, livre e cheio de boas obras.
. . A modificada atitude para com a cruz que vemos na ortodoxia moderna prova, não que Deus mudou, nem que Cristo afrouxou a Sua exigência de que levemos a cruz; em vez disto, significa que o cristianismo corrente desviou-se dos padrões do Novo Testamento. Para tão longe nos desviamos que nada menos que uma nova reforma restabelecerá a cruz em seu lugar certo na teologia e na vida da igreja.

- A. W. Tozer, O Melhor de A.W. Tozer

A Personalidade do Espírito Santo - (Sermão) - Spurgeon.

  
/ On : 10:21/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós” — (João 14:16-17).

Vocês ficarão surpresos de me ouvir anunciar que não pretendo nessa manhã falar-lhes qualquer coisa sobre o Espírito Santo como o Consolador. Eu proponho reservar esse tópico para um sermão especial essa noite. Nesse discurso eu tentarei explicar e reforçar outras doutrinas, as quais eu acredito estão plenamente ensinadas nesse texto, e que eu espero seja de interesse para as nossas almas. O velho John Newton disse certa vez que existiam alguns livros que ele não poderia ler; - eles eram suficientemente bons e sadios; mas, ele disse “eles são livros de baixo valor; - você tem que levar muita coisa em consideração antes de obter qualquer valor; existem outros livros de prata e outros de ouro; mas eu tenho um livro que é um livro de notas de dinheiro; e cada folha é uma nota de imenso valor”. Então eu encontrei esse texto, no qual eu tenho uma nota de um valor tão grande que não poderia contar tudo sobre ela nessa manhã. Eu deveria aguardar algumas horas antes que pudesse desdobrar para vocês o valor total dessa preciosa promessa – uma das últimas que Cristo deu ao Seu povo.

Eu chamo a atenção de vocês para essa passagem porque nós encontraremos nela algumas instruções em quatro pontos: primeiro, referente à verdadeira e própria personalidade do Espírito Santo; segundo, referente a ação conjunta das gloriosas Três Pessoas na obra da nossa salvação; nós encontraremos alguma coisa para estabelecer a doutrina da habitação do Espírito Santo nas almas de todos os crentes; e em quarto, nós descobriremos porque a mente carnal rejeita o Espírito Santo.

I. Antes de tudo, nós teremos um pouco de instrução com referência à própria personalidade do Espírito Santo. Nós estamos tão acostumados a falar sobre a influência do Espírito Santo e Suas sagradas operações e graças, que nós somos capazes de esquecer que o Espírito Santo é verdadeira e certamente uma pessoa – que ele é uma subsistência – uma existência; ou, como nós Trinitarianos usualmente dizemos, uma pessoa na essência da divindade. Eu tenho medo de, ainda que nós não saibamos disso, que tenhamos adquirido o hábito de ver o Espírito Santo como uma emanação que flui do Pai e do Filho, mas não como sendo Ele mesmo realmente uma pessoa. Eu sei que não é fácil levar em nossas mentes a idéia do Espírito Santo como uma pessoa. Eu posso pensar sobre o Pai como uma pessoa, porque Seus atos são de modo a que eu possa compreender. Eu o vejo pendurar o mundo no éter; eu o contemplo enfaixando em fraldas um mar recém nascido, com faixas de trevas; eu sei que foi Ele quem formou as gotas do granizo, quem levou por frente as estrelas pelos seus exércitos, e as chamou pelos seus nomes; eu posso concebê-lo como uma pessoa porque eu contemplo o que Ele opera. Eu posso dar conta de que Jesus, o Filho do Homem, é uma pessoa real, porque Ele é osso dos meus ossos e carne da minha carne.

Não é preciso estender por demais a imaginação para retratar o recém nascido em Belém, ou contemplar o “Varão de Dores conhecendo a tristeza,” do rei dos mártires, como Ele foi perseguido no pátio de Pilatos, ou pregado no maldito madeiro pelos nossos pecados. Nem encontro dificuldade às vezes em visualizar a pessoa do meu Jesus sentado em seu trono no céu; ou cingido de nuvens e usando o diadema de toda a criação, chamando a terra para julgamento, e convocando-nos para recebermos nossa sentença final. Mas quando eu tenho que tratar com o Espírito Santo, suas operações são tão misteriosas, Seus feitos são tão secretos, Seus atos são tão distantes de qualquer coisa que tenha sentido, e do corpo, que eu não posso tão facilmente alcançar a idéia de Ele ser uma pessoa; mas uma pessoa Ele é. Deus Espírito Santo não é uma influência, uma emanação, uma corrente de alguma coisa fluindo do Pai; mas Ele é uma pessoa tão real como o Deus Filho ou Deus Pai. Eu tentarei um pouco nessa manhã estabelecer a doutrina, e mostrar-lhes a verdade dela – que Deus o Espírito Santo é na verdade uma pessoa.

A primeira prova nós vamos coletar na piscina do santo batismo. Deixe-me mergulhá-lo, como tenho mergulhado outros, na piscina, agora velada, mas que eu desejaria que estivesse sempre aberta aos olhos de vocês. Deixe-me levá-los à fonte batismal onde os crentes põe sobre si o nome do Senhor Jesus, e você me ouvirá pronunciar as solenes palavras: “Eu te batizo em nome do Pai”, - marque , “no nome” não nomes –“do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” Qualquer um que seja batizado pela verdadeira forma registrada nas Escrituras, tem que ser um Trinitariano: de outro modo o seu batismo é uma farsa e uma mentira, e ele próprio é achado um enganador e um hipócrita diante de Deus. Como o Pai é mencionado, como o Filho é mencionado também o é o Espírito Santo; e o todo é somado como uma Trindade em unidade, mas como já foi dito, não os nomes, mas o “nome”, o glorioso nome, o nome de Jeová “do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. Deixe-me lembrar-lhes que a mesma coisa acontece cada vez que vocês se dispersam dessa casa de oração. Ao pronunciar a benção solene de encerramento nós invocamos em vosso benefício, o amor de Jesus Cristo, a graça do Pai, e a comunhão do Espírito Santo; e assim, de acordo com a maneira apostólica, nós fazemos uma manifesta distinção entre as pessoas, mostrando que nós acreditamos que o Pai é uma pessoa, que o Filho é uma pessoa e que o Espírito Santo é uma pessoa. Se não houvessem outras provas nas Escrituras, eu penso que essas seriam suficientes para qualquer homem sensato. Ele veria que se o Espírito Santo fosse uma mera influência, não seria mencionado em conjunção com dois a quem nós confessamos serem pessoas próprias e verdadeiras.

Um segundo argumento se levanta do fato de que o Espírito Santo tem feito diferentes aparições sobre a terra. O Grande Espírito tem se manifestado ao homem: Ele tem tomado uma forma, assim que, conquanto Ele não tenha sido contemplado pelos homens mortais, Ele tem assim velado na aparência em que Ele tem sido visto, tanto quanto aquela aparência estava ligada, pelos olhos de todos que o contemplassem. Você vê Jesus Cristo Nosso Salvador? Há o rio Jordão, com seus barrancos em rampa e seus graciosos salgueiros na sua margem. Jesus Cristo, o Filho de Deus, desce até a corrente de água, e o Santo João Batista, o mergulha nas ondas. As portas do céu estão abertas; uma miraculosa aparição se apresenta; uma forte luz brilhou do céu, mais brilhante que o sol em toda a sua grandeza, e descendo em uma torrente de glória vem alguma coisa que vocês reconhecem como sendo uma pomba. Ela pousa em Jesus – ela senta sobre Sua sagrada cabeça, e como os antigos pintores punham um halo em volta da testa de Jesus, assim o Espírito Santo derramou uma resplandecência em volta da face daquele que veio cumprir toda a justiça e, portanto, começar com a ordenança do batismo. O Espírito Santo foi visto como uma pomba, para marcar Sua pureza e Sua gentileza, e Ele desceu como uma pomba para mostrar que é somente do céu que Ele desce. Essa não é a única vez em que o Espírito Santo se manifestou em uma forma visível. Veja aquele agrupamento de discípulos juntos em um cenáculo; eles estão esperando por alguma benção prometida, e paulatinamente ela virá. Oh! Há o som de um forte vento; ele enche toda a casa onde eles estão sentados; e atônitos eles olham à sua volta, imaginando o que vai acontecer em seguida. Logo aparece uma forte luz, brilhando sobre a cabeça de cada um deles: línguas de fogo pousam sobre as suas cabeças. O que eram essas maravilhosas aparições de vento e labaredas senão uma demonstração do Espírito Santo em Sua própria pessoa? Eu digo que o fato de uma aparição manifesta que Ele tem que ser uma pessoa. Uma influência não pode aparecer – um atributo não pode aparecer: nós não podemos ver atributos – nós não podemos contemplar influências. O Espírito Santo, portanto, tem que ser uma pessoa; uma vez que Ele foi visto por olhos mortais, e desceu à percepção da compreensão mortal.

Outra prova vem do fato de que, nas Escrituras, qualidades pessoais são atribuídas ao Espírito Santo. Primeiro deixe-me ler para vocês um texto no qual é dito que o Espírito Santo tem.  Na 1ª Epístola aos Coríntios, capítulo 2:9 você lê: “Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam. Mas Deus no-lo revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus. Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito que nele está? Assim, também as coisas de Deus, ninguém as conhece, senão o Espírito de Deus”. Aqui você vê um entendimento – um poder de conhecimento é atribuído ao Espírito Santo. Agora, se existem aqui algumas pessoas cujas mentes são de tão absurda compleição que eles deveriam atribuir uma qualidade a uma outra pessoa, e se falaria de uma mera influência tendo entendimento, então eu abandono to do o argumento. Mas eu acredito que todo o homem racional irá admitir, que quando se diz que alguma coisa tem entendimento, ela tem que ter uma existência – ela tem que de fato ser uma pessoa. No capítulo 12 versículo 11 da mesma Epístola, você vai encontrar uma atribuída ao Espírito Santo. “Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas essas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente”. Portanto está claro que o Espírito Santo tem uma vontade. Ele não vem de Deus simplesmente na vontade de Deus, mas Ele tem uma vontade própria dEle mesmo, que é a de sempre guardar a do infinito Jeová, mas é, contudo, distinta e separada; portanto eu digo que Ele é uma pessoa. Em outro texto, é atribuído ao Espírito Santo, e poder é uma coisa que só pode ser atribuído a uma existência. Em Romanos 15: 13 está escrito: “E o Deus da esperança vos encha de todo gozo e paz no vosso crer, para que sejais ricos de esperança no poder do Espírito Santo.” Eu não preciso insistir sobre isso, porque é auto evidente, que onde quer que você encontre entendimento, vontade e poder, você deve encontrar também uma existência; não pode ser um mero atributo, não pode ser uma metáfora, não pode ser uma influência personificada; mas tem que ser uma pessoa.

Mas eu tenho uma prova que, talvez, lhes dirá mais que qualquer outra. Atos e necessidades são atribuídos ao Espírito Santo; portanto Ele te que ser uma pessoa. Você lê no primeiro capítulo do Livro de Gênesis, que o Espírito pairava sobre a terra, quando tudo era ainda desordem e confusão. Esse mundo já foi uma massa de matéria caótica, não havia ordem; era como o vale das trevas e da sombra da morte. Deus o Espírito Santo abriu as Suas asas sobre a terra; semeou nela as sementes da vida; os germes dos quais todos os seres nasceram foram implantados por Ele; Ele impregnou a terra de modo que ela se tornou capaz para a vida. Agora, só pode ter sido uma pessoa que pôs ordem na confusão: tem que ter sido uma existência que pairava sobre esse mundo e fez dele o que ele é agora. Mas nós não lemos nas Escrituras alguma coisa mais do Espírito Santo? Sim, nos disseram que “santos homens do passado falavam na medida em que eram movidos pelo Espírito Santo.” Quando Moisés escreveu o Pentateuco, o Espírito Santo moveu a sua mão; quando Davi escrevia os Salmos, e dedilhava doce música em sua harpa, era o Espírito Santo quem dava aos seus dedos aqueles movimentos angelicais; quando Salomão derramava de seus lábios as palavras dos provérbios da sabedoria, ou quando ele versejava os Cânticos do amor, era o Espírito Santo que dava a ele palavras de conhecimento e hinos de causar êxtase.

Ah! E que fogo foi aquele que tocou os lábios do eloqüente Isaías? Que mão foi aquela que veio sobre Daniel? E que poder era aquele que fez Jeremias tão queixoso em sua profunda tristeza? E que foi aquilo que deu asas a Ezequiel, e o fez como uma águia, subir para mistérios muito altos, e ver o poderoso desconhecido além do nosso alcance? Quem foi que fez de Amós o vaqueiro um profeta? Quem ensinou o rude Ageu a pronunciar suas sentenças trovejantes? Quem mostrou a Habacuque os cavalos de Jeová marchando através das águas? Ou quem acendeu a chamejante eloqüência de Naum? Quem fez Malaquias encerrar o seu livro com o sussurro da palavra maldição? Quem foi, em cada um desses casos, a não ser o Espírito Santo? E não seria necessário ser uma pessoa quem falou nessas e através dessas antigas testemunhas? Nós temos que acreditar. Nós não podemos evitar de acreditar, quando nós lemos que “homens santos da antiguidade falavam na medida em que eles eram movidos pelo Espírito Santo.”

E quando foi que Espírito Santo deixou de ter influência sobre o homem? Nós descobrimos que Ele ainda trabalha com Seus ministros e com todos os Seus santos. Abra em Atos e você vai encontrar o que o Espírito Santo disse: “Separem-me Paulo e Barnabé para a obra.” Eu nunca ouvi falar de um atributo dizendo tal coisa. O Espírito Santo disse a Pedro: “Vá ao Centurião, e ao que eu purifiquei não chames de coisa imunda.” O Espírito Santo levou embora Felipe depois de ter ele batizado o eunuco, e o carregou para outro lugar; e o Espírito Santo disse a Paulo: “tu não irás àquela cidade, mas tornarás para uma outra.” E nós sabemos que Ananias e Safira mentiram ao Espírito Santo, quando lhes foi dito: “Vós não mentiste para homens, mas para Deus.”

Novamente, o poder que sentimos todos os dias, que somos chamados a pregar – aquele encanto maravilhoso que torna os nossos lábios tão potentes – aquele poder que nos dá pensamentos que são como aves vindas de uma região distante, não as naturais da nossa alma – aquela influência que eu sinto de modo estranho, que se não me dá poesia e eloqüência, me dá um poder que nunca antes eu senti, e me eleva acima dos meus semelhantes – aquela majestade com a qual ele veste seus ministros, até no meio da batalha eles gritam ahá! Como o cavalo de guerra de Jó, e se movem como leviatãs na água – aquele poder que nos dá força sobre os homens, e faz com que eles se sentem e ouçam como se seus ouvidos estivessem acorrentados, como se eles estivessem encantados pelo poder de alguma varinha mágica – esse poder tem que vir de uma pessoa; ele tem que vir do Espírito Santo.

Mas as Escrituras não dizem, e nós não sentimos, queridos irmãos, que é o Espírito Santo quem regenera a alma? É o Espírito Santo que nos estimula. “E a vós, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão de vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos”. Colossenses 2:13. É o Espírito Santo quem distribui o primeiro germe de vida, nos convencendo do pecado, da justiça e julgamento que virão. E não é o Espírito Santo que, depois que a chama é acendida, ainda assopra com o alento da Sua boca e a mantém viva? Seu autor é Seu mantenedor. Oh! Pode-se dizer que é o Espírito Santo quem luta dentro da alma dos homens; que é o Espírito Santo quem os traz para dentro do lugar de delícias que é o Calvário – pode-se dizer que Ele faz todas essas coisas, e ainda não é uma pessoa? Pode-se dizer, mas tem que ser dito por tolos; porque nunca pode ser considerado um homem sábio aquele que considerar essas coisas possíveis de serem realizadas por outra senão uma pessoa gloriosa – uma Divina existência.

Permitam-me lhes dar mais uma prova, e eu darei por terminado. Certos sentimentos são atribuídos ao Espírito Santo, que só podem ser compreendidos somente sobre a suposição de que Ele seja realmente uma pessoa. No 4º capítulo de Efésios, versículo 30, diz que o Espírito Santo pode ser entristecido: “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual foste selado para o dia da redenção”. Em Isaías, capítulo 63, versículo 10, diz que o Espírito Santo pode ser envergonhado: “Mas eles foram rebeldes e contristaram o seu Santo Espírito, pelo que se lhes tornou em inimigo e ele mesmo pelejou contra eles”. Em Atos capítulo 7, versículo 51, se lê que o Espírito Santo pode ser resistido: “Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis”. E no 5º capítulo, versículo 9, do mesmo livro, você vai encontrar que o Espírito Santo pode ser tentado. Nós somos informados que Pedro disse a Ananias e Safira: “Porque entraste em acordo para tentar o Espírito do Senhor?” Agora, essas coisas não poderiam ser emoções para serem atribuídas a uma qualidade ou emanação; elas têm que ser entendidas como relacionadas a uma pessoa; uma influência não pode ser entristecida, tem que ser uma pessoa para que possa ser entristecida, contristada ou resistida.

E agora, queridos irmãos, eu acho que tendo estabelecido por completo a questão da personalidade do Espírito Santo; permitam-me agora, com a maior seriedade, imprimir sobre vocês a absoluta necessidade de estar firmes na doutrina da Trindade. Eu conheci um homem, ele é agora um bom ministro de Jesus Cristo, e acredito que ele o era antes de ter virado os olhos para a heresia – ele começou a duvidar da gloriosa divindade do nosso bendito Senhor, e por anos ele pregou a doutrina heterodoxa, até que um dia aconteceu de ele ouvir pregando um velho ministro muito excêntrico sobre o texto, “Mas ali, o nos será grandioso, fará as vezes de rios e correntes largas; barco de remo nenhum passará por eles, navio grande por eles não navegará. Seu cordame está solto; eles não podem bem firmar o mastro, eles não podem abrir as velas”. “Agora”, disse o velho ministro, “vocês abandonem a Trindade, e o seu cordame estará solto, vocês não podem firmar os seus mastros. Uma vez abandonada a doutrina das três pessoas, o cordame todo se foi; seu mastro, que devia ser um suporte para sua embarcação, é um esqueleto descalcificado, e treme”. Um Evangelho sem a Trindade! É uma pirâmide construída sobre o seu pico. Um Evangelho sem a Trindade! É uma corda de areia que não pode se sustentar. Um Evangelho sem a Trindade! Então certamente, Satã pode derrotá-lo. Mas dê-me um Evangelho com a Trindade, e o poder do inferno não poderá prevalecer contra ele; nenhum homem poderá despedaçá-lo mais do que uma bolha dividir uma pedra, ou uma pluma dividir ao meio uma montanha. Apegue-se a o pensamento das três pessoas, e você terá a medula de toda a Divindade. Apenas conheça o Pai, e conheça o filho e conheça o Espírito Santo como sendo um e todas as coisas parecerão claras. Essa é a chave de ouro para os segredos da natureza; esse é o fio de seda para os labirintos do mistério, e quem compreende isso, cedo compreenderá tanto quanto aos mortais é dado saber.

II. Agora para nosso segundo tópico é– a ação unida na obra da nossa salvação. Olhe para esse texto, e você vai encontrar todas as três pessoas mencionadas. “Eu” – que é o filho – “orarei ao Pai, e Ele lhes dará um outro Consolador.” Aí estão três pessoas mencionadas, todas elas fazendo alguma coisa para a nossa salvação. “Eu orarei,” diz o Filho. “Eu enviarei,” diz o Pai. “Eu consolarei,” diz o Espírito Santo.

Agora vamos por uns poucos momentos discorrer sobre esse tema maravilhoso – a unidade das três pessoas com vistas ao grande propósito da salvação dos eleitos. Quando Deus no início criou o homem, ele disse: “o homem,” e não fazer, mas, “Façamos o homem à nossa semelhança e imagem.” Eloim em aliança, disse um ao outro, “tornemo-nos de maneira unida o criador o homem.” Portanto, em antiguidades a muito passadas, na eternidade, eles disseram, “Vamos salvar o homem,” não foi o Pai quem disse, “ salvar o homem, mas as três pessoas conjuntamente disseram, em um consenso, “ salvar o homem.” Para mim é uma fonte de doce conforto pensar que não é uma pessoa da Trindade que está engajada com a minha salvação; e não é simplesmente uma pessoa da Divindade que promete que vai me redimir; mas é um glorioso trio de Pessoas, e os três declaram, de maneira unida, “ vamos salvar o homem.”
Agora, observe aqui que se fala de cada pessoa como desempenhando um papel separado. “Eu orarei,” diz o Filho; isso é intercessão. “Eu enviarei,” diz o Pai, isso é doação. “Eu confortarei,” diz o Espírito Santo; isso é influência sobrenatural. Oh! Se fosse possível para nós vermos as três pessoas da Trindade, contemplaríamos um deles diante do trono, com as mãos estendidas, clamando dia e noite: “Oh! Senhor, até quando?” Veríamos alguém cingido de Urim e Tumim, pedras preciosas, nas quais estão escritos os doze nomes das tribos de Israel; nós O contemplaríamos, clamando ao seu Pai: “Não se esqueça das suas promessas, não se esqueça da sua aliança;” nós o ouviríamos fazer menção das nossas mágoas, e continuar falando das nossas tristezas e em nosso benefício, porque Ele é o nosso intercessor. E nós poderíamos contemplar o Pai, e não O veríamos como um desinteressado e indolente espectador da intercessão do Filho, mas O veríamos de ouvidos atentos, ouvindo cada palavra de Jesus e concedendo cada petição. Onde está o Espírito Santo enquanto isso? Ele está deitado, sem fazer nada? Ah! Não! Está flutuando sobre a Terra, e quando Ele vê uma alma desgastada, ele diz: “Venha a Jesus que Ele lhe dará descanso;” quando Ele contempla um olhar cheio de lágrimas, Ele enxuga as lágrimas, e alerta o que chora a buscar conforto na cruz; quando Ele vê o crente jogado pela tempestade, Ele toma a proteção de Sua alma e fala a palavra de consolação; Ele ajuda o de coração quebrado, e sara as suas feridas; e, sempre em Sua missão de misericórdia, Ele voa em volta do mundo, estando presente em todos os lugares. Veja como as três pessoas trabalham juntas. Portanto não diga: “Eu sou grato ao Filho”- tal como deveria ser, mas Deus o Filho não salva você mais que Deus o Pai. Não imagine que Deus o Pai é um grande tirano, e que Deus o Filho teve que morrer para torná-lo misericordioso. Não foi para fazer o amor do Pai para com o seu povo.

Oh! Não! Um ama tanto quanto o outro; os três estão trabalhando em conjunto no grande propósito de resgatar os eleitos da condenação. Mas você deve notar outra coisa no texto que mostrará a abençoada unidade dos três – as promessas de uma pessoa pelas outras. O Filho diz: “Eu orarei ao Pai.” “Muito bem,” os discípulos podem ter dito, “nós podemos crer em você para isso.” “E ele lhes enviará.” Você vê, aqui está o Filho sinalizando uma ligação no nome do Pai. “Ele lhes enviará um outro Consolador.” Há uma ligação que diz respeito ao Espírito Santo também. “E ele habitará para sempre convosco.” Uma pessoa fala pela outra, e como poderiam, se existisse qualquer desentendimento entre elas? Se um quer salvar, e o outro não, eles não poderiam prometer pelo outro. Mas a tudo que o Filho disser, o Pai dá ouvidos; qualquer coisa que o Pai promete, o Espírito Santo opera; e, qualquer coisa que o Espírito Santo injeta na alma, isso o Deus Pai cumpre. Portanto, os três juntos mutuamente prometem um em nome do outro. Existe uma ligação com três nomes apensos – Pai, Filho e Espírito Santo. Por três coisas imutáveis, bem como por duas, o cristão está em segurança além do alcance morte e do inferno. Uma Trindade de seguranças, porque existe uma Trindade de Deus.

III. Nosso terceiro tópico é a habitação do Espírito Santo nos crentes. Agora amados, essas duas primeiras coisas têm sido assunto de pura doutrina; esse é o assunto de experiência. A habitação do Espírito Santo é um assunto tão profundo, e assim tendo a ver com interior do homem, que nem uma alma estará verdadeira e realmente capacitada a compreender o que eu digo, a menos que ela tenha sido ensinada por Deus. Eu tenho ouvido de um velho ministro, que disse a um amigo de uma das Faculdades de Cambridge, que ele compreendia uma língua que nunca tinha aprendido na vida. “Eu não tenho,” ele disse “sequer o mais superficial conhecimento de grego, e não sei latim, mas graças a Deus, eu posso falar a língua de Canaã, e isso é mais do que você pode”. Portanto amados, agora eu terei que falar um pouco da língua de Canaã. Se você não puder me compreender, eu tenho muito medo de que seja porque você não seja da linhagem Israelita; você não seja um filho de Deus, nem um herdeiro do reino dos céus.

O texto nos diz que Jesus mandaria outro Consolador, que habitaria nos santos para sempre; que habitaria com eles, e estaria neles. O velho Inácio, o mártir, costumava chamar a si mesmo de Teóforo, ou o que carrega Deus, “porque,” ele dizia, “Eu carrego comigo por onde vou o Espírito Santo.” E verdadeiramente, cada cristão é um transportador de Deus. “Não sabeis que sois o templo do Espírito Santo? Porque ele habita em vos?” Não é cristão o homem que não é objeto da habitação do Espírito Santo; ele pode falar bem, ele pode entender de teologia, ser um firme Calvinista; ele será um filho da natureza finamente vestido, mas não o filho da vida. Ele pode ser um homem de um profundo intelecto, uma alma tão gigantesca, uma mente tão compreensiva, grande imaginação, que ele pode mergulhar em todos os segredos da natureza, pode conhecer caminhos que os olhos da águia não viram, e ir a profundezas onde o comum dos mortais não alcança, mas ele não será um cristão com toda a sua sabedoria. Ele não será um filho de Deus com todas as suas buscas, a menos que ele compreenda o que é ter o Espírito Santo habitando nele e permanecendo nele; sim, e isso para sempre.
 
Algumas pessoas chamam a isso de fanatismo, e eles dizem: “Você é um Quaker; porque não segue George Fox?” Bem, nós não devíamos nos importar muito com isso: nós deveríamos seguir qualquer um que seguisse o Espírito Santo. Mesmo ele, com todas as suas excentricidades, eu não duvido, era em muitos casos, verdadeiramente inspirado pelo Espírito Santo; e seja quando for que eu encontre um homem em quem está o Espírito de Deus, o Espírito dentro de mim dá pulos para ouvir  Espírito dentro dele, e nós sentimos que somos um. O Espírito de Deus na alma de um cristão reconhece o Espírito em outra. Eu recordo a conversa com um bom homem, como eu acreditava que ele fosse, que estava insistindo que era impossível para nós saber se tínhamos o Espírito Santo dentro de nós ou não. Eu gostaria que ele estivesse aqui nessa manhã, porque eu iria ler este versículo para ele: “Mas vós o conheceis, porque ele habita convosco, e estará em vós”. Ah! Você pensa que não pode dizer se tem ou não o Espírito Santo. Eu posso dizer se estou vivo ou não? Se eu fosse tocado pela eletricidade, poderia contar se fui ou não? Eu acho que sim; o choque seria forte o suficiente para me fazer saber onde eu estava. Assim, se eu tenho Deus dentro de mim – eu tenho a Divindade habitando o tabernáculo do meu coração. Se eu tenho Deus o Espírito Santo descasando no meu coração, e fazendo do meu corpo um templo, você acha que eu vou saber disso? Chame isso de fanatismo se quiser, mas eu acredito que existem alguns de nós que sabem o que é estar sempre, ou geralmente, sob a influência do Espírito Santo – sempre em um sentido, geralmente em outro. Quando temos dificuldades nós pedimos a direção do Espírito Santo. Quando não compreendemos uma porção das Sagradas Escrituras, nós pedimos a Deus o Espírito Santo para brilhar sobre nós. Quando estamos deprimidos o Espírito Santo nos conforta. Nós não podemos dizer o que o maravilhoso poder da habitação do Espírito Santo é; como ele puxa para trás a mão do santo quando vai tocar a coisa proibida; como ele o prontifica para fazer uma aliança com seus olhos; como ele amarra os seus pés, para que eles não caiam em um caminho escorregadio; como ele retém o seu coração, e o guarda da tentação. Ah! Sim! Quem nada sabe sobre a habitação do Espírito Santo, não a despreze. Oh! Não despreze o Espírito Santo, porque esse é o pecado que não tem perdão. “Aquele que falar uma palavra contra o Filho do Homem, será perdoado, mas aquele que falar contra o Espírito Santo, nunca será perdoado, nem nessa vida nem na vindoura”. Assim diz a Palavra de Deus. Portanto tremei, para que em nada desprezemos as influências do Espírito Santo.

Mas antes de fechar esse tópico, existe uma expressão que me agrada muito, que é “para sempre.” Você sabia que eu não me esqueceria dela; você sabia que eu não podia deixar passar sem observação. “Habitar para sempre convosco”. Eu gostaria de ter um arminiano aqui para finalizar o meu sermão. Eu fantasio que o vejo com essa expressão “para sempre”. Ele diria, “para – para sempre”; ele iria gaguejar e engasgar;
porque ele não poderia entender de imediato. Ele poderia ficar em pé e dar voltas com ela, e por último teria de dizer: “A tradução está errada”. E eu suponho que o pobre homem teria que provar que o original também estava errado. Ah! Mas bendito seja Deus porque nós podemos ler: “Ele habitará convosco para sempre”. Uma vez que me tenha sido dado o Espírito Santo, e eu nunca o perderei, até que “para sempre” tenha se transcorrido; até que a eternidade tenha dado suas infindáveis voltas.

IV. Agora temos que olhar de perto uma breve afirmação sobre a razão pela qual o mundo rejeita o Espírito Santo. Está dito, “A quem o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece”. Você sabe o que às vezes se quer dizer com “o mundo” – aqueles de quem Deus em sua maravilhosa soberania passou por cima quando escolheu o Seu povo: os preteridos; aqueles de quem Deus passou por cima em Sua maravilhosa preterição – não os réprobos que foram condenados a danação por algum decreto medonho; mas aqueles passados por cima por Deus quando Ele separou os Seus eleitos. Esses não podem receber o Espírito. Novamente, isso significa que todos que estão em um estado carnal, não estão capacitados a procurar por si mesmos essa divina influência; e, assim isso é verdade, “A quem o mundo não pode receber”. O mundo não regenerado de pecadores despreza o Espírito Santo, “porque não o vê”. Sim, eu acredito que esse é o grande segredo porque muitos riem da idéia da existência do Espírito Santo – porque eles não o vêem. Você diz ao mundano: “Eu tenho o Espírito Santo dentro de mim”. Ele diz: “Eu não estou vendo”. Ele quer que seja alguma coisa tangível – uma coisa que ele possa reconhecer com os seus sentidos. Você já ouviu o argumento usado por um velho e bom cristão contra um médico descrente? O médico disse que não existe alma, “Você alguma vez já viu uma alma?” “Não”, disse o cristão. “Você alguma vez já ouviu uma alma?” “Não”. “Você alguma vez já cheirou uma alma?” “Não”. “Você alguma vez já provou o gosto de uma alma?”

“Não”. “Você alguma vez já sentiu uma alma?” “Sim”. Disse o homem –“eu sinto que tenho uma dentro de mim”. “Bem”, disse o médico, “são quatro sentidos contra um; você só tem um do seu lado.” “Muito bem”, disse o Cristão, “Você alguma vez já viu uma dor?” “Não”. “Você alguma vez já ouviu uma dor?” “Não”. “Você alguma vez já cheirou uma dor?” “Não”. “Você alguma vez já provou o gosto de uma dor?” “Não”. “Você alguma vez já sentiu uma dor?” “Sim”. “E isso é bem suficiente, eu suponho, para provar que a dor existe?” “Sim”. Portanto a pessoa do mundo diz que não há Espírito Santo porque ele não pode vê-lo. Bem, mas nós o sentimos. Você diz que isso é fanatismo, e que nós nunca O sentimos. Suponha que você me diga que mel é amargo, eu respondo, “Não, eu tenho certeza de que você não pode ter provado do mel; prove e experimente”. Assim é com o Espírito Santo; se você não fez mais do que sentir a Sua influência, você não devia mais dizer que não existe o Espírito Santo, porque você não pode vê-lo. Não existem muitas coisas, mesmo na natureza, que nós não podemos ver? Alguma vez você já viu o vento? Não; mas você sabe que existe o vento e você contempla o furacão jogando as ondas para todos os lados, e pondo abaixo as moradias dos homens; ou quando, no agradável zéfiro da tarde, ele beija as flores, e faz as gotas de orvalho se pendurarem como tiaras de pérolas em volta das rosas. Você já viu a eletricidade? Não; mas você sabe que tal coisa existe, porque ela viaja pelos fios por milhares de milhas, e leva as nossas mensagens; ainda que você não possa ver a coisa propriamente dita, você sabe que tal coisa existe. Portanto você precisa acreditar que existe o Espírito Santo trabalhando em nós, tanto para querer como para fazer, mesmo que esteja além dos nossos sentidos.

Mas a última razão pela qual os homens do mundo riem da doutrina do Espírito Santo, é, porque eles não O conhecem. Se eles O conhecessem por experiência vivida em seus próprios corações e se eles reconhecessem a Sua ação na alma; se eles alguma vez tivessem sido tocados por Ele; se eles tivessem sido feitos para tremer sob o sentimento do pecado; se eles tivessem os seus corações derretidos, eles nunca teriam duvidado da existência do Espírito Santo.

E agora amados, ele diz: “Ele habitará convosco, e estará em vós”. Vamos encerrar com essa doce lembrança – o Espírito Santo habita em todos os crentes e estará com eles. Uma palavra de comentário e advertência aos santos de Deus, e aos pecadores, e eu terei terminado. Santos do Senhor! Nessa manhã vocês ouviram que Deus o Espírito Santo é uma pessoa; vocês tiveram isso provado para as vossas almas. E o que segue após isso? Segue-se quão intensamente você deveria estar em oração Espírito Santo, bem como o Espírito Santo. Deixe-me dizer que isso é uma inferência que você deveria elevar as suas orações ao Espírito Santo: que você devia clamar seriamente a Ele; porque Ele é capaz de fazer abundante-mente acima de tudo que você possa falar ou pensar. Veja essa massa de gente.
O que é convertê-la? Vê essa multidão? Quem faz minha influência permear através da massa? Você sabe que esse lugar agora tem uma poderosa influência, e, se Deus nos abençoar, haverá uma influência não apenas sobre essa cidade, mas sobre toda a Inglaterra; porque agora nós empregamos a imprensa bem como o púlpito; e certamente, eu diria, antes do fim do ano, mais de duzentos mil das minhas produções estarão espalhados pela nação – palavras pronunciadas pelos meus lábios, ou escritas com a minha pena. Mas como pode essa influência ser traduzida para o bem? Como será a glória de Deus promovida por ela? Somente por incessante oração para o Espírito Santo; por constante clamor da descida da influência do Espírito Santo sobre nós; nós queremos que Ele pouse sobre cada página que é impressa, e sobre cada palavra que é pronunciada. Vamos então ser duplamente sinceros ao suplicar ao Espírito Santo, para que Ele venha e seja o Senhor dos nossos trabalhos; que a igreja inteira no sentido mais amplo possa ser revivida dessa maneira, e não apenas nós mesmos, mas o mundo todo partilhar os benefícios.

E então, aos sem Deus, eu tenho essa palavra de encerramento a dizer. Seja sempre cuidadoso em como falar do Espírito Santo. Eu não sei o que é o pecado que não tem perdão, e eu não imagino que qualquer homem possa entender isso; mas é alguma coisa mais ou menos assim: “Aquele que falar uma palavra contra o Espírito Santo, nunca será perdoado”. Eu não sei o que isso quer dizer; cuidado com seus passos! Existe perigo; há um buraco que a nossa ignorância cobriu com areia; cuidado com seus passos! Você pode estar nele antes da próxima hora. Se existe um conflito em seu coração hoje, talvez você vá a algum bar para esquecer. Talvez exista alguma voz falando na sua alma, e você a empurre para longe. Eu não digo que você estará resistindo o Espírito Santo, e cometendo o pecado imperdoável; mas, é mais ou menos por aí. Seja muito cuidadoso. Oh!, não existe na terra um crime tão negro como o crime contra o Espírito Santo! Você pode blasfemar do Pai, e será condenado por isso, a menos que se arrependa; você pode blasfemar contra o Filho e o inferno será a sua porção, a menos que seja perdoado; mas blasfeme contra o Espírito Santo, e assim diz o Senhor: “Não haverá perdão, nem neste mundo nem no que está por vir”. Eu não posso lhes dizer o que é; eu não declaro que compreendo; mas isso está aí. É o sinal de perigo; pare! Homem, pare! Se você tem desprezado o Espírito Santo – se você tem rido de Suas revelações, e depreciado o que os cristãos chamam de Sua influência, eu lhes imploro, parem! Nessa manhã deliberem seriamente. Talvez alguns de vocês tenham realmente cometido o pecado imperdoável; pare! Deixe que o medo o faça parar; sente-se. Não saia dirigindo tão loucamente como já fez, Jeú! Oh! Moderem as suas rédeas! Vocês que são tão dissolutos no pecado – vocês que têm pronunciado palavras tão duras contra a Trindade, parem! Ah! Isso faz todos nós pararmos. Faz todos nós nos movermos e dizer, “Será que eu também não fiz isso?” Vamos pensar nisso; e não sufoquemos em nenhum momento as palavras ou os atos de Deus, o Espírito Santo.

Sermão
(nº. 4)
Pronunciado à 21 de janeiro de 1855, Dia do Senhor, pela manhã pelo
Rev. C. H. Spurgeon
na New Park Street Chapel, em Southwark (Inglaterra)
________
Tradução: Claudino Marra Jr.

O Princípio e o Fim - Jonathan Edwards

  


Uma vez que Deus é chamado com tanta freqüência de último e de fim, bem como de princípio e primeiro, fica implícito que ele é a causa primária e eficiente58 e a fonte da qual todas as coisas se originam; assim, ele é a causa última e terminante para a qual elas foram feitas; o ponto final para onde todas elas convergem. Esse parece o significado mais natural dessas expressões e é confirmado por outras passagens paralelas, como Romanos 11.36 ("Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas"). Colossenses 1.16 ("pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele"). Hebreus 2.10 ("Porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as coisas existem") e Provérbios 16.4 que diz claramente: "O SENHOR fez todas as coisas para determinados fins".

Também se pode observar o modo pelo qual Deus é retratado como o último, para o qual e pelo qual todas as coisas existem. As Escrituras mostram claramente que essa maneira é oportuna [isto é, apropriada] e adequada, uma ramificação da sua glória; uma prerrogativa que convém a um Ser grande, infinito e eterno; algo próprio da dignidade daquele que está infinitamente acima de todos os outros seres, que é a origem de todas as coisas, do qual todas as coisas consistem e, em comparação com o qual todas as outras coisas são nada.

Falsos Profetas – João Calvino

  


Espíritos sedutores... (1Tm 4.1) Ele está se referindo a profetas ou mestres, aplicando-lhes esse título porque se vangloriavam de possuir o Espírito, e ao procederem assim estavam causando impressão sobre o povo. Em geral, é deveras verdade que todas as classes de pessoas falam da inspiração de um espírito, mas não o mesmo espírito que inspira a todos. Pois às vezes Satanás passa por espírito mentiroso na boca dos falsos profetas, com o fim de iludir os incrédulos que merecem ser enganados [1 Rs 22.21-23]. Mas todos quantos atribuem a Cristo a devida honra falam pelo Espírito de Deus, no dizer de Paulo [1 Co 12.3]. Esse modo de expressar-se teve sua origem na reivindicação feita pelos servos de Deus, a saber, que todos os seus pronun¬ciamentos públicos lhes vieram por revelação do Espírito; e, visto que eram os instrumentos do Espírito, lhes foi atribuído o nome do Espírito. Mais tarde, porém, os ministros de Satanás, através de uma falsa imitação, como fazem os símios, começaram a fazer a mesma reivindicação em seu favor, e da mesma forma falsamente assumiram o mesmo nome. Eis a razão por que João diz: "provai os espíritos, se realmente procedem de Deus" [1 Jo 4.1].

Além do mais, Paulo explica o que quis dizer, acrescentando: e doutrinas de demônios, o que equivale dizer: "atentando para os falsos profetas e suas doutrinas diabólicas". Uma vez mais digamos que isso não constitui um erro de somenos importância ou algo que deva ser dissimulado, quando as consciências dos homens são constrangidas por invenções humanas, ao mesmo tempo que o culto divino é pervertido.

Pela hipocrisia, falam mentiras.(v.2)  Se esta frase for considerada como uma referência aos demônios, então falar mentiras será uma referência aos seres humanos que falam falsamente pela inspiração do diabo. Mas é possível substituí-la por: "através da hipocrisia dos homens que falam mentiras". Evocando um exemplo particular, ele diz que falam mentiras hipocritamente, e são marcados com ferretes em sua consciência. E devemos observar que essas duas coisas se relacionam intimamente, e que a primeira flui da segunda. As más consciências que são marcadas com o ferrete de seus maus feitos lançam mão da hipocrisia como um refúgio seguro, a saber, engendram pretensões hipócritas com o fim de embaralhar os olhos de Deus. Aliás, esse é o mesmo expediente usado por aqueles que tentam agradar a Deus com ilusórias observâncias externas.

E assim, a palavra hipocrisia deve ser entendida em relação ao presente contexto. Ela deve ser considerada primeiramente em relação à doutrina, e significando que gênero de doutrina é esse que substitui o culto espiritual de Deus por gesticulações corporais, e assim adultera sua genuína pureza, e então inclui todos os métodos inventados pelos homens para apaziguar a Deus ou obter seu favor. Seu significado pode ser assim sumariado: em primeiro lugar, que todos os que introduzem uma santidade forjada estão agindo em imitação ao diabo, porquanto Deus jamais é adorado corretamente através de meros ritos externos. Os verdadeiros adoradores "o adorarão em espírito e em verdade" [Jo 4.24]. E, em segundo lugar, que esse culto externo é uma medicina inútil por meio da qual os hipócritas tentam mitigar suas dores, ou, melhor, um curativo sob o qual as más consciências ocultam suas feridas sem qualquer valia, a não ser para agravar ainda mais sua própria ruína.

Comece com Deus! – M. Lloyd-Jones


Como, afinal, pode nossa atitude e conduta conformar-se com o que o nosso Senhor diz aqui (Mateus 7.12)? A resposta do Evangelho é que você deve começar com Deus. Qual é o maior mandamento? É este: «Amarás o Senhor teu Deus...» E o segundo é-lhe semelhante:«Amarás o teu próximo como a ti mesmo.» Observe a ordem. Você não começa partindo do seu próximo mas, sim, de Deus. Ora, as relações deste mundo jamais serão de fato boas, quer entre indivíduos, quer entre grupos de nações, enquanto todos nós não começarmos com Deus. Você não pode amar o seu próximo como a si mesmo enquanto não amar a Deus. Você nunca terá correta visão de si e do seu próximo enquanto não se tenha observado, e a ele, primeiramente à vista de Deus. ...

Assim, pois, começamos com Deus. Deixemos de lado todas as contendas, discussões e problemas e fitamos o Seu rosto. Começamos a vê-lO em toda a Sua santidade e onipotência, em todo o Seu poder criador, e nos humilhamos perante Ele. ... O conhecimento de Deus humilha-nos até o pó; e estando nessa condição, você não pensa em seus direitos e em sua dignidade. Você não sente mais necessidade de defender-se porque se acha indigno de tudo.

Mas, por sua vez, este modo de agir ajuda-nos a ver os outros como devemos. Vemo-los agora não mais como gente odiosa que está querendo usurpar os nossos direitos ... vemo-los como a nos vemos, como vítimas do pecado e de Satanás. ... Temos deles uma visão inteiramente nova. Percebemos que eles são exatamente como nós, e eles e nós estamos todos num aperto terrível. E nada podemos fazer. Mas tanto eles como nós devemos recorrer a Cristo e valer-nos da Sua maravilhosa graça. Começamos a desfrutá-la juntos e juntos queremos compartilhá-la. É assim que funciona. É o único modo pelo qual podemos sempre fazer aos outros o que queremos que eles nos façam.


Studies in the Sermon on the Mount, ii, p. 213-15.

A Vontade de Deus ou a Vontade do Homem? - Mark R. Rushdoony





Eu recebi a maior parte da minha educação em escolas arminianas, do livre-arbítrio. Sou grato pelo impacto que elas tiveram sobre mim, e pelo espírito cristão genuíno e amoroso daqueles aos pés de quem assentei. Embora eu agora (como então) discorde fortemente da teologia deles, não questiono a sua sinceridade e devoção. Poucos homens são inteiramente consistentes em seu pensamento. Ainda menos são capazes de ver a implicação desse pensamento. Um dia, ao pé do trono, seremos todos consistentes e conscientes. Até então, devemos desafiar uns aos outros, especialmente aqueles que pensamos estarem persuadidos por terrível erro.

Uma área na qual a igreja moderna precisa ser desafiada é na área de sua soteriologia (doutrina da salvação). O liberalismo e o modernismo podem ser facilmente reconhecidos, pois negam as origens sobrenaturais da Fé. É uma filosofia naturalista que rejeita a transcendência de Deus e de Jesus Cristo, e coloca a confiança na bondade humana e em seus movimentos progressivos. E uma fé humanista que vê o indivíduo e a sociedade como o foco da religião organizada. A visão liberal de Deus e do homem depende da visão liberal de autoridade na religião (Cornélius Van Til, The Case for Calvinism, 1968, xii). Esse ponto de visão liberal de autoridade na religião é centrado num Jesus Cristo muito humano, que é despido do miraculoso, e até mesmo de Suas palavras nos evangelhos, ao capricho de eruditos incrédulos. O Cristo histórico é remodelado pela fé naturalista do modernismo. Ele se torna o símbolo da ideologia deles, não o Salvador de suas almas.


A igreja do século vinte não teve poder para deter o crescimento do modernismo por causa da sua prévia adoção do Arminianismo, que eleva a vontade e a razão do homem para levar a justiça de Deus ao tribunal da razão; eles desafiam ousadamente os oceanos profundos dos mistérios divinos (Christopher Ness, An Antidote Againsl Arminianism [1700], Stíll Waters Revival Books, 1988, 1). Se a vontade e a razão do homem podem decidir os méritos da Palavra de Deus (que é toda uma história redentora) e livremente escolher entre Cristo e a rebelião, baseado nas operações dessa vontade e raciocínio, então o que pode impedir a vontade e a razão do homem de decidir os méritos e livremente escolher a validade da Escritura ou sua atual aplicabilidade? Os anninianos não vão necessariamente tão longe, embora suas igrejas tomem a bola do Livre-arbítrio e corram com ela precipitadamente em direção ao modernismo. Por conseguinte, os fundamentalistas acham-no necessário para enfatizar apropriadamente as doutrinas cardinais da Fé. Assim, eles evitam o naturalismo e seu humanismo implícito em favor da deidade de Cristo, a ênfase sobre a obra redentora de Cristo, e a infalibilidade da Escritura. Mas a posição dos fundamentalistas foi um dedo na represa que eles ajudaram a fissurar pela sua incorreta aderência ao Livre-arbítrio como uma doutrina da Escritura. Os modernistas estendem o Livre-arbítrio e a razão, enquanto os fundamentalistas restringem-no à redenção humana. Estranho o suficiente, ao tomar sua posição contra o liberalismo, os fundamentalistas defendem a soberania de Deus na revelação e preservação de Sua Palavra, mas não na salvação do homem.


História do Conflito

O Arminianismo e o Calvinismo começaram bem antes dos seus homônimos nos séculos dezesseis e começo do dezessete. As questões são tão velhas quanto o confronto de Pelágio e Agostinho no quinto século. Pelágio, imitando o paganismo, alegava que o homem não tinha nenhuma natureza pecadora e, por conseguinte, tinha uma vontade que era perfeitamente livre para obedecer a lei de Deus e crer. Agostinho respondeu que o pecado original tinha corrompido de tal forma a natureza do homem, que ele era incapaz de responder à lei ou evangelho de Deus. A graça é necessária para que aqueles predestinados pela eleição de Deus exerçam a fé, a qual, dizia Agostinho, vem da graça de Deus, não da vontade do homem. (Esse é um ponto crucial. A crítica mais transparentemente equivocada do Calvinismo é a acusação que ele nega o papel da vontade do homem na fé. Ele nega a vontade do homem tanto quanto o Arminianismo nega a vontade de Deus. A questão que cada sistema responde de forma diferente é: Qual vontade é determinante na salvação, a de Deus ou a do homem?) O Pelagianismo foi totalmente rejeitado como heresia pagã mediante a influência de Agostinho.

Um novo ensinamento logo tentou tomar o meio-termo entre Pelágio e Agostinho. João Cassiano promoveu um sistema que chegou a ser chamado de Semi-Pelagianismo. Ele concordava que o pecado original corrompeu o homem, mas alegava que uma graça universal estava disponível a todos que tornavam seu exercício sobre o livre-arbítrio possível. Mesmo nisso, eles deram primazia à vontade, e não à graça. Eles afirmavam que sou eu quem deve estar disposto a crer, e a parte da graça de Deus é ajudar nisso (Steeie and Thomas, The Tive Tmnts of Caírinism, 1976, Presbyterian and Reformed Publishing, 20).

A Reforma rejeitou tanto o Pelagianismo como o Semi-Pelagianismo. A soberania de Deus, a depravação e incapacidade total do homem e a eleição incondicional foram sustentadas não somente por Calvino, mas também por Lutero, Zwínglio, Bullinger e Bucer, enquanto Melancthon adotou mais tarde o Semi-Pelagianismo. A soteriologia da Reforma não era apenas justificação pela fé sem obras; ela compartilhava a visão bíblica de Agostinho com respeito à incapacidade do homem e a graça de Deus. Dessa forma, o Calvinismo é freqüentemente chamado de teologia Reformada.

0 Semi-Pelagianismo foi revivido por Tiago Armínio. Em 1610, um ano após sua morte, seus seguidores publicaram um remomlrance (protesto) ao Estado da Holanda. Ele continha cinco pontos e exigia que a Confissão de Fé Belga e o Catecismo de lleidclberg fossem mudados para se conformarem a esse pensamento arminiano. O Sínodo de Dort de 1618 rejeitou a teologia e a exigência arminiana. E decidiu responder a cada um dos cinco distintivos do Anninianismo com cinco pontos correspondentes, que são conhecidos por nós como os cinco pontos do Calvinismo. Eles são 1) depravação total, 2) eleição incondicional, 3) expiação particular ou limitada, 4) graça irresistível, e 5) perseverança ou segurança eterna dos santos.

O Grande Contraste

As diferenças entre Calvinismo e Arminianismo são fundamentais, pois eles diferem sobre a natureza de Deus e do homem. O Calvinismo prega um Deus que Ele mesmo salva pecadores, enquanto estes estão mortos em seus pecados; o Anninianismo prega um Deus que torna a salvação possível. O Calvinismo ensina que a eleição de Deus, a redenção e o chamado são todos para as mesmas pessoas; o Arminianismo deve distinguir a eleição de Deus como se referindo àqueles que respondem, Sua redenção como se referindo a toda a humanidade, e o Seu chamado como se referindo a todos os que ouvem o evangelho. O Calvinismo ensina que a eleição de Deus, a redenção e o chamado salvam homens que recebem o dom da fé para expressarem a regeneração determinante do Espírito Santo. O Arminianismo ensina que a obra de Deus prepara o caminho para a vontade determinante do indivíduo. O Calvinismo vê a fé como um dom; o Arminianismo vê a mesma como um ato da vontade livre e consciente do homem. O Calvinismo sustenta que a graça de Deus somente salva o homem; o Arminianismo sustenta que a graça de Deus coloca o mecanismo (a expiação de Cristo) num lugar onde possa salvar. Para o arminiano, Deus na eternidade aguarda o resultado da vontade soberana do pecador. Para o calvinista, Deus decreta, redime, proclama, chama, justifica, santifica, preserva e defende os Seus; o homem é passivo, exceto quando Deus o desperta para responder por Seu Espírito.

A fé arminiana é centrada no homem; por conseguinte, a religião arminiana é centrada no homem. Então, o evangelho é a soma do trabalho do homem. Não é coincidência que o dispensacionalismo e seu desprezo efetivo de grande parte da Escritura tenha ganhado rápida aceitação nas igrejas arminianas. Se a decisão do homem é suprema, deve haver uma obsessão interminável pela pregação voltada para a vontade do pecador, e não pela pregação da Palavra. A ação cristã foi reduzida a pregar o evangelho do livre-arbítrio. Santidade e justiça foram reduzidas ao subjetivismo do pietismo, pelo qual, uma vez mais, a vontade e a razão do homem (embora supostamente guiada pelo Espírito Santo) escolhe seu próprio caminho de dever para com Deus. A vontade e a razão, primeiramente entronizados no caminho arminiano para a justificação, ainda exclui a santificação do arminiano. A piedade subjetiva tende a governar nas igrejas arminianas, a menos que um líder carismático ou ditador supra a autoridade artificial.

Porque a vontade do homem é elevada pelos arminianos, a Escritura (o que resta dela após as destruições do dispensacionalismo) é depreciada. Assim diz o Senhor é arrogantemente respondido com "Mas eu penso...". Os fundamentos da Fé estão em constante recuo diante dos ataques da demanda do homem para aumentar a autonomia de sua vontade e razão. O naturalismo do modernismo continua crescendo, e arminianos sinceros não entendem o motivo. As batalhas da igreja se tornam defensivas, mesmo dentro das suas próprias portas. Lá fora ela é vista como irrelevante. A igreja não produz nenhuma grande manifestação social do pensamento ou atividade cristã. Sem uma perspectiva teocéntrica, o progresso e a vitória parecem sem esperança. A igreja vê a si mesma como reduzida à irrelevância social e tende a escolher uma escatologia de derrota para justificar isso. A soteriologia que começa com o Livre-arbítrio torna-se presa em infindáveis apelos ao livre-arbítrio do homem. Não vê nenhum lugar para outra atividade cristã e espera seu arrebatamento e recompensa na eternidade. Uma soteriologia Reformada que começa com o decreto soberano de Deus dá ao homem redimido perspectiva, propósito, direção e uma autoridade sob a qual ele pode trabalhar por seu Deus e Salvador. A pregação do evangelho (da graça, não do Livre-arbítrio) é uma parte integral dessa obra, mas não sua soma total.

Felizmente, nem todos os arminianos são inteiramente consistentes, embora os efeitos de sua teologia sejam claramente evidentes no Cristianismo moderno, e suas realizações que mencionei sejam aparentes. O abandono da plena soteriologia da Reforma tem cegado a igreja moderna e tornado-a vulnerável ao modernismo, ao pietismo subjetivo e à escatologia de derrota. Mesmo sua admirável posição em favor da justificação pela fé tem sido comprometida ao se igualar fé com Livre-arbítrio. A maioria das igrejas e indivíduos do Ocidente que professam sinceramente a fé na expiação de Cristo são arminianos. Isso, pela graça de Deus, deve mudar se eles, também, hão de evitar um deslize para o modernismo e subjetivismo.

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Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Darliana+ Missões Cristãos em Defesa do Evangelho+✿Apenas uma alma que foi resgatada através da graça e misericórdia de Deus,Dai de graça o que de graça recebeste' (Mt. 10,8). Latim para estar em consonância com as cinco teses que dão sustentação ao “pensamento”e à vida do genuíno cristão reformado: sola scriptura,sola gratia, sola fide,solus christus, soli deo gloria. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8 : 32) "Um cristão verdadeiro é uma pessoa estranha em todos os sentidos." Ele sente um amor supremo por alguém que ele nunca viu; conversa familiarmente todos os dias com alguém que não pode ver; espera ir para o céu pelos méritos de outro; esvazia-se para que possa estar cheio; admite estar errado para que possa ser declarado certo; desce para que possa ir para o alto; é mais forte quando ele é mais fraco; é mais rico quando é mais pobre; mais feliz quando se sente o pior. Ele morre para que possa viver; renuncia para que possa ter; doa para que possa manter; vê o invisível, ouve o inaudível e conhece o que excede todo o entendimento." A.W.Tozer✿

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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