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28 de out de 2010

Pecadores na Igreja

 


O Que os Fiéis Devem Fazer? 


A igreja do Senhor é composta de pessoas chamadas para deixar o pecado e sair definitivamente do império das trevas (Colossenses 1:13). O desejo de todo discípulo deve ser de manter a santificação – a separação da iniqüidade – para imitar e honrar o Mestre que o resgatou. As pessoas que fazem parte da igreja de Deus foram chamadas “para ser santos” (1 Coríntios 1:2). O Senhor que nos chamou disse: “Sede santos, porque eu sou santo” (1 Pedro 1:16).
Embora a santificação e perfeição sejam nossos alvos, ainda erramos. Deus faz tudo para nos ajudar nas batalhas contra a tentação (Romanos 8:31-39) e sempre oferece uma saída das ciladas do Adversário (1 Coríntios 10:13). Mesmo assim, falhamos. O apóstolo João escreveu aos cristãos quando disse: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós” (1 João 1:8).
Sabemos que não somos perfeitos. Eu faço coisas que não devo e deixo de fazer coisas que devo. Sei que os meus irmãos, também, erram. Reconhecendo esses fatos tristes, entendemos que há pecado na igreja.
Ao invés de nos conformar à realidade lamentável de pecado na igreja, devemos buscar e seguir as instruções bíblicas para purificá-la. “Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor” (Hebreus 12:14). Uma igreja que respeita a vontade de Deus não pode se entregar à impureza. Deve agir agressivamente para ser pura e livre do pecado. Como? O que os fiéis devem fazer?
A Santidade Começa Comigo
Um rebanho não está totalmente limpo se tiver uma ovelha suja. Se eu tiver pecado na minha vida, a igreja da qual faço parte será manchada. O primeiro passo no caminho à pureza da igreja é corrigir os pecados nas nossas próprias vidas. É muito mais fácil criticar os outros do que limpar a nossa própria casa. Quantas vezes ficamos olhando pela janela para ver as falhas dos outros quando precisamos olhar no espelho e enxergar os nossos erros? Jesus perguntou: “Por que vês tu o argueiro no olho de teu irmão, porém não reparas na trave que está no teu próprio? .... Tira primeiro a trave do teu olho e, então, verás claramente para tirar o argueiro do olho de teu irmão” (Mateus 7:3-5).
Devemos levar a santificação a sério, começando com os nossos próprios corações, e com as atitudes e o procedimento do nosso dia-a-dia. Cobrar a pureza dos outros enquanto vivemos deliberadamente no pecado é seguir a hipocrisia dos fariseus (Mateus 23:3-4,25-28), e não a santidade de Jesus Cristo (1 Coríntios 11:1).
As Atitudes Necessárias Para Corrigir os Irmãos que Pecam
Este estudo fala do trabalho essencial de corrigir os irmãos que pecam, procurando resgatá-los da condenação. Ao mesmo tempo, estudaremos sobre a responsabilidade da igreja de se manter pura. Um pequeno artigo não é suficiente para examinar todas as passagens que falam sobre esses assuntos. Por isso, examinaremos especificamente as passagens que mostram como agir quando um irmão peca. Antes de falar sobre o que fazer, é importante também considerar as atitudes certas em fazer esse trabalho. As seguintes passagens devem ser consideradas por qualquer pessoa que se envolve na obra de resgate de irmãos perdidos. Observemos alguns princípios essenciais:
● Devemos procurar o pecador e perdoar o irmão arrependido (Lucas 15:1-32). Esta parábola bem conhecida repreende a auto-justiça do irmão mais velho, que não desejava e não agia para incentivar a reconciliação do irmão desviado com seu pai. Quantos “cristãos” de hoje mostram a mesma falta de amor?
● Cada membro do corpo tem sua função para a edificação dos outros (Efésios 4:16). O trabalho de correção dos irmãos que pecam não se limita aos pastores. Cada parte deve se cooperar na edificação mútua para o bem do organismo todo.
● Os irmãos mais fortes devem restabelecer “as mãos descaídas e os joelhos trôpegos” (Hebreus 12:12-17). Ajudemos os fracos e desanimados para que não caiam nas mãos do Inimigo.
● Uma igreja não deve ignorar nem tolerar o pecado (Apocalipse 2:12-17). A principal queixa de Jesus contra a igreja de Pérgamo foi a sua tolerância. Talvez exageraram no ensinamento de não julgar (pervertendo o sentido de Mateus 7:1-5) a ponto de ignorar a necessidade de discernir entre o bom e o mau (1 Tessalonicenses 5:21-22; Provérbios 24:23-25). É triste ver muitas igrejas hoje cheias de pecado por falta de amor – amor de Deus e amor ao próximo. As instruções de Deus a Ezequiel mostram a importância da correção dos pecadores (Ezequiel 3:16-21).
A Correção do Irmão que Cai no Pecado
Quando sabemos de pecado na vida de um irmão, devemos agir. Os espirituais devem corrigi-lo com brandura (Gálatas 6:1). Também sofremos com as fraquezas humanas, e devemos ser compreensivos na abordagem do pecador. Mas a nossa compreensão não justifica o pecado, e não deve se tornar tolerância ou aprovação. Ajamos com brandura, mas corrijamos!
● A conversão do irmão de seu pecado é a salvação de sua alma (Tiago 5:19-20; Provérbios 24:11). Igrejas que ensinam a impossibilidade do crente perder a salvação (uma doutrina fundamental do calvinismo) negam o ensinamento bíblico e oferecem uma falsa segurança às pessoas que caem. Tiago disse que o resgate do irmão que peca é uma conversão que salva a alma dele!
● Há casos em que a correção pública é necessária (1 Timóteo 5:20; Gálatas 2:11-14). Alguns pecados públicos, se não corrigidos diante das outras pessoas, poderão levar outros ao mesmo erro. É desagradável, mas necessário, responder publicamente aos erros de alguns irmãos.
● Em questões de ofensas pessoais, Jesus deu instruções específicas sobre como agir. Quando um irmão peca contra outro, devemos fazer o que Jesus mandou (Mateus 18:15-17): Œ Falar em particular com a pessoa que nos ofendeu.  Se ela não aceitar a correção, devemos tentar de novo, levando uma ou duas testemunhas. ŽSe ela ainda não se arrepender, devemos levar o caso à igreja, que também deve repreender o ofensor. Se a pessoa for rebelde até esta última etapa, devemos nos afastar dela. Por outro lado, se o ofensor se arrepender, em qualquer momento, devemos perdoar e nos reconciliar, certos de que Deus, também, perdoa o arrependido.
Estas instruções de Jesus proibem a prática comum de espalhar notícias dos erros particulares dos outros, sem primeiro falar com eles para ajudá-los (Provérbios 20:19; 26:20-22).
A Expulsão do Irmão Que Anda Desordenadamente
O ensinamento de Paulo reforça as instruções de Jesus. Quando um irmão volta ao pecado e recusa se arrepender, os discípulos não devem se associar com o ele (1 Coríntios 5:1-13). A linguagem de Paulo – especialmente seu uso da palavra “expulsar” – é tão forte que muitos procuram palavras mais suaves para diminuir o impacto deste ensinamento. Observamos neste capítulo vários pontos importantes:
● O problema: Tolerância do pecado (e do pecador) na congregação (5:1-2).
● A ação exigida: Entregá-lo a Sátanas (5:5). O pecador queria ficar com um pé no reino de Cristo e outro no império das trevas. Paulo mandou colocar os dois pés no reino do diabo, para que o irmão aprendesse a futilidade da vida no pecado.
● Os propósitos: ŒA salvação do pecador (5:5);  A pureza da igreja (5:6-8); Ž A obediência a Deus numa igreja pura e fiel (5:4,8).
● A aplicação prática: Evitar o envolvimento social com o pecador: “...não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro...; com esse tal, nem ainda comais” (5:11). Em palavras ainda mais fortes, Paulo diz: “Expulsai, pois, de entre vós o malfeitor” (5:13).
Paulo reitera o mesmo princípio nas instruções dadas aos tessalonicenses. Devemos nos apartar de todo irmão que ande desordenadamente (2 Tessalonicenses 3:6,14-15). Observemos o significado deste trecho:
● Todo irmão que ande desordenadamente: Qualquer um, mesmo que seja familiar ou parente de irmãos respeitados que se mostra insubmisso à palavra de Deus.
● Devemos apartar/notar/não associar: Se mantermos a mesma relação de antes, a pessoa não se envergonhará do seu erro, e outros podem ser induzidos ao pecado.
● Advertir como irmão, não tratar como inimigo: Tudo que fazemos para corrigir o pecador e manter a pureza da igreja deve ser motivado pelo amor, não pelo ódio ou desprezo das pessoas que caem. Quando tivermos contato com um irmão que foi expulso, devemos aproveitar para advertir e encorajá-lo a voltar para Deus.
Em outra carta, Paulo ensinou que os fiéis devem notar e se afastar daqueles que provocam divisões contra a doutrina de Cristo (Romanos 16:17). Mais uma vez, temos de tomar uma postura firme contra o pecado.
O Perdão do Arrependido
Se o pecador se arrepender e voltar, os outros irmãos devem perdoar e aceitá-lo (2 Coríntios 2:3-11). Igrejas que praticam a expulsão sem a possibilidade de reconciliação (no caso de determinados pecados como adultério, por exemplo) erram por não mostrar o espírito de Deus, que “é rico em perdoar” (Isaías 55:7). O irmão arrependido deve ser perdoado e aceito e abraçado, não tratado como um cidadão de segunda classe. Uma vez que ele abandonou o império das trevas, precisará do apoio dos fiéis para se firmar novamente no reino de Cristo.
Tenhamos o amor e a coragem para confrontar o pecado – na nossa vida e na igreja -- da maneira que Deus quer.

 –por Dennis Allan

As marcas de um consolador

 
Referência: Neemias 1.1-4

INTRODUÇÃO

· O livro de Neemias fala de restauração: na vida, na família, na igreja, na sociedade. Vivemos num mundo fragmentado. Há vidas quebradas. Há lares desfeitos. Há igrejas em crise. A sociedade está enferma. Precisamos urgentemente da mensagem do livro de Neemias.
· O livro de Neemias é um livro sobre liderança. Nesse livro aprendemos “a planejar o nosso trabalho, organanizar o nosso tempo e recursos, a integrar nossas tarefas com a tarefa de outros, a motivar outros e avaliar os resultados.” Nesse livro aprendemos como lidar com oposição. 
· O verdadeiro líder é aquele que abre mão do seu conforto pessoal para lutar pelas causas do seu povo. 
· Para compreendermos esse livro, precisamos observar à guisa de introdução três fatos importantes:

1. O contexto histórico do cativeiro babilônico
· O Reino do Norte teve 19 reis, em 8 dinastias. Nenhum rei buscou a Deus. Todos foram rebeldes. Deus enviou-lhes profetas, mas nem os nobres nem o povo arrependeu-se. Então, Deus os entregou nas mãos da Assíria e no 722 a.C., foram levados cativos e nunca foram restaurados.
· O Reino do Sul teve 20 reis, na mesma dinastia davídica. Judá não aprendeu a lição do Reino do Norte e também começou a se desviar de Deus. Os reis taparam os ouvidos à voz profética e prenderam e mataram os profetas. Então, eles foram levados no ano 586 a.C., para a Babilônia e lá permaneceram 70 anos.

2. O retorno do cativeiro babilônico em três levas
· A Babilônia caiu. A política do Reino Medo-Persa era diferente. Então, Ciro determinou a volta dos cativos, quando tomou conhecimento que Jeremias havia profetizado a seu respeito.
· O povo volta em três levas: 1) Sob a liderança de Zorobabel para reconstruir o templo; 2) Sob a liderança de Esdras para ensinar a Lei; 3) Sob a lidserança de Neemias para reconstruir os muros.
· Muitos ficaram na Babilônia e não quiseram voltar. A geração que saíra já estava idosa e a que nascera na Babilônia havia se aculturado.

3. O opróbrio dos que voltaram do cativeiro
· Os que voltaram enfrentaram a proposta sedutora dos samaritanos para se associarem na reconstrução do templo. (Compare Esdras 4:1-3 com 2 Reis 17:24,33,34). A rejeição foi motivada por sentimentos religiosos e não preconceito racial (Ed 6:21).
· A rejeição de oferta, provocou oposição e a construção do templo foi paralizada por ordem do rei Artaxerxes (Ed 4:11-21). O resultado é que a cidade ficou despovoada (Ne 11:1).
· O povo voltou para Jerusalém, mas a restauração ainda não havia acontecido: O templo, a cidade e o povo estavam debaixo de grande miséria e opróbrio. 
· Neemias recebe a visita de Hanani no ano 444 a.C., no 20o ano de Artaxerxes I, ou seja, 13 anos depois de Esdras subir a Jerusalém, e 142 anos depois do cativeiro babilônico (Ed 7:7).

I. UM HOMEM QUE ESTÁ A SERVIÇO DE DEUS E DOS HOMENS – V. 11b
1. Seu nome – v. 1
· O nome Neemias significa “confortador dado por Deus ou aquele que consola”. Neemias era um consolador. Um homem de coração aberto e sensível aos problemas dos outros. Neemias é um servo de Deus, servindo ao rei da Pérsia e disposto a servir o seu desprezado povo.

2. Sua ocupação – v. 11
· Neemias deve ter nascido no cativeiro. Ele não conhecia Jerusalém. Ele cresceu num contexto de politeísmo. Mas, por causa de sua integridade, capacidade, lealdade ocupou um cargo de grande confiança no reinado de Artaxerxes, em Susã, principal palácio e residência de inverno do monarca. 
· Neemias era um homem de visão e ação. Ele orava e agia. Tinha trânsito com Deus e com os homens.
· O rei da Pérsia colocava a vida em suas mãos. Naquele tempo havia muita traição por envenenamento. O copeiro era a pessoa que cuidava da vida do rei, o provador oficial do rei.
· Além de copeiro, ele era uma espécie de primeiro ministro, o braço direito do rei Artaxerxes.
· Neemias cresceu em terra estranha, mas certamente manteve-se atualizado no estudo da Palavra de Deus. Ele conhecia a Deus. E tinha vida intensa de oração.

3. Sua empatia – V. 4
· Seus ouvidos estavam abertos ao clamor do seu irmão e e seu coração profundamente sensível às necessidades do seu povo.
· Neemias vive no luxo, mas também vive em piedade.
· Ele vive com Deus e se importa com aqueles que vivem na miséria. Jerusalém estava a 1.500 Km de Susã. Neemias nunca vira antes a cidade dos seus pais. Mas ele ainda se importa com essa cidade. Os problemas da cidade são os seus problemas. A dor da sua gente é a sua dor. Na sua agenda há espaço para receber aqueles que estão sofrendo. É um homem que tem conhecimento, influência e poder, mas não afasta daqueles que sofrem.

II. UM HOMEM QUE SE IMPORTA COM AS PESSOAS E NÃO APENAS COM O SEU SUCESSO – v. 2-4
1. Neemias é um homem que faz perguntas – v 2
· Fazer perguntas pode mudar sua vida. A vida de Neemias nunca mais foi a mesma depois que fez aquela pergunta.
· Quando você toma conhecimento de um problema, você se torna responsável diante de Deus na solução daquele problema.
· Se você não está interessado em ajudar, não faça perguntas. Perguntar a alguém como vai? Se ter tempo, disposição e esforço para ajudar é uma consumada hipocrisia.
· Quando Neemias soube da necessidade do seu povo sentiu-se chamado para atender aquela necessidade. 
· Temos que ter coragem para fazer perguntas acerca dos problemas que afligem nossa vida, família, igreja, cidade e nação.

2. Neemias é um homem que diagnostica os problemas do seu povo – v. 3
· Que tipo de problema estava acontecendo em Jerusalém?

a) Insegurança – “os muros de Jerusalém estão derribados” (v. 3) – A cidade estava desguarnecida. Campeava a violência. Não havia segurança. Os invasores podiam entrar a qualquer hora. Um povo sem segurança sente-se ameaçado. Esse é o maior problemas das grandes cidades hoje. Vivemos sob o espectro do medo. Trancamo-nos dentro de casa e temos medo de sair às ruas. Há violência, arrombamentos, assaltos, sequestros.
b) Injustiça – “e as suas portas, queimadas” (v. 3) – Os juízes que julgavam as causas do povo ficavam junto às portas da cidade. Não havia justiça. O judiciário estava falido. Campeava a corrupção, o desmando. Não havia lei, nem justiça. A sociedade se desespera quando a justiça desaparece ou se corrompe. Vivemos esse drama de um poder judiciário levedado pelo fermento da injustiça.
c) Pobreza – “Os restantes, que não foram levados para o cativeiro e se acham lá na província, estão em grande miséria…” (v. 3) – O povo tinha voltado para Jerusalém. 120 anos havia se passado desde que foram levados para a Babilônia, mas a pobreza ainda assolava o povo. Viviam no meio de escombros. Eles perderam o ânimo para lutar. Viviam oprimidos pelos seus inimigos. Cada um corria atrás da sua própria sobrevivência e perderam a noção de cidadania.
d) Desprezo – “e desprezo” (v. 3) – Além de viverem numa cidade sem segurança e sem justiça. Além de estarem golpeados pela pobreza, eram também ultrajados pelo desprezo. Era um povo esquecido, abandonado à sua sorte. Muitos vivem assim, ainda hoje.

3. Neemias é um homem que se levanta como resposta de Deus aos problemas do povo – v. 4
· Realizar os sonhos de Deus é mais importante do que viver encastelado no nosso próprio conforto. Por isso, Neemias deixou o palácio e foi reconstruir os muros caídos de Jerusalém.
· Neemias era copeiro do rei. Mas abriu mão de tudo para cumprir os propósitos de Deus. Charles Studd disse: “Se Jesus Cristo é Deus e morreu por mim, então nenhum sacrifício que eu faça por ele pode ser grande demais”.
· Para que Deus está levantando você? Para que você está se preparando? Para que você ocupa esse cargo onde você está? Veja o que aconteceu com Moisés, Ester, Neemias, Davi, Paulo.

III. UM HOMEM CAPAZ DE SENTIR NA PELE A DOR DO SEU POVO – V. 4
1. Os problemas do seu povo levou-o às lágrimas – v. 4
· Quanto tempo faz que você não chora?
· Os nossos sentimentos estão congelados.
· William Hopkins orava frequentemente: “Senhor, dá-me o dom das lágrimas”. Antes de Deus fazer alguma coisa, ele precisa amolecer o nosso coração”. Só gente quebrantada é usada plenamente por Deus.
· Por que Neemias chorou? 1) Não somente porque a cidade dos seus pais estava em ruínas; 2) Não somente porque lá estava o templo onde Deus era adorado; 3) Mas porque o Deus de seus pais servia de opróbrio perante os inimigos. Eles diziam: “Deus não consegue dar vitória ao povo. Deus é incapaz. Nossos ídolos são mais poderosos do que o Deus de Israel.” 4) A preocupação de Neemias era com a glória de Deus, não apenas com o bem-estar do povo.
· Jesus chorou por nós. Desceu da glória e se identificou conosco.

2. Os problemas do seu povo levou-o a um profundo lamento – v. 4
· Neemias chorou e lamentou por 4 meses (do mês de quisleu 1:1 ao mês de nisã 2:1) o problema do seu povo. Era um lamento profundo. Um lamento que durou quatro meses. 
· Neemias vivia no palácio, mas seu coração já estava nas ruínas de Jerusalém.

IV. UM HOMEM QUE BUSCA OS RECURSOS DO CÉU E DA TERRA PARA RESOLVER OS PROBLEMAS DO POVO – V. 4
1. Neemias busca o favor de Deus através da prática do jejum – v. 4
· Ele não só chorou. Ele também jejuou. 
· Quanto tempo faz desde que você jejuou realmente?
· Neemias tinha muitos obstáculos pela frente: 1) A permissão do rei; 2) A mobilização do povo; 3) O ataque dos inimigos; 4) A dureza da obra; 5) A pobreza e desânimo do povo. Por isso, ele jejuou.
· Para as causas perdidas, devemos buscar a força de Deus pelo jejum, quebrantando-nos, humilhando-nos na presença de Deus.
· Jejum é fome de Deus, é saudade de Deus, é alimentarmo-nos da essência do Pão do Céu, em vez do símbolo do pão do céu.

2. Neemias derrama a sua alma em fervente oração – v. 4
· Neemias foi um homem de oração. Ele cria no poder da oração. Durante quatro meses, ele orou e Deus moveu o coração do rei. Ele orou e Deus abriu as portas. 
· A soberania de Deus encoraja Neemias à oração. Ele esteve orando perante o Deus dos céus.
· Os homens práticos são aqueles que oram e agem.

3. Neemias busca o favor do rei – v. 11, 2:5
· Neemias ora e age. Ele busca a Deus e também toma medidas práticas: fala com o rei, vistoria a obra, incentiva o povo, enfrenta os inimigos, faz nomeações certas.

CONCLUSÃO
· Através desse texto, aprendemos algumas lições práticas:
1) Os problemas aparentemente insolúveis têm solução, quando homens comprometidos com Deus se levantam na força de Deus para agir.
2) Os homens mais eficazes na obra de Deus são aqueles que têm coração quebrantado e conhecem a intimidade de Deus pelo jejum e a oração.
3) Deus pode levantar você e usar você poderosamente se você tiver coragem de fazer perguntas e sair da sua zona de conforto.
4) Você tem sido um consolador na sua geração?

Rev. Hernandes Dias Lopes.

Never Too Early (legendado)Nunca é cedo demais para atender ao chamado de Deus.

Brian Abshire - A Mulher como Esposa, O Homem como Marido

 

A MULHER COMO ESPOSA

* As mulheres compartilham igualdade de honra com os homens, mas têm funções diferentes: “… dando honra à mulher… como sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida” (1 Pedro 3.7).

* Deus pretende que a maioria das mulheres case: “E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele” (Gn 2.18).

* A mulher deve se apegar ao seu marido, deixando para trás qualquer outra pessoa: “e serão ambos uma carne” (Gn 2.24).

* A mulher deve estar disposta a se submeter à liderança do seu marido: “… assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos” (Ef 5.19ss).

* A mulher deve aprender a “amar” o seu papel como esposa e mãe e ser treinada nisso: “As mulheres idosas… [devem] ensinar as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos” (Tito 2.2-4).

* A maioria das mulheres encontrará o seu chamado no lar: “… boas donas de casa, sujeitas a seus maridos, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada” (Tito 2.5).

* A mulher deve conquistar um marido pecador por meio do seu comportamento dócil e sereno: “Semelhantemente vós, mulheres, sede submissas a vossos maridos; para que também, se alguns deles não obedecem à palavra, sejam ganhos sem palavra pelo procedimento de suas mulheres, considerando o vosso procedimento casto e com temor” (1Pe 3.1-2).

* A mulher tem o dever de ter intimidade sexual com o seu marido: “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência” (1Co 7.3-5).

* Mulheres podem trabalhar fora de casa para ajudar a família financeiramente: “… ela examina uma propriedade e adquire-a; planta uma vinha com o fruto de suas mãos. Faz panos de linho fino e vende-os, e entrega cintos aos mercadores” (Pv 31.16, 24).

A Mulher como Mãe

* A mulher deve (até onde Deus lhe der a graça) ter muitos filhos, produzindo assim uma semente santa: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a” (Gn 1.28).

* A mulher tem um papel importante no treinamento espiritual dos seus filhos: “Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti” (2 Tim 1:5).

* Para a maioria das mulheres, cuidar do seu esposo e filhos será o seu chamado principal na vida: “Mulher virtuosa quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis. Levantam-se seus filhos e chamam-na bem-aventurada; seu marido também, e ele a louva” (Pv 31.10, 28).

A Mulher na Igreja

* Mulheres não podem pregar, ensinar ou exercer autoridade sobre homens na igreja: “A mulher aprenda em silêncio, com toda a sujeição. Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio” (1 Tim 2:11-12).

* Mulheres não devem falar na assembleia pública: “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei” (1Co 14.34)

* A mulher deve buscar liderança espiritual em seu marido: “E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja” (1Co 14.35).

* As mulheres podem servir na igreja de outras formas: “Tendo testemunho de boas obras: Se criou os filhos, se exercitou hospitalidade, se lavou os pés aos santos, se socorreu os aflitos, se praticou toda a boa obra” (1Tm 5.10)

Conclusão

“Enganosa é a beleza e vã a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa sim será louvada” (Pv 31.30).

O HOMEM COMO MARIDO

* Deus pretende que a maioria dos homens case: “E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele” (Gn 2.18).

* O homem deve se apegar à sua esposa, esquecendo qualquer outra mulher: “Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24).

* O marido deve ser a “cabeça” de sua esposa, provendo liderança e assumindo responsabilidades pela direção de toda a família: “… Porque o marido é a cabeça da mulher, como também Cristo é a cabeça da igreja… De sorte que, assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres sejam em tudo sujeitas a seus maridos” (Ef 5.19-24).

* O marido deve amar sacrificialmente a sua esposa, estando disposto a abdicar de todos os seus interesses em favor da santidade dela: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25).

* O marido deve amar e cuidar da sua esposa: “Assim devem os maridos amar as suas próprias mulheres, como a seus próprios corpos. Quem ama a sua mulher, ama-se a si mesmo” (Ef 5.28).

* O marido deve ser compreensível e gentil com a sua esposa: “Igualmente vós, maridos, coabitai com elas com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco” (1Pe 3.7).

* O marido deve conceder à sua esposa plena honra como “co-herdeira” em Cristo: “… sendo vós os seus co-herdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações. ” (1Pe 3.7).

* O marido tem o dever de ter intimidade sexual com a sua esposa: “O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher ao marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas tem-no a mulher. Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência” (1Co 7.3-5).

O Homem como Pai

* O homem deve (até onde Deus lhe der a graça) ter muitos filhos, produzindo assim uma semente santa: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a” (Gn 1.28).

* O homem tem o dever primário na disciplina dos seus filhos: “Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos” (Hb 12.9 com Dt 6.6ss, Ef 6.4).

* O homem não deve exasperar ou frustrar seus filhos sendo arbitrário, inconsistente ou injusto em sua liderança: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos” (Ef 6.4).

O Homem como Líder Espiritual

* O homem tem responsabilidade primária pela santificação da sua esposa: “Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5.25-27).

* O homem tem responsabilidade primária pela educação cristã dos seus filhos: “E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor” (Ef 6.4). “E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te… ” (Dt 6.6ss).

* O homem tem responsabilidade primária de exercer liderança na igreja: “Não permito, porém, que a mulher ensine, nem use de autoridade sobre o marido, mas que esteja em silêncio” (1Tm 2.11ss). “As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja” (1Co 14.34-35).

Pensamentos Finais

O homem foi criado à imagem de Deus para refletir a sua glória, honra e domínio. Porque os homens pecadores estão em rebelião contra Deus, eles não podem senão atacar a Sua imagem, especialmente em termos do que significa ser um homem.

No mundo moderno, talvez não haja doutrina mais ofensiva hoje (além daquela de Jesus ser o único caminho para Deus) do que o dever das esposas piedosas respeitarem, honrarem e se submetem à liderança dos seus maridos.

Contudo, que nunca entreguemos ao Adversário qualquer munição, mas sim nos foquemos no homem como sendo líder piedoso, amoroso e abnegado no lar. Não somente isso desarmará os ataques contra a verdade da Palavra de Deus, mas também assegurará que os nossos lares sejam pacíficos, gratificantes e alegres para todo membro da família.

Por Brian Abshire. © Highlands Reformed. Website:highlands-reformed.com
Tradução: monergismo.com

Tolerando o Pecado - Paulo Junior

 

E disse Dalilla: “Os filisteus vêm sobre ti, Sansão! Despertando ele do seu sono, disse: Sairei, como das outras vezes, e me livrarei. Pois ele não sabia que o Senhor se tinha retirado dele.” (Juízes 16.20)"
Vamos aprender hoje com a história de Sansão, muito rica por seus valiosos ensinamentos. Sansão foi separado para ser juiz de Israel e seu libertador das mãos dos filisteus, um homem conhecido pela sua força descomunal. Se você ler Juízes, do capítulo 13 ao 16, verá seus feitos estrondosos. Porém, o fim de Sansão foi trágico: devido aos graves delitos que cometeu durante seu ministério “o Espírito do Senhor se retira dele” (v. 20), sua força se vai... Então os filisteus o prendem e arracam-lhe os olhos. O juízo de Deus vem sobre Sansão
O que podemos aprender com estes três capítulos do livro de Juízes e com a história de Sansão? Sansão era “nazireu de Deus”, o que significa, no original, ser separado, santo, guardado do mundo, dos prazeres e da cobiça. Mas Sansão quebrou esse voto inúmeras vezes, pecando desenfreadamente. Tocando em animais mortos – o que era proibido por seu voto – mentindo várias vezes, e o seu maior problema: a prostituição, a luxúria.
Vivia se envolvendo com mulheres pagãs – ato que era proibido pela Lei, pois Sansão era israelita (Ex. 34.14-16) – Contudo, durante esse tempo, todas as vezes que os filisteus vinham, Deus era com Sansão e ele os vencia. Deus o livrava. Sansão sempre saia são e salvo, apesar de seus pecados. O que isto quer dizer? Que é grande a misericórdia de Deus, que Ele é tardio em se irar.
Mesmo com seus pecados conscientes, Deus não punia Sansão, pois esperava que ele pudesse se arrepender. Mas na altura do versículo 20, do capítulo 16, do livro dos Juízes, a misericórdia de Deus é retirada. A forca de Sansão é retirada, os filisteus o prendem, o cegam e levam-no como prisioneiro. Juizo inevitável.
O que estou querendo ensinar com tudo isso? Até quando você vai tolerar esse pecado? Até quando você vai conviver com ele, sem lutar e se esforçar para abandoná-lo? Você acha mesmo que Deus não está vendo o que você está fazendo? Você acha que Deus não está levando em conta esse pecado? Pois você está enganado! Deus sabe que pecado é... Ele o tem visto todos os dias! Será que você não está como Sansão? Já ultrapassou a sua cota? E a misericórdia de Deus pode ser retirada de você a qualquer momento, e então vir a consequência, pois em Hebreus diz: “toda transgrssao recebeu justo castigo (Hb. 2.2)”.
Meu irmão, não existe pecado de estimação. Não conviva, não ande, não se sujeite mais a esse pecado. Chegou a hora de abandoná-lo, resistí-lo, repugná-lo, antes que seja tarde demais! Não pense que Deus não está considerando tais pecados. Você, que muitas vezes vai a cultos e Deus fala com você, ou está subindo em púlpitos, pregando, ou ministrando louvor e está consciente que este pecado sobe junto com você e ainda assim o releva, lembre-se: Ele usava Sansão também, mas nem por isso o aprovou. Deus sabe aquilo que você esconde! E a qualquer hora você pode cair e ser envergonhado, envergonhando também o nome de Cristo... foi por isso que esta mensagem chegou até você: para te alertar, pois uma tragédia pode estar próxima, fruto desse pecado. Só resta uma saída para você: se arrepender de todo seu coração.
Foi o que Sansão fez, no versículo 28: “Peço-te que te lembres de mim, esforça-me agora só esta vez (...)”. Mesmo sendo tarde, ele se arrependeu, mas a consequência foi trágica, morreu com os filisteus! Não espere, como Sansão, a tragédia, se arrependa agora, de todo o seu coração, comece já, nesse exato momento, pois Deus é misericordioso para te perdoar, para te tornar alvo como a neve e para te conceder forças sobre-humans para lidar e para vencer esse pecado.
Encerro citando o versículo de Salomão: “O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.(Pv. 28.13)”
Paulo Junior.

Cristo realizou o que veio fazer na terra? John Owen (1616-1683)


O próprio Cristo nos disse porque veio ao mundo. Ele disse: "Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido." (Lucas 19:10). Numa outra ocasião Ele disse que “o Filho do homem viera para dar sua vida em resgate de muitos." (Marcos 10:45).

O apóstolo Paulo também afirmou, claramente, porque Cristo veio ao mundo: "O qual (Jesus Cristo) se deu a si mesmo por nossos pecados, para nos livrar do presente século mau" (Gálatas 1.4). "...Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores" (1 Timóteo 1:15). "O qual (Jesus Cristo) se deu a si mesmo por nós para nos remir de toda a iniqüidade, e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras." (Tito 2:14).

A partir dessas afirmações, está claro que o propósito da morte de Cristo foi:

salvar as pessoas do pecado,
libertar as pessoas do mundo mau,
tornar as pessoas puras e santas,
criar pessoas que façam boas obras.

Outras passagens bíblicas explicam o que Jesus Cristo realmente fez em Sua morte. Há cinco coisas que podemos notar:

1. As pessoas são reconciliadas com Deus através dela (Rm 5:1).

2. As pessoas  são perdoadas e justificadas através dela (Rm 3:24).

3. As pessoas são purificadas e santificadas através dela (Hb 9:14).

4. As pessoas são adotadas como filhos de Deus através dela (Gl 4:4-5).
5. As pessoas recebem glória e vida eterna através dela (Hb 9:15).

A partir de todas essas evidências, o ensino da Bíblia é claro: o propósito da vinda de Cristo foi (e realmente cumpre tal propósito):

Trazer perdão ao homem, no tempo presente,
e glória no porvir.

Portanto, se Cristo morreu por todos os homens, então

todos os homens estão agora livres do pecado, e estão perdoados e serão glorificados, ou:
Cristo falhou em Seu propósito.

Sabemos, através de nossa experiência diária com a humanidade, que aprimeira afirmativa não é verdadeira. A segunda sugestão - que Cristo falhou; é um insulto para Deus.

Para fugir ao problema de aceitar uma ou outra destas duas sugestões, aqueles que dizem que Cristo realmente morreu por todos os homens, dizem que não era propósito de Deus que todos os homens fossem beneficiados.

Dizem que o benefício é só para aqueles que produzem uma fé para crerem Cristo. Este ato de fé deve ser algo que alguns homens fazem por si mesmos, tornando-os diferentes dos outros homens. (Se fé fosse alguma coisa obtida pela morte de Cristo, e se Ele tivesse morrido por todos os homens, então todos os homens teriam fé!). Tal sugestão parece-me diminuir aquilo que Cristo realmente obteve através de Sua morte, portanto vou combatê-la mostrando que o que a Bíblia ensina é bastante diferente!

O quem, o como e o quê de uma coisa

Há três palavras que usaremos bastante, e será bom apresentá-las resumidamente aqui. Quando qualquer ação acontece, há um agente (o quem a pratica); há os meios empregados (o como é feita); e há um fim em vista (o quê, ou resultado final).

Decidimos como faremos uma coisa (os meios) de acordo com o quê se quer fazer (o fim). Portanto, podemos dizer que o fim é a razão para os meios. E se tivermos escolhido os meios adequados,
o fim é certo. E claro que se o agente que pretende fazer alguma coisa, e se tivermos escolhido os meios adequados, não poderá falhar.

Ora, podemos aplicar estes princípios à nossa discussão. Vamos ver, primeiramente, quem é o agente que pretende nos redimir. Depois vamos ver os meios que foram utilizados para nos redimir. E, finalmente, vamos ver qual foi o resultado dos meios empregados.

De acordo com a Bíblia, o agente que está pretendendo a nossa salvação é o Deus Triúno. Todos os outros agentes foram apenas instrumentos em Suas mãos (Atos4:28). O agente principal é a Santa Trindade. Vamos estudar isto mais detalhadamente...

Deus, o Pai, agente de nossa salvação

De que maneira foi Deus, o Pai. o agente de nossa salvação? Minha resposta para essa pergunta é a seguinte: por duas maneiras, isto é, foi Deus, o Pai, que enviou o Filho para morrer, e foi o Pai que puniu Cristo por causados nossos pecados.

Podemos examinar estas duas coisas em maiores detalhes.

1. É claro, a partir de muitos versículos bíblicos, que o Pai enviou o Filho ao mundo. Por exemplo: "vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos." (Gl 4:4-5). O fato de enviar o Filho envolveu Deus, o Pai, em três coisas:

a.      houve o propósito original que sempre estivera em Sua mente (1 Pedro 1:20);

b.      houve o Seu ato de dar ao Filho todas as habilidades que Ele necessitava, a fim de fazer a obra para a qual fora enviado (João 3:34-35);

c.      houve o Seu ato de prometer a Seu Filho toda a ajuda necessária quanto ao sucesso na obra (Atos 4:10-11).


2.    É claro, a partir de muitos versículos bíblicos, que o Pai puniu Jesus Cristo por causa dos nossos pecados. Por exemplo: "Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus." (2 Coríntios 5:21). Pode-se dizer que Cristo sofreu e morreu em nosso lugar. Sendo assim, não seria estranha a idéia de que Cristo deveria sofrer em lugar daqueles que também irão sofrer por causa dos seus próprios pecados? Colocamos o assunto da seguinte maneira:

Cristo sofreu pelos pecados de todos os homens, ou
pelos pecados de alguns homens, ou
por alguns dos pecados de todos os homens.

Se a última afirmativa é verdadeira, então todos os homens ainda têm alguns pecados, e, portanto, ninguém pode ser  redimido.

Se a primeira afirmativa é verdadeira, então por que não estão todos os homens livres do pecado?

Você poderá dizer: "Por causa da incredulidade deles." Mas eu pergunto: "A incredulidade é um pecado?" Se não é, por que todos os homens são punidos por causa dela? Se é um pecado, então deve estar incluída entre os pecados pelos quais Cristo morreu. Portanto, aprimeira afirmativa não pode ser verdadeira!
Assim, é claro que a única possibilidade restante é que Cristo levou sobre Si todos os pecados de alguns homens, os eleitos, somente. Este é o ensino da Bíblia.

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O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Darliana+ Missões Cristãos em Defesa do Evangelho+✿Apenas uma alma que foi resgatada através da graça e misericórdia de Deus,Dai de graça o que de graça recebeste' (Mt. 10,8). Latim para estar em consonância com as cinco teses que dão sustentação ao “pensamento”e à vida do genuíno cristão reformado: sola scriptura,sola gratia, sola fide,solus christus, soli deo gloria. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8 : 32) "Um cristão verdadeiro é uma pessoa estranha em todos os sentidos." Ele sente um amor supremo por alguém que ele nunca viu; conversa familiarmente todos os dias com alguém que não pode ver; espera ir para o céu pelos méritos de outro; esvazia-se para que possa estar cheio; admite estar errado para que possa ser declarado certo; desce para que possa ir para o alto; é mais forte quando ele é mais fraco; é mais rico quando é mais pobre; mais feliz quando se sente o pior. Ele morre para que possa viver; renuncia para que possa ter; doa para que possa manter; vê o invisível, ouve o inaudível e conhece o que excede todo o entendimento." A.W.Tozer✿

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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