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4 de abr de 2011

Só Deus é Livre! - Josemar Bessa



A palavra "graça" faz parte integral de nosso vocabulário religioso, e regularmente a ouvimos em orações públicas, como "concede-nos a ajuda da tua graça...", ou "dá-nos graça, para que possamos..." Para muitos, porém, esse termo sugere apenas noções vagas, como uma celestial recarga de bateria, administrada por meio das ordenanças; e, para a maioria, ele já não significa coisa alguma.


Deus é por nós ou por Ele mesmo?
por
John Piper

23 de Outubro de 1984 
Eu gostaria de tentar persuadi-lo que o fim principal de Deus é glorificar a Deus e gozar a si mesmo para sempre. Ou, colocando de outra forma: o fim principal de Deus é glorificar a si mesmo ao gozá-lo.
A razão pela qual tais palavras nos soam estranhas é que tendemos a ser mais familiarizados com os nossos deveres do que com os desígnios de Deus. Sabemos porque existimos – para glorificar a Deus e gozá-lo para sempre. Mas por que Deus existe? O que ele deve amar de todo o seu coração, espírito, entendimento e forças? A quem ele adora? Ou vamos negá-lo o maior dos prazeres? Importa muito qual é o objetivo último de Deus!
Se você perguntasse a meus quatro filhos: “O que é a coisa mais importante para seu pai?” e eles dissessem “Eu não sei”, eu ficaria realmente desapontado. Mas se eles respondessem: “Não me interessa”, eu me sentiria humilhado – e com raiva. Deve importar a um filho o que seu pai considera como importante no final das contas. E nos deve importar muito com o que Deus se compromete com todo o seu coração, espírito, mente e força. O que impulsiona o Onipotente? O que ele persegue em todos os seus planos?
Deus não nos abandona nesse dilema. Ele responde a tal questão em cada momento na história da redenção, desde a criação até a consumação. Vamos avaliar alguns pontos principais para vermos o que nos dizem.
Por que Deus nos criou? Isaías 43:6-7: “Trazei meus filhos de longe [diz o Senhor], e minhas filhas das extremidades da terra; a todo aquele que é chamado pelo meu nome, e que criei para minha glória”.
Por que Deus escolheu um povo para si e Israel para sua possessão? Jeremias 13:11: “Eu liguei a mim toda a casa de Israel... para me serem por povo, e por nome, e por louvor, e por glória”.
Por que Deus os resgatou do Egito? Salmo 106:7-8: “Nossos pais não atentaram para as tuas maravilhas no Egito... antes foram rebeldes contra o Altíssimo junto ao Mar Vermelho. Não obstante, ele os salvou por amor do seu nome, para fazer conhecido o seu poder”.
Por que Deus os poupou vez após outra no deserto? Ezequiel 20:14: “O que fiz, porém, foi por amor do meu nome, para que não fosse profanado à vista das nações perante as quais os fiz sair”.
Por que Deus não abandonou seu povo quando estes o rejeitou e pediu por um rei como as outras nações? 1 Samuel 12:20-22: “Não temais; vós fizestes todo este mal; porém não vos desvieis de seguir ao Senhor, mas servi-o de todo o vosso coração. .. Pois o Senhor, por causa do seu grande nome, não desamparará o seu povo”.
Por que Deus usou seu poder soberano para trazer seu povo de volta do exílio, após punir quatro gerações de pecadores? Isaías (48:9,11) coloca desta forma: “Por amor do meu nome retardo a minha ira, e por causa do meu louvor me contenho para contigo... Por amor de mim, por amor de mim o faço; porque como seria profanado o meu nome? A minha glória não a darei a outrem”.
Ezequiel 36:22-23, 32 coloca desta forma: “Assim diz o Senhor Deus: Não é por amor de vós que eu faço isto, ó casa de Israel; mas em atenção ao meu santo nome ... e eu santificarei o meu grande nome... e as nações saberão que eu sou o Senhor. Não é por amor de vós que eu faço isto, diz o Senhor Deus, notório vos seja; envergonhai-vos, e confundi-vos por causa dos vossos caminhos, ó casa de Israel”.
Por que o Filho de Deus veio a terra e para suas horas finais e decisivas? João 17:1: “Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o Filho te glorifique”. Uma bela conspiração para glorificar a Deidade em toda a obra da redenção!
E por que Jesus voltará no grande dia da consumação? 2 Tessalonicenses 1:9-10: “Os quais sofrerão, como castigo, a perdição eterna, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder, quando naquele dia ele vier para ser glorificado nos seus santos e para ser admirado em todos os que tiverem crido...”.
Do início ao fim a força motivadora do coração divino sempre foi ser honrado e glorificado. Da criação à consumação, sua determinação última era a si mesmo. Seu propósito contínuo em tudo o que faz é para exaltar a honra de seu nome e ser admirado por sua graça e poder. Ele é infinitamente zeloso por sua reputação. “Por amor de mim, por amor de mim o faço”, diz o Senhor. “Minha glória não darei a outro!”.
Minha experiência em pregação e ensino me mostra que evangélicos americanos recebem esta verdade com algum ceticismo, se é que a recebem. Nenhum dos meus filhos nunca voltou para casa de suas escolas dominicais com uma lição intitulada: “Deus ama mais a si mesmo que a você”. Mas é absolutamente verdade, e assim, geração após geração de evangélicos cresce imaginando que realmente são o centro do universo.
Suponhamos, ainda assim, que a grande maioria de vocês não pretendam usurpar o lugar de Deus como o centro de seu universo. Você provavelmente tem duas outras objeções vindo à mente contra encarar Deus como tão egocêntrico. A primeira é que nós não gostamos de pessoas que agem desta forma, e a outra é que a Bíblia nos ensina a não agir desta forma. Tentarei responder a estas duas objeções, e assim sendo, espero também poder mostrar porque o compromisso de Deus em mostrar sua própria glória é imensamente relevante para nossa vida.

Primeira objeção: nós não gostamos de pessoas que são apaixonadas por si mesmas.
Nós simplesmente não gostamos de pessoas que se mostram em excesso apaixonadas pelas próprias habilidades, poder ou aparência. Não gostamos de estudiosos que anseiam por exibir seu vasto conhecimento ou quem nos recita todas as suas mais recentes publicações e leituras. Não gostamos de empresários que se prolongam sobre como sagazmente investiram uma alta soma em dinheiro e como alcançaram o topo nos negócios deixando sempre todos os outros para trás. Nós não gostamos de crianças que gostam de repetirem por horas que são melhores que as outras. A menos que sejamos um deles, desaprovamos homens e mulheres que se vestem de forma não usual, simples e inofensiva, mas permanecendo sempre na última moda. Eles fazem isso de forma que serão tidos como estando “por dentro”, ou como sendo legais, atrativos ou descontraídos, ou qualquer outra coisa que o mundo diga que você deve ser.
Por que não gostamos de tudo isso? Imagino que seja porque nenhuma destas pessoas seja autêntica. Elas são o que Ayn Rand chama “de segunda mão”. Elas não vivem pela alegria de alcançar suas próprias metas e causas próprias. Em vez disso, elas vivem de segunda mão, da honra e cumprimento de outros. Nós não admiramos pessoas de segunda mão, admiramos pessoas serenas e seguras o suficiente para não sentirem a necessidade de sobrepor suas fraquezas e compensarem suas deficiências tentando receberem o máximo de elogios possíveis.
O argumento é tolerável, entretanto, qualquer que incluísse Deus na categoria dos “de segunda mão” seria suspeito aos cristãos. E para muitos o ensino de estar Deus buscando honrarias e com intuito de ser admirado e fazer coisas para exaltação do próprio nome, de fato o coloca em tal categoria. Mas deveria? Uma coisa podemos dizer com certeza. Deus não é fraco ou possui qualquer deficiência. “Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas” (Romanos 11:36). Ele sempre foi. Todo o resto deve seu ser a ele e desta forma não pode lhe acrescentar nada que já não flua dele. Isso é o que significa ser Deus e não criatura. Entretanto, o zelo de Deus por sua glória e por ser louvado por homens não deve ser atribuído à sua necessidade de superar suas fraquezas e compensar suas deficiências. Ele pode parecer, a um olhar superficial, se enquadrar na categoria dos “de segunda mão”. Mas, ele não é como eles e a aparente similaridade deve ser explicada de uma outra forma. Deve haver algum outro motivo que o incita a buscar o louvor de sua glória.
Segunda objeção: buscar a própria glória não é amar.
Existe outra razão, por experiência, pela qual não gostamos daqueles que buscam a própria glória. Não é apenas por sua falta de autenticidade, numa tentativa de encobrir fraquezas e deficiências, mas também por serem desatenciosos. São sempre tão preocupados com a própria imagem e honrarias que não se importam com qualquer outra pessoa. Esta observação nos leva à razão bíblica pela qual parece tão ofensivo que Deus busque sua própria glória. 1 Coríntios 13:5 diz: “O amor não busca os próprios interesses”. Agora, isso parece criar uma crise, pois se - como eu penso que as Escrituras ensinam claramente - Deus tem por objetivo final ser honrado e glorificado, como pode, então, ele ser amoroso? Pois “o amor não busca os próprios interesses”, mas lemos que “por amor de mim, por amor de mim o faço. A minha glória não a darei a outrem” (Isaías 48:11). Mas se Deus é um Deus de amor, ele tem de o ser por nós. Então, Deus é por nós ou por ele mesmo?
Aqui está a resposta com a qual desejo persuadi-lo. Desde que Deus é único como o mais glorioso de todos os seres, totalmente auto-suficiente, ele deve ser por si mesmo se ele é por nós. Se ele abandonasse o objetivo de se auto-exaltar, nós é quem perderíamos. Seu empenho em trazer glória para si mesmo e seu empenho em trazer glória para o seu povo, tratam-se de um único esforço. Eles se levantam ou caem juntos. Imagino que perceberíamos isso se fizéssemos a seguinte pergunta.
Do ponto de vista da beleza infinitamente admirável de Deus, seu poder e sabedoria, o que envolveria seu amor pela criatura? Ou, colocando de outra forma: o que Deus poderia nos dar para demonstrar todo o seu amor? Há apenas uma resposta possível, não é? ELE MESMO! Se Deus deseja nos dar o que há de melhor e mais satisfatório, isto é, se ele nos ama de forma perfeita, tem de nos oferecer nada menos que a si mesmo para nossa contemplação, companheirismo e alegria. “Tu me farás conhecer a vereda da vida; na tua presença há plenitude de alegria” (Salmo 16:11).
Foi essa, exatamente, a intenção de Deus ao nos enviar seu Filho. Efésios 2:18 diz que Cristo veio para que pudéssemos ter “acesso ao Pai em um mesmo Espírito”. E 1 Pedro 3:18 diz: “Porque também Cristo morreu uma só vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus ”. Deus busca nos dar o que há de melhor – não é prestígio, riqueza ou mesmo saúde nesta vida, mas um caminho livre para intimidade com ele mesmo.
Agora estamos no limiar do que, para mim, foi uma grande descoberta, e a solução para nosso problema. Para ser alguém que ama de forma suprema, Deus tem que nos dar o que para nós será o melhor e nos satisfará ao máximo; ele tem de se dar a nós. Mas o que fazemos quando somos levados ou guiados a algo excelente, algo que desfrutamos? Nós o enchemos de honra. Nós elogiamos pequenos recém nascidos: “Ó, olhe esse belo rostinho redondo; e todo esse cabelo, e suas mãos, não são grandes?”. Elogiamos o rosto da amada após um longo período de ausência. “Seus olhos são como o céu; seus cabelos como a seda; ó, você é tão linda para mim ”. Nós elogiamos o pênalti marcado no fim do segundo tempo quando estamos perdendo por um. Nós elogiamos as árvores no outono.
Mas minha grande descoberta, com o auxilio de C.S. Lewis e Jonathan Edwards, foi que não apenas louvamos o que nos agrada, mas que este louvor é o clímax da alegria em si. Não se trata de uma mudança na direção, mas faz parte do prazer. Veja como Lewis descreve essa percepção em seu livro “Reflections on the Psalms”.
Mas o fato mais óbvio sobre o louvor – seja a Deus ou a qualquer outra coisa – estranhamente me escapou. Pensei a respeito dele em termos de elogios, aprovação, ou prestar honras. Nunca havia notado que todo prazer espontâneo transborda em louvor, a menos que (algumas vezes mesmo que) a timidez ou o medo de chatear outros venha deliberadamente a extingui-lo. O mundo está repleto de louvores – amantes elogiam seus amados, leitores os seus poetas favoritos, andarilhos as belezas do campo e jogadores o seu esporte – louvores quanto ao tempo, vinho, banho, atores, cavalos, amigos, países, personagens históricos, crianças, flores, montanhas, selos raros, insetos raros, algumas vezes até políticos e estudantes... Minha maior e mais básica dificuldade sobre o louvor a Deus dependia da minha negação absurda a nós, com respeito ao supremamente Valioso, do que nos deleitamos em fazer — o que de fato não podemos continuar fazendo — sobre tudo o mais que valorizamos.
Imagino que tenhamos prazer em louvar o que nos agradar porque a louvor não meramente expressa, mas complementa o gozo; ele é a sua consumação apontada. Não é sem razão que os amantes continuam dizendo uns aos outros quão belos eles são; o deleite é incompleto até que ele seja expresso (Reflections on the Psalms, pp. 93-95)
Aí está a chave: nós louvamos o que nos agrada porque o deleite não se completa até que o expressemos em louvor. Se não pudéssemos falar a respeito do que valorizamos e celebramos, do que amamos e louvamos, do que admiramos, nossa alegria não seria completa. Jonathan Edwards disse: “Alegria é um grande ingrediente no louvor... O louvor é a tarefa mais alegre do mundo”. Entretanto, se Deus é verdadeiro para nós, se ele quer nos dar o melhor e tornar a nossa alegria completa, ele deve fazer do seu objetivo o ganhar nosso louvor para si. Não porque ele necessite encobrir alguma fraqueza em si mesmo ou compensar alguma deficiência, mas porque ele nos ama e busca a plenitude da nossa alegria, que pode ser encontrada somente em conhecer e louvar o mais belo de todos os Seres.
Deus é o único Ser no universo para quem o egocentrismo ou a busca pela própria glória é um ato máximo de amor. Para ele, auto-exaltação é a maior de todas as virtudes. Quando ele faz todas as coisas “para o louvor de sua glória”, ele preserva para nós e nos oferece a única coisa no mundo inteiro que é capaz de nos satisfazer por completo. Deus é por nós, e, portanto, tem sido, é agora e sempre será, em primeiro lugar, por si mesmo. Eu imploro que você não se entristeça com a centralização de Deus em suas próprias afeições, mas que experimenta-a como a fonte de alegria eterna.



Tradução: Victor Bruno
Revisão: Felipe Sabino de Araújo Neto
Janeiro de 2006

Reverência para com Deus
por
Henry Sikkema
Quando Davi intentou tomar a arca do concerto da casa de Abinadabe, ele teve intenções corretas, mas ele o fez da maneira errada, levando, no final das contas, à morte de Uzá (2 Samuel 6:1-11 e 1 Crônicas 13). Como Davi entendeu mais tarde (em 1 Crônicas 15:13 ss), ele estava errado na primeira vez em que tentou levar a arca para Jerusalém. Ele comentou queporquanto da primeira vez vós não a levastes, o Senhor fez uma brecha em nós, porque não o buscamos segundo a ordenança. Ele então declara o modo que deveria ser feito – os Coatitas (um clã dos Levitas) deveriam carregar a arca nos pólos e aos Levitas não lhes eram permitido tocar nas coisas santas (Números 4:14-15 dá estes mandamentos); somente um grupo seleto de Levitas deveria tocar os instrumentos musicais, e não Davi e todo o Israel. Note que Davi diz isto embora Deus não tenha proibido explicitamente o uso de um carro – o mandamento de carregar a arca nos pólos é suficiente para proibir qualquer outro método de transportar a arca. Como C.H. Spurgeon escreveu num sermão sobre A Lição de Uzá:
"O povo não demonstrou qualquer reverência para com Deus, consultando Seu registro de regras que Ele tinha imposto para orientação deles, - parecendo pensar que tudo o que lhes agradasse, O agradaria, - todo tipo de adoração que eles escolhessem inventar, seria suficiente o bastante para o Senhor Deus de Israel, - portanto, isto terminou em fracasso......"[15]

Quando Davi fez estas coisas como Moisés tinha ordenado, conforme a palavra do Senhor (1 Crônicas 15:15), então, Deus ajudou os levitas que Levavam a arca do concerto do Senhor (verso 26). Assim, novamente vemos claramente que Deus Se agrada somente com aquilo que Ele ordena.



Nota

[15] C. H. Spurgeon, um sermão sobre A Lição de Uzá. Vol 49(1903) #2855 , Página 517 citado em O Princípio Regulador Escriturístico da Adoração por Rev. G.I.Williamson, para a Conferência Psalmody (Salmodia), na Assembléia de Bonclarken, Flat Rock NC, 1990.


Tradução livre: Felipe Sabino de Araújo Neto
Cuiabá-MT, 26 de Setembro de 2004.

Se Deus é Soberano, Por que Fazer Alguma Coisa?
por
Matt Perman

A soberania de Deus, tal como estou convencido de que a Bíblia ensina, significa que Deus preordenou tudo o que acontece. Antes da criação, Deus planejou e decidiu ("ordenou") toda a direção da história humana até os mínimos detalhes. Todas as circunstâncias no tempo são portanto a evidência externa do plano de Deus o qual Ele decretou na eternidade.
À luz disto, uma objeção comum é: "Se Deus já decidiu o que vai acontecer, então por que eu devo fazer alguma coisa? Nós, de qualquer jeito, não controlamos a história. Portanto, apenas nos acomodaremos num assento e não faremos nada". O oponente está dizendo que o resultado lógico da crença na absoluta soberania de Deus é o que nós chamaremos "fatalismo indiferente": a visão de que nós não devemos fazer nada, uma vez que Deus a tudo controla.
Como responderemos à objeção do fatalismo indiferente? Por que não acreditar na soberania absoluta de Deus leva ao fatalismo indiferente? E se Deus é absolutamente soberano, como nossas escolhas podem ter um sentido real? São questões muito boas que uma compreensão própria da soberania de Deus responderá.
Primeiro nós precisamos entender a diferença entre fatalismo e o que é chamado de compatibilismo. Compatibilismo é a visão de que Deus é absolutamente soberano e ainda assim nossas escolhas têm sentido real e somos responsáveis por elas. É o que creio que a Bíblia ensina, e é muitas vezes chamando "calvinismo". O fatalismo, de outra sorte, ensina que, aconteça o que acontecer, o que você escolha ou faça, as coisas produzirão o mesmo resultado. Por exemplo, se está determinado que Bill vai obter um "zero" na sua prova de amanhã, então não importa quão duro ele tenha estudado, ou quão bem ele saiba a matéria: ele vai fracassar. Suas escolhas não vão realmente afetar o que vai acontecer.[1]
A compatibilismo, em contraste com o fatalismo, diz que nossas escolhas realmente afetam o futuro, e que se uma escolha diferente tivesse sido feita, o futuro teria sido diferente. Nesse ponto de vista, se Bill não estudar, ele vai fracassar. Mas se ele estudar duro, então seu estudo será o meio que lhe fará obter uma boa colocação. Em consideração à soberania Do Deus, isso significa que Deus não apenas ordena os fins (por exemplo, uma boa classificação para Bill) e então dizer "isso vai acontecer, não importa como". Não, Deus também ordenou os meios de Seu plano final (por exemplo, Deus ordena que Bill vá estudar tal como os meios da obtenção de uma boa colocação que Ele decretou). Nossas decisões são como vínculos na cadeia de meios ordenados por Deus para ocasionar Seu plano final. Se decisões diferentes foram feitas, as conseqüências serão diferentes. Mas Deus trabalha para verificar que os meios que Ele tem ordenado certamente ocorrerão para que nenhum de Seus propósitos possa fracassar. Isto faz das decisões humanas realmente significativas e vitais.
Deveria ser agora mais evidente por que a absoluta soberania de Deus não remonta à indiferença do fatalismo. Em resumo, Bill deve estudar porque são esses os meios que Deus usa para perfazer sua boa colocação. Se Bill consegue boa colocação, então seu estudando esteve tão predestinado pelo plano de Deus como sua boa classificação. Todas as boas escolhas que alguém faz são definitivamente causadas por Deus; todas as más escolhas são permitidas de bom grado por Deus como uma parte de Seu plano. Além disso, Deus perfaz Seus decretos preservando de certo modo nossa responsabilidade e não viola nossa vontade (isso será explicado mais daqui a pouco).
A segunda razão para a indiferença do fatalismo é sua auto-contradição. A pessoa que é fatalisticamente indiferente estará dizendo: "Porque Deus decide tudo o que vai acontecer, eu pararei de fazer escolhas". Mas a escolha de parar de fazer escolhas é em si mesma uma escolha!
Deus nos fez de modo tal que somos seres tomadores de decisão. Sempre faremos um escolha ou outra em dada situação - não podemos ajudar mas para fazer escolhas quando confrontado com alternativas (não temos escolha nesse caso!). Por exemplo, quando confrontado com a opção de comer uma torta qualquer ou um bolo, seria impossível para mim não fazer um tipo de escolha. Eu teria ou a torta, ou o bolo, ou nenhum. Se eu me recuso a fazer uma escolha, eu ainda estou fazendo uma escolha - a escolha de não comer. O fatalismo indiferente é falso porque é impossível - ele se auto-destrói numa auto-contradição. Impossibilidades são totalmente inaplicáveis, porque tentar propor o fatalismo indiferente é negá-lo. Para esta razão isto não pode ser a aplicação lógica de opinião em soberania absoluto Do Deus.
Evidentemente, a soberania de Deus não remove a necessidade e a realidade das nossas escolhas. Mas se uma pessoa "modifica" sua posição de fatalismo indiferente e tenta usar a soberania de Deus como uma desculpa para permanecer em pecado?
Alguém poderia tomar a soberania de Deus e (in)aplicá-la nesse caminho. Isso seria pecado. Mas um ensino não se torna falso tão-somente porque ele foi mal aplicado. Deveríamos chegar também à conclusão de que a confiança da segurança eterna e a justificação pela fé só seriam falsas porque algumas pessoas tentam usá-las como desculpa para o pecado? (veja em Romanos 6:1-2 como Paulo responde à inaplicabilidade dessas verdades) Um pessoa pode decidir não buscar a Deus ou não O obedecer porque "tudo está submetido a Ele, de qualquer jeito". Mas perfaz indiferença e passividade o resultado lógico de crer na soberania de Deus? A crença na soberania de Deus não poderia apenas ser tomada tão facilmente em outra direção e devidamente aplicada para encorajar a obediência zelosa, ao invés de um fatalismo indiferente? Uma vez que nós devemos fazer um escolha ou para viver justamente ou viver pecaminosamente, em que bases enlata se diz aquele soberania Do Deus conduz logicamente para um escolha de ser humano em vez de de sinfulness da preguiça um escolha para godliness humano? Paul dizer alguma coisa aplicável aqui: "e por que não dizer (como nós estamos caluniosamente relatou e como algum afirmar aquilo nós dizemos), "há males que vêm para o bem? É certa sua condenação" (Romanos 3:8).
Em vez de dizer "Deus é soberano, portanto Eu não me preocuparei em buscá-Lo e fazer o que é correto" poder-se-ia dizer com igual coerência lógica que "Deus é soberano, portanto eu O obedecerei zelosamente em todo tempo porque eu sei que Ele certamente abençoará minha obediência com ótimos frutos. E sei que Ele me susterá vitoriosamente com Sua força e perseverança, uma vez que Ele não está somente no controle mas também é um Deus santo e piedoso, que ama a justiça." Um caminho ou outro será escolhido. Nós não podemos não escolher.
Mas como são feitas as escolhas? Responder a essa pergunta nos levará à real questão em jogo. Como seres humanos, nós fazemos escolhas segundo nosso estrito desejo momentâneo - nós escolhemos o que pensamos ser a melhor opção no momento. Isso quer dizer que nossas escolhas revelam nosso caráter, uma vez que é nosso caráter quem produz nossos desejos e, portanto, determina o que consideramos a melhor opção. Um bom caráter geralmente desejará boas coisas, e um mau caráter desejará coisas más. O que nós escolhemos, portanto, revela a condição de nosso coração.
Portanto, se nós usamos a soberania de Deus como uma desculpa para pecar, isso revela a iniqüidade em nosso coração. Se aplicamos corretamente essa doutrina, no entanto, e vemos a liberdade que ela nos dá para obedecer diligentemente, ela revela a bênção de que Deus está trabalhando em nossos corações. Se tentamos usar e usamos a soberania de Deus como desculpa para pecar, precisamos ir a Ele e nos arrependermos ao invés de concluir que Deus não é realmente soberano, afinal.
A soberania de Deus é, realmente, uma doutrina grandemente libertadora para nós. Ela nos liberta para obedecermos com alegre confiança, segurança e paz. Tal como um crente, nós devemos pensar assim: "Uma vez que Deus é soberano, a não obediência pode fazer mal ao meu relacionamento com Deus e, portanto, a obediência nenhuma, não importa quão "bobo" isso seja ao mundo e não importam as conseqüências, isso no final pode fazer mal a mim". Não é dessa maneira que Paulo usou a doutrina em Romanos 8:28-36? Ele disse no verso 28 e então procedeu à explicação de que a segurança que ela nos dá através do zelo, da obediência de risco porque "nada nos separará do amor de Cristo".[2]
Olhe a maneira pela qual Paulo aplica a soberania de Deus à nossa obediência em Filipenses 2:12-13: "desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor, porque Deus é quem efetua em vós tanto o querer como o realizar, segundo a sua boa vontade." De acordo com Paulo, o fundamento de nossa obediência é o fato de que Deus é no final das contas Quem coloca em nós a boa vontade e o efetuar a obediência. Paulo não disse que "Deus põe a boa vontade e trabalha em você, portanto fique na cama". Muito pelo contrário, ele viu a soberania de Deus como uma razão profunda e animadora para a obediência de risco!
Tendo entendido como nós fazemos as escolhas, estamos agora numa posição de entender como Deus pode controlar todas as coisas, e ainda conduzir Seu plano de modo a preservar a responsabilidade e liberdade humanas. Provérbios 16:9 diz que "O coração do homem traça o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos." Este versículo parece afirmar a liberdade humana e o controle absoluto de Deus por cima de nossa liberdade - ao mesmo tempo. Como podem ser compatíveis?
Como vimos anteriormente, nós escolhemos sempre segundo nosso desejo - sempre escolhemos a opção que preferimos. Isso faz cada escolha determinada (está determinado que eu vou escolher a opção que eu acho preferível), livre ainda (uma vez que não estamos sendo forçados a escolher, mas estamos escolhendo o que nós queremos).[3] Além disso, a ação de escolher está sempre acompanhada, subconscientemente ou conscientemente, pelo processo de considerar todos os aspectos da situação e pelo nosso desejo de realizar a opção que mais queremos. Uma vez que nós percebemos qual opção preferimos, sempre decidiremos por aquela opção, então. Por exemplo, quando dada a opção entre chocolate ou bolo branco, eu não posso e não determino espontaneamente que desejarei o bolo branco. Antes, eu reconheço ponderadamente que meu grande desejo é o bolo branco. Nossas escolhas são livres e são realmente nossas porque consideramos todos os aspectos da situação por nós mesmos e vimos à conclusão acerca de qual escolha ser melhor através de nossos próprios processos mentais. Assim, "a mente do homem planeja seu caminho"
Deus, no entanto, pode ainda estar no final das contas no controle e assim "dirigir nossos passos" regulando nossas situações e assim as informações sobre as quais baseamos nossas escolhas. Uma vez que sempre escolheremos a opção que nossas mentes encontram como a mais preferível à luz da situação, Deus pode simplesmente fazer as circunstâncias de modo tal que essa opção a qual achamos ser a preferível (e por isso a opinião que escolheremos) seja a escolha que Ele ordenou para realizarmos. Nossa escolha é livre e realmente nossa uma vez que é um resultado de nosso próprio raciocínio e processo mental ("a mente do homem planeja seu caminho"), mas Deus ainda a controla porque Ele ordenou e conduziu para que as informações de nossos processos mentais fossem a base para verificarmos que a escolha que fazemos é a que Ele desejou ("o Senhor dirige seus passos").
Se alguém com quem nós estamos conversando tenta sempre usar a soberania absoluta de Deus como uma desculpa para não buscar a Deus ou Lhe obedecer, a solução não é dizer que "Deus não é realmente soberano - você tem um livre-arbítrio para escolher contra os propósitos eternos de Deus". Os pecadores, a Bíblia diz, fogem de Deus por natureza e procuram uma desculpa qualquer para justificar sua fuga. Uma tentativa de usar a soberania de Deus como desculpa para continuar em pecado revela as pessoas pecadoras e a necessidade da graça de Deus. A soberania de Deus não é a causa da indiferença - o pecado é a causa. Não atribuímos a culpa a quem ela não pertence.
Então, o que devemos fazer não é apelar ao "livre-arbítrio" numa tentativa de convencer a pessoa de que ela deva obedecer, mas apontar-lhe seu pecado, dobrar nossos joelhos e orar: "Deus, Eu sei que controlas todas as coisas. Portanto eu oro a Ti para que mudes o coração do meu amigo e o faça buscar a Ti. Por favor, dá-lhe um desejo irresistível por Ti." Deus é a resposta para uma fuga de Deus pelo incrédulo, não o livre-arbítrio. Apelar para seu "livre-arbítrio" não pode ajudar, uma vez que seu "livre-arbítrio" não pode se submeter a Deus além de Sua graça soberana (Romanos 8:7; João 6:44,65). A soberania de Deus não é problema deles, é sua única esperança.
Concluindo, eu tive um experiência no verão passado que talvez dê uma luz a essa questão. Estava no topo do Monte Pike no Colorado. As nuvens acima eram de cor preta e ameaçadoras, mas eu não estava muito consciente do perigo. Estava gostando da vista do cume da montanha numa área escancarada, longe de qualquer abrigo. De repente meu cabelo levantou todo. Isso sinalizou a mim de que um relâmpago ia cair bem perto a mim, e logo. Eu não tinha nenhum controle sobre isso, se iria acertar ou não, e eu sabia. Soube também que não havia nenhum lugar para procurar abrigo do relâmpago. Não havia nem permanecido ali ainda e disse: "Eu não estou no controle da situação, então que importa se ele vai me acertar ou não - não me interessa." Não - eu estava assustado e corri até um abrigo, mesmo sabendo que podia não conseguir. Sabendo ser incapaz foi a razão pela qual eu procurei refúgio.
É uma situação parecida com a soberania de Deus. Nós não estamos no controle - Deus está. Mas saber disso pode ser talvez o sentido de Deus usar meios para mover um santo ocioso a agir. A soberania de Deus, no entanto, é ligeiramente diferente da minha experiência do relâmpago. Se Deus principia em nós um escape para refúgio em Sua misericórdia e bondade, essa não é uma esperança fugaz. Ele nos trará com segurança a Si mesmo.
NOTAS
1. Veja Lowell Kleiman e Stephen Lewis, Filosofia: Uma Introdução Através da Literatura, (Paragon House: Nova Iorque, 1992), p. 554.
2. Se somos cristãos obedientes, podemos estar sempre satisfeitos completamente na esperança que a divina providência nos dá - mesmo quando experimentamos momentos difíceis nessa terra. O desejo íntimo de um cristão é que eles se deleitem nisso e estejam plenos na glória de Deus e adorem exaltá-Lo no mais alto do céu. O maior desejo de Deus, por outro lado, também é o de ser exaltado no mais alto do céu. E Ele é mais glorificado quando Seu povo se satisfaz Nele. Uma vez que Deus é soberano - tão bem quanto infinitamente desejoso por Sua própria glória - Ele não deixará Seu prazer em ser glorificado fracassar. Realmente, Ele trabalha todas as coisas em conjunto para Sua maior glória, o que é nosso maior bem. E isso significa que um deleite de um cristão obediente por um dia apreciar a glória de Deus ao máximo possível não pode ser decepcionado!
3. Que ocorre quando você escolhe, por exemplo, estudar para uma prova quando você na verdade quer ir ao cinema à noite? Nesse caso, você desejou os benefícios, de longo prazo, da boa nota que o estudo lhe trará, mais do que o prazer de curto prazo que um bom filme trará. Assim quando opta pelo estudo, você ainda está escolhendo o que prefere, no final das contas.

Traduzido por: Cleber Olympio
Fonte:Monergismo 

MEFIBOSETE - Paulo Junior



A vida de Mefibosete

"E Jônatas, filho de Saul, tinha um filho aleijado de ambos os pés; era da idade de cinco anos quando as novas de Saul e Jônatas vieram de Jezreel, e sua ama o tomou, e fugiu; e sucedeu que, apressando-se ela a fugir, ele caiu, e ficou coxo; e o seu nome era Mefibosete." 2 Samuel 4:4 Um nome esquecido na bíblia,assim como uma grande parte de sua vida foi esquecida.Podemos falar de Saul,deJônatas,de Davi,mas nem sempre é tocado no nome de Mefibosete.Mefibo...quem???Isso mesmo,Mefibosete!!!Estudando a vida desse homem,notei três aspectos de suma importância que traçaram sua história.




1-Como vimos no início,ele era um homem de linhagem real,neto do rei.Isso fazia dele alguém com uma perspectiva de vida enorme;seu futuro era uma promessa.Acredito que ainda quando criança seu coraçãozinho se enchia de alegria só de pensar que seu avô era rei,e que seu pai possivelmente iria se tornar.Mas algo aparentemente trágico aconteceu logo no início de sua infância: Aos cinco anos de idade uma queda o deixa paralítico de ambos os pés.(Agora peço a você que tente se lembrar de algo que talvez aconteceu na sua infância e que hoje te impede de caminhar.O Espírito Santo quer trazer cura para a sua vida!!!)E agora??? O que vai ser do futuro desse garoto???A partir daí ele é esquecido!!!

2-Aquele garoto nobre que tinha tudo pra dar certo foi parar não se sabe onde e nem como!A bíblia não relata nada sobre sua infância e juventude.Você já parou pra pensar como deve ter ficado seu coração?Os sonhos que ele um dia teve ainda criança passando por seus olhos e indo embora,sua família totalmente desestruturada,suas emoções feridas desde cedo.Agora o garoto é levado para o anonimato,onde vai crescer e virar um homem.Tudo esquecido,ás vezes até mesmo por ele.Mas não por Deus!!! O silêncio de Deus serve para fazer crescer,e justamente onde ninguém vê!Momentos de dor,de tristeza,de um notório esquecimento.Mas de muito crescimento e cura!!!

3-Jônatas,pai de Mefibosete,quando ainda era vivo havia se tornado o melhor amigo de Davi,que agora era rei da nação de Israel! "E disseDavi: Há ainda alguém que tenha ficado da casa de Saul, para que lhe faça benevolência por amor deJônatas?"2 Samuel 9:1 Daí pra frente vemos se cumprindo os sonhos não apenas de Mefibosete,mas de Deus em sua vida!A restauração Chegou!valeu a perseverança,a espera,o confiar!!!Mefibosete passa a ter de volta todas as terras de seu avô Saul,passa a morar no palácio real e comer pão de contínuo na mesa do rei.Alcança para toda a sua vida o favor do Rei...não somente o rei Davi,mas aquele Rei que o tempo todo esteve olhando por ele!!!Ficam então os três passos:

1-Sonhos e promessas;

2-Anonimato;

3-Restauração e cumprimento das promessas.

Que essa palavra possa trazer cura e poder de restauração pra sua vida assimcomo trouxe pra minha!!!

Paz!

Comece a invocar o poder da aliança!

Mefibosete significa: exterminador da vergonha.
Profético,para quem conhece a história deste homem narrada em 2Samuel 9:1-11.
Seu pai Jonatas fez uma aliança com Davi que um dia cumpriu a parte dele na aliança,resgatando a vida de seu filho Mefibosete que estava esquecido (após a morte de seu pai) e sentindo-se abandonado pelas circunstâncias da vida,e neste dia,frente a frente com o rei,Davi olha em seus olhos e lhe diz você é Mefibosete (o exterminador da vergonha)lembrando o significado profético deste nome,trazendo à memória quem ele era e tornando uma realidade este significado.
Através desta aliança que foi feita Mefibosete foi honrado pois Davi estava invocando a aliança na vida dele.
E assim como Jonatas havia feito com Davi,Deus fez uma aliança comigo e com você.E mesmo que você desconheça esta aliança ela é e sempre será válida sobre sua vida.Mefibosete não conhecia esta aliança,mas foi beneficiado por ela e foi convidado para comer na mesa do rei.
Um aliança traz restauração e segurança para quem à tem,por isso:
ã:
  • precisamos nos apropriar desta aliança recebendo humildemente como nosso caro Mefibosete toda esta graça que é presente imerecido,
  • precisamos reconhecer que Jesus um dia fez algo por nós,para nos resgatar do lugar da vergonha,
  • precisamos ouvir a voz do rei (Jesus) a nos dizer quem nós somos e nos lembrar do significado profético de nossos nomes:’Ao vencedor,. lhe darei uma pedrinha branca, e sobre essa pedrinha escrito um nome novo’ (Ap 2.17),
  • precisamos comer o pão da aliança e sentar na presença do rei.
Saiba que um dia Judas chegou a pegar deste pão,mas foi repreendido e se retirou!
Que sigamos o exemplo de Mefibosete................




Escrevendo a Igreja Afligida - John Bunyan (1628-1688)


Os sofrimentos de John Bunyan deixaram sua marca em todos os seus escritos. George Whitefield disse, a respeito do Peregrino, "Tem cheiro de prisão. Foi escrito quando o autor estava confinado na cadeia deBedford. E os ministros nunca pregam ou escrevem tão bem como quando estão debaixo da cruz. O Espírito de Cristo e da glória repousa sobre eles".


C. H. Spurgeon - Um Novo Coração (Sermão)




Despertando Noé do seu vinho, soube o que lhe fizera o filho mais moço e disse: Maldito seja Canaã; seja servo dos servos a seus irmãos. E ajuntou: Bendito seja o SENHOR, Deus de Sem; e Canaã lhe seja servo. Engrandeça Deus a Jafé, e habite ele nas tendas de Sem; e Canaã lhe seja servo. (Gênesis 9:24-27)



O Novo Coração

Um Sermão (Nº 0212)
Pregado na Manhã de Sábado, 05 de Setembro de 1858 pelo
Reverendo C. H. Spurgeon
No Salão de Música, Royal Surrey Gardens – Inglaterra

Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne.” — Ezequiel 36:26.
CONTEMPLEM UMA DAS MARAVILHAS do amor divino. Quando Deus fez suas criaturas, uma criação que Ele considerou como suficiente, se estas caíssem da condição em que tinham sido criadas, Deus, normalmente, consentia que sofressem o castigo de sua transgressão, e que morressem no lugar em que elas caíram. Mas aqui Ele faz uma exceção; o homem, o homem caído, criado puro e santo por seu Criador, se rebelou ímpia e debiberadamente contra o Altíssimo, e perdeu seu primeiro estado, mas contemplem, ele é para ser o objeto de uma nova criação através do poder do Espírito Santo de Deus. Contemplem isto e maravilhai-vos! Que é o homem comparado com um anjo? Não é algo pequeno e insignificante? "E aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, Ele os tem reservado em prisões eternas na escuridão para o juízo do grande dia". Deus não teve misericórdia deles; Ele lhes fez puros e santos, e deveriam ter permanecido assim, porém visto que eles deliberadamente se rebelaram, Ele arremessou-lhes de seus brilhantes tronos para sempre, e sem uma só promessa de misericórdia, lhes encerrou nas sólidas masmorras do destino, para sofrer o tormento eterno. Porém maravilhai-vos, oh céus, o Deus que destruiu os anjos desceu de Seu alto trono na glória para falar ao homem e assim dizer-lhe: "Ora, vós caístes de mim como os anjos; vós haveis errado grandemente, e haveis deixado meus caminhos - não por amor de vós Eu faço isto, mas por amor de meu próprio nome - eis que Eu repararei o dano que vossa própria mão tem feito; tirarei de vós o coração que se tem rebelado contra mim. Eu colocarei minha mão uma segunda vez para trabalhar; uma vez mais vos colocarei sobre a roda do oleiro, e farei de vós um vaso de honra, aptos para meu gracioso uso. Tirarei o coração de pedra, e vos darei um coração de carne; um novo coração vos darei; um novo espírito porei dentro de vós." Não é isto uma maravilha da soberania divina e da infinita graça, que embora os poderosos anjos foram lançados no fogo para sempre, Deus fez um pacto com o homem de que Ele iria renová-lo e restaurá-lo?
E agora, meus queridos irmãos, tentarei esta manhã, em primeiro lugar, mostrar a necessidade da grande promessa contida em meu texto, que Deus nos dará um coração novo e um espírito novo; e em segundo lugar, me esforçarei para mostrar a natureza da grande obra que Deus faz na alma, quando Ele cumpre esta promessa; e por último, algumas observações pessoais para todos os meus ouvintes.
I. Em primeiro lugar, é meu dever esforçar-me para mostrar A NECESSIDADE DESTA GRANDE PROMESSA. Não é que seja necessário alguma demostração aos Cristãos iluminados e vivificados; mas isto é para a convicção do ímpio, e para a humilhação de nosso orgulho carnal. Oh, que esta manhã o gracioso Espírito possa nos mostrar nossa depravação, que possamos através disso sermos levados a buscar a realização desta misericórdia, a qual é certamente e abundatemente necessária, se quisermos ser salvos. Você notará em meu texto que Deus não tem prometido aperfeiçoar nossa natureza ou remendar nossos corações partidos. Não, sua pro messa consiste em nos dar um novo coração e um espírito de retidão. A natureza humana está muito longe de ser apenas melhorada. Não é como uma casa que precisa de pequenos reparos, tais como substituir uma telha ou fazer um reboco no teto. Não, ela está completamente corrompida. Até seu alicerce está arruinado. Do teto ao alicerce, não há uma viga sequer que não tenha sido comida pelos cupins. Não existe mais solidez, está toda apodrecida e pronta para desabar. Deus não faz tenta-tivas ou experimentos com o homem; Ele não escora as paredes com estacas ou pinta novamente as portas; não ornamenta e embeleza, mas determina que a velha casa seja completamente derrubada, e uma nova seja construída em seu lugar. Como já mencionei, isto é mais do que ser restaurada ou melhorada. Se apenas algumas peças estivessem em mau estado, poderiam ser consertadas. Se tão-somente uma ou duas engrenagens desta grande máquina chamada “humanidade” estivessem quebradas, o Criador colocaria tudo em ordem. Trocaria as peças quebradas, substituiria a roda danificada, e a máquina voltaria a trabalhar. Pelo contrário, os reparos são necessários por toda parte; não há sequer uma alavanca que não esteja quebrada ou eixo sem estragos; nenhuma das engrenagens funciona corretamente. A cabeça toda está doente e o coração completamente debilitado. Da sola dos pés à cabeça, a raça humana está toda infestada de chagas e feridas pútridas. Por isso, o Senhor, não pensa em apenas um simples reparo. Ele diz: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne”.
Agora procurarei mostrar que Deus é justificado nisto, e que houve uma necessidade abundante para que adotasse a resolução de agir assim. Porque em primeiro lugar, se você considerar o que a natureza humana era, e o que ela é, não passaria muito tempo antes de você dizer: "Ah, este é deveras um caso sem esperança". Considere então, por um momento quão má a natureza humana deve ser, se pensarmos quão hostilmente ela tem tratado seu Deus. Recordo que William Huntingdon disse em sua autobiografia, que uma das mais profundas sensações de pena que teve, depois de ter sido vivificado pela graça divina foi esta: "Ele sentiu lástima por Deus". Não sei se me deparei com esta expressão em outro lugar, mas ela é muito expressiva; embora eu prefiriria dizer sentir simpatia para com Deus e pesar pelo mau trato que recebe. Ah, meus amigos, há muitas pessoas que são esquecidas, que são desprezadas e menosprezadas por seus companheiros; porém, jamais houve algum homem que tenha sido tão desprezado como o eterno Deus tem sido. Muitos homens têm sido difamados e ofendidos, mas nunca um homem foi tão ofendido como Deus tem sido. Muitos têm sido tratados cruelmente e de forma ingrata, mas nunca alguém foi tratado como o nosso Deus tem sido. Olhemos para nossas vidas passadas - quão ingratamente tinhamos sido para com Ele! Ele nos deu a existência, e a primeira palavra de nossos lábios deveria ter sido em Seu louvor; e enquanto vivermos aqui, nosso dever é o de cantar perpetuamente Sua glória; porém em vez disto, desde o nosso nascimento temos dito somente o que é falso, enganoso e ímpio; e desde então temos continuado a fazer o mesmo. Nunca temos correspondido às Suas muitas misericórdias com gratidão e agradecimento, mas as temos esquecido sem um único aleluia, crendo, em nossa indeferença para com o Altíssimo, que estávamos tentando esquecer Deus porque Ele havia se esquecido totalmente de nós. Pensamos tão raramente nEle que bem se poderia imaginar que, certamente, Deus nunca nos deu ocasião para pensarmos nEle. Addison disse:
"Quando todas as tuas misericórdias, Oh meu Deus,
Minha alma nascente analisa,
Transportada com a visão, me perco
Em maravilha, amor e louvor".
Porém eu creio que, se olharmos para trás com olhos de penitência, seremos imersos em assombrossa vergolha e tristeza, porque nosso choro será: "Como pude tratar tão mal a um amigo tão bom? Como pude esquecer-me de tão misericordioso e benfeitor, e não haver abraçado nunca a um pai tão dedicado? Como nunca LHE dei o beijo de minha amorosa gratidão? Como nunca busquei a forma de fazer algo para indicar-LHE que apreciava Sua bondade, e que sentia um grato retorno de Seu amor em meu coração?"
Porém, pior do que isto, nós não temos somente nos esquecido dEle, mas temos nos rebelado contra Ele. Temos assaltado o Altíssimo. Se conhemos qualquer coisa que nos faça lembrar de Deus, pronto a odiamos; temos desprezado Seu povo, temos chamado-os de santarrões, de hipócritas e de Metodistas. Temos menosprezado Seu dia; Ele o separou intencionalmente para o nosso bem, e este dia temos tomado para os nossos próprios prazeres e trabalhos em vez de consagrá-lo a Ele. Ele nos deu um livro como uma prova de amor, e deseja que o leiamos, porque este livro está cheio do Seu amor para conosco; e o temos guardado perenemente fechado até as aranhas tecerem suas teias ao redor de suas fohas. Ele abriu uma casa de oração e nos convidou para irmos lá, para falar-nos ali desde Seu trono de misericórdia; porém nós temos frequentemente preferido o teatro à casa de Deus, e o escutar qualquer coisa antes que a voz que nos fala desde o céu.
Ah, meus amigos, novamente vos digo que nunca houve um homem tratado pelos seus semelhantes, até mesmo o pior dos homens, tão mal como Deus tem sido, e todavia enquanto os homens têm maltratado-O, Ele ainda continua a abençoá-los; Ele tem colocado fôlego nas narinas do homem, até quando este LHE tem amaldiçoado; Ele tem dado alimento para ele comer até quando este tem gasto a força de seu corpo em guerra contra o Altíssimo; e no próprio Domingo, quando tu tem estado quebrando Seus mandamentos e gastando o dia em suas próprias luxúrias, é Ele que tem dado luz aos teus olhos, fôlegos para os seus pulmões, e força para seus nervos e tendões; abençoando você enquanto tu LHE amaldiçoa. Oh! que consolo saber que Ele é Deus e não muda, se não nós, os filhos de Jacó, teríamos sido consumidos à muito tempo atrás, e justamente também.
Imaginem uma pobre criatura morrendo em uma fossa. Não creio que tal coisa aconteça neste país; mas se tal coisa ocoresse, se alguém que fosse rico subitamente se tornasse pobre e todos os seus amigos lhe abandonassem; e se quando ele pedisse pão ninguém lhe ajudase, até que finalmente, e sem sequer um trapo para se cobrir, seu corpo maltratado fosse lançado vivo em uma fossa. Isto, eu creio, seria o extremo do menosprezo humano à humanidade; mas Jesus Cristo, o Filho de Deus, foi tratado mais perversamente do que isto. Seria mil vezes mais misericordioso para com Ele, se eles O tivessem permitido morrer desamparado em uma fossa; mas a natureza humana não tem sido tão boa assim. Ele teve que conhecer o ápice da maldade humana, e portanto Deus permitiu que os homens se apoderassem de Cristo e o cravassem no madeiro. Ele permitiu que O colocassem dependurado no madeiro e que zombassem de sua sede oferecendo-LHE vinagre, e que ridizularizassem e desprezassem o extremo de Suas agonias; Deus permitiu que os homens fizessem dEle um objeto de risos e desdém, e que olhos lascivos e cruéis comtemplassem o seu corpo rasgado e despido.
Oh! opróbio da humanidade: nunca houve alguma criatura tão perversa como o homem. As próprias bestas são melhores do que ele, porque o homem tem os piores atributos delas e nenhum dos seus melhores. Ele tem a ferocidade do leão sem sua nobreza; tem a teimosia de um asno sem sua paciência; tem toda a gula devoradora de um lobo, sem a sabedoria de evitar as armadilhas. Ele é um abutre ávido por cadáver, porém nunca está satisfeito; ele é a própria serpente com o veneno de áspide debaixo de sua língua, porém expele seu veneno tanto perto como longe. Ah, se você julgasse a natureza humana por sua forma de tratar a Deus, verdadeiramente reconheceria que é demasiada má para poder ser remendada, e que é necessário ser feita de novo.
Novamente, há outro aspecto sobre o qual podemos considerar a malignidade da natureza humana: o seu orgulho. Está é a própria frase que demostra a maldade do homem - que ele é tão orgulhoso. Amado, o orgulho está entrelaçado na própria trama e urdume de nossa natureza, e não nos desfaremos dele até que sejamos envoltos em nosso sudário. É surpreendente que quando estamos em nossas orações - quando tentamos fazer uso de expressões humildes, somos denunciados pelo orgulho. Me aconteceu isto outro dia, quando me encontrava de joelhos, fazendo uso de uma expressão como esta: "Oh Senhor, me afligo diante de Ti; oxalá não tivesse sido tão pecador como tenho sido. Oh, se nunca me revoltasse e rebelasse como tenho feito". Aí estava o orgulho; porque, quem sou eu? Por que me lamentava? Eu deveria saber que eu era tão pecador que não era anormal ter me extraviado anteriormente. A maravilha era que eu não tinha chegado a ser tão mal devido a Deus, e não devido a mim mesmo. De forma que quando tentamos ser humildes, podemos estar imprudentemente precipitando no orgulho. Que coisa estranha é o ver um tão culpado e miserável pecador orgulhoso de sua moralidade!; e apesar disto, é algo que encontramos todos os dias. Um homem que é um inimigo de Deus, orgulhoso de sua honestidade, e não obstante roubando a Deus; um homem orgulhoso de sua castidade, e todavia se olhamos para os seus pensamentos, eles estão cheios de lascívia e impureza; um homem orgulhoso do louvor de seus companheiros, enquanto ele próprio é censurado por sua consciência e pelo Deus Todo-Poderoso. É uma coisa espantosa e estranha pensar que o homem possa ser orgulhoso, quando ele não tem nada de que se ufanar. Um pedaço de barro vivo e animado - poluído e corrompido, um inferno vivente, e contudo orgulhoso. Eu, um filho bastardo daquele que roubara o jardim de ouro de seu Mestre, daquele que se desviou e não quis ser obediente; daquele que desprezou tudo quanto tinha pelo vil valor de uma maça !; e ainda assim orgulhoso de minha ancestralidade ! Eu, que vivo da caridade diária de Deus, orgulho de minha riqueza, quando não tenho um centavao para me abençoar, a menos que Deus decida dá-lo a mim ! Eu, que vim nu a este mundo e nu sairei dele ! Eu, orgulhoso de minhas riquezas - que coisa estranha ! Eu, um novato selvagem, um ignorante que nada sabe, orgulhoso de minha sabedoria ! Oh, que coisa estranha é que esse néscio chamado homem se entitule a si mesmo de doutor, e se faça mestre de todas as artes quando não o é de nenhuma, e é muito mais tolo quando crê que sua sabedoria alcançou o mais alto grau. E oh, o mais estranho de tudo é que este homem que tem um coração enganoso - cheio de todos os tipos de concupiscências, e adultério, idolatria, e luxuria, se atreva a dizer que é uma excelente pessoa, e que se ensorbebeça crendo que, porque reúne algumas boas qualidades, é digno da veneração de seus semelhantes, se não da consideração do Altíssimo. Ah, a natureza humana, esta é tua própria condenação: orgulhosa, quando não tem do que se gloriar. Escreva "Ichabod" [N.T.: 'onde está a glória?' ou 'a glória se foi'] sobre ela. A glória se foi para sempre da natureza humana. Rupudiemo-la, e que Deus nos dê uma nova, porque a velha jamais poderá ser melhorada. Ela está irremediavelmente insana, decrépita e corrompida.
Além do mais, é totalmente certo que a natureza humana não pode ser melhorada, porque muitos têm tentado, mas sempre com fracasso. Um homem, tentando corrigir a natureza humana, é como alguém tentando mudar a posição de um monstravento, girando-o para o este quando o vento está soprando para o oeste; e quando tirar as mãos dele, tornará de novo a sua posição anterior. Tenho visto alguns que tratam de restringir sua natureza - pessoas de temperamento colérico, que tentam se consertar um pouco e conseguem, porém em seguida volta a aparecer, já que se o fogo não arde normalmente, nem as chamas encontram saída, queima seus ossos até se tornarem brancos com o calor da malícia, deixando em seu coração um resíduo de cinzas de vingança. Tenho visto um homem tentando se fazer religioso, e que monstruosidade ele faz consigo mesmo ao tentar fazê-lo, porque suas pernas não são iguais e caminham manquejando no serviço de Deus; ele é uma criatura deformada e rude, e todo aquele que olha para ela descobre logo a inconsistência de sua profissão. Oh! asseguramos que é em vão para tal homem tentar se parecer branco, bem como para o Etíoipe pensar que pode fazer sua pele se parecer branca pela aplicação de cosméticos sobre ela, ou para o leopardo pensar que suas manchas podem ser limpas; que tal homem nunca imagine que pode cancelar a ruindade de sua natureza por esforços religiosos.
Ah, eu tenho tentado muitas vezes reformar-me sem nenhum êxito; quando começava, encontrava um demônio dentro de mim, e quando terminava, o número tinha aumentado para dez. Em vez de me tornar melhor, piorava; e os diabos da minha justiça própria, da confiança em si mesmo, do orgulho e de muitos outros faziam em mim morada. Quando estava ocupadao varrendo minha casa e adornando-a, eis aqui um que procurava livrar-se disso, e que tinha saído um pouco, retornando e trazendo consigo outros sete espíritos mais ímpios do que ele mesmo, e entrando e habitando ali. Ah, meus queridos amigos, vocês podem tentar se reformar, mas descobrireis vossa impossibilidade, e lembrarão que mesmo se pudessem, não seria esta a obra que Deus requer; Ele não quer reformas, mas renovação; Ele não deseja um coração um pouco melhorado, mas um novo coração.
Mas, novamente, vocês facilmente perceberão que devem ter um novo coração, quando considerarem quais sãos as ocupações e gozos da religião Cristã. A natureza que pode alimentar-se da imundícia do pecado e devorar o cadáver da iniquidade, não é de modo algum a natureza que poderá cantar louvores a Deus e regozijar em Seu santo nome. O corvo, que tem comido de tudo que é repugnante, esperais que ele chegará a ter a bondade da pomba e brincar com o seu par no telhado?; não! a menos que possais mudar o corvo em uma pomba; porque enquanto ele for corvo, todas suas propensões inatas lhe inclinarão sempre para o imundo e lhe será impossível fazer algo que esteja acima de sua natureza de corvo. Vocês têm visto o abutre devorando a carne putrefada, e esperais ver-lhe pousado na grama cantando louvores a Deus, com seu rouco chiado e grasna garganta? e vocês podem imaginar que o vereis como a galinha, picando o grão limpo à porta do celeiro, sem que seu caráter e disposição sejam completamente mudados? Impossível. Vocês podem imaginar que um leão deite com um bezerro, e coma palha como o boi, sendo leão? Não; deve haver uma mudança. Você pode colocar nele pele de ovelha, porém jamais será uma ovelha, a menos que a natureza de leão seja despojada. Tentai melhorar um leão por tanto tempo como quiserem; se o próprio Van Amburgh tivesse estado melhorando seus leões durante mil anos, jamais haveria feito deles ovelhas. E também podeis tentar melhorar o corvo e o abutre durante todo o tempo que lhe agradar, porém jamais podereis fazer deles pombas; é necessário que haja uma mudança total de caráter. Assim pois, dizei-me: É possível que um homem que tenha estado cantando as obscenas canções da embriagues, que tenha manchado seu corpo com toda classe de impurezas e tenha amaldiçoado a Deus, possa entoar Seus supremos louvores no Céu como aquele que tem amado os caminhos da pureza e da comunhão com Cristro? Não, nunca, a menos que sua natureza tenha sido totalmente mudada. Porque se sua condição segue sendo a mesma, a aperfeiçoareis como puder, e nunca alcançareis nada melhor. Enquanto o coração for o que é, nunca podereis o fazer sentir os gozos celestiais da natureza espiritual dos filhos de Deus. Por conseguinte, irmãos, é certamente necessário que uma nova natureza nos seja impartida.
E uma consideração a mais, e concluirei este ponto. Deus odeia uma natureza depravada, e portanto esta deve ser tirada, antes que posssamos ser aceitos por Ele. Deus não odeia o nosso pecado tanto como nossa pecaminosidade. Não o transbordar do manancial, mas a própria fonte. Não a flecha que sai do arco de nossa depravação, mas o braço que levanta o arco do pecado e o motivo que lança os dardos contra Deus. O Senhor não está irado somente contra nossos atos manifestos, mas contra a natureza que dita os atos. Deus não é tão míope que enxerge somente a superfície, Ele observa a própria fonte e origem. Ele diz: "Em vão será que façais o fruto bom, se a árvore permanece corrupta. Em vão tratais de adoçar a água, enquanto a própria fonte está poluída". Deus está irado com o coração do homem; Ele tem uma ira contra a natureza depravada do homem, e Ele a tirará e a arrancará totalmente antes de admitir este homem em alguma comunhão com Ele - e acima de tudo, na doce comunhão do Paraíso. Há portanto, uma exigência de uma nova natureza, e que nós a devemos ter, ou de outro modo, jamais poderemos ver Seu rosto com favor.

II. E agora, será minha prazenteira ocupação esforçar-me, em segundo lugar, para apresentar-vos mui brevemente A NATUREZA DESTA GRANDE MUDANÇA QUE O ESPÍRITO SANTO OPERA EM NÓS.
E, posso começar observando, que esta é uma obra divina do começo ao fim. O dar ao homem um novo coração e um novo espírito é uma obra de Deus, e uma obra de Deus somente. O armianismo cai por terra quando chegamos a este ponto. Nada se enquadra aqui melhor do que aquela verdade que não está em moda, que os homens chamam de Calvinismo. "A Salvação é do Senhor somente"; esta verdade suportará o teste dos séculos e não poderá ser movida, porque ela é a verdade imutável do Deus vivo. E todo o caminho da salvação temos que aprender desta verdade, mas especialmente quando chegamos aqui, a esta particular e indispensável parte da salvação, a formação de um novo coração dentro de nós. Esta deve ser uma obra de Deus; o homem não pode se reformar por si só, mas como o homem pode dar a si mesmo um novo coração? Eu não preciso me estender mais sobre este pensamento; num momento, ele se tornará evidente para vocês, pois a própria natureza da mudança e os termos em que ela é mencionada aqui, a coloca além de todo poder do homem. Como pode o homem colocar em si mesmo um novo coração, quando este, sendo o poder motivador de toda a vida, deve exercer sua ação antes que alguma coisa possa ser feita? E assim sendo, como poderão os esforços de um coração velho produzir um novo coração? Podeis imaginar que uma árvore com um coração podre, possa, por sua própria energia vital, criar para si mesma um novo coração? Não podeis supor tal coisa, Se o coração fosse reto em sua essência, e os defeitos estivessem simplesmente em alguns ramos da árvore, vocês poderiam conceeber que a árvore, através do poder vital de sua seiva dentro de seu coração, poderia retificar o erro. Sabemos que há certa classe de insetos que quando perdem seus membros, pelo poder vital que há neles, são capazes de recuperá-los novamente. Porém, arrancai a fonte do poder vital - o coração; deixe-o enfermar ali, e que poder existe que possa, por alguma possibilidade, retificá-lo, a menos por um poder sem fim - na realidde, um poder de cima? Oh amados, jamais houve um homem que tenha andado tanto quanto a grossura de um cabelo, no caminho que conduz a um novo coração. Ele deve permanecer passivo ali - ele se tornará ativo mais adiante - mas no momento em que Deus coloca uma nova vida na alma, o homem está passivo: e se existe algo de atividade, é uma atividade de resistência contra isto, até que Deus, derrotando a resistência pela Sua vitoriosa graça, exerce Seu senhorio sobre a vontade do homem.
De novo, esta é uma mudança graciosa. Quando Deus coloca um novo coração no homem, não é porque o homem mereça um novo coração - porque não há nada de bom em sua natureza, que possa ter movido Deus a lhe dar um novo espírito. O Senhor simplesmente dá ao homem um novo coração, porque Ele assim o deseja; esta é sua única razão. "Mas", você diz, "suponha que um homem clame por um novo coração?" Eu respondo, nenhum homem jamais clamou por um novo coração até que ele o tenha recebido, porque o clamor por um novo coração prova que já existe um novo coração ali. Mas, diz alguém: "Não devemos pois, pedir por um espírito novo?" Sim, sei que esta é vossa obrigação - mas, sei igualmente que esta é uma obrigação que nunca será cumprida. Vocês são ordenados a fazer por si mesmos novos corações, mas sei que nunca tentareis fazê-lo, até que Deus em primeiro lugar os movo a isto. Assim que vocês começarem a buscar por um novo coração, isto será uma evidência presumível de que o novo coração já está ali em seu germe, porque não teria existido esta germinação em oração, a menos que a semente estivesse ali antes disso. "Mas", diz outro, " suponhamos que haja alguém que não tenha esse novo coração, e contudo anseie tê-lo; ele o terá?" Tu não deverias fazer suposições impossíveis; enquanto o coração do homem for depravado e vil, ele nunca terá tal desejo. Eu não posso, portanto, falar que pode acontecer algo que nunca acontecerá. Eu não posso responder suas suposições; se você supõe você mesmo em uma dificuldade, você deve supor você mesmo fora dela. Mas o fato é que o homem nunca buscou, nem jamais buscará um novo coração ou um espírito reto, até que, antes de tudo, a graça de Deus comece sua obra nele. Se há algum Cristão aqui, que começou com Deus, que o publique nos quatro cantos da terra; ouçamos, ainda que somente uma vez, que houve alguém que se antecipou a seu Criador. Porém, eu nunca conheci nunca um caso parecido; todo Cristão declara que Deus começou a obra, e eles com gozo cantam:
"Foi o mesmo amor que preparou o banquete,
Que docilmente me forçou a entrar
Pois de outra forma, teria recusado provar,
E em meu pecado, perecido já".
Esta é uma graciosa mudança, livremente dada sem qualquer mérito da criatura, sem qualquer desejou ou bom vontade que o precedam. Deus a opera por seu próprio beneplácito, e não de acordo com a vontade do homem. Uma vez mais: ela é um esforço vitorioso da graça divina. Quando Deus primeiramente começa a obra de mudar o coração, Ele encontra o homem totalmente contrário a que tal mudança se realize. O homem, por natureza, chuta e luta contra Deus; ele não quer ser salvo. Eu devo confessar que eu nunca teria sido salvo, se eu pudesse ter contribuído para isto. Durante todo o tempo que pude, me rebelei, revoltei e lutei contra Deus. Quando Ele queria que eu orasse, eu não o fazia: quando Ele queria que eu ouvisse a voz de um ministro, eu não ouvia. E quando eu ouvia, e as lágrimas rolavam em minha face, eu as secava e resistia ao derreter de meu coração. Quando meu coração era um pouco tocada, tentava distraí-lo com prazeres pecaminosos. E quando não era desta forma, tratava de defender-me com minha justiça própria; e não teria sido salvo se o sopro eficaz de sua graça não me houvesse alcançado, vencendo toda oposição com seu esforço irresistível. Ele conquistou minha vontade depravada, e me fez inclinar diante do cetro de Sua graça. E assim ocorre em todos os casos. O homem se revolta contra seu Criador e seu Salvador; mas quando Deus determina salvá-lo, Ele o salva. Deus terá o pecador, se Ele assim o decide. Deus nunca foi frustado em qualquer um de Seus propósitos. O homem resiste com toda sua força, porém todo o poder do homem, tão tremendo como é para o pecado, não se iguala à majestosa virtude do Altíssimo, quando Ele cavalga na carruagem de Sua salvação. Ele salva irresistivelmente e vitoriosamente conquista o coração do homem.
E além do mais, esta mudança é instantânea. A santificação do homem é obra de toda uma vida; mas o dar ao homem um novo coração é uma obra instantânea; em um único segundo, mais rápido que a luz de um raio, Deus coloca no homem um novo coração, e faz dele uma nova criatura em Cristo Jesus. Tu podes estar aqui, sentado em teu banco, como inimigo de Deus, com um coração ímpio; duro como uma pedra; morto e frio; porém se o Senhor quiser, a centelha da vida cairpa em tua alma, e nesse momento começarás a tremer - começará a sentir; você confessará seus pecados, e correrá para Cristo pedindo misericórdia. As outras partes da salvação são feitas gradualmente, mas a regeneração é a obra instatânea da graça soberana, eficaz e irresistível de Deus.

III. Agora, temos neste assunto um grande campo de esperança e encorajamento para o mais vil dos pecadores. Meus ouvintes, permitam-me que com todo afeto me dirija a vocês, derramando meu coração diante de vocês por um momento ou dois. Há alguns de vocês aqui presentes que estão buscando misericórdia; durante muitos dias haveis estado orando em secreto, até que vossos joelhos fiquem dolorido com a freqüência de vossas intercessões. Vocês clamam a Deus, dizendo: "Cria em mim um coração puro, e renova um espírito reto dentro de mim". Consolai-vos com esta consideração: sabeis qeu vossa oração já tem sido escutada. Vocês têm um coração novo e um espírito reto; talves não serão capazes de perceber a verdade declaração durante os próximos meses; portanto, continuai orando até que Deus abra seus olhos, de forma que tu vejas que a oração foi respondida; mas, descanse seguro de que ela já tem sido respondida. Se odeias o pecado, esta não é a natureza humana; se anelais ser amigos de Deus, esta não é a natureza humana; se desejais ser salvo por Cristo, esta não é a natureza humaa; se desejais sem condições alguma de vossa parte, que Ele vos tome para serem Seus, para preservá-los e guardá-los na vida e na morte, se quereis viver em Seu serviço, mesmo se fosse necessário morrer para Sua honra, isto não procede de uma natureza humana - isto é a obra da graça divina. Já há algo bom em vós; o Senhor começou a boa obra em vosso coração, e Ele a aperfeiçoará até o fim. Todos estes desejos e anelos são algo que vós jamais poderiam ter sentido de si mesmos. Deus tem vos ajudado a subir esta divina escada da graça, e tão certo como Ele tem feito que muitas aduelas fiquem para trás, Ele vos levará até o próprio pico, até Ele vos tomar nos braços de Seu amor na glória eterna.
Há outros de vocês contudo, que não progediram tão longe, mas que estão sendo levados ao desespero. O diabo tem vos dito que não podeis serem salvos; você tem sido tão culpado, tão vil. Qualquer outra pessoa no mundo poderia encontrar misericórdia, menos você; porque você não deseja ser salvo. Escute-me então, querido amigo. Não tenho eu tentado fazer tão claro como a luz do sol que Deus nunca salva ao homem pelo que este é, e que não começa nem aperfeiçoa Sua obra em nós pelo que tenhamos de bom em nós mesmos? O maior dos pecadors pode ser tão merecedor da divina misericórdia como o menor dos pecadores. Aquele que tem sido o primeiro dos criminosos, repito, é tão digno de ser escolhido pelça soberana graça, como o que tem sido o próprio exemplo da moralidade. Porque Deus não quer nada de nós. Ele não é como o lavrador; ele não deseja arar todos os dias sobre as rochas, e enviar seus cavalos sobre a areia; ele quer um terreno fértil para começar sua tarefa, mas Deus não é assim. Ele começa com o terreno rochoso, e Ele triturará ests corações rochosos de vocês até que eles se tornem em ricos e negros moldes de pesar penitencial, e então Ele semeará neles a semente da vida, até que dê cem vezes mais fruto. Mas Ele não quer nada de vocês, para começar. Ele pode te tomar, um ladrão, um beberrão, uma meretrizk, ou o que você possa ser; Ele pode fazer com que tu caías de joelhos clamando por misericórdia, e então levar-te a ter uma vida santa, e te guardar até o fim. "Oh!", alguém diz, "eu desejo que Ele faça isso comigo, então". Bem, alma que assim falas, se é sincero no que diz, Ele fará. Se tu desejas, hoje serás salvo; jamais houve um Deus indisposto para um pecador bem disposto. Pecador, se tu queres ser salvo, Deus não deseja a morte de ninguém, senão que todos venham ao arrependimento; e tu és convidado livremente esta manhã a voltar teus olhos para a cruz de Cristo. Jesus Cristo sofreu os pecados dos homens, e levou suas aflições; você é convidada a olhar para lá, e confiar verdadeiramente, simples e irrestritamente. Então, tu serás salvo. Ese desejo teu, se é sincero, mostra que Deus já começou a produzir em ti uma viva esperança. Se esse sincero anelo permanece, será o sinal evidente de que o Senhor te trouxe para Ele próprio, e tu és e serás Seu.
E agora, todos vós reflitam - vós, que não sois convetidos - que todos vocês esta manhã estão nas mãos de Deus. Merecemos a condenação: se Deus nos condena, não haverá uma só palavra que possa alçar contra seu feito. Nós não podemos nos salvar; estamos totalmente em Suas mãos; como uma traça que é esmagada sob o dedo, Ele pode nos esmagar, se Ele quiser, ou Ele pode nos dar liberdade e nos salvar. Quais não devem ser nossos pensamentos atemorizantes, se cremos nisto. Porque, deveríamos cair sobre nosso rosto quando chegássemos em nossas casas, e clamar: "Grande Deus, salva-me, um pecador! Salva-me! Eu renuncio todos meus méritos, porque não tenho nenhum; eu mereço a perdição; Senhor, salva-me, por amor do nome de Cristo"; e vive o Senhor meu Deus, em cuja presença estou, que não haverá nenhum de vós que assim faça, a quem meu Deus feche as portas da misericórdia. Vá e prove-O, pecador; vá e prove-O! Caia de joelhos em teu quarto hoje, e prove meu Mestre. Veja se Ele não te perdoará. Você pensa tão cruelmente dEle. Ele é muito mais bondoso do que você pensa que Ele é. Você acha que Ele é um mestre rude, mas Ele não é. Eu pensava que Ele era severo e irado, e quando eu O procurei, disse: "Certamente, se Ele colocar todo o mundo ao meu lado, Ele me rejeitará". Mas eu sei que Ele me tomou para Seu seio; e quando eu pensei que Ele me despreazaria para sempre, Ele disse: "Apagai as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem", e eu me maravilhei como isto podia ser, e eu me maravilho agora. Mas, assim será no seu cado. Somente, prove-O, eu te suplico. O Senhor te ajuda a prová-LO, e para Ele será a glória, e para você a felicidade e a bem-aventurança, para sempre e sempre.

Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto
Cuiabá-MT, 29 de Abrl de 2003.
 

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O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

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