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2 de jul de 2010

JURANDO COM DANO PRÓPRIO - JOHN PIPER

A Verdade Não é Segundo os Homens - Spurgeon


/ On : 20:18/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.

 
Eu desejo afirmar isso com clareza. Se alguém pensa que o evangelho é apenas mais uma de muitas religiões, então deixo-o comparar, honestamente, a Palavra de Deus com outras pretensas revelações. Vocês já o fizeram alguma vez? Programei isso como um exercício para os alunos no Colégio de Pastores. Tenho dito a vocês: vamos ler um capítulo do Alcorão. Este é o livro sagrado dos muçulmanos. Um homem precisa ter uma mentalidade muito estranha para confundir essa baboseira com declarações inspiradas. Se ele está familiarizado com o Velho e o Novo Testamentos, quando ele ouve um trecho do Alcorão, sente-se como se estivesse diante de um autor estrangeiro; o Deus que nos deu o Pentateuco nada tem a ver com as porções do Alcorão.
Uma das maiores pretensões modernas à inspiração, é o livro dos Mórmons. Eu não os culparia se gargalhassem enquanto leio em voz alta uma página dessa mixórdia. Quem sabe vocês conhecem o protoevangelho, e outros livros apócrifos do Novo Testamento. Seria um insulto ao julgamento do menor no reino dos céus, supor que ele se confundiria entre a linguagem dessas falsificações, e a linguagem do Espírito Santo. Várias dessas pretensas revelações têm sido submetidas a mim para apreciação pelos seus autores. De fato, existe muito mais do clã profético por aí, do que muita gente pensa; mas, nenhum deles imprimiu na minha mente a mais leve suspeita de estar compartilhando algo da inspiração de João, ou de Paulo. Não há como se equivocar quanto aos livros inspirados, se tiver qualquer discernimento espiritual. Uma vez que a divina luz surge em sua alma, você perceberá o colorido e o estilo no produto de inspiração que não é possível para mero homem produzir. Será que aquele que duvida disso pode escrever o quinto Evangelho?
Será que alguém entre nossos poetas se atreveria a escrever um novo salmo, que pudesse ser tomado por um salmo de Davi? Eu não vejo porque ele não pode, mas tenho a certeza que não seria capaz disso. Podemos produzir novos salmos, pois é instintivo na vida do cristão cantar louvores a Deus, porém tais salmos não poderão igualar a glória da canção divinamente inspirada. Portanto recebemos as Escrituras, e conseqüentemente o evangelho, como não sendo "segundo os homens".
Quem sabe alguém pode dizer: "você está comparando livros, e esquecendo que seu tema é o evangelho". Mas isso é só na aparência. Não quero gastar o seu tempo, pedindo-lhe que compare o evangelhos dos homens. Não existe nenhum outro evangelho que eu saiba que valha a pena comparar, nem por um minuto. "Oh," eles dizem, "mas há um evangelho mais amplo que o vosso." Sim, eu sei que é mais amplo que o meu; contudo, ao que conduz? Eles dizem que aquilo que é apelidado de calvinismo, tem uma porta muito estreita. Há uma passagem nas Escrituras sobre uma porta estreita e um caminho apertado; e portanto, eu não fico alarmado pela acusação. Mas além disso, você descobre que há pastos ricos, uma vez que penetra, e isso faz com que valha a pena entrar pela porta estreita. Certos outros sistemas têm portas bem amplas, todavia conduzem a pequenos privilégios, e a precários títulos de posse. Eu ouço falar de certos convites que são mais ou menos assim: "Venham, vocês que estão desconsolados; mas, se vierem, ainda assim continuarão desconsolados, pois não haverá nenhuma vida eterna garantida a vocês e terão que preservar suas próprias almas, ou morrerão ao final". Contudo, não farei comparações, pois neste caso são odiosas.
O evangelho, nosso evangelho, está além do esforço e alcance do pensamento humano. Quando os homens tiverem se esforçado ao máximo em concepções originais, ainda assim, não terão assimilado o verdadeiro evangelho. Se é uma coisa tão comum como os críticos querem que acreditemos, por que então isso não surgiu nas mentes dos egípcios ou chineses? Grandes intelectos freqüentemente correm no mesmo sulco; porque, outras mentes grandes não correram nos mesmos sulcos que Moisés, ou Isaías, ou Paulo? Eu creio ser justo dizer que, se é algo tão comum na sua forma de ensino, poderia ter surgido entre os persas ou hindus; ou, certa­mente, poderíamos ter achado algo semelhante entre os grandes mestres da Grécia. Acaso algum desses conseguiu descobrir a doutrina da livre e soberana graça? Eles teriam cogitado sobre a encarnação e o sacrifício do Filho de Deus? Não, mesmo com o auxílio do nosso inspirado Livro, nenhum muçulmano, pelo meu conhecimento, tem ensinado um sistema da graça na qual Deus é glorificado quanto a Sua justiça, Seu amor, e Sua soberania. Essa religião tem proclamado um certo tipo de predestinação que ela transformou num fatalismo cego; mas mesmo com isso para os ajudar, e a vinculação com a divindade como uma luz poderosa para os guiar, nunca conse­guiram elaborar um plano de salvação tão justo para Deus, e tão pacificador para uma consciência perturbada, como o método de redenção baseado na substituição vicária do nosso Senhor Jesus Cristo.
Vou dar-lhes outra prova, que para mim é conclusiva, que nosso evangelho não é "segundo os homens". E isto: o evangelho é imutável, e nada que o homem pode produzir pode ser assim chamado.
Se um homem faz um evangelho - e ele gosta de fazer isso tanto como uma criança gosta de construir brinquedos - o que ele faz? Ele se encanta com o brinquedo por alguns momentos, logo após arranca os pedaços do brinquedo, e o forma de outra maneira. Faz isso continuamente. As religiões do "pensamento moderno" são tão mutáveis como a névoa das montanhas. Veja com que freqüência a ciência alterou suas próprias bases! A ciência é notoriamente conhecida por ser muito científica na sua destruição de todo conhecimento científico que antes existiu.
As vezes tenho me saciado, em momentos de lazer, lendo história natural antiga, e nada pode ser mais cômico. No entanto, isso não é de maneira alguma uma ciência enigmática. Dentro de vinte anos, provavelmente alguns de nós achem grande divertimento nos ensinos sérios da ciência da hora atual, semelhante ao que achamos agora nos sistemas do século passado. Pode acontecer que, em pouco tempo, a doutrina da evolução se torne numa galhofa para colegiais. O mesmo é verdade sobre a moderna devoção que dobra seus joelhos em cega idolatria da falsamente chamada ciência. Agora declaramos, de todo coração, que o evangelho que pregamos quarenta anos atrás continuaremos a pregar por mais quarenta, se ainda estivermos vivos. Ainda mais, afirmamos que o evangelho ensinado por nosso Senhor e os Seus apóstolos, é o único evangelho que existe na face da terra. Os eclesiásticos alteraram o evangelho, e se ele não viesse de Deus, teria sido sufocado pela falsidade há muito tempo; mas, visto que o Senhor é o autor do evangelho, ele perdura para sempre. Todo ser humano é lunático; desse modo ele muda com cada fase da lua, porém a Palavra do Senhor não é "segundo os homens" pois ela é a mesma ontem, hoje, e para sempre.
Reiteramos, não pode ser "segundo os homens" porque ela se opõe ao orgulho humano. Outros sistemas envaidecem os homens, mas este fala a verdade. Ouça os sonhadores de hoje procla­mando a dignidade da natureza humana! Quão sublime é o homem! No entanto, mostre-me uma sílaba sequer na qual a Palavra de Deus se envolve na exaltação do homem. Ao contrário, coloca-o no próprio pó e revela a sua condenação.
Onde está a jactância? E excluída: a porta fecha-se na sua cara. A auto-glorificação da natureza humana é alheia às Escrituras, cujo principal objetivo é a glória de Deus. Deus é tudo no evangelho que eu prego, e creio que Ele é supremo no ministério de você também. Existe um evangelho na qual a obra e a glória são divididas entre Deus e o homem, e a salvação não é inteiramente pela graça; porém, em nosso evangelho "a salvação provém do Senhor".
O homem jamais poderia inventar um evangelho que o humilhasse deveras, e que atribuísse toda a glória, honra, e louvor ao Senhor Deus. Jamais planejaria tal evangelho. Isso me parece ser claro, além de toda questão; portanto, nosso evangelho não é "segundo os homens".
Outra coisa, não é "segundo os homens" porque ele não dá nenhum abrigo ao pecado. Ouvi falar de um inglês que se professou muçulmano porque ficou encantado com a poligamia que o profeta árabe permite aos seus seguidores. Sem dúvida a perspectiva de ter quatro esposas ganharia convertidos que não se sentiriam atraí­dos por considerações espirituais. Se alguém pregar um evangelho que faz concessões à natu­reza humana, e trata do pecado como se fosse um engano em vez de grande ofensa contra Deus, encontrará ouvintes ávidos. Se você providenciar absolvição a um pequeno custo, e aliviar a consciência com um pouco de auto-renúncia, não seria de admirar se sua religião entrasse em moda. Mas o nosso evangelho declara que o salário do pecado é a morte, e que só podemos ter vida eterna como dom de Deus; e esse dom sempre traz tristeza pelo pecado, ódio a ele e o apartar-se dele.
O nosso evangelho nos ensina que o homem precisa nascer de novo, e que sem o novo nascimento ele estará perdido para sempre, ao passo que, com ele, obterá salvação eterna. O nosso evangelho não oferece desculpa ou cobertura para o pecado, porém o condena completamente. Não apresenta perdão, exceto através da expiação, e não oferece segurança nenhuma para o homem que abriga qualquer pecado dentro de si. Cristo morreu pelo pecado, e nós precisamos morrer para o pecado, ou morreremos eternamente. Se formos pregar o evangelho com fidelidade, então devemos também pregar a Lei. Não se pode pregar plenamente a salvação mediante o Senhor Jesus Cristo, sem colocar o Sinai como pano de fundo e o Calvário na frente. Os homens precisam sentir a malignidade do pecado, antes que possam apreciar o grande sacrifício que é o ápice e o cerne do nosso evangelho. Isso não é agradável para esta ou qualquer outra época; por conseguinte, eu tenho certeza que não foi inventado por homem algum.
Sabemos que o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo não é "segundo os homens" porque o nosso evangelho é tão apropriado para os pobres e iletrados. Os pobres, de acordo com sistema dos homens, são ignorados. O parlamento tem cercado todas as áreas livres, de maneira que um homem pobre não pode manter sequer uma ave. Não duvido que, se fosse viável e eficaz, logo teríamos notícia de uma concorrência para distribuir títulos de posse das estrelas entre certos senhores de renome. É evidente que há propriedades excelentes nas regiões celestiais que ainda não se encontram registradas nos cartórios da terra. Bem, seria mais fácil noticiar o sol, a lua, e as estrelas do que o evangelho do Senhor Jesus. Este é o terreno do homem pobre. "Aos pobres é pregado o evangelho". No entanto, não são poucos os que desprezam um evangelho que os pobres podem ouvir e compreender; e podemos ter certeza que o evangelho simples não veio deles, pois a sua inclinação não pende para essa direção. Eles querem algo obscuro, ou, como eles dizem, "reflexivo". Acaso não ouvimos este tipo de comentário: "Nós somos intelectuais, e precisamos de um ministério culto. Esses pregadores evangelistas, servem muito bem para assembléias populares, mas nós sempre fomos seletos, e requeremos aquela pregação que está em dia com os tempos atuais"? Sim, sim, e a escolha deles será alguém que não vai pregar o evangelho, a não ser de uma maneira nebulosa; pois se ele realmente proclamar o evangelho de Jesus, os pobres com certeza se farão presentes, e espantarão os grã-finos.
Irmãos, nosso evangelho não tem nada com alto e baixo, rico ou pobre, negro e branco, culto ou inculto. Se faz alguma diferença, ele prefere os pobres e oprimidos. O grande Fundador diz: "Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos". Louvamos a Deus que escolheu as coisas simples, e as desprezadas. Eu ouço que o ministério de um homem tem sido elogiado - embora sua congregação esteja diminuindo gradualmente -pois tal homem tem feito um grande trabalho entre os jovens intelectuais. Confesso que não creio na existência de tais jovens intelectuais; tenho visto que aqueles que se enganam com coisas assim, geralmente podem ser conside­rados mais presunçosos do que intelectuais. Os homens jovens são todos muito bons, como também as jovens mulheres, e mesmo as mulheres idosas; mas eu fui enviado para pregar o evangelho a toda criatura, e não posso limitar-me aos jovens intelectuais. Eu certifico-lhes que o evangelho que tenho pregado não é "segundo os homens", pois desconhece a seleção e exclusividade, porém, valorizo a alma do var­redor ou do lixeiro tanto como a do primeiro ministro ou a da sua majestade, a rainha.
Finalmente, temos certeza que o evangelho pregado por nós não é "segundo os homens" porque eles não o levam em consideração. Ele é combatido até hoje.
Se existe algo amargamente odiado, é o puro evangelho da graça de Deus, especialmente se for mencionada a detestável palavra "soberania". Atreva-se a dizer: "Ele terá misericórdia de quem tiver misericórdia, e Ele terá compaixão de quem tiver compaixão," e os críticos furiosos vão lhe revidar sem se pouparem. O religioso moderno não só odeia a doutrina da graça soberana, mas ele ruge e se enfurece só em ouvi-la mencionada. Na verdade, ele preferiria ouvir alguém blasfe­mar a ouvi-lo pregar a eleição pelo Pai, expiação pelo Filho, e regeneração pelo Espírito Santo. Se quiser ver um homem transtornado até que o satânico predomine, deixe que alguns dos neófitos eclesiásticos ouçam você pregar um sermão sobre a livre graça. Um evangelho "segundo os homens" será bem vindo pelos homens; porém, precisa de uma operação divina no coração e na mente para tornar um homem disposto a receber, no fundo de sua alma, este indigesto evangelho da graça de Deus.
Meus queridos irmãos, não tentem fazer o evangelho aceitável às mentes carnais. Não escondam a ofensa da cruz ou vocês a tornarão sem efeito. Os ângulos e os cantos do evangelho são sua força, privá-lo destes é tirar o seu poder. Disfarçá-lo não é aumentar sua força, e sim, levá--lo à morte. Ora, mesmo entre as seitas, vocês já devem ter notado que seus pontos distintivos são os braços de seu poder, e quando esses pontos são praticamente omitidos a seita perde seu poder. Aprendam, então, que se tirarem Cristo do cristianismo, o cristianismo estará morto. Se removerem a graça do evangelho, o evangelho deixa de existir. Se as pessoas não gostam da doutrina da graça, dê-lhes isso intensamente. Mesmo quando os opositores reclamam sobre um certo tipo de arma, um poder militar sábio proverá muito mais dessa espécie de artilharia. Um grande general, aproximando-se de seu rei tropeçou em sua própria espada. "Eu vejo", disse o rei, "sua espada está lhe atrapalhando". O guerreiro respondeu: "Os inimigos de sua majestade freqüentemente sentem o mesmo". O fato de nosso evangelho ofender os inimigos do Rei não nos entristece.
Queridos amigos, se realmente não recebemos nosso evangelho de homens mas de Deus, então continuemos recebendo a verdade através do divinamente designado canal da fé . Porventura têm certeza que um dia realmente entenderão a Palavra de Deus? Para a maioria de nós o entendimento é como um estreito portão de entrada para a "cidade da Alma Humana", e as grandes coisas de Deus não podem ser dimi­nuídas para poderem passar por aquela entrada. A porta não é bastante larga. Todavia, nossa cidade tem um grande portão chamado fé, através do qual até o infinito e o eterno podem ser admitidos. Pare com este esforço inútil de trazer à mente, pela razão, aquilo que tão facilmente pode habitar em você pelo Espírito Santo através da fé.
Nós que falamos contra o racionalismo somos inclinados a ser demasiadamente racionais; e não há nada tão irracional quanto esperar receber as coisas de Deus através da razão. Creiamos nelas através do testemunho divino, e quando elas nos provarem ou mesmo parecerem ofender nossa sensibilidade humana, ainda assim que as recebamos por serem divinas. Não devemos opinar sobre o que deve ser a verdade de Deus; temos que aceitá-la como Deus a revela.
A seguir, que cada um de nós aguarde oposição se ele receber a verdade do Senhor, e especialmente oposição de uma pessoa que é próxima e querida por ele - a saber - ele mesmo. Há um velho homem que ainda vive, e que não é um amante da verdade, mas, pelo contrário, ele é um parceiro da falsidade. Ouvi um policial dizer que quando esteve em Trafalgar Square, e uns sujeitos desprezíveis o agrediam, assim como a outro policial, ele sentia um osso do velho homem mexendo dentro dele. Ah, sentimos esse osso muito freqüentemente! A natureza carnal se opõe à verdade, pois ela não está reconciliada com Deus, e nem, na verdade, poderia estar. Oremos ao Senhor para vencer nosso orgulho, para que a verdade nos domine, apesar de nosso coração mau. Quanto à oposição do mundo exterior, não devemos estar alarmados com os fatos, pois fomos ensinados a aguardá-los. Agora as oposições não nos preocupam. O capitão de um navio não se importa se um borrifo d’água cair sobre ele.
Lembre-se, se você não recebeu a verdade senão pelo poder do Espírito de Deus, não pode esperar que os outros a recebam. Eles não crerão em seus relatos a não ser que o braço do Senhor lhes seja revelado. Mas depois, se a fé for operada pelo Espírito Santo, não precisamos temer que os homens possam destruí-la. Aqueles que tentarem mudar a nossa crença bem podem ter dúvidas quanto ao seu sucesso nessa proeza! Se a fé for operada divinamente em nossas almas, podemos vencer todos os sofismas, elogios, tentações e ameaças. Seremos divinamente obstinados; aqueles que tentarem nos perverter terão de desistir. Possivelmente eles nos chamem de fanáticos, ou intolerantes, ou mesmo idiotas; mas isso significa pouco se nossos nomes esti­verem escritos no céu.
Em conclusão podemos deduzir do nosso texto que se estas coisas nos vierem da parte de Deus, podemos descansar completamente nelas. Se elas vieram de homens, provavelmente nos falharão em meio a uma crise. Você alguma vez confiou em homens sem ter se arrependido antes mesmo que o sol se pusesse? Alguma vez você se apoiou num braço de carne sem descobrir que os melhores dos homens são apenas homens no melhor dos casos? Mas se estas coisas vem de Deus elas são eternas e totalmente suficientes. Podemos viver e morrer confiando no evangelho eterno. Vamos viver mais e mais com Deus, e com Ele somente. Se temos recebido luz dEle há mais bênçãos a serem alcançadas. Vamos àquele Mestre para aprendermos mais das coisas profundas de Deus. Creiamos corajosamente no sucesso do evangelho que temos recebido. Cremos nele, creiamos por ele. Não nos desesperaremos embora a Igreja visível, como um todo, possa apostatar. Quando os invasores cercaram Roma, e toda a região ficou à mercê deles, um terreno estava à venda, e um romano o comprou por um valor justo. O inimigo estava lá, mas ele seria desalojado. Talvez o inimigo destruísse o Estado romano. Deixe-o tentar! Tenha você a mesma firmeza. O Deus de Jacó é o seu refúgio, e ninguém pode resistir Seu eterno poder e deidade. O evangelho eterno é nossa bandeira, e com Jeová para sustentá-lo, nosso padrão nunca baixará. No poder do Espírito Santo a verdade é inven­cível. Venham, hostes do inferno e exército do inimigo! Que a sutileza, a destreza, o raciona­lismo e o sacerdócio façam o pior que puderem!
A Palavra do Senhor dura para sempre -aquela mesma Palavra a qual pelo evangelho é pregada entre os homens.

A PORTA ESTREITA- John Piper

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Jesus nos ensinou que a vida é uma guerra - “Alguém lhe perguntou: ‘Senhor, serão poucos os salvos?’ Ele lhes disse: Esforcem-se para entrar pela porta estreita, porque eu lhes digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão” (Lc 13.23,24).


Quando ele disse: “Esforcem-se para entrar pela porta estreita” (v.24), a palavra grega traduzida por “esforcem” é agönizesthe – É possível distinguir a palavra “agonizar” no vocábulo grega, cujo significado é sofrer, mortificar, empenhar-se. O fato mais importante acerca da palavra “esforcem”, porém, é que Jesus a profere só mais uma vez, quando diz que seus discípulos “lutariam” se o Reino dele fosse deste mundo. “O meu reino não é deste mundo. Se fosse, os meus servos LUTARIAM (ëgonizonto) para impedir que os judeus me prendessem” (Jo 18.36). Por isso, a expressão “esforcem-se para entrar” significa que entrar é uma batalha.


ESFORÇAR-SE PARA ENTRAR ONDE? – No Reino de Deus. A resposta é clara no contexto imediato. Depois de dizer “esforcem-se para entrar pela porta estreita”, Jesus faz menção do dono da casa que se levanta e fecha a porta, para que ninguém possa entrar (Lc 13.25). Os do lado de fora baterão e pedirão: “Senhor, abre-nos a porta”, mas o dono da casa responderá: “Não os conheço, nem sei de onde são vocês”. E eles dirão: “Comemos e bebemos contigo, e ensinaste em nossas ruas”. Ele, porém, responderá: “Afastem-se de mim, todos vocês que praticam o mal” (VS. 25-27).


Em seguida, Jesus aplica a ilustração à situação real de alguns que serão excluídos do Reino de Deus, enquanto os gentios do mundo inteiro “ocuparão os seus lugares à mesa do Reino de Deus”. “Ali haverá choro e ranger de dentes, quando vocês virem Abraão, Isaque e Jacó, e todos os profetas no REINO DE DEUS, mas vocês excluídos. Pessoas virão do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e ocuparão os seus lugares à mesa do Reino de Deus (13.28,29).


A “Porta estreita” pela qual devemos nos “esforçar” para entrar é a porta do Reino de Deus. Do lado de fora, haverá “choro e ranger de dentes” (13.28) – uma das maneiras de Jesus se referir ao inferno. “... e lançarão aqueles ( os perversos ) na fornalha ardente, onde haverá choro e ranger de dentes” (Mt 13.50). A alternativa pra a porta estreita é a PERDIÇÃO. “Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva a perdição (7.13). O que está em jogo quando Jesus ordena: “Esforcem-se para entrar...” é céu e inferno. Trata-se de uma questão resolvida.

Cap 2 - Um Estudo Sistemático de Doutrina Bíblica A BÍBLIA,(UMA REVELAÇÃO DE DEUS)

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Tendo visto agora que a existência de Deus é um fato estabelecido, um fato mais certo que qualquer conclusão de um arrazoamento formal, porque é o fundamento necessário de toda a razão, passamos à consideração de uma outra matéria. Há agora, e tem havido por séculos, um livro peculiar neste mundo, chamado Bíblia, que professa ser a revelação de Deus. Os seus escritores falam nos termos mais ousados de sua autoridade como interlocutores de Deus. Esta autoridade tem sido admitida por milhões de habitantes da terra, tanto no passado como no presente. Desejamos perguntar, portanto, se este livro é o que ele professa ser e o que ele tem sido e se crê ser por uma multidão de gente, - uma revelação de Deus. Se não é uma revelação de Deus, então os seus escritores ou foram enganados ou foram enganadores maliciosos.
I. É a Bíblia historicamente autentica?
Por esta pergunta queremos dizer: É a Bíblia verossímil como um arquivo de fatos históricos? Há mais ou menos um século críticos sustentaram ser a Bíblia inverossímil como história. Disseram que os quatro reis mencionados em Gênesis 14:1 nunca existiram e que a vitória dos reis do Ocidente contra os do Oriente, como descrita neste capítulo, nunca ocorreu. Negaram que um povo tal como os hititas viveram algures. Sargon, mencionado em Isaías 20:1 como rei da Assíria, foi considerado como uma personagem mitológica. Mas como é agora? Podemos dizer hoje, após se fazerem extensas investigações concernentes às nações antigas, que nem um só ponto da Bíblia fica refutado. As confiadas negativas dos primeiros críticos tem-se provado ousadias de ignorância. Prof. A. H. Sayce, um dos mais eminentes dos arquiologistas, diz: "Desde a descoberta das tábuas de Tel el-Amarna até agora, grandes coisas foram trazidas pela arqueologia e cada uma delas tem estado em harmonia com a Bíblia, enquanto quase cada uma delas tem sido mortífera contra as asserções dos críticos destruidores". Há um pouco mais de uma década a United Press irradiou o testemunho de A. S. Yahuda, primeiramente professor de História Bíblica na Universidade de Berlin e mais tarde de linguagem semítica na Universidade de Madrid no sentido que "toda a descoberta arqueológica da Palestina e Mesopotamia do período bíblico traz a exatez histórica da Bíblia ".
II. É a Bíblia revelação de Deus?
Estamos agora na consideração de uma outra questão. Um livro historicamente correto podia ser de origem humana. É isto verdade da Bíblia?
1. UMA PROBABILIDADE ANTECEDENTE.
Um pensamento cuidadoso, á parte da questão se a Bíblia é a revelação de Deus, convencerá qualquer crente bem intencionado na existência de Deus de que é altamente provável que Deus deu ao homem uma revelação escrita explícita e duradoura da vontade divina. A consciência do homem informa-o da existência da lei. Como foi bem dito: "A consciência não estabelece uma lei, ela adverte da existência de uma lei." (Diman, Theistic Argument). Quando o homem tem o senso comum de que está procedendo mal, ele tem a indicação de que transgrediu alguma lei. Quem mais, fora de Jeová, cuja existência achamos ser um fato estabelecido, poderia ser o autor dessa lei? E desde que o homem pensa intuitivamente de Deus como sendo bom, ele deve pensar do propósito de Sua lei como sendo bom. Portanto, não podemos pensar desta lei como sendo para o mero propósito de condenação. Deve ser que esta lei é para a disciplina do homem em justiça. Devemos também concluir que Deus, sendo mostrado ser sábio por Suas maravilhosas obras, usaria dos meios mais eficazes para a execução do seu propósito por meio da lei. Isto argue por uma revelação escrita, porque qualquer grau notável de obediência a uma lei justa é impossível ao homem sem conhecimento dessa lei. A natureza e a razão são incertas demais, indistintas, incompletas e insuficientes para o propósito.
Mais ainda, E. Y. Mullins diz: "A mesma idéia de religião contém no seu âmago a idéia de revelação. Nenhuma definição de religião que omite essa outra idéia pode permanecer à luz dos fatos. Se o fiel fala a Deus e Deus fica para sempre silente ao fiel, temos somente um ângulo da religião e a religião se torna uma casuística sem sentido" (The Christian Religion in its Doctrinal Expression).
2. UMA PRESUNÇÃO RAZOÁVEL
"Se a Bíblia não é o que o povo cristão do mundo pensa ser, então temos em nossas mãos o tremendo problema de dar conta de sua crescida e crescente popularidade entre a grande maioria do povo mais iluminado da terra e em face de quase toda a oposição concebível" (Jonathan Rigdon, Science and Religion).
Grandes esforços se fizeram para destruir a Bíblia como nunca antes se produziram para a destruição de qualquer outro livro. Seus inimigos tentaram persistentemente deter sua influencia. A crítica assaltou-a e o ridículo escarneceu-a. A ciência e a filosofia foram invocadas para desacreditá-la. Á astronomia, no descortinar das maravilhas celestes, pediram-se alguns fatos para denegri-la e a geologia, nas suas buscas na terra foi importunada para lançar-lhe suspeita." (J. M. Pendleton, Christian Doctrines). Contudo
"Firme, serena, imovível, a mesma
Ano após ano...
Arde eternamente na chama inapagável;
Fulge na luz inextinguível".
Whitaker
A Bíblia "levanta-se hoje como uma fênix do fogo com um ar de mistura de dó e desdém pelos seus adversários, tão ilesa como foram Sidraque, Misaque e Abdenego na fornalha de Nabucodonozor" (Collet, All About the Bible).
Não é provável que qualquer produção meramente humana pudesse triunfar sobre semelhante oposição como a que se moveu contra a Bíblia.
3. PROVAS DE QUE A BÍBLIA É A REVELAÇÃO DE DEUS.
(1) As grandes diferenças entre a Bíblia e os escritos dos homens evidenciam que ela não é uma simples produção humana.
Estas diferenças são: -
A. Quanto ás suas profundezas e alcances de sentido.
"Há infinitas profundezas e alcances inexauríveis de sentido na Escritura, cuja diferença é de todos os outros livros e que nos compelem a crer que o seu autor deve ser divino" (Strong). Podemos apanhar as produções dos homens e ajuntar tudo quanto eles têm a dizer numa só leitura. Mas não assim com a Bíblia. Podemos le-la repetidamente e achar novos e mais profundos sentidos. Vacilam nossas mentes ante sua profundeza de sentido.
B. Quanto ao seu poder, encanto, atração e frescura perene.
Os escritores bíblicos são incomparáveis no "seu poder dramático", esse encanto divino e indefinível, esse atrativo misterioso e sempre atual que neles achamos em toda a nossa vida como nas cenas da natureza, um encanto sempre fresco. Depois de estarmos deliciados e tocados por essas incomparáveis narrativas em nossa infância remota, elas ainda revivem e afetam nossas ternas emoções mesmo no declínio grisalho. Deve haver, certamente, algo sobre-humano na mesma humanidade dessas formas tão familiares e tão singelas" (L. Gaussen, Theopneustia). E este mesmo autor sugere uma comparação entre a história de José na Bíblia e a mesma história no Al-Korão. Outro autor (Mornay) sugere uma comparação entre a história de Israel na Bíblia e a mesma história em Flavio Joséfo. Diz ele que ao ler a história bíblica, os homens "sentirão vibrar todos os seus corpos, mover seus corações, sobrevindo-lhes num momento uma ternura de afeto, mais do que se todos os oradores da Grécia e Roma lhes tivessem pregado as mesmas matérias por um dia inteiro". Diz ele dos relatos de Joséfo, "que se deixarão mais frio e menos emocionado do que quando os achou". Ajunta então: "Que, então, se esta Escritura tem na sua humildade mais elevação, na sua simplicidade mais profundeza, na sua ausência de todo esforço mais encantos, na sua rudeza mais vigor e alvo do que podemos achar noutro lugar qualquer?"
C. Quanto a sua incomparável concisão.
No livro do Gênesis temos uma história que fala da criação da terra e de ela ser feita lugar adequado para habitação do homem. Fala da criação do homem, animais, plantas e da sua colocação na terra. Fala da apostasia do homem, do primeiro culto, do primeiro assassínio, do dilúvio, da repopulação da terra, da dispersão dos homens, da origem da presente diversidade de línguas, da fundação da nação judaica e do desenvolvimento e das experiências dessa nação durante uns quinhentos anos; tudo, todavia, contido em cinqüenta capítulos notavelmente breves. Comparai agora com isto a história escrita por Joséfo. Tanto Moisés como Joséfo foram judeus, ambos escreveram sobre os judeus, mas Joséfo ocupa mais espaço com a história de sua própria vida do que Moisés consome no arquivo da história desde a criação até ä morte de José. Tomai também os escritos dos evangelistas. "Quem entre nós podia ter sido durante três anos e meio testemunha constante, amigo apaixonadamente chegado, de um homem como Jesus Cristo; quem podia ter podido escrever em dezesseis ou dezessete curtos capítulos,... a história inteira dessa vida: - do Seu nascimento, o Seu ministério, dos Seus milagres, das Suas pregações, dos Seus sofrimentos, de Sua morte, de Sua ressurreição, de Sua ascensão aos céus? Quem entre nós teria julgado possível evitar de dizer uma palavra sobre os primeiros trinta anos de uma semelhante vida? Quem entre nós podia ter relatado tanto atos de bondade sem uma exclamação; tantos milagres sem uma reflexão a respeito; tantos sublimes pensamentos sem uma ênfase; tantas fraquezas sem pecado no seu Mestre e tantas fraquezas pecaminosas nos Seus discípulos, sem nenhuma supressão; tantos casos de resistência, tanta ignorância, tanta dureza de coração, sem a mais leve desculpa ou comento? É assim que os homens escrevem história? E mais, quem entre nós podia ter sabido como distinguir o que exigia ser dito por alto do que exigia sê-lo em minúcia?" (Gaussen).
(2) A revelação de coisas que o homem, deixado a si mesmo, jamais podia ter descoberto dá evidência da origem sobre-humana da Bíblia
A. O relato da Criação.
Onde pôde Moisés ter obtido isto, se Deus não lho revelou? "A própria sugestão de ter Moisés obtido sua informação histórica dessas legendas caldáicas e de Gilgamesh... é simplesmente absurda; porque, interessantes como são, estão de tal modo cheias de asneiras que Moisés teria sido impossível ou a qualquer outro homem, praticamente, evolver de tais legendas místicas os registros sóbrios, reverentes e científicos que se acham no livro do Gênesis" (Collett).
B. A doutrina dos anjos.
"Foi alguma coisa parecida com os anjos concebida pela imaginação do povo, pelos seus poetas, ou pelos seus sábios? Não; nem mesmo mostraram jamais aproximar-se disso. Perceber-se-á, quão impossível foi, sem uma operação constante da parte de Deus, que as narrativas bíblicas, ao tratarem de um tal assunto, não tivessem considerado constantemente a impressão humana demais de nossas acanhadas concepções; ou que os escritores sagrados não tivessem deixado escapar de suas penas toques imprudentes ao vestirem os anjos com atributos divinos demais ou afetos humanos demais." (Gaussen).
C. A onipresença de Deus.
Representam as seguintes passagens a conclusão da filosofia humana?
"Sou eu um Deus de perto, diz Jeová, e não sou um Deus de longe? Pode alguém esconder-se em lugares secretos de modo que eu não o veja? diz Jeová. Não encho eu o céu e a terra? diz Jeová (Jer. 23:23,24).
"Para onde me irei do Teu Espírito, ou para onde fugirei da Tua face? Se subir ao céu, lá Tu estás; se fizer no inferno a minha cama, eis que ali estás também. Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar, até ali a Tua mão me guiará e a Tua destra me susterá." (Sal. 139:7-10).
Estas passagens e outras na Bíblia ensinam, não o panteísmo, nem que Deus está em diferentes lugares sucessivamente senão que Ele está em toda a parte ao mesmo tempo e contudo separados como Ser fora da Criação. O intelecto desajudado do homem originou esta concepção, vendo que, mesmo quando ele tem sido acomodado, a mente do homem pode compreende-lo só parcialmente?
D. O problema da redenção humana.
Se fora submetido ao homem o problema de como Deus podia ser justo e justificador do ímpio, teria o homem proposto, como solução, que Deus se tornasse carne e sofresse em lugar do homem?
"Que a criatura culpada fosse salva a custa da incarnação do Criador; que a vida viesse aos filhos dos homens através da morte do Filho de Deus; que o céu se tornasse acessível à população distante da terra pelo sangue de uma cruz vergonhosa; estava totalmente remoto a todas as concepções finitas. Mesmo quando a maravilha se tornou conhecida pelo Evangelho, ela excitou o desprezo dos judeus e dos gregos: para os primeiros pedra de escândalo e ofensa, loucura para os últimos. Eram os gregos um povo altamente culto, de intelecto agudo, profundos na filosofia, subtis em arrazoar, mas ridicularizaram a idéia de salvação por meio de um que fora crucificado. Bem podem ser considerados como representando as possibilidades do intelecto humano, o que ele pode fazer; e, tão longe de pretenderem a doutrina cristã da redenção como uma invenção de filósofos, riram-se dela como indigna da filosofia. Rejeitaram os fatos do Evangelho como incríveis, porque pareciam estar em conflito positivo com as suas concepções da razão." (J. M. Pendleton, Christian Doctrines).
"Como podiam esses livros ter sido escritos por semelhantes homens, em semelhantes ambientes sem auxílio divino? Quando consideramos os assuntos discutidos, as idéias apresentadas, tão hostis não só aos seus prejuízos nativos, mas ao sentimento geral então prevalecente nos mais sábios da humanidade, - o sistema todo de princípios entresachado em toda parte de história, poética e promessa, bem como de insignificantes maravilhas e singulares excelências da palavra; nossas mentes se constrangem a reconhecer este como o Livro de Deus num sentido elevado e peculiar" (Masil Manly, The Bible Doctrine of Inspiration).
(3) A unidade maravilhosa da Bíblia confirma-a como uma revelação divina.
"Eis aqui um volume constituído de sessenta e seis livros escritos em seções separadas, por centenas de pessoas diferentes, durante um período de mil e quinhentos anos, - um volume que antedata nos seus registros mais antigos todos os outros livros no mundo, tocando a vida humana e o conhecimento em centenas de diferentes pontos. Contudo, evita qualquer erro absoluto e assinalável ao tratar desses inumeráveis temas. De que outro livro antigo se pode dizer isto? De que livro mesmo centenário se pode dizer isto?" (Manly, The Bible Doctrines of Inspiration).
A Bíblia contém quase toda a forma de literatura, - história, biografia, contos, dramas, argumentos, poética, sátiras e cantos. Foi escrita em três línguas por uns quarenta autores diferentes, que viveram em três continentes. Esteve no processo de composição uns mil quinhentos ou seiscentos anos. "Entre esses autores estiveram reis, agricultores, mecânicos, cientistas, advogados, generais, pescadores, estadistas, sacerdotes, um coletor de impostos, um doutor, alguns ricos, alguns pobres, alguns citadinos, outros camponeses, tocando assim todas as experiências dos homens." (Peloubet, Bible Dictionary).
Entretanto, a Bíblia está em harmonia em todas as suas partes. Os críticos tem imaginado contradições, mas estas desaparecem como a cerração ao sol matutino quando se sujeitam à luz de uma investigação inteligente, cuidadosa, cândida, justa e simpática. Os seguintes sinais de unidade caracterizam a Bíblia:-
A. É uma unidade no seu desígnio.
O grande desígnio número um que percorre toda a Bíblia é a revelação de como o homem, alienado de Deus, pode achar restauração ao favor e à comunhão de Deus.
B. É uma unidade no seu ensino a respeito de Deus
Cada informação na Bíblia concernente Deus é compatível com todas as outras afirmações. Nenhum escritor contraditou qualquer outro escritor ao escrever sobre o tema estupendo do Deus inefável e infinito!
C. É uma unidade no seu ensino a respeito do homem.
Em toda a parte da Bíblia mostra-se o homem criatura por natureza corrupta, pecaminosa, rebelde e falida sob a ira de Deus e carecendo de redenção.
D. É uma unidade no seu ensino a respeito da salvação.
O meio de Salvação não se fez tão claro no Velho como em o Novo Testamento. Mas vê-se-o prontamente prenunciado no Velho por claramente revelado em o Novo Testamento. Pedro afirmou que os santos do Velho Testamento salvaram-se exatamente da mesma maneira que os do Novo, Atos 15:10,11. O suposto conflito entre Tiago e Paulo sobre a justificação será tratada no respectivo capítulo.
E. É uma unidade quanto à Lei de Deus.
Um ideal perfeito de justiça está retratado por toda a Bíblia a desrespeito do fato que Deus, em harmonia com as leis do desenvolvimento humano, ajustou Seu governo às necessidades de Israel para que pudesse erguer-se do seu rude estado. Este ajustamento da disciplina de Deus foi como uma escada descida a um fosso para prover um meio de escape a alguém lá enlaçado. A descida da escada não visa a um encorajamento ao que está no fundo para deter-se lá, mas intenciona-se como meio de livramento; de modo que a condescendência da disciplina de Deus no caso de Israel não foi pensada como um encorajamento do mal, mas como uma regulação do mal com o propósito de levantar o povo a um plano mais elevado. Negar a unidade da Lei de Deus por causa de adaptações às necessidades de povos particulares é tão tolo como negar a unidade dos planos do arquiteto pelo fato de ele usar andaimes temporária na execução deles.
F. É uma unidade no desenredo progressivo da doutrina.
A verdade toda não foi dada de uma vez na Bíblia. Contudo, há unidade. A unidade no desenredo progressivo é a unidade do crescimento vegetal. Primeiro vemos a erva, depois a espiga e então o grão cheio na espiga" (Marcos 4:28).
A força desta unidade maravilhosa na sua aplicação à questão da inspiração da Bíblia está acentuada por David James Burrell como segue: - "Se quarenta pessoas dispares de diferentes línguas e graus de educação musical tivessem de passar pela galeria de um órgão em longos intervalos e, sem nenhuma possibilidade de colisão, cada uma delas tocasse sessenta e seis teclas, as quais, quando combinadas, dessem o tema de um oratório, submeter-se-ia respeitosamente que o homem que considerasse isso como uma "circunstancia fortuita" seria tido por consenso unanime universal - para dize-lo modestamente - tristemente falto de senso comum" (Why I Believe The Bible).
(4) A exatez da Bíblia em matérias cientificas prova que ela não é de origem humana.
A. A Bíblia não foi dada para ensinar ciência natural.
Diz-se corretamente que a Bíblia não foi dada para ensinar ciência natural. Não foi dada para ensinar o caminho que os céus vão, mas o caminho que vai para o céu.
B. Todavia, ela faz referência a matérias cientificas.
"Por outro lado, contudo, vendo que o universo inteiro esta de tal modo inteira e inseparavelmente ligado com leis e princípios, é inconcebível que este livro de Deus, que confessadamente trata de tudo no universo quanto afeta os mais altos interesses do homem, não fizesse referência alguma a qualquer matéria cientifica; daí acharmos referência incidentais a vários ramos da ciência... (Sidney Collett, All About The Bible).
C. E quando a Bíblia faz referência a matérias cientificas, é exatíssima.
A Bíblia não contém os erros científicos do seu tempo. Ela antecipou as gabadas descobertas dos homens centenas de anos. Nenhum dos seus estatuídos provou-se errôneo. E é somente nos tempos hodiernos que os homens chegam a entender alguns deles. Notai as seguintes referências bíblicas a matérias cientificas:
(a) A rotundidade da terra. Séculos antes de os homens saberem que a terra é redonda a Bíblia falou do "circulo da terra" (Isaías 40:22).
(b) O suporte gravitacional da terra. Os homens costumavam discutir a questão de que é que sustenta a terra, sendo avançadas diversas teorias. Finalmente os cientistas descobriram que a terra é sustentada por sua própria gravitação e a de outros corpos. Mas, muitos antes de os homens saberem isto, e enquanto contendiam por este ou aquele fundamento material para a terra, a Bíblia declarou que Deus "pendura a terra sobre o nada" (Jó 26:7).
(c) A natureza dos céus. A Bíblia fala dos céus como "expansão" e isto estava tão adiante da ciência que a palavra hebraica (raquia) foi traduzida por "firmamento" (Gênesis 1; Sal. 19:6), que quer dizer um suporte sólido.
(d) A expansão vazia do Norte. Foi só na metade do século passado que o Observatório de Washington descobriu que, dentro dos céus do Norte, há uma grande expansão vazia na qual não há uma só estrela visível. Mas antes de três mil anos a Bíblia informou aos homens que Deus "estendeu o Norte sobre o espaço vazio" (Jó 26:7).
(e) O peso do Ar. Credita-se Galileu com a descoberta que o ar tem peso, - algo com que os homens jamais tinham sonhado; mas, dois mil anos antes da descoberta de Galileu a Bíblia disse que Deus fez "um peso do vento" (Jó 28:25).
(f) A rotação da terra. Ao falar de sua segunda vinda, Cristo deu indicação de que seria noite numa parte, dia na outra (Lucas 17:34-36), implicando assim a rotação da terra sobre seu eixo.
(g) O número de estrelas. Hiparco numerou as estrelas em 1002, mas a Bíblia antecipou as revelações do telescópio e classificou as estrelas com a areia na praia (Gên. 22:17).
Comparai agora esses verdadeiros estatuídos científicos com as noções cruas e com os erros grosseiros concernentes ao universo a serem achados em outras velhas teologias, tais como as de Homero, Hesiodo e os códigos dos gregos; também os livros sagrados dos budistas, bramanes e maometanos.
(5) A profecia cumprida testemunha ao fato que a Bíblia veio de Deus.
A. A referência profética a Ciro.
Cinqüenta anos antes do nascimento de Ciro, Rei, o qual decretou que os filhos de Israel voltassem à sua terra, Isaías falou de Deus como "aquele que disse de Ciro, ele é meu pastor e cumprirá tudo o que me apraz, dizendo também a Jerusalém: Sê edificada, e ao tempo: Funda-te" (Isaías 44:28).
B. A profecia do cativeiro babilônico. Vide Jer. 25:11.
C. Profecias a respeito de Cristo.
(a) A rotura de Suas vestes. Salmos 22:18. Cumprimento: João 19:23,24.
(b) O fato de os Seus ossos não serem quebrados. Sal. 34:20. Cumprimento: João 19:36.
(c) Sua traição. Sal. 41:9. Cumprimento: João 13:18.
(d) Sua morte com os ladrões e enterro no túmulo de José. Isaías 53:9. Cumprimento: Mat. 27:38, 57-60.
(e) O Seu nascimento em Belém. Miqueas 5:2. Cumprimento: Mat. 2:1,2; João 7:42.
(f) Sua entrada triunfal em Jerusalém. Zacarias 9:9. Cumprimento: Mat. 21:1-10; João 12:12-16.
(g) Seu traspasse. Zacarias 12:10. Cumprimento: João 19:34,37.
(h) Dispersão dos Seus discípulos. Zac. 13:7. Cumprimento: Mat. 26:31.
Há, porém, uma explicação plausível da maravilha da profecia cumprida e essa explicação é que Ele "que faz todas as coisas segundo o conselho da Sua vontade" (Efe. 1:11) moveu a mão do escritor da profecia.
(6) O testemunho de Cristo prova a genuinidade da Bíblia como uma revelação de Deus.
Jesus considerou o Velho Testamento como a Palavra de Deus, a ele se referiu freqüentemente como tal e disse:- "A Escritura não pode ser quebrada" (João 10:35). Ele também prometeu ulterior revelação por meio dos apóstolos (João 16:12,13). Temos assim Sua pre-autenticação do Novo Testamento.
O testemunho de Jesus é de valor único, porque Sua vida provou-O ser o que Ele professou ser, - uma revelação de Deus. Jesus não se enganou; "porque isto argüiria (a) uma fraqueza e loucura montando a positiva insanidade. Mas Sua vida inteira e caráter exibiram uma calma, dignidade, equilíbrio, introspeção e domínio pessoal totalmente antagônicos com semelhante teoria. Ou argüiria (b) auto-ignorância e auto-exagero que podiam provir apenas da mais profunda perversão moral. Mas a pureza absoluta de Sua consciência, a humildade do Seu espírito, a beneficência abnegada de Sua vida mostram ser incrível esta hipótese". Nem Jesus foi um enganador, porque (a) a santidade perfeitamente compatível de Sua vida; a confiança não vacilante com a qual Ele desafiava para uma investigação de suas pretensões e arriscava tudo sobre o resultado; (b) a vasta improbabilidade de uma vida inteira mentir aos declarados interesses da verdade e (c) a impossibilidade de decepção opera tal benção ao mundo, - tudo mostra que Jesus não foi um impostor cônscio" (A. H. Strong).

III. O que constitui a Bíblia?

Do que já se disse, manifesto é que o autor crê que a Bíblia, revelação de Deus, consiste de sessenta e seis livros do que é conhecido como o Canon Protestante.
Aqui não é necessário um prolongado e trabalhado argumento e nada será tentado. A matéria inteira, tanto quanto respeita aos que crêem na divindade de Cristo, pode ser firmada pelo Seu testemunho.
Notemos:
1. Cristo aceitou os trinta e nove livros de nosso Velho Testamento como constituindo a revelação escrita que Deus tinha dado até aquele tempo.
Esses livros compunham a "Escritura" (um termo que ocorre trinta e três vezes em o Novo Testamento) aceita pelos judeus. Crê-se que eles foram reunidos e arranjados por Esdras. Foram traduzidos do hebraico para o grego algum tempo antes do advento de Cristo. Não pode haver dúvida de que Cristo aceitou esses livros e nenhuns outros como constituindo os escritos que Deus inspirou até aquele tempo. Ele citou esses livros na formula: "Está escrito". Ele referiu-se a eles como "Escritura". E Ele disse: "... a Escritura não pode ser quebrada" (João 10:35).
Por outro lado, nem uma vez Cristo citou ou referiu-se aos livros que se acrescentaram ao Cânon Protestante para inteirar o Velho Testamento na Bíblia Católica (Versão Douay). E admiti-se, autoridades católicas, que os judeus do tempo de Cristo não aceitaram os mesmos como inspirados. (Nota adicional: Num Catecismo da Bíblia, escrito pelo "Rev. John O'Brien, M. A.", e publicado pela sociedade Internacional da Verdade Católica, de Brooklyn, à página 10, faz-se esta pergunta sobre esses livros :- "Foram os livros adicionados aceitos pelos hebreus?". A resposta dada é: - "Não, os hebreus recusaram-se a aceitar esses livros adicionais.") O Cânon Protestante do Velho Testamento é o cânon aceito pelo povo escolhido de Deus e pelo Filho de Deus, bem como pelos apóstolos.
2. Cristo também prometeu uma revelação ulterior além mesmo de tudo que Ele tinha ensinado.
Em João 16:12,13 achamos Cristo falando aos apóstolos como segue: "Ainda tenho muitas coisas a dizer-vos, mas não as podeis suportar agora. Não obstante, quando Ele, o Espírito de verdade vier, guiar-vos-á em toda a verdade; porque Ele não falará de Si mesmo, mas falará tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir".
Ainda mais: Cristo constituiu aos apóstolos um corpo de mestres infalíveis quando em Mat. 18:18 disse: "Na verdade vos digo: o que ligardes na terra será ligado no céu e o que desligardes na terra será desligada no céu". "Ligar" quer dizer proibir, isto é, ensinar que uma coisa está errada. "Desligar" é consentir, sancionar, ensinar que uma coisa está certa. Assim Cristo prometeu sancionar no céu o que quer que os apóstolos ensinaram na terra. João 20:22,23 é da mesma importância.
Em o Novo Testamento temos esta revelação ulterior que Cristo deu por meio do Seu corpo infalível de mestres. Os poucos livros não escritos pelos apóstolos receberam o seu lugar no cânon, evidentemente, porque os apóstolos os aprovaram. De qualquer maneira, o seu ensino é o mesmo como o dos demais livros do cânon.
No Novo Testamento veio a existir da mesma maneia que o Velho, isto é, o cânon foi determinado pelo consenso de opinião da parte do próprio povo de Deus. O fato que Deus deu e conservou uma revelação infalível da velha dispensação argue que Ele fez o mesmo com referência ao novo.
IV. É a Bíblia final como revelação de Deus?
A finalidade da Bíblia está sendo rejeitada hoje a favor de uma revelação que está ainda em processo. Esta idéia é adotada por aqueles que estão contaminados de modernismo. Ninguém que crê na divina inspiração da Bíblia adotará esta idéia. Devemos voltar a Cristo por um estatuído autoritativo concernente à inspiração dos escritores apostólicos, o qual não nos dá nenhuma garantia em pretender que esta inspiração se estendeu além dos apóstolos. Que ensinos, não contrários ao Novo Testamento, podem os crentes da revelação progressiva indicar como tendo sido revelados desde os tempos apostólicos? O Novo Testamento é manifestamente completo e final.

Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.
Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004
Revisão: Charity D. Gardner e Calvin G Gardner, 05/04

“Se os pecadores querem seduzir-te”

http://estranhaciencia.zip.net/images/7Pecados.JPG

“Filho meu, se os pecadores querem seduzir-te, não o consintas. Se disserem: Vem conosco ... lança a tua sorte entre nós ... Filho meu, não te ponhas a caminho com eles; guarda das suas veredas os pés” (Provérbios 1:10,11a,14a,15).
O escritor sábio de Provérbios encorajou seus leitores a não se juntarem aos “pecadores”. Aqueles que sempre ficam com pecadores geralmente acabam se tornando pecadores também e dividem o destino do pecador.
O perigo é real. O apóstolo Paulo avisou sobre as conseqüências de ficar com amigos perversos. “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” (1 Coríntios 15:33). O escritor de Provérbios avisou, “Não te associes com o iracundo, nem andes com o homem colérico, para que não aprendas as suas veredas e, assim, enlaces a tua alma” (22:24-25).
A Bíblia não ensina que devemos nos isolar do mundo. Não podemos ser o sal e a luz do mundo sem algum tipo de contato com “pecadores” (Mateus 5:13-14). Muitas vezes os cristãos começam com o alvo admirável de ensinar e influenciar seus colegas, mas às vezes são influenciados pelo mundo, pelos amigos e pelos colegas, mais do que eles conseguem influenciar os pecadores. Por quê?
Ao mesmo tempo que queremos influenciar nossos companheiros, devemos estar atentos à possibilidade de nós sermos influenciados. O poder dos nossos amigos e conhecidos de nos influenciar depende de vários fatores. Por exemplo, quanto mais gostamos deles e os respeitamos, maior será a influência que eles têm sobre nós. Mais importante ainda, quanto mais fracas são as nossas convicções a respeito de certo e errado, maior é a possibilidade de sermos influenciados por outros que mantêm seus valores firmes. A quantidade de tempo que passamos na companhia de outros e a natureza das nossas atividades com eles também são fatores cruciais em determinar sua influência sobre nós.
Eu já vi um grande número de cristãos seduzidos pelo mundo, atraídos de volta à vida de pecado pelos seus companheiros, as pessoas com quem trabalham ou passam seu tempo livre. Também observei que quase todos estes cristãos têm pelo menos uma coisa em comum. Quando são avisados sobre mudar seu comportamento, quase todos negam que seus companheiros estavam tendo alguém efeito neles! É um erro ser confiante demais sobre sua própria força espiritual (1 Coríntios 10:12).
Há uma diferença crítica entre ter contato com pecadores e andar no caminho deles. Até Jesus associava-se com pecadores e foi severamente criticado por isso (Mateus 9:9-13), mas ele não se conformou com o comportamento pecaminoso deles. O caminho da justiça de volta para o mundo geral segue o caminho de concessão. A aceitação de colegas e evitar a crítica e escárnio tornam-se mais importantes do que “ser verdadeiro” aos valores bíblicos (Romanos 12:1-2). As convicções ficam mais fracas, o cristão começa a dar motivos de como alguns pecados não são tão pecaminosos!
Quem são SEUS “companheiros”? Você está os influenciando a serem mais como Cristo ... ou você começou a seguir o caminho deles?

–por Allen Dvorak

Graça



"“Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus.” Rm. 3.24
Graça: um dos termos que mais revela a essência do Evangelho. As religiões têm misericórdia, tem perdão, tem justiça, tem juízo, mas só o Evangelho tem Graça. Um dos significados da palavra graça é o “favor benevolente e imerecido de Deus ao homem”. É pela graça que somos salvos da ira vindoura e da condenação do inferno. É pela graça que somos perdoados dos pecados, pela graça somos aceitos como filhos de Deus e pela graça alcançamos o ministério e somos usados por Deus.
Por que quero falar sobre a graça? Porque apesar dessas afirmações acima, há muitas pessoas que sempre tiveram dificuldade de receber e lidar com a graça. Muitas pessoas tentam ser aceitas por Deus por atos de bondade, por esforço próprio, lutando para serem santas a todo o custo ao ponto de se flagelarem interiormente, carregando assim um fardo muito pesado, pois todas as suas tentativas são e serão inúteis.
Por mais que alguém tente, não conseguirá ser bom, não conseguirá ser santo, não conseguirá acertar sempre, devido ao pecado que em nós habita. Isso então fará com que essa pessoa ande sempre culpada, a fará achar que sempre está devendo algo a Deus, por não conseguir os resultados esperados... E por que ela não consegue? Porque ela tenta tudo pelo seu esforço, pela forca do seu braço e ela nunca irá conseguir, jamais!
Temos que entender que é tudo pela graça, ou seja, nunca conseguiremos ser tão santos, tão bons, amar a todos, cumprir os mandamentos ao ponto de sermos aceitos, logo o que Deus faz? Nos aceita mesmo não conseguindo, isso é Graça, favor imerecido: nós não merecemos ser perdoados e Ele nos perdoa, não merecemos ir para céu, e Ele nos leva, não merecemos pregar o Evangelho, mas Ele nos deixa pregar, não merecemos ganhar almas, mas Ele nos dá almas, não merecemos nada, mas Ele nos dá tudo...  E continuará a dar e fazer sem que haja qualquer atributo nosso cooperando para isso. Apenas Ele fazendo, pelo simples fato que quer fazer e continuará sempre a fazer. Isso é Graça.

Pr. Paulo Junior.

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Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Darliana+ Missões Cristãos em Defesa do Evangelho+✿Apenas uma alma que foi resgatada através da graça e misericórdia de Deus,Dai de graça o que de graça recebeste' (Mt. 10,8). Latim para estar em consonância com as cinco teses que dão sustentação ao “pensamento”e à vida do genuíno cristão reformado: sola scriptura,sola gratia, sola fide,solus christus, soli deo gloria. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8 : 32) "Um cristão verdadeiro é uma pessoa estranha em todos os sentidos." Ele sente um amor supremo por alguém que ele nunca viu; conversa familiarmente todos os dias com alguém que não pode ver; espera ir para o céu pelos méritos de outro; esvazia-se para que possa estar cheio; admite estar errado para que possa ser declarado certo; desce para que possa ir para o alto; é mais forte quando ele é mais fraco; é mais rico quando é mais pobre; mais feliz quando se sente o pior. Ele morre para que possa viver; renuncia para que possa ter; doa para que possa manter; vê o invisível, ouve o inaudível e conhece o que excede todo o entendimento." A.W.Tozer✿

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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