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28 de jan de 2011

Livres para Adorar - Quero te Ver








Quero Te ver
Quero Te ver
Quero Te ver, Jesus
Preciso Te ver


Quero Te ver assentado sobre o trono de glória

Envolvido pelos anjos em adoração, Jesus


Pois eu Te quero (eu Te quero)

Eu Te quero (eu Te quero)
Eu Te quero (eu Te quero)
Te quero, Jesus
Oh, Jesus

Eu quero ver, Senhor

A doçura e o amor dos Teus olhos
Teu sorriso em resposta à minha adoração, Senhor (Senhor)


Pois eu Te amo (Eu Te amo)

Eu Te amo (Eu Te amo)
Eu Te amo (Eu Te amo)
Te amo, Senhor

Pois eu Te amo

Eu Te amo
Eu Te amo (meu Senhor)
Eu Te amo (Jesus)

Pois eu Te amo

Meu Senhor
Eu Te amo
Eu Te amo (amado Jesus)
Eu Te amo

Como eu anseio poder Te encontrar

Como eu anseio poder Te abraçar (Te abraçar)
Como eu anseio sentir o Teu toque (o Teu toque)
Sentir o Teu olhar de amor (o teu olhar de amor)


Eu quero Te ver

Preciso Te ver
Eu quero Te ver (Eu quero Te ver)
Preciso Te ver, preciso Te ver, Jesus
Quero te ver (Jesus)
Amado da minh'alma
Quero Te ver, Jesus (Quero Te ver)
Preciso Te ver, Senhor (Eu preciso)
Quero Te ver
Venero por Ti
Preciso Te ver, Jesus
Quero te ver, Senhor
Preciso Te ver
Quero te ver


3x

Glorioso Deus (Jesus)

Meu Jesus

Ele vai voltar
Sei que vai voltar
Sei que vai voltar, Senhor
Te espero, amado
Ele vai voltar e me buscar
Vem, vem me buscar
Vem, vem me buscar, Senhor

Sei que vai voltar

Ele vai voltar
Sei que vai voltar
Ele virá me buscar
Vai voltar
Ele vai voltar
Pra me buscar
 
Vai voltar
Sei que vai voltar
Posso ouvir as trombetas dos anjos
Posso ouvir o grito de júbilo
Posso ouvir os prantos de alegria
Posso ouvir os louvores dos anjos


Santo

Santo
O Senhor é Santo
Santo
Santo
Pra sempre Santo
Santo...
Santo

Série Livros para Ler - Por que Tarda o Pleno Avivamento? Leonard Ravenhill




Caráter (Parte I e II) - Paulo Junior || Escola Obreiro Aprovado (Aula 3)


Bob Kauflin - Para Glória de Quem Nós Fazemos Músicas?



Regeneração - Asahel Nettleton




“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus.” (João 1.12-13)

Estes versículos ensinam uma doutrina simples mas importante: aqueles que recebem a Cristo . aos quais foi dado o poder para tornarem- se filhos de Deus e crêem no nome de Cristo . foram nascidos de Deus. Em outras palavras, uma pessoa se torna verdadeiro crente por meio de uma especial aplicação de poder por parte do Todo poderoso, a fim de mudar seu coração. A expressão .nasceram... de Deus., freqüentemente utilizada pelos escritores do Novo Testamento, expressa linguagem figurada. Sua adequação, quando aplicada às coisas espirituais, resulta da analogia que existe entre o início de nossa existência física e de nossa vida espiritual. Os crentes são filhos de Deus; isto precisa ser entendido em um sentido peculiar. Todos os homens são criados por Deus e dEle recebem suas capacidades naturais; neste sentido todos são filhos de Deus. Mas, quando a Bíblia aplica a expressão .filhos de Deus. aos crentes, para distingui-los das outras pessoas, ela o faz para ressaltar um relacionamento que Deus não tem com os demais seres humanos. E somente Ele é o autor da regeneração, pela qual os crentes se tornam seus filhos e é dito que eles são nascidos de Deus. As Escrituras afirmam que os crentes foram gerados por Deus, em comparação ao relacionamento que existe entre os pais terrenos e seus filhos.

O objetivo destes versículos é mostrar que nosso relacionamento com Deus, como seus filhos espirituais, foi produzido exclusivamente por meio de seu soberano poder. A princípio, estes versículos foram adaptados para oporem-se aos preconceitos carnais dos judeus. A opinião comum destas pessoas era que todos os descendentes de Abraão eram herdeiros das promessas divinas e tinham o direito à vida eterna. Este conceito foi consistentemente combatido por Cristo e seus apóstolos. Deixando de lado a tentativa de determinar o significado exato da afirmativa .os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus., observamos que havia três maneiras de pessoas serem consideradas filhos de Abraão: por descendência natural, por meio de um relacionamento ilícito e por adoção. Independentemente da maneira, os judeus imaginavam que se tornava um filho de Deus aquela pessoa que se tornava filho de Abraão. O bem-conceituado Dr. Lightfoot propôs que o objetivo do apóstolo João era aniquilar as falsas esperanças dos judeus, afirmando que, se alguém havia se tornado filho de Abraão através de alguma destas maneiras, isto não o transformava em filho de Deus. Outro tipo de nascimento é necessário; uma nova filiação, vinda do alto. Era preciso que Deus os fizesse nascer de novo. Qualquer que seja o significado específico destes versículos, a impressão geral e o objetivo específico do escritor sagrado é que todos os outros métodos de alguém tornar-se filho de Deus são falsos e imaginários, exceto o ser nascido de novo. Estas palavras foram escritas para combater as idéias predominantes naqueles dias, e hoje podemos utilizá-las de maneira semelhante.

Dentre todos os assuntos, aquele que se refere à nossa passagem da morte para a vida com certeza é o mais importante e interessante. Ter idéias claras e definidas sobre este assunto é crucial; errar no que concerne a ele equivale a um perigo terrível. Em certo sentido, todas as coisas pertencem a Deus. Ele é o Criador e Governador de tudo. Todos os poderes e capacidades que um homem possui procedem de Deus. Todos os meios da graça e ordenanças espirituais foram instituídas por Ele. Mas, quando as Escrituras falam sobre nascer de novo, elas querem dizer muito mais do que um homem ser influenciado por esses meios da graça e ordenanças espirituais, ao utilizar seus poderes e capacidades naturais. A fim de evitar uma compreensão errada sobre o assunto, afirmei no início que a regeneração é uma obra especial efetuada pelo poder do Todo poderoso. Os que erram neste assunto jamais tentaram negar abertamente que os crentes são nascidos de Deus, pois isto corresponderia a renunciar toda aparência de confiança nas Escrituras. Eles escolheram um método mais seguro para divulgarem suas opiniões: ao mesmo tempo que preservam as palavras dos autores sagrados, atacam e desprezam o significado das mesmas, de modo que a regeneração se torna uma simples aplicação de um rito externo ou uma persuasão da mente afetada de maneira comum, que resulta em uma reforma da moralidade.

Esclarecer o erro ajuda-nos a compreender a verdade. De maneira abreviada, consideraremos alguns conceitos errados sobre a regeneração e, em seguida, mostraremos o que significa ser nascido de Deus.

Não preciso gastar muito tempo esforçando-me para demonstrar que o batismo não é regeneração. Nada é tão evidente quanto o fato de que um rito exterior não pode mudar o coração. O batismo é apenas um sinal ou símbolo das salvadoras influências do Espírito Santo, e não a obra de regeneração. Tanto a Escritura quanto a experiência mostram que nem todas as pessoas batizadas são regeneradas, pois algumas delas em suas vidas e conversas não diferem do .mundo., que .jaz no Maligno.. Quanto a isto, precisamos apenas citar as palavras de um eminente teólogo inglês: .O ensino da regeneração através do batismo é a completa rejeição e desprezo da graça de nosso Senhor Jesus Cristo.; e acrescentou: ”A vaidade desta presunção tola destrói a graça do evangelho; é uma presunção forjada para apoiar os homens em seus pecados e ocultar lhes a necessidade de nascerem de novo e de se converterem a Deus. Entretanto, irmãos amados, não foi assim que aprendemos de Cristo.”

O absurdo de alterar assim o verdadeiro ensino sobre a regeneração e outras doutrinas semelhantes é tão palpável e grotesco, que pode ser detectado e percebido onde existe qualquer grau de conhecimento acerca da natureza da vida espiritual. Encontramos menor perigo em tais noções extravagantes do que naquelas que são mais sutis e sofisticadas.

Pelágio, no século IV, inventou e advogou um esquema de regeneração que, com poucas modificações, às vezes na fraseologia ou no acréscimo e diminuição de algumas partes, tem sido o método de quase todos os sectários, os quais se apartaram dos ensinos ortodoxos do evangelho. Em épocas diferentes, autores têm surgido em diversos países, levando adiante este ilusório ensino sobre o novo nascimento em termos elaborados por eles mesmos. E muitos que lêem seus escritos de maneira superficial têm sido enganados, acreditando neste falso conceito. O fato é que quase todo o sistema de ensinos fundamentado em noções obscuras e inadequadas sobre este importante assunto da regeneração é apenas um reflexo da heresia de Pelágio, universalmente condenada pela igreja dos primeiros séculos, que agora se apresenta em nova roupagem e, para assegurar sua aceitação, segue os padrões do mundo moderno.

Os principais aspectos do ensino de Pelágio e Armínio (ambos, em essência, ensinaram as mesmas coisas) são estes:

1. Deus não somente proclama e oferece de maneira semelhante a graça e a salvação a todos os homens, mas também o Espírito Santo é derramado de modo suficiente e igual sobre todos eles, para garantir-lhes a salvação, contanto que se aproveitem dos benefícios que lhes são concedidos;

2. Os preceitos e promessas do evangelho, além de serem bons e desejáveis em si mesmos, são tão adaptados à mente do homem natural e aos interesses da humanidade, que estes se inclinarão a recebê-los, a menos que sejam vencidos pelo preconceito e por uma vida habitual no pecado.

3. Pensar sobre as ameaças e promessas do evangelho é suficiente para remover os preconceitos e levar a pessoa a deixar a vida no pecado.

4. Aqueles que meditam com seriedade e consertam suas vidas têm a promessa do Espírito Santo e recebem direito para desfrutarem os benefícios da nova aliança.

Esta irreal declaração de princípios fundamentais, capaz de convencer mentes que não ponderam sobre estes assuntos, anula a própria essência da verdade do evangelho. Este sistema de doutrina preceitua que todos os homens são regenerados de igual modo, possuem a mesma medida do Espírito, e a diferença entre um e outro encontra- se totalmente em si mesmos, dependendo da maneira como eles se beneficiam das bênçãos outorgadas. Neste caso, regeneração significa uma reforma na vida, induzida por meio de persuasão moral ou iniciada como resultado de ser iluminado o entendimento e as emoções serem comovidas exclusivamente por meio da verdade divina. Se indagarmos de que modo neste sistema de doutrina a salvação resulta da graça divina, a resposta é que todos os meios de alguém se beneficiar das bênçãos recebidas são concedidos por Deus e, por conseguinte, constituem a graça.

Todo este sistema de doutrina resume-se no seguinte: Deus outorga as capacidades e a graça a todos os homens de maneira semelhante; e, tendo sido estas outorgadas, eles trabalham por sua própria salvação, sendo persuadidos a fazer isso por meio das promessas e ameaças do evangelho. A terrível ilusão causada por esse tipo de doutrina resulta de sua plausibilidade . tem aparência de verdade, mas está repleta de erros graves e perigosos.

Não tenho dúvidas de que o Espírito Santo utiliza-se da Palavra e de muitos outros instrumentos para trazer os pecadores a Cristo. Mas afirmar que os homens são naturalmente inclinados a aprovarem e obedecerem aos preceitos do evangelho, exceto quando algum tipo específico de pecado os impede, isso claramente contradiz o evangelho. Pelo contrário, como princípio fundamental o evangelho revela que todos os homens, por natureza, são filhos da ira e cegos no que se refere à luz da verdade divina; estão em inimizade com Deus e mortos em ofensas e pecados. A idéia de que o Espírito Santo é conferido a todos, de maneira suficiente para salvá-los, anula o conceito da graça especial e torna nascidos de Deus tanto uns quanto outros! O texto bíblico citado no início afirma que todos quantos receberam a Cristo e creram em seu nome foram nascidos de Deus. Se isto é verdade, outros que não O receberam não foram nascidos de Deus; portanto, não podemos dizer que as influências do Espírito são iguais para todos.

É uma grande pedra de tropeço, para muitos, o fato de que Deus outorga do seu Espírito mais para uma pessoa do que para outras. A fim de remover este preconceito, Pelágio e muitos depois dele têm sustentado o ensino de que todos os homens recebem os mesmos dons, para labutarem em favor de sua própria salvação. É lógico que tal ensino destrói o novo nascimento e o torna comum a todos os homens. De acordo com este ensino, Judas Iscariotes recebeu tanto da graça divina quanto o apóstolo Paulo; Acabe se vendeu à impiedade, mas o mesmo poderia ter feito Davi, o homem segundo o coração de Deus. Toda a diferença entre os homens deve-se a maneira diferente como eles se aproveitam de seus privilégios.

Sei que esse tipo de doutrina agrada a natureza caída; e a aceitação que ela tem desfrutado desde que foi pregada pela primeira vez comprova quão agradável é ao raciocínio do homem natural. Porém, nem as Escrituras nem a experiência nos oferecem qualquer razão para crermos nessa doutrina. Não duvido que o Espírito Santo luta com todos os homens que não estão condenados.

Reconheço que as ameaças e promessas do evangelho seriam suficientes para persuadir- nos a um viver santo, se nosso entendimento não estivesse obscurecido e nossas afeições não fossem depravadas. Entretanto, nego que a graça comum a todos nos torna filhos de Deus, ou que somos persuadidos a nos tornarmos cristãos sem haver uma especial realização divina; ou que todos os homens recebem a mesma medida do Espírito Santo.

Apesar de todos os meios preparatórios, todas as ameaças e promessas do evangelho, todas as atividades da graça comum e todos os esforços dos pecadores não-regenerados, eles precisam nascer de novo para que se tornem filhos de Deus. É necessário que ocorra uma nova criação, uma obra realizada pelo Todo poderoso em .uma atividade soberana, especial e sobrenatural., à semelhança da criação do mundo ou do ressuscitar um morto, pois sem esta grandiosa realização ninguém pode ver o reino de Deus. A persuasão não é capaz de fazer novas criaturas. Se o Espírito Santo opera nas mentes dos homens somente por meio de apresentar-lhes os argumentos e motivos mais diversos e mais adequados para a sua conversão, afinal de contas a vontade do homem determinará se ele será regenerado ou não. Nesse tipo de ensino, a glória da regeneração pertenceria a nós mesmos. Também não haveria certeza se Cristo teria qualquer descendência espiritual, visto que dependeria da incerta resolução de cada pessoa diante da qual os motivos foram colocados. Isto contradiz as Escrituras. Deus não limita as realizações de seu Espírito à apresentação de motivos persuasivos diante dos homens, pois .apresentar-se-á voluntariamente o teu povo, no dia do teu poder. (Sl 110.3).

A persuasão moral que oferece uma vida melhor não outorga qualquer poder supernatural à alma, a fim de que esta seja capacitada a viver. A persuasão não produz novo interesse e discernimento espiritual. Se a regeneração acontece desta maneira, então o homem regenera a si mesmo, nasce de novo por si mesmo, tornando a si mesmo diferente dos outros homens. Se assim fosse, o Espírito Santo não teria mais a realizar do que fizeram Paulo e Apolo.

Não é por esse tipo de coisa que oramos: não oramos para que os motivos corretos sejam apresentados aos homens, para que regenerem a si mesmos. Oramos para que Deus mude os seus corações e os torne novas criaturas. As igrejas primitivas que sentiam intensas pressões externas invocavam esta súplica sobre os hereges, que negavam o exercício de um poder sobrenatural na regeneração.

Existe apenas uma maneira de uma pessoa morta em seus delitos e pecados ressurgir para a vida: por meio do poder de Deus que a vivifica e faz nascer de novo. Observe a linguagem que os escritores sagrados utilizaram para transmitirem este conceito: nascer de Deus, gerado de Deus, vivificar, receber vida e nascer de novo. Se disserem que esta linguagem é figurada, eu concordo. Mas, se encontramos qualquer significado nestas figuras, então a obra de regeneração fala do começo de uma nova existência espiritual. De outro modo, a linguagem das Escrituras, em todos os seus livros, é a mais obscura, imaginária e sem significado.

Você pode supor todas as preparações, conhecimento, motivos, moralidade, esforços que lhe convier; mas, apesar de tudo isso, repetimos, é necessário que aconteça o novo nascimento (os mortos precisam ser vivificados), pois os crentes são nascidos de Deus. O mesmo poder que ressuscitou Cristo dentre os mortos, o supremo poder do Deus vivo tem de realizar esta obra. Essa foi a súplica do apóstolo: que conheçamos .qual a suprema grandeza do seu poder para com os que cremos, segundo a eficácia da força do seu poder, o qual exerceu ele em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos. (Ef 1.19-20).

Na verdade, meus amigos, onde mais podemos encontrar a fonte de uma mudança que nos torna verdadeiros cristãos e nos traz da morte para a vida, senão na onipotência do Espírito Santo? É nosso entendimento que realiza esta mudança? Mas nosso entendimento está em trevas . .Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus... e não pode entendê-las. (1 Co 2.14). É a nossa vontade? Somos inclinados para o mal, assim como dois e dois são quatro. Nossas vontades são perversas e rebeldes. É o nosso poder? Cristo morreu pelos ímpios, que estão sem poder. Não somos capazes em nós mesmos de ter bons pensamentos. São os nossos méritos que realizam esta mudança? Não merecemos nada, exceto a condenação. São os ministros de Deus que nos convencem? Alguns podem semear a Palavra, e outros, regá-la, mas a germinação é realizada por Deus.

Todos os esforços têm sido realizados pela ingenuidade humana, mediante doutrinas claramente errôneas ou aparentemente plausíveis, a fim de retirar do Espírito Santo a glória da obra de regeneração e levar o homem a reivindicar esta realização para si mesmo ou, pelo menos, a compartilhar da honra. No entanto, a origem da regeneração se encontra somente na livre e soberana graça do todo poderoso poder de Deus. A regeneração é uma obra totalmente divina; a glória, portanto, tem de pertencer e pertencerá para sempre a Deus.

Uma doutrina sustentada pelos grandes mestres da Reforma e pelas igrejas evangélicas desde então é que a regeneração é uma obra física. Com isto eles queriam dizer que havia realmente uma nova criação, tão absoluta quanto a criação do mundo; um novo interesse, princípio e discernimento espiritual é implantado por meio de uma soberana obra criadora da parte de Deus e não simplesmente um novo direcionamento de velhas capacidades.

Uma vez que esta obra é reconhecida, todas as demais doutrinas que constituem a verdade evangélica fluem dela: as doutrinas da graça, a soberania de Deus, a eleição, a redenção somente por meio de Cristo, a depravação humana e outras a estas relacionadas. Existe um grande, harmonioso e perfeito conjunto de doutrinas, e Deus é a essência e a glória de todas elas.

Meus amigos, estou plenamente certo de que existem dificuldades nas doutrinas que acabamos de apresentar. Mas a Bíblia fundamenta todas elas; isto é o bastante. Diante dela nosso entendimento carnal tem de se prostrar e nossos corações, submeterem se. Se você mudar estas verdades, utilizando idéias misteriosas, conceitos inúteis ou inconsistências, será assaltado não pelos homens, e sim pelo próprio Deus. Leia e atente aos ensinos da Palavra de Deus. Ela afirma permanentemente, em caracteres reluzentes: .Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus. (Jo 1.13).

Existe apenas um tipo de nascimento que pode nos preparar para o céu: .Se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. (Jo 3.3). Podemos atender à nossa imaginação e satisfazer nossa justiça própria, ao adotarmos os vagos conceitos pelagianos a respeito deste assunto; podemos protestar contra a absoluta dependência da graça de Deus, conforme demonstramos; mas perceberemos que um novo coração e um espírito de retidão são absolutamente necessários, pois sem eles pereceremos eternamente.

Asahel Nettleton (1783-1844) . Logo após sua conversão, Nettleton decidiu que serviria ao Senhor nos campos missionários, mas Deus tinha outros planos. Nettleton entrou na Universidade Yale em 1805 e formou-se em 1809. Ele tinha um intenso amor por Cristo e pelos perdidos.

Após estudar sob a orientação do Rev. Bezaleel Pinneo, de Connecticut, Nettleton começou seu ministério itinerante. Nesta época, muitos excessos e divisões estavam surgindo como resultado do Grande Avivamento. Após estudar as causas e os efeitos das numerosas desordens, ele adotou uma postura saudável para si mesmo e seu ministério. Desde o iní- cio de seu trabalho, Deus abençoou sua pregação com glorioso poder, e ocorreram vários avivamentos. Em 1817, ele foi ordenado evangelista congregacional. Foi um dos mais sábios e cautelosos evangelistas itinerantes que já abençoaram os Estados Unidos. Sua teologia estava em completa harmonia com a de homens piedosos que o precederam nas igrejas congregacionais e presbiterianas de seu país.


Francis Wayland, pastor da Primeira Igreja Batista de Boston e presidente da Universidade Brown, em cujo tempo um grande avivamento religioso aconteceu sob a influência da pregação de Nettleton, descreveu-o assim: .Ele é um dos mais eficientes pregadores que já conheci. Ele conseguia fazer que a lógica assumisse uma forma atraente e produzisse efeitos decisivos. Quando Nettleton argumentava sobre grandes doutrinas, tais como as da carta aos Romanos: eleição, completa depravação do homem, a necessidade de regeneração e de expiação dos pecados, seu estilo de pregar com freqüência era socrático..

Um sermão sobre oração I - John Piper



O Pr. John Piper teve um período de 8 meses de licença do ministério para cuidar da alma, da família e do casamento, em 2010. No último dia 09 de janeiro ele voltou ao ministério de pregação com um sermão sobre oração. Segue o texto:

Mateus 6:5-15

5  E, quando orares, não sejas como os hipócritas; pois se comprazem em orar em pé nas sinagogas, e às esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão. 6  Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente. 7  E, orando, não useis de vãs repetições, como os gentios, que pensam que por muito falarem serão ouvidos. 8  Não vos assemelheis, pois, a eles; porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes. 9  Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10  Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; 11  O pão nosso de cada dia nos dá hoje; 12  E perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores; 13  E não nos induzas à tentação; mas livra-nos do mal; porque teu é o reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém. 14  Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; 15  Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas.

Então, vamos começar o ano com um sermão sobre a oração. O que Deus tem me ensinando sobre a oração nesta guerra espiritual, e como ela poderia fazer uma diferença em sua vida? Eu escolho concentrar-me em oração, porque ela tem estado comigo durante minha licença do ministério, tanto como um grito constante a Deus por sua ajuda, como um foco recorrente de reflexão e pensamento. Orei muito, e eu pensei muito sobre oração. 

Eu amo as orações da Bíblia. Eles moldam minhas orações mais do qualquer outra coisa. Eu amo as orações de Paulo em Filipenses 1:9-11, e Efésios 1:16-21 e 3:14-19 e Colossenses 1:9-12. Eu amo a oração de Jesus em João 17. E eu amo de todo o livro dos Salmos, que é o livro de orações da bíblia - cheio com essa gama de emoções que o grito do nosso coração em quase qualquer experiência pode  encontrar palavras nos Salmos. 

A oração do Senhor: simples e espetacular

Mas a oração na Bíblia que mais me prendeu durante esta licença é oração do Pai Nosso em Mateus 6:9-13. Isto provavelmente porque, pela providência de Deus, eu estava decorando o Sermão da Montanha, com muitos de vocês. Assim semana após semana eu estava revendo Mateus 6 em minha mente, e assim dizendo a Oração do Senhor mais e mais. 

Como eu pensei sobre ela e orou com base nela, isso teve um efeito sobre o quadro geral da minha vida, e isso teve um efeito sobre o âmago das lutas diárias em minha vida. Eu espero que ela tenha um efeito similar sobre você enquanto você orar com base nela. 

A oração do Senhor é muito fiel à vida neste sentido. A vida é um combinação de coisas espetaculares e coisas simples. Na vida de quase todos há coisas deslumbrantes e coisas chatas, coisas fantásticas e coisas familiares, coisas extraordinárias e coisas comuns. Essa é a vida. 

A oração do Senhor em duas partes 

Esse é o caminho da oração do Senhor: quase todo mundo nota que ela tem duas partes. A primeira parte (vers. 90-10) tem três petições, e a segunda parte (vers. 11-13) possui três petições. 
  1. As três primeiras petições são: 
'Santificado seja o teu nome 
Venha o teu reino 
Vossa vontade seja feita na terra como no céu.'

Estamos pedindo a Deus para trazer estas três coisas: fazer com que seu nome santificado; fazer com que seu reino venha; fazer com que a sua vontade seja feita tanto no céu como na terra.

    2. As outras três petições são: 

'Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia 
Perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores 
Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.'

Você pode ver a diferença e sentir a diferença entre esses duas metades. As três primeiras petições são sobre o nome de Deus, o reino de Deus, a vontade de Deus. Os três últimos são da nossa comida, nosso perdão, nossa santidade. As três primeiras chamam a nossa atenção para a grandeza de Deus. E as três últimas chamam atenção para as nossas necessidades. As duas metades têm um impacto muito 
sensação diferente. 

Em outras palavras, há uma correspondência entre o conteúdo da presente oração e do conteúdo de nossas vidas. O grande e o pequeno. O glorioso e o comum. O majestoso e o mundano. O sublime e os humildes. E essa é a forma como esta oração liga a eternidade e a vida ordinária.

Oração para a Eternidade 

Versículo 9: Pai, faça com que o seu nome grande e santo seja honrado e reverenciado e estimado e valorizado acima de tudo, em todo o mundo (incluindo o meu coração). 

Versículo 10: E faça com que seu glorioso, soberano, majestoso reino venha dominar 
sem obstrução em todo o mundo (incluindo o meu coração). 

Versículo 10: E faça com que a sua sábia, boa, justa e santa vontade seja ser feita por todo este mundo da mesmas maneira que os anjos fazem perfeitamente e alegremente no céu (faça acontecer também em mim).
Essa é a parte de tirar o fôlego da oração. E quando nós oramos nós estamos envolvidos em grandes coisas, coisas gloriosas, coisas global, coisas eternas. Deus quer que isso aconteça. Ele quer que sua vida seja ampliada, enobrecida e enriquecida como essa oração. 

Oração para o Diário 

Mas, então, nós oramos:

Versículo 11: Pai, eu não estou pedindo a graça de riquezas. Eu estou pedindo o pão. Apenas o suficiente para me dar vida. Eu quero viver. Eu quero ser saudável, e ter um corpo e uma mente que funcionam. Você me dá o que eu preciso para o meu corpo e mente? 

Versículo 12: E, Pai, eu sou um pecador e preciso ser perdoado todos os dias. Eu não posso viver e prosperar com a culpa. Eu vou morrer se tiver que suportar minha culpa todos os dias. Não quero guardar rancor. Eu sei que não mereço perdão, e por isso não tenho o direito de guardar rancor contra ninguém. Eu deixo de todas as ofensas feitas contra mim. Por favor, tenham piedade de mim e me perdoe e me deixe viver na liberdade do seu amor. E, claro, sabemos agora que quando oramos por perdão, esperamos receber não apenas porque Deus é nosso Pai, mas porque o Pai entregou o Seu Filho para morrer em nosso lugar. 

Versículo 13: E Pai, eu não quero continuar pecando. Eu sou grato pelo perdão, mas Pai, eu não quero pecar. Por favor, não me leva as complicações da tentação irresistível. Livra-me do mal. Guarda-me de Satanás e de todas as suas obras e todos os seus caminhos. Conceda-me andar em santidade. 

Essa é a parte da terrena da oração. A mundana, diária luta da vida cristã. Precisamos de comida, perdão e proteção contra o mal. 

Desperte e Viva - Joseph Alleine



Um resumo do alerta de Joseph Alleine para o não convertido reescrito no inglês moderno. A versão completa está disponível pela The Banner fo Truth Trust ...

Introdução

Escrevi este livro para pessoas que não são cristãs ainda. Minha esperança e oração é que através da leitura dele você se voltara para Deus. Mas eu estou muito consciente do fato de que não importa quão difícil tentar e não importa quão persuasivos são meus argumentos, por mim mesmo não posso fazer ninguém se tornar um cristão. Isto é uma coisa que somente Deus pode fazer.
A Bíblia diz que você deve nascer de novo para ir ao céu. Sem santidade você nunca verá Deus (Hb 12.14). Enquanto você começa a ler, disponha sua mente para procurar Deus. Prepare-se para reconhecer Jesus Cristo como Senhor com todo o seu coração. Submeta-se a ele e viverá!
Você pode achar algumas das coisas que eu digo difíceis de suportar. Certamente, eu não espero fazer-me popular – mas, outra vez, este não é meu objetivo! pois eu mesmo, preferiria escrever um livro mais agradável, mas se você não é um cristão, sua situação é muito mais séria para isso. É tudo muito bem cantar para um bebê que está chorando dormir, mas algo mais drástico é exigido se uma jovem criança caiu dentro do fogo.
Um bom médico sempre mostrará o maior interesse pelo paciente cuja vida está no maior perigo. E um bom pai sempre dará atenção especial para seu filho moribundo. Quanto maior a necessidade, maior a compaixão e mais esforços são exigidos.
Tentarei, portanto, escrever muito claramente a respeito de sua imensa necessidade. Eu não me envergonho de dizer que espero que você não será convencido somente pelo que escrevo, mas também convertido e salvo por Jesus Cristo.
Alguns de vocês podem não ter certeza do que é cristão. Começarei, portanto, dirigindo à pergunta "o que é um Cristão"?
Outros podem imaginar que tudo está bem entre elas e Deus quando, de fato, não está. Para eles, explanarei sobre "tornar-se um cristão".
Também, existem aqueles que querem saber se é importante para eles se tornarem cristãos. Procederei, portanto, com a pergunta: isto é realmente problema?
Outros podem alegar ser cristãos quando não dão a real evidência disto no caminho em que vivem. Para eles, tentarei mostrar "o caminho em que nós estamos" antes de voltarmos para Cristo.
Outros não temem nenhum perigo porque não têm qualquer consciência. Sou obrigado a mostrar, portanto, que sem Cristo estamos todos condenados!
Também, existem alguns que estão cônscios de sua necessidade, mas não sabem o que fazer sobre isto. Responderei, portanto, sua pergunta "o que devo fazer"?
E, finalmente, para o benefício de todos, evidenciarei a você a maravilhosa graça de Deus.
Joseph Alleine, 1671
1. O que é um cristão?
A questão precisa ser levantada porque ela tem sido respondida em todos os aspectos de maneiras diferentes. O resultado é que algumas pessoas imaginam que são cristãs quando não são, e outros pensam que não são cristãs quando realmente são! No próximo capítulo, explanarei sobre o que significa tornar-se um cristão, mas antes de tudo, permita-me falar com você o que isto não significa.

1. Não é suficiente simplesmente denominar-se um cristão

Cristianismo é muito mais do que um nome. A Bíblia fala sobre algumas pessoas que reivindicaram ser cristãs e pertencer a uma igreja sem vida cristã verdadeira. Lamentavelmente, existem muitas pessoas que professam ser seguidoras do Senhor Jesus Cristo, mas demonstram através do modo que vivem nunca terem realmente desviado para longe de seus pecados. Eles podem alegar conhecer a Deus, mas suas vidas negam isto. De fato, o Senhor Jesus advertiu que é possível igualmente pregar e realizar milagres em seu nome sem vida cristã real (Tt 1.16; Mt 7.22,23). Afinal de contas, como podem as pessoas dizer que Deus as salvou dos seus pecados quando elas não os abandonaram?

2. Não é suficiente ser batizado

É idéia muito comum pensar que o batismo faz de você um cristão. Muitas pessoas pensam que porque passam por uma forma de batismo são filhas de Deus e seguramente vão para o céu. Mas se o batismo realmente fez de você um cristão e você mereceu o favor de Deus, tudo o de que vocês precisariam para ir para o céu seriam um certificado de batismo! Milhões de pessoas são batizadas, mas o Senhor Jesus Cristo disse "estreita é a porta e difícil o caminho que conduz à vida, e existem poucos os que a encontram" (Mt 7.13,14). Ele também fala de buscar, bater e se esforçar para entrar no céu (Mt 11.12; Lc 13.24). Tudo isto seria completamente desnecessário se o batismo fosse tudo o de que precisamos. Batismo é um sinal do que Deus faz por nós. Em si mesmo não é nada. Batismo é bom, mas não é nenhum substituto da completa e poderosa mudança que Jesus chamou "nascida de novo" (Jo 3.7)

3. Não é suficiente ter uma vida pura

Nos tempos bíblicos, não havia nenhum grupo de pessoas mais específico interessado em um modo de vida puro do que os judeus escribas e fariseus. Porém o Senhor Jesus Cristo declarou "A menos que a justiça de vocês exceda a justiça dos escribas e fariseus, de jeito nenhum vocês entrarão no Reino dos céus." (Mt 5.20). Você não tem de ser um cristão para viver uma vida pura. Bem antes de tornar-se um cristão, o apóstolo Paulo pôde alegar que era irrepreensível no seu estilo de vida (Filipenses 3.6). Mas isto não era suficiente. Você precisa mais do que isto ou, senão, Deus ainda condenará você, não importa o quanto você proteste sua inocência. Não sou contra a moralidade; eu simplesmente advirto a que você não dependa disto. Vida honesta nunca salvou ninguém.

4. Não é suficiente ser religioso

A Bíblia diz que é possível ter uma forma de religião sem nenhuma realidade ou poder espiritual (2Tm 3.5). Você pode fazer longas orações, ouvir religiosos pregando e ensinando, jejuar, e fazer todos os tipos de outras coisas para servir a Deus sem uma real vida cristã (Mt 23.14; Lc 18.12; Mc 6.20; Is 1.11). Cristianismo verdadeiro envolve muito mais do que ir à igreja, ser generoso com seu dinheiro e fazer suas orações. Você pode fazer todas estas coisas – e igualmente negar a sua vida – e ainda assim não pertencer a Deus.

5. Não é suficiente reformar-se a si mesmo

A Bíblia ensina que é plenamente possível para você ter sua mente culta com respeito às coisas de Deus e sentir-se culpado por causa dos seus pecados e ainda assim ficar aquém de tornar-se um cristão (Hebreus 6.4; Atos 24.25; Marcos 6.20). Existe uma clara diferença entre convicção e conversão. Caim, o primeiro homem a cometer um assassinato, impacientemente perambulou de um lugar para outro com sua consciência perturbada até que sublimou isto com negócios e construções de projetos. Porém não há nada na Bíblia que sugira que ele realmente procurou a Deus (Gênesis 4). Algumas pessoas imaginam que são cristãs simplesmente porque elas pararam de cometer um pecado particular, desistido de um vício ou distanciado a si mesmos de certas influências do mal. Mas há muito mais para tornar-se um cristão do que qualquer uma dessas coisas.
Enquanto a consciência está perturbada, muitos orarão, lerão a Bíblia, ouvirão pregações e desistirão de alguns de seus prazeres pecaminosos, mas tão logo elas não sentem mais nenhuma convicção, irão diretamente voltar para seus pecados. Nunca houve um grupo de pessoas mais religioso do que os judeus quando a mão de Deus estava contra eles, porém quando seu período de sofrimento acabara, eles invariavelmente se esqueceram de Deus novamente. Você pode ter reformado sua vida de todo e qualquer forma e ainda assim ser exatamente a mesma pessoa no coração.

Você pode pegar um amontoado de barro e modelá-lo em uma flor, depois um animal, em seguida uma forma de homem, entretanto em todo o tempo ele permanece barro. Da mesma maneira, nenhum de nós pode mover-se da ignorância ao conhecimento e da plena impiedade para uma forma de religião enquanto nossa natureza é a mesma que sempre foi.
Se você tem baseado suas esperanças em algumas dessas coisas que discutimos até aqui, você pode ter achado este capítulo difícil de aceitar. Pode ser uma dolorosa experiência perceber que nada está bem entre você e Deus quando você pensou que estava. Quando eu estava escrevendo, senti-me como um pequeno cirurgião prestes a amputar um membro de um amigo íntimo – não por gosto mas cortado por necessidade. É muito melhor perceber a situação em que você está agora, melhor do que continuar com suas falsas esperanças e ir parar no inferno.
Se você alega ser um cristão, permita-me convidá-lo para examinar a base de sua esperança:

É por que você foi batizado?
É por que você é membro de uma igreja?
É por que sabe muito sobre religião?
É por que você tenta viver uma vida moralmente limpa?
É por que você tem se atormentado com seus pecados?

Todas essas coisas são muito boas em si mesmas, mas não fazem de você um cristão, e não salvarão você. Examine-se a si mesmo e volte-se para o Senhor com todo o seu coração. A menos que Deus mesmo o transforme, você estará perdido.
Mas talvez você não alegue ser um definitivamente cristão. Se é assim, sua posição certamente não é melhor. Você também deve arrepender-se de seus pecados e ser convertido. Volte para o Senhor Jesus Cristo. Receba seu perdão e nova vida. Entregue-se inteiramente a ele e viva uma vida santa ou, do contrário, você nunca verá a Deus. Se você permanecer como está, sofrerá a morte eterna com certeza.



Texto traduzido e resumido pelo Rev. Dráusio Piratininga Gonçalves, pastor da Igreja Presbiteriana de Diadema-SP.

( Áudio ) - Você Pertence a Deus? - John Piper



Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo, para que sejais de outro, daquele que ressuscitou dentre os mortos, a fim de que demos fruto para Deus. ( Rm 7.4)






Uma Espiritualidade Extramundana - J. I. Packer



O cristianismo hoje incorpora e reflete a maneira de olhar a vida do mundo, a qual pelos padrões bíblicos é mundana e excêntrica.

O prazer, concebido e buscado em termos dos bens e confortos deste mundo, é o foco central da religião da banheira quente. E revelador ver como o prazer tem sido visto em diferentes épocas da história do Cristianismo e fazer comparações entre as óticas anteriores e esta síndrome em particular. Já que o Cristianismo tanto afirma o mundo como a criação de Deus e o renuncia como corrompido pelo pecado, esperaríamos ver algumas ocasiões históricas de oscilação entre ver o prazer como bem e como mal, e isso acontece realmente. O mundo greco-romano do primeiro e subseqüentes séculos estava firmemente nas garras de uma mentalidade decadente, de busca do prazer. Logo não se admira que o Novo Testamento e os escritos dos primeiros pais gastassem mais tempo atacando prazeres pecaminosos do que celebrando prazeres piedosos, nem que essa visão fosse levada até a Idade Média, na qual o tipo monástico de renúncia ascética do mundo foi julgada a mais alta forma do Cristianismo. Mas então, por insistirem os reformadores e os puritanos na santidade da vida secular, a teologia bíblica do prazer finalmente veio à tona, e a maioria da cristandade já chegou a reconhecê-la.

Calvino expressou essa teologia com brilho e sabedoria singular. Num capítulo de suas Institutos, intitulado "Como devemos usar esta vida presente e seus auxílios", ele avisa contra os extremos, tanto da austeridade exagerada como da indulgência excessiva. Ele afirma (contra Agostinho!) que não usar para o prazer as realidades criadas que oferecem prazer é ser ingrato para com seu Criador. Ao mesmo tempo, entretanto, ele reforça a admoestação de Paulo para não se apegar às fontes do prazer (1 Co 7.29-31), visto que um dia poderemos perdê-las, e recomenda moderação — que é na prática aplicar o freio até certo ponto — ao utilizarmos os prazeres, para que nosso coração não se torne escravo deles a ponto de não podermos passar alegremente sem eles. É até irônico que Calvino, supostamente a encarnação da austeridade deprimida, fosse realmente um teólogo clássico do prazer. Não é menos irônico que os puritanos, supostamente os desmancha-prazeresprofissionais (H.L. Mencken definiu o puritanismo como sendo o temor obsedante de que em algum lugar, de alguma forma, alguém pudesse sentir-se feliz), acabassem sendo aqueles que mais insistissem que "a religião nunca foi planejada para minorar os nossos prazeres". Mas o fato é esse.

Contudo, nem todos os evangélicos seguiram Calvino e os puritanos em sua integração do prazer na piedade. O avivalismo cultivou uma ênfase em espiritualidade "extramundana" tanto estreita como negativa.

As pressões seculares provaram ser fortes demais. O materialismo intimidou os cristãos aponto de se esquecerem do céu e procederem na base de que a única vida em que se deve pensar e da qual precisamos desfrutar o prazer é a vida terreal. O freudismo capturou as imaginações cristãs não menos que as pós-cristãs com seu retrato do indivíduo humano impulsionado por desejos desesperados de prazer, especialmente prazer sexual, e sujeito a ficar descosturado ou descomposto se esses apetites não forem saciados. O humanismo promoveu a auto-expressão, a auto-realização como o supremo alvo da vida. Os cristãos têm assimilado esse pensamento e até afirmado que essa é mesmo a vontade de Deus também. Hollywood e a TV têm projetado uma visão de vida de conto de fada, na qual o prazer é o pote de ouro que sempre se encontra no fim do arco-íris, contanto que seu comportamento prévio não tenha sido completamente escandaloso. Dessa mistura tenebrosa de idéias emergiu a religião da banheira quente, preocupada com o prazer pessoal em uma ou outra forma, exigindo que a piedade seja confortante, e insistindo que tudo que abranda as tensões da vida, por isso mesmo, deve ser considerado bom e santo.

Já podemos enxergar agora o que é realmente a religião da banheira quente — o Cristianismo corrompido pela paixão pelo prazer. A religião da banheira quente é o Cristianismo tentando ganhar domaterialismo, do freudismo, do humanismo e de Hollywood, no jogo que eles jogam, em vez de desafiar os erros que as regras desse jogo refletem. Resumindo, o Cristianismo caiu vítima mais uma vez (porque isso já aconteceu muitas vezes antes, de diferentes modos) ao fascíniodeste mundo decaído. O mundanismo — isto é, abraçar os valores do mundo, neste caso o prazer — é a fonte de onde surge a ótica distinta da religião da banheira quente. "O lugar do navio é dentro do mar", disse D.L. Moody, falando da igreja e do mundo, "mas Deus ajude o navio se o mar entrar dentro dele". Certamente foi justo o sentimento dele.

Sintomas dessa religião de banheira quente de hoje incluem a escalada vertiginosa da taxa de divórcios e segundos casamentos entre cristãos; a prática ampla de aberrações sexuais; um sobrenaturalismosuperaquecido que busca sinaismaravilhasvisõesprofecias emilagres; a água-com-açúcar suavizadora constante dos pregadores eletrônicos e do púlpito liberal; o sentimentalismo antiintelectual, e os"altos" de emoção cultivados deliberadamente, que são os equivalentes cristãos da maconha e da cocaína; e uma aceitação fácil, irrefletida doluxo na vida diária. Essas tendências não são salutares. Fazem a igreja se parecer com o mundo, impulsionado pelo mesmo impensado desejo por prazer temperado com magia. Por isso minam a credibilidade do evangelho da vida nova. Se é importante reverter essas tendências, uma nova estrutura referencial terá que ser estabelecida. A esta tarefa, portanto, nos remetemos agora, seguindo para onde a Escritura nos levar.

A palavra vinda de Deus que precisamos ouvir sobre este assunto foi escrita pelo apóstolo João: "Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não proce¬de do Pai, mas procede do mundo. Ora, o mundo passa, bem como a sua concupiscência; aquele, porém, que faz a vontade de Deus permanece eternamente" (1 Jo 2.15-17).

Essas palavras apaixonadas são cruciais no argumento da carta de João. Ele escreve a uma igreja remanescente, o cerne fiel que continuou leal ao seu evangelho quando um grande segmento dos membros saiu. Os separatistas haviam professado uma versão mais alta, mais moderna, mais intelectual do Cristianismo. João inicia sua carta aos remanescentes lembrando-os de que sua palavra vinha com a autoridade de uma testemunha ocular de Cristo (1.1-4) e que a investida de sua mensagem é, e sempre foi, a salvação do pecado pela purificação através do sangue de Jesus, para haver como caminhar em santidade com um Deus santo (1.5-10). Em seguida ele explica seu propósito pastoral em escrever para eles — guardá-los dos pecados dos dissidentes (arrogância, ódio e lassidão moral) e mantê-los no caminho da obediência a Deus e do amor uns aos outros que vinham seguindo fielmente (2.1-14) e em triunfo até então. Agora vem esse trecho rompante de três versículos no qual João resume a investida negativa desta carta. Amor do mundo, ele diz em outras palavras, é a causa original das deserções, como é de todas as outras faltas de amor a Deus encontradas entre cristãos professos; portanto, aconteça o que acontecer, não ame o mundo!

O que significa amar o mundo? João analisa esse amor em termos da paixão da carne (o desejo) que diz: "Eu quero..." e do orgulho (vangloria) que diz: "Eu tenho..." Aqui ele está falando do apetite irrequieto por aquilo que você não tem juntamente com gloriar-se vaidosamente daquilo que você tem (v.16). Concordo com a tradução NVI que diz nesse versículo conciso: "Pois tudo que há no mundo —       a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a ostentação dos bens — não provém do Pai, mas do mundo." A paixão por possuir e o orgulho de possuir o que o mundo em volta oferece é o que quer dizer amar o mundo.

Com isso já podemos ver por que o amor do mundo exclui o amor do Pai (v. 15). O amor do mundo é egocêntricoaquisitivoarrogante,ambicioso e absorto, o que não deixa espaço para nenhum outro tipo de afeição. Quem ama o mundo presta serviço e culto a si mesmo a cada momento. É ocupação de tempo integral. E por aí vemos que qualquer pessoa cujas esperanças estão focalizadas em adquirir prazer, lucro e privilégio material é candidata a uma experiência de destituição, de perda, já que, como diz João (v. 17), o mundo não vai durar. A certeza maior da vida é que um dia nós deixaremos para trás o prazer mundano, o lucro e o privilégio. A única incerteza é se essas coisas nos deixarão antes do nosso dia de deixá-las. Os verdadeiros servos de Deus, entretanto, não têm de enfrentar tais perdas. Seu amor e seu desejo centram-se no Pai e no Filho em uma comunhão que já existe (cf. 1.3) e que nada jamais poderá interromper.

Imperfeições - C. H. Spurgeon Postado por Charles Spurgeon / On : 17:13/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.




O que se gaba de ser perfeito, só é perfeito na tolice. Eu estou há um bom tempo pelo mundo, e nunca vi um cavalo perfeito nem um homem perfeito e nunca verei até que dois domingos venham juntos. Você não pode obter farinha de trigo de um saco de carvão nem, perfeição da natureza humana; o que procura isso faria melhor procurando açúcar no mar. O antigo ditado diz: "Onde não há vida, não há imperfeição". Sobre homens mortos não deveríamos dizer nada a não ser o bem; mas todos os vivos têm mais ou menos os mesmos defeitos, e podemos ver isso com apenas um olho. Toda cabeça tem um pouco de miolo mole, e todo coração tem uma partezinha negra. Toda rosa tem seus espinhos, e cada dia, sua noite. Até mesmo o sol tem manchas, e as nuvens escurecem os céus. Ninguém é tão sábio nem tolo o bastante para guardar um lugar especial na Feira da Vaidade. Posso não ver o boné de bobo, contudo escuto o retinir dos sininhos. Como não há luz solar sem algumas nuvens, assim também todos os seres humanos têm uma boa mistura de maldade, uns mais, outros menos. Mesmo os pobres protetores da lei têm seus pequenos deslizes, e os cristãos das igrejas não têm natureza totalmente celestial. O melhor vinho tem resíduos. Todas as imperfeições humanas não estão escritas na testa, e é tão certo que elas não estão ou os chapéus precisariam ter abas muito largas. Contudo, tão certo como ovos são ovos, as imperfeições de algum modo se aninham em cada peito. Não há o que dizer quando os pecados de um homem ficam aparentes, pois as lebres saem do fosso justamente quando você não procura por elas. Um cavalo com as pernas fracas pode não tropeçar por um ou dois quilômetros, mas ele tem a fraqueza e é melhor o cavaleiro segurá-lo bem. A gata listrada não está bebendo leite agora, mas deixe a porta da leiteria aberta e veremos se ela não é tão ladra quanto os gatinhos. Há calor no minério aparentemente frio, espere até o que o aço dê uma pancada nele, e você verá. Todos conhecem os fatos, mas nem todos lembram de manter a pólvora longe da vela.
Se lembrássemos sempre que vivemos entre homens imperfeitos, não sentiríamos essa perturbação quando descobrimos as falhas de nossos amigos. O que está podre despedaça-se, e os potes rachados vazam. Abençoado é aquele não espera nada da carne e do sangue, pois não se desaponta. O melhor dos homens são homens em seu melhor, no entanto, até mesmo a melhor cera derrete.
O bom cavalo é o que nunca tropeça A boa esposa é a que nunca resmunga. Sem dúvida, encontramos tais cavalos e esposas apenas no paraíso dos loucos em que crescem bolinhos em árvores. Neste mundo pernicioso, a tora mais reta tem nós, e o campo de trigo mais limpo tem sua cota de ervas daninhas. O motorista mais cuidadoso, um dia, bate o carro; o cozinheiro mais talentoso derrama um pouco de caldo; e para minha tristeza sei que um lavrador muito decente, às vezes, quebra o arado e faz um sulco torto.. É tolice se afastar de um amigo leviano por causa de um ou dois deslizes, pois você pode livrar-se de um cavalo caolho e comprar um cego. Como somos todos cheios de defeitos deveríamos observar dois fatos: aprender a suportar e ser tolerantes uns com os outros. Como todos temos telhado de vidro, nenhum de nós deve atirar pedras no telhado do vizinho. Todo mundo ri quando a panela diz para a chaleira: "Como você está preta!". As imperfeições dos outros nos mostram as nossas imperfeições, porque uma ovelha é muito parecida com a outra; e se há um cisco no olho do meu vizinho, sem dúvida há uma viga no meu. Temos de usar nossos vizinhos como espelhos para ver nossas próprias faltas neles, e corrigir em nós mesmos o que vemos neles.
Não tenho paciência com os que ficam enfiando o nariz na casa de todo mundo para descobrir imperfeições; que usam óculos excelentes para ver as falhas de seus vizinhos. Seria melhor se essas pessoas olhassem seus lares e vissem o demônio onde menos esperavam. Nós vemos o que queremos ou o que achamos que é. As imperfeições são sempre abundantes, onde há pouco amor. Uma vaca branca será toda negra se seus olhos quiserem que ela seja. Se aspiramos por muito tempo um perfume achamos que o aroma não é bom. Seria bem mais agradável, pelo menos para as outras pessoas, se os descobridores de imperfeições dirigissem seus cães para descobrir pontos positivos nos outros; valeria mais a pena e ninguém ficaria de pé com um forcado para mantê-los fora de sua fazenda. Quanto a nossas imperfeições precisaríamos de uma grande lousa para enumerá-las; mas, graças a Deus, sabemos onde levá-las e como tirar delas o melhor. Se cremos em seu Filho, Deus nos ama com todos nossos erros. Por isso, não desanimemos, mas tenhamos esperança de viver, e aprender, e prestar algum bom serviço antes de morrer. Ainda que o carro quebre, ele chega em casa com sua carga, e o cavalo velho, de joelhos quebrados, ainda faz uma parte do trabalho. Não adianta deitar no chão sem fazer nada porque não conseguimos fazer tudo como gostaríamos. Imperfeita ou não, a lavra precisa ser feita; pessoas imperfeitas devem fazê-la também ou não haverá colheita no próximo ano. João pode ser um mau lavrador, mas os anjos não farão seu trabalho para ele, assim, ele tem de começar a fazê-lo ele mesmo. Vamos, Violeta! Arre, pára! Garboso.

Falsos Profetas, Falsa Paz - D. M. Lloyd-Jones



- Os falsos profetas clamavam "Paz, paz"; mas não havia paz. Quando aprenderemos que não há paz permanente neste mundo e deixaremos de dar atenção aos falsos profetas? O fato de ser necessário salientar esse ponto, numa época como a nossa, quando acabamos de experimentar duas devastadoras guerras mundiais, ambas neste século, é prova, por si mesmo, da cegueira que aflige esse otimismo fatal que atinge a humanidade em sua natureza. Mas, devido à nossa cegueira, esse é um particular que deve ser salientado e repetido interminavelmente, se quisermos ser salvos.

Temos de enfrentar, portanto, questões como as seguintes: Por quanto tempo ainda teremos de esperar, antes que esse movimento ascendente e essa tendência, na humanidade, evolua a um estado de final e completa perfeição? Haverá alguma esperança para nós, ou teremos apenas de sonhar acerca de tal esperança, porquanto só se concretizará após muitas e muitas outras eras de tempo? Haverá qualquer evidência real da existência de tal avanço? Uma vez mais precisamos considerar se o mundo está se tornando mais feliz, melhor e mais gentil; se os problemas da vida estão diminuindo gradualmente em número e decrescendo em complexidade; se a desumanidade do homem contra o homem é menos evidente hoje em dia do que era antes. No entanto, todos esses problemas exigem resposta: Há provas do incremento de virtudes positi­vas? E o que dizer sobre a idéia de que tudo o quanto necessitamos é aplicar nossa capacidade cerebral, desenvolver nosso intelecto e expandir nosso conheci­mento? As pessoas dotadas de habilidade estão isentas desses problemas? O intelecto garante uma vida de felicidade perfeita? O homem que adquiriu conheci­mento e cultura, necessariamente é um modelo de todas as virtudes? Está tal homem imune a todas as enfermi­dades e dificuldades das quais a carne é herdeira? Aplica ele, invariavelmente, o seu conhecimento e os seus poderes de raciocínio, quando atraído por aquilo que sabe ser errado ou prejudicial, mas que, não obstante, lhe é atrativo e que lhe satisfaz?

Se quisermos as respostas, teremos apenas de ler as obras dos grandes escritores do mundo. Tais homens, algumas vezes, se acham entre os maiores sofredores do mundo e, com freqüência, têm suportado agonias mentais e espirituais mais pungentes do que qualquer outro tipo de pessoa. De fato, no terreno de suas rela­ções pessoais, com freqüência têm fracassado da maneira mais trágica. A filosofia de Bacon, a qual diz que "conhecimento é poder", tornou-se um popular "slogan" moderno. Mas a história, as biografias e os registros dos tribunais de justiça, bem como as colunas dos jornais, relatam uma realidade inteiramente diversa. À parte de tudo isso, entretanto, se a nossa salvação jaz no intelecto e no conhecimento, que esperança pode haver para aqueles que não foram dotados de grande intelecto, os quais, portanto, não podem ter a esperançade aprender? Uma salvação que pode salvar apenas alguns é uma zombaria e uma imitação burlesca da palavra.

Do mesmo modo, podemos ver que uma simples mudança de condições não tem possibilidade de solu­cionar o problema. São felizes todos quantos sãosuficientemente abastados? A possessão de coisas, casas e bens soluciona, na realidade, todos os problemas? Quem, geralmente, é mais feliz, o rico ou o pobre, o habitante da cidade ou o do campo? Em qual classe se verifica o maior número de tragédias, ou em qual delas se experimenta uma maior profundidade de miséria e desolação? A resposta, naturalmente, é que, em última análise, as condições fazem bem pouca diferença em nossa felicidade ou no caráter de nossa vida. Pelo menos, se fazem diferença, então é que estamos tendo uma modalidade de vida das mais precárias. As coisas que determinam o nosso tipo de vida são muito mais profundas — o amor ou o ódio, a inveja ou a generosi­dade de espírito, o egoísmo ou a disposição de ajudar a outros, bem como todas as várias outras qualidades de caráter que contribuem para determinar as relações humanas. Os nossos problemas e tribulações originam-se em nós mesmos e naquilo que somos.

Não queremos negar o valor da educação ou das condições econômicas. Todas as criaturas humanas têm direito a certa medida de vida decente no mundopresente e deveriam exigi-la como algo que lhes cabe; mas dizer que isso basta, e que tais coisas solucionam, sozinhas, todos os nossos problemas, é exibir um ponto de vista inteiramente falso acerca da vida. Realmente, tudo isso nos faz lembrar crescentemente daquelas palavras de Shakespeare:

A falha, querido Bruto, não se acha em nossas estrelas, 
Mas em nós mesmos, que somos subalternos.

Aqueles que clamam, "Paz, paz", alicerçados sobre base tão superficial, são falsos profetas, para quem os fatos da vida replicam clamorosa e tragica­mente: "Não há paz".

Antes que possam ser solucionados os problemas da vida e dos homens, precisamos primeiramente entender a verdadeira natureza do problema. Visandoesse fim, precisamos lançar fora todos os nossos preconceitos e deixar de ser governados pelos nossos desejos. Devemos estar preparados para pensar com honestidade, fazendo um exame e uma análise completos, o que nos sondará em profundidade, perscrutando tanto os nossos motivos como as nossas ações.

Não mais Vivo Eu – João Calvino




Morrer para a lei é renunciá-la (Gl 2) e libertar-se de seu domínio, de modo que não mais confiamos nela, e ela não mais nos mantém cativos sob o jugo de escravidão. Ou pode significar que, visto que ela entregou a todos nós à destruição, não encontramos nela vida alguma. Esse último ponto de vista se adequa melhor. Pois ele nega que Cristo seja o autor do mal, por que a lei é mais prejudicial do que útil. A lei traz em seu próprio âmago a maldição que nos mata. Daí, segue-se que a morte efetuada pela lei é verdadeiramente implacável. Com ela é contrastada outro tipo de morte, ou seja: na comunhão vivificante da cruz de Cristo. Ele diz que, por estar crucificado juntamente com Cristo, ele pode começar a viver. A pontuação comum desta passagem obscurece seu significado. Lê-se: 'Através da lei morri para a lei, para que eu pudesse viver para Deus." Mas o contexto flui mais polidamente assim: 'Através da lei, morri para a lei", e então separadamente: "Para que eu pudesse viver para Deus, estou crucificado com Cristo."

Para que eu pudesse viver. O apóstolo mostra que o tipo de morte que os falsos apóstolos lançavam mão como base para suas querelas pode ser solicitado. Pois ele quer dizer que estamos mortos para a lei, não que podemos viver para o pecado, e, sim, para Deus. "Viver para Deus" às vezes significa regular nossa vida segundo sua vontade, de modo que nada mais cogitamos em toda a nossa vida além de sermos aprovados por ele. Mas aqui significa viver, por assim dizer, a vida de Deus. Dessa forma a antítese se harmonizará. Pois seja qual for o sentido de morrermos para o pecado, no mesmo sentido vivemos para Deus. Em suma, Paulo nos diz que essa morte não é mortal, e, sim, a origem de uma vida melhor. Pois Deus nos resgata do naufrágio da lei e, mediante sua graça, nos restaura para outra vida. Nada direi de outras interpretações. Este me parece ser o significado real do apóstolo.

Ao dizer que fora crucificado com Cristo, ele está explicando como nós, que estamos mortos para a lei, vivemos para Deus. Enxertados na morte de Cristo, extraímos uma energia secreta dela, como os brotos [extraem vida] das raízes. Também Cristo cravou [em sua cruz] o manuscrito da lei, o qual nos era contrário. Portanto, sendo crucificados com ele, somos eximidos de toda a maldição e culpa [provenientes] da lei. Atacar e descartar esse livramento é fazer a cruz de Cristo algo vazio e fútil. Lembremo-nos, porém, que somos libertados do jugo da lei somente quando somos feitos um com Cristo, como os brotos extraem das raízes sua seiva somente pelo desenvolvimento de uma só natureza.

Não mais eu. O termo morte é sempre odioso ao espírito humano. Havendo dito que estamos pregados na cruz juntamente com Cristo, ele acrescenta que tal fato nos faz vi-vos. Ao mesmo tempo, ele explica o que quer dizer com "viver para Deus". Ele não vive através de sua própria vida, mas é animado pelo poder secreto de Cristo, de modo que se pode dizer que Cristo vive e cresce nele. Porque, assim como a alma energiza o corpo, também Cristo comunica vida a seus membros. Eis uma notável afirmação, ou seja, que os crentes vivem fora de si mesmos [fideles extra se vivere], isto é, em Cristo. Isso só se pode dar se mantiverem genuína e verdadeira comunicação com ele [veram cum ipso et substantialem communicationem]. Cristo vive em nós de duas formas. Uma consiste em ele nos governar por meio de seu Espírito e em dirigir todas as nossas ações. A outra consiste naquilo que ele nos concede pela participação em sua justiça, ou seja, que, embora nada possamos fazer por nós mesmos, somos aceitos por Deus, nele [Cristo]. A primeira se relaciona com a regeneração; a segunda, com a espontânea aceitação da justiça, e é assim que considero a passagem. Mas se alguém, ao contrário, quiser aplicá-la a ambas, de boa vontade concordarei.
E a vida que agora vivo na carne. Dificilmente exista aqui uma cláusula que não tenha sido rasgada por uma variedade de interpretações. Alguns explicam o termo 'carne' como sendo a depravação da natureza corrupta. Paulo, porém, pretende simplesmente significar a vida corporal De outra forma, poder-se-ia apresentar a seguinte objeção: "Você vive uma vida cor¬poral; e enquanto este corpo corruptível exercer suas funções, enquanto for sustentado por comida e bebida, esta não é a vida celestial de Cristo. Portanto, é um paradoxo irracional asseverar que, enquanto você estiver vivendo uma vida humana ordinária, sua vida não é propriamente sua." Paulo replica que ela consiste na fé, o que implica que ela é um segredo oculto dos sentidos humanos. A vida, pois, que obtemos pela fé, não é visível aos olhos, senão que é interiormente perceptível à consciência pelo poder do Espírito. E assim a vida corporal não nos impede de possuirmos a vida celestial, pela fé. "E, juntamente com ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais com Cristo Jesus" [Ef 2.6]. Também: "Assim, já não sois estrangeiros e peregrinos, mas concidadãos dos santos, e sois da família de Deus" [Ef 2.19]. Uma vez mais: "Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo" [Fp 3.20]. Os escritos de Paulo estão saturados de afirmações afins, a saber: que tanto vivemos no mundo como também já vivemos no. céu; não só porque nossa Cabeça está lá, mas porque, em virtude da união [com ele], temos uma vida em comum com ele [Jo 14].

Que me amou. Esta cláusula é adicionada para expressar o poder da fé, pois imediatamente poderia ocorrer de alguém perguntar: "Quando a fé recebe tal poder para comunicar-nos a vida de Cristo?" Ele, pois, declara que o fundamento [hypostasis] sobre o qual a fé repousa é o amor e a morte de Cristo; pois é à luz desse fato que o efeito da fé deve ser julgado. Por que razão vivemos pela fé de Cristo? Porque ele nos amou e a si mesmo se deu por nós. Digo que o amor com que Cristo nos abraçou, o levou a unir-se a nós. E tal coisa ele completou através de sua morte. Ao doar-se por nós, ele sofreu em nossa pessoa[in nostra persona passus est]. Além do mais, a fé nos faz partícipes de tudo o que ela encontra em Cristo. Tal menção do amor significa o mesmo que João disse: "Nós amamos porque ele nos amou primeiro" [1 Jo 4.19]. Pois se algum mérito propriamente nosso o tivesse movido a redimir-nos, tal causa teria sido declarada. Agora, porém, Paulo atribui tudo ao amor; portanto, é gratuito. Observemos a ordem: "Ele nos amou e a si mesmo se deu por nós." É como se dissesse: "Ele não teve outra razão para morrer, senão porque nos amou", e isso se deu quando ainda éramos inimigos, segundo cie mesmo declara em Romanos 5.20.

A si mesmo se deu. Não há palavras que expressem perfeitamente o que tal coisa significa. Pois, quem poderá encontrar uma língua que possa declarar a excelência do Filho de Deus? Todavia, foi ele mesmo que a si mesmo se deu como o preço àz nossa redenção. A expiação, a purificação, a satisfação e todos os frutos que recebemos da morte de Cristo estão incluídos nas palavras: "a si mesmo se entregou".

Por mim é muito enfático. Não é suficiente considerar Cristo como havendo morrido pela salvação do mundo; cada pessoa deve reivindicar o efeito e a posse dessa graça para si pessoalmente.

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O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Darliana+ Missões Cristãos em Defesa do Evangelho+✿Apenas uma alma que foi resgatada através da graça e misericórdia de Deus,Dai de graça o que de graça recebeste' (Mt. 10,8). Latim para estar em consonância com as cinco teses que dão sustentação ao “pensamento”e à vida do genuíno cristão reformado: sola scriptura,sola gratia, sola fide,solus christus, soli deo gloria. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8 : 32) "Um cristão verdadeiro é uma pessoa estranha em todos os sentidos." Ele sente um amor supremo por alguém que ele nunca viu; conversa familiarmente todos os dias com alguém que não pode ver; espera ir para o céu pelos méritos de outro; esvazia-se para que possa estar cheio; admite estar errado para que possa ser declarado certo; desce para que possa ir para o alto; é mais forte quando ele é mais fraco; é mais rico quando é mais pobre; mais feliz quando se sente o pior. Ele morre para que possa viver; renuncia para que possa ter; doa para que possa manter; vê o invisível, ouve o inaudível e conhece o que excede todo o entendimento." A.W.Tozer✿

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