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31 de jul de 2010

A Absoluta Importância do Motivo


A prova pela qual toda conduta será finalmente julgada é o motivo. Como a água não pode subir mais alto do que o nível, assim a qualidade moral de um ato nunca pode ser mais elevada do que o motivo que inspira. Por esta razão, nenhum ato procedente de um motivo mau pode ser bom, ainda que algum bem pareça resultar dele. Toda a ação praticada por ira ou despeito, por exemplo, ver-se-á, afinal, que foi praticada a favor do inimigo e contra o reino de Deus.
Infelizmente, a atividade religiosa possui tal natureza, que muito desse tipo de atividade pode ser realizado por motivos maus, como a raiva, a inveja, a vaidade e a avareza. Toda a atividade desse tipo é essencialmente má e como tal será avaliada no julgamento.
Nesta relação de motivos como em muitas outras, os fariseus dão exemplos claros. Eles continuam sendo o mais triste fracasso religioso do mundo, não por causa do erro doutrinário, nem porque eram pessoas de vida abertamente dissoluta. Todo o problema deles estava na qualidade dos seus motivos religiosos. Oravam, mas para serem ouvidos pelos homens, e, deste modo, o seu motivo arruinava as suas orações e as tornavam inúteis e, realmente más. Contribuíram para o serviço do templo, porém, às vezes, o faziam para escapar do seu dever para com os seus pais, e isso era um mal, um pecado. Os fariseus condenavam o pecado e se levantavam contra ele, quando o viam nos outros, mas o faziam motivados por sua justiça própria e por sua dureza de coração. Isso caracterizava tudo o que faziam. Suas atividades eram cercadas por aparências de santidade; e essas mesmas atividades, se fossem realizadas por motivos puros, seriam boas e louváveis. Toda a fraqueza dos fariseus estava na qualidade de seus motivos.
Isso não é uma coisa insignificante – é o que podemos concluir do fato de que aqueles religiosos formais e ortodoxos continuaram em sua cegueira, até que finalmente crucificaram o Senhor da glória, sem qualquer noção da gravidade do seu crime.
Atos religiosos praticados por motivos vis são duplamente maus – maus em si mesmos e maus por serem praticados em nome de Deus. Isto equivale em pecar em nome dAquele Ser que é impecável, a mentir em nome dAquele que não pode mentir e a odiar em nome dAquele cuja natureza é amor.
Os crentes especialmente os mais ativos, freqüentemente devem separar um tempo para sondar a sua alma, a fim de certificarem-se dos seus motivos.
Muito solo é cantado para exibição; muitos sermões são pregados para mostrar talento; muitas igrejas são fundadas como um insulto contra outra igreja. Mesmo a atividade missionária pode tornar-se competitiva, e a conquista de almas pode degenerar, tornando-se uma espécie de marketing eclesiástico para satisfazer a carne. Não esqueçam que os fariseus eram grandes missionários e rodavam o mar e a terra para fazer um converso.
Um bom modo de evitar a armadilha da atividade religiosa vazia é comparecer diante de Deus, sempre que possível, com nossa Bíblia aberta em I Coríntios 13. Esta passagem, embora seja considerada uma das mais belas da Bíblia, é também uma das mais severas dentre as que se acham nas Escrituras Sagradas. O apóstolo toma o serviço religioso mais elevado e consigna à futilidade, se não for motivado pelo amor. Sem amor, profetas, mestres, oradores, filantropos e mártires são despedidos sem recompensas.
Resumindo, podemos dizer que, aos olhos de Deus, somos julgados não tanto pelo que fazemos e sim por nosso motivos para fazê-lo. Não “o quê” mas “por quê” será a pergunta importante que ouviremos, quando nós, crentes, comparecermos no tribunal, a fim de prestarmos contas dos atos praticados enquanto estivemos no corpo.

O Que a Bíblia Diz? O que é o batismo com fogo prometido por João Batista?

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Todos os relatos do evangelho incluem algum comentário feito por João sobre o poder superior de Jesus (Mateus 3:11-12; Marcos 1:7-8; Lucas 3:15-17; João 1:32-34). Os relatos de Mateus e Lucas são os mais completos, e basicamente idênticos. "...disse João a todos: Eu, na verdade vos batizo com água, mas vem o que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de desatar-lhe as correias das sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. A sua pá, ele a tem na mão, para limpar completamente a sua eira e recolher o trigo no seu celeiro; porém queimará a palha em fogo inextinguível" (Lucas 3:16-17).

O batismo com o Espírito Santo é identificado em outras passagens. Em Atos 1:4-5, Jesus o prometeu aos apóstolos. Ele cumpriu essa promessa em Atos 2:1-4. Outra vez, ele concedeu o batismo com o Espírito Santo à família de Cornélio (Atos 10:44-48; 11:15-17).

Mas, o que é o batismo com fogo? Alguns sugerem que o fogo se refere às "línguas, como de fogo" que pousaram sobre os apóstolos em Atos 2:3. Mas, tal interpretação não explica adequadamente o comentário de João Batista.

No contexto imediato (Lucas 3:17; Mateus 3:12), João explica que o fogo representa castigo em fogo inextinguível. Alguns de seus ouvintes seriam batizados com o Espírito Santo, e outros deles seriam imersos no fogo do castigo eterno.

João mencionou esses batismos principalmente para ensinar a superioridade de Jesus (veja João 3:30). João, sendo mero homem, tinha autoridade para controlar as águas que ele usava nos batismos de milhares de judeus. Mas Jesus, sendo o Filho de Deus, mostraria seu poder ilimitado. Ele enviaria o Espírito Santo e, também, rejeitaria algumas pessoas eternamente.

João e outros pregadores na Bíblia não falaram do inferno sem propósito. Não falaram desse assunto para assustar os ouvintes, nem para sugerir que Jesus fosse somente severo (veja Romanos 11:22). Quando pregaram sobre o castigo eterno, eles estavam nos ajudando a entender a importância de obediência a Cristo. Se não aceitarmos a salvação que ele oferece, teremos o destino infeliz "em chama de fogo" (2 Tessalonicenses 1:7-8).
 
-por Dennis Allan

Cap 27 - Um Estudo Sistemático de Doutrina Bíblica A DOUTRINA DA SANTIFICAÇÃO

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A DOUTRINA DA SANTIFICAÇÃO

Neste capítulo temos referência à santificação do crente. A aplicação da palavra a outras coisas será referida só para lançar luz sobre a santificação do crente.
I. O SIGNIFICADO DE TERMOS
O nome “santificação” é a tradução do grego “hagiasmos”. O verbo grego é “hagiazo”. O verbo hebraico correspondente é “quades”. O nome grego é usado dez vezes no Novo Testamento. Cinco vezes está traduzido “santificação” e cinco vezes está traduzido “santidade”. O verbo grego é empregado vinte e nove vezes no Velho Testamento. Vinte e seis vezes está traduzido “santificar”. Duas vezes é traduzido por “honra”. Uma vez ocorre voz passiva e está traduzida “sê santo”. “Hagios” é outra palavra grega derivada de “hagiazo” e está usada tanto como adjetivo como nome: como adjetivo ocorre noventa e três vezes com “pneuma” (Espírito) para designar o Espírito Santo. Em sessenta e oito outros casos é usado como adjetivo e está traduzido “santo”. Como nome está traduzido “santíssimo” duas vezes, uma vez como “o mais santo de todos”, quatro vezes “O Santo”; três vezes “lugar santo”; uma vez “coisa santa”; três vezes “santuário” e “santo” ou “santos” sessenta e duas vezes.
O Léxico de Thayer define “hagiazo” como significando “dar ou reconhecer por venerável, honrar, separar de coisas profanas e dedicar a Deus, consagrar; purificar”, tanto externamente - se cerimonialmente (1 Tim. 4:5; Heb. 9:13) ou por expiação (Heb. 10:10; 13:12) – como internamente. O significado de “hagiasmo” e “hagios” procede do de “hagiazo”, segundo o próprio uso deles.
II. A SANTIFICAÇÃO PASSADA DOS CRENTES
Há um sentido em que o povo salvo já foi santificado.
1. REFERÊNCIA ESCRITURÍSTICAS A ISSO
Atos 20:32; 26:18; 1 Cor. 1:2; 6:11; 2 Tess. 2:13; Heb. 19:19; 1 Ped. 1:2
2. NATUREZA DISSO
A santificação passada do crente é tríplice:
(1). Consagração
O crente foi consagrado ou dedicado ao serviço de Deus. Temos o tipo disto na santificação do tabernáculo e do templo com seus petrechos e equipamentos. Vide Ex. 29:37; 30:25-29; 40:8-11; Lev. 8:10,11; 21:23; 1 Reis 7:51; 2 Cor. 2:4; 5:1; 29:19. A santificação semelhante àquela que está ora sob consideração pode ser vista em Gên. 3:2; Joel 1:14; Jer. 1:5; João 10:36.
Santificação neste sentido é uma separação formal e externa para Deus. Não há pensamento aqui de santidade interna.
(2). Purificação legal
Esta é a espécie de santificação referida em 1 Cor. 1:30; Efe. 5:26; Heb. 10:10; 13:12. Aos olhos da Lei do Velho Testamento o crente é santo; porque Cristo, por Sua morte, pagou a penalidade da Lei e, pelo Seu sangue, lavou toda culpa (1 Cor. 6:11; Gal. 3:13; Apoc. 1:5; 7:14).
(3). Purificação moral da alma
Noutro capítulo já indicamos que a regeneração remove toda depravação da alma, ou natureza espiritual do homem, de maneira que o único pecado que fica no homem é o pecado da natureza carnal, a qual é muitas vezes referida como corpo. Cremos que esta espécie de santificação está referida em 2Tess. 2:13 e 1Ped. 1:2, também 1 Cor. 6:11.
Tanto quanto diz respeito à remoção da presença do pecado da alma, o crente tem uma perfeita santificação moral, tanto como uma perfeita santificação formal e legal. Fica no crente, como veremos, a necessidade de mais santificação, mas esta não tem que ver com a remoção do pecado da alma. A alma se faz sem pecado na regeneração e neste sentido está perfeitamente santificada.
3. COMO É ELA REALIZADA
(1). Deus, sem dúvida, é o autor dela
Ele é o autor de toda a boa coisa. Ele nos elegeu para ela. Ele a ideou e planeou.
(2). O Espírito Santo é o Agente de Deus na Realização dela
1 Cor. 6:11; 2 Tess. 2:13; 1 Ped. 1:2.
(3). A morte de Cristo é à base da obra do Espírito Santo
Vide as passagens dadas supra sob purificação legal.
(4). A fé é o meio
Atos 26:18. A fé é o meio pelo qual a alma se purifica (Atos 15:9; 1 Ped. 1:22).
(5). A palavra de Deus é um meio Secundário
Isto é verdade porque a “fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus” (Rom. 10:17).
III. A SANTIFICAÇÃO PRESENTE DO CRENTE
Há um sentido em que o crente está sendo santificado.
1. REFERÊNCIA DA ESCRITURA A ELA
João 17:17,19; Rom. 6:19-22; 15:16; 1 Tess. 5:23; Heb. 2:11; 10:14; 12:14; 1 Ped. 1:15. Alistamos aqui passagens somente em que “hagiasmos”, “hagiazo” ou “hagios” aparecem no original. Há muitas outras passagens que, indiretamente, se referem à santidade presente do crente.
2. COMO É ELA REALIZADA
(1). Deus é o autor dela
João 17:17; 1 Tess. 5:23.
(2). O Espírito Santo é o agente
Rom. 15:16. O Espírito Santo realiza a nossa santificação presente por guiar (Rom. 8:14), transformar (Rom. 12:2; 2 Cor. 2:18), fortificar (Efe. 3:16), fazer frutífero (Gal. 5:22,23).
(3). A morte de Cristo é a base
A morte de Cristo provê a base para tudo da obra do Espírito Santo.
(4). A palavra de Deus é o Instrumento do Espírito
João 17:17. Isto está provado por todas as passagens que ensinam que a verdade promove obediência, previne e purifica do pecado, faz-nos odiar o pecado e causa-nos crescer na graça. Vide Salm. 119:9, 11, 34, 43, 44, 50, 93, 104; Heb. 5:12-14; 1 Ped. 2:2.
(5). A fé é o meio principal
É pela fé que a instrumentalidade da Palavra se faz eficiente. A fé é ao mesmo tempo o resultado da obra santificadora do Espírito e o meio principal para Sua obra santificadora ulterior.
(6). Nossas próprias obras são também um meio para nossa presente santificação
Rom. 6:19. Assim como o exercício físico é necessário ao crescimento espiritual. O exercício físico desenvolve o apetite para o alimento, do qual recebemos nutrição que produz crescimento. O exercício espiritual desenvolve apetite para a Palavra de Deus, do qual recebemos nutrimento espiritual que produz crescimento na graça.
(7). Outros meios menos diretos
Entre outros meios menos diretos em nossa presente santificação nomeiem-se a oração, o ministério ordenado de Deus (Efe. 4:11,12), freqüência à igreja e associação com crentes em capacidade comunal, observância das ordenanças do batismo e da Ceia do Senhor, a observância do dia do Senhor e o castigo e as providências de Deus.
Tudo dessas coisas ajuda para com a nossa presente santificação, não por causa de qualquer virtude intrínseca de si mesmas, mas somente como de um ou outro meio, trazem-nos em contacto com a verdade divina, iluminam nossas mentes em relação a ela e trazem-nos a uma apreciação mais elevada dela e mais completa obediência a ela. É somente desta maneira que o batismo e a Ceia do Senhor contribuem para a nossa presente santificação. Não são sacramentos e muito menos sacramentos concessores de graças. A graça recebida por meio das ordenanças não é recebida ex opere operato – do mero ato de observância.
3. A NATUREZA DELA
É “aquela operação contínua do Espírito Santo, pela qual a santa disposição comunicada na regeneração é mantida e fortalecida” (Strong, Systematic Theology, pág. 483).
(1). O que ela não é
A. Não é um melhoramento da carne
Nossa presente santificação inclui o corpo (1 Tes. 5:23), mas não tanto assim que altere essencialmente a pecaminosidade da carne. A carne cobiça contra o Espírito (Gal. 5:17). Mesmo num soldado da cruz idoso e sasonado, como foi o apóstolo Paulo, vemos que a carne estava ainda inalterada (Rom. 7:14-24). O corpo está incluído em que á alma, por meio da santificação, se dá maior controle sobre ele e assim está guardado, até certo ponto, de atos ostensivos de pecado; mas sua pecaminosidade essencial está latente.
B. Não é uma eliminação gradual de pecado na alma.
Como já notamos, a alma se torna impoluta na regeneração e se une com o Espírito Santo. Nenhum pecado fica na alma, portanto, a ser eliminado por nossa presente santificação.
(2). O que ela é
A. É uma manutenção progressiva e fortalecimento da alma em santidade.
Por meio de nossa presente santificação nossas almas são confirmadas em santidade. Santo foi Adão na criação, mas não foi confirmado em santidade. A natureza progressiva de nossa presente santificação está bem implicada em Heb. 2:11 e 10:14, onde está empregado o particípio presente, que sempre denota ação progressiva.
B. É inteiramente interna
Nossa santificação passada é em parte externa, mas a presente é inteiramente interna.
C. É prática.
Conquanto seja interna, contudo ela se manifesta externamente em vida prática cristã.
D. É experimental
Nossa santificação passada pode ser só muito escuramente experiêncial no tempo em que ela ocorre, mas a presente é definitivamente experiencial. O crente sente e conhece o trabalhar do Espírito no seu coração, fortalecendo-o, transformando-o de graça em graça (2 Cor. 3:18), movendo-o à oração, aos estudo da Bíblia e outros exercícios e atividades cristãs. E esta obra do Espírito no crente é a fonte de sua firmeza. É deste modo que o Espírito testemunha com os nossos espíritos que somos filhos de Deus (Rom. 8:18).
E. É sempre incompleta nesta vida.
A nova vida jamais ganha perfeito controle sobre a natureza carnal; Isto nos leva a considerar:
IV. REFUTADA A DOUTRINA DE PERFEIÇÃO SEM PECADO
Um estudo da doutrina bíblica de santificação não é completo sem uma consideração do ensino que a impecabilidade é inatingível nesta vida. Urgimos sobre o seguinte:
1. OBJEÇÕES A ESTA DOUTRINA
(1). O apóstolo Paulo, a quem Deus estabeleceu como um exemplo humano para crentes (1 Tim. 1:16) e em cuja vida não estamos certos de se ver qualquer falta, não teve, mesmo na velhice, alcançada perfeição impecável.
É isto evidente de Rom. 7:14-24. Absurdo é referir isto a Paulo antes da regeneração. No décimo quarto versículo há significativa mudança do tempo passado para o presente. Fazer os versos além do décimo quarto referir-se à vida de Paulo antes da regeneração é fazer deles uma monstruosidade gramatical. A última parte do verso vigésimo quinto mostra que a vitória sobre o pecado por meio de Jesus Cristo não tem lugar nesta vida. Isto também está patente em Rom. 8:23-25. A vitória vem somente com a redenção do corpo, a qual terá logar na ressurreição.
Outra vez, a linguagem de Rom. 7:14-24 mostra que ela se refere a um homem salvo. “Nenhum homem irregenerado pode verdadeiramente dizer: “Eu consinto com a Lei, que é boa”; “Querer estar presente comigo”; “Porque me deleito na Lei de Deus segundo o homem interior”; “Assim então, com a mente eu mesmo sirvo à Lei de Deus” (Pendleton, Chistian Doctrines, pág. 301).
A idéia que em Rom. 7 temos a experiência de Paulo depois de ter sido salvo, mas antes santificado, enquanto que em Rom. 8 temos sua experiência depois de ter sido santificado, é também absurda. Como temos apontado, o capítulo oitavo de Romanos não ensina a perfeição impecável mais do que o capítulo sétimo. No oitavo Paulo ensina que os crentes ainda gemem debaixo da pecaminosidade do corpo e estão esperando pela sua redenção (vs. 23), sendo salvos pela esperança (vs. 24,25). Toda a prosa do crente: na sua experiência, safando-se do capítulo sétimo de Romanos para o oitavo, não tem sentido. Todo crente vive toda a sua vida em ambos os capítulos, que ambos são só parte de um discurso ligado. “O portanto” do verso 1 do capítulo 8 dirige-nos de volta à última parte do capítulo sétimo como base do que está dito no oitavo.
A epístola aos romanos foi escrita antes da viagem de Paulo a Roma. Depois de ter sido levado a Roma, enquanto prisioneiro lá, escreveu algumas epístolas.Uma delas é a epístola aos filipenses. Nesta epístola Paulo ainda renuncia à perfeição absoluta. Disse ele que não se considerou como já a tendo atingido. Fil. 3:12.
(2). O modelo de oração dado por Cristo aos Seus discípulos implica pecaminosidade contínua por parte do povo salvo.
Como é bem sabido, Cristo ensinou Seus discípulos a confessar os seus pecados na oração modelo. Nem Ele em qualquer tempo ou de qualquer modo insinuou ou implicou que havia um tempo quando eles poderiam apropriadamente dispensar esta confissão do pecado e petição de perdão.
(3). O fato que todos entre os filhos de Deus são castigados por Ele mostra que todos eles pecam (Heb. 12:5-8).
“Se estais sem castigo, do qual todos são feitos participantes, então sois bastardos e não filhos” (Heb. 12:8). Não pode haver castigo sem pecado. Deus podia tratar-nos de um modo providencial, se fossemos perfeitos, mas os Seus tratos não poderiam chamar-se castigo.
(4). Tiago declara que todos pecam.
“Todos nós tropeçamos em muitas coisas” (Tia. 3:2).
(5). João declara que quem professa impecabilidade está enganado.
“Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós” (1 João 1:8). “Nós” – certamente se refere a crentes. E o tempo presente mostra que a passagem se refere, não a uma negação de pecado anterior senão a uma negação de pecado atual. E esta passagem nos diz que os professantes da perfeição impecável estão auto-iludidos. Estão enganados pelo menos sobre quatro coisas, a saber:
A. A natureza da Lei de Deus (a Lei de Cristo – 1 Cor. 9:21) para crentes.
Em vez de verem a Lei de Deus para crentes como um transcrito de Sua santidade, um padrão perfeito de justiça, vêem-na como uma balança móvel que se acomoda à nossa habilidade. “Esta idéia reduz a divina à habilidade do devedor para pagar,- método breve de se desincumbirem obrigações. Posso saltar a torre de uma igreja, se me for permitido fazer uma torre de igreja bem baixa; posso tocar as estrelas, se as estrelas baixarem somente à minha mão.” (Strong).
B. O escôpo do pecado.
Queriam que crêssemos que as transgressões “involuntárias” não são pecados. John Wesley, um dos mais proeminentes advogados da doutrina de perfeição impecável nesta vida , disse: “Creio que uma pessoa cheia do amor de Deus ainda está sujeita a transgressões involuntárias. Tais transgressões podeis chamar pecados, se vos apraz; eu não.”
Meios involuntários: “1. Contrário a vontade ou desejo de alguém. 2. Não sob o controle da vontade.” Como aplicada a atos morais, a palavra deve ter o primeiro sentido. O segundo sentido aplica-se somente a tais coisas como a digestão, o bater do coração e outras funções naturais do corpo. E o significado da vontade ou desejo na primeira definição deve ser entendido no sentido restrito do teor normal da vontade. No sentido lato ninguém nunca age contra sua vontade ou desejo, exceto quando sobrepujado pela força física. Nenhuma pessoa salva quer normalmente zangar-se e falar palavras ferinas; mas, sob sérias provocações, perde-se a calma e diz coisas que não devera ter dito. São estes atos involuntários, segundo o único sentido em que se pode aplicar o termo a atos morais. Portanto, conforme com John Wesley e outros perfeccionistas, estes atos não são pecado. As mesmas coisas poder ser aplicada ao homicídio de Urias por Davi e ao seu adultério com Betséba.
C. O poder da vontade humana.
Afirmar que à vontade, mesmo normalmente, pode escolher a Deus supremamente em qualquer momento, ou é negar a depravação na natureza carnal do homem ou implicar que a vontade é uma adesão externa a natureza do homem antes que uma expressão dela. “Dizer que, o que quer que tenham sido os hábitos do passado e o que quer que sejam as más afeições do presente, está o homem perfeitamente apto a obedecer em qualquer momento à Lei total de Deus, é negar que haja coisas tais como caráter e depravação.” (Strong).
D. Sua própria salvação.
Quando João diz: “a verdade não está em nós”, ele não se refere à verdade abstrata, mas a “verdade do evangelho, trazendo a luz de Deus à alma e assim revelando pecados como a luz solar faz ao pó” (Sawtelle). “A verdade é para ser tomada objetivamente como a verdade divina em Cristo, o princípio absoluto da vida vindo de Deus e recebido no coração” (Lange). Este sentido é confirmado pelo verso 10, que diz: “Se dizemos que não pecamos, fazemo-lo (a Deus) mentiroso e Sua Palavra não está em nós.” Esta passagem repete a verdade do verso 8. “As pessoas supostas como dizendo isto são vistas no ponto quando deveriam estar oferecendo sua confissão – uma confissão de pecado principiando no passado e chegando ao presente; daí, o tempo perfeito” (Sawtelle). E as expressões “a verdade não está em nós” e “Sua Palavra não está em nós” negam o caráter cristão de todo o professante da perfeição impecável. Por estas passagens todos eles estão perdidos.
2. AS ESCRITURAS EXPLICADAS
Assumimos as seguintes passagens da Escritura tidas pelos perfeccionistas impecáveis como prova da sua teoria.
(1). As passagens que falam do crente como sendo “perfeito”
Referimo-nos aqui a semelhantes passagens como Lucas 6:40; 1 Cor. 2:6; 2 Cor. 13:11; Efe. 4:11; Fili. 3:15; Col. 4:12; 2 Tim. 3:17.
A perfeição dessas passagens não é absoluta: é apenas perfeição relativa. Algumas vezes a palavra “perfeito” refere-se só a maturidade cristã em contraste com a fraqueza de criancinhas em Cristo. Algumas vezes quer dizer somente que aqueles a quem descreve estão livres de qualquer falta grave. Assim nos é dito que Noé era um homem justo e perfeito” (Gen. 6:9), ainda mesmo bêbedo (Gen. 9:21). E assim se diz que Jó era perfeito e justo” (Jó 1:1).
O emprego da palavra “perfeito” em Fil. 3:15 lança luz interessante e instrutiva sobre o seu sentido usual na Escritura. No verso 12, como já notamos, Paulo renuncia à perfeição. Então, no verso 15 ele endereça uma exortação à “tantos quantos são perfeitos”. É perfeitamente evidente, então, que no verso 12 ele faz referência à perfeição absoluta, enquanto que no verso 15 ele alude aos que são relativamente perfeitos ou maduros. E a estes ele exorta a “sentir o mesmo”. Por isto ele quer dizer que eles devem renunciar à perfeição absoluta, como ele fez, e prosseguir para coisas mais elevadas. Assim vemos que “perfeito”, a luz do significado costumeiro do termo na Escritura, quando aplicado a crentes, exige que crentes renunciem a perfeição absoluta e todavia prossigam para coisas mais elevadas. O indivíduo que professa perfeição impecável e o que não está prosseguindo para frente não são “perfeitos”.
(2). Mat. 5:48 “Vós, portanto, sede perfeitos, assim como o vosso Pai celeste é perfeito.”
Nesta passagem Jesus firma para os Seus discípulos o ideal de perfeição absoluta. Ele não podia ter firmado nada menos do que isto sem coonestar e encorajar o pecado. Mas não há nada aqui ou em qualquer outro lugar que implique que os seguidores de Cristo ainda alcancem este ideal na carne. De fato, é ímpio afirmar que atingem este ideal, pois a perfeição oferecida é a de Deus mesmo.
(3). 1 Tess. 5:23 “E o Deus de paz mesmo voz santifique em tudo e sejam conservados inteiros vosso espírito e alma e corpo sem mancha na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.”
Esta passagem deve ser entendida à luz da própria experiência de Paulo e à luz da Escritura como um todo. Se Paulo orou pela completa santificação dos tessalonicenses nesta vida, então ele orou por algo para eles que ele mesmo não tinha provado, ou então ele perdeu mais tarde sua completa santificação; porque, quando ele escreveu aos romanos muito depois, como temos notado, ele não professou impecabilidade.
A santificação porque Paulo orou para que Deus operasse nos tessalonicenses foi, na verdade, santificação completa, como evidenciado pela palavra grega “holoteles”; mas ele não indica que é para se cumprir nesta vida. A Escritura muito definitivamente condena a noção que Paulo esperou que ela se cumprisse nesta vida. E a menção da vinda de Cristo sugere que ele contemplou o futuro como o tempo quando sua oração estava para ter completa resposta. Paulo orou pelo prosseguimento da santificação progressiva, assim como Cristo orou pelo mesmo para os Seus discípulos (João 17:17), cuja santificação progressiva resultaria em completa santificação na segunda vinda de Cristo.
(4). 1 João 2:4 “Aquele que diz, eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos, é um mentiroso e a verdade não está nele.”
Juntamente com esta passagem podemos classificar outras passagens semelhantes tais como João 14:23; Rom. 8:12; 1 João 1:6.
Estas passagens fazem referência ao teor geral da vida cristã. Elas não podem ser tidas como ensinando que quem está salvo guarda os mandamentos de Deus perfeitamente em qualquer momento, porque outras passagens o negam.
O Rio Mississipi proporciona uma excelente ilustração da vida cristã. Se se perguntar a alguém para que direção corre esse rio, responderá que corre na direção sul; mas a matéria de fato é que este rio algumas vezes corre para leste, outras para oeste e algumas vezes mesmo corre numa direção norte. Mas, a despeito destes fatos, prosseguimos dizendo que ele corre para o sul. Assim falamos porque consideramos o rio como um todo. Vemos o alvo principal do rio. Assim é com a vida cristã. Quando é vista como um todo, ou quanto ao seu alvo principal, percebe-se que é uma vida de justiça; mas a caudal, quanto ao seu alvo não é tão rápida perto das margens como é no centro. E nunca conservará sempre sua direção usual: baterá em obstruções que a desviarão temporariamente, mas de novo assumirá o seu curso normal no futuro.
(5). 1 João 1:7 “O sangue de Jesus Cristo seu Filho purifica-nos de todo pecado.”
Alguns têm a idéia que esta passagem quer dizer que o sangue de Jesus Cristo faz-nos impecáveis quanto a estado. Mas não é assim. O sangue de Jesus Cristo purifica-nos somente quanto à nossa posição perante Deus. Esta passagem faz referência á justificação e santificação legais, mas não à santificação progressiva e prática.
A necessidade de purificação constante da contaminação recorrente foi ensinada por Jesus quando Ele lavou os pés dos Seus discípulos. Ele disse: “O que está banhado não necessita senão de lavar seus pés, que o mais está todo limpo.” (João 13:10). O restante dessa passagem “estais limpos, mas não todos”, o qual está explicado no verso seguinte como querendo dizer: “Não estais todos limpos”, referindo-se a Judas, mostra que Jesus estava tirando uma analogia entre a purificação física e a purificação espiritual. Tanto como quem toma banho não precisaria de lavar-se outra vez, mas de limpar-se do pé nos pés, assim quem se banhou no sangue de Cristo não o repetirá mas, não obstante, estará na necessidade diária de se purificar da contaminação que se lhe adere no seu contato com o mundo. Ele “está todo limpo” quanto à sua posição perante Deus, mas na precisão de confissão e perdão diários para que mantenham comunhão com Deus.
(6). 1 João 3:9 “Quem é nascido de Deus não peca, porque Sua (de Deus) semente permanece nele; não pode pecar porque é nascido de Deus.”
A respeito dessa passagem, temos o seguinte a dizer:
A. Ela se refere ao padrão atual do viver cristão e não a um mero padrão ideal.
A passagem fala do que é realmente o cristão na sua conduta e não meramente de o que devera ser. Isto é evidente do verso seguinte, que diz: “Nisto (isto é, na sua inabilidade para pecar) os filhos de Deus são manifestos e os filhos do diabo.”
B. Ela se refere ao homem inteiro e não meramente à nova natureza.
É evidente que a “semente” nesta passagem se refere à nova natureza. O grego aqui é “sperma”. Está usada quarenta e quatro vezes no Novo Testamento, significando quarenta e uma vezes, não semente de plantio, mas progênie, descendências. Quando a Palavra de Deus é chamada “semente”, o grego não tem “sperma”, mas “spora” ou “sporos”. Vide Lucas 8:11; 1 Ped. 1:23.
Outra objeção de peso à idéia que “semente” representa aqui a Palavra de Deus e o “Qualquer que” a nova natureza, é que não é a Palavra de Deus que faz impossível a nova natureza pecar. É a qualidade da nova natureza que faz isto impossível. Se a nova natureza fosse pecaminosa, então a Palavra de Deus não impediria que ela pecasse mais do que impede a carne de pecar.
Thayer faz “semente” nesta passagem referir-se a energia divina do Espírito Santo operando na alma, pela qual somos regenerados. Mas isto é uma interpretação puramente arbitrária. Não temos razão para crermos que tanto o Espírito Santo como Sua energia são referidos ainda como “sperma”.
Portanto, tomando a “semente” como se referindo a nova natureza, necessariamente interpretamos “qualquer que” como se referindo ao homem inteiro; porque é “ele”, o homem inteiro, em quem a “semente”, a nova natureza, permanece, que não pode pecar.
C. Ela afirma, não que uma pessoa regenerada não pode cometer um só pecado, mas que ela não pode seguir um curso contínuo de pecado; não pode viver em pecado.
Adotamos esta interpretação desta passagem pelas seguintes razões:
(a). É a única idéia que está em harmonia com o texto. Está manifesto pelo contexto, como já foi observado, que João falava daquilo que é exterior e atual, algo que faz uma diferença manifesta em si e de si. Então, também, esta passagem evidentemente quer dizer a mesma coisa como os versos seis e oito e, se possível, são menos favoráveis as outras interpretações.
(b). Enquanto é verdade que o homem todo não é nascido de Deus, todavia, em passagens gerais tais como a que ora se considera a Escritura não faz distinção entre as duas naturezas do crente, mas frouxamente se refere ao homem como um todo. Diz a Escritura: “Exceto UM seja nascido de novo” e não “exceto um tenha uma nova vida nascida com ele”; “se alguém está em Cristo, ELE é uma nova criatura”; não “ele tem uma nova criatura nele”; “vivificou-NOS com Cristo”, não “vivificou uma nova vida dentro de nós”; “ele nos gerou pela Palavra da verdade”, não “ele gerou algo dentro de nós pela Palavra da verdade.”
(c). é a única idéia que toma conta do presente infinitivo “pecar” (grego- “harmartanein”) na última parte da passagem. O infinitivo presente sempre significa ação durativa, linear, progressiva – ação em sua duração continuativa. Por causa deste sentido do infinitivo grego, Weymouth traduz a passagem: “Ninguém que é um filho de Deus está habitualmente culpado de pecado. Um germe dado de Deus, de vida, fica nele e ele não pode pecar habitualmente”. E Sawtelle explica “não faz pecado”, como significando: “Não o faz como a Lei de sua vida, como a tendência do seu ser; não pertence à esfera do pecado.”
D. Notem os perfeccionistas impecáveis os seguintes fatos sobre esta passagem:
(a). Sua afirmação aplica-se a toda gente salva; não apenas a alguns que alcançaram um suposto plano elevado de vida. Assim esta passagem mata a teoria da “segunda benção”. A passagem esta falando sobre o que o crente é em virtude da regeneração, não o que ele é em virtude de uma suposta “segunda obra de graça”.
(b) A passagem referida afirma que o caráter referido não pode pecar. Assim, segundo sua própria teoria, teriam de interpretar a passagem como ensinando que um que alcançou a impecabilidade não pode nunca reincidir em pecado. Isto eles não admitirão. Assim mostram que seu único interesse nesta passagem é acalentar sua heresia ignorante e sem sentido.
V. OS FRUTOS DA SANTIFICAÇÃO PROGRESSIVA.
Pensamos bom aqui alistar quatro coisas que J. M. Pendleton, em “Christians Doctrines” dá como evidências ou frutos das influências graciosas do Espírito Santo em nosso santificação progressiva.
1. UMA NOÇÃO PROFUNDA DE DESVALIA
Nenhuma pessoa em quem o Espírito Santo fez qualquer obra considerável tem qualquer disposição para envaidecer-se de sua bondade. Para exemplos da noção de desvalia da parte dos santos de Deus, vide Jó 38:1,2; 40:4; 42:5,6; Efe. 3:8; Isa. 6. Também Fil. 3:12-15.
2. UM ÓDIO CRESCENTE AO PECADO
Nenhuma pessoa salva ama o pecado; isto é, o amor ao pecado não é o afeto dominante de sua vida. Os pecados que ela comete não são o resultado de um amor normalmente dominante ao pecado senão de um levante ocasional da carne ou da fricção constante entre a carne e o Espírito.
3. UM INTERESSE CRESCENTE NOS MEIOS DE GRAÇA
Quanto mais o Espírito Santo obra numa pessoa, tanto mais ela aprecia a Palavra de Deus, a oração, o culto e o demais; e mais ela se avantaja dos benefícios de tais atos.
4. UM AMOR EM AUMENTO DAS COISAS CELESTIAIS
Este amor substitui o primeiro amor pelo pecado e faz o filho de Deus buscar aquelas coisas que são de cima.
Todos destes frutos do processo santificante impedem o fato que não se pode atingir a impecância nesta vida por encorajar-se o pecado. A presença do pecado na vida do cristão não lhe proporciona nenhuma consolação; pelo contrário, proporciona-lhe pesar. Ele quisera estar livre do seu peso terreno e elevar-se aos cimos de Deus para que sua alma pudesse aquecer-se no sol de justiça. Toda pessoa salva pode dizer com Paulo: “Desgraçado homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte” (Rom. 7:24). Ele deseja que fosse sem pecado, mas está indisposto a violentar a Escritura e praticar a auto decepção para fingir que está sem pecado. O seu próprio desejo de impecabilidade impede-o de praticar a hipocrisia, de perpetrar um engodo como todos os perfeccionistas impecáveis fazem.

Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.
Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004
Revisão: Luis Antonio dos Santos – 10/12/05

Tristeza segundo o homem natural - Jonatahn Edwards

1. Essas convicções que os homens naturais podem ter acerca do seu pecado e miséria não é esta luz espiritual e divina. Os homens em condição natural podem ter convicções da culpa que está sobre eles, da ira de Deus e do perigo da vingança divina. Tais convicções são provenientes da luz da verdade. O fato de alguns pecadores te­rem uma maior convicção da culpa e miséria que outros é porque alguns têm mais luz ou compreensão da verdade que outros. Esta luz e convicção podem ser do Espírito de Deus. O Espírito conven­ce os homens do pecado, mas, não obstante, a natureza está muito mais envolvida nesse processo do que na comunicação da luz espiri­tual e divina que são mencionadas na doutrina. Somente através do Espírito de Deus como princípio natural auxiliar, e não como novo princípio inspirador. A graça comum difere da especial no ponto em que influencia só pela ajuda da natureza, e não pela doação da graça ou concessão de qualquer coisa acima da natureza. A luz que é obtida é completamente natural, ou de nenhum tipo superior a que a mera natureza atinge, por mais que esse modo seja ou seria obtido se os homens permanecessem completamente sozinhos; ou, em outras palavras, a graça comum só ajuda as faculdades da alma a fazer isso mais completamente do que fazem por natureza, assim como pela mera natureza a consciência ou a razão natural tornará o homem sensível da culpa, e o acusará e o condenará quando ele se desviar. A consciência é um princípio natural para os homens. O trabalho que o faz naturalmente ou por si mesmo é dar uma com­preensão do certo e do errado, e sugerir à mente a relação em que há entre o certo e o errado e o castigo. O Espírito de Deus, nessas convicções que os homens não-regenerados às vezes têm, ajudam a consciência a fazer esta obra em maior medida do se a fizessem sós. Ele ajuda a consciência contra as coisas que tendem a entorpecer e obstruir seu exercício. Mas na obra renovadora e santificadora do Espírito Santo, essas coisas são feitas na alma que está acima da natureza, e na qual não há nada por natureza do tipo igual. Essas coisas são compelidas a existir habitualmente na alma, e de acordo com tal constituição ou lei declarada que põe tal fundamento para o exercício em um curso continuado como é chamado de princípio de natureza. Não só os princípios permanentes são ajudados a fazer o seu trabalho de forma mais livre e completa, mas os princípios que foram totalmente destruídos pela queda são restabelecidos. A partir daí, a mente manifesta habitualmente esses atos que o domí­nio do pecado a tinha tornado tão completamente desprovida quanto um corpo morto o é de atos vitais.
O Espírito de Deus age em alguns casos de maneira muito dife­rente de como age em outros. Ele pode agir na mente do homem natural, mas age na mente do santo como princípio vital residen­te. Ele age na mente dos indivíduos não-regenerados como agente ocasional extrínseco, pois agindo neles, não se une a eles. Não obstante todas as influências divinas que eles possuam, ainda são sensuais "e não têm o Espírito" (Jd 19). Mas Ele se une com a mente de um santo, toma-o por seu templo, atua nele e o influen­cia como novo princípio sobrenatural de vida e ação. Há esta dife­rença, de que o Espírito de Deus, agindo na alma do homem pie­doso, manifesta-se e comunica-se na sua natureza formal. A santi­dade é a natureza formal do Espírito de Deus. O Espírito Santo opera na mente do santo, unindo-se a ele, vivendo nele, manifes­tando sua natureza no exercício de suas faculdades. O Espírito de Deus pode agir numa criatura, e, contudo, não se comunicar agin­do. O Espírito de Deus pode agir nas criaturas inanimadas como "o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas" no princípio da criação. Assim, o Espírito de Deus pode agir na mente dos homens de muitas maneiras e se comunicar não mais do que quando Ele age em uma criatura inanimada. Por exemplo, Ele pode instigar-lhes pensamentos, ajudar a razão e o entendimento natural, ou auxiliar outros princípios naturais — e isto sem qualquer união com a alma —, mas pode agir, por assim dizer, em um objeto externo. Mas assim como Ele age em suas influências santas e operações espiritu­ais, Ele age de certo modo a comunicar-se peculiarmente, de forma que, por isso, o assunto é denominado espiritual.
2.Esta luz espiritual e divina não consiste em impressão feita na imaginação. Não é impressão na mente, como se a pessoa visse algo com os olhos físicos. Não é imaginação ou idéia de uma luz ou glória externa, ou beleza de forma ou semblante, ou lustre ou brilho visível de um objeto. A imaginação pode ser fortemente impressio­nada por tais coisas, mas esta não é a luz espiritual. Na realidade, quando a mente faz uma descoberta vivida de coisas espirituais e é muito afetada pelo poder da luz divina, pode-se, e muito provável e comum, afetar em demasia a imaginação, de forma que a impressão de uma beleza ou brilho externo pode acompanhar essas descobertas espirituais. Mas a luz espiritual não é essa impressão na imaginação, mas algo sumamente diferente. Os homens naturais podem ter im­pressões vividas em sua imaginação, e não podemos determinar a não ser que o Diabo, que se transforma em anjo de luz, possa causar imaginações de uma beleza exterior ou glória visível, de sons e falas e outras coisas semelhantes. Mas estas coisas são de natureza imen­samente inferior à luz espiritual.
Esta luz espiritual não é sugestão de novas verdades ou propo­sições não contidas na palavra de Deus. Esta sugestão de novas verdades ou doutrinas à mente, independente de revelação ante­cedente a tais proposições, quer em palavra quer escrita, é inspiração, como os profetas e apóstolos tiveram e como alguns entu­siastas simulam. Mas esta luz espiritual de que estou falando é algo bem diferente de inspiração. Não revela nova doutrina, não sugere nova proposição à mente, não ensina nova coisa de Deus ou de Cristo ou de outro mundo não ensinado na Bíblia, mas apenas dá a devida compreensão das coisas que são ensinadas na Palavra de Deus.
4. Não é toda visão tocante que os homens têm das coisas religiosas que são desta luz espiritual e divina. Os homens por mero princípio da natureza são capazes de serem afetados por coisas que tenham relação especial com a religião como também com outras coisas. O indivíduo pode por mera natureza, por exemplo, estar sujeito a ficar impressionado com a história de Jesus Cristo e os sofrimentos que Ele suportou, como também como por qualquer outra história trá­gica. Ele pode ser o mais afetado com isto, através do interesse que ele imagina fazendo isto. Ele pode ficar impressionado com a histó­ria sem acreditar nela, da mesma forma que fica impressionado com o que lê num romance ou vê representado num palco de teatro. Ele pode ficar impressionado com uma descrição vivida e eloqüente de muitas coisas agradáveis das que tratam do estado dos bem-aventu­rados no céu, como também sua imaginação ser entretida por uma descrição romântica da doçura do país das fadas ou coisa parecida. Uma convicção comum da verdade de tais coisas, proveniente da educação ou outra coisa, podem ajudar a promover o afeto. Fica­mos sabendo pela Escritura de muitos que ficaram grandemente impressionados com as coisas de natureza religiosa e, não obstante, são representados como indivíduos totalmente destituídos de graça e muitos deles homens muitos maus. A pessoa pode ter visões im­pressionantes das coisas religiosas e, não obstante, estar muito desti­tuída de luz espiritual. Carne e sangue podem ser o autor dessa impressão. Um homem pode dar a outro uma visão impressionante das coisas divinas com ajuda senão comum, mas só Deus pode dar uma revelação espiritual dessas coisas.

A alegria do Senhor é a vossa força – DM Lloyd-Jones

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Acima de tudo, consideremos o Mestre para quem trabalhamos. Lembremos quanto Ele suportou e quão paciente foi. ...Como foi tediosa Sua vida; a maior parte do Seu tempo foi gasto com gente simples e insignificante que não O compreendia bem. Mas Ele prosseguiu firme e sem se queixar. Como o fez? "Em troca da alegria que lhe estava pro¬posta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia" (Hebreus 12.2).
Aí está como o fez. Era por causa da alegria que estava diante dEle. Ele sabia do dia do coroamento que haveria de chegar. Ele via a colheita que iria fazer e, vendo-a, Ele conseguiu não prestar atenção às outras coisas, e, ainda, passar por cima delas gloriosa e triunfantemente. Pois eu e você temos o privilégio de ser como Ele. "Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz" — é isso mesmo — " e siga-me'' (Marcos 8.34). Podemos até receber a honra de sofrer por Seu Nome. Paulo diz uma coisa por demais extraordinária, escrevendo aos colossenses (capítulo primeiro, versículo 24).

Diz ele que é seu privilégio preencher no seu corpo o que resta das aflições de Cristo. Que há de ser se eu e você, como cristãos, estamos tendo o mesmo privilégio sem o saber? Bem, lembre-se do seu bendito Mestre, olhe para Ele e peça-lhe perdão por haver-se deixado levar pelo desalento. Volte .a considerar assim a sua própria vida e, tão logo que o faça, ver-se-á cheio de nova esperança, novas forças, novo poder. Você não terá necessidade de estimulantes artificiais, nem de nenhuma outra coisa, pois verá que estará outra vez vibrando de entusiasmo pelo privilégio e alegria desta vida cristã, e se aborrecerá por haver murmurado e lamentado.

Você avançará ainda mais gloriosamente até que, finalmente Lhe ouça dizer: ' 'Muito bem, servo bom e fiel... entra no gozo do teu Senhor." "Vinde, benditos de meu Pai! entrai na posse do reino que vos está preparado desde a fundação do mundo" (Mateus 25.21, 23, 34).

Spiritual Depression, p. 201,2 261

Uma Porta Aberta - C. H. Spurgeon

/ On : 17:36/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.

Aquele que... abre, e ninguém fechará. – (Ap 3.7)

Jesus é aquele que guarda as portas do Paraíso. Ele coloca diante de cada crente uma porta aberta que nenhum homem e nenhum demônio é capaz de fechar. A fé no Senhor Jesus é a chave de ouro que abre as portas eternas. Você carrega esta chave bem próxima de seu coração ou está confiando em algum meio enganoso de entrada que lhe falhará no final? Ouça esta parábola do pregador e recorde-a.

O grande Rei preparou um banquete e proclamou que entraria para o banquete somente aquele que trouxesse a flor mais bela. Aos milhares, os homens se aproximaram dos portões, cada um deles trazendo a flor que considerava ser a rainha dos jardins. No entanto, todos eles são afastados do palácio e não podem entrar nos salões do banquete. Eles haviam apanhado a mortífera erva da superstição, as papoulas ostentosas da religião ou a flor da cicuta da justiça própria. Essas flores, porém, não são apreciadas pelo Rei, e aqueles que as trazem são deixados do lado de fora dos portões de pérola.

Você já colheu a Rosa de Sarom? Você traz no peito o Lírio do Vale? Se isto é verdade, quando chegar nas portas do céu, descobrirá o quanto ela é valiosa. Quando você mostrar essas flores seletas, as portas do céu se abrirão. Tendo a Rosa de Sarom em sua mão, você encontrará acesso ao trono do próprio Deus. O céu não tem nada que excede a radiante beleza da Rosa de Sarom. Todas as flores que brotam no Paraíso não podem rivalizar com o Lírio dos Vales.

Pela fé, apanhe com sua mão a rosa vermelho-sangue do Calvário. Por amor, use essa rosa; por meio da comunhão, preserve-a; por intermédio da vigilância, faça dessa rosa o seu tudo. Então, você será abençoado com toda bem-aventurança e será abundantemente feliz.

12 Razões para Eliminar o Entretenimento em sua Igreja

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Alan Capriles

Sei que o entretenimento está tão enraizado na cultura evangélica, que parecerá um absurdo a tese que defendo. Mas, além de não estar sozinho na luta contra o "culto show", estou ainda muito bem acompanhado, por pastores renomados, como Charles Haddon Spurgeon, que no século XIX já havia escrito sobre este perigo, alertando que o fermento diabólico do entretenimento acabaria levedando toda a massa em curto espaço de tempo. E é neste estado de lastimável fermentação que se encontra a massa evangélica atual.

Hoje em dia é quase impossível que uma igreja não tenha conjuntos musicais, ou corais, ou grupos de coreografia, ou cantores para se apresentar durante o culto e nos eventos por ela realizados. Na maioria das igrejas o período de culto é tomado deste tipo de apresentações, com a desculpa de que "é pra Jesus". Mas, quando analisamos racionalmente, e a luz das Escrituras, a verdade é que tais apresentações não passam de entretenimento, com verniz de santidade e capa de religiosidade.


Que ninguém fique ofendido. Eu mesmo gostaria que alguém houvesse me alertado disso na época em que eu, cegamente, gastava horas com ensaios de conjuntos e de peças teatrais. E eu me convencia de que isto era a obra de Deus.


Mas, no fundo de meu coração, eu sabia que havia algo de errado, que não era nisto que Jesus esperava que seus discípulos se focassem, ou se esforçassem. Como ninguém me despertou, busquei a Deus em oração e o próprio Espírito Santo, por meio das Escrituras, convenceu-me do meu erro.


Desde então, tenho meditado tão seriamente a respeito disto, que encontrei mais de dez razões para eliminar por completo o entretenimento dos cultos na igreja que pastoreio. E já o fizemos! Substituímos o tempo que antes gastávamos com ensaios entre quatro paredes, pelo evangelismo bíblico na comunidade e pela oração nos lares. E, quanto às apresentações nos cultos... Sinceramente, não estão fazendo a menor falta.


Mas, vejamos porque o entretenimento deve ser eliminado dos cultos que realizamos ao Senhor:


1 - O Senhor nunca ordenou entreter as pessoas


Esta já seria uma razão suficiente, que dispensaria os demais argumentos. O problema é que raramente se encontra hoje uma igreja que queira ser bíblica, composta por membros que só desejem cumprir a vontade de Deus, expressa em sua Palavra. Assim sendo, talvez sejam necessários ainda os argumentos a seguir.


2 - Entretenimento não atrai ovelhas


Chamemos de ovelhas aqueles que realmente amam a Jesus, que reconhecem a voz do Senhor e o seguem (Jo 10:27). No entanto, a divulgação de apresentações na igreja dificilmente atrairá pessoas interessadas em Deus. Certamente será um atrativo para as que gostam de uma distração gratuita. Mas, podemos chamar a estas pessoas de ovelhas, ou não há uma grande chance de serem bodes? (Mt 25:32-33).


3 - Entretenimento afasta as ovelhas


As verdadeiras ovelhas não se satisfazem com apresentações durante o culto. Elas querem oração e palavra, edificação e unção. Uma ovelha de Cristo não procura emoções, mas a Verdade, para que se mantenha firme no caminho da vida eterna (Jo 6:67). Quanto mais o pastor encher o culto com apresentações, mais rápido as ovelhas sairão em busca de uma verdadeira igreja, que priorize a oração e a palavra de Deus. Aos poucos, a "igreja-teatro" deixará de ter ovelhas para estar ainda mais cheia, porém de bodes, que gostam de uma boa distração. E, infelizmente, o que muitos pastores buscam hoje é quantidade, o crescimento a qualquer custo. E, com este fermento, a massa realmente cresce...


4 - Entretenimento reduz o tempo de oração e palavra


O tempo de culto já é muito limitado, chegando a no máximo duas horas. Quando se dá oportunidade para apresentações, o tempo que deveria ser usado para se fazer orações e se pregar a palavra de Deus torna-se curtíssimo. Em algumas igrejas não chega nem a trinta minutos! Como desenvolver uma mensagem expositiva em tão curto espaço de tempo?

5 - Entretenimento confunde os visitantes

Os visitantes concluem que a igreja existe em função disto: conjuntos, corais, coreografias, peças teatrais, ou qualquer outro tipo de apresentação que torne o culto um show. E eles passam a freqüentar os cultos com esta expectativa, esperando pelo próximo espetáculo.

6 - Entretenimento ilude os membros

Os membros pensam que estão servindo a Deus com suas apresentações. Desta forma, sua consciência fica cauterizada para atender aos chamados para a escola bíblica, para o evangelismo e para socorrer os carentes. Afinal de contas, ele pensa que seu chamado é para as artes, e não para serviços que não lhe colocam debaixo dos holofotes (que, aliás, são muito comuns nas igrejas hoje em dia).


7 - Entretenimento é um desgaste desnecessário


Quanto esforço é despendido para que tudo saia perfeito! Uma energia que é gasta naquilo que o Senhor nunca mandou fazer! Será que ainda sobram forças para se fazer o que realmente o Senhor manda? (Lc 6:46).


8 - Entretenimento coloca os carnais em destaque


Pessoas que raramente aparecem nos cultos de oração e estudo bíblico, e que nunca comparecem ao evangelismo, geralmente são as mesmas que gostam de aparecer cantando, dançando ou representando nos cultos mais cheios. A questão é: Por que dar destaque justamente para estes membros carnais?


9 - Entretenimento promove disputas


Disputas entre membros, entre conjuntos e até entre igrejas. Quem canta melhor? Quem dança melhor? Que conjunto tem o uniforme mais bonito? Quem recebeu mais oportunidade? Quanta medíocre carnalidade... (1 Co 3:3; Tg 4:1).


10 - Entretenimento alimenta o ego


O entretenimento não gera fé, mas fortalece o ego dos que amam os aplausos e elogios. Apesar de sua roupagem "gospel", o fermento dos fariseus continua tão venenoso quanto nos dias de Jesus (Mt 23:5-6; Lc 12:1).


11 - Entretenimento é um desperdício de tempo


Se o mesmo tempo que as igrejas gastam com ensaios e apresentações fossem utilizadas com oração e evangelismo, este mundo já teria sido alcançado para o Senhor! (Ef 5:15-17).


12 - Entretenimento não é fazer a obra de Deus


A desculpa para o entretenimento é que este seria uma forma de atrair as pessoas. Mas a questão novamente é: que tipo de pessoas? Se entretenimento fosse uma boa alternativa, não teria a igreja apostólica usado de entretenimento para atrair as multidões? No entanto, ela simplesmente pregava o evangelho, porque sabia que nele há poder. O evangelho "é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê" (Rm 1:16). Mas o entretenimento... O entretenimento é a artimanha do homem para a perdição de todo aquele que duvida.


Quero concluir com uma palavra aos pastores. De pastor, para pastor. Amado colega de ministério, não duvide do poder do evangelho para atrair e converter as pessoas. Não queira encher sua igreja com atividades vazias e atraentes ao mundo, mas que não tem o poder do Espírito Santo para converter vidas. Tenha coragem e limpe sua congregação desta imundície egocêntrica. Talvez com isto você perca alguns membros, mas não perderá ovelhas, somente bodes. Tenha fé em Deus e confie no modelo bíblico para encher a igreja, que é a oração, o bom testemunho e a pregação ousada do genuíno evangelho de Cristo. Lembre-se que "enquanto os homens procuram melhores métodos, Deus procura melhores homens."


_________________________________________
Fonte: Genizah


Sacrifício inspirador por causas menores – John Piper


De fato, em tempo de guerra os pecadores muitas vezes sobem a níveis admiráveis de sacrifício por causas que não se comparam com Cristo. A maior causa do mundo é alegremente salvar as pessoas do inferno, satisfazendo suas necessidades materiais, tornando-os alegres em Deus, e fazendo-o com um prazer bondoso, sério, que faz Cristo parecer o Tesouro que ele é. Nenhuma guerra na terra foi travada em tempo algum por uma causa maior ou um rei maior.

Mas, ah, que riscos valentes e sacrifícios ousados essas causas menores já inspiraram! Em 19 de fevereiro de 1944, começou a batalha por Iwo Jima. Era uma ilha nua, com área de uns 25 quilômetros quadrados a cerca de 313 quilômetros para o sul de Tóquio, protegida por 22 mil japoneses prontos a lutar até a morte (o que fizeram). Estavam protegendo duas pistas de aviação de que a América precisava no esforço estratégico de conter o avanço japonês depois do ataque de Pearl Harbor, e preservar a liberdade americana. Foi uma causa importante, e o sacrifício corajoso foi admirável.

As duras estatísticas mostram o sacrifício feito pelo 2o. Batalhão do Coronel Johnson: 1.400 rapazes [muitos ainda adolescentes] aportaram na ilha no Dia-D; 288 substitutos foram providenciados no correr da batalha, um total de 1.688. Destes, 1.511 foram mortos ou feridos. Só 177 saíram andando da ilha. E destes 177 que saíram, 91 tinham sido feridos pelo menos uma vez e retornaram à luta.

Foram 22 embarcações de transporte para levar a 5a. Divisão para a ilha. Os sobreviventes couberam bem em oito navios que saíram dali.

Os rapazes americanos tinham matado uns 21.000 japoneses, mas sofreram mais de 26.000 baixas fazendo isso. Seria a única batalha do Pacífico onde os invasores sofreram mais mortes do que os defensores.

Os fuzileiros navais lutaram na Segunda Grande Guerra durante 43 meses. Contudo, em um mês em Iwo Jima, ocorreu um terço do total de mortes. Deixaram lá os maiores cemitérios do Pacífico: quase 6.800 túmulos, ao todo; montinhos de terra com suas cruzes e estrelas. Milhares de famílias não teriam o consolo de um corpo ao qual dizer adeus: só a informação abstrata de que o fuzileiro tinha "morrido no cumprimento de seu dever". Mike estava no lote 3, fila 3, túmulo 694; Harlon no lote 4, fila 6, túmulo 912; Franklin no lote 8, fila 7, túmulo 2189.

Quando penso em Mike, Harlon e Franklin ali, penso na mensagem que alguém esculpiu fora do cemitério:

Quando voltar para casa

Conte-lhes de nós e diga:

Pelo seu amanhã

Demos o nosso hoje

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Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Darliana+ Missões Cristãos em Defesa do Evangelho+✿Apenas uma alma que foi resgatada através da graça e misericórdia de Deus,Dai de graça o que de graça recebeste' (Mt. 10,8). Latim para estar em consonância com as cinco teses que dão sustentação ao “pensamento”e à vida do genuíno cristão reformado: sola scriptura,sola gratia, sola fide,solus christus, soli deo gloria. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8 : 32) "Um cristão verdadeiro é uma pessoa estranha em todos os sentidos." Ele sente um amor supremo por alguém que ele nunca viu; conversa familiarmente todos os dias com alguém que não pode ver; espera ir para o céu pelos méritos de outro; esvazia-se para que possa estar cheio; admite estar errado para que possa ser declarado certo; desce para que possa ir para o alto; é mais forte quando ele é mais fraco; é mais rico quando é mais pobre; mais feliz quando se sente o pior. Ele morre para que possa viver; renuncia para que possa ter; doa para que possa manter; vê o invisível, ouve o inaudível e conhece o que excede todo o entendimento." A.W.Tozer✿

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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