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30 de set de 2010

Vencendo as Tempestades 1/2

A Dinâmica do Evangelho


Comprometer-se com uma Cultura Ajusta o Evangelho erroneamente

Como encontrar a cura para a ansiedade

 

Referência: Filipenses 4.6-7

INTRODUÇÃO
1) A ansiedade é considerada pelos psicólogos como a mais perigosa doença do século. De acordo com OMS mais de 50% das pessoas que passam pelos hospitais são vítimas da ansiedade. O psicólogo Rollo May afirma que a ansiedade é o mais urgente e o mais grave problema desta geração.
2) A ansiedade atinge todas as idades: 1) As crianças estão sofrendo de ansiedade: Ilustração: “que vidão em filha! O Senhor é que pensa!”; 2) Os adolescentes estão enfrentando ansiedade. Ilustração: espinhas no rosto, a briga com o espelho, a pressão da família em relação ao vestibular; 3) Os jovens estão vivendo em ansiedade. Ilustração: Com quem vou me casar? Onde vou trabalhar?; 4) Os casados estão ansiosos, vivendo a pressão da estabilidade financeira; a garantia no emprego; o estudo dos filhos; o namoro dos filhos; o medo de perder o emprego; 5) Os idosos vivem ansiosos, é o medo da doença, medo da solidão. Ansiedade em relação aos filhos e aos netos.
3) Qual foi a última vez que você viu uma pessoa ansiosa? Você se olhou no espelho hoje? Você é daquilo tipo de gente de o problema está longe e você pensa que ele já está batendo à sua porta? Você é daquele tipo de gente que quando não tem problema, você cria um?
4) Milhões de dólares são gastos em calmantes e em entretenimentos para aliviar o homem do mal da ansiedade. A ansiedade é uma doença causada pelo pecado. Por isso, a Palavra de Deus traz solução para esse mal.

I. DIAGNOSTICANDO A DOENÇA QUE NOS ATACA – V. 6
Paulo fala sobre vários aspectos da ansiedade:
1. As causas da ansiedade
1.1. A ansiedade é resultadso de olharmos para os problemas em vez de olharmos para Deus – Os crentes de Filipos não estavam vivendo num paraíso existencial. Eles viviam num mundo cercado de perigos. Eles estavam enfrentando perseguições (1:28). Eles corriam risco de perder seus bens e até a liberdade. Paulo estava em prisão quando escreveu para eles. Ele estava na ante-sala da guilhotina romana. Ele estava com os pés na sepultura. As nuvens acima da sua cabeça eram tenebrosas. Quando olhamos as circunstâncias e os perigos à nossa volta, em vez de olharmos para o Deus que governa as circunstâncias ficamos ansiosos, como os espias de Israel que se viram a si mesmos como gafanhotos. Quando removemos nossos olhos do Senhor e os colocamos nas circunstâncias, tornamo-nos como Pedro, começamos a afundar. Ilustração: Geazi olhou para o perigo, Eliseu para Deus. Filipe olhou para a provisão, Jesus para o provedor. 
1.2. A ansiedade é resultado de relacionamentos quebrados – As pessoas nos fazem sofrer mais do que as circunstâncias. Nós desapontamos as pessoas e as pessoas nos desapontam. No capítulo 2 desta carta Paulo diz que as pessoas têm a capacidade de roubar a nossa alegria. Há muitas pessoas ansiosas e deprimidas por causa de um relacionamento quebrado, de uma mágoa não curada, de uma ferida aberta. Há muitas pessoas prisioneiras da amargura. Ilustração: A falta de perdão torna você prisioneiro da pessoa com que você menos gostaria de conviver.
1.3. A ansiedade é resultado de uma exagerada preocupação com as coisas materiais – Paulo diz que algumas pessoas vivem ansiosas porque elas só se preocupam com as coisas materiais (3:19). Essas pessoas fazem do dinheiro o seu deus. Eles não confiam em Deus, mas no dinheiro. Nós vivemos numa sociedade materialista. O dinheiro tornou-se o deus desta geração. As pessoas compram o que não precisam, com o dinheiro que não têm, para impressionar as pessoas que não conhecem. Na década de 50 nós consumíamos 5 vezes menos que hoje. Nem por isso somos mais felizes. O luxo do ontem tornou-se necessidade do hoje. Na década de 70, 70% das famílias dependiam apenas de um orçamento para sustentar a família. Hoje mais de 70% das famílias, precisam de duas rendas para manter o mesmo padrão. Hoje, coisas estão substituindo relacionamentos. Sacrificamos no altar do urgente, as coisas importantes. Ilustração: O casal que depois de 15 anos estava se separando. Colocaram trabalho acima do relacionamento.

2. Em sua manifestação, a ansiedade tem dois aspectos: passado e futuro
a) Em relação ao passado – Há muitas pessoas que vivem ansiosas porque nunca resolveram os traumas e problemas do passado. Elas são prisioneiras do passado. Paulo fala dessa realidade no capítulo 3 verso 13. Paulo tivera um terrível passado. Mas, quando Jesus transformou a sua vida, ele sepultou o passado no passado. Paulo não continuou a ser prisioneiro dos seus sentimentos. Ele olhou para a cruz e tirou de suas costas o fardo que o oprimia. Ele disse: “Se alguém está em Cristo é nova criatura, as coisas antigas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2 Co 5:17).
b) Em relação ao futuro – O outro lado da ansiedade é o futuro. Há pessoas que abandonam o presente com medo do futuro. Eles estão tristes hoje, porque estão com medo do amanhã. Eles têm medo de viver e medo de morrer. Medo de ficar solteiro e medo de casar. Medo de trabalhar e medo de perder o emprego. Medo da multidão e medo da solidão.

3. Os resultados da ansiedade

3.1. A ansiedade produz uma estrangulação íntima – A palavra ansiedade traz a idéia de estrangulação. Ela produz uma fragmentação existencial. A pessoa é rasgada ao meio. Ela produz uma esquizofrenia emocional. A pessoa ansiosa perde o equilíbrio.
3.2. A ansiedade rouba as nossas forças – Uma pessoa ansiosa normalmente antecipa os problemas. Eles sofrem antecipadamente. O problema ainda não aconteceu e eles já estão sofrendo. A ansiedade rouba a energia antes e quando o problema chega, se chegar, a pessoa já está fragilizada.
3.3. A ansiedade é uma eloquente voz da incredulidade – Paulo exorta: “Não andeis ansiosos de cousa alguma”. A ansiedade é uma debodiência a uma ordenança divina. A ansiedade é perder a confiança de que Deus está no controle. A ansiedade ocupa o nosso coração quando tiramos os olhos da majestade de Deus para colocá-los na grandeza dos nossos problemas. Devemos ser como Josué e Calebe: se o Senhor se agradar de nós, podemos triunfar sobre os gigantes.
3.4. A ansiedade é inútil – Jesus alertou para este ponto: “Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida?” (Mt 6:27). A preocupação em vez de dilatar a vida, a encurta. Em vez de querer administrar o anadministrável, depois lançar sobre os pés do Senhor toda a nossa ansiedade (1 Pe 5:7).
3.5. A ansiedade é incompatível com a fé cristã – Jesus deixou isso claro: “Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas; buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas cousas vos serão acrescentadas” (Mt 6:31-33). A ansiedade não concubina com aqueles que conhecem a Deus. 
3.6. A preocupação é incompatível com o bom senso – Jesus ainda nos ensina: “Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus próprios cuidados; basta ao dia o seu próprio mal” (Mt 6:34). Você sofre hoje pelas coisas de amanhã. Você antecipa não o futuro com a ansiedade, mas o sofrimento que ele pode trazer. Você sofre duas vezes ou sofre desnecessariamente. Ansiedade é uma perda de tempo, de energia, de fé.

II. ENCONTRANDO O REMÉDIO CERTO PARA A NOSSA DOENÇA – V. 6
A ansiedade é o oposto da vontade de Deus para nós. Um cristão ansioso é uma contradição. Deus não apenas dá uma ordem: Não andeis ansiosos, mas oferece a solução. Não apenas diagnostica a doença, mas oferece o remédio celestial.
1. Nós devemos entender que Deus é maior do que os nossos problemas –Nossa vida está nas mãos do Deus que governa o universo. Nossa vida não está solta, sendo jogada de um lado para o outro ao sabor das circunstâncias. O Deus que está no trono, governa a nossa vida. Ele é maior do que os nossos problemas. Os nossos problemas estão debaixo dos seus pés. Ilustração: Os discípulos estavam muito ansiosos enfrentanto uma terrível tempestade de madrugada. Jesus aparece andando sobre o mar. Ele dizendo: O que ameaça vocês, está literalmente debaixo dos meus pés.
2. A medicina de Deus deve ser usada de acordo com a divina prescrição
A) Aprenda a orar corretamente (v. 7) – Paulo fala sobre três diferentes tipos de oração: adoração, petição e ações de graças. A oração pode fazer por nós o que a ansiedade não pode fazer. Primeiro, Paulo diz que devemos aprender a adorar a Deus. Oração é fundamentalmente intimidade com Deus. Orar é estar em comunhão com o Rei do Universo. Nós adoramos a Deus por quem Deus é. Em vez de ficarmos ansiosos, devemos contemplar a majestade de Deus e descansar nos seus braços. Se Deus é quem é e se ele é o nosso Pai, não precisamos ficar ansiosos. Segundo, Paulo diz que podemos trazer a Deus os nossos pedidos. Ele é o nosso Pai amoroso. Ele cuida de nós. Ele sabe o que precisamos. Dele procede todo dom perfeito. Oração e ansiedade são mutuamente exclusivos. Se você não ora por todas as coisas, você estará ansioso pela maioria das coisas. A oração é a medicina divina. Terceiro, Paulo diz que podemos agradecer a Deus o que já temos recebido. Olhe para o que Deus já fez (Salmos 116:7). Deus desbarata os nossos inimigos quando nós o louvamos (2 Cr 20:21).
B) Aprenda a pensar corretamente (v. 8) – Assim como você pensa, assim você é. Você é produto dos seus pensamentos. A luta é ganha ou perdida na sua mente. Se você armazena coisas boas na sua mente, você é um vencedor. Mas se você entulha só coisas negativas, sua vida não prosperará. Ilustração: Ana, enquanto ficou ouvindo os arautos do pessimismo, mergulhou em profundo choro. No que dia que ouviu a promessa de Deus, sua alma e seu ventre foram curados.
C) Aprenda a agir corretamente (v. 9) – Ser cristão não é apenas conhecimento. É sobretudo vida. Conhecimento sem prática não fará de você uma pessoa melhor do que os demônios. Eles conhecem. Eles creêm e tremem, mas não obedecem.

III. DESFRUTANDO DA CURA QUE PROVÉM DE DEUS – V. 7
A cura para a ansiedade não está nos recursos humanos, mas na provisão divina. Paulo nos ensina algumas lições importantes neste texto:
1. A cura é o resultado do uso correto do remédio divino – “E a paz de Deus…”. Quando usamos corretamente o remédio prescrito por Deus, ele produz em nós a cura. A paz de Deus é o resultado da nossa cura. A paz de Deus é o substituto para a ansiedade. O mesmo coração que estava cheio de ansiedade, pela oração, agora está cheio de paz. Temos não apenas a paz com Deus, um relacionamento certo com Deus. Temos, também a paz de Deus, um sentimento certo com Deus. Mas, temos também além da paz de Deus, o Deus da paz conosco (Fp 4:9). Você tem não apenas um sentimento, mas uma Pessoa, a Pessoa divina, onipotente com você.
2. A paz que recebemos é uma paz celestial e não terrena – É a paz de Deus. A paz de Deus não é paz de cemitério. Não é ausência de problemas. Não é fuga dos problemas. Não é a paz de mosteiro. Essa paz não é produzida por circunstâncias. Ela co-existe com a dor, com as lágrimas e até com a morte. Esta paz não é produzida por circunstâncias. O mundo não conhece essa paz nem a pode dar. Governos humanos não podem gerar essa paz. Esta paz vem de Deus.

3. A paz que recebemos é relacional e existencial – Todo cristão tem paz com Deus (Rm 5:1) e todo cristão pode ter a paz de Deus (Fp 4:7). A paz com Deus é relacional. Ela significa um correto relacionamento com Deus pela justificação. A paz com Deus fala sobre nossa confiança diante do trono de Deus, porque Cristo morreu por nós, pagou a nossa dívida e nos reconciliou com Deus. Mas a paz de Deus é existencial. Ela é experimental. Ela fala daquela calma interior no meio dos problemas. Esta paz fala da visitação especial de Deus nos dias tenebrosos. Essa paz é aquela que Jó experimentou quando disse que Deus inspira canções de louvor nas noites escuras. É paz de levou Spafford a escrever depois do naufrágio das suas quatro filhas: “It is well with my soul”. A paz com Deus depende da fé, a paz de Deus depende da oração. A paz com Deus descreve o estado entre o cristão e Deus. A paz de Deus descreve a condição dentro do cristão.

4. A paz de Deus transcende a compreensão humana – Esta paz não é misteriosa, mas é transcendente. Ela vai além da compreensão humana. A despeito da tempestade do lado de fora, podemos desfrutar de bonança dentro de nós. Esta é a paz que os mártires sentiram diante da morte. Esta á a paz de Paulo sentiu ao caminhar para a gilhotina: “Eu sei em quem tenho criado…”. Ilustração: A família de Inchon que foi sepultada viva e cantou até a hora da morte.

5. A paz de Deus é uma sentinela celestial ao nosso redor – A palavra “guardará” traz a idéia de uma sentinela, um soldado na torre de vigia, protegendo a cidade. A paz de Deus é como um exército protegendo-nos dos problemas externos e dos medos internos. Paulo diz que esta paz guarda os nossos corações (sentimentos errados) e nossas mentes (pensamentos errados). A paz de Deus guarda as nossas emoções e o nosso intelecto, nossos sentimentos e nossos pensamentos.

CONCLUSÃO
• Esta não é uma mensagem teórica. Ela é prática e funcional. Paulo não escreveu esses princípios como um acadêmico ou teórico. Ele experimentou tudo isso que nos ensinou. Ele estava no portão da morte. Esta caminhando para a guilhotina romana. Mas ele estava livre de ansiedade. Sua mente e seu coração estavam guardados pela paz de Deus. Deus não mudou e ele pode fazer o mesmo por nós.
Rev. Hernandes D.Lopes

O Duplo Chamado do Espírito – Samuel Bolton



1. O mais comum é: muitos são chamados, só que nunca são totalmente convertidos. Foi a operação comum do Espírito que fez Felix tremer, o qual trouxe Agripa a um passo de se tornar cristão e fez com que Herodes realizasse muitas coisas. Multidões de não regenerados têm sentido as águas agitarem-se, o Espírito Santo movendo-os à conversão, e têm prontamente aceitado Sua ajuda e assistência, e talvez, por um tempo, tenham sido guiados por Ele. Todavia, posteriormente têm se recusado a deixar a sensualidade ou a vaidade, as quais Ele exigiu que abandonassem. Eles não transformaram a sua preguiça espiritual em séria diligência pelo interesse de suas almas imortais, e assim desprezando Sua operação, desconsiderando Sua ajuda, eles fazem com que o Espírito Se afaste entristecido, Ele que veio com amor agir em suas vidas.

2. Há um chamado do Espírito que é mais especial e eficaz, e quando Ele os move a voltar-se para Deus, os pecadores são persuadidos, não parcialmente, mas completamente. Agora observemos o método do Espírito ao operar naqueles que são realmente convertidos.

A. Aqueles os quais o Espírito chama efetivamente, Ele os convence do pecado (João 16:8). Ele lhes apresenta a lei, e Ele mesmo é o intérprete dessa lei. E pela Sua interpretação são levados a ver que a lei proíbe não somente a manifestação do pecado nos lábios e na vida, e sim também a concupiscência interior e a manifestação do pecado no coração. E quando vem a lei, oh, quão abundante é a ofensa! O Espírito mostra suas iniquidades em ordem diante de seus olhos e os mantém abertos para enxergá-las. O livro da consciência é aberto, e quantas transgressões estão ali registradas? E se, ao mergulharmos neste livro, muitas abominações aparecem, quão inumerável é a multidão que está no livro memorial de Deus? Embora os pecadores não considerem o fato, Deus ainda Se lembra de todas as corrupções deles (Os. 7:2). O justo, porém, se conscientiza disso. "Males sem número me tem rodeado", diz Davi, "minhas iniquidades me prenderam" (Sal. 40:12). Quando ele se deita elas se deitam. Quando ele se levanta elas se levantam com ele. Onde quer que vá ou o que quer que faça elas continuamente o perseguem e o assediam.

Quão hediondo e horrendo o pecado parecerá ao pecador quando todas as justificativas e desculpas forem silenciadas, quando a lente colorida for retirada e este for visto por ele em sua aparência natural! Bebedice, impureza, blasfêmias, gestos profanos e cobiça pelo mundo não mais serão vistos como sem importância. Esse modo de viver antes parecia não ter nada de perigoso nele, pelo contrário era cheio de delícias e prazeres. Contudo, após a convicção, sua decepcionante e condenável natureza será tão evidente como a luz do sol ao meio dia.

E ainda que o pecador não tenha sido contaminado com as mais pesadas contaminações do mundo, ainda assim será necessário mos trar-lhe suficientemente a natureza do pecado, a fim de levá-lo a concluir que é um miserável e está perdido. Ora, ora! Todas as suas omissões ou suas chacotas contra o Deus zeloso, cometidas de maneira insensível, seriam consideradas como nada? Acaso seria nada seu desperdício de tempo e sua desconsideração para com a eternidade? O deleitar-se nas coisas criadas, nas vaidades e prazeres do mundo, e o amar a estes mais do que a Deus, a Cristo e a glória, seria um assunto de menor importância? Tais pecados são hediondos e são imputados até mesmo às pessoas mais civilizadas.

Esta convicção do Espírito é forte e permanente. Ela resiste até que o pecador seja reconduzido completamente de volta. As transgressões presentes com seus agravantes são pesadas, e o pecado original é a fonte da qual outras fontes são originadas. E nessa fonte, há o suficiente para alimentar mais dez mil outras nascentes além das que já nasceram. Davi não somente foi convencido do assassinato e do adultério que cometera, mas teve que traçar estes pecados até a fonte deles, a corrupção original de sua natureza (Sal. 51:5). Imagine o quanto a visão desta realidade o inclinou em direção à sua auto-humilhação?

Finalmente, esta convicção não trata somente de alguns atos pecaminosos, porém da nocividade do estado do pecador. Ele é levado a examinar-se, visto que é um filho da desobediência, como também um filho da ira. Tudo será reconhecido e confessado, sem contestação. Isso é o que evidencia a convicção do Espírito.

B. Aqueles aos quais o Espírito chama efetivamente, Ele produz temor neles. O espírito de temor vem antes do espírito de adoção. Realmente, há vários, graus desses temores e terrores, no entanto o Senhor opera esses sentimentos em todos aqueles acerca dos quais Ele tem desígnios de amor, a fim de torná-los insatisfeitos em seu estado natural. A segurança carnal é uma das primeiras coisas que é atacada pelo Espírito. Ele ordena a alma que desperte e a faz saber que permanecer dormindo no pecado é muito mais arriscado do que se dormisse no topo de um mastro.

O pecador tem toda razão para ficar amedrontado. Ele tem atraído ira contra si, a qual vem carregada com um onipotente e irresistível poder contra si mesmo. "Quem pode suportar a Sua indignação ? Quem subsistirá diante do furor de Sua ira?" (Naum 1:2). As maldições da lei têm um som apavorante aos ouvidos do pecador e, devido ser ameaçado de maldição, não ficará adormecido por muito tempo. A proximidade de tão grande mal aumenta excessivamente o medo. Sua aquiescência é profunda e em sua mente agora ele antevê: "...e em chama de fogo tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição... "(II Tess. 1:8-9). E, que miséria, ele pensa consigo mesmo, quão terrível será fazer parte do número daqueles que pedirão às rochas e montanhas para que caiam sobre eles, para que possam se esconder da face dAquele que está assentado no trono e da ira do Cordeiro! Isto faz com que ele pare repentinamente no seu mau caminho. Ele não se atreve a continuar correndo em direção ao pecado, assim como o cavalo corre em direção à batalha.

C. Aqueles que o Espírito chama efetivamente, Ele desperta pesar e tristeza neles por causa de seu pecado e miséria. Eles vêem o que têm feito contra Deus e contra si mesmos, e isso faz com que seus espíritos fiquem perturbados. Isso é o que é estar cansado e sobrecarregado (como dizem as Escrituras), estes são os que Cristo chama para vir a Ele, para que possam encontrar descanso para suas almas. (Mat. 11:28-29). Havia uma voz vinda dos lugares altos, voz de choro e súplica dos filhos de Israel, porque eles perverteram seus caminhos e esqueceram-se do Senhor seu Deus, e isso aconteceu antes de aceita rem o Seu convite para retornar a Ele. (João. 3:20-21).

O pecador, pelo Espírito, é levado a contemplar a gravidade do seu caso, o mal do seu pecado, e ver quão miseravelmente ele tem sido enganado pela sua concupiscência e por satanás, como também sua loucura em se render a eles. Vejam como ele agora acusa e condena a si próprio! "Quando o coração se me amargou e as entranhas se me comoveram, eu estava embrutecido e ignorante, era como um irracional à tua presença" (Sal. 73:21-22). Ele desejaria milhões de vezes que as tentações tivessem sido recusadas e que o pecado nunca tivesse sido cometido.

Quero apresentar o lamento do coração do pecador nesta proposi ção: "Oh, como sou miserável, o que tenho feito eu durante todos os meus dias! Seria esse o fim para o qual fui criado, destruir a mim mesmo? Não havia algo melhor a fazer do que adicionar pecado a pecado, e então entesourar ira para o dia da ira? Quanto tempo tenho desperdiçado, e como tenho me esforçado para tornar ine um miserá vel! Ah, tolo, miserável auto-destruidor! Não percebe o quanto tem provocado a ira do Senhor? Oh, que meus olhos sejam fontes de lágrimas e que eu possa chorar dia e noite! Os condenados irão chorar e lamentar par sempre, e eu não deveria lamentar e chorar - eu que mereço tanto ser condenado? Tenho toda razão para estar perturbado e humilhado grandemente, e para prantear durante o dia todo".

Assim o pecador se aflige e lamenta-se, pois a companhia dos amigos, os prazeres sensuais e as diversões mundanas não podem mandar embora suas tristezas. Ninguém, senão Aquele que faz as feridas no coração, é capaz de curá-las novamente.

D. Aqueles que o Espírito chama efetivamente, Ele faz com que se desesperem de si mesmos. Eles são levados a compreender que não há poder neles mesmos, a não ser fora dos caminhos do pecado e da miséria nos quais estão mergulhados. E como são incapazes de se ajudarem, então eles compreendem que são totalmente indignos de serem ajudados. Deus pode justamente permitir que permaneçam onde caíram e, não fosse a Sua intervenção, cairiam cada vez mais até não poderem mais ser recuperados. O pecador pode valer-se de suas boas obras, esperando com isso reconciliar-se com Deus por causa daquilo que ele tem feito de errado, entretanto é levado a ver que suas melhores obras estão tão misturadas com o pecado que, não fosse a justiça e a intercessão de Cristo, estas seriam verdadeiras abominações. Agora ele está abatido no seu interior. Ele não tem confiança na carne (Fil. 3:3). Ele não pode fazer nada por si mesmo. Não pode alegar que tenha direitos a ter algo feito em seu favor, mas ele deve esperar a graça de Deus para tudo.

Baseado nisso, ele clama pelos caminhos do Senhor (Sal. 130:1). Ele percebe que está afundando e clama: "Das profundezas a ti clamo, ó Senhor. Senhor salva-me ou perecerei. Estou à beira do inferno e cairei, a menos que a mão da misericórdia me segure." Ele implora com Efraim: "Salva-me, e serei salvo. " E como o mal do pecado se torna manifesto à sua vista, assim a bondade de Deus é, em alguma medida, revelada pelo Espírito. E, portanto, ele decide se tornar um convertido, não somente pela necessidade, porque dessa maneira ele seria extrema e eternamente miserável, mas também por escolha, porque esse é o caminho para a verdadeira felicidade. E este desejo de ser convertido é como se fosse o primeiro sopro da operação do Espírito em todos aqueles que Ele chama efetivamente para voltarem-se para Deus, como também são as muitas outras maneiras como o Senhor chama os pecadores à conversão, muitas das quais tornaram-se sem efeito, porque aqueles que foram chamados são surdos, desobedientes e rebeldes.

NENHUM FILHO DE DEUS SE PERDERÁ

OO

O justo seguirá o seu caminho firmemente. (Jó 17:9).

O verdadeiro cristão é uma pessoa que foi tornada justa. O homem justo vive de maneira bem diferente daquela do homem mundano. Ele anda no caminho de Deus, um caminho santo. Deus dá continuamente Sua graça e ajuda ao verdadeiro cristão, para que possa continuar a andar nesse caminho. As vezes a vida será muito severa e difícil e ele caminhará vagarosamente. Outras vezes quase não fará nenhum progresso, mas terá a determinação de continuar avançando. Ele continuará mirando o céu e dando as costas ao mundo. Ele "seguirá seu caminho firmemente".
Um homem tornasse um verdadeiro cristão por causa da obra de Deus em sua vida. É também pela obra de Deus que o homem continua a ser cristão. A graça e a força que Deus lhe dá ajudam-mo a resistir todas as coisas que estão contra ele. O mundo, a carne e Satanás tentam lhe deter. Entretanto, com a determinação que Deus dá ao crente, ele "segue seu caminho firmemente".
Nosso texto, "O justo seguirá seu caminho firmemente", nos ensina muito claramente que crentes, santos, irão perseverar; continuarão até o fim. Os cristãos devem entender o que é "seguir firmemente" e também o que não é. A Bíblia não nos ensina que o crente alcançará o céu sem andar pelo caminho reto que o leva até lá. Uma mera profissão de fé em Cristo como Salvador não é suficiente. Nossa fé nEle precisa continuar. Devemos estar diaria mente nos arrependendo, crendo e orando. O caminho é muitas vezes difícil e o cristão pode cair em pecado. Quando isto acontece, ele não pode descansar ou estar feliz até que volte a Cristo, confesse seu pecado e seja purificado novamente.
O crente não quer pecar. Ele quer ser perfeito e santo, como seu Pai que está no céu o é. Nós não ensinamos que a partir do momento que alguém crê, ele pode então viver em pecado e ainda ser salvo. Tal ensinamento é muito errado. Um filho de Deus não pode levar uma vida de pecado. E em razão da graça e da ajuda que Deus lhe dá, ele não viverá dessa maneira.
1. Nós lhes mostraremos, primeiramente, o verdadeiro ensino da Bíblia. Em seguida, explicaremos as lições espirituais qué podemos aprender desse ensino. Será proveitoso ter suas Bíblias à mão, para que possam examinar os diferentes versículos citados.Cremos que Deus tem um povo escolhido. Essas pessoas são redimidas e a elas será dada vida eterna. Cremos que a graça de Deus produz convicção dos pecados nos corações dessas pessoas.


Primeiramente Deus lhes mostra seus pecados. Em seguida, Deus as leva a crerem em Cristo. Pelo fato de que Cristo é justo, Deus vê os Seus filhos que confiam em Cristo como justos também. Cremos ainda que estas pessoas escolhidas e eleitas certamente serão levadas à glória no céu. Essas doutrinas da graça são como uma corrente, cada uma está ligada às outras. Cada elo na corrente, isto é, cada doutrina, necessita das outras.
Existem muitas pessoas que não crêem neste ensinamento. Elas nos dizem que na Bíblia há advertência contra as pessoas que abandonam sua fé. Perguntam: "Por que são dados esses avisos se é realmente verdade que "os justos seguirão firmemente seu caminho?" Se não é possível para os verdadeiros cristãos abando­narem sua fé, qual é a necessidade das advertências sobre perder--se? Será que essas advertências não são utilizadas por Deus para que Seu povo não se afaste dEle?"
Na Epístola aos Hebreus encontramos sérias advertências con tra o abandono da fé (apostasia). Mas o autor de Hebreus está certo de que os
 verdadeiros cristãos a quem ele está escrevendo não estarão entre os que abandonarão sua fé. Ele diz: "Mas de vós, ó amados, esperamos coisas melhores" (Heb. 6:9).
No entanto, aqueles que não gostam do ensinamento de que o verdadeiro cristão não pode em última análise perder sua fé, nos dizem que na Palavra de Deus há aqueles que conheceram de fato a Cristo e mesmo assim abandonaram o caminho cristão. Devemos dizer a eles que isto não é verdadeiro. Devemos lembrá-los de versículos como I João 2:19: "Saíram de nós, mas não eram de nós; porque se fossem de nós, ficariam conosco; mas isto é para que se manifestasse que não são todos de nós".
No Evangelho de João, o Senhor Jesus Cristo fala dos ramos da videira que, por não produzirem nenhum fruto, foram cortados e queimados. Ilustrando-se isso de uma outra maneira, existem muitas pessoas que parecem sercristãs exteriormente, mas que nos seus corações realmente não são cristãs. Essas pessoas deixarão a companhia dos autênticos cristãos e jamais retornarão. Elas serão como ramos sem frutos que só servem para serem queimados. Isso já não acontece com o cristão autêntico. Ele poderá se desviar, porém voltará. Ele não será como um ramo de árvore que foi cortado. Ele será como um ramo que foi podado, para que mais tarde produza novamente fruto. Em Mateus 7:23, aqueles a quem o Senhor diz: "Nunca vos conheci" jamais foram Seus seguidores.
A primeira razão que damos para mostrarporque os verdadeiros crentes seguirão firmes até o fim, é o tipo de vida que receberam ao nascerem de novo. O apóstolo Pedro diz que os filhos de Deus foram "de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela palavra de Deus, viva, e que permanece para sempre" (I Ped. 1:23). Toda pessoa que nasce neste mundo tem um corpo físico, o qual irá morrer. Mas todo aquele que tem esta nova vida espiritual, possui uma nova natureza, a qual não morre. Essa nova vida vem de Deus e é eterna, então como pode morrer?
A pessoa que nasce de novo odiará o pecado e lutará contra ele. Essa pessoa não será capaz de levar uma vida de pecado, embora nunca esteja completamente livre de pecar. O Senhor Jesus Cristo, falando à mulher samaritana ao poço, disse: "Qualquer que beber desta água tornará a ter sede; mas aquele que beber da água que eu lhe der se fará nele uma fonte d'água que salte para a vida eterna" (João 4:13-14). A nova vida que recebemos como crentes jamais será retirada de nós. Ela nos dá vida eterna. Ela vence a nossa natureza pecaminosa.
Nossa nova vida está intimamente ligada com fé, e fé sempre triunfa. A Bíblia nos assegura que a fé não pode ser derrotada. Deus colocou Sua vida em nós. Ele nos tem conduzido das trevas para a luz. Temos uma esperança viva porque Cristo ressuscitou dos mortos. Seu Espírito veio habitar em nós. Devemos crer que esta vida divina dentro de nós não pode morrer. "O justo seguirá o seu caminho firmemente'*.
A segunda razão que damos a favor da perseverança dos santos provém das coisas que o próprio Senhor Jesus declarou. Uma delas é: "Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:15). Pode o homem crer e ;m seguida morrer? Pode ele receber uma vida espiritual que não é eterna? Isso não é possível. "Deus deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça" (João 3:16).
Alguns dizem que é possível ter vida eterna e então perdê-la. No entanto, isso não pode ser verdade. Vida eterna é eterna e não pode ser perdida. A pessoa a quem ela é dada jamais morrerá. "Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna" (João 6:40). Os santos no céu têm vida eterna e eles não morrerão. Da mesma forma os santos na terra, os quais têm a mesma vida eterna, não podem morrer.
Esta verdade é ensinada em muitos textos da Bíblia. Em João 6:47 nosso Senhor disse aos judeus que "Aquele que crê em mim tem a vida eterna". Não precisamos de nenhuma outra passagem além de João 10:28-29: "Dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai que mas deu, é maior que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai".


O Senhor Jesus Cristo irá segurar Seu povo em Suas poderosas mãos. O Pai também irá segurá-lo. Isso deve significar que os santos estão salvos de tudo que tente destruí-los. Portanto os santos estão salvos da apostasia.
Mateus 24:24 é um importante versículo. Fala de falsos cristos e falsos profetas fazendo grandes sinais e prodígios para se possível enganar até os escolhidos. Isto mostra que não é possível para os eleitos de Deus serem enganados. Os servos de Cristo conhecem Sua voz, a voz do Bom Pastor e eles O seguem: "O justo seguirá o seu caminho firmemente".
Aterceira razão porque os crentes estarão seguros para sempre reside no fato de que Jesus ora por Seu povo. Ele não está morto; ressuscitou e está no céu; Ele intercede ali, continuamente, junto ao Pai por Seu próprio povo. O nome de cada um está escrito em Seu coração. O escritor da carta aos Hebreus diz: "Portanto, pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles" (Heb. 7:25).
Os filhos de Deus podem ter uma vida muito difícil. Eles podem ser cirandados pra lá e pra cá como farinha numa peneira. Eles podem pecar. Eles podem estar entristecidos. Entretanto as orações do seu Salvador irão impedir que eles percam sua fé. Pedro disse três vezes que não conhecia Cristo. Isso certamente foi pecado; porém seu Senhor e Salvador havia orado ao Pai a favor de Pedro. Ele foi restaurado e testemunhou a outros sobre Cristo, ao invés de negá-lO.
Leia no Evangelho de João, capítulo 17,-onde consta a oração do Senhor por Seu povo. Antes de Sua crucificação Ele orou: "Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste..." (João 17:11). Somos muito fracos e se fôssemos deixados sem ajuda perderíamos nossa fé. Todavia, devido Cristo orar por nós, "seguiremos firme mente".
Chegamos agora à quarta razão. Baseamo-nos no que Cristo foi e fez aqui, na terra. Na sua segunda carta à Timóteo, o apóstolo Paulo diz: "... eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia" (II Tm. 1:12). Paulo diz que o Senhor Jesus o amou; que Ele morreu na cruz para salvá-lo; e que nos céus está orando por ele. Por isso Paulo é capaz de colocar sua alma aos cuidados de seu poderoso e amável Senhor. Jesus intercederá pelo Seu povo escolhido até que ele chegue aos céus.
Nossa quinta razão é que os santos irão perseverar por causa do concerto da graça. Leiam para vocês mesmos no Velho Testamen to, em Jeremias capítulo 32. No versículo 40 Deus diz: "E farei com eles um concerto eterno, que não se desviará deles, para lhes fazer bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim". Deus não deixará Seu povo nem Seu povo O deixará.
Hebreus, capítulo 8, nos diz que viveremos sob este novo pacto. O pacto antigo era o de obras e requeria perfeita obediência da nossa parte. Como pecadores por natureza, incapazes de obedecer mos perfeitamente os mandamentos de Deus, seríamos todos condenados à morte. O novo pacto é bem diferente. É um pacto da graça. Não temos como sair do reino da graça, pois o Deus que fez o pacto prometeu nos guardar. Deus disse através do profeta Isaías: "Porque as montanhas se desviarão, e os outeiros tremerão; mas a minha benignidade não se desviará de ti, e o concerto da minha paz não mudará, diz o Senhor, que se compadece de ti" (Is. 54:10).
Não devemos retornar ao pacto antigo que nos prenderia com correntes como se fôssemos escravos. Estamos sob a nova aliança. Deus nos deu vida eterna. Jamais morreremos. Cristo nos segura em Suas mãos, e ninguém pode nos arrebatar dEle. É uma aliança maravilhosa!
A sexta razão é bem forte. É baseada na fidelidade de rjeus. Deus não é como os homens. Se Ele fez uma promessa, Ele a cumprirá. Se Deus começa a fazer algo, Ele não irá parar até que a obra esteja terminada. Está escrito: "Porque eu, o Senhor, não mudo..." (Mal. 3:6). Portanto devemos confiar na fidelidade de Deus. O apóstolo Paulo diz: "Fiel é Deus, pelo qual fostes chama dos para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor" (I Cor. 1:9). Deus nos chamou e nos salvou. Ele será fiel às Suas promessas para nos manter andando no Seu caminho até que nos leve para nossa morada na glória junto a Si mesmo. "O justo seguirá o seu caminho firmemente".
A sétima e última razão porque os santos hão de perseverar até o fim é baseada no que Deus já tem feito em nós. Deixemos as passagens seguintes penetrarem em nossas mentes. Jerernias disse: "Pois com amor eterno te amei, com amorável benignidadejte atraí" (Jer. 31:3). Que palavras maravilhosas — "amor eterno, amorável benignidade"! Como podemos pensar que Ele nos deixará, visto que nos ama de tal maneira? Leiam Romanos 5:10- "Porque se nós, sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida". Estas palavras significam que, se Deus nos trouxe de volta à Ele quando éramos inimigos, através da morte de Seu Filho, Ele não nos abandonará agora que somos Seus amigos.Leiam também Romanos 8:29-30 que são versículos belíssimos. "Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos que predestinou a estes também chamou; e aos que chamou a estes justificou; e aos que justificou a estes também glorificou". Como dissemos anterior mente, as doutrinas da graça são como uma corrente que não pode ser quebrada. A Palavra diz isto de maneira bem sublime. "Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu, ou antes quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós. Quem nos separará do amor de Cristo?" (Rom. 8:33-35).
Novamente, nós lemos: "Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo" (Fil. 1:6). Esta passagem resume tudo que estamos tentando dizer. Deus continuará com a obra que Ele começou em nós até que ela esteja terminada.
Nossa união espiritual com Cristo é comparada à união matri monial. Cristo é o noivo. O corpo todo de crentes, a Igreja, é a noiva. Cristo não irá, nem pode, divorciar-Se da noiva. Oséias diz: "E desposar-te-ei comigo para sempre..." (Os. 2:19). Esta união é explicada de uma outra forma. Nós somos o coipo. Cristo é a cabeça do corpo. Como podem os dois ser separados?
Ainda mais, foi dado o Espírito Santo a todos os escolhidos de Deus. Esta é a maior evidência que eles formam um povo redimido, comprado. O Espírito Santo é um sinal vivo de que Deus os reivindicou para Si. A palavra usada pelo apóstolo descreve o Espírito como um selo. Isto mostra a segurança completa da pessoa que está selada até que toda a obra de redenção nela seja concluída e ela chegue ao céu. O Espírito Santo, que vive em nós, nos guardará até aquele dia. O melhor é usar as palavras do apóstolo Paulo à Timóteo: "E o Senhor me livrará de toda a má obra, e guardar-me-á para o Seu reino celestial..." (II Tim. 4:18). Com corações confiantes devemos dizer com Paulo "Amém".

2. Concluindo, o que temos de aprender de forma prática desse ensino? Nova coragem é dada ao homem que está na estrada para o céu. Ele pode estar achando o caminho longo e duro, sentindo que nunca chegará ao fim, semelhante ao viajante que enfrenta vento e chuva, e íngremes morros a subir. Talvez chegue a querer se deitar e morrer, porque não tem esperança que possa continuar até o fim. Então ele ouve uma voz lhe dizendo: "O justo seguirá o seu caminho firmemente". Ele sabe, então, que irá chegar ao fim da estrada. Isto lhe dá novas forças para lutar contra tudo que se opõe a ele.
No céu uma coroa está aguardando todo o crente verdadeiro. Este pensamento lhe dá forças para continuar. Haveremos de alcançar o céu. Nossa coroa está lá. Haveremos de chegar lá para usá-la. Nossa coragem é então renovada e continuamos até que ganhemos a vitória sobre nosso último inimigo — a morte.
A certeza de que pecadores que vêm à Cristo serão guardados por Ele e finalmente levados ao céu, deve conduzir pecadores à Cristo. Quando eu era um menino, não queria fazer coisas erradas e estava receioso que as fizesse. Vi muitos outros vivendo em pecado. Sabia que eu era fraco. Então ouvi dizer que se eu fosse a Cristo, Ele me guardaria. Eram notícias maravilhosas. Acheguei--me a Cristo. Cri nEle. Fui feito justo. Desde então Ele tem me guardado pelo poder do Seu Espírito Santo. Agora que já tenho certa idade, estas verdades me atraem mais do que nunca.
Possuir vida eterna é como ser dono de um diamante ou de um montão de ouro. Você, meu amigo, gostaria de possuir essa vida eterna? Te-la-á, se crer em Jesus Cristo. Você será salvo agora, salvo no viver, no morrer e no ressuscitar. Será guardado pelo poder infinito e pelo amor eterno de Deus. Confie sua alma a Ele e será então capaz de dizer com o apóstolo Paulo:
 "... eu sei em quem tenho crido, e estou certo de que é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia" (II Tim. 1:12).

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