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23 de jun de 2010

Tudo Começa Com Uma Escolha

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Gênesis 3:13
E disse o SENHOR Deus à mulher: Por que fizeste isto? E disse a mulher: A serpente me enganou, e eu comi.

Eva está sofrendo as conseqüências de uma escolha errada. O Senhor nos dá liberdade de escolha. Uma coisa que Ele não tira de nós é o livre arbítrio. Muitos homens na Bíblia tiveram a oportunidade de andar em santidade, mas escolheram outro caminho.
A primeira oportunidade que Deus deu ao homem foi a oportunidade de escolher. A primeira oportunidade de exercer influência, Eva deixou-se ser influenciada. Muitas vezes tomamos decisões por impulsos. Decidimos por algo que nos dá prazer por alguns momentos. O mundo está acostumado ao imediatismo: 3 minutos no micro-ondas para fazer uma pipoca. 14 minutos para uma lasanha. Outros tipos de refeição como sanduíches, saladas e até picanha você só precisa usar o telefone para pedir, o que você quiser.
Queremos alimentar nosso ego e corpo agora. Sentir prazer e nos satisfazer neste momento. Eva pensou apenas no momento, em satisfazer a fome da carne e sem pensar nas conseqüências de suas escolhas. Não pensamos nos prejuízos. A quem iremos ferir com nossas escolhas. Meu irmão, meu próximo, etc
A escolha de Eva trouxe conseqüências eternas para a Humanidade. Algumas escolhas nos fazem sofrer por muito tempo. Atos 16:31 escreve que toda a sua casa servirá ao Senhor. Se você está sentado nessa cadeira, nesta Igreja, você tem a oportunidade de mudar a história de muitas pessoas, a começar pela sua família. A sua perseverança, a sua escolha faz a diferença e mudará a história da sua casa. Quando você confia em Deus, Ele trata de resolver os seus problemas.
É tudo uma questão de escolha. Você pode pegar um porco que está no chiqueiro, dar banho, limpar os dentes, por talco e tudo mais. Mesmo fazendo tudo isso, se você soltar ele ainda voltará para o chiqueiro. A sua aparência pode não ser a de um porco, mas sua essência continua a mesma.
Você tem a oportunidade de voltar para o chiqueiro ou permanecer na presença de Deus. A nossa escolha muda o nosso futuro e determina os rumos da nossa vida. O que ouvimos influenciam nossas escolhas. Por isso, vigiem seus ouvidos. Há caminhos que parecem luz, mas que nos final são trevas e morte. Quantas vezes você decidiu ser dizimista e ofertante fiel. Você se levanta do seu lugar convicto do que precisa fazer. De repente, na TV, você ouve coisas que te fazem desistir de ser dizimista ou ofertante.
Eu confio na Palavra de Deus ou na mídia? As pessoas dirão: você é doido porque está dando dinheiro para pessoas. Jesus precisa ser o seu referencial de vida. Você então questiona: pastor, os caminhos de Deus não são fáceis. Realmente não são. Mas você precisa confiar no que a Palavra de Deus diz. A sua fé deve determinar suas escolhas.
Escolha o céu sobre o qual você viverá. O céu de Canaã ou do deserto. Mesmo no deserto, o povo de Deus não teve falta de nada. Por esse ponto de vista o deserto seria bom, mas é apenas para os medíocres. Você pode viver além da média.
Cuidado com o ambiente no qual você vive. Ele também influenciará suas escolhas. Nossas escolhas nos afastarão ou nos aproximarão de Deus. Apenas alguns caminhos o leva a Deus, outros não (João 14:6).
Deus faz acepção de pessoas? Não, mas de atitudes sim. Se eu tenho uma atitude de cumprir tudo o que está escrito na Palavra e viver em obediência, acontecerá como Deuteronômio 28. Bênçãos virão sobre minha casa e vida.
Ninguém pode fugir da escolhas. Sua palavra deve ser sim, sim ou não, não. Apocalipse 3 diz que deve ser frio ou quente. Ser morno significa ser vomitado pelo Senhor.
A escolha certa diminui sofrimentos e dores. Você pode abrir uma porta a pontapé ou usar uma chave. Na força do seu braço ou com a chave que Deus lhe dará para abrir todas as portas? O Senhor que entregar uma chave na sua mão, para que você abra todas as portas na sua vida.
Na existe amizade entre a santidade e pecado. Você saiu do deserto e está na terra prometida. Não é possível habitar em duas casas diferente. Ou você é quente ou frio, apenas um destino. Quando escolhemos a Jesus, somos transportados de um lugar para outro. Saímos do reino das trevas e somos transportados para o Reino de sua maravilhosa Luz.
Diante de uma escolha devo me lembrar da Palavra de Deus. Para qualquer atitude você deve buscar a palavra de Deus para a direção certa. Esaú trocou a sua benção de primogenitura por um prato de lentilha. Ele fez a escolha errada. Davi também pecou por causa da escolha incorreta quanto a Batseba. O pecado sempre cega o entendimento.
Daniel e seus amigos decidiram não comer da mesma comida do Rei. Deus os honrou por esta escolha certa. Lembramos de Pedro na madrugada fria após a crucificação de Jesus. Ele poderia ter ficado calado a falar coisas que não deveriam sair da sua boca. Judas escolheu um saquetel de 30 moedas de prata, uma mixaria em troca da vida de Jesus. Não é uma questão de valores, mas de atitudes.
Tudo começa por uma escolha. Sabe porque ministramos isso? Para que você possa responder a uma pergunta: quem é você? O que você tem feito para que Deus olhe para você? Será que temos conseguido tocar o coração de Deus? Isaias 42:16 diz que meu nome está gravado no coração de Deus.
A mulher que sofria de hemorragia tocou Jesus de uma forma diferente. Mestre, todos estão tocando o senhor, disseram os discípulos. Jesus sentiu que dele saíra virtude. Aquela mulher conseguiu parar Jesus. Você tem conseguido fazer Jesus parar durante a caminhada, com o seu toque? Quem é você para que Deus olhe para seu interior?
Isaias 59:2 diz que nosso pecado nos separa de Deus. Sua mão não está encolhida, nem seus ouvidos tapados, mas você está longe. Você tem dúvida de quem é você? Será que vou ou não? O que eu faço ou deixo de fazer? Vivemos uma vida inconstante.
Hoje eu amo o meu pastor, amanhã não. Hoje tenho convicção de minha fé, amanhã nem sei o que é isso. Hoje você fala como um homem de Deus, principalmente quando algo de bom acontece sobre você. Mas se no dia seguinte as coisas não dão certo, do jeito que você planejava, você duvida de tudo, inclusive de quem é Deus.
Muitas vezes sabemos o que fazer, mas não fazemos. Paulo diz isso, o que ele não queria fazer, ele fazia. Isso é caráter, personalidade, escolhas. Quem sou eu para que os filhos de Deus possam me ver você como referencial. Na sua vida não pode haver máscaras. Você não deve ser inconstante ou viver de fachada. Não será o carro, a maquiagem ou qualquer outra coisa que poderá cobrir o seu pecado. Não existem recursos ou mecanismos que escondam seus defeitos.
Quais escolhas você tem feito para que Deus paralise os céus e faça uma festa? As suas escolhas determinam sua personalidade e caráter. Você não pode ser uma pessoa Maria-vai-com-as-outras. Você tem convicção de quem você é em Deus? Ele sabe o que ele precisa fazer. E você sabe o que você precisa fazer?
Quando Eva foi influenciada pela serpente, faltou convicção de quem ela era. Você precisa perseverar em quem você é. As coisas não virão fáceis para que você dê o devido valor àquilo que Deus tem feito para você.
Em uma palestra de motivação, falava-se de um motivador cachorro e gato. Quero falar de um crente cachorro e um crente gato. Quando se fala mal do seu ministério, do seu pastor, do seu líder, algumas pessoas reagem como um gato: não defendem ninguém e não dão a mínima atenção. Um cachorro, até amarrado defende o seu dono. Quando você chega em casa, ele vem correndo para recebê-lo. Mesmo mandando-o embora, mais tarde você chamá-lo que ele virá contente e feliz. Um crente gato, não se alegra com nada nem ninguém. O crente gato diz, essa igreja deve estar com problema.
Cachorro não gosta da casa do dono. Ele gosta do dono. O cachorro segue o mendigo, que não tem casa ou destino certo. Ele está lá, feliz, do lado do dono. Devo parar de olhar para o lado e olhar para mim mesmo. Não posso me contentar com a média mais. Você é alguém que tem uma identidade: Jesus Cristo.
Gato anda em cima do muro, o cachorro não. Sai de cima do muro. Ou você está com Jesus e sabe quem você é, ou não. O Senhor pode olhar para você, seu caráter, sua personalidade e se agradar dele. Nossa preocupação deve ser agradar a Deus.
Jesus disse: Pai afasta de mim esse cálice, mas que seja feita a sua vontade em mim. Sempre faça a escolha certa: andar com Jesus e servi-lo. Esta é a melhor escolha da sua vida: Jesus.

 
 

O Médico Dos Médicos – (Sermão) - C. H. Spurgeon

/ On : 13:55/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.



















Domingo, 30 de Junho de 1878

"Jesus lhe disse: 'Eu irei curá-lo.'" (Mateus 8.7)

"Então disse Jesus ao centurião: 'Vá! Como você creu, assim lhe acontecerá!'" (Mateus 8.13).

O centurião de Cafarnaum é um exemplo para nós sobre uma questão que diz respeito ao dar generosamente. Esse bom soldado se importava com os enfermos, ansiava pela recuperação do seu servo paralítico. Todo empregador deve se interessar com simpatia pelos seus empregados quando estiverem doentes, mas, em alguns casos, isso não ocorre. "Se não conseguirem dar conta do serviço, precisarão ser demitidos"; esta, com frequência enorme, é a linguagem usada para falar deles, e eles são tirados da casa tão logo isso seja possível. Não digo que os patrões e as patroas sejam cruéis, mas lamento que alguns deles não sejam nada gentis. Entre as pessoas religiosas, a bondade com o próximo deve ser tão manifestada quanto a devoção a Deus. O centurião fizera tudo quanto lhe era possível para beneficiar religiosamente o povo entre o qual morava, pois os líderes religiosos dos judeus disseram: "Ele ama a nossa nação e construiu a nossa sinagoga." No entanto, o centurião combinava, juntamente com o desejo de beneficiar a alma, um desejo sincero pelo bem-estar do corpo; e isso ficava aparente no interesse que dedicava ao seu criado pessoal, ou "filho". Deus juntou o corpo com a alma, e não deve haver separação entre os dois em nossos atos de caridade.

A compaixão deste capitão com seu criado que sofria foi demonstrada por sua atuação prática. Não disse que tinha pena dele, para então sair para a sala de guarda e se manter longe do jovem enfermo; nem ficou parado para observá-lo na sua dor, para ver como passaria, mas entrou em ação e saiu para reunir os líderes religiosos da cidade, e chamou seus amigos escolhidos: na realidade, fez o círculo inteiro dos seus conhecidos sentir pena pela enfermidade do seu criado particular. Em seguida, enviou esses líderes religiosos e amigos ao melhor médico daqueles tempos, e acho que ele mesmo os seguiu a distância: empregou os meios mais seguros que estavam ao seu alcance e apelou a Cristo, a quem ninguém nunca apelou em vão. Pela atitude do centurião, entendo que não devemos nos satisfazer com amarmos o nosso povo e construir sinagogas para eles, mas também devemos construir hospitais e dispensários. Procurem pregadores para eles, certamente, mas também procurem cirurgiões. Não devemos nos esquecer da alma, mas também devemos nos lembrar de que a alma habita num corpo passível de muitas enfermidades. É possível alguém se tornar um pouco espiritual demais, tão espiritual a ponto de fazer sumir como espírito o próprio espírito do cristianismo. Deus nos conceda graça para termos a mesma terna consideração da humanidade sofredora que esse centurião tinha, e provavelmente seremos assim se tivermos a mesma fé forte e humildade profunda dele.

Nosso Senhor também, em nosso texto, nos oferece um exemplo, que pode pleitear conosco em favor dos hospitais hoje; pois ele estava aqui cumprindo a missão sublime da nossa redenção, mas não considerava seu propósito divino prejudicado em nada pela sua ocupação contínua de curar enfermidades. Durante três anos, ele andou pelos hospitais: vivia o dia inteiro numa enfermaria; e, em certa ocasião, todos deitavam os enfermos ao seu redor, nas ruas, e a cada momento o mal físico, de uma ou outra forma, surgia em seu caminho. Ele estendia a mão, ou falava a palavra, e curava a todos os tipos de doenças. O Senhor fazia isso de bom grado, pois fazia parte da sua obra vitalícia. "Eu irei curá-lo", disse ele, pois era médico com uma clínica constante, e estava sempre pronto para visitar o paciente. "Ele andava praticando o bem", e em tudo isso Jesus deixava os seus saberem que pretendia abençoar, não uma única parte do homem, mas a totalidade da nossa natureza, e que levava sobre si mesmo, não somente os nossos pecados, mas as nossas enfermidades. Jesus pretende abençoar o corpo também juntamente com a alma; e embora tenha deixado, pelo tempo presente, nosso corpo muito sujeito ao poder da enfermidade, porque ainda "o corpo está morto por causa do pecado, mas o espírito está vivo por causa da justiça" (Rm 8.10), ele prenuncia sua ressurreição nos seus milagres de cura; quando ele nos ressuscitar perfeitamente curados, e os habitantes já não dirão: "Estou doente." Cada membro restaurado, cada olho aberto, e cada ferida sarada é um sinal de que Jesus cuida da nossa carne e sangue, e significa que o corpo compartilhará dos benefícios da sua morte numa ressurreição gloriosa.

Assim como na vida de nosso Senhor seus ensinamentos sempre estavam ligados à cura, ele quer que as igrejas também se interessem profundamente pelas aflições físicas do povo como por suas necessidades espirituais. Seria lastimável se se considerasse que a benevolência está separada do cristianismo, porque até agora a coroa da fé em Jesus tem sido o amor aos homens; é, realmente, a glória do cristianismo que, onde ela penetrar, levanta prédios totalmente desconhecidos ao paganismo - hospitais, asilos e outras habitações de caridade. O gênio do cristianismo é compaixão pelos pecadores e por aqueles que sofrem. Que a igreja sirva para curar, assim como seu Senhor; se ela não pode derramar poder a partir de um toque na orla da sua veste, nem "dizer uma palavra" para afugentar a enfermidade, que ela esteja entre os mais dispostos a ajudar em tudo quanto possa aliviar a dor ou mitigar a pobreza. Assim deve ser porque "conforme Jesus era, assim somos nós no mundo". Ele nos disse: "Assim como o Pai me enviou, assim envio vocês." Não podemos ser diligentes demais no estudo do seu caráter, pois ele nos deixou um exemplo para seguirmos seus passos. Uma vez que não conseguimos praticar a arte da cura, vamos apoiar totalmente aqueles cujo tempo inteiro é dedicado a ela, a fim de que possam, sem salário nem recompensa, cuidar dos doentes pobres; e que ninguém entre nós seja mesquinho quanto os cegos, os paralíticos e os mancos clamam a nós, conforme clamaram ao nosso Mestre na Antiguidade.

Agora, passando para um assunto de teor espiritual, pensemos no desenvolvimento da fé do centurião e, com isso, na manifestação crescente do poder de nosso Senhor. Ambos podem ser vistos nessa narrativa.

Parece claro que o centurião ouvira falar de Cristo; talvez a cura da filha do chefe da sinagoga o convencera de que Jesus é o Messias. O centurião frequentava a sinagoga. Não nos ocorre pensar que o homem que edificara a sinagoga não a frequentasse; e ali aprendera a respeito do Messias Vindouro, anunciado pelos profetas e esperado pelos santos. Esse Ungido realizaria maravilhas entre a raça humana, principalmente milagres de cura. Assim, concluíra que Jesus era o Cristo, e acreditava que ele tinha poder salvífico para curar seu servo doente.

O primeiro resultado prático foi, com humildade, enviar os líderes religiosos com o pedido urgente de ir curá-lo. Acreditava que Jesus, se estivesse presente, restauraria o jovem moribundo. Pensara a respeito do caso, e sua fé chegara à altura daquela de Maria e Marta, quando disseram: "Senhor, se estivesses aqui meu irmão não teria morrido." Com efeito, ele disse: Se tu queres vir para cá, grande Mestre, meu servo não morrerá. Foi por isso, exclamou: "Vem curá-lo." Observem que a resposta de nosso Senhor foi exatamente proporcional à medida de fé contida na oração; Jesus disse: "Eu irei curá-lo". "Tu dizes: vem curá-lo; eu respondo, irei curá-lo." Até esse ponto, é tudo bem lógico; mas a fé do capitão deve ser examinada a uma luz ainda mais clara. Ficou considerando o caso mais profundamente, e sua humildade o leva à convicção de que não deve esperar que Jesus fosse à casa dele. Por que o capitão incomodaria o Mestre a ponto de este deixar a multidão e cessar de pregar, a fim de ir atender aquele criado? Arrepende-se de ter pedido semelhante visita; sente-se indigno de hospedar uma pessoa tão santa e tão grandiosa, e, por isso, enviou seus amigos com a máxima pressa para apresentar seus humildes pedidos de desculpas, e pedir ao Mestre que não viesse. Ao mesmo tempo, progrediu na sua fé no poder de Cristo, pois diz, com efeito: "Não há necessidade da tua chegada pessoal; é só determinar, meramente falar a palavra, e a cura será realizada. Pois eu também sou homem sujeito a autoridade, derivo autoridade por estar sujeito a ela, e só preciso mandar um soldado ir, e outro vir, e cumprem a minha vontade. Não tenho necessidade de executar pessoalmente a minha vontade, pois a minha vontade governa a minha tropa, e cada homem está desejoso de cumprir as minhas ordens. Portanto, grande Mestre, fica onde estás, continua nos seus outros trabalhos, e só determina abençoar-me, e isso bastará; teu desejo será cumprido sem falta. Ó grande Imperador de todas as forças do universo, ordena que tuas águias triunfantes voem nesta direção, e o inimigo desaparecerá de diante de ti." Aqui havia uma fé crescente, e lado a lado com ela havia uma manifestação mais clara do poder do Mestre. Nosso Senhor Jesus determina, ali mesmo, e no mesmo instante, que o poder da cura partisse dele; ele não dá mais um passo em direção à casa onde jaz o paciente paralítico, mas, pelo contrário, volta seus passos, e, cumprindo o desejo do centurião, vai embora; no entanto, o milagre já é operado, o jovem paralítico se levantou da cama, o coração do capitão se alegra, e aqueles que foram pedir a bênção a Jesus ficam em pé na casa, para louvar ao Senhor. Tocados por reverente temor pela proximidade tão manifesta do dedo de Deus, o que poderiam fazer, senão bendizer a Deus que visitara o seu povo?

A narrativa é essa, e ela comprova que nosso Senhor Jesus é onipotente no mundo físico. Ele pode fazer o que quer, e, embora nos tempos presentes não apelemos a ele por curas milagrosas, seria melhor confiarmos mais nele quanto a isso, posto que todo o poder que reside na medicina e a totalidade da perícia que se acha nos médicos somente são eficazes mediante a sua terna misericórdia. Sabemos, no entanto, que nosso Senhor é onipotente no mundo moral e espiritual; e nesses âmbitos ele demonstra hoje suas proezas mais sublimes de poder e de sabedoria. Vamos pensar a respeito disso, e que o Espírito Santo torna esse meditação proveitosa para nós!

I. A primeira coisa a considerar é a perfeita disposição de nosso Senhor Jesus para realizar obras de misericórdia. O centurião se importava com o seu empregado, assim como vocês e eu hoje nos preocupamos com certas pobres almas que jazem paralisadas no pecado. Lastimamos por elas e, se pudéssemos curá-las, estaríamos dispostos a qualquer abnegação ou sofrimento. Se pudéssemos levar nossos vizinhos a Cristo, seria a máxima alegria para nós; suas almas que perecem são para alguns entre nós como uma pedra enorme, um fardo pesado para carregar. Como podemos suportar vê-los morrer? A massa dos trabalhadores em nosso redor e a maioria dos nossos vizinhos ricos estão debaixo do poder do iníquo. Para eles, as coisas visíveis são os únicos objetos dos seus pensamentos. Não querem levar em conta o evangelho de Cristo, ou a eternidade, ou o juízo, ou o céu, ou o inferno. Os privilégios que nosso país possui tão amplamente são tratados como se não tivessem o mínimo valor: os domingos, as Bíblias, o evangelho, e o trono da graça são desprezados. Isso é realmente lastimável! Irmãos, nós devemos recorrer a Jesus no tocante a essa situação ruim, e poderemos ser ajudados a fazer isso se pensarmos agora na sua grande disposição para abençoar um empregado ou filho, ou qualquer outra pessoa que levamos diante de Jesus em oração.

Perceberemos aquela boa disposição se notarmos, em primeiro lugar, que ele não levantou objeções contra as petições que os líderes judaicos apresentavam em favor do centurião, embora devessem ser pouco agradáveis à sua mente. Disseram: "Este homem merece que lhe faças isso": não era o estilo certo de pleitear com aquele que veio salvar os perdidos e abençoar os que nada merecem na sua livre graça. Os líderes religiosos disseram: "porque ama a nossa nação e construiu a nossa sinagoga" (Lc 7.6), e assim por diante. Os pobres coitados estavam se esforçando ao máximo e usando o tipo de argumento que sustentava suas próprias esperanças. Nosso Senhor levou em consideração o espírito da intercessão deles, mais do que a forma na qual a apresentaram; e embora a petição, que tanto ressaltava o mérito humano, pudesse muito bem lhe ter dado ensejo para dizer: "Fiquem quietos, pois vocês estão estragando o caso, em vez de ajudarem", nosso Senhor estava tão bem disposto que não levantou nenhuma objeção. À distância, Jesus interpretou o coração do centurião e percebeu que os intercessores desse bom homem estavam representando erroneamente as suas opiniões e os seus sentimentos. A última coisa no mundo que o soldado modesto teria pleiteado seria o merecimento pessoal. Suas próprias palavras eram: "Não sou digno." Se ele soubesse que seus intercessores falariam dessa maneira, nunca teria permitido que falassem em favor dele. Se o centurião estivesse ali, teria dito: "Suas palavras me cortam profundamente, pois não sou digno. Não posso me jactar do pouco que consegui fazer. Não fiz nada mais do que deveria ter feito. Não falem desse modo ao meu Senhor." Jesus, porém, estava tão disposto a ir que suportou o mau jeito dos líderes religiosos, e respondeu, diante do pedido deles: "Eu irei curá-lo." Irmãos, é muito provável que vocês e eu cometamos erros igualmente grandes quando oramos; imaginamos que estamos orando corretamente, mas não sei o que nosso Senhor pensa das nossas orações. Talvez, muitas vezes, ele tenha de selecionar, entre os erros dos nossos lábios, a intenção do nosso coração; mas ele está tão disposto a nos abençoar, que se houver, em primeiro lugar, uma mente disposta, nossa oração não deixará de ser atendida, pois Jesus se regozija em atender toda oração que busca cura para as almas adoecidas pelo pecado.

A boa disposição de Jesus é vista, ainda, no fato de ele tão alegremente atender à primeira oração na forma em que foi colocada. Rogaram-lhe que ele "fosse curar" aquele criado. Ora, não era essa exatamente a melhor forma para fazer o pedido, e certamente não era aquela que se recomendaria aos pensamentos mais maduros do centurião. Por que Jesus iria? Ele conseguiria curar o paciente sem sair do lugar. Não havia uma medida considerável de incredulidade na oração dos líderes religiosos? Entretanto, nosso bendito Mestre aceitou a oração exatamente como foi proferida e parecia dizer: "Veja a medida da sua fé, e lhes darei a bênção conforme vocês são capazes de recebê-la." O Senhor é muito generoso ao condescender às nossas capacidades; e se ele sempre agisse de acordo com seu próprio padrão divino, ficaríamos grandemente ofuscados, mas teríamos medo de nos aproximar dele. Ele, com condescendência, deixa de lado o esplendor da sua majestade, a fim de agir e falar conosco segundo o modo dos homens, e então vemos a doçura da sua graça voluntária e a alegre disposição do seu espírito para nos fazer o bem. Se não conseguimos receber uma bênção de qualquer outra maneira do que num estilo tipo "segunda classe", ela nos será dada de um modo que nos capacita a recebê-la; já que a nossa fé não consegue progredir mais além, ele operará a maravilha de uma maneira que nosso modo fraco de pensar possa conceber e pedir e receber. Oh, que amigo disposto temos em Cristo! Ele encurva os céus e desce, e se encontra com os fracos na fraqueza dele, e com os débeis na debilidade dele; e atende às orações, não somente segundo as riquezas da sua glória, mas também segundo a pobreza da nossa insuficiência.

Quando o centurião enviou uma nova comitiva dos seus melhores amigos, para dizer ao Mestre: "Senhor, não te incomodes, pois não mereço receber-te debaixo do meu teto,"nosso Senhor não colocou defeito na mudança de oração. Algumas pessoas teriam dito: "O que é que você quer? Primeiro, eu devo ir, e quando estou quase chegando ali, alguém vem ao meu encontro com um pedido para eu não ir, o que significa isso? Isso é falta de respeito, e não irei mais." Nosso meigo Jesus não falava assim. Nada disso! Essa linguagem pode proceder de você e de mim, pois somos tão grandes em nossa própria estima, mas não da parte de Jesus, pois ele é tanto mais grandioso do que nós. Ele não pensava em si mesmo, nem na sua própria dignidade. Imitemos o espírito meigo e calmo dele. Quando vocês estiverem tentando praticar o bem, terão de mudar o rumo por causa das venetas daqueles a quem vocês procuram beneficiar. Vocês descobrirão que, quando fizerem o que as pessoas lhes pedirem, elas não ficarão satisfeitas; muitos adultos são semelhantes a crianças doentes, que sempre estão de mau humor e queixosos. Devemos ser indulgentes com esses pobres corações, assim como nosso Senhor o era. Ele estava tão disposto a abençoar que parecia dar carta branca àqueles que lhe pediam alguma coisa: "Sim, você receberá a benção de qualquer modo que você quiser, para que você seja capaz de recebê-la. Será dada a você de conformidade com sua fé." Nosso Senhor adaptava seus movimentos sem pressão, e iria até a casa, ou não, dependendo de como a fé do centurião o levasse a orar. Bendito, eternamente bendito, seja nosso muito glorioso Senhor, que nunca se cansa de nós, nem se ofende com nossas mudanças infantis.

A disposição do Salvador para abençoar o criado desse centurião ficou bem manifesta no fato de ele não imputar o centurião um motivo errado quando este lhe pediu que refreasse de visitar a casa dele. Nosso Senhor não desconfiava assim. Ele sabia demais, tanto a respeito do mal do homem quanto a respeito da sinceridade das pessoas às quais outorgava a sua graça, para suspeitar e para interpretar com severidade. A ignorância e o egoísmo são desconfiados, mas o amor não pensa mal. Se existirem duas maneiras de interpretar uma frase, meus irmãos, e uma é melhor do que a outra, sempre a interpretem do modo mais generoso possível, se puderem. Nunca coloquem interpretações severas nas palavras e ações. Você e eu poderíamos ter dito na situação diante de nós: "Vocês percebem que ele não me quer na sua casa luxuosa. Ele é um centurião e tem a si mesmo no mais alto conceito, e eu estou usando vestes pobres, e por isso, ele não me quer na sua vila, para ser uma vergonha nos seus salões. Ele é um capitão, um homem de autoridade, com soldados que se sujeitam a ele, seu orgulho proíbe minha aproximação, e por isso não vou querer nada com ele." Mas não, pensar tão amargamente não estava no coração do Mestre, mas, assim como no início ele dissera "Eu irei curá-lo", assim também, quando a humildade genuína pede que ele não venha, ele volta para trás, sem deixar da realizar o milagre. Irmãos e irmãs, nosso Salvador condescendente deve estar bastante disposto a abençoar os homens, pois ele aceita a intenção verdadeira das suas orações, ao passo que outros adotariam uma interpretação severa. Não tenham medo de aproximar-se dele, por mais indignos que vocês sejam, pois ele atribuirá o melhor sentido às suas petições incoerentes, e as interpretará sempre de modo vantajoso para vocês. Os discípulos dele podem criticar severamente uns aos outros, e podem criticar vocês, mas não foi no convívio com ele que aprenderam palavras duras.

Cristo não objetou em nada à comparação que o centurião fez. Disse o centurião: "Eu também sou homem sujeito à autoridade." Se você lesse aquela expressão com óculos escuros, poderia fazer muita malícia com ela. Um implicante poderia dizer: "Como ele ousa comparar-se com o Filho de Deus, mesmo por um só momento? Como ele pode tirar um paralelo no qual ele é um dos lados, e o bendito Senhor, o outro? Que impertinência!" Irmãos, nosso Senhor não era nenhum crítico. Não; entre aqueles que põem defeito, vocês nunca vêem o Cristo de Deus. Quando ele está lidando com pessoas sinceras, não põe defeitos, não enxerga maus motivos, nem ressalta erros. O centurião não pretendia que sua metáfora fosse uma equivalência literal, e o Senhor não lidou com ele como se ele tivesse essa intenção. Muitas vezes, nós sofremos esse modo de ataque, mas nunca da parte de nosso Mestre, nem daqueles que o imitam. Ele captou a intenção da ilustração do centurião e a admirou; pois realmente era uma idéia grandiosa e bela, expor nosso Senhor Jesus como o grande Imperador do universo, cuja autoridade governa todas as coisas, e diante de cuja mínima palavra cada força, quer seja boa, quer seja má, certamente presta obediência. Demonstrou ter avaliado Cristo corretamente, e o entronizou, conforme ele deve estar entronizado, no lugar da soberania e poder ilimitados. Por isso, o Mestre não discordou de nada do que o centurião disse. Pelo contrário, fora feita a oração para que o criado fosse curado, e a oração foi atendida: tinha sido exercida aquela fé que cria que Cristo podia curar, e aquela fé foi honrada. Nosso Senhor fez exatamente aquilo que a oração pediu da parte dele. Veio, quando foi pedida a sua vinda; parou, quando lhe foi pedido que parasse. Falou a palavra quando lhe foi pedido que falasse a palavra; curou quando lhe foi pedida a cura. Em todas as coisas, cumpriu totalmente os pedidos do centurião para demonstrar seu entusiasmo bem disposto para beneficiar o jovem que sofria e para atender a oração do patrão desse criado. Venham, portanto, caros amigos, nós podemos ter total certeza da compaixão de nosso Senhor, embora não estejamos orando a respeito de um jovem doente, mas pleiteando em favor dos nossos vizinhos pecaminosos. Ele ama os pecadores mais do que nós os amamos, porque eles custaram a ele muito mais do que já custaram a nós, mesmo que tenhamos passado noites de vigília e oração em favor deles. A Cristo, o Pai confiou a obra de salvar os perdidos, e seu zelo para cumprir essa obra nunca diminui; e, por isso, podemos ter a certeza de que nossos rogos e nossos esforços tocarão acordes afins no coração dele.

II. Em segundo lugar, um tema igualmente interessante está diante de nós na capacidade consciente de nosso Senhor. Vocês já viram sua perfeita disposição; agora contemplem seu poder ilimitado. Não sei como isso afeta a mente de vocês, mas aquela frase dos lábios de Jesus - "Eu irei curá-lo" - tem em si, para minha alma, uma majestade estranha. É a palavra de um rei, na qual há poder. Talvez as palavras mais majestosas já pronunciadas sejam "Haja luz"; tão logo foram ouvidas, as trevas eternas fugiram, e houve luz; mas, por certo, as palavras da segunda frase não são secundárias na grandeza; seu som é tanto a voz do Senhor quanto aquela que dissipou as trevas primevas: "Eu irei curá-lo." No entanto, essas palavras reais e poderosas foram faladas com toda a naturalidade; nosso Senhor Jesus não ficou deliberando, mas a palavra da cura fluiu dele tão naturalmente como o perfume sai das flores. "Eu irei curá-lo" é uma declaração resoluta, verdadeira, clara, compreensível e, para ele, natural e corriqueira, posto que ele não ficou nem um pouco perplexo com esse caso intricado. Qualquer outro médico teria sentido certa perplexidade. O caso é descrito como o de um paralítico, porém "em terrível sofrimento". Como poderia ser assim? A paralisia dificilmente está relacionada com dores agudas. Ela provoca a insensibilidade e assim elimina as sensações. Alguns intérpretes acham que a enfermidade deve ter sido uma forma de tétano, mas o tétano não é mencionado em nenhum dos relatos. Tratava-se de uma paralisia, porém ele estava "em terrível sofrimento". Não sei nada a respeito, mas já li que existe um período em que a paralisia pode se transformar em apoplexia, que deixa o paciente sofrer agonia extrema. Se for assim, isso talvez explique o mistério. No entanto, embora o caso deixasse muita gente perplexa, não foi mistério para o Senhor Jesus, pois ele disse: "Eu irei curá-lo." Ora, meus companheiros no ministério, vocês e eu não temos muitos casos que entram no nosso caminho, que põem à prova a nossa experiência e nos deixam sem jeito? Durante essa semana, tive de lidar com várias pessoas tentadas que me deixaram sem jeito, ou pelo menos eu teria me sentido assim se não tivesse emprestado recursos da parte do Senhor. Algumas experiências são como uma meada emaranhada, e não conseguimos seguir o fio, e quando o seguimos um pouco, nossa recompensa principal consiste em nós e embaraços. Vejam como Jesus varre para longe todos os debates com "Eu irei e o curarei". Jesus compreende todos os fenômenos complicados da enfermidade humana, e sua palavra poderosa abre caminho para si ao longo de todo o labirinto da experiência humana; imperturbável, e totalmente sem demora, a energia eterna entra na alma, pois Jesus diz: "Eu irei e o curarei."

Nem mesmo a extremidade do caso desanimou Jesus, porque esse pobre homem estava a ponto de morrer, assim nos conta Lucas, à beira do falecimento, porém Jesus diz: "Eu irei e o curarei." Para Jesus, não importa qual a etapa alcançada pela enfermidade. Um médico comum sacudiria a cabeça e diria: "Ah, você deveria ter me mandado buscar antes. Eu poderia ter feito alguma coisa antes, mas agora o mal já está além da possibilidade de qualquer ajuda humana." As pobres almas nunca estão além do alcance do Médico divino, e assim ele fala, sem nenhuma dúvida: "Eu irei e o curarei." E mesmo que o paciente tenha morrido, Jesus poderia ter dito e feito a mesma coisa. "Eu irei e o curarei" são palavras que servem para todas as emergências. Amados, nunca cessemos de esperar com oração, porque as pessoas em favor das quais pleiteamos são pecadores tão grandes e horríveis e avançadas no crime. Enquanto essas pessoas não estejam literalmente no inferno, vamos crer com firmeza que Cristo possa salvá-las; e, realmente, se conseguirmos crer em nosso grande Salvador com fé poderosa, e ainda o ouviremos dizer, a respeito de muitos réprobos e marginalizados: "Eu irei e o curarei."

Observo, ainda, que nosso Senhor fala dessa cura como questão bem corriqueira, pois sua linguagem é do tipo que os homens empregam quando sabem que estão perfeitamente capacitados na sua obra, e conseguem realizá-la tão logo é posta diante deles. Alguém pede que um artífice venha consertar uma fechadura ou uma janela, e este responde: "Sim, virei cuidar dela." Assim, ele quer dizer que consegue fazê-lo, que está bem dentro da sua competência, e que é tão fácil para ele quanto ir até lá. Da mesma maneira, nosso bendito Mestre pode salvar um pecador tão facilmente quanto o seu Espírito pode chegar àquele pecador, e todos sabemos que seu Espírito é um Espírito livre, e que ele, assim como o vento, sopra onde quer. Jesus poderia ir à casa do centurião, e poderia curar facilmente. "Eu irei e o curarei"; a obra é bastante simples para o Redentor divino, para quem nada é impossível. Nenhuma enfermidade do pecado pode desconcertar o Salvador, nem sequer lhe custar um esforço especial para expulsá-lo. Olhem para ele, confins da terra, e comprovem para vocês mesmos que ninguém está além do alcance da sua misericórdia. Que todos aqueles que me escutam hoje experimentem assim o seu poder para curar!

Quanto ao método do procedimento, nosso Senhor no seu poder consciente trata o modo de operar como questão de indiferença. Ele concede a primeira petição da maneira que lhe foi apresentada, e irá curar o paciente; mas quando lhe é pedido que não venha, ele diz, com a mesma boa disposição: "Seja feito segundo a sua fé." Ele podia curar igualmente de longe como de perto. Presente ou ausente, era a mesma coisa para ele. Um toque, uma palavra, um pensamento podiam fazer tudo quanto era necessário. Era assim, e continua sendo assim, porque nosso bendito Senhor salva de todas as maneiras os pecadores. Podem salvá-los nossos assentos da igreja, ao escutarem a pregação que ouviram tão constantemente, ou podem encontrá-los quando estão a sós num quarto, lendo um livro piedoso; ou pode alcançar seu coração mediante uma palavra amorosa falada enquanto caminham com um amigo. Em certos casos, ele chamou os homens pela sua divina graça quando estavam em pleno caminho do pecado, ferindo-os com flechas secretas quando se sentiam à vontade e seguros no serviço do diabo, numa situação em que nenhum "meio da graça" (como os chamamos) estava presente, porém, os pecadores senti-ram-se aflitos no seu coração e se voltaram para Deus pela influência celestial do Espírito, que permanece sendo o milagre supremo da aliança presente. Saulo de Tarso não estava de joelhos em oração, mas se apressando para derramar sangue inocente, porém o Senhor o humilhou e o levou a buscar a salvação. Amados, nosso Senhor sabe como alcançar pessoas inacessíveis; elas podem excluir a nós, mas não podem excluir a ele. Isso deve nos encorajar muito ao intercedermos em favor das almas que estão fora do alcance usual da nossa atuação. Quando intercedemos com Jesus, não desejemos nunca limitá-lo aos modos e às maneiras da nossa própria escolha, mas deixemos por conta dele o método da salvação.
Jesus estava tão consciente do seu próprio poder que nunca vemos nele uma expressão de espanto, nem a menor manifestação de surpresa quando sua vontade é cumprida, ou quando é realizado um milagre notável. Não, mas realmente se maravilhou com a fé do centurião e, em outra ocasião, maravilhou-se diante da incredulidade do povo. Para Cristo, não é motivo de surpresa que ele salva os pecadores, pois ele tem o hábito de assim fazer, e ele é tão capacitado para fazê-lo. Vocês e eu nos maravilharemos e, durante toda a eternidade, declararemos essa maravilha, cantando com enlevo e surpresa a benignidade de Cristo Jesus e o seu poder de perdoar; mas, para ele, não é nada maravilhoso. É quase inconscientemente que dele sai poder, pois ele está tão cheio de poder que pode abençoar por todos os lados, e quase nem tomar consciência disso. Assim como o sol brilha ao norte, ao sul, a leste e a oeste, sem nunca estranhar seu próprio brilho; ou como uma fonte emite suas gotas cintilantes, e nunca pára a fim de se admirar ou de se maravilhar diante de seu próprio fluxo brilhante, assim Jesus pronta e facilmente, a partir da sua própria natureza, dissemina o perdão e a salvação por todos os lados. Ele se maravilha diante da nossa fé, e se maravilha ainda mais frequentemente da nossa incredulidade, mas, para ele, seu próprio poder não é mesmo assunto para lhe causar espanto. Amados, quero que vocês guardem com firmeza este pensamento, se puderem, e rogo-lhes que o entesourem no coração - que Jesus Cristo é incomensuravelmente poderoso para salvar. Nós nem cremos em metade disso; pensamos que sim, mas nem sequer cremos numa décima parte, pois quando nos encontramos com um caso um pouco difícil, ficamos desesperados e dispostos a desistir. E nós logo abandonamos as pessoas desesperadas em sua melancolia; queremos evitar homens e mulheres melancólicos; desejamos nunca os ter visto, em vez de sentirmos fé suficiente para alcançar a situação deles, e de intercedermos pela fé até os vermos felizes em Cristo. Caso encontremos um blasfemador horrível, ou quem vive na imundície, ou um beberrão, como se estivéssemos na terra dos monstros, ao passo que em tais casos nosso Senhor se sente bem à vontade, e devemos orar mais a respeito de tais pessoas, e estar mais confiantes de que o evangelho tem o propósito de solucionar seus males mais graves. Não existe um grande Salvador para os grandes pecadores?

III. Vamos encerrar com um tema igualmente interessante e de grande valor prático. Já falei da boa disposição de nosso Senhor e do seu poder; agora, veremos o método permanente do nosso Senhor Jesus.

O primeiro método mencionado aqui foi "Vem curá-lo". Naqueles tempos, Jesus andava pelos arredores praticando o bem, mas ele agora não outorga sua presença corpórea, nem dá sinais físicos de ficar perto de uma pessoa.

Se alguém nos disser: "Olhem aqui" ou "olhem ali", não acreditemos nessa pessoa, pois Jesus não está agora fisicamente presente na Terra; ele subiu às alturas. Não oramos agora "Vem curá-lo" no sentido de esperar uma visão ou revelação de Cristo segundo a carne àqueles que amamos. Nossa esperança é que ele virá, algum dia, pela segunda vez, e curará as enfermidades deste pobre mundo, mas até então, não o conhecemos segundo a carne, nem procuramos um aparecimento pessoal. O outro modo, permanente, da atuação de nosso Senhor foi que ele falasse a palavra, e assim, realizasse a cura. "Dize apenas uma palavra, e o meu servo será curado." Esse é o método de nosso Senhor hoje, e no decurso de toda a presente aliança. O poder de Jesus para curar não é visto na sua presença pessoal, mas pelo poder da sua palavra como resposta à oração da fé. Esse, a partir de então, é seu método fixo e permanente de curar: a palavra tornada eficaz mediante a oração da fé. Ora, quero que vocês notem que esse modo de operação é externamente semelhante ao modo usual e natural de o Senhor exercer seu poder na natureza e na providência. Embora seja claramente uma das formas mais sublimes da ação sobrenatural, talvez não pareça assim à primeira vista. Vejam o seguinte: quando Jesus fica em pé ao lado de um leito de enfermidade, inclina-se sobre a criança doente e toca na sua mãozinha, e a criança é curada, o ato é notável, e é um grande milagre; mas não parecerá, a vocês, ser uma demonstração ainda maior de poder (se fosse possível) quando Jesus fica distante, sem visitar o enfermo, nem sequer falar de modo audível no quarto escuro, porém sua simples vontade consegue vivificar e restaurar a saúde? É uma demonstração muito clara do poder divino, não é verdade? É a cura pela vontade, ou por uma única palavra, da parte de Cristo. No entanto, por algum motivo, não parece tão impressionante, de alguma forma, para os olhos semi-abertos quando estes olham do ponto de vista mais geral; pois é exatamente assim que o bom Deus está operando todos os dias na natureza e na providência, realizando seus propósitos mediante a sua vontade silenciosa, e por aqueles ecos da sua voz na Criação, que ainda permanecem entre nós. Quando, faz pouco tempo, os campos de vocês estavam destituídos de plantas, e seus jardins, desolados, se o Senhor tivesse surgido repentinamente na glória inspiradora de reverente temor, e forçado a neve e o gelo a fugir diante dele, e depois, com mão benigna, tocasse nos vales e nas colinas, e os cobrisse de relva e de trigo, vocês teriam exclamado: "Esse é um grande milagre"; mas, na verdade, trata-se de uma demonstração de poder igualmente grande, quando a ação é levada a efeito, mesmo através de processos menos ofuscantes. A vontade do Senhor transforma as turfas do vale em exército de espigas de trigo e de flores de trevo; sua vontade silenciosa avermelha os cachos da videira e amadurece as frutas do jardim; essa não é também uma maravilha do poder? Mesmo quando o Senhor não surge montado nas asas dos querubins, nem fala frases audíveis de comando, a energia secreta da palavra eterna está sempre surgindo para nos dar estações da sementeira e da colheita, do frio e do calor. Qual forma mais divina de milagre deve ser desejada? Acredito que quando nós alcançarmos a posse de uma fé plenamente desenvolvida, perceberemos que estamos cercados diariamente pela onipotência de Deus, e consideraremos toda mínima folha de capim, com o inseto que nela se balança, e a gota de orvalho que a enfeita, como sendo uma manifestação tão clara do dedo de Deus, como quando o Nilo se transforma em sangue, ou o pó do Egito se transforma em moscas. Para o crente, os milagres não cessaram, pois o decurso comum da natureza enxameia com eles.

O poder da palavra como resposta à oração da fé é, agora, o modo de nosso Senhor abençoar, e esse método se adapta com exatidão à vontade da verdadeira humildade. A humildade diz: "Não sou digno que Deus faça alguma coisa que atraia a atenção para mim ou que me faça parecer mais honrado do que outras pessoas." A alma humilde ouve falar de alguém que foi salvo mediante um sonho ou de uma visão, e acha que não é digna de ser assim favorecida. Não, meu amigo, você não precisa desejar tal coisa, pois a palavra do Senhor basta, e essa palavra está perto de você neste momento, na sua boca e no seu coração, basta você escutar e você viverá. Se eu estivesse orando em favor da conversão de um pecador, eu me sentiria prejudicado pela minha própria indignidade se acreditasse que a salvação precisasse de uma manifestação física do meu Senhor ou de alguma demonstração extraordinária de poder diante dos olhos dos homens; mas se meu Senhor quer salvar mediante a sua palavra somente, então me aventuro a pedir com confiança. Aqui não há desfile de poder, mas a energia divina calma, e nisso se deleitam os mansos da Terra.

Tenho certeza de que este modo agrada a fé mais do que qualquer outro. Quem dera que o poder da palavra seja demonstrado neste momento! Ó meu Senhor, como desejo da tua parte que tu salves milhares de pessoas, e eu ficarei alegre se isso fosse feito sem a minha participação, e sem a de qualquer dos teus servos, se apenas o Senhor falasse uma palavra e por meio do Espírito Santo levasse uma nação a nascer num só dia! Certos crentes professos anseiam ardentemente por um grande rebuliço; não querem crer que o reino de Deus está prosperando, a não ser que milhares entrem às multidões em nossas assembléias, e a não ser que impere grande excitação, e todos os jornais estampem o nome de pregadores famosos. Gostam tanto mais se ouvirem falar de pessoas sendo levadas a ter crises durante as reuniões, ou lerem a respeito de homens e mulheres caindo, ou gritando de excitação. Conseguem crer no poder de Cristo se houver sinais e milagres, mas não de outra forma. Isso seria o caso de voltar a "vem curá-lo". Mas nós nos sentimos satisfeitos em ficar com o segundo modo. Vocês não conseguem crer que, se cada um de nós deixar o evangelho de Deus ter livre curso entre nós, nosso Senhor possa salvar, de modo eficaz, os homens com sua palavra? De modo calmo, sem ser observado, em sinais ou maravilhas, Jesus abençoará testemunhos fiéis e atenderá orações feitas com fé. A fé forte fica bem contente com o modo firme e usual de ação do Senhor, e se regozija em vê-lo salvar as pessoas mediante a sua palavra, como resposta à oração da fé.

É perfeitamente assim que esperamos que nosso Senhor demonstre dessa forma seu poder de cura. O que o centurião disse estava cheio de argumentos dinâmicos. Ele disse: "Sou capitão de uma tropa. Não preciso ir de lugar em lugar e fazer tudo pessoalmente. Não; permaneço no meu quartel, onde emito ordens, e tenho a certeza de serem cumpridas. Digo a este 'vá' e ele vai, e ao meu servo 'faça isso' e ele o faz." Fica bem claro que o Capitão da nossa salvação, que é muito maior, não precisa comparecer fisicamente para salvar alguém; a sua palavra bastará. Dá tuas ordens, ó Emanuel. Fala aos poderes das trevas, e o pecador cativo será liberto. Fala, e a vontade humana deverá ceder diante de ti, e o coração deverá acolher-te. Não é assim? Meus irmãos, nós não cremos suficientemente em nosso Senhor. Volto a isso; não cremos suficientemente naquilo que está tão perfeitamente razoável. Se somente falarmos a palavra de nosso Mestre, e a deixarmos ser pregada, e imperar, com cada vez menos da nossa própria palavra para a aleijar e a impedir, almas devem forçosamente ser salvas. Vocês não acreditam na pregação clara das boas-novas? Vocês não acreditam nas trombetas de chifres de carneiro? Ó filhos de Israel, vocês desprezam as trombetas de chifres de carneiro e anseiam por cavalos e carros de guerra, e por aríetes e poderosos engenhos de guerra? Lembrem-se de Jericó, e de como, mediante os meios determinados por Deus, por mais singelos que fossem, os muros enormes balançaram e caíram. Os próprios meios de Deus ainda bastarão para vocês? Oh, crentes, vocês querem hoje alguma coisa que não seja a pregação singela do evangelho? Se for assim, vocês estão se separando do ponto onde sua fé deve permanecer, posto que Deus se agradou, mediante a loucura da pregação, de salvar aqueles que crêem. "O mundo, pela sua sabedoria, não conheceu a Deus" e nunca conhecerá a Deus. Não confiem na filosofia, mas fiquem fiéis à velha história, e orem para que o Mestre opere através dela assim como nas eras passadas. Vocês não precisam que nenhuma palavra nova seja falada, mas somente deixem a palavra viva ficar cheia de poder, e as almas serão curadas.

Ora, se alguém aqui presente quiser experimentar no seu próprio caso esse método divino de cura, este funcionará da mesma forma como no caso do servo do centurião. Se você, caro amigo, quiser crer no poder de Cristo e confiar nele para salvá-lo, você certamente obterá a vida eterna, e isso de imediato. Você consegue crer sinceramente em Jesus conforme você o acha revelado nas Escrituras? Você consegue se sentir satisfeito, sem sentimentos estranhos, sem terrores notáveis, sem sonhos nem visões? Você consegue se contentar simplesmente em confiar no seu Salvador? Você será curado imediatamente, sim, neste próprio momento, e antes de cessar esta chuva, as chuvas da graça eterna terão caído sobre você. Você não deve pedir ao Senhor que venha até você através de alguma sensação singular, mas só falar enquanto você está escutando e o milagre da graça se realizará.

Se vocês que estão convertidos anseiam por ver outras pessoas serem salvas, é aconselhável ficar firmes no método estabelecido. Orem, creiam e, então, esperem que o Senhor opere mediante sua própria palavra como resposta à sua oração. O centurião alcançou esse método; começou mais embaixo ao desejar uma visita pessoal, mas foi crescendo em estatura, até chegar a esse método claro, singelo, porém, glorioso. Você não pode fazer a mesma coisa? Não procure maravilhas, mas experimente o poder do evangelho no seu amigo. Não peça ao Senhor que se afaste do seu caminho normal, mas rogue-lhe que aplique a sua palavra com poder àqueles cujo bem-estar eterno você tem no coração. Leve seus entes queridos ao som do evangelho e rogue ao Senhor que cura, para que ele assim envie o seu poder, e você terá seu desejo realizado. Ai de nós! - quando o Filho do homem vier, será que ele achará fé na Terra? Se ele chegasse agora e pedisse a todos nós que colocássemos na caixa da coleta a fé que temos, ele acharia, ao abri-la, um montante total de uma oitava parte de um tostão? No entanto, todo homem entre nós que é crente, deve ter um tesouro inexaurível de fé de ouro. Senhor, cremos, ajude a nossa incredulidade! Senhor, aumente a nossa fé. Amém.

UM PECADO "SANTIFICADO" PELA "IGREJA" - Martyn Lloyd-Jones

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Paul Washer - Viva Para A Eternidade

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Deus Pode Ser Impressionado Pelo Homem? – John Piper

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O esforço humano nunca pode impressionar um Deus onipotente, e a grandeza dos homens jamais pode impressionar um Deus de grandeza infinita. Isto é má notícia para aqueles que competem com Deus, mas boa notícia para aqueles que querem viver pela fé.

O Salmo 147 é uma emocionante declaração de esperança para um povo que desfruta do gozo e certeza de que Deus é Deus. O salmista afirma: "Conta o número das estrelas, chamando-as todas pelo seu nome" (v. 4). Ora, isto é mais do que podemos apreender! "Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir" (SI 139.6).

A Terra, onde vivemos, é um pequeno planeta que gira em torno de uma estrela chamada Sol, que tem o volume um milhão e trezentas vezes maior do que o da Terra. Existem estrelas milhões de vezes mais luminosas do que o Sol. Existem aproximadamente cem bilhões de estrelas em nossa galáxia, a Via Láctea, que tem cem mil anos-luz de extensão. (Um ano-luz eqüivale a 299.792.458 km/s.) O Sol viaja a 249 km/s, e, por isso, seriam necessários, duzentos milhões de anos para que o sol cumprisse apenas uma órbita em volta da Via Láctea. Existem milhões de outras galáxias além da nossa.

Agora, ouça novamente: o Salmo 147 afirma que Deus conta o número de todas as estrelas. Não somente isso, afirma também que Ele as chama pelo nome que lhes deu, tal como se faz a animais de estimação. Você os olha, observa suas características e chama-os por algum nome que se enquadre nas diferenças. Quando cantamos o hino "Let Ali Things Now Living", de Katherine Davis, eu sorrio com grande satisfação quando chego às palavras:

Ele estabelece a sua lei: As estrelas, em seus cursos, O Sol, em sua órbita, Resplandecem obedientemente.

Sim, eu penso, "obedientemente" é a palavra correta! O sol tem um nome na mente de Deus. Ele chama o sol por seu nome, diz a ele o que fazer e ele obedece. E assim o fazem trilhões de estrelas. (Assim como todos os elétrons, em todas as moléculas dos elementos das estrelas e dos planetas, incluindo os elementos que se encontram nas guelras de um tubarão que vive embaixo das rochas, na costa da ilha de Rhode.)

Ora, o que impressionaria um Deus como este? Salmo 147.10-11 nos mostra com clareza:

Não faz caso da força do cavalo, nem se compraz nos músculos do guerreiro. Agrada-se o SENHOR dos que o temem e dos que esperam na sua misericórdia.

Imagine um levantador de peso, nas Olimpíadas, que se orgulha de haver levantado duzentos e vinte e cinco quilos. Ou imagine algum cientista se orgulhando de que descobriu como uma molécula é afetada por outra. Não precisamos ser gênios para saber que Deus não se deixa impressionar por essas coisas.

As boas-novas para aqueles que desfrutam do gozo de saber que Deus é Deus é que Ele tem prazer nessas pessoas. Deus se agrada daqueles que esperam no imensurável poder dEle. Não é uma coincidência literária o fato de que os versículos referentes a outro aspecto da grandeza de Deus (nos versículos 4 e 5), mostram-No cuidando do fraco (vv. 3 e 6):

3          sara os de coração quebrantado e lhes pensa as feridas.
4          Conta o número das estrelas, chamando-as todas pelo seu nome.
5          Grande é o Senhor nosso e mui poderoso; o seu entendimento não se pode medir.
6          O SENHOR ampara os humildes e dá com os ímpios em terra.

Oh! que prenda a nossa atenção a verdade de que Deus é Deus e trabalha onipotentemente em favor daqueles que esperam nEle (Is 64.4), bem como na sua misericórdia (SI 147.11) e O amam (Rm 8.28). Ele ama ser Deus para os fracos e desamparados, que O buscam para tudo o que necessitam.

Orkut! O Que Deus Diria Do Seu?

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Todo mundo está falando dele. O Orkut é a maior novidade do momento quando o assunto é comportamento cyber. Alguns não sabem direito o que é, mas já ouviram falar dele, outros (muitos) participam dessa comunidade, com mais ou menos freqüência. Mas, para todos, o orkut parece exercer um estranho fascínio, tanto para apoiá-lo, como para criticá-lo. Por um lado vemos a possibilidade de fazer novos amigos/amigas. Por outro temos também a idéia mentirosa de querer ser o que não somos.


Há muito tempo pensei em fazer um perfil e participar. Recebi muitos convites. Então há dois meses criei um. E tenho visto que muitos cristãos estão usando este meio de comunicação de forma desagradável a Deus. Independente de todas as ferramentas que o orkut proporciona, parece que não é a somatória delas que envolve as pessoas na sua onda. Alguns dizem que é apenas um modismo passageiro que, por não ter utilidade, em breve, as pessoas vão se desligando da comunidade. Mas isto não é verdade. Cada vez temos o interesse mais profundo em conhecê-lo.


Quando falamos sobre seu uso no Brasil, este fascínio parece ser ainda maior. O Brasil é o país com a maior presença no orkut. A presença do brasileiro fica ainda mais significativa se pensarmos que, a maioria da população, infelizmente, ainda não tem acesso à internet. O que venho a dizer é que um estudo Bíblico pela internet fica difícil para o cristão procurar. Mais ele faz o possível e até um extremo sacrifício para estar presente na lan-hause batendo um papo no orkut. Sem contar às comunidades que muitos cristãos estão participando. Comunidades estas que até algumas pessoas não cristãs jamais pensariam em estar.


Talvez você esteja ai achando isso uma bobagem. Mais eu lhe pergunto: O teu filho ou tua esposa/esposo tem acesso a sua identidade no orkut? Muitos dirão que sim. Mais creio que muitos também dirão o contrário. Creio que precisamos mais vigilância dentro de nossos lares. Tenho relatos de pessoas mentirosas (crentes) em seus perfis. Sinto muito mais estes não fazem parte de meus contatos. Talvez seja duro demais, não sei. De uma coisa eu sei: O pai da mentira é o diabo. Seja mentira virtual ou não. Temos visto também uma forma diferente de expressão nas pessoas que se identificam com nossa fé dentro deste quadro Orkut. Seria este o lado que a igreja estaria prendendo? Ou que os pastores desconhecem em suas ovelhas? Não sei. Talvez.


Muitos na realidade têm sido tragados pelo diabo dentro de suas casas. Pode-se dizer que a intenção é estar em contato com os amigos. Mas aqueles que estão na comunidade sabem que, aqueles amigos freqüentes em suas conversas às vezes são vistos de outra forma.Tenho visto perfil de alguns dos nossos com as mais variadas formas. "Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos, e a verdade não está em nós". Mas alguns há que se declaram amantes do mundo e de suas concupiscências. A Bíblia condena tais hábitos.


Abro novamente um parêntese para dizer que sou usuário do Orkut, esta mensagem é apenas um alerta. Por várias vezes quis excluir meu perfil mas confesso que ainda não o fiz. Por isso resolvi hoje colocar um alerta para pais, pastores, lideranças etc.


Sem contar a confusão teológica que as comunidades postam. Ocasionadas por várias mentes pensando de formas variadas. E temos ainda o risco de termos membros de nossas igrejas ensinados por satanistas. Desde heresias a prostituição, tem de tudo. "Como uma fonte de água doce jorra ao mesmo tempo água salgada". Entre o perfil das pessoas mundanas e o perfil do povo de Deus no Orkut, não há muita diferença, pois ambos ouvem as mesmas músicas, curtem as mesmas coisas. Em Romanos 6 Paulo declara: “Andemos nós em novidade de vida” e em 2 Coríntios 5.17 "Se alguém está em cristo nova criatura é, tudo se fez novo". Como pode então o povo de Deus estar no Orkut e não fazer nenhuma diferença? Olha a mensagem de Paulo aos Filipenses: "Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai". Como podemos dar exemplo como filhos de Deus, se no Orkut, nossas fotos revelam impureza, seios, pernas e nádegas à mostra para quem quiser ver. Imagino a tristeza no coração de Deus. Onde está a santidade do povo escolhido? Na cruz o sangue de Jesus escorreu por nós, fomos comprados por alto preço e não podemos nos conformar com os padrões deste mundo impostos a nós. Devemos fazer a diferença, a Palavra declara que os que seguem a Jesus de forma alguma serão confundidos. Se você tem fotos em seu álbum, nos padrões acima citados, delete meu irmão. Façamos a diferença. Deixo ainda esse texto para reflexão:

“Porque não nos chamou Deus para a imundícia, mas para a santificação”.(1Ts 4.7)


Fiquem na paz.
Pr. Adelcio Ferreira (semenadoapalavra.net)

Festas Juninas - Os Perigos da Festa Junina na Vida do Crente

http://2.bp.blogspot.com/_ryYv2IlVklY/SkMAEbxr1fI/AAAAAAAAAY0/Dh0dnf73Jzg/s400/festa+junina.bmp  

Existe no decorrer do ano, diversas datas que são definidas como feriado, seja, municipal, estadual ou nacional. Geralmente, um feriado sempre é bem vindo; para muitos sinônimo de folga no trabalho e diversão. Mas, há uma questão muito séria que encontra-se por trás de alguns destes feriados, são dias santos, por conseqüência consagrado há alguma entidade venerada por multidões; estes feriados é uma forma de devotar louvor ou veneração a  personagens declarados como santos (1Co 10.19,20).
É necessário portanto, que nós como corpo do Senhor Jesus, não venhamos  a compartilhar destas consagrações; evitando, estarmos juntos aos que se alegram com elas. Neste caso, especifico, muitas cidades têm como tradições patrocinar festividades denominadas como "Festas Juninas", que consistem em "forrós e outras tradições" comuns à data; o Espírito de Deus nos aconselha a não participarmos de tais tradições, nem mesmo, admirá-las. E, na condição de separados que somos, é sábio declararmos  diante das trevas que anulamos em nome de Jesus Cristo,  todo poder e autoridade constituída pelos homens às forças espirituais contra nossas vidas. O passo seguinte é procurarmos viver um dia, de muita vigilância e consagração ao Senhor (Mt 26.41), para que não sejamos atingidos pelo inimigo.

"Não se juntem com os descrentes para trabalharem com eles. Como é que o certo e o errado podem ser companheiros? Como podem viver juntas a luz e a escuridão? Como podem Cristo e o diabo estar de acordo? O que é que um cristão e um descrente têm em comum? Que relação pode haver entre o Templo de Deus e os ídolos pagãos? Pois nós somos o templo do Deus vivo."  ( 2Co 6:14-16)
Nos dias atuais a permissividade infelizmente é muito bem aceita pelas igrejas, as práticas comuns aos que andam sob os conselho da carne, são adaptadas e cristianizadas. Já é possível encontrar-se igrejas "evangélicas" montando "arraiais juninos", "quadrilhas" e outras manifestações comuns ao catolicismo. Cegos!


1- FESTAS JUNINAS

As Festas Juninas, são tradicionalmente homenagens a três santos católicos, são eles: Santo Antonio, São João, São Pedro e São Paulo . A seguir, veja como surgiu tais comemorações.

O calendário das festas católicas é marcado por diversas comemorações de dias de santos. As comemorações de cunho religioso foram apropriadas de tal forma pelo povo brasileiro que ele transformou o Carnaval - ritual de folia que marca o início da Quaresma, período que vai da quarta-feira de Cinzas ao domingo de Páscoa - em uma das maiores expressões festivas do Brasil no decorrer do século XX.

Do mesmo modo, as comemorações de São João (24 de junho) fazem parte de um ciclo festivo que passou a ser conhecido como festas juninas e homenageia, além desse, outros santos reverenciados em junho: Santo Antônio (dia 13) e São Pedro e São Paulo (dia 29).

Se pesquisarmos a origem dessas festividades, perceberemos que elas remontam a um tempo muito antigo, anterior ao surgimento da era cristã. De acordo com o livro O Ramo de Ouro, de sir James George Frazer, o mês de junho, tempo do solstício de verão (no dia 21 ou 22 de junho o Sol, ao meio-dia, atinge seu ponto mais alto no céu, esse é o dia mais longo e a noite mais curta do ano) no Hemisfério Norte, era a época do ano em que diversos povos - celtas, bretões, bascos, sardenhos, egípcios, persas, sírios, sumérios - faziam rituais de invocação de fertilidade para estimular o crescimento da vegetação, promover a fartura nas colheitas e trazer chuvas.

No Hemisfério Norte, as quatro estações do ano são demarcadas nitidamente; na região equatorial e nas tropicais do Hemisfério Sul, o movimento cíclico alterna o período de chuva e o de estiagem, mas ainda assim o ciclo vegetativo pode ser observado da mesma maneira - alteração na coloração e perda das folhas, seca e renascimento.

O que ocorre com a natureza é algo semelhante à saga de Tamuz e Adônis, que submergem do mundo subterrâneo e retornam todos os anos para viver com suas amadas Istar e Afrodite e com elas fertilizar a vida.

Com o cultivo da terra pelo homem, surgiram os rituais de invocação de fertilidade para ajudar o crescimento das plantas e proporcionar uma boa colheita.

Na Grécia, por exemplo, Adônis era considerado o espírito dos cereais. Entre os rituais mais expressivos que o homenageavam estão os jardins de Adônis: na primavera, durante oito dias, as mulheres plantavam em vasos ou cestos sementes de trigo, cevada, alface, funcho e vários tipos de flores. Com o calor do sol, as plantas cresciam rapidamente e, como não tinham raízes, murchavam ao final dos oito dias, quando então os pequenos jardins eram levados, juntamente com as imagens de Adônis morto, para ser lançados ao mar ou em outras águas.

Os rituais de fertilidade perduraram através dos tempos. Na era cristã, mesmo que fossem considerados pagãos, não era mais possível acabar com eles. Segundo Frazer, é por esse motivo que a Igreja Católica, em vez de condená-los, os adapta às comemorações do dia de São João, que teria nascido em 24 de junho, dia do solstício

Na Europa, os festejos do solstício de verão foram adaptados à cultura local, de modo que em Portugal foi incluída a festa de Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua, em 13 de junho. E a tradição cristã completou o ciclo com os festejos de São Pedro e São Paulo, ambos apóstolos da maior importância, homenageados em 29 de junho.

Quando os portugueses iniciaram o empreendimento colonial no Brasil, a partir de 1500, as festas de São João eram ainda o centro das comemorações de junho. Alguns cronistas contam que os jesuítas acendiam fogueiras e tochas em junho, provocando grande atração sobre os indígenas.

Mesmo que no Brasil essa época marcasse o início do inverno, ela coincidia com a realização dos rituais mais importantes para os povos que aqui viviam, referentes às colheitas e à preparação dos novos plantios. O período que vai de junho a setembro é a época da seca em muitas regiões do Brasil, quando os rios estão baixos e o solo pronto para enfrentar o plantio, que segue a seqüência: derrubada da mata, queima das ramagens para limpar o terreno e adubá-lo com as cinzas e plantio. É a técnica da coivara, tão difundida entre os povos do continente americano.

Nessa época os roçados velhos, do ano anterior, ainda estão em pleno vigor, repletos de mandioca, cará, inhame, batata-doce, banana, abóbora, abacaxi, e a colheita de milho, feijão e amendoim ainda se encontra em período de consumo. Esse é um tempo bom para pescar e caçar. Uma série ritual, que dura todo o período, inclui um conjunto muito variado de festas que congregam as comunidades indígenas em danças, cantos, rezas e muita fartura de comida. Deve-se agradecer a abundância, reforçar os laços de parentesco (as festas são uma ótima ocasião para alianças matrimoniais), reverenciar as divindades aliadas e rezar forte para que os espíritos malignos não impeçam a fertilidade. O ato de atear fogo para limpar o mato, além de fertilizar o solo, serve principalmente para afastar esses espíritos malignos.

Houve, portanto, certa coincidência entre o propósito católico de atrair os índios ao convívio missionário catequético e as práticas rituais indígenas, simbolizadas pelas fogueiras de São João. Talvez seja por causa disso que os festejos juninos tenham tomado as proporções e a importância que adquiriram no calendário das festas brasileiras.

As relações familiares eram complementadas pela instituição do compadrio, que servia para integrar outras pessoas à família, estreitando assim os laços entre vizinhos e entre patrões e empregados. Até mesmo os escravos podiam ser apadrinhados pelos senhores de terra.

Havia duas formas principais de tornar-se compadre e comadre, padrinho e madrinha: uma era, e ainda é, através do batismo; a outra, através da fogueira. Nas festas de São João, os homens, principalmente, formavam duplas de compadres de fogueira: ficavam um de cada lado da fogueira e deveriam pular as brasas dando-se as mãos em sentido cruzado.

Os laços de compadrio eram muito importantes, pois os padrinhos podiam substituir os pais na ausência ou na morte destes, os compadres integravam grupos de cooperação no trabalho agrícola e os afilhados eram devedores de obrigações para com os padrinhos. A instituição beneficiava os patrões, que tinham um séquito de compadres e afilhados leais tanto nas relações de trabalho como nas campanhas políticas, quando se beneficiavam do voto de cabresto.

Hoje as festas juninas possuem cor local. De acordo com a região do país, variam os tipos de dança, indumentária e comida. A tônica é a fogueira, o foguetório, o milho, a pinga, o mastro e as rezas dos santos.

No Nordeste sertanejo, o São João é comemorado nos sítios, nas paróquias, nos arraiais, nas casas e nas cidades. A importância dessa festa pode ser avaliada pelo número de nordestinos e turistas que escolhem essa época do ano para sair de férias e participar dos festejos juninos.

Na Amazônia cabocla, a tradição de homenagear os santos possui um calendário que tem início em junho, com Santo Antônio, e termina em dezembro, com São Benedito. Cada comunidade homenageia seus santos preferidos e padroeiros, com destaque para os santos juninos. São festas de arraial que começam no décimo dia depois das novenas e nas quais estão presentes as fogueiras, o foguetório, o mastro, os banhos, muita comida e folia.

A tradição caipira, especialmente a do Sudeste do Brasil, caracteriza-se pelas festas realizadas em terreiros rurais, onde não faltam os elementos típicos dos três santos de junho. Mas elas também se espalharam pelas cidades e hoje as festas juninas acontecem, principalmente, em escolas, clubes e bairros. Como em outras partes do Brasil, o calendário das festas paulistas destaca os rodeios e as festas de peão boiadeiro como eventos ou espetáculos mais importantes, que se realizam de março a dezembro.

As festas juninas, com maior ou menor destaque, ainda são realizadas em todas as regiões do Brasil e representam uma das manifestações culturais brasileiras mais expressivas.

2- SANTOS JUNINOS

Os três Santos Principais: Sto Antonio, São João e São Pedro
História e Lendas Católica sobre estes santos.

Santo Antônio

Festejado no dia 13 de junho, Santo Antônio é um dos santos de maior devoção popular tanto no Brasil como em Portugal. Fernando de Bulhões nasceu em Lisboa em 15 de agosto de 1195 e faleceu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1231. Recebeu o nome de Antônio ao passar, em 1220, da Ordem de Santo Agostinho para a Ordem de São Francisco e é conhecido como Santo Antônio de Lisboa ou Santo Antônio de Pádua.

Santo Antônio era admirado por seus dotes de ótimo orador, pois quando pregava a palavra de Deus ela era entendida até mesmo por estrangeiros. É por assim dizer o "santo dos milagres", como afirmou o padre Antônio Vieira em um sermão de 1663 realizado no Maranhão: "Se vos adoece o filho, Santo Antônio; se vos foge um escravo, Santo Antônio; se requereis o despacho, Santo Antônio; se aguardais a sentença, Santo Antônio; se perdeis a menor miudeza de vossa casa, Santo Antônio; e, talvez se quereis os bens alheios, Santo Antônio".

É o santo familiar e protetor dos varejistas em geral, por isso é comum encontrar sua figura em estabelecimentos comerciais. É também o padroeiro das povoações e dos soldados, pois enfrentou em vida aventuras guerreiras como soldado português.
Sua influência é marcante entre o povo brasileiro. Seus devotos, em geral, não têm em casa uma imagem grande do santo e preferem levar no bolso uma pequena para se proteger. É a ele que as moças ansiosas pedem um noivo. A prática de colocar o santo de cabeça para baixo no sereno, amarrada num esteio, ou de jogá-lo no fundo do poço até que o pedido seja atendido, por exemplo, é bastante comum entre os devotos.

Em homenagem a Santo Antônio, geralmente realizam-se duas espécies de rezas e festas: os responsos, quando ele é invocado para achar objetos perdidos, e a trezena, cerimônia que se prolonga com cânticos, foguetório e comes e bebes de 1 a 13 de junho de cada ano.
O relacionamento entre os devotos e os santos juninos, principalmente Santo Antônio e São João, é quase familiar: cheio de intimidades, chega a ser, por vezes, irreverente, debochado e quase obsceno. Esse caráter fica bastante evidente quando se entra em contato com as simpatias, sortes, adivinhas e acalantos feitos a esses santos.  Os objetos utilizados nas simpatias e adivinhações devem ser virgens, ou seja, estar sendo usados pela primeira vez, senão… nada de a simpatia funcionar!
Nos primeiros treze dias de junho, os devotos de Santo Antônio rezam as trezenas com o intuito de alcançar graças através da sua intervenção ou de agradecer um milagre que o santo tenha realizado.

São João

João Batista, primo de Jesus Cristo, nasceu no dia 24 de junho, alguns anos antes de seu primo Jesus Cristo, e morreu em 29 de agosto do ano 31 d.C., na Palestina. Foi degolado por ordem de Herodes Antipas a pedido de sua enteada Salomé, pois a pregação do filho de Santa Isabel e São Zacarias incomodava a moral da época. Antes mesmo de Jesus, João Batista já pregava publicamente às margens do Rio Jordão. Ele instituiu, pela prática de purificação através da imersão na água, o batismo, tendo inclusive batizado o próprio Cristo nas águas desse rio.

São João ocupa papel de destaque nas festas, pois, dentre os santos de junho, foi ele que deu ao mês o seu nome (mês de São João) e é em sua homenagem que se chamam "joaninas" as festas realizadas no decurso dos seus trinta dias. O dia 23 de junho, véspera do nascimento de São João e início dos festejos, é esperado com especial ansiedade. Segundo Frei Vicente do Salvador, um dos primeiros brasileiros a escrever a história de sua terra, já no ano de 1603 os índios acudiam a todos os festejos portugueses, em especial os de São João, por causa das fogueiras e capelas.

São João é muito querido por todos, sem distinção de sexo nem de idade. Moças, velhas, crianças e homens o fazem de oráculo nas adivinhações e festejam o seu dia com fogos de artifício, tiros e balões coloridos, além dos banhos coletivos de madrugada. Acende-se uma fogueira à porta de cada casa para lembrar a fogueira que Santa Isabel acendeu para avisar Nossa Senhora do nascimento do seu filho.

São João, segundo a tradição, adormece no seu dia, pois se estivesse acordado vendo as fogueiras que são acesas para homenageá-lo não resistiria: desceria à Terra e ela correria o risco de incendiar-se.

A Lenda do surgimento da fogueira:
Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se. Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que dentro de algum tempo nasceria seu filho, que se chamaria João Batista.

Nossa Senhora então perguntou:
- Como poderei saber do nascimento dessa criança?
- Vou acender uma fogueira bem grande; assim você poderá vê-la de longe e saberá que João nasceu. Mandarei também erguer um mastro com uma boneca sobre ele.
Santa Isabel cumpriu a promessa. Certo dia Nossa Senhora viu ao longe uma fumaceira e depois umas chamas bem vermelhas. Foi à casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia 24 de junho.

A Lenda das bombas de São João:
Antes de São João nascer, seu pai, São Zacarias, andava muito triste por não ter filhos. Certa vez, um anjo de asas coloridas, envolto em uma luz misteriosa, apareceu à frente de Zacarias e anunciou que ele seria pai. A alegria de Zacarias foi tão grande que ele perdeu a voz desse momento em diante. No dia do nascimento do filho, perguntaram a Zacarias como a criança se chamaria. Fazendo um grande esforço, ele respondeu "João" e a partir daí recuperou a voz. Todos fizeram um barulhão enorme. Eram vivas para todos os lados.
Vem daí o costume de as bombinhas, tão apreciadas pelas crianças, fazerem parte dos festejos juninos.
A festa de São João: Em festa de São João, na maioria das regiões brasileiras, não faltam fogos de artifício, fogueira, muita comida (o bolo de São João, principalmente nos bairros rurais, é essencial), bebida e danças típicas de cada localidade.
No Nordeste, por exemplo, essa festa é tão tradicional que no dia 23 de junho, depois do meio-dia, em algumas localidades ninguém mais trabalha. Enfeitam-se sítios, fazendas e ruas com bandeirolas coloridas para a grande festa da véspera de São João. Prepara-se a lenha para a grande fogueira, onde serão assados batata-doce, mandioca, cebola do reino e milho. Em torno dela sentam-se os familiares de sangue e de fogueira.
O formato da fogueira varia de lugar para lugar: pode ser quadrada, piramidal, empilhada… Quanto mais alta, maior é o prestígio de quem a armou. Os balões levam, segundo os devotos, os pedidos para o santo. Quando a fogueira começa a queimar, o mastro, que recebeu a bandeira do santo homenageado, já se encontra preparado. Ele é levantado enquanto se fazem preces, pedidos e simpatias.

Depois do levantamento do mastro, tem início a queima de fogos, soltam-se os busca-pés e as bombinhas. A arvorezinha, também chamada de mastro, que é plantada em frente às casas e, no lugar da festa, é plantada perto da fogueira, está enfeitada com laranja, milho verde, coco, presentes, garrafas, etc.

A cerimônia do banho varia de uma região para outra. No Mato Grosso, por exemplo, não são as pessoas que se banham nos rios, e sim a imagem do santo. Na Região Norte, principalmente em Belém e Manaus, o banho-de-cheiro faz parte das tradições juninas. A preparação do banho de São João inicia-se alguns dias antes da festa. Trevos, ervas e cipós são pisados, raízes e paus são ralados dentro de uma bacia ou cuia com água e depois guardados em garrafas até o momento do banho. Chegada a hora da cerimônia, os devotos lavam e esfregam o corpo com esses ingredientes. Acredita-se que o banho-de-cheiro tenha o poder mágico de trazer muita felicidade às pessoas que o praticam.

As danças regionais, o som de violas, rabecas e sanfonas, o banho do santo, o ato de pular a fogueira, a fartura de alimentos e bebidas - tudo isso transforma a festa de São João numa noite de encantamento que inspira amores e indica a sorte de seus participantes. No fim da festa, todos pisam as brasas da fogueira para demonstrar sua devoção.

São Pedro

São Pedro, o apóstolo e o pescador do lago de Genezareth, cativa seus devotos pela história pessoal. Homem de origem humilde, ele foi apóstolo de Cristo e depois encarregado de fundar a Igreja Católica, tendo sido seu primeiro papa.

Considerado o protetor das viúvas e dos pescadores, São Pedro é festejado no dia 29 de junho com a realização de grandes procissões marítimas em várias cidades do Brasil. Em terra, os fogos e o pau-de-sebo são as principais atrações de sua festa.

Depois de sua morte, São Pedro, segundo a tradição católica, foi nomeado chaveiro do céu. Assim, para entrar no céu, é necessário que São Pedro abra as portas. Também lhe é atribuída a responsabilidade de fazer chover. Quando começa a trovejar, e as crianças choram com medo, é costume acalmá-las dizendo: "É a barriga de São Pedro que está roncando" ou "ele está mudando os móveis de lugar".

No dia de São Pedro, todos os que receberam seu nome devem acender fogueiras na porta de suas casas. Além disso, se alguém amarrar uma fita no braço de alguém chamado Pedro, ele tem a obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida àquele que o amarrou, em homenagem ao santo.

A festa de São Pedro: Em homenagem ao santo, acendem-se fogueiras, erguem-se mastros com sua bandeira e queimam-se fogos, porém não há na noite de 29 de junho a mesma empolgação presente na festa de São João.
Também se fazem procissões terrestres, organizadas pelas viúvas, e fluviais, pois, como vimos, São Pedro é o protetor dos pescadores e das viúvas. Em várias regiões do Brasil, a brincadeira mais comum na festa é a do pau-de-sebo.
Embora São Paulo também seja homenageado em 29 de junho, ele não é figura de destaque nas festividades desse mês.

3 - DANÇAS JUNINAS

Amados Pais, servos do Senhor:
É relativamente comum os colégios (empresas ou associações) exigirem que participemos ou que nossos filhos, participem das Festas Juninas que são programadas, em especial,  que sejam ativos participantes nas danças de quadrilha. À luz da Palavra do Senhor, é incompatível com nossos princípios de fé e condição de servos do Eterno.
Este relato sobre as Festas Juninas, não deixa a menor dúvida que ela é uma festa dedicada a santos Católicos e toda e qualquer participação do Povo de Deus, é uma desobediência aos Seus mandamentos.

"Não se juntem com os descrentes para trabalharem com eles. Como é que o certo e o errado podem ser companheiros? Como podem viver juntas a luz e a escuridão? Como podem Cristo e o diabo estar de acordo? O que é que um cristão e um descrente têm em comum? Que relação pode haver entre o Templo de Deus e os ídolos pagãos? Pois nós somos o templo do Deus vivo."( 2Co 6:14-16)

Nos dias atuais a permissividade infelizmente é muito bem aceita pelas igrejas, as práticas comuns aos que andam sob os conselho da carne, são adaptadas e cristinianizadas. Já é possível encontrar-se igrejas "evangélicas" montando "arraiais juninos", "quadrilhas" e outras manifestações comuns ao catolicismo. Cegos!

Veja a descrição de algumas danças relacionadas às Festas Juninas:

Quadrilha

Também chamada de quadrilha caipira ou de quadrilha matuta, é muito comum nas festas juninas. Consta de diversas evoluções em pares e é aberta pelo noivo e pela noiva, pois a quadrilha representa o grande baile do casamento que hipoteticamente se realizou.
Esse tipo de dança (quadrille) surgiu em Paris no século XVIII, tendo como origem a contredanse française, que por sua vez é uma adaptação da country danse inglesa, segundo os estudos de Maria Amália Giffoni.

A quadrilha foi introduzida no Brasil durante a Regência e fez bastante sucesso nos salões brasileiros do século XIX, principalmente no Rio de Janeiro, sede da Corte. Depois desceu as escadarias do palácio e caiu no gosto do povo, que modificou suas evoluções básicas e introduziu outras, alterando inclusive a música.
A sanfona, o triângulo e a zabumba são os instrumentos musicais que em geral acompanham a quadrilha. Também são comuns a viola e o violão.
 O marcador, ou "marcante", da quadrilha desempenha papel fundamental, pois é ele que dá a voz de comando em francês não muito correto misturado com o português e dirige as evoluções da dança. Hoje, dança-se a quadrilha apenas nas festas juninas e em comemorações festivas no meio rural. A quadrilha é mais comum no Brasil sertanejo e caipira, mas também é dançada em outras regiões de maneira muito própria, caso de Belém do Pará, onde há mistura com outras danças regionais. Ali, há o comando do marcador e durante a evolução da quadrilha dança-se o carimbó, o xote, o siriá e o lundum, sempre com os trajes típicos.

Trajes usados na dança

No fim do século XIX as damas que dançavam a quadrilha usavam vestidos até os pés, sem muita roda, no estilo blusão, com gola alta, cintura marcada, mangas "presunto" (como são?) e botinas de salto abotoadas do lado. Os cavalheiros vestiam paletó até o joelho, com três botões, colete, calças estreitas, camisa de colarinho duro, gravata de laço e botinas.
Hoje em dia, na tradição rural brasileira, o vestuário típico das festas juninas não difere do de outras festas: homens e mulheres usam suas melhores roupas. Nos centros urbanos, há uma interpretação do vestuário caipira ou sertanejo baseada no hábito de confeccionar roupas femininas com tecido de chita florido e as masculinas com tecidos de algodão listrados e escuros. Assim, as roupas usadas para dançar a quadrilha variam conforme as características culturais de cada região do país.
Os trajes mais comuns são: para os cavalheiros, camisa de estampa xadrez, com imitação de remendos na calça e na camisa, chapéu de palha, talvez um lenço no pescoço e botas de cano; as damas geralmente usam vestidos com estampas florais, de cores fortes, com babados e rendas, mangas bufantes e laçarotes no cabelo ou chapéu de palha.

Fandango

Dançado em várias regiões do país em festividades católicas como o Natal e as festas juninas, o fandango tem sentidos diferentes de acordo com a localidade. No Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e até em São Paulo) o fandango é um baile com várias danças regionais: anu, candeeiro, caranguejo, chimarrita, chula, marrafa, pericó, quero-quero, cana-verde, marinheiro, polca etc. A coreografia não é improvisada e segue a tradição.

Bumba-meu-boi

Dança dramática presente em várias festividades, como o Natal e as festas juninas, o bumba-meu-boi tem características diferentes e recebe inclusive denominações distintas de acordo com a localidade em que é apresentado: no Piauí e no Maranhão, chama-se bumba-meu-boi; na Amazônia, boi-bumbá; em Santa Catarina, boi-de-mamão; no Recife, é o boi-calemba e no Estado do Rio de Janeiro, folguedo-do-boi.
O enredo da dança é o seguinte: uma mulher chamada Mãe Catirina, que está grávida, sente vontade de comer língua de boi. O marido, Pai Francisco, resolve atender ao desejo da mulher e mata o primeiro boi que encontra. Logo depois, o dono do boi, que era o patrão de Pai Francisco, aparece e fica muito zangado ao ver o animal morto. Para consertar a situação, surge um curandeiro, que consegue ressuscitar o boi. Nesse momento, todos se alegram e começam a brincar.
Os participantes do bumba-meu-boi dançam e tocam instrumentos enquanto as pessoas que assistem se divertem quando o boi ameaça correr atrás de alguém. O boi do espetáculo é feito de papelão ou madeira e recoberto por um pano colorido. Dentro da carcaça, alguém faz os movimentos do boi.

Lundu (lundum/londu/landu)

De origem africana, o lundu foi trazido para o Brasil pelos escravos vindos principalmente de Angola. Nessa dança, homens e mulheres, apesar de formar pares, dançam soltos.
A mulher dança no lugar e tenta seduzir com seus encantos o parceiro. A princípio ela demonstra certa indiferença, mas, no desenrolar da dança, passa a mostrar interesse pelo rapaz, que a seduz e a envolve. Nesse momento, os movimentos são mais rápidos e revelam a paixão que passa a existir entre os dançarinos. Logo o cavalheiro passa a provocar outra dama e o lundu recomeça com a mesma vivacidade.
O lundu é executado com o estalar dos dedos dos dançarinos, castanholas e sapateado, além do canto acompanhado por guitarras e violões. Em geral a música é executada como compasso binário, com certo predomínio de sons rebatidos.
Essa dança é típica das festas juninas nos estados do Norte (como parte da quadrilha tradicional e independente desta), Nordeste e Sudeste do Brasil

Cateretê

Dança rural do Sul do país, o cateretê foi introduzido pelos jesuítas nas comemorações em homenagem a Santa Cruz, São Gonçalo, Espírito Santo, São João e Nossa Senhora da Conceição. É uma dança bastante difundida nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e também está presente nas festas católicas do Pará, Mato-Grosso e Amazonas.

Nas zonas litorâneas, geralmente é dançado com tamancos de madeira dura. No interior desses estados, os dançarinos dançam descalços ou usam esporas nos sapatos. Em algumas cidades o cateretê é conhecido como catira.
Em geral, o cateretê é dançado apenas por homens, porém em alguns estados, como Minas Gerais, as mulheres também participam da dança. Os dançarinos formam duas fileiras, com acompanhamento de viola, cantos, sapateado e palmas. Os saltos e a formação em círculo aparecem rapidamente. Os dançarinos não cantam, apenas batem os pés e as mãos e acompanham a evolução. As melodias são cantadas por dois violeiros, o mestre, que canta a primeira voz, e o contramestre, que faz a segunda.      

Elias R. de  Oliveira



Os Perigos da Festa Junina na Vida do Crente

Essa semana fiquei preocupado com a quantidade de filhos de cristãos dançando quadrilha, de jovens e adolescentes que conhecem a Palavra de Deus se envolvendo com essas danças e lugares, tanto que fiz algumas pesquisas em outros blogs e sites, e estarei expondo algumas explicações sobre festa junina.Rev. Ashbell Simonton Rédua 


A cultura brasileira vem sempre repleta de tradições e ritos de outras culturas de todo o mundo por ser um país de grande diversidade populacional, mas, principalmente, devido aos seus descobridores que eram tradicionais católicos. Sendo assim, as tradições católicas vieram sobre nossa nação por diversas formas como danças, contos e peças que criaram suas raízes em nosso meio. Naturalmente as festas juninas fazem parte das manifestações populares mais praticadas no Brasil.


 1. Perigo de perderem a identidade como parte do povo de Deus.As bases das festas juninas estão alicerçadas nas práticas das festividades pagãs, onde ofereciam seus louvores e suas festas em honra daqueles deuses. Eram as festas das colheitas. As festas juninas usurparam isto dos gentios, com apenas o detalhe de dar uma roupagem cristã. No entanto, quando Deus introduziu o povo de Israel na terra prometida adverti-os severamente para que não usassem esse tipo de costume, diz Ele: "Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te dá, não aprenderás a fazer conforme as abominações daqueles povos." [Deut. 18:9]. Independentemente das intenções, fossem elas boas ou não, o plágio fora terminantemente proibido por Deus. Paulo, escrevendo aos 2 Cor 6:14-18, diz que não devemos nos envolvermos em alianças ou sociedades com os incrédulos. O ponto aqui é que os crentes precisam evitar qualquer situação em que fiquem em jugo desigual com um incrédulo. Isso inclui associações por meio das quais aqueles que não têm os mesmos valores espirituais possam exercer pressão sobre você. Nesta caso a Festa Junina, que tem padrões e propósitos diferentes dos nossos padrões, exerce uma pressões, principalmente a incredulidade e a idolatria.Ao associarmos com os incrédulos perdemos a nossas identidade de povo escolhido, santo, separado, deixamos de ser sal e luz do mundo. Desligados do sangue vital da Igreja local, nossa vida espiritual desvanece e acaba por deixar de existir. E o primeiro sintoma de enfraquecimento espiritual, é o comparecimento irregular aos cultos e outras reuniões. Quando nos tornamos descuidados com a vida espiritual e a igreja, todo o resto também começa a desmoronar.Vejamos algumas razões irrefutáveis das conseqüências desse perigo:


 1º - A família cristã não nos identifica como cristãos autênticos. Não posso dizer que sou um cristão autêntico se não tenho compromisso com Deus e com a Igreja;2º - A família cristã não nos tira do isolamento egoísta. É nela que aprendemos a nos relacionar com a família de Deus. Somente pelo contato regular com outros cristãos podemos aprender o verdadeiro companheirismo e experimentar a verdade do Novo Testamento: ser unidos e dependentes uns dos outros; 3º - Não desenvolvemos músculos espirituais. Somente a plena participação nas atividades da igreja local desenvolve músculos espirituais. Pode parecer fácil ser santo quando não há ninguém por perto, mas essa é uma santidade falsa. Isso só produz falso conceito, nos faz pensar que somos maduros, o que é fácil quando não há ninguém para nos contestar. A verdadeira maturidade se manifesta nos relacionamentos;4º - A família cristã não irá te impedir de decair – Ninguém está imune à tentação. Deus sabendo disto, nos deu a responsabilidade de mantermos uns aos outros no caminho certo. “Não é da sua conta”, não é uma frase cristã. Somos chamados e ordenados a nos envolvermos na vida uns dos outros. Se soubermos que existem pessoas que estão vacilando espiritualmente, é nossa responsabilidade ir atrás delas e trazê-las de volta para a comunhão.




 2. Perigo de apostatar-se da fé e da promessa.A palavra "apostasia" vem do grego e também significa "insurreição" ou "rebelião". Uma insurreição e rebelião total contra tudo que vem de Deus – e ao mesmo tempo uma mudança de direção, ou seja, uma aceitação daquele que vem do "mundo". Nesse contexto, apostasia não significa violação de leis isoladas, mas é a caracterização ampla da rebelião total contra Deus. É notório que estas festividades são para homenagear os três santos católicos (João Batista, Pedro e Paulo). Nestas datas as pessoas invocam sua proteção através de procissão e missas, fazem promessas e pedidos confiando em sua suposta intercessão. Um devoto junino acredita piamente que seus "santos" ouvem suas petições por ocasião destas festividades .Não obstante, temos razões bíblicos para rejeitarmos estas mediações. A Bíblia nos diz que existe um só mediador entre Deus e os homens: "Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem," [I Tm. 2:5]. Este verso exclui todos os demais mediadores forjados pela mente humana. Se temos que pedir alguma coisa a alguém, esse alguém tem de ser Jesus Cristo, veja o que Ele mesmo diz: "...e tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a farei." [João 14:13,14]. Apostasia é o desprezo e a negligência às leis de Deus. A Lei de Deus, a Torá, ou seja, a Lei que nos foi outorga por Moisés a partir dos Dez Mandamentos, embora esquecida e desprezada pela sociedade é válida para hoje devido a sua atualidade, pelo que, pecamos em apostasia se a reputamos antiquada. Este é o segundo perigo: a apostasia.


 3. Perigo de ficarem mais vulneráveis ao pecado.A Bíblia, a Palavra de Deus, ensina que o coração endurecido, empedernido e obstinado, faz seus próprios planos, considerando-os sempre bons e apropriados como caminhos, Provérbios 16.1-3, mesmo que em incerto rumo ou em precipitação num abismo espiritual sem precedentes na história. Sempre que um povo segue seu próprio coração não há como Deus estabelecer desígnios de bênçãos e de vitórias significativas. A decorrência é que fracassam os planos econômicos, assistimos a falência da saúde, da educação, bem como verificamos o enfraquecimento das instituições. Quem fica na beira, na borda, no limiar, convive mais de perto com os povos da terra, e fica mais suscetível às suas influências e ao pecado. Tendemos a relativizar o pecado, julgando que não tem importância, que devemos nos contextualizar.


 4. Perigo de ficarem mais vulneráveis aos ataques dos inimigos.No princípio imaginamos que tudo está no nosso controle e que estamos cientes de tudo o que está acontecendo, mas logo a seguir nos tornamos insensíveis e intocáveis”. Precisamos, mais do que depressa, lutar contra a frieza por dois motivos básicos: Porque ela aborrece o Senhor nosso Deus e nós o tornamos vulneráveis aos ataques dos nossos inimigos. Podemos citar alguns níveis dessa vulnerabilidade:


 1º - O inimigo confia que muitos recuarão diante de uma simples pressão ou resistência em determinada área de nossas vidas, e infelizmente é isto que ocorre com grande parte dos cristãos; 2º - O inimigo tentará te resistir de forma que você fique infrutífero;


 3º - O inimigo tentará te resistir te convidando a quebrar a aliança que você tem com o seu Senhor. Concluindo este artigo cito o Pr. John F. MacArthur Jr: 


“Se existe algo que a história nos ensina, este ensino é que os ataques mais devastadores desfechados contra a fé sempre começaram com erros sutis surgidos dentro da própria igreja.” Os piores inimigos da fé cristã são aqueles que se dizem cristãos e não se apegam à fé cristã bíblica.” Os perigos estão aí cabe a você decidir, porquanto diante da tua decisão há a tua responsabilidade.


Matéria sobre festa juninahttp://www.prep.org.br/Que Deus abençoe a todos...


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