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15 de dez de 2010

O Pródigo Amor de Deus - Hernandes D.Lopes


A Presciência de Deus - Arthur W. Pink





Que controvérsias têm sido engendradas por este assunto no passado! Mas que verdade das Escrituras Sagradas existe que não se tenha tornado em ocasião para batalhas teológicas e eclesiásticas? A deidade de Cristo, Seu nascimento virginal, Sua morte expiatória, Seu segundo advento; a justificação do crente, sua santificação, sua segurança; a Igreja, sua organização, oficiais e disciplina; o batismo, a ceia do Senhor, e uma porção doutras preciosas verdades que poderiam ser mencionadas. Contudo, as controvérsias sustentadas não fecharam a boca dos fiéis servos de Deus; então, por que deveríamos evitar a disputada questão da presciência de Deus porque, com efeito, há alguns que nos acusarão de fomentar contendas? Que outros se envolvam em contendas, se quiserem; nosso dever é dar testemunho segundo a luz a nós concedida.
Há duas coisas referentes à presciência de Deus que muitos ignoram: o significado do termo e o seuescopo bíblico. Visto que esta ignorância é tão amplamente generalizada, é fácil aos pregadores e mestres impingir perversões deste assunto, até mesmo ao povo de Deus. Só há uma salvaguarda contra o erro: estar firme na fé. Para isso, é preciso fazer devoto e diligente estudo, e receber com singeleza a Palavra de Deus infundida. Só então ficamos fortalecidos contra as investidas dos que nos atacam. Hoje em dia existem os que fazem mau uso desta verdade, com o fim de desacreditar e negar a absoluta soberania de Deus na salvação dos pecadores. Assim como os seguidores da alta crítica repudiam a divina inspiração das Escrituras e os evolucionistas a obra de Deus na criação, alguns mestres pseudo-bíblicos andam pervertendo a presciência de Deus com o fim de pôr de lado a Sua incondicional eleição para a vida eterna.
Quando se expõe o solene e bendito tema da preordenação divina, e o da eterna escolha feita por Deus de algumas pessoas para serem amoldadas à imagem do Seu Filho, o diabo envia alguém para argumentar que a eleição se baseia na presciência de Deus, e esta “presciência” é interpretada no sentido de que Deus previu que alguns seriam mais dóceis que outros, que responderiam mais prontamente aos esforços do Espírito e que, visto que Deus sabia que eles creriam , por conseguinte, predestinou-os para a salvação. Mas tal declaração é radicalmente errônea. Repudia a verdade da depravação total, pois defende que há algo bom em alguns homens, Tira a independência de Deus, pois faz com que os Seus decretos se apóiem naquilo que Ele descobre na criatura. Vira completamente ao avesso as coisas, porquanto ao dizer que Deus previu que certos pecadores creriam em Cristo e, por isso, predestinou-os para a salvação, é o inverso da verdade. As Escrituras afirmam que Deus, em Sua soberania, escolheu alguns para serem recipientes de Seus distinguidos favores (Atos 13:48) e, portanto, determinou conferir-lhes o dom da fé. A falsa teologia faz do conhecimento prévio que Deus tem da nossa fé a causa da eleição para a salvação, ao passo que a eleição de Deus é a causa , e a nossa fé em Cristo, oefeito .
Antes de continuar discorrendo sobre este tema, tão erroneamente interpretado, façamos uma pausa para definir os nossos termos. Que se quer dizer por “presciência”? “Conhecer de antemão”, é a pronta resposta de muitos. Mas não devemos tirar conclusões precipitadas, nem tampouco apelar para o dicionário do vernáculo como o supremo tribunal de recursos, pois não se trata de uma questão de etimologia do termo empregado. O que é preciso é descobrir como a palavra é empregada nas Escrituras. O emprego que o Espírito Santo faz de uma expressão sempre define o seu significado e escopo. Deixar de aplicar esta regra simples tem causado muita confusão e erro. Muitíssimas pessoas presumem que já sabem o sentido de certa palavra empregada nas Escrituras, pelo que negligenciam provar as suas pressuposições por meio de uma concordância. Ampliemos este ponto.
Tomemos a palavra “carne”. Seu significado parece tão óbvio, que muitos achariam perda de tempo examinar as suas várias significações nas Escrituras. Depressa se presume que a palavra é sinônima de corpo físico e, assim, não se faz pesquisa nenhuma. Mas, de fato, nas Escrituras “carne” muitas vezes inclui muito mais que a idéia de corpo. Tudo que o termo abrange, só pode ser verificado por uma diligente comparação de cada passagem em que ocorre e pelo estudo de cada contexto, separadamente.
Tomemos a palavra “mundo”. O leitor comum da Bíblia imagina que esta palavra equivale a “raça humana” e, conseqüentemente, muitas passagens que contêm o termo são interpretadas erroneamente. Tomemos a palavra “imortalidade”. Certamente esta não requer estudo! É óbvio que se refere à indestrutibilidade da alma. Ah, meu leitor, é uma tolice e um erro fazer qualquer suposição, quando se trata da Palavra de Deus. Se o leitor se der ao trabalho de examinar cuidadosamente cada passagem em que se acham “mortal” e “imortal”, verá que estas palavras nunca são aplicadas à alma, porém sempre ao corpo.
Pois bem, o que acabamos de dizer sobre “carne”, “mundo”, e “imortalidade”, aplica-se com igual força aos termos “conhecer” e “pré-conhecer”. Em vez de imaginar que estas palavras não significam mais que simples cognição, é preciso ver que as diferentes passagens em que elas ocorrem exigem ponderado e cuidadoso exame. A palavra “presciência” (pré-conhecimento) não se acha no Velho Testamento. Mas “conhecer” (ou “saber”) ocorre ali muitas vezes. Quando esse termo é empregado com referência a Deus, com freqüência significa considerar com favor, denotando não mera cognição, mas sim afeição pelo objeto em vista. “... te conheço por nome” (Êxodo 33:17). “Rebeldes fostes contra o Senhor desde o dia em que vos conheci ” (Deuteronômio 9:24). “Antes que te formasse no ventre te conheci ... “ (Jeremias 1:5). “... constituíram príncipes, mas eu não o soube ...” (Oséias 8:4). “De todas as famílias da terra a vós somente conheci ...” (Amos 3:2). Nestas passagens, “conheci” significa amei ou designei .
Assim também a palavra “conhecer” é empregada muitas vezes no Novo Testamento no mesmo sentido do Velho Testamento. “E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci ...” (Mateus 7:23). “Eu sou o bom Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e das minhas sou conhecido ” (João 10:14). “Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido dele” (1 Coríntios 8:3). “... o Senhor conhece os que são seus...” (2 Timóteo 2:19).
Pois bem, a palavra “presciência”, como é empregada no Novo Testamento, é menos ambígua que a sua forma simples, “conhecer”. Se cada passagem em que ela ocorre for estudada cuidadosamente, ver-se-á que é discutível se alguma vez se refere apenas à percepção de eventos que ainda estão por acontecer. O fato é que “presciência” nunca é empregada nas Escrituras em relação a eventos ou ações; em lugar disso, sempre se refere a pessoas . Pessoas é que Deus declara que “de antemão conheceu” (pré-conheceu), não as ações dessas pessoas. Para provar isto, citaremos agora cada uma das passagens em que se acha esta expressão ou sua equivalente.
A primeira é Atos 2:23. Lemos ali: “A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando-o vós, o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos”. Se se der cuidadosa atenção à terminologia deste versículo, ver-se-á que o apóstolo não estava falando do conhecimento antecipado que Deus tinha do ato da crucificação, mas sim da Pessoa crucificada: “A este (Cristo) que vos foi entregue”, etc.
A segunda é Romanos 8:29-30. “Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho; a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos. E aos quepredestinou a estes também chamou”, etc. Considere-se bem o pronome aqui empregado. Não se refere aalgo , mas a pessoas , que ele conheceu, de antemão. O que se tem em vista não é a submissão da vontade, nem a fé do coração, mas as pessoas mesmas .
“Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu...” (Romanos 11:2). Uma vez mais a clara referência é a pessoas, e somente a pessoas.
A última citação é de 1 Pedro 1:2: “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai...” Quem são “eleitos segundo a presciência de Deus Pai”? O versículo anterior nô-lo diz: a referência é aos “estrangeiros dispersos”, isto é, a Diáspora, a Dispersão, os judeus crentes. Portanto, aqui também a referência é a pessoas, e não aos seus atos previstos.
Ora, em vista destas passagens (e não há outras mais), que base bíblica há para alguém dizer que Deus “pré-conheceu” os atos de certas pessoas, a saber, o seu “arrependimento e fé”, e que devido a esses atos Ele as elegeu para a salvação? A resposta é: absolutamente nenhuma. As Escrituras nunca falam de arrependimento e fé como tendo sido previsto ou pré-conhecido por Deus. Na verdade, Ele sabia desde toda a eternidade que certas pessoas se arrependeriam creriam ; entretanto, não é a isto que as Escrituras se referem como objeto da “presciência” de Deus. Esta palavra se refere uniformemente ao pré-conhecimento de pessoas; portanto, conservemos “... o modelo das sãs palavras. . .” (2 Timóteo 1:13).
Outra coisa para a qual desejamos chamar particularmente a atenção é que as duas primeiras passagens acima citadas mostram com clareza e ensinam implicitamente que a “presciência” de Deus não é causativa , pelo contrário, alguma outra realidade está por trás dela e a precede, e essa realidade é o Seudecreto soberano . Cristo “... foi entregue pelo (1) determinado conselho e (2) presciência de Deus” (Atos 2:23). Seu “conselho” ou decreto foi a base da Sua presciência. Assim também em Romanos 8:29. Esse versículo começa com a palavra “porque”, conjunção que nos leva a examinar o que o precede imediatamente. E o que diz o versículo anterior? “... todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles... que são chamados por seu decreto”. Assim é que a “presciência” de Deus baseia-se em Seu decreto (ver Salmo 2:7).
Deus conhece de antemão o que será porque Ele decretou o que há de ser . Portanto, afirmar que Deus elege pessoas porque as pré-conhece é inverter a ordem das Escrituras, é pôr o carro na frente dos bois. A verdade é esta: Ele as “pré-conhece” porque as elegeu . Isto retira da criatura a base ou causa da eleição, e a coloca na soberana vontade de Deus. Deus Se propôs eleger certas pessoas, não por haver nelas ou por proceder delas alguma coisa boa, quer concretizada quer prevista, mas unicamente por Seu beneplácito. Quanto ao por que Ele escolheu os que escolheu, não sabemos, e só podemos dizer: “Sim, ó Pai, porque assim te aprouve” (Mateus li :26). A verdade patente em Romanos 8:29 é que Deus, antes da fundação do mundo, elegeu certos pecadores e os destinou para a salvação (2 Tessalonicenses 2:13). Isto se vê com clareza nas palavras finais do versículo: “... os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho”, etc. Deus não predestinou aqueles que “dantes conheceu” sabendo que eram “conformes”, mas, ao contrário, aqueles que Ele “dantes conheceu” (isto é, que Ele amou e elegeu), “predestinou para serem conformes”. Sua conformidade a Cristo não é a causa, mas o efeito da presciência e predestinação divina.
Deus não elegeu nenhum pecador porque previu que creria, pela razão simples, mas suficiente, de que nenhum pecador jamais crê enquanto Deus não lhe dá fé; exatamente como nenhum homem pode ver antes que Deus lhe dê a vista. A vista é dom de Deus, e ver é a conseqüência do uso do Seu dom. Assim também a fé é dom de Deus (Efésios 2:8-9), e crer é a conseqüência do uso deste Seu dom. Se fosse verdade que Deus elegeu alguns para serem salvos porque no devido tempo eles creriam, isso tornaria o ato de crer num ato meritório e, nesse caso, o pecador salvo teria motivo para gloriar-se, o que as Escrituras negam enfaticamente (veja Efésios 2:9).
Certamente a Palavra de Deus é bastante clara ao ensinar que crer não é um ato meritório. Afirma ela que os cristãos vieram a crer “pela graça” (Atos 18:27). Se, pois, eles vieram a crer “pela graça”, absolutamente não há nada de meritório em “crer”, e, se não há nada de meritório nisso, não poderia ser o motivo ou causa que levou Deus a escolhê-los. Não; a escolha feita por Deus não procede de coisa nenhuma existente em nós , ou que de nós provenha, mas unicamente da Sua soberana boa vontade.
Mais uma vez, em Romanos 11:5 lemos sobre “... um resto, segundo a eleição da graça”. Eis aí, suficientemente claro; a eleição mesma é “da graça”, e a graça é favor imerecido , coisa a que não tínhamos direito nenhum diante de Deus.
Vê-se, pois, como é importante para nós, termos idéias claras e bíblicas sobre a “presciência” de Deus. Os conceitos errôneos sobre ela, inevitavelmente levam a idéias que desonram em extremo a Deus. A noção popular da presciência divina é inteiramente inadequada. Deus não somente conheceu o fim desde o princípio, mas planejou, fixou, predestinou tudo desde o princípio. E, como a causa está ligada ao efeito, assim o propósito de Deus é o fundamento da Sua presciência. Se, pois, o leitor é um cristão verdadeiro, é porque Deus o escolheu em Cristo antes da fundação do mundo (Efésios 1:4), e o fez não porque previu que você creria , mas simplesmente porque Lhe agradou fazê-lo; você foi escolhido apesar da tua incredulidade natural. Sendo assim, toda a glória e louvor pertence a Deus somente. Você não tem base nenhuma para arrogar-se crédito algum. Você creu “pela graça” (Atos 15:27), e isso porque a tua própria eleição foi “da graça” (Romanos 11:5).


Fonte: Arthur W. Pink. Os Atributos de Deus. Editora PES.

Nossa Herança Espiritual


Existem contextos diferentes nas cartas do Novo Testamento e estes devem nos desafiar a uma reflexão sobre nossa herança espiritual. Até onde uma pessoa convertida, de uma religião totalmente diferente dos princípios do cristianismo, espera encontrar algo totalmente diferente de sua herança espiritual? Como identificar esta herança em uma pessoa quem venha, por exemplo, do catolicismo romano e agora vive como membro de uma igreja evangélica?
Observemos um exemplo simples na carta aos Hebreus. Creio ser relevante dizer que este artigo não espera ser uma análise exegética ou crítica de autoria e forma destes livros que compõe o cânon. Dito isso, vamos adiante, apenas abrindo portas para os leitores continuarem sua jornada. O livro de Hebreus foi escrito provavelmente entre os anos de 64 d.C e 86 d.C1 e tinha como público alvo um grupo de judeus que haviam se convertido ao cristianismo.2 A carta não se preocupa com os fariseus, publicanos, saduceus ou qualquer outro grupo específico e sua possível influência na igreja. Várias questões teológicas surgem ao longo de toda carta, onde o autor percebe a necessidade de dialogar com a teologia do Antigo Testamento. O autor escreve a respeito de assuntos que não encontramos, com a mesma atenção, em outros lugares do Novo Testamento, tais como: o sacerdócio de Melquisedeque, o tabernáculo no deserto e o dia da expiação. Parece que a intenção do autor é escrever uma epistola que contemple ao mesmo tempo doutrina e exortação.3 Guthrie destaca que o autor conhecia muito bem seus leitores, sua história e situação. Ele sabia sobre o despojamento das suas propriedades (10.33-34) da generosidade daqueles irmãos (6.10) e conhecia o estado de mente atual deles (5.11ss.; 6.9ss.).4 O sacrifício e o sacerdócio de Jesus Cristo é destaque nos capítulos 7-10, mas o que chama atenção é quando o autor destaca a importância da comunhão na igreja e em suas atividades, ele escreve: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o dia se aproxima” (Hb 10.25). Completando o quadro, o autor de hebreus discorre ainda sobre a questão da liderança e a necessidade dos novos cristãos em respeitá-la: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros” (Hb 13.17).
Observem que estes dois assuntos, participação na igreja e respeito à liderança espiritual são características muito comuns no contexto da eclesiologia judaica. Quantas vezes encontramos no Antigo Testamento o abandono à comunhão com Deus e o questionamento dos judeus aos seus líderes espirituais? São muitas, como por exemplo: Moisés, Elias e Samuel.
Estas preocupações do autor de Hebreus não podem ser encontradas de maneira tão específica em outras cartas do Novo Testamento. Cada carta tem um contexto, e isso é obviamente gritante. Porque o contexto espiritual, a herança dos membros em cada comunidade difere uma da outra. Os leitores de hebreus são frutos de uma geração e cultura totalmente diferente dos irmãos que receberam a correspondência em Filipos, Colossos ou Éfeso.
Percebe-se, portanto, que a herança espiritual e o contexto cultural fazem muita diferença quando pensamos em uma comunhão dentro dos muros das igrejas. As pessoas que encontram, pela graça de Deus, o novo e vivo caminho (Hb 10.20) não estão desprovidas de uma herança litúrgica e doutrinária. Aqueles que experimentaram uma fé judaica sentirão a diferença litúrgica ritualística ortodoxa do judaísmo quanto comparado com o culto cristão. Os que vieram do catolicismo romano estarão ainda carregando em suas memórias vários elementos e vocabulários do romanismo. É comum encontrar evangélicos provenientes do catolicismo romano usando expressões como “nossa senhora”! Outros que tiveram uma fé anterior kardecista sentirão ainda a necessidade de “fazer algo” para ser salvo. Afinal sua fé anterior era voltada para os méritos, as boas obras.
Cabe ao pastor e a liderança da igreja identificar este universo pregresso e ensinar aquilo que Jesus Cristo afirmou: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me” (Mt 16.24). Jesus sabia que para seguí-lo era e ainda é necessário abandonar o velho homem, suas crenças e valores sem Cristo e assumir uma nova jornada com a fé verdadeira e salvadora, com os valores e doutrinas do Deus triúno.
O autor da epístola aos Hebreus foi muito sábio ao identificar e tratar cada dúvida que a igreja estava vivendo. Com muita autoridade, seriedade e piedade amorosa percebe-se a maneira didática com que ele conduziu seu rebanho. Nossa igreja precisa de uma liderança que saiba identificar quais elementos são pressupostos hermenêuticos na expectativa e serviço dos membros da igreja. Tanto para aquelas características que eles querem distância, por não trazer uma memória positiva, quanto àqueles que eles desejam reproduzir por sentirem uma saudade litúrgica. Quem determina a forma e a essência da adoração é o nosso Senhor. “Deus é espírito; e importa que seus adoradores o adorem em Espírito e em verdade” (João 4.24). Soli Deo Gloria!
1 Barclay, Willian. Comentário al NuevoTestamento. (Barcelona: Editorial CLIE, 2008, p.883)
2 Lightfood, Neil R. Epístola aos Hebreus. (São Paulo: Editora Vida Cristã, 1981, p.31)
3 Kistemaker, Simon. Exposition of the Epistle to the Hebrews. (Grand Rapids: Baker Academic, 2007, p.04)
4 Guthrie, Donald. Hebreus Introdução e Comentário. (São Paulo: Edições Vida Nova e Editora Mundo Cristão, 1987, p.20)

-Leonardo Sahium

Prega a Palavra - Steven Lawson



Toda época de reforma e despertamento espiritual tem sido iniciada por uma restauração da pregação bíblica. A causa e o efeito são inseparáveis e invariáveis. J. H. Merle D’Aubignè, famoso historiador da Reforma, escreveu: “A única e verdadeira reforma é aquela que emana da Palavra de Deus”. Isso significa: a condição da igreja corresponde à condição do púlpito.
Isso aconteceu à igreja por ocasião da Reforma Protestante, no século XVI. Martinho Lutero, João Calvino e outros reformadores foram levantados por Deus para liderar essa época. Na vanguarda, estava a sua restauração da pregação expositiva que contribuiu ao desencadeamento do movimento religioso que mudou a Europa e, por fim, a civilização ocidental. Tendo o Sola Scriptura como seu lema, uma nova geração de pregadores bíblicos restaurou o púlpito à sua glória anterior e ressuscitou o cristianismo apostólico.
O mesmo aconteceu na época áurea dos puritanos, no século XVII. Uma restauração da pregação bíblica se propagou como um fogo violento na religião árida da Escócia e da Inglaterra. Um ressurgimento do cristianismo autêntico aconteceu quando um exército de expositores bíblicos – John Owen, Jeremiah Burroughs, Samuel Rutherford e outros – marchou sobre o Império Britânico com a Bíblia aberta e voz erguida. Como conseqüência, a monarquia foi abalada, e a história, alterada.
O século XVIII testemunho exatamente a mesma coisa. A pregação de Jonathan Edwards, George Whitefield e dos Tennents, saturada de Bíblia, trovejou nas colônias primitivas na América. O litoral do Atlântico foi energizado pela proclamação do evangelho, e a Nova Inglaterra, grandemente impactada. A Palavra era pregada, almas eram salvas, e o reino se expandia.
O fato é que a restauração da pregação bíblica sempre foi o principal fator em todo avivamento genuíno do cristianismo. Philip Schaff escreveu: “Todo verdadeiro progresso na história da igreja é condicionado por um novo e profundo estudo das Escrituras”. Isso significa: todo grande avivamento na igreja tem sido iniciado por um retorno à pregação expositiva.
D. Martyn Lloyd-Jones, pregador da Capela de Westminster, disse: “A necessidade mais urgente da igreja cristã contemporânea é a verdadeira pregação. E, se essa é a maior e a mais urgente necessidade da igreja, ela é também a grande necessidade do mundo”. Se esse diagnóstico é correto (e creio que é), um retorno à verdadeira pregação – pregação bíblica, expositiva – é a grande necessidade desta hora crítica. Se uma reforma precisa vir à igreja, ela tem de começar no púlpito.
Em seus dias, o profeta Amós advertiu quanto a uma penúria vindoura, uma secura terrível que cobriria a terra. Mas não seria a mera ausência de água e alimentos, pois a escassez seria muito mais fatal. Seria uma fome de ouvir a Palavra de Deus (Am 8.11). É certo que a igreja contemporânea se acha em dias de escassez semelhantes àqueles. Tragicamente, a exposição bíblica está sendo substituída por entretenimento; a doutrina, por dramatização; e a teologia, por teatro; e a pregação, por apresentações. O que é desesperadoramente necessário é que os pastores retornem à sua vocação sublime – a comissão divina de “pregar a Palavra” (2 Tm 4.1-2).
O que é pregação expositiva? João Calvino, o reformador de Genebra, explicou: “ Pregar é a exposição pública da Escritura por meio do homem enviado da parte de Deus, pela qual Deus mesmo é apresentado em juízo e graça”. Em outras palavras, Deus está sempre presente, por meio de seu Espírito, na pregação de sua Palavra. Esse tipo de pregação começa com um texto bíblico, permanece nele e mostra o seu significado tencionado por Deus, de um modo que transforma a vida.
Esta foi a última responsabilidade que Paulo outorgou a Timóteo: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina” (2 Tm 4.2). Essa pregação precisa declarar todo o conselho de Deus na Escritura. Toda a Palavra escrita de Deus tem de ser exposta. Temos de ensinar todas as verdades, expor todos os pecados, oferecer todas as graças e apresentar todas as promessas.
Um avivamento enviado do alto começará somente quando a Escritura for entronizada novamente no púlpito. Tem de haver uma proclamação retumbante da Bíblia, aquele tipo de pregação que apresenta uma explicação clara de um texto bíblico com aplicação, exortação e apelo constrangedores.
Todo pregador deve limitar-se às verdades da Escritura. Quando a Bíblia fala, Deus fala. O homem de Deus não tem nada a dizer sem a Bíblia. Não deve exibir suas opiniões pessoais no púlpito. Tampouco deve expor filosofias mundanas. O pregador está limitado a uma tarefa: pregar a Palavra.
Charles Haddon Spurgeon disse: “Prefiro falar cinco palavras deste Livro a falar 50.000 palavras dos filósofos. Se queremos avivamentos, temos de ressuscitar nossa reverência para com a Palavra de Deus. Se queremos conversões, temos de colocar mais da Palavra de Deus em nossos sermões”. Isso continua sendo a necessidade gritante de nossa época.
Que uma nova geração de homens poderosos se levante e fale, e façam-no de modo altissonante e claro! A condição da igreja corresponde à condição do púlpito.


Traduzido por: Wellington Ferreira

Copyright:© Ligonier Ministries / Tabletalk Magazine / Steven Lawson

© Editora FIEL 2010.

Traduzido do original em inglês: Preach the Word. Revista Tabletalk, Janeiro de 2010. Com permissão de Ligonier Ministries.



O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.


A Pessoa, Obra e o Status Atual de Satanás





por Dr. Greg L. Bahnsen
A ironia intelectual da década anterior é a de que, enquanto teólogos seculares e pós-radicais se uniram para anular a deidade sobrenatural da Escritura, tem havido uma onda periódica de publicações e reimpressões sobre Satanás e o ocultismo. Deus pode estar sem sentido ou morto, mas Satanás está vivo e ativo no planeta terra (ou ao menos é o que nos dizem). Uma seção separada, dedicada exclusivamente à literatura sobre ocultismo e demonologia tem sido por necessidade montada em muitas livrarias cristãs e seculares; somente alguém dedicado exclusivamente à satanologia poderia manter-se informado sobre a literatura e as relações sociais centralizadas em torno desses tópicos.
A igreja antiga em Tiatira vivia no meio de uma sociedade economicamente dominada por guildas, politicamente controlada por pagãos imorais, culturalmente subjugada por atividades desenfreadas e religiosamente oprimida pela idolatria e pelo misticismo. Como a igreja de hoje, a de Tiatira tinha de ser lembrada de que todo o poder e autoridade no céu e na terra pertenciam ao Messias ressurreto (conf. Mt. 28:18) e que Ele prometera exercer controle sobre as nações através do Seu povo (Ap. 2:26-27). O domínio seria do reino de Deus, e não do de Satanás. No entanto, ainda que Satanás exercesse o poder central sobre a história, uma seita herética e mística dentro da igreja se orgulhava de uma suposta compreensão doutrinária (como dizem) dos “profundos segredos de Satanás” (Ap. 2:24). Sua ênfase recaía sobre o príncipe das trevas ao invés de sobre a Luz do mundo, e apesar de seus experimentos concentrados nas coisas de Satanás, esses “jezabitas” pensavam equivocadamente que haviam aprimorado sua caminhada cristã!
Um amplo segmento da igreja na atualidade também tem concentrado sua atenção pessimista em Satanás e seus poderes. Juntamente com a avalanche de literatura sobre esse assunto veio também a alegação de alguns autores de revelar “os profundos segredos de Satanás” e a declaração de muitos outros autores de que Satanás é o fator determinante no desfecho da dispensação presente. Como a igreja em Tiatira, a igreja moderna perdeu de vista o fato de que a escuridão não pode vencer a luz (João 1:5); como consequência, ela se acovarda diante das obras das trevas ao invés de reprová-las (Ef. 5:11). Calhamaços de textos são escritos, entregando desesperadamente o mundo a Satanás e ao anticristo. O tema da vitória, que desempenha um papel crucial nas cartas às sete igrejas em Apocalipse 2-3 têm sido ora reinterpretado, ora eliminado. Satanás passou a ocupar lugar de destaque até algum tempo depois do “arrebatamento secreto” (a mais recente doutrina escapista), e a convicção sólida de Martinho Lutero parece ter sido relegada a um plano inferior:
Se nos quisessem devorar
Demônios não contados,
Não nos podiam assustar,
Nem somos derrotados.
O grande acusador
Dos servos do Senhor
Já condenado está;
Vencido cairá
Por uma só palavra.
À luz da informação sobre Satanás que está sendo publicada nestes dias, o crente precisa ter consciência da perspectiva sobre Satanás que é exposta nas Escrituras da Nova Aliança. Somente este ensino revelacional é capaz de fornecer um padrão apropriado com o qual estudos atuais a ele comparados podem ser avaliados por sua acuracidade, ortodoxia e valor ético. As páginas a seguir tentarão resumir o que o Novo Testamento revela sobre Satanás e sua obra. Nós nos concentramos na revelação da Nova Aliança, considerando as limitações do estudo extenso de um objeto, mas ainda mais importante, na alteração profunda e consideravelmente relevante da posição de Satanás no período inter-advento. Nossas conclusões estarão organizadas sob oito importantes definições de Satanás no Novo Testamento; essas definições resumem convenientemente as várias facetas refletidas na doutrina bíblica de Satanás, bem como afastam para bem longe o engano de Tiatira.

O INÚTIL (BELIAL)
II Coríntios 6:15 é um bom lugar para uma caracterização geral de Satanás. Durante a exortação aos crentes para que se abstenham do comprometimento com um mundo incrédulo e pecaminoso, Paulo organiza uma série de contrastes antitéticos. A justiça não tem nenhuma comunhão com a maldade (vs. 14; conf. Rm.; Hb. 1:9), assim como a luz é incompatível com as trevas (conf. Rm. 13:12; Ef. 5:8; 1 Pe. 2:9; 1 Jo. 1:5). As forças da justiça e da luz, assim como as forças da maldade e das trevas têm um comandante sobre elas; Paulo, consequentemente, torna o contraste mais pessoal. Ele avança dos termos éticos mais abstratos rumo a um contraste entre dois indivíduos nomeados: Cristo e Belial. A antítese entre esses dois talvez seja ampliada devido ao fato de que na Apócrifa e na Pseudo-Epigrafa, “Belial” denote não apenas o primeiro anjo caído e acusador do povo de Deus (i.e., Satanás), mas também o anticristo.
Por um lado, temos “Cristo”, o “ungido” de Deus. Ele é o eleito e favorecido por Deus, aquele em quem se encontra a suprema dignidade, e que merece o mais elevado louvor. Aquele que Deus unge é cheio do Espírito Santo (conf. Is. 61:1) e tipifica aderência à justiça: “Amas a justiça e odeias a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros.” (Sl. 45:7). Em comparação ao valor de Cristo, todas as outras coisas devem ser consideradas como perda e refugo (Fp. 3:8). Assim, o Ungido de Deus, o Messias é o resumo da legalidade e da honra mais elevada. No entanto, contra “Cristo” há “Belial”. No Antigo Testamento “belial” era usado como um adjetivo para descrever os homens ímpios, especialmente os que eram culpados de imoralidade bruta e de rebelião contra autoridade. Tinha o sentido geral de inutilidade (“sem benefício, ou uso”). Através de uma leve modificação da derivação da palavra, a tradição rabínica interpretava “belial” como “sem jugo,” ou seja, alguém que é rebelde, irrefreável ou sem lei. A ideia de que belial é alguém que recusava o jugo da lei é novamente reafirmada pelo fato de que a Septuaginta traduz “belial” como “ilegalidade”, tanto em sentido geral como no termo aplicado a pessoas. A literatura inter-testamentária definitivamente identificava Satanás como “Belial.” Do mesmo modo, Paulo usa “Belial” como um título para Satanás em 2 Coríntios 6:15, tomando-o como o paradigma da ilegalidade e da inutilidade. Belial e Cristo estão em antagonismo insolúvel; não há nenhuma harmonia (“sinfonia” tem a mesma origem da palavra grega) entre os dois.
Aqui, então, temos uma caracterização básica com a qual podemos começar nossa análise sobre Satanás. Paulo o apresenta não simplesmente como um princípio, um símbolo ou uma força impessoal, mas como o membro de igual importância em sua série de contrastes em relação à pessoa de Cristo. Satanás é uma pessoa. Não pode ser racionalizado como um mito pré-científico ou uma personificação literária. Ele se move (1 Pe. 5:8), trabalha (Ef. 2:2), conhece (Ap. 12:12), fala (Mt. 4:3), trama (2 Co. 2:11), deseja (Lucas 22:31), disputa (Judas 9), engana (2 Co. 11:3), sente emoção (Ap. 12:12; 1 Tm. 3:6, Tiago 2:19), tenta (1 Ts. 3:5), faz promessas (Mt. 4:9), peca (1João 3:8) e se envolve em muitas outras atividades de natureza pessoal.
É claro que Satanás é mais que simplesmente uma pessoa, de acordo com Paulo em 2 Coríntios 6:15. Ele é uma pessoa inútil e corrupta, o representante pessoal das trevas e da injustiça. A partir daquilo que o Novo Testamento nos ensina, a queda de Satanás deve ser atribuída à sua apostasia da verdade (João 8:44) e ao seu orgulho condenável (1 Tm. 3:6). Arrogando-se de ter prerrogativas que não eram suas próprias, Satanás não permaneceu firme na verdade. Consequentemente, não manteve sua condição ou posição original (conf. Judas 6). Quando caiu, arrastou uma multidão de anjos com ele, como indica Judas 6 ao mencionar uma pluralidade de anjos apóstatas. Verdadeiramente, a menos que a menção a um terço das estrelas sendo lançadas sobre a terra em Apocalipse 12:4 seja meramente uma figura usada para expressar o tamanho ou a influência do dragão vermelho com respeito ao imaginário dessa passagem, parece que uma minoria significativa de anjos (simbolizados pelas estrelas; conf. Ap. 9:1, onde Satanás aparece como uma estrela) caiu com ele (assim como mais tarde ficou desprovida de certo poder, juntamente com ele; conf. Ap. 12:9). Não contente com esse resultado, Satanás também se empenhou no projeto de conquistar a lealdade dos homens na desobediência. Historicamente, ele é responsável por enganar Eva (2 Co. 11:3) e por desencadear, por meio de suas mentiras, a morte espiritual da raça humana (conf. João 8:44). A desaprovação sentida pelos autores inspirados para com Satanás é manifesta a partir da designação que eles lhe dão de maligno (Mt. 6:13; 13:19, 38; João 17:15; Ef. 6:16; 1 João 2:13-14; 3:12; 5:18-19), caluniador (Mt. 4: 1, 11; Lucas 4:2, 6; 1 Tm. 3:6-7; 2 Tm. 2:26; 1 Pe. 5:8; Ap. 12:9; 20:2), adversário (1 Pe. 5:8), inimigo (Mt. 13:28-29), acusador (Ap. 12:10), destruidor (1 Co. 10:10), e líder mundial das trevas (Ef. 6:12); como mentiroso e homicida (João 8:44), anjo do abismo (Ap. 9:11), leão que ruge (1 Pe. 5:8), dragão vermelho (Ap. 12:3-17; 20:2), e a velha serpente (Ap. 12:9; 20:2; 2 Co. 11:3). Ele não apresenta nada que seja construtivo, aproveitável ou bom.
Finalmente, 2 Coríntios 6:15 retrata Satanás em extrema oposição à pessoa de Cristo e a tudo o que Ele representa; não há qualquer ponto no qual Satanás e Belial possam harmonizar-se com Cristo. Satanás é dedicado à obra de atrapalhar e destruir o reino de Deus (quer esse objetivo seja realista, quer não). Com esse alvo ele aparece, não apenas como o tentador do primeiro Adão, mas também como o tentador de Jesus Cristo, o Segundo Adão. Imediatamente após o batismo de Jesus, Ele foi para o deserto para ser tentado pelo demônio, que fez um ataque ostensivo à aprovação divina que Jesus havia recebido em seu batismo, bem como à presumível autoridade sobre os reinos do mundo (Mt. 4:1-11). Satanás esforçou-se por induzir Jesus a trair o Seu chamado, submeter-se ao reino das trevas, e assim abandonar o estabelecimento do reino de Deus. Satanás estava lutando por sua vida, assim como Jesus resistiu em face do ataque demoníaco a fim de redimir, reivindicar e refazer a vida de Seu povo eleito. A confrontação no deserto foi uma batalha mortal entre dois reinos, e Cristo venceu essa batalha que Satanás e Adão haviam perdido, não por meio do poder autônomo, mas da completa obediência à vontade de Deus. Diferentemente de Satanás, Jesus estava disposto a humilhar-se (conf. Fp. 2:7-8), e permaneceu na verdade (conf. João 1:14,17).
Além de nos mostrar a principal derrota de Satanás, essa narrativa também revela a personalidade de Satanás como o antagonista amargo do Ungido de Deus e Messias do Reino. Ele expressa esse antagonismo atuando em indivíduos (Ef. 2:2), no corpo (Lucas 13:16) e na mente (Lucas 22:3), através do mundo natural (Lucas 8:23-24, onde Jesus repreendeu as ondas assim como repreendera os demônios, por exemplo em Marcos 9:25), no comportamento social (Lucas 8:27) e nas relações (2 Co. 2:5-11), nas questões intelectuais (1 Tm. 4:1), nos assuntos políticos (Ap. 12-13), e nos religiosos, quer nas falsas seitas (2 Co. 11:14-15) ou no caminho verdadeiro, distorcendo-o (Gl. 4:8-9) e competindo com (Mt. 13:39) a pregação do evangelho. Não há nenhuma faceta da vida que Satanás evite em seu projeto de atrapalhar o reino de Cristo. Ele é uma pessoa inútil que em ponto algum se harmoniza com Cristo. Ele é, em resumo, “Belial.”
O PRÍNCIPE DOS DEMÔNIOS
De acordo com a Escritura, não há somente anjos de Deus (Mt. 22:30; Lucas 12:8; 15:10; João 1:51), mas, por contraste, há também “anjos de Satanás” (Mt. 25:41; 2 Co. 12:7; Ap. 12:7, 9).
Estes são denominados “demônios.” Enquanto há muitos daimonia (demônios) mencionados na Bíblia, há somente um diabolos (demônio). Uma minoria significativa de anjos criados pecou juntamente com Satanás e com ele foi lançada à terra (2 Pe. 2:4; Ap. 12:4), tornando-se assim um grupo de demônios sob a liderança do diabo. Consequentemente, Satanás é chamado “o príncipe dos demônios” em Mateus 9:34. Paulo o denomina de “príncipe da potestade do ar” (Ef. 2:2), e em Apocalipse 9:11, ele é considerado “rei sobre” o enxame do abismo. Assim como Cristo é o cabeça de Sua igreja, o soberano monarca sobre Seus discípulos, assim também Satanás é o líder da multidão demoníaca; ele tem um exército de espíritos desobedientes sob seu comando. Esses demônios são perversos, sujos e cruéis (Mt. 8:28; 10:1; Marcos 5:2-5; 9:20; Atos 19:15).
Além disso, há graus de perversidade entre eles (Mt. 12:45), e alguns são mais difíceis de exorcizar que outros (Mt. 17:21). Alguns textos fornecem detalhes de várias categorias de anjos e demônios (Ef. 1:21; 3:10; 6:12; Cl. 1:16; 2:10, 15), que sugerem a possibilidade de uma hierarquia de demônios, embora as muitas combinações de títulos tornem impossível para nós estabelecer firmemente qual seria a graduação. No entanto, uma coisa é certa: Satanás é o príncipe ou soberano deles, ultrapassando a todos em autoridade e em nível de perversidade e força.
Muitos têm sustentado que Mateus 12:43-45 e Marcos 5:12 DEMONSTRAM QUE OS DEMÔNIOS ANSEIAM OCUPAR CORPOS FÍSICOS E QUE ESSE É SEU MODUS OPERANDI PRIMORDIAL. NO ENTANTO, A PRIMEIRA PASSAGEM PARECE SER UMA PARÁBOLA REFERENTE NÃO APENAS A INDIVÍDUOS, MAS A CULTURAS OU SOCIEDADES INTEIRAS QUE TENTAM SER NEUTRAS EM RELAÇÃO A CRISTO. A SEGUNDA PASSAGEM MUITO PROVAVELMENTE REPRESENTA UMA TÁTICA DE DIVERSIFICAÇÃO (E NESSE PONTO MALOGRADA) POR PARTE DOS DEMÔNIOS. MAS QUER A POSSESSÃO FÍSICA DE CORPOS (ESPECIALMENTE HUMANOS) SEJA OU NÃO UM PROCEDIMENTO-PADRÃO de DEMÔNIOS, AS NARRATIVAS DO NOVO TESTAMENTO SOBRE POSSESSões DEMONÍACAS SÃO MUITAS (HÁ NO MÍNIMO CINQUENTA E DOIS EXEMPLOS SOMENTE NOS EVANGELHOS, ONDE A PALAVRA “ENDEMONINHADO” OCORRE CINQUENTA E CINCO VEZES E A expressão “IMUNDO” OU “ESPÍRITO(S) MALIGNO(S)” APARECE VINTE E OITO VEZES); EXEMPLOS CLÁSSICOS DE POSSESSÃO DEMONÍACA SÃO OS DOS DOIS HOMENS GADARENOS (MT. 8:28-34 E PARALELOS), O HOMEM MUDO (MT. 9:32-33), O HOMEM CEGO E MUDO (MT. 12:22 E PARALELOS), A FILHA DA SIRO-FENÍCIA (Mt. 15:22-29 E PARALELOS), A CRIANÇA LUNÁTICA (Mt. 17:14-18 E PARALELOS), O HOMEM NA SINAGOGA (MARCOS 1:23-26 E PARALELOS), E MARIA MADALENA (MARCOS 16:9 E PARALELOS).
A BÍBLIA, DE FORMA GERAL, deseja que entendamos A POSSESSÃO DEMONÍACA COMO UMA OCORRÊNCIA REAL, e NÃO MERAMENTE UMA DESCRIÇÃO METAFÓRICA. AS NARRATIVAS DO EVANGELHO FAZEM DISTINÇÃO CLARA ENTRE DOENCA E POSSESSÃO DEMONÍACA ÀS VEZES COMO FENÔMENOS SEPARADOS E ÀS VEZES COMO CAUSA E EFEITO (MT. 4:24; 8:16; MARCOS 1:32). VALE NOTAR QUE LUCAS, UM MÉDICO EM SEUS DIAS, MENCIONA AMBAS SEPARADAMENTE (LUCAS 4:33-36, 40-41; 6:17-18; 9:1-2). ALÉM DISSO, O SENHOR DIRIGE-SE AOS DEMÔNIOS COMO ENTIDADES DISTINTAS DA PESSOA POSSUÍDA (MT. 17:18; 8:32; MARCOS 1:25, 34; 9:25). FINALMENTE, A POSSESSÃO PODERIA OCORRER POR MEIO DE UM grande número DE DEMÔNIOS (MARCOS 5:9; 16:9; LUCAS 11:26) E SE MANIFESTAR EM PORCOS; AMBOS OS FATOS SERIAM ENFEITES SUPÉRFLUOS SE A POSSESSÃO DEMONÍACA FOSSE SIMPLESMENTE UM MODO MITOLÓGICO DE FALAR SOBRE DOENÇA MENTAL (IRONICAMENTE, SE ALGUMA COISA É UM MITO, SUPÕE-SE QUE SEJA UM FENÔMENO DE DOENÇA MENTAL, E NÃO DE POSSESSÃO DEMONÍACA!). A POSSESSÃO DEMONÍACA PODERIA TER UMA INFLUÊNCIA PROFUNDA E preponderANTE SOBRE O CORPO (MARCOS 9:17-26), A VONTADE (JOÃO 13:27), AS PALAVRAS (MARCOS 1:23) E A MENTE DE ALGUÉM (MARCOS 5:1-18). O ENDEMONINHADO PODIA PERDER O CONTROLE SOBRE SI MESMO, E ISSO CONTRA A SUA VONTADE (CONF. LUCAS 9:39). A POSSIBILIDADE DA POSSESSÃO DEMONÍACA NA ATUALIDADE SERÁ DISCUTIDA BREVEMENTE ABAIXO.
A BÍBLIA DÁ MAIS INFORMAÇÕES SOBRE DEMÔNIOS. EM EFÉSIOS 2:2, PAULO DESCREVE SATANÁS COMO “O PRÍNCIPE Da POtestade DO AR”, UMA ALUSÃO QUE ENCERRA AO MENOS TRÊS LIÇÕES. PRIMEIRO, OS CONTROLADORES DEMONÍACOS DA REBELIÃO PECAMINOSA (TREVAS) SOBRE QUEM SATANÁS GOVERNA, SÃO PODERES ABSTRATOS Deste mundo tenebroso (CONF. EF. 6:12). SEGUNDO, ESSES AGENTES ESPIRITUAIS ENCHEM O AR (CONF. EF. 3:10-12) OU OCUPAM A ATMOSFERA AO REDOR DA TERRA; OU SEJA, PAULO OS RETRATA VIVIDAMENTE COMO SERES QUE HABITAM O NOSSO MUNDO, FORÇAS ESPIRITUAIS AO NOSSO ALCANCE E COM QUEM LUTAMOS (CONF. EF. 6:12). E TERCEIRO, PORQUE PODERES DO MAL NÃO-MATERIAIS ESTÃO EM AÇÃO POR TODO O MUNDO, ELES CRIAM UMA ATMOSFERA ÉTICA OU UMA VISÃO DE MUNDO IMPREGNANTE EM DETERMINADA CULTURA (NOTE COMO “POtestade DO AR” É PARALELO A “ORDEM [ESPÍRITO, É CLARO] DESTE MUNDO” EM EF. 2:2); PORQUE OS FILHOS DA DESOBEDIÊNCIA TÊM O PRÍNCIPE DO PODER DO AR atuANDO NELES, CAMINHAM NA vaiDADE DE SEUS Próprios ENSAMENTOS (EF. 4:17). UMA SOCIEDADE OU CULTURA PODE CHEGAR A UMA ESTRUTURA MENTAL QUE SEJA APROPRIADAMENTE DESIGNADA DE “DEMONÍACA”; PODE DESENVOLVER UMA ATMOSFERA DE OPINIÃO QUE SEJA INÚTIL, CORRUPTA E DESTRUTIVA COMO É O PRÓPRIO BELIAL.
NO ENTANTO, NÃO SE DEVE PENSAR QUE SATANÁS E SEU EXÉRCITO DEMONÍACO SEJAM NO FINAL DAS CONTAS INDEPENDENTES DE DEUS, CONSTITUINDO-SE UMA FORÇA RIVAL GENUÍNA NO UNIVERSO. EM APOCALIPSE 9:1-11 LEMOS QUE SATANÁS, COMO ANJO DO ABISMO, LIBERA SEUS DEMÔNIOS (SIMBOLIZADOS COMO TERRÍVEIS E PODEROSOS GAFANHOTOS) SOBRE A TERRA. NOTE, NO ENTANTO, QUE ELES ESTÃO SUJEITOS AO CONTROLE (VS. 1: A AUTORIDADE PARA ABRIR O ABISMO TINHA DE SER CONCEDIDA POR DEUS A SATANÁS, A ESTRELA CAÍDA) E À CONTENÇÃO DIVINOS (VS. 5: O PODER QUE OS DEMÔNIOS POSSUEM É LIMITADO E CONCEDIDO POR DEUS A ELES). ESSA PRAGA DE GAFANHOTOS, JUNTAMENTE COM A DO GRANIZO (AP. 8:7) E A DA ESCURIDÃO (AP. 8:12) TENCIONAM LEMBRAR AS DEZ PRAGAS ENVIADAS POR DEUS AO EGITO. EM APOCALIPSE 9, DEUS É REPRESENTADO COMO aquele que PUNe O NOVO “EGITO” (ONDE CRISTO FOI CRUCIFICADO, JERUSALÉM; CONF. AP. 11:8) AO LIBERAR O TERROR DOS DEMÔNIOS SOBRE SUA DESCRENÇA E REBELIÃO COMO UMA FORMA DE TORMENTO E DE JUÍZO HISTÓRICOS. CONQUANTO SATANÁS POSSA SER O PRÍNCIPE DOS DEMÔNIOS, ELE, NO ENTANTO, RECEBE SEU PODER DE DEUS SOMENTE; O EXÉRCITO DEMONÍACO ESTÁ, NO FINAL DAS CONTAS, SOB COMANDO DE DEUS, CUMPRINDO SUAS ORDENS SOBERANAS E SERVINDO A SEUS PROPÓSITOS DIVINOS. QUALQUER QUE SEJA A OBRA QUE OS DEMÔNIOS FAÇAM NO MUNDO, ELA É FEITA SOB A INFLUÊNCIA DO SENHOR DEUS TODO-PODEROSO, E CONFORME SEU PLANO SÁBIO. QUANDO A ATIVIDADE DEMONÍACA OCORRE DE MANEIRA DESENFREADA EM UMA SOCIEDADE, DEVEMOS ENXERGAR nela PUNIÇÃO DIVINA, REJEIÇÃO AO EVANGELHO OU APOSTASIA DELE, OU SEJA, JUÍZO SOBRE A ATMOSFERA MENTAL DEMONÍACA QUE nela SE DESENVOLVEU.
A ESCRITURA NÃO SOMENTE NOS ENSINA QUE apenas DEUS É O SOBERANO SUPREMO E QUE, PORTANTO, OS DEMÔNIOS ESTÃO SOB SEU CONTROLE, CONTENÇÃO E DIREÇÃO, COMO TAMBÉM ENSINA QUE MESMO AGORA ESSES DEMÔNIOS ESTÃO ACORRENTADOS POR DEUS. ELE NÃO POUPOU OS ANJOS QUE PECARAM, ANTES os LANÇOU NO TÁRTARO (A PROVÍNCIA MAIS DESPREZÍVEL DO INFERNO), APRISIONANDO-OS ÀS CORRENTES (A LEITURA MAIS ANTIGA E CONFIÁVEL, AO INVÉS DE “POÇOS”) DAS TREVAS, PRESERVANDO-OS PARA O JUÍZO (2 PE. 2:4). JUDAS CONFIRMA QUE OS ANJOS QUE NÃO MANTIVERAM SUA POSIÇÃO INICIAL, antes ABANDONARAM SEU PRÓPRIO DOMÍNIO (A POSIÇÃo DESIGNADA POR DEUS SOB SEU GOVERNO) FORAM PRESERVADOS POR ele EM ALGEMAS OU LAÇOS ETERNOS (A PALAVRA USADA É CORRENTES, POR EXEMPLO, EM LUCAS 8:29, ATOS 16:26; 22:30) NA ESCURIDÃO ATÉ O JUÍZO DO GRANDE DIA (JUDAS 6). OS DEMÔNIOS TÊM ESTADO TRANCAFIADOS DESDE O MOMENTO DE SUA APOSTASIA; NUNCA HOUVE QUALQUER DÚVIDA DE QUE QUAISQUER QUE SEJAM AS ATIVIDADES NAS QUAIS ESTEJAM ENVOLVIDOS, ELES ESTÃO SOB O CONTROLE DE DEUS, QUE OS COLOCOU DE LADO ATÉ A CONDENAÇÃO FINAL. A OBRA DOS DEMÔNIOS DEVE SER VISTA CONSTANTEMENTE EM TERMOS DAS CORRENTES QUE AGORA OS PRENDEM. SUA PERDIÇÃO É CERTA. COMO APOCALIPSE 20:10 E MATEUS 25:41ENSINAM, O LAGO DE FOGO FOI PREPARADO PARA A PERDIÇÃO ETERNA DE SATANÁS E SEUS ANJOS; ELE É SEU HABITAT E DESTINO APROPRIADO. ESTAS PASSAGENS NOS MOSTRAM, A PROPÓSITO, QUE O FATO DE QUE OS DEMÔNIOS ESTÃO ACORRENTADOS não SIGNIFICA QUE ESTEJAM COMPLETAMENTE DESPROVIDOS DE PODER E TOTALMENTE SEM INFLUÊNCIA NO MUNDO. ELES ESTÃO APRISIONADOS DESDE SUA QUEDA EM PECADO E, NO ENTANTO, OS REGISTROS DO EVANGELHO MOSTRAM QUE TÊM ESTADO INTENSAMENTE ATIVOS, ASSIM COMO APOCALIPSE 9 ENSINA QUE DEUS FAZ COM QUE SIRVAM AOS PROPÓSITOS DELE NA HISTÓRIA. DESSE MODO, ESTAR ACORRENTADO não IMPLICA EM ESTAR DESTRUIDO OU IMOBILIZADO; SIMPLESMENTE SIGNIFICA QUE OS DEMÔNIOS ESTÃO ESTRITAMENTE SOB CONTROLE DE DEUS E REPRIMIDOS EM SUAS ATIVIDADES. SUAS OPERAÇÕES NUNCA OS LIBERTARÃO DE SEU DESTINO FINAL, PARA O QUAL AS CORRENTES DE DEUS OS DETERMINARAM. DEUS OBSERVA UM TIPO DE LEI DE TALIÃO: OS ANJOS QUE não MANTIVERAM SUA POSIÇÃO INICIAL ESTÃO AGORA DESTINADOS À PERDIÇÃO ETERNA.
O DESTRUIDOR (ABADOM, APOLIOM)
Passamos agora a examinar a natureza e o efeito da obra de Satanás no mundo. Recordando brevemente Apocalipse 9 onde Satanás é retratado como o líder de uma multidão de demônios que são soltos para exercer juízo sobre Jerusalém, notamos que a obra desses demônios é descrita como sendo uma obra de terrível destruição: trevas (v. 2), terror e desânimo (v. 6). Em geral, eles trabalham para produzir trevas e iniquidade (conf. Ef. 6:12), e quando são soltos para exercer juízo histórico (como foram na tribulação de Jerusalém no ano 70 AD) as circunstâncias se tornam tão desesperadoras que os homens preferem morrer a viver (conf. Lucas 23:27-30). Portanto, a influência do exército de Satanás é terrível: trevas, desespero, morte e destruição. A obra de Satanás não é construtiva; ela tem como objetivo retirar dos homens e do mundo o bom da vida e da criação através das forças negativas da desobediência, da desordem, do engano e da doença. Consequentemente, Apocalipse 9:11 dá um nome descritivo a Satanás, um nome que caracteriza o efeito de suas operações. O nome é dado primeiro em hebreu, depois em grego, a fim de que não haja nenhum engano sobre o seu significado. Ele é “Abadom,” o título para Hades no Antigo Testamento (Jó 26:2; 28:22; 31:12; Pv. 15:11; 27:20; Sl. 88:12), que quer dizer “destruição”. Ele está personificado em Jó 28:22, que torna a referência em Apocalipse 9:11 especialmente apropriada, uma vez que nela Satanás é chamado de anjo do abismo. Ele personifica a província a partir da qual opera, trazendo “o inferno à terra” (como dizemos). A personificação do inferno em Satanás está indicada na forma grega de seu nome “Apoliom”; este é o particípio para o verbo que significa “destruir”, sendo assim traduzido por “Destruidor.” Satanás é “Destruição,” e, verdadeiramente o próprio “Destruidor” (conf. 1 Co. 10:10; Hb. 2:14). Seus objetivos são puramente negativos e ele não realiza nada belo, verdadeiro ou bom.
Satanás pode trazer doença e indisposições físicas, tais como convulsões (Marcos 9:18, 20, 26), auto-flagelo (Lucas 4:35; Marcos 9:18, 22), surdez e mudez (Marcos 9:17-27). Lucas, o médico, fala de uma mulher que tinha “um espírito de enfermidade,” estando “presa por Satanás” com uma deformidade na espinha por dezoito anos (Lucas 13:11, 16). Quando os demônios são expulsos de um homem diz-se sobre ele que está “curado” ou “salvo” (Lucas 8:36). O “espinho na carne” de Paulo é considerado um “mensageiro de Satanás” (2 Co. 12:7). E Pedro resume o ministério de Jesus ao dizer que Ele andava por toda parte “curando a todos os oprimidos do diabo” (Atos 10:38). Satanás promove a decadência e a miséria no mundo físico.
Ele também tem o poder de colocar certas circunstâncias sob seu controle. Através da ação do concílio, Satanás impediu que Paulo retornasse a Tessalônica (1 Ts. 2:18). Através da perseguição política, Satanás pode fazer com que cristãos sejam levados à prisão (Ap. 2:10). Apocalipse 13 mostra que Satanás é o poder vitalizante da “besta” política, e Paulo discerniu que a vinda do “iníquo” (uma figura política) era “segundo a eficácia de Satanás” (2 Ts. 2:9). Pérgamo era o centro do culto ao imperador na província; os crentes eram obrigados a dizer “César é senhor.” Satanás foi muito ativo ali na perseguição à igreja e em produzir o martírio de crentes como Antipas. Portanto, dizia-se que o “trono” e a “habitação” de Satanás estavam ali (Ap. 2:13). Satanás ocasiona corrupção e ilegalidade na ordem política, inspirando através disso, oposição ao reino de Deus.
Satanás se esforça em tentar os que são de Deus para que pequem (Mt. 4:1; 1 Co. 7:5; 1Ts. 3:5), obtendo assim o título de “tentador.” Ele incita à apostasia e à murmuração (1 Co. 10:10). O Espírito Santo dá um novo coração ao povo de Deus e, desse modo, Deus promove nos crentes (Fp. 2:13; conf. 1 Co. 12:6; Ef. 3:20; Cl. 1:29) tanto o querer quanto o realizar, segundo a Sua boa vontade. Em contrapartida, Satanás apela ao velho coração do pecador e opera nele com disposição; uma vez que Satanás atua nos filhos da desobediência, eles andam de acordo com ele (Ef. 2:1-2) de modo que seguem os desejos de sua natureza pecaminosa (v. 3). Os incrédulos são vistos como a obra do inimigo (Mt. 13:28); eles são “filhos do maligno,” ervas daninhas semeadas por ele no campo de Deus, o mundo (Mt. 13:38).
Ele prazerosamente invadiria o reino de Deus, destruindo-o por meio de pessoas cujas vidas ele já destruiu espiritualmente. Satanás não somente tenta os homens a pecar, atua em suas naturezas pecaminosas e propaga rebelião contra o evangelho no mundo, como também coloca o pecado dentro do coração do réprobo. Satanás plantou a traição a Jesus Cristo no coração de Judas (João 13:2; conf. Lucas 22:3), e na última ceia entrou em Judas, levando-o a realizar sua obra perversa (João 13:27). Satanás também colocou o pecado da mentira no coração de Ananias (Atos 5:3). Satanás está constantemente tramando para estimular, provocar e produzir pecado no homem e, desse modo, consumar sua morte espiritual. Como o autor da desobediência, Satanás outrora teve o poder de sua morte como consequência, embora não sobre o povo de Deus sem permissão divina (Ex. 12:23; Jó 1: 12-2:6). Portanto, Hebreus 2:14 fala “daquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo.” Como as trevas e a destruição, a morte não é parte da ordem de Deus, e sim é o reino ético de Satanás. Ele tenta subjugar a morte, tornando-a subserviente para seus fins, seduzindo homens para seguirem os caminhos dela, ao invés do Caminho, da Verdade e da Vida. Ele é o destruidor da integridade ética e da vida espiritual do homem natural.
Satanás também produz seu caos no mundo do pensamento, o que explica por que a Escritura o denomina de “mentiroso” (João 8:44). Ele trabalha para distorcer a palavra de Deus (Gl. 4:8-9), arrebatá-la quando ela é pregada (Mt. 13:19), e substituí-la por “doutrina de demônios” (1 Tm. 4:1). Os incrédulos carecem do conhecimento genuíno da verdade porque são apanhados nos “laços do diabo” (2 Tm. 2:26). Uma das tarefas principais do diabo é o engano do mundo, de modo que ele é conhecido como o “sedutor de todo o mundo” (Ap. 12:9; por exemplo, 1 João 2:22; 4:2).
Para esse fim, ele corrompe a mente do homem (2 Co. 11:3), tornando-a propensa a ser desencaminhada; ele também “cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus.” (2 Co. 4:4). Isso faz com que os não-regenerados sirvam a Satanás como se ele fosse deus deles (conf. Rm. 1:18-25). Ao dar início ao pecado, Satanás tornou-se responsável por suas consequências: nesse caso, uma inabilidade de perceber o esplendor do evangelho, o que só tem a representar condenação final. Por meio de suas mentiras, Satanás se torna também um homicida (conf. João 8:44). A obra destrutiva que Satanás promove no mundo do pensamento é especialmente perigosa, pois ele pode fazer com que a rebelião e as mentiras pareçam plausíveis e corretas. Uma vez que o seu domínio é o das trevas (Lucas 22:53; Atos 26:18; Ef. 6:12; Cl. 1:13), ele não tem nada em comum com o reino da luz (2 Co. 6:14). No entanto Satanás imita a Deus (conf. 1 João 1:15) ao disfarçar-se em “anjo de luz” (2 Co. 11:14). Sua sutileza é insuperável; ele não faz com que suas doutrinas errôneas pareçam ser o que são, fruto de uma mente perversa, antes as camufla em forma de opções íntegras ou razoáveis. Uma vez que não permaneceu na verdade, ele trabalha com empenho para destruir a permanência do homem na verdade, usando qualquer recurso que puder a fim de enganar, corromper e cegar o pensamento humano.
Outra atividade central de Satanás é blasfemar contra o povo de Deus (Ap. 12:10); ele faz acusações falsas contra eles a fim de promover sua morte espiritual. Desse modo, ele é um homicida (João 8:44). Seus intentos assassinos, no entanto, se estendem para além do reino espiritual e incluem também o mundo físico. Além de lançar blasfêmias, o diabo gera perseguição aos santos. Quando os judeus buscaram matar Jesus (João 8:40-41), Ele disse que eles estavam realizando os desejos de seu pai o diabo, que foi “homicida desde o princípio” (v. 44) referindo-se à origem diabólica de Caim, que assassinou seu irmão (1 João 3:12). Satanás inspira a perseguição e o martírio de cristãos (Ap. 2:9-10). Sabendo que seu tempo é curto, Satanás age sobre a terra com grande ira (Ap. 12:12). Portanto, os cristãos devem levar Satanás a sério e estarem alertas em relação a ele (1 Pe. 5:8), pois “vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar.” Satanás rodeia a terra e tem acesso a nós (conf. Jó 2:2). Muitos comentaristas têm interpretado erroneamente a alusão em 1 Pedro 5:8 ao negligenciarem o fato de que é a caminhada de Satanás (e não ele pessoalmente) que é comparada a um leão, e ao não perceberem que a comparação que Pedro usa à caminhada de Satanás é a de um leão que ruge (e não um leão que espreita secretamente). Satanás não é um leão, mas seu caminhar ou seu comportamento no mundo pode ser comparado à caminhada de um leão que ruge. Um leão que ruge era um símbolo no Antigo Testamento da oposição selvagem, e dos inimigos. (Sl. 22:13-14; Pv. 28:15; Is. 5:29; Sf. 3:3); ser “salvo da boca do leão” era uma figura de linguagem da libertação do perseguidor (Sl. 22:21; 2 Tm. 4:17). Leões não rugem quando se aproximam de sua presa (por razões óbvias); antes, rugem a fim de infundir medo e expressar uma natureza feroz (por exemplo, Juízes 14:5) ou como parte de um ataque cruel a um intruso (por exemplo, Dn. 6:22). Desse modo, o rugido do leão era a metáfora da ira e da ameaça de um monarca (Pv. 19:12; 20:2). Em 1 Pedro 5:8, não vemos Satanás representado em suas atividades secretas e sutis como adversário do povo de Deus; nós o vemos como a ameaça feroz trazida por perseguidores (especialmente opressores políticos) contra os crentes. Pedro explica a ameaça do leão que ruge como “sofrimentos” no versículo seguinte, e em 4:12 ele havia prevenido seus leitores do “fogo ardente” que em breve desceria sobre eles. Como um leão busca alguém para devorar, assim Satanás anda pela terra gerando perseguição física contra os cristãos. Ele tentaria conduzi-los à incredulidade e à apostasia através de uma oposição violenta, por ele engendrada. No pouco tempo que lhe resta, Satanás expressa grande ira contra o povo de Deus. Se ele não pode destruí-los por meio do engano, ele deseja destruí-los (espiritualmente) por meio do medo, ou destruí-los (fisicamente) através do martírio.
Assim, temos observado a influência destrutiva de Satanás no mundo físico (por exemplo, através de doenças), no mundo político (por exemplo, através da ilegalidade), no mundo espiritual (por exemplo, através da tentação, do pecado e da morte), no mundo intelectual (por exemplo, distorcendo, enganando, cegando), no campo ético-judicial (por exemplo, a blasfêmia diante de Deus) e no campo social (por exemplo, através da perseguição violenta). Tudo que entra em contato com ele é degradado e destruído. Pouco antes da volta de Cristo, no juízo final do mundo, Satanás será liberado das restrições que estão agora sobre ele, de modo que acentuará sua tendência destrutiva com intensidade ainda maior (Ap. 20:7-10). Ele enganará novamente com a eficiência que possuía na época do Antigo Testamento. Causará pragas e enfermidades sobre a terra. Colocará as nações e reinos da terra contra o Messias e Sua igreja, com severa perseguição. A corrupção e a apostasia caracterizarão esse tempo. No entanto, será um período curto, comparado à longa era de prosperidade do evangelho que o precederá. Esse tempo serve para imprimir sobre nossa memória a natureza e o efeito das operações satânicas; ilustra o quão apropriado é seu título, “Destruição e Destruidor.”
Tradução: Jorge Camargo

O alcance da Providência de Deus - Thomas Watson (1620-1686)


As obras da providência de Deus são seus atos máximos de santidade, de sabedoria e seu poder para governar suas criaturas e suas ações.

Cristo diz a respeito da obra da providência de Deus: "Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também" (Jo 5.17). Deus descansou da obra da criação, não criou mais nenhuma espécie de coisas. "Descansou nesse dia de toda a sua obra que tinha feito" (Gn 2.2). Portanto, esse deve ser o significado das obras da providência: "Meu Pai trabalha e eu trabalho". "O seu reino domina sobre tudo" (SI 103.19); isto é, seu reino providencial. Para esclarecer esse ponto, é preciso primeiramente mostrar que há uma providência; em seguida definir o que seja essa providência; e âopois,formular alguns conceitos ou proposições a respeito da providência de Deus.

1.      A realidade da providência de Deus

Há uma providência. Não há o que se chama destino cego, mas há uma providência que guia e governa o mundo. "A sorte se lança no regaço, mas do SENHOR procede toda decisão" (Pv 16.33).

2.      A definição de providência de Deus

O que é essa providência? Minha resposta: a providência é a ordenação de Deus sobre todas as causas e conseqüências das coisas, segundo o conselho de sua vontade, para sua própria glória.

a.      A providência se distingue dos decretos de Deus

Chamo de providência a ordenação de Deus sobre as coisas para fazer distinção entre isso e seus decretos. Os decretos de Deus ordenam as coisas que acontecerão. A providência de Deus as determina.

b.      A providência se conforma ao conselho de Deus

Chamo de providência a ordenação das coisas segundo o conselho da vontade de Deus.

c.       A providência visa à glorificação de Deus

Deus comanda todos os eventos, segundo o conselho de sua vontade, para sua glória, que é o fim maior de todos os seus atos e o ponto em que todas as linhas de providência se encontram. A providência de Deus é Regina mundi - "a rainha e governante do mundo"; é o olho que vê, a mão que gira todas as engrenagens do universo. Deus não é como um artesão que constrói uma casa e, então, deixa-a; antes é como um piloto que conduz o navio de toda a criação.

3. O alcance da providência de Deus

Podemos apresentar a seguinte proposição acerca da providência de Deus: ela está presente em tudo na vida dos homens, isto é, todos os lugares, todas as pessoas e todos os acontecimentos.
a.      A providência de Deus alcança todos os lugares

"Acaso sou Deus apenas de perto, diz o SENHOR, e não também de longe?" (Jr 23.23). O alcance da providência de Deus é imenso, ela alcança o céu, a terra e o mar. "Os que, tomando navios, descem aos mares... esses vêem as obras do SENHOR" (SI 107.23,24). Pois bem, que o mar, que é maior que a terra, não a inunde é uma maravilha da providência. O profeta Jonas viu as maravilhas de Deus nas profundezas, quando o grande peixe que o engoliu depois o deixou a salvo na praia.

b.      A providência de Deus alcança todas as pessoas

Ela alcança especialmente as pessoas devotas que, de maneira espe¬cial, procuram conhecê-la. Deus tem cuidado de cada santo em particular, como se não houvesse mais ninguém de quem cuidar. "Porque ele tem cuidado de vós" (lPe 5.7), isto é, o eleito de maneira especial. "Eis que os olhos do SENHOR estão sobre os que o temem, sobre os que esperam na sua misericórdia... e, no tempo da fome, conservar-lhes a vida" (SI 33.18,19). Deus, por seu providencial cuidado, defende seu povo dos perigos e coloca anjos protetores ao seu redor (SI 34.7). A providência de Deus preserva os ossos dos santos (SI 34.20), recolhe no odre suas lágrimas (SI 56.8), fortalece-os na sua fraqueza (Hb 11.34), e supre todas as suas necessidades (SI 23.5). Assim, a providência supre maravilhosamente as necessidades dos eleitos.

Quando os protestantes em Rochelle foram sitiados pelo rei da França, Deus, por sua providência, mandou um grande número de pequenos peixes para alimentá-los, como nunca tinham visto antes naquele porto. Da mesma maneira o corvo, aquela criatura desnaturada (que dificilmente alimenta a própria prole), providencialmente trouxe sustento ao profeta Elias (lRs 17.6).

Veja o caso de Maria que, gerando e dando à luz ao Messias, ajudou a enriquecer o mundo, ainda que ela mesma fosse muito pobre. Um pouco depois de ter nascido o bebê, foi alertada pelo anjo para que fugisse para o Egito (Mt 2.13), no entanto, não tinha recursos suficientes para levar seus pertences àquela terra; porém, observe como Deus, antecipadamente, prove: em sua providência, ele envia os magos, desde o oriente, os quais levaram presentes caros, como o ouro, a mirra e o incenso, que presentearam Cristo. Assim, Maria teve o suficiente para custear suas despesas no Egito. Os filhos de Deus, às vezes, não sabem como são alimentados, sabem somente que a providência os alimentou. "Verdadeiramente serás alimentado" (SI 37.3, RC). Se Deus vai dar um reino a seus filhos, quando morrerem, não lhes negará o pão de cada dia enquanto viverem.

c. A providência de Deus alcança todos os acontecimentos.

Ou seja, ela alcança todos os negócios e ocorrências no mundo. Não há nada que se mova no mundo que Deus não tenha, por sua providência, ordenado. Há honra na exaltação do homem? (SI 75.7). A um ele abate, a outro exalta. O sucesso e a vitória na batalha são resultados da providência. Saul tinha a vitória, mas Deus deu a salvação (ISm 11.13). O fato de que dentre todas as virgens trazidas à presença do rei só Ester tenha achado graça diante de seus olhos, não teria acontecido sem a providência especial de Deus. Por causa disso o Senhor salvou os judeus que estavam destinados à destruição. A providência atinge as mínimas coisas: dos pássaros às formigas. A providência alimenta os filhotes dos corvos, quando a mãe os abandona e não mais lhes providencia comida (SI 147.9). A providência atinge até mesmo os cabelos de nossa cabeça. "Até os cabelos todos da cabeça estão contados" (Mt 10.30).

Certamente, a providência atinge todos os lugares, todas as pessoas, todas as ocorrências e todos os negócios.

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O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

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Darliana+ Missões Cristãos em Defesa do Evangelho+✿Apenas uma alma que foi resgatada através da graça e misericórdia de Deus,Dai de graça o que de graça recebeste' (Mt. 10,8). Latim para estar em consonância com as cinco teses que dão sustentação ao “pensamento”e à vida do genuíno cristão reformado: sola scriptura,sola gratia, sola fide,solus christus, soli deo gloria. E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." (João 8 : 32) "Um cristão verdadeiro é uma pessoa estranha em todos os sentidos." Ele sente um amor supremo por alguém que ele nunca viu; conversa familiarmente todos os dias com alguém que não pode ver; espera ir para o céu pelos méritos de outro; esvazia-se para que possa estar cheio; admite estar errado para que possa ser declarado certo; desce para que possa ir para o alto; é mais forte quando ele é mais fraco; é mais rico quando é mais pobre; mais feliz quando se sente o pior. Ele morre para que possa viver; renuncia para que possa ter; doa para que possa manter; vê o invisível, ouve o inaudível e conhece o que excede todo o entendimento." A.W.Tozer✿

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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