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12 de ago de 2010

Escola de Obreiros - Aula 6 | Ser Consumido Pela Causa - Paulo Junior


Cinco coisas que a mortificação não significa – John Owen (1616 )


i) Mortificar o pecado não é destruí-lo completamente e erradicá-lo do coração. É certo dizermos que esse é o alvo da mortificação, no entanto trata-se de um alvo que não atingiremos nesta vida. Não há dúvida de que o cristão pode esperar triunfos maravilhosos sobre o pecado com a ajuda do Espírito e da graça de Cristo, e isso, de tal maneira que ele pode obter vitória quase constante sobre o pecado. Contudo, não deve esperar a destruição total e a erradicação do pecado nesta vida. Paulo nos assegura disso em Filipenses, capítulo 3. Paulo sabia que a despeito de tudo o que havia alcançado, ainda não era perfeito (v. 12). Este conhecimento não impediu que "um corpo de humilhação" (ou seja, um corpo que ainda tem o pecado habitando nele) fosse transformado pelo poder de Cristo na Sua volta (v. 21).

Deus opera para que por nós mesmos não sejamos completos em coisa alguma, a fim de que em todas as coisas sejamos completos em Cristo (Col. 2:10).

ii)      Mortificar o pecado não é tentar mascará-lo (e isto, na verdade, não precisaria ser dito!). E triste se dizer que uma pessoa pode exteriormente abandonar a prática de muitos pecados enquanto ainda tem o desejo de praticá-los. Outras pessoas podem pensar que ela é uma pessoa transformada. Mas tal pessoa só fez acrescentar aos seus outros pecados o maldito pecado da hipocrisia e, dessa forma, se pôs num caminho mais acertado para o inferno.

iii)     Mortificar o pecado não significa necessariamente cultivar uma natureza quieta e sossegada. Muitas pessoas são, por natureza, abençoadas com um temperamento agradável. São pessoas que sabem levar a vida e não se inclinam a perder o controle. Ora, tais pessoas podem cultivar e melhorar sua natureza agradável pela disciplina, pela consideração e pela prudência e dar a si mesmas e aos outros a aparência de serem muito espirituais. O grande problema é que uma pessoa pode ser perturbada pela ira e pela paixão apenas raramente, enquanto outra pessoa tem que lutar com esses pecados ou paixões todos os dias; mesmo assim pode ser que a segunda pessoa tenha feito mais para mortificar o pecado do que a primeira pessoa. Que a primeira pessoa se julgue por seu egoísmo, sua incredulidade, sua inveja, ou algum pecado espiritual semelhante. Isso lhe dará uma compreensão melhor do seu verdadeiro estado diante de Deus.

iv)     Um pecado não é mortificado quando é tão somente desviado numa outra direção. Simão abandonou sua prática de magia por algum tempo; mas sua ambição e sua cobiça que lastreavam-se por trás dela permaneceram e atuaram de outra maneira (veja Atos 8:9-24). A despeito da sua aparente nova maneira de viver (v. 13) ele ainda se encontrava "em fel de amargura e laço de iniqüidade" (v. 23). Quem quer que seja que substitua o mundanismo pelo orgulho, ou a sensualidade pelo legalismo, não precisa pensar que o pecado supostamente deixado para trás foi mortificado!

v) A vitória ocasional sobre o pecado não significa mortificação. Olhemos para dois exemplos disso:

(a)     Certo pecado se manifesta e traz terror à consciência - o terror de um eventual escândalo bem como o medo do desprazer de Deus. Isso pode produzir o efeito de acordar a pessoa de uma dormência espiritual, e por algum tempo ela evidencia uma atitude de total aborrecimento de tal pecado e de estar de sobreaviso a seu respeito. O pecado, porém, permanece como antes, não foi mortificado. O pecado é como um inimigo que sorrateiramente entrou no acampamento e matou um dos capitães. Os guardas, imediatamente, se colocam em alerta e por todo o acampamento procuram encontrar o inimigo. O inimigo se esconde enquanto os guardas vasculham o acampamento. Durante certo tempo pode parecer que o inimigo foi expulso; mas ele não foi molestado c aguarda a oportunidade de proceder da mesma maneira outra vez.

(b)     Num tempo de algum juízo, calamidade ou aflição que oprime, o coração se preocupa em como se aliviar dessas coisas. Uma pessoa pode crer que tal alívio só será obtido lidando com o seu pecado, e resolve abandoná-lo. O pecado, porém, é tão enganoso que se contenta em permanecer quieto por algum tempo, dando a aparência de ter sido mortificado. Está, contudo, longe de ter sido mortificado e mais cedo ou mais tarde se manifestará, vivo, novamente. No Salmo 78:32-37 há uma excelente ilustração de tudo isto. Quando as provações vieram, essas pessoas foram rápidas em se voltar para o Senhor. Fizeram-no "fervorosamente" com zelo e diligência; entretanto seus pecados não haviam sido mortificados, (vs. 34,37).

Dessa e de muitas outras maneiras as pobres almas podem se enganar e pensar que têm mortificado seus maus desejos quando realmente os pecados ainda estão vivos e estão esperando por ocasiões adequadas para irromperem e perturbarem a sua paz.

Versículos bíblicos que não existem... mas que são usados em pregações.


Por: Rafael Gabas Thomé de Souza
1. “Onde está seu coração, ali está o seu tesouro.”
Este “versículo” é tão usado pelos presbíteros, e citado pelos cristãos em geral, que é difícil encontrar alguém que identifique sua falsidade. De forma que podemos considerá-lo até como um “aspirante a versículo”. Na verdade, a maioria dos evangélicos acredita que, tão certo quanto o fato de Deus ser composto por três Pessoas, estas palavras são da própria Bíblia. A confecção deste texto inverídico deve ter sido feita após uma leitura desatenta do Sermão da Montanha, especificamente na parte em que o Mestre prega sobre o ajuntamento ilícito de riquezas na terra. Repare a diferença entre o trecho original e o texto distorcido pelos homens:
“Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração.”
(Mt 6.21)
Os descuidados invertem o dito do Senhor Jesus: colocam “coração” onde está escrito “tesouro” e põe “tesouro” onde está escrito “coração”. Isso para que dê a aparência de que Cristo ensinava que não importa a quantidade de bens materiais que a pessoa possua: bastaria ela colocar o coração em Deus que estaria tudo resolvido.
O que Jesus disse, realmente, é que nós podemos saber onde está o coração de uma pessoa observando onde ela ajunta suas riquezas: no céu ou na terra.
Vale lembrar que isso não condena o enriquecimento material, defendido como uma bênção divina em toda a Bíblia (Ec 5.19; 1Tm 6.17). O Messias estava apenas usando um recurso semítico de linguagem, comum na Bíblia, onde o lado natural era enfraquecido para enfatizar o lado espiritual. Por exemplo:
a) "Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna..." (Jo 6.27)
Será que Jesus estava condenando o hábito de trabalhar pelo sustento material, ou Ele queria apenas dar importância ao ato de buscar as coisas de Deus? Outro exemplo do recurso semítico usado por Jesus é encontrado no Antigo Testamento, onde José diz:
b) "...não fostes vós que me enviastes para cá, e, sim, Deus…" (Gn 45.8)
Assim, poderíamos concluir que os irmãos de José não o mandaram para Egito. Mas, quatro versículos antes, ele havia dito: "Eu sou José, vosso irmão, a quem vendestes para o Egito." (vs. 4)
Pregando sobre a forma de amar aos semelhantes, o apóstolo João declara:
c) "Filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas de fato e de verdade." (1Jo 3.18)
Fica claro que João não desejava proibir o uso de palavras no exercício do amor, mas somente afirmar que o amor não pode se limitar ao uso delas. De qualquer forma, não devemos e não podemos criar textos bíblicos para defender o ajuntamento de riquezas terrenas, pois a própria se encarrega de fazer tal defesa em inúmeras outras porções.

2. “A fé vem pelo ouvir, e ouvir a Palavra de Deus.”
Igual ao versículo anterior, esta frase é corriqueiramente declarada aqui e ali, sempre que o assunto tocado é fé. Ele é tão engenhosamente elaborado que muitos homens e mulheres de Deus o “soltam” de vez em quando, crendo piamente de que estão proferindo a Palavra de Deus. Na verdade, o que a Bíblia ensina é:
“De sorte que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus.”
(Rm 10.17) [ARC]
O apóstolo dos gentios está afirmando que o “ouvir” é produzido pela Palavra de Deus, e que é por esse “ouvir” que vêm a fé. É bem diferente do que os descuidados fazem a Bíblia parecer ensinar, pois, conforme a “pérola” pseudo-escriturística que eles criaram, é o ouvir do homem que gera a fé. Para entender melhor a diferença entre as versões de Rm 10.17, veja o que diz a Revista e Atualizada:
“E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo.”
A palavra “ouvir”, empregada em várias traduções, tem o sentido de “entender”, “compreender” a mensagem do evangelho, por meio da pregação expositiva, e não ao mero ato de escutar.

3. “Os anjos queriam pregar o Evangelho, mas Deus reservou esta tarefa aos homens.”
É difícil entender de onde se originou esta tese teológica. Ela é tão espalhada pelas igrejas que se tornou quase um “adendo” popular à Bíblia, um versículo extraído da cartola mágica cada vez que se fala sobre a necessidade de levar as boas-novas aos perdidos. Apesar da raiz desta árvore infrutuosa não ser de tão fácil identificação, podemos sugerir que ela se encontra nas palavras de Pedro, o apóstolo dos judeus:
“A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar.” (1Pe 1.12)
Talvez alguém que não conhece o sentido do termo “perscrutar” tenha lido o texto e daí tirado uma falsa conclusão, imaginando que o pescador de homens teria escrito que as “coisas” que os anjos anelam perscrutar é a atividade da pregação, e que perscrutar significa “fazer”. Embora seja essencial conhecer o sentido dos termos usados na Bíblia, o indivíduo que fez o versículo “abíblico”, que estamos desmascarando, vir à luz, não precisava recorrer ao dicionário para interpretar adequadamente o escrito de Pedro.
Veja o que diz a Revista e Corrigida:
“..para as quais coisas os anjos desejam bem atentar.”
A tradução dos monges de Maredsous reza:
“Revelações estas, que os próprios anjos desejam contemplar.”
O que os seres celestiais desejam receber são as revelações proféticas de Deus, e não o encargo de levar o evangelho aos pecadores.

4. “E vi uma taça de ouro no céu. E perguntei: Que é isso, meu senhor? E me respondeu: Lágrimas de santos.”
Diferentemente das revelações divinas que os anjos queriam conhecer, as invenções humanas que vimos até aqui são pérolas baratas, recolhidas nas águas rasas do relaxo para com a Palavra de Deus. O pseudo-versículo transcrito acima foi citado duas ou três vezes por um querido pastor, a quem considero como grande pregador, e que possui uma igreja de tamanho médio, o que prova que ninguém está livre de soltar das suas “furadas” de vez em quando.
Este presbítero afirmou, com uma certeza tão segura quanto sua fé na auto-existência de Deus, que o diálogo acima foi tecido durante uma visão do apóstolo João, no livro de Apocalipse. Por incrível que pareça, ele não se preocupou em procurar este texto na Bíblia, quer antes de citá-lo, quer após, na repetição de seu erro. O mais próximo que lemos no livro das revelações ao que o referido pastor disse é o que segue:
“E, quando tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos.” (Ap 5.8)
“Um dos anciãos tomou a palavra, dizendo: Estes, que se vestem de vestiduras brancas, que são e donde vieram? Respondi-lhe: meu Senhor, tu o sabes. Ele, então, me disse: São os que vêm da grande tribulação, lavaram suas vestiduras e as alvejaram no sangue do Cordeiro (...) E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima.” (Ap 7.13,14,17)
A junção desalinhada destes versículos deve ter resultado naquela prole híbrida que, infelizmente, foi apresentada no púlpito daquela congregação ao povo que ali estava, como sendo a Palavra de Deus. Resta saber quem foi o pai da criança, o qual não apareceu na apresentação da bastarda.

5. “Ficai em Jerusalém até que seja glorificado do alto”.
Igual ao versículo anterior, esta “muamba” é o resultado da fusão de dois textos inspirados. O que o torna mais abominável que todos os outros é que tem, em sua genealogia, um problema semelhante ao visto na distorção de 1Pe 1.12: a falta de compreensão acerca de uma determinada palavra.
“Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de águas vivas. Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até aquele momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado.” (Jo 3.37-39)
“E, comendo com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, a qual, disse ele, de mim ouvistes” (At 1.4)
Durante um estudo bíblico que ocorria em uma célula um certo rapaz, a quem estimo e tenho como um servo de Deus, disse que havia uma parte da Bíblia em que Jesus aconselhava seus apóstolos a ficarem em Jerusalém até que Ele fosse glorificado, ocasião em que o Espírito Santo desceria sobre eles. De acordo com aquele jovem, isso significava que Cristo ficou esperando que os discípulos o louvassem, glorificando-o, a fim de que o batismo no Espírito Santo fosse concedido a eles. Na realidade, o apóstolo do amor, em sua biografia de Jesus, não empregou a palavra “glorificado” com o sentido de “elogiado” ou “louvado”. Eles quis dizer que Jesus, como homem, ainda não havia sido “engrandecido”, ou “exaltado”, o que só ocorreria quando fosse levado à presença de Deus, a fim de se sentar ao lado do trono e ser reconhecido como Deus por Sua criação (Fp 2.9-11; cf. Is 45.23).
Confira o que a Bíblia na Linguagem de Hoje verte em Jo 7.39:
“Jesus estava falando a respeito do Espírito Santo, que aqueles que criam nele iriam receber. Essas pessoas não tinham recebido o Espírito porque Jesus ainda não havia voltado para a presença gloriosa de Deus.”
O apóstolo Pedro confirmou que Cristo foi glorificado por Deus, na ocasião de sua assunção e exaltação divina:
“Exaltado, pois, à destra de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis. (...) Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo.” (At 2.33,36)
6. “Toda a terra se encherá da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar.”
Esta passagem fictícia é muito bonita – existe até uma canção que entoamos sobre ela em minha igreja – mas não faz parte dos escritos inspirados. Na realidade, o que a Bíblia afirma é:
“Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar.” (Is 11.9)
“Pois a terra se encherá do conhecimento da glória do Senhor, como as águas cobrem o mar.” (Hc 2.14)
Como se vê, em momento algum se afirma que a terra se encherá da glória do Senhor. E isso para o desgosto dos que, mesmo com dezenas de anos de Evangelho nos ombros, tinham a frase supra-citada como sendo uma autêntica profecia divina.

7. “E Moisés disse: Que hei de fazer, Senhor? Pois eis que os egípcios se reúnem contra mim e contra este povo, a quem escolheste. E o Senhor disse a Moisés: Toca na águas.”
Deus não ordenou que Moisés tocasse no mar, e, realmente, não foi isso o que este profeta fez. Leia o relato singelo que se contrasta com a idéia exposta acima:
“Disse o Senhor a Moisés: Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem. E tu, levanta o teu bordão, estende a mão sobre o mar e divide-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar seco.(...) Então, Moisés estendeu a mão sobre o mar, e o Senhor, por um forte vento oriental que soprou toda aquela noite, fez retirar-se o mar, que se tornou terra seca, e as águas foram divididas.” (Êx 14.15,16,21)
Para quem possui dúvidas, basta atentar em que Moisés dividiu o mar não pelo toque de seu bordão na água do mar, mas pelo fato de estendê-lo sobre a água, fazendo com que um vento leste soprasse por toda a noite até dividir aquela massa líquida, que teria se juntado ao sangue hebreu caso Deus não houvesse intervindo com tal milagre (que, repetindo, não envolveu nenhum toque de vara).
Parece que há pessoas que não gostam do legislador de Israel, pois, como se não bastasse ele haver tocado na pedra para dela extrair água – desobedecendo à ordem de Deus para somente falar à pedra –, ainda querem fazê-lo incorrer em um delito de igual gravidade. Deste jeito, não era nem preciso esperar chegar nos limites de Canaã: nem mesmo da terra do Egito o escolhido de Deus teria passado. Tsc, tsc, tsc...

8. “Jovens, vós sois a força da igreja.”
A fim de defender a importância dos cristãos jovens, um querido e dedicado líder de igreja tinha por costume citar este “versículo”, a fim de dizer que eles seriam o motor do Corpo de Cristo. Isso é uma distorção grosseira e irresponsável da Palavra de Deus, que afirma algo muito diferente, porém também honroso acerca dos jovens convertidos do 1º século:
“Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno.” (1Jo 2.14c)
Oremos fervorosamente para que os jovens da Igreja Contemporânea também exibam estas três características, removendo e enterrando o que é velho (cf. At 5.5,6) para dar lugar às coisas novas do Senhor, uma nova porção do Espírito que caia como vinho fresco sobre a Igreja (Lc 5.37-39; Ef 5.18), abundando em conhecimento da Palavra (Mt 13.51,52; 1Jo 2.20,27), para que esta venha a ter cumprimento: “...e os jovens terão visões” (At 2.17).

9. “E, aconteceu que, subindo a arca do Senhor a Jerusalém, ao som da harpa, do alaúde e da cítara, Davi dançava no Espírito, com todas as suas forças.”
Hoje em dia, há pessoas que não aceitam o que a Bíblia ensina, em sua totalidade, acerca do louvor a Deus. Apesar de tão espirituais, elas são atingidas por uma “micalite aguda” (cf. 2Sm 6.20), que soa como um gongo pseudo-moralista toda vez que, numa reunião de culto, um crente se coloca a expressar sua gratidão e alegria ao Senhor usando todo o seu corpo, além dos lábios e das mãos. Para disfarçar essa mentalidade carnal, alguns afirmam que Davi – e também a profetiza Miriã –, dançou tomado pelo Espírito Santo, em uma ocasião única e inigualável, ignorando outras porções escriturísticas (Jz 21.19,20; Sl 149.3; 150.4; At 3.8).
É certo que o rei hebreu dançou mesmo no Espírito. Afinal, tudo o que os servos de Deus fazem é sob a direção Dele.
“Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito.” (Gl 5.25)
Se a dança davídica não fosse espiritual, o Senhor não teria se agradado dela, da mesma forma que Ele não se agrada quando alguém lhe entoa um cântico “na carne”, sem meios de render-lhe sacrifícios de louvor com os lábios (Hb 13.15).
Mas afirmar que o rei foi possuído por Deus enquanto levava a arca, dançando em estado de êxtase, é forçar o que está escrito e ir além da verdade – embora estas experiências fossem comuns entre os profetas daquele tempo.

10. “Tocava Davi sua harpa no palácio de Saul. E havia que, subindo sua adoração ao Senhor, o rei era liberto do espírito que o atormentava.”
Esse é um dos maiores mitos disseminados entre os evangélicos. As Escrituras não afirmam que Davi louvava a Deus perante o rei Saul, e tampouco que o demônio saía deste em razão da sua “adoração ungida”. Na verdade, os toques do jovem israelita, dedilhando as cordas de seu instrumento, acalmava a mente perturbada do monarca, causando-lhe um efeito terapêutico. Isso era meramente paliativo, pois o espírito voltava a atacar periodicamente, necessitando que Davi tocasse novamente para reverter o estado frenético em que o rei d’Israel ficava ao ser controlado por aquele demônio de loucura.
“E sucedia que, quando o espírito maligno, da parte de Deus, vinha sobre Saul, Davi tomava a harpa e a dedilhava; então, Saul sentia alivio e se achava melhor, e o espírito maligno se retirava dele.” (1Sm 16.23)
Isso revela que, muitas vezes, métodos humanos podem surtir efeitos benéficos sobre vítimas de espíritos de cegueira, epilepsia, mudez, transtornos mentais, e outros.

11. “Cristo virá, e os mortos ressuscitarão; num instante, num abrir e fechar de olhos, nós subiremos a ele, e para sempre estaremos com o Senhor.”
Creio que este seja um dos dez principais contrabandos, vendidos nas igrejas evangélicas, como autênticos versículos bíblicos. É de uma natureza tão torpe, que é triste averiguar a imensa popularidade que conquistou em todas as camadas, dos novos convertidos até os maiores mestres da Palavra. Veja por si mesmo o que ensina a Palavra divina:
“Eis aqui vos digo um mistério: Na verdade, nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados; Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.” (1Co 15.51,52)
O que o ministro dos gentios está dizendo? Que o arrebatamento será tão rápido como um piscar d’olhos, ou que a transformação dos nossos corpos –de mortais a incorruptíveis– será assim? É claro que a segunda opção é correta.
Esta história de Jesus voltar e os cristãos serem transformados e transladados, num milésimo de segundo, conseguiu se entremear nas páginas bíblicas em razão da aceitação do dispensacionalismo, um sistema escatológico que ensina que a Igreja não passará pela Grande Tribulação. Como os crentes poderiam ser arrebatados sem que o mundo os visse subindo até o Senhor? A resposta está neste texto pseudo-escriturístico.

12. “Não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução; antes, embriagai-vos com o Espírito Santo.”
Esse é usado para defender as experiências de êxtase, nas quais os crentes balançam, caem, riem e fazem outras coisas mais. É uma tolice recorrer a uma invencionice tão descarada para embasar estas coisas. Há textos verídicos que abrem espaço para crermos que o Espírito Santo pode fazer as pessoas ficarem como ébrias. Para saber mais sobre isso, consulte o estudo “As Escrituras e os Êxtases Espirituais".

13. “Em verdade, em verdade vos digo: o diabo vem para matar, roubar e destruir. Mas eu vim para tenhais vida, e vida em abundância.”
“O ladrão não vem senão para matar, roubar e destruir. Mas eu vim para que tenhais vida, e vida em abundância.” (Jo 10.10)
Quem é o ladrão que mata, rouba e destrói? O contexto clarifica a identidade de tal personagem:
“Todos quantos vieram antes de mim são ladrões e salteadores; mas as ovelhas não os ouviram.” (vs. 8)
No vs. 10, Cristo não está especificando uma pessoa em particular como “ladrão supremo”, que seria Satanás, mas afirmando um conceito genérico: uma pessoa que recebe o título de “ladrão” tem por ocupação a apropriação total do bem alheio, mesmo que isso inclua roubar, destruir e matar aos outros. Contrariamente a isso, Jesus não é ladrão, pois Sua obra é o oposto disso: trazer a vida abundante, que é a vida eterna, espiritual. Em momento algum o Mestre cita a existência ou atuação do diabo.

14. “Buscai, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas as coisas vos serão acrescentadas.”
15. “Vós escolhestes a Saul sobre vós e vossos filhos, mas eu, o Senhor, não o escolhi; eis agora a Davi, homem segundo o meu coração, a quem tirei do aprisco de seu pai para reinar em Israel.”
16. “Irmãos, não desfaleçais; pois nos últimos dias virá o enganador, transfigurado em anjo de luz, o diabo e Satanás, que seduzirá a terra inteira. Ele surgirá como homem, falando e enganando a muitos, mas os escolhidos não lhe darão crédito.”
17. “E Sansão crescia em força e graça diante do povo de Israel; e era o varão mais forte de toda a terra, pois ninguém se igualava a ele entre os hebreus, os filisteus, os egípcios ou dos do lado da banda do oriente.”
18. “Aproveitando o sono de seu marido, Dalila foi e cortou-lhe as madeixas da cabeça, nas quais não passara navalha desde o nascimento; pelo que perdeu ele suas forças.”
19. “E, após os apóstolos terem visto o Senhor manifestado, chegou Tomé ao lugar em que estavam reunidos; contando-lhe os discípulos que o Senhor ressuscitara, e que havia aparecido a eles, não creu ele, pois era incrédulo, e duro de coração.”
20. “Vigiando em todo o tempo acerca do vosso falar e do vosso trato com os outros, pois Satanás anda em derredor, anotando nossas palavras; vede, portanto, que vossos dizeres não sejam usados para condenação, mas para glória no Dia do Senhor Jesus.”
21. “Acautelai-vos, pois Satanás, vosso inimigo, aguarda o momento de vosso desânimo para vos arrastar para o inferno, onde há pranto e ranger de dentes.”
22. “O diabo marca toda palavra que falamos.”
23. “E aconteceu que, com a pregação de Pedro, mais de três mil almas se converteram no dia de Pentecostes.”
Com certeza, muitos outros versículos “falseados” tem aparecido pelo mundo afora. Estes são os que conheci até hoje, sem contar as conclusões totalmente infundadas que alguns têm feito sobre textos bíblicos, tais como:
a) Pregar que Jesus levou nossas doenças físicas, baseando-se em Is 53.4,5, que é uma profecia do Antigo Testamento, que deveria ser interpretada à luz do Novo Testamento, em Mt 8.16,17 e 1Pe 2.24;
b) Ensinar que a prosperidade é um direito dos cristãos, com base nas promessas de Dt 28.1-14, enquanto as instruções sobre as guerras aos cananeus são espiritualizadas;
c) Declarar que a Igreja será arrebatada antes da Grande Tribulação, construindo um castelo de areia sobre 1Ts 5.9, em vez de ler este versículo à luz de Ap 14.10;
d) Isolar o texto de Dt 6.4 para negar a pluralidade de Pessoas na unidade de Deus, enquanto o Novo Testamento ensina que essa unicidade é formada por “o Pai, a Palavra e o Espírito Santo” (1Jo 5.7, Almeida), sendo que o próprio Antigo Testamento já deixa isso implícito (Gn 1.26 c.c. Is 44.24).
Além disso, ouvimos também as frases engraçadas, que são facilmente identificadas por qualquer conhecedor mediano das Escrituras:
“Se ajude, e Eu te ajudarei”.
“Quem pariu Mateus que o cuide”.
E por aí vai.
Autor: Rafael Gabas Thomé de Souza
O autor é é estudante e ex-atirador do TG 02-010 em Araçatuba (SP)
Fonte: [ Militar Cristão ]

A Vontade de Deus - Arthur W. Pink

Ao tratar da Vontade de Deus alguns teólogos têm diferenciado entre Sua vontade decretiva e Sua vontade permissiva, insistindo que há certas coisas que Deus tem positivamente pré-ordenado, mas outras coisas que Ele meramente tolera existir ou acontecer. Mas tal distinção não é uma distinção de maneira alguma, na medida em que Deus somente permite o que está de acordo com Sua vontade. Nenhuma distinção teria sido inventada, tivesse esses teólogos discernido que Deus pode ter decretado a existência e atividades do pecado sem Ele mesmo ser o Autor do pecado. Pessoalmente, nós preferimos adotar a distinção feita pelos antigos Calvinistas entre a vontade secreta e revelada de Deus, ou, para expressar de uma outra forma, Sua vontade dispositiva e preceptiva.

A vontade revelado de Deus é feita conhecida em Sua Palavra, mas Sua vontade secreta são Seus próprios conselhos encobertos. A vontade revelada de Deus é o definidor de nosso dever e o padrão de nossa responsabilidade. A primária e básica razão pela qual eu devo seguir certo curso ou fazer certa coisa é por causa da vontade de Deus, a Sua vontade sendo claramente definida para mim em Sua Palavra. Que eu não deveria seguir um certo curso, que eu devo me abster de fazer certas coisas, é porque elas são contrárias à vontade revelada de Deus. Mas suponha que eu desobedeça a Palavra de Deus, então, eu não contrario Sua vontade? E se é assim, como pode ainda ser verdade que a vontade de Deus sempre é feita e Seu conselho consumado todas as vezes? Tais questões fazem evidente a necessidade de se defender uma distinção aqui. A vontade revelada de Deus é freqüentemente contrariada, mas Sua vontade secreta nunca é frustrada. Que é legítimo fazermos tal distinção concernente à vontade de Deus, é clara a partir das Escrituras. Tome esta duas passagens: "Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição" (1 Tessalonicenses 4:3); "Dir-me-ás então. Por que se queixa ele ainda? Pois, quem resiste à sua vontade?" (Romanos 9:19). Pode um leitor pensativo declara que a "vontade" de Deus tem precisamente o mesmo significado em ambas dessas passagens? Nós seguramente esperamos que não. A primeira passagem refere-se à vontade revelada de Deus, a última à Sua vontade secreta. A primeira passagem concerne a nosso dever, a última declara que o propósito secreto de Deus é imutável e deve acontecer não obstante a insubordinação das Suas criaturas. A vontade revelada de Deus nunca é perfeitamente ou completamente realizada por alguém de nós, mas Sua vontade secreta nunca falha na consumação até mesmo no mais minucioso detalhe. Sua vontade secreta concerne principalmente a eventos futuros; Sua vontade revelada, nosso dever presente: uma tem que ver com Seu irresistível propósito, o outro com Seu agrado manifestado: uma é elaborada sobre nós e realizada através de nós, a outra é para feita por nós.

A vontade secreta de Deus é Seu eterno, imutável propósito concernente a todas as coisas que Ele fez, para produzir certos meios para seus fins apontados: disto Deus declara explicitamente: "Meu conselho subsistirá, e farei toda Minha vontade" (Isaías 46:10). Esta é a absoluta, eficaz vontade de Deus, sempre efetuada, sempre realizada. A vontade revelada de Deus contêm não Seu propósito e decreto, mas nosso dever, - não o que Ele fará de acordo com Seu eterno conselho, mas o que nós deveríamos faze se quiséssemos agradá-LO, e isto é expresso nos preceitos e promessas de Sua Palavra. O que quer que Deus tenha determinado consigo mesmo, seja para Ele próprio fazer, ou para fazer pelos outros, ou tolerar que seja feito, enquanto isto está em Seu próprio seio, e não foi feito conhecido por algum evento na providência, ou por preceito, ou por profecia, é Sua vontade secreta. Tais são as coisas profundas de Deus, os pensamentos de Seu coração, os conselhos de Sua mente, que são impenetráveis para todas criaturas. Mas quando estas coisas são feitas conhecidas, elas tornam-se Sua vontade revelada: tal é quase todo o livro do Apocalipse, no qual Deus tem feito conhecido a nós "coisas que brevemente devem acontecer" (Apocalipse 1:1 - "deve" porque Ele eternamente propôs que deveriam acontecer).

Tem sido objetado pelos teólogos Arminianos que a divisão da vontade de Deus em secreta e revelada é insustentável, pois ela faz com que Deus tenha duas vontades diferentes, uma oposta a outra. Mas isto é um engano, devido a falha deles em ver que a vontade secreta e revelada de Deus dizem respeito a objetos inteiramente diferentes. Se Deus requeresse e proibisse a coisa, ou se Ele decretasse que a mesma coisa aconteceria ou não, então Sua vontade secreta e revelada seria contraditória e sem propósito. Se aqueles que objetam à vontade secreta e revelada de Deus como sendo inconsistentes, fizessem a mesma distinção neste caso que eles fazem em muitos outros casos, a aparente inconsistência imediatamente desapareceria. Quão freqüentemente os homens traçam uma astuta distinção entre o que é desejável em sua própria natureza, e o que não é desejável considerando todas as coisas. Por exemplo, o pai carinhoso não deseja simplesmente considerar punir seu filho ofensivo, mas, considerando todas as coisas, ele sabe que este é o seu dever obrigatório, e assim corrige seu filho. E embora ele conte ao seu filho que ele não deseja castigá-lo, mas que ele está certo que isto é o melhor ao fazer considerando todas as coisas, então um filho inteligente verá que não há inconsistência entre o que o pai diz e faz. Exatamente assim o Criador Todo-sábio pode consistentemente decretar acontecer coisas que Ele odeia, proibir e condenar. Deus escolhe que algumas coisas existem que Ele odeia completamente (na intrínseca natureza delas), e Ele também escolhe que algumas coisas, todavia não existam, as quais Ele ama perfeitamente (na intrínseca natureza delas). Por exemplo: Ele ordenou que Faraó deixasse Seu povo ir, porque isso era justo na natureza das coisas, todavia, Ele secretamente havia declarado que Faraó não deveria deixar o Seu povo ir, não porque era justo em Faraó recusar, mas porque era melhor considerando todas as coisas que ele não os deixasse ir - isto é, melhor porque favoreceu um propósito mais amplo de Deus.

Novamente; Deus nos manda sermos perfeitamente santos nesta vida (Mateus 5:48), porque isto é justo na natureza das coisas, mas Ele decretou que nenhum homem será perfeitamente santo nesta vida, porque é melhor, considerando todas as coisas, que ninguém seja perfeitamente santo (experimentalmente) antes de deixar este mundo. Santidade é uma coisa, o acontecimento da santidade é outra; assim, pecado é uma coisa, o acontecimento do pecado é outra. Quando Deus requer santidade, Sua vontade preceptiva ou revelada considera a natureza ou excelência moral da santidade; mas quando Ele decreta que a santidade não ocorra (completa e perfeitamente), Sua vontade secreta ou decretiva considera somente o evento de que ela não ocorre. Assim, novamente, quando Deus proíbe o pecado, Sua vontade preceptiva ou revelada considera somente a natureza ou o mal moral do pecado; mas quando Ele decreta que o pecado ocorrerá, Sua vontade secreta considera somente sua real ocorrência para servir o Seu bom propósito. Portanto, a vontade secreta e revelada de Deus considera objetos inteiramente diferentes.

A vontade do decreto de Deus não é a Sua vontade no mesmo sentido como Sua vontade de mandamento é. Portanto, não há dificuldade em supor que uma possa ser contrária à outra. Sua vontade, em ambos sentidos, é Sua inclinação. Tudo que concerne a Sua vontade revelada é perfeitamente de acordo com Sua natureza, como quando Ele ordena amor, obediência, e serviço de Suas criaturas. Mas o que concerne a Sua vontade secreta tem em vista Seu fim supremo, para o qual todas as coisas estão agora operando. Portanto, Ele decreta a entrada de pecado no Seu universo, embora Sua própria natureza santa odeie todo pecado com infinita repulsa, todavia, porque este é um dos meios pelos quais Ele apontou o fim para ser alcançado, Ele tolera a entrada dele. A vontade revelada de Deus é a medida de nossa responsabilidade e o determinante de nosso dever. Com a vontade secreta de Deus nós não temos nada para fazer: esta é de Sua incumbência. Mas Deus, sabendo que falharemos em fazer perfeitamente Sua vontade revelada, ordenou Seus eternos conselhos conseqüentemente, e estes eternos conselhos, que aconteça Sua vontade secreta, embora desconhecida para nós, embora inconscientemente, cumprida em e através de nós.

Se o leitor está preparado ou não para aceitar a distinção acima na vontade de Deus, ele deve reconhecer que os mandamentos das Escrituras declaram a vontade revelada de Deus, e ele deve também aceitar que algumas vezes Deus não quer impedir a quebra daqueles mandamentos, porque Ele na realidade não o impede. Que Deus quer permitir o pecado é evidente, porque Ele o permite. Certamente ninguém dirá que o próprio Deus faz o que Ele não quer fazer.

Finalmente, deixe-me dizer novamente que, minha responsabilidade em relação à vontade de Deus é medida pelo que Ele fez conhecido na Sua Palavra. Ali eu aprendo que é meu dever usar os meios de Sua providência, e humildemente orar para que Ele possa Se agradar em abençoá-los para mim. Recusar assim fazer sobre o fundamente de que eu sou ignorante do que possa ou não possa ser Seus conselhos secretos concernentes a mim, não somente é um absurdo, mas também o ápice da presunção. Nós repetimos: a vontade secreta de Deus não nos diz respeito; é Sua vontade revelada que mede nossa responsabilidade. Que não há conflito entre a vontade secreta e revelada de Deus é claro a partir do fato que, a primeira é realizada pelo meu uso dos meios registrados na última.

Alegria!! - C. H. Spurgeon

/ On : 12:20/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.
Com efeito, grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso, estamos alegres. (Sl 126.3)

Infelizmente, muitos crentes são propensos a olhar para o lado obscuro de todas as coisas e a gastar muito tempo pensando no que eles têm passado, em vez de pensar no que Deus tem feito por eles. Faça-lhes perguntas sobre as impressões deles a respeito da vida cristã, e descreverão seus permanentes conflitos, suas profundas aflições, suas tristes adversidades e a pecaminosidade de seus corações, sem qualquer referência à misericórdia e à ajuda que Deus lhes tem dado.

No entanto, um crente cuja alma se encontra em estado saudável se apresentará com alegria e dirá: "Falarei não a respeito de mim mesmo, e sim a respeito da honra de meu Deus. Ele me tirou 'de um poço de perdição, de um tremedal de lama; colocou-me os pés sobre uma rocha e me firmou os passos. E me pôs nos lábios um novo cântico, um hino de louvor ao nosso Deus' (Salmos 40.2,3). O Senhor tem feito grandes coisas por mim; por isso, estou alegre". O relato de experiências como estas é o melhor que todo filho de Deus pode oferecer em resposta.

E verdade que sofremos provações, mas também é verdade que somos libertos delas. E verdade que temos nossa depravação, e pesarosamente sabemos disto, mas igualmente é verdade que temos um Salvador todo-suficiente, que vence estas corrupções e nos livra de seu domínio. Ao olharmos para trás, seria errado negar que temos estado no Pântano do Desânimo, e que temos nos arrastado pelo Vale da Humilhação, mas também seria impiedade esquecer que temos passado por eles com segurança e proveito. Não temos permanecido neles, graças ao nosso poderoso Ajudador e Líder que nos trouxe a um lugar espaçoso (ver Salmos 66.12). Quanto mais profundos forem os nossos problemas, tanto mais elevada será nossa gratidão a Deus, que nos conduziu através de todos eles e nos preservou até agora. Nossa tristeza não pode estragar a melodia de nosso louvor; nós o consideramos o tom da música de nossa vida "Com efeito, grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso, estamos alegres".

Herdeiros da Eternidades – Lloyd-Jones

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O homem que se sabe filho de Deus e herdeiro da eternidade tem um conceito bem diferente das coisas desta vida e deste mundo. . . e quanto maior for essa fé e conhecimento, menores ficarão essas outras coisas. Sobretudo, ele conta com uma promessa definida e específica. Lancemos mão dessa promessa e seguremo-la firmemente. A promessa é que, se de fato procuramos essas coisas primeiro e acima de tudo, e quase que exclusivamente, estas outras coisas ser-nos-ão acrescentadas, «como brindes no negócio». O pagão não faz outra coisa senão pensar nessas coisas. . . O homem de Deus ora pelo reino de Deus e o busca, e todas estas coisas são-lhe dadas por acréscimo. É uma promessa específica de Deus.

Você tem na história de Salomão um quadro que ilustra isso muito bem. Salomão não orou pedindo riquezas e longevidade; orou por sabedoria. E Deus disse. . . Uma vez que não oraste por estas outras coisas, dar-te-ei sabedoria; e te darei também estas outras coisas (ver 1 Reis 3). . . Não foi por acidente que os puritanos do século XVII, principalmente os quacres, se tornaram ricos. Não foi porque acumulassem dinheiro, nem porque cultuassem o deus das riquezas. Foi justamente porque viviam para Deus e Sua justiça, resultando daí que não jogavam fora o seu dinheiro, gastando-o em coisas indignas. Em certo sentido, pois, não podiam evitar que se enriquecessem. Apegaram-se às promessas de Deus e, incidentalmente, ficaram ricos!

Ponha a Deus na posição central, bem como a Sua glória e a vinda do Seu reino, e o seu relacionamento com Ele, a sua proximidade a Ele, e a santidade pessoal do seu ser, e você tem a garantia da palavra do próprio Deus, mediante os lábios do Seu Filho, de que todas estas outras coisas lhe serão acrescentadas, na medida em que sejam necessárias ao seu bem estar nesta vida e neste mundo.

Studies in the Sermon on the Mount, ii, p. 145.

A Natureza Humana é totalmente Depravada – João Calvino

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O homem, porém, não se pode melhor conhecer, em uma e outra parte da alma, a não ser que se se ponha à vista com seus títulos, pelos quais é caracterizado pela Escritura. Se todos forem descritos com estas palavras de Cristo: “O que é nascido da carne é carne” [Jo 3.6], como é fácil comprovar, o homem é convencido de ser uma criatura mui miserável. Ora, o Apóstolo atesta que a inclinação da carne é morte, uma vez que é inimizade contra Deus, e por isso não se sujeita à lei de Deus, nem pode sujeitar-se [Rm 8.6, 7].

Porventura a carne está a tal ponto pervertida, que com toda sua inclinação exerça inimizade contra Deus, que não possa conformar-se à justiça da lei divina, que nada, afinal, possa exibir senão ocasião de morte? Pressupõe-se, então, que nada há na natureza humana senão carne, e que daí não se pode extrair algo de bom. Mas dirás que o termo carne se refere apenas à parte sensória, não à parte superior da alma. Isto, porém, se refuta plenamente à luz das palavras não só de Cristo, como também do Apóstolo. O postulado do Senhor é: ao homem importa nascer de novo [Jo 3.3], porque ele é carne [Jo 3.6]. Não está preceituando nascer de novo em relação ao corpo. Mas, na alma nada nasce de novo, se apenas alguma porção lhe for reformada; ao contrário, toda ela se renova. E isto é confirmado pela antítese estabelecida em uma e outra destas duas passagens, pois de tal modo o Espírito é contrastado com carne, que nada é deixado entre ambos. Logo, tudo que no homem não é espiritual, segundo este arrazoado, diz-se ser carnal. Nada, porém, temos do Espírito senão pela regeneração. Portanto, tudo quanto temos da natureza é carne.

Na verdade, tanto quanto em outras circunstâncias, se pudesse haver dúvida acerca desta matéria, a mesma nos é dirimida por Paulo, onde, descrito o velho homem, que dissera ter sido corrompido pelas concupiscências do erro, ordena que sejamos renovados no espírito de nossa mente [Ef 4.22, 23]. Vês que ele não situa os desejos ilícitos e depravados apenas na parte sensorial, mas também na própria mente, e por isso requer que lhe haja renovação. E de fato, pouco antes pintara esta imagem da natureza humana, que mostra que estamos corrompidos e depravados em todas as nossas faculdades.

Ora, ele escreve que todos os gentios andam na vaidade de sua mente, estão entenebrecidos no entendimento, alienados da vida de Deus por causa da ignorância que neles há, e da cegueira de seu coração [Ef 4.17, 18], não havendo a mínima dúvida de que isso se aplica a todos aqueles a quem o Senhor ainda não reformou para a retidão, seja de sua sabedoria, seja de sua justiça. O que se faz ainda mais claro da comparação adjunta logo em seguida, onde adverte aos fiéis de que não haviam assim aprendido a Cristo [Ef 4.20]. Seguramente concluímos destas palavras que a graça de Cristo é o único remédio pelo qual somos libertados dessa cegueira e dos males daí resultantes.

Ora, também assim havia Isaías vaticinado acerca do reino de Cristo, quando o Senhor prometia que haveria de ser por luz sempiterna à sua Igreja [Is 60.19], enquanto, a esse mesmo tempo, trevas cobririam a terra e escuridão cobriria os povos [Is 60.2]. Quando testifica haver de despontar na Igreja a luz de Deus, fora da Igreja certamente nada deixa, a não ser trevas e cegueira. Não mencionarei, uma a uma, as passagens que a respeito da vacuidade do homem se contam por toda parte, especialmente nos Salmos e nos Profetas. Incisivo é o que Davi escreve: “Certamente os homens de classe baixa são vaidade, e os homens de ordem elevada são mentira” [Sl 62.9]. Traspassado de pesado dardo lhe é o entendimento, quando todos os pensamentos que daí procedem são escarnecidos como estultos, frívolos, insanos, pervertidos.

Ele se Compadece de Nós – John Piper



... não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos miseri¬córdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna. Hebreus 4.15,16

Cristo tornou-se nosso sacerdote por meio do sacrifício de si mesmo sobre a cruz (Hb 9.26). Ele é nosso intermediário com Deus. Sua obediência e sofrimento foram tão perfeitos que Deus não o rejeitará. Assim, senos aproximarmos de Deus mediante Jesus, Deus também não nos rejeitará.

Mas fica ainda melhor. A caminho da cruz, durante trinta anos, Jesus foi tentado como todo ser humano sofre a tentação. Verdade, ele nunca pecou. Mas pessoas sábias destacam que isso significa que as tentações pelas quais ele passou eram mais fortes que as que nós sofremos, não mais fracas. Se uma pessoa cede à tentação, ela nunca chega ao seu mais forte e pleno ataque. Nós capitulamos enquanto a pressão ainda está crescendo. Mas Jesus jamais fez isso. Ele sofreu a plena pressão até o fim e nunca cedeu. Ele sabe o que significa ser tentado com toda a força.

Uma vida inteira de tentação culminando com espetacular abuso e abandono deu a Jesus a capacidade, sem paralelos, de simpatizar com pessoas tentadas e sofredoras. Ninguém jamais sofreu mais do que ele. Ninguém aturou maiores abusos. Ninguém merecia menos tal sofnmento, ou tinha maior direito de revidar. Mas o apóstolo Pedro diz: "o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entrega¬va-se àquele que julga retamente" (IPe 2.22,23).

Portanto, diz a Bíblia que ele é capaz de "compadecer-se das nossas fraquezas" (Hb 4.15). Isso é surpreendente. O Filho de Deus ressurreto, sentado à destra de Deus e com toda a autorida¬de sobre o universo todo, sente aquilo que sentimos quando nos aproximamos dele em tristeza ou dor - ou encurralados com as promessas de prazeres pecaminosos.

Que diferença isso faz? A Bíblia responde fazendo uma liga¬ção entre o sentimento de Jesus e nossa confiança em oração. Diz que, assim como ele é capaz de compadecer-se das nossas fraquezas... [portanto nós devemos] nos aproximar "confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e achar¬mos graça para socorro em ocasião oportuna" (Hb 4.15,16).

Evidentemente é o seguinte pensamento: Temos a tendência de sentir que não seremos bem-vindos na presença de Deus se nos aproximarmos com nossas lutas. Sentimos tanto a pureza e perfeição de Deus que tudo a nosso redor parece inadequado em sua presença. Mas lembramo-nos então que Jesus "se compadece". Ele sente conosco, não contra nós. Essa consciência do compadecimento de Cristo nos dá ousadia de nos aproximarmos. Ele conhece nosso clamor. Ele experimentou nossa luta. Ele nos con¬vida avir confiantes quando sentimos nossa necessidade. Lembremos, portanto, o velho hino de John Newton:

Estás vindo a um Rei, Trazendo contigo grandes pleitos; Pois sua graça e poder são tais Que ninguém poderá pedir demais.

Amaldiçoando a Nós Mesmos

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Balaque, rei de Moabe, estava amedrontado. Ele sabia que Israel era um povo numeroso e este rei estava a par do sucesso deste povo. Agora Israel estava acampado na fronteira de seu país! Ele enviou mensageiros ao profeta Balaão, pedindo-lhe que viesse amaldiçoar Israel (Números 22). Balaão, instruído pelo Senhor, recusou mas Balaque mandou mais mensageiros, oferecendo recompensas ainda maiores. Balaão estava possuído por sua cobiça e desejava fazer o que Balaque pedia. Quando Balaão consultou o Senhor novamente, foi-lhe dito que fosse com os mensageiros.
Quando Balaão chegou a Moabe, a única coisa que ele pôde fazer foi abençoar Israel! Três vezes Balaque fez preparações para Balaão amaldiçoar Israel e todas as vezes o Senhor não permitiu que ele amaldiçoasse Israel; em vez disso, o profeta pronunciou bênçãos sobre Israel. Balaque enfureceu-se com Balaão e mandou-o embora (Números 23-24).
Este, porém, não é o fim da história. Mais tarde, o povo de Israel pecou, cometendo fornicação e idolatria com as mulheres moabitas, e Deus enviou uma praga que matou 24.000 israelitas (Números 25). A Bíblia informa que foi Balaão quem aconselhou Balaque a instigar Israel a participar da idolatria (Números 31:16; Apocalipse 2:14; Judas 11; 2 Pedro 2:15). Balaão foi incapaz de amaldiçoar Israel diretamente, mas evidentemente entendeu o valor de colocar uma pedra de tropeço diante da nação!
O perigo da ganância é obvio na vida de Balaão. Ele foi reprovado pela sua própria jumenta (Números 22:21-34) e mais tarde foi morto numa batalha com os israelitas. Contudo, talvez, uma lição mais sutil nos espera nesta história. Deus protegeu seu povo não permitindo que Balaão o amaldiçoasse, mas Israel trouxe maldições sobre si mesmo ao desobedecer o Senhor. Do mesmo modo, Deus prometeu proteger seu povo escolhido de nossos dias, a igreja (João 10:28-29). Satanás está limitado em seu poder para afligir o povo de Deus, exatamente como Balaão estava (Tiago 4:7). Contudo, o tentador colocará pedras de tropeço diante de nós e . . . se cairmos, traremos a maldição do pecado sobre nós mesmos!

-por Allen Dvorak

Cap 36 - Um Estudo Sistemático de Doutrina Bíblica O LUGAR DA MULHER NA IGREJA

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Os tempos mudaram. Sim. Mas, para os tempos que mudam, temos a Palavra que não muda ? a Palavra que está eternamente fixa no céu; que tem arrostado tanto os ataques violentos de inimigos como o abuso de amigos.
Meros costumes podem mudar sem dano ou perda, mas a conduta divinamente ordenada deve ser segura inviolável por aqueles cujos corações regidos pelo temor de Deus.
"A autoridade da Escritura quer dizer tudo para os batistas. É por isto só que eles justificam sua tenacidade quanto ao modo de batismo. Cedam a doutrina da autoridade absoluta e do caráter inerrante das Escrituras e os batistas podem permitir qualquer mudança na política eclesiástica que a sabedoria humana pareça justificar." (A. H. Strong).
"O que chamam o "Movimento da Mulher" é a conspiração mais insidiosa e maliciosa jamais cozida contra a inspiração da Bíblia." (W. P. Harvey, Feminism. J. W. Porter, pág. 118).
"Para dizer o mínimo, não é batístico torcer a Bíblia para justificação qualquer prática. Nossa glória tem sido que temos torcido nossa conduta, quando preciso, em conformidade com o Novo Testamento. Sempre temos estado dispostos a encarar a Bíblia com rosto e coração descoberto para obedecermos ao seu ensino claro. Assim façamos aqui" (A. T. Robertson, Feminismo, J. W. Porter, pág. 110). Retenhamos esta citação mesmo quando estamos bem cônscios de que o escritor mais tarde mudou sua posição sobre o feminismo e lutou para justificar a idéia popular. Considerem nossos leitores a derradeira atitude do Professor Robertson à luz desta citação.
Ao falarmos do lugar da mulher na igreja, referimo-nos ao seu lugar no serviço de Deus como membros da igreja; logo, nossa discussão terá que ver com mais do que a conduta das mulheres nas reuniões públicas da igreja.
Nosso assunto implica uma verdade que precisa de ênfase. Essa verdade é que há um lugar para as mulheres na igreja. Algumas vezes nossa oposição às usurpações inescrituristicas pelas mulheres parece criar a impressão que a mulher não tem lugar na igreja, o que está longe de ser verdade. Ela tem um lugar muito importante, e negligenciado ? negligenciado porque tantas vezes ela tem estado muitíssimo mais preocupada em tentar tomar o lugar do homem do que ocupar sua própria esfera divinamente dada. A glória da mulher achar-se-á na sua própria esfera. Seu vexame ocorre quando ela sai dessa esfera. Notemos primeiro:
I. COISAS QUE AS MULHERES ESTÃO VEDADAS DE FAZER
1. ELAS ESTÃO PROIBIDAS DE ENSINAR
"Não permito que a mulher ensine" (1 Tim. 2:12).O infinitivo "ensinar" está sem objeto e a passagem significa simplesmente que as mulheres não são para ocupar o ofício de mestre na igreja. Elas podem ensinar em particular e informalmente, mas não pública ou oficialmente.
2. ELAS ESTÃO PROIBIDAS DE DIRIGIR ORAÇÃO PÚBLICA
"Desejo, portanto, que os homens orem em todo lugar." (I Tim. 2:8)
A palavra grega para "homens" é a palavra (aner) que distingue homens de mulheres e crianças e não a palavra genérica (anthropos). O artigo "os" está também presente antes de homens, e isso, de si mesmo, serviria para distinguir homens de mulheres. Daí, todavia, como Fausset observa, a ênfase não trata "os homens" senão o assunto de orar; contudo, permanece o fato que a passagem distingue os homens das mulheres e restringe a oração qualquer lugar dos cultos públicos aos homens. Às mulheres os apóstolos deram outras instruções (v. 9). Está de acordo com todo comentador ou erudito notável.
3. ELAS ESTÃO PROIBIDAS DE AGIR EM QUALQUER CAPACIDADE QUE ENVOLVA O EXERCÍCIO DE AUTORIDADE SOBRE HOMENS
Paulo, após tratando de não permitir que uma mulher ensine, comenta ainda: "nem use de autoridade sobre o marido" (1 Tim. 2:12) (?). Uma mulher mandona é uma monstruosidade tanto quanto um homem efeminado.
4. ELAS ESTÃO PROIBIDAS MESMO DE FALAR NA IGREJA
"As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, interroguem em casa a seus próprios maridos; porque é vergonhoso que as mulheres falem na igreja." (1 Cor. 14:34-35). A referência aqui é a assembléia pública e não ao prédio da igreja.
5. ELAS NÃO SÃO PARA APARECER NOS CULTOS COM CABEÇAS DESCOBERTAS
Vide 1 Cor. 11:3-10. É perfeitamente evidente que isto se refere ao culto público. Pode dizer-se que tanto quanto às mulheres se proíbe profetizar, isto não se aplica quando mulheres guardam seus lugares. Mas também se menciona orar; e, ainda que mulheres não são para dirigir oração pública, contudo elas deveriam orar em silêncio e assim participar do culto. Esta passagem de nenhum modo insinua que se uma mulher tem cabelo comprido, isto é toda coberta que ela carece. Paulo simplesmente afirma que o fato de ser natural às mulheres terem cabelo comprido é só uma indicação da necessidade de uma coberta adicional (Nota do Trad.: Não concordamos com Professor Simmons em que uma mulher precise de véu adicional alem do seu cabelo comprido. Se uma mulher deseja usar de um outro véu, não fazemos objeção, mas sentimos, à luz da Escritura, em 1 Cor. 11:15, que "Para seu cabelo se dá por véu", que, se uma mulher tiver cabelo comprido, isto satisfaz o mandamento que "Uma mulher deve ter um véu na sua cabeça." ). Esta coberta é para ser usada no culto público como um sinal da sujeição da mulher ao seu marido, ou aos homens em geral se a mulher não for casada.
6. ELAS NÃO SÃO PARA APARECER EM TRAJE IMODESTO OU EXTRAVAGANTE.
Vide 1 Tim. 2:9,10.
II. RAZÕES DESTAS PROIBIÇÕES
Paulo dá duas razões destas proibições:
1. PRIORIDADE DE ADÃO NA CRIAÇÃO
Vide 1 Tim. 3:13. A prioridade de Adão na criação indica sua chefia da raça. Ensino público por parte da mulher ou seu exercício de qualquer autoridade sobre homem discrepa dessa chefia.
2. A DECEPÇÃO DA MULHER NA QUEDA.
Vide 1 Tim. 2:14. A mulher foi enganada pela serpente a pensar que o comer do fruto proibido traria benefício em vez de banimento. O homem participou do fruto, mas não foi enganado. Ele sabia quais seriam as conseqüências e, provavelmente, participou do fruto porque preferiu ser expulso com sua esposa a separar-se dela. A decepção da mulher na queda mostra a suscetibilidade da mulher para o malogro.
Isto não é por causa de qualquer inferioridade geral das mulheres aos homens. É por causa da diferença de temperamento e natureza. A natureza da mulher se aperfeiçoa para o lar e para a criação de filhos. Para estes fins ela tem um propício temperamento delicado e uma natureza plenamente emocional. Por isso ela é caracteristicamente manejada mais facilmente que um homem. Sua natureza a dispõe para chegar a conclusões pela intuição e não pela franca consideração. Todos estes fatos desajustam a mulher para a liderança pública ou para o ensino. Se já houve uma mulher pregadora que tenha pregado a verdade, mesmo sobre outras coisas do que o lugar das mulheres, nós nunca a observamos..
III. ARGUMENTOS RESPONDIDOS CONTRA ESTAS PROIBIÇÕES
Muitos argumentos são apresentados por aqueles que gostariam desviar ou sobrepor a clara verdade das passagens já citadas. Notemos os mais salientes deles. É argumentado::
1. HOUVE MULHERES NA BÍBLIA QUE FIZERAM AS COISAS QUE DISSEMOS SEREM VEDADAS ÀS MULHERES FAZER.
Citam-se os seguintes casos:
(1). Débora
Vide Juízes 4:5. Ao passo que Débora fez seu juizado no seu próprio lar (Juízes 4:5), contudo é verdade que o seu lugar de liderança era inconsistente com as proibições do Novo Testamento. Mas isso de nenhum modo cancela estas proibições. Não devemos presumir que tudo que foi feito pelos fieis na Bíblia foi segundo a vontade de Deus. E certamente não devemos por de lado os claros mandamentos de Deus porque alguns se conduziram incoerentemente com esses mandamentos.
Ademais, o que Deus permitiu na dispensação do Velho Testamento não é paradigma pelo qual se determine Sua vontade para a dispensação do Novo Testamento. Ele permitiu a poligamia, e depois a regulou prescrevendo por meio de Moisés a necessidade de um divórcio escrito; mas, finalmente, no Novo Testamento, houve um retorno ao significado original e ao espírito do casamento qual permite o divórcio só por fornicação (Mat. 19:3-9).
Assim é com referência ao lugar das mulheres. O Novo Testamento reverte à ordem original, a despeito do que Deus permitiu na dispensação do Velho Testamento. E as proibições notadas aplicam-se à igreja. Certamente, então, nada permitido fora da igreja pode anulá-las.
(2). Ana
Vide Lucas 2:36-38. Não há prova que Ana fez um discurso e daí não há prova que ela violou 1 Tim. 2:12. Ela não estava na igreja e daí não violou 1 Cor. 14:34. É evidente que ela apenas falou informalmente aos que ela viu em redor do templo. Isto não é violação da Escritura, como veremos mais claramente depois. Ademais, são os mandamentos de Deus e não a conduta de Ana, ou a de quaisquer outras pessoas, que revelam a vontade de Deus. A conduta de Ana não pode ser tomada por critério mais do que a de Débora, ou outros caracteres falíveis.
(3). As mulheres que ajudaram a Jesus e a Paulo
Vide Lucas 8:2,3; Rom. 16:1,2; Fil. 4:3. A senhora M. B. Woodworth?Etter diz:
"Paulo trabalhou com as mulheres no Evangelho mais do que qualquer dos apóstolos; Priscila e Febe viajaram com Paulo pregando e edificando as igrejas" (Atos 18:2-18-26; Rom. 16).
"Ele e Febe fizeram cultos de avivamento juntos; agora ela é chamada para ir à cidade de Roma; Paulo não pode ir com ela, mas ele está muito cuidadoso de sua reputação e ela é tratada com respeito; ele escreve uma carta de recomendação: "Recomendo-vos, pois, Febe, nossa irmã, a qual serve na igreja (que significa um ministro da igreja) que está em Cencréia, para que a recebais no Senhor, como convém aos santos, e a ajudeis em qualquer coisa que de vós necessitar; porque tem hospedado a muitos, como também a mim mesmo." (Rm. 16:1-2). (Signs and Wonders, pág. 211).
Isto é um belo exemplo de aumentar e de deslumbrante caricatura da Escritura pelos que invocam o exemplo das mulheres supra mencionadas como um argumento contra as proibições que Paulo pronunciou contra mulheres. Não há a mais leve alusão a qualquer dessas mulheres terem pregado ou feito qualquer coisa inconsistente com as proibições de Paulo. No caso das mulheres associadas a Cristo está plenamente afirmado que elas "O serviam com a sua fazenda." Febe e as outras mulheres, provavelmente, que laboraram com Paulo, fizeram o mesmo a Paulo. Algumas delas podem ter feito trabalho pessoal também.
(4). As mulheres que foram enviadas do túmulo de Jesus com uma mensagem para os apóstolos
Mat. 28:1-10; Marc. 16:1-11; Luc. 24:1-9; João 20:1-18. Estas mulheres foram enviadas a um serviço ocasional; não foram comissionadas a fazer um discurso público.
(5). As mulheres da igreja em Jerusalém no Pentecostes.
Atos 2.Pelo que diz nas Escrituras nenhuma mulher discursou no dia de Pentecostes. Pedro foi o único que fez um discurso público naquele dia.
Qualquer fala feita pelas mulheres que eram membros da igreja e se encheram do Espírito foi quando passaram entre o povo, como Ana que deu um testemunho informal. O Espírito nunca levou mulheres a violarem Suas próprias proibições estipuladas por meio de Paulo, pois Ele não se contradiz a si mesmo.
(6). A mulher samaritana.
João 4:16. A única coisa que Jesus mandou esta mulher fazer foi ir chamar seu marido. O que mais fez foi por sua própria vontade e sem autoridade divina necessária. Todavia não há indicação que ela fez mais do que falar à vontade aqueles que ela encontrou.
(7). As filhas de Filipe
Vide Atos 21:9. Não há afirmações que as filhas de Filipe violaram a letra ou o espírito das proibições que temos notado. Assim o oponente nada tem em que basear o seu argumento. O fato que foram profetisas de nenhum modo prova que discursaram publicamente ou que nalgum tempo usurparam autoridade sobre o homem. Note bem, enquanto Paulo estava na casa de Filipe, Deus enviou de longe, da cidade de Jerusalém, um profeta para entregar-lhe uma mensagem.
(8). Profetisas nos últimos dias
Vide Atos 2:18. Apesar do fato que as filhas de Filipe eram profetisas elas nunca dirigirem um discurso público ou usurparam autoridade sobre homens. Isso prova que esta passagem não deve usada como indicação que as mulheres fizeram mais do que darem um testemunho particular. O ônus da prova está sobre o oponente e ele nada tem a oferecer como prova.
(9). Priscila e Áquila
Vide Atos 18:26. Priscila fez o relatado na privacidade do seu próprio lar e em conjunto com seu marido. A Bíblia nada diz contra a mulher dar um testemunho particular. Elas podem mostrar aos perdidos o caminho da salvação, ou podem testemunhar a verdade aos homens em particular. E por certo, quando uma esposa faz isto em conjunto com seu marido, ela não está desafiando o seu lugar escriturístico.
(10). As mulheres profetisas em Corinto.
Vide 1 Cor. 11:5,16. As mulheres em Corinto estavam cometendo duas ofensas. Não só estavam falando na igreja, mas também fizeram isso com a cabeça descoberta. Paulo, no capítulo referido há pouco, corrigiu essa última. No capítulo décimo quarto ele corrige a primeira.
Para uma argumentação similar à participação das festas idolátricas, vide I Cor. 8:10 e 10:14-21. Na primeira passagem Paulo simplesmente diz que os santos em Corinto eram para ser cuidadosos para não ofender aqueles que não podiam entender que um ídolo era nada. Mas na última passagem ele condena comer das festas idolátricas como uma coisa totalmente fora de lugar para o cristão.
2. QUE GÁLATAS 3:28 PROVA QUE NÃO HÁ DISTINÇÃO ENTRE A ESFERA DE HOMENS E A DE MULHERES
Exibe um juízo muito pobre dos que sustentem da fala pública das mulheres perante ouvintes mistas em invocar Paulo a argumentar contra si mesmo. Se a passagem sob consideração ensina completa igualdade e identidade de esfera sexual, então também ensina igualdade racial, e o casamento misto das raças brancas e pretas está justificado (na época de T. P. Simmons, esse assunto era muito importante). A passagem ensina nada mais do que a verdade que todos estão salvos igualmente e que todos tem o mesmo grau de relacionamento gracioso com Cristo. "Raça e sexo tem seus respectivos dons a serem dedicados e usados. O trabalho e a vocação dos sexos são diferentes, conquanto em Cristo não há nem macho nem fêmea." (Ministry of Women).
3. QUE A PROIBIÇÃO DE PAULO EM 1 COR. 14:34 FOI APENAS CONTRA CONVERSAS OCIOSAS
Esta noção é inteiramente sem fundamento. A palavra grega "falar" refere-se a qualquer espécie de fala.
4. QUE ESTA PROIBIÇÃO VEDOU QUE A MULHER FIZESSE PERGUNTAS EM PÚBLICO QUE CAUSARIAM DISSENSÃO
Mas a proibição de as mulheres fazerem perguntas é só secundária à proibição contra qualquer falar na igreja.
5. QUE ESTA PROIBIÇÃO SÓ SE REFERE ÀS REUNIÕES DE NEGÓCIO NA IGREJA.
Não foi sobre uma reunião de negócios que Paulo estava escrevendo mas uma reunião semelhante à que nós chamaríamos "reunião de testemunho."
6. DESDE QUE SE DIZ À MULHER PARA PERGUNTAR A SEU MARIDO EM CASA SOBRE ASSUNTOS QUE ELA NÃO ENTENDE, ISTO SE APLICA SÓ AS MULHERES CASADAS
Seria de fato esquisito Paulo proibir à mulher casada falar enquanto o consentisse à solteira faze-lo, desde que as casadas são comumente mais velhas e mais judiciosas que as solteiras. Nesta passagem Paulo dá suas instruções para cobrir circunstancias normais, não sentindo ser necessário cuidar de alguma exceção. Uma mulher solteira pode facilmente achar algum homem a quem ela pode perguntar a respeito de coisas que ela não entende.
7. QUE AS INSTRUÇÕES DE PAULO AOS CORINTIOS APLICARAM-SE SOMENTE À IGREJA DE CORINTO.
Mas Paulo disse: "As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas; porque não lhes é permitido falar; mas estejam sujeitas, como também ordena a lei." (I Cor. 14:34). Parece que foi só em Corinto que as mulheres estavam saindo do seu lugar. Na passagem supra Paulo instruiu a igreja em Corinto a manter a mesma ordem quanto às mulheres no culto público que era mantida em todas as outras igrejas.
8. QUE AS PROIBIÇÕES CONTRA MULHERES NO CULTO PÚBLICO APLICAVAM-SE SOMENTE À ERA APOSTÓLICA.
Oponentes dizem que era concepção comum naquela época que as mulheres que apareciam em público sem véu e exerciam qualquer função pública eram de caráter baixo; que foi por essa razão que o apóstolo mandou mulheres estarem quietas e usarem véus. Assim as proibições se tomam à mesma luz com a exortação de Paulo para se absterem de comer carne oferecida a ídolos; isto é, para evitar ofensa aos outros. Ou, como diz A. T. Robertson: "Muitos cristãos modernos sentem que havia condições especiais em Éfeso como em Corinto que precisaram ordens duras para as mulheres que agora não se aplicam."
Mas tais noções estão claramente desaprovadas pelo fato que Paulo dá seu mandamento para o silêncio de mulheres como um mandamento do Senhor. Ele não diz que isto em referência à abstinência de carne oferecida a ídolos. Depois Paulo fundamenta a proibição das mulheres ensinarem por causa da prioridade do homem na criação e a decepção da mulher na queda. Assim ele mostra que esta proibição esta fundada na própria natureza das coisas e portanto é permanente.
IV. COISAS QUE MULHERES DEVERIAM FAZER
Havendo reparado o que às mulheres se proíbe fazerem, veremos agora o que elas podem e deveriam fazer.
1. ELAS DEVERIAM FREQUENTAR O CULTO PÚBLICO
É isto o dever de todo o povo salvo. As mulheres deveriam atender ao culto público para aprenderem e receberem tais bênçãos espirituais que normalmente têm no culto. A alma de toda a pessoa salva carece da influencia curativa, purificadora e animadora do culto público.
2. ELAS DEVERIAM PARTICIPAR DO CULTO PELA ORAÇÃO SILÊNCIOSA E NA PRATICA, SE POSSIVEL, NO CANTO CONGREGACIONAL
Estes também são deveres gerais, tanto como privilégios. Alguns diriam que, se a mulher não se permite falar na igreja, então também cantar. Mas devemos interpretar Paulo pelas intenções manifestas no contexto. Ele não estava discutindo o cantar, mas o falar. Enquanto o cântico envolve a fala: contudo, tecnicamente, o cantar não é igual ao falar.
3. ELAS DEVERIAM CONTRIBUIR DOS SEUS MEIOS
Isto, como o cultuar, a oração silenciosa, e o cântico congregacional, é dever e privilégio gerais e pertence tanto a mulheres como a homens.
4. ELAS SÃO PARA RECONHECEREM O LAR COMO SUA PRINCIPAL ESFÉRA DE ATIVIDADE
Tito 2:5. É aqui que a mulher deve achar seu trabalho principal, não só em cuidar de sua própria família, mas em hospedar a outros. (1 Tim. 5:9, 10). É no lar e no lar somente que ela pode ganhar a recompensa de profeta por hospedar profetas (Mat. 10:41).
5. AS MULHERES MAIS VELHAS SÃO MANDADAS A ENSINAREM AS MAIS NOVAS
Tito 2:3-5. Elas são especialmente incumbidas a ensinar as jovens deveres caseiros práticos, mas esta Escritura não limita o seu ensino a isto: elas são para ser "mestras no bem" (v. 3) e a razão do seu ensino, "a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.", abre um larga área de instrução. Nada achamos na Escritura contra o ensino de mulheres e crianças só por mulheres em qualquer tempo e em qualquer lugar. A Escritura não diz que o seu ensino é para ser feito somente no lar, nem diz que elas devem ensinar só uma cada vez. Ensinar privadamente não quer dizer, necessariamente, ensinar só uma cada vez. Vide Lucas 10:23.

Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.
Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004
Revisão: Luis Antonio dos Santos, 12/05
Edição: Calvin Gardner, 03/09

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