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26 de out de 2010

Alguém nasce homossexual?


Tradicionais & Pentecostais - Paulo Junior


As bênçãos singulares do evangelho de Jesus

 

Referência: MArcos 2.13-28

INTRODUÇÃO
1. Jesus atraía as multidões – v. 13
Jesus foi o homem mais amável que já pisou no mundo. Sua personalidade, ensino e obras sempre atraíram as pessoas. Onde ele estava sempre havia a esperança de um novo começo. Em Jesus as pessoas encontravam alívio para seus fardos, cura para suas enfermidades e perdão para seus pecados.
2. Jesus atraía a oposição – v. 6,16,18,24;3:6
A verdade sempre incomada a mentira e a luz sempre denuncia as trevas. Na mesma proporção que Jesus atraía a multidão, despertava a inveja dos escribas e fariseus. A oposição a Jesus tornou-se progressiva:
Em primeiro lugar, os escribas arrazoavam em seu coração (2:6). Era uma oposição velada, silenciosa e íntima.
Em segundo lugar, os escribas perguntam aos discípulos de Jesus (2:16). Agora, eles falam, mas não com Jesus. Eles destilam suas críticas de forma indireta.
Em terceiro lugar, os fariseus perguntam diretamente a Jesus (2:18). A pergunta deles era uma censura e uma denúncia enrustida. A intenção deles não era aprender, mas acusar. Eles sempre vinham com perguntas de algibeira para apanhar Jesus no contrapé. 
Em quarto lugar, os fariseus advertem a Jesus (2:24). A oposição torna-se explícita, ganhando um contorno denso de uma crítica aberta. Agora o inimigo põe as unhas de fora e destila todo o seu veneno contra Jesus.
Em quinto lugar, os fariseus se unem aos herodianos para tramarem a morte de Jesus (3:6). Veja a progressão dessa oposição: de um pensamento íntimo de censura caminharam para uma pergunta indireta. Desta à uma pergunta pessoal e daí a uma censura verbal. Agora, se mancomunam com os herodianos a quem consideravam indignos, para tramarem a morte de Cristo.
Nesse contexto de ensino à multidão e pressão da oposição dos escribas e fariseus, Jesus nos fala sobre as bênção singulares do evangelho.

I. O EVANGELHO ABRE AS PORTAS DO REINO PARA OS REJEITADOS – v. 14
Jesus chamou Levi, filho de Alfeu, para ser discípulo (1:14). Este Levi trabalhava em uma coletoria e era um publicano (Lc 5:27). Também era chamado de Mateus (Mt 9:9). 
William Hendriksen diz que certos romanos, membros da cavalaria, pagavam uma grande soma de dinheiro ao tesouro romano para coletar os impostos públicos sobre os produtos exportados e importados da província. Esses “generais da fazenda” sublocavam esse privilégio para “chefes de publicanos” do distrito como Zaqueu (Lc 19:2), que por seu turno, distribuíam a tarefa da coleta para outros publicanos menos graduados. O termo publicano tornou-se, assim, sinônimo de coletor de impostos. 
Esses coletores de impostos ganharam a fama de inimigos e traidores do povo, pois além de estarem a serviço de Roma, também extorquiam o povo, cobrando mais do que o estipulado, enriquecendo-se, assim, de forma desonesta. Desta forma passaram a ser odiados pelo povo. Um judeu que aceitasse tal ofício era expulso da sinagoga e envergonhado pela família e amigos. Um fariseu que se tornasse coletor era execrado e sua esposa podia divorciar-se dele. Um coletor de impostos era visto como alguém que amava mais o dinheiro que a reputação. Certamente Mateus era um homem odiado por seus contemporâneos.
Cafarnaum era uma cidade aduaneira, uma ponte entre a Europa e a África. Cafarnaum era a sede da secretaria da fazenda na rota entre Damasco ao nordeste e o Mar Mediterrâneo no oeste. Estes postos de alfândega cobravam impostos nas apenas nas fronteiras, mas também na entrada e saída de povoados, nas encruzilhadas e nas pontes. Produtos não declarados podiam ser confiscados pelo publicano. Esses cobradores eram tidos como ladrões e assaltantes por definição, diz Adolf Pohl. 
Diante desses fatos, o chamado de Jesus a Levi nos ensina algumas verdades:

1. Jesus chama soberanamente – v. 14a
Jesus chamou um homem execrado publicamente e não deu nenhuma explicação a ele nem ao povo. Jesus tem autoridade para chamar quem ele quer para a salvação e para o serviço. Sem o divino chamado ninguém pode ser salvo, pois jamais nos tornaremos para Deus a menos que ele nos chame por sua graça, diz John Charles Ryle. Na verdade Jesus não fez um convite, deu uma ordem. 
Embora não possamos afirmar com segurança que Mateus tenham sido um homem desonesto, há fortes indícios de que tenham sido escravo da avareza, pois havia vendido seu patriotismo com o propósito de ganhar dinheiro. Ele chama a quem quer e isso, soberanamente (3:13). Não somos nós quem escolhemos a Cristo, foi ele quem nos escolheu (Jo 15:16). Não fomos nós quem o achamos, mas ele quem nos buscou. Nós o amamos, porque ele nos amou primeiro.

2. Jesus chama eficazmente – v. 14b
Quando Cristo chama, ele chama eficazmente (Rm 8:30). Jesus disse que as suas ovelhas ouvem a sua voz e o seguem (Jo 10:27). Levi atendeu pronta e imediatamente o chamado de Jesus. Ele não argumentou nem adiou sua decisão. Sua obediência decisiva e imediata é solenemente registrada. Lucas 5:28 diz que ele deixou tudo. O chamado de Cristo foi irresistível. O mesmo que chama é aquele que muda as disposições íntimas da alma. Ele não apenas chama, mas atrai com cordas de amor.
Mateus deixou a coletoria imediatamente e seguiu a Jesus. Essa resposta pronta ao chamamento do Senhor foi um grande milagre e libertação. Ele deixou sua profissão e o lucro e queimou todas as pontes do seu passado. Ele trocou o lucro fácil pela consciência limpa, as glórias do mundo pelas riquezas do Reino de Deus.
O chamado de Mateus deve nos encorajar a esperar a salvação daqueles que julgamos mais difíceis. O mesmo Jesus que chama quebra as cadeias e abre os corações. O vento do Espírito sopra aonde quer. O tempo dos milagres ainda não passou. Ele continua chamando pecadores a si!

3. Jesus chama graciosamente – v. 15,16
Levi deu um grande banquete a Jesus e convidou numerosos publicanos e pecadores para a estarem com ele em sua casa (Lc 5:29,30). Levi abriu não só o coração para Jesus mas também sua casa. Os escribas e fariseus, verdadeiros espiões de plantão, consideravam pecadores aqueles que quebravam tanto a lei moral de Deus e aqueles que infrigiam as inumeráveis regras e preceitos da interpretação farisaica da santa lei de Deus. Assim eram considerados pecadores tanto os que cometiam adultério como aqueles que comiam sem lavar as mãos. Aos olhos dos fariseus, todos os que não era fariseus eram “pecadores”. Eles disseram aos guardar que foram prender a Jesus: “Quanto a esta plebe que nada sabe da lei, é maldita” (Jo 7:49).
Levi ao mesmo que celebra a festa da sua salvação, abre sua casa para que seus pares conheçam também a Jesus e sejam salvos. Ele transformou seu lar num grande instrumento de evangelização. Ele queria que os seus colegas de profissão e os pecadores também se tornassem seguidores do Senhor Jesus.
Os escribas, mediante uma pergunta aos discípulos de Jesus, censuram-no por comer com os publicanos e pecadores (2:16). A religião deles era a religião do apartheid. Eles se consideravam justos e dos demais como pecadores, indignos do amor de Deus.

II. O EVANGELHO ABRE AS PORTAS DA SALVAÇÃO PARA OS QUE SE CONSIDERAM PECADORES – v. 17
O evangelista Marcos diz: “Tendo Jeus ouvido isto, respondeu-lhes: Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos, e sim pecadores” (2:17).
1. O que Jesus não quis dizer?
Esta figura usada por Jesus tem sido interpretada de forma equivocada por alguns. Vejamos, então, o que Jesus não quis dizer:
Em primeiro lugar, Jesus não quis dizer que há alguns que são sãos e justos aos olhos de Deus. A Bíblia é clara em afirmar que todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus (Rm 3:23). Aqueles que se consideram sãos e justos estão em um estado mais avançado da sua doença e iniquidade. O pior enfermo é aquele que não reconhece sua doença e o maior pecador é aquele que não se vê como tal.
Em segundo lugar, Jesus não quis dizer que estes não necessitam do Salvador. Os escribas e fariseus se consideram sãos e bons aos olhos de Deus, mas na verdade, eles estavam tão necessitados quanto os publicanos de salvação. Não importa quão alta é a avaliação que temos de nós mesmos. Somos totalmente carentes da graça de Deus.
Em terceiro lugar, Jesus não quis dizer que seu amor pelos pecadores implica em falta de amor com os justos. A lógica de Jesus é: se ele encarna a vontade divina de ajudar até as pessoas totalmente condenáveis, então ele tem ajuda para todos.

2. O que Jesus quis dizer
A figura usada por Jesus tem uma mensagem clara:
Em primeiro lugar, só os que se reconhecem doentes e pecadores têm consciência da necessidade da salvação. Só uma pessoa doente procura o médico. Só uma pessoa consciente do seu pecado busca salvação. Não há fé sem arrependimento nem salvação sem conversão. Ninguém busca água sem sentir sede nem anseia pelo pão da vida sem fome. Uma pessoa antes de vir a Cristo, precisa primeiro sentir-se carente da graça de Deus. A salvação não é para aqueles que se consideram dignos, mas aqueles que são indignos e estão em situação desesperadora. Jesus veio para salvar os pecadores, perdidos, pobres, sofredores, famintos e sedentos (Mt 5:6; 11:28-30; 22:9,10; Lc 14:21-23; 19:10; Jo 7:37-38). Jesus não veio ao mundo apenas para ser um legislador, um mestre ou rei. Ele veio como o médico da nossa alma e o nossoredentor. Ele nos conhece, nos ama, nos cura, nos perdoa e nos salva.
Em segundo lugar, só os que se humilham podem ser salvos. A atitude dos escribas e fariseus era de soberba e altivez. Eles se consideram bons e justos. Eles olhavam com desdém os publicanos e pecadores e se vangloriavam diante de Deus por suas virtudes (Lc 18:11). Mas, a única pessoa pela qual Jesus nada faz é aquela que se julga tão boa que não necessita de que ninguém a ajude. Essa pessoa levanta uma barreira entre ela e Jesus e assim fecha a porta do céu com suas próprias mãos.
Warren Wiersbe diz que há três tipos de pacientes que Jesus não pode curar de suas doenças: 1) aqueles que não o conhecem; 2) aqueles que o conhecem, mas se recusam a confiar nele e 3) aqueles que não admitem que necessitam dele.

III. O EVANGELHO ABRE AS PORTAS PARA UMA VIDA DE JUBILOSA CELEBRAÇÃO – v. 18-20
A religião judaica havia transformado a vida num fardo pesado e os ritos sagrados em instrumentos de tristeza e opressão. Os discípulos de João e os fariseus ficaram escandalizados com o estilo de vida dos discípulos de Jesus. Os fariseus jejuavam para mostrar sua piedade, os discípulos de João para mostrar sua tristeza pelo pecado. A palavra aramaica para “jejuar” tem o sentido de “estar de luto”. Os judeus quando jejuavam e ficavam tristes tinham a intenção de conseguir algo de Deus: “Por que jejuamos nós, e tu não atentas para isso?” (Is 58:3). 
Os fariseus e discípulos de João perguntaram a Jesus num tom de provocação e censura: 
Por que motivo jejuam os discípulos de João e os dos fariseus, mas os teus discípulos não jejuam? Respondeu-lhes Jesus: Podem, porventura, jejuar os convidados para o casamento, enquanto o noivo está com eles? Durante o tempo em que estiver presente o noivo, não podem jejuar. Dias virão, contudo, em que lhes será tirado o noivo; e, nesse tempo, jejuarão. (2:18-20)
Esse episódio nos enseja duas lições importantes:

1. A religião pode se transformar num fardo pesado em vez de ser um instrumento libertador – v. 18,19
O jejum é uma prática bíblica legítima. Havia um único jejum anual exigido na lei, o dia da expiação (Lv 16:29-34; Jr 36:6). Nesse dia o povo afligia a sua alma e sentia profunda tristeza. Os escribas e fariseus, entretanto, acrescentaram à lei de Deus a tradição dos homens e impuseram outras práticas de jejum. Um fariseu jejua duas vezes por semana (Lc 18:12). Eles jejuavam para serem vistos pelos homens e atraírem a atenção de Deus. Eles faziam do jejum o palco de um teatro onde apresentavam o show de uma piedade que devia encantar a Deus e impressionar os homens. 
É bom destacar que Jesus não estava contra o jejum. Ele emsmo jejuou quarenta dias e ratificou o jejum voluntário (Mt 9:15). Moisés jejuou quarenta dias no Horebe. Patriarcas, profetas, reis e sacerdotes jejuaram. Deus ordenou o jejum como um importante exercício devocional. Jesus e os apóstolos jejuaram. A igreja de Deus ao longo dos séculos tem jejuado. Mas Jesus denunciou um jejum dos hipócritas que desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam (Mt 6: 16). O jejum dos escribas e fariseus era um ritual para a sua própria exibição e não a expressão do sentimento do coração.

2. A vida que Jesus oferece é como uma festa de efusiva alegria – v. 19
A vida cristã é como uma festa de casamento e não como um funeral. A festa de casamento é uma celebração de alegria e não de tristeza. A piedade farisaica era medida pela tristeza do jejum, a piedade cristã manifesta-se na alegria da presença do noivo com a igreja. As bodas de casamento era a semana mais feliz da vida de um homem. Para essa semana de felicidade, os convidados especiais eram os amigos do noivo e da noiva, chamados de os filhos da câmara nupcial. Os convidados às festas de bodas estavam dispensados da obrigação de jejuar. Jesus compara os seus discípulos como os convidados para esta festa das bodas. Jesus veio para nos trazer vida abundante (Jo 10:10). A vida cristã deve ser a fruição de uma alegria inexplicável e cheia de glória. A vida cristã é como um casamento com Cristo. Estamos comprometidos com ele. O casamento judaico tinha quatro estágios: 1) o noivado; 2) a preparação; 3) a chegada do noivo; 4) as bodas.
Adolf Pohl diz que quando ser convidado para uma festa de casamento era motivo de uma alegria desmedida que ofuscava tudo o mais. Professores da lei interrompiam seu estudo da Torá, inimigos se reconciliavam, mendigos e quem mais aparecesse podia comer de graça. Rufavam tambores, nozes eram jogadas aos convivas, a procissão dançava diante da noiva e louvava sua beleza. 
A igreja não é apenas o grupo dos amigos do noivo, a igreja é a própria noiva (Is 54:5; Jr 31:32; Ap 19:7,8). Hoje celebramos a alegria da salvação, mas um dia entraremos na Casa do Pai, na glória celeste, e então, essa festa onde não vai entrar choro nunca vai acabar. Estaremos para sempre com ele.
Essa nova ordem trazida por Jesus deixa para trás o legalismo fariseu e inaugura um novo tempo de liberdade e vida plena. A vida que Jesus oferece está trazendo alegria para o triste, cura para o enfermo, libertação para o endemoninhado, puficação para o leproso, pão para o faminto e salvação para o perdido.

IV. O EVANGELHO ABRE AS PORTAS PARA UMA VIDA RADICALMENTE NOVA – v. 21-22
Jesus usou três figuras em sua conversa com os fariseus. A primeira figura já tratamos: a figura do doente e do médico. Agora, vamos examinar as outras duas: a figura do remendo novo em tecido velho e do vinho novo em odres velhos. Quais são as lições que essas figuras nos ensinam?
1. A vida cristã não é um remendo ou reforma do que está velho, mas algo totalmente novo – v. 21
Um remendo novo num pano velho abre uma fissura ainda maior. O cristianismo não é uma reforma do judaísmo nem um remendo das práticas judaicas. A vida cristã não é apenas um verniz, uma caiação de uma estrutura rota, mas uma nova vida, algo radicalmente novo. Na época de Lutero não era possível remendar os abusos doutrinários da igreja romana. Era necessário iniciar uma volta ao cristianismo primitivo. Na época de John Wesley o tempo de pôr remendo à Igreja Angligana havia passado. 
O vestido velho é o velho sistema da lei e os velhos costumes do povo judeu. A salvação que Cristo oferece são as vestes alvas e a justiça de Cristo são o linho finíssimo. Em Cristo todas as coisas são feitas novas (2 Co 5:17).A vida cristã não é uma mistura do velho com o novo. É algo completamente novo. O evangelho transforma e liberta. O evangelho é a palavra de vida; o judaísmo com seus preceitos legalístas é letra morta. O evangelho liberta, o legalismo mata; o evangelho salva, o legalismo faz perecer.

2. A vida cristã não pode ser acondicionada numa estrutura velha e arcaica – v. 22
Na Palestina o vinho era guardado em odres de couro. Quando esses odres eram novos possuíam uma certa elasticidade, mas à medida que iam envelhecendo ficavam endurecidos e perdiam a elasticidade. O vinho novo ainda está em processo de fermentação. Isso significa que os gases liberados aumentam a pressão. Se o coro é novo, cederá à pressão, mas se é velho e sem elasticidade, é possível que se rompa e se perca tanto o vinho como o odre. O vinho do cristianismo não pode ser acondicionado nos odres velhos do judaísmo.
O cristianismo requer novos métodos e novas estruturas. Não podemos ter o coração duro como os odres ressecados pelo tempo. Precisamos manter nosso coração aberto à mensagem transformadora do evangelho.

V. O EVANGELHO ABRE AS PORTAS DA LIBERDADE PARA OS PRISIONEIROS DO LEGALISMO – v. 23-28
O sábado judaico tinha se transformado num carrasco do homem. Ele era um fardo insuportável em vez de um elemento terapêutico. Ele era um fim em si mesmo em vez de ser um instrumento de bênção para o homem. Por essa causa, os fariseus ao verem os discípulos de Jesus colhendo e comendo espigadas nas searas em dia de sábado, debulhando-as com as mãos (2:23; Lc 6:1), advertiram a Jesus nesses termos: “Vê! Por que fazem o que não é lícito aos sábados?” 
Esse incidente oportunizou Jesus de ensinar várias lições importantes:

1. Os discípulos não estavam fazendo algo proibido – v. 23,24
A prática de colher espigas nas searas para comer estava rigorosamente de conformidade com a lei de Moisés (Dt 23:24-25). Mas os escribas e fariseus estavam escondendo a verdadeira lei de Deus debaixo da montanha de tradições tolas que eles tinham fabricado. Eles tinham acrescentado à lei trinta e nove regras sobre a maneira de guardar do sábado, tornando a sua observância num fator escravizante e opressor. Segundo as estritas normas dos fariseus os discípulos haviam quebrado a lei do sábado e isso era um pecado mortal.
2. O conhecimento da Palavra é o meio de nos livrarmos do legalismo – v. 25,26
Jesus cita a Escritura para os fariseus e mostra como Davi quebrou a lei cerimonial comendo com seus homens os pães da proposição só permitidos aos sacerdotes (1 Sm 21:1-6). Só os sacerdotes podiam comer esse pão da proposição (Lv 24:9), mas a necessidade humana prevaleceu sobre a lei cerimonial. Warren Wiersbe, analisando esse episódio na perspectiva de Mateus afirma que Jesus usou três argumentos para defender os seus discípulos: o que Davi fez (Mt 12:3-4), o que os sacerdotes fizeram (Mt 12:5-6) e o que o profeta Oséias diz (Mt 12:7-9). 
William Hendriksen diz que se Davi tinha o direito de ignorar as privisões cerimoniais, divinamente ordenadas, quando a necessidade exigia, não teria Jesus, o Filho de Deus, num sentido muito mais evidente, o direito, sob as mesmas condições de necessidade, de deixar de lado os regulamentos sabáticos não autorizados, feitos pelo homem? 
O pão da proposição nunca foi tão sagrado como quando foi utilizado para alimentar um grupo de homens famintos. O sacerdote entendeu que a necessidade dos homens é mais importante do que os regulamentos cerimoniais. O dia do descanso nunca é tão sagrado como quando é usado para prestar ajuda aos necessitados. O árbitro final como respeito ao ritos sagrados não é o legalismo, mas o amor.

3. O homem vale mais do que os ritos sagrados – v. 27
John Charles Ryle diz que Deus fez o sábado para Adão no paraíso e o renovou para Israel no Monte Sinai. Ele foi feito para todaa a humanidade e não apenas para o povo judeu. Ele foi feito para o benefício e felicidade do homem. O sábado foi feito para o bem físico, mental e espiritual do homem. Ele foi dado como uma bênção e não como um fardo. Esse foi o propósito com que o sábado foi criado por Deus. 
Deus não criou o homem por causa do sábado, mas o sábado por causa do homem. O homem não foi criado por Deus para ser vítima e esravo do sábado, mas o sábado foi criado para que a vida do homem fosse mais plena e feliz. Na verdade o sábado foi instituído para ser uma bênção para o homem: para mantê-lo saudável, útil, alegre e santo, dando-lhe condições de meditar calmamente nas obras do seu criador, podendo deleitar-se em Deus (Is 58:13,14) e olhar adiante, com grande expectativa, para o “repouso que resta para o povo de Deus” (Hb 4:9). 
Jesus está dizendo com isso que a religião cristã não consiste de regras. As pessoas são mais importantes do que o sistema. A melhor maneira de adorar a Deus é ajudando as pessoas. A melhor maneira de fazer uso das coisas sagradas é pondo-as a serviço dos que padecem necessidade. Esse é o único modo autêntico de dá-las a Deus, diz William Barclay.

4. O Senhorio de Cristo traz liberdade e não escravidão – v. 28
Jesus é o Senhor do sábado. Seu senhorio não é escravizante nem opressor. O legalismo é um caldo mortífero que envena, asfixia e mata as pessoas. Ele é vexatório e massacrante. Chegou ao ponto de transformar o que Deus criou para aliviar o homem, o sábado, num tirano cruel. Jesus veio para estabelecer sobre nós seu senhorio de amor. Agostinho disse que quanto mais servos de Cristo somos, mais livres nos sentimos. Ele é maior do que o templo (Mt 12:6), maior do que Jonas (12:41), maior do que Salomão (12:42) e maior do que o sábado (2:28).
Rev. Hernandes D. Lopes.

Desenvolva sua Salvação Agora! – Thomas Watson (1620-1686)


É uma loucura adiar o desenvolvimento da salvação até o cair da tarde, até o pôr do sol. "A noite vem, quando ninguém pode trabalhar. " (João 9:4).

Um marinheiro seria muito imprudente se permanecesse ancorado quando o navio está equipado, com as máquinas com capacidade, vento favorável, e o mar calmo, porém ao chegar a tempestade e o navio começar a se encher de água, então se decidisse a içar velas para a viagem. Esta é a condição daquele que negligencia a saúde e o vigor, e quando a idade avançada chega e sua máquina estiver já arruinada, então ele começa a pensar na sua viagem em direção ao céu.

E muito questionável se Deus irá aceitar o arrependimento dele quando já é tão tarde. Ele chama para os primeiros frutos, e achamos que podemos oferecer-Lhe só o restolho? Este não foi o menor dos motivos pelos quais Deus rejeitou a oferta de Caim, pois aquela oferta foi feita com muito tempo de atraso. "E aconteceu que ao cabo de dias que Caim trouxe do fruto da terra uma oferta ao Senhor " (Gen. 4:3), ou, como no original que é mais enfático: "depois de muitos dias. " Parece que já estava estragada quando foi trazida. Não seria indigno os homens darem ao diabo seu vigor e suas forças e trazerem diante do altar de Deus seus ossos velhos e sem nenhum vigor? É verdade que Deus pode mostrar Sua misericórdia no final, contudo isso pode ser um risco perigoso. O pecador, na idade avançada, dorme entre a morte e o diabo como Pedro dormiu entre os dois soldados.

Até chegar a enfermidade. Seria muito imprudente que, aquele que se prepara para uma longa jornada colocasse a bagagem sobre o cavalo mais fraco. Não seria imprudência colocar a bagagem pesada do arrependimento sobre si quando você está tão fraco por causa da enfermidade? Quando as mãos vacilam, os lábios tremem, as forças diminuem, e o coração desfalece? Possivelmente você não sofrerá enfermidades, possivelmente não terá o uso de seus sentidos. É possível que Deus negue Sua graça a você e então onde estará seu arrependimento? É provável que aquele que se esquece de Deus em tempos de saúde, Deus Se esqueça dele em tempos de enfermidade.

Ele reprova aqueles que começam a trabalhar, mas não desenvolvem sua salvação. Não basta ter um bom começo. Alguns há que, como Jeú, atiram-se com tudo na religião, mas em pouco tempo seu esmorecimento é bem visível. Nós vivemos no outono. Observamos muitos que uma vez floresceram e deram boas esperanças de conversão, porém suas primaveras transformaram-seem outonos. Pararam de trabalhar para o céu, um sinal de que a motivação era apenas superficial e não vital. "Israel rejeitou o bem". (Os. 8:3). Eles que uma vez foram diligentes e zelosos na oração, que se reuniam santamente, agora deixaram as coisas boas. Eles se cansaram em sua caminhada para o céu.

Eu tenho pensado com freqüência que há muitos que podem ser comparados à imagem de Nabucodonosor em Daniel, capítulo 3. Aprincípio eles pareciam ter a cabeça de ouro. Eles se assemelhavam a gloriosos professores. Então depois pareciam ser prata, depois cobre, ferro e então barro. Eles por fim se degeneraram no pecado. Assim, como acontece com manhãs ensolaradas, eles rapidamente se tornaram nublados. Epifanios fala dos gnósticos que a princípio pareciam ser um povo santo e rigoroso, todavia posteriormente caíram na libertinagem. Alguns se tornaram tão impudentes que vangloriaram-se de sua apostasia. Foram os tempos quando eles liam e oravam com suas famílias, mas agora agradecem a Deus porque têm se tornado mais sábios e abandonaram essas tarefas. Bem como se você pudesse ouvir o diabo vangloriando-se de que primeiro era um anjo de luz, porém agora se transformou no anjo das trevas. Os apóstatas são os mais ricos despojos que satanás leva consigo. Ele irá dependurá-los no inferno como seu troféu de triunfo. Os tais que deixaram de trabalhar, que leiam este trovejante versículo em II Ped. 2:21: "Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado. " Ao deixar de trabalhar, eles perderam tudo o que haviam feito antes. Eles perderam sua recompensa. Aquele que corre metade da corrida e depois desmaia, perde o prêmio.

E assim eu passarei para o próximo ponto, que é o da exortação, para persuadir a todos, pelas misericórdias de Cristo, a desempenharem este grande trabalho, o desenvolvimento de sua salvação. Amados, eis aqui uma fórmula para chegar ao céu, e eu incluiria a todos nesta fórmula. Reúnam todas as forças de suas almas, não dêem descanso nem a Deus nem a vocês mesmos até que tenham confirmada sua eleição. Cristãos, não deixem de trabalhar. Façam isso imediata, honesta e incessantemente. Persigam a salvação como se fosse uma caçada santa. Outras coisas são assuntos de simples conveniência; salvação é uma questão de necessidade. Ou vocês fazem o trabalho que os cristãos estão fazendo ou vocês farão o trabalho que os demônios estão fazendo. Oh, vocês que ainda nem começaram a desenvolver sua salvação, comecem agora. Religião é uma boa ocupação se for seguida corretamente. Estejam certos de que não existe salvação sem obras. No entanto, aqui eu devo registrar um aviso para evitar enganos.

Cuidado. Embora não sejamos salvos sem obras, ainda não somos salvos por causa de nossas obras. Belarmino disse que merecemos o céu apesar de nossa indignidade. Não, embora sejamos salvos pelo uso dos meios, somos também salvos pela graça. (Ef. 2:5). E necessário arar o solo e semear, mas não podemos esperar nenhuma colheita sem a influência do sol. Assim, é necessário trabalhar, porém não se deve esperar a colheita da salvação sem o brilho do sol da livre graça, "...a vosso pai agradou dar-vos o reino " .(Luc. 12:32). Dar? "Ora", alguns poderiam argumentar, "nós trabalhamos duramente para isso"! Sim, mas o céu é uma doação. Embora alguém trabalhe para alcançá-lo, não deixa de ser a boa vontade de Deus que o concede. Observem ainda que o mérito é de Cristo. Não é o suor do homem, e sim o sangue dEle que salva.

Está claro, amigo, que seu trabalho não o torna merecedor da salvação: "porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar. " (Fil. 2:13). Não é seu esforço e sim o co-esforço de Deus. Assim como o professor guia a mão da criança para que possa escrever, semelhantemente o Espírito de Deus precisa propiciar Sua cooperação, ou nosso esforço torna-se inútil. Como pode então o homem ter mérito pelo trabalho quando é Deus que o ajuda a trabalhar estimulando e operando? 

Sem Inverno não há Fruto – John Bunyan (1628-1688) – Por John Piper









Deus Designa Quem Irá Sofrer

No primeiro caso, "Deus tem designado quem irá sofrer. O sofrimento não sobrevêm por acaso, nem pela vontade do homem, mas pela vontade e pelo desígnio de Deus". Assim, Bunyan cita ITessalonicenses 3.3, "... para que ninguém seja abalado por essas tribulações. Vocês sabem muito bem que somos designados para isso". Bunyan nos relembra que não devemos pensar que o sofrimento é algo estranho para quem teme a Deus (IPe 4.12), e apela paraApocalipse 6.11, onde é dito aos mártires sob o altar, no céu, que"esperassem um pouco mais, até que se completasse o número dos seus conservos e irmãos, que deveriam ser mortos ["marque bem isto", comenta Bunyan] como eles". Um número designado de mártires! Bunyan conclui daí, "Sofrimento por justiça e por causa da justiça, é pela vontade de Deus. Deus tem designado quem deve sofrer"

"Meu Futuro Está em Tuas Mãos"

Em segundo lugar, "Deus tem designado ... quando eles sofrerão pela sua verdade aqui neste mundo. As épocas de sofrimento para esta ou aquela pessoa são determinadas, quanto ao tempo em que serão provadas por sua fé". Daí, quando Paulo estava temeroso em Corinto, o Senhor o fortaleceu em um sonho, dizendo, "Não tenha medo, continue falando e não fique calado, pois estou com você, e ninguém vai fazer-lhe mal ou feri-lo, porque tenho muita gente nesta cidade" (At 18.9-10, NVI). "O tempo do seu sofrimento", escreve Bunyan, "ainda não havia chegado". O mesmo foi dito de Jesus, " Então tentaram prendê-lo, mas ninguém lhe pôs as mãos, porque a sua hora ainda não havia chegado" (Jo 7.30). Bunyan conclui, "As épocas, portanto, e as ocasiões, mesmo para os sofrimentos do povo de Deus, não estão nas mãos do inimigo, mas nas mãos de Deus; como Davi disse, 'O meu futuro está em tuas mãos'" (SI 31.15).

Santos Sofredores São Borrifados Sobre a Terra Para Evitar que Ela Cheire Mal
Em terceiro lugar, "Deus tem designado onde este, aquele ou outro bom homem qualquer deve sofrer. Moisés e Elias, quando apareceram no monte santo, contaram a Jesus os sofrimentos que ele deveria cumprir em Jerusalém" (Lc 9.30-31). "Os santos são borrifados pela mão de Deus aqui e ali, como o sal é colocado na carne, para evitar que ela cheire mal. Eles são espalhados pelo mundo para temperar a terra; assim, da mesma forma, onde eles devem sofrer é também designado para uma melhor confirmação da verdade. Cristo disse que 'nenhum profeta deve morrer fora de Jerusalém' (Lc 13.33). Mas, por que...? Deus designou que devem sofrer ali. Assim, então, quem, quando e onde estão na vontade de Deus e, conseqüentemente, são designados por aquela vontade".

"O Tipo de Morte Com a Qual Pedro Iria Glorificar a Deus"

Em quarto lugar, "Deus tem designado ... que tipo de sofrimento pelo qual este ou aquele santo deverá passar — Deus disse que mostraria a Paulo, antecipadamente, quantas coisas ele deveria sofrer por sua causa (At 9.16). E está dito que Jesus indicou a Pedro, antecipadamente, "o tipo de morte com a qual [ele] iria glorificar a Deus" ( Jo 21.19). Assim como Deus designa a época, o lugar e as pessoas, assim também com o tipo de sofrimentos que suportamos: eles "estão todos escritos no livro de Deus; e, apesar de que a escrita nos pareça ilegível, Deus a compreende muito bem...     Está designado qual dos santos deva morrer de fome; quais, à espada; os que deverão ir a cativeiro e quem deverá ser comido pelas feras. Conclua-se, então, que é aparente, pelo que vimos, que os sofrimentos dos santos são ordenados e dispostos pela vontade de Deus".

Podemos, até mesmo, ir mais além com Bunyan, quando ele mostra "por qual verdade" seus santos deverão sofrer, e ainda "através de qual mão" e "por quanto tempo". Mas perguntemos: Qual é o propósito de Deus nesta exposição da soberania de Deus no sofrimento? Ele nos diz claramente: "Eu tenho, em poucas palavras, lidado com isto ... para mostrar que nossos sofrimentos são ordenados e preparados por ele, para que vocês possam sempre, quando tiverem problemas por causa do seu nome, não cambalear ou ficar incertos, mas ficar controlados, calmos, quietos em sua mente, e digam, 'Seja feita a vontade do Senhor'. Atos 21.14".

A Misericórdia de Sofrermos e Não Sermos Torturados

Mais uma vez ele alerta contra sentimentos de vingança.
Aprenda a compadecer-se e a lastimar a condição do inimigo... Nunca nutra rancor contra eles, por causa da sua presente vantagem. "Não se aborreça por causa dos maus, nem tenha inveja dos ímpios". Provérbios 24.19. Não se aborreça, apesar de eles estragarem seu descanso. Foi Deus quem lhes ordenou que fizessem isto, para testar a sua fé e sua paciência. Não lhes deseje mal algum pelo que estão tirando de você; é a paga do trabalho deles, e logo vai parecer a eles que muito bem mereceram esta paga.... Bendiga a Deus que você não será contado com eles...          Quão mavelmente, portanto, Deus lida conosco, quando escolhe afligir-nos por um pouco de tempo, para que, com bondade eterna, tenha misericórdia de nós. Is 57.7-8.71

"Não Produzem Fruto, Pois Não Há Inverno Ali"

A chave para o sofrer corretamente é ver todas as coisas nas mãos de um Deus misericordioso, bom e soberano, e "viver em Deus, que é invisível". Há mais de Deus a ser experimentado em tempos de sofrimento do que em qualquer outro tempo.

Existem coisas de Deus que podem ser observadas em um dia, e noutro, não. Seu poder em sustentar alguns, sua ira em abandonar outros; o fazer com que arbustos fiquem firmes, enquanto permite que cedros caiam; o tornar em tolice o conselho dos homens e fazer com que o diabo passe a perna em si próprio; o conceder a sua presença ao seu povo e o abandonar seus inimigos nas trevas; o revelar a retidão dos corações dos seus santificados, e a exposição da hipocrisia de outros; tudo isto são maravilhas espirituais operadas no dia de sua ira, do redemoinho e da tempestade... Temos a tendência de irmos longe demais nos dias calmos, e pensarmos que estamos bem avançados, e bem mais fortes do que realmente descobrimos estar, quando o dia da provação vem sobre nós ... Não poderíamos viver sem tais mudanças da mão de Deus sobre nós. Nossa natureza carnal cresceria excessivamente, se não tivéssemos nossos invernos no tempo apropriado. Diz-se que em alguns países as árvores crescem, mas não produzem fruto, pois não há inverno ali.


Assim, Bunyan roga ao seu povo que se humilhe debaixo da poderosa mão de Deus e que confie que tudo será para o seu bem. "Permita-me rogar-te que não ficarás ofendido, quer com Deus, quer com os homens, se a cruz sobre ti for pesada. Com Deus, pois ele nada faz sem uma causa; com o homem, pois ... são servos de Deus para o teu bem. Toma, portanto, agradecidamente, o que te vem da parte de Deus, através deles".

"Se Estiver em Seu Coração Fugir, Fuja"

Se alguém perguntar se podemos aproveitar as oportunidades para nos livrar do sofrimento, Bunyan responde:

Você pode fazer conforme estiver em seu coração. Se estiver em seu coração fugir, fuja. Se estiver em seu coração ficar firme, fique firme. Qualquer coisa, menos o negar a verdade. Aquele que foge, tem autorização para fazê-lo. Sim, a mesma pessoa tanto pode fugir como permanecer, dependendo da chamada e da obra de Deus em seu coração. Moisés fugiu, Êxodo 2.15; Moisés permaneceu, Hebreus 11.27. Davi fugiu, ISamuel 19.12; Davi permaneceu, ISamuel 24.8; Jeremias fugiu, Jeremias 37.11-12; Jeremias permaneceu, 38.17. Cristo retirou-se, Lucas 19.10; Cristo permaneceu, João 18.1-8. Paulo fugiu, 2Coríntios 11.33; Paulo permaneceu, Atos 20.22-23....

Há poucas regras neste caso. A própria pessoa está mais capacitada para julgar sua força atual, e qual a força deste ou daquele argumento em seu coração, para fugir ou ficar...       Não fuja por temor servil, mas porque fugir é uma ordenança de Deus, abrindo uma porta de escape, a qual é aberta por sua providência, e o escape, aprovado pela Palavra de Deus. Mateus 10.23...

Se, portanto, quando você tiver fugido, for apanhado, não fique desgostoso com Deus ou com o homem: não com Deus, pois você é servo dele, e sua vida e você mesmo lhe pertencem; e não com o homem, pois ele nada é senão a vara de Deus, a qual foi designada, neste aspecto, para lhe fazer o bem. Conseguiu escapar? Ria. Foi apanhado? Ria. Quero dizer, regozije-se, não importa os rumos que as coisas tomarem, pois a balança ainda está nas mãos de Deus.

É isto que Bunyan quer dizer com "viver em Deus, que é invisível". Esta é a fé que torna a pessoa radicalmente livre, corajosa e intrépida na causa de Deus e da verdade. A vida de Bunyan não se ergueu da areia. Cresceu como uma grande árvore na rocha da verdade de granito, que é a soberania de Deus sobre todo o seu sofrimento.

A Iniqüidade Escondida – C. H. Spurgeon Postado por Charles Spurgeon / On : 13:02/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.


Se a lepra cobriu toda a sua carne, declarará limpo o que tem a mancha - Levítico 13.13

Esta norma parece estranha, mas continha sabedoria, visto que a expulsão da enfermidade comprovava que a constituição do homem estava saudável. Neste dia, seria bom para nós vermos o ensinamento característico de uma regra tão incomum. Também somos leprosos e podemos ler as leis referentes ao leproso como aplicáveis a nós mesmos. Quando um homem vê a si mesmo como um pecador totalmente perdido e arruinado, completamente coberto com a profanação do pecado; quando renuncia toda justiça própria e se declara culpado diante do Senhor, então, ele é purificado por meio do sangue de Cristo e da graça de Deus.

A iniqüidade escondida, não reconhecida, não confessada é a verdadeira lepra; mas quando o pecado é visto e reconhecido, ele recebe o seu golpe mortal, e o Senhor contempla com olhos de misericórdia a alma afligida pelo pecado. Nada é mais letal do que a justiça própria, nem mais esperançoso do que a contrição. Temos de confessar que não somos nada, exceto pecadores, pois nenhuma confissão aquém desta corresponde a toda a verdade. Se o Espírito de Deus está agindo em nós, convencendo-nos de pecado, não haverá dificuldade em fazermos esse reconhecimento. Ele fluirá espontaneamente de nossos lábios.

O pecado lamentado e confessado, embora grave e infame, nunca impedirá que um homem venha ao Senhor Jesus. Todo aquele que vem a Jesus, Ele não o lançará fora, de maneira alguma (ver João 6.37). Embora desonesto como o ladrão, imoral como a pecadora que ungiu os pés de Jesus, furioso como Saulo de Tarso, cruel como Manasses, ou rebelde como o filho pródigo, o grande coração de amor olhará para o homem que sente não possuir em si mesmo qualquer justiça e o declarará limpo, quando ele confiar em Jesus crucificado. Ó pecador sobrecarregado de pecados e desamparado, venha a Jesus. Venha necessitado, venha culpado, venha repugnante e despido. Não é possível que você venha sujo demais; venha assim como você está.

SOLUS CHRISTUS - João Calvino


A mensagem dos reformadores era cristológica e cristocêntrica. Assim deve ser a nossa. Jesus declarou: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14.6). E, segundo o apóstolo Pedro, “não há salvação em nenhum outro, porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos” (At 4.12).
Compete-nos escutar de novo estas declarações que se opõem radicalmente a todo intento sincretista ou universalista. Gostemos ou não, o evangelho neotestamentário é inclusivo e exclusivo. Inclui todos que recebem a Jesus Cristo como único mediador entre Deus e os homens, e exclui todos que resistem à graça de Deus. Não nos cabe incluir o que Deus não incluiu, nem excluir o que Ele não excluiu.
Só Cristo salva. Mas, qual Cristo? Definitivamente não se trata aqui do Cristo dos dogmas de feitura puramente humana, nem do Cristo da imaginação antiga e moderna, nem do Cristo do folclore latino-americano, nem do Cristo superstar das sociedades opulentas do norte, nem do Cristo dos poderosos interesses econômico-sociais em nosso continente, nem do Cristo dos ideólogos de última hora. O Cristo que salva é senão aquele que é revelado nas Escrituras.
O Cristo revelado nas Escrituras é o Cristo Deus — o Logos eterno, associado eternamente com o Pai e com o Espírito, criador e sustentador dos céus e da terra, o Senhor da vida e da história, o Alfa e o Ômega, o princípio e o fim, o “que é, que era e que há de vir”, o Todo-poderoso Senhor.
O Cristo revelado nas Escrituras é o Cristo histórico — manifestado no tempo e no espaço, em data precisa do calendário de Deus, na plenitude da história humana, no contexto de uma geografia, de um povo, de uma cultura, de uma sociedade.
O Cristo revelado nas Escrituras é o Cristo humano — engendrado pelo Espírito, concebido pela virgem Maria, participante de carne e sangue, “feito carne”, identificado plenamente com a humanidade.

O Cristo revelado nas Escrituras é o Cristo profeta — o arauto de Deus Pai, intérprete da Divindade, revelador da vontade divina para seu povo e para toda a humanidade.
O Cristo revelado nas Escrituras é o Cristo sacerdote — o que está sentado à direita da Majestade nas alturas e “também pode salvar totalmente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hb 7.25).

O Cristo revelado nas Escrituras é o Cristo rei, que está para vir — o Juiz de vivos e de mortos, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o Cristo da renovação total.

O Poder é dado na Ordem – Martyn Lloyd-Jones


Consta em três dos Evangelhos o caso do homem de mão mirrada. O nosso Senhor o encontrou num sábado, e obviamente Sua intenção era curá-lo. Os fariseus estavam presentes, e começaram a argumentar com o nosso Senhor sobre se era certo curar alguém no sábado (Mateus 12:9-14). O ponto substancial da história é que, tendo o nosso Senhor respondido aos fariseus e às suas estultas objeções, disse ao homem: "Estende a tua mão". Pois bem, aí está de novo o dilema; lá estava um homem com uma das mãos mirrada, paralisada; possivelmente a mão nunca tivera desenvolvimento. Essa mão era inútil, o homem não podia fazer coisa alguma com ela. Em parte devido à falta de uso e desenvolvimento, os músculos eram flácidos, encolhidos e fracos, sem energia e sem força. Todavia o Senhor disse àquele homem: "Estende a tua mão". E o que lemos é que "ele a estendeu, e ficou sã como a outra". A grande maravilha desta história é que, quando o nosso Senhor disse ao homem, "Estende a tua mão", à ordem do Senhor ele o fez.

É evidente que o homem teve que fazer esforço. O que o homem fez não foi dizer: "Bem, sim, a minha mão está mirrada, mas eu creio que todas as coisas são possíveis a Ti, e que podes curar e restaurar minha mão. Eu creio que Tu podes fazê-lo" e, de repente, assim que ele expressou a sua fé, a sua mão se estendeu. Não foi assim. O homem não viu a sua mão subitamente estender-se de um salto; isso não foi feito por outrem no lugar dele. O ponto vital é que, ao homem que não podia fazê-lo, o nosso Senhor disse: "Estende a tua mão", e quando Ele falou, foi dado poder ao homem. Assim, quando ele fez o esforço, para seu espanto e admiração, ele viu, pela primeira vez, que podia estender a mão. Os dois elementos são absolutamente necessários; e, quando vocês estudarem os milagres, verão que na maioria deles estes dois elementos estão presentes. O nosso Senhor sempre encarregava a pessoa de alguma ação. No caso da mulher que tinha espírito de enfermidade e andava curvada, por exemplo, bastou o Senhor ordenar-lhe que se endireitasse para que imediatamente ela se endireitasse. E assim com os demais; o coxo, o paralítico: "Levanta-te, toma a tua cama, e anda". Parecia algo monstruoso, o homem não tinha poder. Certo, mas o poder foi dado na ordem; e quando ele fez esforço, subitamente viu que podia fazê-lo. "Fortalecei--vos no Senhor e na força do seu poder"; vocês nunca conhecerão isto, enquanto não o praticarem.

A pregação fiel da palavra: Marca distintiva de uma igreja verdadeira

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Por: João Ricardo

A nossa época é marcada pela crise na pregação da Palavra de Deus, ironicamente a mídia televisiva, radiofônica e impressa tem divulgado pregações, cd’s, dvd’s e livros com pregações têm abarrotado as livrarias de modo geral. Ainda, assim, olhamos em nossa volta e percebemos que a pregação continua ausente em nossa época. Por que tudo isso? O púlpito está perdido em nossa época.

Há um grito desesperado no coração dos crentes. Eles pedem uma Igreja verdadeira. Onde está esta Igreja? Ora, esta igreja só pode ser achada quando o púlpito ressoa a trombeta de Deus, ou como coloca Paulo, quando a loucura de Deus se manifesta! A pregação é a marca distintiva da Igreja. Esta marca era usada pelos reformadores para identificar uma Igreja verdadeira. Mas, em nossa época tornar-se difícil de encontrar um púlpito fiel, e o que dizer de uma igreja verdadeira.

Alguém poderá perguntar: é realmente necessária a pregação? Por que vocês presbiterianos dão tanta importância à pregação? Porque ela é o divisor de águas entre o céu e o inferno. Chapell nos lembra algo interessante sobre isso:

“Sabemos serem insuficientes nossas habilidades para uma tarefa de tão amplas conseqüências. Reconhecemos que o nosso coração não é puro o bastante para guiar outros à santidade. Uma honesta avaliação de nossa perícia inevitavelmente nos leva à conclusão de que não temos eloqüência ou sabedoria capazes de lavar as pessoas da morte para a vida.”[1]

Nos dias de hoje o sermão é desprezado pela Igreja de Cristo com tanta facilidade que C.H.Spurgeon chgou afirmar o seguinte: “A apatia está por toda a parte. Ninguém se preocupa em verificar se o que está sendo pregado é verdadeiro ou falso. Um sermão é sermão, não importa o assunto; só que, quanto mais curto, melhor”[2] As palavras de Spurgeon ressoam em nossa época, pois, na verdade tal negligência têm ocorrido em nossos dias, por isso, precisamos encarar este assunto com mais seriedade. Neste breve estudo falaremos sobre a Pregação Fiel como a marca distintiva da verdadeira Igreja.

Pois, a Igreja sem pregação assemelha-se a corpo sem alma, ela não tem vida. Ela tem barulho, choro e gritos – como acontece em um funeral – mas muitos têm atribuído isso ao Espírito Santo, todavia, não percebem que o Espírito age com e por meio da palavra.


I - A História da Pregação – Sua Majestade e Glória

Não podemos falar sobre este assunto sem entendermos como a História da Igreja o encarou, ou seja, como a Igreja viu a questão da pregação fiel da palavra? No texto que lemos Paulo valorizava a pregação oferecendo conotações dramáticas. O que é a pregação? Stott nos diz que é “a ênfase exclusiva do cristianismo”[3].

Por onde começar a nossa peregrinação histórica da pregação? Dargan nos indica que tal procura deve ser vista no próprio cristo, pois, o “Fundador do cristianismo, pessoalmente, foi o primeiro dos seus pregadores...”[4]. Os evangelhos apresentam cristo como indo e “proclamando as boas-novas de Deus” (Mc.1.14; 1.39; Mt.4.17; 4.23; 9.35).

Somos informados pelas Escrituras que os apóstolos davam prioridade à pregação da Palavra em Atos 6.4.

Os pais apostólicos insistiram nesta mesma temática – a pregação fiel da palavra – conforme vemos no relato de Justino Mártir:
E no dia chamado Domingo, todos quantos moram nas cidades ou no interior reúnem-se juntos num só lugar, são lidas as memórias dos apóstolos ou os escritos dos profetas, por tanto tempo quanto possível; depois, tendo terminado o leitor, o presidente instrui verbalmente, e exorta à imitação dessas coisas virtuosas. Em seguida, todos nos colocamos de pé e oramos e, conforme dissemos antes, ao terminarem as nossas orações são trazidos pão, vinho e água, e o presidente, de modo semelhante, oferece orações e ações de graças, segundo a sua capacidade, e o povo concorda dizendo amém.[5]

Outro pai apostólico chamado Tertuliano diz basicamente a mesma verdade sobre a pregação da palavra no dia do Senhor. Mas, penso que não existe pregador mais proeminente na história da Igreja do que o João Chryssostomos – conhecido como o Boca de Ouro – bispo na Igreja Grega; os historiadores dizem que pregação de Chryssostomos possuía quatro características basilares que veio a tornar-se padrão para a pregação fiel;
  1. Era uma pregação Bíblica.
  2. Interpretação simples e direta.
  3. Aplicação prática.
  4. Era destemida em suas colocações.

Na realidade ele “era mártir do púlpito, pois foi principalmente sua pregação fiel que provocou o seu exílio”[6]. No período dos reformadores e dos puritanos a pregação recebeu tamanha importância, a ponto de o bispo Latimer dizer: “A Palavra de Deus é semente para ser lançada no campo de Deus” e “o pregador é o semeador”, o título deste sermão era “Mão no Arado”, durante um momento de sua pregação Latimer , faz uma pergunta inusitada: “Quem é o bispo e prelado mais diligente em toda a Inglaterra, que supera todos os demais no exercício do seu cargo? ...Vocês querem saber quem é? – é o Diabo. É ele o pregador mais diligente entre todos dos demais”, ele prosseguiu:
Nunca está ausente da sua diocese; nunca está longe de sua comunidade eclesiástica; você nunca o achará desocupado; sempre está na sua paróquia; mantém resistência a todo tempo; você nunca o achará indisponível... Onde o Diabo está em residência e está com seu arado em andamento, ali: fora os livros e vivam as velas! Fora as Bíblias e vivam os rosários! Fora a luz do evangelho e viva a luz das velas – até mesmo ao meio-dia! [...] vivam as tradições e as leis dos homens! Abaixo as tradições de Deus e sua santíssima Palavra! [...] portanto vocês, prelados que não pregam, aprendam com o Diabo: a serem diligentes no exercício do seu cargo [...] Se vocês não quiseram aprender de Deus, nem de homens bons, a serem diligentes no cargo, aprendam do Diabo.[7]

Ou seja, se somos preguiçosos para estudarmos a Palavra de Deus para aplicar, pregar e defendê-la, se não pregamos e expomos a Palavra de Deus aos homens somos inimigos da causa do evangelho. E a pregação é o único veículo pelo qual o mundo pode encontrar salvação.

Então, pregue a Palavra, pois, a pregação continua sendo majestosa e é nosso dever pregar com autoridade singular sem reservas, sem medo, e crendo que Deus tem usado este método para salvar pecadores como declarou Paulo no texto que citamos acima.


II – A Pregação Fiel é Aquela que Expõe o Texto

Algumas pessoas dizem que tudo o que vemos na Igreja nos Domingos à noite deve ser caracterizado como pregação; todavia, a autêntica pregação é aquela que expõe o texto, conhecida como pregação expositiva. Ela deve ser uma prática na vida daqueles que sobem ao púlpito; temos visto que, muitos preferem pregar temática ou topicamente. Por quê? Bem, porque é mais fácil pregar em cima de um tema; geralmente os teólogos sistemáticos pregam desta forma; trabalham temas na Igreja no Domingo à noite – não estou dizendo que a pregação não deva Ter um tema – o que estou dizendo é que o texto não pode ser exposto com a pressuposição doutrinária que se deve abordar.

Deixe-me explicar: Imagine que você quer pregar sobre a trindade. Então, lança mão do texto de Gênesis 1.1 para fundamentar a doutrina; a primeira pergunta a ser feita é: Moisés estava pensando na Trindade quando escreveu este texto, especialmente no uso do substantivo plural elohim? E se formos sinceros diremos que não, logo o texto não serve, mas isso anula a doutrina? Não. Agora você prepara um estudo sobre o assunto, e começa com João 14.23 – “viremos e faremos nele morada” cristo está falando de uma Trindade? Sim. Então eu posso agora compreender Gênesis 1.1 – ali vejo, pelo escopo de toda a revelação, a forma embrionária da Trindade.

A pregação expositiva ela se concentra apenas no texto que é lido. Por que é tão difícil pregar expositivamente? Porque exige mais do pregador:
  1. Exige conhecimento histórico: o contexto da passagem deve ser levado em consideração.
  2. Exige conhecimento do texto original e de sua gramática
  3. Exige conhecimentos de exegese e hermenêutica.
  4. Exige muita leitura – manuais de exegese, manuais de interpretação, comentários bíblicos.
  5. Exige conhecimento dos sistemas doutrinários: credos, confissões, teologias sistemáticas.

A Igreja sempre pregou expositivamente? Esta é uma grande pergunta. A resposta é afirmativa, pois vemos isso no dia de Pentecostes que o sermão de Pedro foi expositivo, veja como está estruturado o sermão:

I – Jesus de Nazaré foi um homem aprovado por Deus.

* Em Sua vida
* Em Sua morte
* Em Sua Ressurreição
* Em Sua ascensão aos Céus.

II - Jesus recebeu o Espírito santo e derramou o que vocês vêem e ouvem .

III – Deus fez a este Jesus, Que vocês crucificaram, Senhor e Cristo.

IV – Aplicação

* Arrependam-se
* Sejam batizados em o nome de Jesus Cristo.

V – Promessas:

* Remissão dos pecados
* Dom do Espírito Santo
* Inclusão dos Filhos
* E muitos que estão longe, tantos quantos o nosso Deus chamar.[8]

Outro texto neotestamentário que nos apresenta uma pregação expositiva é Atos 7 – conhecido como o sermão de Estevão. Este tipo de sermão sempre esteve presente na vida da Igreja desde os seus primórdios, o sermão do monte que Cristo proferiu é expositivo.

Por que pregar expositivamente? Penso que a pregação expositiva nos oferece algumas verdades fundamentais:
  1. Restaura a pregação da crise.
  2. Anula os métodos subjetivistas (místicos)
  3. Restaura a autoridade da Bíblia
  4. Restaura a vida da Igreja.

Estas quatros realidades são manifestadas quando pregamos expositivamente. Isso implica em algumas coisas. Primeiro, nos mostra que a crise na pregação de hoje é o resultado da nossa negligência, pois, não estamos pregando a Bíblia fielmente. Esquecemos do que Paulo nos diz em 1 Coríntios 4.1-2 nossa pregação deve ser fiel; em segundo lugar, os métodos subjetivos deve ser rejeitados quando pregamos expositivamente a palavra, um exemplo disso, é o uso que muitos fazem de João 14.6, e dizem que vêem ali três coisas:
Caminho – indica a lei de Deus.
Verdade – Indica que o mundo é uma mentira
Vida – indica a Pessoa de Cristo.

Esta abordagem do texto é subjetiva, e ignora a exegese do texto. Jesus não está dizendo três coisas distintas, mas ele está usando uma figura chamada Tríade Sinonímica. Isto quer dizer que Cristo estava dizendo uma única coisa: Eu sou o caminho vivo e verdadeiro. Então não adiante pegar este texto para fazer uma pregação de três pontos!

Quando pregamos expositivamente restauramos a autoridade da Bíblia, estamos dizendo ao nosso povo que todas as nossas idéias derivam da Bíblia. Ou seja, a pregação expositiva diz que a Bíblia continua sendo o padrão absoluto em um mundo pós-moderno. Por que dizemos isso? É porque sabemos que nem “todas as respostas que a igreja proporciona por meio dos seus pregadores proclamam boas-novas. Algumas simplesmente abandonaram toda esperança de encontrar uma fonte da verdade que tenha autoridade.” A Bíblia se torna o centro do culto e da vida do crente quando é confrontado expositivamente pelo texto sagrado no Domingo à noite. “Tal pregação apresenta a voz de autoridade que não procede do homem e assegura respostas não sujeitas a fantasias culturais”.[9] A Bíblia recebe plenamente a autoridade quando pregamos fielmente as Escrituras.

A pregação expositiva também oferece vida para a Igreja. A lei de Deus quando é ensinada oferece vida e vivifica a alma (Sal. 119.25; João 6.68). A pregação é a palavra de Cristo à Igreja; é nosso dever pregar expondo a Bíblia.


III – A Pregação Fiel está Compromissada com a Suficiência da Bíblia como Palavra de Deus

Como identificar uma Igreja verdadeira? Bem, temos visto que a pregação fiel da palavra é a principal marca de uma Igreja verdadeira. Não é qualquer pregação, note é a pregação fiel. Ou seja, ela deve ser fiel a revelação de Deus. Isso nos leva para o principio da Reforma chamado de Sola Scriptura (somente as Escrituras).

Todo sermão deve refletir a crença incontestável de que a Bíblia é a única fonte de autoridade na vida da Igreja. Os que não crêem assim podem até pregar, mas não são pregadores fiéis a Bíblia, e assim, a Igreja que pastoreiam não pode ser classificada como Igreja verdadeira.

O que estamos querendo dizer é que a pregação expositiva condena toda prática e doutrina que suplanta as Escrituras por meio de novas revelações ou tradições humanas. O “assim diz o SENHOR” das Escrituras é o imperativo da pregação expositiva. Bíblia e somente Bíblia e nada de revelações, supostamente produzidas pelo Espírito Santo!

A pregação fiel é o principal meio de graça da Igreja de Cristo, ou seja, Cristo fala a sua Igreja somente por meio dela, pois, ela é a Palavra de Cristo – Hebreus 1.1; no entendimento presbiteriano a pregação é o “mais excelente meio pelo qual a graça de Deus é comunicada aos homens...”[10].

As nossas experiências espirituais não podem de forma alguma anular a Palavra proclamada de Deus (2 Pedro 1.15-21) , é exatamente isso que nos diz Pedro, ele que teve uma tremenda experiência no monte da Transfiguração, mas não usou esta experiência para sufocar a palavra profética que estava sendo anunciada.

A pregação expositiva quebra toda tradição anti-bíblica; não há meios pelo qual possamos ser pregadores fiéis e mantermos tradições que não tem apoio na Bíblia. Os nossos e credos devem ser analisados a luz da Palavra de Deus. O fundador do presbiterianismo na Inglaterra Thomas Cartwright era um bom Anglicano, todavia, decidiu fazer uma série de pregações expositivas no livro de Atos e descobriu que o governo da Igreja primitiva era o sistema de governo presbiteriano, então, ele rompeu com sua tradição Anglicana e iniciou o presbiterianismo Inglês.[11]

A pregação fiel reconhece que a Escritura é plenamente suficiente em tudo o que afirma, pois, é assim que nos ensina Paulo em 2 Timóteo 3.15-17. A pregação expositiva deve estar compromissada com a verdade da suficiência da Palavra de Deus.


IV – A Pregação Fiel Restaura o Culto

Como saber se a Igreja que freqüentamos é verdadeira? Devemos olhar para o culto! O culto é o reflexo de como tratamos a pregação; ou é o resultado da pregação. A pregação torna o culto o que ela é.

A pregação expositiva é simples. Logo o culto deve ser simples. A pregação expositiva é clara; cada ato litúrgico deve ser claro; a pregação expositiva é bíblica; tudo no culto deve Ter sanção bíblica. A pregação expositiva é prática, então, o culto deve prático; a pregação expositiva visa a glória de Deus e por conseqüência o culto deve manifestar plenamente essa glória de Deus.

A pregação ocupa o lugar central no culto que prestamos a Deus. A reforma litúrgica só torna-se possível se a pregação estiver neste lugar central. Josías nos tempos do Antigo Testamento fez uma reforma radical no culto porque a Lei de Deus fora achada e lida! A Reforma Protestante foi a reforma do culto mediante a Proclamação da Palavra. A palavra reforma o culto.

Calvino ao falar sobre a primazia da pregação no culto, em seu manual eclesiástico, diz que a “pregação da Palavra deveria ser o elemento essencial do culto público e a tarefa primordial e central do ministério pastoral”.[12] E ainda Calvino diz que “Satanás tenta destruir a igreja fazendo desaparecer a pregação Pura.”[13], ele ainda costumava dizer que:
“os sinais pelos quais a igreja é reconhecida são a pregação da Palavra e a observância dos sacramentos, pois estes, onde quer que existam, produzem fruto e prosperam a benção de Deus. Eu não estou dizendo onde quer que a Palavra seja pregada os frutos imediatamente apareçam; mas que onde quer que seja recebida e habite por algum tempo, ela sempre manifesta a sua eficácia”[14]

Então, se desejamos saber se estamos em uma Igreja verdadeira devemos de fato olhar como a pregação afeta o culto! Um culto onde os homens não são reverentes, não ouvem a pregação da Palavra como elemento Central (Veja: Neemias 8), este culto não foi restaurado pela Pregação. E por quê? Porque fala-se da Palavra, mas não se prega ela fielmente! Em muitos cultos a Palavra é usada como apêndice, pois, o Teatro, o coral, a coreografia, as palmas, o conjunto de Louvor tornam-se o centro do culto, remove-se a pregação e coloca-se o entretenimento. A pregação dura apenas alguns minutos, e é tratada de forma subjetiva e a mensagem é triunfalista! “Deus vai mudar sua sorte”, “Deus me revelou que a tua vitória vai chegar”; e assim, eles chamam isso de pregação. Isso não é a pregação que caracteriza a verdadeira Igreja.

A pregação fiel restaura o culto porque coloca Deus no lugar de Deus, e o homem no lugar de homem. Onde o pecado é confrontado, os deveres são exigidos, onde a santidade é exposta, onde o inferno é mostrado, onde a graça é manifestada na proclamação temos uma Igreja verdadeira. O culto verdadeiro é reflexo de uma pregação fiel. A Igreja que ama a pregação expositiva é uma Igreja preparada para enfrentar o mundo; se amamos a pregação expositiva vamos inevitavelmente amar o culto a Deus.


Conclusão

Diante do que já temos exposto o que podemos aprender e aplicar para nossas vidas? Que conclusões podemos tirar de tudo isso que falamos?
  1. Nunca despreze a Pregação: A história do cristianismo nos alerta para a majestade da pregação e sua glória.
  2. Entenda que a Igreja Verdadeira valoriza a Pregação expositiva: Para identificar se aquela Igreja é verdadeira avalie sua pregação, se ela não expõe fielmente os ensinos da Bíblia, saiba que ali não há Igreja alguma.
  3. Apegue-se a verdade de que a Igreja Verdadeira está comprometida com a suficiência da Palavra de Deus: Línguas, profecias e revelações ou tradições humanas não podem silenciar a voz do púlpito!
  4. Se uma pregação em uma Igreja não restaura o culto, então, ali não temos uma Igreja verdadeira: A Igreja Verdadeira terá a preocupação de que tudo o que for realizado no culto deve ser ordenado, por um mandamento explícito, exemplo histórico e inferência bíblica. A Igreja que está comprometida com a pregação expositiva terá profundo amor para com o culto a Deus e visará somente a glória de Deus!

Sobre o autor: João Ricardo é professor do Seminário Presbiteriano Fundamentalista do Brasil.
_________________________
Notas:
[1] CHAPELL, Brayan. Pregação Cristocêntrica – Restaurando o sermão expositivo: Um guia prático e teológico para a pregação bíblica, São Paulo: Cultura Cristã, 1ªEdição, 2002,p.17.
[2] Apud, MARCARTHUR, JR, John. Com Vergonha do Evangelho – Quando a Igreja se Torna como o Mundo, São Paulo: FIEL, 2ª edição, 2004, p. 5
[3] STOTT, John. Eu Creio na Pregação, São Paulo: Vida, 2003, p.15
[4] DARGAN, E.C. History of Preaching, p.7, vol. II In: STOTT, John. Eu Creio na Pregação, São Paulo: Vida, 2003, p.17.
[5] MÁRTIR, Justino. Primeira Apologia, Cap. 67, In: Ante-nicene Fathers, p.
[6] SCHAFF, Philip (org.). The Nicene and Post-Nicene Fathers, p. 22, vol. 9.
[7] Works of Hugh Latimer, p.59-78, vol, 1.
[8] SMITH, Morton H. Systenatic Theology, Vol. 2, Estados Unidos da América: Greenville Seminary Press, 1994, p.563
[9] CHAPEL, Bryan. Pregação Cristocêntrica – Restaurando o sermão expositivo: Um guia prático e teológico para a pregação bíblica, São Paulo: Cultura Cristã, 1ªEdição, 2002,p.11
[10] ANGLADA, Paulo R.B. Introdução à Pregação Reformada, Pará: 2006, p.66
[11] LLOYD-JONES, David Martyn. O Puritanismo e Suas Oringens, São Paulo: PES, p.23.
[12] MERLE D’AUBIGNÉ, J.H. History of the Reformation in the Time of Calvino, Vol. 7, Albany, Oregon: Ages,1998, 82.
[13] CALVINO, João. Institutas da Religião Cristã, 4.1.2, São Paulo: Cultura Cristã, 2007.
[14] Ibid, 4.1.10.

Fonte: [ Eleitos de Deus ]
Foto: Calvino pregando em Genebra

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O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

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