Tradutor

English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified

21 de set. de 2010

CAP 2 - MICELÂNEA O AMOR E A IRA DE DEUS SALMOS 136:15-20

 

Os pensamentos e as maneiras de Deus são superiores ao entendimento do homem (Jó 33:12; Isa 55:8,9; I Cor 1:25; I João 3:20). Entrando no assunto do amor e da ira de Deus encontramo-nos diante de imensos conceitos divinos que são insondáveis chegando a ser inescrutáveis (não pode ser medido) (Rom 11:33-36; Sal 77:19). O amor de Deus em Cristo “excede todo o entendimento” (Efés 3:19) e sobre a ira de Deus a Bíblia diz, “quem parará diante do seu furor, e quem persistirá diante do ardor da sua ira?” (Naum 1:6). A Bíblia declara que Deus é amor (I João 4:8,16) e com a mesma ênfase declara que Deus é fogo consumidor (Deut 4:24; Heb 12:29). Por não sermos como Deus (Sal 50:21; I Sam 16:7; Num 23:19) quando procuramos entender Seus atributos, por necessidade, isso requer fé e temor.
A Bíblia declara que Deus é Espírito (João 4:24), luz (I João 1:5) e amor (I João 4:8,16). Por Deus ser o que é, todos os atributos da divindade são influenciados e equilibrados. Nenhum atributo pode ser separado dos demais. Portanto, é necessário estudarmos cada atributo a luz dos outros. Para entendermos o equilíbrio entre o amor e a ira de Deus, temos que estudar cada um. A forma como os atributos se mesclam será vista uma vez que entendamos cada um separadamente.
O AMOR DE DEUS
1. Não é influenciado (Deut 7:7,8; II Tim 1:9). Dizer que o amor de Deus não é influenciado significa que nada nos amados atraiu o amor expressado por Deus. O amor de Deus é livre, espontâneo e sem algo nos sujeitos que O faça amá-los (I João 4:10,19).
2. É eterno (Jer 31:3; Efés 1:4,5). E por Deus ser um Ser eterno, Seu amor também é eterno. Isso conforta os amados, pois não tendo começo, não terá fim (Sal 90:2).
3. É soberano (Rom 9:15; Deut 32:39). Por Deus ser um Ser soberano Seu amor também o é. Na verdade Deus não tem obrigação para com ninguém (Rom 9:20,21; Dan 4:35). Se Deus, em todo o demais, opera segundo o beneplácito da Sua vontade (Efés 1:11), Ele opera com o Seu amor de igual forma (Rom 9:13; Efés 1:4,5).
4. É infinito (Efés 3:19). Deus é infinito na Sua natureza e só pode refletir tal atributo em Suas outras qualidades. As Escrituras Sagradas, dadas pela inspiração, têm dificuldade, pela limitação da linguagem por escrito, ao expressar todo o amor de Deus. Palavras como “tal” (João 3:16) e “muito” (Efés 2:4) são usadas na comunicação até o ponto em que a linguagem escrita pode expressar o amor infinito de Deus. É necessário fé para que se possa conhecer Deus pois as Suas qualidades são superiores ao entendimento finito do homem (Sal 147:5). Para ter um exemplo do amor infinito de Deus considera-se a quem tal amor é estendido (Rom 5:8).
5. É imutável (Cantares de Salomão 8:6,7). Por Deus ser imutável (Tiago 1:17), os Seus atributos também o são. O exemplo da imutabilidade do Seu amor é visto por nada poder separá-LO dos Seus amados (Rom 8:35-39).
6. É Santo (Rom 5:21). Deus é santo na Sua pessoa (Lev 11:44; I Sam 2:2), em todas as Suas obras (Sal 145:17) e por necessidade isso inclui o Seu amor. O amor de Deus não é subordinado à paixão ou qualquer outro sentimento, mas pela santidade. A Bíblia diz primeiramente que Deus é Luz (I João 1:5) e após diz que Deus também é amor (I João 4:8,16). A santidade é quem faz o amor de Deus temível. Por Sua santidade o crente é corrigido (Heb 12:5) e o ímpio é castigado (Êx. 34:7; Apoc 20:12-15).
7. É gracioso (João 3:16; I João 4:9). O amor pede uma expressão, e, a sua expressão é favor ou graça. Essa expressão da graça vê-se quando entendemos o alvo do amor e o resultado de tal amor (Rom 8:35-39). A maior expressão do amor de Deus é Cristo (I João 4:9). Por ter dado Cristo sabemos que Ele não deixará faltar algo para os Seus (Rom 8:32).
A importância desse amor não é vista apenas na salvação do pecador. Os santos se reconhecem pelo amor (I João 4:7,8,12,16,20,21). A obediência é estimulada pelo amor (João 14:15; 15:9-14). No dia do juízo teremos confiança devido ao amor (I João 4:17,18), pelo qual somos aperfeiçoados (I João 4:18).
A IRA DE DEUS
O amor de Deus e a Sua ira freqüentemente andam juntos (Num 14:18; Rom 11:22; Heb 12:5) e verdadeiramente a ira de Deus é uma expressão do Seu amor (Sal 136:14-21). Se Deus não tivesse ira os Seus atributos seriam falhos. Se não houvesse a ira de Deus, Ele seria indiferente ao pecado, mostraria uma ausência de morais e aceitaria tolices e corrupção. Por Deus ser puro, necessariamente, Ele precisa odiar o que é impuro (A. W. Pink).
Não é apenas Deus quem se ira em conseqüência do Seu amor, mas o homem também faz dessa maneira (Prov 13:24).
Uma definição da ira de Deus é a Sua santidade contra o pecado (Num 14:18). A própria ira de Deus testifica a Sua santidade (Sal 89:35 - por Ele jurar na Sua santidade, os inimigos de Davi foram castigados; Sal 95:11 - por Deus ser santo, os desobedientes à Sua Palavra foram mortos no deserto). O amor de Cristo é descrito sendo além de todo o entendimento (Efés 3:19), mas a Sua ira é derramada na tribulação (Apoc 6:16).
Benefícios da Ira de Deus
1. Revela a imundícia do pecado. Devido a hediondez do próprio pecado o eterno Deus crucificou o Seu unigênito e amado Jesus Cristo (Rom 5:8).
2. Provoca o crescimento no temor a Deus (Luc 12:5; Heb 12:28,29).
3. Incita louvor a justiça de Deus (I Tess 1:10; Apoc 19:11).
4. Estimula a evangelização aos que estão sem Cristo (II Cor 5:11).
5. Confirma a fé dos justos (Sal 58:10,11).
6. Traz glória a Deus por intermédio de Jesus Cristo (Fil. 2:0,11).
Deus opera todas as coisas com a finalidade de receber toda a glória (Rom 11:36). A redenção traz glória a Deus através de Jesus Cristo. Só precisaria redenção se houvesse um preço a ser pago pelo pecado. Em Jesus Cristo a justiça e a paz se beijaram (Sal 85:10) com Deus derramando toda a Sua justa ira sobre Quem amava mais.
Você está glorificando a Deus por Jesus Cristo? Se você não está glorificando a Deus por Cristo, glorificará pela ira de Deus sendo derramada sobre a sua alma pela eternidade.
Conheça a benção de glorificar a Deus pela vida e não pela morte.
Bibliografia
Bíblia Sagrada, Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil, São Paulo, 1/94 
Pink, A. W., Atributos de Deus, Publicações Evangélicas Selecionadas, São Paulo


Autor: Pastor Calvin Gardner

Oração


ORANDO OS 6 D’s
Jon Bloom

Há alguns anos escrevi sobre os 5 D’s pelos quais oro diariamente. Recentemente, adicionei um sexto: desespero. Preciso sentir continuamente minha necessidade desesperada por Deus.
Custe o que custar, Senhor, dai-me…
Deleite em ti como o maior tesouro do meu coração.
Deleita-te também no SENHOR, e ele te concederá o que deseja o teu coração. (Salmo 37.4, ARC)
Desejo de te conhecer, estar contigo, e buscar o teu reino acima de tudo o mais.
Agrada-te do SENHOR, e ele satisfará os desejos do teu coração. (Salmo 37.4, ARA)
Discernimento que vem de uma mente renovada, para que eu possa conhecer a tua vontade.
Mas o alimento sólido é para os adultos, para aqueles que, pela prática, têm as suas faculdades exercitadas para discernir não somente o bem, mas também o mal. (Hebreus 5.14)
Despero, pois quando deixo de sentir a minha necessidade de ti, eu tendo a perambular.
Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a tua palavra. (Salmo 119.67)
Disciplina para planejar aquilo que discirno ser a sua vontade.
Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, e sim como sábios, remindo o tempo, porque os dias são maus. (Efésios 5.15-16)
Diligência para cumprir a tua vontade de todo o meu coração.
Amarás, pois, o SENHOR, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força. (Deuteronômio 6.5)

Por Jon Bloom. © Desiring God. Website:desiringGod.org
Tradução: monergismo.com
Permissões:
Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

UMA ORAÇÃO PURITANA
Senhor Santo, eu pequei um sem-número de vezes, sou culpado de orgulho e incredulidade, de fracasso em encontrar a Tua mente na Tua Palavra, de negligência em Te buscar no meu viver diário. Minhas transgressões e fraquezas denunciam-me com uma lista de acusações, mas eu Te bendigo porque elas não prevalecerão contra mim, pois todas elas foram postas em Cristo. Continua subjugando minhas perversões e concede-me graça para viver acima delas. Não deixa que as paixões da minha carne ou as concupiscências da minha mente levem o meu espírito à escravidão, mas governa Tu sobre mim, em liberdade e poder.
Eu Te agradeço porque muitas das minhas orações foram recusadas. Eu pedi mal e não recebi; eu orei com base em concupiscências e fui rejeitado; eu cobicei o Egito e foi-me dado um deserto. Continua com Tua paciente obra, respondendo "não" às minhas orações iníquas, e capacitando-me a aceitar isso. Purifica-me de todo desejo falso, toda aspiração egoísta, tudo aquilo que é contrário ao Teu preceito.
Eu Te agradeço por Tua sabedoria e Teu amor, por todos os atos de disciplina aos quais sou submetido, por algumas vezes ser colocado na fornalha para que meu ouro seja refinado e minhas impurezas, removidas.
Nenhum julgamento é tão difícil de suportar quanto a percepção do pecado.
Se Tu me desses a escolha entre viver em gozo e permanecer com meus pecados, ou tê-los destruídos com julgamento,então dá-me essa aflição santificada.
Afasta-me de todo hábito maligno, todo crescimento de pecados passados,tudo aquilo que ofusca o brilho da Tua graça em mim,tudo aquilo que me impede de deleitar-me contigo.
Então, eu Te bendirei, Deus de Jesurum, por me ajudares a permanecer de pé.

DOWNLOAD:

Tradução: voltemosaoevangelho.com
Permissões:
Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

[DEVOCIONAL] John Piper - Quando Palavras são Vento

John Piper - Uma Vida Voltada para Deus
por John Piper

Quando estão em tristeza, dor e desespero, as pessoas dizem coisas que não diriam em outras circunstâncias. Elas pintam a realidade com tons mais escuros do que a pintarão amanhã, quando o sol despontar. Tais pessoas cantam em notas menores e falam como se aquela fosse a única melodia. Elas vêem apenas nuvens e falam como se não houvesse céu.

Tais pessoas dizem: “Onde está Deus?” Ou: “Não há proveito em continuar vivendo”. Ou: “Nada faz sentido”. Ou: “Não há esperança para mim”. Ou: “Se Deus fosse bom, isto não teria acontecido”.

O que faremos com estas palavras?

Jó disse que não precisamos reprovar tais palavras. Elas são vento ou, literalmente, para o vento. Tais palavras desaparecerão rapidamente. Haverá uma mudança nas circunstâncias, e a pessoa desesperada acordará das trevas noturnas e se arrependerá das palavras precipitadas.

Portanto, não desperdicemos nosso tempo e energia reprovando tais palavras. Elas desaparecerão por si mesmas, ao vento. Uma pessoa não precisa podar folhas no outono; é um esforço inútil. Elas logo se espalharão aos quatros ventos.

Quão rapidamente nos dispomos a defender a Deus — ou, às vezes, a verdade — contra palavras que são ditas apenas ao vento. Existem muitas palavras, premeditadas e ponderadas, que precisam de nossa reprovação, mas nem toda heresia desesperadora, dita irrefletidamente em horas de agonia, precisa ser respondida. Se tivéssemos discernimento, poderíamos ver a diferença entre palavras profundas e palavras ditas ao vento.

Existem palavras que têm raízes em erros e males profundos. Mas nem todas as palavras cinzentas obtêm sua cor de corações pretos. Algumas são coloridas principalmente pela dor, pelo desespero. O que você ouve não são as coisas mais profundas do coração. Existe algo real em nosso íntimo, de onde procedem as palavras, mas é temporário — como uma infecção passageira — real, doloroso; mas não é a verdadeira pessoa.

Aprendamos a discernir se as palavras faladas contra nós, contra Deus e contra a verdade são apenas ditas ao vento — proferidas não da alma, mas do sofrimento. Se são palavras ditas ao vento, esperemos em silêncio e não reprovemos. Restaurar a alma, e não reprovar o sofrimento, é o alvo de nosso amor.


Extraído do livro: Uma Vida Voltada para Deus, de John Piper.
Copyright: © Editora FIEL

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

[AGNOSTO THEO] John Piper - O Senhor; Um Deus Cheio de Graça e Misericórdia


Êxodo 34:1-10
Então, disse o SENHOR a Moisés: Lavra duas tábuas de pedra, como as primeiras; e eu escreverei nelas as mesmas palavras que estavam nas primeiras tábuas, que quebraste. E prepara-te para amanhã, para que subas, pela manhã, ao monte Sinai e ali te apresentes a mim no cimo do monte. Ninguém suba contigo, ninguém apareça em todo o monte; nem ainda ovelhas nem gado se apascentem defronte dele. Lavrou, pois, Moisés duas tábuas de pedra, como as primeiras; e, levantando-se pela manhã de madrugada, subiu ao monte Sinai, como o SENHOR lhe ordenara, levando nas mãos as duas tábuas de pedra.

Tendo o SENHOR descido na nuvem, ali esteve junto dele e proclamou o nome do SENHOR. E, passando o SENHOR por diante dele, clamou: SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniqüidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração! E, imediatamente, curvando-se Moisés para a terra, o adorou; e disse: Senhor, se, agora, achei graça aos teus olhos, segue em nosso meio conosco; porque este povo é de dura cerviz. Perdoa a nossa iniqüidade e o nosso pecado e toma-nos por tua herança.


Então, disse: Eis que faço uma aliança; diante de todo o teu povo farei maravilhas que nunca se fizeram em toda a terra, nem entre nação alguma, de maneira que todo este povo, em cujo meio tu estás, veja a obra do SENHOR; porque coisa terrível é o que faço contigo.

ÊXODO 34 É PROVA DA MISERICÓRDIA DE DEUS

O simples fato de Êxodo 34 existir é prova de que Deus é um Deus de misericórdia. Esta é a segunda vez que Deus encontra Moisés no monte para fazer uma aliança com o povo de Israel. Quando Moisés desceu do monte na primeira vez, o povo tinha se corrompido pelo amor às obras de suas próprias mãos. Estavam adorando um bezerro de ouro.

A aliança que Deus fez com o povo na montanha pela primeira vez, foi assim: "Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então, sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos; porque toda a terra é minha; vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa" (Êx. 19:5-6). Mas ao invés de descansar na estima de Deus, o povo se tornou inquieto e desejou a estima de sua própria feitura. Então trocaram a glória do Deus invisível pela imagem de sua própria glória — uma vaca de ouro.

Eles foram descrentes no Mar Vermelho. Eles murmuraram contra Deus no deserto. Então sua rebelião com o bezerro de ouro deveria ter acabado com a paciência de Deus. Já chega desse povo de dura cerviz!

Mas cá estamos novamente no monte, aguardando a revelação de Deus. O povo não foi destruído. O simples fato desse encontro é prova de que Deus é misericordioso.

Deus Proclama Seu Nome a Moisés

Mas há algo ainda mais incrível que o simples fato de que Deus está disposto a encontrar Moisés novamente e renovar a aliança; a saber, o conteúdo do que Ele revela. Êxodo 34:5 diz: Tendo o SENHOR descido na nuvem, ali esteve junto dele e proclamou o nome do SENHOR.

Deus clama no versículo 6: “Javé! Javé!” E então ele decifra o significado daquele nome em palavras cuja doçura nunca foi superada, nem mesmo no Novo Testamento: "Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado."

DOIS PROBLEMAS NA AUTO DESCRIÇÃO DE DEUS

Deus é JAVÉ — o Deus que é, o Deus que é livre, o Deus que é todo-poderoso, e o Deus que é misericordioso. Há uma conexão entre sua absoluta existência, sua soberana liberdade, sua onipotência e sua transbordante misericórdia. Mas antes de mirarmos nisso, há dois problemas para lidar nesse texto:

1- Quem Deus perdoa e quem não perdoa

Primeiro, depois de declarar o fato de que Deus "perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado" (versículo 7), o texto prossegue e diz: "Ainda que não inocenta o culpado." Então o problema é: Como pode Ele perdoar o culpado e não inocentar o culpado? Ou: quem são os culpados que ele perdoa e quem são os culpados que ele se recusa a perdoar?

A forma mais frutífera que encontrei para responder isso é vendo como os outros escritores do Velho Testamento usaram essa passagem. Tome Joel e Jonas por exemplo.

O uso de Joel desta passagem

Em Joel 2:12-13, Deus diz ao povo rebelde:  "Ainda assim, agora mesmo, diz o SENHOR: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração; e isso com jejuns, com choro e com pranto. Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes." E Joel prossegue em encorajar o povo: "E convertei-vos ao SENHOR, vosso Deus, porque ele é misericordioso, e compassivo, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e se arrepende do mal."

Em outras palavras, Joel usa Êxodo 34:6 para estimular o povo dizendo que se eles se converterem ao Senhor, Ele afastará o mal que está prestes a trazer sobre eles. Então, a hipótese é que o povo que o Senhor não irá perdoar é o povo que não se arrependerá e não se converterá a Deus de todo seu coração. Foi assim que Joel entendeu Êxodo 34:5-7. Perdão para os arrependidos. Recusa de perdão para os não arrependidos.

O uso de Jonas desta passagem

Jonas vê as coisas da mesma maneira. Após ter pregado aos Ninivitas, eles se arrependem,

Deus os poupa, e Jonas está irritado por Deus ser tão misericordioso. Em Jonas 3:10 até 4:2 diz:
Viu Deus o que fizeram, como se converteram do seu mau caminho; e Deus se arrependeu do mal que tinha dito lhes faria e não o fez. Com isso, desgostou-se Jonas extremamente e ficou irado. E orou ao SENHOR e disse: Ah! SENHOR! Não foi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso, me adiantei, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e que te arrependes do mal.
Aqui, Jonas cita Êxodo 34:6 para explicar por que Deus afastou sua ira de um povo pecador que se arrependeu de seus maus caminhos. Essa é a natureza de Deus. Este é Seu nome. Mas note que Jonas concorda com Joel que, quer Deus perdoe os ninivitas ou não, depende se os ninivitas se arrependem ou não de seus maus caminhos.

Deus perdoa o povo culpado que se arrepende

Agora vamos voltar às palavras de Deus no Monte Sinai em Êxodo 34:6-7. Em uma mão o Senhor diz que "perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado." Na outra mão, diz que não "inocenta o culpado." Ainda assim, todos os pecadores são culpados. Então qual culpado é aquele que Ele perdoa? E qual o culpado que Ele não perdoa?

A resposta de Joel e Jonas é que ele perdoará o culpado que se converter de seu pecado e se voltar para Deus de todo seu coração. E o culpado que desprezar sua oferta de misericórdia, não será inocentado.

Este é o primeiro problema e a solução de Jonas e Joel.

2 - Os pecados do pai e os pecados dos filhos

O segundo problema neste texto vem das palavras seguintes no versículo 7. Diz que Deus "visita a iniqüidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração." Mas Ezequiel 18:20 diz: "A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai, a iniqüidade do filho." Como esses dois textos podem não contradizer um ao outro?

O que Ezequiel tem em vista

O mais crucial a observar é que Ezequiel tem em vista um filho que não segue os passos pecaminosos de seu pai, mas Êxodo tem em vista filhos que continuam nos passos pecaminosos de seus pais.

Ezequiel 18:19 diz: "Porque o filho fez o que era reto e justo, e guardou todos os meus estatutos, e os praticou, por isso, certamente, viverá." Em outras palavras, ele não morrerá pelos pecados de seu pai porque ele não está seguindo os passos de seu pai.

O que Êxodo tem em vista

Mas o paralelo a Êxodo 34:7, em Êxodo 20:5 diz que Deus visita "a iniqüidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem." Em outras palavras, os filhos compartilham a punição do pai porque compartilham os pecados do pai.

Então Ezequiel ensina que qualquer filho que se converte dos caminhos pecaminosos de seu pai e obedece a Deus, não será punido pelos pecados de seu pai. E Êxodo ensina que qualquer filho que prossegue em pecar como seu pai, irá compartilhar da punição de seu pai.

Quando Deus visita os pecados dos pais nos filhos, ele não pune filhos sem pecado pelos pecados de seus pais. Ele simplesmente deixa os efeitos dos pecados do pai tomar seu curso natural, infectando e corrompendo os corações dos filhos. Para pais que amam seus filhos, esse é um dos mais sóbrios textos em toda a Bíblia.

Quanto mais deixamos o pecado falar mais alto em nossas vidas, mais nossos filhos vão sofrer por isso. O pecado é uma doença contagiosa. Meus filhos não sofrem porque eu tenho pecado. Eles pegam de mim e sofrem porque eles têm pecado.

ESPERANÇA PARA O ABATIMENTO NA AUTO DESCRIÇÃO DE DEUS

Agora, passados esses problemas, espero que possamos ouvir a mensagem com pura simpatia. Vamos voltar ao versículo 6 e a declaração do nome de Deus. O Senhor desce e proclama Seu nome: "Javé! Javé! Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado."

Há dois tipos de pessoas que são difíceis de ajudar em aconselhamento pastoral. Um pensa que foi longe demais para ser perdoado. Outro pensa que perdão é um estalar de dedos. Um pensa que é completamente desqualificado para o reino. O outro pensa que já está lá dentro. Um pensa que Deus é rigidamente irado. O outro pensa que é fácil lidar com Deus. Um é cego para o esplendor da misericórdia de Deus. O outro é cego para a magnitude de sua própria angústia.

Eu sei que encaro pessoas em ambas as categorias todo domingo de manhã. E o desafio de pregar é como falar esperançosamente para a primeira pessoa sem dar golpes na segunda. Quando se prega numa congregação grande e variada, deve haver ira e misericórdia, ameaça e promessa, aviso e conforto. E então, deve haver oração e o trabalho do Espírito Santo para que a Palavra seja ouvida na aplicação mais apropriada para a necessidade de cada pessoa.

Mas eu quero deixar explícito que o que tenho a dizer agora é para os abatidos, os humilhados, os débeis, os desesperados, os desencorajados — aqueles que podem sentir que estão além do alcance do perdão de Deus.

Cinco Expressões da Natureza de Deus

Se eu quisesse deixar claro para meus filhos que eu pretendia ser seu pai, cuidar deles e tratá-los com misericórdia, eu poderia usar duas ou três diferentes expressões e, talvez, repetiria para enfatizar a verdade daquilo que eu estava dizendo. Da mesma forma, Deus se condescende a usar nossos meios e deixa sua misericórdia clara como cristal. Ele amontoa frase sobre frase para expor seu coração de amor.

São cinco expressões:

1. um Deus compassivo e clemente;
2. longânimo;
3. grande em misericórdia e fidelidade;
4. que guarda a misericórdia em mil gerações;
5. que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado.

Quanto mais eu pondero em como essas cinco descrições de Deus são ligadas, mais elas parecem se entrelaçar.

O TRIÂNGULO DA MISERICÓRDIA DE DEUS

Mas deixe-me descrever uma maneira de ver como elas se relacionam entre si.

Imagine um triângulo; em cada ponta da base, estão a primeira e a última afirmação de Deus, a saber: compassivo e clemente (na ponta esquerda da base), e que ele perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado (na ponta direita da base).

Então, em direção ao topo, na metade do caminho, em cada lado do triângulo, imagine a segunda e a quarta afirmação de Deus, a saber, que ele é longânimo (no lado esquerdo), e que guarda a misericórdia em mil gerações (no lado direito do triângulo).

Finalmente, imagine no topo do triângulo a terceira afirmação de Deus, a saber, que ele é grande em misericórdia e fidelidade.

Agora, o objetivo desse quadro é sugerir que a primeira e a segunda afirmação estão juntas; a segunda e a quarta estão juntas; e a terceira é central para todas as cinco. Vamos começar com o principal: O topo do triângulo.

Grande em Misericórdia e Fidelidade

Deus é grande em misericórdia e fidelidade. Duas imagens me vêm à mente. O coração de Deus é uma fonte inesgotável de água que borbulha misericórdia e fidelidade no topo da montanha. Ou o coração de Deus é como um vulcão que arde tão fervorosamente de amor que explode o topo da montanha e derrama ano após ano a lava da misericórdia e fidelidade.

Quando Deus usa a palavra "grande", Ele quer que entendamos que os recursos de sua misericórdia não são limitados. De certa forma, ele é como o governo federal: Onde quer que haja necessidade, ele pode só imprimir mais dinheiro para cobri-la. Mas a diferença é que Deus tem um tesouro infinito de misericórdia de ouro para cobrir toda a moeda que Ele imprime. O governo dos Estados Unidos está em um mundo de sonhos. Deus acumula de forma muito real com os recursos infinitos de Sua deidade.

Eu disse há pouco que há uma conexão entre os três primeiros sermões dessa série e este aqui. "Deus é quem Ele é", "Deus é livre", "Deus é todo poderoso", e agora, "Deus é misericordioso". A conexão é que a absoluta existência, a soberana liberdade, e a onipotência de Deus são a plenitude vulcânica que explode em uma superabundância de misericórdia.

A absoluta magnificência de Deus significa que Ele não precisa de nós para preencher qualquer deficiência nele mesmo. Ao invés disso, Sua infinita auto suficiência transborda misericórdia sobre nós que precisamos dele. Podemos nos proteger em Sua misericórdia precisamente porque cremos na íntegra independência de Sua existência, a soberania de sua liberdade, e em seu poder ilimitado.

Então, no topo do triângulo, fica a infinita abundância da misericórdia de Deus, jorrando abaixo em cada lado para o bem de seu povo arrependido.

Longânimo, que Guarda Misericórdia

Na metade de cada lado do triângulo, estão a segunda e a terceira afirmação sobre Deus em Êxodo 34:6-7. Ele é longânimo e guarda a misericórdia em mil gerações. Quando Deus diz que guarda misericórdia, o foco é na durabilidade de sua misericórdia. Ela dura. Ela persevera. Ela continua fluindo.

E eu vejo uma conexão entre essa perseverança da misericórdia de Deus e a afirmação de que Deus é longânimo. A misericórdia não pode durar onde a ira está prestes a disparar. Se a ira de Deus está prestes a disparar, sua misericórdia não duraria um dia em minha vida. Se foguetes de ira fossem lançados dos olhos de Deus toda vez que eu pecasse, eu seria explodido em pedaços antes mesmo de eu sair da cama pela manhã.

Mas ele brada no monte Sinai: “Eu sou longânimo!” Ele retém sua ira em favor da superioridade de sua misericórdia. Ele é longânimo. Ele é extraordinariamente paciente. Por isso ele guarda misericórdia. Ele guarda e preserva sendo longânimo.

Compassivo e que Perdoa

Isso nos leva ao último par de afirmações sobre Deus na base do triângulo. Se Deus é longânimo mesmo que demos a ele amplas razões para que ele ficasse irado conosco por causa de nosso pecado, então ele deve ser muito compassivo e deve perdoar — “compassivo e clemente—perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado.” A razão pela qual Deus é longânimo, não é porque ele não nota nosso pecado, mas porque ele perdoa o nosso pecado.

E não somente alguns tipos de pecado. Para vocês, que sentem que há uma categoria de pecado que está além do perdão de Deus, por favor, submeta sua própria opinião e sentimento à Palavra de Deus. A razão pela qual Deus usou todas as três palavras hebraicas para “pecado” aqui, é para mostrar que toda sorte de e todos os graus de pecado são perdoáveis. Ele perdoa a iniquidade, a transgressão, e o pecado. Ele empilha essas palavras para deixar claro o que ele quer dizer. O único pecado que é imperdoável é aquele para o qual não houve arrependimento. Se você pode se arrepender e se desviar de seu pecado, você pode ser perdoado.

JESUS CRISTO CONFIRMA A NATUREZA MISERICORDIOSA DE DEUS

Eu fecho com este lembrete e convite: Jesus Cristo veio ao mundo para confirmar que Deus é exatamente quem ele disse ser no monte Sinai—“Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado.” Se converta de seus pecados hoje, confie em Jesus Cristo como seu Salvador e Senhor, e você encontrará uma vastidão na misericórdia de Deus como a vastidão do mar.

Se alguém perguntar para você (ou talvez você pergunte a você mesmo): “Como você sabe que é assim que Deus é?” Você pode responder: “Porque Jesus Cristo viveu isso e selou isto com Seu sangue."
DOWNLOAD:

Por John Piper. © Desiring God. Website:desiringGod.org
Tradução e Legenda: voltemosaoevangelho.com
Permissões:
Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Agnosto Theo - Um Especial sobre os Atributos de Deus

No mundo há somente uma coisa digna de ser buscada: o conhecimento de Deus. (Robert H. Benson)

Pedindo demais desta vida

http://blogdobenett.blog.uol.com.br/images/descabeladaBENETTblog.jpg

“Sei que nada há melhor para o homem do que regozijar-se e levar vida regalada; e também que é dom de Deus que possa o homem comer, beber e desfrutar o bem de todo o seu trabalho” (Eclesiastes 3:12-13).
Em Eclesiastes Qohelet, ou o Pregador, está compartilhando as suas observações sobre a vida. Ele não está expressando uma visão divina por si; mas sim, está dando sua avaliação do ponto de vista da experiência humana. Ele diz, “Apliquei o coração a esquadrinhar e a informar-me com sabedoria de tudo quanto sucede debaixo do céu.... Aplicando-me a conhecer a sabedoria e a ver o trabalho que há sobre a terra – pois nem de dia nem de noite vê o homem sono nos seus olhos” (Eclesiastes 1:13; 8:16).
O Pregador examina vários esforços humanos de descobrir a felicidade: sensualidade, materialismo, longevidade, beleza, força, posteridade, sabedoria e outros dons da vida terrestre, que o homem respeita. Sua análise: a satisfação verdadeira não pode ser encontrada na experiência humana. “Tudo é vaidade e correr atrás do vento” (Eclesiastes 1:2,14,17; 2:11,17,26; etc.).
A vida é arbitrária e impredizível demais para fornecer a felicidade genuína (cf. Eclesiastes 7:15; 8:14). Nossa ignorância, combinada com o providência insondável de Deus, faz-nos incapazes de determinar eficazmente nosso próprio caminho (cf. Eclesiastes 3:11; 6:12; 7:13-14,23-24; 8:17). Todos morrerão eventualmente, nossas posses serão deixadas para os outros e nós seremos esquecidos (Eclesiastes 2:14-16,20-23; 3:18-20; 9:5-6). Isso não é pessimismo; é simplesmente como as coisas são.
Nunca pretendeu-se que nós encontrássemos nossa felicidade final na terra. O Pregador afirma que, para todo o mal e infortúnio que nos sucede nesta vida, Deus tem fornecido uma fonte suficiente da bondade, satisfação e apreciação. Assim sua exortação repetida: “Eis o que eu vi: boa e bela coisa é comer e beber e gozar cada um do bem de todo o seu trabalho, com que se afadigou debaixo do sol, durante os poucos dias da vida que Deus lhe deu; porque esta é a sua porção” (Eclesiastes 5:18; cf. 2:24-25; 3:12-13; 8:15).
Vamos parar de pedir mais da vida terrena do que ela pode nos dar. É construída por Deus de tal maneira para servir de um lugar de provação, um momento de crescimento, uma extensão de alegria e dificuldade. Aprenda a apreciar as coisas simples de hoje e pare de fingir que a felicidade verdadeira está bem ali na frente. Quando considerada corretamente, a vida apresenta felicidade razoável mas estimula nosso apetite para o céu.

– por Jim Jonas

Perseguição Real aos Cristãos (cenas fortes)

Este é um dos videos mais chocantes da realidade vivida por irmãos nossos, em lugares onde a fé em Cristo é motivo de barbárie e maldade contra estes. Uma vergonha para os que se dizem cristãos, e falam de "perseguição" em suas denominações, templos faraônicos, ternos caros e carros do ano, vaidades e vaidades... JESUS ESTÁ AS PORTAS... VIGIEM!

20 de set. de 2010


Recebi esse e-mail e vou divulgar aqui no Blog,peço orações dos irmãos por esses familiares aflitos pelo sumiço de sua filha,que Deus tenha misericórdia de nossas vidas.É recente.. talvez ainda haja uma chance! 
DIVULGUEM POR FAVOR!!!


Sua misericórdia se estende, de geração em geração, sobre os que o temem. 
                                                                                                                  (Luc.1:50).


Peça orações por ela.
  Divulguem a foto, por favor! 'EU VOS SUPLICO' 





  Que o Senhor Deus abençoe essa família, repasse se for possível. A favor desse pai, estou repassando!

 Veruska Vilarim 
8839-5647 OI
8117-7060 VIVO

veruskavilarim@hotmail.com
veruskavilarim@gmail.com
gilson.vilarim@terra.com.br

Que louvem o nome do SENHOR, pois só o seu nome é exaltado; a sua glória está sobre a terra e o céu. Salmos 148:13"Teu é o Reino, o poder e a glória." Mt 6:13Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Salmos 19:1Grande é a sua glória pela tua salvação; de honra e de majestade o revestiste. Salmos 21:5Certamente que a salvação está perto daqueles que o temem, para que a glória habite em nossa terra. Salmos 85:9E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. João 1:14Mas vós sereis chamados sacerdotes do SENHOR, e vos chamarão ministros de nosso Deus; comereis das riquezas das nações e na sua glória vos gloriareis. Isaías 61:6A força e a glória são as suas vestes, e ri-se do dia futuro. Provérbios 31:25Portanto, recebei-vos uns aos outros, como também Cristo nos recebeu para glória de Deus. Romanos 15:7Quem é este Rei da Glória? O SENHOR dos Exércitos; ele é o Rei da Glória. (Selá) Salmos 24:10


A Glória de Deus !
O Que É? Você a Possui?


(The Glory of God!
What Is It? Do You Possess It?)



Por David Wilkerson
Sem data
__________

"...glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo..." (João 17:5).
Ninguém pode definir glória, mais do que pode definir Deus. Glória é a plenitude de Deus, e é um assunto muito elevado para nossas mentes finitas. Contudo, conhecemos em parte.
Quando Deus dá Sua glória, dá a Si próprio. Ele não se divide em partes - ninguém recebe uma parte, mas tudo. Aquele que recebe o Seu amor, também ganha a Sua misericórdia, Sua santidade, e Sua força. Aquele que recebe a Sua misericórdia também ganha o Seu amor e tudo mais do que se constitui a plenitude de Deus.
Esta é a glória de Deus: o fato de Ele se dar em plenitude e nunca parcialmente. E os que buscam a glória de Deus, têm de entender que Deus verdadeiramente deseja dar-Se paranós, o que significa que deseja que gozemos plenitude.
Jesus, antes de deixar a terra para voltar a Seu Pai celestial, orou: "...glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo" (João 17:5).
Jesus não estava buscando mais poder, honra, força ou majestade! Ele desejava ardentemente o próprio Pai. Era como se orasse: "Meu Pai, não posso mais viver sem Tua intimidade. Anseio pela unicidade, pela proximidade! Que cesse a distância; que preenchas tudo"
Jesus estava no seio do Pai antes de existir o mundo. Era um com o Pai, e isso era glória. Era a união com Ele que constituía o deleite e a glória do Seu ser. Possuía INTIMIDADE, UNIÃO e UNICIDADE.
Sabemos tão pouco da Sua glória. Só raciocinamos em termos de força e esplendor cósmicos. Somos tão alienados em relação ao real significado da glória de Deus; nem mesmo compreendemos o que Jesus quis dizer ao declarar: "...neles, eu sou glorificado" (verso 10).

Você não sabia que Jesus Cristo é glorificado nos Seus santos - agora? Significa que Ele confirma que habita em nós em toda Sua plenitude divina. Não possuímos apenas uma fatia da Sua plenitude - somos completos nEle. Possuímos em nós tudo o que Ele é! Quando vem nos habitar, Ele vem em toda a Sua glória, Seu poder, majestade, santidade, graça e amor. Recebemos a glória de um Cristo pleno e completo. Um Senhor com todos os Seus tributos gloriosos. 



Queremos a Sua Glória ?



Quantos dentre os filhos de Deus podem hoje orar como nosso Salvador orou? Será que sinceramente podemos clamar ao nosso bendito Deus; "Glorifica- me contigo! Leve-me à unicidade. Desejo ardentemente estar mais próximo, mais íntimo. Mestre: és Tu que eu desejo. Mais do que o amor, a misericórdia, o poder, sinais ou maravilhas - preciso ter a Tua glória. Preciso ter a Tua presença!"
A glória a respeito da qual Jesus fala tem a ver com um tipo muito íntimo de amor - um amor que não permite distância ou separação do objeto de afeição. Deseja unicidade completa, união eterna. Este amor divino entre o Senhor Jesus e o Pai era tão indispensável para Jesus, que Ele desejava ansiosamente a chegada do dia quando todos os Seus filhos pudessem contemplá-lo com seus próprios olhos.
Ouça o seu apelo emocionado: "Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo" (João 17:24).
Glória seja dada ao santo nome de Jesus Cristo por esse pensamento tão glorioso! Cristo está tão cheio de alegria com a glória de sua íntima relação com o Pai, que anseia levar todos os filhos de Deus para o céu para a contemplar.
Na verdade, o nosso Senhor estava orando assim: "Pai, é imperativo que eles vejam este amor glorioso que possuímos. É preciso que vejam por si mesmos o quão inteiramente Tu Te dás por Mim. Quero que saibam o quão intensamente sou amado - desde antes de o mundo ser criado". Não será tremendo quando nós, os remidos, formos levados ao grande banquete de Deus, à festa celestial, e nos for permitido contemplar o amor do Pai por seu querido Filho, nosso bendito Salvador? Vejo neste dia glorioso a resposta à prece de nosso Senhor, ao ver Seus filhos que Ele comprou pelo sangue, e alegremente proclamar: "Estão vendo, meus filhos? Não lhes disse a verdade? Vêem como Ele Me ama? Alguma vez vocês já viram tamanho grande amor? Isto não é verdadeiramente o perfeito amor? Vocês agora estão vendo a minha glória: o amor de meu Pai por Mim, e o meu amor por Ele."

Vocês não enxergam, santos de Deus, que a visão da glória de Cristo naquele dia será a revelação para nós do amor de Deus pelo Filho? Que alegria sabermos que servimos umSalvador que é amado. E não é aterrador contemplar que Lúcifer alijou a si próprio de tamanha glória? Ele está sem amor. Não tem pai. Certamente, esta foi a sua pior perda. A grande perda de todos os filhos de Satanás vem a ser existirem sem uma testificação ou um sentimento do amor de um Pai celestial. 



Ele Nos dá Glória Se Dando a Si Próprio



Eu mal consigo absorver o sentido ao ler estas palavras: "Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos" (João 17:22). Pense nisto. Temos a palavra de nosso Senhor, confessada diante de Seu próprio Pai, de que o Senhor Jesus se deu a Si próprio a nós de maneira tão integral e completa, quanto Seu Pai Se deu a Ele. Jesus nos deu o mesmo amor íntimo que Seu Pai lhe deu, e esta é a Sua glória manifesta em nós. Fomos levados para a mesma relação especial de amor que Ele compartilha com o Pai. Mais do que isto, Ele rompe o círculo de amor existente entre Ele e Seu Pai, e nos inclui nele. Somos feitos co-participantes de uma glória além da compreensão. A de Cristo nos levar até o Pai e rogar: "Que sejam um em nós!" Que incrível! Compartilhamos inteiramente da plenitude do amor de Deus por Seu Filho, por estarmos em Cristo.
Em um sentido real, pode-se dizer que Deus amou o Seu Filho de tal maneira, que deu-Lhe o mundo. Sabemos que Lhe deu aqueles que estão no mundo, pois o Senhor disse: "Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste..." (v. 6).
Você não sabia que somos uma dádiva de Deus para o Seu Filho - uma dádiva de amor? "Eram teus; os destes todos para Mim". Contudo Cristo estava em tamanha unicidade com o Pai, que traz a dádiva de volta para Ele e diz: "Todas as minhas cousas são tuas. e as tuas cousas são minhas..." (v. 10). Este tipo de amor não toma nada para si - mas tudo dá.
Não é reconfortante saber que somos o objeto deste amor entre o Pai e o Filho? Que honra, Cristo nos colocar na palma de Sua grande e amorosa mão, nos apresentar ao Pai e dizer: "Eis ai, ó Pai! São nossos! Todos pertencem a Nós! São o objeto do nosso amor! Eu os amarei, Pai! Tu os amarás! E habitaremos neles e lhes mostraremos o quanto são amados."
Como nossas mentes poderão entender isto? Aqui está o nosso Senhor dizendo ao Pai: "Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles..." (João 17:26).
Jesus, falando ao Pai, diz: "...neles, eu sou glorificado" (v. 10). Esta é uma grande revelação, e devemos orar para que o Espírito Santo nos guie à toda verdade. A fala representa mais do que uma prece - é uma obrigação que o Senhor diz ao Pai ter dado para nós. Em outras palavras: "Me dei inteiramente a eles! Empenhei a eles tudo que sou. Tão certo como Tua plenitude habita em Mim, dei a eles toda a plenitude que está em Mim. Eles têm o direito de se apropriar de Mim, como Me apropriei de Ti! Eles podem estar tão próximos de Mim quanto estou de Ti!"
É isto que significa ter Cristo glorificado em nós. Ele é para nós tanto quanto o Pai é para Ele. Tão certo quanto Deus foi glorificado no Filho, Cristo é glorificado em nós. Isto significa plenitude! Significa que realmente somos completos nEle.
Jesus diz ao Pai: "Assim como tu me enviaste a mundo, também eu os enviei ao mundo" (v. 18). Desta maneira, Ele "mostra-nos o Pai". O pensamento é glorioso, de que devemos ser tão completamente dependentes de Cristo, quanto Ele era dependente do Pai. Não devemos realizar nada fora de Cristo, como Ele nada fez que não guiado pelo Pai.

Acho ser uma das alegrias mais confortantes saber que Deus me amou de tal maneira que enviou Seu próprio Filho como homem, para me mostrar a glória através de maneiras práticas. O amor de Deus por nós não é místico. Tudo que você tem de fazer é conservar os seus olhos em Cristo e testemunhar o quanto este enorme amor funciona. Você tem na sua frente um exemplo visível, prático, do que se trata o amor íntimo. Dependa de Cristo da mesma maneira que Ele dependeu do Pai, e terá os mesmos resultados. 



Temos de Nos Apropriar da Glória



Se Cristo é glorificado no crente, que efeito isto deve ter? Como é demonstrável no dia a dia? Com certeza, uma glória destas dentro da alma terá impacto no modo de vida!
A demonstração desta glória relaciona-se com viver de acordo com aquilo que Cristo diz ser para nós. Necessitamos viver de acordo com o poder que opera em nós. Poucos dentre nós, que professamos amar a Cristo, chegam a se apropriar da plenitude de quem Ele é em nós. Ele nos declara se empenhar por nós, com toda a plenitude da divindade que nEle habita, afim de que tenhamos tudo que for necessário para que vivamos de modo alegre e vitorioso - mas vivemos nossa vida ou ignorando esta verdade, ou então sem desejar usar o que recebemos.
É como se nosso Senhor dissesse: "Vocês viram como a dependência de meu Pai elaborou tantos milagres e utilidade - e sabem que Ele nunca falhou comigo; viram como a confiança na fidelidade de meu Pai para comigo trouxe vitória constante; por que não dependerão vocês inteiramente de Mim e confiarão na minha fidelidade para atender à cada uma de suas necessidades?"
A glória de Deus é mais do que a Sua plenitude - é a Sua plenitude oferecida! É Sua plenitude colocada à nossa disposição. Trata-se de um Deus Todo-Poderoso dando Sua plenitude a Seu Filho, que a traz como Homem ao homem, e por Sua vez nos mostra como se apropriar dela.
Isto é algo muito sagrado: ingressar na prece particular e íntima do Senhor ao Pai. Sempre serei grato ao Senhor por ter permitido-nos espreitar sua conversa tão extremamente íntima com o Pai em João 17. Ouvimos o intenso derramar do coração do amoroso Filho para com Seu amoroso Pai. Ouvimo-lO lembrando ao Pai que Este lhe havia concedido poder para dar vida eterna "a todos os que me deste". Então, ouvimos estas palavras poderosas: "E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste" (verso 3).
O que é a vida eterna? É CONHECER A DEUS - É CONHECER JESUS CRISTO O SENHOR! Não é de se admirar que tenha Se esforçado tanto para "mostrar-lhes o Pai". Era o segredo da vida eterna. Como isto explica de modo simples o que é a vida eterna e como se entra nela. Ao descobrirmos a glória da presença amorosa de Deus através de Jesus Cristo, recebemos a essência da vida ressurrecta que nEle habita. Entramos na vida eterna, aqui e agora, através da verdade gloriosa. Aproprie-se desta verdade, e você está dentro. Será o proprietário de vida ressurrecta, ainda em carne.
E aqui explica mais: "Eu te glorifiquei na terra". Significando que Cristo nos mostrou o grande amor de Deus e nos convida para nos assentarmos com Ele em Seu lugar celestial. Isto nos leva através da sepultura, sem nem mesmo um aguilhão da morte, e permite que respiremos ar divino e espiritual agora mesmo.
Se sou guiado pelo Espírito Santo para buscar o conhecimento de quem é Jesus Cristo, e meu coração ganha o desejo de conhecer a Deus em toda a Sua plenitude, torno-me uma pessoa celestial assentada nos lugares celestiais em Cristo Jesus. Não sou mais alguém deste mundo. Morro para o mundo muito antes de deixá-lo. Vivo pela glória de quem o meu Senhor é. Busco não os Seus procedimentos ou os Seus milagres; busco somente a Ele. Ele é glorificado em mim por se dar a Si próprio a mim. Ele se dá a Si mesmo a mim, e sendo Ele a vida ressurrecta - já a possuo.
Meu espírito já está com Ele, e esta terra não atrai. Trabalho aqui para proclamar o Seu amor por toda a humanidade, mas meu coração está com Ele. Posso sair testemunhando aos outros de Seu eterno amor, mas ao mesmo tempo, posso ficar fora de tudo isto e dizer: "NÃO ESTOU AQUI! RESSUSCITEI! Sou um cidadão do céu já desfrutando do meu lar celestial." Os antigos chamavam isto de "sabor da glória futura na glória do já"

Para sempre seja louvado Deus: se Cristo é glorificado em mim, significa que Ele se deu a mim, e isto inclui vida ressurrecta já. Pode ser doloroso possuir tal tesouro num vaso terreno, mas breve eu alegremente me desfarei deste vaso corruptível por um incorruptível feito à Sua semelhança. Ainda assim, será senão um vaso a ser preenchido com aquilo que já possuo. Será esvaziado de vaso humano para vaso glorificado, sem a perda de um único sopro divino. Quando você chega à plenitude e à beleza do Senhor, fica dominado pelo Seu grande amor; e uma vez tendo sentido Seu poderoso braço em torno de si, o mundo perde o seu domínio. Você morre para o mundo a partir deste instante. Você experimentou a glória verdadeira: UNICIDADE COM CRISTO AONDE ELE ESTÁ! 



A Nossa Glória Está em Sião



Santos de Deus: Ele não está aqui. Ele foi rejeitado aqui. Por que nos atemos com tanta tenacidade a um lugar que O expulsou? Será que não deveríamos ansiar por exigir a nossa herança que é um lugar no Sião onde Ele está? Não se trata de "Espero vê-lO um dia face a face", mas de, "Ele me convidou para para ficar Consigo agora onde Ele está - não suporto distância alguma entre nós; eu escolho contemplar a Sua face dia após dia a partir de agora, e ser transformado à Sua imagem, com vislumbres da glória, um após o outro."
O nosso Senhor não disse: "...eles não são do mundo, como também eu não sou" (v.14)? O que Ele quer dizer? Simplesmente isto: assim como Cristo andou pela terra como homem celestial, assim também podemos nós. Com Abraão, temos nossa cidadania em Sião, a cidade cujo edificador e construtor é Deus. Não estamos nos alimentando das panelas carnais do Egito, mas já estamos nos banqueteando com o pão celestial. Dia após dia morremos mais um pouco em relação a tudo aqui de baixo, até que como Paulo, há um desejo maior em partir e estar onde Ele está, do que em ficar. Tornando-nos ligados a Ele em glória, tornamo-nos desligados do mundo. Não nos admiremos de que a canção favorita de nossos antepassados fosse "Leve o mundo inteiro, mas me dê Jesus."
Se Cristo está me preparando uma morada no céu, em nenhum lugar eu leio que devo buscar isto, mais do que a Ele mesmo. Não, a glória não é uma morada, nem ruas de ouro, nem comunhão com os patriarcas remidos. A glória consiste em que seja no céu ou na terra, Ele Se dá a nós tão integralmente quanto o Pai Se dá ao Filho. E a tragédia total é que ninguém na história da terra, a não ser Cristo, se apropriou daquilo que foi gratuitamente concedido. Todos morremos de algum tipo de pobreza espiritual, sendo que o tempo todo a plenitude da Sua glória está à disposição. Alguns se apropriam de um pouquinho desta glória, mas tristemente, a herança preparada para nós ainda continua não reclamada. Onde deveríamos estar arrasando fortalezas satânicas, estamos simplesmente deixando do jeito que está. Quando deveríamos estar experimentando vitória sobre vitória, sendo mais do que vencedores por meio Daquele que nos ama - vamos levando fadiga e falta de fé. Somos como os leprosos de Samaria que quase morreram de fome, enquanto toneladas de alimentos aguardavam a menos de um quarteirão.
Precisamos de uma vez por todas nos agarrarmos à verdade de que Cristo habita em nós e de que Ele apela para que nos apropriemos da Sua plenitude. Ele poderia estar nos dizendo: "Por que Eu existo? Para que sirvo - se vocês não querem depender da Minha plenitude? Usem-Me!"
Que o Espírito Santo possa constantemente nos lembrar de que "todos nós temos recebido da sua plenitude" (João 1:16).
"Ora, àquele que é poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos, conforme o seu poder que opera em nós, a ele seja a glória, na Igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre..." (Efésios 3:20-21).

---
Usado através de permissão concedida por World Challenge, P. O. Box 260, Lindale, TX 75771, USA.


Andando em Glória

by David Wilkerson | March 8, 1999



Eu creio que existe apenas uma coisa que pode nos manter no caminho nestes tempos difíceis que virão: trata-se do entendimento da glória de Deus. Pois bem, isto pode soar como um alto e pomposo conceito para você, algo que seria melhor deixar para teólogos. Mas eu estou convencido de que o assunto da glória de Deus tem um valor prático, muito real para todo crente verdadeiro. Entendendo isto, abrimos a porta para uma vida vitoriosa!
Já descobri duas importantes verdades em meus estudos sobre este assunto:
1. A glória de Deus é uma revelação da natureza e do ser de nosso Senhor.
Você pode recordar que no Antigo Testamento Moisés teve literalmente um vislumbre da glória de Deus. Antes disso, o Senhor havia enviado Moisés sem nenhuma explicação sobre Si próprio além das palavras "EU SOU". Mas Moisés queria saber algo mais de Deus. Então pleiteou junto a Ele: "Senhor, mostra-me tua glória."
Deus respondeu levando Moisés à parte e colocando-o na fenda de uma rocha. Então, as escrituras dizem que Ele revelou-se para Moisés em toda Sua glória : "E, passando o Senhor por diante dele, clamou : Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo, e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado" (Êxodo 34:6-7).
Creio que esta passagem é absolutamente essencial para o nosso entendimento de quem nosso Senhor é. Muitas vezes quando raciocinamos sobre a glória de Deus, pensamos na Sua majestade e esplendor, Seu poder e domínio, ou alguma manifestação no Seu povo, como uma impetuosa adoração. Todas estas coisas podem ser um resultado da visão da glória de Deus. Mas esta não é a glória pela qual Ele quer que nós O conheçamos.
A maneira que Deus quer que conheçamos Sua glória é através da revelação do Seu grande amor pela humanidade. E isto é justamente o que revelou a Moisés : "Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo, e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado" (Êxodo 34:6-7).
O Senhor está sempre esperando para nos mostrar Seu amor para nos perdoar, para derramar sobre nós Sua misericórdia e nos restaurar para Ele !
2. A revelação da glória de Deus tem efeitos poderosos sobre aqueles que a recebem e oram para compreendê-la.
Até este ponto, Moisés tinha uma visão do Senhor como o Deus da lei e da ira. Tremia aterrorizado na presença do Senhor pedindo a Ele, clamando, pleiteando em favor de Israel. Esta tinha sido a base do seu relacionamento face a face com o Senhor.
Mas agora, à primeira visão da glória de Deus, Moisés não estava mais com medo do Senhor. Ao contrário, ele foi levado a adoração : "E imediatamente, curvando-se Moisés para a terra, o adorou;" (versículo 8). Ele viu que Deus não era apenas o trovão, o raio e a trombeta penetrante que o faziam encolher de medo. Ao contrário, Deus era amor e Sua natureza era de bondade e terna misericórdia !
Você vê que verdade incrível a escritura nos mostra aqui ? A verdadeira adoração surge dos corações que estão conquistados pela visão do amor gratuito de Deus por nós. É baseada na revelação que Deus nos dá de Si, de Sua bondade, de Sua misericórdia, de Sua prontidão para nos perdoar. Então, se devemos louvar a Deus em espírito e verdade, nossa adoração deve ser baseada nesta admirável verdade a respeito dEle.
Verdadeiramente, quando recebemos a revelação da glória de Deus, nossa adoração não pode fazer outra coisa senão mudar. Por que ? Ver Sua glória muda a nossa maneira de viver! Afeta nossa fisionomia e nosso comportamento, nos transformando de "glória em glória," fazendo-nos mais como Ele. Cada nova revelação do Seu amor e misericórdia traz mudança sobrenatural.
Eu estou convencido de que esta é a única forma para ocorrer mudança duradoura. Não vem da participação de seminários de "como fazer", ou de ouvir oradores famosos, ou de absorver mensagens de auto aperfeiçoamento de livros ou fitas. Não, vem de ter a revelação de Deus, ponto final! E Deus já nos deu esta revelação dEle, em Êxodo 34.
Ver a glória de Deus também muda o nosso relacionamento com os outros. Paulo diz a igreja de Efésios, "Vocês viram e experimentaram a glória de Deus. Agora, pois, sejam reflexo desta glória para os outros !" "Antes sede uns para com os outros benignos, compassivos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus em Cristo vos perdoou." (Efésios 4:32).
Agora quero falar sobre andar na glória de Deus.
Muitos cristãos falam de sua intimidade com o Senhor, de andar com Ele, conhecê-Lo, ter companheirismo com Ele. Mas não podemos ter verdadeira comunhão com Deus, a menos que recebamos em nossos corações a completa revelação de Seu amor, de Sua graça e misericórdia.
Comunhão com Deus consiste em duas coisas:
  1. Receber o amor do Pai, e
  2. Amá-Lo em retorno.
Você pode passar horas orando todos os dias, dizendo ao Senhor o quanto O ama, mas isso não é comunhão. Se não recebeu Seu amor, você não teve comunhão com Ele. Você simplesmente não pode compartilhar de intimidade com o Senhor a menos que esteja seguro no Seu amor por você.
O salmista nos encoraja a "Entrar por suas portas (de Deus) com ações de graça, e nos seus átrios com hinos de louvor;" (Salmo 100:4). Qual é a razão para tanto louvor e tantas ações de graça ? E por que nos é dado este convite arrojado? É porque nos é mostrado a que tipo de Deus devemos nos dirigir : "Porque o Senhor é bom, a sua misericórdia dura para sempre, e de geração em geração a sua fidelidade" (versículo 5).
Eu sei que quando eu busco o meu Senhor, não estou buscando um pai duro, feroz e cobrador. Ele não espera por mim com uma fisionomia furiosa, ansioso para me corrigir com a vara. Ele não segue as minhas pegadas esperando que eu falhe para dizer : "Te peguei !".
Não ! Estou buscando um Pai que se revelou para mim como amor puro e incondicional. Ele é gentil e de coração terno, cheio de graça e misericórdia, ansioso para carregar todas as minhas preocupações e meus fardos. E sei que Ele nunca vai me deixar mal quando apelar para Ele.
É por isso que devo ir a Seus átrios com louvor e ações de graças: porque sou agradecido por quem meu Deus é. Ele se importa com tudo que diz respeito a mim!
Poucos crentes, todavia, têm, pela fé, tomado posse do amor de Deus por eles. Vivem com medo e em desespero, com pouca ou nenhuma esperança, sempre enfrentando uma tormenta. Não conseguem compreender por que suas vidas não são totalmente preenchidas, por que estão repletos de tamanho tumulto e confusão. Eles sempre pensam, "Oro diariamente e leio a Bíblia. Constantemente mostro a Deus o quanto O amo. Então por que não possuo descanso e paz?"
É porque nunca captaram a verdade de que Deus os ama ! Eles não compreenderam que, apesar de todas suas fraquezas e falhas, seu Pai celestial se importa com tudo aquilo por que estão passando!
O profeta Sofonias diz algo incrível a respeito do amor de Deus por nós. Ele escreve : "O Senhor, teu Deus, está no meio de ti, poderoso para salvar-te; ele se deleitará em ti com alegria; renovar-se-á (descansará) no seu amor, regozijar-se-á em ti com júbilo" (Sofonias 3:17).
Este verso nos diz duas coisas importantes a respeito de como o Senhor nos ama:
1. Deus descansa em Seu amor por seu povo.
Em hebraico, a frase "(Ele) renovar-se-á em seu amor" quer dizer: "Ele ficará tranqüilo por causa do Seu amor". Deus está dizendo, em essência, "Eu encontrei meu verdadeiro amor e estou totalmente satisfeito! Não preciso procurar em outro lugar qualquer, porque não tenho do que reclamar. Estou plenamente satisfeito neste relacionamento, e não vou retirar o meu amor. O meu amor é assunto resolvido!"
Sofonias está nos dizendo : "Este é o amor de Deus por você ! Ele quer que você saiba: "Eu achei o que estava procurando e é você ! Você traz grande alegria para Mim !""
2. Deus tem grande prazer em Seu povo. 
Sofonias testifica : "Regozijar-se-á em ti com júbilo" (veja no mesmo verso). Ele está dizendo, em outras palavras : "O amor de Deus por você é tão grande, que coloca júbilo (uma canção) em Seus lábios !"

"Regozijar-se" significa ter alegria e prazer. É uma expressão exterior de felicidade interior. É também a mais alta expressão de amor. A palavra hebraica que Sofonias usa aqui para "regozijar" é "tripudiare" significando "saltar, como quem vence cheio de alegria e êxtase."
Você pode conceber o seu Pai celestial com tamanho amor por você, que Ele pula de alegria simplesmente ao pensar em você ? Você consegue aceitar a Sua palavra, de que Ele lhe amou antes do mundo ser criado, antes da humanidade existir, antes mesmo de você ter nascido ? Você pode aceitar que Ele lhe amou mesmo depois de você ter caído nos caminhos pecaminosos de Adão e ter se tornado um inimigo dEle?
É isso mesmo, Deus previu todos os seus pecados e falhas; ainda assim, Ele o amou com o mesmo terno amor. De fato, mandou Seu Espírito para lhe acordar e conscientizar de sua condição de perdição e da sua necessidade dEle. Ele o atraiu para Si, envolvendo-o em Seus braços. Então, ao ir à cruz em arrependimento, você entrou na dádiva do Seu amor por você. Ele lhe prometeu : "Eu te amei então, Eu te amo agora, e Eu te amarei até o fim!"
Se Deus o amou de tal maneira quando você estava em profundo pecado, importando- se a ponto de dar Seu próprio filho para morrer por você, por que Ele retiraria este amor sempre que você tropeçar ou fracassar ? Nessas ocasiões, devemos nos lembrar quem Ele disse que é para nós: amor, misericórdia, longanimidade. Esta é a Sua glória e devemos retornar à Sua glória sempre !
Multidões da criação de Deus sabem pouco ou nada sobre uma vida de comunhão com Ele. Por que isso acontece ?
Creio que estes cristãos têm um triste e distorcido conceito do Pai celestial. Eu recordo da parábola de Jesus sobre o servo que escondeu seu talento porque tinha uma imagem distorcida de seu senhor. Aquele servo disse : "sabendo que és homem severo" (Mateus 25:24).
Assim, muitos crentes pensam hoje, "Não tem como Deus dançar por minha causa, regozijando-se e cantando de amor. Eu falhei com Ele miseravelmente e muitas vezes, trazendo desonra ao Seu nome. Como Ele poderia me amar, especialmente nesta luta que estou enfrentando agora ?"
Eu conheci famílias nas quais as crianças se arrasavam na presença de um pai severo e cruel. Elas brincavam alegremente antes do pai chegar em casa. Mas quando o viam entrar porta a dentro, corriam direto para a mãe e se agarravam ao seu avental. Nunca as vi se aproximando do pai, exceto quando ele exigia algo delas. Elas nunca subiam no seu colo ou pediam para ser abraçadas por ele. Temiam estar em sua presença.
Eu creio que esta é uma razão poderosa pela qual muitos cristãos não querem chegar perto de seu Pai celestial. Eles temem aproximar-se dEle porque sentem que falharam com Ele de alguma forma. Têm um sentimento contínuo de haverem negligenciado seus deveres, de serem espiritualmente preguiçosos, de terem feito coisas erradas. Tudo que podem conceber dEle é que está cheio de fogo consumidor, pronto para julgá-los e condená-los.
Estes cristãos pensam : "Deus perdoou-me tantas vezes anteriormente, que eu não posso ir até Ele agora. Ele vai me rejeitar. Eu já passei do ponto de ser perdoado." Não ! Deus nunca rejeita qualquer um que volta para Ele em arrependimento. Esta não é sua natureza ! Não podemos julgar nosso Pai celestial usando como medida nossos pais humanos. Não é assim que Ele é.
A questão para todos nós hoje é: como podemos não querer nos aproximar de um Pai que nos escreve cartas de amor, que nos diz ansiar estar conosco; que está sempre pronto para nos abraçar, que só tem bons pensamentos a nosso respeito, apesar de nossas tolices, e que nos assegura que: "satanás pode dizer que você não serve para nada. Mas eu digo que você é a minha alegria!"
É a nossa falta de vontade de acreditar em Sua palavra, de aceitar e de se apoderar da maravilhosa revelação de Sua glória, que nos impede de ter comunhão com Ele !
Agora você deve estar pensando : "Certamente o Senhor não se alegra com alguém que ainda está em pecado. Eu não posso esperar que Ele me ame se eu continuo em caminhos pecaminosos. Estes tipos de pensamentos tocam as fronteiras da blasfêmia."
Sim, Deus realmente ama seu povo, mas não ama os seus pecados. A Bíblia diz que Ele repreende todo filho que continua em iniquidade, mas sempre o faz com longanimidade. E depois de nos repreender, Seu espírito nos enche com o sentimento de Sua indignação com o nosso pecado.
Durante todo este processo, o amor de Deus permanece imutável. Sua palavra diz : "Porque eu, o Senhor, não mudo" (Malaquias 3:6). "Pai das luzes, em quem não pode existir variação, ou sombra de mudança." (Tiago 1:17). "sou Deus e não homem" (Oséias 11:9).
Deus não permite que o Seu amor por nós vá e venha como o nosso amor por Ele. Nosso amor varia quase que diariamente, indo do quente e zeloso até o morno ou mesmo frio. Como os discípulos, podemos estar prontos para morrer por Jesus num dia e abandoná-lo e fugir no dia seguinte. Podemos dizer ao Senhor que confiamos nEle para nos suprir em todas nossas necessidades e evitar que caiamos, mas isto não é verdadeira comunhão. A questão é: realmente confiamos em Seu amor por nós ? Será que já vimos Seu amor revelado, e já nos apoderamos dele? O Seu amor por nós está aceito em nossos corações ?
Preciso perguntar, será que você é capaz de dizer : "Meu Pai celestial está apaixonado por mim! Ele diz que eu sou doce e amável diante de Seus olhos e eu creio nEle. Sei que independentemente do que eu estiver atravessando, ou de quanto eu seja tentado ou provado, Ele me resgatará. Irá vai pairar sobre mim o tempo todo, nunca permitindo que eu seja aniquilado. Sempre será gentil e terno comigo!"?
É assim que a verdadeira comunhão começa. Nós devemos ser convencidos, a cada dia, do amor imutável de Deus por nós. E devemos mostrar a Ele que cremos na Sua revelação a respeito de Si. João escreve : "E nós conhecemos e cremos o amor que Deus nos tem. Deus é amor, e aquele que permanece no amor permanece em Deus, e Deus, nele." (1 João 4:16).
Esta crença, sozinha, pode curar sua alma. É a sua única arma contra o diabo, que mente que você é imprestável demais para orar ou aproximar-se de Deus. Convencer-se desta verdade é a única maneira de se abrir para comunhão verdadeira !
Se você já se apaixonou por alguém, você sabe do que estou falando. Imagine um marido que está sempre fora, no trabalho, a maior parte do tempo, mas que está totalmente apaixonado por sua esposa. Ele liga para a sua esposa, todas as noites que está fora. E de tempo em tempo liga para casa só para deixar uma mensagem na secretária eletrônica. Sua mensagem para ela é algo assim :
"Oi, querida. Eu liguei para que você saiba que só de pensar que você está aí e que me ama, me dá força. Vai ser a força que eu preciso durante o dia. Eu sei que vou ter um dia duro de trabalho hoje. Mas eu acabei de ler a carta que você escreveu pra mim, e QUE alegria ! Só de saber que você está pensando em mim me faz transbordar em êxtase !"
Este é o amor que o Pai celestial tem por você. Confie nisso !
Andar na glória de Deus não significa apenas receber o amor do Pai, mas amá-Lo de volta também. Trata-se de afeto mútuo, ambos dando e recebendo amor. A Bíblia nos diz : "Amarás, pois, o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda a tua força." (Deuteronômio 6:5).
Deus nos diz : "Dá-me, filho meu, o teu coração" (Provérbios 23:26). O Seu amor exige que sejamos recíprocos, que retornemos a Ele um amor que seja total, não dividido, que requer todo o nosso coração, alma, mente e força.
Todavia, o Senhor noz diz de forma bem clara : "Nisto consiste o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que Ele nos amou, e enviou o Seu Filho como propiciação pelos nossos pecados." (1 João 4:10). "Nós amamos porque Ele nos amou primeiro." (verso 19).
Nós não acordamos um dia, decidimos sair dos nossos pecados, e nos voltar para Jesus. Não; o Espírito de Deus desceu até nós no caos de nossas vidas, nos mostrou a nossa perdição e nos fez miseráveis em nossos pecados. Ele nos mandou Sua palavra para nos mostrar verdade, mandou Seu Espírito para nos convencer, e então veio em busca de nós Ele mesmo. Ele fez tudo isso por nós.
E agora, assim como o amor de Deus por nós é marcado por descanso e regozijo, o nosso amor por Ele deve ter os mesmos dois elementos :
  1. Davi expressa descanso em seu amor por Deus quando escreve : "Quem mais tenho eu no céu ? Não há outro em quem eu me compraza na terra." (Salmo 73:25). O coração que ama a Deus cessa completamente a procura por conforto em qualquer outro lugar. Ao invés, acha total contentamento nEle. Para quem ama deste jeito, a amabilidade de Deus é melhor do que a própria vida.
  2. Tal coração também regozija-se em seu amor por Deus. Ele canta e dança em alegre êxtase pelo Senhor. Quando um filho de Deus sabe o quanto o Pai o ama, instala-se um deleite (regozijo) em sua alma!
A Bíblia nos diz também que o nosso amor pelo Pai deve ser conduzido por intermédio de Seu Filho. Jesus diz: "ninguém vem ao Pai senão por mim." (João 14:6). É somente por Cristo que somos aceitos pelo Pai e temos acesso a Ele.
Além disso, Deus depositou toda Sua bondade, amor, misericórdia e graça, ou seja, a Sua glória, em Seu filho. E enviou Jesus para manifestar e revelar esta glória para nós. Assim, Cristo vem para nós como a imagem expressa do nosso amoroso Pai. "Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor." (João 15:9)
Deus nos ama em permanecermos em Cristo. E, por nossa vez, mostramos nosso amor por Deus em nosso amor por Jesus. Como o cabeça da igreja, e como o nosso sumo sacerdote, Jesus leva nosso amor ao Pai por nós.
Agora permita-me passar para você um dos mais poderosos versos de toda escritura. Provérbios nos dá estas palavras proféticas de Cristo : "Então eu estava com ele e era seu arquiteto, dia após dia era as suas delícias, folgando perante ele em todo o tempo; regozijando-me em seu mundo habitável, e achando as minhas delícias com os filhos dos homens." (Provérbios 8:30,31).
Amados, nós somos os filhos mencionados aqui! Desde o início da fundação da terra, Deus previu um corpo de crentes unidos a Seu filho. E mesmo então o Pai se deleitou e se regozijou nesses filhos. Jesus testifica : "Eu era o deleite de meu Pai, a alegria de Seu ser. E agora todos aqueles que vêm a mim em fé são deleite dEle também !"
Então, como amamos Jesus reciprocamente ? João responde : "Porque este é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos; ora, os seus mandamentos não são penosos"(1 João 5:3).
E quais são os Seus mandamentos ? Jesus diz, em essência são dois e "destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas." (Mateus 22:40). O primeiro mandamento e mais importante é amar o Senhor com todo nosso coração, alma e mente. Não devemos reter nada dEle. E o segundo é amar o nosso próximo como a nós mesmos. Estes dois, simples, não penosos mandamentos resumem toda lei de Deus.
Jesus está dizendo aqui que não podemos estar em comunhão com Deus; não podemos andar na Sua glória se carregarmos ressentimento contra alguém. Assim sendo, amar a Deus significa amar todo irmão e irmã, da mesma forma que temos sido amados pelo Pai.
"Se alguém disser: Amo a Deus e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê. Ora, temos da parte dele este mandamento, que aquele que ama a Deus, ame também a seu irmão." (1 João 4:20,21). "Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor" (verso 8).
Toda comunhão e intimidade com o Senhor é cortada se tivermos uma atitude de desamor ou de falta de perdão em relação à uma outra pessoa. Nós podemos louvar a Deus com nossos braços erguidos, orar todos os dias, passar horas estudando Sua palavra, mas se somos amargurados com as pessoas e não perdoamos, é tudo em vão. João diz : "Tal pessoa é mentirosa. Você não ama a Deus verdadeiramente, apesar dEle lhe amar !"
Se você está nesta situação, não diga a Deus simplesmente: "Senhor, sinto muito, perdoa-me." Antes, vá até àquela pessoa, como a palavra de Deus instrui, e reconcilie-se com ela. "Vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então, voltando, faze a tua oferta" (Mateus 5:24).
Só então você encontrará verdadeira intimidade com o Pai. E estará apto a andar em Sua glória, todos os dias de sua vida !


Copyright/Limitações para reproduções: a publicação destes arquivos é propriedade exclusiva de World Challenge, Inc. worldchallenge.org, davidwilkerson.org, ou tscpulpitseries.org.
© 1999 World Challenge, Inc., PO Box 260, Lindale, Texas 75771



sexta-feira, 16 de abril de 2010

A Glória de Cristo é a Glória de Deus - John Piper
A glória de Cristo, que vemos no evangelho, é a glória de Deus, por, pelo menos, três razões. Primeira, Deus ordena que a luz da glória venha a existir em nosso coração. 2 Coríntios 4.6 deixa isto claro: "Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz, ele mesmo resplandeceu em nosso coração, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Cristo". Duas vezes este versículo afirma que Deus criou a luz: a primeira referindo-se à criação deste mundo ("Deus, que disse: Das trevas resplandecerá a luz"); a segunda referindo-se à criação da luz em nosso coração ("Resplandeceu em nosso coração, para iluminação").Portanto, esta é a luz de Deus. Ele cria e dá esta luz.

Entretanto, não podemos cometer o erro de pensar que, por Deus criar a luz em nosso coração, ela não é a luz objetiva da glória dos acontecimentos da Sexta-Feira da Paixão e da Páscoa. Paulo não estava dizendo que Deus cria a luz no coração à parte dos acontecimentos do evangelho. Não, a luz que Deus cria é "a luz do evangelho da glória de Cristo". Não é uma luz independente ou diferente da que Cristo revelou na História. Quando esta luz resplandece na alma, pela soberana criação de Deus, o que a alma vê é a glória de Cristo agindo no evangelho.

Portanto, temos de afirmar estas duas verdades, não apenas uma, ainda que pareçam estar em conflito. Primeiramente, temos de nos prender à verdade de que a luz espiritual sobre a qual Paulo falou, no versículo 4, emana, na verdade, dos acontecimentos do evangelho. A outra verdade é que Deus cria esta luz no coração. Não é causada pela pregação humana. E causada diretamente por Deus. Eis como Jonathan Edwards descreveu estas duas verdades:

A luz é dada diretamente por Deus, e não obtida por meios naturais... Não está relacionada a assuntos naturais como está ao fato da inspiração [das Escrituras], onde novas verdades são sugeridas; pois existe, por meio da luz outorgada, uma devida apreensão das mesmas verdades que são reveladas na Palavra de Deus; e, por isso, a luz não é outorgada sem a Palavra... a Palavra de Deus... transmite à nossa mente estas e outras doutrinas. A luz é a causa da noção em nossa mente, e não o senso da excelência divina dessas doutrinas, em nosso coração. De fato, uma pessoa não pode ter luz espiritual sem a Palavra... Como, por exemplo, a noção de que existe um Cristo, e que Ele é santo e gracioso, é transmitida à mente pela Palavra de Deus: mas o senso de excelência de Cristo devido à santidade e à graça dEle é obra imediata do Espírito Santo.

Portanto, a luz da glória de Cristo que resplandece por meio do evangelho é a luz da glória de Deus. E a primeira razão é que Deus mesmo ordena que a luz dessa glória venha a existir em nosso coração.
O que significa glorificar a Deus? – John Piper
Podemos embelezar a Deus? A Bíblia é clara como cristal: Deus nos criou para a sua glória. Assim diz o Senhor: “Trazei meus filhos de longe e minha filhas das extremidades da terra, e todos os que são chamados pelo meu nome, que  eu criei para minha glória” (Is 43,6,7). A Vida é desperdiçada quando não vivemos para a glória de Deus. E eu quero dizer TODA A VIDA. É tudo para sua glória. É por isso que a Bíblia entra nos detalhes de comer e beber: “Quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31). Nós desperdiçamos a vida quando não entrosamos Deus em nosso comer e beber e todas as outras partes, apreciando-o e demonstrando-o.

O que significa glorificar a Deus? Isso pode pegar uma guinada perigosa se não tivermos cuidado. Glorificar é como a  palavra embelezar. Mas embelezar geralmente tem o sentido de “fazer uma coisa ficar mais bela do que é”, melhorar sua beleza. Isso não é de modo algum o que queremos dizer com glorificar a Deus. Não se pode tornar Deus mais glorioso ou mais lindo do que ele já é. Ele não pode ser melhorado, “nem é servido por mãos humanas, como se de alguma coisa precisasse” (At 17.25). GLORIFICAR – não significa acrescentar mais glória a Deus.

É mais como a palavra MAGNIFICAR. Mas aqui também podemos ir em direção errada. MAGNIFICAR tem dois sentidos distintos. Em relação a Deus, um é adoração e um é maldade. Pode-se magnificar , aumentar como telescópio ou um microscópio. Quando você aumenta como um microscópio, você faz uma coisa minúscula parecer maior do que é. Uma partícula de pó pode parecer um monstro. Fingir aumentar Deus assim é iniqüidade. Mas quando você magnífica, amplia como um telescópio, você faz uma coisa inimaginavelmente grande parecer o que na verdade é. Com o Telescópio Espacial Hubble ( e seus sucessores), galáxias que são pontinhos de luz no céu se revelaram como os gigantes de bilhões de estrelas que são realmente. Magnificar a Deus desse modo é adoração.

Nós desperdiçamos a vida quando não oramos e pensamos e sonhamos e planejamos e trabalhamos na direção de magnificar Deus em todas as esferas da vida. Deus nos criou para isso: para vivermos de um modo tal que faça parecer mais com a grande beleza e valor infinito que ele realmente é. No céu noturno do ambiente deste mundo Deus parece para a maioria das pessoas, se é que o vêem, como um pontinho de luz num céu de trevas. Mas ele nos criou e chamou para fazê-lo parecer como  Ele REALMENTE é. É o que significa ser criado à imagem de Deus. A intenção foi que em nossa imagem comunicaríamos para o mundo como ele realmente é.

Glorificação! - Jonathan Edwards
Os santos irão habitar com a natureza humana glorificada de Cristo no mesmo domicílio abençoado.

A natureza humana de Cristo ainda está em existência. Cristo ain da continua e continuará por toda a eternidade sendo Deus e Homem. Sua natureza humana subsiste; não só a alma, mas o corpo também. Seu corpo ressuscitou dos mortos e este mesmo corpo foi exaltado e glorificado à mão direita de Deus. Aquele que estava morto, hoje vive para sempre.

Há um lugar, uma determinada região da criação exterior, onde Cristo foi e permanece. Este lugar é o céu dos céus, um lugar além de todos os céus visíveis: "Ora, isto — ele subiu — que é, senão que também, antes, tinha descido às partes mais baixas da terra? Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para cumprir todas as coisas" (Ef 4.9,10). E o mesmo lugar que o apóstolo chama de terceiro céu (2 Co 12.2), computando o céu aéreo como o primeiro céu, o céu estrelado como o segundo e o céu mais alto como o terceiro. Este é o domicílio dos anjos santos. Eles são chamados "os anjos dos céus" (Mt 24.36), "os anjos nos céus" (Mc 12.25), "os anjos que estão no céu' (Mc 13.32). Está escrito que "os seus anjos nos céus sempre vêem a face de meu Pai que está nos céus" (Mt 18.10). Em outros lugares, vemos os anjos diante do trono de Deus ou a rodear seu trono no céu, e de lá enviados, descendo com mensagens para este mundo. E para lá que as almas dos santos são conduzidas quando morrem. Ela não fica num domicílio separado do céu superior, mas fica guardada em um lugar de descanso até o dia do julgamento. Esse lugar que uns chamam o Hades dos felizes, mas que na realidade vai diretamente para o céu. Esta é a casa dos santos, sendo a casa de seu Pai. Eles são "peregrinos e estrangeiros" na terra, e esta é a "outra e melhor pátria" para a qual estão viajando (Hb 11.13-16). Esta é a cidade à qual eles perten cem; "A nossa cidade [cidadania, como significa corretamente a palavra] está nos céus" (Fp 3.20). Este é indubitavelmente o lugar ao qual o apóstolo se refere quando diz: "Nós estamos dispostos a abandonar nossa primeira casa, o corpo, e habitar na mesma casa,cidade ou país em que Cristo habita", que é a significação adequadadas palavras no original. O que pode ser esta casa, cidade ou país,senão a casa que é mencionada em outros lugares como a casa deles, a casa do Pai deles, a cidade e país aos quais eles adequadamentepertencem, para a qual eles estão viajando durante o tempo em quecontinuam neste mundo e a casa, cidade e país onde sabemos que está a natureza humana de Cristo? Este é o descanso dos santos, ali está seu coração enquanto vivem na terra e ali está seu tesouro, a "herança incorruptível, incontaminável e que se não pode murchar, guardada nos céus para vós", que está designada para eles, reservada no céu (1 Pe 1.4). Eles nunca têm descanso adequado e pleno ate que cheguem ali. A alma, sem dúvida, quando ausente do corpo pela morte (as Escrituras a representam num estado de descanso perfeito), chega ali. Os dois santos, Enoque e Elias, que deixaram este mundo para, sem morrer, entrarem no descanso em outro mundo, foram para o céu. Elias foi visto subindo ao céu, como viram Cristo. Há toda razão para pensarmos que Enoque e Elias foram para o mesmo lugar de descanso ao qual os santos irão quando, pela morte, deixarem o mundo. Moisés, quando morreu no cume do monte, subiu para o mesmo domicílio glorioso com Elias, que subiu sem morrer. Eles são companheiros em outro mundo, pois apareceram juntos na transfiguração de Jesus. Eles estavam juntos naquele momento com Cristo no monte, quando houve uma representação da sua glória no céu. Não há o que duvidar que eles também estavam juntos com Ele mais tarde, quando de fato e ple­namente Ele foi glorificado no céu. Lá, incontestavelmente, estava a alma de Estêvão que subiu quando expirou. As circunstâncias de sua morte demonstram este fato, segundo relato que temos: "Mas ele, estando cheio do Espírito Santo e fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus, e disse: Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem [ou seja, Jesus em sua natureza humana], que está em pé à mão direita de Deus. Mas eles gritaram com grande voz, taparam os ouvidos e arremeteram unânimes contra ele. E, expulsando-o da cidade, o apedrejavam. [...] E apedrejaram a Estêvão, que em invocação dizia: Senhor Jesus, recebe o meu espírito" (At 7.55-59). Antes de sua morte, ele teve uma visão extraordinária da glória que o Salvador tinha recebido no céu, não só para si próprio, mas para Jesus e todos os seguidores fiéis, de modo que Estêvão se encorajasse com a esperança desta glória para alegremente entregar a vida por Ele. Por conseguinte, ele morre nessa esperança, dizendo: "Senhor Jesus, recebe o meu espírito". Com estas palavras ele irrefutavelmente queria dizer: "Recebe o meu espírito, Senhor Jesus, para estar contigo nessa glória em que te vejo agora no céu, à mão direita de Deus". Para lá foi a alma do ladrão penitente na cruz. Cristo lhe disse: "Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso" (Lc 23.43). O Paraíso é o terceiro céu mencionado em 2 Coríntios 12.2-4.0 que no versículo 2 é chama do de terceiro céu, no versículo 4 é chamado de Paraíso. As almas dos apóstolos e profetas estão no céu, como está claro pelas palavras: “Alegra-te sobre ela, ó céu, e vós, santos apóstolos e profetas" (Ap 18.20). A Igreja de Deus é de vez em quando diferenciada nas Escrituras com estas duas partes: a parte que está no céu e a que está na terra: "Jesus Cristo, do qual toda a família nos céus e na terra toma o nome" (Ef 3.14,15); "E que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra como as que estão nos céus" (Cl 1.20). Que "coisas que estão nos céus" são essas pelas quais a paz foi feita mediante o sangue da cruz de Cristo, e que por Ele recon ciliou a Deus, senão os santos nos céus? Do mesmo modo lemos sobre Deus "tornar a congregar em Cristo todas as coisas, na dispensação da plenitude dos tempos, tanto as que estão nos céus como as que estão na terra" (Ef 1.10). Os "espíritos dos justos aperfeiçoados" estão na mesma "cidade do Deus vivo" com os "muitos milhares de anjos" e com "Jesus, o Mediador de uma nova aliança", como é evidente na epístola de Hebreus 12.22-24. A Igreja de Deus é chamada na Escritura pelo nome de Jerusalém, e o apóstolo fala da Jerusalém "que é de cima" ou "que está nos céus" como a mãe de todos nós. Portanto, se nenhuma parte da Igreja ou ninguém — exceto Enoque e Elias — está no céu, então não é provável que a Igreja fosse chamada a Jerusalém que está no céu.


Marcadores

(I Pedro 5:8) (1) 1 Coríntios (3) 1 Pedro (1) 1Pedro (1) 2 Pedro (2) A (1) A palavra da Cruz é Loucura (3) A Parábola do Rico e Lázaro (1) a Semente e os Solos (1) A Volta de Jesus (4) A. W. Tozer (36) A.W Pink (2) Abandonado (1) Aborto (9) Adoração (18) Agostinho (1) Aids (1) Alegria (22) Aliança (1) Alívio (1) Almas (17) Amarás o Próximo (1) Amargura (1) Amém (3) Amizade (5) Amor (70) Anátema (1) Angústia (2) Animais (1) Anjos (3) Anorexia (1) Ansiedade (5) Anticristo (2) Antidepressivo (1) Antigo Testamento (1) Apocalipse (10) Apostasia (5) Apóstolo Paulo (4) Arca de noé (2) Arrebatamento (3) Arrependimento (22) Arrogância (1) Arthur W. Pink (5) As Igrejas de todos os Tipos e para todos os Gostos (1) Ateísmo (4) Ateus (5) Augustus Nicodemus (2) Autoridade (4) Avareza (1) Aviso (2) Avivamento (10) Batalha Espiritual (7) Batismo (4) Bebida Alcóolica (1) Benção (2) Bíblia (49) Boas Novas (1) Bullying (1) Cálice (2) Calvinismo (2) Campanhas no Facebook (1) Cansado (1) Caráter (4) Carnal (1) Carnaval (2) Carne (11) Carta de Deus e do Inferno (2) Carter Conlon (1) Casamento (32) Castigo (1) Catolicismo.Religiao (1) Céu (14) Chamados ao primeiro amor (5) Charles Haddon Spurgeon (274) Cigarro (1) Circo ou Igreja? (1) Cirurgia Plástica (1) Citações Redes Sociais (2) Clodoaldo Machado (1) Cobiça (1) Comunhão (4) Comunidade no Orkut (1) Conhecendo as Histórias da Bíblia (1) Conhecimento (2) Consciência (2) Consolador (3) Copa do Mundo (1) Coração (31) Coragem (4) Corra (1) Corrompidos (1) Cosmovisão Cristã (1) Crer em Jesus (3) Criação (3) Criança (7) Cristãos (60) Cristianismo (19) Cristo (85) Crucificaram (1) Cruz (29) Culto (2) Cultura (4) Cura (6) David Wilkerson (43) Demônio (4) Dennis Allan (23) Denominações (1) Dependência (2) Depravação Humana (11) Depressão (6) Desanimado e fraco (11) Descanso (1) Desejo (1) Desenhos para Crianças (9) Deserto (1) Desigrejados (1) Desonra (1) Desprezado e Rejeitado (3) Desviado (5) Deus (328) Devoção (1) Diabo (9) Dinheiro (11) Discernimento (1) Discipulado (7) Discípulos Verdadeiros (4) Divórcio (9) Divulgue esse Blog (2) Dízimos e Ofertas (3) Dons Espirituais (1) Dor (6) Dores de Parto (1) Doutrinas (5) Dr J.R (1) Drogas (1) Dúvidas (1) Eclesiastes (1) Ego (1) Enganados (1) Envelhecer com Deus (1) Equilibrio (1) Errando (2) Escolha (2) Escolhidos De Deus (10) Escravo por Amor (2) Esforço (1) Esperança (8) Espíritismo (1) Espirito Santo (27) Espirituais (35) Estudo da Bíblia (257) Estudo Livro de Romanos por John Piper (17) Estudo Livro de Rute por John Piper (5) Eternidade (10) Eu Não Consigo (1) Evangelho (76) Evangelho da Prosperidade (13) Evangelho do Reino (1) Evangelismo (5) Evangelizar pela Internet (7) Evolução (1) Exaltação (1) Êxodo (1) Exortação (3) Ezequiel (1) Falar em Linguas (3) Falsos Profetas(Enganação) (17) Família (16) Fariseus (3) Fé (49) Felicidade (6) Festas do Mundo (1) Festas juninas(São João) (1) Fiél (3) Filmes Bíblicos (43) Finais dos Tempos (11) Força (1) Fruto (8) Futebol (1) Gálatas (1) George Müller (1) George Whitefield (2) Glória (44) Graça (47) Gratidão (3) Guerra (4) Hebreus (1) Heresias (3) Hernandes Lopes (110) Hinos (1) Homem (46) Homossexual (6) Honra (1) Humanismo (1) Humildade (9) Humilhado (8) Idolatria (12) Idoso (1) Ignorância (1) Igreja (79) Ímpios (1) Incentivo (1) Incredulidade (2) Inferno (8) Ingratidão (2) Inimigo (2) Inquisição Católica (1) Intercessão (1) Intercessor (1) Intervenção (9) Intimidade (1) Inutéis (1) Inveja (1) Ira (12) Isaías (1) J. C. Ryle (9) James M. Boice (1) Jejum (4) Jeremias (2) Jesus (88) Jó (1) João (4) João Calvino (145) Jogos VIDEO GAMES (2) John Owen (15) John Pipper (587) John Stott (28) John Wesley (1) Jonathan Edwards (92) José (1) Joseph Murphy (1) Josué Yrion (8) Jovens (15) Julgamento (20) Justiça (2) Lave os pés dos seus irmãos Vá em busca dos perdidos e fale do amor de Deus (1) Leão da Tribo de Judá (1) Legalismo vs. Bem-Aventuranças (1) Leonard Ravenhill (52) Liberdade (10) Língua (5) Livre arbítrio (10) Livros (67) Louvor (4) Lutar (7) Maçonaria e Fé Cristã (1) Mãe (2) Mal (18) Maldições Hereditárias (3) Manifestações Absurdas (2) Marca da Besta (1) Mártires (5) Martyn Lloyd-Jones (173) Masturbação (2) Mateus (2) Maturidade (2) Médico dos Médicos (1) Medo (2) Mefibosete (1) Mensagens (372) Mentira (8) Milagres (2) Ministério (10) Misericórdia (13) Missão portas abertas (21) Missões (27) Missões Cristãos em Defesa do Evangelho (1) Monergismo (1) Morrendo (12) Morte (43) Morte de um ente querido que não era crente (1) Mulher (11) Mulheres pastoras (2) Mundanismo (3) Mundo (28) Murmuração (3) Músicas (38) Músicas nas Igrejas.Louvor (8) Namoro ou Ficar (12) Natal (4) Noiva de Cristo (2) Nosso Corpo (1) Novo convertido (10) Novo Nascimento (11) O Semeador (1) O Seu Chamado (13) Obediencia (8) Obras (15) Obreiros (2) Observador (2) Oração (67) Orgulho (10) Orgulho Espiritual (1) Orkut (1) Paciência (7) Pai (1) Pais e Filhos (21) Paixão (3) Paixão de Cristo (2) Parábola Filho Pródigo (2) Parábolas (9) participe do nosso grupo e curta nossa página! (1) Páscoa (1) Pastor (18) Paul Washer (216) Paulo Junior (239) Paz (4) Pecado (106) Pecadores (12) Pedofilia (2) Perdão (16) perse (1) Perseguição (13) Pobre (4) Poder (18) Por que tarda o pleno Avivamento? (3) Pornografia (8) Porque Deus permite o sofrimento dos inocentes (2) Porta Estreita (2) Pregação (24) PREGAÇÕES COMPLETAS INTRODUÇÃO ESCOLA DE OBREIROS (1) Profecias (3) Profetas (3) Prostituição (2) Provação (2) Provar o Evangelho Para Aqueles que Não acreditam Na Bíblia (1) Provérbios (1) Púlpito (3) Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma (1) R. C. Sproul (29) Realidade (1) Rebelde (1) Redes Sociais (2) Reencarnação (2) Refletindo Sobre Algumas coisas (1) Reforma e Reavivamento (1) Reforma Protestante (3) Refúgio (2) Regeneração (16) Rei (3) Relativismo (1) Religião (7) Renúncia (2) Ressuscitou (5) Revelação (1) Ricardo Gondim (1) Richard Baxter (7) Rico (12) Romanos (20) Roupas (1) Rupert Teixeira (4) Rute (5) Sabedoria (12) Sacrifício (3) Salvação (45) Sangue de Cristo (3) Santa Ceia (2) Santidade (34) Satanás (15) Secularismo (1) Segurança Completa (1) Seitas (3) Semente (1) Senhor (10) Sensualidade (2) Sermão da Montanha (2) Servos Especiais (4) Sexo (8) Sinais e Maravilhas (2) Soberba (1) Sofrimento (24) Sola Scriptura (1) Sola Scriptura Solus Christus Sola Gratia Sola Fide Soli Deo Gloria (4) Soldado (1) Sozinho (3) Steven Lawson (12) Submissão (1) Suicídio (2) Televisão um Perigo (8) Temor (4) Tempo (5) Tentação (9) Teologia (2) Teologia da Prosperidade (4) Tesouro que foi achado (4) Tessalonicenses 1 (1) Testemunhos (29) Thomas Watson (17) Tim Conway (38) Timóteo (1) Todo homem pois seja pronto para ouvir tardio para falar tardio para se irar Tiago 1.19 (1) Trabalho (2) Tragédia Realengo Rio de Janeiro (2) Traição (4) Transformados (1) Trevas e Luz (2) Tribulação (10) Trindade (2) Tristeza (5) Trono branco (2) Tsunami no Japão (2) tudo (231) Uma Semente de Amor para Russia (1) Unção (3) Ungir com Óleo (1) Vaidade (3) Vaso (2) Velho (1) Verdade (30) Vergonha (3) Vestimentas (1) Vícios (6) Vida (39) Vincent Cheung (1) Vitória (5) Vontade (1) Votação (1) Yoga (1)

Comentários:

Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

Postagens Populares

Bíblia OnLine - Leitura e Audio

Bíblia OnLine - Leitura e Audio
Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

Feed: Receba Atualizações Via Email

Coloque o seu endereço de email e receba atualizações e conteúdos exclusivos:

Cadastre seu E-mail.Obs.: Lembre-se de clicar no link de confirmação enviado ao seu e-mail.