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7 de set. de 2010

A Igreja segue caminhando...


Por: Ronaldo Lidório

Há, sem dúvida, abundantes motivos de preocupação com a Igreja em nossos dias. Em solo brasileiro o mercantilismo da fé invadiu púlpitos, livros e corações. A prosperidade material, em lugar da santidade e serviço cristão, se tornou o sonho de vida vendido nas prédicas diárias. Os títulos hierárquicos da fé são criados na busca por autoridade e destaque de egos enquanto – talvez seja o pior – a Palavra é manipulada para fins pessoais e, não raramente, ilícitos.

Não discordo das vozes de preocupação ou das lágrimas de angústia por uma Igreja que tem se encantado com as luzes deste mundo, perdeu a simplicidade cristã e, em muitos casos, se conformou com o presente século, aplaudindo-o de pé.

Vejo, porém, que, apesar de vivermos dias maus, há motivos de tremenda alegria e regozijo no Senhor, pois Sua Igreja segue caminhando. E observar o cuidado do Senhor ao preservar o caminhar da Igreja - mesmo ao transitar por ruas esburacadas e esquinas escuras - é terapêutico para a alma e estimulante para a fé.

Nos últimos tempos encantei-me com várias destas pessoas que fazem parte da Igreja caminhante. Lembro-me daquele pastor assembleiano que encontrei no Rio de Janeiro que, encarecidamente, pedia ajuda para subir o morro do alemão visto que andava de muleta por ter levado um tiro na última vez que o fez. Desejava subir novamente o morro para pregar a Palavra de Deus. Recordo-me com cores vivas também daquele mecânico de Brasília, tomado pela alegria da conversão após trinta anos de sofrimento nas drogas, e agora sem conseguir completar uma só frase sem falar de Jesus. Também o Sr João, leigo e semi-analfabeto, que se embrenhou nas matas amazônicas para pregar a Palavra e evangelizar – sozinho – seis aldeias indígenas, sem preparo, sustento ou reconhecimento, mas por amor ao Cristo vivo. Não poderia me esquecer de nossos teólogos que andam na contra mão das tendências da época e, mesmo debaixo de críticas e risos, não deixam de nos apontar o caminho da Palavra e da fé. E o que mais poderíamos falar dos pastores e líderes com cabeças já embranquecidas que, após uma vida inteira de fidelidade ao Senhor e à sua Igreja, nos inspiram a seguir o mesmo caminho? E aqueles que gastam a vida, economias e forças para dar voz e uma mão amiga aos caídos à beira do caminho? É também formidável perceber que a cada semana, em solo brasileiro, milhões se apinham em templos das mais variadas espécies para praticar a comunhão e, com sede de Deus, buscá-lo enquanto se pode achar.

Dentre as maravilhas de Deus em manter a Sua Igreja viva em meio a um mundo cujas cores são fortes e atraentes, passa pela minha mente três fatos que, apesar de simples, são para mim emblemáticos. Primeiramente, após ter voltado da África para o Brasil e por aqui estar desde 2001, percebo por onde passo a presença de verdadeiras testemunhas do Senhor Jesus. Homens, mulheres, crianças e idosos que não param de falar de Cristo, distribuir panfletos com mensagens bíblicas, realizar encontros nas praças e seguir de casa em casa – pessoas que são impulsionadas a falar de Jesus a partir do que têm experimentado em suas próprias vidas – sincera transformação. Não há um lugar que passo sem uma marca – mesmo que simples, ou as vezes até fora de contexto – da determinação de se falar daquele que fez algo novo, e maravilhoso, em nossas vidas. Jesus está no coração da Igreja e, freqüentemente, também em seus lábios.

Em segundo lugar recebi um pacote de cartinhas de crianças de uma igreja no interior de Minas, da escola dominical. Em várias delas afirmavam estar orando por nós – missionários – para que não nos desviássemos do nosso chamado. Pensei naquela manhã: fazemos parte de um Corpo que possui crianças que oram, escrevem suas orações e, ainda, nos exortam a não nos esquecermos do sentido da nossa vida!

Por fim, o amor à Palavra. Muitos crentes a buscam, retiram horas para estudá-la, ouvi-la e comunicá-la. Em muitos cultos o momento mais sublime é o momento da Palavra. Olhos se concentram, pessoas se ajeitam nos bancos. A Bíblia é segura com interesse enquanto canetas anotam explicações e aplicações em caderninhos ou papéis improvisados. Há algo diferente quando ela é aberta.

Sim, a franca evangelização, crianças que oram e o amor à Palavra não minimizam o quadro agonizante de uma Igreja que precisa de urgente e franca reforma de vida. Mas são alguns, dentre muitos outros, sinais de que esta Igreja segue caminhando, e o fará até o dia final quando seremos chamados - os que dormem e aqueles vivem - para ouvirmos a doce voz do Senhor : servo bom e fiel...

Rev. Francisco Leonardo Schalkwijk, homem de Deus, ao impetrar a bênção ao fim de cada culto, sutilmente adiciona uma frase que nos lembra a diferença entre aqueles que se chamam Igreja e aqueles que o são: "Que a graça do nosso Senhor e salvador... seja agora irmãos, com toda a Igreja, que sinceramente ama o Senhor Jesus, agora e para todo o sempre, amém." Para ele há na Igreja aqueles que são de fato Igreja – amam sinceramente a Cristo – e aqueles que freqüentam cultos, reuniões e púlpitos. Escutei a mesma verdade da boca de um indígena crente em Cristo, da etnia Ixkariana do Amazonas quando afirmou que ser cristão é conhecer a Jesus, é amar e viver a Jesus, e também falar de Jesus.

Como muitos outros, fui criado em um lar evangélico e nasci ouvindo vários hinos clássicos cristãos. Um deles dizia: Nas lutas e nas provas a Igreja segue caminhando... e, após as estrofes que falam da luta contra o pecado, o diabo e o mundo, o hino encerra como atestando o inimaginável: a Igreja sempre caminhando.

Nos encontros evangélicos internacionais o Brasil é sempre citado, e quase sempre de forma emblemática e entre frases estereotipadas. Alguns afirmam o grande avivamento que por aqui ocorre, a semelhança de outros poucos países do mundo onde o número de evangélicos cresce tão rapidamente. Outros denunciam as teologias oportunistas e exploratórias que são usadas em nosso meio para falsificar a presença e atuação de Cristo. Não raramente alguém me pergunta, como brasileiro, o que acho. A resposta sai quase de forma automática: somos tudo isto e muito mais. Em meio a este emaranhado de iniciativas, das mais sinceras as mais questionáveis, cria-se um ambiente fluido e confuso, para nós. Porém, devemos nos lembrar que o Senhor não vê como vê o homem. Aquele que separa o joio do trigo conhece a Sua Igreja, a ama e a sustenta.

Proponho um exercício espiritual enquanto caminhamos.

- Preocupar-nos um pouco menos com as loucuras feitas em nome de Cristo e um pouco mais com o nosso próprio coração, para que não venhamos a ser desqualificados.

- Olharmos mais para os desejos do Senhor sabendo que, para isto, precisaremos quase sempre estar na contra mão do mundo.

- Observarmos a beleza da presença transformadora de Cristo em Sua Igreja e tantos motivos de alegria, em tantas vidas verdadeiramente transformadas, e não somente os fartos motivos de agonia e indignação.

- Para cada palavra de crítica à Igreja – autocrítica, se assim quiser – termos uma palavra ou duas de encorajamento, para nosso irmão ao lado e para nosso próprio coração.

- Ouvirmos com zelo e temor os profetas que nos denunciam o erro, bem como os pastores que nos encorajam a caminhar.

- Não perdermos de vista Jesus Cristo, Cordeiro de Deus e vivo entre nós, para que a tristeza advinda da Igreja não nos impeça de experimentar a alegria do Senhor.

Louvado seja o Senhor Jesus Cristo por ser Ele, com Sua autoridade e amor, e não nós, em nossa fraqueza e desamor, que faz com que a Igreja – que a Ele pertence – siga caminhando.

Autor: Ronaldo Libório
Fonte: [ Site do autor ]
Via: [ SEPAL ] / [ Emeurgência ]

Mas Porque o SENHOR vos Amava – Jonathan Edwards


[O motivo para mostrar bondade e misericórdia para com o seu povo é referido do mesmo modo como o é a realização dessas coisas por causa do seu nome]

A comunicação da bondade divina - em particular, o perdão dos pecados e a salvação - é referida ocasionalmente como resultado da bondade de Deus ou das misericórdias, do mesmo modo que se fala do que é feito pelo nome de Deus nas passagens observadas anteriormente.

 Salmo 25.7: "Não te lembres dos meus pecados da mocidade, nem das minhas transgressões. Lembra-te de mim, segundo a tua misericórdia, por causa da tua bondade, 6 SENHOR". NO versículo 11, o salmista diz: "Por causa do teu nome, SENHOR, perdoa a minha iniqüidade, que é grande". Neemias 9.31: "Mas, pela tua grande misericórdia, não acabaste com eles nem os desamparaste; porque tu és Deus clemente e misericordioso"; Salmo 6.4: "Volta-te, SENHOR, e livra a minha alma; salva-me por tua graça [por tua misericórdia na versão da Bíblia usada pelo autor - N.T.|"; Salmo 31.16: "Faze resplandecer o teu rosto sobre o teu servo; salva-me por tua misericórdia"; Salmo 44.26: "Levanta-te para socorrer-nos e resgata-nos por amor da tua benignidade". E pode-se observar aqui que Deus fala de maneira extraordinária do seu amor pelos filhos de Israel no deserto, como se o seu amor visasse somente a si mesmo e sua bondade fosse o seu próprio fim e motivo. Deuteronômio 7.7, 8: "Não vos teve o SENHOR afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o SENHOR vos amava".

Nosso Resgate – John Piper


... o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. Marcos 10.45

Não existe na Bíblia a idéia de que Satanás deva ser pago a fim de permitir que os pecadores sejam salvos. O que aconteceu a Satanás quando Cristo morreu não foi pagamento, foi derrota. O Filho de Deus tomou-se humano para que "por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo" (Hb 2.14). Não houve negociação

Quando Jesus disse que veio "dar a sua vida em resgate", o foco não estava em quem recebe o pagamento. O foco é sua própria vida em pagamento, e sua liberdade de servir em vez de ser servido, e dos "muitos" que se beneficiariam do pagamento feito por ele.

Se perguntarmos quem recebeu o resgate, a resposta bíblica certamente será Deus. A Bíblia diz que Cristo "se entregou por nós... como oferta... para Deus" (Ef 5.2). Cristo "a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus" (Hb 9.14). Toda a necessidade de um substituto que morresse em nosso lugar é porque nós pecamos contra Deus e estamos destituídos da glória de Deus (Rm 3.23). Devido ao nosso pecado, "todo o mundo é culpável perante Deus"

(Rm 3.19). Assim, quando Cristo se entrega como resgate por nós, a Bíblia diz que somos libertos da condenação de Deus. "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus" (Rm 8.1). O cativeiro máximo do qual precisamos libertação é o do juízo final de Deus (Rm 2.2; Ap 14.7).

O preço do resgate dessa libertação da condenação divina é ávida de Cristo. Não apenas ávida que ele viveu, mas sua vida entregue na morte. Jesus disse repetidas vezes aos seus discípulos: "O Filho do Homem será entregue nas mãos dos homens, e o matarão; mas, três dias depois da sua morte, ressuscitará" (Mc 9.31). De fato, uma das razões pelas quais Jesus gostava de ser chamado de "Filho do Homem" (mais de sessenta e cinco vezes nos Evangelhos) foi que tinha um sonido de mortalidade nesse nome. Os homens podem morrer. E por essa razão que ele tinha de ser homem. O resgate só poderia ser pago pelo Filho do Homem, porque o resgate era uma vida entregue na morte.

O preço não foi forçado dele. E daí que ele diz: "O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir". Ele não precisava de nosso serviço. Ele era o doador, não o receptor. "Ninguém a tira (minha vida) de mim; pelo contrário, eu espontaneamente a dou. Tenho autoridade para a entregar e também para reavê-la" (Jo 10.18). O preço foi pago livremente. Não houve coação. O que nos leva novamente ao seu amor. Ele escolheu livremente salvar-nos ao preço de sua vida.

A quantas pessoas Cristo efetivamente resgatou do pecado? Ele disse ter vindo dar sua vida em resgate por muitos. Contudo, nem todas as pessoas serão resgatadas da ira de Deus. Mas a oferta é para todos. "Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem, o qual a si mesmo se deu em resgate por todos" (1 Tm 2.5,6). Ninguém é excluído dessa salvação que abarca todos os tesouros do Cristo redentor.

Capítulo 14 A Graça de Deus II

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No capítulo precedente, demos diversas definições harmoniosas sobre a graça por vários autores, e acrescentamos a nossa de maneira a esclarecer-lhe o significado. Neste capítulo nosso objetivo é mostrar aos nossos leitores os vários aspectos da graça. Onde quer que a graça opere, ela tem um trono e é sobre ele que escreveremos:
O REINO DA GRAÇA
"Para que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reinasse pela justiça para a vida eterna, por Cristo Jesus nosso Senhor". Romanos 5:21. Paulo personifica Pecado e Graça, e fala deles como duas figuras reais... dois reis sobre seus tronos. Depois mostra o que cada Palavra dá aos seus súditos. O pecado tem a morte em sua mão manchada, ao passo que a graça tem a vida nas mãos.
1. A graça é mais poderosa que o pecado. Aqui jaz a única consolação do pecador, ainda que ele não reconheça tal fato, até ser despertado pelo Espírito. Não há quem se livre da tirania do pecado. O pecado é demais para as forças humanas. Os homens são levados cativos por Satanás. 2 Timóteo 2:26. Os homens podem se reformar, mas não se regenerem a si mesmos. Eles podem deixar seus crimes e vícios, mas nunca seu pecado. "Porventura pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas manchas? Então podereis vós fazer o bem, sendo ensinados a fazer o mal". Jeremias 13:23.
2. A graça reina em retidão. Seu reino é de perfeição. A graça não é contra a lei. A graça não procura destruir a justiça; isto seria dividir Deus contra Si mesmo. A graça respeita a lei quando dá Cristo nosso Senhor que satisfaz a lei tornando-Se nosso penhor, tomando sobre Si a culpa de nossos pecados e levando-as ao madeiro. Deus tratou com Seu Filho em justiça, para que pudesse tratar com o pecador em misericórdia e graça.
3. A graça reina por Jesus Cristo, nosso Senhor. Cristo não é a fonte, mas o meio da graça. A graça tem sua fonte no coração de Deus, e opera de acordo com a soberana vontade de Deus. A palavra reinar, sugere a idéia de um rei ou de uma rainha sobre um trono. E um trono fala de poder e recursos. O poder da graça é o poder de Deus. Assim é próprio falarmos da graça irresistível. E certamente podemos falar de um Deus irresistível. Os recursos da graça são encontrados em Deus. O sangue de Cristo é o fundamento da graça. Quando Seu sangue perder o valor, a graça vai à falência e o crente estará perdido. Mas isto jamais acontecerá!
"Há poder, sim, força sem igual, Só no sangue de Jesus!"
4. A graça reina em cada fase e a cada passo da salvação. A graça de Deus salva e protege até o final. A salvação é um termo compreensível que abrange todos os aspectos e períodos da libertação do homem de seus pecados. Cada aspecto e cada instante da salvação é pela graça, e isto exclui os méritos humanos em cada aspecto e passo. A salvação é do início ao fim, uma obra da graça.
A. A graça reina na presciência. A primeira obra de Deus para com Seu povo foi a de conhecê-los de antemão. Em Sua presciência Ele colocou sobre eles o seu amor. Ele os conheceu de antemão com o intento de abençoá-los. Ele os amou com amor eterno, e este amor foi um amor gracioso e, de maneira alguma merecido.
B. A graça reina na eleição. A eleição é pela graça. Romanos 11:5. A eleição não foi feita tendo como base o mérito previsto em nós pecadores, pelo contrário, ela é baseada no amor gracioso de Deus!. Em 2 Tessalonicenses 2:13, Paulo fala sobre os que perecem por não haverem recebido o amor da verdade, para que fossem salvos; e em seguida fala sobre os santos: "Mas devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados do Senhor, por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito, e fé da verdade". Neste texto encontramos duas coisas: primeiro, por que os homens são salvos; segundo, como os homens são salvos. A Bíblia diz que são salvos, porque Deus os escolheu para a salvação. E são salvos pela santificação do Espírito Santo e por crerem na verdade, a verdade do Evangelho. É isto que os diferencia dos que perecem: "pois não receberam o amor da verdade". Se não fosse a escolha de Deus e a santificação do Espírito, os tessalonicenses, teriam também rejeitado a verdade. Portanto, devemos dar graças pela Sua salvação. Agora, por que Deus os escolheu? Será que a base de Deus para esta escolha foi a fé prevista destes, ou algum bem neles? Ou será que foi graça da Sua parte? Romanos 11:5-6 nos dá a resposta: "Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça. Mas se é por graça, já não é pelas obras".
C. A graça reina na predestinação. Predestinar é determinar o destino de antemão. Nunca se fala sobre predestinação á condenação, mas sempre se refere à salvação. Deus não é a causa de ser algum sofrer a condenação; o pecado é que condena o homem. Mas Deus é a causa de Salvação. A Bíblia diz que aos que antes conheceu, Deus os predestinou para serem conformes a imagem de Filho de Deus. Romanos 8:29. Qual seria a causa da predestinação a tal glória? Seria ela a fé ou bondade prevista nos homens? Em Efésios 1:5-6, temos a resposta: "E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade. Para louvor e glória da sua graça, pelo qual nos fez agradáveis no amado".
D. A graça reina em nosso chamado. "E aos que predestinou a estes também chamou". Romanos 8:30. A palavra "chamado" no N. T. nunca aplica-se aos recipientes dum simples convite externo ao Evangelho. Ela sempre indica um chamado interno e eficaz... um chamado que nos leva a Cristo e a salvação. E este chamado é pela graça de acordo com 2 Timóteo 1:9: "Que nos salvou, e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos dos séculos". E em Gálatas 1:15, Paulo diz que Deus o chamou pela Sua graça.
E. A graça reina na justificação. Pode-se definir justificação como o ato judicial de Deus no qual Ele declara o crente a não estar mais debaixo da condenação, mas como reto diante dEle. A justificação e condenação são anônimos. O justo é liberto da culpa do pecado. Esta bênção é fruto de mérito ou de graça? Romanos 3:24, diz: "Sendo justificados gratuitamente (sem méritos próprios, C. D. Cole) pela sua graça, pela redenção que há em Cristo Jesus".
F. A graça reina na conversão. Na conversão, efetua-se uma transformação no pecador. Há uma mudança de trevas para luz, de morte para vida e do poder satânico para poder divino. Há uma mudança de opinião e ele crê no que antes rejeitava; mudança nas afeições, e agora ama ao que antes odiava. Qual é a explicação para tal fato? Pode o pecador transforma-se a si mesmo? Podem as trevas gerar luz? Ou a morte criar vida? Pode o sujo transformar-se em pureza? Então, e só então, poderá o pecador converter-se a si mesmo. Se Deus é quem converte o pecador, será isto por obrigação ou pela graça? Paulo dá o crédito de sua salvação à graça. Depois de mencionar como era perseguidor da igreja, ele diz: "Pela graça de Deus, eu sou o que sou".
G. A graça reina na glorificação. "e aos que justificou a estes também glorificou". A glorificação é o livramento completo de todo aspecto do pecado e de qualquer vestígio dele. É a obra coroadora da redenção pela qual somos pessoalmente glorificados e postos num ambiente de glória. Ela inclui tanto a alma quanto o corpo. Nossa salvação não é completa enquanto estes corpos estiverem na sepultura, ou se vivos, continuarem mortais. Ainda que o tempo enrugue e as tristezas envelheçam as faces com lágrimas, e doenças e dores mutilem o corpo; e ainda que morte transforme em pó; a graça ganhará para nós um novo corpo o qual será modelado à semelhança da perfeição de Deus. "Portanto, cingindo os lombos do vosso entendimento, sede sóbrios, e esperai inteiramente na graça que se vos ofereceu na revelação de Jesus Cristo". 1 Pedro 1:13. "Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifestado o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele; porque assim como é o veremos". 1 João 3:2.
PROVISÕES DA GRAÇA
A graça, como o bom samaritano, não somente satisfaz na emergência do presente, mas provê para as bênçãos futuras e eternas. Que o pecador constrangido possa saber que as provisões da graça em Jesus Cristo são amplas. Cada um que sentir a praga de seu próprio coração pode vir a Cristo para ser curado. Ele convida a todos, e a todos dá seu bem-vindo. Escute Suas palavras: "o que vem a mim de maneira alguma o lançarei fora". João 6:37. Ainda que ímpio como Manassés, imundo como Madalena, culpado como o ladrão na cruz, Ele não lançará fora os pobres de espírito. Ele não manda embora o verdadeiro mendigo que bate à Sua porta, seja qual for a sua iniqüidade e impureza. Seu coração é revestido de doce compaixão e Suas mãos estão cheias das mais ricas dádivas. Ele tem providências para todas as necessidades: pernas para o mendigo aleijado, olhos para o cego, vigor para o esmorecido, vestes para o que está nu, uma fonte de água para o imundo. Sim, e uma corda para o mendigo falso que clama por misericórdia, mas, fala de méritos. "Esta é uma palavra fiel, e digna de toda a aceitação, que Cristo Jesus veio ao mundo, para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal". 1Timóteo 1:15.
O fundamento da fé para o santo do Senhor é Sua palavra, e seu refúgio é Cristo Jesus.
A GRAÇA DE DEUS É MULTIFORME
Existe a graça que sustém nos tempos de tristeza, a graça triunfante nas horas de tentação, a graça perseverante nos dias de desencorajamento. Há a graça que ensina, a graça para viver e a graça para morrer. Mas tempo e papel me faltariam para falar do pecado de frustrar a graça, o qual vem com o ensino de salvação pelas obras, e de abusar da graça, quando alguns transformam a graça de Deus, em lascívia, usando-a como desculpa para pecar. A graça livrou cada crente da culpa do pecado, do amor pelo pecado e um dia livrá-lo-á da presença do pecado. Até o dia quando o Senhor retornar para completar Sua obra da graça, todo crente provará, como o apóstolo Paulo, das obras internas do pecado, e confessará com ele, que "o que aborreço isso faço". Romanos 7:15.

Autor: C. D. Cole
Revisão 2004: David A Zuhars Jr

"Você Não Tem de Compreender Suas Aflições - Você Tem a Graça" (You don't have to understand your afflictions - You've got Grace)

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Por David Wilkerson
6 de novembro de 2000
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Uma querida senhora cristã de nossa lista de correspondência nos escreveu uma carta de partir o coração:
“Em 1972 perdemos um filho com a Síndrome de Down devido à pneumonia. Ele tinha só dezessete meses de idade. Sete anos mais tarde, em 1979, perdemos o nosso filho de quinze anos. Ele foi eletrocutado em nosso quintal enquanto subia numa árvore.”
“Agora o nosso filho de vinte e quatro anos está com diabetes. E eu estou com câncer e recebendo quimioterapia. Eu lhe pergunto sinceramente: é pecado perguntar a Deus, 'Por que?' Será que Ele entende nossas coisas humanas?”
“Pastor David, alguma vez o senhor ficou zangado com Deus por algum tempo? Eu já, e sei que é errado. Envergonho-me destes pensamentos. Mas fico tão confusa tentando compreender por que os cristãos sofrem tanto. Sei que não somos mais merecedores do que os outros. Mas fico abalada com todo sofrimento que estamos enfrentando.”
“Tenho medo e ansiedade. Mas quero substituir todos meus temores por uma fé robusta, apesar do sofrimento. Mesmo assim, fico perguntando: por que tanto sofrimento? Por quanto tempo vai durar?”
Fico só imaginando o horror de se achar o filho caído no chão, morto, eletrocutado. Entendo o choro da mãe: “Ó Deus, por que tive de enterrar mais um filho? Por que dois dos nossos filhos morreram, e o outro está com uma doença mortal? Eu tenho câncer, e me sinto mal por causa da radiação e da quimioterapia. Todos fomos atingidos. Por que tanto sofrimento? Quando vai acabar isto?”
Não sei explicar porque esta família tem enfrentado tantas aflições. Mas posso lhe dizer: não é pecado perguntar por que. Até o nosso bendito Senhor fez esta pergunta, pendurado na cruz, em dores. O próprio Jesus foi chamado: “homem de dores e que sabe o que é padecer” (Isaías 53:3). Eu creio que Cristo entende todo o nosso questionamento, pois Ele se encontra totalmente ligado à nossa angustia humana.
Ele ouve quando clamamos: “Deus, por que o Senhor está me fazendo passar por isso? Sei que não vem da sua mão - porém o Senhor está permitindo o ataque do diabo. Por que tenho de me levantar toda manhã com essa nuvem negra sobre mim? Por que tenho de agüentar esta dor? Quando vai acabar este pesadelo?”
O mundo secular cobra uma explicação para toda dor e todo sofrimento da vida. Muitos não crentes têm me perguntado: “Sr.Wilkerson, se Deus existe - se Ele realmente ama, como o senhor diz - por que Ele permite que as pessoas continuem morrendo de fome? Por que Ele permite que inundações e a fome destruam países pobres, acabando com milhares de uma só vez? Por que Ele deixa que a AIDS mate milhões de pessoas na África? Por que milhares estão sendo aniquilados nos países devastados pela guerra, países que nunca tiveram paz?”
“Simplesmente não consigo crer em seu Deus, reverendo. Eu devo ter mais amor do que Ele - porque se tivesse o poder, eu faria cessar todo este sofrimento.”
Não vou tentar responder por que as nações sofrem, ou por que existe esta fome terrível, ou pestes, inundações, doenças e destruições. Contudo, as Escrituras efetivamente lançam luz quanto ao sofrimento do mundo, através do retrato que traz do povo de Deus, o antigo Israel. Esta nação sofreu calamidades similares: holocaustos, cativeiro, falência econômica, doenças estranhas (das quais algumas atingiram só Israel). Algumas vezes o sofrimento de Israel era tão terrível, que até seus inimigos tiveram pena.
Por que Israel sofreu estas coisas tão terríveis? As Escrituras deixam claro: em todos os casos, eles abandonaram Deus, e se voltaram para a idolatria e a feitiçaria.
Vemos a mesma coisa acontecendo em muitos países hoje. Por exemplo: por duzentos anos, missionários transbordaram na África. Mesmo assim, países africanos inteiros rejeitaram Cristo - perseguindo e matando milhares de missionários e milhões de convertidos. Tragicamente, toda vez que um país rejeita o evangelho - e se volta para a idolatria e o ocultismo - o resultado é pobreza, insanidade, doença e sofrimento indescritível.
Isso é uma realidade no Haiti. Neste instante, o país está literalmente enlouquecido. Recebemos uma carta de um casal de missionários que nosso ministério sustenta lá. Eles dizem que seus vizinhos de cada lado foram assaltados e espancados - e acham que devem ser os próximos. Pediram que oremos por sua proteção.
Por que tanta calamidade no Haiti? Porque o satanismo manda lá, e a feitiçaria na prática é a religião oficial do estado. Observamos isto ao vivo durante uma viagem para pregações que fizemos lá. Falei com feiticeiros e vi o resultado de suas práticas de macumba: pobreza, desespero, medo, doença, fome, corrupção.
O mundo não pode pôr em Deus a culpa por nenhuma destas coisas. É uma obra clara de Satanás - ele quer que toda a influência cristã seja removida da ilha. Sim, o Haiti tem sido evangelizado - mas os haitianos estão rejeitando o evangelho, amando mais as trevas do que a luz. E o trágico resultado é o sofrimento atroz.
Por toda o planeta, os ímpios poluem a terra, o ar e o mar. No entanto o mundo culpa Deus por todas as mudanças atmosféricas que causam enchentes, fome e doenças, afligindo o homem e os animais. As pessoas insistem no direito à promiscuidade e em ter múltiplos parceiros sexuais - e no entanto culpam Deus pela disseminação da AIDS. Os funcionários da ONU recebem zombaria ao tentar ensinar abstinência sexual nos países pobres.
Aqui nos Estados Unidos, um mar de sangue inocente é derramado. Segundo os últimos números, 40 milhões de bebês foram mortos por aborto. No Congresso, está para passar uma lei que diz que se um bebê sobrevive a um procedimento abortivo, a mãe pode optar por deixar que a criança morra. O bebê é simplesmente deixado de lado - sem alimentos ou cuidados, e levado a morrer de fome. Agora em todo o país as enfermeiras estão se manifestando, declarando não conseguir dormir à noite por ouvirem o choro destas crianças mortas.
Esta geração corrupta possui uma desconsideração grosseira pela vida. Ainda assim, parecemos incapazes de atinar o porquê de nossas crianças acabarem matando os colegas de escola. Afirmamos não entender porquê cinco assim chamados adolescentes normais matam o dono de uma lanchonete chinesa por um lanche de menos de quinze dólares. A razão destas tragédias é muito clara: estamos colhendo o que plantamos, ao derramarmos sangue inocente.
Quando o mundo grita: “E onde Deus está que não vê isso?”, eu respondo: “Ele está chorando pelo que a humanidade fez.”

Quero me Concentrar na Aflição e
no Sofrimento do Povo de Deus


Neste exato instante, muitos dos que lêem esta mensagem estão passando por profundo sofrimento: dor física, agitação emocional, tentações insuportáveis - e estão perguntando, “Por que?” Talvez isto lhe descreva. Você já está cansado de sentir-se perdido e condenado; sentir que Deus por alguma razão está zangado com você. Você está esgotado de se auto-examinar constantemente. Está cansado dos maus conselhos recebidos, que só lhe fizeram piorar.
Talvez há muito você se pergunte o porquê. Então você pergunta: “Senhor, Tu sabes que O amo. Minha fé em Ti é grande. Mas este sofrimento continua sem cessar. Não sei até quando vou agüentar. Até quando o Senhor vai levar isto?”
O apóstolo Paulo diz que a vida dele é um exemplo de como devemos lidar com nossas aflições. Ele escreve: “...por esta mesma razão, me foi concedida misericórdia, para que, em mim, o principal, evidenciasse Jesus Cristo a sua completa longanimidade, e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna.” (I Timóteo 1:16).
Em minha opinião, além de Jesus ninguém sofreu tanto - de tantas maneiras, nas mãos de tanta gente - quanto Paulo. No exato momento de sua conversão, Paulo foi avisado de antemão dos sofrimentos que enfrentaria: “Mas o Senhor lhe disse...pois eu lhe (Paulo) mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome” (Atos 9:15-16). O próprio Jesus está declarando aqui: “Mostrarei a Paulo o quanto terá de sofrer por minha causa.” Igualmente, devemos seguir o modelo do exemplo de Paulo.

1. O Modelo de Paulo Começa
com uma Grandeza de Revelações


As provações e os sofrimentos mais profundos são dirigidos aos consagrados servos que recebem revelações provenientes da intimidade do coração de Deus. Paulo testifica: “para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne” (2 Coríntios 12:7).
Se você submeteu seu coração inteiramente a Cristo, se está determinado a conhecê-Lo na intimidade, a buscá-Lo com entusiasmo para que lhe abra Sua palavra - então você será lançado na rota do sofrimento. Você viverá tempos difíceis, profundas agonias, grandes aflições das quais o cristão frio, carnal não tem conhecimento.
Isso foi uma verdade na vida de Paulo. Quando ele se converteu, não ficou satisfeito em aprender sobre Cristo nem mesmo através dos discípulos de Jesus em Jerusalém. Este homem queria conhecer o Senhor intimamente por si mesmo. Logo, Paulo disse: “não consultei carne e sangue” (Gálatas 1:16). Antes, se isolou na Arábia por três anos (v. 1:16-17).
Na verdade, a revelação de Cristo que Paulo recebeu não veio de uma pessoa. O apóstolo testifica: “porque eu não o recebi, nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo” (1:12).
Dou graças a Deus pelos professores bíblicos. Eles nos abrem as Escrituras, revelando muitas maravilhas e segredos da fé. Mas o fato é que a revelação de Jesus Cristo não pode ser ensinada. Tem de ser dada pelo Espírito Santo. E ela chega àqueles que, como Paulo, se fecham na sua própria Arábia, determinados a conhecer Cristo.
Uma qualidade separa os dois tipos básicos de cristãos. Um tipo diz: “Dei meu coração a Jesus” - mas é só isso que podem declarar sobre sua fé. Eles se alegram porque vão para o céu e não para o inferno. Mas não avançam em seu caminhar com Cristo.
O outro tipo diz: “Dei meu coração a Jesus - mas não vou sossegar enquanto não conhecer o Seu coração.” Este servo não descansará enquanto não carregar o fardo de Cristo, andar como Cristo andou, agradar a Deus como Cristo agradou a Deus. Este tipo de determinação simplesmente não pode ser ensinado.
Porém, fique avisado - se você quer realmente que Jesus dê a você o Seu coração, então deve ficar preparado para suportar aflições. Na verdade, a revelação que você receber será acompanhada por sofrimentos e aflições como você nunca viu.
Paulo diz que recebeu revelações de Deus que foram ocultas dos olhos dos homens por séculos: “O qual noutros séculos não foi manifestado aos filhos dos homens, como agora tem sido revelado pelo Espírito...” (Efésios 3:5).
Quando Paulo fala de receber revelações (v.2 Coríntios 12:7), a palavra que ele usa quer dizer “retirar a venda, revelar coisas ocultas.” Deus removeu a venda de grandes mistérios da fé - e mostrou a Paulo as maravilhas de Sua palavra salvadora.
Finalmente, Paulo refere-se à uma suprema visão que recebeu catorze anos antes, logo após ter sido salvo. Ele descreve quando foi “arrebatado ao paraíso [céu] e ouviu palavras inefáveis, as quais não é lícito ao homem referir” (2 Coríntios 12:2-4). Em resumo, a Paulo foi dada uma revelação do céu que não se pode falar.
Que incrível grandeza de revelação Paulo recebeu. Ele experimentou um incrível passeio pelo céu, vendo e ouvindo coisas jamais testemunhadas ao mundo. Contudo, assim que Paulo recebeu estas revelações, ingressou em grande sofrimento.

2. O Modelo de Paulo Inclui um Espinho na Carne

“E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne” (2 Coríntios 12:7).
Há dois tipos de sofrimento entre os crentes. Primeiro, as aflições e as tentações comuns à toda a humanidade. Jesus diz que a chuva cai sobre os justos e os injustos (v. Mateus 5:45). Ele se refere aos problemas determinados pela vida: as lutas dentro do casamento, as preocupações com os filhos, as batalhas contra a depressão e o medo, as pressões financeiras, doenças e morte - coisas igualmente comuns aos santos e aos pecadores.
Contudo há os sofrimentos que afligem só os justos. Davi escreve: “Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor de todas o livra”. Veja, Davi não diz que o livramento é súbito ou imediato. Em muitos casos, a cura pode vir com o tempo, através da oração, da confiança e da fé.
Este é o tipo de sofrimento que Paulo enfrentava. As grandes revelações que recebeu, rapidamente o lançaram na rota da grande aflição que duraria toda a vida. Pense bem: no tempo que Paulo escreveu esta carta aos coríntios, ele era cristão por catorze anos - e ainda não havia sido liberto do espinho que descreve. Ele sabia que iria provavelmente viver com esta aflição até morrer.
Não sabemos com exatidão o que era o espinho de Paulo. Estudiosos bíblicos especulam que poderia ter sido um problema ocular, ou um defeito da fala, talvez gagueira. Há um comentarista que se estende para provar que o espinho de Paulo era uma falha no caráter - possivelmente, um temperamento explosivo. Outras especulações vão de paixões carnais, a pensamentos demoníacos que o pressionavam, até mesmo à uma esposa injuriosa. Porém todas estas suposições continuam mera especulação.
De qualquer maneira, Paulo admitia haver uma grande batalha em sua vida. Ele estava dizendo: “Ao sair daquela grande revelação do paraíso, um espinho apareceu na minha carne. Um mensageiro de Satanás me esbofeteou.” A frase “me esbofeteou” aqui quer dizer “deu um tapa em meu rosto.” Paulo está declarando: “Deus permitiu que o diabo desse um tapa em meu rosto.”
Então, o que era este mensageiro de Satanás que esbofeteava Paulo, dando tapas em seu rosto? Não creio que fosse uma mera questão física, como visão fraca ou defeito da fala. E nem acho, como já aconteceu, que o esbofeteamento de Paulo fosse uma tempestade de mentiras e acusações demoníacas destinadas a desencorajá-lo.
Não, acho que temos uma pista na frase de Paulo “para que não me ensoberbecesse” (2 Cor. 12:7). Acho que Paulo está falando aqui da auto-exaltação, orgulho pessoal. Veja, Paulo tinha sido fariseu - e todos os fariseus eram orgulhosos. Dentro deles estava impregnada uma atitude de superioridade: “Estou alegre de não ser como a multidão de pecadores comuns.” Além disso, Paulo tinha razões na carne para ser orgulhoso: era altamente inteligente, bem como abundantemente aquinhoado de dons pelo Espírito Santo.
Acho que o diabo sabia que este orgulho era a fraqueza básica de Paulo - e o atacava com isso. Ele bajulava Paulo, alisava seu ego, e o atingia com um pensamento de orgulho após o outro: “Você é o único que recebeu esta revelação.” Que maior espinho poderia haver que ter Satanás alimentando diariamente seu ponto mais vulnerável? Paulo tinha de ir à cruz constantemente, submetendo à ela seus dons, para mortificar o orgulho.
Satanás também sabia que a inclinação de Davi era a luxúria. Ele alimentou a fraqueza deste homem de Deus colocando uma mulher se banhando bem à frente dos seus olhos. Igualmente, à toda hora, o diabo dá tapas em nosso rosto com oportunidades e tentações que alimentam nosso orgulho, nossa luxúria, ambição, nosso medo - segundo a fraqueza básica que tenhamos.
Mas o diabo não podia esbofetear Paulo sem primeiro obter permissão de Deus. Sabemos, por exemplo, que Deus permitiu que Satanás testasse Jó. E agora Deus tinha um propósito ao permitir o espinho de Paulo. Ele sabia que a maior ameaça ao testemunho de Paulo não era a sensualidade, ou a ganância, ou o elogio dos homens; não, Paulo era desligado das coisas da carne. Antes, sua fraqueza era o orgulho, que veio por receber grandes revelações.
Paulo escreve: “três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim” (2 Cor. 12:8). Está dizendo basicamente: “Busquei com diligência o Senhor, de todo o coração - e Ele se revelou para mim e em mim. Até mostrou-me Sua glória nos céus. Porém, naquele exato momento, comecei a experimentar uma pulsante lembrança da minha fragilidade humana. Implorei ao Senhor: 'Remova isso. Chega desta fraqueza, deste assédio demoníaco. Até quando terei de ser humilhado por estes ataques? Até quando tenho de agüentar este sofrimento? Por favor, Senhor, livra-me.”'

3. O Modelo de Paulo Finaliza
Com a Resposta de Deus.


Deus não se preocupou em explicar coisa alguma a Paulo. E não concedeu o pedido de um fim para seu sofrimento. Nem removeu o espinho ou afastou o mensageiro de Satanás. Contudo, Deus concedeu a Paulo algo muito melhor. Ele revelou como Paulo viveria todos os dias em vitória: “Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Cor. 12:9).
Deus estava basicamente dizendo: “Paulo, vou lhe conceder graça para os sofrimentos de cada dia. E isso lhe será suficiente, em tudo que enfrentar. Você não precisa compreender tudo que está enfrentando; então poderia parar de perguntar o por que. Você tem a minha graça - e isso é tudo que precisa.”
Recebemos cartas de pessoas que têm vidas de incrível sofrimento. Jovens escrevem de serem criados em lares cheios de feitiçaria - de serem espancados, abusados, negligenciados. Um moço de dezesseis anos escreve que seus pais o iniciaram nas drogas.
São pessoas que gritam: “Amo a Deus - tenho orado e O buscado. Depositei nEle toda a minha confiança. Mas à cada dia ainda enfrento inimigos poderosos - e não vejo sinal de libertação.”
Não quero desencorajar ninguém. Mas, como Paulo, a sua aflição pode ser do tipo que sobrevem aos mais justos de Deus. Se for assim, você pode ter de viver cada dia apoiado inteiramente na Sua graça. O livramento não será uma experiência súbita, de uma só vez - mas um caminhar dia a dia.
Eu lhe digo outra vez: não é pecado perguntar a Deus o por quê; por que tanto sofrimento, por que esta dor que não acaba. No entanto, também digo: você pode muito bem parar de perguntar - porque Deus não responde este tipo de pergunta. Ele não nos deve nenhuma explicação por nossos sofrimentos.
Davi pergunta com sinceridade, “Por que estás abatida, ó minha alma?...por que te (Deus) olvidaste de mim? Por que hei de andar eu lamentando sob a opressão dos meus inimigos? ...Por que te perturbas (minha alma) dentro de mim?” (Salmo 42:5,9,11). Sabemos que Deus amava Davi. Mesmo assim as Escrituras não mostram nenhum registro de Deus respondendo suas perguntas.
Jesus perguntou: “Por que este cálice não pode passar de mim? Pai, por que me abandonastes?” (v. Mateus 26:39; 27:46). Contudo em nenhum lugar da Bíblia lemos uma resposta de Deus ás perguntas do Seu amado Filho.
Eu pessoalmente tenho feito estas mesmas perguntas a vida toda. Quando eu tinha vinte e oito anos de idade, trouxe minha família para Nova York para trabalhar com as gangues e os viciados. Aí um dia, poucos anos após termos nos mudado, minha esposa Gwen começou a se dobrar de dor. Corremos para um hospital, e ela recebeu uma cirurgia de emergência. E aí ouvimos a terrível palavra: câncer. Ela tinha um tumor no intestino do tamanho de uma laranja.
Lembro-me das minhas perguntas para Deus naquela época: “Por que, Senhor? Deixamos tudo e viemos para cá seguindo sua orientação. Entregamos nossas vidas para ministrar nestas ruas. Então, por que estamos passando por isso agora? O Senhor está zangado comigo por algum a razão? O que eu fiz?”
Fiz as mesmas perguntas mais cinco vezes - toda vez que Gwen foi surpreendida por um outro câncer. Também as fiz em cada uma das vinte e oito cirurgias dela.
Perguntei a Deus outra vez em Houston, Texas, quando nossa filha Debbie jazia em posição fetal, na angústia do câncer. Ela tinha um tumor na mesma região de sua mãe. Eu gritei: “Senhor, Gwen já foi o suficiente; agora, é demais. Por que?”
Perguntei por que outra vez quando nossa outra filha, Bonnie, estava acamada num hospital em El Paso, Texas, recebendo radioterapia contra o câncer. Ela estava cercada por médicos com aventais protetores feitos de chumbo, com o corpo recebendo bombardeamento por três dias de radiação mortal. Os médicos deram à ela 30 por cento de chance de sobreviver. Eu gritei: “Deus, o Senhor tem de estar zangado comigo. Não há outra explicação. Até quando o Senhor acha que vou agüentar?”
Finalmente fui sozinho com o meu carro para uma estrada deserta - e por duas horas bradei diante de Deus: “Isso não vai acabar? Dou a Ti tudo que é meu, à cada dia. Porém quanto mais Te busco, mais sofrimento vejo.”
Também sei o que é ser esbofeteado por um mensageiro de Satanás. Tenho sido seriamente tentado e alvo de sedução. Tenho tido inimigos me provocando por todos os lados. Tenho sido caluniado por boatos, recebido falsa acusação, rejeitado por amigos. Nestas horas negras me ajoelho, chorando: “Por que, Senhor? És tudo aquilo que desejo. Por que permites que Satanás me assedie? Até quando vou ter de lutar com essa fraqueza?” Porém, assim como Deus não explicou nada para Paulo, Ele nunca respondeu minhas perguntas.
Creio que uma vez no céu, o Senhor nos explicará tudo. Teremos toda a eternidade para receber nossas respostas. E, assim que tudo nos tiver sido revelado, veremos que cada coisa era parte de um plano perfeito - orquestrado por um Pai amoroso que sabia o que era necessário para nos manter dobrados sobre nossos joelhos, e caminhando em direção a Ele.

Até Chegar Esse Dia, Deus Diz:
“Tenho Toda a Graça Que Você Precisa Para Triunfar”


Sempre ouvimos que a definição de graça é, simplesmente, favor e bênção não merecidos vindos da parte de Deus. Contudo creio que graça é muito mais do que isso. Em minha opinião, graça é tudo aquilo que Cristo significa para nós na hora do sofrimento - poder, força, bondade, misericórdia, amor - para nos conduzir na aflição.
Ao rememorar os anos que se passaram, anos de grandes provações, sofrimento, tentações e aflição, posso testificar que a graça de Deus foi suficiente. A Sua graça cuidou de Gwen. E também cuidou de Debbie e Bonnie. Hoje, minha esposa e minhas filhas estão todas saudáveis e fortes - e agradeço ao Senhor por isso.
A Sua graça também cuidou de mim. E isso é o suficiente para o dia de hoje. Então, algum dia na glória, meu Pai me revelará o belo plano que tinha todo este tempo. Ele me mostrará como obtive paciência através dos sofrimentos; como aprendi a ter compaixão pelos outros; como Seu poder foi aperfeiçoado na minha fraqueza; como aprendi Sua absoluta fidelidade para comigo; como, e com esperança digo isso, me tornei mais semelhante a Jesus.
Ainda podemos perguntar por que - porém tudo continua um mistério. Estou preparado para aceitar isso até que Jesus venha para mim. Não vejo um fim para minhas provações e aflições. Eu as tenho tido por mais de cinqüenta anos, e elas continuam.
Porém, em todas essas coisas, continuo recebendo uma porção sempre crescente do poder de Cristo. Na verdade, as maiores revelações que tive de Sua glória vieram durante os tempos mais difíceis. Semelhantemente, em seus momentos mais fracos, Jesus liberará em você uma medida maior do Seu poder.
Poderemos jamais compreender a nossa dor, nossa depressão e nosso desconforto. Poderemos jamais saber por que nossas orações para cura não foram respondidas. Mas não precisamos saber o porquê. Nosso Deus já nos deu a resposta: “Você tem a minha graça - e, meu filho amado, é só disso que você necessita.”
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Líderes Cegos

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Jesus comparou alguns mestres com cegos: “Pode, porventura, um cego guiar a outro cego? Não cairão ambos no barranco?” (Lucas 6:39). Deus mandou seu Filho para dar vida aos pecadores, mas os construtores (os líderes religiosos) rejeitaram a principal pedra (1 Pedro 2:7-8). Jesus bem identificou o problema de cegueira dos líderes.

Em João 7, encontramos um exemplo de pastores com os olhos fechados à verdade. Eles mandaram guardas para prender Jesus. Os guardas ficaram maravilhados com o ensinamento do Cristo que não o prenderam. Quando voltaram aos chefes, estes os rebaixaram: “Será que também vós fostes enganados?” (7:47). Com toda a arrogância de homens que se julgavam sábios na palavra de Deus, eles recorreram à sua suposta superioridade espiritual: “Porventura, creu nele alguém dentre as autoridades ou algum dos fariseus?” (7:48). O ponto deles é óbvio: somente as pessoas formadas em teologia teriam capacidade para julgar a palavra de Cristo. O mesmo erro arrogante reprimiu o povo comum durante séculos na história católica. Hoje, muitos pastores protestantes, também, se exaltam por causa de diplomas de seminários e de cursos de teologia.

Confiando em sua própria sabedoria, os líderes desprezam o povo comum. Os líderes judeus olharam para a multidão e disseram: “Quanto a este plebe que nada sabe da lei, é maldita” (7:49). Mas, o contexto bem mostra que os próprios líderes não estavam examinando as evidências. Recusaram considerar os milagres de Jesus (João 5:36). Não interpretaram as Escrituras de modo correto (João 5:39-40,45-47). Eram líderes religiosos, mas espiritualmente cegos como morcegos.

Hoje, muitas pessoas têm medo de contrariar os seus líderes religiosos. Confiam tanto em pastores e padres que não estudam a palavra por si. Embora outros homens podem nos ajudar a entender algumas coisas da palavra de Deus, jamais devemos confiar em homens acima da palavra de Deus. Cada um será julgado por Cristo (2 Coríntios 5:10). Por isso, cada um deve se preocupar com a palavra que nos julgará (João 12:48).

-por Dennis Allan

6 de set. de 2010

Provérbios 15:13 diz: "O coração alegre aformoseia o rosto, mas pela dor do coração o espírito se abate." I Coríntios 10:13: "Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que vos não deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar."Salmos 42:6 “Ó Deus meu, dentro de mim a minha alma está abatida;Salmos 107:8-9 “Dêem graças ao Senhor pela sua benignidade, e pelas suas maravilhas para com os filhos dos homens! Pois ele satisfaz a alma sedenta, e enche de bens a alma faminta.” "As minhas lágrimas servem-me de alimento de dia e de noite, enquanto me dizem constantemente: Onde está o teu Deus? Lembro-me destas coisas enquanto dentro em mim derramo a minha alma: de como eu ia com a multidão, guiando a procissão à casa de Deus, com gritos de alegria, e louvor entre a multidão festiva. Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, meu Salvador e meu Deus. Ó meu Deus, dentro em mima minha alma está abatida" (Sl 42.3-6a)







Depressão – C. H. Spurgeon

- Quero trazer à memória o que me pode dar esperança. (Lamentações 3.21) -

A memória freqüentemente é escrava da depressão. Mentes desesperadas trazem à lembrança todas as experiências problemáticas do passado e se demoram em todas as perspectivas melancólicas do presente. A memória, vestida de pano de saco, apresenta à mente uma taça cheia de fel e de amargor. Entretanto, não há necessidade disso. A sabedoria pode transformar facilmente a memória em um anjo de consolação. Aquela mesma recordação que nos traz tantos presságios obscuros também pode trazer consigo uma abundância de sinais esperançosos. Essa foi a experiência de Jeremias. Sua memória o trouxe a uma profunda humilhação de alma: "Minha alma, continuamente, os recorda e se abate dentro de mim" (Lamentações 3.20). Mas a mesma memória lhe restaurou a vida e o ânimo. "Quero trazer à memória o que me pode dar esperança."

Se exercitarmos nossa memória com mais sabedoria, poderemos, em nossas mais obscuras aflições, riscar um fósforo que acenderá imediatamente a lâmpada da consolação. Não existe qualquer necessidade de Deus criar uma nova maneira de restaurar o regozijo dos crentes. Se com oração eles jogarem fora as cinzas do passado, encontrarão luz para o presente. Se eles se voltarem ao Livro da verdade e ao trono da graça, o candelabro deles logo brilhará novamente. É nosso dever recordar a bondade do Senhor e os atos de sua graça. Abramos, portanto, o álbum de recordações que está ricamente iluminado com as memórias da misericórdia de Deus. A memória pode ser, conforme Coleridge a chamou, "a fonte do regozijo íntimo". Quando o Consolador divino inclina-a ao seu serviço, a memória pode se tornar uma das principais fontes de consolação terrenas.


Reação a uma grande benção, ou uma experiência extraordinária ou fora do comum. Como exemplo nós temos o próprio Elias, que estaremos falando neste livro. Abraão teve uma experiência semelhante (Gn 15). Por isso quando alguém vem nos contar a respeito de alguma experiência extraordinária que teve, nos regozijamos com a pessoa, dando graças a Deus; porém passamos a observá-la atenta e apreensivamente depois disso, caso haja uma reação. Isso não precisa acontecer, mas pode se dar se não estivermos cientes dessa possibilidade. Se apenas compreendêssemos que quando Deus se agrada em nos dar uma bênção incomum, deveríamos redobrar nossa vigilância, então poderemos evitar essa reação. Alguns anos atrás aconteceu algo semelhante com uma pessoa que conhecemos. Esta pessoa estava com o filho muito doente no hospital, aliás, seu filho estava no CTI. Quando soubemos disso fomos ao hospital para visitá-lo; chegando lá a criança já estava no quarto, mas ainda necessitava de muitos cuidados. Quando eu entrei no quarto, o Espírito Santo me falou que era para ungir a criança que ele ficaria curado, mas antes de ungir e orar pela criança, Deus me falou para falar para mãe da criança que ela precisava retornar para os caminhos do Senhor e se arrepender dos seus pecados, pois a causa da doença do seu filho era ela, mas Deus, naquela tarde, curaria por completo seu filho. No mesmo instante, aquela mãe se reconciliou, com muitas lágrimas, reconhecendo o seu afastamento de Deus; então eu ungi seu filho e orei por ele. Dois dias depois, a criança que estava desenganada pelos médicos estava em casa completamente curada. Houve um grande avivamento naquela família, eles foram a várias igrejas testemunhar do milagre; no entanto, esse avivamento durou um pouco mais de três meses, e aquela mãe tão avivada estava novamente fria espiritualmente. Isso não é fatalismo, mas pode acontecer. Por isso a necessidade de vigilância. 

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Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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