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1 de set de 2010

"Duas coisas te peço; não mas negues, antes que morra: Alonga de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: dá-me só o pão que me é necessário; para que eu de farto não te negue, e diga: Quem é o Senhor? ou, empobrecendo, não venha a furtar, e profane o nome de Deus." Provérbios 30:7-9"Porque nada trouxe para este mundo, e nada podemos daqui levar; tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes. Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão. Peleja a boa peleja da fé, apodera-te da vida eterna, para a qual foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas." I Timóteo 6:7-12"Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume".Provérbios 30.8


Desejar dentro da vontade de Deus



"Duas coisas te peço; não mas negues, antes que morra: Alonga de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: dá-me só o pão que me é necessário; para que eu de farto não te negue, e diga: Quem é o Senhor? ou, empobrecendo, não venha a furtar, e profane o nome de Deus."
Provérbios 30:7-9

Aparentemente, Deus não atendeu esta oração de Salomão. O grande problema está, porém, em querer algo que Deus não tem para você.
"Naquela mesma noite Deus apareceu a Salomão, e lhe disse: Pede o que queres que eu te dê. E Salomão disse a Deus: Tu usaste de grande benevolência para com meu pai Davi, e a mim me fizeste rei em seu lugar. Agora, pois, ó Senhor Deus, confirme-se a tua promessa, dada a meu pai Davi; porque tu me fizeste rei sobre um povo numeroso como o pó da terra. Dá-me, pois, agora sabedoria e conhecimento, para que eu possa sair e entrar perante este povo; pois quem poderá julgar este teu povo, que é tão grande? Então Deus disse a Salomão: Porquanto houve isto no teu coração, e não pediste riquezas, bens ou honra, nem a morte dos que te odeiam, nem tampouco pediste muitos dias de vida, mas pediste para ti sabedoria e conhecimento para poderes julgar o meu povo, sobre o qual te fiz reinar, sabedoria e conhecimento te são dados; também te darei riquezas, bens e honra, quais não teve nenhum rei antes de ti, nem haverá depois de ti rei que tenha coisas semelhantes."
II Crônicas 1:7-12

Deus deu o que Salomão pediu, mas também deu riquezas, bens e honra. Não se deve pedir estas coisas, Deus as dá a quem Ele quer.
"O homem rico é sábio aos seus próprios olhos; mas o pobre que tem entendimento o esquadrinha."
Provérbios 28:11

"Há quem se faça rico, não tendo coisa alguma; e quem se faça pobre, tendo grande riqueza. O resgate da vida do homem são as suas riquezas; mas o pobre não tem meio de se resgatar."
Provérbios 13:7-8

"E me disse: Teu filho Salomão edificará a minha casa e os meus átrios, porque o escolhi para me ser por filho, e eu lhe serei por pai. Estabelecerei o seu reino para sempre, se ele perseverar em cumprir os meus mandamentos e os meus juízos, como o faz no dia de hoje. Agora, pois, à vista de todo o Israel, a congregação do Senhor, e em presença de nosso Deus, que nos ouve, observai e buscai todos os mandamentos do Senhor vosso Deus, para que possuais esta boa terra, e a deixeis por herança a vossos filhos depois de, vos, para sempre. E tu, meu filho Salomão, conhece o Deus de teu pai, e serve-o com coração perfeito e espírito voluntário; porque o Senhor esquadrinha todos os corações, e penetra todos os desígnios e pensamentos. Se o buscares, será achado de ti; porém, se o deixares, rejeitar-te-á para sempre. Agora toma cuidado, porque o Senhor te escolheu para edificares uma casa para o santuário; esforça-te, e faze a obra."
I Crônicas 28:6-10

Salomão foi advertido a perseverar nos caminhos do Senhor.
"Ora, o rei Salomão amou muitas mulheres estrangeiras, além da filha de Faraó: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e heteias, das nações de que o Senhor dissera aos filhos de Israel: Não ireis para elas, nem elas virão para vós; doutra maneira perverterão o vosso coração para seguirdes os seus deuses. A estas se apegou Salomão, levado pelo amor. Tinha ele setecentas mulheres, princesas, e trezentas concubinas; e suas mulheres lhe perverteram o coração. Pois sucedeu que, no tempo da velhice de Salomão, suas mulheres lhe perverteram o coração para seguir outros deuses; e seu coração já não era perfeito para com o Senhor seu Deus, como fora o de Davi, seu pai; Salomão seguiu a Astarete, deusa dos sidônios, e a Milcom, abominação dos amonitas. Assim fez Salomão o que era mau aos olhos do Senhor, e não perseverou em seguir, como fizera Davi, seu pai."
I Reis 11:1-6

"Estabelecerei o seu reino para sempre, se ele perseverar em cumprir os meus mandamentos e os meus juízos, como o faz no dia de hoje."
I Crônicas 28:7

Ele não perseverou porque o seu coração não era leal nem íntegro para com o Senhor.
"Porque nada trouxe para este mundo, e nada podemos daqui levar; tendo, porém, alimento e vestuário, estaremos com isso contentes. Mas os que querem tornar-se ricos caem em tentação e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, as quais submergem os homens na ruína e na perdição. Porque o amor ao dinheiro é raiz de todos os males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a constância, a mansidão. Peleja a boa peleja da fé, apodera-te da vida eterna, para a qual foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas."
I Timóteo 6:7-12

Se temos mais do que necessitamos, somos ricos. A insatisfação que colocamos em coisas na verdade é falta do amor de Deus e da sua presença. Querer o que Deus não tem pra você é um pecado gravíssimo.
Salomão começou bem (servindo a Deus) e terminou mal (servindo a si mesmo) por causa do amor das mulheres, o qual ele prezava mais do que o amor a Deus.
Davi tem a fórmula para fugir dos amores desse mundo: se submeter à sondagem e à purificação de Deus. Fuja dessas coisas e persiga a vida eterna.
Que Deus nos abençoe.

Pr. Luiz Cláudio

DOIS MOMENTOS PERIGOSOS DA VIDA

“Duas coisas te peço; não mas negues, antes que morra: Alonga de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza: dá-me só o pão que me é necessário; para que eu de farto não te negue, e diga: Quem é o Senhor? Ou, empobrecendo, não venha a furtar, e profane o nome de Deus.” (Provérbios 30:7-9)

Tem dois momentos na nossa vida que nos fazem fazer e falar bobagens. Quando estamos na abundância e achamos que não precisamos mais de um Salvador, que nossa salvação vem de nossas forças e de nossa vontade de vencer sempre.
O sucesso parece que nos faz ficar cegos para algumas observações que jamais podem ser deixadas de lado. Não temos tempo para os amigos antigos, afinal eles não cresceram como nós, eles não são mais da nossa linhagem e não são vencedores como nos tornamos. Mudamos de local de morada não para uma melhora de realidade, mas para dizer à vizinhança que já não fazemos mais parte de suas vidas.
O topo é visto como um troféu intransferível. Ele é um lugar perigoso, suba agora em um lugar alto e dê um pulo. O corpo vai sentir o impacto e se estiver despreparado fisicamente sentirá uma boa câimbra e até uma dor nas juntas, dizendo a você que não poderia ter feito este ato. Agora retorne ao lugar em que pulou, esqueça o que fez e apenas olhe lá de cima. Não parece fácil? Não será fácil criticar quem está lá em baixo? São todos fracos, pois não deram conta de subir como nós.
Olhar do topo é sempre melhor, de lá a visão é completa, os outros são menores que nós e damos conta de julgar cada um deles com uma clareza na visão que é incrível. Nada parece nos atingir, nada parece chegar até nós com a mesma força que podemos lhes dar uma boa pisada.
O escritor de Provérbios, Salomão entendia bem o que era ter a vida no topo, era filho de rei, se tornara o mesmo, estar no topo então não era nenhuma novidade para ele, até porque não lhe coube força para atingir o topo, ele teve apenas que manter-se nesta posição, então porque fazer esse pedido a Deus de uma forma tão contundente, tão ofegante e parecendo estar pedindo socorro.
Ele já havia presenciado na vida dos irmãos, cada erro deles e o que aconteceu na vida de cada um por não observarem que o tombo do topo é muito pior que de baixo. Ele pede a Deus nem a riqueza nem a pobreza, mas equilíbrio para entender que cada fase da vida tem sua importância.
Se não controlarmos nossa imaginação fértil do topo ela poderá nos lançar de cima para o chão em poucos momentos e em uma velocidade difícil de ser controlada. A tendência de quem está em cima é sempre descer, pois relaxa com que de mais sério temos - a mente. É ela quem nos trai, pois, estamos tranquilos e pensamos que nada nos atingirá. Mas isso é engano, “Aquele que esta em pé cuide pra que não caia”(I Co 10:12 )Outro momento delicado em nossa vida é quando estamos na miséria. Queremos sempre culpar quem está perto de nós e principalmente a Deus, como se fosse ele o culpado de todas as desgraças, ao contrário de quem está no topo já não dá esta dádiva a Deus, mas fica com ela para ele.
Salomão fala que não deseja também a pobreza para que não nasça em seu coração o roubo, o desespero e a agonia. Ver os filhos pedirem uma nova camisa, algo de comer é estarrecedor para qualquer pai. Para Deus também, mas na riqueza o negamos e na pobreza o acusamos.
A pobreza parece estar ligada a perda, parece praga, mas quando a pobreza bate em nossa porta tudo parece desmoronar junto, se falta emprego falta comida, se falta comida falta saúde e se esta se vai a coisa fica tão insuportável que desejamos não mais viver, não por covardia, mas por não ver saída para tamanho desespero.
De certa forma todos nós experimentamos estes dois lados, alguns nascem em berço de ouro e por não equilibrar gastos e ganhos despencam na pobreza emocional, física e financeira. Outros nascem em berço de pedra e faz dela a sua vontade de lutar, mas não dão conta de estar no topo e despreza Deus.
Paulo em sua carta aos Efésios os adverte assim: “Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo; pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniqüidade nas regiões celestes.
Portanto tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçando os pés com a preparação do evangelho da paz, tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda a oração e súplica orando em todo tempo no Espírito. (Efésios 6: 10 – 18)
Resistir, é sempre a palavra chave, seja no topo, na vitória, pois seremos atacados também de todos os lados. Seremos levados a atacar os de baixo. E aos que estão em baixo para que não abandonem a fé achando que todas as suas desgraças são vindas de Deus e não de nossas atitudes erradas OU até mesmo a própria circunstancia da vida que acontece a todos os seres humanos na face da terra.

Silvia Leticia Carrijo de Azevedo Sá

Fonte:


A Oração de Agur

Entre os mais variados assuntos dos quais trata, o livro de Provérbios, tem lições preciosas sobre a oração. Nele descobrimos um lindo exemplo de oração.
"Duas coisas te peço; não mas negues, antes que eu morra: afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que me for necessário; para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o SENHOR? Ou que, empobrecido, venha a furtar e profane o nome de Deus" (Pv 30:7-9).

I. UM DUPLO PEDIDO (7)

Há neste versículo uma frase que demonstra um tremendo anseio em ter uma vida de acordo com a vontade de Deus: "antes que eu morra". Os dois pedidos apontam para uma só coisa: Enquanto vivendo neste corpo, estar em perfeita sintonia com a vontade do Senhor. O que fazemos, enquanto vivendo neste corpo, pode honrar ou desonrar a pessoa do nosso Deus; pode exaltá-lo ou envergonhá-lo.
A seguir Agur passa aos pedidos propriamente ditos e nos põe em contato com o desejo mais singelo de um coração crente.

II. AGUR PEDE UM CARÁTER PURO (8a)

Ele pede a Deus que faça dele um homem integro. Que Ele lhe dê um caráter verdadeiro. Primeiro pede que Deus afaste dele a falsidade, o fingimento. Falsidade aqui é traduzida da palavra hebraica shâw que denota aquela falsidade premeditada que age irresponsavelmente levando a um comportamento fútil.
Em outras palavras, ele pede a Deus que faça dele um homem legitimo com atitudes legitimas. Que não permita que ele seja um "duas caras", que suas palavras sejam sinceras, que seusrelacionamentos sejam sinceros, que seus negócios sejam sinceros, que suas atitudes sejam sinceras etc., etc.
Falsidade e mentira andam de mãos dadas. Onde uma se faz presente a outra também está. O servo de Deus deve orar pedindo que ele o livre destes dois terríveis pecados, pois caso contrário, até mesmo as suas orações não serão ouvidas.
(ex.: Pv 28:9: "O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável"; Pv 15:8: "O sacrifício dos perversos é abominável ao Senhor, mas a oração dos retos é o seu contentamento" e Pv 15:29 "O Senhor está longe dos perversos, mas atende à oração dos justos").

III. AGUR PEDE PELAS CIRCUNSTANCIAS (8b-9)

As circunstancias nas quais vivemos são um perigo para o nosso caráter. Principalmente no que diz respeito à nossa situação financeira. Este homem desejava ter uma vida simples sem dinheiro e luxo desnecessários.
Não queria ser rico, pois sabia que a riqueza é um perigo para o servo de Deus. O abastado passa a confiar na sua riqueza e se esquece de depender de Deus. A riqueza é um laço que amarra o nosso coração às coisas deste mundo (ex.: O jovem rico e o fazendeiro rico). Assim somos impedidos de vivermos como cidadãos dos céus, como peregrinos em terra estranha.
Ser mundano não é ir ao cinema, ou usar uma calça comprida, ou usar um brinco, ou usar barba, ou cortar o cabelo. Mundano é aquele que se apega ao status financeiro (quer seja alto, médio ou mais ou menos) e ocupa seu coração em manter e melhorar a sua situação financeira mesmo que tenha que mentir, subornar, sonegar, fraudar etc. Mundano é o que se apega às coisas e valores deste mundo e se esquece da pátria celestial.
Agur também pede que Deus o livre da pobreza extrema. Aquela pobreza que leva o homem ao desespero total levando-o até mesmo a roubar para poder sobreviver. Ele não quer ser rico para que não venha a negar a Deus, mas também não que ser pobre demais para não profanar o Seu nome. Portanto, ele pede a Deus somente aquilo que seja o suficiente para viver bem.

IV. CONCLUSÃO

Esta oração de Agur de levar-nos a meditar nas seguintes coisas:
  • 1. Como tem sido a minha vida? Tenho agido com falsidade para com aqueles que Deus tem colocado ao meu lado? E Mais, sou apenas um religioso ou sou um cristão verdadeiro que procura andar em todas as horas e lugares (não só na igreja) de acordo com a vontade de Deus? TENHO UM CARÁTER PURO?
  • 2. O que tenho feito para buscar atingir esta ou aquela situação financeira? Isto tem atrapalhado o meu relacionamento diário com Deus? Isto tem atrapalhado o meu testemunho aos descrentes? Qual a verdadeira motivação por traz do meu desejo de ter esta ou aquela profissão? É para servir melhor a Deus ou é por pura ganância?
A triste verdade é que muitos de nós optaríamos tranqüilamente pelas riquezas mesmo que isto implicasse em perdas no nosso relacionamento com Deus e na perda dos galardões pelo serviço prestado a Ele neste mundo. Foi Jesus que disse: "Não se pode servir a Deus e ao dinheiro" (cf. Mt 6:24; Lc 16:13).
Que cada um de nós possa refletir seriamente nestas palavras registradas na Bíblia: "Afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza...".
Amém!

Jabesmar A. Guimarães

ONDE TERMINA A DOUTRINA BÍBLICA, COMEÇA A HERESIA

    Todos querem prosperar. É natural e óbvio que desejemos o sucesso dos nossos planos. Contudo, precisamos estar conscientes de que os planos de Deus estão acima dos nossos. Os propósitos divinos serão concretizados, quer queiramos ou não. Por isso, alguns dos nossos planos ou pedidos podem não se cumprir, por serem contrários aos objetivos do Senhor (Mc.10.35-40; II Cor.12.7-9). O que torna a questão ainda mais digna de ponderação é o fato de que os propósitos de Deus nem sempre são conhecidos ou, pelo menos, não são de conhecimento público.
    Pode então acontecer de alguns cristãos estabelecerem alvos e viverem lutando por alcançá-los, esperando uma ajuda divina, depositando sua fé e sua esperança em algo que pode não acontecer. Prosperidade é um conceito bíblico. Porém, precisamos considerar os limites do conceito.
    Se você recebeu uma promessa de Deus, então caminhe na direção desse propósito, pois sua realização está garantida. Pode depositar sua fé sobre a palavra de Deus, pois esse investimento é seguro.
    Se você simplesmente deseja algo correto e legítimo, então você pode orar, jejuar e trabalhar pela realização. O seu propósito pode ser bom e Deus pode abençoá-lo com o êxito. Entretanto, seu propósito pode ser mau, mesmo parecendo bom, e então Deus não permitirá que você prospere nesse empreendimento. Um filho pode pedir que o pai lhe permita sair sozinho para brincar na rua. Então, suponhamos que o pai não permita. A criança pode ficar revoltada, mas o pai sabe o que é melhor e mais seguro para o filho. Da mesma forma, Deus vê o que nós não vemos. Ele vê o futuro de um negócio, de um casamento, de um emprego, de uma amizade, de uma viagem, etc. Assim, ele impede que alguns projetos se concretizem pois sabe que aquilo não seria benéfico. Podemos ficar então com a impressão de não termos prosperado. Contudo, a verdadeira prosperidade não consiste em conseguirmos tudo o que queremos, mas em estar onde Deus quer que estejamos, fazendo e conquistando tudo o que ele tem para nós.
    Quando Ló se separou de Abraão, escolheu as campinas do Jordão. Quem assistisse aquela cena, pensaria que Ló tinha ficado com a melhor parte, a melhor terra e, portanto, seria mais próspero. Sabemos o que lhe aconteceu depois e como sua família foi destruída quando Deus fez chover fogo e enxofre sobre Sodoma e Gomorra. Abraão, porém, que foi para lugar inóspito, teve sua descendência preservada e prosperou.
    A verdadeira prosperidade faz parte dos desígnios de Deus para nós. Contudo, ela não é sinônimo de riqueza. Também não significa que vamos vencer sempre, ganhar sempre e conseguir tudo o que queremos com a máxima urgência. Os caminhos de Deus para nós passam por lugares perigosos e às vezes desconfortáveis, mas o seu fim é o mais próspero possível. Certamente passaremos pelo vale da sombra da morte. Andaremos por caminhos apertados e entraremos por portas estreitas, mas chegaremos a um lugar aprazível. Para alguns, esse estado de plenitude não se dará nesta vida.
    Não quero criar uma idéia de comodismo nem de conformismo. Precisamos sempre lutar para crescer. O que não podemos é ter em mente um interpretação errada das Escrituras e do evangelho, como se a mensagem do Senhor Jesus tivesse como objetivo o nosso enriquecimento material e a satisfação dos nossos caprichos.
    Podemos ter pedidos negados. Podemos sofrer. Podemos passar por muitas tribulações e aflições, conforme o próprio Jesus nos advertiu (João 16.33). Essa idéia de um "cristianismo 5 estrelas", onde não existem adversidades, é uma perigosa heresia.
    O cristão não precisa ser rico. Se for, ótimo. Mas, sendo ou não, o mais importante é que, onde estiver, ele seja justo, íntegro, amável e amigo. Isso jamais pode significar o engradecimento pessoal. Vejamos o exemplo de Jesus. Sendo o máximo em todos os aspectos de caráter, ele se abaixou e lavou os pés dos discípulos.
PROSPERIDADE NÃO É SINÔNIMO DE RIQUEZA MATERIAL
    Em tempos de crise, o atendimento às necessidades materiais se torna um assunto prioritário. Afinal, queremos garantir nosso sustento e sobrevivência. Queremos também conforto e todo tipo de satisfação pessoal. Queremos ter um ótimo emprego. Mas, que tal termos nosso próprio negócio? Melhor ainda. Tudo isso é permitido. Não existe nenhum pecado em todos esses desejos, desde que estejamos dispostos a trilhar caminhos direitos para alcançarmos o que desejamos. Entretanto, muitos têm anunciado o evangelho como se este fosse um meio para se alcançar riqueza. Chegam a dizer que todo cristão deve ser rico e, se for pobre, é porque está em pecado ou sob maldição.
    Vejo essa "teologia da prosperidade" como fruto da mentalidade capitalista que tem dominado o mundo, entrando, inclusive, em muitas igrejas. Muitos pregadores apresentam esse "evangelho" através de uma linha de raciocínio aparentemente lógica. Afirmam que, se Deus é rei, então seus filhos devem ter o que de melhor existe no mundo. Se ele é o dono do ouro e da prata (Ag.2.8), então os cristãos também devem ter muito ouro e muita prata. Segundo essa falsa tese, o supremo poder de Deus estaria a nosso serviço para nos dar tudo o que desejamos. Mas... quem é o Senhor? Nós? Não!
    Precisamos perguntar como Paulo: "Senhor, que queres que eu faça?" (At.9.6). Temos uma lista de pedidos para Deus. Algumas pessoas tem uma lista de ordens, chegando a "determinar" que Deus faça uma série de coisas. Quem somos nós para determinar alguma coisa para Deus? Será que já cumprimos tudo o que ele determinou que fizéssemos? Imagine um servo que, ao invés de fazer o serviço, está dando ordens para o dono da casa. Podemos e devemos apresentar nossos pedidos diante do Senhor, mas nunca ordens nem determinações. Isso seria um atrevimento, uma falta de respeito diante de Deus.
    Se o evangelho for garantia de riqueza material, então sabemos que Jesus não conheceu esse evangelho. Ele não tinha nem lugar de reclinar a cabeça (Mt.8.20). Alguém pode alegar que Jesus sofreu porque era necessário, mas que a nossa situação é diferente. Então, examinemos a vida dos discípulos e veremos que nenhum deles conheceu esse "evangelho" da riqueza e plena satisfação pessoal nesta vida. Pelo contrário, Jesus lhes disse: "No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." (João 16.33). "Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me." (Lc.9.23). Ele nunca disse que seus seguidores seriam materialmente ricos. Pelo contrário: "Quem não renuncia a tudo quanto possui não pode ser meu discípulo." (Lc.14.33). O seguidor de Cristo precisa estar disposto a perder tudo o que tem, se preciso for, e até mesmo ser morto pela causa do Mestre. "Quem perder a sua vida, acha-la-á." (Mt.10.39).
    Isso não combina em nada com o "evangelho da prosperidade". Jesus e os discípulos não eram ricos. Quando precisou pagar o imposto, Jesus mandou que Pedro fosse buscar a moeda na boca do peixe (e nem teve troco). O apóstolo Paulo também não conheceu essa "teologia capitalista". Ele sofreu muito e passou por muitas necessidades (II Cor.6.10; 11.24-33). Algumas vezes precisou de auxílio dos irmãos (Fp. 4.10-19).
    Esse tipo de ensinamento materialista tem, em muitos casos, substituído a mensagem de salvação. Fala-se mais em dinheiro do que em pecado e santidade. E muitas vezes, os assuntos são entrelaçados, colocando-se o dinheiro sempre em evidência. O dinheiro é importante, precisamos dele e da bênção de Deus nessa área. Contribuir para a obra de Deus é também muito importante. O erro está em colocar a prosperidade material como conseqüência lógica da conversão. Isso não é um ensinamento bíblico.
    Deus pode dar e tem dado riqueza material para alguns (I Tm.6.17), mas ele nunca disse que todos os seus filhos seriam ricos. Se a bíblia não tem essa promessa, então não podemos considerar como certa essa conquista. Isso pode fazer parte do plano do Senhor para algumas pessoas, mas não para todas. Lembremos-nos da parábola dos talentos. Aquele senhor deu 500 talentos para cada servo??? Sabemos que não. Ele deu 5 para um, 2 para outro e 1 para o último, mandando que eles trabalhassem até a sua volta. O Senhor distribui bens, oportunidades, recursos e dons de acordo com a capacidade de cada um. O Senhor nos manda trabalhar e adquirir conhecimento e sabedoria (Pv.2). Assim, nossa capacidade pode aumentar e os nossos talentos também. Se queremos prosperar, devemos trabalhar. (Ef.4.28). Deus nos deu 5 talentos. Queremos mais? Devemos trabalhar. Algumas pessoas jamais poderão ser ricas pois não tem condições de administrar um grande patrimônio. Se enriquecessem, poderiam até abandonar o caminho do Senhor. Paulo disse que os que querem ser ricos caem em tentações, laços e concupiscências (I Tm.6.5-11). Entre os tais encontram-se aqueles que usam o evangelho como forma de enriquecimento.
RIQUEZAS ESPIRITUAIS EM CRISTO
    Motivados pela cobiça, muitos cristãos vivem em busca de riquezas materiais e se esquecem das riquezas espirituais que Deus nos oferece através de Jesus Cristo (Tg.2.5). Se alguém puder conciliar as duas coisas e se for este o plano de Deus para a pessoa, excelente. Contudo, o evangelho existe para que as almas humanas sejam salvas. E se a riqueza material for prejudicar ou inviabilizar esse projeto na vida de alguém, então é melhor que essa pessoa seja pobre (Mt. 13.22). Por esta causa é que Jesus mandou que o jovem rico vendesse todas as suas propriedades e desse o dinheiro aos pobres (Lc.18.22). O dinheiro distribuído entre os pobres seria uma bênção e nenhum deles ficaria rico por isso, mas concentrado nas mãos de um só homem, aquela riqueza se tornara um ídolo. Ninguém pode servir a Deus e a Mamom. É melhor entrar pobre no céu do que rico no inferno, conforme se vê em Lucas 16.19-31. Se alguém pode servir a Deus e usar a riqueza como instrumento de justiça, então que faça assim. É um equilíbrio muito difícil e poucas pessoas são capazes de consegui-lo. O que acontece é que muitos estão servindo às riquezas e querendo usar até mesmo o próprio Deus como instrumento para alcançá-las.
    O que a bíblia nos ensina a buscar são riquezas espirituais. Se não fosse assim, Jesus nem precisaria ter vindo ao mundo. Em Cristo temos um tesouro de valor inestimável (Col. 2.2-3). Ele quer nos dar: amor, alegria, paz, justiça, sabedoria, fé, fidelidade, integridade, comunhão com o Pai e salvação eterna. Poderíamos fazer uma lista imensa, e mesmo assim incompleta, daquilo que Deus nos oferece. (I Cor.2.9; I Cor.1.30; II Pd.1.4-8; Gál. 5.22). Terminaríamos citando "o que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram e nem subiu ao coração do homem." (I Cor.2.9). Precisamos voltar a atenção para os valores espirituais, valores celestiais. Precisamos pensar nas coisas que são de cima (Col. 3.1-5). Precisamos erguer os nossos olhos (João 4.35) e deixar de ficar olhando apenas para o que é terreno, exterior e passageiro. Isso não significa que vamos viver alienados e esquecer da vida material. Precisamos cuidar de todas as nossas responsabilidades terrenas e trabalhar pelos nossos projetos. O que não podemos fazer é tentar colocar o evangelho como instrumento da cobiça nem achar que o cristianismo possa ser garantia de riqueza material.
    Se Deus nos der riquezas, isso será uma bênção. Se ele não nos der, estejamos contentes com o que temos. Certamente, não é natural que um filho de Deus viva na miséria, mas isso não significa que todos os filhos de Deus devam ser materialmente ricos. Se temos o "pão nosso de cada dia", já temos motivo para agradecer muito a Deus. Ele se compromete a suprir nossas necessidades. Jesus disse: "Buscai primeiro o reino de Deus e a sua justiça e todas estas coisas vos serão acrescentadas." (Mt. 6.33). Ele não disse "todas as outras coisas", e sim "todas estas coisas". E de que coisas ele estava falando? Do comer, do beber e do vestir, como se lê nos versículos anteriores. Ninguém deveria usar Mateus 6.33 para dizer que Deus vai nos dar empresa, casa na praia e viagem turística pela Europa. Ele pode nos dar isso e muito mais. Porém, isso não é promessa bíblica.
    Muitas vezes precisamos passar por situações difíceis para aprendermos lições que, de outra forma, não aprenderíamos. O cristão passa por tribulações, provações, tentações, treinamentos e disciplinas. Podemos passar por dificuldades financeiras e de outros tipos. Isso não combina com uma visão triunfalista de um evangelho ilusório. O certo é que "em todas essas coisas somos mais do que vencedores" (Rm.8). Isso não significa que depois de termos passado por dificuldades financeiras vamos ser ricos. Ser vencedor é cumprir o propósito de Deus e não o nosso. Estamos numa guerra e não em um parque de diversões. E nossa guerra não é para alcançar riquezas, mas é para vencer os poderes de Satanás e ver muitas almas sendo redimidas.
    Muitas pessoas recebem uma idéia errada a respeito do evangelho. Com isso criam expectativas ilusórias e acabam se decepcionando.
    O Novo Testamento traz uma mensagem que tenta tirar o nosso foco deste mundo e colocá-lo no céu. "Arrependei-vos porque é chegado o reino dos céus". "Não ajunteis tesouros na terra... Ajuntai tesouros no céu." Os primeiros cristãos visavam uma pátria celestial, onde estariam livres de todo o sofrimento terreno. Muitos pregadores da atualidade têm se esquecido de falar sobre céu. Aliás, têm "transferido" o céu para a terra, dando-lhe um sentido materialista, visível, hedonista, egocêntrico e imediato.
Vejamos outra considerações sobre o tema:
    - Jesus veio como o rei pobre – Zc. 9.9
    - Ele disse: "Meu reino não é deste mundo" (João 18.36). E o nosso?
    - A viúva pobre foi elogiada pelo Senhor pela oferta que deu, mas nem por isso ficou rica (Mc.12.44).
    - O reino de Deus não é comida nem bebida mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo (Rm. 14.17-18).
    - Vejamos a oração feita por Agur: "Não me dês a pobreza nem a riqueza: mantém-me do pão da minha porção acostumada." Essa pobreza repudiada pelo autor seria no nível da miséria, ao ponto de precisar roubar para sobreviver, conforme se vê na seqüência do texto (Pv.30.8-9).
    - O Novo Testamento menciona que algumas igrejas eram pobres (II Cor. 8.2; Ap.2.9). Ninguém repreendeu aqueles irmãos dizendo que estavam em pecado, debaixo de maldição ou fora do plano de Deus. Aliás, igrejas ricas materialmente deviam ser uma raridade naquele tempo de grandes perseguições contra os cristãos, quando muitos deles perdiam a posse dos seus bens (Heb.10.34). A igreja de Laodicéia era rica materialmente, mas vivia em miséria espiritual (Apc. 3.17-18).
    - Quando Paulo escreveu aos servos ou a respeito deles, não os aconselhou a "abrirem seu próprio negócio". Mandou que eles continuassem servindo fielmente aos seus senhores. (Efésios 6.5-9; Col. 3.22-25; Tito 2.9-10; I Cor. 7.20-24).
    - I Cor. 7.21 – "Se ainda pode ser livre, aproveita a ocasião." Paulo não ensinava aos servos a "teologia da prosperidade" de modo que criasse neles uma expectativa ilusória. Porém ele dizia que os servos deveriam aproveitar as oportunidades, caso pudessem ficar livres. Assim também nós. Não cremos na "teologia da prosperidade", mas se Deus nos quiser abençoar com bênçãos materiais, não perderemos a oportunidade de recebê-las. O que não podemos é ver as bênçãos materiais como conseqüência natural do evangelho. O objetivo de Jesus é salvar almas.
    - Dificilmente entrará um rico no céu (Lc.18.24).
    - Existem muitas promessas de prosperidade material no Velho Testamento (Dt.8.18; 15.4; Salmo 112.1-3; Pv.13.22; 22.4; 24.4; Is.45.3). As promessas da velha aliança eram principalmente de ordem terrena e material. Os cristãos do Novo Testamento não usufruíram dessas promessas assim como não estavam subordinados às exigências do antigo pacto. Aquele compromisso foi com a nação de Israel e não com a igreja. Se tudo o que era para Israel passou para nós, como alguns imaginam, então deveríamos ir para a Palestina brigar pela posse daquela terra.
    - A ênfase do Novo Testamento é sobretudo espiritual. Ao utilizarmos os textos do Velho Testamento, podemos talvez interpretar espiritualmente as promessas de riquezas. Não é assim que interpretamos tantos textos do Velho Testamento??? Por exemplo, usamos as guerras do VT para falarmos de batalha espiritual. Usamos os bons reis do VT para falarmos sobre Deus e sobre Jesus e os maus reis para falarmos sobre o diabo. Usamos os sacrifícios de animais para falarmos sobre o sacrifício de Cristo, etc.
    - Outro detalhe a se considerar é que a palavra "riqueza" é relativa. Então podemos estar esperando um tipo de riqueza ou uma quantidade diferente daquela que a bíblia menciona.
    - Abraão era rico, muito rico. Alguns o tomam como exemplo para o evangelho da prosperidade. Entretanto, a bíblia não diz se ele enriqueceu antes ou depois de suas experiências com Deus. Talvez sua família já fosse rica.
    - Não estamos fazendo apologia à pobreza. Alguns servos de Deus na bíblia eram muito ricos. Por outro lado, outros eram muito pobres. Precisamos apenas ter uma visão equilibrada a esse respeito. O cristão pode ser rico ou pobre. Ele só não pode ser escravo do diabo.
    - Os cristãos em Atos 4 estavam vendendo suas propriedades e repartindo com os necessitados. Eles não estavam querendo ser ricos nem alimentando essa estúpida expectativa em relação ao evangelho.
    - Os cristãos da Judéia passaram por situação material precária e foram ajudados pelos coríntios e pelos macedônios (II Cor. capítulos 8 e 9; Rm.15.26). Os próprios irmãos macedônios viviam em "profunda pobreza", conforme as palavras de Paulo em II Cor.8.2. Nesse texto, Paulo diz que "Jesus, sendo rico, se fez pobre para que enriquecêsseis". (II Cor. 8, verso 9). Seu objetivo é que enriqueçamos espiritualmente. O texto não está falando de riqueza material pois Jesus nunca foi rico materialmente, nem os discípulos e nem o próprio Paulo que escreveu o versículo.
    - Paulo disse que aprendeu a estar contente com o que tinha. Sabia ter abundância e sabia também padecer necessidade. Por isso ele disse: "tudo posso naquele que me fortalece." (Filipenses 3.12-13).
    - Paulo considerava tudo como "perda" para ganhar a Cristo (Fp.3.7- 8). Estamos dispostos a perder alguma coisa por Cristo? Hoje em dia só se fala em ganhar, ganhar, ganhar, ganhar, ganhar.
    - E se Deus quiser que você seja rico??? Então você será. Não é pecado. Mas pense bem: Se Deus quisesse isso, talvez você teria nascido numa família rica. Há exceções... Alguns poucos ficam ricos de outra forma.
    - Para refletir: Depois de tanta propagação da teologia da prosperidade, os cristãos têm ficado ricos? De modo geral, não. Alguns sim, como sempre aconteceu, com teologia ou sem ela, com evangelho ou sem ele. Pouquíssimos, como sempre. Alguns sim, pelo propósito ou pela permissão de Deus. E mesmo se fossem ímpios, talvez ficariam ricos do mesmo jeito. Então, o "evangelho da prosperidade" não tem produzido os efeitos prometidos.
    - Os homens mais ricos do mundo são cristãos praticantes e fiéis? Alguns cristãos ricos já o eram antes da conversão. Seus parentes ímpios também são ricos. Existem também muçulmanos milionários.
    - A bíblia traz muitas advertências sobre os perigos que envolvem as riquezas, principalmente a avareza, que é idolatria (I Cor. 5.11; 6.10; Ef.5.5; Col. 3.5). Outro aspecto que se destaca é a transitoriedade das riquezas (Pv.27.24; Tg.1.9-11). Não se deve colocar nelas a esperança ou a confiança (Salmo 49.6-7; 52.7; 62.10; Pv.11.28; I Tm.6.17). Podem tirar a tranquilidade (Jó 27.19-20; Ec.5.12). Podem ser perdidas repentinamente (Pv.13.11; 23.5; Ec.5.14). Não garantem solução para os maiores problemas do ser humano (Pv.11.4). Luta-se durante uma vida para se enriquecer (Pv.28.22; Ec.4.8). Depois resta pouquíssimo tempo para se usufruir de tantos bens. Bom para os herdeiros, se ainda sobrar alguma coisa para eles e se não forem brigar muito por isso. (Salmo 39.6).
    - Ninguém pode garantir que um dizimista fiel vá ficar rico. Se fosse assim, as igrejas estariam cheias de pessoas milionárias.
    - Há muitos dizimistas pobres e muitos ricos que não são dizimistas. A lógica divina é diferente da nossa.
    - Acima do que fazemos estão os desígnios de Deus para cada um de nós. Algum dos discípulos ficou rico? Será que eles não eram dizimistas fiéis?
    - Em Salmos, Provérbios e Eclesiastes, os autores salientam os benefícios da sabedoria e da justiça, acima dos benefícios da riqueza. O pobre sábio é bem-aventurado. (Salmo 37.16; Pv.3.13-14; 8.11; 16.16; 19.1,22; 22.1; 28.6,11; Ec.4.13; 9.15; Sf.3.12). Salomão conseguiu reunir riqueza e sabedoria (I Rs.10.23), mas essa combinação raramente é encontrada (Ec.9.11).
    "O Senhor empobrece e enriquece; abate e também exalta". I Sm.2.7
    "Ênfase em prosperidade financeira é materialismo disfarçado de espiritualidade."
Anísio Renato de Andrade
Bacharel em teologia

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