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30 de ago. de 2010

Como Mortificar o Pecado [1/5] - Tim Conway


Santificação – Uma Graça e um Dever -

Um aspecto muito importante da santificação foi apontado por A. A. Hodge quando escreveu: "O Espírito Santo dá a graça, e a motiva e dirige no seu exercício, e a alma então a pratica. Assim, ao mesmo tempo que a santificação é uma graça, ela é também um dever; e a alma é tanto obrigada como incentivada, na dependência do Espírito Santo, a usar todos os meios para sua renovação espiritual, e formar aqueles hábitos de resistir ao mal e agir direito do qual a santificação em tão grande parte consiste". (Confissão de Fé, Cap. 13).

A Bíblia trata muitas vezes da responsabilidade do crente com respeito à parte que ele tem no processo de santificação que está ocorrendo dentro dele. Em Gaiatas 5.24 encontramos: "... crucificaram a carne, com as suas paixões e concupiscências". Até um verbo de ação, "crucificar", é usado. Em Colossenses 3.5 encontramos: "Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena". Novamente é um verbo de ação, a ação por parte do crente. Lightfoot tem uma observação sobre essa passagem em que diz: "Ponha em ação esse princípio da morte (mortificar), e mate tudo que é mundano e carnal em seu ser".

Esse ensino sobre a santificação tem sido negligenciado muitas vezes pela igreja. A Confissão Belga no Artigo 24 esclarece o assunto ao declarar: "Portanto é impossível que essa fé santa seja sem frutos no homem; porque não falamos de uma fé vã. O ensino segundo a Escritura é muito claro: Somos justificados pela fé até antes de fazermos boas obras; então cremos que essa fé verdadeira vai habilitar-nos a viver a vida nova, uma vida de boas obras que procedem da boa raiz da fé".

A pergunta já foi feita muitas vezes: "Como isso pode ser feito pelo crente?" Quatro boas sugestões, cada uma das quais precisa ser aplicada pelo Espírito Santo, são: 1) Conservar fora da mente as coisas que contrariam a Bíblia. 2) Vigiar — em Ef 6.18 a palavra "vigiando" vem de duas palavras: "enxotar" e "sono". 3) Evitar ocasião para pecado. 4) Manter o corpo "subordinado"; não mimá-lo, mas discipliná-lo! Note-se que todos esses são verbos de ação por parte do crente, ação posta em funcionamento pelo Espírito Santo à medida que o crente está "aperfeiçoando a santidade no temor de Deus" (2 Co 7.1).

Essas quatro sugestões nunca serão postas em prática a não ser que o cristão seja fiel no estudo da Bíblia, na oração e na freqüência regular ao culto.

Catecismo de Westminster

Pergunta 35. 0 que é santificação?

Resposta: Santificação é a obra da livre graça de Deus, pela qual somos renovados em todo o nosso ser, segundo a imagem de Deus, habilitados a morrer cada vez mais para o pecado e a viver para a retidão.

Referências Bíblicas: 2Ts 2.13; Ef 4.23-24; Rm 6.4,6,14; Rm 8.4.

Perguntas:

1.       Como a santificação difere da justificação?

A justificação é completada imediatamente; a santificação é um processo efetuado em etapas até chegar à perfeição na glória. A justificação altera a posição ou a situ-ação da pessoa diante de Deus; a santificação é uma verdadeira mudança visto que muda o coração e a vida do homem. A justificação é um ato de Deus à parte de nós; a santificação é a obra de Deus que nos renova por dentro à medida que usamos os meios de graça.

2.       O que significa a palavra "santificar" na Bíblia?

A palavra é usada na Bíblia de duas maneiras. (1) Separar de um uso comum para um uso sagrado (Jo 10.36). (2) Tornar moralmente puro ou santo (ICo 6.11).

3.       Onde a santificação faz sua obra no crente?

A santificação faz sua obra no coração do crente, no novo homem. Deus faz um trabalho de renovação em nós segundo sua imagem em conhecimento, justiça e san-tidade.

4.       Ao falarmos no "novo homem" o que queremos dizer?

Queremos dizer a nova natureza personificada como o eu regenerado do crente, uma natureza "criada em justiça e santidade procedentes da verdade" (Ef 4.24).

5.       Quais são as duas partes da santificação ?

As duas partes são: 1) Mortificação — na qual somos capacitados a morrer cada vez mais para o pecado (Rm 6.11). 2) Vivificação — na qual nossa natureza é vivificada pelo poder da graça para que vivamos para a justiça (Rm 6.13).

6.       Qual é a utilidade da santificação no crente ?

A santificação é a prova de nossa justificação e fé e é necessária se é para vivermos para a glória de Deus. É um aspecto necessário de nossa preparação para nos encon¬trarmos com Deus, pois sem a santidade nenhuma pessoa verá a Deus.

Leonard T. Van Horn

Um rei como Davi – John Stott

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Porque um menino nos nasceu, um filho nos foi dado, e o governo está sobre os seus ombros. E ele será chamado Maravilhoso Conselheiro, Deus Poderoso, Pai Eterno, Príncipe da Paz. (Is 9.6)

O propósito original de Deus para o seu povo não era um reino, mas uma teocracia, ou seja, ele pretendia governá-los diretamente, sem nenhum intermediário. Desta forma, quando eles exigiram que o Senhor lhes desse um rei, como as outras nações, eles estavam rejeitando o próprio Deus, e não Samuel. Samuel alertou o povo sobre o regime opressor que os reis humanos costumam impor, e foi exatamente isso que aconteceu. Por isso os profetas começaram a sonhar com um futuro reino ideal, que apresentasse todas as características que os reis de Judá e de Israel lamentavelmente fracassaram em exibir, embora Davi tenha chegado perto desse padrão.

O reino de Deus seria justo. O Messias seria justo e governaria o povo com justiça. "Dias virão", declarou o Senhor, "em que levantarei para Davi um Renovo justo, um rei que reinará com sabedoria e fará o que é justo e certo na terra" (Jr 23.5).

O reino de Deus seria pacífico. O reino de Davi foi arruinado pelas guerras intermináveis, e isto contrastava deliberadamente com o nome de seu filho e sucessor, Salomão, shalom, que significa paz (1 Cr 22.6-10).

O reino de Deus seria estável. Os tronos de Israel e de Judá eram geralmente instáveis e de pouca duração, mas o reino messiânico permaneceria para sempre.

O reino de Deus seria universal. Em sua dimensão máxima, o território de Israel se estendia "de Dã a Berseba" (2Sm 3.10). O reino messiânico, no entanto, se estenderia "de um mar a outro, e do Eufrates até os confins da terra" (Zc9.10).

Assim, justiça e paz, eternidade e universalidade são as principais caracterís¬ticas do reino messiânico introduzido por Jesus. Essas qualidades podem ser facilmente detectadas nos quatro nomes do rei menino (Is 9.6).

O Mundo sem Seu Verniz – D. M. Lloyd-Jones


Se você quer saber como este mundo é, olhe para o que fizeram a ele. Lá estava o Filho de Deus. Ele deixou o trono dos céus, veio e se humilhou, entregou-se para curar e instruir as pessoas. Ele jamais causou dano a alguém. Ele veio fazer o bem. Mas qual foi a resposta do mundo? Ele foi odiado, perseguido e rejeitado. O mundo preferiu um assassino a ele, crucificando-o e executando-o. E lá na cruz, Jesus expôs o mundo como ele é. Mas os homens inteligentes deste século estão rindo, zombando e ironizando a cruz, estão caçoando do sangue de Cristo, em uma tentativa de ridicularizá-lo. Eles estão apenas repetindo o que os seus arquétipos fizeram no século I. Eis como o mundo sempre o tratou.

Porém, há um outro aspecto. Toda a sua ênfase constituiu-se no exato oposto da ênfase do mundo. Como temos visto, o mundo enfatiza a cobiça da carne, a cobiça dos olhos e a soberba da vida. O que Jesus enfatizou? Ele enfatizou algo a respeito do que o mundo jamais falou, ou seja, a alma.

Jesus disse: "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Mc 8.36). E se você fosse o ser humano mais belo que o mundo já conheceu, se estivesse sempre trajado com as roupas mais deslumbrantes, se morasse no mais suntuoso palácio ou possuísse a maior coleção de automóveis e tudo o mais? Se você tivesse o mundo todo, mas perdesse a sua própria alma? Eis o que Jesus afirma sobre o mundo, principalmente lá na cruz: "Que daria um homem em troca de sua alma?" (Marcos 8.37). Por que ele morreu? Jesus morreu pelas almas dos homens, não pelo nosso bem-estar material, não pela reforma deste mundo, mas para salvar nossas almas. "Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o perdido" (Lucas 19.10). É a alma que está perdida. Aquilo sobre o que o mundo nada conhece, mas está em você e em todos nós, esta coisa imortal em nós que vai além da morte e do fim. Não, ele expôs a mentira deste mundo, mostrando como ele realmente é. Jesus contou uma parábola sobre o rico e Lázaro. O rico vivia em seu palácio, vestido garbosamente, em trajes maravilhosos, comendo na companhia de seus felizes amigos até fartar-se, enquanto o pobre mendigo permanecia sentado diante do portão, com os cães a lamber suas feridas. Bem, o Senhor disse, com efeito, não julgue superficialmente, este não é o fim da história. Jesus nos descreve a imagem de Lázaro ao lado de Abraão, enquanto o rico padecia em tormento no inferno. E possível ver a diferença entre a mente e a perspectiva do mundo, e a mente e a perspectiva do Pai e do Filho de Deus. Ele expõe o mundo como ele é. No instante em que você encontra a Cristo, consegue ver o mundo como algo que é seu inimigo, algo vergonhoso. Conscientiza-se do princípio da morte que há nele, e não vive mais nem se gloria nele.

A ostentação dos brasões, a pompa do poder,
E toda aquela beleza, toda a riqueza já obtida,
Da mesma forma aguarda, a inevitável hora,
Os caminhos da glória a nada levam, exceto ao túmulo.

Thomas Gray

Mas, espere um minuto, isto não é o fim. É o fim do ho¬mem como o mundo o vê, mas não é assim, pois nosso Senhor em sua cruz nos mostra o destino do mundo. Não apenas ele nos mostra o caráter do mundo, como também revela o destino que lhe está reservado. Eis porque o apóstolo se gloria na cruz. João diz: "Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo... a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida... O mundo passa, bem como a sua concupiscência..." (1 João 2.15-17). O mundo passa. Nesta geração, a qual eu e você pertencemos, há muitas coisas passageiras. Quantas mudanças qualquer um de nós que tenha cerca de 50 anos de idade já testemunhou ao longo da vida? O mundo, juntamente com sua glória, está sucumbindo bem diante de nossos olhos. "Mudança e decadência estão presentes em tudo o que vemos em derredor". Entretanto, isto nada representa comparado com o que finalmente irá acontecer a este mundo, pois o seu fim será o julgamento. "O mundo jaz no Maligno" (1 João 5.19). Nosso Senhor, pouco antes da cruz, afirmou: "Chegou o momento de ser julgado este mundo, e agora o seu príncipe será expulso" (João 12.31). Este é o julgamento deste mundo, disse Jesus. Eu estou morrendo e, ao morrer, irei julgar o mundo.

O Duplo Chamado do Espírito – Samuel Bolton (1606-1654)


1. O mais comum é: muitos são chamados, só que nunca são totalmente convertidos. Foi a operação comum do Espírito que fez Feliz tremer, o qual trouxe Agripa a um passo de se tornar cristão e fez com que Herodes realizasse muitas coisas. Multidões de não regene­rados têm sentido as águas agitarem-se, o Espírito Santo movendo-os à conversão, e têm prontamente aceitado Sua ajuda e assistência, e talvez, por um tempo, tenham sido guiados por Ele. Todavia, posteri­ormente têm se recusado a deixar a sensualidade ou a vaidade, as quais Ele exigiu que abandonassem. Eles não transformaram a sua preguiça espiritual em séria diligência pelo interesse de suas almas imortais, e assim desprezando Sua operação, desconsiderando Sua ajuda, eles fazem com que o Espírito Se afaste entristecido, Ele que veio com amor agir em suas vidas.

2. Há um chamado do Espírito que é mais especial e eficaz, e quando Ele os move a voltar-se para Deus, os pecadores são persua­didos, não parcialmente, mas completamente. Agora observemos o método do Espírito ao operar naqueles que são realmente convertidos.

A. Aqueles os quais o Espírito chama efetivamente, Ele os conven­ce do pecado (João 16:8). Ele lhes apresenta a lei, e Ele mesmo é o intérprete dessa lei. E pela Sua interpretação são levados a ver que a lei proíbe não somente a manifestação do pecado nos lábios e na vida, e sim também a concupiscência interior e a manifestação do pecado no coração. E quando vem a lei, oh, quão abundante é a ofensa! O Espírito mostra suas iniquidades em ordem diante de seus olhos e os mantém abertos para enxergá-las. O livro da consciência é aberto, e quantas transgressões estão ali registradas? E se, ao mergulharmos neste livro, muitas abominações aparecem, quão inumerável é a multidão que está no livro memorial de Deus? Embora os pecadores não considerem o fato, Deus ainda Se lembra de todas as corrupções deles (Os. 7:2). O justo, porém, se conscientiza disso. "Males sem número me tem rodeado", diz Davi, "minhas iniquidades me prenderam" (Sal. 40:12). Quando ele se deita elas se deitam. Quando ele se levanta elas se levantam com ele. Onde quer que vá ou o que quer que faça elas continuamente o perseguem e o assediam.

Quão hediondo e horrendo o pecado parecerá ao pecador quando todas as justificativas e desculpas forem silenciadas, quando a lente colorida for retirada e este for visto por ele em sua aparência natural! Bebedice, impureza, blasfêmias, gestos profanos e cobiça pelo mundo não mais serão vistos como sem importância. Esse modo de viver antes parecia não ter nada de perigoso nele, pelo contrário era cheio de delícias e prazeres. Contudo, após a convicção, sua decepcionante e condenável natureza será tão evidente como a luz do sol ao meio dia.

E ainda que o pecador não tenha sido contaminado com as mais pesadas contaminações do mundo, ainda assim será necessário mos­trar-lhe suficientemente a natureza do pecado, a fim de levá-lo a concluir que é um miserável e está perdido. Ora, ora! Todas as suas omissões ou suas chacotas contra o Deus zeloso, cometidas de maneira insensível, seriam consideradas como nada? Acaso seria nada seu desperdício de tempo e sua desconsideração para com a eternidade? O deleitar-se nas coisas criadas, nas vaidades e prazeres do mundo, e o amar a estes mais do que a Deus, a Cristo e a glória, seria um assunto de menor importância? Tais pecados são hediondos e são imputados até mesmo às pessoas mais civilizadas.

Esta convicção do Espírito é forte e permanente. Ela resiste até que o pecador seja reconduzido completamente de volta. As transgressões presentes com seus agravantes são pesadas, e o pecado original é a fonte da qual outras fontes são originadas. E nessa fonte, há o suficiente para alimentar mais dez mil outras nascentes além das que já nasceram. Davi não somente foi convencido do assassinato e do adultério que cometera, mas teve que traçar estes pecados até a fonte deles, a corrupção original de sua natureza (Sal. 51:5). Imagine o quanto a visão desta realidade o inclinou em direção à sua auto-humilhação?

Finalmente, esta convicção não trata somente de alguns atos pecaminosos, porém da nocividade do estado do pecador. Ele é levado a examinar-se, visto que é um filho da desobediência, como também um filho da ira. Tudo será reconhecido e confessado, sem contestação. Isso é o que evidencia a convicção do Espírito.

B. Aqueles aos quais o Espírito chama efetivamente, Ele produz temor neles. O espírito de temor vem antes do espírito de adoção. Realmente, há vários, graus desses temores e terrores, no entanto o Senhor opera esses sentimentos em todos aqueles acerca dos quais Ele tem desígnios de amor, a fim de torná-los insatisfeitos em seu estado natural. A segurança carnal é uma das primeiras coisas que é atacada pelo Espírito. Ele ordena a alma que desperte e a faz saber que permanecer dormindo no pecado é muito mais arriscado do que se dormisse no topo de um mastro.

O pecador tem toda razão para ficar amedrontado. Ele tem atraído ira contra si, a qual vem carregada com um onipotente e irresistível poder contra si mesmo. "Quem pode suportar a Sua indignação ? Quem subsistirá diante do furor de Sua ira?" (Naum 1:2). As maldições da lei têm um som apavorante aos ouvidos do pecador e, devido ser ameaçado de maldição, não ficará adormecido por muito tempo. A proximidade de tão grande mal aumenta excessivamente o medo. Sua aquiescência é profunda e em sua mente agora ele antevê: "...e em chama de fogo tomando vingança contra os que não conhe­cem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição... "(II Tess. 1:8-9). E, que miséria, ele pensa consigo mesmo, quão terrível será fazer parte do número daqueles que pedirão às rochas e montanhas para que caiam sobre eles, para que possam se esconder da face dAquele que está assentado no trono e da ira do Cordeiro! Isto faz com que ele pare repentinamente no seu mau caminho. Ele não se atreve a continuar correndo em direção ao pecado, assim como o cavalo corre em direção à batalha.

C. Aqueles que o Espírito chama efetivamente, Ele desperta pesar e tristeza neles por causa de seu pecado e miséria. Eles vêem o que têm feito contra Deus e contra si mesmos, e isso faz com que seus espíritos fiquem perturbados. Isso é o que é estar cansado e sobrecarregado (como dizem as Escrituras), estes são os que Cristo chama para vir a Ele, para que possam encontrar descanso para suas almas. (Mat. 11:28-29). Havia uma voz vinda dos lugares altos, voz de choro e súplica dos filhos de Israel, porque eles perverteram seus caminhos e esqueceram-se do Senhor seu Deus, e isso aconteceu antes de aceita­rem o Seu convite para retornar a Ele. (João. 3:20-21).

O pecador, pelo Espírito, é levado a contemplar a gravidade do seu caso, o mal do seu pecado, e ver quão miseravelmente ele tem sido enganado pela sua concupiscência e por satanás, como também sua loucura em se render a eles. Vejam como ele agora acusa e condena a si próprio! "Quando o coração se me amargou e as entranhas se me comoveram, eu estava embrutecido e ignorante, era como um irraci­onal à tua presença" (Sal. 73:21-22). Ele desejaria milhões de vezes que as tentações tivessem sido recusadas e que o pecado nunca tivesse sido cometido.

Quero apresentar o lamento do coração do pecador nesta proposi­ção: "Oh, como sou miserável, o que tenho feito eu durante todos os meus dias! Seria esse o fim para o qual fui criado, destruir a mim mesmo? Não havia algo melhor a fazer do que adicionar pecado a pecado, e então entesourar ira para o dia da ira? Quanto tempo tenho desperdiçado, e como tenho me esforçado para tornar ine um miserá­vel! Ah, tolo, miserável auto-destruidor! Não percebe o quanto tem provocado a ira do Senhor? Oh, que meus olhos sejam fontes de lágrimas e que eu possa chorar dia e noite! Os condenados irão chorar e lamentar par sempre, e eu não deveria lamentar e chorar - eu que mereço tanto ser condenado? Tenho toda razão para estar perturbado e humilhado grandemente, e para prantear durante o dia todo".

Assim o pecador se aflige e lamenta-se, pois a companhia dos amigos, os prazeres sensuais e as diversões mundanas não podem mandar embora suas tristezas. Ninguém, senão Aquele que faz as feridas no coração, é capaz de curá-las novamente.

D. Aqueles que o Espírito chama efetivamente, Ele faz com que se desesperem de si mesmos. Eles são levados a compreender que não há poder neles mesmos, a não ser fora dos caminhos do pecado e da miséria nos quais estão mergulhados. E como são incapazes de se ajudarem, então eles compreendem que são totalmente indignos de serem ajudados. Deus pode justamente permitir que permaneçam onde caíram e, não fosse a Sua intervenção, cairiam cada vez mais até não poderem mais ser recuperados. O pecador pode valer-se de suas boas obras, esperando com isso reconciliar-se com Deus por causa daquilo que ele tem feito de errado, entretanto é levado a ver que suas melhores obras estão tão misturadas com o pecado que, não fosse a justiça e a intercessão de Cristo, estas seriam verdadeiras abomina­ções. Agora ele está abatido no seu interior. Ele não tem confiança na carne (Fil. 3:3). Ele não pode fazer nada por si mesmo. Não pode alegar que tenha direitos a ter algo feito em seu favor, mas ele deve esperar a graça de Deus para tudo.

Baseado nisso, ele clama pelos caminhos do Senhor (Sal. 130:1). Ele percebe que está afundando e clama: "Dasprofundezas a ti clamo, ó Senhor. Senhor salva-me ou perecerei. Estou à beira do inferno e cairei, a menos que a mão da misericórdia me segure." Ele implora com Efraim: "Salva-me, e serei salvo. " E como o mal do pecado se torna manifesto à sua vista, assim a bondade de Deus é, em alguma medida, revelada pelo Espírito. E, portanto, ele decide se tornar um convertido, não somente pela necessidade, porque dessa maneira ele seria extrema e eternamente miserável, mas também por escolha, porque esse é o caminho para a verdadeira felicidade. E este desejo de ser convertido é como se fosse o primeiro sopro da operação do Espírito em todos aqueles que Ele chama efetivamente para voltarem-se para Deus, como também são as muitas outras maneiras como o Senhor chama os pecadores à conversão, muitas das quais tornaram-se sem efeito, porque aqueles que foram chamados são surdos, desobedientes e rebeldes.

Edir Macedo prega o ABORTO como forma de Planejamento Familiar

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Por Renato Vargens

O Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus Edir Macedo, defende publicamente o aborto. Para o fundador da IURD e dono da Rede Record de Televisão o aborto é uma excelente estratégia de planejamento familiar.

Caro leitor, confesso que estou abismado com o discurso deste senhor. Os argumentos usados por ele para defender o aborto afrontam a santidade do Eterno. Ora, ninguém possui o direito de tirar a vida de ninguém. Afirmo sem titubeios que abortar é frontalmente contra aos ensinamentos das Escrituras.

Prezado amigo, Estamos vivendo os dias que antecedem a volta de Cristo! Definitivamente o amor se esfriou do coração dos homens! (Mt 24:12)

Diante do exposto afirmo que diferentemente do "bispo" o meu compromisso é com a Palavra de Deus. E a Palavra de Deus condena o assassinato.

Declaro também com todo o meu vigor e convicção que sou totalmente contra a idéia da legalização do aborto e repudio veementemente esta prática infernal.

Pois é, definitivamente a IURD não é uma igreja cristã.

Que Deus tenha misericórdia de cada um de nós!
Autor: Renato Vargens
Fonte: [ Blog do autor ]

Por Que Contar Cabeças? – C. H. Spurgeon Postado por Charles Spurgeon / On : 21:32/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.

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- Um Homem é a Maioria -

Um só homem dentre vós perseguirá mil, pois o SENHOR, VOSSO Deus, é quem peleja por vós, como já vos prometeu. (Josué 23.10)

Por que contar as pessoas? Um homem com Deus se torna a maioria, embora existam milhares do outro lado. Às vezes, aqueles que nos ajudam podem ser muitos para Deus agir através deles, conforme aconteceu com Gideão, que não pôde fazer nada, até que fortaleceu seus exércitos, reduzindo o número dos soldados. Mas as hostes do Senhor são muitas. Quando Deus fundou a nação de Israel, Ele chamou a Abrãõ sozinho e o abençoou.

Quando Deus quis derrotar o orgulhoso Faraó, não utilizou qualquer exército, apenas chamou Moisés e Arão. O "ministério de um único homem", como o chamam alguns sábios, tem sido mais utilizado pelo Senhor do que exércitos bem treinados e seus oficiais. Todos os israelitas juntos aniquilariam tantos inimigos quantos Sansão sozinho? Saul e seus exércitos mataram os seus milhares, porém Davi destruiu seus dez milhares.

Deus pode oferecer grande vantagem aos inimigos e, apesar disso, vencê-los. Se temos a verdadeira fé, temos Deus ao nosso lado. E, diante disso, o que significam multidões de homens? O cachorro de um pastor de ovelhas pode conduzir diante dele um grande rebanho. Se o Senhor o enviar, meu irmão, o poder dEle realizará seu divino propósito. Por isso, confie em sua promessa e seja bastante corajoso.

Somente Pela Graça - João Calvino



- A CONSONÂNCIA DAS PROMESSAS DA LEI E DO EVANGELHO -


AS PROMESSAS DA LEI NÃO INDUZEM À SALVAÇÃO ATRAVÉS DO MÉRITO DAS OBRAS, O QUAL SOMENTE À CONDENAÇÃO PODERIA CONDUZIR


Prossigamos agora também com outros argumentos mercê dos quais Satanás se empenha, através de seus satélites, ou em demolir ou enfraquecer a justificação pela fé. Julgo que já subtraímos a nossos caluniadores a possibilidade de acusar-nos de sermos inimigos das boas obras; porque negamos que as obras justifiquem, não para que não se faça nenhuma boa obra, nem tampouco para negar que as boas obras sejam boas, mas para que não nos fiemos nelas, nem nelas nos gloriemos, nem lhes atribuamos a salvação. Pois esta é nossa confiança, esta nossa glória, a única âncora de nossa salvação: que Cristo, o Filho de Deus, é nosso, e nós, por nossa vez, nele somos filhos de Deus e herdeiros do reino celeste, chamados à esperança da bem-aventurança eterna pela benignidade de Deus, não por nossa dignidade.

Mas, visto que, como foi dito, contra nós investem ainda com outras máquinas de guerra, então avancemos também a rebatê-los. Em primeiro lugar, volvem-se para as promessas legais que o Senhor promulgou visando aos cultores de sua lei, e perguntam se porventura queremos que elas sejam inteiramente sem préstimo ou eficazes. Uma vez que teria soado mal e seria ridículo dizer que são sem préstimo, assumem como reconhecido que elas são de alguma eficácia. Daqui arrazoam que não somos justificados pela fé somente. Pois assim fala o Senhor: “Será, pois, que, se ouvindo estes juízos, os guardardes e cumprirdes, o Senhor teu Deus te guardará a aliança e a misericórdia que jurou a teus pais; e amar-te-á, e abençoar-te-á, e te fará multiplicar” etc. [Dt 7.12, 13]. Igualmente: “Mas, se deveras melhorardes vos¬sos caminhos e vossas obras; se deveras praticardes o juízo entre um homem e seu próximo; se não oprimirdes o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, nem derramardes sangue inocente neste lugar, nem andardes após outros deuses, para vosso mal, eu vos farei habitar neste lugar” etc. [Jr 7.5-7]. Não desejo recitar inutilmente mil passagens do mesmo teor, porque, uma vez que nada diferem de sentido, serão explicadas pela solução destas. Em síntese, Moisés testifica que na lei se propõem a bênção e a maldição [Dt 11.26], a morte e a vida [Dt 30.15]. Portanto, assim concluem que, ou esta bênção se torna ociosa e infrutífera, ou a justificação não é somente pela fé.

Já mostramos acima como, se nos apegamos à lei, somos destituídos de toda bênção, somente maldição paira ameaçadora, a qual foi ordenada para todos os transgressores [Dt 27.26]. Ora, o Senhor não promete coisa alguma, senão aos perfeitos cultores de sua lei, os quais nenhum se acha. Permanece, pois, que toda a raça humana é indiciada mediante a lei como sujeita à maldição e à ira de Deus, das quais, para que se livrem, necessário se faz escapar ao poder da lei, e como que de sua servidão guindar-se à liberdade, na verdade não àquela liberdade carnal que nos afasta da observância da lei, nos incita à conspurcação de todas as coisas, permite que nossa concupiscência se exceda como se as barreiras fossem rompidas ou as rédeas, soltas; ao contrário, aquela liberdade espiritual que conforta e soergue a consciência perturbada e consternada, mostrando-a livre da maldição e da condenação com que a lei a premia, amarrada e constrita. Esta liberação e, por assim dizer, alforria da sujeição à lei conseguimos quando, mediante a fé, apreendemos a misericórdia de Deus em Cristo, pela qual somos feitos seguros e convictos da remissão dos pecados, de cujo senso a lei nos pungia e remordia.

O Apóstolo do Amor – e Dos Mandamentos – John Piper


O apóstolo João talvez seja mais conhecido por apóstolo do amor. Ele era o "discípulo amado" (João 13.23; 20.2), e escreveu extensamente sobre o amor. Contudo, mais de um terço de todas as ocorrências da palavra "mandamento" no Novo Testamento estão nos escritos dele. Essas ocorrências não estão somente no evangelho, como já vimos, mas também em Apocalipse e nas cartas. "Sabemos que o conhecemos, se obedecemos aos seus mandamentos. Aquele que diz: 'Eu o conheço', mas não obedece aos seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele" (ljoão 2.3,4). "E recebemos dele tudo o que pedimos, porque obedecemos aos seus mandamentos e fazemos o que lhe agrada. [...] Os que obedecem aos seus mandamentos nele permanecem, e ele neles" (ljoão 3.22,24).

É importante enxergar isso porque João também deixa claro que a.fé é o poder triunfante pelo qual obedecemos aos mandamentos de Deus. Veremos que a mesma dinâmica espiritual para a obediência aos mandamentos divinos está ativa no Antigo e no Novo Testamento, a saber, obedecemos pela fé na graça futura. Aqui está a maneira em que João trata da relação entre a fé e a obediência:

Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus, e todo aquele que ama o Pai ama também o que dele foi gerado. Assim sabemos que amamos os filhos de Deus: amando a Deus e obedecendo aos seus manda-. mentos. Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos seus mandamentos. E os seus mandamentos não são pesados. O que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé. Quem é que vence o mundo? Somente aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus (ljoão 5.1-5).

João diz: "O que é nascido de Deus vence o mundo" (v. 4). A maioria das versões traz "porque" no início do versículo 4. Esse "porque" significa que isto é dado como base ou fundamento do que acabou de dizer: "os seus mandamentos não são pesados". Assim, quando João fala sobre vencer o mundo, o que ele tem em mente é vencer o impulso mundano de rejeitar os mandamentos divinos e considerá-los pesados. Quando somos gerados de novo, ele diz, esse impulso é vencido e não achamos os mandamentos de Deus pesados.

De que maneira o fato de alguém ser gerado de novo torna os mandamentos divinos um prazer e não um fardo? João diz: "esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé". Em outras palavras, a geração de fé é a forma em que a regeneração provida por Deus vence a característica pesada que o mundo atribui aos mandamentos divinos. Isso é confirmado no versículo 1 que diz literalmente: "Todo o que crê que Jesus é o Cristo é nascido de Deus". A fé evidencia que nascemos de Deus. Não nos regeneramos pela decisão de crer. Deus nos torna dispostos a crer ao nos regenerar. Como Pedro disse na Primeira carta: Deus "nos regenerou para uma esperança viva" (1 Pedro 1.3). Nossa esperança viva, ou fé na graça futura, é a obra de Deus por meio do novo nascimento.

Assim quando João diz: "O que é nascido de Deus vence o mundo", e então acrescenta: "esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé", considero essa afirmação uma declaração de que Deus nos capacita, pelo novo nascimento, a vencer o mundo — isto é, a vencer nossa indisposição mundana de obedecer aos mandamentos divinos. O novo nascimento faz isso ao gerar fé, o que evidentemente inclui a disposição para o prazer, e não aversão, nos mandamentos de Deus. Portanto, a fé vence nossa hostilidade inata a Deus e sua vontade, e nos liberta para a obediência aos mandamentos, e a dizer com o salmista: "Tenho grande alegria em fazer a tua vontade, ó meu Deus" (Salmos 40.8).

Mas alguém poderia dizer: "Como você atribui à fé o que o versículo 3 atribui ao amor a Deus?". "Porque nisto consiste o amor a Deus: em obedecer aos seus mandamentos". Nego que amar a Deus seja o poder para obedecer aos seus mandamentos. Mas também afirmo, em virtude da linha de pensamento que se segue, que a fé também é a ferramenta do poder divino que nos capacita a obedecer aos seus mandamentos. A pergunta é, então: Como combinamos os dois pontos?

Estudo Textual: 1 Coríntios 2:1-16 Revelação pelo Espírito

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Os coríntios exaltavam a sabedoria humana (capítulo 1). Em contraste, Paulo demonstrava que tanto o meio de salvação que Deus escolheu (a crucificação de Cristo 1:18-25) quanto o povo que Deus salvou (1:26-31) contradizem a sabedoria humana. No capítulo 2, Paulo mostra que Deus se revela somente através do Espírito; portanto, a sabedoria dos homens não pode chegar a conhecer Deus nem a aprender sua vontade.
Métodos de ensino (2:1-5): Deus escolheu uma mensagem simples que Paulo proclamou de modo direto. Ele não mostrou eloqüência retórica, mas simplesmente declarou Cristo e sua crucificação. Muitos líderes religiosos até hoje procuram projetar uma imagem de ostentosa autoconfiança; Paulo mostrou humildade, sentindo sua inadequação diante da tremenda tarefa de proclamar a vontade do Senhor. Sua recusa a fascinar sua audiência com seu próprio encanto e cultura deixaram a fé do povo repousando no Senhor e não nele mesmo.
Sabedoria de Deus (2:6-13): De fato, a salvação de Deus é sábia. Sua sabedoria, contudo, continua desconhecida pela elite do mundo. Desde que a sabedoria de Deus não pode ser descoberta pelo raciocínio humano, nenhum homem pode jamais chegar a entender a vontade de Deus pelo seu próprio entendimento ou pesquisa. Ninguém pode saber o que estou pensando a menos que eu lhe diga. Do mesmo modo, ninguém pode conhecer a mente de Deus fora da revelação que Deus fez aos seus apóstolos através do Espírito. Deus não revelou apenas o conteúdo geral de sua mensagem, mas deu as próprias palavras da Escritura. Assim, podemos chegar a saber a vontade de Deus revelada pelo Espírito quando lemos o que os apóstolos e os profetas escreveram no Novo Testamento.
O homem separado da revelação (2:14-16): Paulo contrasta o homem "natural" e o homem "espiritual". O homem "natural" é o que não aceita a revelação de Deus, a Bíblia. Seu horizonte é limitado pelas coisas da vida. Ele não pode conhecer Deus porque é somente através da palavra de Deus que uma pessoa pode chegar a entender qual é sua vontade. O homem "espiritual" ouve as Escrituras e confia no que Deus revelou. Enquanto as pessoas mundanas consideram tolo o homem "espiritual", isso não importa; afinal, foram os sábios deste mundo que crucificaram o próprio Senhor da glória (2:8).
A auto-revelação direta de Deus, impossível de ser descoberta pelo engenho do homem, envergonha todas as tentativas de exaltar a sabedoria humana.

-por Gary Fisher

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O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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