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23 de abr. de 2010

A Lei da Submissão


ESTUDOS EM HERMENÊUTICA BÍBLICA
Ou, Leis Básicas de Interpretação da Bíblia
Pr. Davis W. Huckabee

É um fato verdadeiro que ninguém pode vir a entender genuinamente a Palavra de Deus enquanto ele estiver apegado a uma idéia preconcebida sobre o sentido de determinada passagem. Muitas vezes ele é motivado nisso por interesse próprio. A idéia preconcebida é um bloqueio mental que resiste eficazmente à verdade. Observamos isso numerosas vezes na vida de Cristo, pois muitos dos judeus foram até Ele ao saberem dos grandes milagres que Ele realizava. Contudo, quando Ele não aceitou ser forçado a entrar no molde das idéias preconcebidas que eles tinham dEle quanto ao que o Messias deveria ser, eles foram embora decepcionados e bravos, e foram no final os que gritaram: "Crucifica-O" Crucifica-O"" O orgulho, o preconceito e as idéias preconcebidas podem levar uma pessoa a fazer loucura.
Se o homem é uma criatura caída e depravada, e as Escrituras declaram esse fato com abundância, então não se deve jamais deixar a vontade da carne exaltar-se acima da vontade revelada de Deus. Na medida em que o Espírito de Deus é o Autor das Escrituras, bem como o Interpretador delas, deve-se olhar somente para Ele a fim de se obter a interpretação certa desse Livro. "Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está" Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus." (1 Coríntios 2:11)
A fim de alcançar a interpretação certa das Escrituras, o homem deve ser submisso ao Espírito de Deus, pois há outros "espíritos" que certamente o desviarão se não se buscar a liderança do Espírito. Em 1 Coríntios 2:11-12 se mencionam três espíritos distintos que podem influenciar as reações do homem. Há: (1) O espírito humano, (2) O Espírito Santo, e (3) O espírito do inferno, que é Satanás em seu papel como o "deus deste mundo", 2 Coríntios 2:4. Pelo fato de que ele não é onipresente como o Espírito de Deus, ele tem muitos "espíritos enganadores" " demônios " que o ajudam em seus enganos, 1 Timóteo 4:1, e esses são as causas de todas as doutrinas falsas.
Que essa submissão necessária se ache geralmente nas pessoas verdadeiramente nascidas de Deus, mas só nelas, é indicada na declaração de 1 Coríntios 2:12-14: "Mas nós não recebemos o espírito do mundo, mas o Espírito que provém de Deus, para que pudéssemos conhecer o que nos é dado gratuitamente por Deus. As quais também falamos, não com palavras de sabedoria humana, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente". A diferença nesses dois tipos diferentes está na submissão do cristão a Deus.
Essa necessidade de submissão foi o que Jesus mencionou quando disse: "Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eu falo de mim mesmo". (João 7:17) Esse mesmo dever foi apresentado no Antigo Testamento, em Oséias 6:3: "Então conheçamos e prossigamos em conhecer ao SENHOR". Nada ajuda mais alguém a vir a interpretar corretamente as Escrituras do que ter uma vontade humilde e submissa para fazer a vontade de Deus, e nada perverte tão rapidamente a verdade como uma má vontade de fazer o que Deus tem revelado como Sua vontade. Essa Lei, pois, é de grande importância, e deve ser secundária só ao fato de que já se fez uma revelação da vontade de Deus. Nenhuma atitude do estudante da Bíblia é tão importante como essa.

"Assim como a Bíblia nos foi dada para propósitos práticos, influenciando caráter, conduta e destino, nosso estudo da Bíblia, para ser proveitoso, deve estar em linha com esses propósitos. O ponto central de toda lição, pois, será sua doutrina nessas questões, e essa doutrina deve ser de tal forma recebida pela fé e assimilada pela obediência a ponto de se tornar um conhecimento por experiência. "Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina, conhecerá se ela é de Deus". A confirmação contínua e certeza elevada de que estamos interpretando corretamente a Palavra divina pode vir somente aos que podem dizer: "Então conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor", no mesmo modo de experiência que traz suas bênçãos com cada passo a frente. "Aquele, porém, que atenta bem para a lei perfeita da liberdade, e nisso persevera, não sendo ouvinte esquecidiço, mas fazedor da obra, este tal será bem-aventurado no seu feito"". " B. H. Carroll, An Interpretation of the English Bible (Uma Interpretação da Bíblia em Inglês), Vol I, p. 9. 

Dá para ver facilmente a verdade de João 7:17 quando consideramos que todo ateu militante estuda as Escrituras, mas nunca chega a conhecer a verdade. O motivo disso é que ele estuda com o objetivo de refutar e derrubar os ensinos da Palavra de Deus, e por esse motivo, ele é incapaz de vir a entender verdadeiramente seu sentido. Sua atitude é errada, pois ele está determinado em sua oposição a Deus, e Deus pois não lhe dará a o discernimento para entender corretamente a verdade espiritual.
"Nessa declaração nosso Senhor declarou um princípio de suprema importância prática. Ele nos informa como certamente se pode alcançar o alvo em conexão com as coisas de Deus. Ele nos diz como se obter discernimento e certeza espiritual. A condição fundamental para se obter conhecimento espiritual é um desejo genuíno de coração de realizar a vontade revelada de Deus em nossas vidas. Sempre que o coração está reto Deus dá a capacidade de compreender Sua verdade". " A. W. Pink, The Gospel of John (O Evangelho de João), Vol. I, p. 385.
É um engano comum os homens suporem que eles têm a capacidade de entender as coisas espirituais somente pelo mero exercício de suas faculdades mentais naturais. Mas as Escrituras negam isso em muitos lugares, pois as coisas espirituais progridem de acordo de leis espirituais, e só dá para entendê-las quando se reconhece essas leis espirituais e se submete ao Autor Divino das Escrituras. "E, ainda que tinha feitos tantos sinais diante deles, não criam nele; para que se cumprisse a palavra do profeta Isaías, que diz: Senhor, quem creu na nossa pregação" E a quem foi revelado o braço do Senhor" Por isso não podiam crer, então Isaías disse outra vez: Cegou-lhes os olhos, endureceu-lhes o coração, a fim de que não vejam com os olhos, e compreendam no coração, e se convertam, e eu os cure". (João 12:37-40) Esse mesmo texto de Isaías 6:9-10 é citado pelo menos em três outros lugares no Novo Testamento no mesmo contexto. "Pois quê" O que Israel buscava não o alcançou; mas os eleitos o alcançaram, e os outros foram endurecidos". (Romanos 11:7) "Mas os seus sentidos foram endurecidos; porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição do velho testamento, o qual foi por Cristo abolido". (2 Coríntios 3:14)
É mediante somente pelo poder iluminador do Espírito de Deus que alguém pode entender as verdades espirituais da Bíblia. E é frequentemente verdadeiro que aqueles que têm mais aprendizado humano, pelo fato de que confiam nisso em vez de serem conduzidos pelo Espírito, chegam a entender com menos plenitude a verdade do que aquele que tem menos formação educacional, pois este está consciente da necessidade de ser instruída pelo Espírito de Deus. Foi a própria promessa do Senhor que declarou: "Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir". (João 16:13) Observe que o Espírito guiará em toda a verdade, e portanto quando alguém vier a conhecer a verdade, é mediante a obra do Espírito Santo e não por outro meio. Desses fatos torna-se óbvio que a qualquer momento que alguém rejeita o ensino do Espírito Santo, e confia somente no raciocínio humano para entender a Palavra de Deus, ela imediatamente cai vítima da frustração e confusão. Este não está em submissão ao Autor e Intérprete das Escrituras. Olhando com objetividade o caso não pode ser de outro jeito. Somente onde há uma plena submissão ao ensino e liderança do Autor das Escrituras pode a capacidade de entender profundamente o verdadeiro sentido delas ser recebida.


Autor: Davis W. Huckabee
Tradução: Júlio Severo
Revisão e Edição: Joy E Gardner e Calvin G Gardner
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br



Estudos Doutrinários (Bíblia de estudo Pentecostal)

Estudos Doutrinários                                                            

[DEVOCIONAL] John Piper - Como Experimentamos o Amor de Deus no Coração?

14.3.10 | Postado por: Yago Martins
Penetrado pela PAlavra - John Piper


Como Experimentamos o Amor de Deus no Coração?


por John Piper


Experimentar o amor de Deus, e não apenas pensar sobre este amor, é algo que devemos desejar com todo o coração. É uma experiência de grande alegria porque nela provamos a própria realidade de Deus e de seu amor. É o fundamento de profunda e maravilhosa segurança — a segurança de que nossa esperança “não confunde” (Rm 5.5). Esta segurança nos ajuda a nos gloriarmos “na esperança da glória de Deus” (Rm 5.2); e nos conduz através das intensas provas de nossa fé.

Esta experiência do amor de Deus é a mesma para todos os crentes? Não. Se todos os crentes tivessem a mesma experiência do amor de Deus, Paulo não teria orado em favor dos crentes de Éfeso: “A fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus” (Ef 3.18,19). Ele pediu isto porque alguns (ou todos!) eram deficientes em sua experiência do amor de Deus, em Cristo. E podemos supor que não somos todos deficientes na mesma medida em que o eram os crentes de Éfeso.

Como podemos alcançar a plenitude da experiência do amor de Deus, derramado em nosso coração pelo Espírito Santo? Uma das chaves para isso é compreendermos que esta experiência não é semelhante à hipnose, ao choque elétrico, às alucinações induzidas por drogas ou uma boa medida de calafrios. Pelo contrário, tal experiência é mediada pelo conhecimento. Não é o mesmo que conhecimento, mas vem por meio deste. Expressando-o de outra maneira, esta experiência do amor de Deus é obra do Espírito Santo dando-nos gozo indizível em resposta às percepções da mente a respeito da manifestação desse amor na pessoa de Jesus Cristo. Deste modo, Cristo recebe a glória pelo gozo que desfrutamos. É um gozo naquilo que vemos nEle.

Onde você pode ver isto nas Escrituras? Considere 1 Pedro 1.8: “A quem, não havendo visto, amais; no qual, não vendo agora, mas crendo, exultais com alegria indizível e cheia de glória”. Aqui temos uma experiência de grande e indescritível gozo — um gozo além de quaisquer palavras. Não se fundamenta em uma visão física de Cristo. Está fundamentada em crer em Cristo. Ele é o foco e o conteúdo da mente neste gozo indescritível.

De fato, 1 Pedro 1.6 afirma que o gozo, em si mesmo, está “na” verdade que Pedro está declarando sobre a pessoa de Cristo — “Nisso exultais”. Ao que se refere o termo “isso”? À verdade de que:

1) em sua grande misericórdia, Deus “nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos” (v. 3);

2) obteremos “uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível” (v. 4); e

3) somos “guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo” (v. 5). Em tudo isso, exultamos “com alegria indizível e cheia de glória” (v. 8).

Sabemos algumas verdades. E nos regozijamos nisso! A experiência de uma alegria indizível é uma experiência mediada. Ela vem por intermédio do conhecimento de Cristo e de sua obra. Tal experiência possui um conteúdo.

Considere também Gálatas 3.5: “Aquele, pois, que vos concede o Espírito e que opera milagres entre vós, porventura, o faz pelas obras da lei ou pela pregação da fé?” Sabemos, com base em Romanos 5.5, que a experiência do amor de Deus acontece por meio do “Espírito Santo, que nos foi outorgado”. Mas Gálatas 3.5 nos diz que a concessão do Espírito tem conteúdo. Ela se realiza por meio da “pregação da fé”. Há duas coisas: a pregação e a fé. Existe a pregação da verdade a respeito de Cristo e a fé nessa verdade. É desta maneira que o Espírito é concedido. Ele vem por meio de conhecer e crer. A obra dEle é uma obra mediada. Tem conteúdo mental. Acautele-se de buscar o Espírito com esvaziamento de sua mente.

De modo semelhante, Romanos 15.13 afirma que o Deus da esperança nos enche com alegria e paz, “no crer”. E o crer tem conteúdo. O amor de Deus é experimentado em conhecermos e crermos em Cristo, porque Romanos 8.39 diz que o amor de Deus “está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. Nada poderá “separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”.

Portanto, faça quatro coisas: olhe, ore, renuncie e desfrute.

1. Olhe para Jesus. Considere a Jesus Cristo. Medite na glória e na obra dEle, não de modo casual, e sim intencional. Pense sobre as promessas que Ele fez e assegurou por meio de sua morte e ressurreição.

2. Ore para que Deus abra seus olhos, a fim de contemplarem as maravilhas do amor dEle nestas coisas.

3. Renuncie todas as atitudes e comportamentos que contradizem esta demonstração do amor de Cristo por você.

4. Desfrute a experiência do amor de Deus derramado em seu coração, pelo Espírito Santo.


Extraído do livro:
Penetrado pela Palavra, de John Piper
Copyright: © Editora FIEL 2009.
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

[DEVOCIONAL] John Piper - Terrorismo, Justiça e Amor por Nossos Inimigos

21.3.10 | Postado por: Deus Em Debate
Penetrado pela PAlavra - John Piper

Terrorismo, Justiça e Amor por Nossos Inimigos

por John Piper



Alguém me perguntou, depois da reunião de oração de terça-feira, em resposta ao ataque terrorista de 11 de setembro de 2001: “Podemos orar por justiça e, ao mesmo tempo, amar nossos inimigos?” A resposta é: “Sim”.

Mas comecemos com nossa própria culpa. Os crentes sabem que, se Deus nos tratasse somente de acordo com a justiça, pereceríamos sob a sua condenação. Somos culpados de traição contra Deus, em nosso orgulho e rebeldia pecaminosa. Merecemos apenas juízo. A justiça tão-somente nos condenaria ao tormento eterno.

No entanto, Deus não lida conosco apenas em termos de justiça. Sem comprometer a sua justiça, Ele “justifica o ímpio” (Rm 4.5). Isso parece injusto. E realmente seria se Deus não tivesse enviado Jesus para viver e morrer por nós. A misericórdia de Deus fez com que Ele mandasse seu Filho para sofrer sua ira, de modo a satisfazer a sua justiça, quando Ele justifica pecadores que crêem em Jesus. Por conseguinte, temos nossas vidas por causa da misericórdia e da justiça (Rm 3.25-26). Elas se encontraram na cruz.

Não estamos em condições de exigir justiça divorciada da misericórdia. Jesus ordenou: “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos” (Mt 5.44-45). É evidente que Jesus apresentou isto como um homem perfeito. “Se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho” (Rm 5.10). E mesmo quando Jesus fez isso por seus inimigos, Ele orou: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23.34).

A ressoante ordem dos apóstolos é: “Abençoai os que vos perseguem, abençoai e não amaldiçoeis... Não torneis a ninguém mal por mal... não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor. Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber” (Rm 12.14-20). Quando vivemos desta maneira, magnificamos a glória da misericórdia de Deus e o todo-satisfatório Tesouro que Ele é para a nossa alma. Demonstramos isso por causa do supremo valor que Ele é para nós, e não precisamos do sentimento de vingança pessoal para ficarmos contentes.

Não negamos esta verdade quando dizemos que Deus deveria também ser glorificado como Aquele que governa o mundo e delega parte de sua autoridade a Estados Civis. Portanto, alguns dos direitos de Deus, como Deus, são dados aos governantes humanos com o propósito de restringir o mal e manter a ordem social com leis justas. Isto era o que Paulo tencionava dizer quando escreveu: “Não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas... visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem... não é sem motivo que ela traz a espada; pois é ministro de Deus, vingador, para castigar o que pratica o mal” (Rm 13.1-4).

Deus quer que a justiça humana tenha uma influência controladora entre os governos, os cidadãos e autoridades civis. Ele não preceitua que os governos sempre fiquem passivos e não revidem a insultos. “Não é sem motivo” que o governo “traz a espada”. A polícia tem o direito, outorgado por Deus, de usar a força para restringir o mal e trazer os infratores à justiça. E Estados legítimos têm a autoridade, outorgada por Deus, de restringir agressões que ameaçam vidas e trazer os criminosos à justiça. Com este entendimento, a justiça, que é prerrogativa de Deus, executada por autoridades humanas por ordem de Deus, glorifica a justiça de Deus, que, em sua misericórdia, manda que o pecado e a miséria sejam restringidos na terra.

Portanto, magnificamos a misericórdia de Deus por orarmos em favor de nossos inimigos, para que sejam salvos e reconciliados com Ele. A nível pessoal, estaremos dispostos a sofrer pelo bem eterno deles e lhes daremos comida e bebida. Lançaremos fora o ódio malicioso e a vingança particular. A nível público, também magnificaremos a justiça de Deus por orarmos e trabalharmos para que a justiça seja feita na terra, se necessário por meio de força empregada de forma sábia e comedida, com base na autoridade ordenada por Deus.


Extraído do livro:
Penetrado pela Palavra, de John Piper
Copyright: © Editora FIEL 2009.
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

[DEVOCIONAL] John Piper - Você Tem Somente uma Vida Preciosa

Você Tem Somente uma Vida Preciosa


por John Piper

A Televisão é uma Parte Imensa Dessa Vida?

Se todas as variáveis são iguais, a sua capacidade de conhecer a Deus talvez diminuirá profundamente em proporção a quanto tempo você assiste à televisão. Há várias razões para isto. Uma das razões é que a televisão reflete nossa cultura em sua maior trivialidade. E uma dieta permanente de trivialidade arruína a alma. Você se acostuma com ela. Começa parecendo normal. Aquilo que é tolo se torna divertido. E o divertido se torna agradável. E o agradável se torna satisfatório à alma. E, no final, a alma que é criada para Deus, desceu ao ponto de satisfazer-se comodamente em trivialidades.

Talvez isto não seja percebido, porque, se tudo o que você conhece é a nossa cultura, não pode perceber que há alguma coisa errada. Quando se lê apenas revistas em quadrinhos, não é de se estranhar que não haja qualquer boa literaturaem casa. Quem vive onde não há estações, não sente saudades das cores do outono. Quem assiste a cinqüenta comerciais de televisão, todas as noites, talvez esqueça que existe uma coisa chamada sabedoria. Na maior parte de sua programação, a televisão é trivial. Raramente ela inspira grandes pensamentos ou fortes sentimentos com vislumbres de grandes verdades. Deus é a Realidade absoluta e suprema, que modela todas as coisas. Se Ele obtém algum tempo de transmissão, é tratado como uma opinião. Não há reverência. Não há tremor. Deus e tudo que Ele pensa a respeito do mundo está ausente da televisão. Alienadas de Deus, todas as coisas se encaminham a ruína.

Pense em quão nova é a televisão. Nestes 2.000 anos de história desde a vinda de Cristo, a televisão tem moldado apenas os últimos 2,5% dessa história. Nos outros 97,5% do tempo desde a vinda de Jesus, não havia televisão. E, durante 95% desse tempo, não havia rádio. O rádio entrou em cena no início dos anos 1900. Portanto, durante 1.900 anos de história cristã, as pessoas gastaram seu tempo livre fazendo outras coisas. Perguntamos a nós mesmos: o que elas fizeram? Talvez liam mais. Ou conversavam mais sobre as coisas. Com certeza, elas não foram bombardeadas com trivialidades prejudiciais à alma, transmitidas durante todo o dia.

Você já perguntou: “O que poderíamos fazer que é realmente de valor, se não assistíssemos a televisão?” Observe: não estamos refletindo apenas sobre o que a televisão nos faz com seus rios de vacuidade, mas também sobre o que ela nos impede de fazer. Por que você não faz uma experiência? Faça uma lista do que você poderia realizar, se usasse o tempo que gasta assistindo a televisão e o dedicasse a outra coisa. Por exemplo:

1. Você poderia ser inspirado a uma grande realização por aprender sobre a vida de Amy Carmichael, uma mulher nobre e piedosa, e sobre a coragem dela ao servir sozinha às crianças da Índia. De onde vêm esses sonhos radicais? Não vêm de assistirmos à televisão. Abra sua alma para que ela seja dilatada por meio de uma indescritível vida de consagração a uma grande causa.

2. Você poderia ser inspirado pela biografia de um homem de negócios, ou de um médico, ou de uma enfermeira, para obter a habilidade de abençoar outros com a excelência de uma profissão dedicada a um alvo mais elevado do que qualquer coisa que a televisão recomenda sem jamais incluir a Jesus.

3. Poderia memorizar o oitavo capítulo da Carta aos Romanos e penetrar nas profundezas da percepção de Paulo quanto à pessoa de Deus. E, ainda, descobrir o precioso poder da memorização das Escrituras em sua vida e seu ministério. Ninguém pode avaliar o poder que viria a uma igreja, se todos os seus membros desligassem a televisão por um mês e dedicassem o mesmo tempo à memorização das Escrituras.

4. Poderia escrever uma poesia simples ou uma carta para um parente, um filho, um amigo ou um colega, expressando profunda gratidão pela vida deles ou anelos em relação a alma deles.

5. Poderia fazer um bolo ou um prato especial para os vizinhos e entregá-lo com um sorriso e um convite de virem à sua casa, para se conhecerem mutuamente.

Portanto, existem muitas razões para se tentar um jejum de televisão ou simplesmente afastarmo-nos dela por completo. Não temos possuído um aparelho de televisão por trinta e quatro anos, exceto por três anos, quando estivemos na Alemanha e o usamos para aprender o idioma. Não existe virtude inerente nisto. Menciono-o apenas para provar que podemos criar cinco filhos sensíveis à cultura e informados biblicamente sem a televisão. Eles nunca se queixaram disso. Na verdade, freqüentemente se admiram com o fato de que pessoas conseguem encontrar tanto tempo para assistirem a televisão.



Extraído do livro:
Penetrado pela Palavra, de John Piper
Copyright: © Editora FIEL 2009.
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

[Agnosto Theo] John Piper - Não neste ou naquele monte, mas em Espírito e em Verdade 1/2

Nós vamos focar hoje no texto de João 4:20-26. E no quão cheio da grandeza de Deus esse texto é. Nós vimos nos versículos 1-15 que Jesus é a água viva que ele próprio oferece à mulher samaritana no poço, e que ela definitivamente não compreende. Vimos da última vez (v. 16-19) que Jesus é um profeta cirurgicamente penetrante que descobre nossa alma e conhece profundamente nosso ser, e ainda assim nos persegue. “Você teve cinco maridos e o homem que tem agora não é seu marido.”

Agora nós veremos Jesus como o Salvador que revela os mistérios da verdadeira adoração, e quem outrora era conhecido como o Messias Judeu (v. 26). E muito mais.

A Adoração não está limitada à Localização

Primeiro, atentem comigo aos versículos 20-22. Para desviar-se de sua sondagem profética do coração dela, a mulher samaritana leva Jesus a uma discussão sobre adoração. Mas mesmo aqui ela quer manter as coisas no nível superficial da adoração, e não no seu âmago. Ela quer falar sobre o “onde” (v. 20: “Nossos pais adoravam neste monte; vós, entretanto, dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.”).
Jesus se dispõe a discutir esse assunto com ela, mas não se dispõe a deixá-la limitar essa questão à localização. Ele vai ao coração do assunto. (v. 21: “Disse-lhe Jesus: ‘Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai’”).

Montes são irrelevantes para a Adoração

Jesus começa com uma negativa. Uma negação. Você questiona sobre onde? Você está preocupada com o lugar? Minha senhora, há um dia chegando – mais cedo do que você pensa – quando ambos os montes serão irrelevantes para a verdadeira adoração. É incrível para um judeu dizer isso. O dia vem, ele diz, quando Jerusalém, a Cidade Santa, a Cidade de Davi, o local com o templo de Deus, não será o cerne da verdadeira adoração.

Não era essa a resposta que ela esperava. Ela esperava um bom argumento de que os judeus defendem Jerusalém como ponto principal de adoração, enquanto os samaritanos dizem que é o Monte Gerazim. Mas Jesus rejeita todos os argumentos. Ao invés disso, ele diz que estamos à beira de algo novo: “... a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.”

Por que a menção adorar “o Pai”?

Ao invés de onde nós adoramos Jesus, foque em quem nós adoramos e como o adoramos. Note a referência ao “Pai” no fim do versículo 21: “... a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis ao Pai.” Ela não disse isso. Ele disse. Por quê? Por que não dizer, “Deus” ou “o Senhor” ou alguma outra designação? Por que “o Pai”? – Você não irá adorar “o Pai” em qualquer um desses montes.

1) Deus é “o Pai” dos Samaritanos

Três razões. Primeiro ele usa isso para relacionar à referência dela aos pais samaritanos, e dessa forma atrair sua atenção ao único Pai importante. Ela disse no verso 20: “Nossos pais adoraram neste monte”. E ela já havia perguntado no verso 12: “És tu, porventura, maior do que Jacó, o nosso pai?” (João 4:12). Então, ela está muito focada nas superficialidades do local e da tradição. Os pais se mostram muito significantes em sua mente.

Jesus muda o foco. Ele não diz: “Bem, os verdadeiros pais Judeus adoravam em Jerusalém.” Ele diz: “há um Pai com quem você deveria se preocupar, chamado ‘O Pai’ – o Pai que almeja ser adorado, mas não em algum lugar particular.”

2) Deus é “o Pai” das crianças que O recebem

Segundo, ao dizer que quem deve ser adorado é “o Pai”, ele indica à mulher o fato de que Deus tem filhos. Não há coisa tal como um pai que não possui filhos. Conceber filhos é o que faz de você um pai. Então, quando Jesus diz que o único a ser adorado é “o Pai”, ele levanta a questão de quem seriam os seus filhos.
A resposta já foi dada em João 1:12: “Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus,...”. Aqueles que recebem Jesus são os filhos de Deus. Deus é um Pai àqueles que nasceram de novo e acreditam em Jesus. Então Jesus a está despertando para a verdade de que quando se vai adorar, lugar não é o importante, mas sim se você tem Deus como seu Pai, isto é, se você nasceu de novo e acredita em Seu Filho.

3) Deus é “o Pai” do Filho, Jesus Cristo

E isso leva à terceira resposta ao por que ele se refere a Deus como “o Pai” ao final do versículo 21. Isso traz à mente – para nós pelo menos – que “o Pai” tem um único Filho que é “o Filho”. Os dois termos são usados juntos com tanta frequência, é difícil não ouvi-los aqui:
  • “O Pai ama ao Filho.” (João 3:35).
  • “O quer que faça o Pai, fará igual o Filho.” (João 5:19).
  • “E o Pai a ninguém julga, mas ao Filho confiou todo julgamento.” (João 5:22).
  • “Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou.” (João 5:23).
  • “Assim como o Pai tem vida em si mesmo, também concedeu ao Filho ter vida em si mesmo.” (João 5:26).
  • “A fim de que o Pai seja glorificado no Filho.” (João 14:13).
O único a ser adorado é “o Pai”. Aquela mulher estava lidando com “o Filho”. E nós veremos que: Sua presença é mais importante na adoração do que em qual monte você está, ou em qual cidade você está.

Por John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org
Original: Not in This or That Mount, but in Spirit and Truth
Tradução: Equipe Voltemos ao Evangelho
Agnosto Theo - Um Especial sobre os Atributos de Deus

No mundo há somente uma coisa digna de ser buscada: o conhecimento de Deus. (Robert H. Benson)

[Agnosto Theo] John Piper - Não neste ou naquele monte, mas em Espírito e em Verdade 2/2


Não Onde, mas Quem

Lembre-se que Ele já havia dito em João 2:19: “Destruí este santuário, e em três dias o reconstruirei.” Em outras palavras, já havia dito que Ele próprio era o novo templo – o novo local de encontro com Deus. O templo estava para deixar de ser o ponto principal para adoração. E o que ficaria em seu lugar? Um novo monte? Uma nova cidade? Um novo edifício? Não. Uma nova Pessoa. O Filho.

Isso é o que Ele deu a interpretar dizendo: “Não neste monte, senhora, nem em Jerusalém.” Não onde, mas quem é o que importa. O Pai e o Filho. A água viva, o profeta, o Salvador, o Messias.

“Você adora o que não conhece”

Então o versículo 22 diz a mesma coisa de outra forma: “Vocês (samaritanos) adoram o que não conhecem; nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus.” Isto é brusco e doloroso: o problema com vocês, samaritanos, não é que vocês adoram no monte errado, mas que vocês não sabem quem adoram.

Por que não? “Porque”, ele diz (vers. 22b), “a salvação vem dos judeus”. O que isso quer dizer? Quer dizer que todos os judeus conheciam quem eles adoravam? Não. Ouça o que Jesus diz aos Fariseus em João 8:19 (os judeus realmente sérios): “Não me conheceis a mim nem a meu Pai; se conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai.” Eles nem sequer conhecem Deus. São como os Samaritanos. “Vocês adoram o que não conhecem.”

Sobre tais adorações Jesus diz serem “vãs”, vazias (Mateus 15:9). Não é a “verdadeira adoração” (João 4:23).

“Nós Adoramos o que Conhecemos”

Então o que Jesus quer dizer no vers. 22b: “Nós adoramos o que conhecemos, porque salvação vem dos Judeus.” Ele quer dizer que Judeus ensinam que um Salvador está vindo ao mundo. Ele está vindo como o Filho de Davi, o Messias, o Servo do Senhor. E porque haverá um Salvador, verdadeiro conhecimento de Deus e verdadeira adoração a Deus são possíveis.

A última cláusula de toda essa história (que vai do versículo 1 até o 42) é o anuncio dos Samaritanos na cidade de Sicar: “Sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo” (v. 42).

Quando Jesus diz (v. 22b): “A salvação vem dos Judeus”, e por causa disso, “nós adoramos o que conhecemos”, Ele quer dizer que um Salvador está vindo ao mundo, quem tornará possível aos pecadores (como pessoas que foram casadas cinco vezes e agora vivem com os namorados) conhecer Deus, chamá-lo de Pai, e adorá-lo em verdade.

Vocês não conhecem quem vocês adoram por que não estão dependendo do Salvador – a salvação que está vindo ao mundo. O Salvador é o Messias Judeu. Vocês Samaritanos não creem nisso. E, portanto, sua adoração não é a verdadeira adoração.

Não há Verdadeira Religião sem Jesus

É muito importante que vejamos as implicações disso para nossa situação hoje – em relação ao Islã, Hinduísmo, Budismo, Judaísmo, e qualquer outra religião que não abraça Jesus como Salvador do mundo, que veio morrer por pecadores e ressuscitou novamente e tornou-se o mediador entre Deus e os homens. É importante porque a gloriosa, única supremacia de Jesus entre todas as outras religiões depende disso. E porque muitos cristãos estão abandonando a verdade de que conhecer, honrar, amar e acreditar em Jesus é necessário para a salvação.

“Não há Verdadeira Adoração sem Jesus”

Ao contrário, o ponto de Jesus aqui e em qualquer outro lugar no evangelho é que não há verdadeira adoração sem receber o Salvador que vem dos Judeus. Não somente Jesus disse em João 8:19: “Se conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai”, mas ele também disse aos Judeus em João 5:23: “Quem não honra o Filho não honra o Pai que o enviou.” E em João 5:42-43 Ele os disse: “Sei, entretanto, que não tendes em vós o amor de Deus. Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis”.

Em outras palavras, quem não conhece quem eu realmente sou, e me honra pelo que realmente sou, e me ama pelo que realmente sou, não conhece ou honra ou ama a Deus. E, portanto, seja o que for que eles façam em seus montes, ou em seus templos ou santuários, ou mesquitas ou sinagogas, eles não adoram a Deus.

Você Não Pode Adorar Aquele que Rejeitou

Esse é o ponto em Lucas 10:16: “Quem, porém, me rejeitar rejeita aquele que me enviou.” Não faz sentido dizer que eles adoram quando eles rejeitam. E Mateus 10:40: “Quem me recebe, recebe aquele que me enviou.” Não faz sentido dizer que eles adoram aquele que não recebem. E João 5:46, que é especialmente relevante para os Samaritanos e para o povo Judeu: “Porque, se, de fato, crêsseis em Moisés, também creríeis em Mim.” Em outras palavras, se vocês se recusam a saber quem eu realmente sou, então vocês não creem verdadeiramente em Moisés, e a “adoração” que vocês fazem em resposta a Moisés não é a verdadeira adoração.

Em um mundo pluralista, multicultural, relativista e encolhido como o nosso, será mais e mais difícil de crer nisso nos anos que virão. Quanto mais pessoas você conhecer pessoalmente que são muito religiosas, mas não abraçam Jesus como seu Senhor e Salvador, mais difícil será de acreditar que sua adoração não é a verdadeira adoração. Mas se a coragem da sua fé desabar, você abandonará o Jesus do novo testamento e se unirá ao mundo na criação do seu próprio Jesus.

Por John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org
Original: Not in This or That Mount, but in Spirit and Truth
Tradução: Equipe Voltemos ao Evangelho

John Piper - Efeitos Radicais da Ressurreição

por John Piper em 4 de Abril de 2007

Se é só para esta vida que esperamos em Cristo, somos de todos os homens os mais dignos de lástima. (AA) (...) E por que também nós nos expomos a perigos a toda hora? Dia após dia, morro! Eu o protesto, irmãos, pela glória que tenho em vós outros, em Cristo Jesus, nosso Senhor. Se, como homem, lutei em Éfeso com feras, que me aproveita isso? Se os mortos não ressuscitam: “Comamos e bebamos, que amanhã morreremos.” (...) Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem. (RA) (1 Coríntios 15:19, 30-32, 20)
Paulo pondera sobre como ele poderia estimar seu estilo de vida se não houvesse a ressurreição dos mortos. Ele diz que seria ridículo — digno de lástima. A ressurreição o guiou e capacitou a fazer coisas que seriam absurdas sem a esperança da ressurreição.

Por exemplo, Paulo olha para todos os perigos que prontamente enfrenta. Ele diz que eles vêm “a toda hora”.
(...) em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos. (2 Coríntios 11:26)
Então, ele considera a dimensão de sua auto-negação e diz: “Eu morro todos os dias.” Essa é a experiência de Paulo do que Jesus diz em Lucas 9:23: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me.” Quero dizer com isso que havia algo agradável no fato de Paulo se mortificar todos os dias. Nenhum dia passava sem que houvesse a morte de algum desejo.
(...) em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes. Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um; fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar; (...) em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez. Além das coisas exteriores, há o que pesa sobre mim diariamente, a preocupação com todas as igrejas. (2 Coríntios 11:23-25, 27-28)
Então ele recorda que “lutou com feras em Éfeso.” Não sabemos a quê ele está se referindo. Um certo tipo de oponente ao evangelho é chamado de fera em 2 Pedro 1:10 e Judas 10. Em nenhum dos casos, isso foi totalmente desanimador.
Porque não queremos, irmãos, que ignoreis a natureza da tribulação que nos sobreveio na Ásia, porquanto foi acima das nossas forças, a ponto de desesperarmos até da própria vida. (2 Coríntios 1:8)
Então Paulo conclui de seu perigo de todas as horas, de sua mortificação diária e de sua luta com feras que a vida que ele escolheu em seguir a Cristo é tolice e digna de lástima se ele não será levantado dos mortos. “Se é só para esta vida que esperamos em Cristo, somos de todos os homens os mais dignos de lástima”. Em outras palavras, só a ressurreição com Cristo e as alegrias da eternidade podem dar sentido a todo esse sofrimento.

Se a morte fosse o fim da matéria, ele diz: “Comamos e bebamos, que amanhã morreremos”. Isso não significa: Vamos todos nos tornar glutões e bêbados. Eles são dignos de lástima também — com ou sem a ressurreição. Ele quer dizer: Se não há ressurreição, o que faz sentido é a compostura da classe média para maximizar os prazeres terrenos.

Mas não é isso que Paulo escolhe. Ele escolhe o sofrimento, porque ele escolhe a obediência. Quando Ananias veio até ele em sua conversão com as palavras do Senhor Jesus, “pois eu lhe mostrarei quanto lhe importa sofrer pelo meu nome” (Atos 9:16), Paulo aceitou isso como uma parte de seu chamado. Ele deve sofrer.

Como Paulo poderia fazer isso? Qual a fonte de sua obediência fundamental? A resposta é dada em 1 Coríntios 15:20: “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.” Em outras palavras, Cristo foi levantado, e eu serei levantado com ele. Assim, nada sofrido em nome de Jesus é em vão (1 Coríntios 15:58).

A esperança da ressurreição mudou radicalmente a forma como Paulo vivia. Ela o libertou do materialismo e do consumismo. Deu a ele o poder para ir sem as coisas que muitas pessoas sentem que devem ter nesta vida. Por exemplo, apesar de ter o direito de casar (1 Coríntios 9:5), ele renunciou este prazer por ter sido chamado para suportar muito sofrimento. Isso ele fez por causa da ressurreição.

Foi desta forma que Jesus disse que a esperança da ressurreição deve mudar nosso comportamento. Por exemplo, ele nos disse para convidar aos nossos lares pessoas que não podem nos pagar nesta vida. Como devemos nos motivar a isso? “Tua recompensa, porém, tu a receberás na ressurreição dos justos” (Lucas 14:14).

Este é um chamado radical para que nos analisemos duramente nossas vidas presentes para ver se estão moldadas pela esperança da ressurreição. Nós tomamos decisões na base do ganho neste mundo ou no próximo? Nós nos arriscamos por causa do amor de tal forma que só pode ser explicado sabiamente se existir uma ressurreição?

Nós nos desanimamos quando nossos corpos se entregam ao processo do envelhecimento, e temos que admitir que nunca mais faremos certas coisas novamente, ou olhamos para a ressurreição e nos animamos?
Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação. (2 Coríntios 4:16,17)
Oro para que nos dediquemos novamente durante esta Páscoa a uma vida disposta a deixar a ressurreição ter seus efeitos radicais.

Por John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org
Original: Radical Effects of the Resurrection
Tradução: Voltemos ao Evangelho

[DEVOCIONAL] John Piper - A Luta Pela Bênção do Café da Manhã

11.4.10 | Postado por: Deus Em Debate
Penetrado pela PAlavra - John Piper

A Luta Pela Bênção do Café da Manhã


por John Piper


Esta meditação é para famílias, mas espero que outros também sejam ajudados por ela. Estou presumindo que os membros das famílias de crentes procuram tomar café da manhã juntos — ou ter algum tipo de momento familiar com a Palavra e a oração, antes de saírem para suas diferentes atividades. Embora haja ocasiões da vida em que isto seja difícil ou impossível, não se esforçar por usufruir destes momentos parece contrário ao ensino de Deuteronômio 6.7: “Tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te”.

Isto exige esforço. Todos gostam de se levantar em horas diferentes. Por isso, você tem de decidir quão importante acha estes momentos familiares com a Palavra de Deus. E isto é possível às criancinhas, aos adolescentes e aos pais. Talvez você tenha de trabalhar por esses momentos. Mas eles podem ser conquistados.

No entanto, uma vez que os tenha conseguido, o que deve fazer? Para muitos de nós, a manhã é o tempo do dia em que nos sentimos mais melancólicos e menos animados. Alguns dizem que os adolescentes não são completamente humanos até à metade da manhã. O pai pode sentir que tremenda pressão se avulta adiante. A mamãe pode sentir-se exausta devido a muitas inquietações. Os pequeninos podem estar mal-humorados.

Qual é a razão de ser deste momento? Pai, a razão é que você transmita graça à sua família. Se não há pai na família, então, a tarefa compete a você, mãe. Como você transmite graça à sua família?

Efésios 4.29 nos oferece parte da resposta:

Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.

A chave de transmitir graça à família são os lábios do pai.

Oh! pais! Que tesouro é a graça proveniente dos seus lábios no café da manhã!

1. Não falem palavras torpes.

Nenhuma palavra corrompida. Nenhuma palavra sem proveito. O que isto significa? Talvez a melhor interpretação seja a frase seguinte, onde este assunto é apresentado de maneira positiva.

2. Falem somente palavras que forem boas para edificação.

Tenham como alvo o edificar a fé da família, por meio do que vocês dizem. Não confundam isso com o fortalecer o ego deles. Não estamos falando sobre auto-estima. Estamos falando sobre o promover a fé e a esperança em Cristo Jesus. “Edificação” implica uma confiança crescente nas promessas de Deus compradas pelo sangue de Cristo. Pais, venham ao café da manhã com palavras de esperança para os membros de sua família. Conte-lhes algo sobre Deus e Cristo que lhes ajudarão a serem fortes naquele dia.

3. Falem palavras que satisfaçam a necessidade do momento.

Algumas promessas de Deus são mais adequadas a determinadas circunstâncias do que outras. Se os filhos já têm idade suficiente, perguntem-lhes quais serão as necessidades e desafios daquele dia. Ou perguntem-lhes na noite anterior. Dêem-lhes algo de Deus que os ajudará a serem fortes, na força do Senhor, naquele dia.

4. Esta é a maneira como vocês transmitem graça à família.

Mas isto pressupõe algo — ou seja, a ira não pode ser o sentimento predominante do coração de vocês. Existe um tipo de ira que é santa. A maioria das expressões de ira não é santa. Por isso, Paulo acrescentou: “Longe de vós, toda amargura, e cólera, e ira, e gritaria, e blasfêmias, e bem assim toda malícia” (Ef 4.31). A ira maliciosa é mortal. Um dos seus efeitos mais perniciosos é a ruína da capacidade que o pai têm para abençoar a família. O coração do pai está tão irado, que sua boca está constantemente amarga. Oh! que haja doçura nos lábios dos pais! Oh! que haja pais profundamente satisfeitos! “Bendirei o Senhor em todo o tempo, o seu louvor estará sempre nos meus lábios” (Sl 34.1). Isso é que o abençoar a família pressupõe.

Pais, como vocês podem chegar a este ponto? Resposta:

Perdoando-vos uns aos outros, como também Deus, em Cristo, vos perdoou. Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave (Ef 4.32-5.2).

Pais, vocês já conhecem a alegria de ter o perdão de uma dívida impagável? Vocês já viram Jesus sofrer horrivelmente a fim de comprar o perdão de vocês? Conhecem a maravilha de ouvir a Deus chamando-os de “filhos amados”? Não apenas “filhos”. Mas “filhos amados”. Pais, levantem-se bem cedo para encharcarem a própria alma com estas coisas. Assim, vocês trarão o aroma de Cristo à mesa do café. A longo prazo, não importando quão amuada pareça a família, esta bênção retornará aos milhares sobre a cabeça de vocês.



Extraído do livro:
Penetrado pela Palavra, de John Piper
Copyright: © Editora FIEL 2009.
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

Chamada à Contemplação [2]

Amado Leitor,

Escrevo este livreto porque a verdade e a beleza de Jesus Cristo, o Filho de Deus, são fascinantes. Eu faço coro com o salmista:
Uma coisa peço ao Senhor, e a buscarei:
que eu possa morar na Casa do Senhor todos os
dias da minha vida, para contemplar a beleza
do Senhor e meditar no seu templo.
(Salmo 27:4)
Se você é um guia turístico e sabe que os turistas anseiam por desfrutar da beleza — que estão até mesmo dispostos a arriscar suas vidas para que a vejam — e assim se vê diante de um pico de tirar o fôlego, então o seu dever é mostrá-lo a eles e insistir que desfrutem da vista. Bem, a raça humana de fato anseia pela experiência da admiração.

E não há realidade mais arrebatadora do que Jesus Cristo. Estar com Ele não significa estar livre de perigo, mas a sua beleza é extraordinária.

Deus colocou a eternidade na mente do homem e encheu o coração humano de anelos. Mas nós não sabemos pelo que anelamos até que nós vejamos o quão formidável Deus é. Esta é a causa da inquietação universal. Daí a famosa oração de Santo Agostinho: “Fizeste-nos para Ti, e inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em Ti”.

O mundo tem um anseio insaciável. Tentamos satisfazer este anseio por meio de férias com paisagens pitorescas, habilidades criativas, produções cinematográficas extraordinárias, aventuras sexuais, esportes espetaculares, drogas alucinógenas, devoções rigorosas, excelência administrativa, dentre muitas outras coisas. Mas o anseio permanece. O que isto significa? C. S. Lewis responde:
Se encontro em mim um desejo que nenhuma experiência deste mundo pode satisfazer, a explicação mais provável é a de que fui criado para um outro mundo.
A tragédia do mundo é que o eco é confundido com o grito que o iniciou. Quando estamos de costas para a beleza fascinante de Deus, fazemos sombra na terra e nos apaixonamos por ela própria. Mas isto não nos satisfaz verdadeiramente.

Os livros ou a música onde pensamos estar a beleza nos trairão se confiarmos neles... Pois eles não são a coisa em si; eles são somente o aroma de uma flor que não encontramos, o eco de um tom que ainda não ouvimos, notícias de um país que nunca visitamos.

Escrevi este livro porque a Beleza encantadora nos visitou. “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (João 1.14). Como, então, eu poderia deixar de clamar, Olhe! Creia! Seja satisfeito! Contemplar tal beleza pode custar a sua vida. Mas valerá a pena, pois sabemos, baseados na autoridade da Palavra de Deus, que “a tua graça é melhor do que a vida” (Salmo 63.3). Delícias infinitas são um dever arriscado. Mas você não se arrependerá da busca. Eu a chamo de prazer cristão.

Por John Piper. © Desiring God. Website: desiringGod.org
Prefácio do Livro: Plena Satisfação em Deus, publicado pela Editora Fiel, a qual distribui gratuitamente em março o e-book do livro para todos os assinantes do informativo. Visite o site da Editora Fiel e assine o informativo!

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O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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