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23 de out. de 2010

Pelagianismo - Michael Horton




Cícero observou em sua cultura que as pessoas agradeciam a Deus por sua prosperidade material, mas nunca pelas suas virtudes, pois consideram isso como uma característica inerente a elas mesmas. B. B. Warfield, um teólogo da cidade de Princeton, considerou o Pelagianismo “a reabilitação da visão pagã do mundo”, e concluiu com grande clareza: “Há duas doutrinas fundamentais sobre salvação: a que ensina que a salvação vem de Deus, e que ensina que a salvação é vinda de nós mesmos. A primeira é a doutrina fundamental do Cristianismo; a última, do paganismo universal”.

As ferinas críticas de Warfield fazem coro com o testemunho da igreja desde que Pelágio e seus discípulos começaram a patrocinar sua heresia. São Jerônimo, um Latino que viveu no quarto século, chamou o Pelagianismo de “a heresia de Pitágoras e Zeno”, por ser no paganismo que se tem normalmente a convicção de que os seres humanos têm dentro de si o poder de salvar-se a si próprios. O que, então, foi o Pelagianismo, e qual a sua origem?


Primeiramente, essa heresia originou-se com os nossos primeiros pais, como veremos adiante. Ela foi definida e classificada no quinto século, quando Pelágio, um monge britânico, chegou à cidade de Roma. Desde o momento em que lá chegou, Pelágio ficou profundamente impressionado com a imoralidade do ambiente, e decidiu começar uma reforma moralista nos sacerdotes romanos. Apesar de ter exigido um grande esforço, essa campanha encontrou apoio por parte de muitas pessoas. O sustentáculo de sua pregação era a ênfase que havia no influente bispo africano, Santo Agostinho.

Agostinho ensinava que os seres humanos, por nascerem com o pecado original, são incapazes de salvar-se a si mesmos. Segundo ele, fora da graça de Deus, é impossível que uma pessoa obedeça ou até mesmo busque a Deus. Com o pecado de Adão, houve uma total corrupção na raça humana, de modo que a vontade natural do homem está fatalmente cativa e submissa à nossa condição pecaminosa. Dessa forma, somente a graça de Deus, concedida livremente aos Seus eleitos, é capaz de trazer salvação aos seres humanos.

Contrastando em muito a isso, o discurso de Pelágio era guiado por interesses morais, e sua teologia foi feita para estimular o aprimoramento moral e social. Ele concluiu de forma fatalista que a ênfase de Agostinho na necessidade humana e na graça divina iria certamente paralisar a busca da santificação, visto que as pessoas iriam passar a pecar constante e impunemente. Dessa forma, Pelágio reagiu rejeitando a doutrina do pecado original. De acordo com ele, Adão foi meramente um mal exemplo, e não o autor de nossa natureza pecaminosa – somos pecadores porque temos pecados – e não o contrário. Conseqüentemente, é claro, o Segundo Adão, Jesus Cristo, foi apenas um bom exemplo. A salvação, dessa forma, consiste simplesmente em seguir o exemplo de Jesus em vez do de Adão. O que os homens e mulheres precisam é de uma direção moral, não de um novo nascimento; assim sendo, Pelágio viu a salvação em termos meramente naturais: seria o progresso do caráter humano, por seguir o exemplo de Cristo.

Em seu comentário em Romanos, Pelágio acredita na graça como a revelação de Deus no Velho e Novo Testamentos, a qual nos ilumina, e auxilia nossa santidade por providenciar instruções explícitas sobre Deus, e por dar muitos exemplos a serem imitados. O homem natural não é concebido em pecado. Conseqüentemente, a vontade humana não está presa a uma natureza pecaminosa e suas afeições; apenas as escolhas determinam se alguém irá obedecer a Deus, e assim ser salvo.

Em 411, surge um homem, Paulinho de Milão, com uma lista de seis pontos heréticos contidos na mensagem de Pelágio.

1. Adão foi criado mortal e teria morrido se mesmo que não tivesse cometido pecado;
2. O pecado de Adão agrediu somente a ele, não toda a raça humana;
3. Crianças recém-nascidas estão no mesmo estado que Adão antes da sua queda;
4. Não é por causa da morte e do pecado de Adão que toda a raça humana morre; de igual modo, ela não irá ressuscitar por causa da ressurreição de Cristo;
5. A lei oferece, assim como o evangelho, oferece entrada no Reino do Céu;
6. Até mesmo antes da vinda de Cristo, havia homens completamente sem pecado.
Mais tarde, Pelágio e seus seguidores negaram a doutrina da predestinação incondicional.

É obvio que o Pelagianismo foi condenado por mais concílios da Igreja do que qualquer outra heresia na história. Em 412, Coelestius, um discípulo de Pelágio, foi excomungado no Sínodo de Cartago; os Concílios de Cartago e Milevis condenaram Pelágio. O imperador oriental Teodósio II baniu os Pelagianos do Leste, em 430 d.C. A heresia foi repetidamente condenada pelo Concílio de Éfeso, em 431, e pelo Segundo Concílio de Orange, em 529. De fato, o Concílio de Orange condenou até mesmo o Semi-Pelagianismo, que embora afirme que a graça é necessária à salvação, ensina que a vontade é livre por natureza para escolher cooperar com a graça oferecida. O Concílio de Orange condenou também aqueles que ensinavam que a Salvação poderia ser concedida no simples ato de se fazer uma oração, afirmando em lugar disso, com muitíssimas referências bíblicas, ser necessário Deus despertar o pecador e lhe conceder o dom da fé antes que ele possa até mesmo buscá-lO.

Qualquer doutrina que limita o conhecimento do pecado original, o cativeiro da vontade à natureza pecaminosa, e a necessidade da graça para até mesmo aceitar dom da vida eterna e permanecer em santidade é considerada por toda a igreja como heresia. A heresia descrita é chamada Pelagianismo.

Jesus Camp. .

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O documentário americano "Jesus Camp" é assustador.

É possível baixá-lo na internet ou ver trailers no You Tube, por exemplo. Ele mostra a vida de algumas famílias protestantes americanas e o esforço feito pelas mães e pais para manter os seus filhos longe da influência supostamente maligna do resto das pessoas não-cristãs.

As crianças são retiradas do convívio da sociedade e de outras crianças não-cristãs, inclusive não freqüentam escolas. São educadas em casa, pelas próprias mães e o que lhes é ensinado tem q estar sempre de acordo com a Bíblia, como o Criacionismo, por exemplo.

As crianças passam várias horas dentro de igrejas ou em contato com "ministros da fé", sendo doutrinadas o tempo inteiro. São ensinados desde muito pequenos a pregar a todos aqueles que encontrarem, seja crianças como eles ou adultos.

São ensinados também que a fé cristã é a única e verdadeira e que todo o resto é absurdo e errado.

Tem uma cena que um menino de uns 10 anos diz: "Eu tenho nojo quando encontro com pessoas que não são cristãs e acho que o mundo seria muito melhor se todos acreditassem em Jesus como eu”.

Essas crianças choram, sofrem e se lamentam por pecados que elas supostamente cometeram... E se martirizam pedindo à Deus que as perdoe. Mas que pecados tão graves crianças entre 6 e 12 anos poderiam ter cometido? Falar mal de um coleguinha, por exemplo? O sofrimento e o sentimento de culpa são impressionantes... Eles choram até soluçar. É absurdo demais... Sinceramente é nojento. Tem q ter estômago pra assistir. Elas são usadas como uma arma de pregação... Sobem no púlpito e falam feito adulto.

Lembram da "Menininha pastora"? É muito pior... Imaginem uma fábrica delas! Enfim... Pelo menos eu, tenho medo deles. Imagino daqui há uns 10 ou 20 anos... E se um desses estiver no lugar do Bush, como presidente da maior potencia econômica e militar do mundo? Será que continuará existindo liberdade religiosa?



A conversão é um dom de Deus - John Piper


A dureza natural do nosso coração nos torna indispostos e incapazes de deixar o pecado e confiar no Salvador. Por isso, a conversão envolve um milagre de novo nascimento. Assim, o novo nascimento vem antes e possibilita fé e arrependimento.
Mesmo assim, fé e arrependimento são ações nossas. Somos responsáveis por elas. Pelo milagre do novo nascimento, por pura graça, Deus nos concede a disposição que carecemos.

Ficamos com a impressão de que há algo temível por trás de arrependimento e fé quando vemos indicações no livro de Atos de que a conversão e dádiva de Deus. "Deus concedeu o arrependimento para vida" (At 11.18). "Deus exaltou [Cristo] a Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arrependimento" (At 5.31). "Deus  abriu aos gentios a porta da fé" (At 14.27). "O Senhor abriu o coração [de Lídia] para atender às coisas que Paulo dizia"(At 16.14).
Jamais entenderemos completamente que coisa profunda e terrível é a conversão enquanto não nos dermos conta de que ela é um milagre. É uma dádiva de Deus. Lembre-se mais uma vez de que não apenas pecamos, mas também somos pecadores. A Bíblia deixa claro que nosso coração é cego (2Co 4.4), duro (Ez 11.19; 36.26), está morto (Ef 2.1, 5) e é incapaz de submeter-se à lei de Deus (Rm 8.7,8). Por natureza, somos "filhos da ira" (Ef 2.3). Assim, ao ouvirmos o evangelho, de forma alguma responderemos de modo positivo, a não ser que Deus efetue o milagre da regeneração.

A fé é ação nossa, mas ela é possível por causa da ação de Deus

Arrependimento e fé são ações nossas. Todavia, não nos arrependeremos nem creremos enquanto Deus não fizer seu trabalho de vencer nosso coração duro e rebelde. Essa obra divina é chamadaregeneração. Nossa obra é chamada conversão.
A conversão de fato inclui um ato da vontade, pelo qual renunciamos ao pecado, submetemo-nos à autoridade de Cristo e pomos nossa esperança e confiança nele. Nós somos responsáveis por isso e seremos condenados se não o fizermos. Mas, ao mesmo tempo que a Bíblia ensina isso com toda a clareza, ela também mostra que, devido ao nosso coração duro, cegueira intencional e insensibilidade espiritual, não o conseguimos.

Temos de experimentar primeiro a obra regeneradora do Espírito Santo. As Escrituras prometeram muito tempo atrás que Deus se dedicaria a esse trabalho, a fim de criar para si um povo fiel: O Senhor, teu Deus, cincuncidará o teu coração e o coração de tua
descendência, para amares o Senhor, teu Deus, de todo o coração e de toda a tua alma, para que vivas (Dt 30.6).

Dar-lhes-ei coração para que me conheçam que eu sou o Senhor; porque se voltarão para mim de todo o seu coração (Jr 24.7).

 Dar-lhes-ei um só coração, espírito novo porei dentro deles; tirarei da sua carne o coração de pedra e lhes darei coração de carne; para que andem nos meus estatutos, e guardem os meus juízos, e os executem; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus (Ez 11.19, 20).

Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedia e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis (Ez 36.26, 27).

Essas grandiosas promessas do Antigo Testamento descrevem uma obra de Deus que transforma um coração de pedra em um coração de carne e faz as pessoas "conhecerem", "amarem" e "obedecerem" a Deus. Sem esse transplante cardíaco espiritual, as pessoas não conhecerão nem amarão nem obedecerão a Deus. É essa obra anterior de Deus que chamamos de regeneração.

Somos "chamados" do mesmo modo que Jesus chamou Lázaro: da morte para a vida

No Novo Testamento, Deus está claramente em ação, criando um povo para si, chamando-o das trevas e capacitando-o a crer no evangelho e andar na luz. João é quem ensina mais claramente que a regeneração precede e possibilita a fé: Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo nasceu de Deus (1Jo 5.1, BJ).

Os tempos dos verbos deixam a intenção de João inconfundível: "Todo aquele que continua crendo [ação contínua no presente] que Jesus é o Cristo nasceu de Deus [perfeito, ação completa com efeitos permanentes]". A fé é a evidência do novo nascimento, não a causa dele. Isso está em sintonia com todo o livro (cf. Uo 2.29; 3.9; 4.2, 3, 7).

Como fé e arrependimento são possíveis apenas por causa da obra regeneradora de Deus, ambos são chamados dádivas de Deus: Estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo — pela graça sois salvos.  Pela graça sois salvos, mediante a fé; e isso13 não vem de vós; é dom de Deus (Ef 2.5, 8).
É necessário que o servo do Senhor não viva a contender e sim deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente; disciplinando com mansidão os que se opõem, na expectativa de que Deus lhes conceda não só o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade, mas também o retorno à sensatez, livrando-se eles dos laços do diabo, tendo sido feitos cativos por ele, para cumprirem a sua vontade (2Tm 2.24-26).

Fechando as cortinas da vida

 

Paulo foi o maior pastor, teólogo, missionário e plantador de igrejas da história do cristianismo. Ele plantou igrejas nas províncias da Galácia, Macedônia, Acaia e Ásia Menor. Ele enfrentou açoites, prisões, naufrágios e apedrejamento, mas jamais perdeu a doçura nem deixou de glorificar a Deus no sofrimento. Em 2 Timóteo 4.6-18, Paulo fala que seu passado foi marcado por combate, perseverança e fidelidade (2Tm 4.7). Ao enfrentar seu presente, afirma que não é Nero que vai lhe matar, mas ele é quem vai se entregar (2Tm 4.6). Ao vislumbrar seu futuro, está seguro de que a recompensa divina já está preparada para ele.
Paulo está no corredor da morte, na ante-sala do martírio. Está fechando as cortinas da vida numa masmorra úmida, fria e insalubre. Não havia mais esperança de liberdade. Deus não o pouparia mais da morte, mas o libertaria através da morte. É nesse contexto que o veterano apóstolo compartilha conosco seus sentimentos. O que Paulo estava sentindo na prisão, antes do seu martírio?
1. O drama da solidão (2Tm 4.9,11,21). Paulo não está apenas preso, mas também só. Ele precisa de Deus, mas também de gente ao seu lado. Por isso, roga a Timóteo para vir estar com ele. Pede a Timóteo para trazer Marcos, o mesmo Marcos que ele um dia dispensara. Paulo anseia por comunhão e relacionamento. Deseja ter alguém do seu lado antes de morrer. Gente precisa de Deus, mas gente também precisa de gente.
2. O drama do abandono (2Tm 4.10). Paulo diz que Demas, por ter amado o presente século, o havia abandonado. Aquele que um dia caminhara com ele e fora seu cooperador, agora abandona suas fileiras. Quando mais Paulo precisa de ajuda e companheirismo, Demas o deixa só. Quando mais Paulo está focado no céu, ansiando pela era por vir, Demas ama o presente século e dá as costas para Deus.
3. O drama da traição (2Tm 4.14,15). Paulo enfrenta no final da vida a amarga realidade da traição. Alexandre, o latoeiro causou-lhe muitos males. Os estudiosos afirmam que foi esse indivíduo que delatou o apóstolo Paulo, culminando em sua segunda prisão e consequente martírio. Alexandre não perseguiu apenas o pregador, mas também a pregação. Ele atacou não apenas o mensageiro, mas também a mensagem. Mesmo o maior missionário da igreja cristã, não é poupado de enfrentar, já no final da vida, a dolorosa realidade da traição.
4. O drama da privação (2Tm 4.13). Paulo foi o maior líder da igreja cristã no primeiro século. Nenhum imperador exerceu tanta influência na história como ele. Mas esse homem chega ao final da vida sem aposentadoria, sem casa para morar nem mesmo roupa para vestir. Ele pede a Timóteo para trazer-lhe seus livros, pergaminhos e até mesmo a capa. O inverno estava chegando e ele não suportaria as baixas temperaturas de Roma enfurnado naquela gélida masmorra. Paulo não tem luxo e está privado até mesmo das coisas essenciais.
5. O drama da ingratidão (2Tm 4.16). O velho apóstolo enfrenta mais um golpe doloroso no final da vida. Na sua primeira defesa, ninguém foi a seu favor, antes todos o abandonaram. Aquele que investira sua vida na vida dos outros, agora quando precisa de uma palavra a seu favor, vê a sala da audiência vazia, pois todos o haviam abandonado. Antes de sentir-se desolado com a ingratidão dos homens, Paulo afirma que Deus o assistiu e o revestiu de forças. Antes de tombar no cadafalso romano, o veterano apóstolo ergue os olhos aos céus, e diz: “Ao Senhor Jesus seja a glória pelos séculos dos séculos”.

CAP 9 - UM GUIA DE ESTUDO PARA O LIVRO DE GÊNESIS 4:1-15


INTRODUÇÃO
Neste capítulo, nós continuamos a ver que Gênesis é sem dúvida nenhuma o livro dos inícios. Aqui nós temos o primeiro nascimento, adoração, assassinato, morte, mártir, cidade, bigamista, fundição, poesia e outras coisas mais. Este capítulo também revela como o pecado se espalhou na primeira família e então na sociedade. Verdadeiramente a depravação bem cedo floresceu e se espalhou.
I. OS DOIS FILHOS - VERSÍCULOS 1-2.
Aqui nós temos o relato inspirado do nascimento das primeiras crianças no mundo. O primeiro recebeu o nome de Caim, que significa "adquirido" ou "obtido". Alguns acreditam que Eva pensou que ele seria o Messias prometido em Gênesis 3:15. Entretanto, parece que ela cedo aprendeu o triste fato de que este mundo é um lugar de tristeza e vazio. O segundo filho se chamou Abel, que quer dizer "vaidade" ou "vapor." Eva deve ter se tornado cada vez mais consciente da destruição que o pecado produziu. Entretanto, o nome de Caim parece mostrar que ela acreditava nas promessas de Deus.
II. AS DUAS OFERTAS - VERSÍCULOS 3-5
Não fica claro que Adão ensinou a seus filhos o tempo, e a maneira correta de adorar a Deus? Estas ofertas provavelmente foram levadas ao local onde os querubins estavam [Gênesis 2:24]. Este parece ser o lugar aonde Deus se encontrava com eles [considere vers. 16]. É triste vermos que somente um dos sacrifícios pode ser aceito por Deus. De maneira tangível, Deus mostrou sua aceitação da oferta de Abel [Hebreus 11:4]. Relembrando várias passagens do Velho Testamento, é muito provável que esta oferta tenha sido de forma sobrenatural consumida pelo fogo. Vejamos como estas ofertas eram diferentes:
A. A oferta de Caim foi rejeitada porque ele mesmo não era justo diante de Deus. A Bíblia toda ensina que nada do que nós oferecemos a Deus é aceito se não estivermos corretos diante dEle [vers.5, Hebreus 11:6; Isaías 1:10-15].
B. A oferta de Caim era uma oferta de "Ação de Graças", e denunciava um espírito de orgulho e justiça própria. Porém Abel ao trazer um cordeiro, estava confessando sua necessidade de uma "oferta pelo pecado". A sua oferta apontava para Cristo como sendo o Cordeiro de Deus que morreu pelos pecadores. Isto demonstrou sua fé no Salvador que viria [Hebreus 11:4]. A diferença entre Caim e Abel pode ser vista em todas as épocas. Os Publicanos e Fariseus nos dão um retrato disto no Novo Testamento [Lucas 18:9-14]. O "caminho de Caim" [Judas 11] é o caminho da salvação através das obras e da religião.
III. CAIM É AVISADO - VERS. 6-7.
Nada irrita mais um homem do que ser repreendido pela sua atitude orgulhosa. Deus alertou a Caim, porém, ele não deu ouvido. Eva foi induzida a pecar e agora Caim não podia o resistir. As palavras de Deus no versículo 7 têm dado origem à muitos debates. Isto se deve ao fato da palavra "pecado" ser utilizada em algumas passagens do Velho Testamento para se referir a "oferta pelo pecado". Este versículo é interpretado de duas maneiras:
A. "Se você se arrepender, você será aceito. Se você se recusar a arrepender-se, o pecado como uma besta feroz, estará a espreita para ataca-lo. O pecado irá conquista-lo e domina-lo, se você não crucificar a carne e ter domínio sobre ela." Se esta for a interpretação correta, então ela é ilustrada na vida de Caim. Ele tornou-se um escravo do pecado. O ódio o dominou e o levou a ser um assassino. O pecado arruinou sua vida.
B. "Se você tivesse feito certo, Eu teria aceitado você. Agora mesmo há uma oferta pelo pecado que você pode usar para fazer expiação pelos seus pecados. Arrependa-se e você manterá o seu lugar como primogênito e cabeça da família." Perceba que na segunda interpretação o domínio que Caim exerceria seria sobre Abel e não sobre pecado. Apesar de as duas interpretações estarem de acordo com a doutrina bíblica, eu sou mais inclinado a aceitar a primeira. Entretanto, os mais conceituados estudantes da Bíblia não chegam a um veredicto comum.
IV. O PRIMEIRO HOMICÍDIO VERS. 8.
O primeiro homem á morrer sobre a terra foi um filho de Deus, que foi assassinado. Na verdade o ódio de Satanás pelos filhos de Deus é antigo [Gênesis 3:15; Gálatas 4:29]. Caim matou Abel porque ele era justo e conhecia o evangelho [I João 3:11-13]. O que nos traz conforto é saber que o primeiro homem ao morrer, foi para o céu.
V. CAIM É JULGADO - VERSÍCULOS 9-10.
O Senhor questionou Caim para que ele tivesse oportunidade de se arrepender do seu pecado. Infelizmente o assassino então mentiu. Quando nós seguimos o diabo, agimos da mesma forma que ele [João 8:44]. Um pecado leva ao outro. Com que freqüência o mundo responde como Caim "sou eu guardador do meu irmão?" Eles nem parecem calcular que a resposta seria sim [Mateus 22:39]. Deus disse que a voz do sangue de Abel clamava desde a terra. É o clamor de vingança, como também clamam o sangue de todos os mártires e vitimas inocentes da ira dos homens. Damos graças à Deus que o sangue de Cristo fala de coisas melhores[Hebreus 12:24].
VI. CAIM É PUNIDO - VERSÍCULOS 11-14.
A punição de Caim era em dois aspectos:
A. A terra de maneira nenhuma iria produzir um grão sequer para ele. Este castigo era pelo pecado de derramar o sangue do homem como se fosse uma coisa comum. Lembre-se que pela oferta de Caim nós podemos concluir que ele era um lavrador.
B. Ele seria um errante sobre a terra. Isto era para indicar que ele estaria fugindo de Deus [vers.14]. Este castigo parece ter causado muita tristeza em Caim [vers.13]. É triste notar que ele estava pesaroso por causa do castigo e não pela culpa de seu pecado.
VII. A RESTRIÇÃO DE DEUS - VERS. 15.
A consciência de Caim lhe dizia que um assassino merece a morte. Seus temores parecem indicar que ele sentia que os homens automaticamente saberiam disso e procurariam a mata-lo. Por alguma razão Deus não permitiria que Caim fosse executado. O governo civil somente pode tirar a vida porque Deus o permitiu [Romanos 13:1-5]. A pena de morte somente foi instituída após o dilúvio [Gênesis 9:5-6]. Até então execução da vingança eram uma prerrogativa de Deus. (As palavras do versículo 15 não nos ensinam que o homem que se vinga sem autoridade é pior do que aquele que cometeu o erro? Aqueles que de forma errada se vingam, estão usurpando o trono de Deus [Romanos 12:19]).

Autor: Pastor Ron Crisp 
Tradução: Pastor Eduardo Alves Cadete 2001 
Revisão : Joy Ellaina Gardner 2001 
Verificação: Pastor Calvin Gardner 2002 


CAP 29 - VIDA CRISTÃ RESPONDENDO À TENTAÇÃO I CO 10.13, “NÃO VEIO SOBRE VÓS TENTAÇÃO, SENÃO HUMANA; MAS FIEL É DEUS, QUE NÃO VOS DEIXARÁ TENTAR ACIMA DO QUE PODEIS, ANTES COM A TENTAÇÃO DARÁ TAMBÉM O ESCAPE, PARA QUE A POSSAIS SUPORTAR.”

 

Introdução – A tentação é, para os homens, um problema universal. Tanto salvos quanto não-salvos, crianças ou adultos, ricos ou pobres, e entre qualquer que seja culto ou bruto. A verdade é: se você faz parte da raça humana, você conhece tentação.
Existe tentação e existe provação.
Tentação em geral é usada por satanás para destruir morais, virtudes ou Cristãos. A tentação sempre induz a pecado. Satanás é o Tentador (Mt 4.3; I Ts 3.5). Ele usa o mundo e a carne, nossa ou de outros, para que haja pecado e destruição (I Jo 2.16, “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo.”)
Provação em particular é usada por Deus para desenvolver a fé dos Cristãos. Às vezes a Bíblia usa a palavra tentação quando é uma provação (Tg 1.2; I Pe 1.6). Pode saber se é uma aflição vem de Deus ou não se o contexto é para ajudar o Cristão ser mais como Cristo, ou se for para a destruição do Cristão. Deus sempre intenta o melhor para o Seu povo (Rm 8.28), nunca tenta-os para o mal (Tg 1.12-15). 
Os Vencidos e Os Vencedores
Existem os que são vencidos pela tentação e os que as vencem.
Os Vencidos são os do mundo sem a salvação por Cristo - Jo 8.44, “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira”.
Todos os homens começaram as suas vidas neste mundo mortos para o bem: Rm 3.10-18.
Somente a misericórdia e o grande amor de Deus trouxe a salvação desta escravidão a Satanás, desta morte do pecado: Ef 2.1-10.
Jesus Cristo é o Único Salvador, sendo feito o Substituto que satisfaz Deus completamente: Nu 21.4-9; Jo 3.14-16. Portanto Olhe! E Viverá! Arrependa-se e Creia em Cristo Jesus! 
Os Vencedores são os no mundo com a salvação por Cristo – I Jo 5.4, 5, “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. 5 Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?”
O Espírito Santo habita no Cristão e guerreia contra a carne. Se o Cristão anda no Espírito, não cumprirá a concupiscência da carne (Gl 5.16, “Digo, porém: Andai em Espírito, e não cumprireis a concupiscência da carne.”)
Os vencedores lutam contra a carne, o mundo e as tentações de Satanás.
Por isso, Jesus Cristo instrui o Cristão a vigiar: Mt 26.41, “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.”
Às vezes o Cristão é surpreendido nalguma ofensa (Gl 6.1).
Quando o Cristão peca, Ele perde a comunhão com Seu Pai celestial. Para restaurar-la é necessária a confissão e abandono do pecado, constantemente: I Jo 1.7-10;
Cl 2.6, 7, “6 Como, pois, recebestes o Senhor Jesus Cristo, assim também andai nele, 7 Arraigados e edificados nele, e confirmados na fé, assim como fostes ensinados, nela abundando em ação de graças.”
Por causa da presença constante da tentação na vida do Cristão, pode ser útil a instrução de como lidar com ela.
Respondendo-nos à Tentação - Os Sete “Rs” para Responder à Tentação

1. Reconhecer o Que é Tentação – Somente refletindo sobre a realidade da tentação podemos reconhecê-la. A ignorância não conduz à espiritualidade e vitória sobre a tentação.

Notai a oração do Salmista: Sl 39.4, “Faze-me conhecer, SENHOR, o meu fim, e a medida dos meus dias qual é, para que eu sinta quanto sou frágil.” e 139.23-24, “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.”
Razoando sobre a história da tentação podemos identificar a tentação e sua natureza destruidora. Qual “bem” trouxe a tentação a Eva, Adão, Aça, Davi, Pedro, Judas?
Saiba que toda tentação de Satanás vem para nos destruir. É “grande” (Ex 32.31), mau e contaminador (Mc 7.21-23).

2. Resistir Toda Tentação – Tg 4.7, “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós.”

Recuse e rejeite a duvida, o engano, a destruição – I Pe 5.9, “Ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo.”; I Tm 6.12, “Milita a boa milícia da fé, toma posse da vida eterna, para a qual também foste chamado, tendo já feito boa confissão diante de muitas testemunhas.”
Repugnar-se com qualquer tentação – Ef 4.27, “Não deis lugar ao diabo.”
Reprime qualquer oportunidade de deixar de ser menos do que completamente zeloso – Ef 6.11-13, “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo. 12 Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. 13 Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, ficar firmes.”

3. Recorrer a Deus – Tg 4.8, “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Alimpai as mãos, pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações.”; Zc 1.3.

Abraça o socorro das Suas promessas – Sl 145.18, “Perto está o SENHOR de todos os que o invocam, de todos os que o invocam em verdade.”
II Co 6.14-7.1, “Não vos prendais a um jugo desigual com os infiéis; porque, que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que comunhão tem a luz com as trevas? E que concórdia há entre Cristo e Belial? Ou que parte tem o fiel com o infiel? E que consenso tem o templo de Deus com os ídolos? Porque vós sois o templo do Deus vivente, como Deus disse: Neles habitarei, e entre eles andarei; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Por isso saí do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; E não toqueis nada imundo, E eu vos receberei; E eu serei para vós Pai, E vós sereis para mim filhos e filhas, Diz o Senhor Todo-Poderoso. 7.1, Ora, amados, pois que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a imundícia da carne e do espírito, aperfeiçoando a santificação no temor de Deus.”
II Cr 7.14, “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.”

4. Remover-se da Presença de Tentação – Pv 3.7, “Não sejas sábio a teus próprios olhos; teme ao SENHOR e aparta-te do mal.”

Sl 143.9, “Livra-me, ó SENHOR, dos meus inimigos; fujo para ti, para me esconder.”
Retire-se já! É surpreendente que a tentação tem nenhuma influencia quando esteja longe dela. Por isso então: “Evita-o; não passes por ele; desvia-te dele e passa de largo” (Pv 4.15).
I Co 10.14, “Portanto, meus amados, fugi da idolatria.”
II Tm 2.22, “Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor.”
Pv 6.25-27, “Não cobices no teu coração a sua formosura, nem te prendas aos seus olhos. 26 Porque por causa duma prostituta se chega a pedir um bocado de pão; e a adúltera anda à caça da alma preciosa. 27 Porventura tomará alguém fogo no seu seio, sem que suas vestes se queimem?”
Jó 28.28, “E disse ao homem: Eis que o temor do Senhor é a sabedoria, e apartar-se do mal é a inteligência.”

5. Retroagir em Beneficio da Retidão – Dn 4.27, “Portanto, ó rei, aceita o meu conselho, e põe fim aos teus pecados, praticando a justiça, e às tuas iniqüidades, usando de misericórdia com os pobres, pois, talvez se prolongue a tua tranqüilidade.”

Não somente reconheça o que é tentação para resisti-la, recorrendo a Deus e removendo-se da presença da tentação, é necessário voltar a fazer o que é correto!
II Tm 2.22, “Foge também das paixões da mocidade; e segue a justiça, a fé, o amor, e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor.”
Jo 8.11, “E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te, e não peques mais.”
II Cr 7.14, “E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra.”
Sl 139.23-24, “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos. 24 E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.”

6. Reajustar os Pensamentos, Sentimentos e Ações – Pv 4.23, “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida.” Se do coração procedem o que contamine o homem, o homem que recolha, refreia, e reencaminhe os seus pensamentos e os seus sentimentos para o que é reto, é o mesmo homem que responda bem às tentações.

Tg 1.14, 15, “Mas cada um é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência. 15 Depois, havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, sendo consumado, gera a morte.”
Fp 4.8, “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai.”

7. Receber o Mandamento – Hb 12.1-4, “Portanto nós também, pois que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço, e o pecado que tão de perto nos rodeia, e corramos com paciência a carreira que nos está proposta, 2 Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus. 3 Considerai, pois, aquele que suportou tais contradições dos pecadores contra si mesmo, para que não enfraqueçais, desfalecendo em vossos ânimos. 4 Ainda não resististes até ao sangue, combatendo contra o pecado.”

Se retroceder da tentação para a obediência, a sua vida terá menos reviravoltas e mais razões de louvor – Mt 7.24-27; Lc 12.35-40, v. 40, “Portanto, estai vós também apercebidos; porque virá o Filho do homem à hora que não imaginais.”
Redefine o seu dever: “De tudo o que se tem ouvido, o fim é: Teme a Deus, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem”, Ec 12.13.

Conclusão - A tentação vem. Satanás não consegue agir diferente da sua própria natureza pervertida. Ele não deseja ver Deus com a glória. Ele deseja usurpar a glória de Deus (Is 14.13, “E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte.”).

Os Vencedores são os no mundo com a salvação por Cristo – I Jo 5.4, 5, “Porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé. 5 Quem é que vence o mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus?”
Está brincando com o pecado? Está enganando-se a si mesmo achando que pode tomar fogo no seu seio sem se queimar?
O que Deus manda é: Arrependei-vos do pecado! (Mt 4.17), e crê nEle pela fé.
Não há vitória do pecado e da sua condenação de outra forma. Jo 3.36, “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.”

Autor: Pr Calvin Gardner

O Que a Bíblia Diz? Quando duas pessoas que estão vivendo juntas, "amigadas", querem vir a Cristo, o que devem fazer?

 

É sempre pecaminoso ter relações sexuais fora de um casamento permitido por Deus. Aqueles que têm relações sexuais sem se casarem estão cometendo fornicação. "Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros" (Hebreus 13:4).
Enquanto a Bíblia nada diz sobre cerimônias religiosas ou "casamentos na igreja", ela de fato ensina-nos que precisamos respeitar às leis do nosso governo (Romanos 13:1-7; 1 Pedro 2:17). Aqueles que resolvem viver juntos e ter relações sexuais sem um casamento reconhecido pela autoridade civil estão desobedecendo a lei do homem e a lei de Deus.
Uma pessoa que está envolvida em fornicação e que quer servir a Cristo precisa produzir frutos do arrependimento e parar de pecar (Mateus 3:8). Aqueles que estão vivendo juntos na imoralidade sexual precisam separar-se. Desde que o arrependimento começa antes do batismo (Atos 2:38), uma pessoa que não está disposta a deixar uma relação pecaminosa não está preparada para ser batizada para remissão dos pecados.
Muitos sugerem que pessoas numa tal relação devem apenas se casar para resolver o problema. O casamento não é arrependimento. Depois de se arrependerem e de pararem com seu pecado, duas pessoas que tiverem direito de se casar podem decidir casar-se (1 Coríntios 7:1-2, 8-9). Mas é errado continuar a cometer fornicação enquanto estão esperando para se casar. Podemos também entender este ponto quando nos lembramos que a salvação é um assunto individual, em que uma pessoa resolve obedecer ao Senhor. O casamento envolve a decisão de duas pessoas. O arrependimento é a decisão de uma pessoa que, com um coração sincero, resolve voltar-se para o Senhor. Qualquer pessoa que verdadeiramente quiser obedecer ao Senhor pode encontrar uma saída do pecado.
Deverá a igreja aceitar alguém que está vivendo numa relação ilícita, esperando que ele mais tarde decida corrigir seu erro? Não. Uma igreja que pertence a Cristo é um corpo de pessoas tiradas do mundo para serem santos (1 Coríntios 1:2). Os verdadeiros cristãos não podem manter comunhão com aqueles que continuam na impureza do pecado (1 Coríntios 5:9-13; 2 Coríntios 6:14-7:1). O fornicador precisa arrepender-se e ser batizado antes de ser aceito numa congregação de discípulos.

-por Dennis Allan

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O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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