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22 de out. de 2010

Mentes Cristãs Hipnotizadas pelo Mal




Por: Marcos Batista Lopes

Jesus disse:
“Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundancia do que possue.” Lc 12:15 
“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam; mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam, porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração” Mt 6:19-21 
Os profetas da prosperidade dizem o contrário, com quem ficar?
O que os mestres da fé dizem:
“Ninguém poderá oferecer-me nada melhor. Nem o próprio Senhor Jesus tem uma posição melhor diante de Deus do que você e eu temos.” (Pg 79 Kenneth Hagin, livro Zoe)
“As pessoas não devem dar ofertas para ajudar a igreja, mas para ajudar a si próprias. Quando dá está fazendo um investimento para si, na sua vida. É o que mostra a Bíblia. Quem dá tudo recebe tudo de Deus. É inevitável. É toma lá, dá cá [...]. Quando alguém faz um sacrifício financeiro, Deus fica sem opção. Ele tem a obrigação de responder, porque é sua promessa. É a fé. Basta seguir o que Deus disse; “Provai-me nos dízimos e nas ofertas”
( O Bispo, 2007, p.207,215). Palavras de Edir Macedo - grifo meu)
“...Agora, eu prego a prosperidade. Prefiro mil vezes pregar teologia chamada da prosperidade do que teologia do pecado, da mentira, da derrota, do sofrimento... A teologia da prosperidade, pelo que se fala por aí, eu bato palmas. Não creio na miséria. Essa história é conversa de derrotados. São tudo um bando de fracassados, cujas igrejas são um verdadeiro fracasso”.
(R. R. Soares em uma entrevista para a Revista Eclésia,quando perguntado se ele era adepto da teologia da prosperidade, esta foi a resposta que ele respondeu a revista Eclésia.)

Mentes Cristãs Hipnotizadas pelo Mal
“Todo cristão que aceita cegamente as opiniões da maioria e segue, por medo ou timidez, o caminho da conveniência ou da aprovação social torna-se mentalmente e espiritualmente num escravo”. – Martin Luther King, Jr 
Existe um ensino perigoso em muitas Igrejas Cristãs que é conhecido como “Teologia da Saúde e da Prosperidade” ou como também é conhecida “Confissão Positiva ou Teologia da Fé ou Movimento da Fé”. São heresias destruidoras que foram inventadas com a intenção de afirmar que cada cristão evangélico deve ser rico, prospero e não ter nenhum tipo de enfermidade pois as enfermidades seriam demônios atuando na vida do crente (2 Tm 4: 2-4). 
É um ensino que faz muito sucesso entre os evangélicos da atualidade pois parece trazer um alivio aos corações humanos nas suas fragilidades como enfermidades e problemas financeiros. O problema é que hoje existe uma geração de cristãos que não sabem que estes ensinos não provém da Bíblia. Ao contrario do que milhões de cristãos aprendem em suas igrejas, O Senhor Jesus ordena que não busquemos riquezas materiais, ao contrario Ele desestimula depositarmos nossa esperança em nossos patrimônios (Lc 12.15; Mt 6.19-21) , e ainda Paulo diz que um cristão que espera em Deus somente nesta vida é um dos homens mais miseráveis da Terra (1 Cor. 15.19).

Posso usar o Antigo Testamento para a Igreja?
“ O diabo adora nos persuadir de que os fins justificam os meios” ( Stott -A Bíblia Toda, O Ano Todo, p177)
O que milhões de evangélicos desapercebidos não compreenderam é que o Antigo Testamento não é manual normativo para a Igreja Cristã, textos podem ser aplicados mas não como promessas para a Igreja. Ao meio de um falso evangelho (Gl 1.8) que tem sido apregoado entre o Cristianismo Bíblico, devemos entender que alguns profetas do Antigo Testamento, dentre eles Amós denunciou que mesmo ao meio da prosperidade os judeus enfrentariam um eminente julgamento (4.12;3.8;5.27).
O uso indevido de passagens do Antigo Testamento traz prejuízos incalculáveis para o Reino de Deus. Por exemplo, uma denominação brasileira por décadas fez uso indevido e inapropriado de (Dt 22:5). O resultado de se usar uma passagem do Antigo Testamento, sem levar em conta as regras de interpretação bíblica foi algo desastroso. Inúmeras mulheres cristãs foram por décadas, excluídas, disciplinadas, envergonhadas, fazendo com que um grande número delas jamais voltassem novamente para uma Igreja Cristã, devido o uso incorreto do Antigo Testamento para a Igreja. Da mesma forma muitos lideres hoje fazem o uso indevido de passagens do Antigo Testamento para a Igreja Cristã. Um dos exemplos muito comum nestes dias seria (Dt 28). O interessante quando citam tal passagem, é que mencionam somente as bênçãos da passagem, excluindo as maldições. Mas da mesma forma como foi aplicado no passado (Dt 22.5), hoje fazem com (Dt 28), uma passagem onde o Deus fala com Israel, querem aplicá-la para a Igreja, distorcendo a palavra de Deus para seus fins (2 Pd 3:16).

Conversando com Cristãos Neopentecostais
“Controvérsia por amor à controvérsia é pecado. Controvérsia por amor à verdade é um mandamento bíblico.” ( Walter Martin) 
Quando converso com um cristão neopentecostal, os sintomas apresentados são os mesmos de um adepto de seita. Os sintomas e atitudes são idênticos aos sectaristas, sua mente não consegue raciocinar diferente de sua igreja. Um erro que os cristãos contemporâneos fazem, e principalmente os neopentecostais é pensar como sua denominação e não como a Bíblia, trazendo prejuízos para eles mesmos. Passam por uma espécie de lavagem cerebral involuntária e imperceptível aquele que se envolvem com estes movimentos, que podem ser considerados - igrejas de Laodicéia (Ap 3:17).
Um cristão neopentecostal dificilmente pensará diferente de sua liderança sobre questões Bíblicas, mesmo que seus lideres forem a favor do aborto, por exemplo. A falta de discernimento é uma realidade entre os neopentecostais, da mesma forma que uma Testemunha de Jeová, por exemplo, não questionará em hipótese nenhuma as ordens do Corpo Governante, da mesma forma um cristão neopentecostal jamais questionará sua liderança, mesmo que seus ensinamentos comprometam à integridade das Escrituras.

Lembro-me de quando o senhor Estevam Hernandes foi preso nos EUA por tentar entrar no país com dólares escondidos na Bíblia Sagrada. Mesmo depois de alguns meses havia reportagens na TV e em revistas onde os membros da Igreja Apostólica Renascer afirmavam que aquele fato era o diabo querendo se levantar contra a igreja neopentecostal Renascer. Os discípulos de Estevan Hernandes acusavam o diabo e não seu líder por querer burlar o governo dos EUA, mostrando assim que a lavagem cerebral, não atingem somente os adeptos de seitas mas também cristãos neopentecostais, e dependendo da situação até mesmo cristãos evangélicos de outras correntes. 

Se por exemplo, e eu apresentar um folheto à uma Testemunha de Jeová, e neste folheto conter explicações sobre a Sociedade Torre de Vigia, mostrando suas falácias, ele não poderá ler tal literatura, pois são aconselhados por seus lideres de que se trata de material “apostata”. Na verdade são instruídos a não lerem qualquer material religioso, ou secular que discorde do Corpo Governante, ou seja sua liderança. 
Não estou afirmando necessariamente que um grande número de cristãos neopentecostais não sejam de fato cristãos de verdade, afinal sua fé é depositada em Cristo para sua salvação. Acredito na salvação de um cristão neopentecostal, mas tenho certeza que muitos que estão em igrejas neopentecostais, não estão verdadeiramente com seus corações voltados para Cristo e sim no retorno financeiro e material que poderão ter do Deus Bíblico, logicamente crendo neste gnóstico evangelho ( Gl 1:8).
O que deve ser observado entretanto, são os sintomas apresentados por inúmeros neopentecostais, ou seja, se comportam como adeptos de seitas. Não querem raciocinar pela Bíblia, mas aceitam somente o que seus lideres afirmam, não aceitam criticas que são lançadas sobre sua liderança e quase sempre não lêem material que faça uma critica teológica sobre sua igreja.
Acredito na salvação de milhares de cristãos neopentecostais, pois Cristo salva indiferente da denominação cristã que uma pessoa se filie, mas tenho certeza que suas lideranças em grande número são lobos devoradores vestidos de ovelhas que não serão poupados do juízo do Deus Vivo (Mt 7:15,18; At 20: 29,30; 2 Tm 4:3; 2 Pd 2.1-3,13-15,17-19; 2 Pd 3.16,17). 
Quando cursei a Universidade conheci uma aluna que pertencia à uma igreja neopentecostal, e certa vez ela me contou que por um certo período viveu maritalmente com um obreiro deste movimento. E que mesmo nesta condição pecaminosa este obreiro realizava varias funções na referida igreja, inclusive pregar. Mas o que mais me impressionou foi o que ela contara sobre seu relacionamento com aquele homem. Segundo sua versão ela dizia que apanhou por diversas vezes daquele obreiro, e somente depois de um certo tempo veio a abandonar este relacionamento.
Mas o que mais me deixou transtornado vou ouvir aquela jovem relatar que continua na mesma igreja em que tudo isto aconteceu, somente o obreiro que a espancara mudou-se localmente de igreja. Observe: nem mesmo um ato tão vexatório como este foi o bastante para aquela jovem abandonar tal movimento neopentecostal. Verdadeiramente as pessoas que ali se encontram não conseguem diferenciar a verdade da mentira, pois estão como que hipnotizadas.
A Bíblia diz que são muitos os enganadores que viajam pelo mundo (2 Jo 7-8) e também a Palavra de Deus recomenda para termos cuidado com os falsos profetas (Mt 7.15). O mundo evangélico americano contemporâneo foi dividido quando um homem chamado Kenneth E. Hagin se projetou na mídia cristã. Hagin plagiou os ensinos de um pastor apostata, chamado E. W. Kenyon que se envolveu com as seitas metafísicas, onde chegou a declarar: “A única coisa que falta à Ciência Cristã é o sangue de Cristo”(www.posword.org/articles/kenyon/index.shtml).
Foram centenas de falsos ensinos e declarações que ofendem a ortodoxia Bíblica, um ministério que trouxe somente prejuízos para toda a Igreja Cristã. Sua vida se encerrou no ano de 2003, deixando um rastro de heresias que infectou quase toda a religião cristã contemporânea. Ele um dos principais mentores de ensinos que nas décadas de 60 e 70 fez surgir novas correntes doutrinarias, como a Teologia da Prosperidade assim como ensinos da metafísica fazendo com que a maioria das Igrejas Cristãs da America do Norte, fossem envenenadas pelas heresias da confissão positiva. 
Em pouco tempo esta “heresia destruidora” chegaria ao Brasil e ganharia força varrendo o Brasil de norte a sul, trazendo prejuízos incalculáveis e irreversíveis. Sem sombra de duvidas que as Igrejas Neopentecostais são as importadoras desta teologia, mas ninguém mais contribuiu para estas idéias serem vinculadas no Brasil do que o Missionário R.R. Soares com a Editora Graça Editorial, divulgando os ensinos de Kenneth Hagin.
Dentre os mais variados ensinos estão os chamados “chavões” inventados pelos mestres da fé, dentre eles: “eu ordeno, eu determino, eu reivindico, eu amarro, eu comando, profetize isto ou aquilo, profetize para si mesmo, etc, etc”.
Existem hoje milhares de seguidores de Kenneth Hagin em todo o globo, assim também como inúmeros pesquisadores cristãos que desmascararam seus falaciosos ensinos apresentando-o como um falso profeta, com provas irrefutáveis. Certo pastor com muita propriedade diz como os livros de Kenneth Hagin fizeram sucesso no Brasil: “...Embora outros “grandes” evangelistas dessa linha teológica não tenham logrado êxito no Brasil, Kenneth Hagin, de repente tornou-se um dos maiores Best Sellers. Com livros extremamente simples, ele conseguiu influenciar os rumos da igreja no Brasil mais que qualquer outro líder religioso nos últimos tempos.”[1] 
Precisamos como lideres dizer as nossas Igrejas, que o mal esta a porta (Jd 3).
Nota:[1] O evangelho da Nova Era, Ricardo Gondim, 1993,Abba Press
Autor: Marcos Batista Lopes
Fonte: [ NAPEC ]
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O Perigo da Nostalgia - John Piper


Perseverança e o perigo da nostalgia

Uma das grandes tentações para deixarmos de cumprir a missão que Jesus nos confiou é olhar para trás quando estamos cansados da luta e ficar lembrando como a vida era fácil antes de começarmos a segui-lo. Esforçar-se para entrar pela porta estreita significa perseverar na luta. O zelo de muitos pretensos seguidores de Jesus esfria, e eles se desviam do caminho. Jesus disse: "Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará, mas aquele que perseverar até o fim será salvo" (Mateus 24.12,13). Um dos fatores que estreitam a porta do Reino de Deus é que o esforço para entrar deve durar até o fim.

Jesus, portanto, alerta-nos contra a nostalgia dos tempos em que ainda não havíamos decidido segui-lo. Ele diz que a tensão dos últimos dias desta era forçará o povo a olhar para trás. Com simplicidade surpreendente, ele adverte: "Lembrem-se da mulher de Ló!" (Lucas 17.32), referindo-se a uma mulher do Antigo Testamento que teve de abandonar sua cidade, chamada Sodoma, porque Deus estava prestes a destruí-la por causa dos pecados cometidos por seus habitantes. Tragicamente, como ocorre com tantos pretensos seguidores de Jesus que começam a deixar o antigo caminho do pecado, ela olhou para trás. "A mulher de Ló olhou para trás e se transformou numa coluna de sal" (Gênesis 19.26).

Deus enxergou um coração idólatra quando ela olhou de relance na direção de Sodoma. A cidade era seu verdadeiro amor, não Deus. Esforçar-se para entrar pela porta estreita significa prestar atenção ao alerta de Jesus: "Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus" (Lucas 9.62).

Paz, uma dádiva do céu

 

O mundo está em conflito. Enquanto erguemos monumentos À paz, investimos mais na guerra. Enquanto falamos da necessidade de paz, armamo-nos até aos dentes, preparando-nos para os mais encardidos combates. As tensões se agigantam entre as nações, dentro das famílias e até mesmo no sacrário da nossa alma. Somos uma guerra civil ambulante. O homem está em conflito com Deus, com seu próximo e consigo mesmo. A paz será sempre um sonho utópico até que reine o Príncipe da paz.
As Escrituras nos falam de paz com Deus e paz de Deus. A primeira é um estado, a segunda um sentimento. A paz de Deus nos fala de um relacionamento certo com Deus, fruto da reconciliação com ele, por meio de Cristo. A paz de Deus é fruto da paz com Deus e tem a ver com um sentimento de gozo inefável, que inunda a nossa alma, mesmo em meio aos vendavais da vida. Não há paz de Deus sem que primeiro se estabeleça a paz com Deus. A paz com Deus é a raiz, a paz de Deus é o fruto. A paz com Deus é a fonte e a paz de Deus é o fluxo que corre dessa fonte.
Mas, o que de fato é a paz com Deus? Ela é fruto da justificação, e justificação é um ato jurídico de Deus, declarando-nos inocentes e inculpáveis diante do seu tribunal, em virtude do sacrifício substitutivo de Cristo, em nosso favor e em nosso lugar. Mediante a justificação, ficamos quites com a lei de Deus e com a justiça divina, não pesando mais sobre nós nenhuma condenação. Nossos pecados não são imputados a nós, pois foram lançados sobre Jesus na cruz e toda a justiça de Cristo é transferida para o nossa conta, de tal maneira que somos justificados no tribunal de Deus. A justificação é um ato e não um processo; é feito no tribunal de Deus e não no nosso coração. Ela não tem graus, uma vez que todos os salvos são de igual forma justificados com base nos méritos de Cristo Jesus. Por isso, a paz com Deus é a mesma para todos os remidos. Nenhum salvo tem mais paz com Deus do que outro. Todos estão de igual forma reconciliados com Deus por meio de Cristo Jesus.
Já a paz de Deus difere de crente para crente. Nem todos os salvos a experimentam com a mesma intensidade. Ela não é um estado, mas um sentimento, fruto do nosso estreito relacionamento com Deus. Paulo diz que a falta dessa paz deixa o coração e a mente vulneráveis à ansiedade. A ansiedade é uma espécie de estrangulamento da alma, quando somos sufocados pelas tensões que chegam das circunstâncias, dos relacionamentos estremecidos e da preocupação com as coisas materiais. Quando buscamos a Deus em oração e o adoramos, dando graças por sua bondade, a ansiedade precisa bater em retirada e, a paz de Deus, como uma sentinela divina, passa a guardar nosso coração e a nossa mente em Cristo Jesus. A paz de Deus é uma fortaleza ao redor da nossa mente e do nosso coração, da nossa razão e dos nossos sentimentos. A paz de Deus é aquele descanso interior, em saber que Deus está no controle, que nossa vida está em suas mãos, mesmo quando as circunstâncias ao nosso redor estão tempestuosas. Não precisamos ser prisioneiros da ansiedade. Se já fomos reconciliados com Deus, já temos a paz com Deus, e agora, podemos experimentar a paz de Deus!
Hernandes D.Lopes

CAP 8 - UM GUIA DE ESTUDO PARA O LIVRO DE GÊNESIS 3:6-24


INTRODUÇÃO
Nestes dezenove versículos nós temos a história da queda do homem e os resultados do seu pecado. Felizmente, a primeira promessa do Evangelho também nos foi concedida. Quão profundamente a natureza e o fruto do pecado são descritos. Que forma condensada, mas esclarecedora a história do evangelho é profetizada. Como nós observamos anteriormente, "somente Deus poderia dizer tantas coisas em poucas palavras".
I. A CONCUPISCÊNCIA - VERSÍCULO 6.
Nos é dito em Tiago 1:15, que a concupiscência ou os desejos ilícitos produzem o pecado. De acordo com I João 2:15-16 todos os desejos pecaminosos são classificados em três categorias. Enquanto Eva estava diante da árvore do conhecimento do bem e do mal, ela se deparou com estas três tentações:
A concupiscência da carne - "a árvore boa para comer".
A concupiscência dos olhos - "a árvore agradável aos olhos".
A soberba da vida - "a árvore desejável para dar entendimento".
concupiscência da carne refere-se a qualquer desejo que incita alguém a alimentar a natureza sensual da carne (imoralidade, embriaguez, glutonaria, etc.). O fruto deu "água na boca" de Eva, mesmo sendo ele um fruto proibido. A concupiscência dos olhos diz respeito àquelas tentações que apelam para os desejos ambiciosos dos homens de obter e possuir (roubo, avareza, etc.). A soberba da vida refere-se a todas as tentações que apelam para o orgulho pessoal do homem e seu desejo por aplauso ou grandeza.
concupiscência da carne nos incita a procurarmos satisfação no prazer do pecado, e não no Senhor [Gálatas 6:7-8].
concupiscência dos olhos nos leva a colocarmos as "coisas materiais" na frente do Senhor [Colossenses 3:15 - ultima frase].
soberba da vida nos tenta a glorificarmos a nós mesmos ao invés do Senhor [Mateus 23:12].
Com esta análise nós podemos entender melhor a vitória de Cristo sobre suas tentações [Lucas 4:1-13]. Satanás aproximou-se de nosso Salvador pelas três vias, mas ainda assim o Senhor não cometeu pecado. Ele foi bem sucedido aonde o primeiro Adão falhou.
Lucas 4:1-4 - concupiscência da carne
Lucas 4:5-8 - concupiscência dos olhos
Lucas 4:9-13 - soberba da vida
II. O PECADO DO HOMEM - VERSÍCULO 6.
A. Adão não foi enganado - Enquanto Eva foi enganada pelo Diabo [II Coríntios 11:3] e levada pelos seus desejos, Adão pecou com toda consciência ou conhecimento daquilo que ele estava fazendo [I Timóteo 2:14].
B. A culpa do pecado de Adão - O homem tende a tratar o pecado de Adão como um assunto banal. Na verdade isto foi muito mais que "comer da maçã". Adão tinha uma ordem simples e clara. Ele não possuía uma natureza pecadora para tão facilmente ser inflamada pelo pecado. Deus havia sido bom para ele, e todas as suas necessidades e desejos haviam sido supridas. A conseqüência do pecado tinha sido deixado bem clara. A atitude foi orgulhosa, um total ato de rebelião contra o Deus Todo Poderoso.
C. A queda do homem - Adão foi o representante de toda a raça humana. Nós não somente herdamos a sua natureza pecadora, mas em virtude de ele ser nosso representante, a Bíblia nos diz que nós pecamos em Adão. Neste sentido Adão foi o primeiro tipo de Cristo [Romanos 5:14; I Coríntios 15:22 e 45]. Pois assim como nós pecamos e morremos em Adão, da mesma maneira nossos pecados são pagos e nós vivemos em Cristo [Romanos 5:12-19].
III. O HOMEM VESTE-SE A SI MESMO - VERSÍCULO 7.
Tão logo o casal pecou, suas consciências já lhes condenavam. Eles pensaram que poderiam se vestir com suas próprias obras e justiças, ao invés da justiça de Cristo tipificada no verso 21 [II Coríntios 5:21]. Bem diferente disso, a única coisa que Cristo amaldiçoou durante Seu ministério terrestre, foi a figueira que só produzia folhas. Isto poderia mostrar o que Deus pensa das obras de religião e profissões de fé aparte do perdão que nós temos em Cristo, e a verdadeira santidade produzida em nós pelo Espírito Santo [Isaías 64:6].
IV. DEUS VAI EM BUSCA DO HOMEM - VERSÍCULOS 8-9.
Parece que o Senhor estava acostumado a se encontrar com Adão e Eva para terem comunhão. Que ocasião maravilhosa era esta quando o homem podia caminhar com Deus. Esta comunhão perdida foi restaurada por Jesus Cristo. Deus evidentemente aparecia para Adão em semelhança de homem. Estas aparições no Velho Testamento são chamadas de teofanias, e não devem ser confundidas com a encarnação de Cristo. Quando o Filho de Deus estava encarnado, Ele não somente apareceu na forma de homem, mas, realmente se tornou homem. Ele era então tanto Deus como homem [João 1:1 e 14].
No verso 9, nós temos a primeira pergunta da Bíblia. Deus busca e pergunta sobre o paradeiro de Adão que estava perdido no pecado. É maravilhoso o fato de que a primeira pergunta do Novo Testamento foi de um homem pecador buscando o ultimo Adão, isto é o Salvador [Mateus 2:1-2]. Os homens perdidos necessitam hoje fazer estas duas perguntas: "Onde eu estou como pecador perdido?" e "Onde está o Salvador"?
V. A DESTRUIÇÃO DO PECADO NO HOMEM.
Que mudança o pecado imediatamente causou no homem. O pecado que havia transformado um anjo em um demônio, agora fazia a sua obra no homem.
A. O pecado levou o homem a um estado de morte espiritual [Gênesis 2:16-17]. A descrição de Adão após o seu pecado revela alguém alienado de Deus. A alegria e relacionamento com Deus foram perdidos. Todos os homens agora já nascem neste estado e necessitam de uma nova vida em Cristo [Romanos 5:12, Efésios 2:1].
B. O pecado distorceu a imagem de Deus no homem [Gênesis 1:27]. Somente em Cristo isto pode ser restaurado [Colossenses 3:10].
C. O homem, como o Diabo, se tornou um tentador. Satanás pecou e então tentou Eva. Eva tão logo pecou, tentou Adão [vers. 6]. Pecadores são todos tentadores.
D. O homem veio a sofrer de uma consciência culpada [vers. 7].
E. A consciência culpada trouxe medo ao homem. O conceito de medo era desconhecido do homem até a entrada do pecado [vers. 10].
F. O homem ao invés de admitir seu pecado, tentou justificar-se (ver sessão III).
G. O homem, por natureza, devido ao pecado, passou a fugir e se esconder de Deus. A não ser que o Espírito Santo venha a atrair o homem, ele jamais sairá em busca do Senhor [vers. 10, Salmo 14:2-3; João 6:44].
H. Adão e Eva, como todo aquele que peca, cedo aprenderam a dar desculpas. Eva culpou a serpente [vers. 13]. Adão culpou sua mulher e parece ter insinuado que isto realmente foi culpa de Deus [vers. 12]. Miseravelmente esta natureza passou para todos os seus descendentes [Lucas 14:18].
I. Adão e Eva tão logo pecaram já demonstravam que não amavam mais à Deus. O quadro completo de Gênesis 3, revela o medo e o desagrado do homem para com Deus. Esta natureza agora faz parte do todo homem [Romanos 8:7; Romanos 5:10]. Amar a Deus somente é possível para aqueles que receberam o novo nascimento sobrenatural. [I João 4:7].
VI. A DESTRUIÇÃO DO PECADO NA VIDA DO HOMEM.
No versículo 11, Adão é levado a juízo perante Deus, e no versículo 16, a sentença começa a ser pronunciada. Embora todos os homens sofram por estarem debaixo deste julgamento, em Cristo nós podemos ser absolvidos através do livre perdão.
A. A CONDENAÇÃO DA MULHER - VERSÍCULO 16.
1. Por causa do pecado, o parto envolverá dor e tristeza. Tanto dar a luz como criar as crianças pode nos trazer muitas tristezas neste mundo pecador. Não tem isto a finalidade de nos lembrar que a nossa natureza pecadora é passada para os nossos filhos na concepção? Ironicamente, foi pela graça de Deus e através do sofrimento do parto, que nosso Salvador veio ao mundo. A maioria dos estudiosos da Bíblia acredita que este é o enfoque de I Timóteo 2:15.
2. O pecado levou a mulher a ter muitas dores em seu relacionamento com o homem. Enquanto a sua liderança deveria ser uma benção para todos, o pecado tem impedido isto. O homem tem usado sua força e posição para trazer miséria à mulher. Note os apuros de muitas mulheres através da história e mesmo hoje em muitos lugares. Felizmente para aqueles que conhecem a Cristo, estes sofrimentos são grandemente reduzidos. No lar onde o homem segue o exemplo de Cristo, a sua "liderança" é uma grande benção para todos [Efésios 5]. Na minha experiência, lares administrados por mulheres que dominam, não são felizes.
B. A CONDENAÇÃO DO HOMEM - VERSÍCULOS 17-19.
Quando Adão pecou, ele perdeu a habilidade de ter domínio total sobre a terra [Gênesis 1:28; Romanos 8:22]. A agricultura se tornou uma batalha contra a natureza. Espinhos, abrolhos, ervas daninhas e pestes crescem com mais facilidades do que as plantações. O trabalho se tornou uma tarefa suada e cansativa. Simplesmente trabalhar para poder sobreviver, exige da maioria das pessoas, labutar duramente e em meio a muitas dificuldades. A vida termina então com a morte física e o retorno do corpo ao pó.
VII. CRISTO LEVANDO A NOSSA MALDIÇÃO - GÁLATAS 3:13
Enquanto nós lemos sobre a maldição sobre o homem, nós somos lembrados de como Cristo completamente sofreu o castigo pelo pecado.
A. Como a mulher sofre dores ao dar a luz, assim o sofrimento do nosso Salvador é descrito como trabalho ou sofrimento [Isaías 53:11].
B. Como a mulher está sob sujeição, assim Cristo se sujeitou a Lei [Gálatas 4:4].
C. Os espinhos foram os frutos da maldição, assim como eles feriram a cabeça do nosso Salvador enquanto os homem debochavam dEle com sua coroa de sofrimentos.
D. Como o suor veio com o pecado, assim Cristo no jardim suou até que seu suor se tornou como gotas de sangue, enquanto Ele se submetia a morte pelos nossos pecados.
E. Tanto o homem quanto a mulher foram amaldiçoados com dores. Nosso Senhor se tornou "homem de dores" [Isaías 53:3] na sua primeira vinda.
F. O pecado termina em morte. Nosso Salvador morreu para que nós pudéssemos viver para sempre.
VIII. A CONDENAÇÃO DA SERPENTE - VERSÍCULO 14.
Satanás usou a serpente como seu instrumento, e então Deus a amaldiçoou. Nós não sabemos como era a forma original deste animal, mas desde a sua maldição, o homem parece odiá-la e teme-la. Todas as serpentes eram tidas como imundas sob o regime da lei [Levítico 11:42]. Isto não quer dizer que há algo realmente pecaminoso a respeito deste animal. A lei cerimonial acerca da impureza, simplesmente ensinava que nós deveríamos detestar o que vem de Satanás, e a serpente é um símbolo dele como sendo sujo e perigoso. Nos é dito que a serpente "comeria do pó" da terra em que ela se rasteja e caça principalmente no chão. A frase "comer do pó" simbolicamente representa a derrota [Salmo 72:9; Apocalipse 12:7-17; Miquéias 7:17; Romanos 16:20].
IX. O PROTO-EVANGELHO - VERSÍCULO 15.
Este versículo é conhecido como o proto-evangelho, que significa "o primeiro evangelho". Ele contém a primeira promessa de Cristo e da redenção através dEle. Verdadeiramente o restante da Bíblia pode ser visto como uma progressiva exposição deste versículo. Nós que temos a Bíblia completa podemos ver o quanto esta verdade está implícita e latente nesta pequena profecia.
A. A mulher iria trazer ao mundo alguém que venceria Satanás.
B. Este redentor "nasceria de uma virgem" pois Ele viria da "semente da mulher" [Gálatas 4:4].
C. O Redentor iria sofrer. Não somente Cristo foi moído na sua morte [Isaías 53:5], mas é notável que somente na crucificação seu calcanhar foi ferido.
D. O Redentor seria finalmente vitorioso, pois a idéia ensinada, é que o ferimento no calcanhar não é fatal como é o "esmigalhar" da cabeça. Aqui a ressurreição também está implícita, mas não tão abertamente.
E. Satanás e seus seguidores odiarão o Redentor e o seu povo. [João 8:44; I João 3:15].
F. Satanás iria perseguir o Redentor e o Seu povo. Os estudiosos da Bíblia têm notado o quanto Satanás lutou contra a descendência de Cristo através do Velho Testamento. Quantas vezes Satanás tentou exterminar o povo Judeu como um todo. Ele tentou destruir a Cristo através de Herodes enquanto Ele era ainda um bebê. Ainda hoje os Cristãos são perseguidos e odiados. Mesmo os Judeus ainda são perseguidos por causa do plano futuro de Deus para esta nação [Apocalipse 12:1-17]. Nada disso nos surpreende quando recordamos que o primeiro assassino da Bíblia era um perseguidor religioso [Gênesis 4:8]. Verdadeiramente esta "inimizade" ainda permanece viva.
G. Satanás será completamente derrotado, pois o ferimento na cabeça é mortal. O governo de Satanás será completamente destruído [Hebreus 2:14; Romanos 16:20; Apocalipse 20:10]. Nós não queremos dizer que os santos do Velho Testamento entendiam tudo de Gênesis 3:15 que nós mencionamos aqui. Antes, nós como os santos do Novo Testamento, vemos nesta profecia o broto da promessa, da qual,a flor completa da história da redenção do Messias desabrocharia.
X. DEUS VESTE O PECADOR - VERSÍCULO 21.
Por diversas razões os estudiosos da Bíblia têm visto nesta passagem um tipo do amor de Deus em enviar Seu Filho para morrer pelos pecadores, para que eles pudessem ser vestidos e aceitos através da justiça de Cristo [Isaías 64:6, 61:10; II Coríntios 5:21; Efésios 1:6].
A. Deus realizou todo o trabalho de fazer as túnicas de peles. Se isso fosse apenas uma questão de conveniência ou conforto, Adão poderia cuidar pessoalmente disso. É claro que há uma aplicação espiritual aqui, ou isso tudo não teria necessidade de ser mencionado. A idéia é que Deus providenciou ao homem algo que ele não poderia providenciar por ele mesmo.
B. Antes que o homem pudesse ser coberto na vista de Deus, um animal deveria sofrer e morrer. A necessidade de se cobrir veio em decorrência do pecado. A cobertura perfeita não poderia ser criada pela obra do homem (folhas de figueira), mas pela morte ou sacrifício de um inocente. Que graça de Deus que nos relembra que a primeira morte física ocorreu não somente como o resultado do pecado, mas também para relembrar que Ele é o Salvador dos pecadores.
XI. O HOMEM LANÇADO FORA DO JARDIM - VERSÍCULOS 22-24.
Após pecarem Adão e Eva foram lançados para fora do jardim. Isto ocorreu para que eles não comessem da árvore da vida e então indefinidamente prolongassem suas vidas. É verdade que aparte de Cristo, uma vida longa aqui na terra seria uma maldição. O homem se sentindo imortal iria de mal a pior. A vida prolongada dos homens antes do dilúvio parece ter aumentado a maldade do homem. Muitas vezes a tirania e a maldade dos homens só terminam quando eles morrem. O homem não pode participar da árvore da vida até que o seu pecado seja extirpado [Apocalipse 22:1-3].
No versículo 24 nós temos a primeira menção dos querubins. Estes misteriosos seres angélicos são sempre vistos na presença de Deus. Havia querubins de ouro supervisionando o propiciatório no Tabernáculo. Eles representavam os anjos que estão ansiosos para olhar para a redenção de Cristo [Êxodo 25:17-22; I Pedro 1:12]. Há muitas coisas a respeito da árvore da vida que nós desconhecemos. Por que ela era necessária ou será novamente no futuro, nós não podemos responder. O que sabemos é que a árvore da vida era um tipo de nosso Salvador. Esta idéia é fortalecida pela presença dos querubins que estão sempre associados à redenção. Vamos procurar trazer os perdidos ao conhecimento de Jesus Cristo, a verdadeira árvore da vida, da qual nenhum pecador arrependido é barrado. Nós podemos ser usados como instrumentos para que os homens venham a Cristo, a fim de eles tenham vida [Provérbios 11:30].

Aqueles que estiverem interessados no debate a respeito da evolução versus a criação de Deus, encontrarão bons livros que tratam deste assunto. Homens como Henry Morris, Duane Gish, Gary Parker e A. E. Wilder-Smith têm escrito alguns volumes muito úteis. Estes são apenas alguns dos melhores autores.

Autor: Pastor Ron Crisp 
Tradução: Pastor Eduardo Alves Cadete 2001 
Revisão : Joy Ellaina Gardner 2001 
Verificação: Pastor Calvin Gardner 2002 

CAP 28 - A CEIA E A OBRA FEDERAL DE CRISTO NA CRUZ II CO 5.21, !ÀQUELE QUE NÃO CONHECEU PECADO, O FEZ PECADO POR NÓS; PARA QUE NELE FÔSSEMOS FEITOS JUSTIÇA DE DEUS?.

 

A obra de Cristo pelos Seus é uma obra federal ou representante. Como na aliança do Velho Testamento era englobado o povo de Deus pelas promessas, os eleitos são representados por Cristo na Sua obra de salvação (Gl 2.20, !Já estou crucificado com Cristo?). Como o primeiro Adão representava todo homem na humanidade (Rm 5.12; I Co 15.47), assim o Segundo Adão representa todos os salvos (I Co 15.22,23, !os que são de Cristo?). Por Cristo ser feito !semelhante aos irmãos? (Hb 2.17) !contado com os transgressores? (Is 53.12) tendo uma alma, mesmo sendo uma !alma vivificante? (I Co 15.45) e não somente uma !alma vivente?, Ele, junto com Seu povo, identificou-se uma única unidade diante da ira de Deus. Por Cristo representar todos os Seus é dito que os Seus são !crucificados com Cristo? (Gl 2.20), mortos com Ele (Rm 6.8), sepultados com Ele (Rm 6.4), vivificados com Ele (Cl 2.13), ressuscitados juntamente com Ele (Ef 2.6) e os fez assentar nos lugares celestiais Nele (Ef 2.6). A obra que Cristo fez, verdadeiramente representa !nós? (II Co 5.21).
A Ceia do Senhor representa a obra de Cristo para a nossa salvação, especialmente a obra consumada pela Sua morte. Como esse pão asmo representa o próprio corpo de Cristo, pelo qual Ele se deu a si mesmo na cruz, e como esse cálice representa o próprio sangue de Cristo, derramando qual se deu a Sua própria vida, a Sua morte representava cada um dos Seus.
Como este pão é quebrado, o corpo de Cristo foi partido representativamente para cada um dos Seus ! I Co 11.24, !E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim?.
Como o fruto da vide é esmagado para dar o seu suco, a vida do fruto da vide, Cristo derramou o Seu sangue, a vida da Sua carne (Lv 17.11), representativamente para cada um dos Seus, Lc 22.20, !Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue, que é derramado por vós?.
Lembrem-se: Como o pão e o fruto da vide representam Cristo hoje nesta Ceia, cada um dos Seus foi representado no próprio corpo e próprio sangue de Cristo na Sua obra na cruz.
Portanto, todos em Cristo são feitos justos diante de Deus. A todos os homens (sem a exceção de nenhum) deve ser declarado publicamente e zelosamente a mensagem do Evangelho que Cristo é o Salvador de todos os pecadores arrependidos e crentes Nele (Jo 3.16). Portanto, se você é convencido dos seus pecados e entenda que merece a ira e o julgamento de Deus, a mensagem é: Venha a Deus pela fé na obra completa de Cristo. Por Cristo, Deus é grande em perdoar (Is 55.7). Venham, tome de graça da água da vida, todos que querem (Ap 22.18), todos que tenham sede (Is 55.1-3), e, todos que sejam oprimidos e cansados dos seus pecados (Mt 11.28-30).
I Co 11.23-26, !Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão; E, tendo dado graças, o partiu e disse: Tomai, comei; isto é o meu corpo que é partido por vós; fazei isto em memória de mim. Semelhantemente também, depois de cear, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é o novo testamento no meu sangue; fazei isto, todas as vezes que beberdes, em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha?.

Autor: Pr Calvin Gardber

Vencendo o Desânimo


 Que contraste! Em 1 Reis 18, Elias era forte e corajoso. Logo no próximo capítulo ele entrou em pânico e fugiu para salvar sua vida. O que acontecia? O que enfraquecia este grande profeta e fazia com que ele esquecesse seu dever? Era o desencorajamento que fazia Elias cair. Precisamos tomar cuidado porque o desânimo pode incapacitar nossa vida espiritual também.

O contexto da vitória de Elias no capítulo 18 é impressionante. A idolatria, especialmente a adoração de Baal, dominava o país de Israel. O rei e a rainha desta nação, Acabe e Jezabel, eram totalmente corruptos. Neste ambiente espiritual desanimador, a voz solitária de Elias soava em oposição. Ele lançou um desafio aos falsos profetas para disputarem para ver quem era o Deus verdadeiro. A competição seria simples: seriam preparados sacrifícios no altar e o deus que respondesse com fogo do céu para queimar o animal seria o vencedor. Os resultados foram inconfundíveis. Os idólatras clamaram a Baal desde a manhã até o meio da tarde, mas não houve resposta. Em contraste, Elias cavou uma valeta em volta do seu sacrifício, molhou o animal com doze baldes de água até o ponto em que a valeta ficou cheia e então, calmamente pediu ao Senhor que o consumisse. O fogo de Deus não somente queimou o boi, mas também as pedras do altar, a água da valeta e até a terra em volta dele. Esta demonstração dramática convenceu o pov, e os falsos profetas foram executados.

Imediatamente após, Elias partiu para o palácio em Jezreel, onde Jezabel mandou dizer que planejava matá-lo no dia seguinte. Desanimado, Elias fugiu. Ele disse ao Senhor que queria morrer e então fugiu durante quarenta dias e noites. O desânimo nem sempre é pecaminoso, mas leva ao pecado freqüentemente. Neste caso, a depressão do profeta levou-o a esquecer seu posto de serviço, fraquejar em sua fé em Deus e, finalmente, tornar-se egoísta. Ele se queixou que era o único restante que servia ao Senhor fielmente. A vida de Elias, então, oferece um modelo útil para estudar o desencorajamento, o que o causa e como vencê-lo.

Causas
Ironicamente, um dos principais fatores que produziam o desânimo de Elias era a grande vitória que ele conseguira no Monte Carmelo contra os falsos profetas. Vitórias espirituais decisivas são momentos especialmente vulneráveis; somos mais suscetíveis nesses momentos tanto ao orgulho como ao desencorajamento. Neste caso, sem dúvida, Elias previu um reavivamento avassalador. Talvez ele esperasse que Acabe e Jezabel de

algum modo conduzissem a nação inteira ao arrependimento. Assim, o desafio continuado de Jezabel foi uma decepção. A mesma coisa pode acontecer conosco. Quando as coisas vão bem, nossas expectativas são grandes. Então vem o revés, e ficamos desencorajados.

Uma segunda coisa que causou a depressão de Elias foi seu fracasso em conseguir os resultados desejados. Depois de anos de fidelidade ao Senhor e depois da matança dos falsos profetas, nada tinha realmente mudado. Ou assim parecia. É extremamente desanimador trabalhar, trabalhar, trabalhar e mesmo assim não ver resultado positivo. Isto não é incomum. Noé, um pregador da justiça (2 Pedro 2:5), procurou salvar somente sua própria família. Jesus mesmo foi desprezado e rejeitado (Isaías 53:3; João 1:11). Muitos dos mais diligentes servos de Deus têm experimentado a frustração de ver os pequenos resultados de seu labor. Quando vemos pouco ou nenhum fruto de nossas atividades no serviço do Senhor, precisamos ser pacientes (Gálatas 6:9) e confiar em que a colheita virá (1 Coríntios 15:58). Terceira coisa, Elias estava desanimado porque aqueles que deveriam estar servindo o Senhor se esqueciam dele. Acabe e Jezabel deveriam ter sido os guias espirituais daquela nação. A conduta deles era desmoralizante. Para nós, poem ser os irmãos que nos desapontam. A oposição do mundo não surpreende, mas quando vemos aqueles que declaram estar servindo o Senhor voltar suas costas a ele, isto se torna mais do que podemos suportar. Isto não é um problema novo. Josué e Calebe ficaram virtualmente sós (Números 14). Num momento crítico em sua vida, Paulo foi abandonado por todos os irmãos (2 Timóteo 4:16). Precisamos continuar servindo a Deus, independente da resposta dos outros (Habacuque 3:17-18).

Uma quarta causa do desencorajamento de Elias foi a comiseração de si mesmo. Ele estava sentindo pena de si mesmo. Ele sentia que estava só, que todos os outros tinham abandonado o Senhor. É difícil ficar deprimido quando se está fixo na obra do Senhor, mas quando se está pensando principalmente em si mesmo, o desânimo quase sempre acontece.

A culpa era uma causa final da depressão de Elias. Ele tinha abandonado sua responsabilidade e agido sem a orientação de Deus. Ele sabia que estava errado porque estava na defensiva quando o Senhor falou com ele. Precisava de perdão e necessitava voltar ao seu posto de serviço. A culpa freqüentemente produz depressão. Algumas vezes, quando estamos abatidos, não precisamos simplesmente arranjar um modo de sentir melhor, mas precisamos de arrepender.

A pergunta de Deus
O Senhor veio a Elias duas vezes e perguntou: "Que fazes aqui, Elias?" (1 Reis 19:9, 13). Aqui estava um homem bom e justo que tinha caído. Como Deus lidaria com ele? Deus não ficou aborrecido ou desistiu dele. Por outro lado, Deus também não o mimou. O Senhor desafiou-o diretamente, ajudando-o a superar seu desânimo, e reassumir seu serviço fiel. É encorajador perceber que Deus cuida de seus servos fracos e decaídos, e que ele trabalha para encorajá-los e restaurá-los. É também bom ver o modelo do Senhor quando procuramos ajudar a reerguer nossos irmãos quando se tornam abatidos. Não devemos abandoná-los com desprezo, mas também não devemos só tentar fazê-los se sentir melhor. Precisamos desafiá-los e ajudá-los a se levantar novamente na obra do Senhor.

Curas
Quando o Senhor visitou Elias na montanha e perguntou o que ele estava fazendo ali, Deus lhe disse para sair "e põe-te neste monte perante o SENHOR." Deus mostrou a Elias um vento grande e forte que quebrou as rochas da montanha em pedaços, depois revelou um terremoto e depois um fogo. Cada um deles demonstrava o poder de Deus, algo que Elias precisava ver urgentemente. Ele precisava de mais confiança no Senhor; precisava ver quem estava ao seu lado. Mas, surpreendentemente, o Senhor não estava no vento, nem no terremoto, nem no fogo. Por fim, Elias ouviu um sopro suave e ali estava o Senhor! A lição parece ser que precisamos confiar no Senhor até mesmo quando não vemos nada dramático. Deus pode trabalhar quieto, por meios pequenos e aparentemente insignificantes. Precisamos deixar mais nas mãos de Deus e não esperar que ele sempre opere de uma maneira dinâmica e impressionante. Elias estava esperando um vento, um terremoto e um fogo, mas o Senhor estava num som soprado suavemente. Em tempos de desencorajamento, confiemos no Senhor, esteja ele agindo sensacionalmente ou imperceptivelmente.

Deus deu a Elias uma tarefa para cumprir. Ele lhe disse que ungisse Azael como rei sobre a Síria e Jeú como rei de Israel, e Eliseu como seu próprio sucessor. Elias precisava apressar-se; sua inatividade lhe havia dado simplesmente mais tempo para se lamentar. Dificilmente, ficamos deprimidos quando estamos ativos. Mas quando nos sentamos e remoemos um pensamento, então ficamos desanimados.

Finalmente, o Senhor falou a Elias sobre os 7000 que jamais haviam se prostrado diante de Baal. Elias não tinha percebido aqueles que eram os verdadeiros servos do Senhor. Ele nunca tinha observado que não era realmente o único restante. Quando estamos desencorajados, nossa tendência é pensar que tudo e todos estão contra nós. Precisamos reconhecer as coisas boas como as más. Conquanto nossa tendência possa ser nos retirarmos daqueles que nos elevariam, os momentos de depressão são, muitas vezes, os próprios momentos em que precisamos mais da amizade de nossos irmãos. Posso não estar com vontade de ir à igreja, ou passar algum tempo com um irmão cristão, mas se eu fizer isso vou me sentir reanimado.

Aplicação
Os cristãos ficam, às vezes, desanimados. Nesses momentos precisamos voltar-nos para o Senhor e permitir que ele nos ajude a superar a depressão, para que não nos enfraqueçamos e nos afastemos dele. E para nós, como para Elias, as soluções são relativamente simples. Precisamos de mais confiança no Senhor, até mesmo quando não o observamos operando de modos dramáticos. Precisamos nos levantar e nos ocupar, deixando de pensar em nós mesmos. E precisamos ver o bem à volta de nós e passar mais tempo com nossos irmãos.

- por Gary Fisher

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