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24 de set. de 2010

A paciência de Deus: um aspecto importante do seu amor

 

Sabemos que Deus é amor (1 João 4:8) e que o amor é paciente (1 Coríntios 13:4). Sem dúvida alguma, a paciência ou longanimidade é um aspecto importante do amor de Deus. É uma qualidade divina mencionada várias vezes no Antigo Testamento. Êxodo 34:6-7 descreve Deus nestes termos: "SENHOR, SENHOR Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade; que guarda a misericórdia em mil gerações, que perdoa a iniqüidade, a transgressão e o pecado, ainda que não inocenta o culpado, e visita a iniqüidade dos pais nos filhos e nos filhos dos filhos, até à terceira e quarta geração!" Em Naum 1:3, encontramos este comentário sobre a paciência e a justiça de Deus: "O SENHOR é tardio em irar_se, mas grande em poder e jamais inocenta o culpado; o SENHOR tem o seu caminho na tormenta e na tempestade, e as nuvens são o pó dos seus pés."

Passagens como essas esclarecem o sentido da paciência de Deus. Quando a Bíblia afirma que Deus é longânimo, está dizendo que ele demora em se irar. A longanimidade não sugere injustiça. Deus ainda exige o castigo merecido pelo pecado, mas nem sempre castiga na hora da transgressão. Vamos examinar esse assunto mais profundamente.

O que a Bíblia diz sobre a paciência de Deus?

Deus demorou em castigar o povo desobediente de Israel para manter a honra do seu próprio nome: "Por amor do meu nome, retardarei a minha ira e por causa da minha honra me conterei para contigo, para que te não venha a exterminar" (Isaías 48:9). Se Deus tivesse praticado a justiça na hora, a primeira vez que Israel pecou, ele nunca teria cumprido a promessa de oferecer salvação para todos nós através do descendente de Abraão (Gênesis 12:3). No Novo Testamento, Paulo usa a palavra longanimidade para descrever essa demora em castigar. Ele diz em Romanos 9:22-24: "Que diremos, pois, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita longanimidade os vasos de ira, preparados para a perdição, a fim de que também desse a conhecer as riquezas da sua glória em vasos de misericórdia, que para glória preparou de antemão, os quais somos nós, a quem também chamou, não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios?"A justiça aplicada sem longanimidade teria resultado na condenação de todos, até de nós! Deus temporariamente poupou um povo para salvar muitos outros.

O apóstolo Paulo serve como outro exemplo bom. Pela longanimidade de Deus ele deixou de ser perseguidor e passou a ser pregador das boas novas (1 Timóteo 1:16). Jesus usou a palavra "paciente" para descrever a atitude da pessoa que espera para receber o que lhe é devido (Mateus 18:26,29).

É fácil perder um aspecto importante da longanimidade do Senhor. Às vezes, pessoas acham que Deus simplesmente decidiu perdoar pecados, e que a dívida não foi paga. Mas as Escrituras deixam bem claro que não foi assim. Deus adiou a cobrança, mas jamais deixou de ser justo e exigente em relação à dívida do pecado. Um texto que ajuda a entender esse fato é Romanos 3:25-26: "...a quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente, para ele mesmo ser justo e o justificador daquele que tem fé em Jesus." Esses versículos estão entre os mais ricos do Novo Testamento. Deus tolerava pecado durante algum tempo, sabendo que a justiça seria satisfeita pelo sacrifício de Jesus. Assim, ele é justo (exigindo o pagamento pelo pecado) e o justificador (oferecendo seu próprio Filho para pagar a dívida dos outros; compare Efésios 1:7).

Deus é longânimo quando ele dá tempo para o pecador se arrepender

Deus seria perfeitamente justo se ele castigasse o pecador na hora, mas ele escolhe ser paciente. A longanimidade de Deus é vista nos dias de Noé, dando tempo para os homens se arrependerem (1 Pedro 3:20). Na época de Neemias, o povo reconheceu que Deus tinha sido muito paciente com seus antepassados (Neemias 9:29-30). Podemos ver esta mesma longanimidade em nossas vidas. Se Deus castigasse cada pessoa no momento do seu primeiro pecado, o que teria acontecido conosco. Eu não estaria vivo para escrever este artigo, e quem estaria aqui na terra para lê-lo?

A longanimidade não adianta se não houver arrependimento

O propósito de Deus em mostrar a paciência é de nos conduzir ao arrependimento. "Ou desprezas a riqueza da sua bondade, e tolerância, e longanimidade, ignorando que a bondade de Deus é que te conduz ao arrependimento?" (Romanos 2:4).  No intervalo entre o pecado e a cobrança, precisa haver arrependimento. Se o pecador não aproveitar sua oportunidade para se converter, a paciência de Deus não tem valor nenhum. As pessoas que continuam no pecado, não se arrependendo enquanto há esperança, se conduzem à perdição. Salmo 7:12-13 diz: "Se o homem não se converter, afiará Deus a sua espada; já armou o arco, tem_no pronto; para ele preparou já instrumentos de morte, preparou suas setas inflamadas."

Devemos usar a oportunidade que Deus nos oferece

A paciência de Deus nos oferece a oportunidade de nos arrepender e  fazer a vontade dele. Não devemos deixar esta oportunidade escapar,   e jamais devemos achar que a longanimidade de Deus dá permissão para pecar mais. Jesus não voltou ainda por causa do desejo de Deus de que todos se arrependam (2 Pedro 3:9). "Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai_vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis, e tende por salvação a longanimidade de nosso Senhor..." (2 Pedro 3:14-15).

A paciência de Deus pede a volta do pecador. Isaías ensinou este princípio há 2.700 anos, quando falou ao povo de Judá: "Buscai o SENHORenquanto se pode achar, invocai_o enquanto está perto. Deixe o perverso o seu caminho, o iníquo, os seus pensamentos; converta_se ao SENHOR, que se compadecerá dele, e volte_se para o nosso Deus, porque é rico em perdoar" (Isaías 55:6-7).  Deus está disposto a perdoar, mas ele não força ninguém a se arrepender.

A paciência de Deus tem limite

Embora muitas pessoas agem como se a paciência de Deus não tivesse limites, a Bíblia mostra que haverá um ponto final na longanimidade do Senhor. Deus colocou um ponto final nos dias de Noé: "...o SENHOR fechou a porta" (Gênesis 7:16). Na vida de cada pessoa, a morte marca o fim da oportunidade de se arrepender e receber o benefício da misericórdia de Deus. A pessoa que morre despreparada não terá outra chance (Lucas 12:20-21; 16:24). Hebreus 9:27 nos assegura que o julgamento vem depois da morte. Seremos julgados pelas coisas feitas no nosso único corpo (2 Coríntios 5:10). Doutrinas de purgatório e reencarnação, que oferecem uma outra oportunidade para se arrepender ou se aperfeiçoar após a morte são doutrinas falsas que contradizem as Escrituras. Quando Jesus voltar, todas as pessoas serão chamadas ao julgamento, para receber ou a vida ou a morte eterna (João 5:28-29).

Devemos ouvir a voz de Deus hoje

Cada vez que seu coração bate, você está chegando um pouco mais perto do fim da sua vida na terra. Ou a sua morte ou a volta de Cristo vai pôr um ponto final na sua oportunidade de se preparar para o julgamento. Deus tem sido muito longânimo conosco, mas a longanimidade dele não é eterna! Ou aceitamos o preço do resgate pago por Jesus, ou ficamos com uma eterna dívida que nunca será possível pagar. O livro de Hebreus, capítulos 3 e 4, cita o exemplo dos israelitas para ensinar uma lição importante aos servos de Cristo. Uma geração rebelde perdeu sua oportunidade e não entrou na terra prometida. Repetidamente, o autor nos convida a ouvir a voz de Deus hoje (3:7,15; 4:7). A longanimidade de Deus nos deu todos os minutos da nossa vida até o presente momento, mas não dá garantia de mais nenhum. Se deixarmos nossa oportunidade passar, pode ser tarde demais. No mesmo trecho onde Paulo nos relembra que todos seremos julgados por Cristo, ele diz: "E por isso que também nos esforçamos... para lhe sermos agradáveis" (2 Coríntios 5:9).


- por Dennis Allan

23 de set. de 2010

Salvos antes de Sermos Chamados - C. H. Spurgeon

A DIFERENÇA DA INDIFERENÇA

 

PASTOR CRISTÃO VERDADEIRO: Tem Jesus Cristo como seu único e suficiente Senhor e dá a sua vida pelas ovelhas, conhece as suas ovelhas e DAS SUAS OVELHAS É CONHECIDO (não precisa dizer que não é maçom), ou seja, NÃO EXISTEM SEGREDOS para as ovelhas. Geralmente não são famosos, são perseguidos, discriminados e até ameaçados de morte. Falam tudo abertamente e não dizem nada em oculto.
  
Está escrito - João 10: 14 e 11 “Eu sou o BOM PASTOR; o BOM PASTOR DÁ A SUA VIDA PELAS OVELHAS. Eu sou o BOM Pastor, e conheço as minhas ovelhas, e DAS MINHAS OVELHAS SOU CONHECIDO.”

  
FALSOS PROFETAS: É difícil identificá-los. São muito perigosos. Não imitam a Cristo. São oportunistas. São vaidosos. Usam a caridade como disfarce. Usam duas identidades: usam o nome de Jesus e de pastor com pele de cordeiro, mas SECRETAMENTE são lobos, que assentam na roda dos ESCARNECEDORES para entregarem a lã e a gordura das ovelhas e entregá-las ao anticristo, em troca de coisas materiais e vaidade. Se vendem à BALL como o rei Acabe. Adoram outros deuses SECRETAMENTE como GADU, um deus genérico que abraça todos os ídolos de todas as religiões. Geralmente se intitulam deuses e manipulam as pessoas para que os idolatrem. Geralmente são os que pedem mais dinheiro (MERCENÁRIOS) e tentam empurrar todo o tipo de material “gospel”, envergonhando os pastores verdadeiros. Abandonam as ovelhas não ensinando os perigos das seitas e heresia, não permitindo estudos sobre sociedades secretas. Por isso são “pastores” inúteis, ou seja, tudo que fazem não serve de nada para o reino de Deus, mas para o reino do anticristo. São cumprimentos das profecias bíblicas.

  
Está escrito – Salmos 1:1 “Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, NEM SE ASSENTA NA RODA DOS ESCARNECEDORES.”

  
Está escrito - João 10:12 “Mas o MERCENÁRIO, QUE NÃO É PASTOR, de quem não são as ovelhas, VÊ VIR O LOBO, E DEIXA AS OVELHAS, e FOGE; e o lobo as arrebata e dispersa.”


Está escrito - I João 4: 1-5 “Amados, não creiais em todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos FALSOS PROFETAS se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do ANTICRISTO, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que está já no mundo. Filhinhos, sois de Deus e já os tendes vencido, porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo.DO MUNDO SÃO; POR ISSO, FALAM DO MUNDO, E O MUNDO OS OUVE.”


Está escrito - Zacarias 11:17 “AI DO PASTOR INÚTIL, QUE ABANDONA O REBANHO,...”


Está escrito - Zacarias 11:16 “Porque eis que levantarei UM PASTOR NA TERRA, que NÃO VISITARÁ AS QUE ESTÃO PERECENDO, não BUSCARÁ A DESGARRADA e NÃO SARARÁ A DOENTE, NEM APASCENTARÁ A SÃ;; MAS COMERÁ DA CARNE DA GORDA e lhe DESPEDAÇARÁ AS UNHAS.”

 PROFETA DE SATANÁS: Adoração explícita de ídolos. É fácil de identificar. Não tem Jesus Cristo como ÚNICO e suficiente Salvador. Caracterizado como ANTICRISTO, procura ECUMENISMO e, vem perseguindo a verdadeira igreja de Cristo. É mentiroso, enganador, destruidor, etc.

Está escrito: Daniel 11: 35-37 - O ANTICRISTO se oporá a tudo que se chama Deus.



 

O ORDO AB CHAO religioso. O caos no cristianismo e a ORDEM no paganismo. Falsos profetas criados e alimentados pelas sociedades secretas disfarçados de pastores que sujam os nomes de Cristo e de sua Igreja. Sabemos que quem matou Jesus Cristo foram os falsos judeus, OS SIONISTAS DAS SOCIEDADES SECRETAS e, que em seus AJUNTAMENTOS ESTÃOS MUITOSCÃES (pastores que nada compreendem). OS CÃES NÃO PODEM FALAR porque satanás tapou a boca deles com Dólar
Está escrito: Isaias 56 8: 11
ASSIM DIZ O SENHOR DEUS,
Que congrega os dispersos de Israel: Ainda ajuntarei outros aos que já se lhe ajuntaram.
Vós, todos os animais do campo, todos os animais dos bosques, vinde comer.
TODOS os seus ATALAIAS são CEGOS,
NADA SABEM; todos são CÃES mudos, NÃO PODEM LADRAR;
andam ADORMECIDOS, estão DEITADOS, e gostam do SONO.
 E estes CÃES são GULOSOS, não se podem fartar;
e ELES SÃO PASTORES QUE NADA COMPREENDEM; todos eles se tornam para o seu caminho, cada um para a suaGANÂNCIA, cada um por sua parte.
Está escrito: Salmos 22: Pois me rodearam CÃES, o ajuntamento de malfeitores me cercou, TRASPASSARAM-ME AS MÃOS E OS PÉS.  

Agostinho - O que eu amo quando amo meu Deus?


Demonstrando o deleite supremo de conhecer Deus




Mas ao lado da oração, a solução para pessoas sem paixão, sem fome e sem sede de Deus, é expor-lhes o próprio Deus como infinitamente mais desejável — mais satisfatório — do que toda a criação. O empenho de Agostinho pelas almas dos homens e das mulheres era que eles pudessem chegar a ver a beleza de Deus e amá-lo. "Se seu deleite é em almas, ame-as em Deus (...) e leve-as consigo, atraindo o maior número possível delas até Deus". "Tu és, ó Deus, a alegria deles. A felicidade consiste em regozijar-se em ti, de ti e por amor a ti. Esta é a verdadeira alegria e não há outra".

Assim, Agostinho labutou com toda sua força espiritual, poética e intelectual para ajudar as pessoas a ver e a sentir satisfação plena e soberana em Deus, acima de todas as coisas.

Mas, o que amo quando amo meu Deus? (...) Não a doce melodia da harmonia e da canção; nem a fragrância das flores, dos unguentos, dos aromas; não o maná ou o mel, nem membros que o corpo se deleita em abraçar. Não são estes os que amo quando amo o meu Deus. E, contudo, ao amá-lo, é certo que amo a luz de alguma espécie, uma voz, um perfume, um alimento, um abraço; mas estes são de uma espécie que amo no mais íntimo do meu ser, quando minha alma é banhada pela luz que não está presa a nenhum lugar, quando escuta sons que nunca morrem; quando respira a fragrância que não se dissipa com o vento; quando saboreia alimentos que nunca se consomem pelo comer; quando se apega a um abraço que não se desfaz pela satisfação do desejo. Eis o que amo quando amo o meu Deus.

Poucas são as pessoas na história da igreja que sobrepujaram Agostinho ao retratar quão grande, belo e desejável Deus é. Agostinho está totalmente persuadido pelas Escrituras e pela experiência de que "aquele que tem Deus é feliz". "Fizeste-nos para ti, e nosso coração não encontra descanso enquanto não repousa em ti". Ele labutará com todas as suas forças para fazer com que este Deus, da graça soberana e da alegria soberana, seja conhecido e amado no mundo.

Estás sempre ativo, contudo, sempre tranqüilo. Acumulas tudo para ti, embora não sofras necessidade (...) Angustias-te com o erro, mas não sofres dor. Podes estar irado, contudo, sereno. Tuas obras são variadas, mas teu propósito é um e sempre o mesmo (...) Acolhes os que se achegam a ti, ainda que nunca os tenhas perdido. Nunca tens necessidades, no entanto, sempre alegre em ganhar; nunca avarento, mas requeres retorno pelas tuas dádivas (...) Perdoas as nossas dívidas, mas com isto não perdes nada. Tu és o meu Deus, és a minha vida, és o meu santo deleite. Mas será que basta dizer isto a teu respeito? Será que alguém pode dizer o suficiente quando fala de ti? Mas, ai daqueles que estão silenciosos a teu respeito!

Agostinho decidiu não ficar "silencioso" com respeito aos prazeres da completa satisfação à mão direita de Deus! E, nessa paixão, que grande pregador ele se tornou! "Pode qualquer pessoa dizer o suficiente quando fala a respeito do Senhor?" Certa feita, Agostinho explicou à sua própria congregação como elaborava suas pregações: "Vou e me alimento para que possa dar a vocês o que comer. Sou o servo que serve a comida, não o dono da casa. Exponho a vocês aquilo do que também eu me alimento para a vida". Essa era sua maneira de estudar: procurava pelo alimento da alma para que pudesse se alimentar do "santo deleite" de Deus e, depois, alimentar seu povo.

Sua habilidade — e a de seus ouvintes — de ver a verdade das Escrituras era governada parcialmente pelo deleite que obtinha naquilo que lá encontrava. Sempre dizia aos seus leitores que deveriam "olhar o coração das Escrituras com os olhos de seus corações". Isso quer dizer que a pessoa deve olhar com amor o que só pode ver parcialmente: "E impossível amar o que é totalmente desconhecido, mas quando se ama o que se conhece mesmo em parte, justamente essa capacidade de amar faz com que o amado seja mais bem e mais plenamente conhecido". Em outras palavras, o amor e o deleite naquilo que conhecemos a respeito de Deus nas Escrituras é a chave que abre mais ainda as Escrituras. Por isso, o estudo da Palavra e a pregação não eram, para Agostinho, algo alheio e indiferente, como em nossos dias são tão freqüentemente concebidos.

Ele explicou a Jerônimo, grande estudioso da Bíblia, que jamais poderia ser um erudito "desinteressado", em vista do conceito acima. "Se recebo qualquer suprimento de conhecimento [das Escrituras], imediatamente o distribuo com liberalidade ao povo de Deus". E o que Agostinho expunha ao seu povo, e com que o alimentava? Com a mesma alegria que ele próprio encontrava em Deus. "A nossa mensagem se torna viva por meio da alegria que sentimos sobre o que falamos". Esta era a chave de sua pregação, e a chave para sua vida — ele não cessava de falar da soberana alegria em Deus, que o havia libertado pelo poder de uma satisfação superior.

John Piper

A quem homem algum jamais viu – João Calvino


E habita em luz inacessível. Ele tem em mente duas coisas: que Deus está oculto de nós, e no entanto a causa de sua obscuridade não está nele, como se estivesse envolto em trevas, mas em nós, que não podemos ter acesso à sua luz em virtude da debilidade de nossa percepção, ou, melhor, do embotamento de nossas mentes. Devemos entender que a luz é inacessível àquele que tenta aproximar-se dela através de sua própria força. Pois se Deus, em sua graça, não nos houvera aberto um caminho de acesso, o profeta não nos haveria dito: "Contemplai-o e sereis iluminados, e o vosso rosto jamais sofrerá vexame" [SI 34.5]. Não obstante, é verdade que, enquanto estivermos circunscritos por esta carne mortal, jamais penetraremos o coração das profundezas mais secretas de Deus, tão completamente que nada nos ficasse oculto. Pois conhecemos em parte, e vemos através de um espelho embaçado [1 Co 13.9-12]. Pela fé, pois, nos introduzimos na luz de Deus, mas somente em parte, de modo que ainda é correto dizer que ela é uma luz inacessível ao homem.

A quem homem algum jamais viu. Esta cláusula é adicionada com o fim explicar o mesmo ponto mais claramente, para que os homens aprendam a contemplar, pela fé, Aquele cuja face eles não podem ver com seus olhos carnais, ou mesmo com o discernimento de suas mentes. Pois entendo isso como uma referência não só aos nossos olhos físicos, mas também à faculdade discernitiva da mente. Devemos ter sempre em mente qual era o propósito do apóstolo. E difícil para nós omitir e desconsiderar todas aquelas coisas que visualizamos de perto, para que nos esforcemos em atentar para Deus, a quem jamais vimos. Pois este pensamento sempre nos vem à mente: "Como você sabe que há algum Deus, quando só ouve a respeito dele, mas não pode vê-lo?" O apóstolo nos previne de antemão contra esse perigo, afirmando que não devemos julgar de acordo com nossos sentidos, visto que tal coisa excede nossa capacidade. Não o vemos porque nossa visão não é suficientemente penetrante para alcançar uma altura tal. Agostinho entra fundo numa abordagem desta afirmação, visto que, aparentemente, ela se choca com 1 João 3.2: "Sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque haveremos de vê-lo como ele é."

Essa é uma questão que ele discute em muitas passagens, mas creio que sua melhor resposta à questão se encontra em sua carta à viúva Paulina. No tocante ao significado da presente passagem, a resposta é simples, ou seja, que não podemos ver a Deus em nossa presente natureza, como ele mesmo diz em outra parte: "Carne e sangue não podem herdar o reino de Deus" [1 Co 15.50]. Pois teremos que ser renovados e feitos semelhantes a Deus antes que nos seja dado vê-lo. Portanto, para que nossa curiosidade seja mantida dentro de certos limites, lembremo-nos sempre de que, ao buscarmos uma resposta a esta questão, nosso modo de viver é de mais importância do que nosso modo de falar. E lembremo-nos ainda da sábia advertência que Agostinho nos dirige, ou seja: vigiemos para que, enquanto discutimos sobre como Deus pode ser visto, não percamos de vista a paz nem a santidade, sem as quais ninguém jamais o verá.

O Amor Perverso - Agostinho (354 - 430) -


O amor perverso inclina a vontade do bem imutável ao bem mutável
-O que sei é que a natureza de Deus jamais pode desfalecer, mas os seres feitos do nada podem. Tais seres, quanto mais sertêm e mais bem fazem (então fazem algo positivo), têm causaseficientes; se, porém, desfalecem e, em conseqüência, obram mal (que outra coisa fazem, então, além de vaidades?), têm causas deficientes. Sei também que a má vontade consiste em fazer o que sem seu querer não se faria e, por isso, a pena justa não se segue aos defeitos necessários, mas aos voluntários. O desfalecimento não se encaminha a coisas más, mas de modo errado, ou seja, não a naturezas más, e sim desordenadamente, porque se faz contra a ordem da natureza, do que é em sumo grau ao que é menos.

Assim, a avareza não é vício do ouro, mas do homem, que ama desordenadamente o ouro, por ele abandonando a justiça,que deve ser infinitamente preferida a esse metal. E a luxúria não é vício da beleza e graça do corpo, mas da alma, que ama perversamente os prazeres corporais, desprezando a temperança, que nos une a coisas espiritualmente mais belas e incorruptivelmente mais cheias de graça. E a jactância não é vício do louvor humano, mas da alma que ama desordenadamente ser louvada pelos homens desdenhando o testemunho da própria consciên cia. E a soberba não é vício de quem dá o poder ou do poder mesmo, mas da alma que ama desordenadamente seu próprio poder, desprezando o poder mais justo e poderoso. Por isso, quem ama desordenadamente o bem, seja de que natureza for, mesmo conseguindo-o, se torna miserável e mau no bem, ao privar-se do melhor.

Obstinação – C. H. Spurgeon - Postado por Charles Spurgeon / On : 15:51/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.


- Toda a casa de Israel é de fronte obstinada e dura de coração.- Ezequiel 3.7 -

Não há exceções? Não, nenhuma. Mesmo a raça favorecida é descrita como um povo de fronte obstinada e duro de coração. Considere a sua participação nessa acusação universal e disponha-se a reconhecer a sua culpa. A primeira acusação é a fronte obstinada. Isto se refere a uma dureza de rosto, uma falta de vergonha santa ou uma ousadia na prática do mal. Antes de minha conversão, eu podia pecar e não sentir qualquer remorso; podia ouvir a minha culpa e não me humilhar; podia até confessar a minha iniqüidade e não experimentar nenhuma tristeza em meu íntimo, por causa da iniqüidade.

Um pecador que vai à casa de Deus e finge orar e dirigir-Lhe louvores demonstra uma hipocrisia descarada do pior tipo! Todavia, desde o dia do meu novo nascimento, tenho duvidado de meu Senhor, em sua face, murmurado insolentemente em sua presença, adorado-O com desmazelo e pecado, sem arrependimento sincero. Se a minha fronte não fosse tão inflexível, eu teria mais temor santo e mais contrição de espírito.

A segunda acusação é a dureza de coração. Também não posso dizer que sou inocente dessa acusação. Antes eu não tinha nada, exceto um coração de pedra. Mesmo que, pela graça de Deus, agora eu tenha um coração novo, um coração de carne, ainda permanece em mim muito de minha teimosia. Não sou tão afetado pela morte de Jesus como eu deveria ser.

Também não sou tão comovido pela perdição de meu próximo, pela impiedade de minha época, pela disciplina de meu Pai celestial e pelas minhas próprias faltas como eu deveria ser. Oh! Que meu coração seja amolecido tão-somente pela menção dos sofrimentos e da morte de meu Salvador! O precioso sangue de meu Salvador é o solvente universal. Este sangue me amolecerá, até que meu coração se derreta como a cera diante do fogo!

O que estão fazendo com a igreja?





Por Marcello Oliveira
Muitas pessoas buscam saciar sua fome espiritual na igreja, mas não encontram nela o Pão da Vida. Encontram muito do homem, pouco de Deus. Muito ritual, pouco pão espiritual. Muito da terra, pouco do céu. Estamos substituindo o Pão do céu por outro alimento. Os pregadores pregam para agradar, e não para desafiar. Dão palha em vez de trigo ao povo - Jr 23.28. Estão pregando saúde e prosperidade, e não sobre a cruz de Cristo. Pregam-se os direitos dos homens, não a soberania de Deus. Prega-se sobre libertação e não sobre arrependimento e conversão. Prega-se um outro evangelho e não o evangelho da graça.

Neste sentido o que vemos hoje é uma Igreja Católica querendo ser evangélica. Uma igreja protestante sem protestos. Uma igreja que se diz reformada, carente de uma urgente reforma. Umas igrejas evangélicas, distanciadas do verdadeiro Evangelho. Uma igreja carismática, com muito carisma e pouco caráter. A igreja gloriosa precisa de santos nos púlpitos e nos bancos. Não de santos beatificados e canonizados depois de mortos, mas de santos vivos, audíveis, visíveis, palpáveis, nos seminários, nas ruas, nas faculdades, no trabalho, na família - exalando o aroma de Cristo! Aleluia! Afinal, você deve estar se perguntado: "O que está acontecendo com esta igreja gloriosa que Paulo falou em Efésios 5.27 ?

A graça transformada em libertinagem.

É Judas, servo de Jesus Cristo e irmão de Tiago, põe a boca no trombone. Leia o versículo 4. Estão torcendo a mensagem da graça de Deus a fim de arranjarem uma desculpa para sua vida imoral. E o pior disso é que isto está acontecendo dentro de muitas igrejas. Leia o versículo 12. Estes intrusos estão adulterando a graça de Deus. Há uma distância enorme entre a graça de Deus e a libertinagem. Graça é a manifestação maior da misericórdia, da compaixão da paciência de Deus. Graça é o próprio Deus agindo graciosamente para conosco. Enquanto a libertinagem é totalmente oposta a isso.

O culto transformado em show.
Não é apenas a mídia que está usando a palavra show para se referir a alguns cultos. Nós mesmos usamos esse termo em nosso meio. Ora, as palavras show e culto não combinam. O dicionário Aurélio define show como espetáculo de teatro, rádio, TV, com grande montagem - que se destina a diversão - atuação de vários artistas de larga popularidade. Culto: adoração/ homenagem à divindade em qualquer forma (religião). A igreja existe não para oferecer entretenimento, melhora de auto-estima, mas sim para adorar a Deus. Se falharmos nisso, a igreja fracassa. Perceba o paradoxo: Convide os jovens de nossas igrejas a um show de música gospel e depois os convide a um congresso de Missões. Veja a diferença de comparecimento em cada lugar.

O tempo destinado à exposição da Palavra em nossas igrejas, está cada vez menor. Há uma cantoria tremenda! Assim como há pão light, geléia light, comidas light, temos hoje também os cultos lights: leve, ligeiro, alegre e jocoso!

Dízimos transformados em dividendos.
A idéia que o dízimo/oferta abrem as comportas do céu, e deixam derramar tanta prosperidade que você não terá onde guardar está tão generalizada que parece não haver saída para este câncer que se instalou na mente dos evangélicos. Há pessoas que dão tudo o que tem na esperança de melhorarem sua vida, de serem bem-sucedidos em seus negócios. Foi, é esta malfadada teologia da prosperidade que criou esta mentalidade mercantilista do dízimo.

Escutem amados: Precisamos mais da prosperidade da Teologia, do que a teologia da prosperidade! Dão não como a viúva que ofertou 2 leptos, pequenas moedas de cobre quase sem valor - uma oferta altruísta, sacrificial. Mas dão para escaparem da falência, de uma doença terminal, de uma separação conjugal. Esta capacidade maligna de transformar a arte de dar em receber está profanando e tornando antipática a palavra dízimo, de origem santa. Isto é totalmente contra o princípio de Jesus ensinou conforme Atos 20.35. O dízimo transformado em dividendos (parte dos lucros líquidos que cabe ao acionista de uma empresa mercantil) inverte os papéis e supervaloriza a obra, em detrimento da graça. Desse modo, Deus assume o papel de devedor e o homem assume o de credor.

Milagres transformados em marketing.
Não há quem precise e não busque a face de Deus para obter livramento frente as difíceis situações da vida: enfermidades, desemprego, morte etc. Devemos buscar a Deus nesses momentos, isso é correto. Agora o que acontece: nós tentamos enquadrar nossas necessidades na lei do mercado. Se há procura, deve haver oferta. Se há problemas difíceis demais, triste demais, complexo demais, então, devem-se ter milagres também.

Então, monta-se uma banca, ou um estande de milagres. O nome de Deus é usado inescrupulosamente. Os milagres não são feitos ao pé do ouvido (como Jesus) sem alarde, sem tocar trombeta: mas de forma sensacional; quanto mais público for, melhor será. Se a igreja não fazia milagres, agora ela tem que fazer, pois caso o contrário perderá seus fiéis e pára de crescer, como a outra está crescendo. Novamente a uma inversão de valores aqui: quando Jesus, o Messias curava, sempre procurava esconder das multidões os prodígios que ele operava. Ele dizia: não conte a ninguém. Então há aqui, uma inversão bíblica, pois enquanto Jesus disse: "Estes sinais acompanharão os que crêem”. Hoje estamos dizendo: os que crêem seguiram estes sinais.

A força moral transformada em força numérica.
A famosa declaração de Jesus em Mt 5.13 de que somos o "sal da terra" mostra o valor da força moral, e não o da força numérica. Por causa da ênfase demasiada nos números, transformamos a conversão em adesão, que são acontecimentos totalmente diferentes, quando se trata da salvação e da vida eterna. Jesus, o Pão da Vida, nunca se empolgou com as multidões que o seguiam! Na verdade ele discernia os corações, e sabia que muitos estavam ali, não por seu ensino e doutrina, mas sim pelos milagres que ele realizava.


Você nunca verá um pregador em uma tribuna dizer: Amados, preguei num Congresso que tinha 20 pessoas. Não! Nunca! Como se Deus estivesse apenas nos grandes ajuntamentos. Quando as multidões quiseram fazer dele um rei, ele se afastou e foi para o monte (Jo 6.15). Que contraste de nossos pregadores. Que amam mais a glória dos homens do que a glória de Deus! Que o Eterno tenha misericórdia de nós, pois queremos ser a igreja gloriosa, sem mácula e irrepreensível. Amém!

***

Cuide dos alicerces! – Martyn Lloyd-Jones



A base inteira da sociedade atual. . . (é a suposição) de que tão logo o homem é corrigido quanto a este ou àquele particular, resultará disso que, por fim, ele estará perfeitamente correto. Essa é a fundamentação racional da crença moderna naquilo que se chama de aplicação social do Evangelho. E também a base das numerosas sociedades que atravancam o território da religião como se fossem cogumelos. É o pano de fundo da crença de que, mediante maior conhecimento e instrução, serão curados os males da humanidade. Nunca o mundo esteve mais ocupado, procurando tratar a si mesmo, do que nos últimos cem anos. . . Não há que duvidar, porém, que os problemas persistem. . . Ligas e movimentos contra este ou aquele pecado em particular, organizações para propagarem ensinamentos vários. . . Nunca o mecanismo para tornar a vida mais feliz e aprazível foi mais elaborado e aperfeiçoado.


Mas, quais têm sido os resultados? . . . Todos os esforços parecem ter resultado em fracasso. . . e isso por esta importante razão. . . que foi esquecido o homem propriamente dito. O homem pode ser corrigido em muitos aspectos, e,. contudo, continuar pessoalmente miserável e infeliz. Não conhecemos todos nós pessoas inteligentes, doutas, de boas maneiras, populares, que, até onde possamos saber, tinham tudo a seu favor e tudo o que se poderia desejar mas que, não obstante, sabiam ser completamente fracassados na vida e se sentiam intimamente uns miseráveis? Tais homens têm podido controlar qualquer pessoa e qualquer coisa, menos a si mesmos. O indivíduo pode ser inteligente. Pode ter pontos-de-vista idealistas sobre a maioria dos assuntos. Pode realizar muitos atos de beneficência. Mas, continua de pé a pergunta: Quais são os seus motivos? O seu centro vital está correto?

Truth Unchanged, Unchangirg, p. 87-89-

Deus e a Reverência Suprema a Si mesmo - Jonathan Edwards

 


O objetivo de Deus na criação do mundo, o fim último que tinha em vista, era a comunicação de si mesmo, intentada por ele por toda a eternidade [desde a criação e para sempre no futuro]. E, se observarmos com atenção a natureza e as circunstâncias dessa emanação eterna de bem divino, ficará mais claro DE QUE MODO, ao fazer desse o seu fim, Deus demonstra uma reverência suprema por si mesmo e faz de si mesmo o seu fim.

Diversos motivos nos permitem crer que o objetivo de Deus numa comunicação progressiva de si mesmo ao longo da eternidade é o conhecimento crescente de Deus, o amor por ele e a alegria nele. É importante considerar, ainda, que, quanto mais essas comunicações divinas se multiplicam na criatura, mais esta se une a Deus, pois, quanto mais ela é unida a Deus em amor, mais o seu coração é atraído para Deus, mais firme e íntima se torna a união com ele e, ao mesmo tempo, mais conforme a Deus a criatura se torna. A imagem é cada vez mais perfeita, de modo que o bem que se encontra na criatura se aproxima eternamente de uma identidade com o que há em Deus. Assim, na visão de Deus, que tem diante de si um vasto panorama de união e conformidade crescentes ao longo da eternidade, a proximidade, a conformidade e a unidade devem ser infinitamente íntimas e perfeitas, pois se aproximarão de modo crescente e eterno da exatidão e perfeição da união que existe entre o Pai e o Filho. Portanto, aos olhos de Deus, que vê perfeitamente a totalidade do processo no seu progresso e crescimento infinitos, trata-se de uma resposta clara ao pedido de Cristo em João 17.21,23. "Afim de que todos sejam UM; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós;... eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na UNIDADE".

Conforme esse conceito, as criaturas eleitas - que devem ser tidas como o fim de todo o restante da criação, consideradas com respeito à totalidade da sua duração eterna e, como tal, transformadas no fim pretendido por Deus - também devem ser vistas em união com Deus. Elas foram reverenciadas ao serem levadas para o lar divino, unidas com Deus, centradas nele com perfeição, como se absorvidas nele, de modo que a reverência de Deus por elas finalmente coincidiu e se tornou a mesma coisa que a sua reverência por si mesmo. O interesse da criatura é, por assim dizer, o próprio interesse de Deus, proporcional ao grau do seu relacionamento e união com Deus.

Assim, o interesse de um homem pela família é considerado a mesma coisa que o próprio interesse, em razão do relacionamento da família com ele, da honradez dele para com seus familiares e da união íntima destes com ele.46 Porém, as criaturas eleitas de Deus, no tocante à sua duração eterna, são infinitamente mais preciosas para Deus do que a família de um homem o é para ele. O que foi dito mostra que todas as coisas vêm de Deus, aquele que é sua causa primária e origem; assim, todas as coisas pendem para ele e, em seu progresso, se aproximam cada vez mais dele por toda a eternidade, comprovando que ele é a causa primária e o fim supremo.

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O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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