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18 de set. de 2010

Capítulo 25 A Providência Divina II

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No capítulo anterior, procuramos definir e explicar a providência divina, e mostrar que Deus reina em todo lugar e em tudo.
Deus descansou de Sua obra de criação não por estar cansado, mas porque estava satisfeito com Sua criação e podia declarar tudo como sendo bom. Seu descanso não significava cessação de Seu trabalho, mas satisfação com Sua obra. Desde a criação Ele está trabalhando no sustento e administração da criação. Veja Colossenses 1:17; Hebreus 1:3; Efésios 1:11.
AS DUAS ALTERNATIVAS CONSIDERADAS
Se Deus não está no governo de Sua criação, ou é por falta de vontade ou por falta de poder. Examinemos estas duas alternativas separadamente.
1. Se Deus não quer governar o mundo é porque perdeu o interesse por ele, e o mundo seria assim um projeto abandonado. Nenhum crente pode aceitar tal idéia. A voz das Escrituras está contra tal pensamento. Será que Deus daria Seu Filho para morrer por um mundo em que não tinha interesse?
2. A idéia de que Deus não tem poder para governar o mundo não encontra base nas Escrituras. Cremos, entretanto, que esta é a idéia aceita por muitos, isto porque não acreditam ou não conhecem o Deus das Escrituras. Quantas vezes ouvimos alguém falando que Deus tenta fazer isto ou aquilo! Tal idéia coloca Deus na posição de algum garoto deixado pelo cavalo num lugar deserto. Mas a Bíblia, em lugar nenhum, apresenta um Deus distraído ou incapaz. "Ele tem poder" é a canção das Escrituras.
Os três jovens hebreus quando diante da ira dum rei pagão, disseram: "Eis que nosso Deus, a quem servimos, é que pode nos livrar; ele nos livrará da fornalha de fogo ardente, e da tua mão, ó rei". Daniel 3:17.
Quando Dario falhou em livrar Daniel dos leões, ele veio à cova e clamou: "Daniel, servo do Deus vivo, dar-se-ia a caso que o teu Deus, a quem tu continuamente serves, tenha podido livrar-te dos leões"? Daniel 6:20. E Daniel respondeu da cova dizendo: "O meu Deus enviou seu anjo e fechou a boca dos leões para que não me fizessem dano". Daniel 6:22.
Aos judeus que pensavam ser necessário somente o parentesco terrestre com Abraão, Jesus Cristo disse: "mesmo destas pedras, Deus pode suscitar filhos a Abraão". Mateus 3:9.
Paulo disse aos anciãos Efésios em Mileto: "Agora, pois, irmãos, encomendo-vos a Deus e à palavra da sua graça; a ele que é poderoso para vos edificar e dar herança entre todos os santificados". Atos 20:32.
Tiago nos diz que "Há um só legislador que pode salvar e destruir". Tiago 4:12.
E na última bênção Judas diz: "Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória. Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo sempre. Amém". Judas 24:25.
As duas alternativas anulam a necessidade ou força da oração. Não adianta orar a um Deus que não se interessa por Sua criação, nem a um Deus incapaz de livrar-nos.
COMO DEUS ESTÁ GOVERNANDO O MUNDO
No governo deste mundo Deus não está Se manifestando aberta nem publicamente. Ele está governando em providência secreta e misteriosa.
1. No governo deste mundo Deus está dando a Satanás uma oportunidade de revelar-se e de mostrar o que ele faria se pudesse. Que faria Satanás se pudesse? Ele faria exatamente o que tenta fazer. Isto é, usurpar o lugar e as prerrogativas de Deus no governo. No passado distante ele disse: "E subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte" Isaías 14:13. Provavelmente, Satanás era o mais belo e exaltado entre os da primeira criação. Se alguém devia satisfazer-se com a sua posição este devia ser Satanás. Mas ele exaltou-se por causa de sua beleza e desejava mais autoridade. Ele cobiçava o poder de Deus e procurava tomar nas suas mãos as rédeas do governo.
2. Em providência Deus permite ao homem revelar e demonstrar o que ele faria se tivesse o poder. Que fez o homem? Ele tentou exaltar-se como Satanás e ser como Deus no que diz respeito à autoridade. No Jardim do Éden havia duas árvores que simbolizavam duas importantes verdades. Havia a árvore da vida, simbolizando que o homem não é todo-suficiente, antes depende de Deus em tudo; e havia a árvore da ciência do bem e do mal, simbolizando a verdade que o homem não é soberano, que ele não faz o que bem quer, que ele não determina para si o que é bem e o mal, mas que esta determinação é de Deus. Esta árvore era um lembrete solene que Deus é o Senhor da criação. Deus determinou o que Adão e Eva podiam ter, e não eram eles que determinavam por si mesmo. Deus tinha dito, "Podem usar isto, mas não aquilo. Sua vida e felicidade dependerão da obediência à minha palavra".
Mas Satanás entrou no jardim e disse a Eva que Deus mentira; a verdade sendo que se fizessem o que Deus ordenara não fazer, seria para seu bem. Comer do fruto proibido seria a abertura dos seus olhos (olhos do entendimento), para assim saberem por si mesmos o bem e o mal. Não estariam acorrentados a Deus na questão do bem e do mal. Ele lhes disse que seriam como deuses, sabendo (determinando) o que era bem e o que era mal.
A Bíblia nos diz que Eva foi enganada por Satanás. Ela creu na mentira dele e transgrediu a autoridade divina. Ela acreditou que grande ganho viria ao comer do fruto proibido.
Temos aqui o relato divino do primeiro pecado: "E viu a mulher que aquela árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos, e árvore desejável para dar entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu também a seu marido, e ele comeu com ela". Gênesis 3:6. Desta história tão simples, mas trágica, aprendemos a definição de pecado. Pecado é competir com Deus pela Sua autoridade. João diz que pecado é a transgressão da lei de Deus, e a lei de Deus é Sua palavra sobre qualquer assunto. Pecado é deixar de lado a Palavra de Deus como a lei de minha vida, e fazer o que desejo. Após este passo fatal de Adão e Eva, Deus disse: "Eis que o homem é como um de nós, sabendo (determinando) o bem e o mal". Gênesis 3:22. Isto só pode significar que o homem tornara-se semelhante a Deus em espírito e alvo. Ele tinha o espírito de independência e seu alvo era competir com Deus pela soberania, para fazer assim o que era reto aos seus próprios olhos. Ele determinaria para si mesmo o que era reto.
Quantas vezes ouvimos alguém dizer: "Que mal há nisto"? ou talvez, "não vejo mal algum nisto", quando aquilo a que se refere é expressamente condenado na Bíblia. Que mal havia em Adão e Eva comerem do fruto proibido? Porque Deus disse: "Não comerás dela"! Que mal havia em Moisés bater na rocha em Cades? O mal era porque Deus tinha lhe ordenado falar a rocha. Que mal havia em Uzá estender a mão sobre a arca para equilibrá-la? O erro jazia no fato de Deus ter dito que somente os sacerdotes deveriam carregar a arca, e as mãos humanas não deveriam tocá-la. Que mal havia em Saul poupar o rei Agague com as melhores ovelhas quando destruiu os amalequitas? O erro jazia em que Deus havia ordenado o aniquilamento de tudo. Quando Saul desculpou-se dizendo que havia guardado as ovelhas e o gado para sacrificá-los, Samuel replicou: "Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros". 1 Samuel 15:22. Ao tentar assinalar motivos aos mandamentos de Deus, muitos deles são baseados na Sua vontade soberana, isto é, eles têm sua base no soberano prazer de Deus. Certo é que Deus tem motivo em tudo que Ele ordena, mas como Soberano absoluto, Ele não tem por necessidade revelá-los às Suas criaturas.
A PROVIDÊNCIA É PREVENTIVA
Ao governar o mundo, Deus impede muito pecado que em outro caso seria cometido. Quando pensamos na terrível quantidade de pecado, no grau a que chegou e nos seus terríveis efeitos, somos aptos em pensar que pecados piores não poderiam ser extraídos do coração, a fonte do pecado. Mas Deus exerce uma força reprimidora contra os perversos para que não cometam todos os pecados a eles possíveis. Deus disse a Abimeleque: "Eu te tenho impedido de pecar contra mim; por isso não te permiti tocá-la". Gênesis 20:6. Se este rei mundano tivesse sido deixado aos seus próprios intentos, ele teria prejudicado a Sara. Um jovem que ocupava uma posição importante e que lidava com muito dinheiro foi tentado a roubar, pois nunca seria descoberto. Mas no dia exato em que havia planejado o roubo, encontrou sobre a carteira um cartão com o versículo: "Não ajunteis tesouros na terra". Mateus 6:19. Ele foi impedido de realizar o que planejava, e sempre via este incidente como um ato da Providência para que não roubasse aquele dinheiro. E sem dúvida o autor, como também o leitor, pode lembrar-se de vezes quando também fomos restringidos de executarmos os desígnios de nossos corações.
PROVIDÊNCIA É PERMISSIVA
Deus permite que homens perversos manifestem o mal que há em seus corações. Em 2 Crônicas 32:31, lemos que Deus deixou Ezequias "para tentá-lo, para saber tudo o que havia no seu coração". No Salmo 81:12-13, vemos Deus falando sobre Israel: "Portanto eu os entreguei aos desejos dos seus corações, e andaram nos seus próprios conselhos. Oh! se o meu povo me tivesse ouvido! se Israel andasse nos meus caminhos"! Veja ainda Atos 14:16; Romanos 1:24,28. Certa mulher que havia sido caluniada, protestou quando alguém disse que Deus havia permitido tal coisa para seu próprio bem. Ela disse que fora Satanás que inspirara o falso acusador. Ela precisava aprender que Deus havia permitido Satanás agir.
A PROVIDÊNCIA É DIRETIVA
Deus guia os atos pecaminosos dos homens de maneira a cumprir Seu propósito. Quando Deus permite sair o mal que jaz no coração humano, Ele dirige seu curso em uma direção, e não em outra, para o cumprimento de Seu propósito. Desta maneira os atos pecaminosos dos homens tornam-se os atos santos de Deus. Os irmãos de José pecaram ao vendê-lo como escravo, mas por causa duma providência dominante, ele pôde dizer-lhes: "Assim não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus, que me tem posto por Pai de Faraó, e por senhor de toda a sua casa, e como regente em toda a terra do Egito". Gênesis 45:8. O que fez tal ato ser pecaminoso fora o motivo. José lhes diz novamente: "Vós bem intentastes mal contra mim, porém Deus o intentou para bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar muita gente com vida". Gênesis 50:20.
A PROVIDÊNCIA É DETERMINANTE
Deus determina os limites atingidos pelas paixões vis de Suas criaturas e a medida de suas conseqüências. Deus determinou os limites a que Satanás podia operar na aflição de Jó. "E disse o Senhor a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está em tua mão; somente contra ele não estendas tua mão". Jó 1:12. E concernente ao segundo desafio de Satanás para com Jó, Deus disse: "Eis que ele está na tua mão; porém guarda a sua vida". Jó 2:6.
Isto serve de ilustração do que temos em 1 Coríntios 10:13: "Mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que possais suportar".
O ALVO DIVINO
Qual é o alvo ou propósito divino em Sua administração? Qual a finalidade de Seu governo? Para o prazer, ou ganho de quem este mundo está sendo dirigido? Quais serão os resultados finais e manifestos do governo divino?
NEGATIVAMENTE
1. O objetivo da providência divina não é o prazer e ganho do diabo. Se olharmos aos acontecimentos deste mundo com vista curta, poderemos pensar que Deus está lisonjeando o diabo; que sua diplomacia é a de apaziguar a Satanás. O diabo parece ter muito poder. Pedro o assemelha a um leão faminto à procura de presa. Ele aparentemente está obtendo sucesso. Mas olhando ao destino final do diabo, vemos que Deus não está governando para o prazer nem ganho de Satanás. Vá a uma fazenda e veja os porcos que estão a engordar. De início talvez pensemos que a fazenda toda está centralizada para o benefício destes porcos. Nada fazem senão comer e descansar, tudo o que os porcos desejam. Mas siga estes porcos ao matadouro e mudará o seu modo de pensar.
2. O mundo também não está sendo governado para a satisfação dos homens. Deus faz com que tudo opere para o bem dos Seus filhos, mas não para o bem de toda a humanidade, como um todo. Vejamos estes fatos: milhões de pessoas nascem em miséria, vivem em miséria, morrem em miséria, e passarão a eternidade na miséria do inferno. Do mesmo modo milhões nascem em pecado, vivem em pecado, morrem em pecado, e passarão a eternidade num inferno de pecado. Seremos tão audazes quanto a isto ao afirmamos que se Deus está governando o mundo para o bem da humanidade, Ele está falhando miseravelmente? Pense os milhões de jovens que estão lutando nas guerras hoje, não por escolha própria, mas por causa de circunstâncias que estão além de seu controle. O alvo de Deus não é a alegria da raça humana. Se fosse não haveria cidades bombardeadas e queimadas; não haveria mulheres chorando, crianças famintas, homens sangrando e moribundos nos campos de batalha.
POSITIVAMENTE
Deus está governando o mundo para o bem máximo; com a finalidade mais nobre e grandiosa. Que bem é este? Qual seria o alvo supremo de Seu governo? O que seria de mais importante no universo? Quem é o ser mais importante do universo? Estas perguntas nos encaminharão à resposta que procuramos para a pergunta: Qual a finalidade do governo divino.
1. O bem máximo não é o prazer nem o ganho do diabo. Ele é inimigo de Deus e do bem. Ele não é pessoa mais importante, e seu bem estar nem sequer faz parte do objetivo de Deus.
2. O bem máximo não é o bem-estar da raça humana. O homem é o centro da criação, mas comparados a Deus todos os habitantes são como nada. Daniel 4:35. Paulo, falando de si mesmo e Apolo como obreiros de Deus, confessou que eram nada. 1 Coríntios 3:7.
3. O bem supremo, o alvo máximo do governo divino é a glória de Deus. Chegamos a esta conclusão seguindo duas maneiras de pensar: primeiramente, o dever do homem, e em segundo lugar, o testemunho das Escrituras.
(a) O dever principal do homem deve ser o mesmo que o alvo de Deus. O que Deus exige do homem é igual ao Seu alvo de governo. Deus não requereria uma coisa do homem ao mesmo tempo em que Ele tivesse outra finalidade em Sua administração. Uma ilustração: Nosso governo exigiu um esforço de todos os nossos cidadãos para uma vitória na Segunda Guerra, e o que o governo exigiu dos cidadãos era igual a seu objetivo: vitória na guerra. Assim, o dever principal do homem é glorificar a Deus. "Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para glória de Deus". 1 Coríntios l0:31. Veja também Colossenses 3:23; 1 Coríntios 6:20. Devemos colocar Deus em primeiro lugar em nossas orações. Sua glória vem antes das nossas necessidades. Mateus 6:9.
(b) As Escrituras declaram que o alvo divino ao dirigir este mundo é a glória de Deus. Apocalipse 4:11 diz que todas as coisas existem para o prazer de Deus. Romanos 11:36 nos dá esta verdade em palavras maravilhosas: "Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas: glória, pois a ele eternamente. Amém". Weymouth traduz assim: "Tudo procede dele, existe por Ele, e para Ele. A Ele seja a glória eternamente! Amém". Dr. Robertson, em "Palavras Pitorescas," diz: "Com estas três preposições Paulo atribui o universo com todos dos fenômenos que concernem a criação, redenção, e providência a Deus, como fonte, o agente, e o alvo". Ele diz também que Alford apresenta esta doxologia dos versículos 33 a 36 como o "apóstrofe mais sublime que existe mesmo dentro das páginas desta inspiração".
Deus é a única Pessoa em todo o universo que tem a direito de agir para Sua própria glória. Sua glória é a regra de todas Suas ações, e Sua glória é a regra da conduta humana. Sim, o dever principal do homem é glorificar a Deus e ter comunhão com Ele eternamente.
Salvação não é principalmente para o nosso bem, mas para sua glória. Em Efésios 1:5 lemos: "E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade, para louvor e glória de sua graça". E em Efésios 1:11: "Nele, digo, em quem também fomos feitos herança, havendo sido predestinados, conforme o propósito daquele que faz todas as coisas, segundo o conselho da sua vontade, com o fim de sermos para louvor de sua glória". Deus está salvando pecadores para que Ele possa mostrar taças de Sua graça a um universo espectador nos tempos vindouros. Efésios 2:7.
Se o autor conhece o mínimo de seu próprio coração, existem duas coisas com que ele está completamente satisfeito. Em primeiro lugar ele está satisfeito com o que Jesus Cristo fez por ele na cruz do Calvário, quando pelo sacrifício de Si mesmo, Ele tirou toda a nossa culpa. Nós nos encontramos satisfeitos porque Deus Se satisfez com o sacrifício. Não temos outra teoria para redenção, senão a de "satisfação" seja qual for o nome dado a esta. Em segundo lugar, estamos satisfeitos com a providência de Deus em nossa vida. O caminho não tem sido sempre plano nem agradável, mas cremos que os caminhos de Deus foram proveitosos e para o nosso bem.

Autor: C. D. Cole
Revisão 2004: David A Zuhars Jr

Preparados para sua presença

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A Parábola do Traje de Casamento (Mateus 22:1-14) é tão semelhante à Parábola da Grande Ceia que algumas pessoas julgaram-nas como sendo a mesma parábola relatada de maneira diferente. Elas se relacionam com o mesmo tema de uma maneira notavelmente semelhante, mas sua ênfase é diferente. Ambas as parábolas retratam o reino de Deus como uma festa alegre e falam do desprezo de Israel pela bondade de Deus e de sua posição favorecida. Ambas falam da graça de Deus para com os “indignos” e o tipo de povo que mais provavelmente receberá seu reino com alegria. Mas a Parábola do Traje de Casamento acrescenta violência desdenhosa e assassinato às insensatas descortesias ressaltadas na Grande Ceia e contém sinistras advertências de áspera retribuição. Isto não é surpreendente numa parábola contada nas últimas horas da última semana do Senhor, e pode bem se referir à brutal perseguição judaica que estava próxima de rebentar contra ele e seus seguidores. Era uma advertência severa num tempo crítico.
Na parábola do Traje de Casamento, a festa é elevada de apenas uma ocasião social de um homem rico para a festa de casamento do filho de um rei, um caso que ocorre uma vez na vida. E com esta mudança é muito mais ressaltado o tamanho da afronta oferecida pelos hóspedes convidados originalmente e as dimensões de suas conseqüências. O rei não pode tolerar este insolente desprezo por sua majestade, e ainda mais porque seus servos não foram enviados para coletar alguns impostos onerosos, mas para emitir um gracioso convite. Na primeira parábola os convidados apenas perdem a festa; na segunda eles são privados de suas vidas (Mateus 22:7). Como diz aos Hebreus, “... como escaparemos nós, se negligenciarmos tão grande salvação?” (Hebreus 2:3; cf. 10:28-29).
Contudo, o que sobressai e dá uma identidade especial a esta parábola não é o comportamento daqueles que não comparecem, mas daquele que compareceu: o homem sem traje de casamento. A natureza deste caso tem sido muito debatida por estudantes das parábolas. Tem parecido incongruente para alguns que o rei fosse tão sensível a respeito da roupa de um grupo de pessoas mais humildes, recolhidas nas ruas (Mateus 22:10)! Ela, de algum modo choca, em suas mentes, com o generoso convite estendido a pessoas de todas as classes. Onde essas pessoas, convocadas apressadamente, teriam achado tais vestimentas?
Tudo isto tem feito muitos comentadores concluirem que as vestimentas foram fornecidas pelo anfitrião, deixando até mesmo os mais pobres ou convidados às pressas sem desculpa. Qualquer que seja a circunstância, o homem em questão não achou justificação para si e foi sumariamente lançado fora por essa mesma razão (Mateus 22:12-13). Este caso torna claro que o tratamento sem cerimônia do reino de Deus, quer por aqueles que nunca o recebem, quer por aqueles que o recebem, trará imediata retribuição. Desprezo é desprezo. Indiferença é indiferença. Podem aqueles que foram uma vez salvos ser perdidos? Esta parábola responde com clara afirmação. Que ninguém abuse da graça de Deus (Romanos 6:1).
Não é preciso dizer que, mesmo em nossa era democrática, não se entra na presença da realeza negligentemente. Precisa-se ser treinado nas conveniências da roupa e da conduta. Isto é muitas vezes mais verdadeiro para aqueles que se propõem ficar na presença do Deus vivo. Precisa-se vestir o espírito submisso do temor reverente para se propor comer pão no reino celestial. Podemos, na verdade, não ser capazes de apresentar-lhe a vida sem pecado que ele verdadeiramente merece, mas o mais pobre de nós é absolutamente capaz de levar uma devoção de mente sincera e obediente. É verdade que em sua misericórdia Deus vestiu seu povo com uma justiça que não é deles mesmos, mas há uma atitude de coração que só nós podemos atingir. Na sua linguagem, o apóstolo Paulo diz: “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão e de longanimidade” (Colossenses 3:12). Tal espírito cresce da percepção de que estamos sempre na presença do grande Rei e precisamos estar vestidos para a ocasião.
O pensamento da ira divina é amedrontador. Na pregação, ele é, às vezes, totalmente negligenciado. Mas ambas as parábolas da “festa” ressaltam-no. Na primeira, o anfitrião enraivece-se pela desdenhosa rejeição da sua bondade e declara definitivamente que “nenhum daqueles homens que foram convidados provará da minha ceia” (Lucas 14:21, 24). Na segunda, a ira do rei sobe. Furioso com aqueles que desdenharam sua festa e brutalizaram seus mensageiros, ele envia seus exércitos para destruir tanto eles como sua cidade (Mateus 22:7) – será uma referência à destruição de Jerusalém?). E se a punição do homem sem vestimenta de casamento parece branda, em comparação (Mateus 22:13), é preciso ser lembrado que Jesus freqüentemente usou estas mesmas palavras para descrever o julgamento dos ímpios (Mateus 8:12; 25:30). Eles são sinistros, com angústia eterna.

–por Paul Earnhart

17 de set. de 2010

MARTINHO LUTERO - Parte - ( 01 de 04 )



Sinopse

Após quase ser atingido por um raio, Martim Lutero ([Joseph Fiennes) acredita ter recebido um chamado. Ele se junta ao monastério, mas logo fica atormentado com as práticas adotadas pela Igreja Católica na época. Após pregar em uma igreja suas 95 teses, Lutero passa a ser perseguido. Pressionado para que se redima publicamente, Lutero se recusa a negar suas teses e desafia a Igreja Católica a provar que elas estejam erradas e contradigam o que prega a Bíblia. Excomungado, Lutero foge e inicia sua batalha para mostrar que seus ideais estão corretos e que eles permitem o acesso de todas as pessoas a Deus.

7 Pecados Capitais Ira HistoryChannel 1/6

 
 

“Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”. Lucas 15.7



O pregador deve levar a idéia da parábola aos seus ouvintes, e não ficar estabelecendo relações entre pessoas e figuras pertinentes a parábola. Quando o pregador demonstrar as verdades que Jesus ensinava através das parábolas, haverá uma conscientização maior sobre o que é a salvação de Deus em Cristo. O pecador perceberá que não adianta apontar as outras pessoas como sendo mais pecadoras que ele. O pecador perceberá que a sua conduta ilibada não o salvará. O pecador perceberá que não há desculpas ou justos diante de Deus, e acabará reconhecendo a sua condição. 

E chegavam-se a ele todos os publicanos e pecadores para o ouvir.
E os fariseus e os escribas murmuravam dizendo: Este recebe pecadores, e come com eles.
E ele lhes propôs esta parábola, dizendo: Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e não vai após a perdida até que venha a achá-la? E achando-a, a põe sobre os seus ombros, gostoso; E, chegando a casa, convoca os amigos e vizinhos, dizendo-lhes: Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida.
Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento.

Lc 15:1 Tooltip -10
Em linhas gerais uma parábola é utilizada para ilustrar uma idéia.
Jesus contou três parábolas para tornar evidente a mesma idéia. As parábolas são: as cem ovelhas, as dracmas e o filho pródigo.
Estas parábolas ilustram uma mesma idéia: a alegria por um pecador que se arrepende.
Há vários sermões e interpretações sobre estas passagens. Geralmente os pregadores utilizam estas passagens bíblicas para fazer um apelo aos seus ouvintes que deixaram de freqüentar as reuniões.
Aliado a isto, alguns hinos também utilizam esta parábola. É bem provável que você tenha na lembrança alguma canção sobre o filho pródigo ou sobre as Cem ovelhas.
Qual a mensagem que Jesus procurou transmitir através desta parábola?
Para interpretar a parábola das Cem Ovelhas, em primeiro lugar é preciso verificar qual foi o público alvo da mensagem:
1º) O texto do Evangelho de Lucas demonstra que se achegavam a Cristo TODOS os publicanos e pecadores para ouvi-lo ( Lc 15:1 Tooltip ); publicanos e pecadores remete ao povo que não 'entendiam' da lei;
2º) Que os fariseus e os escribas ao verem Jesus recebendo uma multidão de ‘pecadores’ passam a murmurar dele dizendo: “Este (Jesus) recebe pecadores (o povo), e come com eles” ( Lc 15:2 Tooltip ). Os escribas e fariseus se diziam justos por 'conhecerem' a lei mosaica.
A atitude dos fariseus e dos escribas motivou a resposta de Cristo por intermédio das parábolas.
Quando Jesus ouviu as críticas dos fariseus e escribas sobre a atitude dele receber e comer com o povo (pecadores) foi proposta a parábola das cem ovelhas “Então...” (v. 3).
"Jesus direcionou a parábola das cem ovelhas aos escribas e fariseus"
Jesus questionou os fariseus e os escribas: “Que homem dentre vós, tendo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove, e não vai após a perdida até que venha a achá-la?” ( Lc 15:4 Tooltip ).
A ilustração (parábola) de Jesus é pertinente, pois o povo de Israel tradicionalmente era conhecido pelo cuidado com rebanhos de ovelhas. Davi era um pastor de ovelhas.
Qual seria o comportamento de qualquer um daqueles fariseus e escribas quando perdessem uma ovelha? É claro que deixariam o rebanho das ovelhas e sairiam à procura da desgarrada.
O fato de um pastor localizar uma só ovelha perdida é motivo de muita alegria. Alegria está que estende-se até os seus amigos e familiares: “Alegrai-vos comigo, porque já achei a minha ovelha perdida” ( Lc 15:6 Tooltip ).
Após expor a parábola, Jesus demonstrou o seu objetivo: “Digo-vos que assim haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” ( Lc 17:7 ).
A parábola é um convite aos desgarrados ou uma reprimenda aqueles que se consideravam justos? Está bem nítido que Jesus estava reprimindo a atitude dos fariseus e escribas que murmuraram acerca de Jesus.
Como os escribas e fariseus haviam decorado os salmos, bem sabiam que não há um justo sequer sobre a face da terra ( Rm 3:10 e Sl 14:1 Tooltip -3).
Jesus demonstra que a atitude deles era a de quem se achava justo, embora a Escritura demonstrasse que a condição deles não era a de justos perante Deus.
Quem se acha justo aos próprios olhos considera não ser preciso mudar de concepção. Os fariseus e escribas continuavam apegados a idéia de que eram salvos por serem descendentes de Abraão.
O elemento principal da parábola não está no fato da ovelha desgarrar-se, e sim, na alegria do pastor ao reencontrá-la! A parábola foi contada no intuito de ilustrar a alegria nos céus quando um pecador arrepende-se (deixando as suas concepções)!
A parábola demonstra a alegria do Redentor ao encontrar o pecador.
Enquanto os fariseus e escribas não reconhecessem que eram pecadores, era impossível terem um encontro com Jesus.
Muitos pecadores dentre o povo, e alguns cobradores de impostos eram a alegria do Bom Pastor, pois vinham a Jesus e se arrependiam.
Os fariseus e escribas, por se considerarem justos, fazem parte das 99 ovelhas que não trazem alegria aos céus, visto que não alcançam a salvação em Cristo.
Ao analisar a idéia da parábola, não é correto utilizá-la para fazer apelo aos desviados. Da mesma forma não é correto utilizá-la para motivar os cristãos ao evangelismo.
Esta parábola terá eficácia se o pregador demonstrar que todo aquele que não se arrepender dos seus pecados pertence ao grupo dos fariseus e escribas (o grupo das 99 ovelhas).
O pregador deve esclarecer os não crentes seguros na sua religião que o arrependimento (mudança de conceito) é a única maneira de se alcançar a Deus. Só através do arrependimento o pecador reconhece que precisa de um redentor. Através do arrependimento Deus estende o seu braço forte e salva o mais vil pecador.
O arrependimento é quanto aos conceitos que eles tinham. Os fariseus se achavam justos diante de Deus, e deviam arrepender-se deste conceito errôneo.
O pregador deve levar a idéia da parábola aos seus ouvintes, e não ficar estabelecendo relações entre pessoas e figuras pertinentes a parábola. Quando o pregador demonstrar as verdades que Jesus ensinava através das parábolas, haverá uma conscientização maior sobre o que é a salvação de Deus em Cristo.
O pecador perceberá que não adianta apontar as outras pessoas como sendo mais pecadoras que ele. O pecador perceberá que a sua conduta ilibada não o salvará. O pecador perceberá que não há desculpas ou justos diante de Deus, e acabará reconhecendo a sua condição.
Há alegria dos anjos diante de Deus quando um pecador se arrepende, e os cristãos devem saber que: a igreja de Deus é composta de ovelhas desgarradas, ou de homens que se arrependeram de seus conceitos. A igreja de Jesus produz alegria nos céus.
A parábola serve para ilustrar o que foi exposto no capítulo treze do evangelho de Lucas: "Pensais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas?" ( Lc 13:1 Tooltip -5).
Fica o alerta: há muitas mensagens que estamos acostumados a ouvir, porém, se você analisar o seu conteúdo, verá que ela não está em conformidade com a idéia bíblia.
"Uma mentira dita inúmeras vezes pode passar por verdade"
Aplique o que você aprendeu com a parábola das cem ovelhas às parábolas das dez dracmas e a do filho pródigo. Relacione estas parábolas com o que Jesus propôs a Nicodemos e com o exposto em Lucas 13.


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Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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