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30 de jul. de 2010

A Vontade de Deus ou a Vontade do Homem? - Mark R. Rushdoony





Eu recebi a maior parte da minha educação em escolas arminianas, do livre-arbítrio. Sou grato pelo impacto que elas tiveram sobre mim, e pelo espírito cristão genuíno e amoroso daqueles aos pés de quem assentei. Embora eu agora (como então) discorde fortemente da teologia deles, não questiono a sua sinceridade e devoção. Poucos homens são inteiramente consistentes em seu pensamento. Ainda menos são capazes de ver a implicação desse pensamento. Um dia, ao pé do trono, seremos todos consistentes e conscientes. Até então, devemos desafiar uns aos outros, especialmente aqueles que pensamos estarem persuadidos por terrível erro.

Uma área na qual a igreja moderna precisa ser desafiada é na área de sua soteriologia (doutrina da salvação). O liberalismo e o modernismo podem ser facilmente reconhecidos, pois negam as origens sobrenaturais da Fé. É uma filosofia naturalista que rejeita a transcendência de Deus e de Jesus Cristo, e coloca a confiança na bondade humana e em seus movimentos progressivos. E uma fé humanista que vê o indivíduo e a sociedade como o foco da religião organizada. A visão liberal de Deus e do homem depende da visão liberal de autoridade na religião (Cornélius Van Til, The Case for Calvinism, 1968, xii). Esse ponto de visão liberal de autoridade na religião é centrado num Jesus Cristo muito humano, que é despido do miraculoso, e até mesmo de Suas palavras nos evangelhos, ao capricho de eruditos incrédulos. O Cristo histórico é remodelado pela fé naturalista do modernismo. Ele se torna o símbolo da ideologia deles, não o Salvador de suas almas.


A igreja do século vinte não teve poder para deter o crescimento do modernismo por causa da sua prévia adoção do Arminianismo, que eleva a vontade e a razão do homem para levar a justiça de Deus ao tribunal da razão; eles desafiam ousadamente os oceanos profundos dos mistérios divinos (Christopher Ness, An Antidote Againsl Arminianism [1700], Stíll Waters Revival Books, 1988, 1). Se a vontade e a razão do homem podem decidir os méritos da Palavra de Deus (que é toda uma história redentora) e livremente escolher entre Cristo e a rebelião, baseado nas operações dessa vontade e raciocínio, então o que pode impedir a vontade e a razão do homem de decidir os méritos e livremente escolher a validade da Escritura ou sua atual aplicabilidade? Os anninianos não vão necessariamente tão longe, embora suas igrejas tomem a bola do Livre-arbítrio e corram com ela precipitadamente em direção ao modernismo. Por conseguinte, os fundamentalistas acham-no necessário para enfatizar apropriadamente as doutrinas cardinais da Fé. Assim, eles evitam o naturalismo e seu humanismo implícito em favor da deidade de Cristo, a ênfase sobre a obra redentora de Cristo, e a infalibilidade da Escritura. Mas a posição dos fundamentalistas foi um dedo na represa que eles ajudaram a fissurar pela sua incorreta aderência ao Livre-arbítrio como uma doutrina da Escritura. Os modernistas estendem o Livre-arbítrio e a razão, enquanto os fundamentalistas restringem-no à redenção humana. Estranho o suficiente, ao tomar sua posição contra o liberalismo, os fundamentalistas defendem a soberania de Deus na revelação e preservação de Sua Palavra, mas não na salvação do homem.


História do Conflito

O Arminianismo e o Calvinismo começaram bem antes dos seus homônimos nos séculos dezesseis e começo do dezessete. As questões são tão velhas quanto o confronto de Pelágio e Agostinho no quinto século. Pelágio, imitando o paganismo, alegava que o homem não tinha nenhuma natureza pecadora e, por conseguinte, tinha uma vontade que era perfeitamente livre para obedecer a lei de Deus e crer. Agostinho respondeu que o pecado original tinha corrompido de tal forma a natureza do homem, que ele era incapaz de responder à lei ou evangelho de Deus. A graça é necessária para que aqueles predestinados pela eleição de Deus exerçam a fé, a qual, dizia Agostinho, vem da graça de Deus, não da vontade do homem. (Esse é um ponto crucial. A crítica mais transparentemente equivocada do Calvinismo é a acusação que ele nega o papel da vontade do homem na fé. Ele nega a vontade do homem tanto quanto o Arminianismo nega a vontade de Deus. A questão que cada sistema responde de forma diferente é: Qual vontade é determinante na salvação, a de Deus ou a do homem?) O Pelagianismo foi totalmente rejeitado como heresia pagã mediante a influência de Agostinho.

Um novo ensinamento logo tentou tomar o meio-termo entre Pelágio e Agostinho. João Cassiano promoveu um sistema que chegou a ser chamado de Semi-Pelagianismo. Ele concordava que o pecado original corrompeu o homem, mas alegava que uma graça universal estava disponível a todos que tornavam seu exercício sobre o livre-arbítrio possível. Mesmo nisso, eles deram primazia à vontade, e não à graça. Eles afirmavam que sou eu quem deve estar disposto a crer, e a parte da graça de Deus é ajudar nisso (Steeie and Thomas, The Tive Tmnts of Caírinism, 1976, Presbyterian and Reformed Publishing, 20).

A Reforma rejeitou tanto o Pelagianismo como o Semi-Pelagianismo. A soberania de Deus, a depravação e incapacidade total do homem e a eleição incondicional foram sustentadas não somente por Calvino, mas também por Lutero, Zwínglio, Bullinger e Bucer, enquanto Melancthon adotou mais tarde o Semi-Pelagianismo. A soteriologia da Reforma não era apenas justificação pela fé sem obras; ela compartilhava a visão bíblica de Agostinho com respeito à incapacidade do homem e a graça de Deus. Dessa forma, o Calvinismo é freqüentemente chamado de teologia Reformada.

0 Semi-Pelagianismo foi revivido por Tiago Armínio. Em 1610, um ano após sua morte, seus seguidores publicaram um remomlrance (protesto) ao Estado da Holanda. Ele continha cinco pontos e exigia que a Confissão de Fé Belga e o Catecismo de lleidclberg fossem mudados para se conformarem a esse pensamento arminiano. O Sínodo de Dort de 1618 rejeitou a teologia e a exigência arminiana. E decidiu responder a cada um dos cinco distintivos do Anninianismo com cinco pontos correspondentes, que são conhecidos por nós como os cinco pontos do Calvinismo. Eles são 1) depravação total, 2) eleição incondicional, 3) expiação particular ou limitada, 4) graça irresistível, e 5) perseverança ou segurança eterna dos santos.

O Grande Contraste

As diferenças entre Calvinismo e Arminianismo são fundamentais, pois eles diferem sobre a natureza de Deus e do homem. O Calvinismo prega um Deus que Ele mesmo salva pecadores, enquanto estes estão mortos em seus pecados; o Anninianismo prega um Deus que torna a salvação possível. O Calvinismo ensina que a eleição de Deus, a redenção e o chamado são todos para as mesmas pessoas; o Arminianismo deve distinguir a eleição de Deus como se referindo àqueles que respondem, Sua redenção como se referindo a toda a humanidade, e o Seu chamado como se referindo a todos os que ouvem o evangelho. O Calvinismo ensina que a eleição de Deus, a redenção e o chamado salvam homens que recebem o dom da fé para expressarem a regeneração determinante do Espírito Santo. O Arminianismo ensina que a obra de Deus prepara o caminho para a vontade determinante do indivíduo. O Calvinismo vê a fé como um dom; o Arminianismo vê a mesma como um ato da vontade livre e consciente do homem. O Calvinismo sustenta que a graça de Deus somente salva o homem; o Arminianismo sustenta que a graça de Deus coloca o mecanismo (a expiação de Cristo) num lugar onde possa salvar. Para o arminiano, Deus na eternidade aguarda o resultado da vontade soberana do pecador. Para o calvinista, Deus decreta, redime, proclama, chama, justifica, santifica, preserva e defende os Seus; o homem é passivo, exceto quando Deus o desperta para responder por Seu Espírito.

A fé arminiana é centrada no homem; por conseguinte, a religião arminiana é centrada no homem. Então, o evangelho é a soma do trabalho do homem. Não é coincidência que o dispensacionalismo e seu desprezo efetivo de grande parte da Escritura tenha ganhado rápida aceitação nas igrejas arminianas. Se a decisão do homem é suprema, deve haver uma obsessão interminável pela pregação voltada para a vontade do pecador, e não pela pregação da Palavra. A ação cristã foi reduzida a pregar o evangelho do livre-arbítrio. Santidade e justiça foram reduzidas ao subjetivismo do pietismo, pelo qual, uma vez mais, a vontade e a razão do homem (embora supostamente guiada pelo Espírito Santo) escolhe seu próprio caminho de dever para com Deus. A vontade e a razão, primeiramente entronizados no caminho arminiano para a justificação, ainda exclui a santificação do arminiano. A piedade subjetiva tende a governar nas igrejas arminianas, a menos que um líder carismático ou ditador supra a autoridade artificial.

Porque a vontade do homem é elevada pelos arminianos, a Escritura (o que resta dela após as destruições do dispensacionalismo) é depreciada. Assim diz o Senhor é arrogantemente respondido com "Mas eu penso...". Os fundamentos da Fé estão em constante recuo diante dos ataques da demanda do homem para aumentar a autonomia de sua vontade e razão. O naturalismo do modernismo continua crescendo, e arminianos sinceros não entendem o motivo. As batalhas da igreja se tornam defensivas, mesmo dentro das suas próprias portas. Lá fora ela é vista como irrelevante. A igreja não produz nenhuma grande manifestação social do pensamento ou atividade cristã. Sem uma perspectiva teocéntrica, o progresso e a vitória parecem sem esperança. A igreja vê a si mesma como reduzida à irrelevância social e tende a escolher uma escatologia de derrota para justificar isso. A soteriologia que começa com o Livre-arbítrio torna-se presa em infindáveis apelos ao livre-arbítrio do homem. Não vê nenhum lugar para outra atividade cristã e espera seu arrebatamento e recompensa na eternidade. Uma soteriologia Reformada que começa com o decreto soberano de Deus dá ao homem redimido perspectiva, propósito, direção e uma autoridade sob a qual ele pode trabalhar por seu Deus e Salvador. A pregação do evangelho (da graça, não do Livre-arbítrio) é uma parte integral dessa obra, mas não sua soma total.

Felizmente, nem todos os arminianos são inteiramente consistentes, embora os efeitos de sua teologia sejam claramente evidentes no Cristianismo moderno, e suas realizações que mencionei sejam aparentes. O abandono da plena soteriologia da Reforma tem cegado a igreja moderna e tornado-a vulnerável ao modernismo, ao pietismo subjetivo e à escatologia de derrota. Mesmo sua admirável posição em favor da justificação pela fé tem sido comprometida ao se igualar fé com Livre-arbítrio. A maioria das igrejas e indivíduos do Ocidente que professam sinceramente a fé na expiação de Cristo são arminianos. Isso, pela graça de Deus, deve mudar se eles, também, hão de evitar um deslize para o modernismo e subjetivismo.

Um povo zeloso de boas obras – John Piper

 

[Cristo] a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniqüidade e purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras. Tito 2.14

No cerne do Cristianismo está a verdade de que somos perdoados e aceitos por Deus, não por termos feito boas obras, mas afim de que possamos fazê-las. A Bíblia diz: "[Deus] nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras" (2Tm 1.9). As boas obras não são o fundamento de nossa aceita¬ção, mas fruto dela. Cristo sofreu e morreu não porque nós apre¬sentamos a ele boas obras, mas para "purificar, para si mesmo, um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras" (Tt 2,14).

É esse o significado de graça. Não podemos obter boa po¬sição diante de Deus por causa de nossas obras. Isso têm de ser presente gratuito. Só podemos recebê-la pela fé, como nosso maior tesouro. É por isso que a Bíblia diz: "... pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não de obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2.8,9). Cristo sofreu e morreu para que as boas obras fossem o efeito, não a causa, de nossa aceitação.

Não é de surpreender que a próxima frase diga: "... somos feitura dele, criados em Cristo Jesus para boas obras" (Ef 2.10).

Ou seja, somos salvos para as boas obras, não pelas boas obras. O alvo de Cristo não é apenas que tenhamos capacidade de realizá-las, mas paixão por fazê-las. Devido a isso a Bíblia emprega apalavra"zeloso". Cristo morreu para tomar-nos zelosos, apaixonados por boas obras. Cristo não morreu apenas para tornar possíveis as boas obras ou produzir uma busca de ânimo inconstante. Morreu para produzir em nós uma paixão pelas boas obras. A pureza cristã não é meramente evitar o mal, mas a busca do bem.

Existem razões pelas quais Jesus pagou o preço infinito a fim de produzir nossa paixão pelas boas obras. Ele deu a principal razão nas seguintes palavras: "Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" (Mt 5.16). Deus é glorificado pelas boas obras dos cristãos. Para essa glória Cristo sofreu e morreu.

Quando o perdão e a aceitação de Deus nos libertam do temor, orgulho e avareza, somos repletos de zelo por amar o próximo da forma como fomos amados. Arriscamos nossas posses e nossa vida, pois estamos seguros em Cristo. Quando amamos assim ao próximo, nosso comportamento é contrário à autovalorização e autopreservação humanas. Dirigimos a atenção a nosso Tesouro e Segurança que transformou nossa vida, ou seja, a Deus.

E o que são essas "boas obras"? Sem limitar o seu escopo, a Bíblia destaca principalmente a ajuda a pessoas com necessida¬des urgentes, especialmente os que menos possuem e mais sofrem. Por exemplo, diz a Bíblia: "Quanto aos nossos, que aprendam também a distinguir-se nas boas obras a favor dos necessitados" (Tt 3.14).Cristo morreu para nos tomar essa espécie de gente - apaixonada por ajudar aos pobres e aos que perecem. E a melhor vida, não importa quanto nos custe neste mundo: Eles recebem ajuda, nós obtemos alegria, Deus recebe a glória.

O surgimento do método crítico de interpretação

CAP 27 - UM ESTUDO SISTEMÁTICO DE DOUTRINA BÍBLICA A DOUTRINA DA SANTIFICAÇÃO

 

Neste capítulo temos referência à santificação do crente. A aplicação da palavra a outras coisas será referida só para lançar luz sobre a santificação do crente.
I. O SIGNIFICADO DE TERMOS
O nome “santificação” é a tradução do grego “hagiasmos”. O verbo grego é “hagiazo”. O verbo hebraico correspondente é “quades”. O nome grego é usado dez vezes no Novo Testamento. Cinco vezes está traduzido “santificação” e cinco vezes está traduzido “santidade”. O verbo grego é empregado vinte e nove vezes no Velho Testamento. Vinte e seis vezes está traduzido “santificar”. Duas vezes é traduzido por “honra”. Uma vez ocorre voz passiva e está traduzida “sê santo”. “Hagios” é outra palavra grega derivada de “hagiazo” e está usada tanto como adjetivo como nome: como adjetivo ocorre noventa e três vezes com “pneuma” (Espírito) para designar o Espírito Santo. Em sessenta e oito outros casos é usado como adjetivo e está traduzido “santo”. Como nome está traduzido “santíssimo” duas vezes, uma vez como “o mais santo de todos”, quatro vezes “O Santo”; três vezes “lugar santo”; uma vez “coisa santa”; três vezes “santuário” e “santo” ou “santos” sessenta e duas vezes.
O Léxico de Thayer define “hagiazo” como significando “dar ou reconhecer por venerável, honrar, separar de coisas profanas e dedicar a Deus, consagrar; purificar”, tanto externamente - se cerimonialmente (1 Tim. 4:5; Heb. 9:13) ou por expiação (Heb. 10:10; 13:12) – como internamente. O significado de “hagiasmo” e “hagios” procede do de “hagiazo”, segundo o próprio uso deles.
II. A SANTIFICAÇÃO PASSADA DOS CRENTES
Há um sentido em que o povo salvo já foi santificado.
1. REFERÊNCIA ESCRITURÍSTICAS A ISSO
Atos 20:32; 26:18; 1 Cor. 1:2; 6:11; 2 Tess. 2:13; Heb. 19:19; 1 Ped. 1:2
2. NATUREZA DISSO
A santificação passada do crente é tríplice:
(1). Consagração
O crente foi consagrado ou dedicado ao serviço de Deus. Temos o tipo disto na santificação do tabernáculo e do templo com seus petrechos e equipamentos. Vide Ex. 29:37; 30:25-29; 40:8-11; Lev. 8:10,11; 21:23; 1 Reis 7:51; 2 Cor. 2:4; 5:1; 29:19. A santificação semelhante àquela que está ora sob consideração pode ser vista em Gên. 3:2; Joel 1:14; Jer. 1:5; João 10:36.
Santificação neste sentido é uma separação formal e externa para Deus. Não há pensamento aqui de santidade interna.
(2). Purificação legal
Esta é a espécie de santificação referida em 1 Cor. 1:30; Efe. 5:26; Heb. 10:10; 13:12. Aos olhos da Lei do Velho Testamento o crente é santo; porque Cristo, por Sua morte, pagou a penalidade da Lei e, pelo Seu sangue, lavou toda culpa (1 Cor. 6:11; Gal. 3:13; Apoc. 1:5; 7:14).
(3). Purificação moral da alma
Noutro capítulo já indicamos que a regeneração remove toda depravação da alma, ou natureza espiritual do homem, de maneira que o único pecado que fica no homem é o pecado da natureza carnal, a qual é muitas vezes referida como corpo. Cremos que esta espécie de santificação está referida em 2Tess. 2:13 e 1Ped. 1:2, também 1 Cor. 6:11.
Tanto quanto diz respeito à remoção da presença do pecado da alma, o crente tem uma perfeita santificação moral, tanto como uma perfeita santificação formal e legal. Fica no crente, como veremos, a necessidade de mais santificação, mas esta não tem que ver com a remoção do pecado da alma. A alma se faz sem pecado na regeneração e neste sentido está perfeitamente santificada.
3. COMO É ELA REALIZADA
(1). Deus, sem dúvida, é o autor dela
Ele é o autor de toda a boa coisa. Ele nos elegeu para ela. Ele a ideou e planeou.
(2). O Espírito Santo é o Agente de Deus na Realização dela
1 Cor. 6:11; 2 Tess. 2:13; 1 Ped. 1:2.
(3). A morte de Cristo é à base da obra do Espírito Santo
Vide as passagens dadas supra sob purificação legal.
(4). A fé é o meio
Atos 26:18. A fé é o meio pelo qual a alma se purifica (Atos 15:9; 1 Ped. 1:22).
(5). A palavra de Deus é um meio Secundário
Isto é verdade porque a “fé vem pelo ouvir e o ouvir pela Palavra de Deus” (Rom. 10:17).
III. A SANTIFICAÇÃO PRESENTE DO CRENTE
Há um sentido em que o crente está sendo santificado.
1. REFERÊNCIA DA ESCRITURA A ELA
João 17:17,19; Rom. 6:19-22; 15:16; 1 Tess. 5:23; Heb. 2:11; 10:14; 12:14; 1 Ped. 1:15. Alistamos aqui passagens somente em que “hagiasmos”, “hagiazo” ou “hagios” aparecem no original. Há muitas outras passagens que, indiretamente, se referem à santidade presente do crente.
2. COMO É ELA REALIZADA
(1). Deus é o autor dela
João 17:17; 1 Tess. 5:23.
(2). O Espírito Santo é o agente
Rom. 15:16. O Espírito Santo realiza a nossa santificação presente por guiar (Rom. 8:14), transformar (Rom. 12:2; 2 Cor. 2:18), fortificar (Efe. 3:16), fazer frutífero (Gal. 5:22,23).
(3). A morte de Cristo é a base
A morte de Cristo provê a base para tudo da obra do Espírito Santo.
(4). A palavra de Deus é o Instrumento do Espírito
João 17:17. Isto está provado por todas as passagens que ensinam que a verdade promove obediência, previne e purifica do pecado, faz-nos odiar o pecado e causa-nos crescer na graça. Vide Salm. 119:9, 11, 34, 43, 44, 50, 93, 104; Heb. 5:12-14; 1 Ped. 2:2.
(5). A fé é o meio principal
É pela fé que a instrumentalidade da Palavra se faz eficiente. A fé é ao mesmo tempo o resultado da obra santificadora do Espírito e o meio principal para Sua obra santificadora ulterior.
(6). Nossas próprias obras são também um meio para nossa presente santificação
Rom. 6:19. Assim como o exercício físico é necessário ao crescimento espiritual. O exercício físico desenvolve o apetite para o alimento, do qual recebemos nutrição que produz crescimento. O exercício espiritual desenvolve apetite para a Palavra de Deus, do qual recebemos nutrimento espiritual que produz crescimento na graça.
(7). Outros meios menos diretos
Entre outros meios menos diretos em nossa presente santificação nomeiem-se a oração, o ministério ordenado de Deus (Efe. 4:11,12), freqüência à igreja e associação com crentes em capacidade comunal, observância das ordenanças do batismo e da Ceia do Senhor, a observância do dia do Senhor e o castigo e as providências de Deus.
Tudo dessas coisas ajuda para com a nossa presente santificação, não por causa de qualquer virtude intrínseca de si mesmas, mas somente como de um ou outro meio, trazem-nos em contacto com a verdade divina, iluminam nossas mentes em relação a ela e trazem-nos a uma apreciação mais elevada dela e mais completa obediência a ela. É somente desta maneira que o batismo e a Ceia do Senhor contribuem para a nossa presente santificação. Não são sacramentos e muito menos sacramentos concessores de graças. A graça recebida por meio das ordenanças não é recebida ex opere operato – do mero ato de observância.
3. A NATUREZA DELA
É “aquela operação contínua do Espírito Santo, pela qual a santa disposição comunicada na regeneração é mantida e fortalecida” (Strong, Systematic Theology, pág. 483).
(1). O que ela não é
A. Não é um melhoramento da carne
Nossa presente santificação inclui o corpo (1 Tes. 5:23), mas não tanto assim que altere essencialmente a pecaminosidade da carne. A carne cobiça contra o Espírito (Gal. 5:17). Mesmo num soldado da cruz idoso e sasonado, como foi o apóstolo Paulo, vemos que a carne estava ainda inalterada (Rom. 7:14-24). O corpo está incluído em que á alma, por meio da santificação, se dá maior controle sobre ele e assim está guardado, até certo ponto, de atos ostensivos de pecado; mas sua pecaminosidade essencial está latente.
B. Não é uma eliminação gradual de pecado na alma.
Como já notamos, a alma se torna impoluta na regeneração e se une com o Espírito Santo. Nenhum pecado fica na alma, portanto, a ser eliminado por nossa presente santificação.
(2). O que ela é
A. É uma manutenção progressiva e fortalecimento da alma em santidade.
Por meio de nossa presente santificação nossas almas são confirmadas em santidade. Santo foi Adão na criação, mas não foi confirmado em santidade. A natureza progressiva de nossa presente santificação está bem implicada em Heb. 2:11 e 10:14, onde está empregado o particípio presente, que sempre denota ação progressiva.
B. É inteiramente interna
Nossa santificação passada é em parte externa, mas a presente é inteiramente interna.
C. É prática.
Conquanto seja interna, contudo ela se manifesta externamente em vida prática cristã.
D. É experimental
Nossa santificação passada pode ser só muito escuramente experiêncial no tempo em que ela ocorre, mas a presente é definitivamente experiencial. O crente sente e conhece o trabalhar do Espírito no seu coração, fortalecendo-o, transformando-o de graça em graça (2 Cor. 3:18), movendo-o à oração, aos estudo da Bíblia e outros exercícios e atividades cristãs. E esta obra do Espírito no crente é a fonte de sua firmeza. É deste modo que o Espírito testemunha com os nossos espíritos que somos filhos de Deus (Rom. 8:18).
E. É sempre incompleta nesta vida.
A nova vida jamais ganha perfeito controle sobre a natureza carnal; Isto nos leva a considerar:
IV. REFUTADA A DOUTRINA DE PERFEIÇÃO SEM PECADO
Um estudo da doutrina bíblica de santificação não é completo sem uma consideração do ensino que a impecabilidade é inatingível nesta vida. Urgimos sobre o seguinte:
1. OBJEÇÕES A ESTA DOUTRINA
(1). O apóstolo Paulo, a quem Deus estabeleceu como um exemplo humano para crentes (1 Tim. 1:16) e em cuja vida não estamos certos de se ver qualquer falta, não teve, mesmo na velhice, alcançada perfeição impecável.
É isto evidente de Rom. 7:14-24. Absurdo é referir isto a Paulo antes da regeneração. No décimo quarto versículo há significativa mudança do tempo passado para o presente. Fazer os versos além do décimo quarto referir-se à vida de Paulo antes da regeneração é fazer deles uma monstruosidade gramatical. A última parte do verso vigésimo quinto mostra que a vitória sobre o pecado por meio de Jesus Cristo não tem lugar nesta vida. Isto também está patente em Rom. 8:23-25. A vitória vem somente com a redenção do corpo, a qual terá logar na ressurreição.
Outra vez, a linguagem de Rom. 7:14-24 mostra que ela se refere a um homem salvo. “Nenhum homem irregenerado pode verdadeiramente dizer: “Eu consinto com a Lei, que é boa”; “Querer estar presente comigo”; “Porque me deleito na Lei de Deus segundo o homem interior”; “Assim então, com a mente eu mesmo sirvo à Lei de Deus” (Pendleton, Chistian Doctrines, pág. 301).
A idéia que em Rom. 7 temos a experiência de Paulo depois de ter sido salvo, mas antes santificado, enquanto que em Rom. 8 temos sua experiência depois de ter sido santificado, é também absurda. Como temos apontado, o capítulo oitavo de Romanos não ensina a perfeição impecável mais do que o capítulo sétimo. No oitavo Paulo ensina que os crentes ainda gemem debaixo da pecaminosidade do corpo e estão esperando pela sua redenção (vs. 23), sendo salvos pela esperança (vs. 24,25). Toda a prosa do crente: na sua experiência, safando-se do capítulo sétimo de Romanos para o oitavo, não tem sentido. Todo crente vive toda a sua vida em ambos os capítulos, que ambos são só parte de um discurso ligado. “O portanto” do verso 1 do capítulo 8 dirige-nos de volta à última parte do capítulo sétimo como base do que está dito no oitavo.
A epístola aos romanos foi escrita antes da viagem de Paulo a Roma. Depois de ter sido levado a Roma, enquanto prisioneiro lá, escreveu algumas epístolas.Uma delas é a epístola aos filipenses. Nesta epístola Paulo ainda renuncia à perfeição absoluta. Disse ele que não se considerou como já a tendo atingido. Fil. 3:12.
(2). O modelo de oração dado por Cristo aos Seus discípulos implica pecaminosidade contínua por parte do povo salvo.
Como é bem sabido, Cristo ensinou Seus discípulos a confessar os seus pecados na oração modelo. Nem Ele em qualquer tempo ou de qualquer modo insinuou ou implicou que havia um tempo quando eles poderiam apropriadamente dispensar esta confissão do pecado e petição de perdão.
(3). O fato que todos entre os filhos de Deus são castigados por Ele mostra que todos eles pecam (Heb. 12:5-8).
“Se estais sem castigo, do qual todos são feitos participantes, então sois bastardos e não filhos” (Heb. 12:8). Não pode haver castigo sem pecado. Deus podia tratar-nos de um modo providencial, se fossemos perfeitos, mas os Seus tratos não poderiam chamar-se castigo.
(4). Tiago declara que todos pecam.
“Todos nós tropeçamos em muitas coisas” (Tia. 3:2).
(5). João declara que quem professa impecabilidade está enganado.
“Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós” (1 João 1:8). “Nós” – certamente se refere a crentes. E o tempo presente mostra que a passagem se refere, não a uma negação de pecado anterior senão a uma negação de pecado atual. E esta passagem nos diz que os professantes da perfeição impecável estão auto-iludidos. Estão enganados pelo menos sobre quatro coisas, a saber:
A. A natureza da Lei de Deus (a Lei de Cristo – 1 Cor. 9:21) para crentes.
Em vez de verem a Lei de Deus para crentes como um transcrito de Sua santidade, um padrão perfeito de justiça, vêem-na como uma balança móvel que se acomoda à nossa habilidade. “Esta idéia reduz a divina à habilidade do devedor para pagar,- método breve de se desincumbirem obrigações. Posso saltar a torre de uma igreja, se me for permitido fazer uma torre de igreja bem baixa; posso tocar as estrelas, se as estrelas baixarem somente à minha mão.” (Strong).
B. O escôpo do pecado.
Queriam que crêssemos que as transgressões “involuntárias” não são pecados. John Wesley, um dos mais proeminentes advogados da doutrina de perfeição impecável nesta vida , disse: “Creio que uma pessoa cheia do amor de Deus ainda está sujeita a transgressões involuntárias. Tais transgressões podeis chamar pecados, se vos apraz; eu não.”
Meios involuntários: “1. Contrário a vontade ou desejo de alguém. 2. Não sob o controle da vontade.” Como aplicada a atos morais, a palavra deve ter o primeiro sentido. O segundo sentido aplica-se somente a tais coisas como a digestão, o bater do coração e outras funções naturais do corpo. E o significado da vontade ou desejo na primeira definição deve ser entendido no sentido restrito do teor normal da vontade. No sentido lato ninguém nunca age contra sua vontade ou desejo, exceto quando sobrepujado pela força física. Nenhuma pessoa salva quer normalmente zangar-se e falar palavras ferinas; mas, sob sérias provocações, perde-se a calma e diz coisas que não devera ter dito. São estes atos involuntários, segundo o único sentido em que se pode aplicar o termo a atos morais. Portanto, conforme com John Wesley e outros perfeccionistas, estes atos não são pecado. As mesmas coisas poder ser aplicada ao homicídio de Urias por Davi e ao seu adultério com Betséba.
C. O poder da vontade humana.
Afirmar que à vontade, mesmo normalmente, pode escolher a Deus supremamente em qualquer momento, ou é negar a depravação na natureza carnal do homem ou implicar que a vontade é uma adesão externa a natureza do homem antes que uma expressão dela. “Dizer que, o que quer que tenham sido os hábitos do passado e o que quer que sejam as más afeições do presente, está o homem perfeitamente apto a obedecer em qualquer momento à Lei total de Deus, é negar que haja coisas tais como caráter e depravação.” (Strong).
D. Sua própria salvação.
Quando João diz: “a verdade não está em nós”, ele não se refere à verdade abstrata, mas a “verdade do evangelho, trazendo a luz de Deus à alma e assim revelando pecados como a luz solar faz ao pó” (Sawtelle). “A verdade é para ser tomada objetivamente como a verdade divina em Cristo, o princípio absoluto da vida vindo de Deus e recebido no coração” (Lange). Este sentido é confirmado pelo verso 10, que diz: “Se dizemos que não pecamos, fazemo-lo (a Deus) mentiroso e Sua Palavra não está em nós.” Esta passagem repete a verdade do verso 8. “As pessoas supostas como dizendo isto são vistas no ponto quando deveriam estar oferecendo sua confissão – uma confissão de pecado principiando no passado e chegando ao presente; daí, o tempo perfeito” (Sawtelle). E as expressões “a verdade não está em nós” e “Sua Palavra não está em nós” negam o caráter cristão de todo o professante da perfeição impecável. Por estas passagens todos eles estão perdidos.
2. AS ESCRITURAS EXPLICADAS
Assumimos as seguintes passagens da Escritura tidas pelos perfeccionistas impecáveis como prova da sua teoria.
(1). As passagens que falam do crente como sendo “perfeito”
Referimo-nos aqui a semelhantes passagens como Lucas 6:40; 1 Cor. 2:6; 2 Cor. 13:11; Efe. 4:11; Fili. 3:15; Col. 4:12; 2 Tim. 3:17.
A perfeição dessas passagens não é absoluta: é apenas perfeição relativa. Algumas vezes a palavra “perfeito” refere-se só a maturidade cristã em contraste com a fraqueza de criancinhas em Cristo. Algumas vezes quer dizer somente que aqueles a quem descreve estão livres de qualquer falta grave. Assim nos é dito que Noé era um homem justo e perfeito” (Gen. 6:9), ainda mesmo bêbedo (Gen. 9:21). E assim se diz que Jó era perfeito e justo” (Jó 1:1).
O emprego da palavra “perfeito” em Fil. 3:15 lança luz interessante e instrutiva sobre o seu sentido usual na Escritura. No verso 12, como já notamos, Paulo renuncia à perfeição. Então, no verso 15 ele endereça uma exortação à “tantos quantos são perfeitos”. É perfeitamente evidente, então, que no verso 12 ele faz referência à perfeição absoluta, enquanto que no verso 15 ele alude aos que são relativamente perfeitos ou maduros. E a estes ele exorta a “sentir o mesmo”. Por isto ele quer dizer que eles devem renunciar à perfeição absoluta, como ele fez, e prosseguir para coisas mais elevadas. Assim vemos que “perfeito”, a luz do significado costumeiro do termo na Escritura, quando aplicado a crentes, exige que crentes renunciem a perfeição absoluta e todavia prossigam para coisas mais elevadas. O indivíduo que professa perfeição impecável e o que não está prosseguindo para frente não são “perfeitos”.
(2). Mat. 5:48 “Vós, portanto, sede perfeitos, assim como o vosso Pai celeste é perfeito.”
Nesta passagem Jesus firma para os Seus discípulos o ideal de perfeição absoluta. Ele não podia ter firmado nada menos do que isto sem coonestar e encorajar o pecado. Mas não há nada aqui ou em qualquer outro lugar que implique que os seguidores de Cristo ainda alcancem este ideal na carne. De fato, é ímpio afirmar que atingem este ideal, pois a perfeição oferecida é a de Deus mesmo.
(3). 1 Tess. 5:23 “E o Deus de paz mesmo voz santifique em tudo e sejam conservados inteiros vosso espírito e alma e corpo sem mancha na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.”
Esta passagem deve ser entendida à luz da própria experiência de Paulo e à luz da Escritura como um todo. Se Paulo orou pela completa santificação dos tessalonicenses nesta vida, então ele orou por algo para eles que ele mesmo não tinha provado, ou então ele perdeu mais tarde sua completa santificação; porque, quando ele escreveu aos romanos muito depois, como temos notado, ele não professou impecabilidade.
A santificação porque Paulo orou para que Deus operasse nos tessalonicenses foi, na verdade, santificação completa, como evidenciado pela palavra grega “holoteles”; mas ele não indica que é para se cumprir nesta vida. A Escritura muito definitivamente condena a noção que Paulo esperou que ela se cumprisse nesta vida. E a menção da vinda de Cristo sugere que ele contemplou o futuro como o tempo quando sua oração estava para ter completa resposta. Paulo orou pelo prosseguimento da santificação progressiva, assim como Cristo orou pelo mesmo para os Seus discípulos (João 17:17), cuja santificação progressiva resultaria em completa santificação na segunda vinda de Cristo.
(4). 1 João 2:4 “Aquele que diz, eu O conheço e não guarda os Seus mandamentos, é um mentiroso e a verdade não está nele.”
Juntamente com esta passagem podemos classificar outras passagens semelhantes tais como João 14:23; Rom. 8:12; 1 João 1:6.
Estas passagens fazem referência ao teor geral da vida cristã. Elas não podem ser tidas como ensinando que quem está salvo guarda os mandamentos de Deus perfeitamente em qualquer momento, porque outras passagens o negam.
O Rio Mississipi proporciona uma excelente ilustração da vida cristã. Se se perguntar a alguém para que direção corre esse rio, responderá que corre na direção sul; mas a matéria de fato é que este rio algumas vezes corre para leste, outras para oeste e algumas vezes mesmo corre numa direção norte. Mas, a despeito destes fatos, prosseguimos dizendo que ele corre para o sul. Assim falamos porque consideramos o rio como um todo. Vemos o alvo principal do rio. Assim é com a vida cristã. Quando é vista como um todo, ou quanto ao seu alvo principal, percebe-se que é uma vida de justiça; mas a caudal, quanto ao seu alvo não é tão rápida perto das margens como é no centro. E nunca conservará sempre sua direção usual: baterá em obstruções que a desviarão temporariamente, mas de novo assumirá o seu curso normal no futuro.
(5). 1 João 1:7 “O sangue de Jesus Cristo seu Filho purifica-nos de todo pecado.”
Alguns têm a idéia que esta passagem quer dizer que o sangue de Jesus Cristo faz-nos impecáveis quanto a estado. Mas não é assim. O sangue de Jesus Cristo purifica-nos somente quanto à nossa posição perante Deus. Esta passagem faz referência á justificação e santificação legais, mas não à santificação progressiva e prática.
A necessidade de purificação constante da contaminação recorrente foi ensinada por Jesus quando Ele lavou os pés dos Seus discípulos. Ele disse: “O que está banhado não necessita senão de lavar seus pés, que o mais está todo limpo.” (João 13:10). O restante dessa passagem “estais limpos, mas não todos”, o qual está explicado no verso seguinte como querendo dizer: “Não estais todos limpos”, referindo-se a Judas, mostra que Jesus estava tirando uma analogia entre a purificação física e a purificação espiritual. Tanto como quem toma banho não precisaria de lavar-se outra vez, mas de limpar-se do pé nos pés, assim quem se banhou no sangue de Cristo não o repetirá mas, não obstante, estará na necessidade diária de se purificar da contaminação que se lhe adere no seu contato com o mundo. Ele “está todo limpo” quanto à sua posição perante Deus, mas na precisão de confissão e perdão diários para que mantenham comunhão com Deus.
(6). 1 João 3:9 “Quem é nascido de Deus não peca, porque Sua (de Deus) semente permanece nele; não pode pecar porque é nascido de Deus.”
A respeito dessa passagem, temos o seguinte a dizer:
A. Ela se refere ao padrão atual do viver cristão e não a um mero padrão ideal.
A passagem fala do que é realmente o cristão na sua conduta e não meramente de o que devera ser. Isto é evidente do verso seguinte, que diz: “Nisto (isto é, na sua inabilidade para pecar) os filhos de Deus são manifestos e os filhos do diabo.”
B. Ela se refere ao homem inteiro e não meramente à nova natureza.
É evidente que a “semente” nesta passagem se refere à nova natureza. O grego aqui é “sperma”. Está usada quarenta e quatro vezes no Novo Testamento, significando quarenta e uma vezes, não semente de plantio, mas progênie, descendências. Quando a Palavra de Deus é chamada “semente”, o grego não tem “sperma”, mas “spora” ou “sporos”. Vide Lucas 8:11; 1 Ped. 1:23.
Outra objeção de peso à idéia que “semente” representa aqui a Palavra de Deus e o “Qualquer que” a nova natureza, é que não é a Palavra de Deus que faz impossível a nova natureza pecar. É a qualidade da nova natureza que faz isto impossível. Se a nova natureza fosse pecaminosa, então a Palavra de Deus não impediria que ela pecasse mais do que impede a carne de pecar.
Thayer faz “semente” nesta passagem referir-se a energia divina do Espírito Santo operando na alma, pela qual somos regenerados. Mas isto é uma interpretação puramente arbitrária. Não temos razão para crermos que tanto o Espírito Santo como Sua energia são referidos ainda como “sperma”.
Portanto, tomando a “semente” como se referindo a nova natureza, necessariamente interpretamos “qualquer que” como se referindo ao homem inteiro; porque é “ele”, o homem inteiro, em quem a “semente”, a nova natureza, permanece, que não pode pecar.
C. Ela afirma, não que uma pessoa regenerada não pode cometer um só pecado, mas que ela não pode seguir um curso contínuo de pecado; não pode viver em pecado.
Adotamos esta interpretação desta passagem pelas seguintes razões:
(a). É a única idéia que está em harmonia com o texto. Está manifesto pelo contexto, como já foi observado, que João falava daquilo que é exterior e atual, algo que faz uma diferença manifesta em si e de si. Então, também, esta passagem evidentemente quer dizer a mesma coisa como os versos seis e oito e, se possível, são menos favoráveis as outras interpretações.
(b). Enquanto é verdade que o homem todo não é nascido de Deus, todavia, em passagens gerais tais como a que ora se considera a Escritura não faz distinção entre as duas naturezas do crente, mas frouxamente se refere ao homem como um todo. Diz a Escritura: “Exceto UM seja nascido de novo” e não “exceto um tenha uma nova vida nascida com ele”; “se alguém está em Cristo, ELE é uma nova criatura”; não “ele tem uma nova criatura nele”; “vivificou-NOS com Cristo”, não “vivificou uma nova vida dentro de nós”; “ele nos gerou pela Palavra da verdade”, não “ele gerou algo dentro de nós pela Palavra da verdade.”
(c). é a única idéia que toma conta do presente infinitivo “pecar” (grego- “harmartanein”) na última parte da passagem. O infinitivo presente sempre significa ação durativa, linear, progressiva – ação em sua duração continuativa. Por causa deste sentido do infinitivo grego, Weymouth traduz a passagem: “Ninguém que é um filho de Deus está habitualmente culpado de pecado. Um germe dado de Deus, de vida, fica nele e ele não pode pecar habitualmente”. E Sawtelle explica “não faz pecado”, como significando: “Não o faz como a Lei de sua vida, como a tendência do seu ser; não pertence à esfera do pecado.”
D. Notem os perfeccionistas impecáveis os seguintes fatos sobre esta passagem:
(a). Sua afirmação aplica-se a toda gente salva; não apenas a alguns que alcançaram um suposto plano elevado de vida. Assim esta passagem mata a teoria da “segunda benção”. A passagem esta falando sobre o que o crente é em virtude da regeneração, não o que ele é em virtude de uma suposta “segunda obra de graça”.
(b) A passagem referida afirma que o caráter referido não pode pecar. Assim, segundo sua própria teoria, teriam de interpretar a passagem como ensinando que um que alcançou a impecabilidade não pode nunca reincidir em pecado. Isto eles não admitirão. Assim mostram que seu único interesse nesta passagem é acalentar sua heresia ignorante e sem sentido.
V. OS FRUTOS DA SANTIFICAÇÃO PROGRESSIVA.
Pensamos bom aqui alistar quatro coisas que J. M. Pendleton, em “Christians Doctrines” dá como evidências ou frutos das influências graciosas do Espírito Santo em nosso santificação progressiva.
1. UMA NOÇÃO PROFUNDA DE DESVALIA
Nenhuma pessoa em quem o Espírito Santo fez qualquer obra considerável tem qualquer disposição para envaidecer-se de sua bondade. Para exemplos da noção de desvalia da parte dos santos de Deus, vide Jó 38:1,2; 40:4; 42:5,6; Efe. 3:8; Isa. 6. Também Fil. 3:12-15.
2. UM ÓDIO CRESCENTE AO PECADO
Nenhuma pessoa salva ama o pecado; isto é, o amor ao pecado não é o afeto dominante de sua vida. Os pecados que ela comete não são o resultado de um amor normalmente dominante ao pecado senão de um levante ocasional da carne ou da fricção constante entre a carne e o Espírito.
3. UM INTERESSE CRESCENTE NOS MEIOS DE GRAÇA
Quanto mais o Espírito Santo obra numa pessoa, tanto mais ela aprecia a Palavra de Deus, a oração, o culto e o demais; e mais ela se avantaja dos benefícios de tais atos.
4. UM AMOR EM AUMENTO DAS COISAS CELESTIAIS
Este amor substitui o primeiro amor pelo pecado e faz o filho de Deus buscar aquelas coisas que são de cima.
Todos destes frutos do processo santificante impedem o fato que não se pode atingir a impecância nesta vida por encorajar-se o pecado. A presença do pecado na vida do cristão não lhe proporciona nenhuma consolação; pelo contrário, proporciona-lhe pesar. Ele quisera estar livre do seu peso terreno e elevar-se aos cimos de Deus para que sua alma pudesse aquecer-se no sol de justiça. Toda pessoa salva pode dizer com Paulo: “Desgraçado homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte” (Rom. 7:24). Ele deseja que fosse sem pecado, mas está indisposto a violentar a Escritura e praticar a auto decepção para fingir que está sem pecado. O seu próprio desejo de impecabilidade impede-o de praticar a hipocrisia, de perpetrar um engodo como todos os perfeccionistas impecáveis fazem.

Autor: Thomas Paul Simmons, D.Th.
Digitalização: Daniela Cristina Caetano Pereira dos Santos, 2004 
Revisão: Luis Antonio dos Santos – 10/12/05

Pecados Escondidos: Lições de Uma Batalha Perdida

  

A chegada de Israel deixou os povos da região com medo. Os escravos que saíram do Egito 40 anos antes estavam reduzindo a nada todos os reis e exércitos que ousavam desafiá-los. Agora, esta grande ameaça chegou na terra de Canaã. Chegaram à terra conduzidos por Josué, o líder escolhido pelo próprio Deus. Entraram por um milagre. Quando os sacerdotes chegaram à beira do rio Jordão, as águas pararam e o povo atravessou em terra seca. Uma vez que entraram na terra, os israelitas esperaram antes de começar suas conquistas. Primeiro, eles se dedicaram ao Senhor através da circuncisão. Depois, participaram da Páscoa, uma festa de grande importância. Leia os detalhes nos primeiros cinco capítulos do livro de Josué.

A batalha contra Jericó (Josué 6)

O  povo de Israel, guiado por Deus, iniciou uma série de batalhas, atacando a   cidade de Jericó. Era uma cidade grande e bem fortificada, e a estratégia  usada por Josué não fazia nenhum sentido em termos militares. Mas, quando o povo obedeceu a Deus e marchou ao redor da cidade 13 vezes, tocou as trombetas e gritou, as muralhas da cidade caíram. Eles tomaram a cidade com facilidade inédita, e os habitantes das outras cidades da terra ficaram aterrorizados.

A batalha contra Ai (Josué 7:1-12)

A cidade de Ai, o segundo alvo do exército israelita, seria uma vitória fácil. Espiaram  a cidade e a acharam fraca e pequena. Josué mandou apenas 3.000 soldados,   esperando uma vitória rápida. Ninguém acreditou quando os cidadãos de Ai se defenderam. Os soldados de Israel viraram as costas e fugiram. 36 homens morreram na batalha, e o povo de Israel foi totalmente abalado pela derrota inesperada.

Josué e os anciãos de Israel buscaram uma explicação de Deus. Não era somente o povo que foi envergonhado pelo inimigo, Josué afirmou, mas o próprio nome de Deus seria blasfemado pelos inimigos. A resposta de Deus foi rápida e direta: Israel pecou e, por isso, perdeu a batalha. Mais ainda, Deus prometeu que continuariam perdendo suas batalhas enquanto o pecado continuasse no meio do povo.

O pecado descoberto e removido (Josué 7:13-26)

Deus ordenou que Josué convocasse o povo, no dia seguinte, para descobrir o  pecador no seu meio. Acã, um dos soldados da tribo de Judá, havia desrespeitado a palavra de Deus durante a batalha de Jericó (veja Josué 6:18-19). Em vez de destruir as coisas proibidas e entregar os metais preciosos para o tesouro de Deus, ele levou algumas coisas para a tenda dele. Acã escondeu uma capa babilônica, um pouco mais de 2 kg de prata e cerca de 500 gramas de ouro. A conseqüência era gravíssima. Além dos 36 homens mortos na batalha, Acã, toda a sua família e todas as suas posses foram destruídas.

A segunda batalha contra Ai (Josué 8)

Uma vez que o pecado foi removido, o exército de Israel voltou à batalha. A segunda batalha foi bem diferente. Deus acompanhou o povo e entregou aquela cidade, com todos os seus 12.000 moradores, nas mãos dos israelitas. Por meio dessas duas batalhas, Deus deixou bem claro que as conquistas em Canaã não seriam alcançadas por causa da força militar do povo, mas através da fidelidade espiritual. Deus entregaria os inimigos aos israelitas fiéis, ou entregaria os israelitas infiéis aos inimigos. Tudo dependia da obediência do povo.

Lições para nós

A derrota de Israel em Ai serve como um exemplo importante para nós. O pecado  escondido de uma pessoa custou dúzias de vidas e ameaçou o bem-estar de uma   nação inteira. Considere estas lições:

ŒA importância da obediência. Podemos imaginar Acã ou outros israelitas tentando justificar seu pecado. Um pouco de ouro ou prata faz mal? Tem alguma coisa errada em possuir uma capa importada? O problema não está na coisa em si, mas no fato que Deus havia proibido que os israelitas tomassem qualquer coisa de Jericó.

Hoje, pode ser que você não entenda o porquê de algumas regras que Deus nos deu. Faz mal satisfazer algum determinado desejo da carne? Tem problema em tomar uma cervejinha de vez em quando? Prejudica alguém assistir filmes com cenas de sexo? Faz mal alugar fitas pornográficas ou comprar revistas pornográficas? Por que não furtar um pouquinho de dinheiro quando ninguém sentirá falta? Uma mentirinha de vez em quando vai causar problemas? Tais coisas foram proibidas porque Deus falou. Mesmo se não entendermos os motivos dele, devemos respeitar as suas regras (1 João 3:3-10).

 O perigo do pecado escondido. Muitas pessoas pensam que o pecado oculto não prejudica ninguém. O caso de Acã mostra que o pecado escondido pode prejudicar muitas pessoas. Acã conseguiu esconder seu pecado de todos, mas Deus o viu (veja Hebreus 4:13 e Efésios 5:11-13). Pense sobre algumas conseqüências do pecado oculto:

  • O pecado escondido tormenta a consciência. A criança com a consciência pesada treme quando os pais a chamam. Provérbios 28:1 diz que o pecador reage da mesma forma: "Fogem os perversos, sem que ninguém os persiga; mas o justo é intrépido como o leão." 
  • O pecado oculto pode trazer conseqüências terríveis. Por causa do pecado de Acã, 36 famílias enterraram seus filhos, pais e maridos. O povo foi envergonhado, perdendo uma batalha para um inimigo fraco. Será que outras pessoas, até entes queridos, sofrerão por causa do seu pecado escondido? Será que seu erro oculto levará outras pessoas à morte? Um exemplo mostrará que tais conseqüências são possíveis hoje em dia: Quantas mulheres inocentes têm morrido de AIDS por causa do pecado "escondido" do próprio marido?
  • A iniqüidade escondida destrói o espírito. Considere três versículos do  Novo Testamento. Tiago 4:1 fala sobre os "prazeres que militam na vossa carne". É linguagem de guerra, que implica a possibilidade de perder e morrer. 1 Pedro 2:11 explica melhor quando cita "Paixões carnais, que fazem guerra contra a alma". Quando deixamos os desejos da carne dominar as nossas vidas, estamos destruindo a própria espiritualidade. Hebreus 12:17 mostra que podemos ficar tão cauterizados no pecado a ponto de não conseguirmos voltar, arrependidos, para Deus.
Como devemos lidar com pecados escondidos?
As Escrituras mostram a necessidade de certas atitudes para se livrar do erro  oculto. Considere estes princípios bíblicos e faça as mudanças necessárias na sua   própria vida:
ŒTem que parar de se enganar e reconhecer que o seu pecado escondido está errado. Uma das defesas mais antigas do pecador é de negar o fato do pecado. Se você consegue se persuadir que seu hábito não é pecaminoso, a consciência não vai doer tanto. Mas o padrão que define o pecado é a palavra de Deus, não os desejos e opiniões do homem: "... o pecado é a transgressão da lei" (1 João 3:4).  "Há caminho que ao homem parece direito, mas ao cabo dá em caminhos de morte" (Provérbios 14:12). Podemos fechar os olhos à verdade e recusar ouvir a palavra de Deus, mas tal rebeldia não mudará nem um "i" da verdade revelada. "O que desvia os ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável" (Provérbios 28:9).
É necessário arrepender-se. O homem procura maneiras suaves de tratar o problema do pecado, mas Deus não as aceita. Ele exige o arrependimento verdadeiro, nascido da tristeza segundo Deus (2 Coríntios 7:10). "O que encobre as suas transgressões jamais prosperará; mas o que as confessa e deixa alcançará misericórdia" (Provérbios 28:13). Para ficar livres do pecado, temos que deixá-lo.
Ž Precisa pedir perdão a Deus. O perdão divino é condicionado na confissão do pecador. João escreveu para cristãos que, como todos, tinham seus defeitos. Mas ele não minimizou o problema do pecado. "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 João 1:9; veja, também, Atos 8:20-23).
Se não consegue vencer o pecado sozinho, procure a ajuda de alguém. O Diabo utiliza bem a vergonha do ser humano. A tendência é de pensar assim: "Não posso falar com ninguém, porque outras pessoas vão pensar mal de mim, perder respeito por mim, ou falar para todo mundo sobre o meu problema." É normal sentir vergonha quando revelamos nossas fraquezas e pecados a outros. Quando nos abrimos, tornamos vulneráveis e sentimos desprotegidos. Mas, não seria melhor arriscar a vergonha agora do que passar eternidade banido da presença de Deus (2 Tessalonicenses 1:7-8). Se você não consegue se livrar dos seus hábitos pecaminosos sozinho, peça ajuda. Tiago 5:16 mostra que confessamos nossos pecados a outros porque queremos ser curados: "Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo." No mesmo contexto (5:14), Tiago diz que os doentes (a mesma palavra, usada outras vezes no Novo Testamento, se refere a pessoas espiritualmente doentes) devem chamar os presbíteros da igreja, os homens responsáveis por instruir e corrigir os cristãos.
Entenda que, mesmo depois de ser perdoada pelos pecados do passado, uma pessoa pode sofrer conseqüências do erro. Davi se arrependeu e foi perdoado depois de cometer adultério e matar o marido da amante (2 Samuel 12:13-14), mas ainda perdeu o filho que nasceu e, depois, mais três filhos. Hoje em dia, há pessoas que morrem de câncer porque fumavam escondidas. Algumas pessoas que nunca revelaram seus problemas com bebidas alcoólicas sofrem, depois, de doenças do fígado. A fornicação e o adultério são desobertos, em alguns casos, por causa de gravidez ou doenças sexualmente transmitidas. Muitas vezes, essas conseqüências vêm depois da pessoa se arrepender e ser perdoada.

Conclusão: dominando o pecado

Quando a oferta de Caim foi rejeitada por Deus, ele ficou irado. Deus falou com ele,  e o avisou da mesma batalha que acontece na vida de cada um de nós: "Se   procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo" (Gênesis 4:7). Sabemos o que Caim fez quando enfrentou esse desafio. Nós, pela graça de Deus, podemos fazer melhor (Romanos 6:12-14; Colossenses 3:1-3; Hebreus 2:18). Que Deus nos abençoe e nos ajude na batalha contra o pecado.

- por Dennis Allan

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Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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