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16 de mai. de 2010

Conversando com Deus parte 1/12

http://loiana.files.wordpress.com/2009/06/posteram2.jpgFilme conta a história de um homem que passa por algumas dificuldades na vida e em certo momento ele começa a escrever um blocos de papel seus desabafos e questionamentos a Deus. Nisso Deus começa a responde-lo.

Esse filme foi baseado no livro "Conversando com Deus", que existem 3 volumes.



[DEVOCIONAL] John Piper - Por que a Crença no Inferno é Fundamental?

Penetrado pela PAlavra - John Piper
Por que a Crença no Inferno é Fundamental?

por John Piper

Hoje é o de dia de comunicações rápidas. Amanhã é o dia dos negócios. A eternidade é o dia da verdade. Se você vive somente para este mundo, se importará pouco com a verdade. “Comamos e bebamos, que amanhã morreremos”. Se isso é tudo que existe, podemos muito bem chamar de “verdade” as idéias que protegem nossos apetites. Mas, se você vive para a eternidade, rejeitará as modas populares e efêmeras, para se tornar eternamente relevante.

Temos de valorizar a verdade acima do sucesso temporário. Onde a verdade é minimizada e as pessoas não estão nela arraigadas e fundamentadas, o sucesso é superficial, e a árvore cresce oca, embora floresça no sol da prosperidade. Que Deus nos dê um amor humilde e submisso pela verdade da Palavra de Deus, na profundeza e plenitude dela.

Ouçam a advertência de Paulo a respeito de nossos dias: “Haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos” (2 Tm 4.3). “[Eles] perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos” (2 Ts 2.10).

Considere uma verdade que não é popular e tem sido abandonada por muitos que têm sobre a sua tenda a bandeira de “evangélico” — a verdade a respeito do inferno. Oh! que grande diferença existe quando uma pessoa crê no inferno — com tremor e lágrimas! Existe uma seriedade permeando toda a vida, uma urgência em todos os esforços, um condimento de profunda seriedade que tempera tudo e faz com que o pecado sinta-se mais pecaminoso, e a santidade mais santa, a vida mais preciosa, os relacionamentos mais profundos e Deus muito mais importante.

Entretanto, como em toda geração, existem novos abandonos da verdade. Clark Pinnock, um teólogo canadense que insiste em se chamar evangélico, escreveu:

A princípio fui levado a questionar a crença tradicional no tormento eterno e consciente, porque me era moralmente repugnante e por considerações teológicas mais amplas, e não por consideração de textos bíblicos. Não é lógico dizermos que um Deus de amor afligirá pessoas para sempre, por causa de pecados cometidos no contexto de uma vida finita... É tempo de os evangélicos se levantarem e afirmarem que o ensino bíblico moralmente apropriado sobre o inferno é a aniquilação, e não o tormento eterno.

Dorothy Sayers, que faleceu em 1957, expressou um antídoto necessário para este tipo de abandono da verdade:

Parece existir um tipo de conspiração, especialmente entre os escritores de meia idade que possuem uma tendência vagamente liberal, para esquecer ou anular de onde procede a doutrina sobre o inferno. Encontramos freqüentes referências à “cruel e abominável doutrina medieval do inferno” ou “a grotesca e ingênua imagem medieval de vermes e fogo”.

O caso, porém, é exatamente o contrário. Encaremos os fatos. A doutrina do inferno não é “medieval”; é uma doutrina ensinada por Cristo. Não é um artifício do “clero medieval” para atemorizar o povo e fazê-lo dar dinheiro à igreja. O inferno é o julgamento deliberado de Cristo sobre o pecado. A imagem de vermes que não morrem e de fogo inextinguível deriva-se não da “superstição medieval”, e sim do profeta Isaías; e foi Cristo quem a usou enfaticamente... Ela nos confronta no mais antigo e menos “editado” dos evangelhos; está explícita em muitas das parábolas mais familiares e implícita em muitas outras. Esta figura tem, nos ensinos de Cristo, uma dimensão maior do que alguém possa perceber, até que comece a ler todos os evangelhos, em vez de selecionar e ler somente as passagens mais consoladoras. Ninguém pode se livrar desta doutrina, sem despedaçar o Novo Testamento. Não podemos repudiar o inferno, sem repudiarmos a Cristo.

Eu acrescentaria: existem muitas outras coisas que, abandonadas, também equivalerão ao eventual repúdio de Cristo. Não é por causa de uma lealdade ultrapassada que amamos as verdades da Escritura — nem mesmo as mais severas. É por causa do amor a Cristo — e por causa do amor para com o seu povo —povo esse que somente o Cristo da verdade pode salvar.


Extraído do livro:
Penetrado pela Palavra, de John Piper
Copyright: © Editora FIEL 2009.
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

Salvação - Paulo Junior

12 de mai. de 2010

Que sacrifício pode me salvar?



"Assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação." Hebreus 9:28

Muitas religiões têm adotado como uma de suas principais doutrinas, a oferta de sacrifícios. Sacrifícios por cura, por prosperidade, por proteção etc. Incluindo o sacrifício por perdão de pecados. Contudo, o problema maior é sacrificar por uma vida eterna no Reino Celestial. Com isso, algumas práticas piedosas como o jejum, viraram sinônimo de sacrifício. Será que um simples sacrifício físico é o suficiente para purificar alguém espiritualmente?

Sacrifícios no Antigo Testamento

No Antigo Testamento encontramos diversas formas de sacrifícios, e o próprio Deus ordenou a maioria delas. Entre tantos textos que abordam o assunto, Levítico 17:11, parece nos dá uma idéia central desta prática, com isto, podemos dizer que a vida é sagrada por que pertence a Deus, só Ele é Senhor da vida, os judeus sabiam que a vida estava no sangue, desta forma Deus ordenou que os mesmos não o comecem, sabendo também por oferecer sacrifícios, que o sangue é que seria aspergido como expiação (resgate) pelo ofertante. O adorador era purificado pelo sangue do animal morto, pois simbolicamente havia substituição e o sangue redimia a vida. Contudo, vemos que todo este contexto do povo de Deus, é um período transitório, “Por que é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados.” Hb 10:4. Ao mesmo tempo em que os sacrifícios são ineficazes para aperfeiçoar aquele que presta culto, Hb 9:9, ou seja, não produz efeitos, que tornem o ofertante perfeito, mais adiante fala que foram impostos apenas até o período da reforma, Hb 9:10, toda reforma precisa de um reformador e quando se reforma, é para que passe a produzir efeitos. Pois diz O Senhor “Firmarei nova aliança com a casa de Israel e Judá” Jr 31:31-34. Evidentemente, quando diz Nova, torna antiquada a primeira. Hb 8: 13. Porém, sabemos que Cristo é o mediador da Nova Aliança, mensageiro de um novo tempo.

Sacrifício Perfeito e Eficaz

Os Sacrifícios do Passado tipificavam o sacrifício perfeito de Cristo. 1cor 5:7. Ef 5:2.

Perfeito por ser realizado por um sumo sacerdote que não tem necessidade como os demais, de oferecer todos os dias sacrifícios, por que fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu, Hb 9:27. Jesus ofereceu um único sacrifício pelos pecados do homem, e assentou-se a destra de Deus, por que com uma única oferta aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados. Hb 10:12-15. Desta forma, podemos entender que onde há remissão, não pode haver oferta por parte do homem para remissão de pecados, pois já foi remido em Cristo. Hb 10:18. Mas então, por que tantos ainda se confundem na prática de oferta de sacrifícios próprios em busca de Salvação? É claro que o que reina é simplesmente uma interpretação errada da Palavra de Deus, unindo-se a um conjunto de dogmas humanos, pois concentram suas intenções nos sacrifícios, e o prazer de Deus não está nos sacrifícios e sim em obediência, fato este esquecido, por tais pessoas, I Samuel 15:22. O senhor quer que cresçamos em conhecimento de Deus, Os 6:6. Pois na oferta do corpo de Jesus é que fomos santificados uma vez por todas pela vontade de Deus Hb 10:10. O que falta a estes falsos adoradores é oferecer seus corpos como sacrifício vivo e agradável a Deus, esse é um culto racional. Rm 12:1.

Conclusão

Vemos na Bíblia, que todo sacerdote se apresenta dia após dia, a oferecer sacrifícios que nunca, jamais podem remover pecados. Hb 10:12. Não se pode conseguir a salvação por outro sacrifício a não ser o de Cristo, e a Salvação vem pela obediência a seu autor eterno, o Senhor Jesus Cristo. Hb 5:9.

Autor: Pr. Josué Barbosa
Fonte: [ Ultimato ]

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Jamais podemos obrigar a Deus

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Nunca poderemos achar que Deus nos deve algum pagamento pela nossa obediência ou pelo nosso serviço sacrificai. Mesmo se fôssemos perfeitamente obedientes em todos os deveres cristãos, seríamos forçados a dizer: "Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devía¬mos fazer" (Lc 17.10).

Suponhamos que você obedeça perfeitamente a todas as leis de trânsito do seu estado. Você sempre anda dentro do limite de velocidade, sempre pára no sinal, mantém-se na pista certa, sempre usa as setas quando vai fazer uma conversão - sempre obedece a todas as regras de trânsito. Você recebe algum prêmio por isso? Não, simplesmente você faz o que deve fazer. Você apenas cumpre o seu dever. Pela perfeita obediência a todas as regras de trânsito, você não obriga o estado a recompensá-lo de alguma maneira. Só podemos dizer, " Eu fiz a minha obrigação".

Como Rei soberano do universo, Deus tem o direito de exigir perfeita obediência e serviço fiel a ele sem que isso o obrigue a nada para conosco. Nós devemos obediência e serviço. Se conseguíssemos obedecer a todos os mandamentos de Deus - o que jamais conseguimos - ainda assim só poderíamos dizer, "Eu fiz apenas o meu dever". Não podemos obrigar Deus a nos recompensar em nada.

Autor: Jerry Bridges
Fonte: [ O Cristão Reformado ]

John Piper – Aos Pregadores da Prosperidade: Advirtam Contra Investimentos Fracos

12.5.10 | Postado por: (-V-)

Esse post é o terceiro de uma série de doze. O conteúdo vem de “Doze Apelos aos Pregadores da Prosperidade”, que pode ser encontrado na nova edição do Let the Nations Be GladRegozijem-se as Nações, publicado pela editora Cultura Cristã*).

Jesus adverte contra o esforço para acumular tesouros na terra; ou seja, Ele nos manda ser donatários, e não proprietários. “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde traça nem ferrugem corrói, e onde ladrões não escavam, nem roubam” (Mateus 6:19-20).

Sim, todos nós guardamos alguma coisa. Jesus admite isso. Ele não espera, exceto em casos extremos, que nosso desejo de ofertar signifique que não seremos mais capazes de dar. Haverá um tempo em que daremos nossa vida por alguém, e então não seremos mais capazes de ofertar. Mas ordinariamente, Jesus espera que vivamos de tal forma que haja um padrão contínuo de trabalho, ganho, vida simples e doação contínua.

Mas dada a tendência intrínseca à ganância em todos nós, Jesus sente a necessidade de advertir contra “acumular tesouros na terra”. Isso se assemelha a ganho, mas leva apenas à perda (“traça e ferrugem corroem e ladrões escavam e roubam”). Meu apelo é que a advertência de Jesus encontre um forte eco nas bocas dos pregadores da prosperidade.
Por John Piper. © Desiring God. Website:desiringGod.org
Original: To Prosperity Preachers

Tradução : voltemosaoevangelho.com
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.
* A edição da Cultura Cristã é anterior a nova edição lançada nos EUA, portanto não possui estes artigos.

Voltem ao Evangelho

(Um Protesto de Amor)
Você se juntaria a mim neste protesto?

Um amor que desvia da fé
"Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males;
e nessa cobiça alguns se desviaram da fé." (I Timóteo 6:10)


A sabedoria divina nas palavras (realmente) apostólicas de Paulo são incríveis. "Nessa cobiça apaixonada pelo dinheiro alguns se desviaram da fé". Acontecia na época do Novo Testamento e acontece hoje; e, talvez, até podemos dizer, baseando-nos nas profecias de Cristo, que esses alguns, na verdade, são muitos.

É triste ver como as pessoas não tratam com devida atenção os inúmeros avisos, por todo o Novo Testamento, sobre o surgimento de muitos falsos profetas e mestres em nosso meio. A consequência disto é que muitos estão sendo enganados. Alguns são até cristãos genuínos e nascidos de novo. Outros, não: são filhos do casamento do diabo com Mamon, porque amam e praticam as obras que eles aprovam, como, por exemplo, o amor ao dinheiro.


O que fazer diante da triste situação do Brasil?


Quero convidá-lo a juntar-se a poucos e bravos em um Protesto de Amor, clamando:
"Voltemos ao Evangelho puro e simples, o $how tem que parar"

e quero dar-lhe alguns motivos para você participar deste protesto:

1) A honra e fama de Cristo pelas nações está em jogo

Você ficará parado enquanto muitos falsos pregadores proclama um falso cristo que, em vez de dizer "se você tem duas túnicas, doe uma", diz "se você tem duas túnicas, oferte uma para 'o profeta' e eu multiplicarei 100 vezes a outra e, assim, você ficará rico e abastado"?

E essa porcaria de teologia (desculpe a expressão, mas é a que melhor se encaixa) ainda é proclamada em lugares onde não nem água potável há, como favelas brasileiras e povoados africanos.

Você ficará parado deixando a honra e a fama de Cristo serem denegridas pelas nações?

2) O destino eterno de muitas almas está em jogo

Você ficará parado enquanto muitos falsos pregadores, assim como os escribas, não entram pelas portas do Reino e impedem muitos de entrarem? Enquanto inúmeras almas destinadas ao inferno seguem seu rumo, mas não sem antes fazer prosélitos além mar que são duas vezes piores que eles?

Talvez você pense que eles mereçam. E isso é verdade. Eles merecem condenação. Você também, mas você obteve graça. Contudo, lhe digo, se você não consegue estender graça, ela nunca foi, na verdade, estendida a você; e você, hipócrita, terá o mesmo destino que eles.

Você ficará parado deixando almas enganadas ou enganadoras irem para o inferno?

3) A saúde espiritual da igreja brasileira e da próxima geração está em jogo

Você ficará parado enquanto muitos falsos pregadores tornam esta nefasta teologia a pregação padrão de muitos púlpitos? Quer saber por que a igreja brasileira está com uma fé tão fraca? Bom, eis um dos motivos. Eis o porquê a fama do "evangelicalismo" brasileiro é sede por dinheiro e corrupção e porquê há algumas igrejas doentes na fé e outras que já se tornaram sinagogas de satanás.

Pense qual igreja você quer que seus filhos frequentem. Se hoje cada vez se torna mais difícil achar uma boa igreja, se Deus não tiver misericórdia de nós e se não fizermos nada, imagine como será daqui 50 anos! Que testemunho dará a próxima geração em sua época ao mundo? E qual caminho temos ensinado a eles para que eles não se desviem?

Você ficará parado diante deste câncer espiritual que cresce nas igrejas brasileiras, afetando a nossa geração e a próxima?

O Protesto

Esta é uma chamada interdenominacional (a única bandeira levantada é a de Cristo), geral (uma chamada a todas as denominações e membros), violentamente pacífica e brutalmente amorosa.

O protesto acontecerá dia 3 de junho de 2010, em São Paulo, na chamada "Marcha para Jesus", mas caso a marcha ocorra em sua cidade ou região, quero incentivar-lhe levantar a bandeira de Cristo onde você está.

Veja mais detalhes e o vídeo da marcha anterior nestes artigos:

O que você irá fazer?

A linguagem deste texto realmente foi séria e pesada, porque o assunto é sério e grave. Não quero amenizá-lo. Então resta a pergunta:

Você ficará parado ?

Mais detalhes, em breve.

Por Vinícius Musselman Pimentel Website: voltemosaoevangelho.comPermissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Tim Conway - A Glória de Cristo e a Unidade Cristã

"Oh! quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união. É como o óleo precioso sobre a cabeça, que desce sobre a barba, a barba de Arão, e que desce à orla das suas vestes. Como o orvalho de Hermom, e como o que desce sobre os montes de Sião, porque ali o SENHOR ordena a bênção e a vida para sempre." (Salmo 133)

9 de mai. de 2010

[Reformanda] SOLA SCRIPTURA: A Raiz do Evangelho (6)

10.12.09 | Postado por: (-V-)

[Reformanda] SOLA SCRIPTURAJohn Piper - O Espírito Santo: Autor da Escritura
2 Pedro 1:20-21
Sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.
Em 27 de Junho de 1819, Adoniram Judson batizou seu primeiro convertido em Burma. Sua esposa, Ann Hasseltine, descreveu como Moung Nau respondeu à Escritura: “Poucos dias antes eu estava lendo com ele as palavras de Cristo no Sermão do Monte. Ele estava profundamente impressionado e dotado de uma solenidade incomum. ‘Estas palavras,’ disse ele, ‘tomaram-me as entranhas; fizeram-me tremer.’” Deus falara através do profeta Isaías, 2.700 anos atrás e disse, “… mas, para esse olharei, para o pobre e abatido de espírito, e que treme da minha palavra…Ouvi a palavra do SENHOR, vós, os que a temeis” (Isaías 66:2, 5)

O Impacto da Bíblia na História
Por dois mil anos, a Bíblia tem se entranhado em diversos homens e os feito tremer—primeiro, de medo, porque revela nossos pecados, então com fé, porque revela a Graça de Deus. Um único versículo, Romanos 13:13, convenceu e converteu o imoral Agostinho. Para Martinho Lutero, um monge miserável, a luz irrompeu através de Romanos 1:17. Diz ele,
Noite e dia ponderei até ver a conexão entre a justiça de Deus e a declaração de que “o justo viverá da fé”. Então eu tomei para mim que a justiça de Deus é essa retidão pela qual, através da graça e pura misericórdia, Deus justifica-nos pela fé. Daí em diante senti que havia renascido e partido por portas abertas para o paraíso. (Here I Stand, p. 49)
Para Jonathan Edwards, foi 1 Timóteo 1:17. Ele disse,
O primeiro exemplo, do qual me recordo, deste tipo de doce deleite interior em Deus e nas coisas divinas, que desde então muito vivenciei, foi na leitura dessas palavras, 1 Tim. 1:17: “Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos. Amém!” Ao ler essas palavras, veio à minha alma … uma impressão da glória do Ser Divino; uma nova sensação diferente de qualquer coisa que eu, antes, experimentara. Nunca quaisquer palavras da Escritura me pareceram como essas. (Works, vol. 1, p. xii)
De século a século, do Egito à Alemanha, da Alemanha à Nova Inglaterra, a Bíblia vem trazendo pessoas a Cristo, renovando-as.


A Bíblia como a Palavra do Homem e a Palavra de Deus
Por quê? Por que a Bíblia tem esta relevância e poder contínuos? Acredito achar a resposta em nosso texto - 2 Pedro 1:20–21: “Sabendo, primeiramente, isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo.” Esta passagem ensina que, quando você lê a Escritura, o que você está lendo não vem somente de um homem, mas também de Deus. A Bíblia é uma obra de muitos homens diferentes. Mas também é muito mais que isto. Sim, homens falaram. Eles falaram com sua própria linguagem e estilo. Contudo, Pedro menciona duas outras dimensões do seu falar.

Falar da parte de Deus, Movido pelo Espírito Santo
Primeiro, eles falaram da parte de Deus. O que tinham a dizer não era meramente vindo de suas limitadas perspectivas. Eles não são a origem da verdade que falam; eles são o canal. A verdade é a verdade de Deus. Seu significado é o significado de Deus.
Segundo, não é apenas o que eles falaram da parte de Deus, mas como eles falaram isto, controlados pelo Espírito Santo. “Homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”. Deus não revelou simplesmente a verdade aos autores da Escritura e então partiu, esperando que eles a comunicassem corretamente. Pedro diz que, ao comunicarem-na, eles foram conduzidos pelo Espírito Santo. A confecção da Bíblia não foi deixada às habilidades de comunicação meramente humanas; o próprio Espírito Santo levou o processo à sua completude.
Um livro recente de três ex-professores meus (LaSor, Hubbard, and Bush, Old Testament Survey, p. 15) expressa-o da seguinte maneira,
Para assegurar precisão verbal, Deus, na comunicação de sua revelação, tem de ser verbalmente preciso e a inspiração tem de se estender às próprias palavras. Isto não significa que Deus ditou todas as palavras. Em vez disso, seu Espírito penetrou tanto a mente do escritor, que ele escolheu de seu próprio vocabulário e experiência precisamente aquelas palavras, pensamentos e expressões que exprimiam a mensagem de Deus com precisão. Neste sentido, as palavras dos autores humanos da Escritura podem ser vistas como a Palavra de Deus.
Não apenas Profecias, mas Toda a Escritura
Alguém poderia dizer que 2 Pedro 1:20–21 só tem a ver com profecia, e não com toda a Escritura do Antigo Testamento. Mas observe atentamente como ele argumenta. No verso 19, Pedro diz que uma palavra profética cresceu em sua certeza por sua experiência com Jesus no monte da transfiguração. Então, nos versículos 20–21, ele dá suporte à autoridade dessa palavra profética dizendo que ela é parte da Escritura. Versículo 20: “Nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação.” Pedro não está dizendo que só as partes proféticas da Escritura são inspiradas por Deus. Ele está dizendo, nós sabemos, que a palavra profética é inspirada precisamente porque é “profecia da Escritura”. A afirmação de Pedro é que tudo quanto está na Escritura é de Deus, escrito por homens que foram conduzidos pelo Espírito Santo.
Ele ensina o mesmo que Paulo em 2 Timóteo 3:16: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça”. Nenhuma das Escrituras do Antigo Testamento veio de um impulso humano. Toda ela é verdade vinda de Deus, pois homens movidos pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus.

E quanto aos escritos do Novo Testamento?

Mas e quanto ao Novo Testamento? Experimentaram os apóstolos e seus associados próximos (Marcos, Lucas, Tiago, Judas, e o escritor de Hebreus) inspiração divina ao escreverem? Foram eles “conduzidos” pelo Espírito Santo para falarem da parte de Deus? A Igreja cristã sempre disse que sim. Jesus disse aos seus apóstolos em João 16:12–13: “Tenho ainda muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora; quando vier, porém, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará as coisas que hão de vir”. Então o apóstolo Paulo confirma isso quando diz, do seu próprio ensino apostólico, em 1 Coríntios 2:12–13: “Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e sim o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos o que por Deus nos foi dado gratuitamente. Disto também falamos, não em palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas ensinadas pelo Espírito, conferindo coisas espirituais com espirituais”. Em 2 Coríntios 13:3 disse que Cristo falava através dele. E em Gálatas 1:12 ele disse : “Porque eu não o recebi [o evangelho], nem o aprendi de homem algum, mas mediante revelação de Jesus Cristo.” Se tomarmos Paulo para nosso modelo sobre o que significa ser apóstolo de Cristo, então seria justo dizer que o Novo Testamento, como o Antigo, não veio meramente de homens mas também de Deus. Os escritores do Antigo e Testamento falaram ao serem movidos pelo Espírito Santo.

O Espírito Santo é o Autor Divino da Escritura
A doutrina que emerge é esta: O Espírito Santo é o autor divino de toda a Escritura. Se esta doutrina é verdadeira, então as implicações são tão profundas e de tão longo alcance que cada parte de nossas vidas deveria ser afetada. Eu quero falar sobre essas implicações nesta manhã. Contudo, para nosso próprio fortalecimento e para aqueles ainda hesitantes às voltas de comprometerem-se com a doutrina, deixe-me primeiro esboçar a base de nossa persuasão.


Chegando a uma Fé Racional nas Escrituras
A maioria das pessoas chega a uma confiança racional na Bíblia como Palavra de Deus de uma maneira semelhante a essa. Isso acontece em três estágios.

1. Nós Somos Culpados Diante de Deus
Primeiro, o testemunho de nossa consciência, a realidade de Deus sob a natureza e a mensagem da Escritura vêm juntas ao nosso coração para nos dar a inescapável convicção de que somos culpados diante de nosso Criador. Essa é uma convicção racional porque a persuasão de que há um Criador sobre este mundo, e a persuasão de que somos culpados por não honrá-lo e agradecê-lo como devemos, não são saltos irracionais no escuro; elas são forçadas sobre nós pela nossa experiência e pensamento sincero sobre o mundo.

2. Jesus Ganha Nossa Confiança
O segundo passo em direção de uma convicção racional de que a Bíblia é a Palavra de Deus, é que Jesus Cristo é mostrado a nós. Alguém lê, ou nos conta a história desse homem incomparável que falou e agiu de modo tão maior que o de um homem. Vemos a autoridade que ele reivindicou para perdoar pecados, e comandar demônios, e controlar a natureza, vemos a pureza de seu ensino moral, sua rendição completa à vontade de Deus, sua calma brilhante sob interrogatório, sua fúria justa contra hipócritas, sua ternura com as crianças pequenas, sua paciência com os humildes que o buscavam, sua submissão inocente à tortura, e ouvimos dos seus lábios as palavras mais doces, mais imprescindíveis, jamais pronunciadas: “Eu dou a minha vida em resgate por muitos.” E então pela força auto-autenticada de seu caráter e poder incomparáveis, Jesus ganha nossa confiança e segurança, e nós o tomamos como Salvador de nosso pecado e Senhor de nossa vida. E isso não é uma convicção irracional. É a maneira como todos vocês tomam decisões racionais sobre a quem vocês vão confiar sua vida. É naquela babá que vocês vão confiar para cuidar de suas crianças, ou naquele advogado para dar bons conselhos, ou naquele amigo para guardar seu segredo? Você olha, escuta, e finalmente é persuadido (ou não) de que aquela pessoa é um terreno firme para sua confiança.

3. Seguimos o Ensino e o Espírito de Jesus
Uma vez que o caráter e o poder de Jesus capturaram nossa confiança, então ele se torna o guia e a autoridade para todas nossas futuras decisões e convicções. Então, o terceiro passo no caminho de uma convicção racional de que a Bíblia é a Palavra de Deus, é deixar o ensino e o espírito de Jesus controlar como nós avaliamos a Bíblia. Isso acontece de pelo menos duas maneiras. Uma é que aceitamos o que Jesus ensina sobre o Antigo e o Novo Testamento. Quando ele diz que a Escritura não pode falhar (João 10:35) e que nem uma letra, ou um ponto, passará da lei até que tudo seja cumprido (Mateus 5:18), concordamos com ele e baseamos nossa confiança no pelo Testamento sobre sua confiabilidade. E quando ele escolheu doze apóstolos para fundar sua igreja, dando-lhes sua autoridade para ensinar, e prometeu enviar seu Espírito para guiá-los na verdade, concordamos com ele e creditamos os escritos desses homens com a autoridade de Cristo.
A outra maneira que o ensino e o espírito de Jesus controlam nossa avaliação da Bíblia, é que reconhecemos, nos ensinamentos da Bíblia, os multi-coloridos raios de luz, refratados através do prisma de Cristo, em quem chegamos a confiar. E assim como Cristo nos capacitou a extrair sentido da nossa relação com Deus e trazer harmonia a esta, também os muitos raios da sua verdade, em toda parte da Bíblia, nos capacitam a extrair sentido de centenas de nossas experiências de vida, e ver o caminho para a harmonia. Nossa confiança na Escritura cresce à medida que compreendemos que Jesus afirmou isto e à medida que compreendemos que os ensinos ali contidos são tão incomparáveis quanto Jesus mesmo. Progressivamente, eles nos ajudam a decifrar os quebra-cabeças da vida: casamentos em falência, crianças rebeldes, vício em drogas, nações em guerra, o retorno das folhas na primavera, as insaciáveis petições do nosso coração, o medo da morte, o nascimento de crianças, a universalidade do louvor e da culpa, o predomínio do orgulho, e a admiração da auto-negação. A Bíblia confirma sua origem divina repetidamente ao nos fazer compreender nossa experiência no mundo real e ao apontar o caminho para a harmonia.
Espero, daqui por diante, que uma das doutrinas que nós nutramos em na Igreja Batista Bethlehem, com força suficiente para morrer por ela (e viver por ela!) é a de que o Espírito Santo é o autor divino de toda a Escritura. A Bíblia é a Palavra de Deus, não meramente a palavra de homens.


Implicações para Tudo na Vida
Ah, se tivéssemos o dia todo para falar sobre as implicações maravilhosas dessa doutrina! O Espírito Santo é o autor da Escritura. Portanto, ela é verdadeira (Salmo 119:142) e totalmente confiável (Hebreus 6:18). É poderosa, operando seu propósito em nossos corações (1 Tessalonicenses 2:13) e não retornando vazia para Aquele que a enviou (Isaías 55:10–11). É pura, como prata refinada na fornalha sete vezes (Salmo 12:6). É santificadora (João 17:17). Dá vida (Salmo 119:37, 50, 93, 107; João 6:63; Mateus 4:4). Torna sábio (Salmo 19:7; 119:99–100). Dá prazer (Salmo 19:8; 119:16, 92, 111, 143, 174) e promete grande recompensa (Salmo 19:11). Dá força aos fracos (Salmo 119:28) e conforto aos perturbados (Salmo 119:76), guia aos perplexos (Salmo 119:105) e dá salvação aos perdidos (Salmo 119:155; 2 Timóteo 3:15). A sabedoria de Deus nas Escrituras é inexaurível.
Quão preciosos para mim são teus pensamentos, ó Deus! Quão vasta é a soma deles! Se eu fosse contá-los, seriam mais que os grãos de areia.
Extraído de: gospeltranslations.org
Por John Piper. Tradução por Desiring God.
Uma Parte da série The Person & Work of the Holy Spirit

[DEVOCIONAL] John Piper - O Pai de John G. Paton

13.12.09 | Postado por: (-V-)
Penetrado pela PAlavra - John Piper
O Pai de John G. Paton

por John Piper
A Chave da Coragem Dele

John G. Paton foi um missionário no arquipélago das Novas Hébridas, hoje chamadas Vanuatu, no Sudeste do Pacífico. Ele nasceu na Escócia em 1824. Escrevo a respeito dele por causa da coragem que ele demonstrou durante os seus oitenta e dois anos de vida. Quero ser corajoso na causa de Cristo. E, em especial, desejo que meus filhos também o sejam. Por isso medito sobre a coragem de outros. De onde ela vem? Quando procuro descobrir as razões por que John Paton era tão corajoso, uma das razões que encontro é o profundo amor que ele tinha por seu pai.

O tributo que John Paton prestou ao seu piedoso pai já vale o preço de sua Autobiografia (que ainda está sendo impressa). Talvez devido ao fato que tenho quatro filhos (e Thalita), chorei quando li esta parte da autobiografia de John Paton. Encheu-me de anelo por ser um pai como aquele.

Havia um “quartinho” em que o pai de John Paton orava, como regra, depois de cada refeição. Os onze filhos conheciam esse lugar, respeitavam-no e aprenderam algo profundo a respeito de Deus. O impacto sobre John Paton foi imenso.

Mesmo que uma catástrofe indizível pudesse banir de minha memória tudo o que diz respeito à religião (e que tais coisas fossem apagadas de meu entendimento), minha alma ainda se recordaria daquelas cenas antigas; se fecharia novamente no Pequeno Santuário e, ouvindo os ecos daqueles clamores a Deus, resistiria a todas as dúvidas com o vitorioso apelo: “Ele andou com Deus, por que não eu?

Não posso explicar o quanto as orações de meu pai me impressionaram, naquele tempo. Nenhum estranho poderia compreendê-lo. Quando, de joelhos, com todos nós ajoelhados ao seu redor, em culto familiar, ele derramava toda a sua alma, com lágrimas, em favor da conversão do mundo pagão à adoração a Jesus, bem como em favor de necessidades pessoais e familiares, todos nos sentíamos como se estivéssemos na presença do Salvador vivo e aprendíamos a conhecê-Lo e amá-Lo como nosso divino Amigo.

Uma das cenas capta melhor o amor entre John Paton e seu pai e o poder do impacto sobre a vida de inflexível coragem e pureza de John. Chegou o tempo em que, aos vinte anos de idade, o jovem John Paton deixou a sua casa e foi para Glasgow, estudar teologia e tornar-se um missionário urbano. De sua casa, em Torthorwald, até a estação ferroviária, em Kilmarnock, havia uma jornada de setenta e oito quilômetros. Quarenta anos depois, Paton escreveu:

Meu querido pai caminhou comigo os primeiros dez quilômetros da jornada. Seus conselhos, lágrimas e conversa espiritual naquela jornada de partida ainda estão vivos em meu coração, como se tivessem sido ditos ontem. E lágrimas escorrem em minha face tão livremente agora como naquele dia, sempre que a memória me conduz àquela cena. No último quilômetro desta parte da jornada, caminhávamos juntos em silêncio ininterrupto — meu pai, conforme o seu costume, levava o chapéu na mão, enquanto seus longos cabelos loiros (naquela época, loiros, mas nos anos de velhice, brancos como a neve) escorriam sobre os ombros. Seus lábios se moviam em oração silenciosa em meu favor. E suas lágrimas jorravam imediatamente quando nossos olhos contemplavam um ao outro, em olhares para os quais todas as palavras era vãs! Paramos no ponto de despedida. Ele segurou com firmeza a minha mão, por um minuto, em silêncio, e disse solene e afetuosamente: “Deus te abençoe, meu filho! O Deus de teu pai te faça prosperar e te guarde de todo o mal!

Incapaz de falar mais alguma coisa, os seus lábios continuaram a se mover em oração silenciosa. Em lágrimas, nos abraçamos e partimos. Corri o mais depressa possível e, quando estava para virar em uma curva da estrada, onde ele me perderia de vista, olhei para trás e o vi ainda de pé, com a cabeça sem chapéu, no lugar em que o havia deixado — olhando para mim. Acenando o meu chapéu em despedida, rumei para a curva e sai de vista por um momento. Meu coração, porém, estava muito sobrecarregado e sentido, para eu seguir adiante; por isso, corri para um lado da estrada e chorei por um tempo. Então, levantando-me cautelosamente, subi um barranco para ver se ele ainda estava onde o havia deixado. E, naquele exato momento, eu o vi subindo o barranco, procurando-me! Ele não me via; e depois de procurar-me atentamente, por alguns instantes, desceu o barranco, fixou seus olhos em direção ao lar e começou a voltar — com sua cabeça ainda descoberta e seu coração, eu tinha certeza, erguendo-se em orações por mim. Eu o via através das lágrimas até que sua forma desapareceu de meu olhar. Então, apressando-me na jornada, votei, com sinceridade e muitas vezes, que com a ajuda de Deus nunca entristeceria nem desonraria um pai e uma mãe como os que Ele me dera.

O impacto das orações, da fé, do amor e da disciplina do pai de John Paton foi incalculável. Que todo pai leia estas palavras e encha-se de anelo e firme resolução de amar desta maneira.


Extraído do livro:
Penetrado pela Palavra, de John Piper
Copyright: © Editora FIEL 2009.
O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

[DEVOCIONAL] John Piper - A Igreja era Impugnada em Todos os Lugares

Penetrado pela PAlavra - John Piper

A Igreja era Impugnada em Todos os Lugares

por John Piper
O evangelho pode se propagar, milhares podem ser convertidos, igrejas podem crescer e o amor pode ser abundante onde o cristianismo é continuamente impugnado? Sim. Isto não somente é possível, mas tem acontecido. Não digo isto para desestimular o encanto, e sim para estimular a esperança. Não suponha que as épocas de hostilidade ou controvérsia serão tempos de declínio, com pouco poder e crescimento. Podem ser épocas de crescimento explosivo e grande bênção espiritual.

Como sabemos isto? Considere a maneira como Lucas relata o estado da igreja em Atos dos Apóstolos. Quando Paulo finalmente chega a Roma, quase ao final de sua vida, ele convida “os principais dos judeus” a virem e ouvirem seu evangelho. O que esses líderes disseram a respeito da “seita” dos cristãos é bastante significativo. Eles disseram: “É corrente a respeito desta seita que, por toda parte, é ela impugnada” (At 28.22).

Isto não era uma surpresa para os discípulos que conheciam as palavras de Jesus: “Sereis odiados de todas as nações, por causa do meu nome” (Mt 24.9); e: “Se chamaram Belzebu ao dono da casa, quanto mais aos seus domésticos?” (Mt 10.25.)

A igreja primitiva era uma igreja preparada para o combate. Sim, houve épocas de tranqüilidade (At 9.31), mas isso foi uma exceção. Na maior parte do tempo, houve difamações e mal-entendidos, sem mencionar disputas internas sobre ética e doutrina. Quase todas as epístolas de Paulo refletem controvérsia na igreja, bem como as aflições que vinham de fora. O principal ensino destes fatos não é que tal situação é desejável, e sim que ela não impede o poder e o crescimento da igreja.

Parece que este era o ponto de vista de Lucas, pois, embora tenha mostrado o cristianismo como uma seita impugnada, ele também retratou o seu crescimento permanente em todo o Livro de Atos — “Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos. (At 2.47); “Naqueles dias, multiplicando-se o número dos discípulos...” (At 6.1); “Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, se multiplicava o número dos discípulos” (At 6.7); “A mão do Senhor estava com eles, e muitos, crendo, se converteram ao Senhor” (At 11.21); “A palavra do Senhor crescia e se multiplicava” (At 12.24); “As igrejas... aumentavam em número” (At 16.5); “Dando ensejo a que todos os habitantes da Ásia ouvissem a palavra do Senhor” (At 19.10); “A palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente” (At 19.20).

Por conseguinte, não devemos pensar que controvérsia e conflito impedem a igreja de experimentar o poder do Espírito Santo e grande crescimento. Somos ensinados em Romanos 12.18: “Se possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens”. Mas não somos ensinados a sacrificar a verdade em favor da paz. Paulo disse: “Ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema” (Gl 1.8).

E, se houvesse tanto conflito e hostilidade, que os pregadores do evangelho fossem aprisionados, esse momento de notícias más seria uma ocasião de triunfo do evangelho. Por quê? Paulo disse: “Estou sofrendo até algemas, como malfeitor; contudo, a palavra de Deus não está algemada” (2 Tm 2.9). De fato, se Deus e a verdade forem muito amados, talvez aconteça que nos mostremos dispostos a assumir posturas que incorram em difamação e hostilidade e o Espírito Santo nos mova mais poderosamente do que em tempos de paz e popularidade.

Às vezes, os crentes têm o favor da sociedade; e, às vezes, somos impugnados pela sociedade. Em ambos os casos, Deus pode fazer (e o faz com freqüência) derramar seu poder para um testemunho eficaz. Tanto a paz como a difamação podem ser ocasião de bênção. Por isso, não aceitemos a suposição de que tempos de menosprezo social tem de ser tempos de fraqueza e esterilidade para o evangelho. Podem ser sinais de fidelidade e ocasiões de grande colheita. A igreja era “impugnada” por toda parte, mas a “palavra do Senhor crescia e prevalecia poderosamente” (At 19.20).


Extraído do livro:
Penetrado pela Palavra, de John Piper
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"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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