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27 de dez. de 2010

Paixão pela glória de Deus



Catecismo de Genebra afirma que “Deus nos criou e nos colocou na terra para ser glorificado em nós. E, certamente, é correto que dediquemos nossa vida à sua glória, já que ele é o princípio dela”. O Breve Catecismo de Westminster ensina que “o fim principal do homem é glorificar a Deus, e gozá-lo para sempre”. O anseio pela glória de Deus é um dos temas centrais da tradição evangélica e um importante motivador da piedade cristã. Em fevereiro desse ano tive o privilégio de proferir a aula inaugural em dois seminários teológicos em São Paulo. No dia 11, falei no Seminário Batista do Nordeste Paulista (SEBANOP), em Ribeirão Preto. E no dia 18, no Seminário Teológico Servo de Cristo, na capital. O tema das duas aulas foi o mesmo, a paixão pela glória de Deus. Para sua edificação, compartilho a palestra que proferi naquelas ocasiões.
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Paixão pela glória de Deus
Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória. Quem é o Rei da Glória? O SENHOR, forte e poderoso, o SENHOR, poderoso nas batalhas. Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória. Quem é esse Rei da Glória? O SENHOR dos Exércitos, ele é o Rei da Glória. (Salmo 24.1-30)
Não a nós, SENHOR, não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade. Por que diriam as nações: Onde está o Deus deles? No céu está o nosso Deus e tudo faz como lhe agrada. (Salmo 115.1-3)
Correndo o risco de soar clichê, a igreja está em crise. Não apenas no que diz respeito à sua forma externa. Esta crise é evidente também na vida interna da igreja. Muito se debate hoje sobre o culto, mas, tomando muito cuidado, não parece que nossos cultos perderam muito de seu significado? Não só os cultos, aparentemente, se esvaíram de significado. Nossas vidas também estão vazias de significado; vidas medíocres, vidas pobres, simplesmente levadas pelas circunstâncias. Mas, por que isto está acontecendo? Provavelmente porque o vocábulo “Deus” se tornou uma palavra sem conteúdo para nossa geração. E, por conseguinte, buscamos o culto somente como o lugar onde nossas “energias” serão reabastecidas. Mas o culto é para a glória de Deus, que deve ser a paixão maior do cristão.
1. Precisamos pensar sobre o Deus que se revela nas Escrituras. Por meio da Bíblia aprendemos que Ele é o Deus trino, que se revela como Pai, Filho e Espírito Santo. Ele é cheio de graça, majestade, santidade e soberania. Ele é o Senhor criador de todas as coisas, o todo-poderoso, que sustenta e governa toda a criação. O Pai perdoa pecadores por meio do sacrifício de seu único Filho na cruz para ajuntar a igreja dos quatro cantos da terra. E Ele envia Seu Espírito para confortar e santificar a igreja.
E o Deus que se revela nas Escrituras faz com que toda a criação o glorifique. O que significa a glória de Deus? John Piper define a glória assim: “Na Bíblia, o termo ‘glória de Deus’ geralmente se refere ao esplendor visível ou à beleza moral da perfeição multiforme de Deus. É uma tentativa de expressar com palavras o que não pode ser contido por palavras – como Deus é em sua magnificência e excelência revelada”. De forma bem simples, a glória de Deus refere-se à majestade e brilho que acompanham a revelação da palavra e do poder de Deus. Em outras palavras, a glória de Deus refere-se à suprema beleza do Deus triuno.
Mas – por que Deus busca glória? Porque somente Ele é Deus. Se Ele buscasse a glória fora de si mesmo, então existiria uma outra divindade no universo, digno de louvor. Só existe um único Deus, o Senhor, o Eu Sou, que se revela nas Escrituras. E, porque somente o Senhor é Deus, Ele é digno de toda a glória. Por outro lado, quando a igreja glorifica a Deus, a igreja imita a Trindade. Pois as santas pessoas da Trindade vivem para a glória da unidade divina.
Tendo Jesus falado estas coisas, levantou os olhos ao céu e disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que o Filho te glorifique a ti, assim como lhe conferiste autoridade sobre toda a carne, a fim de que ele conceda a vida eterna a todos os que lhe deste. E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer; e, agora, glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo. (…) Ora, todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e, neles, eu sou glorificado. (…) Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim. Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste, para que vejam a minha glória que me conferiste, porque me amaste antes da fundação do mundo. (João 17.1-5, 10, 22-24)
O Espírito Santo busca a glória do Filho, o Filho busca a glória do Pai e o Pai tem prazer em glorificar o Filho e o Espírito na igreja e no mundo. Então, porque Deus é Deus, Ele é o único digno de toda a glória.
E Deus, de fato, faz com que todas as coisas redundem em glória para ele. A criação é obra para Sua glória. A Escritura diz que Deus viu que tudo era muito bom. Ou, numa outra tradução, que tudo era muito belo. Bondade e beleza, presentes na criação sem pecado, refletiam e demonstravam a glória de Deus na criação. E, para nosso escândalo, a queda ocorre para a glória de Deus – a queda é a ocasião em que a vinda do Filho é prometida, quando Deus mesmo diz: “Porei inimizade entre você e a mulher, entre a sua descendência e o descendente dela; este lhe ferirá a cabeça,e você lhe ferirá o calcanhar” (Gn 3.15). A humanidade que se espalhou pela terra e o dilúvio ocorreram para glória de Deus. E o Senhor Deus bagunça as pretensões idolátricas e religiosas na Torre de Babel para sua glória. E Deus entra em aliança com Abraão, Isaque e Jacó para sua glória. E ele se mantém fiel à aliança – mesmo em meio ao pecado e miséria – para Sua glória. O povo da aliança é sustentado durante a escravidão no Egito durante 400 anos – para Sua glória. Com braço forte, com sinais e prodígios, o povo é retirado do Egito – para Sua glória. O povo chega à terra da promessa, depois de 40 anos de peregrinação, onde a paciência de Deus é revelada – para Sua glória. O povo padece debaixo do pecado e em meio às invasões de outras nações durante quase 400 anos – para Sua glória. Reis são levantados – para sua glória. Reis caem – para Sua glória. O reino é dividido – para Sua glória. A nação de Israel é levada cativa – para Sua glória. Judá é conquistada – para sua glória. Jerusalém é destruída – para Sua glória. O povo é levado para o cativeiro – para Sua glória. Para que se saiba que:
Eu sou o Senhor, e não há nenhum outro; além de mim não há Deus. (…) Eu sou o Senhor, e não há nenhum outro. Eu formo a luz e crio as trevas, promovo a paz e causo a desgraça; eu, o Senhor, faço todas essas coisas. (…) Fui eu que fiz a terra e nela criei a humanidade. Minhas próprias mãos estenderam os céus; eu dispus o seu exército de estrelas. (…) Verdadeiramente tu és um Deus que se esconde, ó Deus e Salvador de Israel. Todos os que fazem ídolos serão envergonhados e constrangidos; juntos cairão em constrangimento. Mas Israel será salvo pelo Senhor com uma salvação eterna; vocês jamais serão envergonhados ou constrangidos, por toda a eternidade. Pois assim diz o Senhor, que criou os céus, ele é Deus; que moldou a terra e a fez, ele fundou-a; não a criou para estar vazia, mas a formou para ser habitada; ele diz: ‘Eu sou o Senhor, e não há nenhum outro’. (…) Por mim mesmo eu jurei, a minha boca pronunciou com toda a integridade uma palavra que não será revogada: Diante de mim todo joelho se dobrará; junto a mim toda língua jurará. Dirão a meu respeito: ‘Somente no Senhor estão a justiça e a força’. Todos os que o odeiam virão a ele e serão envergonhados. Mas no Senhor todos os descendentes de Israel serão considerados justos e exultarão. (Is 45.4-7, 12, 15-38; 23-25)
O povo passou 70 anos no exílio – para Sua glória. E o povo retornou para a terra – para Sua glória. Durante 400 anos Deus esteve em silêncio – para Sua glória. E o Filho assumiu a forma humana – para Sua glória. Este Filho foi tentado, mas em tudo permaneceu sem pecado – para Sua glória. O Filho, sem pecado, caminhou para a cruz – para Sua glória. O Filho foi morto, e padeceu a morte de cruz, morte de um criminoso – para Sua glória. O Filho morreu por nossos pecados – para Sua glória. O Filho matou a morte em sua ressurreição – para Sua glória. O Filho ascendeu aos céus – para Sua glória. O Espírito foi derramado sobre a igreja – para Sua glória. Nós somos salvos – para a Sua glória e por causa da Sua glória. O Filho voltará dos céus como o rei dos reis, senhor dos senhores – para Sua glória.
Depois disso ouvi nos céus algo semelhante à voz de uma grande multidão, que exclamava: ‘Aleluia! A salvação, a glória e o poder pertencem ao nosso Deus, pois verdadeiros e justos são os seus juízos. (..)’. E mais uma vez a multidão exclamou: ‘Aleluia! (…)’. Os vinte e quatro anciãos e os quatro seres viventes prostraram-se e adoraram a Deus, que estava assentado no trono, e exclamaram: ‘Amém, Aleluia!’ Então veio do trono uma voz, conclamando: ‘Louvem o nosso Deus, todos vocês, seus servos, vocês que o temem, tanto pequenos como grandes!’ Então ouvi algo semelhante ao som de uma grande multidão, como o estrondo de muitas águas e fortes trovões, que bradava: ‘Aleluia!, pois reina o Senhor, o nosso Deus, o Todo-poderoso. Regozijemo-nos! Vamos alegrar-nos e dar-lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se aprontou. Para vestir-se, foi-lhe dado linho fino, brilhante e puro’. O linho fino são os atos justos dos santos. E o anjo me disse: ‘Escreva: Felizes os convidados para o banquete do casamento do Cordeiro!’ E acrescentou: ‘Estas são as palavras verdadeiras de Deus’. (…) Vi os céus abertos e diante de mim um cavalo branco, cujo cavaleiro se chama Fiel e Verdadeiro. Ele julga e guerreia com justiça. Seus olhos são como chamas de fogo, e em sua cabeça há muitas coroas e um nome que só ele conhece, e ninguém mais. Está vestido com um manto tingido de sangue, e o seu nome é Palavra de Deus. Os exércitos dos céus o seguiam, vestidos de linho fino, branco e puro, e montados em cavalos brancos. De sua boca sai uma espada afiada, com a qual ferirá as nações. ‘Ele as governará com cetro de ferro’. Ele pisa o lagar do vinho do furor da ira do Deus todo-poderoso. Em seu manto e em sua coxa está escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES. (Ap 19.1-9, 11-36)
Por que Deus existe? Para sua própria glória! E esta é a paixão última de Deus! Todo o propósito da história – e, mesmo, todo o propósito de nossa existência – é a glória de Deus. Deus não criou o universo para obter amor e adoração. Sendo um Deus trino, Ele já tem essas coisas em si mesmo. Mas, como escreveu Tim Keller, “o universo foi criado para espalhar a alegria e a glória que Deus já tem em si mesmo. Ele criou outros seres para transmitir o seu amor e a sua glória para eles, e para que estes o transmitissem de volta para Ele, de modo que eles (e nós!) pudessem entrar nesse grande processo, no circulo de amor e de glória e de alegria que Ele já possuía”. Então, em resposta à palavra evangélica, precisamos nos unir ao Deus todo-poderoso, oferecendo glória somente a Ele!
2. Nossa paixão deve ser glorificar a Deus, viver para sua glória, em tudo o que fazemos. Somos chamados e convertidos, somente por sua graça livre, soberana e irresistível, para sua glória. Somos alimentados pela Sagrada Escritura para sua glória. Assim como somos chamados à oração e devoção para sua glória.
E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito. (2 Coríntios 3.18)
No fim, todas as graças que fluem da cruz – regeneração, justificação, união com Cristo, adoção, santificação, perseverança – são aplicadas em nós pelo Santo Espírito, para a glória do Deus triuno. Devemos imitar nosso pai Abraão que:
Não duvidou, por incredulidade, da promessa de Deus; mas, pela fé, se fortaleceu, dando glória a Deus (Romanos 4.20).
Nossas amizades, estudos, descanso, casamento, família, tudo deve ser buscado e feito para a glória de Deus. Toda a vida deve ser o teatro da glória de Deus.
Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. (1 Coríntios 10.31)
Especialmente nosso ministério na igreja deve ser para a glória de Deus:
Se alguém fala, faça-o como quem transmite a palavra de Deus. Se alguém serve, faça-o com a força que Deus provê, de forma que em todas as coisas Deus seja glorificado mediante Jesus Cristo, a quem sejam a glória e o poder para todo o sempre. Amém. (1Pe 4.11)
Assim como a glória de Deus é a paixão última de Deus, assim também, a glória de Deus deve ser a paixão maior em tudo o que fazemos ou pensamos.
3. Precisamos lembrar que fomos criados para experimentar alegria, contentamento e prazer. Pois bem. Quando glorificamos a Deus, aprendemos o que é a verdadeira alegria e prazer. Já que nossos afetos e desejos serão dirigidos para a glória de Deus, provaremos alegria e contentamento que não podem ser descritos, em Deus. E nada poderá roubar esta alegria e contentamento que teremos em Deus.
Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito. (…) Mas, em todas estas coisas somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor. (Rm 8.28, 37-39)
Quando descobrirmos em Deus nossa verdadeira alegria, nossa única fonte de contentamento, aprenderemos a nos alegrar com os pequenos detalhes da vida. Os amigos, família, uma música legal, um bom filme, o som do vento, o nascer do sol. Mesmo o sofrimento se torna lugar para a revelação da glória de Deus.
Contudo, sempre estou contigo; tomas a minha mão direita e me susténs. (…) A quem tenho nos céus senão a ti? E na terra, nada mais desejo além de estar junto a ti. O meu corpo e o meu coração poderão fraquejar, mas Deus é a força do meu coração e a minha herança para sempre. Os que te abandonam sem dúvida perecerão. (…) Mas, para mim, bom é estar perto de Deus; fiz do Soberano Senhor o meu refúgio; proclamarei todos os teus feitos. (Sl 73.23-28)
Se Deus nos ama, o que ele deve nos dar? O melhor que há nele, aquilo de mais belo e preciso. E o que ele tem de melhor para nos dar senão a ele mesmo, na pessoa de seu amado Filho? Deus nos ama, para Sua glória, e nos dá a si mesmo. Um Deus que me ama e se deu a si mesmo por mim, me leva a louvá-lo. E esta é a forma que Deus consegue minha alegria mais completa: Deus é por nós, mas para que isto aconteça ele precisa se exaltar, buscando nosso louvor, para que a alegria de Jesus “esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa” (Jo 15.11).
Como conclusão: quando vivermos para a glória de Deus, o louvor não será algo acrescentado à alegria, mas será a própria alegria completa. Então, quanto mais glorificarmos a Deus, mais teremos alegria e prazer – não nas criaturas, o que seria idolatria, mas no Deus totalmente suficiente, amoroso, bondoso, poderoso, glorioso, santo e digno de todo o nosso louvor.
Bendito és tu, SENHOR, Deus de Israel, nosso pai, de eternidade em eternidade. Teu, SENHOR, é o poder, a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu, SENHOR, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glória vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo dar força. Agora, pois, ó nosso Deus, graças te damos e louvamos o teu glorioso nome. Porque quem sou eu, e quem é o meu povo para que pudéssemos dar voluntariamente estas coisas? Porque tudo vem de ti, e das tuas mãos to damos. (1 Crônicas 29.10-34)
Tributai ao SENHOR, filhos de Deus, tributai ao SENHOR glória e força. Tributai ao SENHOR a glória devida ao seu nome, adorai o SENHOR na beleza da santidade. (Salmos 29.1-2)
Ó profundidade da riqueza da sabedoria e do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos e inescrutáveis os seus caminhos! ‘Quem conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?’ ‘Quem primeiro lhe deu, para que ele o recompense?’ Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas.A ele seja a glória para sempre! Amém. (Rm 11.33-36).
- Franklin Ferreira


Venha (a mim) o teu reino





“Acerca dos profetas. O meu coração está quebrantado dentro de mim; todos os meus ossos estremecem; sou como homem embriagado e como homem vencido pelo vinho, por causa do SENHOR e por causa das suas santas palavras. Pois estão contaminados, tanto o profeta como o sacerdote; até na minha casa achei a sua maldade, diz o SENHOR” (Jr 23.9-11).
O texto de Jeremias começa denunciando os profetas. O meu texto apenas repetirá o que escreveu Jeremias, denunciando também os profetas. Especialmente os pregadores de hoje que se dizem profetas e entram pela TV no lar de milhões de brasileiros profetizando prosperidade em troca de “generosas” ofertas. Tempos atrás os programas de diversos evangelistas televisivos pediam em média 30 reais por mês, mas a ganância financeira dos profetas vem elevando o pedido para cifras enormes. Cerullo pediu em 2009 uma oferta de 900,00. Veio o Murdoch (brasileiro adora ser papagaio de americano burguês) e pediu mil reais. Agora, Cerullo ataca novamente com seu judaísmo cabalístico pedindo oferta de 610,00. (Até quando, Senhor, Cerullo se apresentará como teu profeta permanecendo impune?).
“Pois estão contaminados, tanto o profeta como o sacerdote; até na minha casa achei a sua maldade, diz o Senhor” (Jr 23.11). Não é de Jeremias nem de alguns de nós esta palavra, mas do próprio Deus. E como são palavras do próprio Deus eu as uso para denunciar os profetas da prosperidade. Sim, porque nos dias de Jeremias havia profetas da prosperidade tal qual nos dias de hoje.
E não me refiro apenas a este fato em particular que o leitor tem em mente e que aparece em sua TV aos sábados e pelas madrugadas, mas a certos pregadores que cobram valores exorbitantes pra pregarem num sábado e domingo; aos cantores gospel que a cada cachê ganham mais que qualquer empresário do Brasil e têm uma agenda recheada de vários compromissos mensais. Alguns deles acumularam riquezas enormes nos últimos anos explorando sua fé, meu irmão! Um dia o Ministério Público Federal e o leão do imposto de Renda os alcançarão – apoiados e instigados pelo Leão de Judá que já deve andar no encalce dos profetas balaônicos.
Esses profetas da prosperidade não estão interessados no bem do povo de Deus nem trabalham para que o reino de Deus desça a terra. Eles querem implantar seu próprio reino. E, para tanto, não medem esforços. Ostentam títulos, como se estes lhes dessem veracidade ministerial. Apóstolos? Não. Agora temos o patriarca da igreja evangélica que aparece num vídeo sendo consagrado sob um manto purpúreo. Ele toma pra si o manto de Cristo e se assume como o pai da igreja.
Deixe-me dizer-lhes: Deus está muito triste com tudo isto. O Senhor Jesus está muito ofendido com tudo isto.
Os profetas que deveriam ser os confidentes de Deus; que deveriam sentir os gemidos e a agonia de Deus por sua igreja se corromperam espiritualmente. Sim, porque o profeta é o confidente de Deus; alguém com quem Deus compartilha o que está para fazer; alguém que ouve os sussurros de Deus; que sente o palpitar o coração do Pai.
Onde antes havia o Espírito de Deus, hoje opera o espírito de Balaão. Onde antes havia o temor de Deus, opera a falta de temor de Caim. E tenho uma palavra a todos os que vivem no temor do Senhor! Tranquilizem-se! Deus está no controle!
E quando Deus resolver agir, escondam-se, porque a vara da ira costuma deixar seus rastros por toda parte!

Compreenda o que você está lendo - C. H. Spurgeon Postado por Charles Spurgeon / On : 17:08/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.


Os escribas e fariseus, líderes religiosos do tempo de Jesus, liam bastante a Lei. Estudavam continuamente os livros sagrados, meditando sobre cada palavra e letra. Faziam anotações de assuntos de importância mínima, tais como: qual o versículo que ficava exatamente no meio do Antigo Testamento, que versículo estava na metade do meio, e quantas vezes aparecia determinada palavra, e até mesmo quantas vezes aparecia determinada letra, qual o tamanho da letra, e qual a sua posição específica. Eles nos legaram um acúmulo de anotações sobre as palavras das Sagradas Escrituras. Poderiam ter feito a mesma coisa com qualquer outro livro, e as informações teriam sido tão sem importância quanto os fatos que tão laboriosamente colecionaram, no tocante à letra do Antigo Testamento.

Eles eram, no entanto, assíduos leitores da Lei. Arrazoavam com o Salvador sobre uma questão concernente à Lei, porque a levavam na ponta da língua, e estavam dispostos a usá-la como uma ave de rapina usa as garras para rasgar e romper. Os discípulos de nosso Senhor tinham colhido algumas espigas de trigo e as esfregavam entre as mãos. Segundo a tradição farisaica, esfregar uma espiga de trigo é uma forma de debulhar e, sendo muito errado debulhar no sábado, forçosamente deveria ser muito errado esfregar nas mãos algumas espigas de trigo, mesmo quando se estivesse com fome, num sábado de manhã. Assim argumentavam, e levaram esse argumento para o Salvador, juntamente com a versão que tinham a respeito da lei do sábado. O Salvador geralmente guerreava no campo em que o inimigo o atacava, e nessa ocasião também agiu assim. Enfrentou-os no próprio campo deles, e lhes disse: "Não lestes?" — uma pergunta muito incisiva para os escribas e fariseus, embora não aparentasse ser cortante. Foi uma pergunta muito razoável e apropriada para fazer-lhes; mas pense só em fazer essa pergunta a eles! "Não lestes?" "Ler!" poderiam ter respondido, "ora, lemos o livro inteiro muitíssimas vezes. Sempre o lemos. Nenhum texto escapa ao nosso olhar crítico". Mesmo assim, o Senhor passou a postular a pergunta pela segunda vez: "Não lestes?", como se nada tivessem lido na realidade, apesar de serem os maiores leitores da Lei naquela época. Deu a entender que eles não tinham lido mesmo, e ainda lhes deixou saber por que Ele lhes perguntara se tinham lido. Disse: "Mas, se vós soubésseis o que significa:...", sugerindo o seguinte: "Vocês não leram, porque não compreenderam. Seus olhos passaram por cima das palavras, vocês contaram as letras, marcaram a posição de cada versículo e palavra, e têm dito coisas eruditas a respeito de todos os livros; apesar disso, vocês nem sequer são leitores do volume sagrado, pois não adquiriram a verdadeira arte da leitura; não compreendem e, portanto, não o lêem na realidade. Vocês fazem uma leitura superficial da Palavra, mediante breves olhadelas; não a leram, porque não a compreenderam". Esse é o primeiro tópico desta mensagem.

Não deve ser necessário introduzir estas considerações com uma declaração da necessidade de ler as Escrituras. Você sabe quão necessário é alimentar-nos da verdade revelada nas Escrituras Sagradas. Preciso perguntar se você lê a Bíblia, ou não? Lastimo que a presente época é de leitura de revistas — uma época da leitura de jornais — uma época de ler publicações periódicas, mas não tanto uma época de leitura bíblica quanto deveria ser. Nos tempos antigos, as pessoas tinham poucos suprimentos de outra literatura, mas achavam uma biblioteca suficiente naquele único Livro, a Bíblia. E como liam a Bíblia!

Há uma grande escassez das Escrituras nos sermões modernos, em comparação com os daqueles mestres da teologia, os teólogos Puritanos! Quase todas as frases escritas por eles parecem lançar luzes adicionais sobre um texto das Escrituras; não somente o texto a respeito do qual pregavam, mas ainda muitos outros eram enfocados de modo novo, no desenvolvimento do sermão. Deus ajude os pastores a seguirem mais de perto o grandioso velho Livro. Seríamos pregadores instrutivos se fizéssemos assim, mesmo desconhecendo "o pensamento moderno" e sem estar "à altura da atualidade".

Quanto a você, que não precisa pregar, o seu melhor alimento é a própria Palavra de Deus. Os sermões e os livros têm seu valor, mas os ribeiros que percorrem grandes distâncias acima do solo acabam acumulando, paulatinamente, alguma coisa das terras através das quais fluem, e perdem a pureza que refrigera e que possuíam quando brotaram da fonte originária. Sempre é melhor beber do poço do que da caixa d'água. Você descobrirá que ler pessoalmente a Palavra de Deus, ler a própria Palavra mais do que notas sobre ela, é o método mais seguro de crescer na graça. Beba do leite puro da Palavra de Deus, e não do leite desnatado, nem do leite com água da palavra dos homens.

Nosso argumento é que boa parte daquilo que parece ser leitura bíblica não é leitura bíblica de modo algum. Os versículos passam pelos olhos e as frases deslizam pela mente, mas não há uma leitura genuína. Certo velho pregador dizia: "A Palavra corre livremente entre muitas pessoas hoje em dia, pois entra por um ouvido e sai pelo outro"; parece que assim acontece também com certos leitores — conseguem ler muita coisa, porque nada lêem na realidade. O olho vê a página, mas a mente nunca se fixa no conteúdo. A alma não pousa na verdade para ficar ali. Esvoaça pela paisagem assim como fazem os pássaros, mas não constrói ninho nem acha repouso para seus pés. Ler assim não é realmente ler. Compreender o significado é a essência da leitura verdadeira. A leitura tem um âmago, uma noz, ao passo que a mera casca não tem valor.

Na oração, existe o "orar em oração" — um modo de orar que é o âmago da oração. Assim também no louvor existe o "louvar com cânticos", o fogo interior de devoção intensa que é a vida do "aleluia". Assim acontece também com a leitura da Bíblia. Há uma leitura interior, uma leitura do âmago — uma leitura viva e verdadeira da Palavra. É essa a alma da leitura e, sem ela, a leitura é um exercício mecânico que de nada aproveita.
A não ser que compreendamos aquilo que lemos, não o temos lido; fica ausente o âmago da leitura. É comum criticarmos os católicos romanos por conservarem o latim dos seus cultos diários; mas, se a congregação não ouve com entendimento, não faz diferença se é latim ou qualquer outro idioma. Alguns se consolam com a idéia de que praticaram uma boa ação ao lerem um capítulo da Bíblia, sem terem penetrado na mínima parte do significado; mas a própria natureza certamente rejeita tal coisa como mera superstição. Se você tivesse virado a Bíblia de cabeça para baixo, e passado algum tempo olhando na direção das letras assim viradas, o aproveitamento disso seria tanto quanto o aproveitamento recebido ao ler de maneira normal, porém sem entendimento. Ainda que se tivesse nas mãos um Novo Testamento grego, seria grego mesmo para muitos entre vocês, pois olhar sem compreensão para ele seria tão inútil quanto ler o Novo Testamento em português, sem compreendê-lo no coração.
Não é a letra que salva a alma; em muitos sentidos, a letra mata, e nunca poderá dar vida. Se você insistir na letra, exclusivamente, poderá ser tentado a usá-la como arma contra a verdade, assim como os fariseus faziam na antigüidade, e seu conhecimento da letra pode criar dentro de você o orgulho, para sua própria destruição. É o espírito, o significado interior verdadeiro, quando aspirado pela alma, que nos abençoa e nos santifica. Ficamos totalmente embebidos na Palavra de Deus, como a lã de Gideão; e isso pode acontecer somente por meio de acolhermos a Palavra em nossa mente e coração, aceitando-a como a verdade de Deus, compreendendo-a suficientemente para nos deleitarmos nela. Devemos compreendê-la, portanto; de outra forma, é sinal que não a lemos corretamente.

É certo que o benefício da leitura precisa chegar à alma através do entendimento. Deve haver conhecimento de Deus antes de poder haver amor a Deus; deve haver conhecimento das coisas divinas, conforme são reveladas, antes de podermos desfrutar delas. Devemos procurar descobrir, dentro das limitações das nossas mentes finitas, o que Deus pretende ao dizer isso, e o que Ele pretende ao dizer aquilo; de outro modo, podemos chegar a beijar o Livro, sem termos amor ao conteúdo; e a reverenciar a letra, sem termos a verdadeira devoção ao Senhor que nos fala através dessas palavras. Você nunca obterá consolo para a alma através daquilo que não entende, nem achará orientação para sua vida naquilo que você não compreende; nenhuma lição prática para o seu caráter pode advir daquilo que não é entendido por você.

Somente Pela Graça - João Calvino


- A CONSONÂNCIA DAS PROMESSAS DA LEI E DO EVANGELHO -


AS PROMESSAS DA LEI NÃO INDUZEM À SALVAÇÃO ATRAVÉS DO MÉRITO DAS OBRAS, O QUAL SOMENTE À CONDENAÇÃO PODERIA CONDUZIR


Prossigamos agora também com outros argumentos mercê dos quais Satanás se empenha, através de seus satélites, ou em demolir ou enfraquecer a justificação pela fé. Julgo que já subtraímos a nossos caluniadores a possibilidade de acusar-nos de sermos inimigos das boas obras; porque negamos que as obras justifiquem, não para que não se faça nenhuma boa obra, nem tampouco para negar que as boas obras sejam boas, mas para que não nos fiemos nelas, nem nelas nos gloriemos, nem lhes atribuamos a salvação. Pois esta é nossa confiança, esta nossa glória, a única âncora de nossa salvação: que Cristo, o Filho de Deus, é nosso, e nós, por nossa vez, nele somos filhos de Deus e herdeiros do reino celeste, chamados à esperança da bem-aventurança eterna pela benignidade de Deus, não por nossa dignidade.

Mas, visto que, como foi dito, contra nós investem ainda com outras máquinas de guerra, então avancemos também a rebatê-los. Em primeiro lugar, volvem-se para as promessas legais que o Senhor promulgou visando aos cultores de sua lei, e perguntam se porventura queremos que elas sejam inteiramente sem préstimo ou eficazes. Uma vez que teria soado mal e seria ridículo dizer que são sem préstimo, assumem como reconhecido que elas são de alguma eficácia. Daqui arrazoam que não somos justificados pela fé somente. Pois assim fala o Senhor: “Será, pois, que, se ouvindo estes juízos, os guardardes e cumprirdes, o Senhor teu Deus te guardará a aliança e a misericórdia que jurou a teus pais; e amar-te-á, e abençoar-te-á, e te fará multiplicar” etc. [Dt 7.12, 13]. Igualmente: “Mas, se deveras melhorardes vos¬sos caminhos e vossas obras; se deveras praticardes o juízo entre um homem e seu próximo; se não oprimirdes o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, nem derramardes sangue inocente neste lugar, nem andardes após outros deuses, para vosso mal, eu vos farei habitar neste lugar” etc. [Jr 7.5-7]. Não desejo recitar inutilmente mil passagens do mesmo teor, porque, uma vez que nada diferem de sentido, serão explicadas pela solução destas. Em síntese, Moisés testifica que na lei se propõem a bênção e a maldição [Dt 11.26], a morte e a vida [Dt 30.15]. Portanto, assim concluem que, ou esta bênção se torna ociosa e infrutífera, ou a justificação não é somente pela fé.

Já mostramos acima como, se nos apegamos à lei, somos destituídos de toda bênção, somente maldição paira ameaçadora, a qual foi ordenada para todos os transgressores [Dt 27.26]. Ora, o Senhor não promete coisa alguma, senão aos perfeitos cultores de sua lei, os quais nenhum se acha. Permanece, pois, que toda a raça humana é indiciada mediante a lei como sujeita à maldição e à ira de Deus, das quais, para que se livrem, necessário se faz escapar ao poder da lei, e como que de sua servidão guindar-se à liberdade, na verdade não àquela liberdade carnal que nos afasta da observância da lei, nos incita à conspurcação de todas as coisas, permite que nossa concupiscência se exceda como se as barreiras fossem rompidas ou as rédeas, soltas; ao contrário, aquela liberdade espiritual que conforta e soergue a consciência perturbada e consternada, mostrando-a livre da maldição e da condenação com que a lei a premia, amarrada e constrita. Esta liberação e, por assim dizer, alforria da sujeição à lei conseguimos quando, mediante a fé, apreendemos a misericórdia de Deus em Cristo, pela qual somos feitos seguros e convictos da remissão dos pecados, de cujo senso a lei nos pungia e remordia.

O Irmão Asno - M. Lloyd-Jones


(Uma das causas de depressão espiritual) — condições físicas. Alguém está surpreso? Há quem defenda a idéia de que uma vez que, você se tornou cristão, não importa quais sejam as condições do seu corpo? Bem, se você crê nisso, ficará logo desiludido. As condições físicas desempenham sua parte nisso tudo. . . há certas indisposições físicas que tendem a promover depressão. Thomas Carlyle, suponho, é uma notável ilustração disso. Ou, por exemplo, o grande pregador que pregou em Londres durante quase quarenta anos no século passado — Charles Haddon Spurgeon — um dos verdadeiramente grandes pregadores de todos os tempos.

Aquele grande homem era sujeito a depressão espiritual, e a principal explicação, no caso dele, era sem dúvida que ele padecia de artrite, enfermidade que, finalmente, o matou. . . E existem muitos, acho eu, que vêm falar comigo sobre estes assuntos, em cujo caso parece-me bem ciara que a causa do distúrbio é principalmente física. . . fadiga, esforço demasiado, doença. Não se pode isolar o espiritual do físico, porquanto somos corpo, mente e espírito. Os maiores e melhores cristãos, quando fisicamente fracos, estão mais propensos a um ataque de depressão espiritual do que em qualquer outra ocasião, havendo nas Escrituras grandes ilustrações desta verdade.

Digamos uma palavra de advertência neste ponto. É preciso não esquecer a existência do diabo, nem permitir-Ihe que nos faça cair na armadilha e considerar espiritual aquilo que é fundamentalmente físico. Mas precisamos ser cuidadosos em todos os lados, ao traçarmos essa distinção; porque se você ceder passo ao seu estado físico, tornar-se-á culpado em sentido espiritual. Se, contudo, você reconhecer que o físico pode ser parcialmente responsável por sua condição espiritual e fizer concessões a esse respeito, estará bem mais habilitado a tratar do espiritual.

Orando por aquilo que não pode Falhar – John Piper


Ponderando as promessas que fundamentam as orações

 cinismo diz: "Se uma coisa com certeza acontecerá, por que devemos orar por ela?" Os crentes dizem: "Ore com alegria, porque Deus prometeu e não falhará". Por exemplo, é absolutamente certo que o reino de Deus virá. O apóstolo João viu o reino como algo virtualmente consumado: "O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos" (Ap 11.15). Apesar disso, somos exortados a orar: "Venha o teu reino" (Mtó.10).

Considere outro exemplo: Jesus prometeu, com plena certeza, que "será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim" (Mt 24.14). Em outras palavras, a Grande Comissão será terminada. Não há dúvida. Mas Jesus nos mandou fazer discípulos de todas as nações (Mt 28.19) e rogar "ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara" (Mt 9.38).

Isto significa que Deus indica a oração como o meio de terminar a missão que Ele mesmo prometeu, com certeza, levar ao término.

Portanto, oramos não porque o resultado é incerto, e sim porque Deus prometeu e não pode falhar. Nossas orações são os meios pelos quais Deus determinou fazer o que, com toda a certeza, fará — terminar a Grande Comissão e estabelecer seu reino.

Aqueles que oram pela vinda do reino receberão o reino, mas aqueles que não amam o reino e a manifestação do Senhor provavelmente não se importarão em orar por isso. As palavras de Paulo em 2 Timóteo 4.8 são uma certeza do futuro: "Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda". Não amar a vinda do Senhor (ou seja, não orar intensamente: "Venha o teu reino") significa que alguns não receberão a coroa da justiça.

Jesus provavelmente falou aramaico durante a maior parte de seu ministério. Maranata foi uma das poucas palavras aramaicas preservada pela igreja primitiva, a qual falava a língua grega. Ela provavelmente significa "Nosso Senhor, vem!". Não havia dúvida de que Ele viria. O Senhor prometeu que viria ("voltarei" — Jo 14.3). O tempo de sua vinda foi estabelecido pelo Pai, no céu: "A respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai" (Mc 13.32). No entanto, a igreja primitiva orava: "Maranata!" Esta é a maneira como ora aquele que ama a Jesus: "Se alguém não ama o Senhor, seja anátema. Maranata!" (1 Co 16.22.)

Oremos, então, da maneira como o apóstolo nos ensinou a orar por aquilo que não pode falhar. Não permaneçamos inertes, observando as coisas como os céticos e fatalistas. Oremos, de todo o coração, como Paulo disse, "para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada" (2 Ts 3.1). A promessa é que a Palavra não voltará vazia, mas fará aquilo para o que Deus a designou (Is 55.11). Portanto, roguemos a Deus que esta poderosa palavra corra e triunfe.

Será deixado de fora, aquele que diz: "Orar é insignificante, porque a promessa é certa". Tais soldados não terão parte nos despojos da vitória, visto que não compartilharam da batalha. Oremos e triunfemos com Ele, na batalha que não pode falhar.

[ENCARNAÇÃO] Ronald Hanko - A Natureza Humana Completa de Cristo





Apontamos que existem cinco verdades que precisam ser cridas sobre a natureza humana de Cristo: que ela era real, completa, sem pecado, fraca e centralmente procedente da linha do pacto.

Olhemos agora para a verdade maravilhosa que Cristo tinha uma natureza humana completa , significando que quando Cristo nasceu em nossa carne, não nasceu simplesmente com um corpo humano. Ele tinha também uma alma ou espírito humano (Lucas 23:46; João 12:27), uma mente humana (Fp. 2:5), uma vontade (João 6:38), um coração (Mt. 11:29) e tudo o mais que pertence à nossa natureza humana.

Ele não era metade homem e metade Deus, mas plenamente homem e plenamente Deus; todavia, ele é um Cristo somente. Essa é a maravilha, o mistério e a glória de sua encarnação.

Essa verdade tem sido negada na história da igreja. Alguns tentaram explicar a encarnação dizendo que Cristo tinha somente um corpo humano, e que sua natureza divina tomou o lugar da mente ou alma humana. Por analogia, portanto, ele seria como uma criatura que tinha uma mente humana num corpo de um animal. Nesse caso, Cristo não teria uma natureza humana completa, mas somente parte dela.

Contudo, é de extrema importância crermos que Cristo tinha uma natureza humana completa. Nossa salvação depende disso! Cristo tinha que tomar cada parte da nossa natureza humana, pois cada parte precisava ser redimida. A verdade bíblica da depravação total diz que somos corrompidos e depravados em cada parte.

Nosso corpo é vil (Fp 3:21), nossa arma é perdida (Mt 16:26), nossa vontade está em cativeiro (Rm 6:16), nossa mente é carnal, cheia de inimizade contra Deus, que forma que não pode ser sujeita à lei de Deus (Rm 8:7,8), e nosso coração é enganoso acima de todas as coisas e desesperadamente corrupto (Jr 17:9). Não existe nenhuma parte da nossa natureza humana que seja boa.

Portanto, Cristo tomou sobre si nossa natureza humana completa, para que pudesse sofrer nela, fazendo expiação pelo pecado em cada parte. Dessa forma, ele nos redimiu – coração, mente, alma e força – do domínio e poder do pecado e nos fez, com tudo o que somos, servos e filhos do Deus vivo. Cristo é um Salvador completo. Graças a Deus por ele. Certamente não existe outro além dele.

Por Ronald Hanko

CAP 53 - UM GUIA DE ESTUDO PARA O LIVRO DE GÊNESIS 47


INTRODUÇÃO
Ainda que os propósitos de Deus se desdobrem de forma lenta, eles nunca deixam de ser executados. Vemos aqui Israel entrando no Egito e quatrocentos anos mais tarde, eles sairiam de lá de acordo com a promessa divina, [Gênesis 15:13-14]. Quantas vezes o povo de Deus, em meio as provações, se esquecem de que fazem parte de um plano muito mais abrangente.
I. UMA ENTREVISTA COM FARAÓ - VERSÍCULOS 1-4.
O Faraó é tratado com muito respeito, e nada é duvidado. Os filhos de Deus nunca deveriam provocar ou irritar desnecessariamente aqueles que exercem autoridade [Romanos 13:1-7]. Alguns pensam que o Evangelho lhes dá o direito de desprezarem as leis humanas. Nós deveríamos, no entanto, reconhecer que a autoridade de Deus está presente na legítima e justa forma de governo.
José trouxe cinco dos seus irmãos para uma reunião com o Faraó. Provavelmente, o restante estaria cuidando do rebanho. Estes cinco deveriam comunicar estas três coisas ao Faraó:
A. Eles eram pastores. Baseado em Gênesis 46:34, esta era sem dúvida uma confissão difícil de fazer.
B. Eles eram apenas peregrinos e não tinham intenções de serem naturalizados. José parece ter entendido a importância de Israel permanecer separado como nação. Nós podemos ver nisso tudo uma figura da separação que o Cristão deve ter do mundo [I Pedro 2:9, João 15:19].
C. Eles desejavam habitar em Gósen.
II. O PRONUNCIAMENTO DO FARAÓ - VERSÍCULOS 5-6.
O Faraó gentilmente manteve a sua promessa, ainda que isto representasse muito pouco comparado com o benefício que José trouxe ao Egito. José não tinha interesse de que seus irmãos trabalhassem para o Faraó. Ele desejava que o povo de Israel ficasse separado dos Egípcios.
III. O MENOR É ABENÇOADO PELO MAIOR - VERSÍCULOS 7-10.
O Faraó era o homem mais poderoso na terra, entretanto, não podemos ler esta passagem sem ficarmos impressionados pelo fato dele ter encontrado um homem superior a ele. Isto é confirmado em Hebreus 7:7, onde a grandeza de Melquisedeque é demonstrada quando ele abençoa Abraão. È mencionado duas vezes que Jacó abençoou o Faraó. As pessoas deste mundo, pouco ou nada sabem sobre o que a eternidade revelará a respeito da verdadeira e relativa grandeza [Daniel 12:3; Provérbios 10:7]. Se esforce para ser grande aos olhos de Deus.
Note as palavras de Jacó para o Faraó:
A. Ele abençoou o Faraó - Sem dúvida esta benção era uma invocação ao Deus Todo-Poderoso. Os santos deveriam tanto desejar quanto orar para que as bênçãos de Deus sejam derramadas sobre a vida de outras pessoas [I Timóteo 2:1-2].
B. Jacó explicou que os seus dias tinham sido poucos. A vida mais longa que alguém possa ter, é curta, quando comparada com a eternidade. Nenhum homem chegou a viver por mil anos, que aos olhos de Deus é apenas como um dia [II Pedro 3:8].
C. Jacó explicou que os seus dias tinham sido maus (cheio de tribulações e preocupações). A vida é difícil e cheia de tribulações [Jó 14:1]. Muitas vezes nós agimos como Jacó e aumentamos a nossa carga por não buscarmos a direção de Deus para as nossas vidas [Provérbios 3:5-6]. Tenha compaixão de qualquer pessoa que não tenha Deus para confortá-lo nesta vida [II Coríntios 4:17].
Não devemos pensar que Jacó estava expressando ingratidão ou tendo uma atitude negativa para com a vida. Por duas vezes ele usar a palavra peregrinação, ele dá a entender que a sua real e futura esperança é de ordem espiritual. Nós, como Cristãos, também reconhecemos que até que cheguemos ao céu, nos importa passar por muitas tribulações [Atos 14:22].
IV. A DIVINA PROVISÃO - VERSÍCULOS 11-12.
Os caminhos de Deus às vezes nos parecem estranho, embora Ele faça com que tudo coopere para o nosso bem [Romanos 8:28]. Aqui Jacó aprendeu que a provação sofrida pela perda de José foi um meio pelo qual eles foram salvos da fome. Que aprendamos a dar graças mesmo quando não compreendemos [I Tessalonicenses 5:18].
V. A FOME - VERSÍCULOS 13-22.
A passagem nos mostra que somente a visão profética de José é que foi capaz de salvar a nação do Egito e a terra de Canaã da fome. É só pensarmos um pouco e veremos que o plano utilizado para alimentar o povo não era cruel, como talvez possa parecer. E também não expressava nenhum ressentimento. Em uma situação onde todos dependem da ajuda do governo, a administração deve ser muito criteriosa. (A preferência dada ao sacerdote pagão estava além do controle de José).
VI. OS IMPOSTOS - VERSÍCULOS 23-26.
Enquanto a fome fosse extinguida, José planejou um sistema para restaurar a agricultura. Este plano demonstra que José não tratava injustamente o povo. O governo fornecia a semente e cobrava vinte por cento da produção como imposto. Se você pensa que isto é injusto, tente calcular o quanto pagamos de taxas e impostos neste país. Lembre-se também que somente podemos possuir um pedaço de terra se pagarmos os devidos impostos por ela.
VII. O PEDIDO DE JACÓ - VERSÍCULOS 27-31.
Jacó acreditava que Canaã era a terra prometida. O seu coração sempre esteve lá. Embora não pudesse morrer em Canaã, ele desejava ser enterrado junto com os seus pais. Este pedido revela a sua fé nas promessas de Deus [Gênesis 15:13-16; Hebreus 11:21-22].

Autor: Pastor Ron Crisp 
Tradução: Pastor Eduardo Alves Cadete 2001 
Revisão : Joy Ellaina Gardner 2001 
Verificação: Pastor Calvin Gardner 2002 
Fonte: www.palavraprudente.com.br 

EGOCENTRISMO HUMANO PARTE 2



Esse estudo visa mostrar como as pessoas podem compreender a questão de viver em favor dos princípios divinos; estar buscando uma comunhão com Deus; buscando assim fazer (mesmo que relativamente) a vontade preferida do Criador; querendo (absolutamente) faze-la, mesmo que não conseguindo, (afinal, o cristão não deve pensar em fazer as coisas segundo sua própria força); buscando seguir os passos do que podemos ver na passagem que mostra claramente esse contexto, segundo a visão do apostolo Paulo.
Romanos 7:15-25 – “O bem que quero não faço, mas o mal que não quero fazer esse faço”.
Deus não espera criar desníveis em seus princípios, baseados assim em nossas vidas. Tudo que o estudo mostrará tem em certos sentidos uma idéia relativa. Afinal o principio é um, baseado em sua lei que é clara e também mostra o que Cristo verdadeiramente nos ensina:
1- Amar a Deus sobre todas as coisas
2- Amar ao próximo como a TI MESMO
Nessa segunda passagem podemos ter uma idéia pré-formulada do assunto para que possamos entender que a idéia de Deus em relação ao nosso “EU” nunca é descentralizar ou colocar um extremo a mais do que o outro nas nossas vidas. No segundo mandamento do Senhor Ele diz que devemos amar ao próximo como a “nós mesmos”. Aqui Deus usa um principio extremamente sábio para nossas vidas. Não está dizendo que devemos amar ao próximo MAIS do que a nós mesmos, até porque se fosse dessa maneira, seriamos totalmente desnivelados em relação a lógica e a razão. Então para compreendermos esse estudo, e não levarmos ao extremo de dizer que se não podemos viver o “EU” logo já não existo. A idéia aqui não é propor isso. O propósito é esvaziarmos o egocentrismo ou egoísmo, para dividirmos com entendimento as questões da fé, amor e demais princípios em que temos que viver com sabedoria, e não com idéias absurdas. A idéia de Jesus é que devemos colocar tudo em seu comando, e não jogarmos tudo fora, mas saber usar com consentimento divino e não mais com ou tão somente o nosso próprio consentimento.
Em Gênesis2: 16,17 podemos começar a nossa reflexão – E o Senhor Deus lhe deu essa ordem: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás, porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
Aqui está o principio da “possibilidade do mal”, e também a “possibilidade para o inicio do homem no seu EGOCENTRISMO”.
Desde o principio Deus, através da possibilidade ativa da liberdade humana, permitiu ao homem decidir por si mesmo, mesmo que contrário a uma ordem “pré-estabelecida” por Deus. Sendo que através dessa ordem o homem pudesse decidir daí para frente o que haveria de fazer, ou seja, o início aprofundou a resposta futura que seria Jesus Cristo. No principio haveria a voluntariedade para adoração e obediência a Deus sem lei e sem graça. Logo após isso veio à lei, para que o homem decaído pudesse segui-la. Hoje temos uma obediência relativa, porém voluntária, não mais como na infância (LEI), mas na liberdade (GRAÇA). Esta é o amor voluntário a Deus e não mais segundo a base da escravidão, abrindo mão voluntariamente, porem relativamente do EGO que sustenta o homem desde sua queda. Isto desde a falência humana, para satisfazer as propriedades da obediência absoluta que deveríamos ter para com Deus o supremo e soberano criador e benfeitor.
Por tais motivos Deus viu a necessidade da morte de seu unigênito Filho Jesus Cristo para satisfazer a necessidade que temos de que Deus impute nosso pecado em Cristo; para que em Cristo sejamos salvos segundo o que diz em 2Cor 5: 21; para que o pecado seja condenado na carne, mas em uma carne sem pecado. Em meio a essa atitude possamos compreender que por mérito próprio não há salvação. Vendo assim o que o EGO causou desde o inicio e a possibilidade que aplicando todo nosso EU em Cristo possamos alcançar, não em nós mesmos, mas naquele que se esvaziou do seu EU, para salvar aqueles que estavam e estão cheios de si mesmos, os HOMENS.
Estando distante da vontade preferida de Deus em um sentido absoluto, podemos buscar fazer a vontade preferida, mesmo que relativamente. Afinal somente Cristo atingiu a vontade totalitária do Criador e Deus Pai. Concluímos assim que se fazemos então nossas próprias vontades (mesmo que para um aparente bem) que se liga a desobediência, ou seja, não fazer a vontade preferida de Deus pelo menos em um sentido relativo, nada mais é do que fazer a vontade do diabo (o mal absoluto). Se assim não buscarmos fazer essa vontade Divina mesmo relativamente, o “EGO” sempre nos mostra essa liberdade decorrente da desobediência, ou seja, temos em mãos a seqüência do que levou o homem ao pecado, não em si ao ato de liberdade para fazer o que agrada a Deus, mas a liberdade que nos leva a condenação. Essa é a liberdade que dá ocasião à carne, a liberdade que não é ligada a mesma liberdade voluntária daquilo que verdadeiramente Deus não condenaria.
Se buscarmos individualmente alcançar algo que está dentro das propostas que Deus tem para nós, concluímos que vivemos não mais para nossas próprias vontades, mas sim para a vontade preferida de Deus.
Podemos compreender o que é não viver no “EGOCENTRISMO” (pelo menos em um sentido relativo). Isto será não fazendo as nossas próprias vontades, mas BUSCANDO fazer aquilo que agrada a Deus, sendo assim as nossas vontades, a vontade PREFERIDA DO CRIADOR.
Como compreender as vontades de Deus em nossas vidas?
A primeira e principal etapa é procurar seguir os princípios bíblicos, fundamentando-se na palavra de Deus (nosso único meio de fé e pratica), no qual temos respostas de como andarmos segundo o que Deus tem para nós, para que assim possamos buscar viver na justiça.
Ai está uma bela pergunta e uma simples resposta sobre como podemos viver abrindo mão das nossas vontades e administrando as vontades de Deus como sendo as nossas vontades preferidas, ou seja, (AMOR VOLUNTARIO).
"Quem achar a sua VIDA perdê-la-á; e o que PERDER A SUA VIDA por amor de mim ACHÁ-LA-Á.” (Mt. 10:39).
Desde o principio da existência humana, temos exemplos de homens que buscavam satisfações egocêntricas e muitos buscavam respostas relevantes para tais argumentos e atitudes individualistas. E para obterem tais respostas tanto no passado como no presente temos visto o uso do que poderíamos denominar como “sobrenatural resposta” ou também a “resposta próspera”. Isso dos que buscam para seus próprios deleites, ou seja, a procura incessante pelo sobrenatural ou respostas para problemas relacionados à prosperidade, como resposta fugindo assim da razão a qual Deus nos coloca. É RACIONAL no sentido de que Deus age pela razão e também pela humildade. É diferente do que vemos hoje nas pregações sobre prosperidade (satisfação do “EU”) e também filosofias de satisfações (principalmente materiais na qual podemos notar isso dentro de religiões ou igrejas pentecostais e neo-pentecostais que buscam apregoar aquilo que toca exatamente o “EGO” das pessoas que estão sendo participantes da aparente pregação cristã, desprovida do evangelho de salvação que esta em Cristo Jesus).
No livro de Isaias podemos notar que sua profecia sobre o Messias, o próprio Cristo, que morreria pelo nosso EGOCENTRISMO em prol da nossa salvação. Isso prova de que o mesmo é devastador e por ai podemos ter clareza da necessidade que temos de um Salvador.
“Mas ELE foi ferido por causa das NOSSAS transgressões, e moído por causa das NOSSAS iniqüidades; o castigo que NOS traz a paz estava sobre ELE, e pelas SUAS pisaduras FOMOS sarados” (Is 53.5).
O apostolo Paulo, mostrou bem isso: "A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza." 2 Cor 12,9.
Humildade, e entrega, confiando em Deus seus problemas, e assumindo assim uma atitude racional e de extrema demonstração de fé, ou seja, uma das maiores provas de um sentido não egocêntrico de ver os princípios Santos.
Então, dentro desses contextos e intertextualidade, as passagens (versículos) deixam clara como conseguimos notar as idéias estabelecidas sobre o “esvaziar egocêntrico”. Tanto o próprio Jesus Cristo quanto seus apóstolos deixaram para que dentro de um contexto pudéssemos compreender de fato o que eles realmente buscavam ensinar. No caso dos apóstolos e discípulos com exceção de Cristo, também por muitas vezes “se corrigir”. No exemplo dessa passagem em II Cor podemos notar a humilde atitude de Paulo e a resposta para mostrar que Deus se mostraria grandioso principalmente na fraqueza dele.
Claramente, Jesus Cristo se mostrou totalmente Teocentrico, desde o seu “EU” quanto à obediência que mostrou para com o Pai, e até mesmo para com a humanidade, abrindo mão de Si mesmo para confortar, fortalecer e principalmente SALVAR um povo não merecedor de tanto amor e misericórdia e assim recebendo automaticamente a justiça de Deus. Recebem essa justiça somente através da fé naquele que morreu na cruz. Só poderíamos assim alcançar tão grande salvação. Essa incondicional misericórdia se mostra presente SOMENTE EM CRISTO, como podemos ver em Efésios2: 8,10 Não temos salvação por mérito, mas somente por aquele que se entregou por nós. Prova que pelo nosso “EU”, nunca alcançaremos a tão desejada VIDA ETERNA. Claramente Deus mostra também uma necessidade e a prova de que tudo que Ele faz esta balanceado e totalmente centrado dentro das limitações de cada pessoa. Afinal a salvação existe dentro de uma liberdade limitada de escolha: ou vai para a vida eterna por Cristo, ou fora de Cristo só te sobra a condenação eterna. A escolha se limita dentro de uma só posição, mostrando assim ao homem a soberania de Deus e que verdadeiramente só Ele tem TOTAL LIBERDADE.
Olhando para essa maneira tão maravilhosa, que é alcançar a vida eterna sem que tenhamos que praticar obras para justificação “PARA COM DEUS”, como poderia EU não simplesmente abrir mão de viver para meus próprios deleites, para viver Naquele que se deu por mim, praticando obras voluntariamente, sem esperar que as mesmas sirvam de justificativa para alcançar a tão grande salvação.
É verdadeiramente um fato, que o homem em si ainda não compreendeu quem é verdadeiramente seu maior ídolo, e busca incessantemente colocar-se a altura necessária para se auto-denominar o grande merecedor de algo imerecido que é a graça de Cristo em nossas vidas. Também não compreendeu e de certa forma ainda busca se auto denominar adorador de Deus como único, contemplando a Jesus Cristo como Salvador, mas colocando o seu “Eu” como seu próprio Deus. Assim está fugindo dos princípios básicos de que acima de SALVADOR Jesus é SENHOR. Buscando assim de se entregar a Deus a ponto de não querer ser maior do que o Criador, deixando que Cristo tome conta de nós e não nós nos colocando na posição de deuses, ou seja, sermos maiores ou iguais aquele que nos criou.
Dentro desse principio, podemos notar da seguinte maneira como funciona a questão de abrir mão do “EU”. A obediência e a entrega total a Deus nos leva ao amor tão citado e contemplado de Deus, mas o que mais poderia agradar o homem em dizer que Deus ama até mesmo quem o odeia, e sente prazer naquele que o obedece voluntariamente, por amor, esperando respostas baseadas na vontade do Poderoso Deus de nossas vidas.
Tiago 4:3 - Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.
Costumamos buscar esse “amor” para darmos ênfase a nós mesmos, querendo dizer que damos nossa vida por Cristo, quando verdadeiramente não estamos dando como Ele deu a sua por nós. Fazemos isso entregando a Jesus primeiramente nosso coração e com isso automaticamente também todo o nosso ser.
Como entendemos então a questão da posição do maior ídolo?
Sendo que dentro dos meus princípios busco fugir da adoração ou veneração ou qualquer outro tipo de idolatria?
O maior ídolo está em nós mesmos.
Quem não se esvazia de si mesmo, busca o sucesso e tudo aquilo que se aplica a prosperidade em si mesmo. Não somente o sucesso material ou qualquer outro do tipo de prosperidade, mas o sucesso do conhecimento por muitas vezes, que refletindo, não vem de nós mesmos, mas sim do Senhor das nossas vidas ‘Jesus Cristo’.
O foco da doutrina do pecado original esta sustentada no inicio com a primeira atitude de desobediência humana. Podemos notar em Marcos 7:21, 23 que a natureza que herdamos desde o inicio é a resulta do que temos hoje, e que na verdade é herança do passado, que podemos denominar como “EGO” ou EGOISMO. É, portanto, o coração dos homens, que procedem os pensamentos maus e as más ações (Marcos 7:21, 23)
Mas Cristo com a cruz e seu sangue redentor nos liberta e faz com que nos tornemos assim seus “escravos”. Isso mostra com clareza como foi a nossa queda, e faz com que deixemos assim o NOSSO “EU”, para vivermos o EU de Cristo, já não vivendo mais para nós mesmos, mas para aquele que nos deu vida. Podemos ver isso segundo o apostolo Paulo que nos mostra com seu argumento no cap. 7 de Romanos “De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente sou escravo da lei de Deus, mas segundo a carne, da lei do pecado”.
Podemos ver que de uma maneira relativa vivemos para Cristo. Diria de uma maneira relativa, porque absoluta não conseguimos pela questão da nossa carne ser escrava da lei do pecado. É como o próprio apóstolo diz sobre querer fazer o bem (absoluto) e não fazer, mas o mal que não quer fazer esse faz.
Por que é que as pessoas não vão a Cristo? Essa é uma pergunta que tenho feito a muito tempo, e por muitas vezes não obtenho respostas. Por que afinal seria eu alguém correto para entender tal argumentação? Será que não podem, ou será que não querem? Aí está é uma boa pergunta, o EGO é exatamente isso: não querer fazer algo que está submetido a outro, mas somente querer fazer o que satisfaz a si mesmo. Este não quer assim provar do “mel que esta em Cristo”. Esclarecendo melhor essa afirmação, poderia dizer que SENTEM MEDO de viver amando voluntariamente, e abrindo mão de si mesmos voluntariamente para viver não mais segundo suas vontades, mas segundo a vontade daquele que nos criou.
Deus nos deu a liberdade de escolhermos o caminho, e vejo que segundo a doce decisão de escolher o caminho da vida eterna ou o amargo caminho da perdição, ainda que não merecedor, percebo verdadeiramente tanto o amor quando a justiça somada em uma só substancia dividida em três pessoas distintas. Prefiro a vida eterna, não somente para desfrutar daquilo que deveras não mereço, mas para satisfazer aquilo que satisfaz não somente ao meu EU, mas também a Deus que me criou, buscando assim englobar todas as vontades em uma só, já que a vontade de Deus se torna a minha vontade.
Paginas e paginas ainda não mostrariam por completo a abundancia tal que este assunto nos proporciona. Todavia com poucas palavras acredito que teremos grandes respostas. A resposta está em Cristo, aplicando nossos princípios para fazer aquilo que agrada a Deus. Dessa maneira mesmo que relativa faremos o que verdadeiramente esta aos olhos de Deus em um sentido positivo e não mais negativo.
Autor: Oswaldo Gati dos Santos
Membro da Igreja Batista da cidade de Ubirajara-Sp.
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br 


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Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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