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23 de jul. de 2014

"Gratidão a Deus"



 Vamos falar sobre "Gratidão a Deus"!

A vontade de Deus é que, em meio a todas as circunstâncias, sejamos gratos.Se formos capazes de ver a mão de Deus nas circunstâncias,seremos capazes de ser gratos pela obra que ele faz em nós.Deus se interessa pela nossa gratidão,porque nossas ações mudam as nossas atitudes diante das circunstancias da vida, e a vontade de Deus é que tenhamos um coração grato que produza contentamento e seja demonstrado através de nossas atitudes(porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.

"Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade.Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece."Filipenses 4:11-13

O conhecimento dessas verdades nos torna gratos na prosperidade, pacientes na adversidade e maravilhosamente confiantes da nossa segurança futura, sabendo que todas as coisas sejam boas ou ruins cooperam para o bem daqueles que amam a Deus.Se estivermos na tranquilidade dos montes devemos ser gratos por tamanha bondade de Deus, se estivermos nos vales das tribulações,devemos continuar sendo gratos,porque não estaremos sozinhos o Senhor estará conosco,ele é o nosso refúgio,e não importa onde estivermos no Vale ou no Monte, iremos adorar a Deus!

"VOCÊ só saberá O VALOR DE DEUS NA SUA VIDA,QUANDO ELE FOR TUDO O QUE VOCÊ TIVER,nossa fé é provada não é quando tudo vai bem,não!Nossa fé é provada quando passamos por lutas e muitas vezes em todas as áreas das nossas vidas.O PODER da MISERICÓRDIA E DA GRAÇA DE DEUS ME ALCANÇOU pude experimentar TAMANHA BONDADE e um UM AMOR INCONDICIONAL que MUDOU A MINHA VIDA!"

Eu conheci um Jesus com virtudes e um caráter que nunca vi em pessoas aqui na terra,pois quando todos nos abandonam,Jesus aquele que teria o maior motivo para nos rejeitar,abandonar,condenar e mandar pro inferno e mesmo assim ainda continuaria justo,ele expressa uma das mais lindas VIRTUDES que experimentei em minha vida, "o amor mais perfeito que alguém um dia pode receber que É O AMOR DE DEUS" e nada nesse mundo se compara a uma vida de INTIMIDADE e EXPERIÊNCIAS com Deus,quando descobrimos algo pelo que viver e morrer a nossa vida faz sentido,nada que façamos para Deus pagará o preço que ele já pagou por nós,ele nos amou primeiro,nos escolheu para fazermos parte de sua família e depois de todas essas coisas como não viver para alguém tão bondoso,amoroso e perfeito??
Não atribua a Deus o amor que você nunca recebeu dos outros,o amor dele nos CONSTRANGE porque ele nos dar o seu amor mesmo que a gente não mereça,mais isso se chama "GRAÇA" e ela devi nos bastar porque o poder de Deus se aperfeiçoa em nossas fraquezas.

Ao sermos gratos a Deus, reconhecemos nossa dívida para com ele por tudo que temos e somos cada esperança que sustenta nossas vidas, cada promessa que dependemos, cada livramento,conquista,benção,dificuldades o Senhor cuida de nós, a lista simplesmente não tem fim.

"E a paz de Cristo, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos."Colossenses 3:15

"Sejam grandes Cristãos sabendo que se possuírem uma pequena fé ela levará sua alma ao céu, mas uma grande fé trará o céu para sua alma." Apenas devemos descobrir uma coisa:"que o céu é viver na presença de Deus todos os dias de nossas vidas,ter essa consciência em nossas mentes sobre a recompensa final, uma terra em que não há sofrimento, lágrimas, dor, enfermidade nem morte.

"E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas."Apocalipse 21:4,que promessa maravilhosa!

"Um simples pensamento de gratidão elevado ao céu é a mais perfeita oração."Deus deve ser louvado por aquilo que ele é. Deus é o Senhor de todas as coisas; a sua vontade é que lhe rendamos graças pelo privilégio e honra de podermos conhecê-lo e servi-lo.Muitos crentes só conseguem ser gratos a Deus se receberem mais benefícios mas Deus sonda, esquadrinha e prova aos corações, muitas vezes podemos ser ingratos para com tudo que Jesus têm nos dado quando murmuramos, aliás, Deus requer de nós gratidão, não apenas pelas bênçãos, mas gratidão mesmo em meio às adversidades do dia a dia. Este é um sinal de um coração cheio de gratidão e quebrantamento.

J.C. Ryle, disse: "gratidão é coisa rara, somos mais dispostos a orar do que adorar, mais dispostos a pedir do que agradecer... a excessiva ingratidão dos crentes é uma verdadeira desgraça para nossa época".
"Os homens apressam-se mais a retribuir um dano do que um benefício, porque a gratidão é um peso e a vingança um prazer." Tácito

Quando Jesus através do Espírito Santo, entra em nossa vida, a presença de Deus é estabelecida no coração. O Espírito Santo cura feridas, nos dar uma nova esperança.

"Por isso, o meu coração exulta, e com meu cântico o louvarei." Sal. 28:7. "um coração grato pelas coisas mais pequenas que Deus nos dar revelará um espírito de gratidão e louvor.

Que a nossa oração hoje seja:"Meu pai amado a tua bondade me alcançou,Quão bom é experimentar da sua presença!Quão doce tem sido a sua correção! Quão gentil sua tolerância! Quão suave seus ensinamentos. Quão perfeito seu amor!Quão grande suas misericórdias!Quão precioso o seu perdão!Quão lindo o seu cuidado e proteção!

Medite sobre isso hoje ,deixe a gratidão ser despertada dentro de você,deixe a humildade ser aprofundada,deixe o amor de Deus te alcançar.

Entrai pelas portas dele com gratidão, e em seus átrios com louvor; louvai-o, e bendizei o seu nome. [ Sl 100:4]
Devemos lhe trazer um sacrifício de louvor e ações de graças com os nossos lábios: "Por meio de Jesus, pois, ofereçamos a Deus, sempre, sacrifício de louvor, que é o fruto de lábios que confessam seu nome" (Hebreus 13:15). O "fruto de nossos lábios" é a nossa gratidão e agradecimento!

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-Darliana + Missões Cristãos em Defesa do Evangelho

19 de mar. de 2012

1 de mar. de 2012

Série Livros para Ler - [Download] Deus é Soberano - A. W. Pink



Créditos: Daniela Raffo
O autor faz uma análise da suficiência, onipotencia e soberania de Deus, mostrando que ele reina e continua a observar tudo. A. W. Pink nos relata que nós só teremos descanso para o coração e mente quando tivermos confiança em Deus, que ele está cuidando de tudo e reina. Além disto, a paz só pode ser encontrada nEle.

Uma mensagem de advertência enviada por Deus -Tim Conway


Um apelo e um alerta baseado na carta aos Hebreus. Tim Conway fala sobre o temor que é devido a Deus, o perigo do pecado e o seu efeito "endurecedor" na vida do crente, e a segurança e a certeza da salvação que o crente sincero e fiel pode desfrutar na sua jornada em direção ao céu.



2 de jan. de 2012

13 de dez. de 2011

Como Irei a Deus? - Horatius Bonar



É com nossos pecados que nos achegamos a Deus, pois não podemos nos apresentar a Ele com qualquer outra coisa que seja realmente nossa. Essa é uma das lições que aprendemos com lentidão. Mas, sem termos aprendido a mesma, não poderemos dar um só passo correto naquilo que chamamos de vida religiosa.
Rebuscar coisa boa em nossa vida passada, ou apelar para algo de bom no presente, se descobrirmos que o nosso passado nada contém de positivo, é nosso primeiro pensamento quando começamos a procurar resolver a grande questão pendente entre Deus e nós - o perdão de nossos pecados. No favor de Deus há vida (Salmo 30:5), e estar sem o favor divino é sentir-se infeliz neste mundo, é não desfrutar de alegria no mundo por vir. Não há vida digna de ser chamada de vida, exceto aquela que flui de Sua amizade infalível. Sem essa amizade, nossa vida aqui é um fardo e uma canseira. Nessa amizade, porém, não há qualquer mal, e toda a tristeza torna-se uma alegria.
"Como poderei ser feliz?" foi a pergunta de uma alma cansada que já experimentara cem maneiras diversas de obter a felicidade, mas sempre falhara.
"Obtenha o favor de Deus", foi a resposta imediata de alguém que já havia provado pessoalmente que "o Senhor é bondoso" (1 Pedro 2:3).
"Não haverá outra maneira de alguém ser feliz?"
"Nenhuma!" foi a pronta e decidida resposta- " O homem vem buscando algum outro caminho para a felicidade por seis mil anos, e tem fracassado totalmente. E você obteria sucesso?"
"Não, não teria possibilidade alguma; e não quero continuar tentando indefinidamente, Mas, esse favor de Deus me parece algo muito duvidoso; e o próprio Deus parece estar tão distante que não sei para onde voltar-me."
"O favor de Deus não está cercado de dúvidas. Ele e real acima de todas as demais realidades; e Deus é o mais próximo de todos os seres, sendo tão acessível quanto é gracioso e bom."
"Esse favor divino, do qual você fala, para mim sempre pareceu misterioso, e não posso entendê-lo."
"Diga antes que é como a luz do sol que está sendo ocultada de você pelas suas dúvidas."
"Sim, sim, acredito em você. Mas , como poderei deixar para trás as dúvidas e chegar à luz da certeza? Parece ser algo tão difícil, exigindo muito tempo para chegar a concretizar-se.
"Você é quem torna distante e difícil aquilo que Deus fez simples, próximo e fácil."
"Você está querendo dizer-me que não há quaisquer dificuldades?"
"Em certo sentido, há mil dificuldades; mas, em um outro sentido, não há nenhuma."
"Como pode ser isso?"
"O Filho de Deus porventura dificultou o caminho do pecador quando disse à multidão: 'Vinde a mim, e eu vos aliviarei'?"
"Certamente que não. Ele queria que todos fossem imediatamente a Ele, e naquele momento em que estavam juntos Ele lhes daria descanso."
"Portanto, se você estivesse pessoalmente naquele lugar, quais dificuldades teria encontrado?"
"Nenhuma, por certo. Falar em dificuldades, quando eu estivesse ao lado do próprio Filho de Deus, seria uma insensatez, ou pior ainda."
"O Filho de Deus sugeriu alguma dificuldade para o pecador, ao conversar com a mulher samaritana, sentado à beira do poço de jacó? Todas as dificuldades não foram antecipadas ou eliminadas por estas admiráveis palavras de Cristo: "...tu lhe pedirias, e ele te daria água viva?"
"Sim, sem dúvida. Tudo se resumia em pedir e receber. A transação inteira terminou ali mesmo. O tempo e o espaço, a distância e as dificuldades nada têm a ver com essa questão; a dádiva seguiu-se à petição, corno se fossem causa e efeito. Até esta altura, tudo é muito claro. Porém, desejo indagar: Não existe alguma barreira?"
"Nenhuma, se é que o Filho de Deus realmente veio salvar os perdidos. Mas, se Ele veio para aqueles que estavam apenas parcialmente perdidos, ou que pudessem salvar-se em parte, então a barreira seria infinita. Isso eu admito; de fato, insisto sobre esse ponto.
"Portanto, estar perdido não serve de barreira para quem quer ser salvo?"
"Eis uma pergunta tola que merece uma resposta tola. Quando sentimos sede, isso porventura serve de empecilho para obtermos água? ou o fato de que alguém é pobre serve de empecilho para receber riquezas dadas por algum amigo?"
"Não. A verdade é que a sede me prepara para a água, e a minha pobreza me prepara para as riquezas."
"Ah, sim, o Filho do homem veio não para chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento. Se você não é um pecador completo, então há uma barreira. Mas, caso você seja um pecador completo, então não há nenhuma barreira.
"Um pecador na íntegra! Será que esse é o meu verdadeiro caráter?"
"Não há dúvida quanto a isso. Se você ainda duvida, examine a sua Bíblia. O testemunho de Deus é que você é um pecador completo, e que terá de tratar com Ele como tal, pois os sãos não precisam de médico. e, sim, os doentes."
"Um pecador na íntegra! Bem, mas não deveria eu livrar-me de alguns dos meus pecados, para poder receber alguma bênção da parte de Deus?"
"Não, realmente. Pois somente Ele pode livrar alguém até mesmo de um pecado. Assim sendo, você terá de ir a Ele com toda a sua ruindade, sem importar quão grande ela seja. Se você não é um pecador na íntegra, então, na verdade você nem precisa de Cristo, pois Ele é o Salvador no mais total sentido da palavra. Ele não ajuda você a salvar-se; e nem você pode ajudá-lo a salvar a você mesmo. Ou Ele faz tudo, ou nada faz. Uma meia salvação só serve para aqueles que não estão totalmente perdidos. Ele mesmo carregou 'em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados' (1 Pedro 2:24).
O que acabamos de descrever foi a maneira como Lutero encontrou a paz e a liberdade de Cristo. A história de seu livramento é muito instrutiva, porque mostra como as pedras de tropeço da justiça-própria devem ser removidas, mediante a plena exibição do evangelho gratuitamente oferecido, e faia das boas-novas do amor de Deus para com aqueles que não são amados e nem São amoráveis; das boas-novas de perdão para o pecador, sem o concurso de dinheiro ou dos méritos humanos - as boas-novas da PAZ COM DEUS, oferecidas é exclusivamente através da propiciação daquele que estabeleceu a paz por meio do sangue de Sua cruz.
Uma das primeiras dificuldades encontradas por Lutero foi que ele pensava que teria de despertar o arrependimento dentro de si mesmo; e então que, tendo conseguido isso, teria de apresentar esse arrependimento como uma oferta pacífica ou como uma recomendação a Deus. E se esse arrependimento não pudesse ser apresentado como uma recomendação positiva, pelo menos poderia servir de apelo para que o seu castigo fosse mitigado.
Perguntava Lutero: "Como poderei ousar crer no favor de Deus, enquanto não houver em mim uma real conversão? Preciso mudar, antes que Ele possa receber-me."
Foi esclarecido a Lutero que a "conversão" ou o "arrependimento" que ele tanto desejava jamais poderia ocorrer enquanto considerasse Deus um severo Juiz, destituído de amor. O que nos conduz ao arrependimento é a "bondade de Deus" (Romanos 2:4). Se o pecador não reconhecer essa bondade, seu coração não poderá ser quebrantado. Um pecador impenitente despreza as riquezas da bondade, da longanimidade e da tolerância de Deus.
O idoso conselheiro de Lutero disse-lhe claramente que ele deveria descontinuar as penitencias e as mortificações, bem como todas as preparações da justiça-própria para tentar obter ou adquirir o favor divino
Conforme Lutero nos revela de forma tocante, essa voz pareceu descer do próprio céu: "Todo autêntico arrependimento começa com o conhecimento do amor perdoador de Deus".
Enquanto Lutero ouvia, raiou-lhe a luz do entendimento, e uma alegria até então desconhecida tomou conta dele. Nada havia entre ele e Deus! Nada havia entre ele e o perdão! Nada de bondade preliminar ou de sentimentos preparatórios! Lutero aprendeu a lição dada pelo apóstolo. "Cristo... morreu a seu tempo pelos ímpios" (Romanos 5:6). Deus "justifica ao ímpio" (Romanos 4:5). Todo e qualquer mal existente no ímpio é incapaz de impedir essa justificação; e toda a bondade do pecador (se nele houver tal coisa) não pode ajudá-lo a obtê-la. Ele terá de ser recebido como um pecador, ou nem poderá ser recebido. O perdão oferecido reconhece somente a sua culpa; e a salvação provida na cruz de Cristo considera-o apenas um perdido.
Entretanto, o senso de culpa é por demais profundo para ser facilmente abafado. O temor voltou ao coração de Lutero, e ele foi aconselhar-se uma vez mais, exclamando: "Oh, o meu pecado, o meu pecado!" como se a mensagem de perdão, que ele recebera ainda tão recentemente, fosse boa demais para ser veraz, e como se pecados como os seus não pudessem ser fácil e simplesmente perdoados.
"você quer ser apenas um pecador aparente, e, portanto, necessitado apenas de um Salvador aparente?"
Assim indagou o venerável amigo de Lutero, adicionando então solenemente: "Reconheça que Jesus Cristo é o Salvador de grandes e autênticos pecadores, os quais nada merecem senão a mais total condenação?'
"Mas Deus não é soberano em Seu amor selecionador?" indagou Lutero. E completou: "Talvez eu não seja um dos escolhidos de Deus?'
"Olhe para as cicatrizes de Cristo", foi a resposta, "e contemple ali a mente bondosa de Deus para com os filhos dos homens. Em Cristo enxergamos Deus, ficamos sabendo Quem Ele é, e como Ele nos ama. Pois o Filho é quem revela o Pai; e o Pai enviou o Filho para que fosse o Salvador do mundo".
Certo dia, quando estava doente e acamado, disse Lutero a um amigo: "Creio no perdão dos pecados". E ajuntou: "Porém, o que isso tem a ver comigo?"
"Ah, e isso não inclui os seus próprios pecados?" indagou aquele amigo, acrescentando: "Você crê que os pecados de Davi foram perdoados? e que os pecados de Pedro foram perdoados? Por que você não pode crer que os seus próprios pecados podem ser perdoados? O perdão tanto é para você como foi para Davi ou Pedro"
Foi dessa maneira que Lutero encontrou tranqüilidade. O Evangelho, uma vez crido dessa forma, trouxe a Lutero liberdade e paz. Ele compreendeu que havia sido perdoado, porque Deus dissera que o perdão seria a possessão imediata e garantida de todos quantos dessem credito ás boas-novas da salvação.
No solucionamento da grande questão entre Deus e o pecador, não poderia haver nem barganha e nem preço de qualquer espécie. A base do acordo foi lançada faz quase vinte séculos; e a poderosa transação realizada na cruz do Calvário foi tudo quanto se fez necessário para que o preço fosse pago. "Está consumado" é a mensagem de Deus aos filhos dos homens que perguntam: "Que devo fazer para ser salvo?" Essa transação concluída sobrepuja todos os esforços dos homens para se justificarem, ou para ajudarem a Deus a justificá-los. Vemos Cristo crucificado, bem como vemos Deus em Cristo reconciliando o mundo conSigo mesmo, não imputando aos homens as suas transgressões; e esse fato resulta daquilo que foi realizado na cruz, onde a transferência da culpa do pecador para o divino Filho de Deus foi efetuada de uma vez por todas. Ora, o Evangelho é justamente o anúncio das "boas-novas" dessa grande transação. Quem quer que dê crédito a esse anúncio, toma-se participante de todos os benefícios garantidos por essa transação.
"Mas, não deveria eu sentir-me endividado diante da realização do Espírito Santo em minha alma?"
"Sem dúvida; pois qual esperança poderia haver para você sem a operação do todo-poderoso Espírito, que vivifica os mortos?"
"Nesse caso, não deveria eu esperar pelos impulsos do Espírito? E uma vez recebidos esses impulsos, não deveria eu apresentar os sentimentos despertados por Ele como razões de minha justificação?"
"Não de modo nenhum. Ninguém é justificado pelas realizações do Espírito, mas somente pela realização de Cristo. E as operações do Espírito também não servem de base para a fé, e nem de motivos para alguém esperar o perdão da parte do Juiz de todos. O Espírito Santo opera em nós, não a fim de preparar-nos para sermos justificados, e nem para tomar-nos aptos para recebermos o favor divino, e, sim, para conduzir à cruz, tal e qual nós somos. Pois a cruz é o único lugar onde Deus trata misericordiosamente com os transgressores."
É na cruz que encontramos paz com Deus e recebemos o Seu favor. Ali achamos não somente o sangue que nos lava, mas também a retidão que nos reveste e embeleza, de tal maneira que dali por diante somos tratados por Deus como se nunca tivesse havido a nossa injustiça, e como se a retidão de Seu Filho fosse nossa.
A isso Paulo chama de retidão "imputada" (ver Romanos 4:6.8,11,22,24), a saber, Deus lança a retidão de Cristo em nossa conta, como se tivéssemos direito às bênçãos que tal retidão pudesse obter para nós. Retidão obtida por nós mesmos ou lançada em nossa conta por outro ser humano chamamos retidão infundida, concedida ou inerente, mas retidão alheia, a nós creditada por Deus, como se nossa, chamamos retidão imputada. Paulo alude a isso, quando diz: "...revesti-vos do Senhor Jesus Cristo..." (Romanos 13:14 e Gálatas 3:27). Assim, Cristo nos representa; e Deus trata conosco como quem é representado por Cristo. E então, necessariamente haverá a retidão interna como conseqüência natural. Mas, não devemos esperar obtê-la, antes de irmos a Deus buscar a retidão de Seu Filho.
A retidão imputada deve vir primeiro. Ninguém tem a retidão no íntimo, enquanto não tiver recebido a retidão que vem de fora. Assim, fazer alguém de sua própria retidão o preço oferecido a Deus em troca da retidão que há em Cristo, é desonrar a Deus e negar o valor de Sua cruz. A obra do Espírito não consiste em tomar-nos santos, a fim de podermos ser perdoados, mas em mostrar-nos a cruz, onde os transgressores acham perdão. Tendo achado o perdão ao pé da cruz, iniciamos aquela nova vida de santidade à qual fomos chamados.
O que Deus oferece ao pecador é o perdão imediato: "...não por obras de justiça praticadas por nós..!' (Tito 3:5), e, sim, pela grande obra de retidão realizada em nosso lugar por nosso Substituto. Nossa qualificação para a obtenção dessa retidão é o fato que somos injustos, tal como a qualificação para que um enfermo receba cuidados médicos é que ele esteja doente.
Sobre alguma bondade anterior, como base para o recebimento do perdão, o Evangelho faz total silêncio. Os apóstolos jamais aludiram a sentimentos religiosos preliminares, como algo necessário para que recebamos a graça de Deus. Temores, perturbações, auto-indagações, amargos clamores implorando misericórdia, pressentimentos de juízo e resoluções de mudança de vida, dentro da seqüência do tempo, podem anteceder o recebimento das boas-novas de salvação por parte do pecador, mas nenhuma dessas coisas constitui a sua preparação, e nem o qualifica. Ele é bem recebido, mesmo sem qualquer dessas coisas. Elas não lhe garantem o perdão, tornando este mais gracioso ou mais gratuito. As necessidades do pecador arrependido foram os seus argumentos: "Deus, sé propício para comigo, um pecador!" Sim, ele precisava de salvação, e dirigiu-se a Deus a fim de recebê-la, e também porque Deus deleita-se em socorrer aos pobres e necessitados. Ele precisava de perdão, foi a Deus e obteve o perdão sem qualquer mérito pessoal e sem ter de pagar coisa alguma. Quando ele NADA TINHA PARA PAGAR sua dívida, Deus o perdoou gratuitamente. Foi o fato que ele nada tinha para pagar que provocou o mais franco perdão.
Ah! Isso é graça. "Nisto consiste o amor, não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou" (1 João 4:10)! Ele nos amou, mesmo quando estávamos mortos em nossos delitos. Ele nos amou, não porque fôssemos bondosos, mas por ser Ele "rico em misericórdia"; não porque fôssemos dignos de Seu favor, mas porque Ele se deleita em mostrar-se longânimo para conosco. Ele nos acolheu movido pela Sua própria graça, e não porque fôssemos dignos de ser amados. "Vinde a mim todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mateus 11:28). Sim, Cristo convida os cansados! Esse cansaço espiritual é que capacita o pecador a vir a Cristo, o que também permite que Cristo socorra o pecador. Onde houver esse cansaço, haverá também o descanso! Esses dois aspectos são encontrados lado a lado. Talvez você diga: "Este lugar de descanso não é para mim". O quê? você quer dizer que esse descanso não se destina a você?" Ora, esse descanso não se destina aos cansados? Talvez você insista: "Mas, eu não posso fazer uso dele". O quê? Você não pode fazer uso do descanso? Você quer dizer algo como: "Estou tão cansado que nem posso sentar-me?" Se você tivesse dito: Estou tão cansado que nem posso ficar de pé, nem andar e nem subir em lugares elevados, todos lhe entenderiam. Mas, dizer alguém: "Estou tão cansado que nem posso sentar-me" exprime uma grande tolice, ou algo pior, pois estaria fazendo do ato de sentar-se uma ação meritória, dando a entender que sentar-se é fazer algo importante, que requer um longo e prodigioso esforço.
Ouçamos, pois, as graciosas palavras do Senhor: "Se conheceras o dom de Deus e quem é o que te pede. Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva" (João 4:10). "Tu lhe pedirias, e ele te daria água viva!" Isso é tudo. Quão real, quão verdadeiro, quão gratuito; e ainda, quão simples! Ou então, escutemos a voz do servo, na pessoa de Lutero: "Oh, meu querido irmão, aprenda a conhecer a Cristo crucificado. Aprenda a entoar um novo cântico; a desistir de obras anteriores, e a clamar a Ele: Senhor Jesus, Tu és a minha retidão, e eu sou o Teu pecado. Tomaste sobre Ti o que é meu, e me deste o que é Teu. O que eu era, nisso Te tornaste, a fim de que eu me tornasse naquilo que eu não era. Cristo habita somente com os pecadores confessos. Medita com freqüência no amor de Cristo e provarás quão doce Ele é". Sim, perdão, paz, vida - todas essas coisas são dádivas. Os dons divinos, trazidos do céu pelo Filho de Deus são oferecidos pessoalmente a cada pecador necessitado pelo Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Esses dons não se destinam a ser comprados, mas recebidos; da mesma forma que os homens recebem a luz do sol, completa, garantida e gratuitamente. Esses dons não se destinam a ser merecidos por meio de esforços ou sofrimentos pessoais, por meio de orações ou lágrimas; antes, devem ser aceitos imediatamente, como aquilo que foi adquirido pelos labores e pelos sofrimentos do nosso grande Substituto. Não devemos ficar esperando por esses dons, mas eles devem ser aceitos prontamente, sem qualquer hesitação ou falta de confiança, da mesma forma que os homens aceitam os presentes de amor de algum amigo generoso. E também não devem ser reivindicados com base na aptidão ou na bondade, mas antes, por causa da necessidade e indignidade da pobreza e do vazio espirituais.


Observação: O autor prossegue o livro desenvolvendo os seguintes temas: "Qual é Minha Esperança?", "Em Meu Lugar", "Muito Tempo", "Não posso Largar!", "Para Onde? Para Onde?", "A Aparência deste Mundo Passa", "E se Isso for Verdade?" e "A Era Vindoura".
Fonte: Horatius Bonar, Como Irei a Deus?, Editora Fiel.

19 de nov. de 2011

Glorificando a Deus no Fogo - George Whitefield




"Amados, não estranheis o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos, como se alguma cousa extraordinária vos estivesse acontecendo". (1 Pedro 4.12)

O fogo, meus irmãos, não apenas queima e purifica, mas, como você sabe, separa uma substância da outra, sendo utilizado na química e na mecânica. O que poderíamos fazer sem o fogo? Ele refina o metal, a fim de purificá-lo. O Deus todo-poderoso sabe: freqüentemente somos mais purificados, em determinado momento, por intermédio de uma saudável provação do que por meio milhares de demonstrações de seu amor. É algo excelente sair purificado e perdoado da fornalha de aflição; seu propósito é nos purificar, a fim de separar o precioso do vil, o joio do trigo. E Deus, para realizar isso, se agrada em colocarnos em um fogo após o outro. Isto me faz apreciar a ocasião em que vejo um bom homem passando por aflições, porque ensina algo sobre a maneira como Deus age no coração.
Lembro que, há alguns anos, quando preguei em Shields, próximo a Newcastle, no norte da Inglaterra, entrei em uma fábrica de vidro. Permanecendo muito atento, pude contemplar várias peças de vidro quente com diversas formas. O operário pegou uma das peças de vidro e a colocou em uma fornalha; depois, em outra; e, posteriormente, em uma terceira. Quando perguntei-lhe: "Por que você está colocando esse vidro em tantas fornalhas?", ele me respondeu: "Colocá-los apenas na primeira ou na segunda não é suficiente; por esta razão, eu o coloquei na terceira: isso torna o vidro transparente".
Ao afastar-me do operário, ocorreu-me que aquele acontecimento daria um bom sermão: "Ora, esse homem colocou o vidro em uma fornalha após a outra, a fim de que pudéssemos ver através dele. Oh! Que Deus me coloque em uma fornalha após outra, para que minha alma seja transparente, e eu O veja como Ele é".
Meus irmãos, precisamos ser purificados; a nossa tendência é de querer ir ao céu em uma cama macia; mas o caminho do Rei para muitos consiste em um leito de dores e abatimento. Conforme sabemos, há várias estradas em Londres chamadas "caminhos do Rei", e foram excelentemente construídas com pedras. Mas o caminho do Rei para o céu está repleto de cruzes e aflições.
Todos nos inclinamos a pensar bem a respeito de ser um cristão. É muito agradável falar sobre o cristianismo, até que sejamos colocados em uma fornalha após outra. "Não estranheis", disse o apóstolo, "o fogo ardente que surge no meio de vós, destinado a provar-vos". O que preciso fazer? Ora, se estou no fogo, é por causa das minhas corrupções. Deus não fará que passemos pelo fogo, se não houver algo a ser purificado. A grande virtude é aprender a glorificar a Deus no meio do fogo. Portanto, glorificai a Deus no fogo.
Quando glorificamos a Deus no fogo? Quando nos esforçamos para conseguir tal graça da parte do Senhor, a fim de que não O desonremos ao passar pelo sofrimento; portanto, glorificamos a Deus no fogo em ocasiões que suportamos, com quietude, a aflição como uma disciplina.

Glorificamos a Deus no fogo quando sofremos com paciência. É algo terrível alguém dizer, assim
como Caim: "É tamanho o meu castigo, que já não posso suportá-lo". Mas a linguagem de uma alma que glorifica a Deus no fogo é esta: "Senhor, Senhor, posso eu, um homem pecador, reclamar por causa do castigo de meus pecados?" É glorioso ser capaz de afirmar, assim como aquele homem a respeito de quem, diversas vezes, um de seus amigos me falou que, encontrando-se dilacerado pela dor, gemia durante toda a noite por causa de sua enfermidade, mas clamava: "Senhor, estou gemendo; Senhor, estou gemendo; mas, Senhor Jesus, apelo a Ti, pois sabes que não estou resmungando". Glorificamos a Deus no fogo, quando, apesar de sentirmos dor e tristeza, ao mesmo tempo dizemos: "Senhor, eu mereço isso e dez vezes mais do que isso".

Também glorificamos a Deus no fogo quando, de fato, estamos completamente persuadidos de que Ele não há de colocar-nos no fogo, exceto quando isso coopere para nosso bem e redunde em sua glória.

Glorificamos a Deus no fogo quando dizemos: "Senhor, não permita que o fogo se apague até que remova todas as minhas escórias". Então, nós O glorificamos quando almejamos que o fogo nos seja benéfico e não se apague, e nossa alma pode clamar: "Eis-me aqui, Senhor Deus, faze comigo o que te parecer agradável; sei que não terei uma aflição sem que Tu me concedas o consolo e me faças saber porque contendes comigo".

Glorificamos a Deus no fogo quando demonstramos contentamento para dizer: "Não sei o que Ele está fazendo comigo agora; todavia, depois o saberei". Explicamos para nossos filhos de dois anos de idadeporque as coisas acontecem; é claro que não. E pensamos que Deus as explicará para nós? Os discípulos perguntaram: "O que este homem está fazendo?" Cristo respondeu: "Que tenho eu contigo? Segue-me". Glorificamos a Deus no fogo quando nos contentamos em andar pela fé e não pelo que vemos.

Glorificamos a Deus no fogo quando não murmuramos em desagrado, mas submetemo-nos humildemente à vontade dEle. Uma pessoa humilde não anda em rebeldia e mau humor. Mas, existem pessoas de coração tão endurecido que nem chegam a se expressar. Quando aquela terrível notícia foi trazida a Eli, o que disse ele? "É o SENHOR; faça o que bem lhe aprouver?; que meus filhos sejam mortos; o que aconteceré Ele quem o está fazendo; apenas, Senhor, salve minha alma.

Glorificamos a Deus no fogo, quando no meio deste podemos entoar sublimes louvores a Ele. Os filhos de Israel glorificaram o Senhor; o cântico dos três rapazes na fornalha ardente é um louvor agradável! Assim também são todos os louvores produzidos em meio ao fogo. "Oh! Todas as obras do Senhor, louvai-o e exaltai-o para sempre!" Portanto, glorificamos a Deus no fogo quando nos regozijamos nele e não apenas pensamos mas também reconhecemos que isso é o melhor; quando somos capazes de agradecer a Deus por nos fustigar e quando podemos bendizê-Lo e expressar-Lhe nossa gratidão por não ter nos abandonado, afirmando: "Deixai-os sozinhos". Istoé glorificar a Deus no fogo. "E não somente isto", disse o apóstolo, "mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança". Neste mundo, glorificamos a Deus no fogo quando exercitamos humildade, paciência e resignação, aprendendo a desconfiar cada vez
mais de nós mesmos, obtendo um profundo conhecimento de nossa própria fraqueza e da onipotência e da graça de Deus. Somos felizes quando podemos olhar para trás e declarar: "Fui capacitado a glorificar a Deus no fogo".

Bem-aventurados são os que já passaram pela fornalha de Cristo! Felizes, os que já experimentaram as aflições de Cristo em suas almas! Creio que muitas almas já disseram: "Ó Senhor Jesus, ajuda-nos a glorificar- Te em quaisquer aflições que, por Teu agrado, enviares e em quaisquer fornalhas que, por Teu deleite, nos colocares". Então, cantaremos "A Igreja Triunfante" muito melhor do que o fazemos agora; veremos Jesus pronto a ajudar-nos quando estivermos na fornalha da aflição. Oh! Que este pensamento faça todo pecador afirmar: "Com a ajuda de Deus, eu me tornarei um verdadeiro cristão; com a ajuda de Deus, se tiver de passar pelo fogo, estarei ardendo de amor por Cristo. E direi: "Senhor, seja glorificado por arrebatar-me como um tição da fornalha de Satanás!"?. Seja este o clamor de todos os corações!

16 de nov. de 2011

Deus se recusa ser teu Talismã - Josemar Bessa


"Antes de ser afligido, andava errado - mas agora tenho guardado a tua palavra". "Foi bom para mim que eu tenho sido afligido, para que aprendesse os teus estatutos." 
" Bem sei eu, ó SENHOR, que os teus juízos são justos, e que segundo a tua fidelidade me afligiste. Sirva pois a tua benignidade para me consolar, segundo a palavra que deste ao teu servo.". (Salmo 119:67, 71, 75, 76).

1 de nov. de 2011

Desejos inflamados por Deus! - Josemar Bessa


E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé; Para conhecê-lo, e à virtude da sua ressurreição, e à comunicação de suas aflições, sendo feito conforme à sua morte; Filipenses 3:9-10

24 de out. de 2011

Não há Casualidade em Deus – Thomas Watson (1620-1686)




a.       A providência divina é predeterminada, mesmo que para nós pareça casualidade.


Uma segunda proposição é que essas providências, que para nós são eventuais e acidentais, são predeterminadas pelo Senhor. A queda de uma telha sobre a cabeça de alguém e o surgimento de um incêndio, o que nos parecem casuais, são, na verdade, ordenados pela providência de Deus. Tem-se um claro exemplo disso em 1 Reis 22.34: "Então, um homem entesou o arco e, atirando ao acaso, feriu o rei de Israel por entre as juntas da sua armadura". Esse acidente foi casual para o homem que entesou o arco, mas era divinamente ordenado pela providência de Deus. A providência de Deus dirigiu a flecha para que atingisse o alvo. As coisas que parecem acidentais, ou por acaso, são os canais dos decretos de Deus e a interpretação da sua vontade.


b.      A providência divina deve ser considerada, mas não deve se tornar uma regra para nossas ações


Devemos considerar a providência de Deus em todos os aspectos de nossa vida, mas não devemos agir como que esperando apenas por ela. "Quem é sábio atente para essas cousas" (SI 107.43). É bom observar a providência, mas não devemos fazer dela nossa regra de vida. A providência é um diário do cristão, mas não sua Bíblia. As vezes, um motivo ruim predomina e se estabelece, porém, não deve ser apreciado por predominar. Não devemos pensar o melhor de algo que é pecado, simplesmente porque é bem-sucedido. Tais fatos não devem se tornar regra para o direcionamento de nossas ações.

c.       A providência divina é irresistível, nada há que impeça sua realização.


Não há no caminho da providência de Deus nada que a embarace. Quando chegou o tempo da soltura de José, a prisão não mais pôde detê-lo. "O rei mandou soltá-lo" (SI 105.20). Quando Deus satisfez os judeus com liberdade de religião, Ciro, pela providência, baixou uma proclamação encorajando-os a irem a Jerusalém para construir o templo e adorar a Deus (Ed 1.2,3). Se Deus pretendia defender e proteger a pessoa de Jeremias no cativeiro, o próprio rei da Babilónia iria alimentar o profeta e dar ordens para que nada lhe faltasse (Jr 39.11,12).


d.      A providência divina é plena de confiança, mesmo quando todas as circunstâncias parecem contrárias.


Deve-se confiar em Deus quando suas providências parecem contrárias às suas promessas. Deus prometeu dar a coroa a Davi, fazê-lo rei. Porém, a providência caminhava em direção contrária a essa promessa. Davi foi perseguido por Saul e ficou em perigo de morte, porém era dever de Davi confiar em Deus. Por favor, note que o Senhor, por intermédio das providências da cruz, sempre cumpre sua promessa. Deus prometeu a Paulo a vida de todos aqueles que estavam com ele no navio; mas, a providência de Deus parecia contrária a essa promessa, pois os ventos sopravam e o navio rachou e partiu-se em pedaços. E foi assim que o Senhor cumpriu sua promessa: boiando sobre os pedaços do navio, eles chegaram a salvo na praia. Confie em Deus quando as providências parecem contrárias às promessas.


e.       As providências de Deus são um conjunto de vicissitudes, são entrelaçadas



Na vida futura não haverá misturas: no inferno só haverá amargura, no céu, somente doçura. Porém, nesta vida, as providências de Deus são misturadas, há nelas tanto algo doce como algo amargo. As providências são como a coluna de nuvem de Israel, que conduzia o povo em sua marcha, que era escura de um lado e tinha luz do outro. Na arca estavam a vara e o maná, assim são as providências de Deus para seus filhos: há algo da vara e algo do maná. Dessa maneira, podemos falar, como Davi: "Cantarei a bondade e a justiça" (SI 101.1). Quando José estava na prisão, estava do lado escuro da nuvem; mas Deus estava com José, era o lado luminoso da nuvem. Os sapatos de Aser eram de bronze, mas seus pés eram banhados em azeite (Dt 33.24). Portanto, a aflição é o sapato de bronze que aperta, mas há graça misturada à aflição, por isso os pés estão banhados em azeite.


A mesma ação, se vier da providência de Deus, pode ser boa; mas se vier dos homens pode ser pecado Por exemplo, José vendido ao Egito por seus irmãos foi pecado, muito perverso, foi o fruto da inveja deles. Porém, como ato da providência de Deus foi bom porque, por causa disso, Jacó e toda a sua família foram preservados no Egito. Outro exemplo é a maldição de Simei sobre Davi. Simei amaldiçoou Davi, e isso foi perverso e pecaminoso, pois foi consequência de sua malícia. Porém, como sua maldição foi ordenada pela providência de Deus, foi um ato da justiça do Senhor para punir Davi e humilhá-lo por seu adultério e assassinato. A crucificação, como vinda dos judeus, foi um ato de ódio e de maldade contra Cristo. A traição de Judas foi um ato de cobiça. Porém, como cada um desses acontecimentos foi, também, um ato da providência de Cristo, então havia bondade neles. A morte de Cristo foi um ato do amor de Deus pelo mundo.

21 de out. de 2011

A Fraqueza e a Loucura de Deus - Josemar Bessa






Porque a loucura de Deus é mais sábia do que os homens; e a fraqueza de Deus é mais forte do que os homens. Porque, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Mas Deus escolheu as coisas loucas deste mundo para confundir as sábias; e Deus escolheu as coisas fracas deste mundo para confundir as fortes; E Deus escolheu as coisas vis deste mundo, e as desprezíveis, e as que não são, para aniquilar as que são; Para que nenhuma carne se glorie perante ele.

1 Coríntios 1:25-29

O método de Deus ou o dos homens??

19 de out. de 2011

Pecadores nas Mãos de Um Deus Irado - Jonathan Edwards - Sermão Completo


Um dos mais famosos sermãos da História - O mensagem de Edwards vai crescendo nos atingindo de maneira extraordinária - Não podemos mais ser os mesmos depois de ouví-lo.


12 de out. de 2011

7 de out. de 2011

O Prazer De Deus em Seu Filho - John Piper



Por John Piper

Este é o meu Filho amado de quem me agrado. (Mateus 17:5)


Ver é Tornar-se
Quando se trata do entendimento de o que deve acontecer no ato da pregação, eu sou guiado por vários textos bíblicos, especialmente 2 Coríntios 3:18:
E todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados com glória cada vez maior, a qual vem do Senhor, que é o Espírito.  
Eu acredito que este texto nos ensina que uma das maneiras em que somos transformados progressivamente à semelhança de Cristo é olhando para sua glória. “Todos nós, que com a face descoberta contemplamos a glória do Senhor, segundo a sua imagem estamos sendo transformados.” A maneira de tornar-se mais e mais como o Senhor é fixar seu olhar em sua glória e mantê-lo em foco.
Nós cantarolamos a música que escutamos. Nós falamos como os nossos amigos. Nós pegamos as manias dos nossos pais. E nós, naturalmente, tendemos a imitar aqueles que mais admiramos. E do mesmo jeito é com Deus. Se nós fixarmos nossa atenção nele e mativermos sua glória em foco, nós seremos transformados de glória em glória, à sua semelhança. Se os adolescentes tendem a usar o mesmo penteado que os artistas que eles admiram, do mesmo modo Cristãos tenderão a formar seu caráter como o Deus que eles admiram. Nesse processo espiritual ver não é apenas crer; ver é tornar-se.

A Pregação Como a Revelação da Glória de Deus

A lição que eu tiro disso para a pregação é que em grande parte ela deve ser a revelação da glória de Deus, porque o objetivo da pregação é transformar as pessoas à selhança de Cristo. Eu acho que isto bate com a visão de Paulo sobre a pregação porque apenas quatro versículos depois, em 2 Coríntios 4:4, ele descreve o conteúdo de sua pregação como “a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.” E logo depois, no versículo 6, ele o descreve um pouco diferente como a “iluminação do conhecimento da glória de Deus na face de Cristo.”
Então, de acordo com Paulo, a pregação é um meio de se iluminar corações obscurecidos de homens e mulheres.
No versículo 4 a luz é chamada de “luz do evangelho”, e no versículo 6 a luz é chamada de “luz do conhecimento”.
No versículo 4 o evangelho é o evangelho da glória de Cristo, e no versículo 6 o conhecimento é o conhecimento da glória de Deus. Portanto, nos dois versículos a luz transmitida para dentro do coração é a luz da glória – a glória de Cristo e a glória de Deus.
Mas estas não são realmente duas glórias diferentes. No versículo 4 Paulo diz que é a glória de Cristo, que é a imagem de Deus. E no versículo 6 ele diz que a glória Deus está na face de Cristo. Portanto a luz transmitida na pregação é a luz da glória, e pode-se referir a esta glória como a glória de Cristo que é a imagem de Deus, ou a glória de Deus perfeitamente refletida em Cristo.
A pregação é a revelação ou a demonstração ou a exibição da glória divina ao coração de homens e mulheres ( 4:4-6), de maneira que pela contemplação desta glória eles sejam transformados à semelhança do Senhor com glória cada vez maior (3:18).

Conhecimento Pela Própria Experiência

Esta não é uma construção artificial ou meramente intelectual. Ela é precisamente o que eu conheço como verdade por minha própria experiência (como muitos de vocês também sabem!): Ver Deus como ele realmente é tem se provado, vez após vez, uma força poderosa e constrangedora motivando-me em minha busca por santidade e alegria nele.
Você e eu sabemos por experiência própria que o conflito principal na alma humana é entre duas glórias – a glória do mundo e todos os breves prazeres que ele pode oferecer, contra a glória de Deus e todos os prazeres eternos que ela pode oferecer. Estas duas glórias competem pela fidelidade, admiração e deleite dos nossos corações. E o papel da pregação é demonstrar, descrever, retratar e exibir a glória de Deus de um modo que sua excelência e valor superiores brilhem no seu coração para que você seja transformado com glória cada vez maior.

O Desafio Perante o Pregador

Isso significa que como um pregador eu sou, continuamente, confrontado com a questão: Como eu posso retratar da melhor maneira a glória de Deus de modo que o máximo de pessoas a verá e será transformado por ela? Enquanto eu me fazia esta pergunta no retiro, duas semanas atrás, uma nova resposta veio à minha mente.
Eu estava lendo novamente parte de “A vida de Deus na alma do homem” (The Life of God in the Soul of Man) de Henry Scougal. Ele fez esse intrigante comentário: “O valor e a excelência de uma alma devem ser medidos pelo objeto do seu amor” (p. 62). Aquilo me bateu como uma grande verdade. E me veio o pensamento que se é verdade para o homem, como Scougal sugeriu, certamente é também verdade para Deus: “O valor e excelência da alma de DEUS deve ser medido pelo objeto de seu amor”.
Eu então procurei nas Escrituras por vários dias todos os lugares que nos dizem o que é que Deus ama, em que ele se alegra, se deleita, se agrada e se regozija. O resultado é um plano para pregar 13 messagens  entituladas “Os prazeres de Deus”.
Então é minha oração, e eu espero que você a fará sua oração, que ao ver os objetos do prazer de Deus nós veremos a excelência e o valor de sua alma; e ao vermos sua glória nós seremos transformados com glória cada vez maior à sua semelhança; e ao sermos transformados à sua semelhança nós confrontaremos essa cidade, e os povos inalcançados da Terra, com um testemunho vivo de um Salvador grande e irresistivelmente atraente. Que o Senhor se agrade em nos mandar um grande reavivamento de amor, santidade e poder enquanto nós olhamos para ele e oramos seriamente durante as próximas 13 semanas.

Exposição

Para retratar o valor da alma de Deus no objeto do seu amor nós devemos começar do início. A primeira e mais fundamental coisa que podemos dizer sobre os prazeres de Deus é que ele tem prazer em seu Filho. Eu vou tentar desenrolar esta verdade em 5 afirmações.
1. Deus tem prazer em seu Filho.
Em Mateus 17 Jesus leva Pedro, Tiago e João a uma montanha. Quando eles estão sozinhos algo completamente surpreendente acontece. De repente Deus dá a Jesus uma aparência de glória. Versículo 2: “Sua face brilhou como o sol, e suas roupas se tornaram brancas como a luz.” Depois, no versículo 5 uma nuvem resplandecente os envolve e Deus fala da nuvem: “Este é o meu Filho amado de quem me agrado. Ouçam-no!”
Primeiro, Deus dá aos discípulos um breve lampejo da verdadeira glória celestial de Jesus. Isto é o que Pedro diz em 2 Pedro 1:17 – “[Cristo] recebeu honra e glória da parte de Deus Pai.” Daí Deus revela seu coração pelo Filho e diz duas coisas: “Eu amo meu Filho” (“Este é o meu Filho amado”) e “eu tenho prazer em meu filho” (“de quem me agrado”).
Ele diz isso em uma outra ocasião: no batismo de Jesus, quando o Espírito Santo desce e unge Jesus para o seu ministério, significando o amor e o apoio do Pai – “Este é o meu Filho amado de quem me agrado.”
E no evangelho de João, Jesus fala várias vezes sobre o amor do Pai por ele: por exemplo, João 3:35, “O Pai ama o Filho e entregou tudo em suas mãos.” João 5:20, “O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que faz.”
(Veja também Mateus 12:18 onde Mateus cita Isaías 42:1 em referência a Jesus: “Eis o meu servo, a quem escolhi, o meu amado, em quem tenho prazer.” A palavra hebraica traduzida como ‘tenho prazer’ é ratsah, e significa ‘deileitar-se.’)
Então nossa primeira afirmação é que Deus Pai ama seu Filho, não com auto-negação, misericórdia sacrificial, mas com o amor de deleite e prazer. Ele se agrada de seu Filho. Sua alma deleita-se no Filho. Quando ele olha para seu Filho ele gosta, trata com carinho, admira, estima e aprecia o que vê.
2. Filho de Deus é totalmente divino.
Esta verdade vai nos livrar de cometermos um erro sobre a primeira. Você deve concordar com a afirmação de que Deus tem prazer em seu Filho mas talvez cometa o erro de pensar que o Filho é, meramente, um homem extraordinariamente santo que o Pai adotou como Filho porque deleitava-se muito nele.
Mas Colossenses 2:9 nos dá uma perspectiva muito diferente das coisas. “Em Cristo habita corporalmente toda a plenitude da divindade.” O Filho de Deus não é meramente um homem escolhido. Ele tem a plenitude da divindade nele.
E Colossenses 1:19 relaciona isso com o prazer de Deus: “Toda a plenitude [da divindade] agradou-se em habitar nele.” Ou você poderia dizer (com a NVI), “Foi do agrado de Deus que nele habitasse toda a [sua] plenitude.” Em outras palavras, Deus teve prazer em fazer isso. Deus não olhou para o mundo a fim de achar um homem que se qualificaria para seu deleite para daí adotá-lo como seu Filho. Ao contrário, o próprio Deus tomou a iniciativa de colocar sua plenitude em um homem no ato da incarnação. Ou nós poderíamos dizer que ele tomou a iniciativa de cobrir a plenitude de sua própria divindade com a natureza humana. E Colossenses 1:19 diz que foi do seu agrado fazê-lo. Foi o seu prazer e deleite.
Nós podemos tender a dizer que Deus não encontrou um Filho que o agradasse, mas ele fez um Filho que o agradasse. Mas isto também induziria a um erro porque esta plenitude da divindade, que agora habita corporalmente (Colossenses 2:9) em Jesus, já existia de forma pessoal antes que ele tomasse a naturaza humana em Jesus. Isto nos leva adiante na Divindade e à afirmação 3.
3. O Filho em que Deus se deleita é a imagem eterna e reflexão de Deus e é, por conseguinte, o próprio Deus.
Aqui em Colossenses 1:15 Paulo diz,
Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação [isto é, aquele que tem a posição exaltada de Filiação divina sobre toda a criação, como mostra a próxima frase], pois nele foram criadas todas as coisas nos céus e na terra.
O Filho é a imagem do Pai. O que isto significa? Antes de dizermos, vamos considerer outras designações similares.
Hebreus 1:3 diz do Filho,
O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando  todas as; coisas por sua palavra poderosa.
Em Filipenses 2:6 Paulo diz,
Embora sendo Deus (ou embora existindo na forma de Deus), não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo.
Então, o Filho em quem Deus se deleita é sua própria imagem; é o resplendor da sua própria glória; é a expressão exata do seu ser; existe na forma de Deus; e é igual a Deus.
Logo, nós não devemos ficar surpresos quando o apóstolo João, em João 1:1, diz:
No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus.
Seria um grande erro dizer que o Filho de quem Deus se agrada foi feito ou criado na incarnação ou em qualquer tempo. “No princípio era aquele que é a Palavra. Ele estava com Deus, e era Deus.” Pelo mesmo tempo em que existe Deus, tem existido a Palavra de Deus, o Filho de Deus, que tomou a natureza humana em Jesus Cristo.
Agora nós podemos ter uma melhor idéia de o que a Bíblia quer dizer quando o chama de a imagem ou resplendor ou expressão exata ou forma de Deus que é igual a Deus.
Por toda a eternidade até hoje a única realidade que sempre existiu é Deus. Isto é um grande mistério, porque é muito difícil para nós pensarmos em Deus não tendo uma origem, apenas estando lá para todo o sempre sem nada ou ninguém tendo feito com que ele lá estivesse – uma realidade absoluta à qual cada um de nós deve ajustar-se, goste ou não.
A Bíblia ensina que esse Deus eterno tem tido por todo o sempre:
  • uma imagem perfeita de si mesmo;
  • uma reflexão perfeita de sua essência;
  • um perfeito estigma ou impressão de sua natureza;
  • uma perfeita forma ou expressão da sua glória.
Nós estamos no limite do inefável aqui, mas talvez nós possamos ousar dizer a seguinte grandeza: Deus tem, por todo o sempre, sendo Deus, tido consiência de si mesmo, e a imagem que ele tem de si mesmo é tão perfeita e tão completa e abundante assim como é a reprodução (criação) viva e pessoal dele mesmo. E esta imagem ou reflexão ou forma viva e pessoal de Deus é Deus, a saber, Deus Filho. E, logo, Deus Filho é co-eterno com Deus Pai e igual em essência e glória.
4. O Prazer de Deus em seu Filho é prazer em si mesmo.
Sendo o Filho a imagem de Deus e o resplendor de Deus e a expressão exata de Deus e a forma de Deus, igual a Deus e, de fato, sendo Deus, logo, o deleite de Deus no Filho é deleite em si mesmo. Logo, a alegria fundamental, mais profunda, primária e original de Deus é a alegria que ele tem em suas próprias perfeições conforme ele as vê refletidas em seu Filho. Ele ama o Filho e se deleita no Filho e se alegra no Filho porque o Filho é o próprio Deus.
A princípio isso soa como vaidade e passa o sentimento de convencimento e presunção e egoísmo, porque isto é o que seria se algum de nós encontrasse sua maior e mais profunda alegria olhando-se no espelho. Seriamos vaidosos, convencidos, presunçosos e egoístas.
Mas por quê? Porque nós fomos criados para algo infinitamente melhor e mais nobre e maior e mais profundo que auto-contemplação. O quê? A contemplação e o gozo de Deus! Qualquer coisa a menos que isso seria idolatria. Deus é o mais glorioso de todos os seres. Não amá-lo e deleitar-se nele é um grande insulto ao seu valor.
Mas o mesmo é verdade para Deus. Como poderia Deus não insultar o que é infinitamente belo e glorioso? Como poderia Deus não cometer idolatria? Há somente uma resposta possível: Deus deve amar e deleitar-se em sua própria beleza e perfeição acima de todas as coisas. Nós fazermos isso em frente ao espelho é a essência da vaidade. Deus fazer isso em frente ao seu Filho é a essência da retidão.
Não é a essência da retidão ser movido por um delite perfeito no que é perfeitamente glorioso? E não é o oposto da retidão quando nós colocamos nossas maiores afeições nas coisas de menor ou nenhum valor?
E então, a retidão de Deus é o infinito zelo e alegria e prazer que ele tem em seu próprio valor e glória. E se ele, em algum momento, agisse contra essa eterna paixão por suas próprias perfeições, ele seria iníquo. Ele seria um idólatra.
Nisso está o maior obstáculo para nossa salvação: pois como poderia esse Deus justo colocar suas afeições em pecadores como nós? Mas nisso também está o fundamento da nossa salvação, pois é precisamente a infinita estima que o Pai tem pelo Filho que faz possível para mim, um pecador perverso, ser amado e aceito no Filho; porque em sua morte ele restaurou todo o insulto e dano que eu causei à glória de Deus pelo meu pecado.
Nós veremos isso vez após vez nas semanas seguintes – como o prazer infinito do Pai em suas próprias perfeições é a fonte de nossa redenção e esperança e eterna alegria. Hoje é apenas o começo.
Eu encerro com a quinta afirmação e aplicação final. Se Scougal está certo – que o valor e a excelência de uma alma devem ser medidos pelo objeto ( e eu acrescentaria, pela intensidade) do seu amor – então...
5. Deus é o mais excelente e digno entre todos os seres.
Por quê? Porque ele tem amado seu Filho, a imagem de sua própria glória, com energia infinita e perfeita, por toda a eternidade. Quão gloriosos e felizes têm sido o Pai, o Filho e o Espírito Santo, juntos, por toda a eternidade!
Que nós reverenciemos este grande Deus! E que nós abandonemos todos os ressentimentos insignificantes, todos os prazeres efêmeros e buscas vazias da vida, e participemos do contentamento que Deus tem na imagem de suas próprias perfeições – seu Filho. Oremos:
Deus justo, infinito e eterno, nós confessamos que temos, freqüentemente, o diminuído e exaltado nós mesmos ao centro das nossas afeições, onde somente você pertence na imagem de seu Filho. Nós arrependemos e deixamos nossa presunção e , alegremente, reverenciamos sua felicidade eterna e auto-suficiente na união da Trindade. E nossa oração, nas palavras de seu Filho (João 17:26), é que o amor com que você o amou esteja em nós, e ele esteja em nós, para que participemos dessa relação de alegria e desse oceano de amor para todo o sempre. Amém. 

- Hermeneutica Particular

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Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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