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12 de jan. de 2011

Eis o servo do Senhor – M. Loyd-Jones


Cristão é aquele que por necessidade tem que estar interessado em guardar a lei de Deus. . . Não estamos «sob a lei», mas a intenção de Deus ainda é que a guardemos; a «justiça da lei» é para ser «cumprida em nós», diz o apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos. . . Assim, é cristão aquele que está sempre interessado em viver e cumprir a lei de Deus. Aqui se lhe faz lembrar como é que se deve fazer isso.

Volto a dizer que uma das coisas mais óbvias e essenciais quanto ao cristão é que ele vive sempre cônscio de que está na presença de Deus. O mundo não vive desta maneira; essa é a grande diferença existente .entre o cristão e o não-cristão. O cristão. . . não é, por assim dizer, um livre agente. Ele é filho de Deus, de modo que tudo quanto faz o faz do ponto-de-vista de estar sendo agradável aos olhos de Deus. Aí está porque o cristão, necessariamente, deve ver tudo o que lhe sucede neste mundo de maneira inteiramente diversa de toda gente. . .

O cristão não se aflige por causa de comida, bebida, casa e roupas. Não é que ele diga que essas coisas não lhe importam, mas elas não constituem o seu principal interesse, não são as coisas pelas quais ele vive. O cristão não se apega demais a este mundo e seus lidares. Por que? Porque pertence a outro reino e a outro modo de ser. Ele não se retira do mundo; esse foi o erro do monasticismo da Igreja Católica  Romana.

O Sermão da Montanha não lhe ordena que fuja da > vida para viver a vida cristã. Porém diz, isto sim, que a sua L atitude é por completo diferente da do não-cristão, por causa da relação que há entre você e Deus, e por causa de sua total dependência dEle.

Studies in the Sermon on the Mount, i, p. 26,7.

2 de jan. de 2011

O SENHOR É O MEU PASTOR…

Pr. Clodoaldo Machado
O salmo 23 é um dos mais conhecidos textos da Bíblia. Por suas palavras confortantes que falam sobre o cuidado de Deus, é um salmo muito querido. Muitos trazem o salmo em suas memórias podendo recitá-lo a qualquer tempo. É realmente um belo texto da Palavra de Deus.
O salmo 23, no entanto faz afirmações interessantes sobre o relacionamento de Deus com seus servos. É um salmo onde Davi expressou toda a confiança no cuidado de Deus por sua vida. Ele sabia que estando sob o pastoreio do Senhor nada poderia lhe faltar. Esta é uma afirmação que traz grande responsabilidade sobre o servo de Deus. Quando afirmamos que o Senhor é o nosso pastor, estamos afirmando também que nada está nos faltando. Afirmar que o Senhor é nosso pastor e ao mesmo tempo entender que temos falta de algo faz com que somente uma de duas possibilidades seja verdadeira: O Senhor não é um bom pastor e não sabe cuidar de seus servos; ou Ele não é de fato o nosso pastor. Em outras palavras, se o Senhor é o pastor nada pode estar faltando.
Este salmo responsabiliza o servo de Deus, pois não permite que ele murmure por qualquer que seja a sua situação. É uma verdade absoluta o fato do Senhor não deixar faltar nada àqueles que estão sob o seu pastoreio. Quando algo não está confortável para nós é necessário compreender que faz parte do pastoreio do Senhor em nossas vidas. Assim, o que para qualquer pessoa poderia ser falta de algo, para o servo de Deus é suprimento. Deus em seu pastoreio faz com que experimentemos situações que nos fazem depender dEle. As situações difíceis nos aproximam do nosso Grande Pastor para que percebamos como Ele está suprindo todas as nossas necessidades. O apóstolo Paulo conheceu muito bem o pastoreio do Senhor em sua vida. Aos filipenses ele escreveu: “…porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece” (Fl.4.11-13). Paulo sabia que nada havia faltado em sua vida desde que havia se colocado sob o pastoreio de Deus. Mesmo quando enfrentou difíceis situações ele não as viu como falta mas sim como suprimento, um suprimento tão poderoso que o fortalecia em sua vida espiritual. Ter o Senhor como Pastor tira do servo de Deus qualquer possibilidade de murmuração.
Outra responsabilidade que o salmo 23 traz sobre o servo de Deus é a dependência. Ao chamar o Senhor de pastor Davi estava afirmando que estava totalmente nas mãos dEle, sob sua total dependência e cuidado. Davi sabia que o Senhor o estava guiando e tinha um objetivo para sua vida, que era levá-lo a um lugar tranqüilo. Dizer que o Senhor é o nosso pastor implica em que confiemos nEle sabendo que Ele está nos conduzindo e um bom lugar espera por nós. Isso significa que estamos no meio de um processo que está sendo conduzido por Deus. Deus não terminou conosco ainda, Ele é o pastor que tem ido a nossa frente e espera que nós o sigamos, na confiança de que algum lugar adiante será nosso descanso. Se estamos passando por momentos difíceis isso não será permanente em nossas vidas. Nosso Pastor está escolhendo o caminho que é sempre o melhor, pois contribuirá para que sejamos fortalecidos e possamos alcançar o pasto verdejante e as águas tranqüilas.
Lembremos que na condução do povo de Israel à terra prometida, Deus escolheu o deserto. O deserto era um caminho mais longo, mais difícil onde as condições seriam totalmente desfavoráveis. O deserto, porém, seria o caminho onde o povo aprenderia a conhecer o seu Pastor e a depender dEle. Faltaria água, comida, sombra e luz. Mas Deus seria tudo isso em favor do seu povo. Acredita-se que, se seguisse em linha reta, o povo de Israel chegaria à terra prometida em apenas cerca de duas semanas. Mas o seu Pastor resolveu fazer outra rota que duraria quarenta anos e seria extremamente difícil. Certamente seria uma experiência que traria uma única conclusão: Dependência de Deus. Nosso Pastor nunca erra, Ele sabe por onde está nos conduzindo. O momento pode ser difícil, mas há pastos verdejantes e águas tranqüilas nos aguardando. Ter o Senhor como pastor implica em confiar nisto.
O querido salmo 23, tão lido, tão amado, tão recitado fala-nos não somente do caráter cuidadoso de Deus por nós, também fala-nos de nossa responsabilidade ao afirmarmos que o Senhor é o nosso Pastor. Nada está nos faltando e um lugar tranqüilo aguarda por nós adiante, confiemos nisso!

15 de dez. de 2010

Grande é o Senhor - Kenneth D. Macleod




Há um Deus, e podemos conhecê-lo; mas ele só pode ser conhecido porque se relevou. Ele fez isso nas coisas criadas. Quando contemplamos o mundo ao nosso redor e ao céus acima de nós, devemos concluir que seria impossível qualquer parte do universo ser trazida à existência sem a ação de um poder sobrenatural – de fato, pelo poder de Deus. Contudo, o homem contemporâneo se recusa a crer nesse fato, preferindo aceitar o mito da evolução. Sendo vítima de uma natureza caída, o homem não tem desejo de aprender sobre Deus. E devemos ver a obra de Satanás por trás de tudo isso, quando cega o entendimento humano.
No entanto, o máximo que aprendemos sobre Deus por meio da criação é extremamente limitado. Ela não nos pode dar conhecimento sobre o livramento de nossa condição pecaminosa. Em misericórdia, Deus nos deu uma revelação mais profunda de si mesmo nas Escrituras – uma revelação que nos dá conhecimento suficiente sobre a salvação do pecado e da perdição eterna. Essas Escrituras, do começo ao fim, foram escritas sob a inspiração do Espírito Santo e, por isso, são totalmente dignas de confiança. Não têm qualquer tipo de erro, mesmo nos detalhes mais triviais. Também nesse assunto podemos reconhecer a cegueira do homem – para com a luz pura da Palavra de Deus – e os esforços de Satanás para cegar os olhos de pecadores em relação às verdades das Escrituras. Satanás anseia por cegar "o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo" (2 Co 4.4).
Deus estabeleceu sua Palavra como meio para dar verdadeiro conhecimento de si mesmo à humanidade, mas somente por meio da obra do Espírito Santo esse conhecimento pode ser proveitoso às almas daqueles que a ouvem e a lêem. E Deus designou a pregação da sua Palavra como meio de produzir bem espiritual na alma de pecadores. Muitos já entraram na vida eterna como resultado de chegarem, por meio da pregação, a conhecer "o único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo", a quem ele enviou (Jo 17.3).
Deus é infinito; e, de acordo com isso, o conhecimento que podemos ter sobre ele é limitado. Por isso, Zofar pergunto a Jó: "Porventura, desvendarás os arcanos de Deus ou penetrarás até à perfeição do Todo-Poderoso?" (Jó 11.7). Tudo a respeito de Deus é infinitamente maior do que podemos conhecer ou entender. Mas o conhecimento de Deus que as Escrituras proporcionam é exato. Deus se revelou de um modo que se adéqua ao nosso entendimento humano; porém, se o Espírito Santo não der nova vida à nossa alma, jamais responderemos com fé a este conhecimento.
Paulo desejou que os crentes efésios conhecessem "o amor de Cristo, que excede todo entendimento" (Ef 3.19). Ele desejou não somente que pecadores soubessem sobre o amor de Cristo para com um mundo perdido, mas também que pessoas experimentassem por si mesmas esse amor. Embora esse conhecimento seja limitado para o ser humano, o amor de Cristo é – como Paulo admitiu – muito maior e mais maravilhoso do que alguém possa compreender. Pensar na amplitude da glória da qual o Salvador veio e os sofrimentos que ele suportou neste mundo, incluindo a maldita morte na cruz, ajuda-nos a entender algo do amor que excede todo entendimento. Por essa razão, Paulo pôde dizer: "Conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre por amor de vós, para que, pela sua pobreza, vos tornásseis ricos" (2 Co 8.9). Os crentes que residiam em Corinto tinham um conhecimento genuíno do amor e da bondade de Cristo, embora não pudessem sondar as profundezas nem medir a amplitude desse amor.
E podiam entender o amor de Cristo quando consideravam os seus frutos: particularmente o perdão dos seus pecados, o dom do Espírito Santo e sua obra de santificação, o suprimento de todas as necessidades deles nesta vida e, por fim, um lugar no céu. Cada instância da graciosa provisão de Cristo deveria aumentar no crente o senso de quão grande foi o amor eterno do qual a provisão fluiu, embora esse senso fique muito aquém da infinita plenitude do amor de Deus para com pecadores indignos. E, ainda que os santos na glória conheçam agora mais do que podiam assimilar quando estavam neste tempo, tudo a respeito de Deus permanece infinitamente maior do que eles podem agora conhecer ou entender.
A justiça de Deus é, igualmente, infinita. Podemos conhecê-la porque ele a revelou para nós, mas sua perfeição está além de nosso entendimento. Deus sempre lida com justiça quando se relaciona com suas criaturas, mas sua justiça se tornará especialmente óbvia no dia do juízo. E, na eternidade, essa justiça será evidente quando ele derramar sua ira sobre os ímpios e, por amor a Cristo, abençoar seus filhos. Deus fez uma demonstração singular de sua justiça quando tomou a culpa desses filhos e a colocou sobre seu Filho como substituto deles. A misericórdia infinita se encontrou com a justiça infinita de um modo que alcança nossa esfera de conhecimento, por meio da revelação, mas está além de nossa compreensão.
A sabedoria infinita de Deus é demonstrada na criação. A ciência tem feito muitas descobertas nos séculos recentes, em todas as áreas. E cada uma dessas descobertas mostra a capacidade do Altíssimo de idealizar o que é extremamente prático e belo – embora o homem, em sua cegueira, recuse freqüentemente reconhecer o Idealizador. No entanto, o plano de salvação revela muito mais quanto à infinita natureza da sabedoria de Deus! Ele nos ensina que o pecado merece sua ira e maldição para sempre, mas nenhuma criatura podia ter planejado como, em harmonia com a justiça de Deus, alguém poderia escapar da sua ira e da sua maldição eterna. Foi a sabedoria divina que planejou o meio pelo qual Deus podia ser justo quando fez provisão para a salvação de pecadores.
Sabedoria infinita também é mostrada na providência de Deus. Ele sabe tudo que está acontecendo, tudo que vai acontecer e tudo que poderia ter acontecido. E, dentre essas miríades de possibilidades, Deus escolheu, em sua sabedoria, o que mais contribuiria à sua glória. Não é surpresa que o Salmo 147 afirme: "O seu entendimento não se pode medir". Deus ordenou sabiamente que sua providência satisfaça seu propósito especial de reunir todos os seus eleitos, tirando-os de caminhos ímpios e conduzindo-os em segurança a um mundo melhor. Ali, todos eles verão – embora nunca perscrutarão totalmente a sabedoria que está por trás do agir de Deus com eles – que Deus os "conduziu... pelo caminho direito" (Sl 107.7).
O último atributo que consideraremos é o poder de Deus. O seu poder também é infinito; está além da capacidade de compreensão da mente humana. Podemos ver o poder de Deus na criação, mas, como podemos entender somente de maneira limitada a vastidão e as complexidades do universo, podemos entender apenas imperfeitamente o poder que foi necessário para trazer todas as coisas à existência e para mantê-las em existência. Todavia, devemos reconhecer que o infinito poder de Deus é manifestado de maneira mais maravilhosa na obra do Espírito Santo em regenerar pecadores espiritualmente mortos e dar continuidade à sua obra santificadora, até que eles sejam perfeitos e estejam, assim, preparados para o céu.
O poder de Satanás é grande, como o é o poder daqueles que fazem sua obra maligna. Precisamos apenas observar os meios de comunicação para obteremos um senso da prevalência da impiedade, da falsa religião e da incredulidade em nossos dias. Contudo, o poder de Satanás e dos ímpios, que se rendem à tentações de Satanás, é finito, é limitado. Embora seja um grande poder, não é nada se comparado com o ilimitado poder de Deus. Portanto, não precisamos ficar desesperados em qualquer situação, se estivermos em dependência de Deus. Jamais devemos desesperar-nos quanto à igreja, porque Deus cumprirá todos os seus propósitos e – por meio de sua sabedoria, graça e poder ilimitados – levará ao céu, com segurança, toda a vasta multidão de seus eleitos.
Como vimos, Deus se revelou na criação, porém mais plenamente na Bíblia. Visto que ele é infinitamente grande e glorioso, em todos os seus atributos, é nosso dever, como suas criaturas, receber sua revelação e sujeitar-nos a ele com todo o nosso coração – e crer em Cristo, que é o centro de toda a revelação das Escrituras. É igualmente nosso dever louvá-lo e adorá-lo, nesta vida, que é uma preparação para o louvor e a adoração infindos no céu. "Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado" (Sl 48.1).


Traduzido por: Wellington Ferreira.
Copyright:
© Kenneth D. Macleod
© Editora FIEL 2010.

Traduzido do original em inglês: Great is the Lord. Publicado originalmente no site da Editora The Banner of Truth.


O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

31 de out. de 2010

Aviva-nos Ó Senhor!! - (Sermão 2598) - C.H.Spurgeon Postado por Charles Spurgeon / On : 12:43/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.




Extratos de "Spiritual Revival the Want ofthe Church" [A igreja necessita de avivamento espiritual]
1.   Obra totalmente de Deus

Texto das Escrituras: "Aviva a tua obra, ó SENHOR" (Habacuque 3.2, ARA).

Toda verdadeira religião é obra de Deus. Deus é, de fato, o autor da salvação no mundo, e a religião é obra da graça. Se houver alguma coisa boa e extraordinária na Igreja, isso também é obra de Deus, do início ao fim.

E Deus quem aviva a alma que estava morta e quem preserva a vida dessa alma. Deus nutre e aperfeiçoa essa vida na Igreja. Não atribuímos nada a nós mesmos, mas tudo a Deus. Não ousemos sequer um instante pensar que nossa conversão ou nossa santificação é efetuada por esforço nosso ou de outros. De fato, há meios pelos quais somos convertidos e santificados, mas todos são obras de Deus.

2.    Avivamento da devoção

Portanto, confiando no Espírito de Deus que me ajuda, vou procurar aplicar esse princípio primeiramente a nossa alma de modo pessoal, depois à igreja em geral.

Então, vejamos primeiro quanto a nós mesmos. Muitas vezes fustigamos a Igreja quando o açoite deveria flagelar nossos ombros. Devemos sempre lembrar que fazemos parte da Igreja e que nossa falta de avivamento está de alguma maneira relacionada à falta de avivamento da Igreja em geral. Faço a seguinte acusação contra nós: nós, cristãos, precisamos em nossa vida de um avivamento de devoção. Tenho razões abundantes para provar isso.

3.   Não há garantia

Em primeiro lugar, observe a conduta e as conversas de muitos de nós, que professamos ser filhos de Deus.

Nos dias de hoje, é muito comum alguém tornar-se membro da Igreja. Recentemente, em nosso país, muitos se filiaram à Igreja, mas isso significa que hoje há menos enganadores que antes? Menos fraudes são cometidas? A moralidade tem aumentado? Vemos os vícios diminuir? Não, não vemos nada disso. Nossa geração é tão imoral quanto qualquer outra que nos precedeu. Existe o mesmo tanto de pecado, embora talvez hoje ele seja mais disfarçado.

E do conhecimento de todos que ser membro de uma igreja não garante que a pessoa seja honesta. A vida de muitos membros de igreja oferece ao mundo motivos para indagar se existe alguma devoção em nós. Ambicionamos dinheiro, cobiçamos, seguimos a perversidade desse mundo, oprimimos o pobre e negamos os direitos da classe trabalhadora — contudo, professamos ser povo de Deus! A Igreja precisa de avivamento na vida de seus membros.

4.   A conversa dos cristãos

Em segundo lugar, observemos a conversa de muitos cristãos professos. Preste atenção à conversa do cristão mediano. Você pode passar o ano inteiro, desde o primeiro dia de janeiro até o último dia de dezembro, sem ouvi-lo falar de sua fé. Ele raramente menciona o nome de Jesus Cristo. Sobre o que conversa no domingo, na hora do almoço? Sem dúvida, não será sobre a mensagem do pastor, a não ser para criticar as falhas.

Alguma vez conversará sobre o que Jesus disse ou fez? Sobre quanto ele sofreu? Quando vamos visitar alguém, de que falamos? Concluo o seguinte: você nunca saberá como chegar ao céu se ficar apenas escutando a conversa de certos membros de igreja! Falamos muito pouco sobre o Senhor, não é verdade? Muitos cristãos estão precisando orar assim: "O Senhor, aviva tua obra em minha alma, para que minha conversa possa ser mais semelhante a Cristo, temperada com sal, preservada pelo Espírito Santo!".

5.    Santa comunhão com Jesus

Todavia, mesmo que nossa conduta e nossas conversas fossem mais consistentes com nossa fé, eu ainda faria esta terceira acusação contra nós: há muito pouca comunhão verdadeira com Jesus Cristo. Se, pela graça de Deus, nossa conduta e nossas conversas fossem consistentes e nossa vida fosse impecável, muitos de nós estaríamos em falta diante do que chamamos "santa comunhão com Jesus".

Senhoras e senhores, permitam-me perguntar: quando foi a última vez que vocês tiveram uma conversa íntima com Jesus Cristo? Alguns de vocês poderão dizer: "Falei com ele hoje mesmo pela manhã. Contemplei sua face com alegria". Contudo, temo que a maioria dirá: "Há meses que não falo com o Senhor".

O que você está fazendo com sua vida? Cristo está vivendo em sua casa, e mesmo assim você não conversa com ele há meses? Não me deixe condenar ou julgar você, mas permita à sua consciência falar: não estamos, de fato, vivendo sem Jesus? Não temos estado mais contentes com o mundo, enquanto negligenciamos a Cristo?

6.   Aspirando ao avivamento

De certo modo, apresentei a base para minha convicção de que precisamos de um avivamento, mas agora preciso voltar à solução desse grande problema que enfrentamos. Habacuque orou: "Aviva a tua obra, ó SENHOR!". Você ouve esse clamor por avivamento? Este é o nosso problema: há muitos que afirmam desejar o avivamento, mas não clamam por ele, não aspiram a ele.

O verdadeiro cristão, quando confrontado com a necessidade de avivamento pessoal, terá aspiração. Insatisfeito, imediatamente se esforçará para alcançá-lo. O verdadeiro cristão orará dia e noite: "Aviva a tua obra, ó SENHOR!".

O que fará com que o verdadeiro cristão aspire ao avivamento? Quando refletir sobre o que Cristo fez por ele, aspirará a um avivamento para si.

Quando ouvir alguém contar uma história sobre outro cristão que está experimentando grande alegria no Senhor, ele aspirará a um avivamento para si. Quando participar de uma comunhão edificante sem sentir nenhuma emoção, ele aspirará a um avivamento para si.

Eu perguntaria apenas isto aos que sentem a necessidade de um avivamento pessoal: você pode aspirar ao seu avivamento? Se puder, então, aspire! Que Deus se agrade de lhe conceder a graça de continuar clamando. Então, transforme sua aspiração em oração.

7.        Não tome nenhuma decisão

Transforme sua aspiração em oração. Não diga: "Senhor, sinto necessidade de avivamento. Pretendo cuidar disso hoje à tarde — então começarei a avivar minha alma". Não tome nenhuma decisão sobre o que você fará: suas decisões certamente serão frustradas. Em vez de tentar avivar a si mesmo, ore. Não diga: "Vou me avivar", mas clame: "O Senhor, aviva tua obra".

Dizer: "Vou me avivar" mostra que você não conhece sua verdadeira condição. Se a conhecesse, não tentaria avivar a si mesmo sem a ajuda de Deus, assim como ninguém espera que um soldado ferido em batalha cure a si mesmo sem remédio ou que procure ele mesmo o hospital, tendo as pernas e os braços feridos.

Insisto: não faça nada sem antes orar a Deus e clamar: "Aviva a tua obra, ó SENHOR!". Comece por se humilhar, abandonando toda esperança de avivar a si mesmo, mas comece logo a orar com convicção e a suplicar sinceramente a Deus: "O Senhor, faça por mim o que não consigo fazer por mim mesmo. O Senhor, aviva tua obra!".

8.       A falta de sinceridade

Chego agora ao segundo ponto do assunto, a respeito do qual serei mais breve. Precisamos orar incessantemente na própria Igreja esta urgente oração: "Aviva a tua obra, ó SENHOR!".

Na presente época, há um triste declínio da vitalidade da devoção. Os tempos atuais tornar-se-ão muito mais a era da forma que a era da vida. Vemos pregadores lendo sermões manuscritos — um puro insulto ao Deus todo-poderoso! Pode parecer elegante e eloqüente, mas onde estão as pregações fervorosas, como a de George Whitefield?

Os sermões de Whitefield não eram eloqüentes, mas rudes e desconexos. Todavia, não eram as palavras, mas o modo em que ele as expunha, sua seriedade, o derramamento de sua alma quando pregava. Quando você o ouvia pregar, sentia-se ouvindo um homem disposto a morrer por sua pregação. Onde encontramos essa seriedade hoje? Uma das tristes provas de que a Igreja precisa de avivamento é a ausência de seriedade que antes se via nos púlpitos cristãos.

9.    Uma "ologia" que descartou Deus

Acredito também que a ausência da sã doutrina é outra prova de que a Igreja precisa de avivamento. Em certo sentido, a sã doutrina desapareceu. Aconteceu quando os pregadores deixaram de pregar a sã doutrina com receio de serem mal recebidas. Pararam de falar de "eleição", "depravação" e "graça ilimitada" porque achavam que o povo se desinteressaria dessa mensagem.

Então, decidiram que, se não era algo apropriado para pregar, decerto não era verdadeiro. Logo, apresentaram uma "nova teologia", que podia ser qualquer coisa menos teologia. Era uma "ologia" que descartou Deus completamente e entronizou o homem.

Semelhantemente, os membros de igreja se enfraqueceram na doutrina. Os membros de igreja hoje mudam de doutrina com tanta freqüência quanto trocam de amizades. Dificilmente constituem o tipo de pessoa que morrerá por suas convicções. Observe sua frouxidão! Eles têm o que chamam "reuniões de oração". Deveriam ser chamadas "reuniões dos remanescentes", pois são freqüentadas por uns poucos.

Tudo isso mostra que a Igreja se desviou do caminho. Como sei disso? Porque a Igreja começa a ser respeitada aos olhos do mundo. A Igreja precisa ser desprezada e marginalizada até a vinda do Senhor, diante de quem encontramos verdadeira honra.

10. Acenda um fogo

Alguns concordarão comigo em que a Igreja precisa de avivamento, mas peço que, em vez de reclamar de seu pastor, em vez de achar defeitos em alguns aspectos da Igreja, você clame: "Aviva a tua obra, ó SENHOR".

Alguém dirá: "Ah, se tivéssemos outro pastor! Ah, se tivéssemos outro estilo de culto! Ah, se tivéssemos outro tipo de pregação!". Você não precisa de novos estilos ou de gente nova: você precisa de vida naquilo que tem. Se você quiser mover um trem, não precisa de uma locomotiva nova ou mesmo de dez locomotivas: você precisa acender o fogo e fazer o vapor mover a locomotiva que você tem!

A igreja não precisa de nova pessoa ou novo plano, mas precisa da vida de Deus neles. Pecamos isso a Deus! Talvez ele esteja pronto para chacoalhar o mundo desde os fundamentos. Talvez mesmo agora ele esteja pronto para derramar uma grande influência sobre seu povo, que tornará a Igreja desta geração viva como nunca antes.

12 de out. de 2010

Filhos que Dão Prazer ao Senhor

 

Um grande navio está partindo do porto. Adiante deste navio vai um navio pequenino abrindo caminho. Tendo navegado nesse porto muitas vezes, o capitão do navio menor conhece cada perigo do porto e assim é capaz de ajudar o capitão do navio maior a evitar sério contratempo. De modo muito semelhante, os pais estão preparando os filhos para levarem vidas independentes num mundo perigoso. A Bíblia observa que "o ornato dos jovens é a sua força, e a beleza dos velhos, as suas cãs (Provérbios 20:29). Cabelos grisalhos, por serem de costume associados com idade avançada, representam freqüentemente sabedoria e experiência. Os pais já aprenderam sobre alguns dos perigos da vida e experimentaram outros, e estão assim capacitados a ajudar seus filhos a evitar muitos erros sérios . . . se os filhos aceitarem ser guiados por seus pais!

Filhos, obedecei a vossos pais!

O apóstolo Paulo afirmou que os filhos têm responsabilidade em obedecer a seus pais. Ele escreveu aos efésios, "Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo" (Efésios 6:1). É interessante que Paulo não escreveu, "Pais, façam com que vossos filhos vos obedeçam." Naturalmente os pais são responsáveis por ensinar e corrigir seus filhos, mas Paulo dirigiu-se aos filhos e colocou sobre eles a responsabilidade por obedecer a seus pais. É certamente verdade que esses pais têm que instruir seu filhos a seguir a trilha da justiça, mas os filhos não são robôs. Eles também têm uma vontade e podem resolver não aceitar a disciplina de seus pais. Assim, o apóstolo Paulo mandou que os filhos se submetam à vontade de seus pais.

Os filhos têm que obedecer a ambos os pais. Freqüentemente os filhos obedecem ao pai que é mais provável que os castiguem e desatendem as instruções do outro! A palavra que é traduzida "pais" em Efésios 6:1 é uma palavra geral que inclui ambos, mãe e pai. Os primeiros nove capítulos do livro de Provérbios foram escritos como se um pai estivesse escrevendo ao seu filho. O autor começa seu conselho a seu filho com o seguinte: "Filho meu, ouve o ensino do teu pai e não deixes a instrução de tua mãe. Porque serão diadema de graça para a tua cabeça e colares, para o teu pescoço" (Provérbios 1:8-9). Observe que o filho precisa seguir a instrução de ambos, pai e mãe.

Aos colossenses, Paulo escreveu a respeito do alcance desta obediência dos filhos: "Filhos, em tudo obedecei a vossos pais, pois fazê-lo é grato diante do Senhor" (Colossenses 3:20). O filhos deverão obedecer a seus pais quer entendam ou não a razão da ordem dos pais, quer concordem e gostem ou não da ordem dos pais. A verdadeira prova de obediência é quando nos é mandado fazer alguma coisa contra nossas inclinações ou vontade.

Observamos que Paulo escreveu aos efésios que os filhos deveriam obedecer a seus pais "no Senhor." A frase "no Senhor" deveria estar ligada com "obedecer" antes que com a palavra "pais." Paulo não estava sugerindo que os filhos deveriam obedecer a seus progenitores somente se seus pais e mães fossem cristãos (no Senhor") mas, que os filhos devem obedecer a seus pais enquanto tal obediência não conflite com seus deveres para com Cristo. Pedro exprimiu o mesmo princípio quando reprovado pelo Sinédrio judeu por pregar Jesus Cristo; "antes, importa obedecer a Deus do que aos homens" (Atos 5:29). "No Senhor" constitui a única limitação imposta à obediência de um filho.

Paulo escreveu que os filhos obedecerem "é justo" (Efésios 6:1). Aos colossenses ele escreveu que obedecer assim "é grato diante do Senhor" (3:20). Muitas pessoas, incluindo alguns pais, acreditam que a desobediência é uma coisa natural com os filhos e precisa ser tolerada pelos pais. Contudo, a Bíblia revela que Deus considera ser a desobediência pelos filhos uma coisa séria. O escritor de Provérbios oferece a seguinte dura advertência a quem desobedecer qualquer dos pais: "os olhos de quem zomba do pai ou de quem despreza a obediência à sua mãe, corvos no ribeiro os arrancarão e pelos pintãos da águia serão comidos" (Provérbios 30:17). O ponto do autor é claro: aqueles que desobedecem a seus pais sofrerão! Ainda que ninguém vivendo hoje em dia seja responsável por guardar a Lei de Moisés, suas instruções a respeito da desobediência e desrespeito filiais demonstram bem vivamente a atitude do Senhor. A penalidade aplicada a um filho desobediente e rebelde era a morte (Deuteronômio 21:18-21)! O filho que amaldiçoasse ou batesse em seu pai ou em sua mãe era morto por apedrejamento (Êxodo 21:15, 17; Levítico 20:9). Quando Paulo relacionou os vários pecados comuns entre os gentios, ele incluiu "desobedientes aos pais" (Romanos 1:30; veja também 2 Timóteo 3:2).

Filhos, honrai vossos pais!

Muitos países têm certas medalhas de honra para conferir àqueles cidadãos ou soldados que tenham desempenhado algum serviço meritório em favor de seu país. Os pais são pessoas que oferecem serviço especial dia após dia, tomando decisões e fazendo sacrifícios no melhor interesse de seus filhos. Muitos pais prefeririam a honra e o respeito de seus filhos a qualquer medalha de honra. As Escrituras, de fato, ordenam aos filhos que honrem seus pais. O apóstolo Paulo escreveu: "Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento com promessa), para que te vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra" (Efésios 6:2-3).

Qual é a diferença entre obedecer e honrar nossos pais? O que está envolvido com honrar pai e mãe? Honrar, como a palavra grega sugere, significa valorizar ou considerar altamente, ter em grande estima. Um filho pode submeter-se à vontade de seus pais sem tê-los em alta consideração. Seu motivo para submissão pode ser egoísta por natureza. As Escrituras revelam-nos que a obediência do filho deverá originar-se da alta estima que ele tem por seus pais. Pais nem sempre agem de tal modo que encorajem o respeito de seus filhos, mas os filhos deverão estimar seus pais altamente ... por causa dos mandamentos de Deus a este respeito.

Certamente honrar pai e mãe incluirá obediência, mas esta responsabilidade acarreta muito mais. Os filhos deverão dirigir-se a seus pais com respeito, sem grosseria, sarcasmo ou ridículo. Os filhos demonstram respeito por seus pais ouvindo o que eles têm a dizer. Os escritor de Provérbios aconselhou: "Ouve a teu pai, que te gerou, e não desprezes a tua mãe quando vier a envelhecer" (23:22). Os filhos honram a seus pais ajudando-os naquelas tarefas do lar que têm que ser feitas diariamente.

Jesus ensinou que honrar os pais envolvia apoio financeiro em casos de necessidade. Os fariseus criticaram os discípulos de Jesus porque eles não lavavam as suas mãos antes de comer, como exigia a tradição dos antigos. Jesus respondeu observando que os fariseus, eles próprios, invalidavam os mandamentos de Deus de modo a manter suas próprias tradições (Marcos 7:1-8). Com exemplo de sua prática, Jesus citou da Lei de Moisés o mandamento para honrar pai e mãe. Ele observou que os fariseus tinham concebido a tradição pela qual invalidavam este mandamento. Os fariseus ensinavam que um homem poderia declarar como "Corbã" parte dos seus bens com os quais deveriam ajudar seus pais. "Corbã" significava que aqueles bens estavam dedicados ao Senhor e, assim, "santificados," não podiam ser usados para sustentar seus pais. A pior parte desta tradição era que o homem que assim declarasse seus bens como "Corbã" poderia ficar com estes bens e usá-los para si! É fácil de ver que o ponto desta tradição era simplesmente evitar a responsabilidade de uma pessoa para com pai e mãe. A reprovação de Jesus ilustra claramente que a responsabilidade por honrar pai e mãe também incluía assistência financeira quando necessitada.

Escrevendo a Timóteo, Paulo também ressaltou a responsabilidade dos filhos em cuidar de seus pais idosos. Falando da igreja ajudar as viúvas, ele instruiu: "Honra as viúvas verdadeiramente viúvas. Mas se alguma viúva tem filhos ou netos, que estes aprendam primeiro a exercer piedade para com a própria casa e a recompensar a seus progenitores, pois isto é aceitável diante de Deus ... ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente" (1 Timóteo 5:3-4, 8). Nesta passagem, Paulo usou a palavra "honrar" no sentido de auxílio financeiro (veja o versículo 16). Ao mesmo tempo, ele asseverou claramente o dever dos filhos de ajudar ("honrar") seus pais. Tal auxílio é também uma forma de compensação pelo que os pais fizeram por seus filhos. A importância desta responsabilidade é vista na afirmação de Paulo que o crente que não cuida dos membros de sua própria família negou a fé. É evidente que as responsabilidade de um jovem para com pai e mãe não termina quando ele sai de casa. Em conclusão, é impossível servir a Deus aceitavelmente enquanto se negligencia os próprios pais! Não se pode honrar a Deus enquanto se recusa a obedecer Seus mandamentos, incluindo o dever de honrar seus pais.

O Plano de Deus é Melhor

Jesus, nosso grande exemplo, foi submisso a seus pais. Ainda que Ele fosse a Divindade em carne, ele seguia o plano de Deus para a família (Lucas 2:51). Deus estabeleceu seu plano para nossas famílias porque ele deseja nossa felicidade e sabe que tipo de relações são mais satisfatórias e mais recompensadoras para nós. Quando a vontade de Deus é negligenciada, resultam a aflição e a miséria. É verdade geral que os filhos que obedecem e honram seus pais vivem mais, têm vidas mais felizes e, mais importante, estão agradando a Deus!

por Allen Dvorak

7 de out. de 2010

Culto disso, culto daquilo ou culto ao Senhor?



Por Júnior Rubira

Em nosso tempo há uma grande variedade de estratégias utilizadas pela igreja para atrair novos membros, visitantes e pessoas dispostas a contribuir financeiramente, vale tudo na busca por encher os templos, sejam de grandes denominações ou de ministérios desconhecidos do público em geral. Uma das estratégias mais usadas é a aplicação de novos nomes para o culto ao Senhor, nomes que definem propósitos específicos a serem alcançados pelos crentes e não-crentes naquele dia, podemos encontrar os cultos de vitória financeira, os cultos de poder, os cultos de curas e libertação, os congressos de empresários e diversas festividades solenes com um objetivo a ser alcançado pela igreja.
Alguém dirá: qual é o mal disso? O mal está em retirarmos o foco do verdadeiro culto ao Senhor e desvirtuarmos o real sentido das reuniões dos santos, esses novos nomes para os cultos a Deus tiram a atenção da igreja do Criador para as bençãos que ele pode dar, o centro do culto deixa de ser Deus para que as necessidades e ambições do homem tomem o Seu lugar, Cristo é visto apenas como um provedor e não como Senhor e Salvador.
O culto deve estar centrado na adoração ao Senhor por meio de Cristo, e nunca nas petições dos homens interessados naquilo que Ele pode dar, devemos pedir? Sim, mas os pedidos não devem ser o principal no culto, isso torna o Evangelho em mensagem de auto-ajuda.
O culto deve ser cristocêntrico
O foco de cada culto ao Senhor deve ser a pessoa de Jesus Cristo, tudo é dEle, por Ele e para Ele (Rm 11.36), devemos adorá-lo e engrandecê-lo, não por aquilo que Ele pode nos dar, mas por aquilo que Ele é, grandes foram os feitos de Cristo em prol da humanidade e devemos gratidão pela obra redentora que Deus fez por meio de Seu Filho.
Tudo que fazemos no culto deve ser voltado a Cristo, Ele é o ÚNICO mediador entre Deus e homens, aquele que teve Seu nome elevado acima de todo nome, no céu, na terra e debaixo da terra (Fp 2.9; 1 Tm 2.5). Tudo o que pedimos deve ser dirigido a Ele e toda a glória deve ser a Ele também, o culto não deve exaltar os feito humanos, nem a capacidade do crente e muito menos as qualidades da igreja, o culto deve exaltar as obras de Cristo (Jo 14.13, 14; 2 Co 4.7).
Desde o louvor até a pregação tudo deve ter como centro o Cordeiro e Suas obras, os apóstolos pregavam a Cristo e a Sua obra realizada no Calvário, não andavam pregando um pensamento particular deles, nem pregando o que os homens queriam ouvir, eles estavam centrados na pessoa do Nazareno desde o primeiro sermão registrado na Bíblia (At 2.22; 1 Co 1.23, 2.1-14; 2 Co 2.17, 4.5; Gl 1.10). Do mesmo modo o louvor deve ser cristocêntrico, espiritual e voltado somente a Jesus Cristo, não deve haver mensagens triunfalistas, que exaltam o homem mas sim mensagens que louvam ao Senhor em Cristo, pois em tudo devemos agradecer e glorificar ao Pai (Cl 3.16; Ef 5.19, 20).
O culto deve ser bibliocêntrico
Tudo que é dito, pregado, ensinado, cantado e adotado como prática no culto ao Senhor deve ter respaldos bíblicos consistentes, tudo deve estar embasado no testemunho da Lei, no ensino de Jesus Cristo, na pregação dos apóstolos e nas palavras dos profetas, nada pode surgir do pensamento humano ou de modismos heréticos que não constituem verdades da doutrina bíblica.
A igreja deve ter cuidado da Sã Doutrina, jamais deve ir além do que está escrito para que não incorra no erro dos falsos mestres, este cuidado se deve para que o culto ao Senhor seja sadio e agradável a Deus, sem ações demoníacas e doutrinas malignas que somente enganam e destroem a igreja (1 Co 4.6; Gl 1.8, 9; 1 Tm 4.16; Hb 13.9).
Devemos valorizar e primar pelas Escrituras pois as Escrituras testificam de Cristo e nos trazem a Palavra de vida eterna, são divinamente inspiradas e úteis para edificação de todo cristão afim de que cheguem ao pleno amadurecimento em Cristo (Jo 5.39; 2 Tm 3.14-17; 2 Pd 1.17-21). Toda nova revelação deve ser desprezada e tida como falsa e amaldiçoada, pelo desprezo das Escrituras é que surgem muitos modismos e práticas abomináveis a Deus em nosso meio, pelo desprezo das Escrituras é que surgem cada vez mais novas religiões e novas heresias, a Bíblia é e deve continuar a ser nossa regra infalível de fé e prática.
Quando o culto ao Senhor não é constituído desses valores inegociáveis acaba por ficar empobrecido e focado nos desejos egoístas dos homens, retira de Deus a Sua adoração e faz com que a igreja espere apenas nas coisas deste mundo.
Mas jamais devemos ter um propósito específico para buscar a Deus nos cultos? Não, de maneira alguma, podemos e devemos estabelecer propósitos, a igreja vive através de propósitos estabelecidos por Deus na Palavra dEle, mas o principal foco, o assunto maior e mais enfatizado deve ser o Senhor Jesus Cristo e Suas obras, sua pessoa e não somente suas bençãos, o Cordeiro e não o interesse humano, se a igreja assim fizer agradará a Deus e será sempre abençoada por Ele.
Deus te abençoe!
Autor: Junior Rubira
Fonte: [ Espada do Espírito ]

1 de out. de 2010

O Toque do Senhor - John Piper

Também Saul se foi para sua casa, a Gibeá; e foi com ele uma tropa de homens cujo coração Deus tocara.(1Sm 10.26).
Ler estas palavras tem me levado a orar por um novo toque de Deus. Que coisa maravilhosa é ser tocado por Deus, no coração! Não existe nada incomum a respeito da palavra hebraica usada neste versículo; ela significa apenas "tocar", no sentido comum. Deus tocou o coração daqueles homens.

O toque de Deus no coração de alguém é algo impressionante. É impressionante porque o coração é tão precioso para nós — tão profundo, tão íntimo, tão pessoal. Quando o coração é tocado, somos tocados profundamente. Alguém penetrou as camadas protetoras e chegou ao centro. Fomos conhecidos. Fomos descobertos e vistos.

O toque de Deus é impressionante porque Deus é Deus. Pense no que é dito neste versículo! Deus tocou aqueles homens. Não foi a esposa, nem um filho, nem o pai ou a mãe, nem um conselheiro. Foi Deus quem tocou. Aquele que tem infinito poder no universo. Aquele que tem infinita autoridade, sabedoria, amor, bondade, pureza e justiça. Foi Ele quem tocou o coração daqueles homens.

O toque de Deus é impressionante porque é um toque. E uma conexão verdadeira. O fato de que esse toque envolve o coração é impressionante. O fato de que esse toque envolve a Deus é admirável. E, por ser um toque real é maravilhoso. Os homens valentes nãosomente ouviram palavras sendo-lhes dirigidas. Não somente receberam uma influência divina. Não foram apenas vistos e conhecidos externamente. Deus, com infinita condescendência, tocou-lhes o coração. Deus estava bem próximo. E os homens não foram consumidos.

Amo esse toque. Desejo-o mais e mais. Desejo-o para mim mesmo e para todos os membros de nossa igreja. Rogo a Deus que toque em mim e em toda a sua igreja, de maneira nova e profunda, para a sua glória. O texto bíblico diz que eles eram uma tropa de homens — "e foi com ele uma tropa de homens cujo coração Deus tocara". A palavra hebraica traz consigo a idéia de força, coragem, substância. Oh! que os santos de Deus sejam valentes para o Senhor — corajosos, fortes e cheios de dignidade, beleza e verdade!

Orem comigo para que tenhamos esse toque. Se vier com fogo, que assim seja! Se vier com água, que assim também seja! Se vier com vento, faze-o vir, o Deus! Se vier com trovões e relâmpagos, prostremo-nos ante esse toque. Ó Senhor, vem! Aproxima-te bastante, para tocar-nos. Envolve-nos com o amianto da tua graça. Penetra o profundo de nosso coração e toca-o. Queima, encharca, sopra, esmaga. Ou, usa uma voz suave e tranqüila. Não importa a maneira, vem. Vem e toca o nosso coração.

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O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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