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1 de mar. de 2012
31 de jan. de 2012
Série Livros para Ler - [Download] Estudos no Sermão do Monte - D. M. Lloyd Jones
no Sermão do Monte - D. M. Lloyd Jones

Créditos: Mazinho Rodrigues
Estudos no Sermão do Monte, Lloyd Jones toca o coração do leitor da mesma forma que um cirurgião cardíaco faz: dramática e precisamente. Sua análise penetrante do texto bíblico e ricas aplicações, permitem-nos refletir com seriedade acerca das elevadas demandas da vida cristã.
Na ocasião do lançamento deste livro, foi comentado a seu respeito tratar-se de "a mais profunda sondagem do coração de todas as exposições do Sermão do Monte já publicadas no século XX."
Agora, mais de 25 anos após o seu lançamento em português, esta obra que já se tornou um clássico, continua cativando o coração do leitor, levando-o a considerar a beleza e a profundidade das palavras do Senhor Jesus Cristo registradas em Mateus 5, 6 e 7. O Sermão do Monte, conforme diz Lloyd Jones, não é um código de ética ou moral; é, antes, uma descrição do que o cristão deve ser.
A análise cuidadosa que Dr. Lloyd Jones faz do texto bíblico, bem como suas ricas aplicações, permitem-nos refletir com muita seriedade acerca das elevadas exigências da vida cristã.
3 de ago. de 2011
Depressão Espiritual - Martin Lloyd Jones
Talvez este resumo (brevíssimo e introdutório) ajude alguns irmãos a ajudar outros ou mesmo se ajudar [Livro: Depressão Espiritual, Lloyd-Jones]:
Texto base: Salmo 42:
v. 5 Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.
[O salmista está infeliz e perturbado, e por isso desabafa nestas dramáticas palavras.]
v. 11 Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.
“Aqui podemos observar almas nobres lutando com seus problemas e consigo mesmas. Falam consigo mesmas e às suas almas, descobrindo seus corações, analisando seus problemas, censurando e animando a si mesmas. Às vezes estão animadas, outras vezes deprimidas, mas sempre sinceras consigo mesmas. É por isso que são de tanto valor para nós, se também formos sinceros conosco mesmos.”
“O salmista está compartilhando sua perturbação, a infelicidade de sua alma, e as circunstâncias que estava atravessando quando escreveu estas palavras. Ele nos conta o motivo da sua perturbação. Provavelmente naquele período ele foi impedido de se unir aos outros em adoração na casa de Deus. Mas não só isso: ele estava claramente sendo atacado por certos inimigos. Havia pessoas que estavam fazendo todo o possível para deprimi-lo, e ele relata isso. Contudo, estamos interessados aqui particularmente na maneira que ele enfrenta a situação e pela qual trata consigo mesmo.”
“A arte maior na questão da vida espiritual é saber como dominar-se. Um homem precisa ter controle sobre si mesmo, deve falar consigo mesmo, exortar e examinar a si mesmo. Deve perguntar à sua alma: "Por que estás abatida?" "Como pode se abater assim?" Você como ele, precisa se voltar para si mesmo — repreendendo, censurando, condenando, exortando — e dizendo a si mesmo: "Espera em Deus", em vez de resmungar e murmurar dessa maneira infeliz e deprimida. E então deve prosseguir, lembrando-se de Deus: quem Ele é, o que Ele é, o que Ele tem feito, e o que tem prometido fazer. Tendo feito isso, termine com esta nota de triunfo: desafie a si mesmo, desafie os outros, desafie o diabo e o mundo todo, dizendo com este homem, "Eu ainda o louvarei. Ele é a salvação da minha face, e o meu Deus".
“Um cristão deprimido é uma contradição de termos, e é uma péssima recomendação do evangelho.”
***
Minhas anotações em resposta:
1.O que seria a depressão?
A depressão pode ser desde uma mudança negativa de humor a um Transtorno Depressivo (a doença em si). A maioria ou 100% dos eventos desencadeadores de depressão são decorrentes do pecado. Mas esse termo é 100% descartado pelos psicólogos em geral, pois é um termo restrito a teologia e não a psicologia.
Vejamos os termos técnicos para as causas da depressão:
a) Questões constitucionais da pessoa (fatores genéticos e neuroquímicos);
b) Estresse;
c) Estilo de vida;
d) Acontecimentos da vida (crises, separações, morte, menor pausa, crise da meia-idade, etc).
1° ERRO: Não se fala em alma ou espírito;
2° ERRO: Não se fala em pecado.
Portanto se cremos que toda constituição e relação humana envolve pecado a psicologia humanística é “uma aspirina para uma AIDS”.
O cristão deve perceber imediatamente que o sentimento da depressão é derivado do PECADO, pois a lista que segue é decorrente DO PECADO E NADA MAIS, confira:
1. Tristeza e desesperança;
2. Desanimo ou abatimento (na fossa; “baixo-astral”);
3. Raiva ou ódio persistente;
4. Ataques de ira;
5. Culpar os outros; frustração;
6. Perda de interesse por atividades prazerosas (recreação, passatempo, encontros sociais e esportes);
7. Pensamentos de culpa e de suicídio.
8. Buscar a solidão.
9. Etc.
Qualquer item acima pode desencadear insônia, falta de apetite ou apetite demasiado, fadiga, dores, náuseas e sofrimentos. Um problema puxa outro.
O cristão deve reconhecer que:
1. Seu coração é enganoso. -- Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Jeremias 17:9 .
2. É um pecador por natureza. -- Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar. Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe. Salmo 51.3-5.
3. Necessita de auto-exame. -- Examine-se, pois, o homem a si mesmo... 1 Coríntios 11:28 a.
4. Deve orar pedindo sabedoria. -- Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. Tiago 1:5.
5. Não murmurar. -- Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados.Lamentações 3:39.
6. Deve-se fazer tudo para a glória de Deus. -- Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. 1 Coríntios 10:31.
7. Deve-se reconhecer pecador e buscar arrependimento. -- Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Salmos 32:3 .
2. Ela é sempre uma falha no nosso processo de santificação?
Nosso processo de santificação é assaltado 24h por forças externas e internas. Estamos sempre em conflito com relação a piedade e justiça. Muitas vezes somos infiéis a Deus e injusto para com o próximo. E isto pode gerar depressão.
A “Fé Salvadora” combustível da nossa alegria e esperança muitas vezes é assaltada como ensina a CFW 14.3:
Esta fé é de diferentes graus, é fraca ou forte; pode ser muitas vezes e de muitos modos assaltada e enfraquecida, mas sempre alcança a vitória, atingindo em muitos a uma perfeita segurança em Cristo, que é não somente o autor, como também o consumador da fé. -- Rom. 4:19-20; Mat. 6:30, e 5: 10; Ef. 6:16; I João 4:5; Heb. 6:11, 12, 10:22 e 12:2.
E sobre a nossa santificação no capítulo 13.2,3 [CFW]:
Esta santificação é no homem todo, porém imperfeita nesta vida; ainda persistem em todas as partes dele restos da corrupção, e daí nasce uma guerra contínua e irreconciliável - a carne lutando contra o espírito e o espírito contra a carne.-- I Tess. 5:23; I João 1:10; Fil. 3:12; Gal. 5:17; I Ped.2:11.
[Nesta guerra irreconciliável entra a depressão, porém a parte regenerada vence!]
Nesta guerra, embora prevaleçam por algum tempo as corrupções que ficam, contudo, pelo contínuo socorro da eficácia do santificador Espírito de Cristo, a parte regenerada do homem novo vence, e assim os santos crescem em graça, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus.-- Rom. 7:23, e 6:14; I João 5:4; Ef. 4:15-16; II Ped. 3:18; II Cor. 3:18, e 7: 1.
3 .È válido tomar remédios contra ela?
Para um cristão a Palavra de Deus deve ser melhor que um Prozac. Para um ímpio, em alguns casos, é melhor uma droga que tente restabelecer o equilíbrio emocional a uma “desorientação” de um psicólogo. O melhor combate à depressão é o auto-exame e a ajuda do Alto; buscar sempre a melhor cosmovisão possível como ensinou Rushdoony:
http://www.monergismo.com/textos/pos_milenismo/escatologia-psicologia-fal-_Mark-Rushdoony.pdf
Pode haver casos de depressões bem mais graves, com maior prejuízo sobre o dia-a-dia do indivíduo, podendo ocorrer também sintomas psicóticos (como delírios e alucinações) e ideação ou tentativas de suicídio. Nessa situação, o tratamento medicamentoso se faz obrigatório, além do acompanhamento psicoterápico. [Assevera a medicina]
4.Um psicológo não-cristão pode ajudar?
Pode, mas não definitivamente. O problema do ser humano é muito mais que “alto-estima ou baixa” nem “auto-ajuda”, sabemos que há um grande vazio na criatura humana que só o Criador infinito pode preencher.
Na maioria das vezes um psicólogo não-cristão irá orientar o paciente a ser um antinomiano (faça o que vc achar melhor para vc, que vc se sinta bem, isso é o que importa). Isso não é cura!
5.É possível e útil uma psicologia cristã?
É possível se construir uma psicologia cristã. Mas dificilmente o embasamento será da psicologia humanística-freudiana ou junguiana. Pois estes não trabalham sob pressupostos bíblicos e não podem oferecer ajuda definitiva. É como a harpa que Davi tocava para Saul, só o aliviava mas não resolvia.
Veja argumentação de John Street em “Por que aconselhamento bíblico e não psicológico?”:
http://www.google.com.br/url?q=http://www.monergismo.com/textos/cosmovisao/aconselhamento-psicologico_street.pdf&ei=8I9xS7aeLI6RuAfn--CDBA&sa=X&oi=nshc&resnum=1&ct=result&cd=2&ved=0CA4QzgQoAQ&usg=AFQjCNGrnGZOkyTQ4TbHrwZPOmhHSgmN1g
Texto base: Salmo 42:
v. 5 Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.
[O salmista está infeliz e perturbado, e por isso desabafa nestas dramáticas palavras.]
v. 11 Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu.
“Aqui podemos observar almas nobres lutando com seus problemas e consigo mesmas. Falam consigo mesmas e às suas almas, descobrindo seus corações, analisando seus problemas, censurando e animando a si mesmas. Às vezes estão animadas, outras vezes deprimidas, mas sempre sinceras consigo mesmas. É por isso que são de tanto valor para nós, se também formos sinceros conosco mesmos.”
“O salmista está compartilhando sua perturbação, a infelicidade de sua alma, e as circunstâncias que estava atravessando quando escreveu estas palavras. Ele nos conta o motivo da sua perturbação. Provavelmente naquele período ele foi impedido de se unir aos outros em adoração na casa de Deus. Mas não só isso: ele estava claramente sendo atacado por certos inimigos. Havia pessoas que estavam fazendo todo o possível para deprimi-lo, e ele relata isso. Contudo, estamos interessados aqui particularmente na maneira que ele enfrenta a situação e pela qual trata consigo mesmo.”
“A arte maior na questão da vida espiritual é saber como dominar-se. Um homem precisa ter controle sobre si mesmo, deve falar consigo mesmo, exortar e examinar a si mesmo. Deve perguntar à sua alma: "Por que estás abatida?" "Como pode se abater assim?" Você como ele, precisa se voltar para si mesmo — repreendendo, censurando, condenando, exortando — e dizendo a si mesmo: "Espera em Deus", em vez de resmungar e murmurar dessa maneira infeliz e deprimida. E então deve prosseguir, lembrando-se de Deus: quem Ele é, o que Ele é, o que Ele tem feito, e o que tem prometido fazer. Tendo feito isso, termine com esta nota de triunfo: desafie a si mesmo, desafie os outros, desafie o diabo e o mundo todo, dizendo com este homem, "Eu ainda o louvarei. Ele é a salvação da minha face, e o meu Deus".
“Um cristão deprimido é uma contradição de termos, e é uma péssima recomendação do evangelho.”
***
Minhas anotações em resposta:
1.O que seria a depressão?
A depressão pode ser desde uma mudança negativa de humor a um Transtorno Depressivo (a doença em si). A maioria ou 100% dos eventos desencadeadores de depressão são decorrentes do pecado. Mas esse termo é 100% descartado pelos psicólogos em geral, pois é um termo restrito a teologia e não a psicologia.
Vejamos os termos técnicos para as causas da depressão:
a) Questões constitucionais da pessoa (fatores genéticos e neuroquímicos);
b) Estresse;
c) Estilo de vida;
d) Acontecimentos da vida (crises, separações, morte, menor pausa, crise da meia-idade, etc).
1° ERRO: Não se fala em alma ou espírito;
2° ERRO: Não se fala em pecado.
Portanto se cremos que toda constituição e relação humana envolve pecado a psicologia humanística é “uma aspirina para uma AIDS”.
O cristão deve perceber imediatamente que o sentimento da depressão é derivado do PECADO, pois a lista que segue é decorrente DO PECADO E NADA MAIS, confira:
1. Tristeza e desesperança;
2. Desanimo ou abatimento (na fossa; “baixo-astral”);
3. Raiva ou ódio persistente;
4. Ataques de ira;
5. Culpar os outros; frustração;
6. Perda de interesse por atividades prazerosas (recreação, passatempo, encontros sociais e esportes);
7. Pensamentos de culpa e de suicídio.
8. Buscar a solidão.
9. Etc.
Qualquer item acima pode desencadear insônia, falta de apetite ou apetite demasiado, fadiga, dores, náuseas e sofrimentos. Um problema puxa outro.
O cristão deve reconhecer que:
1. Seu coração é enganoso. -- Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Jeremias 17:9 .
2. É um pecador por natureza. -- Pois eu conheço as minhas transgressões, e o meu pecado está sempre diante de mim. Pequei contra ti, contra ti somente, e fiz o que é mal perante os teus olhos, de maneira que serás tido por justo no teu falar e puro no teu julgar. Eu nasci na iniqüidade, e em pecado me concebeu minha mãe. Salmo 51.3-5.
3. Necessita de auto-exame. -- Examine-se, pois, o homem a si mesmo... 1 Coríntios 11:28 a.
4. Deve orar pedindo sabedoria. -- Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. Tiago 1:5.
5. Não murmurar. -- Por que, pois, se queixa o homem vivente? Queixe-se cada um dos seus próprios pecados.Lamentações 3:39.
6. Deve-se fazer tudo para a glória de Deus. -- Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus. 1 Coríntios 10:31.
7. Deve-se reconhecer pecador e buscar arrependimento. -- Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Salmos 32:3 .
2. Ela é sempre uma falha no nosso processo de santificação?
Nosso processo de santificação é assaltado 24h por forças externas e internas. Estamos sempre em conflito com relação a piedade e justiça. Muitas vezes somos infiéis a Deus e injusto para com o próximo. E isto pode gerar depressão.
A “Fé Salvadora” combustível da nossa alegria e esperança muitas vezes é assaltada como ensina a CFW 14.3:
Esta fé é de diferentes graus, é fraca ou forte; pode ser muitas vezes e de muitos modos assaltada e enfraquecida, mas sempre alcança a vitória, atingindo em muitos a uma perfeita segurança em Cristo, que é não somente o autor, como também o consumador da fé. -- Rom. 4:19-20; Mat. 6:30, e 5: 10; Ef. 6:16; I João 4:5; Heb. 6:11, 12, 10:22 e 12:2.
E sobre a nossa santificação no capítulo 13.2,3 [CFW]:
Esta santificação é no homem todo, porém imperfeita nesta vida; ainda persistem em todas as partes dele restos da corrupção, e daí nasce uma guerra contínua e irreconciliável - a carne lutando contra o espírito e o espírito contra a carne.-- I Tess. 5:23; I João 1:10; Fil. 3:12; Gal. 5:17; I Ped.2:11.
[Nesta guerra irreconciliável entra a depressão, porém a parte regenerada vence!]
Nesta guerra, embora prevaleçam por algum tempo as corrupções que ficam, contudo, pelo contínuo socorro da eficácia do santificador Espírito de Cristo, a parte regenerada do homem novo vence, e assim os santos crescem em graça, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus.-- Rom. 7:23, e 6:14; I João 5:4; Ef. 4:15-16; II Ped. 3:18; II Cor. 3:18, e 7: 1.
3 .È válido tomar remédios contra ela?
Para um cristão a Palavra de Deus deve ser melhor que um Prozac. Para um ímpio, em alguns casos, é melhor uma droga que tente restabelecer o equilíbrio emocional a uma “desorientação” de um psicólogo. O melhor combate à depressão é o auto-exame e a ajuda do Alto; buscar sempre a melhor cosmovisão possível como ensinou Rushdoony:
http://www.monergismo.com/textos/pos_milenismo/escatologia-psicologia-fal-_Mark-Rushdoony.pdf
Pode haver casos de depressões bem mais graves, com maior prejuízo sobre o dia-a-dia do indivíduo, podendo ocorrer também sintomas psicóticos (como delírios e alucinações) e ideação ou tentativas de suicídio. Nessa situação, o tratamento medicamentoso se faz obrigatório, além do acompanhamento psicoterápico. [Assevera a medicina]
4.Um psicológo não-cristão pode ajudar?
Pode, mas não definitivamente. O problema do ser humano é muito mais que “alto-estima ou baixa” nem “auto-ajuda”, sabemos que há um grande vazio na criatura humana que só o Criador infinito pode preencher.
Na maioria das vezes um psicólogo não-cristão irá orientar o paciente a ser um antinomiano (faça o que vc achar melhor para vc, que vc se sinta bem, isso é o que importa). Isso não é cura!
5.É possível e útil uma psicologia cristã?
É possível se construir uma psicologia cristã. Mas dificilmente o embasamento será da psicologia humanística-freudiana ou junguiana. Pois estes não trabalham sob pressupostos bíblicos e não podem oferecer ajuda definitiva. É como a harpa que Davi tocava para Saul, só o aliviava mas não resolvia.
Veja argumentação de John Street em “Por que aconselhamento bíblico e não psicológico?”:
http://www.google.com.br/url?q=http://www.monergismo.com/textos/cosmovisao/aconselhamento-psicologico_street.pdf&ei=8I9xS7aeLI6RuAfn--CDBA&sa=X&oi=nshc&resnum=1&ct=result&cd=2&ved=0CA4QzgQoAQ&usg=AFQjCNGrnGZOkyTQ4TbHrwZPOmhHSgmN1g
21 de mai. de 2011
Série Livros para Ler - Grandes Doutrinas Bíblicas 3 - A Igreja e as Últimas Coisas - D.M. Lloyd Jones

Lançamento: Mazinho Rodrigues
Este é o último volume de uma nova e importante série de grandes obras escritas por Martyn Lloyd-Jones, o destacado pregador, no qual ele explora a Bíblia a fim de encontrar as essências da fé cristã. Nossa atenção é agora voltada para o ponto de vista bíblico da Igreja e das últimas coisas.
O autor começa com uma detalhada investigação da Igreja e das ordenanças, especialmente com uma compreensão correta do batismo e da Ceia do Senhor. Os capítulos subseqüentes focalizam a segunda vinda de Cristo, o juízo final e a ressurreição do corpo. Além de uma análise detalhada do ensino bíblico contido no capítulo 9 de Daniel e do Apocalipse, Dr. Lloyd-Jones também examina os diferentes pontos de vista sustentados sobre esse assunto e considera a maneira de Deus cumprir Seu plano para os judeus.
27 de abr. de 2011
Vá as Raízes - D. M. Lloyd-Jones - Um Coração Puro - Steve Lawson - Guardando o Coração – Sinclair Ferguson (áudio)
Vá as Raízes - D. M. Lloyd-Jones
Quão complexa e complicada é a maneira moderna de tratar das diversas porções da vida humana! Quão fútil também, já que o princípio central não é atingido! Se o olho for mau, todo o corpo será tenebroso, por maior que seja o esforço de iluminar as diferentes partes do ser.
Se o manancial é venenoso, o riacho que dali se origina contém constante veneno, por mais que nos esforcemos para limpar os baldes de água dali tirados. Essa idéia é expressa por Tiago em sua Epístola, nestes termos: «De Onde procedem guerras, e contendas, que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne?» (Tiago 4.1). Ou, como no-lo recorda nosso Senhor, «do coração procedem os maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias» (Mateus 15.19).
Por conseguinte, o que precisa ser tratado é o centro, o coração, a causa da dificuldade, e não apenas suas diversas manifestações. Ou seja a árvore boa, e o seu fruto bom, ou então que seja a árvore má, e o seu fruto mau (Mateus 7.15-20), conforme o Senhor nos ensina. O tratamento deve começar no centro. Não importa o que o homem faz, ou o que o homem sabe, ou qualquer coisa acerca dele; o próprio indivíduo é que precisa ser corrigido, em suas fundamentais e centrais relações com Deus. É médico muito deficiente aquele que trata somente dos sintomas e das complicações, e ignora a própria enfermidade.
E a enfermidade, nesse caso, é a manchada e enlameada condição da alma humana, condição resultante do pecado. Seu olho espiritual está anuviado e cego. A luz de Deus não pode penetrar ali. Todas as trevas que há no seu interior se devem a isso, e somente a isso. Essa a doença, e somente essa, que requer tratamento. Como o Evangelho é simples e direto!
Truth Unchanged, Unchanging, p. 90,1.
Guardando o Coração – Sinclair Ferguson
O livro de Provérbios dá-nos este conselho: Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida. Provérbios 4:23.
As Escrituras estabelecem uma estrutura básica de obediência à vontade de Deus revelada. Essa estrutura está ali para que todos a vejam e a entendam. Mas há também um elemento subjetivo no processo de conhecer a vontade de Deus. Afinal, é a minha vida, não a de outrem, é a minha obediência, não a de...
8 de abr. de 2011
Entrevista com o Dr. Martyn Lloyd Jones
A vida é uma bênção! A vida é um maravilhoso dom de Deus e ninguém absolutamente ninguém, a não ser o Criador, possui o direito de tirar a vida de alguém. Tanto o vídeo quanto as breves reflexões abaixo nos mostram a beleza da vida!
"Eis um teste para saber se você terminou sua missão na Terra: se você está vivo, não terminou." (Richard Bach)
"Não podemos escolher como vamos morrer. Ou quando. Podemos somente decidir como vamos viver." (Joan Baez)
"Eu gosto de viver. Já me senti ferozmente, desesperadamente, agudamente infeliz, dilacerada pelo sofrimento, mas através de tudo ainda sei, com absoluta certeza, que estar viva é sensacional." (Agatha Christie)
"Existem apenas duas maneiras de ver a vida. Uma é pensar que não existem milagres e a outra é que tudo é um milagre." (Albert Einstein)
Deus Mal Interpretado - Lloyd-Jones
Por pessoas religiosas descuidadas
Os caminhos de Deus muitas vezes são estranhos e desconcertantes, e a surpresa em face do que ele faz é sentida por muitos. É, antes de tudo, uma questão que causa grande surpresa às pessoas religiosas mais descuidadas.
Em Habacuque 1:5, Deus se refere aos ímpios em Israel, aqueles que se haviam tornado descuidados e frouxos. "Vede entre as nações, olhai, maravilhai-vos, e desvanecei, porque realizo em vossos dias obra tal, que vós não crereis, quando vos for contada." A atitude deles era: "Vejam o que esse profeta anda dizendo: que Deus vai usar os caldeus. Como se Deus pudesse fazer tal coisa' Não há perigo; não lhe dêem ouvidos. Os profetas são sempre alarmistas, e nos ameaçam com o mal. Que idéia essa de que Deus há de suscitar um povo como os caldeus para castigar a Israel! Isso é impossível!" A dificuldade de Israel é que o povo não acreditava nos profetas. Mas Deus tratou o povo exatamente como disse que faria.
A atitude que encontramos em Israel é tão antiga quanto à que o povo tinha na época do Dilúvio. Por meio de Noé, Deus advertiu o mundo antigo, do juízo, dizendo: "Não contenderá o meu Espírito para sempre com o homem". Os homens porém, zombaram dizendo que tal coisa era monstruosa e não poderia acontecer. Deu-se o mesmo com Sodoma e Gomorra. As pessoas despreocupadas nunca poderiam crer que suas cidades seriam destruídas.
Diziam que Deus interviria antes que tal acontecesse, e continuaram em seus caminhos indolentes na esperança de que Deus as livraria sem muita dificuldade para elas. No tempo de Habacuque a atitude era a mesma. Mas aconteceu que Deus suscitou os caldeus, e Israel foi atacado e conquistado. A nação foi devastada e levada para o cativeiro.
Encontramos o exemplo mais patente deste princípio no capítulo 13 de Atos, onde o apostolo Paulo cita o quinto versículo do primeiro capítulo de Habacuque aplicando-o aos seus contemporâneos. O que, em realidade, ele declara é: "Não, vós não credes, como não creram vossos pais. Visto que Israel não reconheceu o Seu Messias, e até o crucificou, e agora se recusa a crer no evangelho por ele anunciado, Deus vai, afinal, atuar em juízo. Ele vai suscitar o poder romano para saquear e destruir vosso templo, e vós sereis desterrados entre as nações. Sei que não credes nisto, porque o profeta Habacuque já o profetizou, e continuais a ignorar sua mensagem." O ano 70 d. C. chegou, inexoravelmente. As legiões romanas cercaram Jerusalém e a destruíram, e os judeus foram espalhados entre as nações, onde permanecem até hoje.
É verdade que os religiosos descuidados nunca crêem nos profetas. Sempre dizem: "Deus nunca fará tais coisas!" Quero, porém, lembrar-lhe que Deus o faz. Ele pode estar usando o comunismo em nosso tempo para castigar seu próprio povo e ensinar-lhe uma lição. Não ousamos, pois, continuar a ser complacentes e indolentes, dizendo estar fora de cogitação que Deus possa usar tal instrumento. Não devemos permitir ser induzidos ao estado dos que habitam comodamente em Sião e não lêem os sinais dos tempos.
28 de mar. de 2011
Série Livros para Ler - [Download Livro] Por Que Prosperam os Ímpios? - D. M. Lloyd Jones

Lançamento: Mazinho Rodrigues
Por que a sociedade opulenta ao nosso redor parece passar tão bem sem Deus? Num mundo que parece tão rico, tão bem sucedido, como é que Deus permite o cristão conhecer provas, tentações e angústias?
Como pode o cristão achar lugar seguro no caminho escorregadio, cheio de dúvida e desespero? Esses não são problemas novos. Eles foram experimentados intensamente pelo autor do Salmo 73.
Neste livro temos o testemunho de um homem que honesta e realisticamente encarou os seus temores e dúvidas, que clamou a Deus e achou a resposta que o conduziu do desespero a uma fé renovada.
Dr. Martyn Lloyd-Jones, ministro de Westminster Chapel, Londres, guia o leitor através da mesma experiência. Ele escreve com profunda preocupação pelos problemas do viver cristão nos dias de hoje.
Ele não oferece apenas uma série de chavões balofos nem apresenta este Salmo meramente como uma forma de escape emocional.
Analisando-o cuidadosamente, ele mostra em termos definitivos e práticos como um homem chegou a uma nova compreensão dos caminhos de Deus, e a uma fé revigorada nEle.
Nascido em Gales do Sul, o Dr. Lloyd-Jones fez treinamento prático no Hospital S. Bartolomeu (St. Bartolomews Hospital) e depois exerceu a medicina e foi assistente do famoso Lorde Horder.
Após renunciar à medicina em 1927, foi pastor de uma igreja presbiteriana galesa em aberavon, em Gales do Sul. Lá permaneceu até 1938, quando se mudou para Londres, para partilhar do pastorado da Capela de Westminster, em Buckingham Gate, com o Dr. g. Campell Morgan, que se aposentou em 1943.
Esse pastorado durou trinta anos, até que o Dr. Lloyd-Jones se aposentasse em agosto de 1968. Empenhous-e então num ministério de pregação mais amplo e em escrever, até pouco antes da sua morte, ocorrida em 1981.
16 de fev. de 2011
A Experiência da Presença de Deus – M. Lloyd-Jones
. . .precisamos dar-nos conta de que estamos na presença de Deus. Que significa isso? Significa a percepção de algo de quem Deus é e do que Ele é. Antes de começar a proferir palavras, devemos sempre • proceder assim. Devemos dizer-nos a nós mesmos: «Estou entrando agora na sala de audiências daquele Deus, o Todo-poderoso, o absoluto, o eterno e grande Deus, com todo o Seu poder, força e majestade, aquele Deus que é fogo consumidor, aquele Deus que é luz, e não há nele treva nenhuma, aquele perfeito, absoluto e Santo Deus. É isso que estou fazendo» . . . Mas, acima de tudo, nosso Senhor insiste em que devemos aperceber-nos de que, além de tudo aquilo, Ele é nosso Pai. . .
Oh, que compreendamos essa verdade! Se tão-somente entendêssemos que este Deus onipotente é nosso Pai mediante o Senhor Jesus Cristo! Se tão-somente compreendêssemos que . . .toda vez que oramos é como um filho dirigindo-se a seu pai! Ele sabe todas as coisas que nos dizem respeito; Ele conhece cada uma de nossas necessidades antes que Lhas contemos. . . Ele deseja abençoar-nos muitíssimo mais do que desejamos ser abençoados. Ele tem opinião formada a nosso respeito, Ele tem um plano e um programa para nós, Ele tem uma ambição a favor de nós, digo-o com reverência, uma inspiração que transcende o nosso mais elevado pensamento e imaginação. . .
Ele cuida de nós. Ele já contou os cabelos de nossa cabeça. Ele disse que nada nos pode suceder fora dEle. Depois, é preciso que lembremos o que Paulo declara tão gloriosamente em Efésios 3. Ele é «poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos,, ou pensamos».Esse é o verdadeiro conceito da oração, diz Cristo. Não se trata de ir fazer girar a roda de orações. Não basta contar as contas. Não diga: «Devo passar horas em oração; decidi-me a fazê-lo e tenho que fazê-lo» . . . Temos que despojar-nos dessa noção matemática da oração. O que devemos fazer, antes de tudo, é dar-nos conta de quem é Deus, do que Ele é, e de nossa relação com Ele.
14 de fev. de 2011
Você Conhece seu Dono? - Lloyd-Jones
Escutem as palavras de Isaías: "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende." Por que vocês acham que Isaías escolheu o boi e o jumento? A resposta óbvia é :me, de todos os animais, eles são os mais estúpidos. De entre todas as criaturas do universo eles são os mais obstinados e difíceis de se tratar.
Por isso Isaías tomou o boi e o jumento para estabelecer este ponto. Até o boi e o jumento conhecem seu dono e a manjedoura de seu dono. Apesar de obtusos e estúpidos, como eles são, eles têm um instinto que faz com que reconheçam seu dono. E muito difícil conduzir um boi; um jumento por vezes parece ser irremovível. Vocês podem puxar, empurrar e bater num jumento e ele não se move, mas, quando está com fome e vê seu dono chegar com uma vasilha, ele se apressa imediatamente ao seu encontro! O boi e o jumento obedecem a seu instinto: eles querem a comida, e observam a pessoa que traz a mesma. Eles parecem ser tão obtusos, estúpidos e desatentos, incapazes de reagir a qualquer tipo de persuasão, porém quando se trata de comida e sustento, eles imediatamente obedecem à lei de seu ser e se apressam a consegui-lo. Mas homens e mulheres não fazem assim! Eles são mais tolos que um boi ou um jumento!
Prosseguindo, não é meramente loucura, é verdadeiramente uma questão de perversão; homens e mulheres são anormais. O boi e o jumento são perfeitamente normais. Pode ser que tenham uma natureza estúpida, mas o instinto de auto-preservação, o instinto de ter sua fome saciada, funciona e os põem assim no lugar certo. Eles se lembram, eles sabem, eles observam e agem. Todavia, os seres humanos não fazem isso. Eles, que foram feitos senhores da criação, se comportam de forma pervertida e antinatural, pervertida: eles negam a lei de seu próprio ser.
Como é isso? Bem, todos os homens e as mulheres que já viveram sempre tiveram dentro de si uma senso de Deus e da eternidade. Arqueologistas, que podem até mesmo não ser cristãos, foram capazes de mostrar de forma conclusiva que mesmo as raças mais primitivas têm uma crença num Deus supremo e completo. Achados arqueológicos sustentam esta verdade que a Bíblia sempre ensinou. Naturalmente, sei que muitas pessoas passam a maior parte de suas vidas tentando provar que não existe Deus. Esse é o meio pelo qual tentam silenciar essa percepção, esse sentimento, esse instinto, de que há alguém, algo mais alto e maior do que eles. Os gregos antigos possuíam esse sentimento. Eles construíram seus templos para Zeus, Artemis e Apoio, e entre eles havia um altar "AO DEUS DESCONHECIDO" (Atos 17:23). Eles não podiam lhe dar um nome, mas sabiam que existia - um deus, um poder.
Todo ser humano sente instintivamente que não fomos feitos para este mundo. As palavras de Longfellow "Tu és pó, ao pó tomaras" não se referiam à alma. Deus colocou a eternidade em nossas almas e em nossos corações. Não podemos nos imaginar chegando a um fim.
Você pode dizer: "Ora, não acredito que continuamos após a morte".
Mas eu não estou perguntando o que você crê. Estou perguntando qual é o seu instinto, e seu instinto lhe diz que você irá prosseguir. E um instinto vindo do ser de Deus, e do fato de que esta não é a única vida. Você tem um instinto de eternidade.
Contudo, homens e mulheres, em vez de obedecer a este instinto, como o boi e o jumento obedecem ao seu instinto, deliberadamente lutam contra o mesmo. Eles tentam livrar-se dele, desmenti-lo, e se acham espertos ao fazê-lo. Eles argumentam e raciocinam contra o mesmo. No entanto, o instinto está lá e não conseguem sufocá-lo, e assim eles se encontram num conflito perpétuo. Esse é o motivo pelo qual eles são mais idiotas do que os animais, mais estúpidos do que o boi e o jumento.
Mais do que isso, e ainda mais vergonhoso, homens e mulheres se deliciam e se gloriam no que é oposto a este instinto. Todas as pessoas possuem a compreensão do certo e do errado, mas homens e mulheres modernos se aprazem em sufocar a percepção do certo, e se gloriam no erro e no mal. Não preciso lhes dar evidência disso pois, infelizmente, é dolorido e óbvio, e está constantemente diante de todos nós.
Parece-me, lendo a análise da maioria dos críticos de filme e drama do tempo presente, que se alguma coisa é limpa deve ser rejeitada como primitiva e infantil. Nada é de qualquer interesse exceto o que é corrompido, pervertido e repulsivo. Isso é realismo; isso é que é arte! E se gloriam nisto - "...O deus deles é o ventre, e a glória deles é para confusão deles mesmos" (Filipenses 3:19). Eles são piores que o boi e o jumento. Animais não fazem tais coisas, só os humanos fazem tais coisas. Eles mesmos se fazem de loucos.
Eles se pervertem a si mesmos e mostram esta perversão. Eles violentam a lei de seu próprio ser.
E, finalmente, homens e mulheres rejeitam todo ensino e toda luz que lhes são oferecidos para resgatá-los. O boi e o jumento, mesmo obtusos e estúpidos, vêem o dono chegando com a vasilha e o alimento e correm para ele. Mas, o que fazem os homens e as mulheres quando a luz lhes é oferecida na sua escuridão? O que fazem quando a salvação lhes é oferecida no seu estado de perdição? Eles reagem contra a oferta; eles a rejeitam; eles a contradizem. E se acham espertos ao fazer assim. Nosso Senhor disse: "E a condenação é esta: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más" (João 3:19). Tudo o que eles precisavam estava na frente deles, porém argumentaram, resistiram, lutaram, jogaram pedras e O crucificaram. "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, a manjedoura do seu dono, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende." O pecado perverte os seres humanos e os torna néscios.
12 de fev. de 2011
Pare! – Martyn Lloyd-Jones
Você e eu somos pessoas que havemos sido, chamados por Deus do presente mundo mau. Fomos adquiridos pelo preço do sangue do unigênito Filho de Deus derramado numa cruz, na colina do Calvário, não apenas para que recebêssemos o perdão e pudéssemos ir para o Céu, mas para que fôssemos libertos de todo pecado e iniquidade, e para que Ele purificasse «para si mesmo um povo exclusivamente seu, zeloso de boas obras» (Tito 2.14) . . .sempre que surja alguma perplexidade ou alguma coisa que tenda a sacudi-lo, tome-a e coloque-a sob essa luz. . .
Não importa em que nível resistimos a esse inimigo de nossas almas, não importa quão baixo seja o nível, desde que resistamos. . . esse homem (Salmo 73) resistia num nível bem baixo. Apoiou-se simples¬mente num princípio: «Se eu fizer isso, ofenderei esse povo ...» Não me preocupa quão baixo seja o nível. Tão logo você encontre algo que o segure, utilize-o. . . Firme-se em qualquer ponto possível. . .
O assunto se resume nisto: quando seus pés resvalam, a única coisa de que você precisa é poder estar firme. Pare de escorregar e deslizar. Mantenha firmes os seus pés por um momento e aferre-se a qualquer coisa que se ofereça para este fim; fírme-se nisso e permaneça ali. Estamos engajados num alpinismo espiritual. As ladeiras são como vidro, e você pode escorregar ravina abaixo e perder-se. Digo, pois, que se você vir algum perigo, ainda que seja um pequenino broto, agarre-se a ele, segure-o, ponha os seus pés no mais diminuto buraco, ou na mais estreita borda, qualquer coisa que lhe sirva para firmar-se e que o capacite a parar um pouco. Uma vez que você tenha parado de escorregar e cair, poderá recomeçar a subir. Foi porque o salmista achou aquele pequeno ponto de apoio e nele fincou os pés, que ele parou de escorregar. E a partir daquele instante começou de novo o maravilhoso processo de escalar, até que eventualmente viu-se capaz de regozijar-se mais uma vez com o conhecimento de Deus, e até de compreender o problema que o deixara perplexo.
Faith on Trial, p. 30,1.
11 de fev. de 2011
O Caráter da fé – Martyn Lloyd-Jones
Qual é a natureza da fé? ... É óbvio que a fé não é simples questão de sentimento. . . se a fé fosse apenas questão de sentimentos, então, quando as coisas andassem mal e os sentimentos mudassem, a fé desapareceria. Mas a fé não é somente coisa dos sentimentos. A fé abrange o homem integral, incluindo a mente, b intelecto e o entendimento. É sua resposta à verdade, come veremos...
A fé não age automaticamente. . . magicamente. . . Muita gente concebe a fé como algo semelhante aos termos-tatos de um aparelho de aquecimento. Você ajusta o termostado num certo nível. . . e ele funciona automaticamente. . . Pois bem, existem muitos que parecem pensar que a fé opera desse jeito. Supõem que, não importando o que lhes suceda, a fé funcionará e tudo estará bem. Todavia, a fé não age assim, mágica e automaticamente. Se fosse assim (para os dis¬cípulos, durante a tempestade na Galileia — Lucas 8.22-25) não teria havido problema algum; a fé teria entrado em funcionamento, eles teriam permanecido calmos e tranquilos, e tudo teria andado muito bem. Mas a fé não é desse jeito. . .
O que é a fé? Consideremo-la positivamente. O princípio ali ensinado é que a fé é uma atividade, e uma coisa que tem de ser exercida. Não entra em operação por si mesma; você e eu temos que fazê-la funcionar. . . Foi exata-mente isso que o Senhor disse àqueles homens. Declarou-lhes: «Onde está a vossa fé?» É o mesmo que se Ele tivesse dito: «Porque não tomais a fé que tendes e a aplicais à presente situação?» ... A fé consiste de nos recusarmos a entrar em pânico. . . Parece ser, então, algo demasiado terreno e não suficientemente espiritual? Isso é algo que pertence à própria essência da fé.
Spiritual Depression, p. 142,3.
10 de fev. de 2011
Série Livros para Ler - [Download Livro] Estudos no Sermão do Monte - D. M. Lloyd Jones

Lançamento: Mazinho Rodrigues
Estudos no Sermão do Monte, Lloyd Jones toca o coração do leitor da mesma forma que um cirurgião cardíaco faz: dramática e precisamente. Sua análise penetrante do texto bíblico e ricas aplicações, permitem-nos refletir com seriedade acerca das elevadas demandas da vida cristã.
Na ocasião do lançamento deste livro, foi comentado a seu respeito tratar-se de "a mais profunda sondagem do coração de todas as exposições do Sermão do Monte já publicadas no século XX."
Agora, mais de 25 anos após o seu lançamento em português, esta obra que já se tornou um clássico, continua cativando o coração do leitor, levando-o a considerar a beleza e a profundidade das palavras do Senhor Jesus Cristo registradas em Mateus 5, 6 e 7. O Sermão do Monte, conforme diz Lloyd Jones, não é um código de ética ou moral; é, antes, uma descrição do que o cristão deve ser.
A análise cuidadosa que Dr. Lloyd Jones faz do texto bíblico, bem como suas ricas aplicações, permitem-nos refletir com muita seriedade acerca das elevadas exigências da vida cristã.
8 de fev. de 2011
As leis do perdão – Martyn Lloyd-Jones
Alguns dizem. . . «Não diz nosso Senhor: Se, porém, não perdoardes aos homens, tão pouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas? E isso não é lei? Onde está a graça aí? Dizer-nos que se nós não perdoarmos não seremos perdoados, não é graça». Assim, parecem capazes de provar que o Sermão da Montanha não se aplica a nós. Mas se você disser isso, terá que tirar dos evangelhos quase todo o cristianismo. Lembre-se também que o Senhor ensinou exatamente a mesma coisa na parábola do credor incompassivo que ofendera a seu amo, parábola registrada na parte final do capítulo 18 do Evangelho segundo Mateus.
Esse homem procurou o seu amo e lhe rogou que o perdoasse; e este o perdoou. Mas o perdoado negou-se a perdoar um subalterno que lhe era devedor, resul¬tando disso que o seu senhor retirou-lhe o perdão e o puniu. Nosso Senhor comenta o caso: «Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão». O ensino é idêntico em ambos os casos. Mas esse ensino significa que eu sou perdoado somente porque perdoei? Não.
O ensino é — e devemos levá-lo a sério — que se eu não perdoar, não sou alguém que foi perdoado. . . o homem que se reconhece culpado, vil pecador perante Deus, sabe que sua única esperança do Céu reside no fato em que Deus o perdoou livremente. O homem que de fato vê, sabe e crê isto não é capaz de recusar perdão a outrem. Deste modo, aquele que não perdoa ao próximo não conhece o perdão como sua experiência pessoal. Se meu coração já foi quebrantado na presença de Deus, não posso negar-me a perdoar; e, portanto, digo a qualquer pessoa que credulamente imagina que seus pecados devem ser perdoados por Cristo, apesar de não ter perdoado a ninguém: «Cautela, amigo, para evitar que você acorde na eternidade e ouça dizer-lhe o Senhor: Aparta-te de mim; nunca te conheci» . . . Aquele que foi perdoado de verdade, e sabe disso, é alguém que perdoa. Esse é o significado do Sermão da Montanha sobre este particular.
Studies in the Sermon on the Mount, i, p. 17.
7 de fev. de 2011
Conhece-te a ti mesmo – Martyn Lloyd-Jones
Todos concordamos em que devemos examinar-nos a nós mesmos, mas também concordamos em que a introspecção e a morbidez são ruins. Mas, qual a diferença entre examinar-nos a nós mesmos e nos tornarmos introspectivos? Entendo que cruzamos a fronteira entre o auto-exame e a introspecção quando, em certo sentido, nada mais fazemos senão examinar-nos, e quando esse auto-exame se torna o fim -dominante e principal da nossa vida. É de esperar que periodicamente procedamos a um exame de nós mesmos; mas se o fazemos sempre, sempre pondo, por assim dizer, nossa alma em um recipiente para dissecá-la, isto é introspecção. E se passamos o tempo todo falando aos outros de nós e de nossos problemas e inquietações, e se vamos toda a vida a eles com uma carranca, dizendo: «Estou com um grande problema», isso bem pode significar que ficamos o tempo todo centralizados em nós mesmos. Isso é introspecção e, por sua vez, leva-nos à condição conhecida como morbidez.
Eis aqui, pois, o ponto de que devemos partir. Conhecemo-nos a nós mesmos? Conhecemos o perigo específico de cada um de nós? Sabemos bem a que estamos especialmente! sujeitos? A Bíblia está repleta de ensinamentos sobre isso. A Bíblia nos exorta a que sejamos cuidadosos quanto à nossa força e à nossa fraqueza. Pensemos, por exemplo, em Moisés. É-nos dito que ele era o homem mais manso que o mundo já conhecera; e contudo. . . seu grande fracasso teve ligação precisamente com esse tema. Afirmou sua própria vontade e se zangou. Temos que vigiar nosso ponto forte, e temos que vigiar nosso ponto fraco. . . Se sou naturalmente introvertido, tenho que tomar cuidado com isso, e devo alertar-me a mim mesmo, não seja o caso de que inconscientemente venha a deslizar para a condição de morbidez.
O extrovertido deve, do mesmo modo, conhecer-se e estar vigilante contra a ten¬tação peculiar à sua natureza. Alguns, por sua natureza e tipo de personalidade que os caracterizam, são mais dados a esta . . .depressão espiritual do que outros. Pertencemos ao mesmo grupo de Jeremias, João Batista, Paulo, Lutero e muitos outros. Grandiosa companhia! Sim. . . mas você não pode fazer parte dela sem estar sujeito a essa exata provação.
Spiritual Depression, p. 17,18.
4 de fev. de 2011
[Download Livro] Uma Nação Sob a Ira de Deus - Martyn LLoyd-Jones

Digitalização: Carlos Biagini
Sinopse:Uma palavra baseada em Isaías 5, que convoca a igreja a uma vida de santidade, nos dias atuais
Sobre o autor:
O Dr. Martyn Lloyd-Jones foi, durante trinta anos, pastor da Capela de Westminster em Londres. Sua pregação e seus livros têm influenciado cristãos e todo o mundo.
Martyn Lloyd-Jones analisa o problema de um povo que, apesar de religioso, deu as costas a Deus e seguiu o materialismo, a depravação moral, o humanismo e o pecado nas altas esferas sociais.
Ele reflete sobre a maneira como Deus agiu com o povo de Israel e enumera os princípios que podem ajudar-nos enquanto oramos por uma sociedade que seja realmente temente a Deus.
Diante de um povo brasileiro que é extremamente religioso, que em grande parte se diz cristão, que fazer para que Deus seja, de fato, o Senhor da nossa nação?
Ao ler este livro, talvez você perceba que há muita semelhança entre esta nação que estava sob a ira de Deus e a nossa. Isto vai desafiá-lo a pregar e viver o Evangelho em uma época que clama pela verdadeira e comprometida vida cristã.
Alguns assuntos tratados neste livro são:
• O Materialismo em alta;
• O pecado nas altas esferas sociais;
• A supervalorização do prazer;
• Uma nação contra a Lei e contra Deus;
• A perversão moral generalizada;
• O veredicto final dado por Deus;
• O humanismo falando mais alto;
O Ato da Pregação - D. Martyn Lloyd-Jones
Amados leitores – Pregadores e ouvintes da Palavra de Deus:
Vejam a seguir um pequeno trecho do livro clássico do Dr. Martyn Lloyd-Jones sobre o ato da pregação da Palavra de Deus, Pregação e Pregadores. Em poucas palavras somos confrontados com a solenidade, importância, serieadade e grandeza do ato de pregar as insondáveis riquezas da Palavra do Deus vivo. Uma mensagem urgente para pregadores e ouvintes da Palavra hoje – principalmente para aqueles que se entediam ao ouvir a Palavra e, pior, os que pregam a Palavra de forma tediosa e aborrecida. Não há muito que eu possa dizer e comentar. Ouçamos Lloyd-Jones:
Tiago Santos
A Pregação é a teologia em chamas! É a lógica pegando fogo!
D. Martyn Lloyd-Jones
O que está acontecendo? O pregador está falando aos ouvintes da parte de Deus e a respeito dEle, está falando sobre a condição dos ouvintes — o estado da sua alma. Está lhes dizendo que, por natureza, estão sob a ira de Deus — são “filhos da ira, como também os demais” — e que o caráter de seu viver é ofensivo a Deus, está sob o juízo dEle. O pregador está advertindo-os sobre a temível possibilidade eterna que os aguarda. De alguma maneira, o pregador, entre todos os homens, deve estar consciente da natureza fugaz da vida neste mundo. Os homens mundanos vivem tão imersos em seus negócios e atividades, em seus prazeres e toda a sua ostentação, que a única coisa sobre a qual eles nunca param para considerar é o caráter passageiro da vida. Tudo isso enfatiza que o pregador sempre deve criar e comunicar a impressão da seriedade daquilo que está acontecendo no momento em que ele aparece no púlpito. Você deve lembrar as famosas palavras de Richard Baxter:
Preguei como se não tivesse certeza de que pregaria novamente, como um homem moribundo para moribundos.
Creio que esta declaração não pode ser melhorada. Você também recorda o que se disse a respeito do piedoso Robert Murray McCheyne, da Escócia, no século XIX. Afirma-se que, ao subir ao púlpito, antes mesmo de haver proferido uma única palavra, o povo começava a chorar em silêncio. Por quê? Por causa deste elemento da seriedade. A própria contemplação daquele homem dava a impressão de que ele viera da presença de Deus e de que lhes transmitiria uma mensagem da parte de Deus. Isso é o que exercia tão extraordinário efeito sobre os ouvintes, antes mesmo de McCheyne abrir a boca. Esquecemos este elemento ao nosso risco e a grande custo para os ouvintes.
Apresento agora algo cujo propósito é corrigir (ou talvez não tanto corrigir, e sim salvaguardar) toda incompreensão daquilo que venho afirmando. Refiro-me ao elemento da “vivacidade”. Isto ressalta o fato que a seriedade não significa solenidade, nem tristeza, nem morbidez. Todas estas coisas são distinções importantes. O pregador deve mostrar-se vívido; e é possível mostrar-se vívido e sério ao mesmo tempo.
Permita-me expressar isto em outras palavras. O pregador jamais deve ser monótono, nunca deve ser enfadonho; ele nunca deve ser o que se chama de “cansativo”. Estou enfatizando estas particularidades por causa de algo que já me disseram muitas vezes e que me preocupa em grande medida. Pertenço à tradição Reformada e, talvez, tenha contribuído algo, na Inglaterra, para a restauração desta ênfase, nos últimos quarenta anos. Portanto, sinto-me perturbado quando membros de igrejas me dizem, com frequência, que muitos dos pregadores reformados mais jovens são homens excelentes, que lêem muito e são eruditos, mas são homens bastante monótonos e enfadonhos; e isso me tem sido dito por pessoas que seguem a tradição Reformada. Para mim isso é muito sério; existe algo radicalmente errado em pregadores monótonos e enfadonhos. Como pode ser monótono um homem que trata desses assuntos? Quero dizer que um “pregador monótono” é uma contradição; se ele é monótono, não é um pregador. Pode subir a um púlpito e falar, mas certamente não é um pregador. Ante o grandioso tema e mensagem da Bíblia, a monotonia se torna impossível. Este é o assunto mais interessante, mais emocionante e mais envolvente que há no universo. E a idéia de que isto pode ser apresentado de maneira enfadonha me faz duvidar seriamente que os homens culpados desta monotonia compreenderam a doutrina que estão defendendo e na qual afirmam crer. Com freqüência, somos traídos por nossa conduta.
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Comentários:
Mensagem do Dia
O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna.
"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"
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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3





