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11 de ago. de 2014

"Será que os crentes frios e desobedientes a Deus, suportariam enfrentar as perseguições sem negar a Jesus e até perder as suas vidas por amor a ele?"





"Será que os crentes frios e desobedientes a Deus, suportariam enfrentar as perseguições sem negar a Jesus e até perder as suas vidas por amor a ele?"

Essa é uma pergunta que você deve fazer a si mesmo, será que minha fé é inabalável e firmada de verdade em Deus?Será que sou um verdadeiro Cristão regenerado? Será que entreguei a minha vida 100% a Deus?ou será que apenas honro ao senhor com os meus lábios mais o meu coração está longe dele? Se perseguido em todos os lugares não somente por palavras, mais me refiro a tortura física a perda de tudo até mesmo de sua vida, quanto tempo vocês acham que conseguiriam se manter firmes sem negar a Jesus?

Por um momento basta apenas olharem para os seus corações e façam um auto exame, quem ocupa o primeiro lugar em suas vidas? seus pais? marido ou esposa? filhos? trabalho? bem materiais? vaidades? riquezas? idolatrias? o que está em primeiro lugar em seu coração, se tornando o mais precioso? já pensou? porque se sua resposta foi qualquer um desses menos Deus provavelmente você negaria a Jesus, muitos hoje em dia acreditam que ser cristão é ter uma família, ter dinheiro, ter um bom trabalho, ter saúde, ser prospero em tudo (o que não deixa de ser benção pois Deus abençoa também nessas áreas) mais isso não é a evidência de que é um verdadeiro cristão, muitos acham que quem enfrenta enfermidades, ou problemas financeiros ou lutas na terra, devem estar em pecado ou Deus não está com eles, a ignorância por não conhecer as escrituras e nem o poder de Deus tem cegado muitas pessoas, que acham que conhecem a Deus de verdade.

Leonard Havenhill disse:"E algumas pessoas amam a Deus porque Ele dá. Eles fazem parte deste miserável “evangelho da prosperidade”. Paulo é muito claro, ele diz, escrevendo a Timóteo, que chegaria o dia em que pessoas pensariam que “Cristianismo significa ganhar”. Alguns dos santos escolhidos de Deus sequer possuem uma camisa para trocarem-se. Pedro disse em seus dias que alguns farão negócio com o nome de Cristo. Aquilo é mais verdadeiro nos dias que vivemos. Paulo nunca fez do Evangelho um glamour, é um Evangelho muito sangrento, ensanguentado.

É um Evangelho de Sacrifícios! Eu acredito que a essência do cristianismo é o sacrifício, não sucesso, SACRIFÍCIO. A coisa mais preciosa que lidaremos será a alma humana."

Será que se a gente sofresse perseguições em nosso país se fossemos torturados fisicamente, maltratados e espancados por amor a Cristo suportaríamos provando o nosso amor e fidelidade ao Senhor? Será que mostraríamos uma força, coragem e uma fé verdadeiramente forte e sólida nele? ou será que tudo que Deus nos deu, está acima dele e simplesmente negaríamos a Deus porque amávamos na verdade as coisas e pessoas mais do que a ele mesmo, será que poderíamos seguir o exemplo de Jó que dava Glórias a Deus por ter tudo na terra, mais Jó também sobe dar Glórias a Deus quando perdeu tudo na terra, ele disse:

"Saí nu do ventre da minha mãe, e nu partirei. O Senhor o deu, o Senhor o levou; louvado seja o nome do Senhor ".Em tudo isso Jó não pecou nem de nada culpou a Deus.Jó 1:21-22

Eu sei que o meu Redentor vive, e que no fim se levantará sobre a terra. E depois que o meu corpo estiver destruído e sem carne, verei a Deus. Eu o verei, com os meus próprios olhos; eu mesmo, e não outro! Como anseia no meu peito o coração!Jó 19:25-27

Hoje, muitos cristãos sofrem perseguições no trabalho,  na família, nas igrejas, na faculdade com palavras, rejeição e até humilhação, mais deixa eu te dizer meus irmãos(a) isso ai nem se compara ao que nossos irmãos tem sofrido em vários países onde é proibido se pregar o Evangelho,"essas perseguições que sofremos não nos custa quase nada comparado a esses lugares onde para essas pessoas custam simplesmente as suas vidas, eles perdem absolutamente tudo"A reputação, o orgulho e a vaidade que muitos querem zelar não é nada perto de vidas que morrem por amor a cristo.

No site de Missão Portas Abertas sobre a Igreja Perseguida, vejo casos que me fazem chorar por ver o quão indiferentes e egoístas somos e muitas vezes nos consideramos verdadeiros cristãos, mais vendo essas historias vejo que eles fazem parte da história dos Heróis da Fé:

Aos quais pela fé conquistaram reinos, praticaram a justiça, alcançaram o cumprimento de promessas, fecharam a boca de leões,apagaram o poder do fogo e escaparam do fio da espada; da fraqueza tiraram força, tornaram-se poderosos na batalha e puseram em fuga exércitos estrangeiros.
Houve mulheres que, pela ressurreição, tiveram de volta os seus mortos. Alguns foram torturados e recusaram ser libertados, para poderem alcançar uma ressurreição superior.
Outros enfrentaram zombaria e açoites, outros ainda foram acorrentados e colocados na prisão,
apedrejados, serrados ao meio, postos à prova, mortos ao fio da espada. Andaram errantes, vestidos de pele de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos e maltratados.
O mundo não era digno deles. Vagaram pelos desertos e montes, pelas cavernas e grutas.
Todos estes receberam bom testemunho por meio da fé; no entanto, nenhum deles recebeu o que havia sido prometido.
Deus havia planejado algo melhor para nós, para que conosco fossem eles aperfeiçoados.

Hebreus 11:33-40, 

Devemos ficar envergonhados quando comparados a esses heróis da fé, quantos não tem negado a Jesus, tem vergonha de pregar o Evangelho ou muitos abandonam a Deus porque algo em suas vidas deram errado ou porque Jesus não respondeu a oração ou não deu algo que queriam? ou acham que a vida aqui na terra é feita só de felicidades sem tribulações e lutas e por isso negam na primeira provação que passam, pessoas hoje estão perdendo TUDO por amor à Cristo, vão para cadeia por amor à Jesus. E nós onde estamos? confortáveis em nossas casas, comemos todos os dias,com saúde, tem famílias, tem sonhos sendo realizados, curtindo a vida e quando vem algum problema acham que que não devem sofrer nada em momento nenhum de suas vidas por amor a Cristo?

Se você não faz parte desses heróis da fé é porque você não aguentaria ser perseguido por amor à Deus, será que poderíamos dizer que seria uma honra e privilegio morrer por amor a Jesus mesmo que isso nos custasse tudo que ele nos deu? Somos colocados exatamente onde merecemos e nenhuma provação ou tentação chegará a nós que não possamos suportar (1 Cor. 10:13). 

Então,se você também não é perseguido pela sua fé 
“Não suportariam perder a sua vida por amor à Cristo.”tem algo errado na sua vida, porque Evangelho sem perseguição não é Evangelho!

De fato, todos os que desejam viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos.2 Timóteo 3:12

Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus.Atos 20:24

Cristãos são perseguidos por sua fé

O World Watch List (WWL) é uma equipe de pesquisa do ministério Portas Abertas que avalia periodicamente a violência contra cristãos em todos os países do mundo. Uma lista é divulgada a cada ano mostrando onde estão os maiores índices de perseguição por causa da fé em Jesus Cristo. É uma análise diferente do ranking de perseguição, que mostra os 50 países que mais ameaçam os cristãos.

O novo relatório do WWL fez a compilação dos 10 países onde mais cresce a violência. O foco é na intensidade e não na amplitude da perseguição. Ele se baseia em casos registrados pela imprensa entre 1 de novembro de 2012 e 31 de março de 2014. Em primeiro lugar aparece a Nigéria. Os outros são, em ordem: Síria, Egito, República Centro-africana (RCA), México, Paquistão, Colômbia, Índia, Quênia e Iraque.

Somando todos os países onde os cristãos são perseguidos, os pesquisadores registraram 3.641 igrejas e propriedades cristãs destruídas e 13.120 outras formas de violência contra os cristãos, como espancamentos, sequestros, estupros, prisões e casamentos forçados.

Do total de 5.479 cristãos mortos por sua fé ao redor do mundo, Nigéria, Síria e RCA são responsáveis por 85%. A média estimada de cristãos mortos por sua fé por mês no período de da pesquisa foi de 322.

Os pesquisadores fazem a ressalva que o número total de mártires é o mínimo, baseado em dados da imprensa mas poderia ser significativamente maior. “O aumento alarmante da violência contra cristãos na Nigéria nos últimos meses evidencia a falta de liberdade religiosa ali e os perigos diários gerados pelo grupo terrorista islâmico Boko Haram e outras organizações islâmicas violentas”, esclarece o presidente da Portas Abertas EUA, Dr. David Curry.

“Isto não é porque não existem cristãos sendo mortos por sua fé. Sabemos que milhares de cristãos estão passando fome, sede, sendo torturados no sistema prisional norte-coreano. Mas, devido a nossa incapacidade de obter dados precisos sobre o que ocorre naquela sociedade tão fechada, optamos por não divulgar o número total de mortes na Coreia do Norte”.

O fundador do ministério, Irmão André, comentou com preocupação o crescimento da perseguição dos cristãos. “A perseguição não está diminuindo. Em 2/3 dos países relacionados na Classificação acontece o oposto: ela só está aumentando…. Este aumento tem a ver principalmente com a crescente influência do Islã. Esse tipo de informação que a Classificação traz me preocupa, apesar de esse ser um bom meio de divulgar os pedidos de oração”, disse ele recentemente.

“Já está se transformando em um banho de sangue. Os cristãos do Ocidente deveriam ficar na brecha, com nossas orações e apoio”.

Autor: Jarbas Aragão

Fonte: Gospel Prime

Trata-se daqueles que, por serem cristãos, foram seqüestrados e sobre eles nada se sabe. Dos encarcerados nas mais diversas formas (domiciliar, pública, social, emocional...), dos deslocados de suas terras e casas, dos preteridos de professarem abertamente a sua fé e ainda daqueles que sofrem pela exclusão social ou pela angustiante miséria. É chocante notarmos que 1 em cada 3 cristãos no mundo de hoje sofre algum tipo de perseguição, e cerca de 120 milhões habitam em regiões onde há perseguição hostil.

Não podemos fechar os olhos, nem o coração, para esta Igreja que vive e sofre.

O sofrimento não é novo na história do povo de Deus. Em Atos capítulo 8, a Igreja que amava a Jesus e se ajuntava em Jerusalém passou por uma de suas mais fortes provações. No primeiro verso deste capítulo Lucas nos diz que a Igreja era “perseguida”, utilizando aqui um vocábulo grego – diogmos - que significa um forte e visível ataque. Indicava que o sofrimento da Igreja nesta época de dispersão era perceptível por todos. Homens e mulheres eram mortos, outros encarcerados, famílias partidas ao meio e aqueles que conseguiam fugir deixavam para trás suas vidas e história. Esta “perseguição” era, portanto, um terrível sofrimento físico, visível e violento.
Deve nos ensinar que (1) seguir a Cristo – e mesmo fazê-lo com devoção e fidelidade – não isenta o crente do sofrimento; (2) em meio a estes sofrimentos não estamos sós, pois maior é Aquele que está em nós; (3) o sofrimento é uma oportunidade de se alicerçar a fé - daquele que é provado no dia mau – e de expressar amor e sincera solidariedade - por parte daquele que pode estender a mão.

A Coréia do Norte apresenta a mais intensa intolerância religiosa no mundo de hoje e por sete anos se destaca em primeiro lugar na Classificação de Países por Perseguição editada por Portas Abertas Internacional. Encontros cristãos são proibidos e somente realizados sob alto risco e custo. Há pouquíssimas bíblias no país e, assim, poucos cristãos com seu próprio exemplar da Palavra de Deus.

Há no momento cristãos encarcerados, e tantos outros seqüestrados, na Argélia, Azerbaijão, Eritréia, Iêmen e Indonésia, entre vários outros países. No Irã a Missão Voz dos Mártires notifica a forte intimidação sobre aqueles que professam sua fé em Jesus. A medida que a Igreja cresce, também cresce a perseguição. Na década de 90 muitos líderes cristãos foram assassinados.

A Eritréia passa pela época de mais intensa perseguição religiosa em sua história. A distribuição de Bíblias não é permitida e em 2002 todas as igrejas evangélicas foram fechadas por ordem governamental. Cerca de 2.000 cristãos foram presos por se reunirem para louvar a Deus. Muitos são mantidos em condições subumanas, celas subterrâneas ou contenners de metal.

No Egito um recente relatório sobre os direitos humanos apontou para a perseguição semi velada dirigida aos 80 milhões de cristãos coptas que não conseguem permissão para construir igrejas ou orar em casa. Há cerca de 4 ataques por mês contra os coptas no país, e 144 ataques já foram registrados em 2009.

No Iraque milhares de cristãos continuam a fugir da violência, tanto em Bagdá quanto em Mosul, deixando para trás suas casas a procura de refúgio no Curdistão e outras áreas de fronteira. Os cristãos no Iraque, que eram 1 milhão e 400 mil em 1987 não passam hoje de 500 mil. Estes cristãos deslocados enfrentam severa provação, pois se encontram em solo estranho sem emprego, carreira, dinheiro ou amigos.

No norte da Índia a perseguição contra cristãos deslocou um grande número de pessoas que ainda não puderam voltar para suas casas. Igrejas foram queimadas e há um sentimento de insegurança. Apenas na região de Karnataka foram registrados 56 ataques ao longo de 2009 contra igrejas e cristãos.

As restrições para se partilhar de Jesus atingem os mais diversos países e áreas. Transitam desde algumas reservas indígenas da Amazônia, passando pelo Norte da Nigéria até o distante Afeganistão.

Devemos orar e trabalhar para que: (1) Cristãos ao redor do mundo recebam exemplares da Palavra de Deus; (2) Os países e regiões onde há clara perseguição cristã possam experimentar abertura política, social e religiosa; (3) Cristãos sob perseguição sejam encorajados, e aqueles sob intensos ataques sejam fortalecidos no Senhor; (4) Sejam libertos os que, sob perseguição, foram encarcerados ou seqüestrados; (5) Cristãos deslocados sejam apoiados para recomeçarem a vida em novas regiões; (6) O testemunho dos perseguidos possa guiar muitos aos pés do Senhor Jesus; (7) A Igreja livre possa juntar-se em um só espírito àquela que sofre perseguição.

Em um país da Ásia central vi recentemente irmãos que amam a Jesus colocando suas vidas, famílias, carreiras e reputação em risco, alto risco, para testemunharem do amor do Pai. É necessário nos juntarmos a eles para chorar com os que choram e encorajá-los a seguirem este caminho estreito, que os leva à Alegria que se renova pela manhã.

por Ronaldo Lidório

Conheça os projetos de apoio aos cristãos perseguidos
www.portasabertas.org.br
www.vozdosmartires.com.br

Quantos não gastam a sua vida correndo atrás do vento? Correm atrás de vaidades e coisas que vão passar, só vivem para isso a felicidade de muitos se baseiam em coisas e pessoas menos em Deus tire uma delas ou todas e veja até onde irá durar sua alegria.

Os cuidados dessa vida tem tirado a disposição de muitos para buscar ao Senhor todos os dias,se tiram um tempo muitas vezes será o resto do tempo ou seja de qualquer jeito, as vezes lendo sua palavra sem ler ou seja a mente distante de Deus e da Oração que geralmente é somente petição,será que suas orações tem sido para "adorar, agradecer, confessar seus pecados, se arrepender e interceder pelo próximo ou não faz parte de suas orações? Não busque a Deus por obrigação, religiosidade ou por interesse, busque por ele ser o bem mais precioso que você tem.

Não devemos nos esquecer da palavra de Deus, devemos buscar a sua presença com saudades, temor, santidade e reverência.

Algumas pessoas são como a semente à beira do caminho, onde a palavra é semeada. Logo que a ouvem, Satanás vem e retira a palavra nelas semeada.Outras ainda, como a semente lançada entre espinhos, ouvem a palavra;mas quando chegam as preocupações desta vida, o engano das riquezas e os anseios por outras coisas, sufocam a palavra, tornando-a infrutífera.

Marcos 4:15;18-19

Devemos estar orando e vigiando para não cairmos em tentações a ficarmos voltados somente aos cuidados dessa vida,ambição além da necessidade, fixação no ter e no empreender a vaidade pois salomão disse:"vaidade, vaidade tudo é vaidade" e essas coisas podem sufocar o poder da Palavra em nós.

Vamos preferir ter mais tempo em sentir o vento do que se ocupar tanto em correr atrás dele.

“E olhai por vós, para que não aconteça que o vosso coração se carregue dos cuidados da vida...”

Lucas 21.34

“Melhor é o pouco com o temor do Senhor, do que um grande tesouro onde há inquietação.” Provérbios 15.16


Façamos o nosso melhor para Deus, que nossa oração hoje seja: Senhor nos ensina a "valorizar a tua palavra a tu presença Santa, os momentos de oração, a comunhão, coloca o temor em nossos corações, nos santifica na tua palavra pois ela é a verdade, nos ensina a colocarmos o Senhor em primeiro lugar em nossas vidas e que possamos depender totalmente de ti, nos da a fé inabalável que produz perseverança e confiança que é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos, nos ensina a te AMAR DE VERDADE para que possamos TE OBEDECER."

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"Missões Cristãos em Defesa do Evangelho"


-Darliana + Missões Cristãos em Defesa do Evangelho

23 de jan. de 2012

Sal Da Terra - Paulo Junior




“Vós sois o sal da terra e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder a cidade edificada sobre um monte; nem se acende uma candeia para colocá-la debaixo do alqueire, mas no velador, e alumia a todos os que se encontram na casa. Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus.” (Mt. 5:13-16)


30 de nov. de 2011

O que é um cristão verdadeiro? - Josemar Bessa


" Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. -." 2 Coríntios 5:17 - Neste texto está a essência e a alma do verdadeiro cristianismo.


16 de nov. de 2011

2 de set. de 2011

Quanto Custa ser um Cristão? - J. C. Ryle - John Piper - Sacrificio Cristão Radical



Quanto Custa ser um Cristão?
por
J. C. Ryle



“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se senta primeiro a calcular as despesas, para ver se tem com que a acabar?” (Lucas 14:28)

Este versículo é de grande importância. Poucas são as pessoas que não têm freqüentemente de fazer esta pergunta: “Quanto custa?”. Ao comprar um terreno, ao construir uma casa, ao mobiliar as habitações, ao fazer planos para o futuro, ao decidir a instrução e estudos dos filhos, etc., seria sábio e prudente que nos sentássemos a considerar com calma os gastos que tudo isso implicaria. As pessoas evitariam muitas moléstias e dores se ao menos fizessem a pergunta: “Quanto custa ser um crente verdadeiramente ser santo?” Estas perguntas são decisivas. Por não havê-las formulado desde um bom princípio, muitas pessoas que pareciam iniciar bem a carreira cristã, mais tarde mudaram seu rumo e se perderam para sempre no inferno.
Vivemos em tempos muito estranhos. Os acontecimentos se sucedem com extraordinária rapidez. Nunca sabemos “o que o dia nos trará”, quanto mais o que nos trará o ano! Nos nossos dias vemos muitos fazerem confissões de sua religiosidade. Em muitas partes do país as pessoas expressam vivo desejo de seguir um curso de vida santo e um grau mais alto de espiritualidade. É muito comum ver como as pessoas recebem a Palavra com alegria, porém depois de dois ou três anos se afastam e voltam a seus pecados. Há muitos que não consideram o custo de ser um verdadeiro cristão e um crente santo. Nossos tempos requerem de um modo muito especial que paremos e consideremos o custo e o estado especial de nossas almas. Este tema deve preocupar-nos. Sem dúvida o caminho da vida eterna é um caminho delicioso, porém seria loucura de nossa parte fechar os olhos ao fato de que se trata de um caminho estreito e que a cruz vem antes da coroa.

1) O que custa ser um verdadeiro cristão?
Desejo que não haja mal entendidos sobre este ponto. Não me refiro aqui ao quanto custa salvar a alma do crente. Custou nada menos do que o sangue do Filho de Deus ao redimir o pecador e livrá-lo do inferno. O preço de nossa salvação foi a morte de Cristo na cruz do Calvário. Temos “sido comprados por preço”. Cristo derramou o seu sangue em favor de muitos”(Marcos 14:241 Co.6:20). Porém não é sobre este tema que versa nossa consideração. O assunto que vamos tratar é distinto. Refere-se ao que o homem deve estar disposto a abandonar se deseja ser salvo; ao que deve sacrificar se se propõe a servir a Cristo. É neste sentido que formulo a pergunta: “Quanto custa?”.
Não custa grande coisa ser um cristão de aparência. Só requer que a pessoa assista aos cultos do domingo, duas vezes e durante a semana seja medianamente moralista. Este é o “cristianismo” da grande parte dos evangélicos da nossa época. Se trata, pois, de uma profissão de fé fácil e barata; não implica em abnegação nem sacrifício. Se este é o cristianismo que salva e o qual nos abrirá as portas da glória ao morrermos, então não temos necessidade de alterar a mundana descrição do caminho da vida eterna e dizer: “Larga é a porta e largo é o caminho que conduz ao céu”.
Porém, segundo o ensino Bíblico, custa caro ser cristão. Há inimigos que vencer, batalhas que evitar e sacrifícios que realizar; deve-se abandonar o Egito, cruzar o deserto, carregar o peso da cruz e tomar parte na grande caminhada. A conversão não consiste em uma decisão tomada por uma pessoa, em um confortável sofá, para logo em seguida ser levado suavemente ao céu. A conversão marca o início de um grande conflito, e a vitória vem após muitas feridas e contendas. Custa se obter a vitória. Daí concluirmos a importância de calcularmos este custo.
Tratarei de demonstrar de uma maneira precisa e particular o que custa ser um verdadeiro cristão. Suponhamos que uma pessoa esteja disposta a servir a Cristo e se sente impulsionada e inclinada a segui-lo. Suponhamos que como resultado de alguma aflição, de uma morte repentina, ou de um sermão, a consciência de tal pessoa tem sido avivada e agora se dá conta do valor da alma e sente o desejo de ser um verdadeiro cristão. Sem dúvida alguma, todas as promessas do Evangelho se lhe resultarão alentadoras; seus pecados, por muitos e grandes que sejam, podem ser perdoados; seu coração por frio e duro que seja, agora pode ser mudado; Cristo, o Espírito Santo, a misericórdia, a graça, tudo está à sua disposição. Porém, ainda, tal pessoa deveria calcular o preço. Vejamos uma por uma, as coisas que deverá desejar, ou, em outras palavras, o que lhes custará ser cristão

A) Custará sua Justiça Própria
Deverá abandonar o orgulho e a auto-estima de sua própria bondade; deverá contentar-se com o ir ao céu como um pobre pecador, salvo pela gratuita graça de Deus e pelos méritos e justiça de outro (Jesus). Deverá experimentar que “tem errado e se tem desgarrado como uma ovelha”; que não tem feito as coisas que deveria ter feito e feito coisas que não deveria; deve confessar que não há nada são nele. Deve abandonar a confiança em sua própria moralidade e respeitabilidade, e não deve basear sua salvação no fato de que tem ido à igreja, tem orado, tem lido a Bíblia e participado dos sacramentos do Senhor, mas que deve confiar, única e exclusivamente na pessoa e obra de Cristo Jesus.
Isto parecerá muito duro a algumas pessoas, porém não me surpreende que seja assim. “ Senhor - disse um lavrador, temeroso homem de Deus, a James Hervey - é mais difícil negar o nosso EU orgulhoso, que nosso EU pecador. Porém é absolutamente necessário que o neguemos . Aprendamos, pois, de uma vez por todas, que ser um verdadeiro cristão custará a uma pessoa perder sua justiça própria.

B) Custará seus pecados
Deverá abandonar todo hábito e prática que sejam maus aos olhos de Deus. Deve virar o seu rosto contra o pecado, romper com o pecado, crucificar o pecado, mesmo contra a opinião do mundo. Não pode estabelecer nenhuma trégua especial com nenhum pecado que amava antes da sua conversão. Deve considerar a todos os pecados como inimigos mortais de sua alma e odiar todo caminho de falsidade. Por pequenos ou grandes, ocultos ou manifestos que sejam os pecados, deve renunciar completamente a todos eles. Sem dúvida estes pecados tentarão vencê-lo, porém jamais poderá ceder. Sua luta contra o pecado será continua e não admitirá trégua de nenhum tipo. Está escrito: “Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes...”. “cessai de fazer o mal” (Ez.18:31; ls.l:16).
Isto também parecerá muito duro para muitas pessoas; e vemos que freqüentemente nossos pecados são mais queridos do que nossos próprios filhos. Amamos o pecado, o abraçamos com todo nosso ser, nos agarramos a ele, nos deleitamos nele. Separar-nos do pecado é tão duro como separar-nos da nossa mão direita, e tão doloroso como se nos arrancassem um olho. Porém devemos separar-nos do pecado; não há outra alternativa possível. “Ainda que o mal lhe seja doce na boca, e ele o esconda debaixo da língua, e o saboreie, e o não deixe, antes o retenha no seu paladar.. “ ,sendo este o caso, devemos apartá-lo de nós si em verdade desejamos ser salvos (Jó 20:12-13). Se desejamos ser amigos de Deus, devemos primeiro romper com o pecado. Cristo está disposto a receber os pecadores, porém não aqueles que se agarram a seus pecados. Anotemos pois, também isto: o ser cristão custará a uma pessoa seus pecados.

C) Custará seu amor à vida fácil.
Para correr com êxito a corrida ao céu se requer esforço e sacrifício. Haverá de velar diariamente e estar alerta, pois se encontrará em território inimigo. Em cada hora e em cada instante deverá vigiar sua conduta, sua companhia e os lugares que freqüenta. Com muito cuidado haverá de dispor de seu tempo e vigiar sua língua, seu temperamento, seus pensamentos, sua imaginação, seus motivos e sua conduta em suas relações diárias. Terá que ser diligente em sua leitura da Bíblia, em sua vida de oração, na maneira como passa o Dia do Senhor e participa dos meios de graça. Certamente que não poderá conseguir perfeição em todas estas coisas, porém mesmo assim, não pode descuidar-se. “O preguiçoso deseja, e nada tem, mas a alma dos diligentes se farta” (Pv.13:4).
Também isto parece duro e difícil. Não há nada que nos desagrade tanto como as dificuldades na nossa confissão religiosa; por natureza evitamos as dificuldades. Secretamente desejaríamos que alguém pudesse cuidar de nossas obrigações religiosas e que desempenhasse por procuração nosso cristianismo. Não está de acordo com o nosso coração tudo aquilo que implique em esforço e trabalho; porém sem dor não há lucro para a alma. Deixemos bem firmado este fato: o ser cristão custará a uma pessoa seu amor pela vida fácil.

D) Custará o favor do mundo.
Se deseja agradar a Deus deve saber que será depreciado pelo mundo. Não deve estranhar se o mundo o engana, lhe ridiculariza, se levanta calúnias contra você e o persegue e o odeia. Não deve se surpreender se as pessoas o depreciam e com desdém condenam suas opiniões e práticas religiosas. Deve resignar-se a que o acusem de tolo, entusiasta e fanático, e inclusive que distorçam suas palavras e representem falsamente suas ações. Não se surpreenda de que o tachem de louco. O Mestre disse: “Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: Não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão vossa” (Jo.15:20).
Também isto parece duro e difícil. Por natureza nos desagrada o proceder injusto e as acusações falsas. Se não nos preocupa a boa opinião dos que nos rodeiam deixaríamos de ser de carne e osso._Sempre resulta desagradável ser o alvo de criticas injustificadas e objeto de mentira e falsas acusações; porém não podemos evitá-lo. Do cálix que bebeu o Mestre também devem beber seus discípulos. Estes devem ser “...desprezado, e o mais rejeitado entre os homens... (Is.53:3). Anotemos, pois, o dito: ser cristãocustará a pessoa o favor do mundo .
Esta é, pois, a lista do que custará a uma pessoa ser cristã. Devemos aceitar o fato de que não é uma lista insignificante. Nada podemos riscar dela. Resultaria uma temeridade fatal se defendesse por justiça própria, os pecados, o amor à vida fácil, o amor ao mundo e crer que vivendo assim poder-se-ia salvar-se.
A realidade é esta: custa muito ser um verdadeiro cristão. Porém, que pessoa, no sentido pleno, pode dizer que este preço é demasiado elevado pela salvação da alma? Quando o barco está em perigo de afundar-se, a tripulação não vacila em lançar ao mar a preciosa carga. Quando a gangrena envolve a extremidade de um membro a pessoa se submeterá a qualquer operação, inclusive a amputação deste membro. Com maior motivo, pois, o crente está disposto a abandonar qualquer coisa que se levante entre sua alma e o céu. Uma religião que não custa nada, nada vale. Um cristianismo barato - sem a cruz - cedo ou tarde manifestará sua inutilidade; jamais levará a posse da coroa. Sem cruz não há coroa

II) A Importância de Calcular o Custo.
Facilmente poderíamos resumir o assunto estabelecendo o princípio de que nenhuma das obrigações prescritas por Cristo pode ser descuidada sem grande prejuízo para a alma. São muitos os que fecham os olhos para a realidade da fé salvadora e evitam considerar o quanto custa ser cristão. E para ilustrar o que digo eu os poderia descrever o triste fim daqueles que, ao declinar seus dias, se dão conta desta realidade e fazem esforços espasmódicos para voltar-se para Deus. Porém, com grande surpresa se dão conta de que o arrependimento e a conversão não eram tão fáceis como haviam imaginado e que custa “uma grande soma” ser um cristão. Descobrem, também, que os hábitos do orgulho e a indulgencia pecaminosa, junto com o amor a vida fácil e mundana, não podem abandonar-se tão facilmente como haviam pensado. E assim, depois de uma débil luta, caem em desespero a abandonam este mundo sem esperança, sem graça e sem estar preparados para comparecer diante de Deus. Em suas vidas alimentaram a idéia de que o assunto espiritual poderia ser solucionado prontamente e facilmente. Porém abrem seus olhos quando já é demasiado tarde e descobrem, pela primeira vez na vida, que estão indo para perdição por não haver antes “calculado o custo”.
Porém, há uma classe de pessoas as quais quero dirigir-me ao desenvolver esta parte do tema. E um grupo numeroso e que espiritualmente está em grande perigo. Tratarei de descrever estas pessoas e ao fazê-lo agucemos nossa atenção. Estas pessoas não são, como as anteriores, ignorantes do evangelho; não, ao contrário: pensam muito nele; não ignoram o conteúdo da fé; conhecem bem os esquemas da revelação. Porém, o grande defeito das tais pessoas é que não estão “arraigadas nem fundamentadas na fé”. Com muita freqüência o conhecimento religioso destas pessoas é de segunda mão; têm nascido de famílias cristãs, têm-se educado em uma atmosfera cristã, porém nunca têm experimentado em suas vidas as realidades do novo nascimento e a conversão. Precipitadamente e talvez por pressões diversas, ou pelo desejo de ser como os demais, têm feito profissão de fé e se tem unido a membresia de alguma igreja, porem sem haver experimentado uma obra da graça em seus corações. Estas pessoas estão em uma posição perigosíssima e são as que mais necessitam da exortação de calcular o custo de serem verdadeiros cristão
Por não haver calculado o custo um grande número de israelitas pereceu miseravelmente no deserto entre o Egito e Canaã. Cheios de zelo e entusiasmo abandonaram a terra de Faraó e parecia que nada poderia pará-los. Porém, tão logo encontraram perigos e dificuldades no caminho, seu calor não tardou em esfriar-se. Nunca pensaram na possibilidade de que pudessem surgir obstáculos. Pensavam que em questão de dias entrariam na posse da terra prometida. E assim, quando pelos inimigos, privações, sede e fome, foram provados, começaram a murmurar contra Moisés e contra Deus e desejaram voltar ao Egito. Em uma palavra: “não calcularam o custo” e em conseqüência morreram em seus pecados.
Por não haver calculado o custo, muitos dos seguidores de Jesus voltaram suas costas “... e já não andavam com ele” (JO.6:66). Quando pela primeira vez viram seus milagres e ouviram sua pregação, pensaram: “O Reino de Deus virá a qualquer momento”. Se uniram ao número dos apóstolos e, sem pensar nas conseqüências, o seguiram. Porém se deram conta de que se tratava de doutrinas duras de crer, e uma obra dura de realizar, e de uma missão dura de se levar a termo, sua fé se desmoronou e nada ficou da mesma. Em uma palavra: não pararam para “calcular o custo”, por isso naufragaram na sua profissão de fé cristã.
Por não haver calculado o custo, o rei Herodes voltou outra vez a seus velhos pecados e destruiu a sua alma. Desfrutava ouvindo a pregação de João Batista. O admirava e considerava um homem justo e santo, e inclusive o ouvia “de boa mente” . Porém, quando se deu conta de que devia abandonar a sua favorita Herodias, sua profissão de fé religiosa se desvaneceu por completo. Não havia pensado nisto; não havia “calculado o custo” (Marcos 6:20)..
Por não haver calculado o custo, Demas abandonou a companhia de Paulo, abandonou o evangelho, deixou a Cristo e perdeu o céu. Por longo período de tempo com o grande apóstolo dos gentios e se converteu em um dos seus companheiros de trabalho. Porém, quando se deu conta de que não podia participar da companhia do mundo e de Deus ao mesmo tempo abandonou o cristianismo e se uniu ao mundo. “Demas, tendo amado o presente século” - nos diz Paulo - “me abandonou... “ (II Tm.4: 10). Não havia calculado o custo.
Por não haver calculado o custo milhares de pessoas que têm sentido uma experiência religiosa sob a evangelização de famosos pregadores naufragam espiritualmente. Se excitam e emocionam e chegam a pensar que experimentaram uma obra genuína de conversão; porém, na realidade não tem sido assim. Receberam a Palavra com alegria tão espetacular que inclusive surpreenderam os crentes experimentados. Com tal entusiasmo falavam da obra de Deus e das coisas espirituais que os crentes mais velhos chegavam a envergonhar-se de si mesmos. Porém, quando a novidade e o frescor de seus sentimentos se dissiparam, uma repentina mudança lhes sobreveio e demonstraram que na realidade não eram mais do que corações de terreno pedregoso em que a Palavra não pôde lançar raízes profundas.“O que foi semeado em solo rochoso, esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria; mas não tem raiz em si mesmo, sendo antes de pouca duração; em lhe chegando a angústia ou a perseguição por causa da palavra, logo se escandaliza” (Mt.13:20-21). Pouco a pouco se derrete o céu de tais pessoas e seu amor se esfria. Por fim chega o dia quando seu assento na igreja está vazio e já nada se sabe deles. Por que? Porque não “calcularam o custo”.
Por não haver contado o custo, milhares de pessoas que professaram ser salvas em reuniões de avivamento, depois de um tempo voltam ao mundo e são motivo de vergonha para o evangelho. Começam com uma noção tristemente equivocada do que seja o verdadeiro cristianismo. Imaginam que a fé cristã não é mais que uma “decisão por Cristo”, uma mera experiência de certos sentimentos de alegria e paz. Logo que se dão conta de que têm de carregar uma pesada cruz no peregrinar até o céu, de que o coração é enganoso e de que o diabo está sempre ativo, se decepcionam e esfriam e retornam a seus velhos pecados. Por que? Porque nunca chegaram a saber o que é o cristianismo da Bíblia. Nunca aprenderam a calcular o custo.
Por não haver calculado o custo, freqüentemente os filhos de pais crentes dão um pobre testemunho do que é o cristianismo e são motivo de afronta para o evangelho. Desde a infância se familiarizaram de uma maneira teórica com o conteúdo do evangelho. Têm aprendido de memória longas passagens da escritura e têm assistido com certa regularidade a Escola Dominical, porém na realidade nunca têm pensado seriamente no que têm aprendido. E quando as realidades da vida começam a fazer-se sentirem suas vidas, com grande assombro por parte dos membros da congregação, estes filhos de crentes abandonam toda religião e submergem de cheio no mundo. Por que? Porque nunca chegaram a entender seriamente os sacrifícios e conseqüências que uma profissão de fé séria o cristianismo exige. Nunca se lhes ensinou a calcular o custo.
Estas verdades são tão solenes como dolorosas, porém são verdades e põem em relevo a importância do tema que estamos considerando. São considerações que põem de manifesto a absoluta necessidade que têm todos aqueles que professam um desejo profundo de santidade, de fazer-se a pergunta: Quanto custa?
Melhor iriam as coisas em nossas igrejas se ensinassem a seus membros a calcular o custo que implica a profissão de fé cristã. A maioria dos líderes religiosos dos nossos dias dão mostras de uma impaciente pressa nas coisas do evangelho. Parece que o único grande fim a que se propõem é a conversão instantânea das almas, e em torno disto centralizam seus esforços. Esta maneira tão parcial e vazia de ensinar e apresentar o cristianismo é funesta.
Não interpretem mal o que digo. Eu aprovo inteiramente que se ofereça a salvação de uma maneira imediata, gratuita e completa em Cristo. Aprovo plenamente que se chame com urgência os pecadores a que se convertam imediatamente depois de se ouvir a mensagem de salvação. E a estas coisas não cedo o primeiro lugar. Mas condeno a atitude e o proceder de alguns que apresentam estas verdades por si só, isoladas e sem relação às demais verdades de todo conselho de Deus. Além destas verdades, com toda honestidade devemos advertir os pecadores das obrigações que impõe o serviço a Cristo e o que implica sair do mundo. Não temos direito de forçá-los a entrar no exército de Cristo, se antes não os temos advertido e prevenido da magnitude da batalha cristã. Em uma palavra: devemos adverti-los do custo de ser um verdadeiro cristão.
Não foi esta a maneira de proceder do nosso Senhor Jesus? O evangelista Lucas nos diz que, em certa ocasião “Ora, ia com ele uma grande multidão; e voltando-se, disse-lhes: Se alguém viera mim, e não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E qualquer que não levar a sua cruz, e não vier após mim, não pode ser meu discípulo”(Lc. 14:25-27). Francamente, não se pode reconciliar esta passagem bíblica com a maneira de proceder de muitos mestres religiosos da nossa época; no que a mim concerne, a doutrina do mesmo é clara como a luz do meio dia. Esta doutrina ensina que não temos que forçar os pecadores a uma precipitada confissão de fé cristã, sem antes não os termos advertido claramente da necessidade que têm de calcular o custo.
Lutero, Latimer, Baxter, Wesley, Whitefield, Rowland HilI, e outros, procederam segundo a maneira pela qual defende este texto. Todos estavam bem cientes do caráter enganoso do coração humano; e sabiam bem que não é ouro1 tudo que reluz, que a convicção não é conversão, que a emoção não é fé, que o sentimento não é graça, que não é de todo botão que provém fruto. “Não vos enganeis - era o grito constante destes pregadores - pensai bem no que fazeis; não corrais antes de haverdes sido chamados; calculem o custo!”.
Se desejamos fazer o bem, não nos envergonhemos de seguir as pisadas do nosso Senhor Jesus Cristo. Exortem as pessoas a que considerem seus caminhos. Obrigue-os com santa violência a que entrem e participem do banquete a que se entreguem completamente a Deus. Ofereça-os uma salvação gratuita, completa e imediata. Insta-os uma e outra vez a que recebam a Cristo na plenitude de seus benefícios. Porém, em tudo, diga-lhes a verdade, toda a verdade! Alguns pregadores se utilizam de atos vulgares para recrutar adeptos. Não fale somente do uniforme, do soldo e da glória, fale também dos inimigos da batalha, da armadura, das sentinelas, das marchas, e dos exercícios. Não apresente apenas uma parte do cristianismo. Não esconda a cruz da abnegação, que todo peregrino cristão deve levar, quando falar da cruz sobre a qual Cristo morreu para nossa redenção. Explique com detalhes tudo o que a1, profissão de fé cristã implica. Rogue com insistência várias vezes aos pecadores que se arrependam e corram para Cristo; porém, insista, ao mesmo tempo, a que se sentem e calculem o preço.

III) Sugestões para Ajudar a Calcular Corretamente o Custo.
Mencionarei alguns fatores que sempre influenciam nos nossos cálculos para saber o custo do verdadeiro cristianismo. Considere com calma e equilíbrio o que se tem de deixar e o que se tem de provar para chegar a ser discípulo de Cristo. Não esconda nada, considera tudo. E logo, faça as seguintes somas, tendo o cuidado de repassá-las bem para não haver equivoco, pois o resultado correto dos mesmos é alentador:
  1. Conte e compare os benefícios e as perdas que um discipulado verdadeiramente cristão contém. Muito possivelmente perderás algo deste mundo, porém ganharás a salvação da alma imortal. Está escrito: “Que aproveita ao homem, ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Mc.8:36). 
  2. Conte e compare os elogios e censuras, se é que és um cristão verdadeiro. Muito provavelmente terás de sofrer as reprovações do mundo, porém, terás a aprovação de Deus, Pai, Filho e Espírito Santo. As censuras vêm dos lábios de pessoas equivocadas, cegas e falíveis; a aprovação vem do Rei dos reis o Juiz de toda a terra. Está escrito: “Bem-aventurado sois quando, por minha causa, vos injuriarem e vos perseguirem e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós” (Mt. 5:11-12). 
  3. Conte e compare os inimigos e amigos. Por um lado tens a inimizade do diabo e dos maus; por outro, tens o favor e a amizade de Cristo Jesus. Os inimigos, quando muito, podem produzir-te alguns arranhões, pode rugir forte e rodear a terra e o mar para tratar de arruinar a tua alma; porém não pode de modo nenhum destruí-la. Teu Amigo é poderoso para salvar-te eternamente. Está escrito: “Digo-vos, pois, amigos meus: Não temais os que matam o corpo e, depois disso, nada mais podem fazer. Eu, porém, vos mostrarei a quem deveis temer: Temei aquele que depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, digo-vos, a esse deveis temer” (Lc. 12:4-5). 
  4. Conte e compare a vida presente e a por vir . A vida presente não é fácil; implica em vigilância, oração, luta, esforço, fé e labor; porém, só é por poucos anos. A vida vindoura será de descanso e repouso; a influência do pecado já terá terminado e satanás estará acorrentado. E, ah! será um descanso para toda eternidade. Está escrito: “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para noS eterno peso de glória, acima de toda comparação, não atentado nós nas cousas que se vêem; porque as cousas que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas” (2 Co.4:17-18). 
  5. Conte e compare os prazeres do pecado e a felicidade do serviço a Deus. Os prazeres que o homem mundano obtêm são vazios, irreais, não satisfazem. São como a fogueira que fazem os espinhos arder: range e brilha, porém, só por uns minutos, logo se apaga e desaparece. A felicidade que Cristo ou torga a seu povo é sólida, duradoura e substancial; não depende da saúde nem das circunstâncias; nunca abandona o crente, nem mesmo na hora da morte. E uma felicidade que, além disso, se verá galardoada com uma coroa incorruptível. Está escrito: “O júbilo dos perversos é breve” “Pois qual o crepitar dos espinhos debaixo duma panela, tal é a risada do insensato” (Jó 20:5; Ec.7:6). Porém também está escrito: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la a dou com a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo. 14:27). 
  6. Conte e compare as tribulações que o cristianismo verdadeiro implica e as tribulações que sobrevirão aos maus após a morte . A leitura da Bíblia, a oração, a luta cristã, uma vida de santidade, etc., implica em dificuldades e exigem abnegação por parte do crente. Porém não é nada em comparação com a “ira que virá” e que se desencadeará sobre os impenitentes e os incrédulos. Um só dia no inferno será muito mais intolerável que toda uma vida de peregrinação levando a cruz. O “bicho que nunca morre e o fogo que nunca se apaga” é algo que vai mais além do que a mente humana pode conceber e descobrir. Está escrito: “Filho, lembra-te de que recebeste os teus bens em tua vida, e Lázaro igualmente os males; agora, porém, aqui, ele está consolado; tu em tormentos”(Lc.16:25). 
  7. Considere e compare, em último lugar, o número daqueles que se voltam do pecado e do mundo para servir a Cristo, e o número daqueles que deixam a Cristo e voltam ao mundo. Os que se voltam do pecado e do mundo para servir a Cristo são muitos; porém nenhum dos que realmente têm conhecido a Cristo voltam ao inundo. Cada ano multidões abandonam o caminho largo e tomam a senda estreita que conduza vida. Nenhum dos que andam pelo caminho estreito se cansam do mesmo e voltam ao caminho. O caminho largo registra muitas pegadas de pessoas que torceram seu rumo e o abandonaram; porém, as pegadas dos caminhantes do caminho estreito, que conduz ao céu todas seguem a mesma direção. Está escrito “O caminho dos perversos é como a escuridão”. “O caminho dos pérfidos é intransitável” (Pv.4:19; 13:15). Porém, também está escrito: “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv.4: 18).
Estas somas e estas contas freqüentemente não se fazem corretamente; por isso há pessoas que continuamente e não podem dizer se vale a pena ou não servir a Cristo. As perdas e ganhos, as vantagens e desvantagens, as tribulações e os prazeres, as ajudas e os obstáculos, lhes dão um balanço tão igual, que não podem optar por Cristo. É que não têm feito a soma corretamente.
Como se explica o erro de tais pessoas? Se deve a uma carência de fé por sua parte. Para chegar a uma conclusão correta sobre nossas almas, devemos conhecer algo daquele poderoso princípio que Paulo menciona no capítulo 11 de sua Epístola aos Hebreus. Permitam-me demonstrar de que maneira intervém este princípio no grande “negócio” de calcular o custo.
A que se deveu o fato de Noé perseverar até o fim na construção da arca? Estava só em meio a uma geração pecadora, incrédula e havia de sofrer o opróbrio, a zombaria e o ridículo das pessoas. O que lhe deu fortaleza ao seu braço e paciência em seu labor? Foi a fé. Noé cria na ira que havia de vir; cria que só na arca poderia achar o refúgio seguro. Pela fé considerou e teve como pobre o conceito e a opinião do mundo. Pela fé calculou o custo e não duvidou de que a construção da arca significava um ganho.
A que se deveu o fato de Moisés rejeitar os prazeres do Egito e recusar-se ser chamado de filho da filha de Faraó? Como pode escolher ser maltratado com o povo de Deus e dirigir ao povo hebreu á terra da promissão, livrando-o da terra da escravidão? Segundo o testemunho do olho humano dos sentidos iria perder tudo e não ia ganhar nada em troca. O que impulsionou Moisés a agir dessa forma? Foi a fé. Ele cria que acima de Faraó havia UM maior e mais poderoso que o dirigiria e protegeria em sua grande missão. Ele tinha por maiores riquezas o vitupério de Cristo que todos os tesouros dos egípcios. Pela fé calculou o custo e “como vendo o invisível”, se persuadiu de que o abandono do Egito e o peregrinar pelo deserto era, na realidade, ganho.
Que foi que fez o fariseu Saulo de Tarso decidir deixar a religião de seus pais e abraçar o Cristianismo? Os sacrifícios e os custos que a mudança implicava eram em verdade enormes. No entanto, Paulo abandonou todas as brilhantes perspectivas que tinha entre os de sua nação; trouxe sobre si, ao invés do favor dos homens, o ódio do homem, a inimizade do homem, a perseguição do homem até a morte. A que se deveu o fato de Paulo poder fazer frente a tudo isso? Se deveu a sua fé. Ele cria que Jesus, a quem conheceu no caminho de Damasco, poderia dar-lhe cem vezes mais do que o que abandonara, e no mundo vindouro a vida eterna. Pela fé calculou o custo, e viu claramente até que lado se inclinava a balança. Cria firmemente que o tomar a cruz de Cristo sobre si era ganho.
Notemos bem todas estas coisas. A fé que fez Noé, Moisés e Paulo fazerem as coisas que fizeram, é o segredo que nos levará a conclusões corretas com respeito a nossa alma. A mesma fé tem de ser nossa ajudadora e nosso livro de contas quando nos sentamos para calcular o custo do verdadeiro cristianismo. Esta fé, se a pedimos a receberemos. “Ele dá maior graça” (Tiago 4:6). Armados com esta fé apreciaremos as coisas no seu justo valor. Cheios desta fé, nunca aumentaremos a cruz nem diminuiremos a coroa. Nossas conclusões serão todas corretas; nossa soma total não registrará erros.

Conclusão
Em conclusão desejo que consideres seriamente se tua profissão de fé religiosa te custa atualmente algo. Mui possivelmente não te custa nada. Com toda probabilidade tua religião não te custa dificuldades, nem tempo, nem pensamentos, nem cuidados, nem dores, nem leitura alguma, nem oração, nem abnegação, nem conflito, nem trabalho, nem labor de nenhuma classe. Bem, pois não te escuses do que vou te dizer: esta profissão de fé nunca poderá salvar tua alma; nunca te dará paz enquanto estás vivo, nem esperanças na hora da morte. lima religião que não custa nada, não vale nada. Desperta! Desperta! Desperta e crê! Desperta e ora! Não descanses até que possas dar uma resposta satisfatória a minha pergunta: “Que te custa?”
Pensa se é que necessitas de motivos que te estimulem mais e mais para o serviço do Senhor, pensa no muito que custou a salvação de tua alma. Considera que nada menos do que o Filho de Deus teve de abandonar o céu, fazer-se homem, sofrer a cruz, ser sepultado, para logo ressuscitar vitorioso sobre o pecado e a morte, e tudo para obter a redenção de tua alma. Pensa em tudo isso e te convencerás de que não é algo insignificante possuir uma alma mortal. Vale a pena tomar-se o incômodo de pensar sobre a esta alma tão preciosa.
Ó, homem preguiçoso! Ó, mulher preguiçosa! Te conformarás com perder o céu por mero fato de que não queres te preocupar com as coisas espirituais? Tanto te repugna o exercício e o esforço como para permitir que tua alma naufrague para toda a eternidade? Sacode esta atitude covarde e indigna! Lavanta-te e porta-te varonilmente! Que não termine o dia sem que hajas dito a ti mesmo: “Por muito que seja o custo, eu tomo a determinação de esforçar-me para entrar pela porta apertada”. Olha a cruz de Cristo e receberás alento para seguir adiante, e valor para consegui-lo. Sê sincero e realista com tua própria situação espiritual; pensa na morte, no juízo, na eternidade. Poderá custar muito o ser cristão, porém podes estar seguro de que vale a pena.
Se algum leitor realmente sente que tem calculado o custo, e tomado sobre si a cruz, eu o exorto a quepersevere e continue em frente. Talvez freqüentemente sintas como se teu coração estivesse a ponto de desfalecer, e que o ímpeto da tentação ameaça naufragá-lo no desespero. Eu te digo: persevera, segue em frente. Não há dúvida de que teus inimigos são muitos, e os pecados que te rodeiam batem com ímpeto; talvez os teus amigos sejam poucos, e o caminho íngreme e estreito. Porém, mesmo assim, nestas circunstâncias, persevera e segue adiante.
O tempo é muito curto. Uns poucos anos de vigilância e oração, uns vão e vêm sobre as ondas do mar deste mundo, umas poucas mortes a mais, umas mudanças a mais, uns poucos verões a mais, e já não haverá necessidade de muita luta.
A presença e companhia de Cristo compensará os sofrimentos deste mundo. Quando nos vemos como somos vistos, e olhamos até a nossa jornada da nossa vida, nos surpreenderemos de nossa debilidade e desmaios de coração. Ficaremos surpresos de que demos tanta importância a nossa cruz, e pensamos tão pouco em nossa coroa. Ficaremos maravilhados de que calculando o custo, chegamos até a duvidar para onde se inclinava a balança. Animemo-nos! Não estamos longe do nosso lugar eterno!


PODE CUSTAR MUITO SER UM VERDADEIRO CRISTÃO 
E UM CRENTE FIEL, PORÉM VALE A PENA!


Fonte: Jornal “Os Puritanos” Ano IV N.3.

Fonte:Monergismo 


24 de jul. de 2011

Devemos Impor a Fé Cristã aos Outros? - Mark Dever


Devemos Impor a Fé Cristã aos Outros?
Talvez a objeção contemporânea mais comum à evangelização seja esta: “Não é errado impor nossas crenças aos outros?”
Algumas pessoas não praticam a evangelização por acharem que estão se impondo aos outros. E pela maneira como a evangelização é freqüentemente realizada, posso entender a confusão! No entanto, quando compreendemos o que a Bíblia apresenta como evangelização, reconhecemos que evangelizar não é realmente uma questão de impor suas crenças.
É importante entender que a mensagem que você compartilha não é mera opinião, e sim um fato. Essa é a razão por que compartilhar o evangelho não pode ser chamado de imposição, assim como um piloto não pode impor a todos os passageiros a sua crença de que a pista de aterrissagem é esta e não aquela.
Além disso, as verdades do evangelho não lhe pertencem, no sentido de que se referem unicamente a você, ou à sua perspectiva, ou à sua experiência; ou no sentido de que você as descobriu. Quando você evangeliza, não está dizendo: “Isso é o que eu penso sobre Deus”; ou: “É assim que eu vejo as coisas”. Você está apresentando o evangelho de Cristo. Você não o inventou e não tem autoridade para alterá-lo.
Na evangelização bíblica, não impomos nada. De fato, não podemos fazer isso. De acordo com a Bíblia, evangelizar é apenas contar as boas-novas. Não é assegurar-nos de que a outra pessoa responderá corretamente ao evangelho. Gostaríamos de poder conseguir isso, mas, conforme a Bíblia, isso é algo que não podemos fazer. De acordo com a Bíblia, o fruto da evangelização vem de Deus. Como Paulo disse aos coríntios:
Quem é Apolo? E quem é Paulo? Servos por meio de quem crestes, e isto conforme o Senhor concedeu a cada um. Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento (1 Co 3.5-7; cf. 2 co 3.5-6).
Lembro-me de que em certa ocasião, quando estava em Cambridge, conversei com Bilal, um amigo libanês muçulmano. Falamos sobre um de nossos amigos que era um muçulmano secular. Bilal desejava que nosso amigo abraçasse um estilo de vida islamita mais fiel. Eu queria que ele se tornasse um cristão. Condoíamo-nos juntos pela dificuldade de viver em meio à cultura secular britânica. Bilal comentou quão corrupto era o país cristão chamado Grã-Bretanha. Respondi que a Inglaterra não era um país cristão e que, de fato, não existe tal coisa como um país cristão. Aproveitando a oportunidade, ele disse que esse é o problema do cristianismo quando comparado ao islamismo. O cristianismo, ele disse, não provê respostas e diretrizes para todas as complexidades da vida real. Não tem um padrão social e político abrangente para oferecer à sociedade. Respondi que isso acontece porque o cristianismo retrata realisticamente a condição humana e o problema da situação humana. Ele me perguntou o que isso significava.
Disse-lhe que o islamismo tem um entendimento superficial dos problemas do homem porque ensina que nossos problemas são basicamente uma questão de comportamento. A solução para o nosso problema é apenas a vontade. Mas o cristianismo, eu disse, tem um entendimento mais profundo e mais acurado da situação do homem, um entendimento que inclui uma admissão franca da pecaminosidade humana como um agregado de ações más e como uma expressão de um coração mau que está em rebeldia contra Deus. O problema é a natureza do homem. Disse que o cristianismo não tem nada que Bilal reconheceria como um programa político abrangente porque não pensamos que nosso verdadeiro problema pode ser corrigido por poder político. Eu poderia colocar uma espada sobre a garganta de uma pessoa e torná-la um bom muçulmano, mas, disse-lhe, não posso tornar ninguém cristão servindo-me desse método.
A Bíblia apresenta o problema do homem como algo que não pode ser resolvido por força coerciva ou imposição. Portanto, tudo que posso fazer é apresentar as boas-novas com exatidão, viver uma vida de amor para com os incrédulos e rogar a Deus que os convença de seus pecados e lhes dê os dons de arrependimento e fé.
A verdadeira evangelização bíblica e cristã não envolve, por sua própria natureza, coerção, mas somente proclamação e amor. Devemos apresentar o evangelho gratuito a todos. Não podemos manipular ninguém para que o aceite. Os cristãos bíblicos sabem que não podem obrigar ninguém a receber a vida.

5 de mai. de 2011

Você se considera um Cristão? Testemunho - Richard Wurmbrand - TORTURADOS POR AMOR A CRISTO



Estes Fatos são verídicos de casos de tortura que aconteceram por volta de 1950 aos cristãos na Romênia, na época do nazismo. Histórias que os livros de história não trazem!


"O líder cristão, Richard Wurmbrand, mais conhecido por "Mártir vivo", na época que liderava uma igreja às escondidas, "A igreja subterrânea" e contrabandeava bíblias e literaturas cristãs.


Estes são alguns depoimentos de Richard Wurmbrand, o ministro evangélico que passou 14 anos como prisioneiro dos comunistas, e 25 anos em reclusão.


TORTURADOS POR AMOR A CRISTO...



"Eram colocadas algemas em nossos punhos as quais tinham lâminas afiadas na parte interna. Se ficássemos totalmente parados, elas não nos cortavam. Mas nas celas muito frias. quando tremíamos nossos pulsos eram cortados pelas lâminas."


"Crentes eram pendurados em cordas de cabeça para baixo e açoitados tão severamente que seus corpos balançavam de um lado para o outro sob a força das pancadas.""Éramos colocados em refrigeradores. Eu próprio fui jogado em uma dessas celas, com bem pouca roupa. Médicos da prisão observavam-nos através de uma abertura, até verem sintomas de morte por congelamento. Neste ponto davam sinal e os guardas que nos tiravam e então éramos aquecidos. Quando já estávamos adquirindo calor, éramos imediatamente colocados de novo nas celas congeladoras, e isto repetidamente! Descongelar e depois congelar até um ou dois minutos antes da morte, e então descongelar novamente, Isso continuava indefinidamente."


"Nós éramos colocados em caixões apenas um pouco maiores do que nós. Não havia lugar pra qualquer movimento. Muitas dúzias de pregos com suas pontas afiadas como giletes eram colocadas por todos os lados. Enquanto estávamos perfeitamente quietos, tudo ia bem (...) éramos forçados a permanecer nessas caixas horas a fio. Quando porém nos fatigávamos e nos tombávamos de cansados, os pregos entravam em nosso corpo."


"Muitas vezes perguntei aos torturadores; '- Vocês não tem coração?' E eles respondiam com uma citação de Lenine; '- Não se pode fazer omelete sem primeiro quebrar os ovos, e não se corta madeira sem fazer os pedaços dela voarem'."


Na prisão de Gherla, um crente de nome Grecu foi sentenciado a apanhar até morrer. Nisso tiveram de gastar algumas semanas. Ia sendo espancado vagarosamente. Uma vez na sola dos pés com um cassetete de borracha... depois de alguns minutos, outro golpe... veio um médico aplicar-lhe uma injeção. Recuperou os sentidos e lhe deram boa alimentação para recobrar as forças e então foi espancado outra vez até morrer sob essa pancadaria vagarosa e repetida."


Um pastor chamado Florescu, foi torturado com atiçadores de ferro em brasa, e com facas. Foi açoitado horrivelmente. Ratos famintos eram introduzidos em sua cela através de um cano grosso. Ele não podia dormir pois tinha de se defender o tempo todo... se descansasse um só momento os ratos o atacariam. Foi forçado a ficar de pé por duas semanas, dia e noite. Por fim trouxeram se filho de 14 anos e começaram a açoitá-lo na presença do pai dizendo que continuariam a bater até que o pastor dissesse o que eles queriam. O homem, coitado, já estava quase louco. Suportou até onde pôde. Por fim gritou para o filho: "Tenho de dizer o que eles querem! Não posso mais suportar o que estão fazendo..."

... O filho respondeu: Pai, não me faça a injustiça de ter um traidor por pai! Resista! Se me matarem, morrerei com as palavras 'Jesus é minha terra natal.' ... A fúria dos comunistas caiu sobre o menino, em quem bateram até matá-lo, vendo as manchas do seu sangue pelas paredes da cela.




MORREU LOUVANDO A DEUS.


Espero que esta mensagem verídica tenha tocado o coração das pessoas que estão lendo-a neste momento. Essas pessoas sofreram tudo isso porque não negaram a Cristo, preferiram ser torturadas a negarem Jesus Cristo como seu Senhor. 
A recompensa destes é a vida eterna!!! Eles foram um grande exemplo para os que tem tudo e dizem que não tem nada. Para nós que reclamamos de um arranhão na tintura do carro! Aprendamos com estes grandes exemplos de fé!!!

Fonte: Missão Portas Abertas



Richard Wurmbrand (Março 24, 1909 -- Fevereiro 17, 2001) 
Era um Romeno evangelico Pastor e escritor. 
Ele foi o fundador da Organização Internacional Voz dos Martires 
ou The Voice of the Martyrs.
Preso, torturado em nome de Cristo.



2 Coríntios 4:1:12
Por isso, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos;
Antes, rejeitamos as coisas que por vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade.
Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto.
Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus.
Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos por amor de Jesus.
Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.
Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós.
Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados.
Perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos;
Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos;
E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também na nossa carne mortal.
De maneira que em nós opera a morte, mas em vós a vida.
E temos, portanto, o mesmo espírito de fé, como está escrito: Cri, por isso falei; nós cremos também, por isso também falamos.
Sabendo que o que ressuscitou o Senhor Jesus nos ressuscitará também por Jesus, e nos apresentará convosco.
Porque tudo isto é por amor de vós, para que a graça, multiplicada por meio de muitos, faça abundar a ação de graças para glória de Deus.
Por isso não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia.
Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente;
Não atentando nós nas coisas que se vêem, mas nas que se não vêem; porque as que se vêem são temporais, e as que se não vêem são eternas.




Gálatas 6:14-18
Mas longe de mim gloriar-me senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. Pois em Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão é coisa alguma, mas o ser nova criatura. E a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus. Quanto ao mais, que ninguém me perturbe; porque trago em meu corpo as marcas do Senhor Jesus. A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja, irmãos, com o vosso espírito. Amém.



Gálatas 2:20
“Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.”



14. Mas longe de mim. Ele agora contrasta as tramas dos falsos apóstolos com sua própria sinceridade, como se estivesse dizendo: “Para não serem compelidos a levar a cruz, então negam a cruz de Cristo, adquirem os aplausos dos homens com o preço de vossa carne e terminam conduzindo-vos em triunfo. Meu triunfo e minha glória, porém, se encontram na cruz do Filho de Deus”. Se os gálatas não estivessem ainda destituídos de todo aquele comum sentimento, porventura não deveriam ter detestado aqueles a quem viam se refestelando a expensas deles?Gloriar-me senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo é o mesmo que gloriar-se no Cristo crucificado, ainda que algo mais esteja implícito. Ele tem em mente a morte cheia de miséria e ignomínia, a qual Deus mesmo amaldiçoou; a morte que os homens contemplaram com aversão e vergonha; nessa morte, diz ele, me gloriarei, porque nela eu encontro perfeita felicidade. Pois onde o bem mais excelente existe, aí há glória. Mas, por que não também em outros lugares? Ainda que a salvação seja revelada na cruz de Cristo, onde fica sua ressurreição: Eis minha resposta: na cruz está contida a totalidade da redenção e todas as suas partes, mas a ressurreição de Cristo não nos afasta da cruz. E note-se bem que ele abomina todas as outras formas de glória como não sendo nada menos que uma terrível ofensa. Que Deus nos proteja de tal praga; isso não passa de uma monstruosidade! Eis o significado da frase que Paulo freqüentemente usa — de modo algum!
Pelo qual o mundo. Como stauros (stauros) é masculino, o pronome relativo pode, no grego, referir-se ou a Cristo ou à cruz. Em minha opinião, contudo, é preferível que se refira à cruz. Porque por meio dela, estritamente falando, morremos para o mundo. Mas, o que significa 'o mundo'? Ele é indubitavelmente contrastado com a nova criatura. Tudo quando se opõe ao reino espiritual de Cristo é o mundo, visto que ele pertence ao velho homem; ou, numa palavra, o mundo é, por assim dizer, o objeto e o alvo do velho homem. 
O mundo está crucificado para mim, diz Paulo. No mesmo sentido, em outro lugar ele declara que considera todas as coisas como esterco [Fp 3.8]. Crucificar o mundo é menosprezá-lo e reduzi-lo a nada.
E ele adiciona o oposto: e eu para o mundo. Com essa expressão ele quer dizer que o mundo era completamente sem importância e deveras absolutamente nada, porque a nulidade pertence aos mortos. De qualquer forma, ele quer dizer que, pela mortificação do velho homem, havia renunciado o mundo. Alguns o expõem assim: “Se o mundo me considera como amaldiçoado e proscrito, eu considero o mundo condenado e maldito”. Isso, a meu ver, parece ser um tanto estranho ao pensamento de Paulo, porém deixo a decisão com os leitores. 
15. Pois em Cristo Jesus. A razão por que ele está crucificado para o mundo e o mundo para ele é que, em Cristo, em quem o apóstolo está enxertado, somente uma nova criatura é de algum valor. Tudo mais deve ser descartado; não, perecido! Estou me referindo às coisas que obstruem a renovação procedente do Espírito. Isso é o que ele diz em 2 Coríntios: “Se alguém está em Cristo, que ele seja uma nova criatura” [2 Coríntios 5.17]. Ou seja, se alguém deseja ser considerado dentro do reino de Cristo, que ele seja reformado pelo Espírito de Deus; que não mais viva para si mesmo nem para o mundo, senão que se erga para uma nova vida. A razão por que ele conclui que nem circuncisão nem incircuncisão é de algum valor já foi mencionada. A verdade do evangelho absorve e desfaz todas as sombras da lei.
16. E a todos quantos andarem conforme esta regra. “Que todos quantos sustentam esta regra”, diz ele, “desfrutam de prosperidade e felicidade!” Isso equivale tanto como uma oração por eles quanto como um sinal de aprovação. Sua intenção, portanto, é que todos aqueles que ensinam esta doutrina são dignos de amor e beneplácito; e, por outro lado, os que a abandonam não são dignos de ser ouvidos. Ele sua a palavra regra para expressar o sólido e contínuo curso que todos os piedosos ministros do evangelho devem seguir. Pois como os arquitetos, ao erigir edifícios elaboram um plano, para que todas as partes se harmonizem em perfeita proporção e simetria, assim o apóstolo confia aos ministros da Palavra um cânon por meio do qual pudessem edificar a Igreja adequada e ordeiramente.
Esse lugar deve gerar profundo zelo aos fiéis e honestos mestres e a todos quantos se permitem conformar a essa regra, pois nela ouvem Deus abençoando-os pelos lábios de Paulo. Não carecemos de recear os trovões do papa, se Deus nos promete do céu paz e misericórdia. O verbo andar, aqui, pode aplicar-se tanto ao ministro quanto ao povo, ainda que sua referência seja primordialmente aos ministros. O tempo futuro do verbo é usado para expressar perseverança.
E sobre o Israel de Deus. Esta cláusula se constitui num motejo indireto à vã ostentação dos falsos apóstolos, os quais alegavam ser os descendentes de Abraão segundo a carne. Ele, pois, produz um duplo Israel: um, uma simulação e visível somente aos homens; o outro, visível somente a Deus. A circuncisão era um sinal aos olhos humanos; a regeneração, porém, é a verdade aos olhos de Deus. Numa palavra, ele agora os chama o Israel de Deus, a quem anteriormente se chamavam filhos de Abraão pela fé, e portanto se incluíam todos os crentes, quer gentios, quer judeus, que foram unidos numa mesma Igreja. Em contrapartida, o Israel segundo a carne só pode reivindicar o nome e a raça, e disso ele trata em Romanos 9. 
17. Que ninguém me perturbe. Ele agora fala com voz de autoridade, com o fim de refrear seus adversários, pois manifesta todo o direito de seu poder superior: “Que eles parem de obstruir o curso de minha pregação”. Estava pronto, por amor a toda a Igreja, a solucionar as dificuldades, mas não será obstruído pela oposição.



Perturbar é opor-se com o fim de subverter o progresso de alguma obra.
Quanto ao mais, ou seja, todas as coisas que se acham além da nova criatura. Eis sua intenção: “Esta única coisa é bastante para mim. Outras questões são sem importância e não me interessam. Que ninguém me aborreça com elas”. E assim ele se coloca acima de todos os homens e não dá a ninguém o direito de assaltar seu ministério. Literalmente, significa: “quanto ao resto do que ficou”. Em minha opinião, Erasmo estava errado ao referi-lo ao tempo.
Porque trago em meu corpo as marcas. Ele mostra que a ousadia de sua autoridade repousava nas marcas de Cristo, as quais ele levava em seu corpo. E que marcas eram essas? Prisões, cadeias, açoites, calamidades, apedrejamentos e muitos tipos de maltratos que ele sofreu em decorrência do testemunho do evangelho. Pois assim como as guerras terrenas têm suas condecorações com as quais os generais honram a bravura de um soldado, também Cristo, nosso General, tem suas marcas pessoais, das quais ele faz bom uso para condecorar e honrar a alguns de seus seguidores. Essas marcas, porém, são muito diferentes das outras; pois elas contêm a natureza da cruz, e aos olhos do mundo não passam de ignomínia. Isso é sugerido pela palavra 'marcas', pois literalmente significam ferroadas, as marcas com que os escravos estrangeiros, ou fugitivos, ou malfeitores, eram marcados. Paulo, portanto, fala mui estritamente quando alega ser distinguido por essas marcas com as quais Cristo costumava honrar seus mais distintos soldados. Aos olhos do mundo, essas marcas eram vergonhosas e símbolo de desgraça; mas diante de Deus e dos anjos elas excedem a todas as honras do mundo.
18. A graça de Cristo seja com o vosso espírito. Ele ora não para que a graça fosse derramada sobre eles gratuitamente, mas para que pudessem ter em sua mente um sentimento correto sobre ela. Realmente, ela só é usufruída por nós quando atinge o nosso espírito. Devemos, pois, pedir a Deus que prepare nossa alma para ser uma habitação de sua graça. Amém.



Fonte: Extraído do comentário de Gálatas de João Calvino, publicado pela Editora Paracletos, páginas 188-192.


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