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29 de jun. de 2011

Você Deve Morrer - Paulo Junior




João 12 : 24 Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto.


27 de jun. de 2011

Morrendo para Viver - Chuck Swindoll


A mensagem fala sobre o método divino na libertação do cristão do poder do pecado em Romanos 6.

2 de jan. de 2011

Morrendo uma única vez - João Calvino




E, como aos homens está ordenado (Hb 9.26-28). O significado dessa cláusula é como segue: visto que após a morte de alguém aguardamos pacientemente o dia do juízo, já que essa é a lei comum da natureza contra a qual não há que lutar, por que deveria haver menos paciência em aguardar a segunda vinda de Cristo? Se um longo intervalo de tempo não subtrai nada, em relação aos homens, da esperança de uma ditosa ressurreição, quão desditoso seria conceder a Cristo uma honra menor! Essa honra seria ainda menor, se lhe solicitássemos que suportasse a morte segunda vez, depois de tê-la suportado uma vez para sempre. Se alguém contestar,dizendo que alguns morreram duas vezes, como sucedeu a Lázaro e outros, a resposta é simplesmente esta: o apóstolo está falando, aqui, da condição ordinária dos homens, mas que isenta dessa condição os que, por uma súbita mudança, foram poupados da corrupção [1 Co 15.51], já que o apóstolo inclui somente aqueles que se encontram no pó por um longo período de tempo, aguardando a redenção de seus corpos.

Aparecerá segunda vez, sem pecado. O apóstolo recomenda uma única coisa, ou seja: que não nos perturbemos por desejos irracionais e equivocados, esperando novas modalidades de expiação, uma vez que a morte única de Cristo nos é plenamente suficiente. Diz ainda que Cristo apareceu uma vez por todas e ofereceu sacrifício para tirar o pecado; e que em sua segunda vinda manifestará de forma gloriosa a eficácia de sua morte, a fim de que o pecado não mais tenha o poder de nos ferir.

Para levar os pecados de muitos significa livrar da culpa os que pecaram, através da satisfação de Cristo. Ao dizer muitos, ele quer dizer todos, como em Romanos 5.15.Naturalmente que nem todos desfrutam dos resultados da morte de Cristo; isso, porém, sucede em decorrência de sua incredulidade, que os impede de crer. Essa questão não tem que ser tratada aqui, porquanto o apóstolo não está discutindo sobre os poucos ou sobre os muitos que desfrutam dos benefícios da morte de Cristo, mas simplesmente implica que ele morreu em favor de outros, e não de si próprio. Portanto, o seu contraste é traçado entre muitos um.

O que ele tinha em mente quando diz que ele [Cristo] aparecerá sem pecado? Há quem o explique como sendo propiciação ou a vítima fazendo expiação pelo pecado, como em Romanos 8.3 e 2 Coríntios 5.21, bem como em tantas outras passagens em Moisés. Em minha opinião, sua intenção era expressar algo mais específico, ou seja: que Cristo, em sua segunda vinda, dará a conhecer plenamente quão realmente ele destruiu os pecados, de modo que já não haverá necessidade de outro sacrifício para satisfazer a Deus. E como se ele estivesse dizendo que quando nos aproximarmos do tribunal de Cristo, descobriremos que em sua morte nada foi deficitário.

Essa é a essência da frase que vem imediatamente: aos que o esperam para a salvação.Outros a traduzem diferentemente, assim: aos que confiam nele para a salvação. Mas o significado anterior é mais adequado, visto que o apóstolo tem em mente que aqueles que confiam com um espírito tranqüilo encontrarão plena salvação na morte de Cristo. Esse gênero de expectativa se adequa às circunstâncias do presente tema. Em outra parte [1 Ts 1.10], a Escritura tem atribuído aos crentes uma expectação comum em relação à vinda do Senhor, com o fim de distingui-los dos incrédulos, para quem a simples menção dela é algo terrível. Como o apóstolo agora mantém que devemos achar descanso no único sacrifício de Cristo, ele o chamaa expectativa de Cristo, visto que quando nos sentimos satisfeitos com sua singular redenção, não iremos após novos antídotos ou suportes.

8 de dez. de 2010

Se o Viver é Cristo o Morrer é... - Josemar Bessa





Um escritor espanhol - Noel Clarasó, disse que a "vida é um naufrágio onde, na última hora, só se salva o barco" - Muitas vezes, pessoas na igreja tem a mesma dificulldade em enfrentar essa realidade, a sua própria morte. Vivem na filosofia de La rochefoucaud, escritor francês do século XVII - "O sol e a morte não podem ser olhados fixamente" - Isso não pode ser a verdade a nosso respeito.
Outros apelam pra o humor para enfrentar um assunto tão "delicado e desagradável" - eu acho que o Millor Fernandes aí é insuperável: "O pior não é morrer. É não poder espantar as moscas" - "Um cadáver é o produto final. Nós somos apenas a matéria prima". Mas o escritor americano, David Gerrold mostra que podia ser pior: "A vida é dura, então você morre. Depois jogam sujeira no seu rosto. Finalmente, as minhocas comem você. Seja grato que isso aconteça nesta ordem".
Por mais imaginosos que sejamos, não podemos imaginar o céu como realmente ele é. Certa vez um sábio disse: "Se pudéssemos imaginar a experiência mais agradável possível e pensássemos na possibilidade de repetí-la por toda a eternidade, estaríamos imaginando algo mais próximo do inferno do que do céu". Absoluta felicidade é inimaginável para nós. Nós não temos uma referência verdadeira para isso aqui neste mundo. Portanto a vida após a morte não pode ser claramente imaginada, mas sim crida. Muitos se sentem comoHamelt que preferia: "gemer e suar debaixo de uma vida dura, ante o pavor de algo após a morte. O país desconhecido de cujas fronteiras nenhum viajante jamais retornou, intriga a vontade. E nos faz preferir suportar os males que temos, que voar para outros dos quais nada conhecemos. Assim a consciência nos torna a todos covardes" - Hamlet, Ato III, Cena I.
Uma das coisas mais difíceis que o homem experimenta ao se aproximar da morte, é o conhecimento angustiante de que essa é a jornada que ele fará sozinho - não haverá companhias humanas. Podem haver queridos a sua volta, segurar suas mãos, mas é só.
Temos a tendência em pensar na morte como perda. O apóstolo Paulo declara: "Porque estou certo de que isto mesmo, pela vossa súplica e pela provisão do Espirito de Jesus Cristo, me redundará em libertação, segundo a minha ardente expectativa e esperança de que em nada serei envergonhado; antes, com toda a ousadia, como sempre, tembém agora, será Cristo engrandecido em meu corpo, quer pela vida quer pela morte., porquanto para mim o viver é Cristo, e o morrer é lucro. Entretanto, se o viver na carne traz frutos para o mei trabalho, já não sei o que hei de escolher: Ora, de um e de outro lado estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor" (Fl 1.19-23).
Esse melhor, é mais do que uma melhora ligeira - O ganho éINCOMPARÁVEL: "Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda a comparação, não atentando nós para as coisas que se vêem, porque as que se vêem são temporais, e as que não se vêem são eternas. Sabemos que se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos da parte de Deus um edifício, casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, neste tabernáculo gememos, aspirando por ser revestidos da nossa habitação celestial... para que o mortal seja absorvido pela vida" (2Co 4.17-5.5). O contraste tremendamente desenvolvido por Paulo aqui é entre o temporário e o permanente - o temporal e o eterno.

17 de set. de 2010

Não Quero Atormentar seu Ser, e Sim, Matá-lo! – C. S. Lewis



1.      Quanto preciso sacrificar de mim mesmo?

E comum, antes de nos tornarmos cristãos, pensarmos da seguinte maneira: tomamos como ponto de partida nosso simples ser, com todos os seus desejos e interesses; em seguida, admitimos que algo mais — "moralidade", "comportamento correto" ou "o bem social" — requer atenção desse eu — exigências que interferem nos desejos. O que queremos dizer com "ser bom" é cumprir essas exigências. Algumas das coisas que o simples eu gostaria de fazer acabam sendo o que chamamos "errado": por isso, precisamos abandoná-las. Outras coisas são as que chamamos "certas": portanto, precisamos cumpri-las.

Contudo, temos a esperança de que, depois de todas as exigências serem cumpridas, o pobre eu natural ainda terá chance — e talvez tempo — de retomar a vida de sempre e fazer o que gosta. Na verdade, somos muito parecidos com o cidadão honesto que paga impostos. Ele paga todos os impostos corretamente, mas espera sobrar alguma coisa com que viver. Isso porque nosso ponto de partida continua sendo nosso ser natural.

2.      Dois resultados

Enquanto pensamos assim, uma de duas possibilidades acontece: ou desistimos de tentar ser bons ou nos tornamos completamente infelizes. Não se engane: se você quer de fato atender a todas as exigências feitas ao ser natural, não sobrará nada para viver. Quanto mais você obedece à sua consciência, mais ela exige de você. Nosso ser natural, faminto, impedido e preocupado a cada momento, tornar-se-á cada vez mais odioso.

No final, você acabará desistindo de esforçar-se para ser bom ou então será uma daquelas pessoas que, como se diz, "vive para os outros", mas sempre descontente e murmurando, sempre pensando por que os outros não a notam mais e sempre se fazendo de vítima. Se isso acontecer, você será um incômodo muito maior para os que vivem à sua volta do que se permanecesse assumidamente egoísta.

3.      Mais difícil e mais fácil

A vida cristã é diferente. De certo modo é mais difícil; de outro é mais fácil. Cristo diz: "Dê-me tudo. Não quero tanto de seu tempo, de seu dinheiro e de seu trabalho: quero você. Não desejo atormentar seu ser natural, e sim matá-lo. Nenhuma meia medida é boa. Não quero cortar um galho aqui e outro ali. Desejo derrubar a árvore toda. Entregue todo seu ego natural, todos os desejos, tanto os que você acha inofensivos quanto os maus — o conjunto todo. Em troca, darei a você um novo ser. Na verdade, entregarei meu próprio ser a você: minha vontade se tornará a sua vontade".

Isso é mais difícil e também mais fácil que aquilo que estamos tentando fazer. Espero que você tenha notado que o próprio Cristo às vezes admite que a vida cristã é muito difícil, mas às vezes a considera muito fácil. Ele diz: "Tome a sua cruz". É como ser espancado até a morte num campo de concentração. No minuto seguinte, ele diz: "O meu jugo é suave e o meu fardo é leve". Ele quer dizer uma coisa e outra, e é fácil entender, porque ambos os aspectos são verdadeiros.

4.      O maior perigo

Os professores dizem que o aluno mais preguiçoso da sala sempre é aquele que, no fim, terá de se esforçar mais. Eles falam sério. Digamos que você peça a dois alunos para resolver uma proposição de geometria. O que estiver disposto a enfrentar desafios tentará entender a proposição. O aluno preguiçoso tentará decorá-la, pois no momento é o que exige menos esforço. Seis meses depois, entretanto, quando estiverem estudando para o exame, o aluno preguiçoso gastará horas de trabalho enfadonho sobre questões que o outro aluno em poucos minutos entende e desfruta.

A preguiça significa mais trabalho no longo prazo. Veja também desta outra maneira. Numa guerra ou na escalada de uma montanha, há sempre algo que exige determinação, mas também, no longo prazo, é a coisa mais segura. Se você se acovarda, mais tarde irá deparar com um perigo muito maior. A atitude mais covarde sempre é a mais perigosa.

5.      A coisa quase impossível

Assim funciona a vida cristã. Entregar todo o seu ser — todos os seus desejos e todas as suas precauções — a Cristo é algo terrível, quase impossível; contudo é muito mais fácil que aquilo que estamos tentando fazer. O que estamos tentando fazer é continuar a ser "nós mesmos", para preservar nossa felicidade pessoal como o principal objetivo da vida e, ao mesmo tempo, ser "bons". Tentamos deixar a mente e o coração seguir seu caminho, voltados para o dinheiro, o prazer e as ambições, acreditando, apesar disso, que nos conduziremos de modo honesto, simples e humilde.

Foi exatamente contra isso que Cristo advertiu. Conforme ele disse, um espinheiro não produz figos. Se eu fosse um campo onde não houvesse nada além de semente de grama, não poderia produzir trigo. Corta a grama eu poderia mantê-la baixa, mas continuaria produzindo grama, não trigo. Se eu quiser produzir trigo, a mudança precisa ser mais profunda. Preciso ser arado e semeado outra vez.

15 de set. de 2010

Dia após dia Morro - C. H. Spurgeon Postado por Charles Spurgeon / On : 15:36/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.

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- Bem-aventurado aquele que vigia. (Ap 16.15) -

Dia após dia, morro", afirmou o apóstolo Paulo (ver 1 Coríntios 15.31). Os crentes do primeiro século arriscavam suas vidas, por onde quer que andassem. Não fomos chamados para passar por aquelas terríveis perseguições hoje. Se fôssemos, o Senhor Jesus nos daria graça para suportarmos tal aflição. No entanto, as provações da vida cristã que enfrentamos em nossos dias provavelmente nos vencerão mais do que as provações daquela época de fogo. Se temos de suportar o ridículo do mundo, esse é um teste fácil.

A bajulação, as palavras agradáveis e a hipocrisia são testes muito piores. Nosso perigo é que podemos nos tornar ricos, orgulhosos e abraçar os valores deste mundo mau e perder a fé. Se, porém, a riqueza do mundo não trouxer uma provação intensa para nós, a inquietação pelas coisas do mundo será igualmente perigosa. Se não podemos ser despedaçados pelo leão que ruge, podemos ser abraçados até à morte pelo urso.

O diabo procura destruir nosso amor por Cristo e nossa confiança nEle. A Igreja tem mais probabilidade de perder sua segurança e firmeza em nossos dias de quietude e sossego do que naquela época de severidade. Temos de permanecer alerta agora, porque viajamos em um caminho cheio de perigos. Provavelmente, cairemos sonolentos em nossa própria destruição, se a nossa fé em Jesus não for uma realidade, e nosso amor por Ele não for um sentimento intenso em nosso íntimo.

Muitos que confessam ser crentes em nossos dias de cristianismo fácil um dia comprovarão que são a palha e não o trigo. Crente, não pense que esta é uma época em que você pode dispensar a vigilância e o zelo santo. Você precisa dessas virtudes agora mais do que nunca. Que o Espírito eterno demonstre sua onipotência em você. Ele o capacitará a dizer, tanto nos tempos fáceis quanto nos difíceis: "Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou" (Romanos 8.37).

Para que morramos para o pecado – John Piper

http://www.apoiort.com/wp/wp-content/uploads/2009/09/morrendo.jpg 
 
..carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. 1 Pedro 2.24

Por mais estranho que pareça, a morte de Cristo em nosso lugar e por nós, significa que nós morremos. Talvez alguém pense que, ter um substituto para morrer em seu lugar significa que ele escapa da morte. É claro que escapamos da morte - da morte eterna de miséria sem fim e separação de Deus. Jesus disse: "Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão" (Jo 10.28). "Todo o que vive e crê em mim não morrerá, eternamente" (Jo 11.26). A morte de Jesus realmente significa que todo o que nele crê não perece, mas tem a vida eterna (Jo 3.16).

Mas existe outro sentido em que morremos precisamente porque Cristo morreu em nosso lugar e por nossos pecados. "Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados..." (lPe2.24). Ele morreu para que vivamos; e morreu também para que morrêssemos. Quando Cristo morreu, eu, como crente em Cristo, morri com ele. A Bíblia é clara: "fomos unidos com ele na semelhança da sua morte" (Rm 6.5). "Um morreu por todos; logo, todos morreram" (2Co 5.14).

19 de ago. de 2010

Morrendo e Ressuscitando com Cristo - João Calvino


A MORTIFICAÇÃO DA CARNE E A VIVIFICAÇÃO DO ESPÍRITO RESULTAM DA PARTICIPAÇÃO DA MORTE E DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO, A REGENERAÇÃO REAL OU ARREPENDIMENTO

Uma e outra, isto é, a mortificação da carne e a vivificação do Espírito, nos é comunicada em virtude da participação de Cristo. Ora, se de sua morte compartilhamos verdadeiramente, “nosso velho homem é crucificado por seu poder e morre o corpo do pecado” [Rm 6.6], para que não floresça por mais tempo a corrupção da primeira natureza. Se somos participantes de sua ressurreição, por ela somos despertados para a novidade de vida que corresponda à justiça de Deus. Portanto, interpreto o arrependimento com uma palavra: regeneração, cujo objetivo não é outro senão que em nós seja restaurada a imagem de Deus, a qual fora empanada e quase apagada pela transgressão de Adão.

Assim o ensina o Apóstolo, quando diz: “Nós, porém, de face descoberta, refletindo como em um espelho a glória do Senhor, somos transformados à mesma imagem, de glória a glória, como pelo Espírito do Senhor” [2Co 3.18]. Igualmente: “Sede renovados no espírito de vosso entendimento e revesti-vos do novo homem que foi criado, segundo Deus, na justiça e santidade da verdade” [Ef 4.23, 24]. Também, em outro lugar: “Revestindo-vos do novo homem que se renova segundo o conhecimento e a imagem daquele que o criou” [Cl 3.10]. Portanto, mediante esta regeneração, somos pela mercê de Cristo restaurados à justiça de Deus, da qual havíamos decaído através de Adão, modo pelo qual ao Senhor agrada restaurar integralmente a todos quantos adota para a herança da vida. E esta restauração, na verdade, não se consuma em um momento, ou em um dia, ou em um ano; antes, através de avanços contínuos, ainda que amiúde de fato lentos, Deus destrói em seus eleitos as corrupções da carne, os limpa de sua imundície e a si os consagra por templos, renovando-lhes todos os sentimentos à verdadeira pureza, para que se exercitem no arrependimento toda sua vida e saibam que não há nenhum fim para esta luta senão na morte.

Quão maior é a improbidade de certo paroleiro e apóstata impuro, Estáfilo, que vocifera dizendo que o estado da presente vida é por mim confundido com a glória celeste, enquanto de Paulo interpreto a imagem de Deus como sendo “verdadeira santidade e justiça” (Ef 4.24). Como se, realmente, ao definir-se alguma coisa não se deva buscar sua própria inteireza e perfeição. Ao afirmar que Deus restaura em nós sua imagem, não nego que o faça progressivamente; mas que, à medida que cada um avança, se aproxima mais da semelhança de Deus, e que tanto mais resplandece nele essa imagem de Deus23 [2Co 4.16]. Para que os fiéis cheguem a este ponto, Deus lhes assinala o caminho do arrependimento pelo qual percorram pela vida inteira.

5 de ago. de 2010

Morra para o Pecado - John Piper

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Jesus morreu para que morramos para o pecado e vivamos para a justiça

...carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro,os nossos pecados, para que nós, mortos para os pecados, vivamos para a justiça. (1 Pedro 2.24)

Por mais estranho que pareça, a morte de Cristo em nosso lugar e por nós, significa que nós morremos. Talvez alguém pense que, ter um substituto para morrer em seu lugar significa que ele escapa da morte. É claro que escapamos da morte - da morte eterna de miséria sem fim e separação de Deus. Jesus disse: "Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão" (Jo 10.28). "Todo o que vive e crê em mim não morrerá, eter¬namente" (Jo 11.26). A morte de Jesus realmente significa que todo o que nele crê não perece, mas tem a vida eterna (Jo 3.16).

Mas existe outro sentido em que morremos precisamente porque Cristo morreu em nosso lugar e por nossos pecados. "Carregando ele mesmo em seu corpo, sobre o madeiro, os nossos peca¬dos, para que nós, mortos para os pecados..." (1 Pe 2.24). Ele morreu para que vivamos; e morreu também para que morrêssemos. Quando Cristo morreu, eu, como crente em Cristo, morri com ele. A Bíblia é clara: "fomos unidos com ele na semelhança da sua morte" (Rm 6.5). "Um morreu por todos; logo, todos morreram" (2Co5.14).

18 de jul. de 2010

Dia após dia Morro - C. H. Spurgeon

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- Bem-aventurado aquele que vigia. (Ap 16.15) -

Dia após dia, morro", afirmou o apóstolo Paulo (ver 1 Coríntios 15.31). Os crentes do primeiro século arriscavam suas vidas, por onde quer que andassem. Não fomos chamados para passar por aquelas terríveis perseguições hoje. Se fôssemos, o Senhor Jesus nos daria graça para suportarmos tal aflição. No entanto, as provações da vida cristã que enfrentamos em nossos dias provavelmente nos vencerão mais do que as provações daquela época de fogo. Se temos de suportar o ridículo do mundo, esse é um teste fácil.

A bajulação, as palavras agradáveis e a hipocrisia são testes muito piores. Nosso perigo é que podemos nos tornar ricos, orgulhosos e abraçar os valores deste mundo mau e perder a fé. Se, porém, a riqueza do mundo não trouxer uma provação intensa para nós, a inquietação pelas coisas do mundo será igualmente perigosa. Se não podemos ser despedaçados pelo leão que ruge, podemos ser abraçados até à morte pelo urso.

O diabo procura destruir nosso amor por Cristo e nossa confiança nEle. A Igreja tem mais probabilidade de perder sua segurança e firmeza em nossos dias de quietude e sossego do que naquela época de severidade. Temos de permanecer alerta agora, porque viajamos em um caminho cheio de perigos. Provavelmente, cairemos sonolentos em nossa própria destruição, se a nossa fé em Jesus não for uma realidade, e nosso amor por Ele não for um sentimento intenso em nosso íntimo.

Muitos que confessam ser crentes em nossos dias de cristianismo fácil um dia comprovarão que são a palha e não o trigo. Crente, não pense que esta é uma época em que você pode dispensar a vigilância e o zelo santo. Você precisa dessas virtudes agora mais do que nunca. Que o Espírito eterno demonstre sua onipotência em você. Ele o capacitará a dizer, tanto nos tempos fáceis quanto nos difíceis: "Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou" (Romanos 8.37).

13 de jul. de 2010

Morrendo por nossa Liberdade - John Piper

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Algumas passagens das Escrituras são tão cheias de verdades cruciais que merecem mais atenção do que outras no sentido de serem memorizadas, consideradas e proclamadas. Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida. (Hb 2.14,15).
Estes dois versículos de Hebreus colocam diante de nós uma seqüência das maiores realidades do mundo. Sabê-los de cor, e saber o que eles significam é um benefício maior do que a maior prosperidade da terra. Demore-se por um momento em cada frase.
Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue...

O vocábulo filhos é tomado do versículo anterior e se refere à descendência espiritual de Cristo, o Messias (ver Is 8.18; 53.10). São também os filhos de Deus. Ao enviar Cristo ao mundo, Deus tinha especialmente em vista a salvação de seus filhos. É verdade que "Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito" (Jo 3.16). Mas também é verdade que Deus estava reunindo "os filhos de Deus, que andam dispersos" (Jo 11.52) e que Jesus deu sua vida pelas ovelhas (Jo 10.15). O desígnio de Deus era oferecer Cristo ao mundo para realizar a salvação dos seus filhos (1 Tm 4.10). Você pode experimentar a adoção como filho de Deus por receber a Cristo (Jo 1.12).
Destes [carne e sangue] também ele, igualmente, participou...
Cristo existia antes da encarnação. Ele era espírito. Era a Palavra eterna. Estava com Deus e era Deus (Jo 1.1; Cl 2.9), mas assumiu a carne e o sangue, vestindo a sua divindade de humanidade. Cristo se tornou completamente homem e permaneceu totalmente Deus. De muitas maneiras, isto é um grande mistério, mas está no âmago de nossa fé, e é o ensino das Escrituras.
Para que, por sua morte...
A morte foi a razão por que Cristo se tornou homem. Como Deus, Cristo não podia morrer pelos pecadores. Mas, como ho­mem, Ele poderia. Seu alvo era morrer. Por conseguinte, Ele teve de nascer como homem. Nasceu para morrer. A Sexta-Feira da Paixão é a razão de ser do Natal. Cristo aceitou espontaneamente a morte. Era a intenção dEle. A morte não O pegou de surpresa. O sofrimento e a morte de Cristo estavam planejados pelo Pai desde a antigüidade. Isaías 53 os descreveu, com alguns detalhes, centenas de anos antes de acontecerem. Jesus escolheu tornar-se homem para que morresse.
Destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo...
Ao morrer, Cristo tornou ineficaz o poder do diabo. Como? Por cobrir todo o nosso pecado. Isto significa que Satanás não tem fundamentos legítimos para nos acusar diante de Deus. "Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? E Deus quem os justifica" (Rm 8.33). Com que base Ele nos justifica? Por meio do sangue de Jesus (Rm 5.9). A arma fundamental de Satanás contra nós é o nosso próprio pecado. Mas, o que aconteceu na cruz anula o poder condenador de nosso pecado. "[Deus] tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz" (Cl 2.14). Se a morte de Jesus remove o poder condenador de nosso pecado, a principal arma de Satanás é tirada de suas mãos. Ele não pode mais argumentar em favor de nossa penalidade de morte, porque o Juiz nos inocentou por meio da morte de seu Filho! O aguilhão da morte foi destruído: nossos pecados foram perdoados, e a Lei, satisfeita (1 Co 15.56-57).
E livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.
Portanto, estamos livres do pavor da morte. Deus nos justificou. Satanás não pode reverter esse decreto. E Deus quer que a nossa segurança tenha um efeito imediato em nossa vida. Ele tenciona que a felicidade final remova a escravidão e o temor do presente. Se não precisamos temer nosso último e maior inimigo, a morte, não precisa­mos temer coisa alguma. Podemos ser livres. Livres para o gozo. Livres para os outros.
Cristo morreu — considere este preço — para que você não tema. Avaliada pelo tamanho do sacrifício, a intensidade do compro­misso de Deus com a nossa ausência de temor — a nossa liberdade — é imensurável. Aproprie-se dela. Desfrute-a. O poder libertador de Deus resplandecerá à medida que você experimentar a liberdade de vida.

29 de jun. de 2010

Morrendo por nossa Liberdade - John Piper

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Algumas passagens das Escrituras são tão cheias de verdades cruciais que merecem mais atenção do que outras no sentido de serem memorizadas, consideradas e proclamadas. Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida. (Hb 2.14,15).
Estes dois versículos de Hebreus colocam diante de nós uma seqüência das maiores realidades do mundo. Sabê-los de cor, e saber o que eles significam é um benefício maior do que a maior prosperidade da terra. Demore-se por um momento em cada frase.
Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue...

O vocábulo filhos é tomado do versículo anterior e se refere à descendência espiritual de Cristo, o Messias (ver Is 8.18; 53.10). São também os filhos de Deus. Ao enviar Cristo ao mundo, Deus tinha especialmente em vista a salvação de seus filhos. É verdade que "Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito" (Jo 3.16). Mas também é verdade que Deus estava reunindo "os filhos de Deus, que andam dispersos" (Jo 11.52) e que Jesus deu sua vida pelas ovelhas (Jo 10.15). O desígnio de Deus era oferecer Cristo ao mundo para realizar a salvação dos seus filhos (1 Tm 4.10). Você pode experimentar a adoção como filho de Deus por receber a Cristo (Jo 1.12).
Destes [carne e sangue] também ele, igualmente, participou...
Cristo existia antes da encarnação. Ele era espírito. Era a Palavra eterna. Estava com Deus e era Deus (Jo 1.1; Cl 2.9), mas assumiu a carne e o sangue, vestindo a sua divindade de humanidade. Cristo se tornou completamente homem e permaneceu totalmente Deus. De muitas maneiras, isto é um grande mistério, mas está no âmago de nossa fé, e é o ensino das Escrituras.
Para que, por sua morte...
A morte foi a razão por que Cristo se tornou homem. Como Deus, Cristo não podia morrer pelos pecadores. Mas, como ho­mem, Ele poderia. Seu alvo era morrer. Por conseguinte, Ele teve de nascer como homem. Nasceu para morrer. A Sexta-Feira da Paixão é a razão de ser do Natal. Cristo aceitou espontaneamente a morte. Era a intenção dEle. A morte não O pegou de surpresa. O sofrimento e a morte de Cristo estavam planejados pelo Pai desde a antigüidade. Isaías 53 os descreveu, com alguns detalhes, centenas de anos antes de acontecerem. Jesus escolheu tornar-se homem para que morresse.
Destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo...
Ao morrer, Cristo tornou ineficaz o poder do diabo. Como? Por cobrir todo o nosso pecado. Isto significa que Satanás não tem fundamentos legítimos para nos acusar diante de Deus. "Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? E Deus quem os justifica" (Rm 8.33). Com que base Ele nos justifica? Por meio do sangue de Jesus (Rm 5.9). A arma fundamental de Satanás contra nós é o nosso próprio pecado. Mas, o que aconteceu na cruz anula o poder condenador de nosso pecado. "[Deus] tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz" (Cl 2.14). Se a morte de Jesus remove o poder condenador de nosso pecado, a principal arma de Satanás é tirada de suas mãos. Ele não pode mais argumentar em favor de nossa penalidade de morte, porque o Juiz nos inocentou por meio da morte de seu Filho! O aguilhão da morte foi destruído: nossos pecados foram perdoados, e a Lei, satisfeita (1 Co 15.56-57).
E livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.
Portanto, estamos livres do pavor da morte. Deus nos justificou. Satanás não pode reverter esse decreto. E Deus quer que a nossa segurança tenha um efeito imediato em nossa vida. Ele tenciona que a felicidade final remova a escravidão e o temor do presente. Se não precisamos temer nosso último e maior inimigo, a morte, não precisa­mos temer coisa alguma. Podemos ser livres. Livres para o gozo. Livres para os outros.
Cristo morreu — considere este preço — para que você não tema. Avaliada pelo tamanho do sacrifício, a intensidade do compro­misso de Deus com a nossa ausência de temor — a nossa liberdade — é imensurável. Aproprie-se dela. Desfrute-a. O poder libertador de Deus resplandecerá à medida que você experimentar a liberdade de vida.

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O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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