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16 de abr. de 2011

Porque o Céu é melhor? - Hernandes D.Lopes



Qual é a Condição das Almas no Céu e O que estão Fazendo?
por

William Hendriksen


Leia Apocalipse 7.9-17

1. Sua Condição
Nunca será suficiente o bastante enfatizar que os redimidos no céu, no momento entre sua morte terrena e sua completa ressurreição, não tenham contudo atingido a última glória. Eles estão vivendo no que geralmente é chamado de “o estado intermediário”, não contudo o estado final. Embora, certamente, eles estejam serenamente felizes, a felicidade delas não é contudo completa.
Sobre este assunto o Dr. H. Bavinck se expressa como segue (minha tradução):
“A condição do santificado no céu, embora sempre tão gloriosa, tem um caráter provisório, e isto por várias razões:
a. Eles estão agora no céu, e limitados a este céu, e não contudo em posse da terra que junto com o céu lhes foi prometida como uma herança.
b. Além disso, eles estão privados de um corpo, e esta existência incorpórea não é... um lucro, mas uma perda. Não é um acréscimo, mas uma diminuição do ser, visto que o corpo pertence à essência do homem.
c. E, finalmente, a parte nunca pode estar completa sem o todo. Somente se relacionando à comunhão de todos os santos que a abundância do amor de Cristo pode ser conhecida (Ef 3.18). Um grupo de crentes não pode ser aperfeiçoado sem o outro grupo (Hb 11.40)”. ( Gereformeerde Dogmatiek , terceira edição, Vol. 4, págs. 708, 709)
Nisto nós estamos de comum acordo. Mas isso não significa que entre este estado intermediário e o estado final (depois da ressurreição) há um intervalo completo, um total contraste. Pelo contrário, da mesma maneira que há em muitos aspectos imediatamente uma continuidade entre nossa vida aqui e nossa vida no céu após à morte (veja, por exemplo, João 11.26; Apocalipse 14.13), então também há continuidade entre aquele estado intermediário e o estado final. Estaria então definitivamente errado dizer à respeito dos símbolos das Escrituras que descrevem o estado final que estes não têm nada para nos falar à respeito do estado intermediário. A dourada Jerusalém realmente pertence ao futuro mas também ao presente, até onde este presente pressagie o futuro. (Esta é a posição que eu mantive em meu livro More Than Conquerors, an Interpretation of the Book of Revelation ; veja especialmente as páginas 238 e 243, a qual eu ainda apoio.)
Pensando nisto é então completamente legitimo usar Apocalipse 7.9-17 como base para um estudo sobre o estado intermediário.
Agora, muitas das características achadas aqui em Apocalipse 7 são de um caráter negativo. Nós aprendemos que os redimidos são libertos de todo provação e sofrimento, de toda forma de tentações e perseguição: nunca mais fome, sede, ou calor. Ainda, também há características positivas. O Cordeiro é o seu Pastor. O Cordeiro conduz o rebanho dele às fontes da água da vida. Esta água simboliza a vida eterna, a salvação. As fontes de água indicam a fonte da vida, para que através do Cordeiro os redimidos tenham uma comunhão eterna e ininterrupta com o Pai. Finalmente, o toque mais doce de tudo: “E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima”. Não só as lágrimas são enxugadas, ou até mesmo enxugadas fora ; eles são enxugados fora dos olhos, de forma que nada mais que alegria perfeita, felicidade, glória, doçura, comunhão, vida abundante, sobre. E o próprio Deus é o Autor desta perfeita salvação.

2. Sua Atividade
a. Eles descansam. Veja em Apocalipse 14.13. O corpo, certamente, está em repouso no sepulcro e espera o dia da ressurreição. Mas a alma agora descansa da competição da vida, do trabalho pesado, de se entristecer, da dor, de sua angústia mental e especialmente de seu pecado!
b. Eles vêem a face de Cristo. Veja em Apocalipse 22.4 (claro que, isto será verdade em uma sensação até mais completa após a ressurreição). Os olhos dos redimidos (sim, até mesmo as almas têm olhos; quem negará isto?) são dirigidos à Cristo, como a revelação da Trindade de Deus. Aqui nesta vida terrena nossos olhos são desviados freqüentemente para longe de Cristo. Desta forma, uma pessoa é lembrada como a famosa pintura de Goetze (“Menosprezado e Rejeitado dos Homens”) em qual você nota como todos os olhos são virados longe das dilacerações por lança e da coroa de espinhos do Salvador. Mas no céu nosso Senhor será o mesmo centro de interesse e atenção, porque ele será todo glorioso, e nós já não seremos egocêntricos. Nós não poderemos virar nossos olhos para longe dele.
c. Eles ouvem. Eles não ouvirão os coros gloriosos e hinos descritos no livro de Apocalipse? Cada um dos redimiram não ouvirá o que todos os outros redimidos, ou que os anjos, e o que Cristo lhes tem a falar?
d. Eles trabalham. “Os seus criados o servirão”. Haverá uma grande variedade de trabalho, como está claro em tais versículos como Mateus 25.21, e concluímos também em 1 Coríntios 15.41, 42. Será um trabalho feito com bom grado, alegremente. Não diga que este trabalho é impossível contanto que as almas estejam sem os seus corpos. Os anjos - que também não têm nenhum corpo - não são enviados para realizar tarefas?
e. Eles se regozijam. Porque toda tarefa os estará assim satisfazendo completamente e restaurando, os redimidos cantam enquanto trabalham. Este canto também irá, obviamente, ser diferente após a ressurreição. Ainda assim, não é possível paraalmas louvar Deus? Não é possível para os redimidos terem “hinos em seus corações?” Além disso, eles entraram “na alegria de seu Senhor !”
f. Eles vivem. Até mesmo durante o estado intermediário o redimido realmente estávivo. Eles não estão sonhando. Nós não devemos conceber estas almas como sombras silenciosas que deslizam por ai. Não, eles vivem e regozijam em uma comunhão abundante e glorioso (sobre qual nós esperamos dizer mais tarde, no capítulo 13). Além disso, é com Cristo que eles vivem. Onde quer que você ache, você os achará. Tudo que ele faz eles fazem (até onde para eles é possível fazer). Tudo que ele tem, ele compartilha com eles. Se você deseja provas veja em Apocalipse 3.12; 3.21; 4.4; cf. 14.14; 14.1; 19.11; cf. 19.14; 20.4.
g. Eles reinam . Eles compartilham com Cristo em sua glória real.

Fonte: A Vida Futura Segundo A Bíblia, William Hendriksen, Editora Cultura Cristã. 

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Fonte:Monergismo






30 de mar. de 2011

Fogo do Céu - Paulo Junior




O Poder de Deus
por
Arthur W. Pink

Não poderemos ter correto conceito de Deus, se não pensarmos nEle como onipotente, igualmente como onisciente. Quem não pode fazer o que quer e não pode realizar o que lhe agrada, não poder ser Deus. Como Deus tem uma vontade para decidir o que julga bom, assim tem poder para executar a Sua vontade. "O poder de Deus é aquela capacidade e força pela qual Ele pode realizar tudo que Lhe agrade, tudo que a Sua sabedoria dirija, tudo que a infinita pureza da Sua vontade resolva. "... como a santidade é a beleza de todos os atributos de Deus, assim o poder é aquilo que dá vida e movimento a todas as perfeições da natureza divina. Como seriam vãos os conselhos eternos, se o poder não interviesse para executá-los! Sem o poder, a Sua misericórdia seria apenas uma débil piedade, as Suas promessas um som vazio, as Suas ameaças mero espantalho. O poder de Deus é como Ele mesmo: infinito, eterno, incompreensível; não pode ser refreado, nem restringido, nem frustrado pela criatura"(S.Charnock).

"Uma coisa disse Deus, duas vezes a ouvi: que o poder pertence a Deus" (Sl.62:11). "Uma coisa disse Deus", ou segundo a versão autorizada, KJ, 1611, "Uma vez falou Deus": nada mais é necessário! Passarão os céus e a terra, porém a Sua palavra permanece para sempre. "Uma vez falou Deus": como Lhe fica bem a Sua majestade divina! Nós, pobres mortais, podemos falar muitas vezes e, contudo, sem sermos ouvidos, Ele fala somente uma vez, e o trovão do Seus poder é ouvido em mil montanhas. "E o Senhor trovejou nos céus, o Altíssimo levantou a sua voz; e havia saraiva e brasas de fogo. Despediu as suas setas, e os espalhou: multiplicou raios, e os perturbou. Então foram vistas as profundezas das águas, e foram descobertos os fundamentos do mundo; pela tua repreensão, Senhor, ao soprar das tuas narinas" (Sl.18:13-15).

"Uma vez falou Deus": vede a Sua imutável autoridade, "Pois quem no céu se pode igualar ao Senhor? Quem é semelhante ao Senhor entre os filhos dos poderosos?" (Sl.89:6). "E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera com o exército do céu e os moradores da terra: não há quem possa estorvar a sua mão, e lhe diga: que fazes?" (Dn.4:35). Esta realidade foi amplamente descortinada quando Deus Se encarnou e tabernaculou entre os homens. Ao leproso ele disse: "... sê limpo. E logo ficou purificado da lepra" (Mt.8:3). A um que jazia no túmulo já fazia quatro dias, ele bradou: "... Lázaro, sai para fora. E o defunto saiu..."(Jo.11:43-44). Os ventos tempestuosos e as ondas bravias se aquietaram a uma só palavra Dele. Uma legião de demônios não pôde resistir à Sua ordem repassada de autoridade."

O poder pertence a Deus", e somente a Ele. Nem uma só criatura, no universo inteiro, tem sequer um átomo de poder, salvo o que é delegado por Deus. Mas o poder de Deus não é adquirido, nem depende do reconhecimento de nenhuma outra autoridade. Pertence a Ele inerentemente. "O poder de Deus é como Ele mesmo, auto-existente, auto-sustentado. O mais poderoso dos homens não pode acrescentar sequer uma sombra de poder ao Onipotente. Ele não se firma sobre nenhum trono reforçado; nem se apoia em nenhum braço ajudador. Sua corte não é mantida por Seus cortesãos, nem toma Ele emprestado das Suas criaturas o Seu esplendor. Ele próprio é a grande fonte central e o originador de toda energia" (C.H.Spurgeon). Toda a criação dá testemunho, não só do grande poder de Deus, mas também da Sua inteira independência de todas as coisas criadas. Ouça o Seu próprio desafio: "Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência. Quem lhe pôs as medida, se tu o sabes? Ou quem estendeu sobre ela o cordel? Sobre que estão fundadas as suas bases, ou quem assentou a sua pedra de esquina? (Jó 38:4-6). Quão completamente o orgulho do homem é lançado ao pó!

"Poder é usado também como um nome de Deus, "... o Filho do homem assentado à direita do poder de Deus, e vindo sobre as nuvens do céu". (Mc.14:62), isto ;e, à destra de Deus. Deus e poder são tão inseparáveis que são recíprocos. Como a Sua essência é imensa, não pode ser confinada a um lugar; como é eterna, não pode ser medida no tempo; assim a Sua essência é todo-poderosa, não sofrendo limite para a ação"(S.Charnock). "Eis que isto não apenas as orlas dos seus caminhos; e quão pouco é o que temos ouvido dele! Quem pois entenderia o trovão do seu poder? "(Jó 26:14). Quem é capaz de contar todos os monumento do Seu poder? Mesmo aquilo que é demonstrado do Seu poder na criação visível está inteiramente fora da nossa capacidade de compreensão, e menos ainda podemos conceber da onipotência propriamente dita. Há infinitamente mais poder abrigado na natureza de Deus do que o expresso em todas as Suas obras.

"Partes dos Seus caminhos" contemplamos na criação, na providência, na redenção, mas apenas uma "pequena parte" do Seu poder se vê nessas obras. Isto nos é exposto extraordinariamente em Habacuque 3:4 "...e ali estava o esconderijo da sua força". Dificilmente se pode imaginas algo mais grandiloqüente do que as figuras deste capítulo todo, no entanto nele nada supera a nobreza desta declaração. O profeta (numa visão) viu o poderoso Deus espalhando os outeiros e abatendo os montes, o que se julgaria espantosa demonstração de força. Nada disso, diz o nosso versículo; isso é mais o ocultamento do que a exibição do seu poder. Que se quer dizer? Isto: é tão inconcebível, tão imenso, tão incontrolável o poder da Deidade, que as terríveis convulsões que Ele opera na natureza escondem mais do revelam do Seu poder infinito!

É coisa bela juntar as seguintes passagens: "O que só estende os céus, e anda sobre os altos do mar"(Jó 9:8), que expressa o indomável pode de Deus. "... Ele passeia pelo circuito dos céus"(Jó 22:14), que fala da imensidade da sua presença. "...anda sobre as asas do vento" (Sl.104:3), que expressa a espantosa rapidez das Suas operações. Esta ;ultima expressão é deveras notável. Não é que "Ele voa" ou "Corre", mas que Ele "anda", e isso, nas "asas do vento"- sobre o mais impetuoso dos elementos, impelido com o máximo furor, e varrendo tudo com quase inconcebível velocidade, todavia sob os Seus pés, debaixo do Seu controle perfeito!
Consideremos agora o poder de Deus na criação. "Teus são os céus, e tua é a terra; o mundo e a sua plenitude tu os fundaste. O norte e o sul to os criaste..."(Sl.89:11-12). Antes de poder trabalhar, o homem precisa ter ferramentas e material , mas Deus começou com nada, e só por Sua palavra fez do nada todas as coisas. O intelecto não pode captar isto. Deus "... falou, e tudo se fez, mandou, e logo tudo apareceu"(Sl.33:9). A matéria primeva ouviu a Sua voz. "Disse Deus: Haja... e assim foi"(Gn.1). Bem podemos exclamar: "Tu tens um braço poderoso; forte é a tua mão, e elevada a tua destra"(Sl.89:13).
Quem, que olha para cima, para o céu da meia-noite e, com os olhos da razão, contempla as suas maravilhas em movimento; quem pode abster-se de indagar: do que foram feitos estes poderosos astros? É espantoso dizê-lo, foram produzidos sem material nenhum. Brotaram do vazio. A majestosa estrutura da natureza universal emergiu do nada. Que instrumentos foram usados pela supremo Arquiteto para modelar as partes com tão refinada elegância e aplicar tão belo polimento ao todo? Como terá sido feita a junção de tudo numa estrutura primorosamente proporcionada e com tão magnífico acabamento? Um puro e simples fiat realizou tudo. Haja estas coisas, disse Deus. Nada acrescentou; e logo o edifício maravilhoso se ergueu, adornado com todo tipo de beleza, pondo à mostra inumeráveis perfeições, e proclamando em meio a extasiados serafins o louvor do Seu grande Criador. "Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da sua boca"(Sl.33:6)"(James Hervey, 1789).
Considere o poder de Deus na preservação. Nenhuma criatura tem poder para preservar-se a si mesma. "Porventura sobe o junco sem lodo? Ou cresce a espadana sem água?"(Jó8:11). Tanto o homem como o animal pereceriam, se não houvesse erva para alimento, e a erva murcharia e morreria, se o solo não fosse refrescado com chuvas frutíferas. Portanto, Deus é denominado o Preservador dos "homens e os animais"(Sl.36:6). Ele sustenta "... todas as coisas, pela palavra do seu poder..."(Hb.1:3). Que maravilha de poder divino é a vida pré-natal de todo ser humano! Que uma criança possa sequer viver, e por tantos meses, num alojamento apertado e estranho assim, é inexplicável sem o poder de Deus. Verdadeiramente, Ele "... sustenta com vida a nossa alma..."(Sl.66:9).
A preservação da terra, guardando-a da violência dos mares é outro claro exemplo do poder de Deus. Como é que aqueles elementos em fúria ficaram encerrados dentro daqueles limites em que primeiro se alojaram, permanecendo em suas baías e canais sem inundar a terra e sem fazer em pedaços a parte baixa da criação? A condição natural da água é ficar acima da terra por ser mais leve, e imediatamente abaixo do ar, por ser mais pesada. Quem põe restrições à qualidade natural da água? O homem certamente que não, e não tem poderes para tanto. É unicamente o fiat do Criador da água que a refreia. "E disse: Até aqui virás, e não mais adiante, e aqui se quebrarão as tuas ondas empoladas"(Jó38:11). Que altaneiro monumento ao poder de Deus é a preservação do mundo!
Considere o poder de Deus no governo. Tome-se a restrição que Ele impõe à ruindade de satanás. "... o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar"(IPe.5:8). Satanás está cheio de ódio a Deus, e de diabólica inimizade contra os homens, particularmente contra os santos. Aquele que invejou a Adão no paraíso, não quer que sintamos o prazer de usufruirmos nenhuma das bênçãos de Deus. Se ele pudesse fazer o que deseja, trataria todos os homens como tratou Jó: enviaria fogo do céu sobre os frutos da terra, destruindo o gado, faria vendavais derribarem nossas casas, e cobriria de chagas os nossos corpos. Mas, embora mal percebido pelos homens, Deus refreia em grande media, impedindo-o de levar a cabo os seus maus desígnios, e lhe impõe limites destro de Suas ordenações.
Assim também Deus restringe a corrupção natural dos homens. Ele suporta suficientes erupções do pecado para mostrar que terríveis estragos têm sido causados pela apostasia do homem, que rompeu com o seu Criados, mas quem pode conceber a que medonho extremo os homens iriam se Deus retirasse a Sua mão repressora? A boca dos ímpios "... está cheia de maldição e amargura. Os seus pés são ligeiros para derramar sangue"(Rm.3:14-15). Esta é a natureza de cada um dos descendentes de Adão. Então, que desenfreada licenciosidade e obstinada loucura triunfariam no mundo, se o poder de Deus não se interpusesse para fechar as comportas do mal! Ver Salmos 93:3-4.
Considere o poder de Deus no juízo. Quando ele fere, ninguém Lhe pode resistir: ver Ezequiel 22:14. Quão terrivelmente isso foi exemplificado no Dilúvio! Deus abriu as janelas do céu e rompeu as grandes fontes do abismo, e (excetuando-se os que estavam na arca) a raça humana inteira, impotente diante do furor da sua iram foi tragada. Uma chuva de fogo e enxofre caiu do céu, e as cidades da planície foram exterminadas. O faraó e todos os seus exércitos nada puderam, quando Deus soprou sobre ele no Mar Vermelho. Que palavra terrificante, a de Romanos 9:22: "E que direis se Deus, querendo mostrar a sua ira, e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição".
Deus manifestará o Seu tremendo poder sobre os reprovados, não apenas encarcerando-os na Geena, mas preservando sobrenaturalmente os seus corpos como também as suas almas em meio às chamas eternas do Lago de Fogo.
Bem que deveriam tremer todos, diante de um Deus tal! Tratar desconsideradamente Aquele que pode esmagar-nos mais facilmente do nós a uma traça, é suicídio. Desafiar abertamente Aquele que está revestido de onipotência, que pode rasgar-nos em pedaços ou lançar-nos no inferno na hora que quiser, é o cúmulo da insanidade. Para reduzi-lo ao seu plano mínimo, é simplesmente parte da sabedoria dar ouvidos à sua ordem: "Beijai o Filho, para que se não ire, e pereçais no caminho, quando em breve se inflamar a sua ira..."(Sl.2:12).

Bem que a alma iluminada deve adorar a um Deus tal! As estupendas e infinitas perfeições de um Ser como Deus requer fervoroso culto. Se homens de poder e renome reclamam a admiração do mundo, quanto mais deve o poder do Onipotente encher-nos de assombro e mover-nos a prestar-lhe homenagem. "Ó Senhor, quem é como tu entre os deuses? Quem é como tu glorificado em santidade, terrível em louvores, obrando maravilhas?"(Ex.15:11).


Bem que o santo pode confiar num Deus tal! Ele é digno de implícita confiança. Nada Lhe é demasiado difícil. Se Deus fosse limitado em poder e força, aí sim, poderíamos ficar desesperados. Mas vendo que Ele Se reveste de onipotência, nenhuma oração é tão difícil que Ele não possa responder, nenhuma necessidade é tão grande que Ele não possa suprir, nenhuma cólera é tão forte que Ele não posse subjugar, nenhuma tentação é tão poderosa que ele não nos possa livrar dela, nenhuma miséria é tão profunda que Ele não possa aliviar. "... o Senhor é a força da minha vida; de quem me recearei?(Sl.27:1).
"Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse glória na igreja, por Jesus Cristo, em todas as gerações, para todo o sempre. Amém"(Ef.3:20-21).

Fonte: Arthur Pink, Os Atributos de Deus, Editora PES.
 Fonte:Monergismo

29 de nov. de 2010

Todo Regenerado chega ao Céu - C. H. Spurgeon Postado por Charles Spurgeon / On : 10:49/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.


Poderoso para vos guardar de tropeços. (Judas 24)

Em um aspecto, o caminho para o céu é muito seguro. Em outros aspectos, não existe caminho tão perigoso. Está cercado por dificuldades. Um passo em falso — e quão facilmente damos esse passo, quando a graça está ausente — e caímos. Que caminho escorregadio alguns de nós têm de percorrer! Quantas vezes exclamamos como o salmista: "Quanto a mim, porém, quase me resvalaram os pés; pouco faltou para que se desviassem os meus passos" (Salmos 73.2).

Se fôssemos alpinistas fortes, de andar seguro, não ficaríamos preocupados com o tropeço. Mas, em nós mesmos, quão fracos somos! Nas melhores estradas logo vacilamos; nos mais agradáveis caminhos rapidamente tropeçamos. Estes nossos frágeis joelhos mal podem suportar nosso peso cambaleante. Um vento leve pode nos abalar, e uma pedrinha, nos machucar. Somos crianças temerosas dando os primeiros passos na caminhada da fé. Nosso Pai celestial nos segura pela mão, pois, do contrário, logo cairíamos.

Oh! se estamos sendo guardados de tropeço, quanto devemos exaltar o paciente poder que cuida de nós todos os dias! Pense em como somos propensos a cair no pecado, como somos inclinados a escolher o perigo e quão forte é a nossa tendência de cairmos em desânimo! Estas reflexões nos levarão a cantar com mais regozijo do que o fazíamos antes: Glórias sejam dadas "àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços" (Judas 24). Temos muitos adversários que nos tentam arruinar.

Os inimigos se escondem, em espreita, a fim de se lançarem contra nós quando menos os esperamos. Eles se empenham em nos passarem rasteira e nos derrubarem do rochedo mais próximo. Somente um braço todo-poderoso pode nos preservar desses inimigos invisíveis que procuram nos destruir. Este braço está engajado em nossa defesa. Aquele que prometeu é fiel e capaz de guardar-nos de tropeços. Com um profundo senso de completa fraqueza, nutrimos firme confiança em nossa perfeita segurança. Podemos dizer com alegre confiança.

14 de nov. de 2010

A Voz do Inferno, do Céu e de Cristo - N. Vincent (1639-1697)



A. Com a voz do inferno. Imaginem, portanto, um pecador condenado que tivesse permanecido muitos anos no lago de fogo. Suponham que ele pudesse voltar e aparecer diante desta assembléia e um rio de lágrimas jorrasse de seus olhos, e então finalmente parando de chorar ele dissesse:

"Maldito seja o dia em que nasci, e a noite em que disseram: foi concebido um menino! Seja este dia trevas, que Deus nas alturas não atente para ele, nem permita que a luz brilhe sobre ele. Ai de mim, teria sido melhor nunca ter existido do que ser um miserável eternamente! Quão insuportáveis são as mordidas contínuas do verme que nunca morre! Quão ardentes e inextinguíveis são aquelas chamas que e o sopro do Senhor, semelhante a uma fonte de enxofre, incendeia!"

"O mundo está completamente enganado em relação ao pecado. As pessoas pensam nele leviana e prazerosamente, e era exatamente assim que eu pensava no princípio. Mas agora eu descobri quão miseravelmente eu estava enganado. Estou provando o sabor e o peso do pecado; sim, eu estou bêbado com o fel e a amargura dele. Estou descobrindo ser verdade aquilo que antes me foi falado mas que não cria, a saber, que é coisa terrível cair nas mãos do Deus vivo. Suas poderosas mãos me agarraram e prenderam minhas mãos e pés, lançando-me nas trevas exteriores, onde terei que permanecer em torturas por toda a eternidade! Oh, esta palavra dilacera meu coração, mata toda a esperança, afunda-me e esmaga-me inteiramente em completo desespero".

"Se após milhares e milhares de eras meus tormentos por fim terminassem, eu seria fortalecido nas minhas angústias, porém desde que após tão longo espaço de tempo eu estarei tão longe de ser liberto quanto no primeiro momento em que fui aprisionado, isto é o que faz minha tristeza não conhecer limites, pois a miséria não os conhece. Oh, que loucura apoderou-se de mim para que em troca de um pequeno ganho e prazer temporário me rendesse ao pecado, me aventurando a morar com o fogo devorador, e a morar com chamas eternas!"

"Mas eu devo culpar somente a mim. Deus é severo, entretanto nem um pouco injusto. Ele me chamou, porém eu recusei. Ele estendeu Sua mão, todavia eu O desprezei. Eu menosprezei todos os Seus conselhos e não fiz caso de nenhuma de Suas reprovações. Lembro-me muito bem que Ele me falava sempre para que deixasse os caminhos que conduzem à destruição e miséria, mas eu teimei em andar neles. Fui avisado para fugir da ira que estava por vir, contudo não atentei para nenhum aviso. Fui instado para que fosse reconciliado com Deus, porém resolvi continuar em rebeldia. Eu não quis ser salvo, embora o Senhor me aguardasse com Sua graça salvadora!"

"Que direi? Poderá algum de vocês continuar com os mesmos pensamentos que eu tinha? Vocês ainda acalentariam os mesmos pecados que foram minha ruína? Vejam as chamas nos meus olhos. Oxalá vocês pudessem compreender a angústia do meu coração. Sejam sábios, sejam sábios, e aceitem misericórdia e salvação enquanto estão ao seu alcance, pois uma vez que venham para este lugar de tormento, o Senhor Se esquecerá de ser benevolente, e Sua misericórdia será totalmente retirada - e isso para sempre!"

B. Com a voz do céu. Suponham que um dos santos glorificados que habita a Jerusalém celestial que tenha conversado com uma inumerável companhia de anjos e tenha visto Deus face a face, possa, por um tempo, deixar sua gloriosa mansão, e tendo abundância de alegria e glória diante de seus olhos, proferisse uma mensagem tal como esta diante de vocês:

"Oh, a altura, o comprimento, a profundidade e largura do amor de Cristo, o qual ultrapassa o conhecimento! Quão inescrutável é Sua bondade e Sua misericórdia revelada! Digno é o Cordeiro que foi morto, de receber poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e bênção, pois Seu sangue me redimiu, com milhões de outros de todo grupo, língua, povo e nação! Fui chamado para me arrepender e viver, e através da rica graça fui capacitado a obedecer ao chamado.

E agora descobri quão gloriosa é aquela vida para a qual serão trazidos os convertidos sinceros e perserverantes. Esta é uma vida livre do pecado, a qual nunca verá a morte".

"O melhor de tudo é estar perto de Deus. Cristo é sem qualquer dúvida o melhor Mestre. Estar sujeito a Ele é reinar, e reinar para sempre! O que afeta este cego e estúpido mundo e faz com que os homens não vejam nenhuma formosura nem atrativos em Cristo - o mais belo e desejável dentre outros dez milhões, a luz de cuja face faz o céu não precisar da luz do sol, da lua, ou das estrelas? Sua beleza ultrapassa a tudo, Sua graça vale muito mais do que o ouro que perece, mas a Sua glória não me é lícita ou possível expressar".

E agora algum de vocês continuará a menosprezá-lO? Abram seus olhos e vejam claramente que vocês são filhos da perdição, os filhos da morte sem Ele. Mas através dEle podem ser convertidos. Através dEle podem ser salvos com uma grande e eterna salvação. Certamente, então, vocês têm razões para valorizá-lO acima de tudo, embora o mundo todo, sim, dez milhões de mundos, pudesse estar competindo com Ele."

C. Com a voz de Cristo. Imaginem o Senhor Jesus aparecendo numa luz que exceda a luz do sol. Suponham que alguns de Seus anjos viessem como anunciadores e precursores, vindo à frente dEle e anunciando: "Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos", e por fim que Ele mesmo viesse visivelmente enchendo este lugar com Sua majestade e Sua glória. E, tendo inspirado em vocês profunda reverência e tendo provocado em vocês uma admiração por Sua excelência e grandeza, suponham que Ele fale então:

"Olhai para Mim e sereis salvos, todos os confins da terra. Eu sou Seu Redentor, e não há outro. Vocês têm se auto-destruído, mas em Mim, e somente em Mim, poderão encontrar ajuda. A não ser que Eu os torne livres, o pecado continuará reinando em vocês, e se ele reinar, também destruirá. A não ser que Eu amarre o homem forte, ele irá mantê-los presos e os levará cativos ao seu bel prazer. A não ser que Eu Me volte e os traga para perto de Deus, vocês correrão cada vez para mais longe dEle, até que por fim não haja mais nenhuma possibilidade de retorno. Por quanto tempo vocês, almas simples, amarão a simplicidade, e vocês, tolos, odiarão o conhecimento? Voltem-se para Mim; ouçam a Minha reprimenda. Olhem, Eu derramarei Meu Espírito sobre vocês, Eu lhes revelarei Minha Palavra".

"Os desrespeitos passados Eu desconsiderarei se agora por fim Me receberem. Eu os libertarei da culpa e do poder do pecado. Pacificarei a ira de Meu Pai, embora por quebrarem a Sua lei e Me desprezarem - Eu, Seu Filho - vocês O tenham enfurecido como nunca. Embora cativos por natureza, Eu os farei reis e sacerdotes. Embora traidores pelo pecado e inimigos, Eu os farei filhos e herdeiros de Deus e co-herdeiros coMigo que sou o herdeiro de todas as coisas. De modo algum vocês serão miseráveis, se toda a plenitude que habita em Mim puder satisfazê-los e torná-los felizes."

Depois de tudo isso, meus irmãos, vocês se devotarão ao pecado e à ruína? Oh, ouçam a voz do filho de Deus, que não deseja que pereçam. O que posso fazer para persuadi-los? Eu penso que desejaria que estas fossem minhas últimas palavras, sob a condição de que fossem poderosas e eficazes para a conversão, a cura, e a salvação de todos os que estão ao alcance do som delas. Eu estaria disposto a expirar aqui e ser levado morto fora do púlpito sob a condição de que todos vocês pudessem ouvir de modo a voltarem-se dos seus maus caminhos e viverem.

A maioria daqueles milhares que estão diante de mim é me desconhecida, mas isto eu sei, que vocês têm almas e que cada alma é mais valiosa do que o mundo. Oh, que todos possam considerar o interesse e a segurança de suas almas!

No entanto, caso que eu esteja falando em vão a vocês, eu dirigirei minhas palavras a Ele que é Senhor sobre todos: "Oxalá, que Tu que operas e que ninguém pode obstruir ou impedir, operes uma completa mudança salvadora nestas almas! Oh, que Tu tenhas compaixão daqueles entre elas que são cruéis consigo mesmos! Oh, que Tu possas despertar as almas que não estão apenas dormindo, mas mortas! E quebrantes os corações que têm se tornado corações de pedra! Oh, que Tu os convenças de seu pecado e miséria, e efetivamente os tires do primeiro para que possam ser livres para sempre da segunda!"

Que cada coração diga, "Amém!" a estas petições.

8 de nov. de 2010

Vozes vindas do céu

 

Referência: Lucas 3.21-22 – 9.35 – João 12.27-30

INTRODUÇÃO
1.Que Jesus é o verdadeiro Messias de Deus, pode ser provado por várias razões:
a)Pelas centenas de profecias que apontaram para a sua vinda ao mundo – O VT é uma preparação para a sua vinda ao mundo.
b)Pelos seus milagres extraordinários – Os cegos viram, os paralíticos andaram, os leprososo eram purificados e os mortos ressuscitavam.
c)Pelos seus ensinos excelentes – Suas palavras são espírito e vida. Ninguém jamais falou como ele. Ele ensinava com autoridade.
d)Pela sua ressurreição – Ele venceu a morte.
e)Pela voz celestial – Três vezes o Pai quebrou o silêncio e falou audivelmente do céu, testificando que Jesus era o Seu Filho amado, o Messias.
I. VEJAMOS QUANDO AS VOZES DO CÉU FORAM OUVIDAS
1.Os anjos proclamaram o seu nascimento. Os sábios viram a sua estrela, mas a voz do céu não foi ouvida durante os trinta anos da sua vida. A primeira voz veio no começo do seu ministério, em seu batismo. A segunda voz veio no meio do seu ministério no Monte de Transfiguração. A terceira no fim do seu ministério, quando estava à sombra da cruz. Jesus ouviu a voz do céu no começo, no meio e no fim do seu ministério. Seu ministério públicou começou, continuou e terminou sob o divino testemunho do Pai.
2.Todas as três vezes que a voz do céu foi proclamada foi no contexto da morte de Cristo. A primeira vez, no Jordão, Jesus foi apresentado como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. O Cordeiro foi imolado para a nossa redenção. A segunda vez, foi no Monte de Transfiguração, quando Moisés e Elias falavam para Jesus sobre a sua partida para Jerusalém, o seu seja, sua caminhada para o Calvário. A terceira vez foi no Templo, na mesmo momento em que Jesus falava que tinha vindo ao mundo para morrer pelos nossos pecados.
3.Todas as três vezes que a voz do céu foi ouvida foi também no contexto de oração. No Jordão o céu se abriu porque Jesus orou. Ele orou, o céu se abriu, o Pai falou e o Espírito Santo desceu. Na Transfiguração, Jesus orou, o seu rosto transfigurou-se, a nuvem de glória apareceu e o Pai falou. No Templo, Jesus orou e o Pai falou dizendo que estava sendo glorificado no Filho e que ainda seria mais glorificado em sua morte. A vida de Jesus era o palco onde se manifestava a glória de Deus.
4.A primeira vez que o Pai falou dizendo que Jesus era o seu Filho Amado foi antes da TENTAÇÃO NO DESERTO. Ele providencia para nós poder, consolo e segurança antes de nos permitir passar pelos desertos da tentação. O diabo quis colocar dúvida no coração de Jesus sobre sua filiação, mas Jesus já havia ouvido o testemunho do céu, antes de ouvir a voz tentadora de Satanás.
5.A segunda vez que o Pai falou foi antes da grande jornada dos setenta discípulos na grande cruzada de evangelização das cidades. Os doze já tinha curado enfermos, expulsado demônios e feito muitos milagres portentosos. Mas agora a obra precisa enlarguecer-se. Mais obreiros precisavam ser envolvidos. Os céus deram a Jesus uma prova de sua Filiação antes do Senhor estender suas agências de misericórdia. Assim, também, quando o Senhor nos chama para trabalhos maiores, mais arrojados, nós devemos também nos colocar a parte em retiro de oração e então recebemos conforto e capacitação para fazer a obra.
6.O terceiro testemunho celestial veio para o Senhor exatamente antes do seu sofrimento e da sua morte. Naquela semana ele seria preso, torturado, castigado, ultrajado, condenado, crucificado. Naquela semana ele seria cuspido, ferido, e levado diante do Sinédio, do Palácio romano, da multidão e exposto ao espetáculo público no Gólgota. Naquela semana Jesus iria dizer: “Minha alma está profundamente triste até a morte” e também “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”. Mas de passar pelo calvário Jesus recebe a confirmação do Pai de que sua vida e sua morte estavam trazendo glória para o seu nome.
7.A primeira voz veio a Jesus quando ele estava numa atitude de OBEDIÊNCIA. Ele não precisava ser batizado. O batismo de João era para arrependimento. Ele não tinha pecado. João entendeu isso: “Eu é que preciso ser batizado por ti.” Mas Jesus obedeceu o Pai e identificou-se conosco. E como nosso fiador e representante, ele assumiu o nosso lugar. Levou sobre si a nossa culpa, o nosso pecado e foi batizado por se identificar conosco, para cumprir a lei e satisfazer a justiça divina. Quando você está no caminho da obediência filial você ouve a voz do céu dando testemunho que de fato você é filho de Deus.
8.A segunda atestação vinda do céu veio ao Jesus quando ele estava num RETIRO DEVOCIONAL DE ORAÇÃO. Jesus subiu o monte de Transfiguração para orar. Ele tinha fome de Deus. Ele tinha prazer e deleite na vida de oração. Para ele a comunhão com o Pai era mais importante que o sucesso do ministério. Nós jamais poderemos triunfar em público no ministério se nós não tivermos intimidade com Deus em oração. Ouvimos pouco a voz de Deus, porque temos poucos retiros devocionais para estarmos a sós com o Pai.
9.O terceiro testemunho veio ao nosso Senhor quando estava engajado nas lides do MINISTÉRIO. Ele estava pregando no Templo, quando o Pai respondeu a sua oração. Precisamos entender que a obediência e a oração não anula a necessidade de estarmos engajados na obra da pregação. O ministério público é tão aceitável a Deus como as horas secretas de oração. Não negligencie a obediência, não negligencie a oração, mas não se esqueça de fazer a obra de Deus. Quando obedecemos ao Senhor, ouvimos sua voz e fazemos sua obra ouvimos a sua voz.
II. VEJAMOS PARA QUEM AS VOZES DO CÉU FORAM PROCLAMADAS
1.Na primeira vez, no BATISMO a voz do céu veio apenas para Jesus e João Batista. João era o amigo do noivo que anunciava a chegada do noivo. Ele dizia para as multidões: “Eu batizo com água, mas após mim vem aquele que é mais poderoso do que eu. Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.” Apenas João ouviu aquela voz, mas através dele ela foi ouvida por toda a Judéia.
2.Na segunda vez, na TRANSFIGURAÇÃO o testemunho teve um círculo mais amplo. Pedro, Tiago e João estavam presentes. Também estavam Moisés e Elias, representantes da lei e dos profetas. Assim, a lei, os profetas, os apóstolos representando a igreja cristã, todos estavam ouvindo o testemunho do Pai de que Jesus era o Seu Filho, o seu eleito, e que todos deveriam ouvi-lo.
3.Na terceira vez, no TEMPLO a voz do Pai foi ouvida por uma multidão. A multidão ouviu, mas não discerniu. Uns pensaram que a voz de Deus foi apenas um fenômeno natural: Um trovão. Outros pensaram que a voz de Deus foi uma manifestação mística: Um anjo. Na verdade o testemunho que Deus dá a respeito do seu Filho está se expandindo.
4.Os três testemunhos foram dados da seguinte maneira: O primeiro testemunho do céu foi dado ao maior de todos os homens: “Entre os nascidos de mulher ninguém foi maior do que João Batista”. Mas a voz revelava alguém maior do que ele. O Filho do Deus eterno. O segundo testemunho foi ouvido pelo melhor dos homens: o grande legislador, o grande profeta e os mais nobres dos apóstolos. Mas a voz deu testemunho de alguém maior do que eles: O Filho de Deus, o eleito de Deus, a quem eles deveriam ouvir. O terceiro testemunho ecoou no mais santo lugar, o Templo, mas a voz deu testemunho de alguém que era maior e mais santo do que o templo mais santo. Em todos os três lugares: No Jordão, no Monte e no Templo foi magnificado acima e além de todos os outros, como o santo, amado e escolhido Filho de Deus!
III. VEJAMOS COM QUE FINALIDADE DEUS DEU O TRÍPLICE TESTEMUNHO A CERCA DO SEU FILHO
1.O primeiro testemunho de Deus, no JORDÃO foi acerca da FILIAÇÃO ETERNA de Jesus: “Tu és o meu Filho amado”. Jesus não veio ao mundo como os patriarcas, os profetas ou mesmo aos apóstolos, como meros filhos de homens. Jesus é o Filho do eterno Deus. Ele é Deus. Co-igual, co-eterno e consubstancial com o Pai. Ele e o Pai são UM. Ele é o Verbo eterno, pessoal e divino. Antes de iniciar o seu ministério Jesus foi ungido como o eterno e divino Filho de Deus.
2.O segundo testemunho de Deus, no MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO foi com a finalidade de que seus discípulos O OUVISSEM. O propósito de Deus é que ouçamos os ensinos de Jesus e sigamos sua doutrina. Suas palavras são Palavras de Vida. “Para quem iremos nós, só tu tens Palavras de Vida eterna”. Veja o testemunho que Pedro deu dessa experiência da Transfiguração: 2 Pedro 1:16-19.
3.O terceiro testemunho, no TEMPLO foi um testemunho do sucesso da sua obra. “Pai, glorifica o teu nome. Então, veio uma voz do céu: Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei” (Jo 12:28). Jesus veio ao mundo satisfazer a justiça de Deus e revelar o seu amor, e então glorificar o Pai. O Pai estava dizendo para Jesus: “Em tua vida passada jás tens glorificado o meu nome. Tua descida do céu, tua vida de trinta anos de obediência, todas as todas as tuas obras que tu fizeste nos três anos de ministério, tudo tem trazido glória para o meu nome. E eu ainda o glorificarei. No meio das gotas de sangue do Getsêmani, no meio dos terrores do pátio do palácio de Herodes, no meio das agonias da cruz, eu ainda glorificarei meu nome. Sim, em tua ressurreição, em tua ascensão, em tua majestade à minha destra, em teu julgamento dos vivos e dos mortos eu ainda glorificarei o meu nome. Assim, essas três vozes pode sem vistas como um testemunho da pessoa do Filho, da obra do Filho e do sucesso do Filho em sua missão redentora.
4.Essas três vozes confirmam o tríplice ofício de Cristo. João Batista veio pregando o Reino. Na primeira ocasião, Jesus foi proclamado em seu BATISMO como o cabeça de um novo Reino. Jesus assim, foi apresentado como Rei. Na segunda ocasião, na TRANSFIGURAÇÃO a voz do céu disse: “A ele ouvi”. Assim Deus estava apontando Jesus como o Profeta. Na terceira ocasião, no TEMPLO Jesus foi apresentado como sacerdote. Ele estava no meio dos sacerdotes, no templo onde os sacrifícios eram oferecidos. Jesus oferece-se a si mesmo como o sacrifício perfeito, orando para que o seu sacrifício glorificasse o Pai. Ele recebeu o testemunho que Deus tinha sido glorificado nele e ainda seria glorificado novamente.
IV. VEJAMOS COMO O TRÍPLICE TESTEMUNHO DE DEUS FOI DADO
1.O primeiro testemunho, no JORDÃO, quando Jesus foi batizado o céu se abriu, o Espírito desceu e o Pai falou. A obediência de Jesus à vontade e ao propósito do Pai abriu o céu para nós. Nossas orações podem agora ascender a Deus e todas as bênçãos podem descer para nós e sobretudo, oEspírito Santo desceu para ficar eternamente conosco. A obediência de Cristo identificando-se conosco e satisfendo toda a justiça de Deus, abriu o céu para nós. A obediência de Cristo cumprindo o propósito do Pai em se tornar o Cordeiro que tira o pecado do mundo, abriu-nos no céu.
2.O segundo testemunho, no MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO o céu não se abriu. A voz de Deus veio da nuvem. Aquela nuvem era uma representação da mediação de Cristo. Quando Deus fala, ele pode falar como falou no Sinai. Houve trovões e relâmpagos. O monte tremeu e fumegou e o povo temeu. Agora podemos ouvir a voz de Deus com deleite. Agora Deus fala conosco em Cristo. A mediação de Cristo é o meio que Deus nos fala.
3.O terceiro testemunho, no TEMPLO nem o céu se abriu nem houve nuvem luminosa. Houve apenas a voz do céu. A glória de Deus se manifesta completamente na vida e morte de Cristo.
4.No JORDÃO a voz de Deus foi a apresentação de Jesus como a essência do Evangelho. Os pais da igreja diziam que queremos ver a Trindade devemos ir ao Jordão. Mas podemos dizer que se queremos ouvir o Evangelho também devemos ir ao Jordão. “Este é o meu Filho amado, em quem tenho todo o meu prazer”. O Evangelho é Jesus. Deus tem todo o prazer em Jesus. Quando você está em Cristo Deus tem o seu prazer em você. Isso é o Evangelho. Quando o pecador entrega-se a Cristo e está em Cristo, Deus tem nele todo o seu prazer. Ele é justificado. Deus não se deleita em você por causa dos seus méritos, obras ou virtudes. Deus se deleita em você por causa do seu Filho.
5.No MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO temos não apenas o Evangelho, mas a ordem do Evangelho: “Ouçam-no”. A fé vem pelo ouvir. A salvação vem pelo ouvir não ensinos de homens, não doutrinas de homens, mas ouvir Cristo. Lá estavam Moisés e Elias, mas ordem foi: Ouçam a Jesus. Jesus é maior do que Moisés e Elias. Ele é o Deus encarnado. Ele é o Salvador. Fora dele não há salvação.
6.No TEMPLO temos não o evangelho ou os preceitos do evangelho, mas o resultado do Evangelho: “Eu já o tenho glorificado e ainda mais o glorificarei.” É através do Evangelho que Deus é glorificado. Deus tem glorificado seu nome através do evangelho e ainda o glorificará. Isso deve nos motivar a pregar esse glorioso evangelho, como Jesus estava fazendo no Templo.
V. VEJAMOS AS CIRCUNSTÂNCIAS EM QUE O TRÍPLICE TESTEMUNHO DE DEUS FOI DADO
1.Em cada uma das ocasiões que o Pai falou a Jesus, seja no JORDÃO, seja no MONTE, seja no TEMPLO Jesus estava orando. A oração era a alma do ministério de Jesus. Porque ele orou o céu se abriu. Porque ele orou seu rosto resplandeceu. Porque ele orou, o Pai o glorificou. Se queremos ouvir o testemunho interno de Deus de que somos filhos de Deus precisamos conhecer a intimidade de Deus através da oração. Se queremos ouvir a voz de Deus, precisamos primeiro alçar nossa voz ao céu.
2.Em cada uma das ocasiões o sofrimento expiatório de Cristo foi colocado diante dos seus olhos. No JORDÃO ele se identificou conosco e foi apresentado como o CORDEIRO DE DEUS QUE TIRA O PECADO DO MUNDO. No MONTE Moisés e Elias falam da sua partida para Jerusalém. O êxodo do povo, o calvário, a cruz. No TEMPLO Jesus está na semana da sua morte. Ele já estava com a sua alma angustiada. Estava no limiar do Calvário.
3.Em cada uma das ocasiões que Jesus recebeu a voz do Pai, ele estava honrando o Pai. No BATISMO ele honrou o Pai pela obediência. No MONTE ele honrou o Pai pela vida devocional de oração. No TEMPLO ele honrou o Pai pela sua entrega à morte. Se nós queremos ouvir a voz de Deus e se queremos que Deus seja honrado em nossas vidas, precisamos obedecer o Pai, precisamos ter intimidade com o Pai e precisamos oferecer nossa vida para a realzação dos propósitos do Pai.
CONCLUSÃO
1.Devemos receber o testemunho que Deus deu acerca do seu próprio Filho com firme convicção: O homem de Nazaré é o eterno Filho de Deus. O filho de Maria é o salvador do mundo. Ele é o caminho para a salvação e não há outro.
2.Se o Pai nos ordenou a ouvi-lo, devemos ouvi-lo com profunda reverência. Ouvir sua Palavra, seus preceitos e seus mandamentos com deleite, com alegria, e sobretudo, com incondicional obediência.
3.Devemos ouvir a Jesus com alegre confiança. Se o Pai enviou o Seu Filho para ser o nosso substituto, representante, Salvador, Senhor, devemos confiar nele de todo o nosso coração e descansar a nossa alma em seus braços eternos.
Hernandes D.Lopes

20 de out. de 2010

A Gloriosa Lógica do Céu - John Piper


Paulo argumenta da seguinte forma: visto que Deus não poupou o seu próprio filho, então certamente ele precisa e vai nos dar livremente todas as coisas com ele. O que é isso? Como funciona essa lógica importantíssima? Há um termo técnico para esse tipo de argumentação. Ela é chamada "a majori ad minus”  Significa argumentar "do maior para o menor". Suponha que duas tarefas sejam motivadas pelo mesmo desejo, mas uma é muito improvável porque exige esforços muito altos e outra é mais provável porque exige esforços menores. Se tiver o desejo por am¬bas as tarefas, e de alguma forma conseguir realizar a mais difícil, então está praticamente certo que conseguirei realizar a outra. Vencer os obstáculos maiores nos dá a segurança de que venceremos os menores.

Ê a lógica que Jesus usou quando disse: "Se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanha é lançada ao fogo, não vestirá muito mais a vocês, homens de pequena fé?" (Mateus 6.30). Tome cuidado aqui. Não salte precipitadamente para a conclusão de que Jesus está argumentando "do menor para o maior". Sim, ervas valem menos que pessoas. Mas vestir ervas é mais improvável que vestir discípulos. Na verdade, Jesus está argumentando do maior para o menor. Deus quer vestir tanto as flores quanto os discípulos. Os discípu¬los estão em dúvida se ele realmente vai vesti-los. Como Jesus lhes fortalece a fé na graça futura da promessa de vesti-los?

Ele diz: é altamente improvável que o Deus Altíssimo desperdice seu tempo vestindo as flores do campo que duram somente um dia. Essa alta improbabilidade é a "coisa maior" do argumento do maior para o menor. Por outro lado, há uma pequena parcela de improbabilidade de Deus negligenciar os discípulos do seu Filho e não os vestir. Essa pequena improbabilidade é a "coisa menor" do argumento. Assim quando Deus supera a alta improbabilidade e veste as flores do campo, ele prova que pode e irá superar a pequena improbabilidade de vestir seus discípulos.

Assim Paulo está argumentando em Romanos 8.32, do mais difícil para o mais fácil, ou do maior para o menor. Se Deus não poupou o próprio Filho, mas o entregou por nós — essa é a coisa difícil, a coisa maior. A razão de ser a coisa maior é que Deus amou infinitamente seu Filho. O Filho não mereceu ser morto. O Filho era digno de adoração de todas as criaturas, não de ser cuspido e chicoteado e escarnecido e torturado. Entregar seu Filho (Colossenses 1.13) foi a coisa incomparavelmente grande. A razão disso é a imensidão do amor de Deus pelo Filho. Foi isso que tornou tão improvável o fato de Deus o entregar. Mas Deus o fez. E ao fazê-lo mostrou que certamente faria todas as coisas — todas fáceis em comparação — para dar todas as coisas às pessoas por quem entregou seu Filho.

E por isso que eu disse que a promessa de Romanos 8.32 é tão certa quanto o amor de Deus pelo Filho. Deus desejava duas coisas: não ver seu Filho ser transformado em objeto de zombaria; e não ver seu povo ser privado da infinita graça futura. Certamente era mais provável poupar o Filho que poupar a nós. Mas não. Ele não poupou o Filho. E por isso era impossível que ele nos privasse da promessa pela qual seu Filho morreu — com ele nos dará gratuitamente todas as coisas.

Que verdade! Dar-nos todas as coisas é o aspecto fácil! Pense nisso todas as vezes que você temer que lhe seja negado algo bom. Você acha que isso é algo difícil. Você enxerga muitos obstáculos. Parece impossível. Nesse momento desanimador, pense na lógica celestial. Dar-lhe o que você precisa é a parte fácil. E a parte difícil já foi dada. Criar o mundo e administrá-lo para o bem do povo é algo relativamente fácil para Deus se comparado à entrega do Filho à ridicularização e tortura. Mas ele o fez. E agora toda a graça futura não é somente certa; é fácil e natural.

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Comentários:

Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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