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12 de out. de 2011

Sede Santos - Thomas Watson - (1620-1686)



A principal coisa que um cristão deveria procurar é a santificação, pois ela é a única coisa necessária. A santificação é nossa mais pura aparência, nos faz como o céu, coberto com estrelas. É a nossa nobreza, pela qual somos nascidos de Deus e tomamos parte na natureza divina. É nossa riqueza, portanto comparada a carreiras de jóias e correntes de ouro (Ct 1.10). É nosso melhor certificado para o céu. Qual outra evidência temos para mostrar? Temos conhecimento? O diabo também tem. Professamos uma religião? Satanás geralmente aparecia com o manto de Samuel e se transformava em um anjo de luz. Porém, nosso certificado para o céu é a santificação. Ela é o primeiro fruto do Espírito, a única moeda que valerá no outro mundo. A santificação e a evidência do amor de Deus. Não conhecemos o amor de Deus pela saúde que nos dá, pelas riquezas e pelo sucesso, mas ao desenhar sua imagem de santificação em nós por meio do lápis do Espírito Santo.

Que tristeza aqueles destituídos do princípio da santificação. Estão espiritualmente mortos (Ef 2.1). Embora respirem, não vivem. A maioria do mundo permanece sem santificação: "O mundo inteiro jaz no Maligno" (1Jo 5.19), isto é, a maior parte dele. Muitos se nomeiam cristãos, mas destruíram completamente a palavra santo. Alguns homens querem explicações racionais, o cristão quer graça. Ainda há algo pior, alguns mantêm tal posição de impiedade odiando e zombando da santificação. Eles a odeiam. Se for ruim desejá-la, pior é odiá-la. Eles abraçam a forma da religião, mas odeiam o poder. O urubu odeia odores agradáveis, o mesmo acontece com os ímpios que odeiam o perfume da santidade. Dizem zombeteiramente: "Este são os seus homens santos?" Zombar da santificação exige um alto grau de ateísmo e é uma marca negra de reprovação. O desprezível Ismael foi lançado fora da família de Abraão (Gn 21.9), aqueles que zombam da santidade serão privados do céu.


Segundo: acima de todas as coisas persiga a santificação. Procure a graça mais do que o ouro: "Retém a instrução e não a largues; guarda-a, porque ela é a tua vida" (Pv 4.13). Em relação a esta aplicação, vamos responder a duas perguntas:

Primeira pergunta: Quais são os principais incentivos à santificação?

1. É a vontade de Deus que sejamos santos, como diz o texto: "Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação". Como a Palavra de Deus deve ser regra, também deve ser a razão de nossas ações. Essa é a vontade de Deus, nossa santificação. Talvez não seja da vontade de Deus que sejamos ricos, mas é sua vontade que sejamos santos. A vontade de Deus é nossa garantia.

2.      Jesus Cristo morreu para nossa santificação. Cristo morreu e derramou seu sangue para lavar nossa impureza. A cruz era tanto um altar quanto uma pia: "O qual a si mesmo se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade" (Tt 2.14). Se pudéssemos ser salvos sem a santidade, Cristo não precisava ter morrido. Cristo morreu não somente para nos salvar da ira, mas também do pecado.

3.      A santificação nos leva a ser semelhantes a Deus. Este foi o pecado de Adão: desejar ser igual a Deus em onisciência, porém, devemos nos preocupar em ser semelhantes a Deus em santidade. Pode-se ver nitidamente a face em um bom espelho, pode-se ver algo de Deus em um coração santo. Nada divino pode ser visto em uma pessoa não santificada, porém se pode ver a imagem de Satanás. A inveja é o olho de Satanás, a hipocrisia seu pé, mas nada da imagem de Deus pode ser vista nelas.


4.      A santificação é algo que Deus ama muito. Nenhum ornamento exterior, ou descendência importante ou grandeza deste mundo chama a atenção do amor de Deus, mas um coração cheio de santidade chama sua atenção. Cristo nunca admirou outras coisas senão a beleza da santidade. Ele desrespeitou a grande construção do templo, mas admirou a fé de uma mulher, à qual disse: "mulher, grande é a tua fé" (Mt 15.28). Assim como um rei se alegra em ver sua imagem cunhada em uma moeda, onde Deus vê sua imagem ele atribui seu amor. O Senhor tem dois tronos em que habita, um deles é o coração santo.

5.      A santificação é a única coisa que nos torna visivelmente diferentes dos ímpios. O povo de Deus tem seu selo sobre ela: "Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor" (2Tm 2.19). O crente é selado com um selo duplo, um selo da eleição: "O Senhor conhece os que lhe pertencem", e um selo da santificação: "Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor". Este é o nome pelo qual o povo de Deus é conhecido: "Teu santo povo" (Is 63.18). Como a castidade distingue uma mulher virtuosa de uma prostituta, também a santificação distingue o povo de Deus de outros povos: "E vós possuís unção que vem do Santo" (1Jo 2.20).

6.      É uma grande vergonha ter o nome de cristão e carecer de santidade, assim como ter o nome de mordomo e carecer de fidelidade; ou ter nome de virgem e carecer de virgindade. A religião é exposta à reprovação quando pessoas batizadas em nome de Cristo não são santas, quando têm os olhos cheios de lágrimas no domingo, mas nos dias de semana seus olhos estão cheios de adultério (2Pe 2.14). Ser devoto da mesa do Senhor como se estivesse pisando no céu e tão profano durante a semana como se tivesse saído do inferno. Ter nome de cristão e não ser santo é um escândalo para a religião e os caminhos de Deus ficam mal falados.

7. A santificação é apropriada para o céu. "Nos chamou para a sua própria glória e virtude" (2Pe 1.3). A glória é o trono e a santificação é o degrau pelo qual subimos até ele. Como é comum limpar primeiramente o vaso para depois pôr o vinho, Deus primeiro nos purifica pela santificação e, depois, derrama em nós o vinho da glória. Salomão foi primeiramente ungido com óleo e depois se tornou um rei (lRs 1.39). Primeiramente, Deus nos unge com o santo óleo de seu Espírito e, depois, coloca a coroa de felicidade sobre a nossa cabeça. A pureza de coração e a contemplação de Deus estão unidas (Mt 5.8).

8 de ago. de 2011

Vídeo Memorial de John Stott (1921-2011)


Se a cruz não for o centro da nossa religião, a nossa religião não é a de Jesus. (John Stott)
Postamos semana retrasada a notícia da morte de John Stott, junto com uma curta biografia e um trecho de seu livro Cruz de Cristo. Hoje, trazemos um curto vídeo com sua biografia e um excelente texto extraído de seu livro Crer é Também Pensar, abordando a importância da santificação e dedicação de nossa mente – algo negligenciado por muitas seitas e/ou cristãos enganados, que negando o papel da mente na vida cristã caíram no emocionalismo, sendo que devemos nos lembrar que o primeiro mandamento incluí toda nossa mente.

Vídeo produzido pela All Souls Church
Tradução: Editora Ultimato

John Stott - A Busca da Santidade

Muitos dos segredos da santidade nos são revelados nas páginas da Bíblia. De fato, um dos objetivos principais da Escritura é mostrar ao povo de Deus como levar uma vida que lhe seja digna e que lhe agrade. Porém um dos aspectos mais negligenciados na busca da santidade é a parte que compete à mente, conquanto o próprio Jesus tenha posto o assunto fora de qualquer dúvida quando prometeu: “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”. É mediante a sua verdade que Cristo nos liberta da escravidão do pecado. De que forma? Onde se encontra o poder libertador da verdade?
Para começarmos, precisamos ter um quadro bem claro do tipo de pessoa que Deus pretende que sejamos. Temos de conhecer a lei moral de Deus e os mandamentos. Como o expressou John Owen: “o bem que a mente não é capaz de descobrir, a vontade não pode escolher, nem as afeições podem se apegar”.. Portanto, “na Escritura o engano da mente comumente se apresenta como o princípio de todo pecado”.
O melhor exemplo disso pode-se encontrar na vida terrena do nosso Salvador. Por três vezes o diabo aproximou-se dele e o tentou no deserto da Judéia. Nas três vezes Ele reconheceu se má a sugestão que lhe fizera Satanás e contrária à vontade de Deus. Três vezes Ele se opôs à tentação com a palavra gegraptai: “está escrito”. Jesus não deu margem a qualquer discussão ou argumentação. A questão já estava decidida, logo de partida, em sua mente. Pois a Escritura estabelecera o que é certo. Este claro conhecimento bíblico da vontade de Deus é o segredo básico de uma vida reta.
Não basta sabermos o que deveríamos ser, entretanto. Temos de ir mais além, resolvendo, em nossas mentes, a alcançá-la. A batalha é quase sempre ganha na mente. É pela renovação de nossa mente que nosso caráter e comportamento se transformam. Assim é que, seguidamente, a Escritura nos exorta a uma disciplina mental nesse sentido. “Tudo o que é verdadeiro”, diz ela, “tudo o que respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento”.
De novo: Se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus.
De novo ainda: “Os que se inclinam para a carne cogitam das coisas da carne; mas os que se inclinam para o Espírito, das coisas do Espírito. Porque o pendor da carne dá para a morte, mas o do Espírito, para a vida e paz”.
O autocontrole é, antes de tudo, o controle da mente. O que semeamos em nossas mentes, colhemos em nossas ações. “Ler É Viver” foi o lema de uma recente campanha publicitária. É um testemunho do fato de que a vida não consiste apenas em trabalhar, comer, dormir. A mente tem de ser também alimentada. E o tipo de comida que nossas mentes receberem determinará que tipo de pessoa seremos. Mentes sadias têm um apetite sadio. Temos de satisfazê-las com alimento saudável, e não com drogas e venenos intelectuais perigosos.
Há, entretanto, uma outra espécie de disciplina mental a que somos convocados no Novo Testamento. Temos que considerar não somente o que deveríamos ser, mas também o que, pela graça de Deus, já somos. Devemos constantemente nos lembrar do que Deus já fez por nós, e dizer a nós mesmos: “Deus uniu-me com Cristo em sua morte e ressurreição, e assim acabou com a minha velha vida e me deu uma vida completamente nova em Cristo. Adotou-me em sua família e me fez seu filho. Pôs em mim seu Espírito Santo, fazendo de meu corpo seu templo. Também tornou-se seu herdeiro e prometeu-me um destino eterno, consigo, no céu. Isto é o que Ele fez para mim e em mim. Isto é o que sou em Cristo”.
Paulo não se cansa de nos incitar a que deixemos nossas mentes pensar nessas coisas. “Quero que saibais”, ele escreve. “Porque não quero, irmãos, que ignoreis…”E cerca de dez vezes em suas cartas aos Romanos e Coríntios ele profere esta pergunta incrédula: “Não sabeis…” “Não sabeis que todos os que fomos batizados em Cristo Jesus , fomos batizados na sua morte?” Não sabeis que daquele a quem vos ofereceis como servos para obediência, desse mesmo a quem obedeceis sois servos…? “Não sabeis que sois santuários de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?” “Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo?
A intenção do apóstolo nesta enxurrada de perguntas não é apenas fazer-nos sentir envergonhados por nossa ignorância. É antes fazer com que nos dizem respeito, as quais de fato nos são bem conhecidas; e que falemos entre nós sobre elas até o ponto em que se apoderem de nossas mentes e moldem o nosso caráter. Não se trata do otimismo de autoconfiança de Norman Vicent Peale, cujo método procura conseguir que façamos de conta que somos algo que não somos. O método de Paulo é nos lembrar do que realmente somos, porque assim nos fez Deus em Cristo.
Por John Sttot. Extraído do livro: Crer é também pensar
Disponibilizado por: monergismo.com

10 de jul. de 2011

A Santidade de Deus - R.C Sproul, John Piper e C.J Mahaney nos desafiam a olhar para a santidade de Deus com um senso de temor e maravilha.




R.C Sproul, John Piper e C.J Mahaney nos desafiam a olhar para a santidade de Deus com um senso de temor e maravilha.


18 de fev. de 2011

PERSEVERANÇA DOS SANTOS - João Calvino




Os eleitos não são apenas redimidos por Cristo e regenerados pelo Espírito; eles são mantidos na fé pelo infinito poder de Deus. Todos os que são unidos espiritualmente a Cristo, através da regeneração, estão eternamente seguros nEle. Nada os pode separar do eterno e imutável amor de Deus. Foram predestinados para a glória eterna e estão, portanto, assegurados para o céu. 

A doutrina da perseverança dos santos não mantém que todos que professam a fé cristã estão garantidos para o céu. São os santos - os que são separados pelo Espírito - os que perseveram até o fim. São os crentes - aqueles que recebem a verdadeira e viva fé em Cristo - os que estão seguros e salvos nEle. Muitos que professam a fé cristã caem, mas eles não caem da graça pois nunca estiveram na graça. Os crentes verdadeiros caem em tentações e cometem graves pecados, às vezes, mas esses pecados não os levam a perder a salvação ou a separá-los de Cristo. A Confissão de Fé de Westminster diz o seguinte a respeito dessa doutrina: "Os que Deus aceitou em seu Bem-amado, os que ele chamou eficazmente e santificou pelo seu Espírito, não podem decair no estado da graça, nem total, nem finalmente; mas, com toda a certeza hão de perseverar nesse estado até o fim e serão eternamente salvos" (XVII, 1).

Boettner certamente está correto em afirmar que "essa doutrina não se manifesta isoladamente, mas é uma parte necessária do sistema calvinista de teologia. As doutrinas da Eleição e da Graça Eficaz implicam logicamente na salvação certa daqueles que recebem essas bênçãos. Se Deus escolheu homens de modo absoluto e incondicional para a vida eterna, e se o Seu Espírito efetivamente aplica-lhes os benefícios da redenção, a conclusão inevitável é que essas pessoas serão salvas" (op. cit., p.182).

Os seguintes versículos mostram que o povo de Deus recebe a vida eterna no momento em que crê. Estes são guardados pelo poder de Deusmediante a fé e nada os pode separar do Seu amor. Foram selados com o Espírito Santo que lhes foi dado como garantia de sua salvação e, desta forma, estão assegurados para uma herança eterna: 

ISA43.1 Mas agora, assim diz o Senhor que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu.
   ISA43.2 Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti.
   ISA43.3 Porque eu sou o Senhor teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador; por teu resgate dei o Egito, e em teu lugar a Etiópia e Seba.
   ISA54.10 Pois as montanhas se retirarão, e os outeiros serão removidos; porém a minha benignidade não se apartará de ti, nem será removido ao pacto da minha paz, diz o Senhor, que se compadece de ti.
   JER32.40 e farei com eles um pacto eterno de não me desviar de fazer-lhes o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim.
   MAT18.12 Que vos parece? Se alguém tiver cem ovelhas, e uma delas se extraviar, não deixará as noventa e nove nos montes para ir buscar a que se extraviou?
   MAT18.13 E, se acontecer achá-la, em verdade vos digo que maior prazer tem por esta do que pelas noventa e nove que não se extraviaram.
   MAT18.14 Assim também não é da vontade de vosso Pai que está nos céus, que venha a perecer um só destes pequeninos.
   JOA3.16 Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
   JOA3.36 Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.
   JOA5.24 Em verdade, em verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna e não entra em juízo, mas já passou da morte para a vida.
   JOA6.35 Declarou-lhes Jesus. Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim, de modo algum terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede.
   JOA6.36 Mas como já vos disse, vós me tendes visto, e contudo não credes.
   JOA6.37 Todo o que o Pai me dá virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.
   JOA6.38 Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
   JOA6.39 E a vontade do que me enviou é esta: Que eu não perca nenhum de todos aqueles que me deu, mas que eu o ressuscite no último dia.
   JOA6.40 Porquanto esta é a vontade de meu Pai: Que todo aquele que vê o Filho e crê nele, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia.
   JOA6.47 Em verdade, em verdade vos digo: Aquele que crê tem a vida eterna.
   JOA10.27 As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem;
   JOA10.28 eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrebatará da minha mão.
   JOA10.29 Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai.
   JOA10.30 Eu e o Pai somos um.
   JOA17.11 Eu não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda-os no teu nome, o qual me deste, para que eles sejam um, assim como nós.
   JOA17.12 Enquanto eu estava com eles, eu os guardava no teu nome que me deste; e os conservei, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura.
   JOA17.15 Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno.
   ROM5.8 Mas Deus dá prova do seu amor para conosco, em que, quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós.
   ROM5.9 Logo muito mais, sendo agora justificados pelo seu sangue, seremos por ele salvos da ira.
   ROM5.10 Porque se nós, quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.
   ROM8.1 Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus.
   ROM8.29 Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos;
   ROM8.30 e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou.
   ROM8.35 quem nos separará do amor de Cristo? a tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?
   ROM8.36 Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte o dia todo; fomos considerados como ovelhas para o matadouro.
   ROM8.37 Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores, por aquele que nos amou.
   ROM8.38 Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades,
   ROM8.39 nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.
   ICOR1.7 de maneira que nenhum dom vos falta, enquanto aguardais a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo,
   ICOR1.8 o qual também vos confirmará até o fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo.
   ICOR1.9 Fiel é Deus, pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor.
   ICOR10.13 Não vos sobreveio nenhuma tentação, senão humana; mas fiel é Deus, o qual não deixará que sejais tentados acima do que podeis resistir, antes com a tentação dará também o meio de saída, para que a possais suportar.
   IICOR4.14 sabendo que aquele que ressuscitou o Senhor Jesus, nos ressuscitará a nós com Jesus, e nos apresentará convosco.
   IICOR4.17 Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós cada vez mais abundantemente um eterno peso de glória;
   EFE1.5 e nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade,
   EFE1.13 no qual também vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa,
   EFE1.14 o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para o louvor da sua glória.
   EFE4.30 E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção.
   COL3.3 porque morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.
   COL3.4 Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória.
   ITES5.23 E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo.
   ITES5.24 Fiel é o que vos chama, e ele também o fará.
   IITIM4.18 E o Senhor me livrará de toda má obra, e me levará salvo para o seu reino celestial; a quem seja glória para todo o sempre. Amém.
   HEB9.12 e não pelo sangue de bodes e novilhos, mas por seu próprio sangue, entrou uma vez por todas no santo lugar, havendo obtido uma eterna redenção.
   HEB9.15 E por isso é mediador de um novo pacto, para que, intervindo a morte para remissão das transgressões cometidas debaixo do primeiro pacto, os chamados recebam a promessa da herança eterna.
   HEB10.14 Pois com uma só oferta tem aperfeiçoado para sempre os que estão sendo santificados.
   HEB12.28 Pelo que, recebendo nós um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e temor;
   IPED1.3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos,
   IPED1.4 para uma herança incorruptível, incontaminável e imarcescível, reservada nos céus para vós,
   IPED1.5 que pelo poder de Deus sois guardados, mediante a fé, para a salvação que está preparada para se revelar no último tempo;
   IJOA2.19 Saíram dentre nós, mas não eram dos nossos; porque, se fossem dos nossos, teriam permanecido conosco; mas todos eles saíram para que se manifestasse que não são dos nossos.
   IJOA2.25 E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna.
   IJOA5.4 porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.
   IJOA5.11 E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho.
   IJOA5.12 Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.
   IJOA5.13 Estas coisas vos escrevo, a vós que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna.
   IJOA5.20 Sabemos também que já veio o Filho de Deus, e nos deu entendimento para conhecermos aquele que é verdadeiro; e nós estamos naquele que é verdadeiro, isto é, em seu Filho Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.
   JUD1.24 Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar, e apresentar-vos ante a sua glória imaculados e jubilosos,
   JUD1.25 ao único Deus, nosso Salvador, por Jesus Cristo nosso Senhor, glória, majestade, domínio e poder, antes de todos os séculos, e agora, e para todo o sempre. Amém.

4 de fev. de 2011

Santificação: Obra Humana ou Divina?



De sorte que, meus amados, assim como sempre obedecestes, não só na minha presença, mas muito mais agora na minha ausência, assim também operai a vossa salvação com temor e tremor; Porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade. (Filipenses 2.12-13)
Jonathan Edwards escreve,
Na graça eficaz nós não somos meramente passivos, nem ainda Deus faz uma parte e nós o resto. Mas é Deus quem faz tudo, e nós fazemos tudo. Deus produz tudo, nós agimos tudo. Para isso é o que produz, a saber, nossos próprios atos. Deus é o único autor e fonte adequada; nós somos somente os atores desta fonte. Nós somos em diferentes aspectos, totalmente passivos e totalmente ativos.
(As Obras de Jonathan Edwards)
John Piper escreve,
…. é uma boa luta, porque  não estamos abandonados à nossa própria força na luta. Se estivéssemos, como Martinho Lutero diz, “Nosso esforço estaria perdendo” em outras palavras, quando uma criança de Deus luta para se alegrar em Deus, é o próprio Deus que está por detrás desta luta (esforço), dando a vontade e a força para derrotar o inimigo desta alegria (Filipenses 2:12-13) nós não somos deixados a nossa própria força para sustentar a alegria da fé. Deus luta por nós e em nós (dentro de nós). Portanto, a luta da fé é uma boa luta.
O trabalho de Deus em nós não elimina o nosso trabalho; ele o permite. Nós trabalhamos por que Ele é quem trabalha em nós. Portanto, o trabalho pela alegria é possível por que Deus está lutando por nós e através de nós. Todos os nossos esforços são devido ao Seu profundo trabalho dentro e através de nossa disposição e trabalho.
(Quando eu não desejo Deus)

15 de dez. de 2010

J.C. Ryle - Santidade: Santificação Prática e Encontros




TRECHO DO PREFÁCIO DO LIVRO

Quanto mais envelheço, mais me convenço de que a verdadeira prática da santidade não recebe a atenção que merece e que, lamentavelmente, existe um padrão de vida cristã muito baixo entre muitos mestres ilustres da religião em nosso país. Ao mesmo tempo, estou cada vez mais convencido de que o esforço zeloso de algumas pessoas bem-intencionadas em promover padrões mais elevados de vida espiritual não é feito “com entendimento” e provavelmente causa mais dano do que benefício. Deixe-me explicar o que quero dizer.

É fácil reunir multidões para os chamados encontros de “vida elevada” ou “consagração”. Qualquer um que tenha observado a natureza humana, tenha lido as descrições dos acampamentos americanos e estudado o curioso fenômeno das “afeições religiosas” sabe disso. Discursos sensacionais e empolgantes de pregadores estranhos ou de mulheres, música alta, salões quentes, barracas lotadas, rostos com a expressão de fortes sentimentos semi-religiosos durante vários dias, dormir tarde da noite, reuniões demoradas, confissão pública de experiências — todas essas coisas juntas são bem interessantes e parecem benéficas. Mas será que esse benefício é real, tem raízes profundas, é sólido e duradouro? Essa é a questão, e gostaria de fazer algumas perguntas em relação a isso.

Aqueles que freqüentam esses encontros transformam-se em pessoas mais santas, mais humildes, mais altruístas, mais bondosas, mais calmas, mais abnegadas e mais semelhantes a Cristo em seus lares? Tornam-se mais contentes com a sua própria posição econômica e ficam mais livres dos desejos impacientes de obter coisas diferentes daquelas que Deus lhes tem dado? Seus pais, mães, maridos, parentes e amigos percebem que eles estão se tornando mais agradáveis e mais fáceis de lidar? Essas pessoas conseguem desfrutar de um domingo tranqüilo e dos meios tranqüilos da graça, sem barulho, emoções intensas ou agitação? E, acima de tudo, estão crescendo no amor, especialmente no amor para com aqueles que não concordam com eles em cada pormenor de sua religião?

Estas são perguntas sérias e perscrutadoras e merecem ser consideradas com seriedade. Espero estar tão ansioso para promover a santidade prática quanto qualquer outro neste país. Admiro e reconheço, de boa vontade, o zelo e a seriedade de muitos, com os quais não posso cooperar, que estão tentando promover a santidade. Mas não posso negar minha crescente suspeita de que esses grandes “movimentos de massa” do momento, apesar do objetivo aparente de promover a vida espiritual, não tendem a promover a religião em casa, a leitura pessoal da Bíblia, a oração pessoal, a aplicação particular da Bíblia e um caminhar pessoal e diário com Deus. Se eles possuem algum valor real, deveriam levar as pessoas a serem melhores maridos e esposas, melhores pais e mães, melhores filhos e filhas, melhores irmãos e irmãs, melhores patrões e patroas e melhores empregados. Entretanto, gostaria de provas evidentes de que eles têm feito isso. Só sei que é bem mais fácil ser cristão em um recinto bíblico em meio às canções, às orações e a outros cristãos simpáticos, do que ser um cristão consistente em um lar sem harmonia, sem diálogo, afastado da cidade e longe de recursos. No primeiro caso, temos as disposições naturais a nosso favor, no segundo, não podemos ser crentes comprometidos sem a graça de Deus. Infelizmente, muitos dos que hoje em dia falam sobre “consagração” parecem ignorar os princípios elementares dos oráculos de Deus sobre a “conversão”.

Encerro este prefácio com o triste sentimento de que muitos daqueles que o lerem, provavelmente, não concordarão comigo. Compreendo que os grandes ajuntamentos do chamado movimento de “vida espiritual” são muito atraentes, especialmente para os jovens. Estes, naturalmente gostam de fervor, agitação e entusiasmo; eles perguntam: “Que mal há nisso?” É preciso aceitar que existem opiniões diferentes. Quando eu era jovem como eles, talvez pensasse da mesma maneira. Quando eles forem velhos como eu, é provável que concordem comigo. Concluo dizendo a cada um de meus leitores: exercitemos o amor ao julgarmos uns aos outros. Em relação àqueles que pensam que a santidade deve ser promovida a partir do chamado movimento “de vida espiritual” moderno, não tenho outro sentimento, senão amor. Se eles trouxerem algum benefício ficarei grato. Em relação a mim mesmo e àqueles que concordam comigo, peço-lhes que retribuam os opositores com amor. O último dia nos dirá quem está certo e quem está errado. Por enquanto, estou bem certo de que demonstrar amargura e frieza em relação àqueles que, por motivo de consciência, recusam-se a trabalhar conosco é provar que somos ignorantes na questão da santidade verdadeira.
J. C. Ryle
STRADBROKE
Outubro de 1879






 Por J.C. Ryle (1816 - 1900) - primeiro Bispo de Liverpool da Igreja da Inglaterra.

Excerto do excelente livro: Santidade, sem a qual ninguém verá o Senhor

Disponibilizado pela 
Editora Fiel

20 de nov. de 2010

No que Consiste a Santidade? - Jonathan Edwards



Deus preza a santidade na criatura e a santidade é, em essência, prezar a Deus

Temos aqui duas coisas para as quais precisamos atentai" em particular. (1) Em Deus, o amor por si mesmo e o amor do público não devem ser diferençados, como no caso do homem, pois o ser de Deus compreende todas as coisas. Uma vez que a sua existência é infinita, deve ser equivalente à existência universal. E, pelo mesmo motivo [o fato] de a afeição pública na criatura ser apropriada e bela, [segue-se que] a deferência de Deus por si mesmo também o é. (2) Em Deus, o amor àquilo que é apropriado e decoroso não pode ser algo distinto do amor dele por si mesmo, pois o amor de Deus é o que constitui, fundamentalmente e acima de tudo, toda a santidade, a qual deve consistir, em essência, do amor dele por si mesmo. Logo, se a santidade de Deus consiste do seu amor por si mesmo, fica implícita uma aprovação da estima e do amor dos outros por ele, pois um ser que se ama, necessariamente, ama amar-se. Se a santidade em Deus consiste principalmente em amor por si mesmo, a santidade na criatura deve, principalmente, consistir em amar a ele. E, se Deus ama a santidade nele mesmo, deve amá-la na criatura.

De acordo com a visão dos filósofos mais recentes e renomados, a virtude se encontra na afeição pública ou na benevolência geral. E, se a essência da virtude está em princípio nisso, o amor à virtude é igualmente virtuoso, uma vez que fica subentendido ou tem origem nessa afeição pública ou benevolência mais ampla da mente. Porquanto, se um homem ama o público de fato, também ama, necessariamente, o amor ao público.

Quando Deus faz da virtude o seu fim, faz de si mesmo o seu fim, uma vez que a virtude é a benevolência para com o Ser, ou seja, Deus.

Portanto, pelo mesmo motivo, se a benevolência universal no sentido mais nobre é a mesma coisa que a benevolência para com o Ser Divino, o qual é, na verdade, o Ser Universal, segue-se que o amor à virtude, em si, é igualmente virtuoso, uma vez que fica subentendido ou tem origem no amor ao Ser Divino.53 Em decorrência disso, o amor de Deus pela virtude fica implícito no seu amor por si mesmo e é igualmente virtuoso, uma vez que tem origem no amor dele por si mesmo. Assim, a disposição virtuosa de Deus, manifesta no amor à santidade da criatura, deve ser considerada parte do amor dele por si mesmo. E, por conseguinte, sempre que ele faz da virtude o seu fim, faz de si mesmo o seu fim. Logo, uma vez que Deus é um Ser absolutamente abrangente, todas as suas perfeições morais - sua santidade, justiça, graça e benevolência - devem, de um modo ou de outro, ser consideradas parte de uma deferência suprema e infinita por si mesmo. Nesse caso, não há dificuldade em supor que é apropriado para Deus fazer de si mesmo o fim supremo e maior nas suas obras.

Observo aqui, a propósito, que se há quem insista que convém a Deus amar e se deleitar na virtude da sua criatura em razão dela mesma, de tal modo que não a ama por deferência a ele mesmo, essa afirmação contradiz a objeção anterior ao fato de Deus se deleitar na transmissão de si mesmo, ou seja, que, tendo em vista Deus ser perfeitamente independente e auto-suficiente, a sua felicidade e o seu prazer consistem em desfrutar de si mesmo. Assim, se a mesma pessoa levanta essas duas objeções, se mostra incoerente.

7 de nov. de 2010

Santidade Prática - João Calvino

 

Aquele que não difama com sua língua, nem faz mal a seu companheiro nem suscita notícias caluniosas contra seu próximo.

Davi, depois de ter sucintamente exibido as virtudes que devem adornar aos que desejam um lugar na Igreja, agora enumera certos vícios dos quais devem estar isentos: Aquele que não difama com sua língua, nem faz mal a seu companheiro nem suscita notícias caluniosas contra seu próximo.(Sl 15.3)

Em primeiro lugar, diz que não devem ser difamadores ou caluniadores; em segundo lugar, devem refrear-se de fazer alguma coisa prejudicial e injuriosa a seu próximo; e, em terceiro lugar, não devem contribuir com a divulgação de calúnias e falsas notícias. Outros vícios, dos quais os justos devem estar isentos, toparemos com eles à medida que avançarmos. Davi, pois, situa a calúnia e difamação como o primeiro item da injustiça pelas quais nosso próximo é injuriado. Se um bom nome é um tesouro, mais precioso que todas as riquezas do mundo [Pv 22.1], não há maior injúria que alguém poderia sofrer do que ver ferida sua reputação. Entretanto, não é qualquer palavra injuriosa que aqui se condena, mas a moléstia e lascívia da difamação que incita as pessoas maliciosas a espalharem calúnias.

Ao mesmo tempo, não se pode pôr em dúvida que o propósito do Espírito Santo era condenar todas as falsas e ímpias acusações. Na cláusula que se segue imediatamente, a doutrina que ensina que os filhos de Deus devem manter-se afastados quanto possível de toda injustiça é declarada de forma muito geral: Nem faz mal a seu companheiro. Pelas palavras, companheiro e próximo, o salmista quer dizer não só aqueles com quem desfrutamos de relacionamento familiar e vivemos em termos de íntima amizade, mas todos os homens a quem estamos ligados por laços de humanidade e natureza comum. Ele emprega esses termos para mostrar mais claramente a odiosidade do que ele condena, e para que os santos nutram a mais intensa repugnância de toda e qualquer conduta negativa, visto que cada pessoa que fere seu próximo viola a lei fundamental da sociedade humana.

Com respeito ao significado da última cláusula, os intérpretes não chegaram a um consenso. Alguns tomam a frase, suscita notícias caluniosas, por inventar, porque as pessoas maliciosas suscitam calúnias do nada; e assim ela não passa de uma repetição da afirmação contida na primeira cláusula do versículo, ou seja, que as pessoas boas não devem permitir que elas cedam à difamação. Mas creio estar também aqui repreendido o vício da credulidade desmedida, a qual, quando alguma má notícia é divulgada contra nosso próximo, nos leva ou a avidamente dar-lhe crédito, ou pelo menos a recebemos sem razão plausível. Enquanto deveríamos, ao contrário, usar de todos os meios para eliminá-la e destruí-la sob nossos pés. Quando alguém é o condutor de falsidades inventadas, os que as rejeitam as lançam, por assim dizer, no chão; enquanto que, ao contrário, os que as propagam e as publicam, de um ouvido a outro, através de uma forma expressiva de linguagem, levam a fama de suscitá-las.

27 de set. de 2010

Estudo Textual: 1 Timóteo 2:1-15 "Levantando Mãos Santas"

 

A prática de oração (2:1-8). Visto que Timóteo precisava de firmeza na luta contra falsa doutrina (1:3-20), Paulo o exortou que começasse "antes de tudo" orando (2:1). Jesus falou muito da importância de oração (veja Marcos 9:14-29; Lucas 18:1-8), e oração constante é evidente nas vidas dos seus discípulos (veja Atos 1:12-14; 4:23-31). Paulo exortou a Timóteo que praticasse a oração em todas as suas formas:

• súplicas: pedidos específicos, baseados em necessidades. Timóteo precisava de coragem para pregar apenas a verdade.
• orações: palavras direcionadas a Deus. A oração é uma conversa com o Pai celeste, o Criador do universo.
• intercessões: pedidos em favor de outras pessoas. O cristão tem acesso ao Pai através de Jesus (veja Romanos 5:2; Efésios 2:18 e 3:12) e deve ajudar aos outros que estão perdidos.
• ações de graças: agradecimento por tudo que Deus já fez. 

A oração certa não pensa em si só, mas é feita em favor de outros. Paulo exortava que as orações fossem feitas em favor de todos, e especificamente em favor das autoridades, a fim de que todos vivessem uma "vida tranqüila" (2:1-2). Deus deseja a salvação de todos, e a vida tranqüila facilita que as pessoas "cheguem ao pleno conhecimento da verdade" para que sejam salvas (2:3-4).

Orando "antes de tudo" daria a Timóteo a perspectiva certa. Ele não precisava lutar para defender a si mesmo, mas para defender a verdade de Deus, a testemunha do sacrifício de Jesus "por todos" (2:5-7). Falsos mestres lutam contra Deus e não contra evangelistas. Por isso, é necessário que os homens orem em santidade, "sem ira e sem animosidade" (2:8). A oração certa é feita para salvação e não para condenação. 

Acerca das mulheres (2:9-15). As mulheres também devem refletir a santidade em suas vidas. A mulher não deve chamar atenção para si com a sua aparência física, mas pelas suas boas obras deve mostrar a sua piedade (2:9-10; veja 1 Pedro 3:1-6).

A mulher piedosa é submissa, e aprende "em silêncio" (2:11). Muitos tropeçam com esta palavra, dizendo que as mulheres têm tanta habilidade quanto os homens para ensinar a palavra de Deus, e por isso seria até errado se elas se mantivessem caladas. Porém, a questão não é de habilidade, e sim de autoridade. Paulo não disse que a mulher não é capaz, mas que ela não é permitida. Sem a permissão de Deus para falar, ela deve manter "silêncio" (2:12; 1 Coríntios 14:34-37). Ainda outros se justificam dizendo que esta palavra reflete as "injustiças" da época contra as mulheres. Porém, Paulo não falava da sua época, mas de uma diferença nos papéis de homens e mulheres desde a criação (2:13-15; veja Gênesis 3:16-17). A mulher piedosa respeitará os limites de Deus.

Perguntas para mais estudo:

Qual o motivo de oração correta? (2:1-8)

A palavra de Deus permite à mulher ensinar ou exercer autoridade de homem? (2:12) Então, é o plano de Deus que a mulher seja pastora? Bispa? 
Paulo revelou filosofias sociais da sua época, ou a palavra de Deus? (2:9-15; veja 1:1)

por Carl Ballard

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