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26 de mar. de 2012
4 de abr. de 2011
O Valor de Uma Alma - Paulo Junior
“(...) Se algum homem tiver cem ovelhas, e uma delas se desgarrar, não irá pelos montes, deixando as noventa e nove, em busca da que se desgarrou?...Digo que maior prazer tem por aquela do que pelas noventa e nove que se não desgarraram. Assim, também, não é vontade de vosso Pai, que está nos céus, que um destes pequeninos se perca." (Mateus 18.12)
Quero compartilhar hoje algo de muitíssima importância e urgência, algo que tem mexido muito comigo nessas últimas semanas: são “as almas perdidas”, e o valor que elas têm!
Esse texto mostra a importância que Cristo dá a elas, daí se tira a conhecida frase: “uma alma vale mais que o mundo inteiro”. Pois o Pastor é capaz de deixar as noventa e nove salvas num aprisco e ir determinadamente atrás dessa única centézima ovelha, tamanho o valor e a importância que Ele dá às Suas ovelhas, mesmo que seja uma só que está se perdendo, Ele não mede esforços para resgatá-la.
Eu te pergunto: quanto vale uma alma? Qual valor você tem dado a elas? Quantas dezenas, centenas e até milhares ao nosso redor estão completamente perdidos, não conhecem o Evangelho, não se converteram, a luz da salvação ainda não brilhou sobre elas, estão entregues a idolatria, espiritismo, feitiçaria, ocultismo, ateísmo, enfim, estão completamente cegas, servindo os deleites e os prazeres da sua carne, enumerando pecados sucessivos que ultrapassam os céus, pessoas que estão totalmente condenadas ao inferno, que a qualquer momento podem morrer e serem imediatamente lançadas lá.
Essas pessoas que estou falando estão ao seu redor todos os dias: é seu pai, sua mãe, seus filhos, entes queridos, seu patrão, colegas de trabalho e escola, vizinhos, ou seja, todos aqueles que você tem contato, e que você sabe que apesar de muitos deles estarem bem socialmente estão perdidos espiritualmente. Eu te pergunto: quanto valor você tem dado a eles? O que você tem feito pela salvação deles?
Jesus disse que você é “sal da terra e luz do mundo”, por acaso já brilhou sobre eles? Expôs o Evangelho? Intercedeu exaustivamente por suas almas? Talvez você não faça isso e os ignore dia após dia por não saber o valor que elas têm. Voce já parou para pensar que eles são almas eternas, que nunca vão morrer, que apenas o corpo vai se desfazer, mas suas almas viverão por toda eternidade e aqueles que estiverem sem Cristo perecerão no tormento eterno, no lago de fogo, sofrendo a ira de Deus.
Meu Deus, eles são indivíduos, têm coração, sentimentos, vontade, assim como nós, devem receber o mesmo valor por suas almas que damos a nossa. Você já imaginou que a eternidade nunca tem fim?Pense no seu patrão, amigo, vizinho, se morrer agora e for para o inferno, ele nunca mais sairá de lá, mesmo que você queira tirá-lo, que orasse por ele, mesmo que ele tente sair, ele jamais conseguirá. Não estou dizendo mil anos, ou um milhão de anos, ou até um bilhão, estou dizendo: para sempre, todo o sempre, um tempo infinito de castigo e sofrimento.
Que coisa terrível! Como você vai conviver com isso: se você estiver vivo e souber que eles morreram e foram condenados e você não fez nada por isso? Já passou por sua cabeça que pode ser a sua mãe a próxima vítima de amanhã? Ou seu pai? Ou seus filhos? E quanto aos familiares idosos? Podem ir a qualquer momento e voce sabe que se eles forem agora a maioria não irá com Cristo.
Reflita: como seria sua vida desse dia para frente sabendo que você estaria vivo, aqui e agora, mas que sua mãe ou pai ou amigos estariam exatamente nesse momento no inferno? Eles estarão lá amanhã, depois de amanhã, daqui um mês, um ano, dez, e assim por diante. Você vai estar vivo sabendo que eles foram para o inferno e sabendo que você não fez nada ou fez muito pouco para a salvação deles. Como você vai ter alegria de viver? Fazer projetos? Como você vai conseguir comer um bife, sabendo que naquele momento que você está comendo sua mãe está no inferno e que nunca mais sairá de lá? Que tragédia tal descrição, mas esta é a mais pura realidade e está acontecendo diariamente em nosso meio!
Você viu a grande responsabilidade que nós temos? E quais as consequências de omitirmos o Evangelho, de deixarmos de pagar um preço violento e intenso pela salvação das almas, agora te pergunto: quantos ao nosso redor já não foram embora? O sangue dessas almas vai nos ser cobrado, veja o que Ezequiel diz: “Quando eu disser ao ímpio: Certamente morrerás; e tu não o avisares, nem falares para avisar o ímpio acerca do seu mau caminho, para salvar a sua vida, aquele ímpio morrerá na sua iniquidade, mas o seu sangue, da tua mão o requererei”. (Ez 3.18).
Mediante tais declarações eu quero te conclamar: pregue o Evangelho, por favor, a todos que estão a sua volta, eu disse “todos”: pessoas na escola, trabalho, vizinhos, comerciantes, todas as quais você se relaciona e convive, não desperdice nenhuma oportunidade, pregue em tempo e fora de tempo. E quanto aos familiares, ah...nossos familiares, meu Deus do céu, todos eles têm que estar conosco na glória, têm que ser salvos, pague um preço descomunal por eles, pregue a eles querendo eles ou não, ore, jejue, sinta dores de parto por eles até que se convertam. Não desista de nenhum deles, enquanto estiverem vivos há esperança para sua salvação.
Eu tenho certeza que fazendo assim e se esforçando, você livrará centenas e até milhares delas da condenação. Esse é o valor que temos que dar as almas: um valor eterno.Mudemos nossa concepção acerca das pessoas, deixemos de tratá-las como meros indigentes e sim como almas valiosíssimas, pessoas que valem mais que o mundo inteiro. Aliás, sabe qual seu preço? Sabe qual o seu valor? Cristo é o seu preço. Uma alma vale tanto que não tinha na Terra algo suficiente para pagar por ela, a moeda teve que vir do céu e não foi qualquer coisa do céu: anjos, arcanjos ou querubins, foi o próprio Filho de Deus que desceu e se entregou por ela, esse é o valor que tem uma alma.
Vá agora. Pregue o Evangelho e rogue pela salvação das preciosas almas, e assim seja.
Pr. Paulo Junior
www.aliancadocalvario.com
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27 de fev. de 2011
Mortífero Matadouro de Almas - João Calvino
Concepções Errôneas sobre a Natureza da Igreja
Com seu dilema, não tão prementemente nos arrocham que nosforcem a confessar, ou que a Igreja esteve por algum tempo semimorta, ou que agora estejamos nós em conflito com a Igreja. A Igreja de Cristo certamente tem estado viva, e viva continuará por quanto tempo Cristo reinar à destra do Pai, por cuja mão é ela sustentada, por cuja proteção é guardada, por cujo poder ela retém sua intangibilidade.
Pois ele cumprirá, indubitavelmente, o que uma vez prometera,a saber, que haverá de estar com os seus até a consumação do mundo [Mt 28.20]. No momento não sustentamos contra ela nenhuma luta, uma vez que, em pleno consenso com todo o corpo dos fiéis, cultuamos e adoramos ao Deus único e a Cristo, o Senhor [1Co 8.6], nos moldes em que tem sido sempre adorado por todos os piedosos. Entretanto, eles não se desviam pouco da verdade, quando não reconhecem nenhuma Igreja senão aquela que descortinam pela visão natural e a tentam circunscrever aos limites a que, de modo algum, foi elaconfinada.
A controvérsia gira nestes gonzos: primeiro, que eles contendem dizendo que a forma da Igreja é sempre concreta e visível; segundo, que identificam a própria forma com a sé da igreja romana e a ordem de seus prelados. Nós afirmamos, em contrário, não só que a Igreja pode subsistir sem nenhuma expressão visível, nem que ela contém a forma nesse esplendor externo que estultamente admiram, mas, em marca bem diferente, a saber, na pregação pura da Palavra de Deus e na legítima administração dos sacramentos.
Eles se exasperam quando nem sempre podem apontar a Igreja com o dedo. Quão freqüentemente, porém, aconteceu de ela deformar-se ante o povo judeu a tal ponto que não podia ser distinguida por nenhuma aparência? Que forma pensamos haverela refulgido, quando Elias deplorava por ter ficado sozinho? [1Rs 19.14]. Quanto tempo, desde a vinda de Cristo, ela ficou obscura e sem forma? Quantas vezes, desde essa época, ela foi de tal modo oprimida por guerras, por revoltas, por heresias, que em parte alguma fosse contemplada com esplendor? Se porventura tivessem vivido nesse tempo, teriam crido existirentão alguma Igreja? Elias, porém, ouviu que foram conservados sete mil homens que não tinham dobrado os joelhos diante de Baal [1Rs 19.18]. Tampouco nos deve pairar alguma dúvida de que Cristo sempre reinou na terra, desde que subiu ao céu. Com efeito, se então os piedosos houvessem requerido alguma forma perceptível aos olhos, porventura não teriam prontamente cedido ao desânimo?
Aliás, já em seu século, Hilário havia considerado ser um mal superlativo que, tomados de estulta admiração pela dignidade episcopal, não se apercebiam que se ocultava por debaixo dessa máscara mortífera e sinistra, porque assim fala contra Auxêncio: “De uma coisa vos advirto: Guardai-vos do Anticristo! Pois é mal que de vós se haja apoderado o amor às paredes, mal que venerais a Igreja de Deus em tetos e edifícios, mal que sob essascoisas introduzis o nome de paz. Porventura é passível de dúvida que nestes o Anticristo haverá de assentar-se? A mim mais seguros são as montanhas, as florestas, os lagos, os cárceres e as furnas. Pois nestes, profetiza o Profeta, ou habitam, ou são lançados.”
Entretanto, o que hoje o mundo venera em seus bispos cornudos, senão que presume serem santos prelados da religiãoaqueles a quem vê presidirem às cidades de maior renome? Fora, portanto, com tão estulta admiração! Antes, pelo contrário, uma vez que só ele sabe quem são os seus [2Tm 2.19], permitamos ao Senhor isto: às vezes ele até mesmo priva a visão dos homens da percepção exterior de sua Igreja. Confesso que isso é o que merece a impiedade dos homens; por que porfiamosnós em opornos à justa vingança de Deus? Em moldes como esses, o Senhor puniu em tempos idos a ingratidão dos homens. Ora, visto que não quiseram obedecer-lhe à verdade, e sua luz extinguiram, quis ele que, tornando-se cegos em seu entendimento, não só fossem enganados por falsidades absurdas, mas ainda imersos em trevas profundas, de tal sorte que não se evidenciasse nenhuma expressão exterior da verdadeira Igreja.
Contudo, em todo o tempo em que ela foi extinta, ele preservou os seus, ainda que não só dispersos, mas até mesmo submersos em meio aos erros e às trevas. Nem é de admirar, pois, que soube preservá-los tanto na própria confusão de Babilônia, quanto na chama da fornalha ardente.
Entretanto, o fato de quererem julgar a forma da Igreja em função de não sei que vã pompa, o quanto isso é perigoso, e para que a exposição não se prolongue desmedidamente, o indicarei em poucas palavras, em vez de tecer-lhe longa consideração.
O pontífice, insistem, que ocupa a sé apostólica, e quantos foram por ele ungidos e consagrados sacerdotes, uma vez que sejam assinalados por suas mitras e báculos, representam a Igreja e devem ser tidos como a Igreja. Por isso eles não podem errar. Por quê? Porque são pastores da Igreja e consagrados ao Senhor. E porventura Arão e os demais guias de Israel não eram pastores? Contudo Arão e seus filhos, já investidos sacerdotes, no entanto erraram quando forjaram o bezerro [Ex 32.4]. Segundo este raciocínio, por que não teriam representado a Igreja aqueles quatrocentos profetas que mentiam a Acabe? [1Rs 22.11, 12]. A Igreja, porém, estava do lado de Micaías, por certo um homem sozinho e desprezível, de cuja boca, entretanto, procedia a verdade.
Porventura os profetas não levavam diante de si não só o nome, como também a forma da Igreja, quando à uma se insurgiram contra Jeremias e, ameaçadores, se jactavam de que não era possível que a lei perecesse ao sacerdote, o conselho ao sábio, a palavra ao profeta? [Jr 18.18]. Jeremias é enviado sozinho contra toda essa horda de profetas, para que da parte do Senhor denunciasse que acontecerá que a lei perecerá ao sacerdote, o conselho ao sábio, a palavra ao profeta! [Jr 4.9].
Por acaso não refulgia tal esplendor naquela assembléia que os sacerdotes, os escribas e os fariseus reuniram a fim de captar pareceres acerca de como tirariam a vida a Cristo? [Mt 26.3, 4; Jo 11.47-53; 12.10]. Que se vão agora e se apeguem à máscara exterior, e assim se façam cismáticos a Cristo e a todos os profetas de Deus; por outro lado, que façam dos ministros de Satanás órgãos do Espírito Santo! Ora, se estão falando a sério, respondam-me em boa fé: entre que agentes e lugares pensam que a Igreja residia depois que, por decreto do Concílio de Basiléia, Eugênio foi deposto e alijado do pontificado e Amadeu investido em seu lugar?
Ainda que se arrebentem, não podem negar que, no que tange à exterioridade, esse Concílio foi legítimo, além de tudo convocado não apenas por um pontífice, mas por dois. Eugênio foi ali condenado de cisma, rebelião e contumácia, juntamente com todo o bando de cardeais e bispos que haviam com ele maquinado a dissolução do Concílio. Entretanto, mais tarde apoiado no favor dos príncipes, recuperou integralmente o pontificado. Em fumaça se desfez essa eleição de Amadeu, solenemente consumada que fora pela autoridade de um sínodo geral e sacrossanto, exceto que o supracitado Amadeu foi aplacado em virtude de um chapéu cardinalício, como um cão a ladrar se cala quando lhe é tirado naco de carne. Do grêmio desses hereges rebeldes e contumazes procedeu tudo quanto em seguida tem havido de papas, cardeais, bispos, abades, padres.
Neste ponto, impõe-se agarrá-los e imobiliza-los. Pois, a qual das duas facções conferirão o nome de Igreja? Porventura negarão que foi esse um Concílio Geral, de nada carecendo quanto à majestade exterior, já que, em verdade, foi solenemente convocado por duas bulas, consagrado mediante o legado da sé romana a presidi-lo, em todas as coisas devidamente conformado às normas regulamentares, a conservar-se sempre na mesma dignidade até o fim? Declararão Eugênio cismáticos com toda sua coorte, pela qual foram todos consagrados? Portanto, ou definam a forma da Igreja em outros termos, ou, por mais numerosos que sejam, serão por nós tidos comocismáticos quantos, cônscia e deliberadamente, foram ordenados por hereges.
E se nunca antes se fizesse evidente que a Igreja não se prende a pompas externas, eles próprios podem dizer-nos que dissoconstitui prova abundante, visto que, sob esse pomposo nome de Igreja, por tanto tempo orgulhosamente se apregoaram ao mundo, quando, entretanto, não passavam de pestes mortíferas à Igreja. Não estou me referindo a seus costumes e àqueles atos hediondos de que empanturra o viver de todos, quando, como os fariseus, dizem que devem ser ouvidos, não imitados [Mt 23.3].
Se devotares um pouco de teu lazer a ler estas nossasponderações, sem sombra de dúvida reconhecerás que a própria,sim, a própria doutrina, à base da qual argúem que devem ser tidos como sendo a Igreja, não passa de mortífero matadouro de almas, tocha incendiária, ruína e destruição da Igreja.
14 de jan. de 2011
O Que Custa Ser Conquistador de Almas - C.H. SpurgeonPostado por Charles Spurgeon / On : 14:17/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.
Quero dizer uma palavra aos que estão tentando levar almas a Jesus. Vocês aspiram a ser úteis e oram por isto. Sabem o que isto envolve? Têm certeza? Preparem-se, então, para ver e sofrer muitas coisas que prefeririam não conhecer. Experiências que lhes seriam pessoalmente desnecessárias virão a ser o seu quinhão, se o Senhor os utilizar para a salvação de outros. Uma pessoa comum pode repousar em seu leito todas as noites, mas o médico não, pois pode ser chamado a qualquer hora. O lavrador pode ficar tranqüilo, acomodado junto da lareira, mas o pastor tem que estar fora, junto com os cordeiros, suportando por causa deles todas as variações do tempo. É como nos diz o apóstolo Paulo: 44Por esta razão, tudo suporto por causa dos eleitos, para que também eles obtenham a salvação que está em Cristo Jesus com eterna glória". Por esta causa seremos levados a passar por experiências que nos surpreenderão.
Alguns anos atrás padeci terrível depressão de espírito. Sucederam-me certos acontecimentos aflitivos. Já não estava bem, e o meu coração abateu-se dentro de mim. Das profundezas fui forçado a clamar ao Senhor. Pouco antes disso, fui a Mentone para repouso. Sofri muito no corpo, mas muito mais na alma, pois meu espírito estava esmagado. Sob essa pressão preguei um sermão baseado nas palavras: "Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" Eu estava preparado para pregar sobre aquele texto como jamais esperaria estar. Na verdade, espero que poucos dos meus irmãos tenham penetrado tão profundamente naquelas confrangedoras palavras. Senti na plenitude da minha capacidade o horror de uma alma abandonada por Deus. Não foi uma experiência desejável. Tremo só de pensar em ter de passar outra vez por aquele eclipse da alma. Oro no sentido de que nunca mais sofra desse modo, a não ser que disso pendam os mesmos frutos.
Aquela noite, depois do sermão, entrou no gabinete pastoral um homem quase tão endoidecido como poderia estar sem ser metido num manicômio. Os olhos pareciam prestes a saltar das órbitas. Disse que teria chegado ao desespero total se não tivesse ouvido aquele discurso, o qual o fizera ver que vivia ao menos um homem que compreendia os seus sentimentos e podia descrever a sua experiência. Falei com ele, procurei animá-lo e lhe pedi que voltasse segunda-feira à noite, quando eu poderia dispor de um pouco mais de tempo para conversar com ele. Tornei a vê-lo, e lhe disse que me dava esperança, e que me alegrava ao ver que a palavra pregada fora tão apropriada para o seu caso. Ao que parece, recusou o consolo que lhe ofereci e, todavia, tive consciência de que a preciosa verdade que ele ouvira estava agindo em sua mente, e que a tempestade de sua alma logo cessaria, dando lugar a uma profunda calma.
Ouçam agora a seqüência daquilo. A noite passada eu preguei, por incrível que possa parecer isto, sobre as palavras: "O Todo-poderoso que me amargurou a alma", e depois veio falar comigo aquele mesmo irmão que me havia procurado cinco anos antes. Desta vez, o seu aspecto era tão diferente, como o dia difere da noite, ou como a vida da morte. Disse-lhe: " Alegra-me vê-lo, pois muitas vezes tenho pensado em você, perguntando-me se teria alcançado paz perfeita". Ora, contei-lhes que fui a Mentone e esse irmão tinha ido para o campo, de modo que não nos encontramos durante cinco anos. A minhas perguntas o irmão respondeu: " Assim foi. O senhor disse que eu dava esperança, e estou certo de que ficará contente ao saber que, desde aquele dia até hoje, tenho andado à luz do sol. Está mudado tudo comigo, tudo transformado". Caros amigos, quando vi aquele homem em desespero, louvei a Deus pelo fato de que a minha terrível experiência me preparara para compadecer-me dele numa verdadeira empatia e para guiá-lo. Mas ontem à noite, quando o vi completamente recuperado, o meu coração transbordou de gratidão a Deus por aquelas aflições que eu sofrerá. Iria cem vezes até às profundezas para dar alento a um espírito deprimido. Foi bom eu ter sofrido aflições, para aprender a dizer uma palavra oportuna a um coração angustiado.
Suponhamos, irmão, que mediante uma penosa operação o seu braço direito pudesse ficar um pouco mais comprido; não creio que você se submeteria tranqüilo e sereno à operação. Mas se previsse que, submetendo-se à dor, poderia alcançar e salvar homens que estão para afogar-se, e que doutro modo afundariam diante dos seus olhos, creio que se disporia de boa vontade a suportar a agonia, e que pagaria pesada quantia ao cirurgião para poder qualificar-se para o resgate dos seus semelhantes. Reconheçamos, pois, que para adquirir o poder necessário a fim de conquistar almas para Cristo, teremos que passar pelo fogo e pela água, pela dúvida e pelo desespero, por tormentos mentais e angústias da alma. Naturalmente, a experiência não será idêntica para todos, e talvez nem mesmo para dois de vocês, pois a sua preparação será de acordo com a obra que lhes for confiada. Terão que entrar nas chamas, se tiverem que retirar outros do fogo, e deverão mergulhar nas correntezas, se lhes couber tirar outros das águas. Ninguém pode utilizar uma escada de incêndio para resgate, sem se sentir queimar pelas chamas, e ninguém pode manobrar um barco salva-vidas sem que as ondas o cubram. Se cabe à José preservar a vida dos seus irmãos, ele próprio precisa descer ao Egito. Se a Moisés incumbe conduzir o povo através do deserto, primeiro tem de passar quarenta anos ali com o seu rebanho. É verdade o que disse Payson: "Se alguém pede que dele se faça um ministro de sucesso, não sabe o que pede; e lhe convém considerar se pode beber o amargo cálice de Cristo e ser batizado com o batismo que Ele recebeu",
O que me levou a pensar nisto, foi a oração que o nosso dileto irmão Levinsohn acaba de elevar a Deus. Como percebem, ele é descendente de Abraão e deve sua conversão a um missionário urbano que é da mesma nacionalidade dele. Se aquele missionário não fosse judeu, não teria conhecido o coração do jovem estrangeiro, nem teria conseguido que ele desse ouvidos à mensagem do evangelho. Normalmente os homens são ganhos para Cristo mediante instrumentos adequados, e esta adequação muitas vezes está no poder da empatia. A chave abre a porta porque encaixa no buraco da fechadura; um sermão, toca o coração porque vai de encontro ao seu estado. Eu e vocês temos que ser amoldados e adaptados a todos os tipos e formas de coração e mente. É bem como Paulo diz: "E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus, para os que estão debaixo da lei, como se estivera debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei. Para os que estão sem lei, como se estivera sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para os que estão sem lei. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns". É preciso que esses processos operem em nós também. Recebamos alegremente o que quer que o Espírito Santo faça em nossos espíritos para que assim sejamos abençoados para o bem dos nossos semelhantes. Irmãos, venham depositar tudo sobre o altar! Obreiros, entreguem-se às mãos do Senhor! Os delicados e finos talvez precisem de um impactopoderoso para que possam beneficiar os rudes e ignorantes. Osinteligentes e instruídos que se façam de tolos para poderem ganhar tolos para Jesus, porquanto os tolos precisam ser salvos, e muitos deles não serão salvos a não ser por meios que os doutos não apreciam.
Com que excelência alguns se lançam ao trabalho, quando o de que se necessita talvez não seja finura, mas energia! Por outro lado, quão violentos se mostram alguns, quando é necessário agir com tato e gentileza, e não com agressividade! Isto é matéria para aprendizagem. Devemos receber treinamento para isto, como os cães são treinados para seguir a caça. Eis um tipo de experiência: o colega é elegante. Seu desejo é falar fervorosamente, mas também há de fazê-lo de maneira primorosa. Escreveu um sermão muito bem preparado, e pôs em ordem suas anotações em cuidadoso esboço. Mas que pena! Deixou em casa o precioso documento. Que há de fazer? É demasiado polido paradesistir. Tentará falar. Começa bem e vai até o fim da primeira divisão. "Devagar se vai ao longe, caro senhor." Agora, o que vem? Vejam, ele ergue os olhos, à procura da segunda divisão. Que se deve dizer? Que se pode dizer? O bom homem se debate daqui e dali, mas não consegue nadar. Luta para alcançar a terra, e quando sai da água dá para ouvi-lo dizer mentalmente: "Essa é a minha última tentativa". Mas não é. Volta a falar. Vai ganhando confiança. Desenvolve-se e se torna orador que impressiona bem. Humilhações como essas, porém, o Senhor prepara para ele a fim de que venha a realizar o seu trabalho com eficiência. No início da nossa carreira de pregadores, somos finos demais para sermos adequados, ou grandes demais para sermos bons. Precisamos servir de aprendizes para aprendermos o nosso ofício. O lápis é totalmente inútil, enquanto não for apontado. É preciso cortar o belo invólucro de cedro. Então o grafite interno que risca e escreve desempenhará bem a sua função.
irmãos, a navalha da aflição é afiada, mas salutar. Vocês não terão prazer nela, mas a fé poderá lhes ensinar a dar-lhe valor. Não estariam dispostos a passar por qualquer prova, se por algum meio possam salvar alguns? Se não for este o seu espírito, melhor seria ficarem em sua fazenda ou no seu comércio, pois sem estar disposto para sofrer tudo, dentro dos limites possíveis, ninguém jamais conquistará uma alma para Deus.
Quanto medo pode ser que se tenha de sofrer! Contudo, esse medo pode ajudar a comover a alma e a colocá-la na disposição certa para o trabalho. Ao menos, pode levar o coração a orar, e só isto já é grande parte do preparo necessário. Um bom homem descreve assim uma das suas primeiras tentativas de fazer visita com o propósito de falar pessoalmente com indivíduos a respeito da condição espiritual deles: "Enquanto caminhava para a residência daquelas pessoas, ia pensando em como introduzir o assunto, e em tudo o que diria. E durante o percurso todo, estava tremendo e inquieto. Ao chegar à porta, foi como se eu fosse me afundar no meio das pedras. Foi embora a minha coragem. Erguendo a mão para a aldrava, ela caiu de novo, sem tocá-la. Afastei-me uns passos, de puro medo. Um momento de reflexão impulsionou-me de novo à aldrava, e entrei na casa. As frases que pronunciei e a oração que fiz foram muito entrecortadas. Mas estou muito grato, muito mesmo, pelo fato de que os meus temores e a minha covardia não prevaleceram. “O gelo foi quebrado"! Esse processo é natural e o seu resultado é altamente benéfico.
Ó pobres pecadores que desejam encontrar o Salvador! Jesus morreu por vocês, e agora Seu povo vive para vocês. Nós não podemos oferecer um sacrifício expiatório por vocês; não é preciso que nós o façamos. Todavia, alegremente faríamos sacrifícios pelo bem das suas almas. “Vocês ouviram o que o nosso irmão acaba de dizer em sua oração: ''Faríamos qualquer coisa, seríamos qualquer coisa, daríamos qualquer coisa e sofreríamos qualquer coisa para podermos levar-lhes a Cristo". Afirmo-lhes que muitos de nós nos sentimos exatamente assim. Acaso não se preocupam consigo mesmos? Seremos nós zelosos quanto às suas almas, e irão vocês menosprezá-las? Sejam mais sábios, eu lhes peço que a sabedoria infinita os leve agora mesmo aos pés do nosso amado Salvador. Amém.
The Soul Winner
15 de out. de 2010
As Pressupostas Faculdades da alma e sua função - J. Calvino
Visto que já dissemos pouco antes que as faculdades da alma estão sediadas na mente e no coração, consideremos agora de que poder se reveste uma e outra dessas partes do ser. Na verdade os filósofos imaginam com avultado consenso que é na mente que se radica aRazão, a qual, à semelhança de uma lâmpada, ilumina a todas as decisões, e à maneira de uma rainha governa a vontade. Pois, a tal ponto supõem ter sido a mesma banhada da luz divina para que possa decidir com muito acerto, e nesse poder exceler a tal pontoque possa reger com muita eficiência. Em contraposição, imaginamque a sensibilidade está tão embotada e tão eivada de obtusidade de visão, que sempre rasteje ao solo e se revolva nos mais vis objetos, nem jamais se
alce ao verdadeiro discernimento; o apetite, se porventura consegue obedecer à razão, nem se deixa sujeitar à sensibilidade, é levado ao cultivo das virtudes, a reta via conserva e em vontade se conforma; se entretanto se entrega à servidão da sensibilidade, é por ela a tal ponto corrompido e depravado, que degenera em concupiscência.
E como, segundo a opinião deles, dentro em nós subsistem plenamente essas faculdades da alma que acima referi – intelecto, sensibilidade e apetite ou vontade –, sendo esta última designação já agora recebida em uso mais vulgarizado, postulam esses filósofos que o intelecto é dotado da razão, a mais sublimada gestora para se viver bem e afortunadamente, contanto que o próprio intelecto se sustenha em sua excelência e dê vazão à força de natureza a si conferida. Seu impulso inferior, porém, que se denomina sensibilidade, mercê da qual o homem é arrastado ao erro e ao engano, é tal que pode ser domado e aos poucos quebrantado pela palmatória da razão. Além disso, a meio caminho entre a razão e a sensibilidade colocam a vontade, naturalmente senhora de seu direito e de sua liberdade, seja que lhe apraza obedecer à razão, seja prostituir-se à sensibilidade, para ser delaviolentada.
A VONTADE HUMANA, NA OPINIÃO DOS FILÓSOFOS, É LIVRE E SOBERANA
Com efeito, convencidos pela própria experiência, é verdade que os filósofos de vez em quando não negam com quão grande dificuldade o homem firma em si o reinado à razão, enquanto ora é afagado pelos engodos dos prazeres, ora é iludido pela aparência decoisas boas, ora é violentamente combatido por impulsos imoderados e, como o diz Platão, como que por cordas ou correias puxado em direções diversas.8 Pela mesma razão, também diz Cícero que aquelas fagulhas dadas pela natureza são, dentro em pouco, extintas pelas opiniões corruptas e pelos maus costumes.
Quando, realmente, enfermidades desta natureza uma vez se assenhorearam das mentes dos homens, confessam grassarem elasmais virulentamente do que seja possível facilmente debelá-las; nem hesitam em compará-las a cavalos bravios que, alijada a razão, qual um cocheiro atirado fora da carruagem, se entregam, desenfreada e desmedidamente, à licenciosidade.
Isto, contudo, determinam além de controvérsia: as virtudes e os vícios estão em nosso poder. Ora, dizem eles, se é de nossa escolha fazer isto ou aquilo, logo também o não fazê-lo. Por outro lado, se é de nossa escolha o não fazê-lo, logo é também fazê-lo. Mas parecemos fazer de livre escolha as coisas que fazemos e absternos daquelas das quais nos abstemos.10 Portanto, se algo de bom fazemos quando nos apraza, podemos igualmente deixar de fazê-lo; se algo de mau perpetramos, podemos também evitá-lo. E alguns deles se têm arrojado até ao ponto de desbragamento: se jactam de que é certamente obra dos deuses que vivemos; nossa, entretanto,
que vivemos bem e santamente. Donde também essa observação de Cícero, na pessoa de Cotta, de que, porquanto cada um adquire a virtude para si, ninguém dentre os sábios jamais rendeu graças a Deus a respeito dela. “Pois somos louvados em razão de nossavirtude”, diz ele, “e em nossa virtude nos gloriamos, o que não aconteceria, se ela fosse dádiva de Deus, e não procedesse de nósmesmos.” E, pouco depois: “Este é o parecer de todos os mortais: que a Deus se deve pedir sorte, e que sabedoria se deve obter de si próprio.”
Portanto, esta é a suma da opinião de todos os filósofos: que para a reta direção do ser basta a razão do intelecto humano; que avontade a ela subjacente é, com efeito, pela sensibilidade solicitada às coisas más. Entretanto, visto que tem livre escolha
de modo algum pode ser impedida de por tudo seguir a razãocomo guia.
5 de out. de 2010
Qual é a Condição das Almas no Céu? - William Hendriksen
Apocalipse 7.9-17
1. Sua Condição
Nunca será suficiente o bastante enfatizar que os redimidos no céu, no momento entre sua morte terrena e sua completa ressurreição, não tenham contudo atingido a última glória. Eles estão vivendo no que geralmente é chamado de “o estado intermediário”, não contudo o estado final. Embora, certamente, eles estejam serenamente felizes, a felicidade delas não é contudo completa.
Sobre este assunto o Dr. H. Bavinck se expressa como segue (minha tradução):
“A condição do santificado no céu, embora sempre tão gloriosa, tem um caráter provisório, e isto por várias razões:
a. Eles estão agora no céu, e limitados a este céu, e não contudo em posse da terra que junto com o céu lhes foi prometida como uma herança.
b. Além disso, eles estão privados de um corpo, e esta existência incorpórea não é... um lucro, mas uma perda. Não é um acréscimo, mas uma diminuição do ser, visto que o corpo pertence à essência do homem.
c. E, finalmente, a parte nunca pode estar completa sem o todo. Somente se relacionando à comunhão de todos os santos que a abundância do amor de Cristo pode ser conhecida (Ef 3.18). Um grupo de crentes não pode ser aperfeiçoado sem o outro grupo (Hb 11.40)”. ( Gereformeerde Dogmatiek , terceira edição, Vol. 4, págs. 708, 709)
Nisto nós estamos de comum acordo. Mas isso não significa que entre este estado intermediário e o estado final (depois da ressurreição) há um intervalo completo, um total contraste. Pelo contrário, da mesma maneira que há em muitos aspectos imediatamente uma continuidade entre nossa vida aqui e nossa vida no céu após à morte (veja, por exemplo, João 11.26; Apocalipse 14.13), então também há continuidade entre aquele estado intermediário e o estado final. Estaria então definitivamente errado dizer à respeito dos símbolos das Escrituras que descrevem o estado final que estes não têm nada para nos falar à respeito do estado intermediário. A dourada Jerusalém realmente pertence ao futuro mas também ao presente, até onde este presente pressagie o futuro. (Esta é a posição que eu mantive em meu livro More Than Conquerors, an Interpretation of the Book of Revelation ; veja especialmente as páginas 238 e 243, a qual eu ainda apoio.)
Pensando nisto é então completamente legitimo usar Apocalipse 7.9-17 como base para um estudo sobre o estado intermediário.
Agora, muitas das características achadas aqui em Apocalipse 7 são de um caráter negativo. Nós aprendemos que os redimidos são libertos de todo provação e sofrimento, de toda forma de tentações e perseguição: nunca mais fome, sede, ou calor. Ainda, também há características positivas. O Cordeiro é o seu Pastor. O Cordeiro conduz o rebanho dele às fontes da água da vida. Esta água simboliza a vida eterna, a salvação. As fontes de água indicam a fonte da vida, para que através do Cordeiro os redimidos tenham uma comunhão eterna e ininterrupta com o Pai. Finalmente, o toque mais doce de tudo: “E Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima”. Não só as lágrimas são enxugadas, ou até mesmo enxugadas fora ; eles são enxugados fora dos olhos, de forma que nada mais que alegria perfeita, felicidade, glória, doçura, comunhão, vida abundante, sobre. E o próprio Deus é o Autor desta perfeita salvação.
2. Sua Atividade
a. Eles descansam. Veja em Apocalipse 14.13. O corpo, certamente, está em repouso no sepulcro e espera o dia da ressurreição. Mas a alma agora descansa da competição da vida, do trabalho pesado, de se entristecer, da dor, de sua angústia mental e especialmente de seu pecado!
b. Eles vêem a face de Cristo. Veja em Apocalipse 22.4 (claro que, isto será verdade em uma sensação até mais completa após a ressurreição). Os olhos dos redimidos (sim, até mesmo as almas têm olhos; quem negará isto?) são dirigidos à Cristo, como a revelação da Trindade de Deus. Aqui nesta vida terrena nossos olhos são desviados freqüentemente para longe de Cristo. Desta forma, uma pessoa é lembrada como a famosa pintura de Goetze (“Menosprezado e Rejeitado dos Homens”) em qual você nota como todos os olhos são virados longe das dilacerações por lança e da coroa de espinhos do Salvador. Mas no céu nosso Senhor será o mesmo centro de interesse e atenção, porque ele será todo glorioso, e nós já não seremos egocêntricos. Nós não poderemos virar nossos olhos para longe dele.
c. Eles ouvem. Eles não ouvirão os coros gloriosos e hinos descritos no livro de Apocalipse? Cada um dos redimiram não ouvirá o que todos os outros redimidos, ou que os anjos, e o que Cristo lhes tem a falar?
d. Eles trabalham. “Os seus criados o servirão”. Haverá uma grande variedade de trabalho, como está claro em tais versículos como Mateus 25.21, e concluímos também em 1 Coríntios 15.41, 42. Será um trabalho feito com bom grado, alegremente. Não diga que este trabalho é impossível contanto que as almas estejam sem os seus corpos. Os anjos - que também não têm nenhum corpo - não são enviados para realizar tarefas?
e. Eles se regozijam. Porque toda tarefa os estará assim satisfazendo completamente e restaurando, os redimidos cantam enquanto trabalham. Este canto também irá, obviamente, ser diferente após a ressurreição. Ainda assim, não é possível para almas louvar Deus? Não é possível para os redimidos terem “hinos em seus corações?” Além disso, eles entraram “na alegria de seu Senhor !”
f. Eles vivem. Até mesmo durante o estado intermediário o redimido realmente está vivo. Eles não estão sonhando. Nós não devemos conceber estas almas como sombras silenciosas que deslizam por ai. Não, eles vivem e regozijam em uma comunhão abundante e glorioso (sobre qual nós esperamos dizer mais tarde, no capítulo 13). Além disso, é com Cristo que eles vivem. Onde quer que você o ache, você os achará. Tudo que ele faz eles fazem (até onde para eles é possível fazer). Tudo que ele tem, ele compartilha com eles. Se você deseja provas veja em Apocalipse 3.12; 3.21; 4.4; cf. 14.14; 14.1; 19.11; cf. 19.14; 20.4.
g. Eles reinam . Eles compartilham com Cristo em sua glória real.
25 de set. de 2010
Puritanos – Médicos da Alma
- Os fazendeiros puritanos eram famosos por arar sulcos retos na terra, algo que eles conseguiam alinhando duas árvores em seu campo de visão. De forma similar, podemos nos nivelar à prática puritana do aconselhamento para nos ajudar a adotar métodos de aconselhamento contemporâneos que sejam biblicamente precisos. Os pastores puritanos, conhecidos como médicos da alma, representam na história da Igreja "a primeira escola protestante de aconselhamento bíblico". Assim sendo, um primeiro passo importante na recuperação de uma abordagem bíblica de aconselhamento é compreender a essência dos princípios e da doutrina puritana.
QUEM FORAM OS PURITANOS?
Na crença popular, o termo puritano traz consigo a imagem de um estraga-prazeres austero, pedante, farisaico, um caçador de bruxas. Mas nada poderia estar mais distante da realidade histórica. Embora utilizado originalmente como rótulo degradante, o termo puritano simplesmente (-) denotava aquele que queria purificar a adoração da Igreja e a vida dos santos. O puritanismo inglês surgiu por volta de 1560. Apareceu pela primeira vez como movimento de reforma litúrgica, mas rapidamente se expandiu, tornando-se uma forma distinta de se ver a vida cristã. O fenômeno puritano poderia ser definido como um movimento na Igreja da Inglaterra, da metade do século 16 até o começo do século 18 que buscou reformulação na vida da Igreja e purificação na vida dos crentes, individualmente. Era calvinista quanto à teologia e pietista em sua maneira de enxergar as coisas.
Sabemos ter havido vários movimentos de reforma na história da Igreja, mas o que destaca o movimento dos puritanos dentre os demais é seu compromisso radical de viver para a glória de Deus. Nesse sentido, ninguém conseguiu resumir o caráter puritano de forma mais eloqüente que J. I. Packer:
Os puritanos foram almas grandiosas servindo a um grande Deus. Neles, fundiam-se a paixão bem definida e a compaixão de um coração afetuoso. Visionários e práticos, idealistas e realistas também, norteados por metas e metódicos, eles foram crentes magníficos, gente de muita esperança, valorosos obreiros, e grandes sofredores. Mas seus sofrimentos, nos dois lados do oceano (na antiga Inglaterra, nas mãos das autoridades e na Nova Inglaterra, à mercê dos elementos), amadureceram-nos e tornaram-nos experientes, a ponto de adquirirem uma estatura nada aquém de heróica... as batalhas dos puritanos contra o deserto espiritual e climático no qual Deus os colocara produziram virilidade de caráter, inabalável e destemida, vivendo acima do desalento e dos temores.
Os puritanos ocupam um lugar de grande honra entre o povo de Deus, conclui Packer, porque eles permaneceram "doces pacíficos, pacientes, obedientes, e esperançosos sob pressões e frustrações duradouras e aparentemente intoleráveis".
A estabilidade e a firmeza promotora da honra de Deus que caracterizavam os puritanos é certamente digna de imitação boje, em nossa sociedade apressada, extremamente móvel, de alta tecnologia, autogmtificadora. Essas mesmas características também permearam a forma bíblica de se ver o aconselhamento. Para se compreender o aconselhamento puritano, e dessa forma imitar sua prática, precisamos destacar certos elementos de seu pensamento, incluindo a visão que tinham das Escrituras, de Deus, do homem, e do pecado.
Ken L. Sarles
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"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"
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