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4 de nov. de 2011

Idolatria, uma prática enganosa - Hernandes Dias Lopes


O único meio de salvação, mediação, e aproximação de DEUS é o Senhor Jesus Cristo, que derramou seu sangue em favor daquele que verdadeiramente nEle crê!

(Isaías 42:8) Eu sou o SENHOR; este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor às imagens (santos). 
(Levítico 26:1) Não fareis para vós ÍDOLOS, nem vos levantareis IMAGEM de escultura, nem ESTÁTUA, nem poreis PEDRA FIGURADA na vossa terra, para inclinar-vos a ela; porque eu sou o SENHOR vosso Deus.

5 de jun. de 2011

Desligue seu ídolo (introdução)


Esta postagem não é contra possuir uma TV, mas contra ela possuir você.

Introdução

“O primeiro passo é reconhecer a necessidade de nos tornarmos mais devotos. Temos que reconhecer que existem muitas coisas que nos roubam tempo e atenção no nosso dia-a-dia, por isso é necessário escolher uma hora e um local para a reflexão de forma a não sermos bombardeados pela televisão, pelo rádio, pelo telefone ou até pela internet.
Em vez de ocuparmos o nosso tempo com essas coisas superficiais, devemos antes entregar-nos às nossas Bíblias e a Deus num ambiente calmo. Para nos tornarmos mais devotos devemos ser capazes de nos darmos a nós mesmos através da meditação e da leitura da Sagrada Escritura.”

“Ajude o seu povo a desligar a televisão. Há poucas coisas na nossa cultura que nos inibam espiritualmente de tal modo como a televisão o faz. Mesmo os programas apelidados de ‘bons’ são, de uma maneira geral, banais, pouco estimulante do intelecto e estão longe de serem considerados enriquecedores e de cultivarem a capacidade de alegrar-se em Deus. Além disto, se considerarmos o impedimento dos anúncios que acompanham quase todos os programas, não é de estranhar que muitos dos nossos Cristãos praticantes sejam espiritualmente incapazes de ter pensamentos elevados e emoções profundas.”

É fato que gastamos atualmente muito tempo com TV, internet e afins. Não que haja algo errado em ver TV ou acessar a internet. Mas não podemos achar que ler 10 minutos a Bíblia terá muita força contra 2 horas de TV. Como cristãos devemos levar “cativo todo pensamento, para torná-lo obediente a Cristo” (2 Coríntios 10:5). Precisamos entender que:
1) Nossas mentes foram feitas para amarem a Deus.
Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. Marcos 12:3
Se você tem um zelo enorme por Deus e pelas coisas de Deus, mas não tem entendimento de doutrinas básicas, Paulo fala em Romanos 10:1,2 que você não é salvo. Isso é sério! Todo seu zelo é vazio, porque no fim você não está amando a Deus com toda sua mente, levando seu entendimento sujeito a Cristo, mas está pensando conforme a carne, que é inimiga de Deus (Romanos 8:6,7).
Não queremos também cair no outro extremo de amar a Deus com todo entendimento, mas sem toda “força”. Devemos amar a Deus com tudo: vontades, pensamentos, emoções e obras.
2) Nossas mentes devem se encher de pensamentos grandes e nobres.
Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. (Filipenses 4:8)
Isso parece tedioso para você? Talvez seja porque você acha que esse tipo de pensar é semelhante ao anjinho sentado numa nuvem tocando por toda eternidade a mesma música. Deus não deu uma mente para você pensar pouco e pequeno. Deus lhe deu uma mente para você pensar muito e de forma grandiosa sobre a glória de Cristo e o bem da humanidade. Deus lhe chamou para ter pensamentos sobre a beleza dos Atributos de Cristo, pensamentos de como levar as pessoas a este Maravilhoso Salvador, pensamento de como alimentar o faminto, ajudar o pobre, combater a injustiça, pensamentos de como levar o Reino e fazer a Vontade do Pai ser na Terra como é no céu. Uau! Isso é difícil. Por isso que você precisa de toda sua mente. Precisa treiná-la para pensar nessas coisas e não em como vai acabar a próxima novela (aliás, elas acabam todas iguais — sério que você não percebeu?).
3) Nossas mentes devem estar preparadas e prontas para a ação.
Portanto, estejam com a mente preparada, prontos para a ação; sejam sóbrios e coloquem toda a esperança na graça que lhes será dada quando Jesus Cristo for revelado. Como filhos obedientes, não se deixem amoldar pelos maus desejos de outrora, quando viviam na ignorância. Mas, assim como é santo aquele que os chamou, sejam santos vocês também em tudo o que fizerem, pois está escrito: “Sejam santos, porque eu sou santo”. (1 Pedro 1 : 13,14,15,16)
Este “portanto” significa que sua mente deve estar pronta como consequência da pregação do Evangelho e do o alvo da sua fé, a salvação das suas almas. Porque você é salvo, você deve ter a mente preparada. Mas preparada para quê? Para vida de santidade. Para viver a vida alerta de um soldado em guerra, a vida de um trabalhador que espera seu Senhor chegar a qualquer momento. Suas horas de TV e internet têm lhe deixado mais atento a santidade e ao retorno de Cristo ou mais acomodado? Medite nisso.

Iremos postar semanalmente por 1 mês alguns vídeos e textos para orientá-los sobre este tema.
Não Desperdice Sua Mente

Por Vinícius Musselman Pimentel. © Voltemos ao Evangelho Website:voltemosaoevangelho.com
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

16 de abr. de 2011

Ídolos do coração - Andy Wisner - A Fábrica de Ídolos - C. J. Mahaney





A Fábrica de Ídolos
por

C. J. Mahaney

Fazer mais do que definir e brevemente esboçar os conceitos associados com idolatria, é impossível, considerando as páginas disponíveis desta revista. Contudo, é vital que façamos assim, porque idolatria é o problema tratado com mais freqüência nas Escrituras. Seguramente podemos concluir disto, que idolatria é nosso problema mais predominante.
Os expressivos retratos de idolatria das Escrituras - o bezerro de ouro de Arão (Ex.32), o roubo de Raquel dos ídolos do lar de seu pai (Gn. 31) e a exposição vívida de Isaías do absurdo da adoração de ídolo (Is. 44:13-20), por exemplo - tratam de pecados que estão tão presentes em nossos corações, quanto estavam nos dos pagãos e dos adoradores do demônio no Velho Testamento. Sempre que depositamos qualquer porção de nossa confiança, não importando quão pequena, em algo que não seja o próprio Deus, você e eu cometemos atos de idolatria exatamente tão sérios quanto se dobrar diante de uma imagem de madeira grosseiramente talhada. Portanto, idolatria, de um ou de outro tipo, precede cada um de nossos incontáveis pecados.
Trataremos deste tópico, não com o propósito de condenação (a condenação foi abolida para o cristão, graças a completa obra de Cristo), mas para iluminação: um entendimento claro da verdadeira natureza e penetração de nosso própria idolatria. Também procuraremos a definitiva, inegável mudança que se torna possível pela graça de Deus, quando nos conscientizamos da profundidade da nossa inerente propensão para o pecado e depois, em total contraste, da estatura da santidade de Deus.

IDOLATRIA NO SÉCULO 20
“O coração humano é uma fábrica de ídolos”, escreveu Calvino. “Cada um de nós é, desde o ventre materno, experto em inventar ídolos”. De fato, diariamente enfrentamos tentações para criar novos ídolos, nos quais depositamos nossa esperança. Esta esperança e confiança, em qualquer outra coisa, que não Deus, é a essência da idolatria. Ken Sande escreve: “Em termos bíblicos, um ídolo é alguma outra coisa, que não Deus, na qual empregamos nosso coração (Lc.12:29, 1 Co. 10:6), que nos motiva (1 Co. 4:5), que nos controla ou governa (Sl. 119:133), ou a qual servimos (Mt. 6:24)”. Como Richard Keyes salienta, idolatria é extremamente sutil e penetrante: “Toda sorte de coisas são ídolos em potencial, dependendo somente, das nossas atitudes e ações concernentes a elas... Idolatria pode não envolver negações explícitas da existência de Deus ou de Seu caráter. Ela pode vir também, na forma de um afeto excessivo a algo que é, em si mesmo, perfeitamente lícito... Um ídolo pode ser um objeto físico, uma propriedade, uma pessoa, uma atividade, uma posição, uma instituição, uma esperança, uma imagem, uma idéia, um prazer, um herói, qualquer coisa que possa substituir Deus”.
Aqui está João Calvino, de novo: “O mal em nosso desejo, caracteristicamente não repousa no que queremos, mas em o querermos muito”.
Quando um desejo, mesmo por algo não naturalmente mal em si mesmo, se torna um ídolo? Como posso determinar se eu quero alguma coisa exageradamente? Não é difícil de saber.
Faça a si mesmo, as seguintes perguntas: Porque eu quero isto?; qual será minha reação se eu não conseguir o que quero?; e se eu conseguir, mas me for tomado?; em resumo, qual é o proveito do meu desejo?; se ele me é negado, o que acontece no meu coração? continuarei, apaixonadamente, a procurar conformidade com Cristo ou me cercarei de auto-piedade, amargura, malevolência ou queixumes (os quais, no fim das contas, são direcionados a Deus)?
O que ocorre no seu coração quando você não é reconhecido por algum serviço no âmbito de dons? quando lhe negam uma certa posição? quando você é substituído? o que ocorre no seu coração em um conflito de relacionamento?
Como é que nossas reações pecaminosas aos testes de caráter diários e comuns, são, na verdade, antes atos de adoração e obediência direcionados a ídolos, do que a Deus? Muito simples; porque Deus nos ordenou, nas Escrituras, a confiar nEle, o Único Soberano, como fonte suprema da realização de todas as coisas.
Quando um desejo não realizado me tenta, com êxito, a cometer qualquer pecado, seja de discórdia, amargura ou raiva, eu demonstro que estive confiando na realização daquele desejo para alcançar minhas necessidades, ao invés de confiar em Deus. Que estive agindo sobre minha, agora exposta, crença de que eu sei, melhor que Deus, o que é bom para mim. Que nesta área da minha vida, eu destronei Deus e coloquei, no Seu lugar, um ídolo feito por mim e este ídolo, nada mais é do que uma manifestação de uma faceta da minha própria natureza pecaminosa, que se auto glorifica e deifica. Eu substitui o Deus que eu professo, por um falso deus, um deus funcional, um que só pode me prejudicar.

OS MEIOS DE IDENTIFICAR IDOLATRIA



1) As Escrituras.
Em alguns aspectos, idolatria é como qualquer outro pecado: sua fonte é sempre nosso próprio coração (Ez.14:1-7; Tg.1:14). Além do mais, o meio definitivo de identificação é sempre as Escrituras (Hb. 4:12-13). Devemos considerar o que as Escrituras dizem a respeito da idolatria com a maior seriedade. Não é por acaso que o primeiro mandamento dado ao povo de Deus foi “Não terás outros deuses diante de mim” (Ex. 20:3). No Novo Testamento, o termo idolatria especifica, mais comumente, paixão lascívia, desejos carnais, cobiça, etc.




2) O Espírito Santo.
Um segundo meio de identificar idolatria é a convicção do Espírito Santo enquanto perscruta o coração e identifica uma área de idolatria que ainda temos de tratar adequadamente. Examinarmos a nós mesmos não é encorajado nas Escrituras; nós nos enganamos muito facilmente. “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto, quem o conhecerá?” (Jr. 17:9). Precisamos clamar a Deus que nos perscrute e depois, buscarmos ser perceptivos, responsivos e arrependidos, conforme Ele nos revela nosso próprio coração. Nós necessitamos, desesperadamente, da obra persuasiva e iluminadora do Espírito Santo.




3) Um dos outros.
Em terceiro lugar, devemos estar prontos para sermos confrontados por outros, em amor, em condições de identificar e definir nossos ídolos do coração como descritos pelas Escrituras. “Os puritanos sabiam que homens pecadores são demorados em aplicar a verdade a si mesmos”, J. I. Packer nos diz, “ainda que rápidos para ver como ela se aplica aos outros”. Evitemos esta atitude e, ao invés dela, busquemos, conscientemente, a correção uns dos outros, que Deus deseja que recebamos.
Muitas mudanças significativas na minha vida cristã, ocorreram, não quando estava sozinho e empenhado no meu período devocional, mas quando outros foram mandados por Deus, como meio de graça para mim; mais freqüentemente quando minha esposa, ou outro líder com o qual eu sirvo, mostram áreas de pecado na minha vida que são óbvias para eles.
É assustador quão claro meu pecado pode ser para uma outra pessoa, e quão totalmente esquecido eu posso ser quanto ao que se esconde no meu coração.
Recentemente, dois pastores do Covenant Life Church, procuraram corrigir-me sobre um problema que era claro para eles, mas, infelizmente, não para mim. Não houve falha na comunicação deles. Eles falaram com clareza e precisão, repetidamente, na verdade. Não havia dúvida quanto o significado de suas palavras. Ainda assim, eu não pude ver, absolutamente, como o pecado particular que eles estavam descrevendo, se aplicava a mim.
Reconheci daquele encontro que, embora o discernimento de outros é freqüentemente necessário, nunca é suficiente. O Espírito Santo e as Escrituras devem ainda acionar a chave que confirma o que foi dito. Embora eu fosse lento em perceber o pecado que eles descreviam, eu sou profundamente grato pela amizade e paciência destes homens e pela obra do Espírito Santo através daquela interação.




4) Conflitos de relacionamento.
Tiago 4:1-12 trata dos ídolos revelados através dos conflitos de relacionamento. Nos fala que tais desavenças revelam cobiças e anseios. Freqüentemente experimentamos alguns destes antagonismos quando alguma relação falha em atender nossas expectativas ou esperanças. Numa relação particular, posso desejar, por exemplo, um certo nível de respeito, ou grau de compromisso ou investimento de tempo que a outra pessoa não pode ou não irá prover. Qualquer reação pecaminosa que eu faça em relação a esta deficiência, é um sinal claro que meu desejo tornou-se um ídolo.




5) Circunstâncias.
Circunstâncias podem revelar os ídolos do nosso coração através de testes que vem de duas maneiras: adversidade ou prosperidade. Os testes de adversidade podem ser os mais óbvios, mas os de prosperidade podem ser, com freqüência, os mais difíceis (leia o livro de Tiago).
Como John Owen observou, alguns dos mais horrendos pecados cometidos por alguns dos mais santos na história, foram praticados não em período de adversidade mas de prosperidade. Pior que isto, aqueles pecados foram cometidos depois de anos de fidelidade através de adversidades, sofrimentos e perseguições num grau que não podemos começar a relatar. Homens como Davi, Noé, Ezequias pecaram mais gravemente em períodos de prosperidade.




6) Dor.
Dor excessiva é outra área que pode revelar idolatria. Não podemos negar a realidade da dor física ou psicológica, ou as lutas ou tentações associadas com o fato de sermos pecadores. Mas, quando a reação de dor é excessiva ou distorcida, ela pode revelar a presença de um ídolo.




7) Modo de falar.
Vamos observar também, como nos comunicamos. É tão fácil usarmos termos extremos tais como: “Ele me corrigiu e eu fiquei arrasado”. Por quê? É hora de perguntar a você mesmo: “Que ídolo meu coração está criando que me arrasaria por uma palavra de correção destinada para o meu bem?” (Se você não está arrasado, mas usou a palavra, conhecendo seu verdadeiro significado, então porque você busca receber mais atenção do que a situação permite?)




8) Comportamentos corrompidos.
“Fazei pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lascívia, desejo maligno, e a avareza, que é idolatria”. Aqui, as Escrituras não poderiam ser mais claras. Certos comportamentos são sempre idolátricos.


A CONSEQUÊNCIA DA IDENTIFICAÇÃO DA IDOLATRIA
O que ocorre quando, pela misericórdia de Deus, chegamos a um entendimento bíblico de nossa própria idolatria?
Gostaria de ter muitas mais páginas para tentar responder a esta pergunta. Mas deixe-me tentar motivá-lo, com poucos fundamentos, sobre o que o estudo e aplicação destas verdades pode prover.
Quando identificamos a profundidade de nossa própria idolatria, e também vemos a solução perfeita e completamente suficiente para este problema, na pessoa e obra de Cristo, muitas doutrinas essenciais das Escrituras subitamente adquirem nova clareza. O abismo que percebemos entre nossa depravação e a santidade de Deus, cresce a proporções imensuráveis - um abismo intransponível a não ser pelo infinitamente grande sacrifício de Cristo. Obtemos uma apreciação imensamente ampla da grandeza da graça de Deus e do próprio Evangelho. Ficamos sob forte convicção de pecado e experimentamos forte perdão. A medida que nos arrependemos e buscamos deixar nossos ídolos, crescemos em santidade e humildade. Nossa paixão por Deus aumenta.
Passamos a entender porque João, o apóstolo amado, termina sua primeira epístola com este apelo sincero: “Filhinhos, guardai-vos dos ídolos”.


C. J. Mahaney é líder do PDI (Proclaiming God's Grace, Developing Local Churches,Influencing Our World with the Gospel) e pastor senior da Covenant Life Church em Gaithersburg, Maryland.

Fonte:Monergismo 

24 de fev. de 2011

Fuja da Idolatria - John Piper



Deliciando-se com a criação sem cometer idolatria

Isso na verdade faz parte de uma pergunta muito maior, que é: Como uma criatura pode desejar e alegrar-se na criação sem cometer idolatria (que é adultério)? Para alguns essa pergunta pode parecer ser impertinente. Mas para pessoas que anseiam cantar como os salmistas, ela é muito pertinente. Eles cantam assim:

Quem mais tenho eu no céu?
Não há outro em quem eu me compraza na terra.
Ainda que a minha carne e o meu coração desfaleçam,
Deus é a fortaleza do meu coração
e a minha herança para sempre (SI 73.25, 26).
Uma coisa peço ao Senhor,
e a buscarei:
que eu possa morar na Casa do Senhor
todos os dias da minha vida,
para contemplar a beleza do Senhor
e meditar no seu templo (SI 27.4).

Se seu coração anseia por concentrar-se assim em Deus, então como desejar e alegrar-se em "coisas" sem tornar-se um idólatra é uma questão crucial. Como a oração pode glorificar a Deus se ela é uma oração por coisas? Ela parece glorificar coisas.

Naturalmente, parte da resposta foi dada no texto de Robinson Crusoé, ou seja, que Deus recebe a glória como o Doador todo-suficiente. Mas isso é apenas parte da resposta, porque pode haver um mau uso das coisas, mesmo quando agradecemos a Deus como o Doador.
O restante da resposta é dado por Thomas Traherne e por Agostinho. Traherne disse:

Você não se compraz no mundo corretamente enquanto não vê como um grão de areia demonstra a sabedoria e o poder de Deus, e preza em cada coisa o serviço que presta a você, manifestando a glória e a bondade de Deus à sua alma, bem mais que a beleza visível na sua superfície ou os serviços materiais que pode prestar ao seu corpo.

E Agostinho orou com as palavras abaixo, que provaram ser imensamente importantes em meu esforço para amar a Deus de todo o meu coração:

Ama-te muito pouco
Aquele que ama outra coisa junto contigo,
Que ele ama não por tua causa.

Em outras palavras, se coisas criadas são vistas e usadas como dádivas de Deus e como espelhos da sua glória, não precisam ser ocasiões para idolatria —se nosso prazer nelas é sempre também um prazer em quem as fez.

C. S. Lewis o formulou assim em uma "Carta a Malcolm":

Não podemos —ou eu não posso— ouvir o gorjeio de um pássaro simplesmente como um som. Seu sentido ou mensagem ("isto é um pássaro") acompanha-o inevitavelmente— assim como não se pode ver uma palavra conhecida impressa como um mero padrão visual. Ler é tão involuntário como ver. Quando o vento estrondeia eu não ouço simplesmente o estrondo; eu "ouço o vento". Da mesma maneira é possível "ler" assim como "ter" um prazer. Ou nem mesmo "como". A distinção deve tornar-se, e às vezes é, impossível; recebê-la e reconhecer sua origem divina são uma só experiência. Este fruto celestial espalha instantaneamente o aroma do pomar onde cresceu. Essa brisa suave sussurra da terra de onde sopra. É uma mensagem. Sabemos que estamos sendo tocados por um dedo daquela mão direita em que há delícias perpetuamente. Não é preciso haver agradecimentos ou louvor como um evento distinto, algo que se faz depois. O ato de experimentar a pequena teofania já é adoração em si.

Se nossa experiência da criação se torna uma experiência do pomar celestial, ou do dedo divino, então pode ser adoração e não idolatria. Lewis o diz ainda de outra maneira em suas meditações sobre Salmos:

Esvaziando a Natureza da divindade —ou, digamos, das divindades— você pode enchê-la de Deus, porque agora ela é portadora de mensagens. Há um sentido em que a adoração da Natureza a silencia —como quando uma criança ou um débil mental fica tão impressionada com o uniforme do carteiro que esquece de pegar as cartas.

Portanto, pode ser idolatria ou não, orar para que o carteiro venha. Se estamos apenas apaixonados pelos breves prazeres mundanos que seu uniforme nos traz, isso é idolatria. Mas se consideramos o uniforme um bónus grátis que acompanha o prazer real das mensagens divinas, então não é idolatria. Se podemos orar por um cônjuge, um emprego, por cura física, comida ou abrigo por amor a Deus, então mesmo nisso estamos centrados em Deus e não nos revelamos "egocêntricos". Estamos concordando com o salmista: "Não há nada na terra que eu deseje além de ti!" Ou seja, não há nada que eu deseje mais do que o Senhor, e não há nada do que eu quero que não me mostre mais do Senhor.

5 de jan. de 2011

Como Não Cometer Idolatria ao Dar Graças - Jonathan Edwards e a verdadeira ação de graças - John Piper




Tradução: Marina Boscato 
Revisão: Felipe Sabino 

Jonathan Edwards tem uma palavra para o nosso tempo, que 
dificilmente seria mais penetrante se ele estivesse vivo hoje. Tem a ver com o 
fundamento da gratidão. 
A verdadeira gratidão ou agradecimento a Deus, por sua 
bondade para conosco, surge de um fundamento lançado antes: 
amar a Deus pelo que Ele é em si mesmo; enquanto a gratidão 
natural não tem tal fundamento antecedente. As comoções 
graciosas de afeição grata para com Deus, pela bondade recebida, 
sempre procedem de um estoque de amor já presente no 
coração, estabelecido em  primeiro lugar sobre outro 
fundamento, a saber, a própria excelência de Deus. 
1
Em outras palavras, a gratidão que agrada a Deus não é, em primeiro 
plano, um deleite nos benefícios dados por Deus (embora isso faça parte 
dela). A verdadeira gratidão deve estar enraizada em algo que vem antes, isto 
é, um deleite na beleza e na excelência do caráter de Deus. Se isto não for o 
fundamento de nossa gratidão, então não está acima do que o “homem 
natural” – sem o Espírito e a nova natureza em Cristo – experimenta. Nesse 
caso, a “gratidão” a Deus não Lhe é mais agradável do que todas as outras 
emoções que os incrédulos têm sem deleitarem-se nele.  
Você não seria honrado se eu lhe agradecesse freqüentemente pelos 
seus dons para comigo, mas não tivesse consideração espontânea e profunda 
por você como pessoa. Você se sentiria insultado, não importando o quanto 
eu lhe agradecesse por seus dons. Se o seu caráter e personalidade não me 
atraíssem, nem me dessem alegria de estar na sua presença, você se sentiria 
usado, como uma ferramenta ou uma máquina para produzir as coisas que eu 
realmente amo.  
O mesmo acontece com Deus. Se não somos atraídos por Sua 
personalidade e caráter, todas as nossas declarações de gratidão são como a 
gratidão de uma esposa ao marido pelo dinheiro que ela recebe dele para usar 
em seu relacionamento com outro homem. Esta é exatamente a figura 
                                                  
1
Jonathan Edwards, Religious Affections, The Works of Jonathan Edwards, Vol. 2, New 
Haven: Yale University Press, 1959, orig. 1746, p.247.
2
apresentada em Tiago 4:3-4. Tiago critica os motivos da oração que trata a 
Deus como um marido de adúltera: “Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, 
para o gastardes em vossos deleites. Adúlteros e adúlteras, não sabeis vós que 
a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser 
ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. Por que ele chama essas 
pessoas que oravam de adúlteras? Porque, embora estivessem orando, 
estavam abandonando seu marido (Deus) e indo atrás de um amante (o 
mundo). E para piorar as coisas, estavam pedindo a seu marido (em oração) 
que financiasse o adultério.  
Surpreendentemente, esta mesma dinâmica espiritual deficiente é 
verdadeira, às vezes, quando as pessoas agradecem a Deus por ter mandado 
Cristo para morrer por elas. Talvez você já tenha ouvido alguém dizer o 
quanto devemos ser gratos pela morte de Cristo, porque ela nos mostra o 
grande valor que Deus nos deu. Qual é o fundamento desta gratidão? 
Jonathan Edwards chama isso de gratidão de hipócritas. Por quê? 
Porque,  
primeiro eles se regozijam e se elevam com o fato de que são 
muito estimados por Deus; e então, sobre esse fundamento, 
Deus lhes parece de certa forma amável… Eles se alegram no 
mais alto grau em ouvir o quanto Deus e Cristo os estima. 
Portanto, o gozo deles é na verdade um gozo em si mesmos, e 
não em Deus.
2
  
É chocante descobrir que uma das descrições mais comuns, hoje, sobre 
como responder à cruz, pode ser uma descrição de amor natural por si 
mesmo, sem qualquer valor espiritual. 
Faremos bem em dar ouvidos a Jonathan Edwards. Ele não estava 
apenas nos explicando a verdade bíblica de que devemos fazer todas as coisas, 
incluindo dar graças, para a glória da Deus (Coríntios 10:31)? E Deus não é 
glorificado se o fundamento da nossa gratidão é o valor do dom, e não a 
excelência do Doador. Se a gratidão não está enraizada na beleza de Deus 
antes do dom, ela provavelmente é uma idolatria disfarçada.  Que Deus nos 
conceda um coração que se deleite nele por aquilo que Ele é, para que toda a 
nossa gratidão por seus dons seja o eco da alegria na excelência do Doador!  

Fonte: http://www.desiringgod.org/
                                                  
2
Jonathan Edwards, Religious Affections, pp. 250-251.

29 de dez. de 2010

Identificando Ídolos Pessoais - Pr. Rob Green



É comum que os crentes em Cristo vejam a idolatria como algo ausente nos Estados Unidos. O problema é de definição. Se a idolatria é a adoração física de uma obra de arte, logo, a idolatria não seria tão comum. Afinal, é raro encontrar um santuário ou até mesmo uma pequena estátua em uma casa americana. Aqueles que entendem a definição de idolatria como algo que domina a vida continuamente admitiriam que alguns adoram a ídolos do dinheiro, esportes, ou do prestígio. Mas, novamente, sempre que limitam nossa visão de idolatria apenas àquelas coisas que dominam a nossa vida, é fácil dizer que não somos idólatras.
Nós gostaríamos de encorajar, no entanto, uma visão ligeiramente diferente dessa idolatria. Idolatria é simplesmente valorizar alguém ou alguma coisa mais do que agradar e honrar a Cristo (Colossenses 1:15-18, 1 Coríntios 10:31). Os crentes são advertidos em Gálatas 5 a não serem idólatras e as citações do Antigo Testamento e alusões à nação de Israel e da idolatria estão em praticamente todos os livros do Novo Testamento. Quando se vê a idolatria por este prisma, então teríamos de admitir que a idolatria é comum, na verdade – muito mais comum em nossas vidas do que gostaríamos de admitir.
Quando me dirijo com raiva pecaminosa à minha esposa, ou a um dos meus filhos, eu estou disposto a adorar algo (talvez o meu desejo de estar certo, ou meu desejo de fazer do meu jeito, ou meu desejo de paz, etc) – eu era o idólatra naquele momento. Olhando para a idolatria a partir desta perspectiva, me inclino a concordar com a consagrada frase: “o coração humano é uma fábrica de ídolos.” Se isso é verdade, que eu sou idólatra, a questão é: “como faço para localizar a idolatria em minha vida?”
Acreditamos que um exame de Tiago 4:1-2 nos dá duas grandes perguntas que devemos fazer para identificar tanto a vida dominada pela idolatria como a idolatria instantânea.

A Edição Revista e atualizada diz: “Cobiçais e nada tendes; logo matais.” A questão é clara: “há algo que eu quero tanto que eu pecaria para que eu pudesse tê-lo? Onde está Jesus no início do v. 2? Por que Jesus não é mais importante?” Na realidade, quando você escolhe pecar, você escolhe adorar o ídolo que você queria e não a obra (a morte, sepultamento, ressurreição e a volta) de Cristo.

Isso pode ser chamado de síndrome do beicinho. O texto diz: “Invejais, e não podeis alcançar; logo combateis e fazeis guerras”. Bem, se eu não conseguir o que eu quero, então alguém tem que pagar! Isso é simplesmente idolatria.

Se você aplicar esta passagem para a sua própria vida, então você aprenderá a identificar coisas que você quer mais do que você quer agradar a Jesus. Você pode aprender a abandoná-las pela causa de Cristo, e então você estará em uma posição para ajudar os seus aconselhados a aprenderem o valor dessa linha de pensamento para tornarem-se mais semelhantes a Cristo.
Traduzido por Rafael Bello

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Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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