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31 de jan. de 2012

Série Livros para Ler - [Download] Enriquecendo-se Com a Bíblia - A. W. Pink



Você conhece mesmo a Bíblia? Você a ama e pratica seus ensinos?
Este livro é um convite ao povo leitor para apreciar, entender e aplicar a mensagem da Bíblia em sua vida. Cada um dos 10 breves capítulos deste livro, trabalha um importante tema da fé cristã e, como um pequeno manual, ajuda o leitor a obter o maior proveito e compreensão possível de sua leitura bíblica, tornando-a rica, relevante e pratica. Mas essa ajuda é oferecida com uma palavra de alerta: Só o Espírito de Deus pode convencer o leitor da verdade, da justiça e do juízo. Só o Espírito pode aplicar as verdades da Escritura e torná-las mais desejáveis do que ouro e o destilar dos favos. Então o leitor sincero deverá pedir a Deus que mande seu Espírito soprar em seu coração e despertá-lo para provar e ver a bondade de Deus, na Bíblia.

19 de out. de 2011

Como Tirar o Máximo da Sua Leitura Bíblica - Thomas Watson


01) Remova obstáculos:
a) remova o amor por cada pecado;
b) remova as distrações concernentes a este mundo, especialmente a cobiça (Mt. 13:22);
c) não brinque com e sobre a Escritura.

02) Prepare seu coração (1 Sm. 7:3)
a) reunindo seus pensamentos;
b) purificando sentimentos e desejos impuros;
c) não achegando-se a ela apressada ou descuidadamente.

03) Leia-a com reverência, considerando que em cada linha Deus está falando diretamente para você.

04) Leia os livros da Bíblia por ordem.

05) Adquira verdadeiro entendimento da Escritura (SI. 119:73). O melhor meio de conseguir isto é através da comparação de partes relevantes das Escrituras, umas com as outras.

06) Leia-a com seriedade (Dt. 32:47). A vida cristã é para ser levada a sério, visto que isto exige esforço (Lc. 13: 24) e não falhar (Hb. 4:1).

7) Persevere em lembrar o que você leu (Sl. 119: 52). Não permita que seja roubado de você (Mt. 13: 4, 19). Se ela não permanecer na sua memória, é improvável que seja de muito proveito para você.

8) Medite no que você lê (SI. 119:15 ). A palavra hebraica para meditar, significa "ser intenso de mente". Meditação sem leitura é errado e um pulo para o engano; ler sem meditar é infrutífero e sem proveito. Significa avivar os sentimentos, ser aquecido pelo fogo da meditação (SI. 39: 3).

9) Leia-a com um coração humilde. Reconheça que você é indigno para que Deus revele a Si mesmo a você (Tg. 4:6).

10) Creia que toda ela é a Santa Palavra de Deus (2 Tm. 3:16). Sabemos que nenhum pecador poderia ter escrito, por causa do modo que ela descreve o pecado. Nenhum santo blasfemaria de Deus pretendendo ser sua, a Palavra de Deus. Nenhum anjo poderia a ter escrito pela mesma razão (Hb. 4: 2).

11 ) Tenha em alta estima a Bíblia (SI. 119:72). Ela é sua corda para salvação; você nasceu através dela (Tg. 1 : 18) e precisa crescer por ela ( 1 Pd. 2: 22; Jó. 23:12).

12) Ame a Bíblia ardentemente (SI. 119:159).


13) Leia-a com um coração honesto (Lc. 8:15):
a) desejando conhecer toda e completa vontade de Deus;
b) lendo com o objetivo de ser mudado e feito melhor, por ela (Jo. 17:17).

14) Aplique a si mesmo tudo o que ler, tomando cada palavra como sendo falada para você. A condenação que ela faz do pecado, como sendo a condenação dos seus pecados; os deveres que ela requer, como sendo o dever que Deus requer de você (2 Rs. 22: 11 ).

15) Preste cuidadosa atenção aos mandamentos da Palavra, tanto quanto nas promessas. Pense em quanto você precisa de direção, tanto quanto de conforto.

16) Não se deixe levar por detalhes menores, antes certifique-se de atentar para as grandes coisas (Os. 8:12).

17) Compare-se com a Palavra. Como você se compara? Seu coração é algo daquilo que é transcrito dele, ou não?

18) Preste especial atenção àquelas passagens que falam para sua individual, particular e presente situação:
a) aflição (Hb. 12:7, Is. 27:9, Jo, 16:20, 2 Co. 4:17);
b) senso da presença de Cristo e indignação (Is. 54:8, Is. 57:16, SI. 97:11);
c) pecado (GI. 5:24; Tg. 1:15, 1 Pd. 2:11, Pv. 7:10 e 22-23, Pv.22:14);
d) incredulidade (Is. 26:3, 2 Sm. 22: 31, Jo. 3:15, 1 Jo. 5:10, Jo. 3:36).

19) Preste especial atenção para os exemplos e vidas das pessoas na Bíblia, como sermões vivos:
a) punições (Nabucodonosor, Herodes, Nm. 25: 3-4, 9; 1 Rs. 14: 9-10; At. 5:5,10; 1 Co.10: 11; Jd. 7);
b) misericórdia e libertação (Daniel, Jeremias, e os três jovens na fornalha ardente)

20) Não pare de ler a Bíblia até que ache seu coração aquecido (SI. 119:93). Deixe que ela não apenas lhe informe, mas também lhe inflame (Jr. 23:29, Lc. 24:32).

21 ) Ponha em prática o que você lê (SI. 119:66; SI. 119:105, Dt, 17:19).

22) Cristo é para nós Profeta, Sacerdote e Rei. Use Seu ofício de Profeta (Ap. 5:5, Jo. 8:12, SI. 119:102-103). Permita que Cristo não só abra as Escrituras diante de você, mas abra diante de sua mente e entendimento (Lc. 24:45).

23) Certifique-se de colocar-se sob os cuidados de um verdadeiro ministro da Palavra, que exponha a palavra fiel e completamente (Pv. 8:34); seja zeloso e ávido em atender seu ofício.

24) Ore para que você tire proveito da Ieitura (Is. 48:17, SI. 119:18; Ne. 9:20).


Você pode ultrapassar obstáculos naturais da leitura mesmo quando:
1) Você não pareça tirar proveito tanto quanto outros. Lembre-se da produção diferente (Mt. 13:8); embora a produção não seja tanto quanto a dos outros, ainda assim é produção verdadeira e vantajosa.

2) Você pode se sentir lento de entendimento (Lc. 9:45, Hb. 5:11);

3) Sua memória é má.
a) lembre-se que você ainda está apto a ter um coração bom, a despeito disto;
b) você ainda pode lembrar-se das coisas mais importantes, mesmo que não possa lembrar-se de tudo. Seja encorajado por Jo. 14:26. 

Abreviado e modernizado por Matthew Vogan
Tradução Livre para a Língua Portuguesa
-Monergismo

8 de jul. de 2011

EREM 2011 - Paulo Junior - “A má teologia desonra a Deus e destrói as pessoas.” - Pr John Piper




Alimentar-se da Palavra!Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)

Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3"Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12) Oséias 4 : 6 O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento; porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; e, visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.Hebreus 1:3O qual, sendo o resplendor da sua glória, e a expressa imagem da sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, havendo feito por si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-se à destra da majestade nas alturas;!


A Bíblia é a sua vida – John Piper


Moisés disse em Deuteronômio 32.46-47: "Aplicai o coração a todas as palavras que, hoje, testifico entre vós, para que ordeneis a vossos filhos que cuidem de cumprir todas as palavras desta lei. Porque esta palavra não é para vós outros coisa vã; antes, é a vossa vida". A Palavra de Deus não é algo inútil; é uma questão de vida e morte. Se você trata a Bíblia como uma coisa vã, está desperdiçando vida.Mesmo a nossa vida física depende da Palavra de Deus, porque fomos criados por sua palavra (SI 33.6; Hb 11.3), e "ele sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder" (Hb 1.3). Nossa vida espiritual começa com a palavra de Deus: "Segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade" (Tg 1.18). "Fostes regenerados [...] mediante a palavra de Deus" (lPe 1.23).Não apenas começamos a viver pela palavra de Deus, mas também continuamos a viver por ela: "Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (Mt 4.4; Dt 8.3). Nossa vida física é criada e mantida pela palavra de Deus, e nossa vida espiritual é avivada e sustentada pela palavra de Deus.Quantas histórias poderíamos reunir para dar testemunho do poder da Palavra de Deus para dar vida! Veja a história de "Little Bilney", um dos primeiros reformadores da Inglaterra, nascido em 1495. Ele estudou direito e esforçava-se rigorosamente em atividades religiosas. Mas não havia vida interior. Um dia ele recebeu uma tradução latina do Novo Testamento grego de Erasmo. Eis o que aconteceu:Deparei com essa frase de Paulo (oh, como essa frase trouxe paz e consolo à minha alma!) em ITimóteo 1: "Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal". Essa frase isolada, pela instrução e atuação interna de Deus, que eu não percebi naquele momento, alegrou tanto o meu coração, que antes estava ferido com a culpa dos meus pecados e quase em desespero, que [...] eu, imediatamente, [...] senti um consolo e uma aquietação maravilhosos, tanto que "meus ossos feridos saltaram de alegria". Depois disso as Escrituras começaram a ser mais agradáveis para mim do que o mel ou o favo.De fato, a Bíblia "não é para vós outros coisa vã; antes, é a vossa vida!" O alicerce de toda alegria é a vida. Nada é mais fundamental que a própria existência — nossa criação e preservação. Tudo isso se deve ao poder da Palavra de Deus. Pelo mesmo poder ele pronunciou-se nas Escrituras em favor da criação e manutenção da nossa vida espiritual. Por isso a Bíblia não é inútil, ela é a sua vida — o combustível da sua alegria.

19 de jun. de 2011

Paul Washer – Como Interpretar a Bíblia (2 e 3)


A Bíblia é um livro Espiritual que deve ser interpretado através da iluminação do Espírito Santo, mas ao mesmo tempo a Bíblia é um livro, e a única correta interpretação é aquela que concorda com sua gramática – o que está escrito. Por esta razão é importante que nós estejamos familiarizados com as regras ou princípios da interpretação. A ciência da Hermenêutica é o estudo desses princípios.
Hermenêutica é um assunto sério. A nossa interpretação da Bíblia irá determinar nossas crenças e essas crenças determinarão como pensamos e agimos. 
A seguir, estão 13 princípios que nós devemos seguir quando interpretamos a Bíblia:
| parte 1 | parte 2 | parte 3 |
5. Textos incertos [difíceis] devem ser interpretados através de textos claros [fáceis]. Aqueles textos que a interpretação não é muito clara devem ser interpretado à luz dos textos, que podem ser entendidos claramente.
6. A gramática determina a Interpretação. O texto ou verso que estamos estudando tem somente uma interpretação correta e é aquela na qual está de acordo com a gramática (o que está escrito). Mesmo se o texto possa ter várias aplicações, ele tem apenas uma interpretação correta e é aquela que está de acordo com o que está escrito.
7. O contexto é importante. A Bíblia é como um quebra-cabeça no qual é impossível interpretar somente uma peça sem um entendimento geral de todas as outras. Cada palavra deve ser interpretada no contexto da frase, cada frase no contexto do parágrafo, cada parágrafo no contexto do livro e cada livro no contexto da Bíblia inteira.
8. As palavras são importantes. Deus escolheu palavras para nos comunicar Sua palavra. Portanto é importante determinar o significado de cada palavra.
9. A interpretação simples é normalmente a melhor. A Bíblia não foi escrita para teólogos ou místicos, mas para o homem comum. Apesar de haver alegorias, metáforas e símbolos na Bíblia, devemos buscar a mais simples interpretação.

Por: Paul Washer © HeartCry Missionary Society | hcmissions.com
Tradução: voltemosaoevangelho.com
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

10 O Velho Testamento deve ser interpretado à luz do Novo. Para o Cristão, o Novo Testamento determina a aplicação do Velho Testamento em sua vida. Um bom exemplo é a doutrina do Espírito Santo. No Velho Testamento, Ele poderia ser retirado dos crentes (Sl. 51:11), mas no Novo, ele permanece eternamente com ele (João 14:16-17).

11. A interpretação não deve ir além da revelação das Escrituras. O que a Bíblia não explica nós devemos aceitar como um mistério. Se formos além “do que está escrito” corremos perigo de formar falsa doutrina.
12. O Objetivo é a exegese. A palavra exegese vem do verbo Grego exegeisthai [ ex=fora/ hegeisthai=conduzir ou guiar ]. Quando interpretamos as Escrituras devemos extrair o verdadeiro sentido do texto e a todo custo devemos evitar ler textos a qual eu acho que ele pode significar. Devemos evitar interpretar a Bíblia de acordo com nossas próprias presunções ou ideias preconcebidas. Nossas presunções são como óculos coloridos que destorcem nossa visão das Escrituras. Devemos nos esforçar para retirar nossos óculos e ver o texto como ele é. Esse é o maior trabalho do estudante da Bíblia.
13. Nossa interpretação pessoal deve ser comparada com a da Igreja. Nos últimos 2000 anos, teólogos dedicados, pastores e outros Cristãos estudaram as Escrituras. Devemos comparar nossas descobertas com a deles. Se nossa interpretação não é encontrada entre os dedicados Cristãos da história, possivelmente estamos errados. Não deveria haver “novas descobertas” na doutrina Cristã. Judas refere à fé Cristã com aquele que foi “de uma vez por todas” entregue aos santos (Judas 1:3). [1]

Por: Paul Washer © HeartCry Missionary Society | hcmissions.com
Tradução: voltemosaoevangelho.com
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

[1] n.t.: com isso Paul Washer não está dizendo que a tradição possui autoridade igual ou superior ao das Escrituras. Concordamos com a Declaração de Cambridge que diz:
“Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado. Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação.”
O que Paul Washer quer dizer é que Deus deu à Igreja mestres fiéis as Escrituras e que devemos nos atentar ao seus ensinos. Contudo, em último quesito, todo ensino deve ser fundamentado sobre as Escrituras e não sobre a autoridade de qualquer pessoa. E da mesma forma, somente as Escrituras devem ser usadas para convencer o crente das doutrinas bíblicas e não “fulano disse”.

5 de jun. de 2011

Paul Washer – Como Interpretar a Bíblia


A Bíblia é um livro Espiritual que deve ser interpretado através da iluminação do Espírito Santo, mas ao mesmo tempo a Bíblia é um livro, e a única correta interpretação é aquela que concorda com sua gramática – o que está escrito. Por esta razão é importante que nós estejamos familiarizados com as regras ou princípios da interpretação. A ciência da Hermenêutica é o estudo desses princípios.
Hermenêutica é um assunto sério. A nossa interpretação da Bíblia irá determinar nossas crenças e essas crenças determinarão como pensamos e agimos. 
A seguir, estão 13 princípios que nós devemos seguir quando interpretamos a Bíblia:
| parte 1 | parte 2 | parte 3 |
1. A Bíblia é a autoridade absoluta. É impossível interpretar a Bíblia corretamente sem a convicção de que toda a Bíblia é a Palavra de Deus. Nós não temos o direito de rejeitar certas partes da Bíblia porque elas se opõem às nossas tradições, opiniões, ou estilos de vida.
2. O Espírito Santo é o melhor professor da Bíblia. O Senhor Jesus disse que enviaria o Espírito Santo para guiar a Igreja em toda a verdade (João 14:26; 16:13) e sem Sua iluminação é impossível entender a Bíblia (I Coríntios 2:14). Isso não significa que em “nome do Espírito Santo” temos o direito de desviar do que está escrito na Palavra ou acrescentar algo a ela. Apenas o que está escrito na Bíblia pode ser afirmado como doutrina. Nossos sentimentos e emoções têm pouco valor na formulação de uma fé bíblica.
3. A própria Bíblia é o seu melhor comentário. Quando nós não podemos entender a interpretação de uma parte da Bíblia ou queremos alargar nossa compreensão dela, nós devemos buscar explicações em outras referências Bíblicas.
4. A Bíblia não se contradiz: Portanto sempre deve haver harmonia em nossas interpretações de textos diferentes. Se nossa interpretação de um texto contradiz a interpretação de outro, então estamos errados.

Por: Paul Washer © HeartCry Missionary Society | hcmissions.com
Tradução: voltemosaoevangelho.com
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

21 de mai. de 2011

Série Livros para Ler - A Bíblia do Pregador


OBRA COMPLETA

Trata-se de uma publicação associada aos esboços contidos nos livros "Mil Esboços Bíblicos" e "Mais Mil Esboços Bíblicos", que já contam com mais de 100 mil usuários. Atendendo a solicitações de muitos desses leitores, a SBB e a Editora Esperança se uniram para oferecer uma ferramenta de trabalho mais rica e prática para o preparo de pregações. O resultado é uma obra que reúne quase dois mil esboços que foram revisados e adaptados de acordo com as novas normas ortográficas da língua portuguesa. Uma facilidade, na Bíblia do Pregador, é que os esboços localizam-se próximos ao texto bíblico a que se referem. A obra inclui manual, preparado pelo Pr. Fred R Bornschein, que serve de auxílio na elaboração de mensagens.

Recursos da Bíblia do Pregador disponiveis nesse donwload

-Introduções aos livros da Bíblia

-1.867 esboços para sermões e estudos

22 de mar. de 2011

Por Que Alguns Acham a Bíblia Difícil – A. W. Tozer


Ninguém pode negar que algumas pessoas acham a Bíblia difícil. Os testemunhos quanto às dificuldades encontradas na leitura bíblica são inúmeros e não podem ser desconsiderados levianamente.

Na experiência humana existe geralmente um complexo de mo¬tivos e não um só motivo para tudo, o mesmo acontece com as dificuldades que encontramos na Bíblia. Não se pode dar uma resposta instantânea para a pergunta: Por que a Bíblia é difícil de entender? Qualquer resposta irrefletida tem toda probabilidade de estar errada. O problema não é singular, mas plural, e por esta razão o esforço de encontrar para ele uma solução única será frustrado.

Apesar desse raciocínio, ouso dar uma resposta curta para a pergunta, e embora esta não responda a tudo, contém boa parte da solução do problema envolvido numa questão assim complexa. Acredito que achamos a Bíblia difícil porque tentamos lê-la como leríamos qualquer outro livro, mas ela não se assemelha a nenhum outro livro.

A Bíblia não é dirigida a qualquer um, sua mensagem tem como alvo alguns escolhidos. Quer esses poucos sejam escolhidos por Deus num ato soberano de eleição ou por corresponderem a determinadas qualificações, deixo para cada um decidir como possa, sabendo perfeitamente que sua decisão será determinada pelas suas crenças básicas sobre assuntos tais como predestinação, livre-arbítrio, os decretos eternos e outras doutrinas relativas. Mas o que quer que tenha tido lugar na eternidade, o que acontece no tempo fica evidente: alguns crêem e outros não; alguns são moralmente receptivos e ou¬tros não; alguns têm capacidade espiritual e outros não. São para os primeiros que a Bíblia foi escrita, os demais irão lê-la inutilmente.


Sei que alguns leitores vão apresentar objeções vigorosas neste ponto, e as razões para elas são fáceis de descobrir. O cristianismo de hoje se concentra no homem e não em Deus. O Senhor precisa aguardar com toda paciência e até mesmo respeito, sujeitando-se aos caprichos humanos. A imagem de Deus aceita pelo povo é a de um Pai aflito, esforçando-se em desespero amargurado para fazer com que as pessoas aceitem um Salvador de que elas não sentem neces¬sidade e em quem têm pouco interesse. A fim de persuadir essas almas auto-suficientes a responderem às suas ofertas generosas, Deus fará quase tudo, usando até mesmo métodos de venda especiais e lhes falando da maneira mais íntima possível. Este ponto de vista é, naturalmente, um tipo de religião romantizada que consegue fazer do homem a estrela do espetáculo, embora usando com freqüência termos elogiosos e até mesmo embaraçosos em relação a Deus.

A idéia de que a Bíblia é dirigida a todos criou confusão dentro e fora da igreja. O esforço de aplicar os ensinamentos contidos no Sermão do Monte às nações não-regeneradas do mundo é um exemplo disto. Os tribunais e poderes militares da terra são instados a seguirem os ensinos de Cristo, algo evidentemente inviável para eles. Citar as palavras de Cristo como diretriz para policiais, juízes e militares é interpretar absolutamente errado essas palavras e revelar completa falta de compreensão dos propósitos da revelação divina. O convite gracioso de Cristo é estendido aos filhos da graça e não às nações gentias cujos símbolos são o leão, a águia, o dragão e o urso.


Deus não só dirige suas palavras de verdade aos que têm capacidade para recebê-las, como também as oculta aos demais. O pregador faz uso de histórias para esclarecer a verdade, nosso Senhor usou-as muitas vezes para ocultá-la. As parábolas de Cristo foram o exato oposto da moderna "ilustração" que serve para esclarecer; as parábolas eram "ditos obscuros" e Cristo afirmou que fazia uso delas algumas vezes a fim de que seus discípulos pudessem com¬preender, mas não os inimigos. (Veja Mateus 13:10-17.) Assim co¬mo a coluna de fogo iluminava Israel, mas servia para ocultá-los aos olhos dos egípcios, as palavras do Senhor brilham no coração do seu povo embora deixem o incrédulo presunçoso nas trevas da noite moral.



O poder salvador da Palavra fica reservado para aqueles a quem ele se destina. O segredo do Senhor está com aqueles que O temem. O coração impenitente não descobrirá na Bíblia senão um esqueleto de fatos sem carne, vida, ou fôlego de vida. Shakespeare pode ser apreciado sem necessidade de arrependimento; podemos entender Pla¬tão sem acreditar numa palavra que ele diz; mas a penitência e a humildade juntamente com a fé e a obediência são necessárias a fim de que as Escrituras possam ser compreendidas corretamente.
Nos assuntos naturais, a fé segue-se à evidência, sendo impossível sem ela, mas no reino do espírito, ela precede o entendimento; e não se segue a ele. O homem natural precisa saber a fim de acreditar; o homem espiritual precisa crer para vir a conhecer. A fé que salva não é uma conclusão extraída da evidência; mas uma coisa moral, uma coisa do espírito, uma infusão sobrenatural de con¬fiança em Jesus Cristo, um perfeito dom de Deus.

A fé salvadora se baseia na Pessoa de Cristo; ela leva imediatamente a uma rendição do nosso ser total a Cristo, cujo ato é impossível ao homem natural. Crer corretamente é um milagre comparável ao da ressurreição de Lázaro sob a ordem de Cristo.



A Bíblia é um livro sobrenatural e só pode ser entendido com ajuda sobrenatural.



3 de mar. de 2011

Só a Bíblia protege do Erro - João Calvino


Para que alguém chegue a Deus o Criador é necessário que a Escritura seja seu guia e mestra. - Portanto, ainda que esse fulgor, que aos olhos de todos se projeta no céu e na terra, mais que suficientemente despoje de todo fundamento a ingratidão dos homens, serve também para envolver o gênero humano na mesma incriminação. Deus a todos, sem exceção, exibe sua divina majestade debuxada nas criaturas, contudo é necessário adicionar outro e melhor recurso que nos dirija retamente ao próprio Criador do universo. Portanto, Deus não acrescenta em vão a luz de sua Palavra para que a salvação se fizesse conhecida. E considerou dignos deste privilégio aqueles a quem quis atrair para mais perto e mais íntimo.

Ora, visto que ele via a mente de todos ser arrastada para cá e para lá em agitação errática e instável, depois que elegeu os judeus para si por povo peculiar, cercou-os de sebes, de todos os lados, para que não se extraviassem à maneira dos demais. Nem em vão nos retém ele, mediante o mesmo remédio, no puro conhecimento de si mesmo; pois, de outra sorte, bem depressa se diluiriam até mesmo aqueles que, acima dos demais, parecem manter-se firmes. Exatamente como se dá com pessoas idosas, ou enfermas dos olhos, e tantos quantos sofram de visão embaçada, se puseres diante delas mesmo um vistoso volume, ainda que reconheçam ser algo escrito, contudo mal poderão ajuntar duas palavras; ajudadas, porém, pela interposição de lentes, começarão a ler de forma distinta. Assim a Escritura, coletando-nos na mente conhecimento de Deus que de outra sorte seria confuso, dissipada a escuridão, nos mostra em diáfana clareza o Deus verdadeiro.

É esta, portanto, uma dádiva singular, quando, para instruir a Igreja, Deus não
apenas se serve de mestres mudos, mas ainda abre seus sacrossantos lábios, não simplesmente para proclamar que se deve adorar a um Deus, mas ao mesmo tempo declara ser esse Aquele a quem se deve adorar; nem meramente ensina aos eleitos a atentarem para Deus, mas ainda se mostra como Aquele para quem devem atentar. Ele tem mantido esse proceder para com sua Igreja desde o princípio, para que, afora essas evidências comuns, também aplicasse a Palavra, a qual é a mais direta e segura marca para reconhecê-lo.

Não carece de dúvida que Adão, Noé, Abraão e os demais patriarcas tenham, mercê deste recurso, atingido íntimo conhecimento dele, o qual, de certo modo, os distinguia dos incrédulos. Não estou ainda falando da doutrina apropriada pela fé pela qual foram iluminados para a esperança da vida eterna. Ora, para que passassem da morte para a vida, foi-lhes necessário conhecer a Deus não apenas como Criador, mas ainda como Redentor, de sorte que chegaram seguramente a um e outro desses dois conceitos à base da Palavra.

Ora, na ordem, veio primeiro aquela modalidade de conhecimento mediante o qual fora dado alcançar quem é esse Deus por quem o mundo foi criado e é governado. Acrescentou-se depois a outra, interior, a única que vivifica as almas mortais, por meio da qual se conhece a Deus não apenas como Criador do universo e único Autor e Árbitro de todas as coisas que existem, mas ainda, na pessoa do Mediador, como Redentor. Entretanto, visto que ainda não chegamos à queda do mundo e à corrupção da natureza, deixo também de tratar de seu remédio.

Portanto, os leitores se lembrarão de que ainda não irei fazer considerações a respeito daquele pacto mediante o qual Deus adotou para si os filhos de Abraão, bem como daquela parte da doutrina por meio da qual os fiéis sempre foram devidamente separados das pessoas profanas, pois que ele se fundamentou em Cristo, doutrina essa que será abordada na seção cristológica, mas somente enfocarei como se deve aprender da Escritura que Deus, que é o Criador do mundo, se distingue, por marcas seguras, de toda a multidão forjada de deuses. Oportunamente, mais adiante, a própria seqüência nos conduzirá à Redenção. Mas, embora tenhamos de derivar do Novo Testamento muitos testemunhos, outros também da lei e dos profetas, onde se faz expressa menção de Cristo, contudo todos tendem a este fim: que Deus, o Artífice do universo, se nos patenteia na Escritura; e o que dele se deva pensar, nela se expõe, para que não busquemos por veredas ambíguas alguma deidade incerta.


20 de jan. de 2011

A Utilidade das Escrituras - Wayne Mack




A palavra salvação é utilizada em vários sentidos na Bíblia. Com freqüência, salvação é empregada no sentido restrito de ser salvo da penalidade de nosso pecado e de nossa alienação para com Deus (Cl 1.21-23). Todavia, existe um sentido mais amplo em que as Escrituras utilizam este vocábulo. A palavra salvação, derivada do vocábulo grego soteria, inclui a idéia de tornar inteiro, completo ou sadio. Na salvação, Deus não somente nos livra da penalidade de nosso pecado (ou seja, de nossa alienação para com Ele) — o inferno. Deus também quer nos salvar da corrupção de nosso pecado, ou seja, Ele quer nos transformar tanto em nosso interior quanto em nosso exterior. Deus quer mudar nossa condição interna, bem como nossa posição legal diante dEle mesmo — nossa condição e nossa posição, nosso estado e nossa postura.

Nas palavras do apóstolo Paulo, encontradas em outra passagem bíblica, na salvação Deus nos conforma à imagem de Cristo (Rm 8.29; 2 Co 3.18). O propósito de Deus na salvação é tornar-nos perfeitos em Cristo (Cl 1.28). Deus tenciona agir dessa maneira em nós, a fim de que “cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Ef 4.15). Afirmando de outra maneira, podemos dizer que “tão grande salvação” (Hb 2.3) inclui a santificação (ser tornado santo em nosso coração e em nossa conduta) e a justificação (ser declarado justo em nossa posição diante do Deus santo, por meio da justiça de Cristo). Do ponto de vista de Deus, a salvação inclui ser feito semelhante a Cristo e ser declarado legalmente justo em Cristo.

Esta é a maneira como o vocábulo salvação foi utilizado em 1 Timóteo 4.16, onde Paulo fala a respeito de assegurar a salvação de Timóteo e dos membros da igreja de Éfeso. Com certeza, Paulo não estava, nesta passagem bíblica, questionando se Timóteo ou outros crentes estavam em um relacionamento correto com Deus, se eles já haviam sido justificados, se os seus pecados haviam sido perdoados. Paulo estava falando sobre salvação no sentido de crescer mais e mais na semelhança de Cris- to; esta semelhança é o objetivo de Deus em nos justificar.

Na salvação, Deus não está apenas interessado em nos salvar da condenação do inferno; tampouco Ele está somente preocupado em nos levar ao céu. Além destes propósitos da salvação, Deus também quer nos mudar em nosso íntimo, de modo que nossos pensamentos, afeições, desejos, sentimentos, atitudes, aspirações e todos os aspectos de nosso ser tornem-se semelhantes a Cristo. Deus tenciona que nossa vida, tal como a de nosso Senhor Jesus Cristo, seja cheia com o fruto do Espírito — amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio (Gl 5.22,23). Isto é salvação em seu sentido mais completo. E esta é a razão por que ser tornado sábio para a salvação é um aspecto tão importante, proveitoso e crítico em resolver tanto os problemas da vida presente quanto os problemas referentes à eternidade.

Que instrumentos Deus utiliza neste processo interno de transformação, neste sentido mais amplo da salvação? O mesmo instrumento que Ele utiliza para nos tornar sábios para a salvação no sentido de mudar nosso relacionamento para com Ele. Deus utiliza as Escrituras para nos mudar em nosso íntimo e nos transformar à imagem de Cristo. “Todos nós... contemplando, como por espelho, a glória do Senhor, somos transformados,
de glória em glória, na sua própria imagem” (2 Co 3.18). “Santifica-os [torna-os santos e justos em seu coração e em sua conduta] na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17). “Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para que a santificasse, tendo-a purificado por meio da lavagem de água pela palavra” (Ef 5.25,26).

Muitos anos atrás, Thomas Chisholm expressou, nas seguintes palavras, aquilo que deve ser o clamor do coração de todo crente: “Oh! Que eu seja semelhante a Ti, bendito Redentor! Este é o meu anelo e a minha oração constante! Ó Jesus, eu renunciarei, com alegria, todos os tesouros desta vida, a fim de vestir-me de tua perfeita semelhança. Oh! Que eu seja semelhante a Ti, cheio de compaixão, amor, perdão, ternura e bondade, ajudando o desamparado, confortando os desanimados, procurando encontrar os pecadores errantes! Oh! Que eu seja semelhante a Ti! Enquanto eu estou clamando, derrama o teu Espírito; enche-me com teu amor, faze de mim um templo adequado para a tua habitação. Prepara-me para a vida e para a habitação celestial. Oh! Que eu seja semelhante a Ti, bendito Redentor, puro como Tu és! Vem em tua amabilidade, em tua plenitude, estampa a tua própria imagem no mais íntimo de meu coração”.

O constante clamor do coração de todo crente deveria ser: “Senhor Jesus, eu quero ser semelhante a Ti. Por favor, age em mim, transformando-me, mudando meu ser e fazendo-me semelhante a Ti”. Eu afirmo que essas palavras deveriam constituir nosso anelo e nossa oração permanentes. E esta é a boa notícia: à medida que nos tornarmos mais semelhantes a Cristo e que tal semelhança se torne mais real em nosso viver, desfrutaremos do maior bem que uma pessoa pode experimentar. A coisa mais benéfica e proveitosa que pode acontecer é alguém tornar-se crescentemente mais semelhante a Cristo, à maneira bíblica; e isso é descrito pelo poema de Thomas Chisholm. Imagine com o que a nossa vida pareceria, o que aconteceria em nossos relacionamentos com as outras pessoas e em nossas famílias; com o que seriam semelhantes nossas igrejas e qual seria o nosso impacto no mundo, se fôssemos mais semelhantes a Cristo.

Pense sobre o impacto que nós, os crentes, causaríamos em favor da causa de Cristo, se, à semelhança dEle, fôssemos cheios de compaixão, amor, ternura e bondade; se, à semelhança dEle, fôssemos mais dedicados em ajudar os desamparados, confortar os desanimados e procurar os errantes. Que maravilha! Isso é algo pelo que temos de nos sentir estimulados e anelar muito! A boa notícia é que tornar-se semelhante a Cristo não é uma idéia impraticável. Para todos nós que temos experimentado a salvação no sentido de justificação dos pecados, experimentar a salvação no sentido de crescer mais e mais na semelhança de Cristo é algo que pode constituir nossa experiência contínua aqui e agora. Nós podemos mudar! Podemos ser diferentes! Podemos resolver nossos problemas relacionados ao pecado! Podemos nos tornar mais semelhantes a Jesus! Como? Por meio do estudo regular, diligente, fiel, sério e fervoroso da Palavra de Deus; é a única maneira pela qual essa semelhança pode acontecer. E ser mais semelhante a Cristo pode acontecer porque as Escrituras, inspiradas por Deus, são úteis para nos tornar sábios para a salvação nos dois sentidos discutidos neste artigo.

1 de jan. de 2011

A Bíblia é a sua vida – John Piper


Moisés disse em Deuteronômio 32.46-47: "Aplicai o coração a todas as palavras que, hoje, testifico entre vós, para que ordeneis a vossos filhos que cuidem de cumprir todas as palavras desta lei. Porque esta palavra não é para vós outros coisa vã; antes, é a vossa vida". A Palavra de Deus não é algo inútil; é uma questão de vida e morte. Se você trata a Bíblia como uma coisa vã, está desperdiçando vida.

Mesmo a nossa vida física depende da Palavra de Deus, porque fomos criados por sua palavra (SI 33.6; Hb 11.3), e "ele sustenta todas as coisas pela palavra do seu poder" (Hb 1.3). Nossa vida espiritual começa com a palavra de Deus: "Segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade" (Tg 1.18). "Fostes regenerados [...] mediante a palavra de Deus" (lPe 1.23).

Não apenas começamos a viver pela palavra de Deus, mas também continuamos a viver por ela: "Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (Mt 4.4; Dt 8.3). Nossa vida física é criada e mantida pela palavra de Deus, e nossa vida espiritual é avivada e sustentada pela palavra de Deus.

Quantas histórias poderíamos reunir para dar testemunho do poder da Palavra de Deus para dar vida! Veja a história de "Little Bilney", um dos primeiros reformadores da Inglaterra, nascido em 1495. Ele estudou direito e esforçava-se rigorosamente em atividades religiosas. Mas não havia vida interior. Um dia ele recebeu uma tradução latina do Novo Testamento grego de Erasmo. Eis o que aconteceu:

Deparei com essa frase de Paulo (oh, como essa frase trouxe paz e consolo à minha alma!) em ITimóteo 1: "Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal". Essa frase isolada, pela instrução e atuação interna de Deus, que eu não percebi naquele momento, alegrou tanto o meu coração, que antes estava ferido com a culpa dos meus pecados e quase em desespero, que [...] eu, imediatamente, [...] senti um consolo e uma aquietação maravilhosos, tanto que "meus ossos feridos saltaram de alegria". Depois disso as Escrituras começaram a ser mais agradáveis para mim do que o mel ou o favo.

De fato, a Bíblia "não é para vós outros coisa vã; antes, é a vossa vida!" O alicerce de toda alegria é a vida. Nada é mais fundamental que a própria existência — nossa criação e preservação. Tudo isso se deve ao poder da Palavra de Deus. Pelo mesmo poder ele pronunciou-se nas Escrituras em favor da criação e manutenção da nossa vida espiritual. Por isso a Bíblia não é inútil, ela é a sua vida — o combustível da sua alegria!

30 de dez. de 2010

25 de nov. de 2010

As Escrituras são "dadas" a você - Lloyd-Jones


As Escrituras são "dadas" a você. Você já experimentou isto? É uma boa maneira de provar o seu estado e condição, na vida cristã. De repente as Escrituras vêm à sua mente para você poder responder ao diabo. Vocês recordam como o nosso Senhor lhe respondeu em Suas tentações. Cada vez, nas três tentações, quando o diabo veio com a sua astúcia e fez a sua sugestão, ao nosso Senhor foi dada a passagem apropriada e perfeita das Escrituras. Isso aconteceu com o nosso Senhor imediatamente após a "unção" de que Pedro falou na casa de Cornélio. O nosso Senhor estava dando início ao Seu ministério público. Sendo Ele o Filho de Deus, era cheio do Espírito. Entretanto, para realizar a Sua obra, Ele necessitava de uma unção especial, e a recebeu em Seu batismo no rio Jordão, ministrado por João Batista. O Espírito Santo desceu então sobre Ele, e Ele recebeu este poder especial. Ele era Deus; mas como homem teve necessidade deste "batismo", desta "unção" com o Espírito Santo. E agora, cheio do Espírito, Ele é levado ao deserto para ser tentado pelo diabo. O diabo vem com a sua astúcia, porém o nosso Senhor tem a resposta, a passagem bíblica apropriada; e o diabo é posto em confusão e rechaçado. 

Pois bem, esta experiência é oferecida a todos quantos pertencem ao povo de Deus; é algo que eles têm testificado através dos séculos. Eles. ficavam cientes de algo muito incomum, eram elevados acima de si mesmos, as passagens das Escrituras que eles tinham esquecido voltavam a eles e eles sabiam aplicá-las. Era-lhes dado este discernimento e entendimento, e o resultado era que eles podiam ficar firmes, mesmo no "dia mau". 

São esses, parece-me, os principais meios pelos quais nos é dada esta graça especial. Não sabemos o que virá sobre nós, não sabemos o que o dia nos trará, e tampouco sabemos, como cristãos, pelo que teremos que passar. Aqui está algo que nos conforta. O que quer que aconteça, lembrem-se disto: "Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder". Lembrem-se de que existem promessas, de que elas são absolutas e de que Deus as cumprirá. Há esta unção especial que nos é dada para habilitar-nos a ir adiante e ficar firmes no dia mau. 

Vejamos agora o segundo aspecto deste assunto. O nosso Senhor nos dá esta ajuda especial, não somente de maneira indireta, como eu diria, mas também o faz de maneira direta. Ele nos faz sentir Sua presença real. Quanto sabemos sobre isto? Lembro-lhes que isto não é comum, não é a norma, não é habitual. É excepcional. Que é que significa? Comecemos de novo pelo Velho Testamento. "O Senhor Deus", diz o salmista no Salmo 84:11, "é um sol e escudo". "O Senhor Deus é um sol", que dá vida, saúde, vigor e energia. Isso é o normal, é constante, é algo que continua dia após dia. Mas Ele é também um "escudo", uma proteção. Ele nos dá cobertura, por assim dizer, nestes tempos incomuns, e nos escuda e nos guarda. Isto significa uma intervenção direta de Deus a nosso favor; e é interessante observar alguns exemplos disto. 

Vou ao livro de Josué em busca da minha primeira ilustração. No fim do capítulo 5 vemos Josué enfrentar a primeira grande crise depois que assumiu a liderança como sucessor de Moisés. Ele está parado diante de Jerico, cidade extraordinariamente fortificada. Ele tem todas as promes sas, tudo o que Moisés lhe dissera; todavia aqui ele enfrenta um tremendo problema. Eis o que aconteceu: "E sucedeu que, estando Josué ao pé de Jerico, levantou os seus olhos e olhou; e eis que se pôs em pé diante dele um homem que tinha na mão uma espada nua; e chegou-se Josué a ele, e disse-lhe: és tu dos nossos, ou dos nossos inimigos?" Observem aí o tom de tensa coragem. "És tu dos nossos, ou dos nossos inimigos?" "E disse ele: não, mas venho agora como príncipe do exército do Senhor. Então Josué se prostrou sobre o seu rosto na terra, e o adorou, e disse-lhe: que diz meu Senhor ao seu servo? Então disse o príncipe do exército do Senhor a Josué: descalça os sapatos de teus pés, porque o lugar em que estás é santo. E fez Josué assim". O que aconteceu ali foi uma intervenção. O Senhor, na pessoa de um poderoso anjo aparece a Josué; é uma das teofanias. O Senhor Jesus Cristo, naquela forma particular, aparece a ele para confortá-lo e fortalecê-lo, e diz: "Eu estou com você, sou o príncipe ou o capitão do seu exército e da batalha, não tenha medo". 

Outra ilustração pode-se ver no Segundo Livro de Reis, capítulo 6, versículos 11-17, na vida do profeta Eliseu. Um grande ataque estava sendo levado a efeito pelo rei da Síria. Mas ouçam a história: "Não me fareis saber quem dos nossos é pelo rei de Israel?", perguntou o rei da Síria. "E disse um dos seus servos: não, ó rei meu senhor; mas o profeta Eliseu, que está em Israel, faz saber ao rei de Israel as palavras que tu falas na tua câmara de dormir." Disse então o rei: "Vai, e vê onde ele está, para que envie, e mande trazê-lo. E fizeram-lhe saber, dizendo: eis que está em Dota. Então enviou para lá cavalos e carros e um grande exército, os quais vieram de noite, e cercaram a cidade. E o moço do homem de Deus," isto é, o servo de Eliseu - "se levantou muito cedo, e saiu, e eis que um exército tinha cercado a cidade com cavalos e carros; então o seu moço lhe disse: ai, meu senhor! Que faremos?" O pobre servo levanta-se e vê o lugar literalmente cercado de soldados, carros e cavalos, e fica completamente alarmado e aterrorizado - "Ai, meu senhor! Que fare mos?" "E ele disse: não temas; porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles". 

O que Eliseu disse parecia totalmente ridículo, é claro. Lá estavam eles, o profeta e o seu servo, virtualmente sós, cercados por aquelas tropas do rei da Síria, cavalos, carros e homens que literalmente os cercavam; porém, ele diz: "Não temas; porque mais são os que estão conosco do que os que estão com eles". "E orou Eliseu, e disse: Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja. E o Senhor abriu os olhos do moço, e viu; e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu." 

Esse é o tipo de coisa de que estou falando. O servo não podia vê-los; mas Eliseu podia. Eliseu era homem de fé, o servo era jovem, inexperiente, ignorava estas coisas e só via os obstáculos, o inimigo, a dificuldade e o apuro. Por isso ficou alarmado, aterrorizado e cheio de pavor. Está tudo bem, diz Eliseu, pois são mais os que estão do nosso lado do que os que estão do lado deles. Mas, onde estão eles?, pergunta o homem, não vejo nada. Eliseu orou: "Senhor, peço-te que lhe abras os olhos, para que veja". O resultado foi: "E o Senhor abriu os olhos do moço, e viu: e eis que o monte estava cheio de cavalos e carros de fogo, em redor de Eliseu". As hostes invisíveis, o exército do Deus vivo, estavam presentes para proteger o profeta de Deus e livrá-lo, como nos diz a seqüência da narrativa. Este é o ensino escriturístico sobre o que acontece com os que pertencem a Deus quando eles realmente crêem e têm fé, e "se fortalecem no Senhor e na força do seu poder."

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O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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