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20 de fev. de 2011

[Áudio] De Eternidade em Eternidade Tu És Deus - J. I. Packer








- AUTO-EXISTÊNCIA -


DEUS TEM SIDO SEMPRE


Antes que os montes nascessem
e se formassem a terra e o mundo,
de eternidade a eternidade tu és Deus.

SALMO 90.2







14 de jan. de 2011

Acerca da Eternidade do Mundo, Contra os Murmurantes - Santo Tomás de Aquino




Suposto, conforme a fé católica, que o mundo não foi desde sempre, como equivocadamente afirmaram alguns filósofos, mas que o mundo teve um começo em sua duração, segundo atesta a Sagrada Escritura, que não pode enganar-se, suscita-se porém a dúvida de se poderia ter sido desde sempre.
Para solucionar esta dúvida, há que começar por distinguir aquilo que nos une aos que negam que o mundo tenha sido desde sempre daquilo que nos separa desses mesmos.
Se se entende que algo além de Deus possa ser desde sempre, como se fosse possível algo eterno além d'Ele sem ser feito por Ele mesmo, tal hipótese implica um erro digno de abominação não somente por parte da fé mas também por parte dos filósofos, que afirmam e demonstram que tudo o que de alguma maneira é não pode ser senão porque é causado por Aquele que possui o ser em grau máximo e perfeito.
Se, por outro lado, se entende que algo seja desde sempre sendo, ademais, causado por Deus em tudo o que é, então há que perguntar se tal afirmação se pode sustentar. Se se diz que é impossível, será ou porque Deus não pode fazer algo que seja desde sempre, ou porque tal não pode ser feito em si mesmo, ainda que de seu o pudesse fazer Deus.
Com o primeiro sentido estão todos de acordo: sem dúvida Deus pode fazer algo que seja desde sempre, em razão de sua infinita potência. Resta averiguar, portanto, se é possível que seja feito algo que sempre tenha sido. 
Se se disser que isto é impossível, não o será senão por um de dois motivos: ou por falta de potência passiva, ou por repugnar à razão.
No primeiro sentido se pode dizer que, antes de o anjo ter sido feito, não podia ser feito, por não ter sido precedido de nenhuma potência passiva, já que não foi feito de matéria prévia. E, contudo, Deus podia fazer o anjo, e podia fazer que o anjo fosse feito, porque o fez, porque o anjo foi feito.
Assim entendido, portanto, há que conceder simplesmente, segundo a fé, que o que é causado por Deus não pode ser desde sempre, porque afirmá-lo equivaleria a dizer que a potência passiva foi desde sempre, o que é herético. Mas disto não se segue que Deus não possa fazer que algum ente seja feito desde sempre.
No segundo sentido, diz-se que algo não se pode fazer por repugnar à razão, assim como não se pode fazer que a afirmação e a negação sejam simultaneamente verdadeiras, ainda que, segundo alguns, Deus o possa fazer. Outros, no entanto, dizem que Deus não poderia fazer tais coisas, porque tais coisas não são nada.
E todavia é claro que Deus não pode fazer que tais coisas sejam feitas, porque a proposição que afirma isto se destrói a si mesma.
Se porém se afirmar que Deus pode fazer que tais coisas sejam feitas, não é herética a afirmação, conquanto seja, como julgo, falsa, assim como o afirmar que o passado não tenha sido traz em si uma contradição.
Donde S. Agostinho dizer no livro contra Fausto [1] : “Quem assim diz: Se Deus é onipotente, que faça que o que foi não tenha sido, não entende que com isto diz: Se é onipotente, que faça que o que é verdadeiro, ao mesmo tempo que é verdadeiro, seja falso.”
E no entanto alguns grandes disseram piedosamente que Deus pode fazer que o pretérito não tenha sido o pretérito; e isto não foi reputado herético. É necessário investigar, então, se repugna à razão a afirmação conjunta das duas teses seguintes: que algo seja causado por Deus e, não obstante, seja desde sempre. E, qualquer que seja a verdade com respeito a isto, não será herético dizê-lo, porque Deus pode fazer que algo causado por Deus tenha sido desde sempre.
Não obstante, creio que, se tal repugnasse à razão, seria falso. Se porém não repugna à razão, não somente não é falso, mas também é impossível que seja de outro modo, e errôneo pois afirmá-lo. Pois, como é próprio à onipotência de Deus o exceder a toda a inteligência e virtude, derroga claramente a onipotência de Deus quem diz que se pode ver algo nas criaturas que não possa ser feito por Deus. E não vale contra-argumentar com o caso dos pecados, pois que esses, enquanto tais, nada são.
Toda a questão, por conseguinte, consiste nisto: se ser criado por Deus segundo toda a substância e não ter princípio de duração são proposições que se excluem mutuamente ou não. E que não se excluem demonstra-se da maneira que se segue.
Se se excluem, não pode ser senão por uma de duas razões, ou por ambas : ou porque é necessário que a causa agente preceda em termos de duração a seu efeito, ou porque é necessário que o não-ser preceda em duração ao ser, pois que a criação de Deus foi feita do nada. Em primeiro lugar, portanto, deve-se mostrar que não é necessário que a causa agente, ou seja, Deus, preceda em duração a seu efeito, se assim Ele o quiser.
Primeiramente assim : nenhuma causa que produz seu efeito de modo instantâneo precede necessariamente a seu efeito em duração. Deus porém é causa que produz seu efeito não por moção, mas instantaneamente. Não é necessário, pois, que preceda em termos de duração a seu efeito.
O primeiro é patente por indução em todas as mudanças instantâneas, como a iluminação e coisas assim. Pode, não obstante, ser provado pela razão do modo que se segue. Em qualquer instante em que se diga que algo é, pode-se dar o princípio de sua ação, como se vê em todas as coisas geráveis, visto que, no instante mesmo em que começa o fogo, começa o esquentamento.
Mas na operação instantânea, igualmente, porém mais ainda, o princípio e o fim são a mesma coisa, como em todos os indivisíveis. Por conseguinte, em qualquer instante em que se dê o agente produzindo seu efeito instantaneamente, pode dar-se o término de sua ação. Mas o término da ação é simultâneo à própria coisa feita. Logo não repugna à razão afirmar que a causa que produz seu efeito instantaneamente não precede em termos de duração a esse seu efeito.
Repugnaria, em contrapartida, no caso das causas que produzem seus efeitos mediante moção, porque é necessário que o princípio da moção preceda a seu fim. E, porque os homens estão acostumados a considerar antes as causas que o são por moção, não compreendem facilmente que a causa agente não preceda em termos de duração a seu efeito. E é por isso que muitos inexperientes, sem considerar todos aspectos da questão, o afirmam com demasiada facilidade.
Não se pode objetar contra esta razão que Deus é causa agente voluntária, porque não é necessário que a vontade preceda em duração a seu efeito, e nem sequer o agente voluntário, a não ser que obre a partir de deliberação, o que de modo algum convém digamos de Deus.
Ademais, a causa que produz toda a substância de uma coisa não pode menos no produzir toda a substância que a causa que produz a forma na produção da forma: antes, poderia muito mais, porque não produz eduzindo da potência da matéria, como sucede com aquela que produz a forma.
Mas um agente que produz somente a forma pode fazer que a forma por ele produzida seja tanto tempo quanto ele próprio, como se vê claramente no caso do sol ao iluminar. Logo, com muito mais razão Deus, que produz toda a substância da coisa, pode fazer que seu efeito seja em cada momento em que Ele seja.
Ademais, se há alguma causa cujo efeito procedente não possa dar-se no mesmo instante, isso não é senão porque a essa causa falta algum complemento: de fato, a causa completa e seu efeito são simultâneos. Mas a Deus nunca falta complemento algum. Logo, seu efeito sempre se pode dar instantaneamente. E, assim, não é necessário que preceda em termos de duração a seu efeito.
Ademais, a vontade do que quer não lhe diminui nada o poder, especialmente se se trata de Deus. Mas todos os que refutam as razões de Aristóteles, pelas quais se prova que as coisas foram feitas por Deus desde sempre, uma vez que o mesmo sempre faz o mesmo [2] , dizem que tal assim seria, não fosse Deus agente voluntário. Logo, tratando-se embora de agente voluntário, nem por isso se segue não possa ele fazer que seu efeito seja desde sempre.
E, assim, é claro que não repugna à razão dizer que a causa agente não precede a seu efeito em duração, porque Deus não pode fazer que sejam coisas que repugnam à razão.
Resta agora ver se repugna à razão que algo feito nunca tenha não sido, por ser necessário que seu não-ser preceda em termos de duração a seu ser, dado que se afirma ter sido feito do nada.
Mas tal em nada repugna à razão, o que se mostra pelo que diz Anselmo no Monologio , cap. 8, quando expõe o modo por que a criatura se diz feita do nada. “A terceira interpretação”, diz ele, “pela qual se diz que algo é feito do nada, deve-se a compreendermos que algo de fato é feito, sem no entanto existir algo de que seja feito.”
Em sentido semelhante se diz que quem se entristece sem causa se entristece por nada. Segundo este sentido, portanto, se se entende o que acima se disse — que, salvo a própria suma essência, todas as coisas que dela própria procedem são feitas do nada, isto é, não são feitas de algo — não se segue nada de inconveniente.
E claro está que, segundo esta interpretação, não se afirma nenhuma ordem para o que é feito do nada, como se fosse necessário que, antes de algo ser feito, nada tenha sido, e posteriormente fosse algo.
Ademais, suponhamos que permaneça a mesma ordem com respeito ao nada que se encontra na proposição acima, de sorte que seu sentido seja o de a criatura ser feita do nada, ou seja, depois do nada: o termo “depois” importa numa ordem absoluta.
Mas a ordem é múltipla: a saber, de duração e de natureza. Se pois do comum e universal não se segue o próprio e particular, não será necessário, pelo fato de se afirmar que a criatura é depois do nada, que o nada seja anterior em termos de duração, e que só depois haja algo; basta que o nada seja naturalmente anterior ao ser, porque por natureza sempre é próprio a alguma coisa o que lhe convém em si mesma, com anterioridade ao que não tem senão por outro.
Ora, a criatura não tem o ser senão de outro; entregue a si mesma, portanto, e considerada em si mesma, nada é, donde naturalmente o nada lhe convir primeiro que o ser. Nem é preciso que por isso seja simultaneamente nada e ente, pois que não precede segundo a duração: se a criatura sempre foi, não se afirma porém que alguma vez nada tenha sido, e sim que sua natureza é tal, que não seria nada se fosse entregue a si mesma, assim como, se supuséssemos que o ar sempre fosse iluminado pelo sol, seria preciso dizer que o ar é feito luminoso pelo sol.
E, como tudo o que se faz é feito do incontingente, ou seja, daquilo que não pode ser ao mesmo tempo que aquilo que se diz fazer-se, deve-se dizer que o lúcido se faz do não-lúcido ou tenebroso: não no sentido de que alguma vez tivesse sido não-lúcido ou tenebroso, mas no de que porque assim seria, se fosse entregue a si mesmo pelo sol.
E tal é mais expressivamente manifesto nas estrelas e órbitas que são sempre iluminadas pelo sol.
Claro está, pois, que em nada repugna à razão dizer que algo é feito por Deus e que nunca não tenha sido.
Houvesse qualquer coisa que lhe repugnasse, seria assombroso que não a tivesse visto Agostinho, pois teria sido uma via eficacíssima para refutar a eternidade do mundo, a qual ele impugna com muitas razões nos livros 11 e 12 d' A Cidade de Deus . Como, então, deixou passar totalmente esta?
Ele parece, antes, insinuar que em tal não há contradição, quando, falando dos platônicos, diz no livro X, cap. 31, d' A Cidade de Deus : “Acharam porém maneira de entendê-lo, dizendo que não é de um início do tempo, mas da substituição. Assim como, dizem, se o pé estivesse sempre, desde a eternidade, no pó, debaixo dele sempre estaria a pegada, e ninguém duvidaria de que esta é feita pelo que pisa, sem que no entanto nenhum deles fosse anterior ao outro, conquanto um fosse feito pelo outro, assim também, dizem, o mundo e os deuses nele criados sempre foram, pois que sempre foi Aquele que os fez, sendo, não obstante, feitos.”
E em nenhum lugar disse ser isto inconcebível, procedendo de outro modo contra eles. Também diz, no livro XI, cap. 4: “Aqueles que confessam que o mundo foi feito por Deus, negando porém que tenha tido um início de tempo, senão somente de criação, de modo tal que de maneira dificilmente inteligível tenha sido feito desde sempre, parecem, pelo que dizem, defender a Deus de uma fortuita temeridade.”
A causa por que é dificilmente inteligível já se disse no primeiro argumento.
Também é admirável como tão nobilíssimos filósofos não viram a suposta repugnância. Com efeito, disse Agostinho no mesmo livro, cap. 5, falando contra aqueles que se mencionaram na citação precedente. “Tratamos pois com aqueles que conosco afirmam ser Deus incorpóreo e criador de todas as naturezas distintas d'Ele”, acerca dos quais mais abaixo acrescenta: “Estes filósofos sobrepujaram os demais em nobreza e autoridade.”
E isto é evidente também para aquele que considera com diligência a tese dos que postularam que o mundo sempre foi, pois que, não obstante, o afirmam feito por Deus, sem nisto perceber nada que repugne à razão. Por conseguinte, aqueles que tão sutilmente percebem repugnância à razão são homens sábios, e com eles nasce a sabedoria [3] .
Mas, como algumas autoridades parecem favorecê-los, é preciso demonstrar que lhes proporcionam frágil apoio.
Diz pois o Damasceno no livro I, cap. 8: “Aquilo que é tirado do não ser para o ser não é apto por natureza para ser coeterno d'Aquele que não tem princípio e que sempre é.” [4] Também Hugo de São Vitor diz, no início do livroAcerca dos Sacramentos : “A virtude inefável da onipotência não pode ter tido junto de si algo coeterno, de que se teria ajudado para criar.” [5]
Mas a explicação destas autoridades e de outras semelhantes fica clara pelo que diz Boécio no último livro deAcerca da Consolação : “Não pensam devidamente alguns que, ouvindo o dito de Platão de que o mundo não teve início temporal nem terá fim, pensam que deste modo o mundo criado se torna coeterno do Criador. Uma coisa é ser levado através de uma vida interminável, que é o que Platão atribuiu ao mundo; outra coisa é a presença de uma vida interminável ser toda igualmente abarcada, o que, claro está, não é próprio senão da mente divina.” [6]
Donde estar claro também que tampouco procede o que alguns objetam, a saber, que a criatura se igualaria a Deus em termos de duração; de modo algum algo pode ser coeterno de Deus, porque nada pode ser imutável senão Deus mesmo, o que se patenteia pelo que disse Agostinho n' A Cidade de Deus , livro 12, cap. 15: “O tempo, porquanto transcorre mutavelmente, não pode ser coeterno da eternidade imutável. E por isso, conquanto a imortalidade dos anjos não transcorra no tempo, nem seja passada como se já não fosse, nem futura como se ainda não fosse, seus movimentos, de que procedem os tempos, passam de futuros a pretéritos. E, assim, não podem ser coeternos do Criador, em cujo movimento é preciso dizer que não é nem foi o que já não seja, nem será o que ainda não for.”
Semelhantemente diz no livro VIII de Acerca do Gênesis : “Porque aquela natureza da Trindade é totalmente imutável, por isso mesmo é de tal modo eterna, que nada pode ser que lhe seja coeterno.” [7] E disse palavras semelhantes no livro XI das Confissões [8] .
Em seu favor acrescentem-se razões que também os filósofos trataram e resolveram, entre as quais a mais difícil é a da infinidade de almas: porque, se o mundo sempre foi, é necessário que agora haja infinitas almas. Mas isto não vem ao caso, porque Deus poderia ter criado o mundo sem homens nem almas; ou então poderia também ter feito o homem quando o fez, e ter feito todo o resto do mundo desde toda a eternidade; e assim não ficariam, depois dos corpos, infinitas almas. Ademais, ainda não se demonstrou que Deus não possa fazer que sejam infinitas em ato.
Há outras razões de cuja resposta me abstenho aqui, já porque foram respondidas noutro lugar, já porque algumas delas são tão débeis, que com sua debilidade parecem acrescentar probabilidade ao lado contrário.

Notas:
[1] [N. da P.] Santo Agostinho, Contra Faustum , XXVI, cap. 5.
[2] [N. da P.] V. Aristóteles, De Generatione et Corruptione , II, cap. 10, 336a, 27-28.
[3] [N. da P.] Quanto a esta passagem, nota Robert T. Miller: “Aqui ele está provavelmente fazendo alusão ao Livro de Jó 12:2, em que diz Jó: ‘Logo, só vós sois homens sábios, e convosco morrerá a sabedoria?' A diferença entre ‘nasce' ( oritur ) e ‘morrerá' ( morietur ) é pequena.”
[4] [N. da P.] São João Damasceno, De Fide Orthodoxa , livro I, cap. 8.
[5] [N. da P.] Hugo de S. Vitor, De Sacramentis I-1, cap. 1.
[6] [N. da P.] Boécio De Consolatione, livro V, 6.
[7] [N. da P.] Santo Agostinho, Super Genesis ad Litteram, livro VIII, cap. 23.
[8] [N. da P.] Santo Agostinho, Confissões , livro XI, cap. 30.

Tradução: Permanência 

13 de dez. de 2010

Como viver na dimensão da eternidade - Hernandes D.Lopes



O apóstolo Paulo em sua Segunda Carta aos Coríntios, capítulo quatro, versículos dezesseis a dezoito nos ensina a viver na dimensão da eternidade. Nossos pés estão na terra, mas nosso coração está no céu. Vivemos neste mundo como peregrinos, mas estamos a caminho da nossa Pátria permanente. Três verdades saltam aos nossos olhos no texto em apreço. Essas verdades nos direcionam nessa caminhada rumo à glória.
1. Temos um corpo fraco, mas um espírito renovado.“Por isso, não desanimamos; pelo contrário, mesmo que o nosso homem exterior se corrompa, contudo, o nosso homem interior se renova de dia em dia” (2Co 4.16). Nossa fraqueza física é notória e indisfarçável. O tempo esculpe em nossa face rugas profundas. Nossas pernas ficam bambas, nossos joelhos trôpegos e nossas mãos descaídas. Cada fio de cabelo branco que surge em nossa cabeça é a morte nos chamando para um duelo. Nosso homem exterior, ou seja, nosso corpo enfraquece-se progressivamente. Mas, ao mesmo tempo, nosso homem interior, ou seja, nosso espírito renova-se de dia em dia, sendo transformado de glória em glória na imagem de Cristo. Ao mesmo tempo em que o nosso corpo se enfraquece, nosso espírito se fortalece. Na mesma proporção que o exterior se corrompe, o interior se renova. Temos um corpo fraco, mas um espírito forte.
2. Temos um presente doloroso, mas um futuro glorioso. “Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós eterno peso de glória, acima de toda comparação” (2Co 4.17). Aqui pisamos estradas juncadas de espinhos, cruzamos vales escuros e atravessamos desertos tórridos. Aqui nossos olhos ficam empapuçados de lágrimas e nosso corpo geme sob o látego da dor. Aqui enfrentamos ondas encapeladas, rios caudalosos e precisamos atravessar fornalhas ardentes. Aqui sofremos, choramos e sangramos. Porém, em comparação com a glória por vir a ser revelada em nós, nossas tribulações são leves e passageiras. O presente é doloroso, mas o futuro é glorioso. Nosso destino final não é um corpo caquético, mas um corpo de glória. Nossa jornada não termina num túmulo gélido, mas na Jerusalém celeste. Nosso fim não é a morte, mas a vida eterna. O nosso futuro de glória deve encorajar-nos a enfrentar com alegria a nossa presente tribulação. O que seremos deve nos encher de esperança para arrostar as limitações de quem somos. Vivemos na dimensão da eternidade!
3. Temos as coisas visíveis que são temporais, mas as coisas invisíveis que são eternas. “Não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas” (2Co 4.18). O visível e tangível que enche nossos olhos e tenta seduzir nosso coração é aquilo que não vai permanecer. Tem prazo de validade e não vai durar para sempre. Mas, as coisas que não vemos são as que têm valor e vão permanecer para sempre. Investir apenas naquilo que é terreno e temporal é fazer um investimento insensato, pois é investir naquilo que não permanece. Investir, porém, nas coisas invisíveis e espirituais, é investir para a eternidade. Jesus diz que devemos ajuntar tesouros lá no céu, pois o céu é nossa origem e nosso destino. O céu é nosso lar e nossa pátria. Nosso Senhor está no céu. Muitos dos nossos irmãos já foram para o céu e nós, que fomos remidos e lavados no sangue de Jesus estamos a caminho do céu. Lá está o nosso tesouro. Lá está a nossa herança. É lá que devemos investir o melhor do nosso tempo e dos nossos recursos. Atentar apenas nas coisas que se veem e que são temporais é viver sem esperança no mundo; mas buscar as coisas que os olhos não veem nem as mãos apalpam é viver na dimensão da eternidade, com os pés na terra, mas com o coração no céu!

5 de dez. de 2010

Caminhos Eternos - C. H. Spurgeon Postado por Charles Spurgeon / On : 18:45/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.


Os caminhos de Deus são eternos. - Habacuque 3.6

O que Deus já fez em um tempo, Ele o fará novamente. Os caminhos dos homens são variáveis, mas os caminhos de Deus são eternos. Há muitas razões para esta confortante verdade. Entre elas estão as seguintes: os caminhos do Senhor são o resultado de deliberação sábia. Ele ordena todas as coisas de acordo com "o conselho da sua vontade" (Efésios 1.11). A ação do homem freqüentemente é o fruto apressado de paixão e temor, seguido por arrependimento e mudança.

Todavia, nada pode tomar o Todo-poderoso de surpresa ou acontecer de forma diversa ao que Ele previra. Os seus caminhos são frutos de um caráter imutável, e nestes caminhos podemos ver com clareza os atributos fixos e inalteráveis de Deus. A menos que o Deus eterno sofra alterações, os seus caminhos, que são Ele mesmo em ação, têm de permanecer os mesmos para sempre. Ele é eternamente justo, fiel, sábio, gracioso e compassivo. Então seus caminhos devem sempre ser distinguidos pela mesma excelência.

Os homens agem de acordo com sua natureza. Quando a natureza de um homem muda, as suas atitudes mudam também; mas, Deus desconhece "variação ou sombra de mudança" (Tiago 1.17). Além disso, os caminhos de Deus são a encarnação de poder irresistível. Habacuque disse que Deus dividiu a terra com rios; montes Viram-nO e se contorcem; as profundezas do mar ergueram suas mãos; e o sol e a luz permaneceram imóveis, enquanto Jeová marchava para livrar seu povo (ver Habacuque 3.9-13).

Quem pode levantar a mão ou dizer-Lhe: "O que estás fazendo?" Mas não é somente o poder que outorga estabilidade. Os caminhos de Deus são as manifestações dos eternos princípios de retidão e, por isso, jamais passarão. A raça não eleita se consome e arruina, mas os crentes verdadeiros têm em si uma vitalidade que as eras não podem diminuir. Neste dia, busquemos o nosso Pai celestial com confiança, lembrando que Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre (ver Hebreus 13.8), e que é sempre gracioso com seu povo.

24 de nov. de 2010

Condenação Eterna – Agostinho



Contra a opinião dos que afirmam que não serão perpétuos os suplícios quer do Diabo quer dos homens maus.

Convém, antes de tudo, investigar e saber porque é que a Igreja não pôde admitir a opinião dos homens que anunciam a purificação e o perdão, mesmo ao Diabo, depois das maiores e mais prolongadas penas.

Não é que tantos santos e tantos homens instruídos nas Sagradas Escrituras, Antigas e Novas, vejam com maus olhos a purificação e a felicidade do Reino dos Céus, após suplícios seja de que natureza e de que intensidade forem, aos anjos qualquer que seja o seu gênero e dignidade, mas viram antes que não podia ser anulada nem enfraquecida a decisão divina que o Senhor anunciou que virá a proferir e a estabelecer no julgamento.


Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno que está preparado para o Diabo e seus anjos, (realmente, mostra-se por esta forma que um fogo eterno queimará o Diabo e os seus anjos), nem podia ser anulado o que também está escrito no Apocalipse:

O Diabo que os seduzia foi lançado num lago de fogo e de enxofre com a besta e o falso profeta e aí serão torturados dia e noite pelos séculos dos séculos. 

O que acolá está escrito é "eterno" (aeternum) e o que aqui está escrito é "pelos séculos dos séculos" (in saecula saeculorum) - palavras com que a Sagrada Escritura nada mais costuma significar senão o que não tem fim no tempo. Por conseqüência, a mais autêntica fé deve manter como firme e imutável que não haverá regresso algum do Diabo e dos seus anjos ao estado de justificação e à vida dos santos; nem outro motivo mais justo e mais manifesto disto se pode encontrar a não ser este: a Escritura, que a ninguém engana, assegura que Deus não lhes perdoou, estando, portanto, sob uma primeira condenação, encerrados entretanto nas negras masmorras do Inferno, reservadas para o castigo do juízo final, quando forem lançados ao fogo eterno, onde serão atormentados pelos séculos dos séculos.

Se isto é assim, como é que os homens, todos ou alguns, serão subtraídos à eternidade desta pena, depois de um certo tempo, por mais prolongado que se queira, sem imediatamente se desvirtuar a fé pela qual cremos que o suplício dos demônios será eterno? Com efeito, se, daqueles de quem se diz:

Afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno que está preparado para o Diabo e seus anjos, todos ou alguns deles não estão lá sempre, que razões há para se crer que hão-de lá estar para sempre o Diabo e os seus anjos? Será por acaso que a decisão de Deus, proferida contra os maus, sejam eles anjos ou homens, será verdadeira para com os anjos e falsa para com os homens? Assim será com certeza se valer mais, não o que disse Deus mas o que os homens conjecturam. Porque isso não pode acontecer, não devem discutir contra Deus, mas antes, enquanto é tempo, obedecer ao preceito divino aqueles que desejam escapar ao suplício eterno. Depois, que vem a ser isso de considerar como eterno um suplício num fogo de longa duração, e a vida eterna crê-la sem fim - quando Cristo disse, na mesma passagem e numa única frase, unindo uma e outra:

Assim estes irão para o suplício eterno, mas os justos para a vida eterna?

Se um e outro são eternos, certamente que um e outro são de longa duração, com um fim, ou um e outro são perpétuos, sem fim. De fato, são referidos par a par: dum lado o suplício eterno, do outro a vida eterna. Mas dizer numa só e mesma expressão: "A vida eterna será sem fim, o suplício terá fim" é por demais absurdo. Portanto: já que a vida eterna dos santos será sem fim, também o suplício eterno, dos que o merecem, com certeza não terá fim.

12 de ago. de 2010

Herdeiros da Eternidades – Lloyd-Jones

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O homem que se sabe filho de Deus e herdeiro da eternidade tem um conceito bem diferente das coisas desta vida e deste mundo. . . e quanto maior for essa fé e conhecimento, menores ficarão essas outras coisas. Sobretudo, ele conta com uma promessa definida e específica. Lancemos mão dessa promessa e seguremo-la firmemente. A promessa é que, se de fato procuramos essas coisas primeiro e acima de tudo, e quase que exclusivamente, estas outras coisas ser-nos-ão acrescentadas, «como brindes no negócio». O pagão não faz outra coisa senão pensar nessas coisas. . . O homem de Deus ora pelo reino de Deus e o busca, e todas estas coisas são-lhe dadas por acréscimo. É uma promessa específica de Deus.

Você tem na história de Salomão um quadro que ilustra isso muito bem. Salomão não orou pedindo riquezas e longevidade; orou por sabedoria. E Deus disse. . . Uma vez que não oraste por estas outras coisas, dar-te-ei sabedoria; e te darei também estas outras coisas (ver 1 Reis 3). . . Não foi por acidente que os puritanos do século XVII, principalmente os quacres, se tornaram ricos. Não foi porque acumulassem dinheiro, nem porque cultuassem o deus das riquezas. Foi justamente porque viviam para Deus e Sua justiça, resultando daí que não jogavam fora o seu dinheiro, gastando-o em coisas indignas. Em certo sentido, pois, não podiam evitar que se enriquecessem. Apegaram-se às promessas de Deus e, incidentalmente, ficaram ricos!

Ponha a Deus na posição central, bem como a Sua glória e a vinda do Seu reino, e o seu relacionamento com Ele, a sua proximidade a Ele, e a santidade pessoal do seu ser, e você tem a garantia da palavra do próprio Deus, mediante os lábios do Seu Filho, de que todas estas outras coisas lhe serão acrescentadas, na medida em que sejam necessárias ao seu bem estar nesta vida e neste mundo.

Studies in the Sermon on the Mount, ii, p. 145.

17 de jul. de 2010

VIDA ETERNA - Paulo Junior

A maior promessa dada ao homem"a vida eterna"

23 de jun. de 2010

19 de jun. de 2010

C. H. Spurgeon - Uma Aliança Eterna.

A Nova Aliança é Infalível - Os filhos de Deus seguirão firmes até o Céu!


Morte Espiritual e Morte Eterna – C. H. Spurgeon

 
/ On : 10:32/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.


Estamos espiritualmente mortos. Isso porque a sentença não somente foi lavrada no livro, mas também no coração e entrou na consciência, operou na alma, no julgamento, na imaginação e em tudo: "...porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás", não somente foi cumprido pela sentença decretada, mas por algo que aconteceu em Adão. Assim como num dado momento futuro, quando este corpo morrer, o sangue parará, o pulso cessará e a respiração não virá mais pelos pulmões, assim também no dia em que Adão comeu do fruto, sua alma morreu: sua imaginação perdeu seu poder de ascender às coisas celestiais e ver o céu, sua vontade perdeu para sempre seu poder de escolher aquilo que é bom, seu julgamento perdeu toda a sua habilidade de julgar entre o certo e o errado decidida e infalivelmente, ainda assim algo foi retido na consciência: sua memória tomou-se corrompida, propensa a reter coisas pecaminosas, e a deixar as coisas virtuosas deslizarem para longe todo poder que ele tinha cessou quanto a sua vitalidade moral. A bondade era a vitalidade do seu poder - isso se foi. Virtude, santidade, integridade: estas eram a vida do homem, e quando elas se foram o homem tornou-se morto. E agora, todo homem, no que concerne as coisas espirituais, "está morto em delitos e pecados". A alma não esta menos morta num homem carnal do que o corpo quando depositado no túmulo: ela esta real e positivamente morta - não se trata de uma metáfora, pois Paulo não fala por metáforas quando afirma: "Ele vos vivificou estando vós mortos nos vossos delitos e pecados".

Oxalá eu pudesse pregar tudo aos seus corações a respeito deste assunto. Foi suficientemente ruim quando eu descrevi a morte como tendo sido decretada: porém, agora eu falo disso, como tendo de fato acontecido nos seus corações. Vocês não são o que eram antes: não são o que eram em Adão, nem o que foram gerados. O homem foi criado puro e santo. Vocês não são as criaturas perfeitas das quais alguns se gloriam, todos são totalmente caídos, todos se desviaram do caminho, tomando-se corruptos e sujos. Oh, não ouçam o canto da sereia daqueles que falam da dignidade moral e do elevado estado de vocês no tocante a salvação. Vocês não são perfeitos: a palavra tão forte - "ruína" - está escrito em seus corações: e a morte está selada em seus espíritos.

Não imagine, ó homem moral. que poderá ficar de pé diante de Deus em sua moralidade, pois você não é mais do que uma carcaça embalsamada em legalismo, um defunto enfeitado em finas roupas, porém ainda corrupto na presença de Deus. E não pense, o possuidor de religião natural, que poderá pelo seu poder e forca fazer-se aceitável a Deus. Ó homem, você esta morto e poderá vestir a morte tão gloriosamente como quiser porém, ainda assim, isso seria uma farsa solene. Ali está a rainha Cleópatra - coloque sobre a sua cabeça a coroa vista-a com mantos reais, deixe-a sentar com pompa: mas, que calafrio você sente quando passa por ela. Hoje ela é bela, até na sua morte - mas quão terrível e ficar em pé junto desse corpo, mesmo que seja de uma rainha morta, tão celebre pela sua majestosa beleza! Portanto, você poderá ser glorioso em sua beleza, agradável, maravilhoso e bondoso! Você coloca a coroa de honestidade sobre a sua cabeça. Usando todas as vestes de honra, mas a não ser que Deus o tenha vivificado, o homem, a não ser que o Espírito tenha tratado com a sua alma, você é tão detestável aos olhos de Deus como o corpo frio lhe é repugnante. Você não escolheria viver com um morto assentado a sua mesa. E Deus não tem prazer em que você esteja diante de seus olhos. Ele Se ira com você todos os dias, pois esta em pecado - está morto. Oh. creia nisso, leve-o a serio! Aproprie-se disso, pois é bem verdade que está morto, tanto espiritualmente como legalmente.

MORTE ETERNA NO INFERNO

O terceiro tipo de morte é a consumação dos outros dois. É a morte eterna. É a execução da sentença legal; e a consumação da morte espiritual. A morte eterna e a morte da alma; isto acontece depois da morte física, após a alma ter saído do corpo. Se a morte legal e terrível e por causa das suas conseqüências; e se a morte espiritual e horrível, e por causa daquilo que acontecerá depois. As duas mortes da qual falamos são as raízes, mas a morte que advirá é a arvore em plena frutificação!

Oh, se eu tivesse palavras para descrever a você neste momento o que é a morte eterna. A alma compareceu diante do seu Criador; o livro foi aberto; a sentença foi declarada: " apartai-vos malditos". O universo foi sacudido, e tomou as próprias galáxias obscurecidas com a desaprovação do Criador; a alma se foi as profundezas onde habitara com outras na morte eterna. Oh quão terrível e a sua posição agora. Seu leito é um leito de chamas: as visões que ela tem são horrendas horripilam-na; os sons que ouve são gritos, lamentações choros, e grunhidos; tudo que o seu corpo conhece é a imposição de dores lancinantes! Ele tem o inexprimível infortúnio da miséria não mitigada. A alma olha para baixo com medo e pavor; o remorso toma posse dela. Ela olha para sua direita. e as paredes inflexíveis da ruína a mantém dentro dos limites da tortura. Olha para sua esquerda, e ali o baluarte de fogo ardente impede a escalada de qualquer imaginado escape. Olha para dentro de si e ali procura por consolação, mas um verme torturante já penetrou nela. Ela olha em volta não tem amigos que a ajudem, nem consoladores, e sim atormentadores em abundância. Não conhece a esperança da libertação; já ouviu o eterno ferrolho do destino fechando a porta da terrível prisão, e viu Deus tomar a chave e jogá-la nas profundezas da eternidade para nunca mais ser achada. Sem esperança, desconhece escape, não conjectura libertação; suspira pelo fim, mas a morte é por demais um adversário para ali estar; deseja ardentemente que a não existência a possa tragar, mas esta morte eterna é pior do que o aniquilamento. Anseia pelo extermínio como trabalhador pelo seu dia de descanso; deseja profundamente que possa ser engolida pelo nada, assim como o escravo da galé deseja sua liberdade qual nunca chega. Está eternamente morta. Quando a eternidade tiver dado incontáveis voltas a alma perdida ainda estará morta. "Para todo o sempre" não conhecerá fim; a eternidade não pode ser soletrada a não ser na eternidade. No entanto, a alma vê assento sobre a sua cabeça; és maldita para sempre". Ela ouve gritos que serio perpétuos; as chamas que são inextinguíveis; conhece dores que não terão alivio; ouve uma sentença que não ruge como um trovão da terra que logo cessa porém, continua sempre e sempre, retinindo os ecos da eternidade - fazendo milhares de anos tremer outra vez com o terrível estrondo do seu pavoroso ruído; "Apartai! Apartai! Apartai malditos''! Isto é na verdade a morte eterna

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O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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