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4 de nov. de 2011

Cristianismo é Religião? - Vincent Cheung



Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

Sempre agradecemos a Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, quando oramos por vocês, pois 
temos ouvido falar da fé que vocês têm em Cristo Jesus e do amor que têm por todos os santos,
por causa da esperança que lhes está reservada nos céus, a respeito da qual vocês ouviram por 
meio da palavra da verdade, o evangelho que chegou até vocês. Por todo o mundo este evangelho 
vai frutificando e crescendo, como também ocorre entre vocês, desde o dia em que o ouviram e 
entenderam a graça de Deus em toda a sua verdade. Vocês o aprenderam de Epafras, nosso amado 
cooperador, fiel ministro de Cristo para conosco, que também nos falou do amor que vocês têm 
no Espírito. (Colossenses 1:3-8, NVI)
Algumas pessoas têm aversão à palavra “religião” e preferem não ter nada a 
ver com ela. Entre elas, aqueles que se consideram cristãos opõem-se à palavra 
sobre o fundamento que o Cristianismo não é uma religião, mas uma “vida” ou 
“relacionamento”. Mas esse desdém para com a palavra é baseado em ignorância e 
falsa piedade. 
Primeiro, podemos questionar se as palavras “vida” e “relacionamento” são 
de fato descrições adequadas da fé cristã. O relato bíblico dessa vida e 
relacionamento é muito mais rico do que pensam a maioria das pessoas que 
preferem essas palavras como descrições da fé. De fato, a Escritura inclui muitas 
coisas em sua exposição dessa vida e relacionamento que essas pessoas estão 
procurando excluir ao rejeitar a palavra “religião”. 
No dicionário  Merriam-Webster, uma definição principal de religião é “o 
serviço ou adoração a Deus”. Isso pode parecer muito específico para alguns 
filósofos, mas o cristão mediano dificilmente protestaria contra. Mesmo que a  
definição seja insuficiente, não há nada repulsivo ou não-espiritual nela. E sem 
dúvida, “o serviço ou adoração a Deus” pode incluir a idéia de uma vida ou um 
relacionamento, mas é também amplo o suficiente para incluir mais, ou mais das 
coisas que estão envolvidas nesta vida ou relacionamento. 
Então, uma segunda definição é “um conjunto pessoal ou sistema 
institucionalizado de atitudes, crenças e práticas religiosas”. Isso provavelmente 
representa a idéia de “religião” que muitos cristãos dissociam de sua fé ou qualquer 
vida espiritual legítima. Contudo, não há nada inerentemente errado nessa idéia de 
religião; antes, precisamos saber o que tem sido personalizado ou institucionalizado. 
Se for uma religião verdadeira, então ela deveria ser personalizada. Se essa religião 
verdadeira endossa uma organização formal em suas operações, então ela deveria 
ser institucionalizada. 
Institucionalizar algo significa “incorporar num sistema estruturado e, com 
freqüência, altamente formalizado”. Isso poderia ser correto ou errado, e a forma 
                                                  
como é feito poderia ser correta ou errada. Um “sistema… altamente formalizado” 
poderia canonizar um conjunto de tradições humanas, resultando na repudiação da 
ortodoxia doutrinária e liberdade espiritual. Contudo, a falta então reside no que é 
formalizado, e não na idéia em si de uma organização formal. Assim, mesmo a 
institucionalização não tem nada inerentemente censurável, nem é necessariamente 
oposta ao ou pelo Cristianismo. 
Assim, por exemplo, se não é errado para um crente dizer que “o 
Cristianismo é o único serviço ou adoração verdadeira a Deus”, então não é errado 
ele dizer que “o Cristianismo é a única religião verdadeira”. Da mesma forma, não 
existe nenhum problema com a primeira e segunda definição do  Webster's New 
World Dictionary: “crença num poder ou poderes divino ou super-humano, que deve 
ser obedecido e adorado como o(s) criador(es) e governador(es) do universo” e 
“qualquer sistema específico de crença e adoração, freqüentemente envolvendo um 
código de ética e uma filosofia”. 
Se uma pessoa insiste sobre uma definição privada de religião que a torne 
errada ou anti-bíblica, então sem dúvida não deveria aplicá-la ao Cristianismo, mas 
ele não tem nenhum fundamento para impor tal definição sobre outras pessoas. O 
ponto é que quando consideramos as definições comuns dos dicionários, a 
declaração “o Cristianismo não é uma religião” é falsa, e de fato anti-bíblica. Sem 
dúvida o Cristianismo é uma religião. E se estamos considerando essas definições, 
então a pessoa que diz “Dê-me Jesus, e não religião” está nos dizendo que ela não 
quer nada que tenha a ver com “o serviço e adoração a Deus”. 
A distinção necessária não é entre religião e relacionamento, visto que pelo 
menos mediante as definições de dicionários, uma religião pode incluir um 
relacionamento. Antes, a distinção necessária é entre uma religião boa e má, uma  
religião verdadeira e falsa. O Cristianismo é superior ao Islamismo, Budismo e 
outros, não porque é um relacionamento enquanto os outros são meras religiões. 
Todos são religiões! A diferença é que o Cristianismo é verdadeiro e o restante é 
falso. O Cristianismo é uma religião divinamente revelada. É a palavra de Deus 
mesmo sobre o apropriado serviço e adoração a Deus. Todas as outras religiões são 
invenções humanas e demoníacas. 
Assim, a questão crucial não é se o Cristianismo é uma religião, mas que tipo 
de religião é. Uma forma que a Escritura caracteriza a religião cristã é com as 
palavras fé, amor e esperança (v. 4-5). Quando significados subjetivos e emocionais 
são atribuídos a essas palavras, elas não podem transmitir algo substancial sobre o 
Cristianismo ou acentuar suas características distintivas das outras religiões e 
filosofias. Mas quando entendidas de acordo com o seu uso bíblico, essas palavras 
são capazes de expressar alguns aspectos centrais da religião cristã, tanto que alguns 
escritores têm organizado suas dogmáticas em torno delas. Sem dúvida, a mesma  
informação pode ser apresentada em diferenças formas, no que diz respeito a 
termos de estrutura e ênfase. 
A fé não é uma crença ou confiança geral. Algumas pessoas encorajam a “ter 
fé” sem menção do conteúdo dessa fé. Mesmo incrédulos são encorajados a ter fé 
nesse sentido. Se se pretende que essa fé produza um resultado desejável, ou faça o 
esforço e vigor de alguém prosperar, então qual é a base para essa confiança? “Fé” 
nesse sentido freqüentemente não se refere a nada, senão a uma força de vontade 
ou expectativa irracional. 
A Escritura fala sobre fé de diferentes formas. Aqui mencionaremos apenas 
dois de seus significados mais amplos. Primeiro, “fé” pode se referir à religião cristã 
em si, isto é, a série de doutrinas e práticas que a definem, como quando dizemos 
“a fé cristã” e “o conteúdo da fé” (Judas 3). Ou, “fé” pode se referir à crença 
pessoal nessa religião, como quando dizemos “tenha fé em Deus” (Marcos 11:22) e 
“temos ouvido falar da fé que vocês têm em Cristo Jesus” (Colossenses 1:4). Esse 
tipo de fé é um dom de Deus, produzido por seu Espírito naqueles a quem 
escolheu. Quando afirmamos a doutrina da justificação pela fé, afirmamos que 
Deus nos salva dando-nos fé em Jesus Cristo. 
Quando discutimos fé, amor e esperança juntos, estamos interessados nesse 
segundo sentido de fé – é a “fé em Cristo Jesus”. Existe o equívoco popular 
segundo o qual “crer em” Deus não é o mesmo que “crer que” o que ele revelou 
sobre si mesmo é verdadeiro, isto é, crer em coisas “sobre” Deus. Algumas vezes a 
distinção é feita entre confiança e crença, ou confiança e assentimento. Contudo, a 
distinção apropriada é uma feita entre fé verdadeira e falsa, não entre uma fé “crer 
em” e “crer que”, ou entre confiança e assentimento. Seria absurdo dizer: “Creio 
em Cristo, mas não creio em nada sobre ele” – “crer em” Cristo dessa forma não 
tem sentido. Ter fé em alguém é crer em algo sobre ele, e é impossível ter fé em 
alguém de uma forma além ou diferente da que temos fé com respeito a  ele, ou sobre 
ele. 
Tem sido argumentado que o conteúdo de “crer em” e “crer sobre” (ou 
“crer que”) não são necessariamente idênticos, visto crermos em certas coisas sobre 
uma pessoa que nos fornece uma base para “crer em” ou “confiar” nela, além 
daquilo imediatamente indicado por aquelas coisas cridas sobre ela. A menos que 
“confiança” refira-se a uma suposição cega afirmada por pura força de vontade, em 
cujo caso não é de forma alguma a fé bíblica, dizer que você “confia” em Deus 
além do que crê “sobre ele”, é simplesmente dizer que o que você crê “sobre” ele 
fornece uma base para você fazer isso, que por sua vez significa que essa 
“confiança” permanece idêntica ao que você crê “sobre” ele. Isto é, a distinção ou 
“distância” feita entre confiança e assentimento é ela mesma outro objeto de 
assentimento. E isso significa que a distinção é de fato falsa, e a “distância” não 
existe. 
Assim, dizer que temos fé em Cristo é uma abreviatura para dizer que 
cremos em várias proposições sobre Cristo. A palavra “fé” indica a natureza 
positiva e desejável das coisas que cremos sobre ele, e na extensão em que essa fé é 
bíblica, essas coisas serão proposições bíblicas. 

Fonte: http://www.vincentcheung.com

19 de jun. de 2011

Um Cristianismo Hindu - Josemar Bessa



Devemos ser Dogmáticos ou não?

30 de mar. de 2011

Cristianismo Humanista - Paris Reidhead



"Porque por ele, por meio dele e para ele são todas as cousas. A ele pois, a glória eternamente. Amém" Romanos 11:36


Os Humanistas e a Fé - Francis Schaeffer

Duas Colunas

Duas colunas distinguiam a Igreja cristã primitiva de qualquer outro sistema religioso. A primeira dizia respeito ao fundamental problema da autoridade. Em tal Igreja só existia uma autoridade final: a Bíblia, a Sagrada Escritura. Isto se depreende claramente dos ensinamentos de Jesus, de Paulo e da totalidade do Novo Testamento. Entre os leitores do presente tratado, muitos crerão que a Igreja primitiva estava certa em sustentar este conceito da Escritura; porém, até mesmo aqueles que não o aceitam, deveriam compreender que tal foi o conceito da Igreja, para assim entender intelectualmente a mesma.



Os primeiros cristãos criam que a Sagrada Escritura lhes dava uma autoridade externa ao âmbito do relativista, mutável e limitado pensamento humano. Assim, com esta visão da Palavra, tinham o que consideravam uma autoridade não humanista.

A outra coluna da Igreja primitiva que a diferenciava de todos os demais sistemas religiosos era sua resposta à pergunta: Como se achegar a Deus? Se Deus existe e é santo, perfeitamente santo, vivemos num universo moral. Se Deus não existe ou se é amoral ou imperfeito, vivemos, conseqüentemente, num universo relativo com relação à moral. Por outro lado, se Deus é perfeito, e mantém sua total perfeição, então, como é óbvio que nenhum homem é moralmente perfeito, todos eles estarão condenados. A única coisa que poderia resolver este dilema, verdadeiramente básico, acerca de se o universo é moral ou amoral, seria o ensinamento da Bíblia e da Igreja primitiva. Tal ensinamento foi que Deus nunca diminuiu o nível de Suas normas, que Ele exige perfeição e que, portanto, Ele é completamente moral; e que, porém, por causa do amor de Deus, veio Jesus Cristo como Salvador, e realizou uma obra infinita e definitiva na cruz, de maneira que o homem já pode se achegar ao Deus totalmente santo e perfeito, apoiado nesta obra perfeita e consumada, pela fé e sem obras humanas relativas. Estamos tão acostumados a falar disto dentro de um contexto religioso, que esquecemos das implicações intelectuais. Diremos de novo que, tanto se se crê no que a Igreja primitiva e a Bíblia ensinaram, como se não se crê, deve-se entender este ponto que estamos tratando, ou não se poderá compreender a tal Igreja, nem seu caráter distintivo.



Uma vez que se ensina a exigência por parte de Deus de perfeição total, se mantém a existência de um universo moral; e ao se ensinar a obra perfeita do Salvador, segue-se que não necessariamente todos os homens sejam condenados. Assim, qualquer elemento humanista e egoísta é destruído. Até mesmo se o cristianismo não fosse verdade, e nós cremos que ele o seja, esta seria uma resposta titânica; jamais nenhum outro sistema — seja religioso, seja filosófico — deu semelhante resposta.

Assim, pois, as duas colunas distintivas da Igreja primitiva eram um golpe combinado e completo contra o humanismo. A autoridade ficava fora da mutável jurisdição humana e assim, o acesso pessoal de cada indivíduo ao Deus eternamente santo se baseava, não nos atos morais ou religiosos relativos do homem, mas na absoluta e definitiva obra (e por ser Ele Deus, infinita) de Jesus Cristo. Tudo isto fazia que o homem fosse arrancado do centro do universo, donde havia intentado situar a si mesmo, quando se rebelou contra Deus na histórica queda no Éden, e destruía o humanismo, atacando-lhe no seu próprio coração.


Uma mudança

Uma mudança apareceu nos tempo do imperador Constantino. Este fez paz com a Igreja, porém, começou a se intrometer nela. Esta mudança de direção progrediu lentamente no princípio, e logo com crescente velocidade. Tendo começado com Constantino, foi orientada em sua direção definitiva na época de Gregório o Grande; e não com respeito a questões incidentais, mas ao conceito básico. Tal mudança de direção destruiu as duas únicas colunas, as quais referimos mais acima. A Igreja viria a ser o centro da autoridade, no lugar da Palavra de Deus. Aqui é re-introduzido o elemento humanista. Com relação à segunda coluna, é agora afirmado que a salvação, em vez de descansar somente sobre a completa obra de Cristo — isto é, sua obra consumada no espaço e no tempo, na história — se sustenta também nas obras humanas. No sistema católico-romano, estas obras se acham em três importantes âmbitos. O primeiro é o da missa. Não se considera já, na missa católico-romana, que Jesus Cristo consumou Sua obra no espaço de tempo histórico em que morreu na cruz, mas que Jesus Cristo está sofrendo constantemente. Ele sofre de novo, no sacrifício não sangrento, cada vez que se celebra uma missa. Porém há mais ainda: considera-se que aqueles que participam da missa estão oferecendo a Cristo em sentido ativo. Basta ler o missal católico-romano para dar-se conta da força disto. Cristo é oferecido pelo oficiante, porém quem participa da missa participa em seu oferecimento ativo de Cristo.

Achamos o segundo elemento humanista no âmbito da penitência. Esta é o sofrimento na vida atual, seja religioso, seja de uma maneira geral, para compensar a ausência de boas obras positivas. Assim, o sofrimento tem valor prático.

O terceiro elemento humanista diz respeito ao âmbito do purgatório, no qual o valor do sofrimento se projeta para o futuro. Sofre-se até merecer o mérito de Cristo.

Claro está, que desta maneira se destroem totalmente as duas colunas básicas da Igreja primitiva, e assim encontramos no sistema católico-romano um retorno ao que está especificamente relacionado com os demais sistemas humanistas.


Os críticos da arte

Os críticos da arte, literatura, etc., entendem estas coisas e as expõem com notável clareza. Numa publicação de Skira sobre Botticelli, Giulio Carlo Argan, italiano, crítico de arte, escreve: “O fato é que, certamente, nos planos políticos e religiosos havia um grande futuro para este sincretismo da arte e da cultura, uma vez que aquele havia sido incorporado ao programa humanista progressivamente estabelecido pela Igreja depois do sério Cisma do Ocidente (1378-1417), já que esse programa facilitava, no final das contas, numa justificação histórica da fé cristã, admitindo a Antiguidade clássica como sua e mostrando-a arrogantemente como a filosofia natural do homem, o prelúdio providencial à revelação da verdade absoluta por Jesus Cristo. Porém esta grandiosa, sistemática síntese de história, natureza e fé, que iria constituir a base ideológica do classicismo de Rafael...” No exposto, Argon resume e explica o humanismo básico da Igreja Católica Romana.

Notem-se três coisas:

I. — Ele diz que se trata de um programa humanista.
II.— Diz que a justificação histórica da fé cristã — justificação ante aqueles que representam a cultura humanista em volta, ante os homens que estão fora da Igreja —, foi proporcionada por uma síntese sistemática.
III.— Destaca que com esta síntese, traça-se uma linha ininterrupta entre a Antiguidade e a verdade revelada em Jesus Cristo.

Tudo está escrito, certamente, numa História de Arte, e desde o ponto de vista da arte; porém, o que disse o autor é verdade de modo geral. O catolicismo romano constitui um intento de síntese entre as noções humanistas em volta e as não humanistas da Escritura.

A pintura do Renascentismo deixa isto sumamente claro. Rafael planejava pintar quatro habitações no Vaticano. Pintou duas, e seus discípulos as outras duas. Um das habitações pintadas pelo próprio Rafael, nos proporciona uma claríssima prova do que descreve Argan como “a base ideológica do classicismo de Rafael”. Numa parede desta habitação pintou a Igreja, tal como a via em sua forma católico-romana, e na oposta, “A Escola de Atenas”. Isto não foi por casualidade, já que o fez assim de propósito. Trata-se de uma expressão artística do intento católico-romano de síntese entre a filosofia humanista, e a não humanista da Palavra de Deus.

No tempo em que Rafael trabalhava no Vaticano, Miguel Ângelo pintava a Capela Sixtina. Devem-se considerar os aspectos de sua obra na mesma. Primeiro, as pinturas do teto; logo, as da parede do fundo.

No abobadado teto pintou uma séria de figuras colocadas de uma forma que dava a impressão de sustentar a seção central do mesmo. Estas figuras correspondem alternativamente a um homem e uma mulher. Colocou o nome correspondente debaixo de todas elas, de modo que não pode haver equívoco com relação ao que estava dizendo. Os homens representam os profetas do Antigo Testamento. As mulheres, as antigas sibilas. Colocou a todos alternativamente como iguais. Eis aqui sua maneira de dizer o que dizia Rafael com suas pinturas do Vaticano. Na abóbada assim sustentada, achamos a representação pictórica do cristianismo.

Assim, Miguel Ângelo entende e expõe claramente como em seu tempo a Igreja Católica Romana se esforçava para realizar a síntese entre o antigo humanismo e o cristianismo bíblico.

A pintura da parede do fundo da Sixtina nos diz a mesma coisa. Representa o Juízo Final, e quando se contempla pela primeira vez, pensa-se que, exceto pelo lugar central de Maria, é uma cena bíblica. Porém, logo se observa a existência de um pequeno barco na parte inferior direita, e se adverte que nos achamos diante do barco no qual os mortos eram conduzidos através da lagoa Estigia, segundo a mitologia pagã. A pessoa então, se dá conta que a cena não procede da Bíblia, mas de Dante, que já trabalho sobre a base da mencionada síntese.


O teólogo mais importante

O teólogo mais importante da Igreja Católica Romana é Tomás de Aquino. A leitura de sua Summa manifesta claramente a ênfase na mencionada síntese. Assim, o que vimos dizendo não é desconhecido na apresentação da própria Igreja Católica Romana. Tanto em sua arte, como em sua teologia, o catolicismo romano está edificado específica e centralmente sobre o intento de síntese entre os pensamentos humanista e bíblico.

Este elemento humanista do catolicismo romano explica o desenvolvimento da mariologia. Maria representa o mesmo. Tu, homem, individualmente não alcanças a vitória porém, Maria, sim, Maria, venceu. E, deste modo, temos um triunfo vicário do homem. Do mesmo modo, os santos católico-romanos representam também uma humanidade vicária, vitoriosa. O homem triunfou.

Seguindo a atual ênfase comum, que intenta apagar as diferenças entre as diversas religiões, se diz freqüentemente, inclusive por evangélicos, porém afetados por esta tendência, que o catolicismo romano adora ao menos, com toda segurança, ao mesmo Deus que a Igreja primitiva e a Reforma. Desgraçadamente, a resposta é: não. O catolicismo romano não adora ao mesmo Deus. A entrada do elemento humanista no sistema católico fez com que Deus seja considerado como um Deus distinto do apresentado na Bíblia. O Deus bíblico é inteiramente santo. Ele não pode aceitar nem a menor imperfeição moral. Se o Deus totalmente santo quiser tratar com algum homem, depois da rebelião deste, sobre qualquer elemento da obra moral humana, só poderia condená-lo. Por isso, no sistema bíblico, Deus permanece inteiramente santo, e nós vivemos num universo absolutamente moral. No sistema católico-romano, Deus não é totalmente santo, já que aceita a imperfeição. Tal sistema afirma que somos salvos pelo mérito de Jesus Cristo, porém introduzindo o elemento humanista, porque o homem deve merecer o mérito de Jesus Cristo. A saída definitiva do purgatório se baseia no merecimento. Este se obtém: 1) Pelas boas obras nesta vida, tanto religiosas como morais; 2) pelo valor dos sofrimentos experimentados na vida presente, que compensam o que faltou com relação às boas obras; 3) pelo valor do sofrimento que se experimenta no purgatório, o qual compensa o que faltou nos sofrimentos da vida na terra. Quando se tem alcançado isto, o mérito de Cristo é merecido. Tudo isso significa que o homem triunfou. Porém, quer dizer também que se adora a um Deus que não é completamente santo. Desde o ponto de vista bíblico tudo isso é, naturalmente, trágico; porém, para alcançar uma compreensão intelectual disso, deve-se entender também que significa que o cristianismo bíblico conduz finalmente, na realidade, a um Deus humanista, não absoluto. Com pesar, porém com uma finalidade definida, deve-se entender e afirmar que o Deus do sistema católico-romano não é o da Sagrada Escritura. Esse Deus é imperfeito; e o universo não é, portanto, absolutamente moral.


Nada novo

A Reforma não reconheceu nem ensinou nada novo. Isto é, nada novo em referência ao ensinamento da Igreja primitiva. A Reforma voltou simplesmente às duas colunas básicas a que nos referimos mais acima. A Palavra de Deus era a única autoridade, e a salvação tinha como base única a obra definitiva do Senhor Jesus Cristo, consumada na cruz. Tudo isso significava a remoção dos elementos humanistas. A Reforma foi revolucionária porque se apartou tanto do humanismo católico-romano, como do secular.

Para entender o que sucedeu depois, deve-se ter em conta que, há uns 250 anos atrás, o humanismo tinha se introduzido na Alemanha, e desta vez nas igrejas que haviam surgido da própria Reforma. Isto foi o nascimento do que na atualidade se chama usualmente liberalismo ou modernismo protestante. A alta crítica alemã e tudo quanto brotou dela até nossa geração, é simplesmente a entrada do pensamento humanista na Igreja protestante depois da Reforma, exatamente como, desde a época de Constantino em diante, o humanismo entrou na corrente da Igreja primitiva. Nunca se enfatizará suficientemente que a alta crítica não sobreveio porque certos fatos a fizeram necessária, mas porque a filosofia humanista sobreveio primeiro. Aceitou-se em primeiro lugar a filosofia humanista, e logo foram adicionados “fatos” que pareciam poder prover uma base conforme a perspectiva humanista. A alta crítica não foi a causa, mas o resultado. Os teólogos protestantes de tal época permitiram a entrada do conceito humanista na Igreja protestante. As duas colunas básicas não humanistas da Igreja foram destruídas de novo. O que devemos entender agora é que, na nossa própria geração, tanto o humanismo do sistema católico-romano como o do protestantismo liberal não diminui, mas que é cada vez mais forte em ambos.


Talvez a maior revolução

Talvez a maior revolução de nossa geração seja a mudança acontecida no catolicismo romano. Alguns podem dizer que na realidade não houve mudança, e que tudo isso é somente um estratagema; porém, seria difícil estar completamente seguro de se efetivamente é esse o caso. O aumento do humanismo na Igreja Católica Romana, em nossa geração, se mostra nos dois âmbitos.

Em primeiro lugar, é um fato que até mui poucos anos atrás Roma havia insistido que os três primeiros capítulos de Gênesis deveriam ser interpretados literalmente. Hoje em dia, quando os científicos católico-romanos se reúnem com os seculares, isto é deixado de lado. Estes homens da ciência romano-católicos não são seculares, mas membros das diversas ordens religiosas. Afirmam-se, nos círculos católico-romanos liberais atuais, que tudo o que devemos aprender do três capítulos do Gênesis é que, no processo evolutivo de animal a homem, a única coisa que se necessitou é que Deus introduzisse em certo momento uma alma racional. Isto é totalmente revolucionário em relação ao que Roma havia ensinado ainda em nossa própria geração, e significa um fortalecimento definido do humanismo.

Em segundo lugar, Roma mudou radicalmente na questão de quem se salva. No passado, o catolicismo romano ensinava, como todavia o faz na Espanha ou no Sul da Itália, por exemplo, que não havia salvação possível fora da Igreja Católica Romana. Hoje em dia, a ênfase recai em que todos os homens sinceros, e de boa vontade, são salvos. Na Igreja primitiva e na Reforma se enfatizou o ensinamento bíblico de que quem não estivesse na Igreja de Cristo (quem não tivesse tomado a Jesus Cristo como Salvador) estaria condenado. Segundo o antigo sistema católico-romano, aqueles que permaneciam fora da organização da Igreja Católica Romana estavam perdidos. Em ambos os casos, nos encontramos com o fato de que havia alguém que estaria perdido. No novo ensinamento católico-romano, com seu acrescentado humanismo, é muito difícil saber quem está perdido; e com respeito aos círculos católico-romanos mais pronunciadamente liberais, não se pode estar seguro se alguém se perde.

Assim, nos achamos ante o velho humanismo, que começou na época de Constantino, da Igreja Católica Romana, porém aumentado agora com o humanismo do moderno catolicismo-romano. Deve-se notar, por conseguinte, que o novo conceito liberal católico-romano não constitui um rompimento absoluto com o antigo catolicismo romano, já que este mesmo tem sido sempre humanista. Constitui simplesmente uma confluência das diversas correntes de um mesmo canal. Deve-se notar, também, que um homem como Teilhard de Chardin, tão popular na Europa e América, corresponde exatamente a esta circunstância.


Ao mesmo tempo

Ao mesmo tempo, o protestantismo humanista, que se iniciou com a erupção da alta crítica alemã, está se movendo, por sua parte, cada vez mais na mesma direção. Existe um notável paralelo entre o que sucede no campo liberal católico-romano, e o que se passa no protestantismo. Assim como o antigo catolicismo romano humanista está se transformando no humanismo ainda mais aberto do catolicismo romano liberal, também o antigo protestantismo liberal está desenvolvendo um novo liberalismo. Desde a aparição da teologia kierkegaardiana, isto é, a chamada neo-ortodoxia, se utiliza mais a palavra “Deus”, assim como outros termos religiosos, porém significa menos. No velho protestantismo liberal, as coisas eram, ao menos, certas ou falsas — no espaço, tempo e história —, de um modo que qualquer um poderia entender. No novo protestantismo liberal, a imprecisão que se pode notar nas obras de Teilhard de Charlin, é igualmente aparente. As afirmações do bispo Pike, da Califórnia, devem ser entendidas neste contexto teológico. Ele tem levado simplesmente o novo liberalismo de Kierkegaard, Barth, Brunner e Niebuhr a suas conclusões lógicas, porém falando numa linguagem clara, isenta de termos técnicos, de maneira que a força completa do lendário novo mundo religioso do liberalismo pode ser percebida pelo não especialista. Bultmann e Tillich têm feito o mesmo, conduzindo o pensamento de Kierkegaard a suas conclusões lógicas; e no caso de Tillich, parece provável que ele tenha ido mais longe do que Pike, porém suas obras estão escritas com uma terminologia tão elevada, que somente os que entendem podem dar-se conta da força do que foi escrito. Em todos os casos, a palavra “Deus” veio significando cada vez menos, até ao extremo de que uma pessoa deve se perguntar assombrada se nessa teologia há algum Deus. Esta é exatamente a direção que segue o catolicismo romano humanista em sua nova forma liberal, mostrada por Tielhard de Chardin. Devemos afirmar novamente, desta vez referindo-nos ao protestantismo liberal, que seu Deus não é o bíblico.

No pensamento oriental, a “justificação da vida” é a meditação. Isto não significa que meditando se encontre algo necessariamente, mas que a meditação como tal, dá à vida humana um aparente propósito e significado. No novo liberalismo se encontra a fé, desde Kierkegaard, como um passo nas trevas, como a justificação da vida. Isto está mais em consonância com a mente ocidental que a meditação, porque o passo nas trevas incumbe à ação e, portanto, à vontade de sofrer pela própria ação. Porém, basicamente é o mesmo: o passo nas trevas traz a justificação da vida, e a terminologia religiosa vem sempre sendo usada cada vez mais para que pareça dar um propósito à vida. Porém, nunca se está seguro se nela há realmente algum significado, e a própria palavra “Deus” se torna mais e mais vaga, até desaparecer até mesmo a distinção entre um Deus pessoal ou impessoal. Neste ponto, o catolicismo romano e o protestantismo liberal humanista, ambos em sua nova forma, estão perto de se unirem; e em termos de humanismo, ambos estão relacionados com o conceito clássico grego de idéias e ideais, assim como com os conceitos orientais.

r ainda se por “cristãos”. Pois como disse o Guilherme alhures:
É significativo

É significativo que “O fenômeno do homem”, obra de Teilhard de Chardin, publicada depois de sua morte, mostre a marca desta união. Teilhard de Chardin era jesuíta. Julian Huxley, ateu, escreveu a introdução do livro. E tanto na Europa como na América, são os protestantes liberais que o recomendam. Tudo isso não é senão o desenvolvimento do antigo catolicismo romano humanista transformando-se no novo catolicismo romano liberal; e o velho liberalismo humanista protestante movendo-se progressivamente na mesma direção, no novo liberalismo da neo-ortodoxia. Assim, em nossos dias, a diferença entre a Rocha humanista e o novo protestantismo liberal, o neo-ortodoxo, é de detalhe, e não básica.




Conclusões

Isto nos leva a perceber, como primeira conclusão, de que não existe uma verdadeira razão para que não haja um movimento em direção à união entre o catolicismo romano e o protestantismo liberal. Quando o arcebispo de Canterbury visitou o Papa, disse: “Já não há necessidade de nos estorvarmos um ao outro. Pois, se já não estamos um contra o outro, estamos um pelo outro, e assim podemos ser gloriosamente livres para estar juntos por Jesus Cristo e pela verdadeira unidade de Sua Igreja. Eu digo expressamente «unidade» e não «união», porque a união ou re-união se baseia numa reconciliação de jurisdições e autoridades. Porém, a unidade é só de espírito, e nesse espírito...podem entrar nas igrejas facilmente, e inclusive já estão entrando na atualidade“.

Isto é simplesmente um exemplo do que temos estado dizendo. O catolicismo romano e o novo protestantismo liberal descansam sobre a mesma base, e não existe nenhuma razão em absoluto, exceto com respeito a detalhes, para que não se unam. Qualquer conceito de verdade absoluta foi expulso em ambos campos.

Os escritos de um homem como o jesuíta norte-americano John Courtney Murray devem ser entendidos nessa estrutura. Ele e seus colegas estão instando para que os EE.UU., e também os países do Norte da Europa de tradição reformada, comecem a se desenvolverem sobre a base do conceito católico-romano de “lei natural”. Os católico-romanos instam nisto porque afirmam, com bastante razão, que os EE.UU. (como toda a cultura norte-européia) não têm ainda uma base, ou consenso, sobre o que fazer nos domínios da moral social, do direito, do governo, etc. Nisto tem razão quem pensa como Murray; porém o motivo pelo qual os EE.UU. e demais países mencionados não têm ainda uma base ou consenso para atuar, é que, tendo renunciado ao que a Reforma ensinou, tornaram-se abruptamente humanistas, e não têm absolutamente ao que se referir, ou sobre o que fundamentar suas ações.

Porém, o conceito católico-romano de lei natural é igualmente humanista e sem um absoluto em relação ao qual atuar. Temos visto que o humanismo entrou no sistema católico-romano a partir de Constantino, e especialmente que o catolicismo romano liberal moderno é devastadoramente humanista. O mesmo J.C. Murray reconhece tudo isso quando diz que a noção de lei natural é pré-cristã, anterior até mesmo aos antigos gregos, e que foi Tomás de Aquino que modelou e poliu este conceito. Isto está especificamente relacionado com as pinturas de Rafael e Miguel Ângelo no Vaticano. Faz parte do intento católico-romano para alcançar a síntese entre o pensamento humanista e o bíblico; e no âmbito do governo, o direito e a moral social, deve finalmente dar como resultado sempre conclusões humanistas e, portanto, relativas. Assim, por exemplo, a revista “Time”, de 12 de dezembro de 1960, tratando sobre o conceito de lei natural que sustenta John C. Murray, disse: “O critério de bom e mal deve ser achado na natureza do homem; o homem é — de maneira natural — um ser social; e por isso, o bem da sociedade é o do homem. O robô, por exemplo, é mal porque subverte a base da vida social, já que faz alguma mal, no terreno privado, a outro. Quando há conflito entre a satisfação das necessidades naturais, o racional (e por isso, legal) é subordinar a mais baixa à mais alta. Assim, a auto-conversação é algo bom; porém, a oposição arriscando a própria vida quando a exige o bem da sociedade, é algo mal”.

Do ponto de vista bíblico, o pecado é tal porque é contra Deus, não porque seja contra a sociedade. Quando prejudicamos a um ou vários homens é pecado, não porque tenhamos lhes prejudicados, mas porque lhes ocasionar danos contradiz a existência, o caráter e a lei de Deus. Assim, pois, o sistema bíblico é não-humanista , e absoluto. Porém, o sistema católico-romano é humanista e relativo, primeiro em sua teologia — inclusive em sua visão de Deus —, e logo em sua aplicação prática da lei natural. O conceito católico-romano de lei natural é parte da “sistemática síntese” de que fala Argan quando trata da arte de Rafael.

Na teologia católica-romana achamos uma linha ininterrupta entre o homem tal como foi criado, o homem pecador, e o homem redimido. No pensamento católico-romano a queda do homem não foi realmente total; e a salvação consiste unicamente na adição de uma justiça infundida no indivíduo. Esta linha ininterrupta é a base de seu conceito de lei natural. O ensinamento bíblico é radicalmente diferente: existe um rompimento total na queda de homem, e outra vez o mesmo na justificação. Por causa de tal queda, o homem permaneceu verdadeiramente morto. Na justificação, este passa do estado de verdadeira morte para o de vida real. Segundo a Sagrada Escritura, o homem, depois de sua queda, ainda é verdadeiramente “imagem” de Deus, no sentido de que permanece como criatura moral e racional. Ser uma criatura moral e racional depois da queda quer dizer, segundo a Bíblia, três coisas:

I. — O homem não redimido, todavia, pode desejar significância porque se acha ainda no universo para o qual foi criado; ela ainda é moral e racional. O pintor não redimido ainda pode pintar, o que ama ainda pode amar, etc.


II. — Como diz Romanos 1:19-20, o fato de que o homem permanece como um ser moral e racional o condena, porque dentro de si, em sua consciência, e na criação que o rodeia, tem testemunhas que lhe dizem que vivemos num universo moral-pessoal e que há um Criador. O fato de que o homem não redimido tenha uma consciência que o condena, está relacionado com o de que continua sendo um ser moral. O fato de que deveria ser capaz de pensar e saber, por causa da criação que o rodeia, que há um Deus, está relacionado com o de que continua sendo um ser racional. Que tenha ainda uma consciência, que continue amando, que continue anelando e buscando a beleza, o condena, porque estas coisas lhe indicam e deveriam levar-lhe numa direção exatamente oposta à que constitui a conclusão lógica de toda crença não cristã. A conclusão lógica de todas elas é que o universo é impessoal e amoral.


III. — Que o homem seja ainda um ser moral e racional e, portanto, não uma máquina, estabelece uma situação em que pode ouvir o Evangelho, e começar a refletir.

Porém na queda, o homem morreu. A força do existencialismo secular consiste em que reconhece e afirma que o homem está morto. Os existencialistas estão de acordo com a Bíblia neste ponto básico. Contudo, esta nos diz o porque o homem se acha nesta condição, e nos dá o remédio para a mesma. O homem foi criado com o propósito de que amasse a Deus com todo o seu coração, com toda sua alma e com toda sua mente, e havendo-se rebelado, é culpado, e está morto e sem propósito. Depois da queda histórica no Éden, a culpabilidade do homem lhe separa totalmente de Deus, e todas as relações secundárias estão pervertidas — as relações do homem consigo mesmo, com os demais, e com a criação —. A noção bíblica é absolutamente diferente da opinião de que existe uma linha ininterrupta, através da queda, desde a criação até a salvação. O homem, em sua rebelião contra Deus, destruiu o propósito primário para o qual foi criado e, portanto, todas as coisas estão pervertidas. De acordo com a noção bíblica, o homem se torna, na salvação, sobre a base da obra consumada de Cristo, uma nova criatura nEle, e, ainda que não de modo perfeito nesta vida, porém todavia real, todas as relações secundárias ocupam assim seu lugar devido. Em outras palavras: segundo a mente da Escritura, um humanismo não-regenerado não chega a ser humano e conduzirá ao infra-humano em todos os aspectos da vida, incluindo um consenso para a moral, o direito ou o ponto de vista social. Assim, pois, edificar sobre o conceito católico-romano de lei natural, ou sobre qualquer outro conceito humanista não-regenerado, é construir sobre o que conduzirá a algo que está por baixo da verdadeira humanidade, e que reduz progressivamente o homem à condição de máquina ou animal.

Ou, para dizer de outro modo: sendo a Igreja Católica Romana basicamente humanista, deve tratar sempre com o relativo, isto é, é o posto ao guardião do Absoluto, seja no entendimento, seja na moral. Na noção bíblica, todos os elementos humanistas estão eliminados. Na do catolicismo romano, todos os elementos humanistas básicos estão presentes.

O homem vive hoje num vazio total, busca desesperadamente uma base, e o catolicismo romanos lhe está recomendando que aceita como tal seu conceito de lei natural. Este possui um atrativo especial para os intelectuais, porém quando é examinado, se vê que não é uma base absoluta de maneira alguma, e que na realidade está relacionado com todas as demais formas de humanismo que nos assediam. Existem o humanismo protestante liberal, o comum norte-americano, e o mais recente, o socialismo, elaborado pelo polaco Adam Schaff. Este último é a nova variedade comunista de humanismo. O humanismo católico-romano é só uma parte deste quadro, e não provê solução alguma — todas estas vozes juntas se acham no âmbito de um retorno do mundo humanista gentio ao que existia antes de Jesus Cristo, porém tanto mais grave visto que seus componentes são universais. Existe pouca possibilidade de revolução, e não lugar para onde ir.


A segunda conclusão

A segunda conclusão é, por conseguinte, que o catolicismo romano não difere basicamente, em relação ao consenso de lei natural que está oferecendo ao homem em seu dilema, das outras formas humanistas — como sua teologia, tão pouco difere no básico das demais concepções humanistas, sendo a base de tudo isso o fato de que o catolicismo romano adora a um Deus imperfeito — Aceitar o conceito católico-romano de lei natural é viver sem base absoluta, e isso pode acarretar tão somente como resultado que a arbitrária voz da igreja venha a ser a norma, como ocorreu antes da Reforma. Transladar-se do vazio do pensamento geral de nosso século ao pensamento católico-romano, com relação ao governo, o direito, a sociedade, etc., é, no final da contas, passar só do vazio para outro vazio, sendo a norma a arbitrária e totalitária voz da igreja.

A Igreja primitiva e a Reforma, como temos visto, descansavam sobre duas colunas não humanistas, e na Reforma — quando um número suficiente de homens criam nestas coisas —, elas proviam uma base absoluta para a sociedade, o governo, o direito, etc. Porém agora que o mundo ocidental pós-cristianismo não crê ainda nestas coisas, não existe uma base, e o caminho que se segue conduz ao caos, ou ao totalitarismo em qualquer de suas manifestações. Isto é, segue-se esse caminho, a menos que Jesus Cristo volte, ou que de novo haja um número suficiente de homens que creiam e atuem nas e sobre as duas colunas não-humanistas tantas vezes mencionadas, e detenham essa marcha.


A terceira conclusão

A terceira conclusão é que os verdadeiros evangélicos devem permanecer sobre a base das duas colunas não-humanistas sem vacilar, ainda que isso signifique permanecer sozinhos. De outro modo, não constituiremos uma ajuda real na salvação de almas, e não seremos úteis na escuridão moral do século XX, quando o homem se torna progressivamente menos humano, tanto na vida privada como na pública, em ambos lados da Tela de Ferro. O cristianismo tem algo para dizer no século XX no que diz respeito ao direito, ao governo, à vida social, às artes, etc.; porém, não pode dizê-lo se compromete as duas colunas não-humanistas. Tudo isso significa permanecer tão claramente apartado do chamado católico-romano para com a lei natural, ou do chamado das conclusões sociológicas neo-ortodoxas nas pessoas de Brunner, Niebuhr, etc., como do humanismo popular norte-americano. Isto não pode se fazer na carne, senão que deve ser feito no poder do Espírito Santo, tomando acrescentada força no Senhor, conforme nosso complexo religioso-cultural se torna cada vez menos cristão. Em breves palavras, conforme vem a ser cada vez mais como o que circundava à Igreja primitiva. Porém, qualquer coisa que seja menos que o indicado, será finalmente a negação de nossa herança das duas colunas exclusivas não-humanistas, e nos fará ineficazes para ajudar tanto às pessoas individualmente, como à sociedade.

13 de mar. de 2011

Refletindo Sobre Algumas coisas - Mensagem aos Cristãos



Refletindo sobre Algumas coisas! Parte 1.

O Que seria a Família para os que possuem aqui na terra,considero como um alicerce valioso que ele nos permite ter,conviver,aprender e exercer seus mandamentos,a obra começa em casa I Timóteo 5:8) “Porém, se alguém não cuida dos seus parentes, especialmente dos da sua própria família, essa pessoa negou a fé e é pior do que um incrédulo”.Muitos nascem em uma família unida outros não,mais Deus pensa em tudo e ainda nos da a chance de casar e assim fazermos a nossa família, Faz com que a mulher estéril viva em família e seja alegre mãe de filhos." Salmos 113:9 . Deus faz com que o solitário habite em família" (Salmo 68:6)

Quantos nascem e são abandonados pelos pais? Sejam morando com eles mais não recebem cuidados,que seriam o amor, e uma boa educação,mais são ensinados pela babá eletrônica, influenciados pelos amigos, e a referência deles é os artistas ,não se espelham nos pais,e quando se espelham é triste,pois pais que não servem a Deus não poderão ensinar seus filhos o caminho que devem andar,para quando cresceram não se desviarem de Deus ou em outros casos o abandono é mais cruel quando são jogados nas ruas ou orfanatos, em outras situações muitos se sentem sozinhos no meio de familiares ou até amigos,mais na bíblia diz “Em todo tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão” (vs 17:17)- “O homem que tem muitos amigos, deve mostrar-se amigável; mas há um Amigo que é mais chegado do que um irmão.” (vs 18:24)Que sorte daqueles que encontram amigos aqui,mais aqueles que não acham amigos aqui não se entristeçam pois temos um perfeito se chama Jesus que morreu por nós, Não fomos nós que achamos a Deus, foi Ele quem nos encontrou (Lc 19.10)...

Foi Deus quem nos reconciliou consigo mesmo por meio de Jesus (II Co 5.18-21). Nós só amamos a Deus porque Ele nos amou primeiro (I Jo 4.10, 19)”. Este véu foi rasgado quando Cristo morreu na cruz "Neste instante o véu do templo se rasgou em duas partes, de alto a baixo. Tremeu a terra, e fenderam-se as rochas" (Mt 27:51). Bom é saber que os cristãos podem vir a qualquer momento à presença de Deus com a confiança que nós obteremos clemência e graça para achar ajuda em tempo oportuno. Que benção maravilhosa, receber sua graça o seu favor imerecido.Quando Jesus morreu na cruz " o véu do templo rasgou-se de alto abaixo" (Mateus 27,51), simbolizando que Jesus derrubou a barreira entre Deus e o homem e permitiu o acesso dos homens à presença de Deus. Cristo fez o ultimo sacrifício, o único sacrifício que reconciliou Deus com os homens.Com sua morte Jesus aboliu todas as distinções : entre judeus e gentios (Romanos 10,12), entre sacerdotes e homens comuns (Apocalipse 1,6) , entre homens e mulheres ( Galatas 3:28). Pela sua morte, todos nos tornamos iguais aos olhos de Deus e todos ganhamos a permissão de entrar na sua presença e adquirir intimidade com o Senhor.Significa que se as pessoas, ou as coisas nos faltarem, teremos o Senhor,e assim poderemos contar com sua presença e nunca mais nos sentiremos sozinhos novamente, na sua palavra diz também,


Se meu pai e minha mãe me abandonarem o Senhor me acolherá" (Salmos 27,10) Isaías 49.15: “Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti”.Que confortantes para os orfãos,abandonados,viúvas e solitários nesse mundo,ele cuida de nós

Refletindo sobre Algumas coisas!Parte 2

Além da Família,vamos olhar as belezas criadas pelo Senhor podemos ver a natureza,o vento como é gostoso quando fechamos os nossos olhos e só sentimos ele batendo em nosso rosto,o mar, o nascer do sol ou o pôr do sol a lua e as estrelas,como é lindo contemplar a criação do Senhor,acordar ouvindo os pássaros cantando,gosto muito dos animais e vejo a ternura e a fidelidade da minha cadelinha,posso chegar de qualquer jeito,de mal humor,ou nem dar atenção,sempre sou recebida com amor,alegria,pulos e querendo brincar,como é prazeroso olhar a vida dos animais e como eles também servem de exemplo para seguirmos,poderia aqui citar vários exemplos de animais que ficamos olhando e admirando seus cuidados. 




Os insetos também são exemplos veja a formiga,na bíblia diz:Vai ter com a Formiga ó Preguiçoso”. ( Prov. 6.6) Porém a Bíblia a Palavra de Deus, nos chama a atenção para olharmos para a formiga, para a sua atitude, determinação, foco, habilidade, perseverança e trabalho. Este versículo é uma reflexão ao trabalho em todos os seus níveis. O próprio Deus estabeleceu o trabalho e disse para o homem: “Do suor do seu trabalho Comerás”.

A formiga mesmo pequena e sem nenhuma força “uma pesada de uma criança ela já morre”é um grande exemplo de garra, de trabalho, de fervor, de paciência, dedicação, perseverança e visão futurística, pois ela sabe que seu trabalho no verão garantirá um inverno farto e abundante.Vimos essas adoráveis formigas andando pelos nossos quintais e casas carregando mantimento e todas focadas num só propósito:O Bem Estar Da Comunidade em que ela vive e convive.




Refletindo sobre Algumas coisas!Parte 3

As Crianças devem ser observadas também,Então, lhe trouxeram algumas crianças para que as tocasse, mas os discípulos os repreendiam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se e disse-lhes: Deixai vir a mim os pequeninos, não os embaraceis, porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo: Quem não receber o reino de Deus como uma criança de maneira nenhuma entrará nele. Então, tomando-as nos braços e impondo-lhes as mãos, as abençoava.(Mc 10.13-16)Algumas de suas características é a...


Criança cai, se machuca e logo se levanta com um belo sorriso...

Criança briga e logo perdoa, sem guardar mágoas e ressentimentos...
Criança tem o coração puro, limpo, livre de maldades...
Criança é corrigida pelo pai e mesmo recebendo uma palmada, entende que foi para seu bem e aprende a lição...Realmente para entrarmos no Reino dos Céus temos que ser como crianças... ingênua,inocente,seu carinho e sua sinceridade são sinceros, se são contrariadas se chateiam por pouco tempo depois voltam a sorrir e nos conquistar com suas brincadeiras e sua doçura, como é bom ver a sua pureza.



Vamos aprender com os idosos que envelhecem com Deus, e suas experiências, são pessoas que passaram sua vida em prol da obra do senhor,sentar com eles e ouvir suas historias e testemunhos aí lembramos das palavras Salomão que diz vaidade tudo é vaidade,pois tudo passa a juventude,a beleza as forças e só fica a virtude,a sabedoria e o caráter adquirido e moldado por Deus.



As músicas,como gosto do som do violão,do piano,do violino sendo usado em uma linda orquestra louvando ao Senhor imagino como será nos céus,e as poesias onde podemos expressar nossas emoções e reflexões,as músicas e louvores a nossa adoração,cantar para o Senhor de alma e coração,sentir tocando o mais profundo do nosso ser,temos também as pinturas e os desenhos.


Refletindo sobre Algumas coisas!Parte 4



As Coisas simples da vida são tão boas,quando paramos para observa-las não acha?Como é gostoso receber um abraço de agradecimento,ou simplesmente por que foi lembrando ou quem sabe aquele de repente que você nem espera, como é bom ser lembrando,como é bom saber que alguém gosta da sua compainha,que se agrada em passar horas conversando e rindo ou até mesmo não fazendo nada,mais estando ao seu lado.Ou quem sabe aquelas palavrinhas que fazem uma diferença para amenizar situações e nos cativar cada vez mais,um obrigado,licença,posso ti ajuda,lembrei de vc,estou com saudades,vc é importante para mim,quero conhecer vc,me perdoe,vc não está só,chore no meu ombro,não sou ninguém para ti julgar,vamos orar,mesmo que tudo isso que acho maravilhoso,não se fizer presente na minha vida e eu não venha a receber,que eu possa receber de Deus a tal ponto dele me encher de sua presença e assim eu tenha sempre para dar para os que não me dão nada em troca,vamos nos questionar agora,como temos servido a Deus e aos outros seria por obrigação, resmungando, murmurando, ou temos feito o contrário?


Vivendo como servo nesta terra, vivendo realmente o que nos diz em (Mateus 20:28 )“Bem como o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir, e para dar a sua vida em resgate de muitos.” Temos que pensar, e fazer a diferença! Servir por amor no trabalho, por prazer em casa, na faculdade, na escola, na igreja, no ministério, na congregação! Muitas vezes desvalorizamos os outros, porque se enchem de orgulho e egoísmo, pensam que são melhores do que os outros, por isso deixam de servir aos outros e passam a servir a sí mesmo, alimentando sempre seu EU,seu EGO e a sua CARNE esquecem de alimentar seu ESPÍRITO e não buscam a Deus de verdade e assim ele acaba enfraquecendo, porque dependemos e precisamos do Senhor para sermos pessoas melhores, moldadas e transformadas para seguir os seus passos sendo sua imagem e semelhança!

 Buscar há Deus por amor e não por obrigação, viver com o coração de servo, servindo as pessoas na tristeza e na alegria, servindo nas lutas e nas vitórias, pois sabemos que maior é a vida em Deus do que a vida no mundo. E quando descemos na presença do Senhor para que ele cresça, quando reconhecemos nossas limitações, fraquezas e que somos pecadores e necessitamos de sua graça e misericórdia para fazer tudo, Ele é fiel e justo para nos honrar e nos orientar segundo a sua vontade.“Se alguém me serve, siga-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo. E, se alguém me servir, meu Pai o honrará.” (João 12:26)




Que possamos tomar a posição de servos de Cristo, fazendo com que a nossa luz resplandeça e cresça a cada dia, podendo levar o amor a paz e a bondade aos corações e aos povos não alcançado, que outras pessoas vejam a graça e o cuidado de Deus em nossas vidas através da nossa servidão, onde servimos por prazer e por amor a obra de Jesus. Que venhamos modificar nossas vidas em nossas moradas, em nossos ministérios, nossos trabalhos, nossos estudos, fazendo tudo por amor a Deus, que deu o seu filho na cruz, por amor a nós, pelos nossos pecados. Que tenhamos a plena consciência da nossa missão na terra, do nosso dever.Vamos declarar para todos ouvirem, que servimos a Cristo por amor, e que os nossos corações são consagrados a Jesus, como diz em Josué, vamos gritar ao mundo!

(Josué 24:21) “Então disse o povo a Josué: Não, antes ao SENHOR serviremos.”





Refletindo sobre Algumas coisas!Parte 5

O Amor ao próximo,fazendo sempre a sua obra,evangelizando e desejando sempre alcançar vidas perdidas para levar a palavra que tem o poder de transformar vidas perdidas,ser usado nas mãos do Senhor,ser a diferença no meio de um povo tão corrompido pelo pecado, "Não há um justo se quer" (Rm 3:10-11) Romanos 3:11-12 Não há quem entenda; não há quem busque a Deus.Todos se extraviaram; juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só.Romanos 3:23 “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus;Mas podermos ser alcançados por sua graça e misericórdia ouvir seu chamado,nos arrepender de nossos pecados,o Senhor nos perdoa e lança no mar do esquecimento todos os nossos pecados,e assim procurarmos nos achegar a ele sendo não somente ouvintes da palavra mais praticantes, vale mais obedecer do que sacrificar,tendo compromisso e temendo a Deus.




Como meu coração se entristece de ver tanta maldade injustiça,falta de amor,lamentável quando nos voltamos para algumas igrejas e esperamos encontrar pessoas dispostas a desejarem ser a imagem de Jesus aqui na terra, praticamente vemos o retrato do mundo lá dentro,já não conseguimos mais diferenciar entre eles,é igual ao mundo,mais tenho visto em alguns casos que chegam a ser piores,por ex:pessoas que se dizem cristãos,são orgulhosos,falam dos irmãos,julgam todos querendo ser mais santos e melhor que todos querendo ser mais sábios que todos, sempre se veem tão justos e merecedores, mostrando assim em algumas de suas atitudes que não amam o próximo,são egoístas, escolhem as pessoas que desejam amar, vão em busca de seus próprios interesses,como se Deus fosse um papai noel e que tivesse que suprir todas as suas vaidades e futilidades, não sabem perdoar,ai surgem tantas intrigas nas igrejas,fofocas,não sabem lidar com o ser humano,ser “humilde”,muitos chegam a dizer “tenho personalidade forte”.Quando vejo toda essa religiosidade,fico triste,porque o Evangelho é puro e simples e invés de permitirem a facilidade para se chegar a Deus,tornam o Evangelho algo difícil para aqueles que ainda não conhecem a Deus,e não digo sobre pregar o povo deseja ouvir,mais pregar a verdade que liberta e salva o ser humano do pecado,que faz ele desejar amar Deus verdadeiramente e nascer de novo, muitos podem pensar é legalismo demais,tradicionalismo demais, liberalismo demais,essas palavras são duras demais,
João 6, 60-69“Naquele tempo, muitos dos discípulos de Jesus, que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?”Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isto vos escandaliza? E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. Mas entre vós há alguns que não crêem”.Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo.
E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim, a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”.A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele.
Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos quereis ir embora?”imão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.”

-DR

Afinal Jesus é amor e não dá para eu negar meu eu,porque aprendi que Deus é amor,certo mais esquecem de ver que além de amor,ele também é justo e santo,ai vejo as brigas, rinchas e intrigas nas igrejas.Me lembro dessa passagem “Não vim chamar justos”, disse Jesus, “e sim pecadores, ao arrependimento” (Lc 5:32).


Temos que renunciar nosso eu e a nossa vontade, se permitir ser transformado pelo senhor, Sabeis estas cousas, meus amados irmãos. Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar. - Tiago 1.19
A Bíblia não contém somente doutrinas e ensinos de natureza puramente espirituais. Ela é um verdadeiro guia de vida, incluídos aí também assuntos de comportamento social. E nessa passagem de Tiago temos um grande conselho, na realidade uma tripla orientação para um procedimento saudável. Ele diz: “Todo homem, pois, seja...


 ... pronto para ouvir. Você sabe aquele tipo que numa roda de amigos fica o tempo todo comentando os fatos ou contando estórias. Quando um outro também quer falar, ele só ouve as primeiras palavras e interrompe abruptamente, oferecendo os seus indesejáveis palpites ou mudando de assunto. Esse não sabe ouvir. E fatalmente se torna um tremendo chato (ou “mala”, na linguagem dos jovens). Se você conversa com alguém que tem a capacidade de ouvir, sairá com a impressão de que ali está uma pessoa agradável e de boa conversa. E isso sem ela ter dito praticamente uma palavra!
Mas o “ouvir” aqui não se limita somente a escutar estórias. Inclui também a idéia de acolher sugestões, aceitar conselhos e acatar de bom grado até mesmo repreensões. Dizem que “Se conselho fosse bom, não seria de graça”. Errado! Conselho é bom, sim, e deve ser ouvido.

... tardio para falar. Está em pauta aqui a tagarelice, o falar impensado. Já comentamos que o tagarela se torna desagradável e enfadonho. Além disso, acaba se expondo demais, deixando mais á vista as suas fraquezas e defeitos. E termina por perder o respeito dos outros. Suas palavras se tornam desvalorizadas, seus conselhos desprezados, suas repreensões sem efeito.
Outra desvantagem de falar demais, é o risco de falar coisas que jamais deveria ter dito. Aí vem o arrependimento, por ter assumido um compromisso que não poderá cumprir; o remorso por ter sido tão indelicado com aquele amigo; a vergonha, por ter falado asneira na frente de todos.
O que é discreto no falar, dá naturalmente a impressão de sábio e prudente. Quando abre a boca, os outros se dispõem a ouvir. Seus conselhos são procurados, até suas repreensões são respeitadas.

... tardio para se irar: Estão em mira aqui os de “pavio curto”. A raiva súbita geralmente é irracional. Não deixa tempo para examinar os fatos com lógica e chegar a uma conclusão equilibrada. As pessoas explosivas devem aprender a se controlar e a exercer autodomínio.
E mesmo que a ira chegue aos mais calmos e pacientes, a Bíblia têm uma orientação: Irai-vos e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira. - Ef 4.26. A raiva deve ser sem ódio, sem sede de vingança e também rápida, superficial, facilmente esquecida.

Aqui estão, portanto, três conselhos de ouro, dados pelo próprio Deus na Sua Palavra, àqueles que desejam Lhe ser fiéis e se relacionar bem com seus semelhantes.

- Por Mauro Clark



Refletindo sobre Algumas coisas!Parte 6


Quantos Religosos encontramos Hoje em dia,defendem a igreja,sua doutrina,seu ministério seu pastor,ai eu digo defenda Deus e a sua palavra,ai alguns podem pensar, Deus não precisa de “DefensoreS “ele por sí só da conta de tudo,mais demonstrar nosso amor por Deus e zelo por sua palavra, não se tornando conivente ou se calando diante das coisas erradas,mais com sabedoria,humildade e amor para exortar e levar as boas novas a toda criatura,quantos que se dizem cristãos vem até mim e falam cada grosseria, que eu olho e penso se isso é Cristianismo e eu não fosse convertida,particularmente não sentiria nem um pouco de vontade de buscar esse Deus deles,porque uma pessoa que se diz buscar a Deus,e xinga os outros,fala palavrão,amaldiçoa seus irmãos,não perdoa,é mentiroso,é o retrato do que já estou acostumado a ver no mundo,não vejo Jesus nos ensinando esse tipo de coisa, pelo menos na bíblia que leio foge totalmente do conceito que até então tenho buscado,vejo a falta de amor,justiça,humildade ,paciência, e cuidado quando alguns irmãso discordam de alguma opinião,não vejo sendo zeloso ou prudente nas palavras se oferecendo parar orar,para entender que Não é por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o SENHOR dos Exércitos. (Zacarias 4:6).

 Acredito que o Deus que tenho buscado tem poder suficiente para transformar pessoas e aquebrantar corações que primeiro desejam,buscam e se permitem ser transformado por ele,esses ensinamentos não provém do caráter de Deus,somos falhos cheios de defeitos,mais se quisermos podemos mudar não por nossas forças mais através do Espírito Santo que opera em nós,sei que não podemos voltar nossos olhos para o ser humano devido a falhas que poderemos encontrar,mais sempre fixar nossos olhos em nosso Deus que é amoroso,que nos dá esperança todos os dias mesmo em meio a tantas guerras,fomes,injustiças,falta de amor e etc... E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até ao fim será salvo. (Mateus 24). Ver um povo separado do mundo,que se dispõe a levar a palavra sempre em união,se alegrando quando irmãos são tocados e transformados e morrem para o mundo Gálatas 2:20.
Nenhuma ameaça fez Jesus desistir de sua missão de levar as boas novas aos pobres, aos doentes e aos oprimidos.


Jesus lutou pelos seus objetivos, lutou contra o comércio e a venda da religião. Minha casa será chamada casa de oração. No entanto, vocês fizeram dela uma toca de ladrões. Jesus desmascarou a cúpula religiosa, mostrando a verdade ao povo. Jesus ensinou a ser humilde, lavou os pés dos discípulos. Quem de vocês quiser ser grande, deve tornar-se o servidor de vocês. Se alguém quer ser o primeiro, deverá ser o último, e ser aquele que serve a todos. Jesus foi enérgico com quem se posicionava contra a boa nova. Raça de víboras. Hipócritas. Sepulcros caiados. Guias cegos. Amarram pesados fardos e os colocam nos ombros dos outros, mas eles mesmos não estão dispostos a movê-los, nem sequer com o dedo. Fazem todas as suas ações só para serem vistos pelos outros. Gostam dos lugares de honra nos banquetes e dos primeiros lugares nas sinagogas; gostam de ser cumprimentados nas praças públicas, e de que as pessoas os chamem mestre. Por fora parecem bonitos, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e injustiça.

O poder religioso, percebendo a sabedoria de Jesus, percebendo que a doutrina Dele convertia muitas pessoas, percebendo que Ele era contrário ao sistema religioso vigente, decidiu matá-lo. A liberdade de expressão sempre incomodou quem esteve no poder. Armaram uma cilada para Jesus, prenderam-no à surdina, de madrugada, aproveitando a festa da Páscoa. Todo dia eu estava com vocês no Templo,ensinando, e vocês não me prenderam.Fazendo uma analogia a história do maior líder de todos os tempos, o mestre dos mestres, percebe-se que até hoje a elite se incomoda quando alguém se posiciona contrário ao sistema, quando alguém quer trazer vinho novo. Até hoje a elite menospreza quem nasceu pobre, quem tem menos estudos, quem não tem curso de Doutor da Lei. Esse não é o filho do Carpinteiro? Existiu alguém mais sábio do que Jesus? Em qual academia Jesus se formou? Jesus se formou na academia da vida, na academia dos valores da família, na academia da experiência, na academia da busca pela justiça, na academia da luta contra a opressão.





Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é Reino do Céu. Jesus não foi morto pelo povo honesto, pelas pessoas retas de espírito e de coração. Quem afirma isto está tentando distorcer os fatos. Jesus foi morto pela elite do sistema religioso, pelos chefes dos sacerdotes, pelos doutores da lei, pelos hipócritas, pelos sepulcros caiados, pelos guias cegos, pela raça de víboras, pelos que gostam dos lugares de honras nos banquetes e das primeiras cadeiras nas sinagogas. Foram essas pessoas - já deveria ser uma multidão naquela época - que o acusaram de blasfêmia, que gritaram: Crucifiquem-no! Crucifiquem-no!


Refletindo sobre Algumas coisas!Parte 7



“Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.

Considero este texto a chave para todo o desvendar de uma verdade das Escrituras: Cristo vive em nós! O centro do texto é realmente a essência da vida abundante, “não sou mais eu quem vive, mas Cristo vive em mim”. Cristo é a vida abundante e esta vida está dentro de mim porque Cristo habita em mim!As frases ao redor do centro mostram como entrar na vida abundante: “Fui crucificado com Cristo” e “..a vida que agora vivo, vivo pela Fé...”Por quê há tanta diferença entre a vida que Deus planejou e a nossa realidade? A resposta é simples. É porque ainda somos nós que estamos vivendo !! Precisamos reconhecer e crer sinceramente que “em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum” (Rm7:18). Mas “Cristo em mim é a esperança da glória” (Cl1:27).Fui crucificado com Cristo significa que estou morto, pois me uni a Ele na Sua morte.



Quando fui batizado em Cristo pela fé, a morte dele foi a minha morte. O meu “velho homem” – aquilo que eu realmente sou por natureza, o meu ser natural – foi pregado na cruz com o Senhor Jesus para que não sirva mais ao pecado que está dentro de mim.O que Deus espera de um morto? O que Ele quer que um morto faça? Que ordem ele quer que um morto obedeça? Qual o padrão de Deus para um morto? Qual a utilidade de um morto?Temos que compreender o seguinte: se Deus nos crucificou, é por que Ele olhou para nós e não viu nada que pudesse ser aproveitado (Rm3:23), nada que fosse bom (Rm7:18), nada que o agradasse. Só restava fazer uma coisa: crucificar. Se houvesse algo de bom em nós Deus não nos teria crucificado! Ele desistiu de nós, nos declarando inúteis, corruptos e desprezíveis.
Que eu estou morto com Cristo é um fato consumado. Não precisamos pedir a Deus que nos crucifique ou nos ajude a morrer. Ele já fez esta obra. Porém, somente pela FÈ é que esta morte se torna realidade para nós.A cruz é onde você não vive mais. Está morto. Se Deus desistiu de você, você deve render-se e desistir também. NÃO TENTE VIVER A VIDA CRISTÃ NAS SUAS PRÓPRIAS FORÇAS. Você deve reconhecer duas coisas:A) Eu não posso!B) Eu não vou nem tentar!Enquanto você não reconhecer sua incapacidade ira continuar tentando (e sempre fracassando). Por exemplo:

“Se alguém lhe ofende, agride ou despreza, o sangue sobe até a cabeça, mas você resiste e não revida. A pessoa lhe ofende novamente, e você resiste. Parece que tudo vai bem, mas até quando? Até que ponto? Quanto VOCÊ agüenta?”Se é assim, você ainda confia em si mesmo e logo vai explodir. Você deve se render ao veredito que Deus deu a seu respeito:“Você é incapaz, por isso te crucifiquei”Enquanto confiarmos em nós mesmos para atingir o padrão de Deus, para ser santos, para ser humildes, para amar, etc. Ele irá permitir fracasso sobre fracasso, até que confiemos somente em Jesus e vivamos pela sua vida para que toda a glória da vitória seja Dele.




1) Uma vida liberta dos pecados (Mt 1:21)
2) Uma vida que tem íntima comunhão com Deus (Lc1:69,74-75)
3) Uma vida que se satisfaz plenamente com Jesus (Jo 4:14)
4) Uma vida liberta do poder do pecado (Rm 6:14)
5) Uma vida que comunica vida (Jo7:37-38)
6) Uma vida que não se abala com as circunstâncias (Rm 8:35-37)
7) Uma vida que pratica o bem (Ef 2:10)
8) Uma vida cheia de Luz (Jo8:12)
9) Uma vida totalmente santificada (1Ts5:23).

É possível viver esta vida ?..


- SIM!! E JÁ !! Porque esta vida é Cristo em nós, esperança da Glória!
Este tipo de vida é uma dádiva, porque é Deus quem nos dá. É uma vida obtida e não conquistada. É uma vida substituída e não modificada, pois “não sou mais eu quem vive, mas Cristo vive em mim”.Não podemos querer enfrentar todos os desafios sozinhos. A obra do Senhor é feita em unidade, em conjunto, em grupo. Jesus disse: "Um exército dividido não prospera". (Mateus 12:25)Temos que entender que o nosso irmão é importante, como diz um corinho antigo: "Eu preciso de você, você precisa de mim, nós precisamos de Cristo até o fim...". Unidos em grupo, em família viveremos melhor e alcançaremos vitórias para nossa vida e para o Reino de Deus
.

- Ricardo de Paula M.


Refletindo sobre Algumas coisas!Parte 8



Missões é anunciar o Evangelho as nações de toda terra. Apesar da Palavra de Deus não mencionar a palavra missionário, sabemos que missionário é aquele que é comissionado para uma missão. Temos em Paulo um grande exemplo de missionário. Sua missão aqui na terra é uma missão nobre como aprendemos quando somos ER somos embaixadores de Cristo. Precisamos cumprir nossa missão.

1º É uma ordem dada pelo próprio Jesus. (Mateus 28:19,20).Jesus é bem claro quando nos chama a responsabilidade e nos ordena a ir por todo muno anunciando o Evangelho. Como filhos obedientes temos que obedecer a ordem do nosso Deus, quem ama a Deus obedece, faz a vontade dEle, abre mão se necessário for.

2º é o motivo da nossa existência aqui.

Já se questionou em qual o propósito da sua vida aqui neste mundo, se estamos nesse mundo de passagem e já fomos salvos resgatados pelo sacrifício de Cristo feito na cruz do calvário, e sendo você conhecedor de que há uma morada preparada no céu, por que Deus nos deixa neste mundo tão mal? Deus quer que você viva para exaltá-Lo para anunciar o Evangelho a outros. Você é um soldado de Cristo. Você tem uma missão para cumprir neste mundo e não pode negligenciá-la.





Olhe para os Apóstolos o Ensino que deixaram para nós,olhe para os Mártires da historia que morreram, muitos deles mortes horríveis,vivendo uma vida de renúncia,”EVANGELHO SEM PERSEGUIÇÃO NÃO É EVANGELHO”mais levaram a palavra de Deus.Os Mártires de hoje os Cristãos Perseguidos,onde Portas Abertas sempre divulgam e fazem um trabalho lindo em prol dos nossos irmãos perseguidos,posso ver naqueles irmãos homens e mulheres que nasceram de novo,que foram tocados e transformados pelo Espirito Santo,muitos ali,tem suas famílias,situação financeira boa,são independentes, tem sua profissão,filhos,amigos,saúde tem tudo que queria nessa vida,poderiam dizer:”dependo de mim mesmo sou feliz,”mais quando são pegos para negar sua fé,abrem mão de tudo isso pois pensam como Paulo "Mas,o que pra mim era GANHO reputei-o perda por Cristo na verdade,tenho também por PERDA todas as coisas,pela EXELÊNCIA do CONHECIMENTO Jesus Cristo,MEU Senhor,pelo qual eu sofri a PERDA de todas as coisas,e as considero como escóra,para que possa GANHAR a cristo"...Felipenses 3:7-9...



Muitos tem suas casas queimadas,são presos,torturados,passam fome,ficam longe das famílias,mais não negam sua fé ,pois quando quando descobrem esse Verdadeiro Deus,o Senhor se revela aqueles são humildes de coração,o Senhor está em busca dos Verdadeiros Adoradores que o adorem em Espirito e em Verdade,que não o buscam pelo que ele pode dar, mais pelo que ele já nos deu que é a sua “Graça”(favor imerecido,nós não merecíamos, mais ele nos deu).Deus não tem obrigação nenhuma de ti servir,mais vc tem que servi-lo, Outro princípio I SAMUEL 16:6 e 7 -Deus olha o coração a fonte da existência essência do ser. Deus não atenta para a sua aparência Ele olha o coração. Por fora tá tudo muito bem por dentro tá tudo muito ruim não tem jeito de ser segundo coração de Deus por fachada você pode enganar qualquer um menos a Deus. Coração puro é outro princípio para ser segundo coração de Deus.


Muitas vezes nós olhamos para as pessoas e queremos escolher o que nos parece melhor, o que tem formação superior, o mais capacitado, mas Deus diz que o homem vê o exterior, mas ele vê o coração. Para ser rei de Israel, Deus escolheu o homem que era segundo o seu coração. Deus não escolhe os capacitados, mas capacita os escolhidos,esta frase faz parte dos “ditos populares”. Soa tão contundente que até chega-se a pensar que está escrita desta forma na Palavra, mas em realidade não está. Contudo, lendo a Palavra, vemos que embora não esteja escrito desta forma exata, mas o princípio é claro.Deus não nos separou para o reino de Seu amor, por nossos belos olhos, nossos predicados, nossa inteligência ou pretensa perfeição, até por que ele fez a cada um do jeito que assim Lhe aprouve.

Deus, entre os vasos de desonra, separou alguns para honra (Rm. 9:20-21). O nosso melhor jamais nos dará crédito para nos elevar a Deus, e se fazemos algo realmente bom é porque de antemão Ele próprio preparou (Ef. 2:10).
Nas cartas Paulinas, se vê claramente que Deus, não só nos chama para a obra, como também prepara a cada um, capacitando com os Dons do Espírito Santo. O Espírito Santo distribui os dons a cada um como lhe apraz (1 Cor. 12:11), dando-nos a possibilidade de escolher os melhores dons (1 Cor. 12:7 e 31).
Fica a pergunta: quais são os melhores dons? O melhor é o que é necessário para a Igreja, para crescimento do reino.Se dependermos da visão humana, o melhor seria aquele que nos trouxesse status, poder, riqueza, etc
.

- Daniel de C.


Refletindo sobre Algumas coisas!Parte 9(Final)

Isaías diante do assombro diz: “Ai de mim estou perdido! Sou apenas um homem de lábios impuros”.São Paulo por sua vez, na carta aos Coríntios fala: “Sou o último dos apóstolos, e nem mereço ser chamado de apóstolo porque persegui a igreja de Deus, mas é pela graça de Deus que sou o que sou”.
E a atitude de Pedro no evangelho também é de assombro diante da pesca milagrosa. “Afasta-te de mim porque sou um pobre pecador”.
Um dos problemas do cristianismo é a mediocridade e o medo e por isso, a superficialidade.


 O cristianismo foi fundado por Jesus. A sua doutrina é perfeita. A cabeça é Jesus, nós somos os membros. Nós é que somos medíocres. Gandhi dizia admirar demais a Jesus e o seu evangelho, mas o problema residia na mediocridade dos cristãos.
“Sou um homem com os lábios impuros”, diz Isaías.
“ Sou o último dos apóstolos, nem mereço ser chamado apóstolo”, diz Paulo.
“Afasta-te de mim porque sou um pobre picador”, diz Pedro.

Mas não te sinta indigno porque Deus diz:
- Assim que a brasa chegar aos teus lábios, teus pecados serão perdoados
- Não tenhas medo, te farei pescador de homens
- Quem irá por nós? A quem enviarei se tu te recusas?
Deus te escolhe, te envia, purifica os teus lábios, te fortalece e te transforma – de Simão em Pedro, de Saulo em Paulo – e te capacita, porque
Ele não escolhe os capacitados mas pode transformar os escolhidos.
Deus zomba do poder do homem. Ele ri de nossos egoístas esforços para sermos bons. Ele nunca usa os grandes e fortes - em vez disso usa as coisas fracas deste mundo para confundir os sábios.


I Coríntios 1.26-31. “Irmãos, reparai, pois, na vossa vocação; visto que não foram chamados muitos sábios segundo a carne, nem muitos poderosos, nem muitos de nobre nascimento; pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para envergonhar os sábios e escolheu as coisas fracas do mundo para envergonhar as fortes; e Deus escolheu as coisas humildes do mundo, e as desprezadas, e aquelas que não são, para reduzir a nada as que são; a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus. Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou, da parte de Deus, sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção, para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.”Uau! Essa é a própria descrição de mim mesmo! A coisa fraca - a coisa tola - a coisa desprezada, baixa - não muito nobre - não muito esperta - não muito poderosa. Que loucura achar que Deus poderia usar um ser humano assim! Contudo esse é o perfeito plano dEle - o maior mistério da terra. Deus nos chama em nossa fraqueza, mesmo quando sabe que vamos errar. Ele põe Seu tesouro inestimável nestes nossos vasos de barro porque tem grande prazer em fazer o impossível com nada.

Deus se deleita em usar fracassados - homens e mulheres que se acham incapazes de fazer algo minimamente reto. Uma senhora me escreveu recentemente dizendo, "Sou a fracassada número 1 do mundo. O meu casamento está acabando, parece que só erro na hora de educar os filhos. Não sou boa em nada. Nem mesmo sou capaz de entender muito bem a Bíblia; a maior parte dela escapa ao meu entendimento. Sinto que não sou importante para ninguém. Não tenho sido boa esposa, nem boa mãe e nem boa cristã. Só posso ser a pior do mundo".
Ela é exatamente o tipo de pessoa que o Senhor está procurando - pessoas que sabem que se algo de bom acontece através delas, terá sido Deus. Os cristãos bem sucedidos que deixam as pessoas perplexas com suas grandes habilidades nunca impressionam a Deus. Deus desceu o Seu olhar sobre uma pessoa maquinadora, baixa, fraca de caráter chamada Jacó e disse, "Não tenha medo, ó verme Jacó... pois eu mesmo o ajudarei... eu o tornarei um debulhador novo e cortante, com muitos dentes... você se regozijará no Senhor" (Isaías 41:14-16).
Os homens muitas vezes usam Deus para alcançar fortunas, fama, honra e respeito; talento, personalidade e habilidades são todas usadas para expandir o reino de Deus. Mas Deus não se impressiona. A sua força é aperfeiçoada nos fracos.

 
-David.W

“Se amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o Seu amor é, em nós, aperfeiçoado” (1Jo 4:12), e esse amor não pode ser refreado. [...] A lei de Deus só pode ser cumprida por homens e mulheres quando se tornam participantes da natureza divina. Apenas os que amam a Deus de todo o coração, alma, entendimento e força, e ao seu próximo como a si mesmo, podem render glória a Deus nas maiores alturas e paz na terra entre os homens de boa vontade. Essa foi a obra de Cristo; e quando a Sua obra é apreciada e representada por Seus seguidores, grande resultado será alcançado na “alegria que lhe estava proposta” (Hb 12:2) na salvação das pessoas por quem deu a Sua vida.

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Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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