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7 de mar. de 2012

Série Livros para Ler - [Download] Este Mundo: Lugar de Lazer ou Campo de Batalha - A. W. Tozer



Digitalização: Karmitta
Revisão: Escriba Digital
Nos últimos anos tem havido um movimento em busca de um tipo de vida cristã em um nível mais elevado. Os cristãos estão percebendo a necessidade de reexaminar sua filosofia de vida à luz da Bíblia. O mundo está perdido e apenas os cristãos sabem qual é o caminho para o céu que todos desejam. É na Bíblia que se encontra o mapa para navegar neste desconhecido oceano. Uma visão correta de Deus e do mundo futuro requer que tenhamos uma visão certa do mundo em que vivemos e do nosso relacionamento com o Senhor. Enfrentemos o amanhã com louvor e com cânticos. Vivamos em permanente adoração a Deus. O verdadeiro cristianismo é construído sobre a Bíblia, e ela é inimiga de toda falsidade. Simplicidade, sinceridade e humildade são virtudes valiosas no Reino de Deus.

21 de out. de 2011

A batalha contra o pecado 7 - Paixão pelo mundo ou Cristo? - Tim Conway


Tim Conway faz uma nova abordagem prática sobre o mundanismo demonstrando a mentalidade por trás do sistema mundano em oposiçao aos padrões, princípios e valores bíblicos. Um verdadeiro alerta aos cristãos sobre o perigo da conformidade e amizade com o mundo.


18 de out. de 2011

A batalha contra o pecado 6 - Não ameis o mundo. - Tim Conway


Sexta mensagem da série. Tim Conway ensina sobre o mundanismo e o fundamento da doutrina bíblica que chama o cristão a separação e a não conformidade com o curso e a mentalidade desse mundo.


2 de out. de 2011

A batalha contra o pecado 4 - Eu quero do meu jeito! - Tim Conway


Quarta mensagem da série. Tim Conway fala sobre o progresso do cristão no caminho da santidade, do conflito interior de vontades e das crises, e do orgulho que se esconde por trás de diferentes comportamentos dos filhos e filhas de Deus.

8 de ago. de 2011

A Cruz te Salvou do Mundo? - Josemar Bessa


Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. Gálatas 6:14


A Cruz de Cristo
por
J.C. Ryle

O que você pensa acerca da cruz de Cristo? Talvez você considere esta questão como algo de somenos importância; não obstante, dela depende intensamente o bem-estar eterno de sua alma.
Há mil e oitocentos anos atrás, houve um homem que disse gloriar-se na cruz de Cristo. Foi alguém que revirou o mundo de cabeça para baixo pelas doutrinas que pregava. De todos os homens que já viveram neste mundo, foi ele quem mais contribuiu para o estabelecimento do Cristianismo. E mesmo assim, foi este homem quem disse aos Gálatas:
Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”, Epístola de Paulo Aos Gálatas 6.14
Leitor, a “cruz de Cristo” deve ser um assunto verdadeiramente importante para que um apóstolo inspirado fale de tal forma sobre ela. Deixe-me tentar demonstrá-lo o verdadeiro significado desta expressão. Uma vez reconhecendo o que significa a cruz de Cristo, com a ajuda de Deus você se tornará capaz de perceber a importância dela para a sua alma.
A palavra cruz, na Bíblia, algumas vezes faz referência à cruz de madeira na qual o Senhor Jesus foi cravado e posto para morrer, no Calvário. Isto é precisamente o que São Paulo tinha em sua mente quando falou aos Filipenses que Cristo “foi obediente até a morte, e morte decruz” (Fp 2.8). Contudo, esta não era a cruz na qual São Paulo se gloriava. Ele esquivar-se-ia com horror da idéia de gloriar-se em um mero pedaço de madeira. Eu não tenho quaisquer dúvidas de que ele denunciaria a adoração católica romana do crucifixo como profana, blasfema e idolátrica.
cruz, em outras vezes, é atinente às aflições e provações que os crentes atravessam pela causa da religião que professam, quando seguem a Cristo fielmente. Este é o sentido no qual nosso Senhor usa a palavra, quando diz: “Aquele que não toma a sua cruz, e segue-me, não é digno de mim” (Mt 10.38). Este também é o sentido no qual Paulo usa a palavra quando escreve aos Gálatas. Ele conhecia bem esta cruz. Deveras, ele a carregava pacientemente; no entanto, também não é sobre isto que ele está falando aqui.
Mas a palavra cruz também se refere, em alguns outros lugares da Escritura, à doutrina de que Cristo morreu pelos pecadores sobre a cruz, - a expiação que Ele fez pelos pecadores, por Seus sofrimentos em favor deles sobre a cruz – o completo e perfeito sacrifício pelo pecado que Jesus ofereceu quando deu Seu próprio corpo para ser crucificado. Em suma, este termo, “a cruz”, aponta para Cristo crucificado, o único Salvador. Este é o significado no qual Paulo usa a expressão, quando fala aos coríntios: “A pregação da cruz é loucura para os que perecem” (1 Co 1.18). E este também é o significado do que ele escreveu aos Gálatas: “Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”. Ele está dizendo simplesmente isto: “Eu não me glorio em nada mais, exceto em Cristo crucificado, como a salvação de minha alma”.
Leitor, Jesus Cristo crucificado era a alegria e o deleite, o conforto e a paz, a esperança e a confiança, a fundação e o lugar de descanso, a arca e o refúgio, o alimento e o remédio da alma de Paulo. Ele não considerava que teria de executar algo por si mesmo ou padecer por si mesmo. Ele não era mediado por sua própria bondade e nem por sua própria retidão. Ele amava pensar naquilo que Cristo havia feito, e naquilo que Cristo havia sofrido - a morte deCristo, a justiça de Cristo, a expiação de Cristo, o sangue de Cristo, a obra finalizada de Cristo. Nisto, sim, ele se gloriava. Este era o sol de sua alma.
Este era o assunto que sobre o qual ele amava pregar. O apóstolo Paulo foi um homem que percorreu a terra proclamando aos pecadores que o Filho de Deus havia derramado o sangue de Seu próprio coração para salvar-lhes. Ele caminhou por todos os lugares neste mundo falando às pessoas que Jesus Cristo as amava, a ponto de morrer pelos seus pecados sobre a cruz. Observe como ele diz aos coríntios: “Eu vos entreguei o que primeiro recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados” (1 Co 15.3); “eu me determinei a não saber de qualquer coisa entre vós, a não ser Jesus Cristo, e este crucificado” (1 Co 2.2). Ele – um blasfemo, fariseu perseguidor – havia sido lavado no sangue de Cristo; de tal modo a não poder deixar de sustentar sua paz sobre este sangue. Por isso ele nunca se cansava de falar da história da cruz.
Este foi o tema sobre o qual ele amava alongar-se quando escrevia aos crentes. É maravilhoso observar como suas epístolas geralmente são repletas dos sofrimentos e da morte de Cristo - como elas discorrem sobre "pensamentos que inspiram e palavras que ardem" sobre o amor e o poder das agonias de Cristo. Seu coração parece cheio deste assunto: ele discorre sobre isto constantemente e retoma o tema continuamente. É o fio de ouro que perpassa todo seu ensino doutrinário, e todas as exortações práticas. Ele parece pensar que mesmo para o cristão mais maduro nunca é demais ouvir sobre a cruz.
Foi sobre isto que ele viveu toda sua vida, desde o tempo de sua conversão. Ele diz aos gálatas: “A vida que agora eu vivo na carne, vivo-a pela fé no Filho de Deus, o qual me amou, e a si mesmo se deu por mim” (Gl 2.20). O que o faz tão forte para o labor? O que o faz tão disposto para a obra? O que o faz tão incansável em esforçar-se para salvar alguns? O que o faz tão perseverante e paciente? Eu vou dizê-lo, qual o segredo disto tudo. Ele sempre se alimentava pela fé do corpo de Cristo e do sangue de Cristo. Jesus Cristo foi a comida e a bebida de sua alma.
E leitor, você pode estar convicto de que Paulo estava correto. Confiar nela, isto é, na cruz de Cristo, - a morte de Cristo sobre a cruz para fazer a expiação pelos pecadores – é a verdade central ao longo de toda a Bíblia. Esta é a verdade que encontramos logo ao abrirmos no livro do Gênesis. A semente da mulher que esmagaria a cabeça da serpente - isto não é outra coisa senão uma profecia de Cristo crucificado. Deveras, esta é a verdade que brilha, por trás do véu, em toda a lei de Moisés e na história dos judeus. Os sacrifícios diários, o cordeiro pascal, ocontínuo derramamento de sangue no tabernáculo e no templo - tudo isto são sombras do Cristo crucificado. E esta é a verdade que também vemos ser honrada na visão do céu, antes do fechamento do livro das Revelações: “Então, vi, no meio do trono e dos quatro seres viventes e entre os anciãos, de pé, um Cordeiro como tendo sido morto”(Ap 5.6). De fato, mesmo em meio à glória celestial nós encontramos uma visão de Cristo crucificado. Tire a cruz de Cristo, e a Bíblia será um livro obscuro. Ela seria como os hieróglifos egípcios, sem a chave que interpreta o seu significado – curiosa e maravilhosa, mas sem qualquer serventia real.
Leitor, observe bem o que eu lhe digo. Você pode conhecer uma boa porção da Bíblia. Pode conhecer os contornos das histórias nela contidas, e até a data dos eventos que a Bíblia descreve, assim como alguém pode conhecer a história da Inglaterra. Você pode conhecer os nomes dos homens e mulheres nela mencionados, assim como um homem conhece César, Alexandre o Grande, ou Napoleão. Você pode conhecer vários preceitos da Bíblia, e os admirar, assim como um homem admira Platão, Aristóteles, ou Sêneca. Mas se você ainda não descobriu que Cristo crucificado é o fundamento de cada livro, você tem lido a Bíblia até agora de modo muito pouco proveitoso. Sua religião é um céu sem um sol, um arco sem um fecho, um compasso sem uma agulha, um relógio sem molas ou valores, um candeeiro sem óleo. Ela não o confortará. Ela não livrará a sua alma do inferno.
Leitor, observe mais uma vez o que eu lhe digo. Você pode conhecer bastante acerca de Cristo, tendo alguma espécie de conhecimento intelectual. Você pode conhecer bem quem Ele foi, e onde Ele nasceu, e o que Ele fez. Você pode conhecer Seus milagres, Suas falas, Suas profecias, e Suas ordenanças. Você pode saber como Ele viveu, como Ele sofreu, e como Ele morreu. Contudo, pode-se conhecer o poder da cruz de Cristo experimentando-o; deveras - a menos que você saiba e reconheça que aquele sangue derramado sobre a cruz lavou seus próprios pecados particulares, e a menos que você esteja disposto a confessar que sua salvação depende inteiramente da obra que Cristo realizou sobre a cruz -, se não for esse o seu caso, Cristo não lhe será em nada proveitoso. Sim, o mero conhecimento do nome de Cristo jamais o salvará. Você deve conhecer a Sua cruz e o Seu sangue, ou então acabará morrendo em seus próprios pecados.
Leitor, enquanto você viver, tome cuidado com uma religião na qual não se ouve muito da cruz. Você vive em tempos nos quais a cautela, lamentavelmente, é necessária. Cuidado, eu repito, com uma religião sem a cruz.
Há centenas de lugares de adoração nestes dias, nos quais se encontram quase todas as coisas, exceto a cruz. Há carvalhos gravados, e pedras esculpidas; há vidros coloridos, e pinturas esplêndidas; há serviços solenes, e uma constante série de ordenanças; mas a cruz real de Cristo não há. Jesus crucificado não é proclamado no púlpito. O Cordeiro de Deus não é exaltado, e a salvação mediante a fé n’Ele não é livremente proclamada. E, por conseguinte, todos estes lugares estão em erro. Leitor, acautele-se de tais lugares de adoração. Eles não sãoapostólicos. Eles não haveriam de satisfazer a São Paulo.
Há milhares de livros religiosos publicados hodiernamente, nos quais se acham quase todas as coisas, exceto a cruz. Eles são plenos de direcionamentos sobre os sacramentos, e louvores da Igreja; eles abundam em exortações para uma vida santa, e em regras para a consecução da perfeição; eles apresentam fartura de fontes e cruzes, tanto interna quanto externamente;mas a cruz real de Cristo é deixada de fora. O Salvador e Seu amor agonizante tampouco são mencionados, ou o são de um modo anti-escriturístico. E, por conseguinte, todos estes livros são piores do que imprestáveis. Eles são não apostólicos. Eles jamais satisfariam a São Paulo.
Leitor, São Paulo não se gloriava em nada mais, a não ser na cruz. Esforce-se para também ser assim. Coloque Jesus crucificado sempre diante dos olhos de sua alma. Não ouça qualquer ensino que interponha algo entre você e Ele. Não caia no antigo erro dos gálatas. Não pense que alguém nestes dias seja melhor guia do que os apóstolos. Não se envergonhe das antigas veredas, nas quais percorreram homens que foram inspirados pelo Espírito Santo. Não deixe que a conversa vazia de homens que proferem grandes palavras dilatadas sobre a catolicidade, e a igreja, e o ministério, perturbem a sua paz, e o façam despreender-se da cruz. As igrejas, os ministros e os sacramentos são todos importantes a seu próprio modo, mas eles não são Cristo crucificado. Não dê a glória de Cristo a nenhum outro. “Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor”.
Leitor, pus tais pensamentos diante de sua mente. O que você pensa agora sobre a cruz de Cristo? Eu não posso dizer; mas não posso desejar a você algo melhor do que isto – que você possa ser capaz de dizer com o apóstolo Paulo, antes de você morrer ou apresentar-se ao Senhor, “Longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo”. Amém.
Fonte: Site "Em Espírito" - http://www.emespirito.hpg.ig.com.br/

29 de jun. de 2011

Se Cristo é Tudo - o mundo é Nada! - Josemar Bessa



2 Coríntios 6:3;10
Não dando nós escândalo em coisa alguma, para que o nosso ministério não seja censurado;
Antes, como ministros de Deus, tornando-nos recomendáveis em tudo; na muita paciência, nas aflições, nas necessidades, nas angústias,
Nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns,
Na pureza, na ciência, na longanimidade, na benignidade, no Espírito Santo, no amor não fingido,
Na palavra da verdade, no poder de Deus, pelas armas da justiça, à direita e à esquerda,
Por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama; como enganadores, e sendo verdadeiros;
Como desconhecidos, mas sendo bem conhecidos; como morrendo, e eis que vivemos; como castigados, e não mortos;
Como contristados, mas sempre alegres; como pobres, mas enriquecendo a muitos; como nada tendo, e possuindo tudo.




"Cristo é tudo em todos." Colossenses 3:11

O filósofo diz que toda ciência tem sua dignidade a partir do objeto, quanto mais nobre o objeto, mais raro o conhecimento. Por isso, é que Jesus Cristo, sendo o objeto mais sublime e glorioso, o conhecimento que nos leva a Cristo deve ser o mais excelente...

14 de fev. de 2011

A “Sabedoria” do Mundo é Fútil – João Calvino



Porque a sabedoria deste mundo...(1Co 3.19-23) Este é um argumento do lado oposto. A confirmação de um significa a destruição do outro. Portanto, visto que a sabedoria deste mundo é loucura aos olhos de Deus, segue-se que a única maneira de podermos ser sábios aos olhos de Deus é tornarmo-nos loucos aos olhos do mundo. Já expusemos o que Paulo quis dizer com a expressão "sabedoria deste mundo": porque a percepção natural é um dom de Deus. As artes que os homens naturalmente procuram cultivar, e todas as disciplinas pelas quais a sabedoria é adquirida, são também dons de Deus. Porém, tudo isso tem seus limites definidos, porque não podem penetrar no reino celestial de Deus. Conseqüentemente, todas elas devem ser servas, não senhoras. Além disso, eles devem ser olhados como inúteis e indignos até que estejam completamente subordinados à Palavra e ao Espírito de Deus. Mas se porventura se levantarem contra Cristo, que sejam considerados uma injuriosa peste. E se se mantêm acreditando que são capazes de algo, por si mesmos, então que sejam considerados como o pior dos obstáculos.

Portanto, a sabedoria deste mundo é, segundo Paulo, aquilo que energicamente assume o senhorio de si mesmo e se recusa a deixar-se dirigir pela Palavra de Deus, e tampouco se deixa humilhar para que seja completamente sujeito a Deus. Portanto, até que suceda que uma pessoa reconheça que nada sabe exceto o que aprendera de Deus e, tendo rejeitado seu próprio entendimento, se ponha sob a direção exclusiva de Cristo, tal pessoa é sabia pelos padrões do mundo, no entanto é tola aos olhos de Deus.

Pois está escrito: Ele apanha os sábios em sua própria astúcia. Paulo apoia o que acaba de afirmar em dois textos da Escritura. O primeiro é tomado de Jó 5.13. Aí a sabedoria de Deus é exaltada porque em sua presença nenhuma sabedoria terrena pode se estabelecer. Não há dúvida de que nesse contexto o profeta está a falar sobre o astuto e o insidioso. Porém, visto que a sabedoria do homem é sempre da mesma qualidade quando se acha divorciada de Deus, Paulo corretamente a adapta para significar que, em¬bora os homens adquiram muita sabedoria por seus próprios esforços, tal coisa não tem o menor valor aos olhos de Deus. O segundo é do Salmo 94.11, onde, após atribuir a Deus a função e a autoridade para ensinar a todos, Davi acrescenta que "O Senhor conhece os pensamentos do homem, que são pensamentos vãos". Portanto, não importa quão altamente sejam valorizados por nós, segundo o juízo divino são fúteis. Esta é uma excelente passagem para realçar a confiança carnal, pois aqui Deus declara de cima que tudo o que a mente humana concebe e propõe é simples nulidade.

Por isso, ninguém se glorie nos homens. Visto que nada é mais indigno do que o homem, quão pouca segurança há em depender-se de uma sombra inconsistente! Daí, ele faz uma válida inferência da oração precedente ao dizer que não se deve gloriar nos homens visto que ali vemos como o Senhor despe a todos os homens das bases para a ostentação. Contudo, esta conclusão depende de tudo o que ensinou no argumento precedente, como logo veremos. Pois visto que pertencemos exclusivamente a Cristo, Paulo está plenamente certo em ensinar-nos que qualquer preeminência que seja atribuída ao homem, que envolva o detrimento da glória de Cristo, é sacrílega.

Todas as coisas são vossas. Ele adiciona uma referência à posição e situação que aos mestres devem ser concedidas, a saber: que não denigram o singular ofício de Mestre que pertence a Cristo. Portanto, visto que Cristo é de fato o único Mestre da Igreja; visto que ele só e em todas as circunstâncias deve ser ouvido, é necessário fazer distinção entre ele e os demais. Cristo mesmo tabém deu testemunho a seu próprio respeito em termos similares, em Mateus 23.8, e o Pai não está recomendando qualquer outra pessoa, nesta palavra: A ele ouvi(Mt 17.5). Portanto, visto que somente ele é investido de autoridade para governar-nos por meio de sua Palavra, Paulo diz que os demais homens são nossos; em outras palavras, que Deus os designou a fim de que pudéssemos usufruir do benefício deles; porém, não para que sejam os dominadores de nossas consciências. Portanto, ele mostra, por um lado, que não são inúteis; e, por outro, que ele os mantém em seu espaço, para que não sejam convencidos e se ponham em oposição a Cristo.

Pelo que toca à presente passagem, Paulo está usando hipérbole no que ele adiciona sobre a morte, a vida e assim por diante. Entretanto, ele queria argumentar do maior para o menor, por assim dizer, como segue: "Visto que Cristo colocou a vida, a morte e tudo o mais subordinado a nós, pode haver alguma dúvida de que ele fizesse os homens também sujeitos a nós, a fim de auxiliar-nos por meio do que fazem em nosso favor; certamente, não para que venham a ser dominadores e déspotas."

Além do mais, à luz disto alguém pode objetar, dizendo que os escritos de Paulo e Pedro também estão sujeitos ao nosso juízo, visto que ambos eram homens, e que não estão isentos da sorte comum dos demais. Minha resposta é que, enquanto Paulo de modo algum poupa a si mesmo nem a Pedro, ele aconselha os coríntios a distinguirem entre o homem, em si mesmo, e a dignidade e caráter do ofício. E como se dissesse: "Quanto a mim mesmo, visto que sou homem, desejo ser julgado somente como homem, a fim de que Cristo somente venha a ser o único a ter preeminência em meu ministério." Entretanto, devemos em conjunto manter que todos quantos exercem o ofício do ministério, do maior ao menor, são nossos, de modo que somos livres, não para aceitar o que ensinam até que evidenciem que é derivado de Cristo. Pois todos eles de- vem ser provados, e obediência só deve ser-lhes prestada quando tiverem demonstrado que são genuínos servos de Cristo. Porém, no que diz respeito a Pedro e Paulo, o Senhor deu sobejas evidências, de modo que não fica qualquer sombra de dúvida de que o seu ensino tem sua fonte nele. Em conseqüência, quando apreciamos e respeitamos, como declaração do céu, tudo o que fizeram conhecido, damos ouvidos, não propriamente a eles, mas como Cristo falando neles.

Cristo é de Deus. Esta sujeição (de Cristo a Deus) tem referência à humanidade de Cristo; pois, ao vestir-se com a nossa carne, ele tomou para si a forma e condição de escravo, de modo que se fez obediente ao Pai em todos os aspectos (Fp 2.7,8). E para que pudéssemos aderir a Deus através dele, é certo que ele deve ter o Pai por Cabeça. Todavia, é preciso que prestemos aten¬ção no propósito que Paulo tinha em mente quando adicionou isto. Pois ele nos cientifica que a nossa mais plena felicidade consiste em nossa união com Deus, que é o principal bem. Isto é concretamente efetuado quando somos reunidos sob a Cabeça a quem o Pai celestial estabeleceu sobre nós. Em termos similares, Cristo disse a seus discípulos (Jo 14.28): "Regozijai-vos, porque vou para o Pai, porque o Pai é maior do que eu." Pois ele o levantou como o Mediador através de quem os crentes podem ir a fonte original de todas as bênçãos. E verdade que aqueles que abandonam esta única Cabeça são privados desse grande benefício. Eis a razão para este plano, ou seja: aqueles que desejam permanecer sob o governo de Deus, então que se sujeitem somente a Cristo - o que se adequa bem com o teor deste texto.

20 de jan. de 2011

( Áudio ) Livres deste Mundo Perverso - John Piper



[ Ele ] se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai ( Gálatas 1.4)





17 de jan. de 2011

Este Mundo e o Reino de Deus - Greg L. Bahnsen, Th.M., Ph.D.




Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto

Quase todos os crentes Reformados mantêm que o reino de Jesus Cristo é 
(no mínimo) uma questão de Cristo reinando espiritualmente dentro do coração 
daqueles que são cristãos. O Catecismo Maior de Westminster ensina que Cristo executa 
o ofício de rei, entre outras coisas, “dando a graça salvadora aos seus eleitos” (Q. 
45), ou para usar a linguagem da Escritura: “Deus com a sua destra o elevou a 
Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados” 
(Atos 5:31). 

O reino interior e espiritual de Cristo como Salvador e Senhor não deve ser 
ignorado ou minimizado em importância. Uma pessoa não pode entrar no reino de 
Deus à parte do renascimento espiritual: “Na verdade, na verdade te digo que 
aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (João 3:3). Aqueles 
que são redimidos já foram transferidos para o reino do Filho amado de Deus 
(Colossenses 1:13) e como tal percebem que “o reino de Deus é… justiça, e paz, e 
alegria no Espírito Santo” (Romanos 14:17). Os pós-milenistas sempre afirmaram 
essa doutrina fundamental: que o reino de Deus é uma realidade interior e 
espiritual. Por exemplo, J. Marcellus Kik interpretou os “tronos” de Apocalipse 
20:4 dessa forma: “Os tronos representam o domínio espiritual dos santos sobre 
eles mesmos e sobre o mundo. Mediante a graça de Cristo eles reinam em vida 
sobre a carne, o mundo e o diabo” (An Eschatology of Victory, 1971, p. 210).  
O Reino é Meramente Interior? 

Sem diminuir em nenhum sentido a tremenda verdade bíblica que o reino de 
Deus é um reino interior e espiritual de Cristo dentro dos nossos corações, 
podemos continuar e perguntar se essa perspectiva expressa completamente tudo o 
que a Palavra de Deus nos revela sobre a natureza do reino de Deus. É correto 
dizer que o reino de Cristo se estende além do coração do crente? Cristo reina de 
alguma forma externa, visível e neste mundo? 
Os amilenistas são categoricamente hesitantes em afirmar que o reino 
presente do Messias é visível e deste mundo. Alguns exemplos mostrarão ser essa a 
regra geral entre os escritores amilenistas. Geerhardus Vos ensinou que o outro 
mundo deveria ser “a atitude dominante da mente cristã” (The Pauline Eschatology, 
1930, p. 363). Quando pensamos no reino de Cristo antes do Seu retorno em 
glória, os amilenistas desejam que não pensemos em nenhuma “bem-aventurança 
terrena” (W. J. Grier, The Momentous Event, 1945, p. 16) ou no “sucesso altamente 
visível de Cristo através da igreja na vida terrena e instituições” (Lewis Neilson, 
Waiting for His Coming, 1975, p. 346). Os principais escritores amilenistas explicam 
que eles “opõem-se ao tipo de milênio ensinado pelo pós-milenista” (William E. 
Cox, Amillennialism Today, 1966, p. 2). Como assim? Cox nos diz que durante “a era 
presente da igreja… Jesus Cristo reina no coração dos seus santos” (p. 65), e 
Meredith G. Kline insiste que a realidade presente é “o reino invisível do Senhor 
sobre o trono teocrático de Davi no céu” (Westminster Theological Journal XLI, 1978, 
p. 180.) Visto que o pós-milenista não nega sequer por um segundo que Cristo 
reina presentemente no coração dos seus santos a partir de um trono invisível no 
céu, qual ponto de vista distintivo está sendo alegado por esses mestres amilenistas? 
Quando alguém lê autores como Cox, Kline, Neilson e outros, torna-se 
óbvio que os que eles rejeitam nos escritores pós-milenistas é a inclusão do aspecto 
externo, visível e deste mundo dentro do escopo do reino de Deus nesta era. A 
direção do pensamento deles, como indicado no que Vos disse acima, é quase 
exclusivamente de “outro mundo” ou celestial. Isso está claramente manifesto no 
livro recente de Walter J. Chantry, God’s Righteous Kingdom (1980). Chantry alega que 
os “cidadãos do reino são orientados ao outro mundo, não a essa terra presente” 
(p. 16). De fato, Chantry sustenta que Cristo pôs de lado os aspectos externos da 
religião do Antigo Testamento: “Em contraste, o reino de Cristo é interior” (p. 51), 
de forma que a “bem-aventurança material, social e externa não pode ser buscada 
num milênio, mas na consumação do reino na vinda do nosso Senhor” (p. 62). 
Embora o sr. Chantry tente qualificar suas considerações admitindo que o mundo 
material e externo não é inerentemente mau, o cerne de sua perspectiva teológica é 
revelada quando ele diz que a Queda significa que o homem “colocou os desejos 
animais acima da aspiração pelas realidades espirituais” (p. 20) e diz que “adoração 
e ganhar almas… são coisas de longe bem mais importantes que o mandato 
cultural” (p. 27). Chantry deixa a sua posição mui clara: 
“… o reino de Deus está preocupado com as realidades eternas e 
espirituais. Ele tem a ver com um mundo presentemente invisível. Seu 
ponto focal é o homem interior… O evangelho do reino absorve 
completamente os homens no  eterno,  e não no temporal… O evangelho 
do reino absorve os homens no espiritual, e não no material” (pp. 15, 19, 
ênfase no original).  

Se homens como Chantry estivessem apenas indicando quais deveriam ser as 
nossas prioridades, se estivessem somente nos lembrando que a regeneração 
interna é um pré-requisito para a obediência externa em todas as áreas da vida, se 
estivessem simplesmente apontando para a natureza provisória e limitada da 
benção do reino hoje em contraste ao reino eterno e consumado de Deus, então 
haveria pouca disputa. Mas a crítica deles contra o pós-milenismo é prova concreta 
que muito mais está em jogo nas questões acima. 
Os amilenistas alegam ou tendem a enfatizar exclusivamente a natureza 
invisível, interna e de outro mundo do reino de Deus como uma realidade 
espiritual. Nossa pergunta é se a Escritura – o padrão infalível para os nossos 
comprometimentos doutrinários – não tem algo a mais para dizer, além de que o 
reino de Deus é presentemente expresso no coração dos homens. O reino é 
meramente interior? 

Algumas Distinções Necessárias 
Antes de tentarmos uma resposta à nossa pergunta, deveríamos ser 
lembrados de algumas distinções teológicas que devem ser feitas. Primeiro, 
diferenciaremos o reino  providencial de Deus (Seu reinado soberano sobre cada 
evento histórico, bom ou mau) do reino Messiânico de Deus (o governo divino que 
destrói o poder do mal e assegura a redenção dos eleitos de Deus). O governo 
providencial de Deus é indicado em Daniel 4:17, “o Altíssimo tem domínio sobre o 
reino dos homens”, enquanto Daniel 7:13-14 refere-se ao reino redentor, moral e 
vitorioso do Filho do Homem messiânico: “um como o filho do homem; e dirigiuse ao ancião de dias… e foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que 
todos os povos, nações e línguas o servissem”. 

Uma segunda distinção que não deveria ser esquecida é a distinção entre 
“reino” e “igreja” na Bíblia. Essas duas palavras não têm precisamente o mesmo 
sentido ou significado; de outra forma, quando Atos 28:23 nos diz que Paulo estava 
testificando sobre o reino de Deus, poderíamos dizer também que Paulo estava 
testificando sobre a igreja – o que seria errôneo, dado o contexto da profecia do 
Antigo Testamento sobre a pessoa e obra de Jesus. E “reino” e “igreja” não se 
referem à mesma entidade, pois Mateus 13:38, 41 nos informa que o escopo do 
reino é o mundo, incluindo os malfeitores – o que não é verdade da igreja. Para ser 
preciso, deveríamos dizer que é o reino de Deus que cria a igreja, e que a igreja por 
sua vem tem as “chaves do reino” (Mateus 16:18-19). Nenhuma das declarações 
seria verdadeira se não pudéssemos distinguir as duas entidades. 
Uma terceira distinção necessária tem a ver com o reino Messiânico (que tem 
um escopo mais amplo que a igreja). Precisamos distinguir entre esse reino na fase 
de  antecipação do Antigo Testamento (cf. Mateus 21:43, onde é dito ser ele tirado 
dos judeus), na presente fase da realização estabelecida (e.g., Mateus 12:28, onde Jesus 
declara que o reino de Deus “é chegado a vós”), e na fase da realização  consumada
no retorno de Cristo (e.g., Mateus 7:21-23, onde entrar no reino é contrastado com 
ser enviado para a condenação eterna; cf. 3:12). 

O Reino de Cristo como sendo deste Mundo 
Para recapitular, temos observado que é uma verdade fundacional que o 
reino de Jesus Cristo pertence ao reinado do Salvador dentro do coração do Seu 
povo – um reinado que se origina desde o trono celestial do Senhor. Nossa 
pergunta, para ser preciso agora, questiona se o reino messiânico de Jesus (em 
contraste com o Seu reino providencial, e se estendendo além do escopo da igreja) 
durante o período atual de seu estabelecimento (em contraste com sua antecipação 
no Antigo Testamento e em sua futura consumação nos novos céus e nova terra) é 
exclusivamente espiritual, de outro mundo, invisível e interior (como os amilenistas 
tendem a afirmar). Resumindo, nessa era presente o reino de Jesus Cristo é de 
outro mundo e restrito ao coração do homem? Ele é meramente interior? 
Nossa resposta, se formos fiéis a todo o ensino bíblico sobre o assunto, deve 
ser um  NÃO definitivo. O reinado de Cristo – Seu reino Messiânico – foi 
destinado a subjugar  todo inimigo da justiça, assim que o Paraíso foi reconquistado 
para os homens caídos pelo Salvador. Como Isaac Watts expressou poeticamente 
isso: “Ele veio para fazer Suas bênçãos fluir, Onde quer que a maldição seja 
encontrada”. Todas as coisas tocadas pela culpa e poluição do pecado são objetos 
do triunfo do reino do Messias – todas as coisas. O reino de Cristo não traz 
somente perdão e um novo coração que ama a Deus; traz também obediência 
concreta a Deus em todos os caminhos da vida. Aquelas coisas que permanecem 
em oposição a Deus, Seus propósitos e o Seu caráter devem ser sobrepujadas pelo 
reinado dinâmico do Rei Messiânico. Os efeitos do domínio de Cristo são 
evidentes sobre a terra, entre as nações, e por toda a esfera da atividade humana. 
Essa perspectiva todo-abrangente é apresentada pelo Apóstolo Paulo no 
primeiro capítulo de Colossenses, onde é revelado que todas as coisas foram criadas 
por Jesus Cristo (v. 16), que  todas as coisas são restauradas por Sua palavra 
redentora (v. 20), e conseqüentemente que em  todas as coisas Ele deve receber a 
preeminência (v. 18). Os seguidores de Cristo são exortados a “serem santos em 
toda a maneira de viver” (1 Pedro 1:15). Como Paulo coloca: “Portanto, quer 
comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus” 
(1Co. 10:31). O reinado de Cristo não é restrito a questões internas do coração – 
oração, meditação e piedade. Isso é somente o princípio. O reino de Deus “dá 
fruto” (veja Mateus 13:23; 21:43) tal que por meio da qualidade visível da vida de 
uma pessoa, o estado interior do seu coração pode ser discernido: “por seus frutos 
os conhecereis” (Mateus 7:16-21). Assim, então, mesmo comer e beber como 
atividades externas estão inclusas dentro do reinado do Messias. O reinado interior 
do Salvador deve tornar-se manifesto em justiça pública: o ouvir genuíno da Palavra, 
a religião verdadeira e a fé genuína são vistos no cumprimento fiel da lei, na ajuda 
externa aos oprimidos e no socorro prático dos aflitos (Tiago 1:22-2:26).

Restringir o reinado de Cristo a questões interiores é perder o contato com o caráter 
verdadeiro de submissão ao Rei. 
Cristo não se contenta em ser Rei de um reinado parcial ou restrito. Ele 
demanda obediência em todas as coisas de nós, e Seu objetivo é subjugar toda 
resistência – de toda natureza (interna e externa) – ao Seu governo. Paulo ensina: 
“Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo de seus 
pés”, concluindo com a derrota da própria morte na ressurreição geral (1Co. 15:25-
26). Toda oposição, em todas as áreas, serão sobrepujadas pelo Rei. E à medida que 
acontecer, será um indicativo que o reino Messiânico está chegando. Cristo ensinou 
Seus discípulos a orar: “Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra
como no céu” (Mt. 6:10). Essa oração é uma lembrança contínua a nós que a vinda 
do reino significa fazer a vontade de Deus, e que o reinado de Cristo (Seu reino) 
por meio da nossa obediência chega precisamente aqui sobre a terra. O reino de 
Cristo é inegavelmente deste mundo em seus efeitos e manifestação. Sem dúvida, o 
reino de Cristo não procede “deste mundo” (João 18:36), significando (como o 
final do versículo interpreta a questão para nós) que a  fonte do reinado de Cristo 
“não é daqui”. Todavia, Seu reinado, como se originando do próprio Deus, 
pertence a este mundo presente. O Salvador ressurreto e vitorioso disse de Si 
mesmo: “É-me dado todo o poder no céu e na terra” (Mt. 28:18). 
Devemos admitir, portanto, que o reino de Cristo não é meramente interno e 
de outro mundo. Ele tem expressão externa sobre a terra no tempo presente. “O reino 
de Deus e a Sua justiça” faz provisão para cada detalhe da vida (Mt. 6:31-33). Ele, 
como Paulo ensina, “para tudo é proveitoso, tendo a promessa da vida presente e 
da que há de vir” (1 Timóteo 4:8). Numa famosa parábola do reino, Cristo explica 
com autoridade que o campo (o reino) é  o mundo (Mt. 13:38). Na perspectiva da 
Escritura, o reino de sacerdotes redimidos de Deus – a igreja (1 Pedro 2:9) – no 
presente “reina sobre a terra” (Apocalipse 5:9). Nossa confiança, chamado e 
prospecto está encapsulado no cântico maravilhoso, que “os reinos do mundo 
vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre” 
(Apocalipse 11:15). O reino Messiânico deve ser visto, então, como externo, visível 
e deste mundo – não meramente como interno no coração do homem, e sendo de 
outro mundo. 

Fonte: The Reduction of Christianity, Gary DeMar e 
Peter J. Leithart, American Vision, Apêndice D. 

10 de jan. de 2011

O modo do mundo – M. Lloyd-Jones


Esta (a primeira bem-aventurança — Mateus 5.3) só não é admirada pelo mundo; é até desprezada por ele. Você jamais achará maior antítese ao espírito e perspectiva mundanos do que a desse versículo. Que ênfase o mundo dá à sua fé na independência pessoal, na auto-confiança e na auto--expressão! Veja a literatura do mundo. Se você quer pro¬gredir neste mundo, ela diz, creia em si mesmo. Essa idéia está dirigindo de modo absoluto a vida dos seres humanos na época atual. . .

Qual é, por exemplo, a essência da arte do vendedor, segundo as idéias modernas? É dar a impressão de confiança e segurança. Assim é que você deverá agir, se é que pretende causar boa impressão ao freguês. A mesma idéia é posta em prática em todos os setores. Se você quer ter bom êxito numa profissão, o grande segredo é dar a impressão de que você é um sucesso, de modo que você faz os outros pensarem que você tem conseguido maior sucesso do que na verdade desfruta, e as pessoas então dizem: «Este é o homem que devemos procurar. . .» Auto-confiança, segurança, autonomia pessoal. E é em termos dessa crença fundamental que os homens pensam que podem introduzir o reino; constitui toda a base da fatal presunção de que pelos decretos governamentais, tão-somente, pode-se produzir uma sociedade perfeita. . .

Pois bem, nesse versículo somos confrontados por algo que está em completo e absoluto contraste com aquilo. . . Você há de se lembrar dos versos em que Charles Wesley diz': Eu sou todo falto de justiça; cheio de pecado e vil eu sou.

(Anos atrás, alguém ridicularizou disso) e perguntou: «Quem é que, desejando obter um posto ou emprego, sonharia em ir a um empregador e dizer (isso) a ele. . .? Ridículo!» . . . Você percebe quão completa incompreensão isso revela. . . Se você sente, na presença de Deus, que você possui qualquer coisa mais do que total pobreza de espírito, é que, em última análise, você nunca O defrontou.

Studies in the Sermon on the Mount, i. p. 44,5.

24 de dez. de 2010

Iniquidade e Perversidade: Marcas do mundo na igreja

.
Por Pr. João de Souza


Existem dois tipos de iniquidade: A individual e a coletiva. A pior iniquidade é aquela que sai do âmbito do indivíduo e se impregna por toda a sociedade.
Veja um tipo de iniquidade social. Um indivíduo que ajudou a construir a nação se aposenta depois de trabalhar 35 anos com um salário referencial de 5.4 salários mínimos, e dez anos depois percebe que sua aposentadoria foi achatada para menos de dois salários. Isso é um tipo de iniquidade. Políticos com cargos governamentais que não se contentam com seu salário e votam para si mesmos aumentos exorbitantes. Isto é iniquidade. Pastores que vivem nababescamente à custa de suas igrejas. Isto é iniquidade.
A diferença entre a iniquidade da igreja e do governo é que os governantes exercem seus cargos numa estrutura iníqua em que o grande chefe é Satanás. Os profetas, o Senhor Jesus e os apóstolos sempre denunciaram que o mundo faz parte de um sistema satânico e, os governantes, até mesmo bons cristãos, levados pela estrutura iníqua que impera no mundo, por melhor que sejam suas intenções, acabam por entrar na corrente dos iníquos.
Iniquidade na Bíblia não diz respeito apenas aos pecados de uma pessoa, mas aos pecados da coletividade, da sociedade e de seus governos. E o governo que ora apeia do poder parece ter sido o mais iníquo de todos, porque por trás dos benefícios sociais que alega ter trazido ao povo, foi o que mais oprimiu a classe dos aposentados e o que mais enriqueceu seus políticos e simpatizantes.
Agora, no apagar das luzes, os deputados aprovaram um aumento substancial de seus salários; debochando do povo que os elegeu! Você tem idéia do que é ganhar 26 mil por mês – livres! – e ter todas as regalias e mordomias do governo? Aluguel de apto em Brasília, telefones, combustível, ternos novos, carros à disposição etc. enquanto a maioria do povo brasileiro ganha o salário mínimo?
Você não acha que é iniquidade um funcionário do governo se aposentar com ganhos reais, em que seu salário se mantém sempre atualizado, enquanto o trabalhador do regime CLT não tenha reajustes pelo menos para repor a inflação? Isto se chama iniquidade! Porque este sistema é tão iníquo quanto o da Índia que divide o povo em castas.
Sim, porque a iniquidade de um governante pesa mais diante de Deus do que a iniquidade de um pecador que apenas peca contra seu próprio corpo. Um governante iníquo peca contra todos os filhos de Deus e contra o próprio Deus! Um governante iníquo afronta o senso de justiça de Deus e zomba de Deus. Será condenado porque pisa o pobre! E os deputados e senadores acabaram de pisar debochadamente do pobre e sobre os que os elegeram! Mais que isto, estão zombando da bondade e da misericórdia de Deus!
Sempre achamos que o pecado de Sodoma era apenas de prostituição sexual, sodomia ou práticas sexuais, mas não. O profeta Ezequiel denuncia Sodoma da seguinte forma: “Eis que esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranquilidade teve ela e suas filhas; mas nunca amparou o pobre e o necessitado” (Ez 16.49).
Veja bem como o profeta mensura a iniquidade de um povo.
E passo, daqui em diante a falar da igreja como sendo esta a Sodoma condenada por Deus. Sim, porque a prática da iniquidade é própria dos governos, já que a estrutura do poder está nas mãos do inimigo de Deus. Não é possível, no entanto, que a igreja que deveria ser a líder na prática da justiça, tenha incorporado em sua estrutura a mesma iniquidade dos governos.
1. Soberba. A igreja brasileira tem se destacado pela soberba, pelo orgulho, e tomou para si a frase do Lula, “nunca antes na história desse país”, como a dizer: Nunca antes na história da igreja… Como se a igreja nos dias de hoje estivesse cumprindo seu verdadeiro papel na sociedade. Deus condenou Sodoma, não apenas pelas práticas sexuais, mas pelas práticas sociais. A soberba leva à luxúria e esta leva à perversão sexual. A igreja institucionalizada está tão ou mais iníqua que os regimes governamentais. Estes podem ser iníquos porque a iniquidade faz parte de seu DNA, mas a igreja deveria ter o DNA de Deus!
2. Fartura de pão e tranquilidade. As benesses governamentais aos que estão no poder são inimagináveis. Seus líderes possuem nas mãos o poder de compra, a capacidade de adquirir o que querem com o dinheiro dos contribuintes. Miquéias, o profeta disse que tais políticos, enquanto estão deitados, maquinam a iniquidade e pensam em como fazer o mal! “À luz do dia praticam o mal, porque o poder está em suas mãos. Se cobiçam campos, os arrebatam – condenação do profeta aos grileiros que roubam as terras para seu próprio poder – se casas, as tomam…” (Mq 2.1-2).
Mas, e quanto às lideranças da igreja? Alguns dirigentes de denominações possuem casas em resorts no exterior para passar as férias; vivem nababescamente, usam cartões sem limite – afinal a igreja paga suas despesas – e espiritualmente debocham daqueles sobre quem eles impõem seu regime disciplinar. Raras são as exceções.
A maioria dos líderes denominacionais vive com fartura de pão e com tranquilidade, enquanto exigem de seus membros ofertas e primícias ameaçando-os de maldição caso não contribuam. Isto é iniquidade. Deus condenou Sodoma porque o povo daquela cidade não amparava o pobre e o necessitado!
3. O pobre é desamparado. Deus condenou Sodoma pelo orgulho e pela fartura e porque não socorria os pobres nas suas necessidades. Uma igreja que não olha para as necessidades do pobre, que se esquiva de defender os necessitados vive o papel de Sodoma. A igreja deve sempre sair em defesa dos injustiçados, dos que sofrem, dos que são desprezados pelas autoridades; deve sempre sair em defesa dos menos afortunados socialmente. Sempre que entro em áreas de risco em vielas e becos das vilas pobres da minha cidade, fico a imaginar que aquela gente não teve a mesma sorte do restante da população, e por isso não lhes restou alternativa senão a de montar um barraco no estreito pedaço de terra, para criar seus filhos e sobreviver. Por pouco não fomos criados numa dessas vilas paupérrimas, não fosse a habilidade de papai de se esforçar e trabalhar duramente.
Na cidade onde resido é comum ver nas áreas pobres, pequenos jardins floridos, árvores frutíferas na frente da casa, hortas minúsculas cultivadas em faixas estreitas de terra, indicativo de que os habitantes não estão ali por serem marginais – perigosos – mas porque foram marginalizados pelos governos. A única entidade que lhes presta alguma assistência é a igreja! Mas não a igreja como estrutura ou sistema: Quem ampara essa gente são irmãos em Cristo que socorrem e ajudam esses pobres com seus próprios recursos, porque a denominação age como a sanguessuga. Pegam em vez de dar!
E não é admissível que a igreja deixe penetrar em sua estrutura a mesma iniquidade que está impregnada nos governos. É uma afronta a Deus a construção de mega-templos para o deleite social das pessoas; construções que indicam o quanto a igreja vive na luxúria e no orgulho. Deus não precisa de grandes templos; precisa de pessoas que lhe são templo. É entre as pessoas que Deus habita, e não dentro dos mega-templos. A construção de grandes templos é indício de iniquidade.
Por outro lado louvo a atitude de queridos irmãos que, à semelhança dos primeiros discípulos se entregam e se despojam de todos os recursos para socorrer os desvalidos, os pobres, bêbados, drogados e os recolhem em seus abrigos para deles cuidar. Esses irmãos não contam com a ajuda das denominações, porque ajudar entidades sociais que não sejam de sua igreja não traz nome nem fama ao pastor e sua denominação.
Aqui mesmo em Porto Alegre a Sociedade Emanuel, uma entidade pentecostal recolhe a escória da sociedade para suas casas e abrigos à custa de grande sacrifício. E, pasmem! É ajudada por muitas pessoas que não são membros de igrejas, além de ser perseguida pelo poder público. Sim, porque o governo iníquo nada faz, mas exige dos que fazem que tenham casas e abrigos de primeiro mundo para socorrer os que nem mundo tem! A iniquidade e a perversidade não permitem que se faça o bem, por isso os engravatados do poder público criam leis que impedem que a igreja exerça seu verdadeiro trabalho. Isso também é iniquidade.
Assim, meus leitores, a mesma iniquidade que grassa o governo, o poder público grassa também a igreja!
Felizmente, Deus haverá de se erguer a favor dos injustiçados e galardoará os que ajudam os necessitados. Eu deveria me calar, como afirma o profeta, mas como calar diante da iniquidade reinante no mundo?
“Não admira que num tempo mau como este as pessoas que têm juízo fiquem de boca fechada! Procurem fazer o que é certo e não o que é errado, para que vocês vivam. Assim será verdade o que vocês dizem, isto é, que o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso, está com vocês. Odeiem aquilo que é mau, amem o que é bom e façam com que os direitos de todos sejam respeitados nos tribunais. Talvez o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso, tenha compaixão das pessoas do seu povo que escaparem da destruição” (Am 5.13-15).

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O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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