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22 de ago. de 2014

Verdadeiro Evangelho!



Seja bem vindo ao Verdadeiro Evangelho"

Pois Cristo me enviou para pregar o evangelho,não com palavras de sabedoria humana,para que a cruz de Cristo não seja esvaziada. (Cristo, Sabedoria e Poder de Deus) Pois a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo, mas para nós, que estamos sendo salvos é o poder de Deus.Pois está escrito: "Destruirei a sabedoria dos sábios e rejeitarei a inteligência dos inteligentes". Visto que, na "sabedoria de Deus", o mundo não o conheceu por meio da sabedoria humana, "agradou a Deus salvar aqueles que crêem por meio da loucura da pregação."

1 Coríntios 1:17;19;21

Pouco me importa ser julgado por vocês ou por qualquer tribunal humano; de fato,nem eu julgo a mim mesmo.

1 Coríntios 4:3

Nós somos loucos por causa de Cristo,mas vocês são sensatos em Cristo! Nós somos fracos, mas vocês são fortes! Vocês são respeitados, mas nós somos desprezados!

1 Coríntios 4:10

Quando somos amaldiçoados, abençoamos; quando perseguidos, suportamos;quando caluniados, respondemos amavelmente. Até agora nos tornamos a escória da terra, o lixo do mundo.

1 Coríntios 4:12-13

"Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça, pois deles é o Reino dos céus.Bem-aventurados serão vocês quando, por minha causa os insultarem, perseguirem e levantarem todo tipo de calúnia contra vocês.Alegrem-se e regozijem-se, porque grande é a recompensa de vocês nos céus, pois da mesma forma perseguiram os profetas que viveram antes de vocês".

Mateus 5:10;12

"Se o mundo os odeia, tenham em mente que antes odiou a mim.Se vocês pertencessem ao mundo, ele os amaria como se fossem dele. Todavia, vocês não são do mundo, mas eu os escolhi, tirando-os do mundo; por isso o mundo os odeia.Se me perseguiram, também perseguirão vocês. Se obedeceram à minha palavra, também obedecerão à de vocês.Tratarão assim vocês por causa do meu nome, pois não conhecem aquele que me enviou.

João 15:18:20;21

"...todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos" (2 Tim. 3:12).

Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.

Gálatas 2:20 



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"Missões Cristãos em Defesa do Evangelho"


-Darliana + Missões Cristãos em Defesa do Evangelho

14 de out. de 2011

O Poder do Evangelho - Hernandes Dias Lopes


Romanos 1:16 Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego. 



5 de ago. de 2011

Paul Waher – Um Evangelho Escandaloso


“Não me envergonho do Evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê; primeiro do judeu, e também do grego.” Romanos 1:16
Paulo, na carne, tinha razões para se envergonhar do Evangelho que pregava, porque contradizia tudo o que se cria ser verdadeiro e sagrado entre os seus contemporâneos. Para os judeus, o Evangelho era a pior blasfêmia porque reivindicava que o Nazareno que morreu amaldiçoado no Calvário era o Messias. Para os gregos, era o pior absurdo porque reivindicava que este Messias Judeu era Deus feito carne. Assim, Paulo sabia que quando abrisse a boca para falar o Evangelho, seria completamente rejeitado e ridicularizado, desprezado, a menos que o Espírito Santo interviesse e se movesse nos corações e mentes dos seus ouvintes. Nos nossos dias, o Evangelho primitivo não é menos ultrajante, pois ainda contradiz os princípios, ou os “-ismos”, da cultura contemporânea: o relativismo, o pluralismo e o humanismo.
NÃO É TUDO RELATIVO
Vivemos na era do Relativismo – um sistema de crenças baseado na absoluta certeza de que não há absolutos. Hipocritamente aplaudimos homens que buscam a verdade, mas executamos em praça pública qualquer um que seja arrogante o suficiente para acreditar que a encontrou. Vivemos numa era de trevas auto-impostas, e a razão disso acontecer é clara. O homem natural é uma criatura decaída, é moralmente corrupto, obstinado na sua autonomia (i.e.,no seu auto-governo). Odeia a Deus porque Ele é Justo, e odeia as Suas leis porque censuram e restringem a sua maldade. Ele odeia a verdade porque revela o que ele realmente é. Ele quase acaba com o que ainda permanece na sua consciência. Portanto, o homem decaído busca empurrar a verdade – especialmente a verdade sobre Deus – para o mais longe possível. Ele vai até onde for preciso para suprimir a verdade, mesmo a ponto de fingir que tal coisa não existe ou que, se existe, não pode ser conhecida nem ter alguma coisa a ver com as nossas vidas. Não é Deus que se esconde, é o homem. O problema não é o intelecto, é a vontade. Como um homem que esconde a sua cabeça na areia para evitar o ataque de um rinoceronte, o homem moderno nega a verdade de um Deus justo e os Seus absolutos morais, na esperança de silenciar a sua consciência e de esquecer o julgamento que ele sabe ser inevitável. O Evangelho cristão é um escândalo para o homem e para a sua cultura, porque faz a única coisa que ele mais quer evitar – desperta-o do seu auto-imposto “sono” para a realidade da sua situação decaída, da sua rebelião; chama-o à rejeição da sua autonomia e à submissão a Deus, através do arrependimento e fé em Jesus Cristo.
NÃO ESTÃO TODOS CORRETOS
Vivemos numa era de Pluralismo – um sistema de crenças que põe fim à verdade, declaran do que tudo é verdade, especialmente no que diz respeito à religião. Pode ser difícil para o cristão contemporâneo entender, mas os cristãos que viveram nos primeiros séculos da fé foram marcados e perseguidos como se fossem ateus. A cultura que os envolvia estava imersa em teísmo. O mundo estava cheio de imagens de deuses, a religião era um negócio crescente. Os homens não só toleravam os deuses uns dos outros, como também os trocavam e partilhavam. O mundo religioso ia muito bem até chegarem os cristãos e declararem que “deuses feitos com as mãos não são deuses.” Eles negaram aos Césares as honras que eles exigiam, recusaram dobrar os joelhos aos outros ditos “deuses”, e confessaram Jesus apenas como Senhor de tudo. O mundo inteiro assistiu boquiaberto a tal arrogância e reagiu com fúria contra a intolerável intolerância dos cristãos à tolerância.
Este mesmo cenário abunda no nosso mundo hoje em dia. Contra toda a lógica, dizem-nos que todas as posições em relação à religião e moralidade são verdadeiras, não importa quão radicalmente diferente se contraditórias possam ser. O aspecto mais espantoso de tudo isto é que, através dos incansáveis esforços da mídia e do mundo acadêmico, isto rapidamente se tornou a opinião da maioria. Contudo, o pluralismo não lida com o problema nem cura a maleita. Apenas anestesia o paciente para que já não sinta nem pense mais. O Evangelho é um escândalo porque despertao homem do seu sono e recusa-se a deixá-lo descansar numa base tão ilógica. Força-o a chegar a alguma conclusão – “Até quando vão coxear entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, sigam-no; mas se é Baal, sigam-no.”
O verdadeiro Evangelho é radicalmente exclusivo. Jesus não é “um” caminho, mas “o” caminho.3 E todos os outros caminhos não são o caminho. Se o cristianismo desse mais um pequeno passo que fosse no sentido de um ecumenicalismo mais tolerante, e trocasse o artigo definido “o” pelo artigo indefinido “um”, o escândalo desapareceria; o mundo e o cristianismo podiam ser amigos. Contudo, quando isto acontecer, o cristianismo deixou de ser cristianismo. Cristo é negado e o mundo fica sem Salvador.
O HOMEM NÃO É A MEDIDA
Vivemos numa era de Humanismo. Nas últimas décadas, o homem tem lutado para expurgar Deus da sua consciência e da sua cultura. Derrubou todos os altares visíveis ao “Único Deus Vivo” e ergueu monumentos para si mesmo, com o zelo de um religioso fanático.Fez de si próprio o centro, a medida e o fim de todas as coisas. Louva o seu mérito inato, exige honra à sua auto-estima e promove a sua auto-satisfação e auto-realização como o maior bem. Justifica a sua consciência culpada com os resquícios de uma antiquada religião de culpa. Procura livrar-se de qualquer responsabilidade pelo caos moral que o envolve, culpando a sociedade, ou pelo menos a parte da sociedade que ainda não atingiu o seu nível de entendimento. A mínima sugestão de que a sua consciência pudesse estar certa no seu testemunho contra ele, ou que ele pudesse ser responsável pelas quase infinitas doenças que há no mundo, é impensável. Por este motivo, o Evangelho é um escândalo para o homem decaído, pois expõe a sua ilusão acerca de si mesmo e convence-o da sua situação decaída e da sua culpa. Esta é, essencialmente, a “primeira ação” do Evangelho; é por isso que o mundo detesta tanto a pregação do verdadeiro Evangelho. Arruína a sua festa – estraga prazeres – destrói a sua fantasia e expõe que “o rei vai nu”.
As Escrituras reconhecem que o Evangelho de Jesus Cristo é uma “pedra de tropeço”4 e “loucura” para os homens, em todas as gerações e culturas. Contudo, tentar remover o escândalo da mensagem é invalidar a cruz de Cristo e o seu poder salvador. Temos que entender que o Evangelho não apenas é escandaloso, mas que é suposto que o seja!Através da loucura do Evangelho, Deus destruiu a sabedoria dos sábios, frustrou a inteligência das grandes mentes e abateu o orgulho de todos os homens, para que no fim nenhuma carne se possa gloriar na Sua presença, mas como está escrito: “Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.”
O Evangelho de Paulo não só contradizia a religião, a filosofia e a cultura dos seus dias, mas declarava-lhes guerra. Recusava tréguas ou tratados com o mundo e satisfazia-se com nada menos do que absoluta rendição da cultura ao senhorio de Jesus Cristo. Fazemos bem em seguir o exemplo de Paulo. Temos que ser cuidadosos para evitar qualquer tentação de conformarmos o nosso Evangelho às modas de hoje ou aos desejos de homens carnais. Não temos o direito de deturpar, de suavizar a sua ofensa nem de civilizar as suas exigências radicais, para o tornarmos mais atraente a um mundo caído ou a carnais membros de igrejas. As nossas igrejas estão cheias de estratégias para serem mais “agradáveis”, pondo o Evangelho noutra embalagem, removendo a pedra de tropeço e amaciando o gume da espada, para ser mais aceitável aos homens carnais. Devemos ser sensível ao que busca, mas devemos perceber que: há só Um que busca e este é Deus. Se nos esforçamos para fazer nossas igrejas e mensagens confortáveis, façamos confortáveis para Ele. Se queremos erguer uma igreja ou ministério, vamos fazê-lo com uma paixão por glorificar a Deus e com um desejo de não ofender a Sua glória. Não importa o que o mundo vai pensar de nós! Não buscamos honras na terra, mas a honra do céu deve ser o nosso desejo.
Por Paul Washer | HeartCry Magazine Nov-Dez 2008, nº59, “AscandalousGospel”, usado com permissão.
Revisão: voltemosaoevangelho.com






3 de ago. de 2011

O "EVANGELHO" é o Maior Tesouro - Paulo Junior (EMOCIONANTE)


Mateus 13:43;46 O reino dos céus é semelhante a um tesouro escondido no campo, que um homem, ao descobrí-lo, esconde; então, movido de gozo, vai, vende tudo quanto tem, e compra aquele campo. Outrossim, o reino dos céus é semelhante a um negociante que buscava boas pérolas; e encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e a comprou.




"Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração."
(Mateus 6:19-21)


"O Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo."
(Mateus 13:44)
Leia e medite lentamente neste versículo:
[1] O Reino dos céus
[2] é como
[3] um tesouro
[4] escondido num campo

[5] Certo homem, tendo-o encontrado,
[6] escondeu-o de novo
[7] e, então, cheio de alegria,
[8] foi, vendeu tudo o que tinha
[9] e comprou aquele campo.


Some o entendimento desta parábola com o testemunho de Paulo:
Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar Cristo.
(Filipenses 3:8)


Nossa responsabilidade de zelar pelo evangelho 
(2 Timóteo 1:12b-18)
por
John Stott
Deixando de lado, por enquanto, a segunda parte do versículo 12, chegamos à dupla exortação de Paulo a Timóteo, nos dois versículos seguintes: “Mantém o padrão das sãs palavras que de mim ouviste” (v. 13); “guarda o bom depósito, mediante o Espírito Santo que habita em nós” (v. 14). Aqui Paulo se refere ao evangelho, à fé apostólica, usando duas expressões. O evangelho é tanto um padrão de sãs palavras (v. 13), como um depósito precioso (v. 14).
“Sãs” palavras são palavras “saudáveis”. A expressão grega é empregada nos evangelhos nos casos de pessoas curadas por Jesus. Anteriormente eram deformes ou doentes; agora estavam bem ou “sãs”, por não ser mutilada ou enferma, mas “sadia”, ou “completa”. É o que Paulo mencionara, anteriormente, como sendo “todo o desígnio de Deus” (Atos 20:27).
Além disso, essas “sãs palavras” foram dadas por Paulo a Timóteo num “padrão”. A palavra grega aqui é hypotyposis. A BLH traduz por “exemplo”. E o Dr. Guthrie diz que ela significa um “esboço rápido, como o faria um arquiteto, antes de lançar no papel os planos detalhados de uma construção” [15]. Neste último caso Paulo estaria sugerindo a Timóteo que ampliasse, expusesse e aplicasse o ensino apostólico. Parece-me que essa interpretação não se harmoniza com o contexto, principalmente num confronto com o versículo seguinte. A única outra ocorrência de hypotyposis no Novo Testamento encontra-se na primeira carta de Paulo a Timóteo, onde ele descreve a si mesmo como um objeto da maravilhosa misericórdia e da perfeita paciência de Cristo, como um “exemplo dos que haviam de crer nEle” (1:16). Arndt e Gingrich, que optaram por “modelo” ou “exemplo” como sendo a tradução usual, sugerem que essa palavra é empregada mais com o sentido de “protótipo” em 1 Timóteo 1:16 e com o sentido de “padrão” em 2 Timóteo 1:13. Neste caso Paulo estaria ordenando a Timóteo que conservasse como um padrão as sãs palavras, isto é, “como um modelo de ensino sadio”, aquilo que ouvira do apóstolo. Isto certamente corresponde ao ensino geral da carta e reflete fielmente a ênfase da sentença na primeira palavra, “modelo” ou “padrão”.
Assim, o ensino de Paulo deve ser uma regra ou diretriz para Timóteo, da qual este não deve se afastar. Pelo contrário, deve obedecer a essa regra, ou melhor, deve apegar-se a ele com firmeza (eche). E assim deve proceder “na fé e no amor que há em Cristo Jesus”. Isto é, Paulo não está tão preocupado com o que Timóteo deve fazer, mas sim como o modo como ele o fará. As convicções doutrinárias de Timóteo e a instrução recebida de outros, assim como as que reteve firmemente dos ensinos de Paulo, devem ser manifestas com fé e amor. Timóteo deve procurar estas qualidades em Cristo: uma crença sincera e um amor pleno.
A fé apostólica não é somente um “padrão de sãs palavras”; é também o “bom depósito” (he kale paratheke). Ou como expressa a BLH: “as boas coisas que foram entregues a você”. Sim, o evangelho é um tesouro, depositado em custódia na igreja. Cristo o confiou a Paulo; e Paulo, por sua vez, o confiou a Timóteo.
Timóteo deveria “guardá-lo”. É precisamente o mesmo apelo que Paulo lançou no final da sua primeira carta (6:20), com a única diferença de que agora ele o chama de “bom”, literalmente “belo” depósito. O verbo (phylasso) tem o sentido de guardar algo “para que não se perca ou se danifique” (AG). É empregado com a idéia de guardar um palácio contra saqueadores, e bens contra ladrões (Lucas 11:21; Atos 22:20). Fora há hereges prontos a corromper o evangelho e desta forma roubar da igreja o inestimável tesouro que lhe foi confiado. Cabe a Timóteo colocar-se em guarda.
Deveria ele guardar o evangelho com toda a firmeza possível em vista do que acontecera em Éfeso (a capital da província romana da Ásia) e seus arredores, onde Timóteo se encontrava (v. 15). O tempo aoristo do verbo “me abandonaram” parece referir-se a um acontecimento especial. É mais provável que tenha sido o momento da segunda detenção de Paulo. As igrejas da Ásia, onde trabalhara por vários anos, tornaram-se muito dependentes dele, e talvez a prisão do apóstolo lhes tenha incutido a idéia de que a fé cristã agora estava perdida. A reação deles talvez tenha sido repudiar Paulo ou recusar-se a reconhecê-lo. De Figelo e Hermógenes nada sabemos de concreto, mas a menção de seus nomes nos indica que possivelmente eles tenham sido os cabeças da oposição. De qualquer modo, Paulo via nesse afastamento das igrejas da Ásia mais do que uma simples deserção pessoal dele; era, sim, uma rejeição à autoridade apostólica. Deve ter-lhe sido algo bastante sério, principalmente porque alguns anos antes, durante a sua permanência em Éfeso por dois anos e meio, Lucas registra que “todos os habitantes da Ásia ouviram a palavra do Senhor, e muitos creram” (Atos 19:10). Agora “os que estão na Ásia” haviam voltado as costas para Paulo. A um grande despertamento seguiu-se uma grande deserção. “A todos os olhos, menos aos da fé, deve ter parecido que o evangelho estava às vésperas da extinção” [16].
Uma grande exceção parece ter sido um homem chamado Onesíforo, o qual repetidas vezes acolhera Paulo em sua casa (literalmente “reanimou-o”, v. 16) e que, em Éfeso, prestara-lhe muitos serviços (v. 18). Onesíforo permanecera, desde modo, fiel ao significado do seu nome: “portador de préstimos”. Além disso, não se envergonhara das algemas de Paulo (v. 16), o que dá a entender que não repudiou a Paulo quando preso, e que o seguiu, e mesmo o acompanhou a Roma, procurando-o até encontrá-lo no calabouço. Paulo tinha boas razões para ser grato por este amigo fiel e corajoso. Não é surpreendente, pois, que se expresse por duas vezes em oração (vs. 16, 18), primeiro por sua casa (“conceda o Senhor misericórdia à casa de Onesíforo”) e depois, especificamente, por Onesíforo (“O Senhor lhe conceda, naquele dia, achar misericórdia da parte do Senhor”).
Vários comentaristas, notadamente católicos romanos, partindo das referências à casa de Onesíforo (mencionada novamente em 4:19) e à expressão “naquele dia”, têm argumentado que Onesíforo àquela altura estava morto e que, por conseguinte, no versículo 18 temos uma oração em favor de um falecido. Isto, na verdade, não passa de uma simples e gratuita conjectura. O fato de Paulo mencionar primeiro Onesíforo e depois sua casa não dá a entender necessariamente que estejam eles separados em virtude de sua morte; é mais viável crer que fosse devido à distância: Onesíforo estava ainda em Roma, enquanto que sua família permanecia em casa, em Éfeso. “Considero que é uma oração em separado pelo homem e por sua família”, escreve o Rev. Moule, “por estarem então separados um do outro, por terras e mares...Não há necessidade alguma de interpretar que Onesíforo tivesse morrido. A separação de sua família, por uma viagem, isso é o que se depreende da passagem”. [17]
Em todo o caso, todos na Ásia, como Timóteo estava bem ciente, voltaram as costas ao apóstolo, com exceção do leal Onesíforo e de sua família. Era em tal situação de apostasia quase universal que Timóteo deveria “guardar o bom depósito” e “manter o padrão das sãs palavras”, ou seja, deveria preservar o evangelho imaculado e genuíno. Já seria uma grande responsabilidade para qualquer um, quanto mais para alguém com o temperamento de Timóteo. Como poderia então permanecer firme?
O apóstolo dá a Timóteo a base segura de que ele necessita. Timóteo não pode pensar em guardar o tesouro do evangelho com força própria; somente poderá fazê-lo “mediante o Espírito Santo que habita em nós” (v. 14). A mesma verdade é ensinada na segunda parte do versículo 12, que até aqui ainda não consideramos. A maior parte dos cristãos está familiarizada com a tradução “porque sei em quem tenho crido, e estou certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia”. Essas palavras são verdadeiras e muitas outras passagens bíblicas as confirmam; quanto à estrutura linguística, foram traduzidas acuradamente. De fato, tanto o verbo “guardar” como o substantivo “depósito” são precisamente as mesmas palavras no versículo 12 e no versículo 14 e ainda em 1 Timóteo 6:20. Presume-se, então, que “o meu depósito” não é o que eu lhe confiei (minha alma ou eu mesmo, como em 1 Pedro 4:19), mas aquilo que ele confiou a mim (o evangelho).
O sentido, pois, é este: Paulo podia dizer que o depósito é “meu”, porque Cristo lho confiou. Contudo, Paulo estava persuadido de que era Cristo que iria conversá-lo seguro “até aquele dia”, quando ele teria de prestar contas da sua mordomia. Em que se baseava a sua confiança? Somente numa coisa: “eu o conheço”. Paulo conhecia a Cristo, em quem confiava, e estava convencido da capacidade dele para manter o depósito em segurança: “porque sei em quem tenho crido, e estou bem certo de que ele é poderoso para guardar o meu depósito até aquele dia” (v. 12). Cristo cuidará do depósito. E agora Paulo o está confiando a Timóteo. E Timóteo pode ter esta mesma segurança.
Aqui há um estímulo muito grande. Em última análise, é Deus mesmo quem preserva o evangelho. Ele se responsabiliza por sua conservação: “Sobre qualquer outro fundamento a obra da pregação não se sustentaria nem por um momento” [18]. Podemos ver a fé evangélica encontrando oposição em toda parte, e a mensagem apostólica sendo ridicularizada. Talvez vejamos uma crescente apostasia crescer na igreja, muitos de nossa geração abandonando a fé de seus pais. Mas não temos nada a temer! Deus nunca permitirá que a luz do evangelho apague. É verdade que ele o confiou a nós, frágeis e falíveis criaturas. Ele colocou o seu tesouro em frágeis vasos de barro, e nós devemos assumir a nossa parte na guarda e na defesa da verdade. Contudo, mesmo tendo entregue o depósito aos cuidados de nossas mãos, Deus não retirou as Suas mãos desse depósito. Ele mesmo é, afinal, o Seu melhor vigia; Ele saberá preservar a verdade que confiou à Igreja. Isto nós sabemos, porque sabemos em quem depositamos a nossa confiança, e em quem continuamos a confiar.
Vimos que o evangelho é a boa nova da salvação, prometida desde a eternidade, concretizada na História por Cristo, e oferecida à fé.
A nossa primeira responsabilidade reside na comunicação do evangelho, fazendo uso de velhos métodos ou procurando novos caminhos para torná-lo conhecido por todo o mundo.
Se assim procedermos, certamente sofreremos por ele, já que o autêntico evangelho nunca foi popular. Ele humilha muito o pecador.
E ao sermos chamados a sofrer pelo evangelho, somos tentados a adaptá-lo, a eliminar aqueles elementos que ofendem e provocam oposição, a silenciar as notas que ferem os sensíveis ouvidos modernos.
Mas devemos resistir a esta tentação. Pois, antes de tudo, fomos chamados a guardar o evangelho, conservando-o puro, a qualquer preço, preservando-o de toda corrupção.
Guardá-lo fielmente. Difundi-lo ativamente. Sofrer corajosamente por ele. Esta é a nossa tríplice responsabilidade perante o evangelho de Deus, de acordo com este primeiro capítulo.

NOTAS:

[15] - Guthrie, p. 132.
[16] - Moule, p. 16.
[17] - Moule, pp. 67,68.
[18] -Barrett, p. 97.


Fonte: John Stott, A Mensagem de 2 Timóteo, Editora ABU.


20 de jul. de 2011

Um Verdadeiro Discípulo - Conferência 6 - (A Grandeza do Evangelho) - Paul Washer


Paul Washer expõe de forma contundente o contraste entre o Evangelho de Jesus Cristo e do apóstolo Paulo e a pregação dos nossos dias.


11 de jul. de 2011

10 de jul. de 2011

9 de jun. de 2011

O Verdadeiro Evangelho - Paul Washer



Voltem ao Evangelho (Um Protesto de Amor)


Os fariseus iam além mar para ganhar um discípulo e o tornar tão vil quanto eles. Será que temos buscado o perdido para perdê-lo ou enganá-lo ou temos mostrado o caminho estreito e apertado?Voltem ao Evangelho(Um Protesto de Amor)Você se juntaria a mim neste protesto?Eu tenho palavras para vocês. Existem palavras que são doces como o mel, mas melhor são as palavras duras e verdadeiras do que as adulações mentirosas. Ouçam-me, pois tenho palavras para vocês.Ouçam-me como um jovem que, assim como vocês, possui o sopro de Deus, assim como Jó ouviu a Eliú. Ouçam-me como um apaixonado pelo Evangelho, como Estevão que se levantou para defender a verdade. E, ouçam-me como um jumento que não fala palavras de si próprio, assim como Balaão ouviu a uma mula. Por que no que posso eu gloriar-me, se o homem só pode receber algo bom se dos céus lhe for dado?Ouçam-me não crendo que pretendo rebelar-me, gloriar-me, exaltar-me. Ouçam-me como quem fala desesperado, como quem fala apaixonado, como quem fala deslumbrado. Não achem em minhas palavras rancor ou ira, rebelião ou rebeldia, contenda ou disputa. Encontrem amor e comunhão, encorajamento e exortação, vida e afeição.Ouçam-me, pois para vocês tenho palavras. E tudo que peço é que voltemos ao Evangelho. Que não adicionemos nada a cruz de nosso Senhor e que preguemos perpetuamente seu grande amor. Pois achei um tesouro que é velho, mas que a cada dia se renova e jamais se deteriora.Do que vale ganharmos o mundo inteiro e perdemos nossa alma? Ou ganharmos toda cidade se os de dentro não sabem se de fato salvos são? Queremos conquistar as nações, mas para quem está dentro não temos pão. Como diante de tudo o que hoje acontece poderia eu ter calma?Pregamos sobre tantos assuntos, mas desconhecemos a essência? Do que vale viver este evangelho moderno feito de aparência? Um evangelho vazio, água com açúcar que tem em mente promover o bem estar do homem do que a glória do Deus que precede toda existência.Ouçam-me, pois para vocês tenho palavras. E tudo que peço é que voltemos ao Evangelho. Que não adicionemos nada a cruz de nosso Senhor e que preguemos perpetuamente seu grande amor. Pois achei um tesouro que é velho, mas que a cada dia se renova e jamais se deteriora.Nossos filhinhos não sabem que seus pecados foram perdoados. 

Nossos pais não conhecem aquele que é desde a eternidade. Nossos jovens não vencem o maligno, pois não foram transformados. E nossas ovelhas desgarradas andam pelo caminho da vaidade.Não sabemos compartilhar a razão de nossa esperança, pois tudo o que temos ouvido é a lei e nela não deveria repousar nossa confiança. Mas deveríamos falar sobre a bem-aventurança daquele que foi achado em Cristo e daquele que nele pôs toda segurança.Não precisamos de mais dez passos para alcançar a felicidade. Será que ninguém percebeu que isso até agora para ninguém se tornou realidade? Que nossa paz não se inclina sobre a nossa capacidade, mas sobre aquele que no madeiro tomou nossa maldade.Ouçam-me, pois para vocês tenho palavras. E tudo que peço é que voltemos ao Evangelho. Que não adicionemos nada a cruz de nosso Senhor e que preguemos perpetuamente seu grande amor. Pois achei um tesouro que é velho, mas que a cada dia se renova e jamais se deteriora.Reduzimos o Evangelho a simples 4 Leis e dele tiramos toda beleza, como se pudesse partir para coisas de maiores realezas. Mas assim não seja! Pois o evangelho que temos pregado hoje em dia só tem trazido incertezas e o Evangelho de Cristo é e sempre será a nossa fortaleza.

Tudo o que tenho ouvido é como viver uma vida de vitória. Nosso evangelho centrado no homem esqueceu-se de doutrinas tanto pregadas através da história. Não pregamos mais a Trindade, a Justificação pela fé, a Salvação pela graça, a Regeneração pelo Espírito e que a Deus pertence toda a glória.Por isso eu não só peço, mas suplico que voltemos à simplicidade da cruz. Que preguemos o Verbo Encarnado, rejeitado pelas trevas por ser a Luz. Jamais devemos esquecer que o caminho, a verdade e a vida é Cristo Jesus. E foi por este motivo que este texto eu compus.Ouçam-me, pois para vocês tenho palavras. E tudo que peço é que voltemos ao Evangelho. Que não adicionemos nada a cruz de nosso Senhor e que preguemos perpetuamente seu grande amor. Pois achei um tesouro que é velho, mas que a cada dia se renova e jamais se deteriora.

Por Vinícius Musselman Pimentel - Fonte:Voltemos ao Evangelho

25 de jan. de 2011

[URGENTE] O Evangelho é suficiente para você de forma que você fale sobre ele?



John Piper - O Tesouro do Evangelho



Levando a sério o Evangelho – M. Lloyd-Jones



Não podemos dizer, verdadeiramente, de muitos de nós que, no terreno da prática concreta, nosso conceito da doutrina da graça é tal que raramente chegamos a encarar com seriedade o claro ensino do Senhor Jesus Cristo? Temos dado tanta ênfase ao ensino de que tudo ê de graça e que não é mister procurarmos seguir o Seu exemplo, a fim de nos _tornarmos cristãos, que virtualmente nos colocamos na posição de ignorar totalmente o Seu ensino e de dizer que este nada tem a ver conosco, porquanto estamos sob a Sua graça.

Agora indago até que ponto levamos a sério o Evangelho de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. A melhor maneira de focalizar essa questão é, creio eu, encarar o Sermão da Montanha. Qual é, pergunto, nosso conceito desse sermão? Pensando nisso, sugiro que escrevamos num papel nossas respostas às seguintes indagações:

Que significa para nós o Sermão da Montanha? Onde entra ele em nossas vidas, e qual o lugar que ocupa em nosso pensamento e em nossa perspectiva?

Qual é nossa relação com esse extraordinário sermão, que ocupa tão proeminente posição nesses três capítulos do Evangelho segundo Mateus?

Acredito que você descobriria que o resultado é muito interessante e quiçá mui surpreendente. Oh, sim, sabemos tudo sobre a doutrina da graça e do perdão, e estamos olhando para Cristo. Mas eis que nestes documentos, que apregoamos como revestidos de autoridade, está este sermão. Em que ponto entra ele em nosso esquema?

Studies in the Sermon on The Mount, i, p. 12,13.

18 de jan. de 2011

( Áudio ) - Deus é o Evangelho - John Piper




Cristo morreu, uma única vez,
pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus;
morto, sim, na carne, mas vivijicado no espírito,
1 Pedro 3.18

... agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe,
fostes aproximados pelo sangue de Cristo.
Efésios 2.13

Afinal, Deus é o evangelho. Evangelho significa "boa nova". O Cristianismo...



17 de jan. de 2011

O Evangelho é mais Precioso que nossas Vidas - C. H. Spurgeon Postado por Charles Spurgeon / On : 17:46/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.


Paulo disse que, em comparação com o seu grande propósito de pregar o evangelho, não considerava sua preciosa para si mesmo; mas temos certeza de que Paulo valorizava a sua própria vida. Como todo homem, ele tinha amor pela vida e sabia que sua própria vida era importante para a igreja e a causa de Cristo. Certa vez Paulo disse: “Por vossa causa, é mais necessário permanecer na carne” (Fp 1.24). Ele não estava cansado da vida, nem era uma pessoa tola que tratava a vida como fosse algo que podia lançar fora nos esportes. Paulo valorizava a vida, visto que valorizava o tempo, que constitui a vida, e usava de modo prático cada dia e hora, “remindo o tempo, porque os dias são maus” (Ef 5.16). Apesar disso, Paulo falou aos presbíteros da igreja de Éfeso que não considerava a sua vida preciosa, em comparação com o dar testemunho do evangelho da graça de Deus.

O apóstolo considerava a vida como uma carreira que tinha de realizar. Ora, quanto mais rapidamente corrermos, tanto melhor será a carreira. Com certeza, a extensão não é o alvo desejado. O único pensamento de um corredor é como ele pode alcançar mais rapidamente a marca de chegada. Ele menospreza o solo; não se preocupa com o percurso, exceto com o fato de que aquele é o caminho pelo qual ele tem de correr para atingir seu objetivo. A vida de Paulo era assim. Todo o vigor de seu espírito estava concentrado na busca de um único objetivo, ou seja, dar testemunho do evangelho da graça de Deus. E a vida que Paulo tinha aqui embaixo era valorizada por ele somente como meio para atingir seu objetivo.

Paulo também considerava o evangelho e seu ministério de testemunhá-lo como um depósito sagrado que lhe fora confiado pelo próprio Senhor. Paulo via a si mesmo como aquele a quem o evangelho fora confiado (cf. 1 Ts 2.4) e resolvera ser fiel, embora isso lhe custasse a vida. Diante dos olhos de sua mente, Paulo via o Senhor tomando em suas mãos traspassadas o cofre precioso que continha a jóia celestial da graça de Deus e dizendo-lhe: “Eu o redimi com meu sangue, eu o chamei por meu nome; agora confio esta coisa preciosa às suas mãos, para que você cuide dela e guarde-a até com o seu próprio sangue. Eu o comissiono a ir por todos os lugares, com meu substituto, para fazer conhecido a cada pessoa, debaixo do céu, o evangelho da graça de Deus”.

Todos os crentes ocupam um lugar semelhante ao de Paulo. Nenhum de nós é chamado ao apostolado, nem todos somos chamados à pregação pública da Palavra de Deus. No entanto, somos todos encarregados de sermos ousados em favor da verdade, na terra, e de batalharmos diligentemente pela fé que uma vez foi entregue aos santos. Oh! que façamos isso no mesmo espírito do apóstolo dos gentios! Como crentes, somos chamados a algum tipo de ministério. Isso deve fazer de nossa vida uma carreira e uma causa que nos levem a considerar-nos guardiões do evangelho, assim como um soldado que porta as insígnias de um regimento se considera obrigado a sacrificar tudo em favor de sua preservação.

O que era esse evangelho pelo qual Paulo estava disposto a morrer? Não era qualquer coisa chamada “evangelho” que produzia esse entusiasmo. Em nossos dias, temos evangelhos pelos quais eu não morreria, nem recomendaria a qualquer de vocês que vivessem por eles, pois são evangelhos que se extinguirão em poucos anos. Nunca é digno que morramos por uma doutrina que morrerá por si mesma. Já vivi tempo suficiente para ver o surgimento, o florescimento e a decadência de vários evangelhos. Há muito disseram-me que minha velha doutrina calvinista estava ultrapassada, era uma coisa desacreditada. Em seguida, ouvi que o ensino evangélico, em qualquer forma, era uma coisa do passado que seria suplantada por “pensamentos avançados”.

No entanto, costumava haver no mundo um evangelho que consistia de fatos nunca duvidados pelos verdadeiros cristãos. Na igreja havia um evangelho que os crentes abrigaram no coração como se fosse a vida de sua alma. No mundo, costumava haver um evangelho que provocava entusiasmo e recomendava o sacrifício. Milhares e milhares se reuniam para ouvir esse evangelho ao risco de sua própria vida. Homens o pregaram, mesmo em face da oposição dos tiranos; sofreram a perda de todas as coisas, foram presos e mortos por causa desse evangelho, cantando salmos em todo o tempo. Não há remanescente desse evangelho? Ou chegamos à terra da ilusão, na qual as almas passam fome, alimentando-se de suposições, e se tornam incapazes de ter confiança ou zelo? Os discípulos de Jesus estão agora se alimentando da espuma do “pensamento” e do vento da imaginação, nos quais os homens se enlevam e ficam exaltados? Ou retornaremos ao alimento substancial da revelação infalível e clamaremos ao Espírito Santo que nos alimente com sua própria Palavra inspirada?

O que era esse evangelho que Paulo valorizava mais do que sua própria vida? Paulo o chamou de “evangelho da graça de Deus”. O aspecto do evangelho que mais impressionou o apóstolo foi o de que era uma mensagem da graça, e tão-somente da graça. Em meio à música das boas-novas, uma nota se sobressaía às outras e encantava os ouvidos do apóstolo. Essa nota era a graça – a graça de Deus. Essa nota ele considerava característica de toda a melodia; o evangelho era o “evangelho da graça de Deus”. Em nossos dias, a palavra graça não é muito ouvida; ouvimos a respeito dos deveres morais, ajustes científicos e progresso humano. Quem nos fala sobre a graça de Deus, exceto umas poucas pessoas antiquadas que logo passarão? Sou uma dessas pessoas antiquadas, por isso tentarei ecoar essa palavra graça, para que todos os que conhecem o seu som se regozijem, e ela penetre o coração daqueles que a desprezam.

14 de jan. de 2011

A única esperança do homem - o Evangelho – Lloyd-Jones



Quão trágico é que a humanidade carrega desde há muito a culpa do erro estulto de inverter a verdadeira ordem da religião e da moralidade! Pois na hora em que são colocadas em sua posição certa, a situação se altera total-mente. Precisamente do modo como falha a moralidade, quando sozinha, o Evangelho de Cristo obtém êxito. Ele co-meça com Deus e existe para glorificar o Seu santo Nome. Ele restabelece a correta relação do homem com Deus, reconciliando-o com Ele através do sangue de Cristo. Ele diz ao homem que este é mais importante que as suas ações e que o seu ambiente, e que quando o homem se endireita, este necessariamente endireitará suas ações e o seu ambiente.

O Evangelho atende às necessidades do homem integral — corpo, alma e espírito, intelecto, desejo e vontade, dando-lhe a mais elevada visão de todas, e enchendo-o de paixão e desejo de viver bem a vida, a fim de expressar gratidão a Deus por Seu maravilhoso amor. O Evangelho lhe prove poder; das profundezas de sua vergonha e desgraça, resultantes do seu pecado e queda, o Evangelho o restaura, assegurando-lhe que Cristo morreu por ele e por seus pecados, e que Deus o perdoou. O Evangelho o chama para uma nova vida e para um novo começo, prometendo-lhe poder que vencerá o pecado e a tentação e, ao mesmo tempo, o capacitará a viver a vida que ele crê e sabe que deve viver.

Aí, e somente aí, se acha a única esperança para os homens e para o mundo. Tudo mais foi experimentado e falhou. A falta de fé em Deus, de temor a Deus, é o maior pecado; é o pecado central. Ê a causa de todos os nossas demais problemas. Os homens devem voltar a Deus e recomeçar com Ele. E — louvado seja Deus — o caminho que devem seguir para fazê-lo ainda está amplamente aberto em «Jesus Cristo, e este crucificado».

The Plight of Man and Power of God, p. 40

5 de jan. de 2011

O Evangelho do Deus Feliz – John Piper



A FELICIDADE DE DEUS É UM DOS GRANDES ASPECTOS DE SUA GLÓRIA

Em 1 Timóteo 1.11, Paulo focalizou o evangelho como a "glória do Deus bendito". A palavra traduzida "bendito", nesta expressão, é a mesma que ocorre nas bem-aventuranças de Jesus, em Mateus 5.3-11. "Bem-aventurados os humildes de espírito, porque deles é o reino dos céus. Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra." E assim por diante. A palavra significa "feliz" ou "afortunado". Paulo mesmo usa esta palavra em outras passagens para falar sobre a felicidade das pessoas que têm seus pecados perdoados (Rm 4.7) ou das pessoas que têm uma consciência pura (Rm 14.22). É admirável que, em todo o Antigo e o Novo Testamento, somente neste versículo e em 1 Timóteo 6.153 a palavra se refere a Deus. É evidente que Paulo havia feito algo incomum, chamando a Deus demakarios — feliz.

Podemos aprender da expressão "a glória do Deus bendito" que grande parte da glória de Deus é a sua felicidade. Era inconcebível para o apóstolo que se pudesse negar a Deus infinito regozijo e que Ele ainda fosse todo-glorioso. Ser infinitamente glorioso era ser infinitamente feliz. Paulo usou a expressão "a glória do Deus bendito" porque era glorioso para Deus ser tão feliz como Ele é. A glória de Deus consiste, em grande parte, de que Ele é feliz acima de toda a nossa imaginação.

SEM UM DEUS FELIZ NÃO HÁ EVANGELHO

Ainda de maneira mais notável, Paulo disse que isto faz parte do evangelho — "o evangelho da glória do Deus bendito". Uma das partes essenciais do que torna boas novas o evangelho da morte e ressurreição de Cristo é que o Deus revelado no evangelho é infinitamente alegre. Ninguém gostaria de passar a eternidade com um Deus infeliz. Se Deus fosse infeliz, então, o alvo do evangelho não seria um alvo feliz; e isso significa que não haveria evangelho, de maneira alguma. Mas, de fato, Jesus nos convida a passarmos a eternidade com um Deus supremamente feliz, quando Ele nos diz — o que dirá no fim dos tempos — "Entra no gozo do teu senhor" (Mt 25.23). Jesus viveu e morreu para que o seu gozo — o gozo de Deus — estivesse em nós e fosse completo (Jo 15.11; 17.13). Por conseguinte, o evangelho é "o evangelho do Deus bendito [feliz]".

4 de jan. de 2011

O Evangelho de Cristo — a maior das mensagens – Lloyd-Jones


A glória do Evangelho é que ele é primariamente o anúncio do que Deus faz e do que fez, na Pessoa de Jesus Cristo. Essa era a essência do Evangelho de Paulo. . . Foi esse o Evangelho pregado por todos os apóstolos. Pregavam que Jesus era o Cristo. Faziam uma publicação, uma proclamação. Primeiramente, convocavam o povo para ouvir o que eles denominavam «boas novas». Não esboçavam logo de início um programa de vida e conduta.

Pregavam não um programa e, sim, uma Pessoa. Diziam que Jesus de Nazaré era o Filho de Deus vindo do Céu à terra. Diziam que Ele manifestou e demonstrou Sua divindade sem igual, vivendo uma vida perfeita, imaculada, isenta de pecado, vida de completa obediência a Deus, e também pela realização de milagres. Sua morte na cruz não foi mera-mente o fim de Sua vida, mas o resultado de Sua rejeição por parte dos Seus concidadãos, tendo significação mais profunda e eterna. . .

«Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo» e «àquele que não conheceu pecado, ele o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus» (2 Coríntios 5.19,21). Mas isso não foi tudo. Ele ressuscitara do túmulo, havia-se manifestado a certas testemunhas escolhidas, e depois ascendera ao Céu. Do Céu enviara o dom do Espírito Santo à igreja primitiva e lhe comunicara. . . nova vida e poder. A vida dos primeiros cristãos se transformara inteiramente, e eles passaram então a possuir vida de verdade.Essa era a mensagem. Toda a sua ênfase era dada ao que Deus tinha feito. O seu conteúdo era o modo da salvação designado por Deus para tornar justos os homens. Ao homem cabe simplesmente aceitá-la em submissão. Eis aí uma espécie de mensagem da qual se pode ter orgulho. Eis aí algo que capacitava o mensageiro a enfrentar os estóicos e os epicureus em Atenas sem ficar vermelho de vergonha e sem precisar pedir desculpas; eis aí a mensagem que fez as mais elevadas e grandiosas filosofias do mundo parecerem nada mais que o balbuciar e gaguejar dos bebês.

The Plight of Man and the Power ofGod, p. 82,3.

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O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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