Tradutor

English French German Spain Italian Dutch Russian Portuguese Japanese Korean Arabic Chinese Simplified
Mostrando postagens com marcador Autoridade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Autoridade. Mostrar todas as postagens

18 de jan. de 2011

A Autoridade de Jesus Cristo. – M. Lloyd-Jones


Os evangelhos foram escritos com um definido e deliberado objetivo em vista. Não foram escritos apenas como registros ou meras coletâneas de fatos. Não. . . Todos eles apre¬sentam o Senhor Jesus Cristo como o Senhor, como Autoridade final.

A mensagem de João Batista era essencialmente idêntica. Ei-lo sozinho, depois de pregar e de batizar o povo no Jordão. . . o povo diz: «Certamente este há de ser o Cristo. Nunca antes ouvimos pregação como esta. Por certo este deve ser o Messias que aguardamos. João se volta para eles... e diz : «Eu não sou o Cristo» ...(Lucas 3.16-18). «Eu sou o precusor, o arauto. Ele é a Autoridade. Ele ainda está por vir.» Como os Evangelhos são cuidadosos quanto a levar avante essa reivindicação!

Há algo mais. . . É o relato que os Evangelhos dão do que aconteceu por ocasião do batismo de nosso Senhor. Ali Ele se submete ao batismo ministrado por João. . . Mas. ... o Espírito Santo desce sobre Ele, como pomba. Mais impor¬tante ainda é aquela Voz. . . «Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo» (Mateus 3.17). ..No Monte da Transfiguração é empregada uma linguagem parecida, mas há um acréscimo da maior significação e importância. . . «. . .a ele ouvi» (Mateus 17.5). . . «Este é Aquele a quem deveis ouvir.

Estais aguardando uma palavra. Estais esperando resposta às vossas perguntas. Estais procurando solução para os vossos problemas. Haveis consultado os filósofos; tendes estado a ouvir; tendes levantado a pergunta: «Onde podemos encon¬trar a autoridade final? Eis a resposta oriunda do Céu, de Deus: «A Ele ouvi». Outra vez, como se vê, Ele é indicado, Ele é posto diante de nós como a última palavra, a Autoridade final, Aquele a quem  nos  devemos  submeter,  a quem devemos ouvir.

Authority, p. 16.17

24 de ago. de 2010

Homem sujeito à autoridade – (Sermão) – C. H. Spurgeon Postado por Charles Spurgeon / On : 12:01/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.



- Noite de Domingo, 02 de Outubro de 1887

"Respondeu o centurião: 'Senhor, não mereço receber-te debaixo
do meu teto. Mas dize apenas uma palavra, e o meu servo será curado.
Pois eu também sou homem sujeito à autoridade e com soldados sob o
meu comando. Digo a um: Vá, e ele vai; e a outro: Venha, e ele vem.
Digo a meu servo: Faço isto, e ele faz.'" (Mt 8.8, 9).

Sem nenhuma introdução, pois acabamos de ler o registro feito por Mateus desse milagre notável realizado pelo Senhor, passarei imediatamente ao texto, e, em primeiro lugar,desenvolverei o próprio incidente, e então, farei uso das suas lições para nossos próprios propósitos práticos. Podemos aprender muitas coisas dessa narrativa para nossa orientação no tempo presente.

I. Em primeiro lugar, quero desenvolver o incidente propriamente dito. Um centurião, comandante do destacamento das forças romanas então colocadas em Cafarnaum, tinha um empregado muito enfermo. Era paralítico, mas com um tipo de paralisia que ainda deixa espaço para muitas dores. O enfermo estava sendo lastimavelmente atormentado e continuava sem movimento. O homem de guerra era um bom patrão, tinha consideração por seus empregados; e quando ouviu dizer que o grande profeta, Jesus de Nazaré, chegara à cidade, o centurião fez o maior empenho para chegar até Jesus, e rogou-lhe que curasse seu empregado. O centurião não pediu que Jesus fosse até sua casa a fim de realizar a cura, mas o Salvador respondeu imediatamente: "Eu irei curá-lo." Isso foi mais do que o centurião pedira; implorara em favor da cura do seu escravo, mas não estava esperando a presença pessoal do Mestre glorioso.

Vocês se lembram de que, em outra ocasião, certo oficial do rei foi até Jesus e suplicou-lhe: "Senhor, vem, antes que o meu filho morra!" Jesus não foi visitar o filho do oficial, mas enviou sua palavra poderosa, e o curou.

No caso do centurião, era um empregado, e não uma criança, que estava sofrendo; e, como se o Salvador quisesse ser mais atencioso quando a categoria social era mais baixa, ele demonstrou a condescendência do seu espírito ao dizer, nesse caso, "Eu irei curá-lo. Eu mesmo comparecerei e realizarei a cura que você pede da minha parte." Vejam como o Salvador concede mais do que pedimos e também como ele trata com ternura e consideração os pobres e os necessitados; e, portanto, ao passo que uma palavra graciosa é enviada ao filho do oficial do rei, o Senhor oferece uma visita graciosa ao servo do centurião: "Eu irei curá-lo." Jesus é muito terno e compassivo. Ele sabe como o coração humano sofre na pobreza e na enfermidade, e não quer lhes infligir qualquer ferida desnecessária. Pelo contrário, ele, por assim dizer, dá-se ao trabalho, por sua gentileza superior, de atender bem os que são da categoria inferior a fim de mostrar que não faz distinção de parcialidade entre as pessoas segundo o costume do mundo.

Agora, vejam o que o centurião faz. Pedira que o Senhor curasse seu servo; está muito grato pela bondade do Salvador que se ofereceu para ir curá-lo; mas, sendo um verdadeiro cavalheiro, não quer provocar qualquer inconveniência pessoal para o Salvador. Acha que não há a mínima necessidade para o grande Médico fazer uma viagem para a sua casa e, por isso, lhe diz: "Senhor, não mereço receber-te debaixo do meu teto. Mas dize apenas uma palavra, e o meu servo será curado." É maravilhoso o poder refinador da fé sobre as boas maneiras dos homens. Os centuriões eram, em geral, homens grosseiros e rudes que não se importavam com ninguém. Em muitos campos de batalha, com lutas renhidas, recebiam seu treinamento para serviços futuros, e foram forçando caminho a partir das fileiras dos soldados rasos, e não por concursos escritos competitivos, mas mediante golpes, socos, contusões e feridas. Porém, esse oficial, sendo crente em Jesus Cristo, parece claramente abrandado, mais ou menos civilizado, e cultivado, por esse mesmo fato. Podemos observar, muitas vezes, que os homens mais grosseiros, as menos cultas entre as mulheres, têm alguns dos traços mais suaves e doces de caráter quando chegam a crer no Senhor Jesus Cristo. Sendo assim, o centurião diz: "Meu Senhor, eu ficaria bastante contente com uma visita da tua Majestade augusta; mas não mereço receber-te debaixo do meu teto, e não é necessária a tua presença. Tu podes curar meu servo com uma única palavra. Por isso, peço-te, dize apenas uma palavra, e o meu servo será curado." Foi esse sentimento belo de consideração e cavalheirismo, que o levou a falar dessa maneira; e o que ele disse é notavelmente instrutivo.
Em primeiro lugar, pois, vou desenvolver os pormenores do incidente. Notem, em primeiro lugar, que o centurião traçou um paralelo entre ele mesmo e o Senhor Jesus Cristo.O centurião disse: "Pois eu também sou homem sujeito à autoridade e com soldados sob meu comando." Alguns têm procurado fazer uma mudança da ênfase aqui, no sentido de ensinar que a intenção do centurião era: "Estou sujeito à autoridade, mero oficial subalterno, porém posso dar algumas ordens. Tu não estás sujeito à autoridade, mas és grande e poderoso, e, por isso, tu podes fazer muito mais." Mas esse não é o sentido, de modo algum. O centurião queria dizer que ele mesmo era um homem sujeito à autoridade, não meramente um cidadão individual, mas servo de César. O uniforme que usava demarcava-o como militar de uma das legiões do Império Romano; a insígnia na sua farda denotava que ele era um centurião, um comandante que derivava sua posição e poder do grande Imperador em Roma. Era homem "sujeito a autoridade".

Não foi para desonrar nosso grande Mestre, muito pelo contrário, que esse centurião queria dizer: "Reconheço também em ti um homem sujeito à autoridade", pois esse nosso bendito Cristo entrou no mundo comissionado por Deus. Ele estava aqui, não meramente na sua capacidade particular, como o Filho de Davi, ou como o Filho de Maria, ou até mesmo como o Filho de Deus; mas ele estava aqui como Aquele a quem o Pai escolhera, ungira, qualificara, e enviara para levar adiante uma comissão divina. Esse oficial conseguia enxergar na pessoa de Cristo as marcas de ser comissionado por Deus. Por algum meio (não sei como), ele chegara a essa conclusão segura e verdadeira, que Jesus Cristo estava agindo sob a autoridade do grande Deus que fez os céus e a Terra; e por isso o centurião enxergava Cristo como devidamente comissionado para a sua obra.

Agora, vamos dar um passo para a frente. Aquele que é comissionado para realizar alguma tarefa também recebe, da parte da autoridade superior, o poder para realizar essa tarefa. O centurião, portanto, tem soldados para cumprirem as suas ordens - "Pois eu também sou homem sujeito à autoridade e com soldados sob o meu comando; homens colocados sob o meu comando para cumprirem as minhas ordens, porque minhas ordens são autorizadas pela autoridade superior de César." Assim, esse homem parece dizer a Cristo: "Acredito que a ti está providenciada a devida assistência para o cumprimento de todos os propósitos que vieste ao mundo para cumpri-los. Se eu quero transmitir uma ordem", diz o centurião, "digo ao meu servo: 'Vá', e ele vai. E se eu quiser que outro venha, digo: 'Venha', e ele vem. Se há alguma coisa para ser feita, convoco um dos homens sob minha autoridade, e digo a ele: 'Faça isso' e ele faz." Parece estar dizendo ao Salvador: "Tu, também, comissionado e nomeado pelo grande Deus, decerto tens servidores que foram destacados para te atender. Tu não foste enviado à guerra às tuas próprias custas. Tu não foste deixado para realizar sozinho essa obra. Devem forçosamente existir, em algum lugar, soldados e servos sujeitos a ti, os quais, não percebidos por mim, aguardam para cumprir tuas ordens." Vocês captam essa idéia, não é verdade? O paralelo fica muito claro, e não acho estranho que o Salvador tenha admirado a fé desse homem, que o capacitara a perceber essa grande verdade.

O centurião, portanto, foi um passo adiante no seu argumento. "Eu, um homem devidamente comissionado, tenho servos, sujeitos a mim, para cumprirem a minha vontade, e eu mantenho esses servos sob meu controle." Vocês sabem que existem patrões que têm servos aos quais dizem "Vão" e eles não vão, ou aos quais dizem "Venham", mas não vêm muito rapidamente. Precisam falar "Venham" ou "Vão" várias vezes antes de os servos realmente virem ou irem; e podem dizer, ainda, "Faça isso" e outra vez, "Faça isso", mas não é feito. Mas esse centurião era um oficial que sabia lidar com homens. Era um mandante, um verdadeiro senhor; não somente no nome, mas também no fato. Não tolerava, dentro de seus domínios, nada que se assemelhasse a um motim ou resistência à sua vontade; tinha seus domésticos tão bem organizados, que, quando ele dizia ao seu servo "Faça isso", ele fazia. Esse é o tipo certo de patrão, e os servos, no final das contas, gostam de um senhor que faz questão de ser obedecido. O centurião era um disciplinador desse tipo, tão bondoso como a luz do sol, pois procurou a ajuda de Cristo para seu servo enfermo, mas também tão verdadeiro e firme como o aço; de modo que, o que ele dizia que era para ser feito, era para ser feito, e imediatamente.
O centurião transfere ao Salvador essa característica. Ele não desacredita Cristo (nem pode fazer isso) com a suposição de que Cristo não tem seus servos bem disciplinados, que ele tem servos que ousam não levar a sério suas ordens, que existem agências que se rebelaram contra o domínio e que agirão do modo que quiserem. "Não", diz ele, "Tu, Salvador, comissionado pelo Pai, tens teus soldados e teus servos, e creio que tu os tens sob controle e sujeitos a tamanha disciplina, que basta que tu fales, e o ato por ti ordenado é cumprido, ou, quando é mandado, e fica firme para sempre." Confio que ninguém entre nós desejaria desonrar o Salvador, questionando a verdade desse paralelo que o centurião traçou com tanta consideração.

De novo, o centurião se adiantou um pouco mais, e deu a entender que, uma vez que Cristo tinha o poder de cumprir a vontade divina, e que tinha esse poder sob seu controle,acreditava que Cristo estivesse disposto a dirigir todo esse poder ao único objetivo de curar o seu servo. O Senhor Jesus Cristo é onipotente; ninguém duvida disso, mas a questão é: Ele é onipotente para salvar você? Você não duvida que, se o Salvador assim quiser, pode tornar são o seu espírito, ainda assim você pergunta: Ele vai fazer isso? Ele vai dirigir esse poder na minha direção? Nem passa pela cabeça do centurião que haverá alguma dificuldade no caso dele. "Pelo contrário", ele parece dizer, "Rei dos reis, Mestre e Senhor onipotente, tu podes imediatamente ordenar um anjo a voar até o meu servo, ou podes mandar a enfermidade deixar o meu lar, ou podes falar à paralisia, e a própria paralisia se tornará seu servo, e sairá voando imediatamente, segundo o seu mandamento. É só estender o seu poder ao seu servo, e ele será curado imediatamente." Quero que vocês creiam, queridos, que nosso Senhor Jesus Cristo, já não presente na carne, mas ressuscitado dentre os mortos, está revestido de poder igual ao que tinha nos dias do centurião; ou mais, que ele está revestido com poder ainda maior, já que depois da sua ressurreição, ele disse: "Foi-me dada toda a autoridade nos céus e na terra." E, em seguida, quero que vocês creiam que ele está disposto a redirecionar todo esse poder para vocês, a fim de operar para livrá-los da morte espiritual, para salvá-los do poder do pecado, para ajudá-los por meio de sua providência, para orientá-los no caminho da sabedoria, e lidar com qualquer entre dez mil coisas que possa, por acaso, ser a necessidade deste momento presente. Quem dera que aquele que concedeu tamanha fé também concedesse semelhante fé preciosa a muitos de vocês, para que também vocês glorificassem e bendissessem seu glorioso nome!

Agora, observem que havia só mais uma coisa que o centurião tinha em mente. Ele considerava Cristo o senhor de todos os tipos de poderes, poderes suficientes para todos os seus propósitos; ele considerava que Cristo os mantinha sob controle total, de modo que pudesse mandar cumprir suas ordens num único momento, e o centurião estava muito desejoso de se manter em posição subalterna. Sabemos disso porque, quando o Salvador se dispôs a descer até a casa do centurião, ele achou demais receber semelhante honra; parecia ter certeza de que estava sendo colocado numa posição errada. Ele mesmo não passava de um servidor e achava que, no papel específico que desempenhava, não era digno de acolher seu Mestre debaixo do seu teto; dessa maneira, ele disse: "Dize apenas uma palavra, e meu servo será curado."

É isso o que precisamos fazer. Quando pensamos no nosso Senhor Jesus Cristo, não precisamos nos preocupar com o modo como realiza os seus propósitos, como os propósitos de Deus serão realizados, ou como suas promessas serão cumpridas. A coisa principal que devemos fazer é a seguinte: sermos servos do Senhor e, quando ele diz a qualquer um entre nós "Vá", que cuidemos de ir mesmo, e quando ele diz "Venha", que realmente venhamos, e quando ele diz "Faça isso", que tenhamos certeza de fazê-lo. Você quer governar os mares? Seria melhor governar a si mesmo. Você quer purificar a igreja? Você quer reformar o mundo? O que você tem a ver com a reforma do mundo antes de primeiro lavar suas próprias mãos na inocência? Coloque-se na sua devida posição e realize seu próprio trabalho, e tudo irá bem com você. Quem é você, afinal de contas, a não ser um operário minúsculo num formigueiro pequeno? Você precisa carregar só um grão de trigo, e isso basta para você; mas não se preocupe com todos os problemas do formigueiro; e mesmo que se preocupe, pelo menos não se aflija com o planeta inteiro, e muito menos a respeito do sistema solar, pois o que você pode fazer com ele, mesmo se você preocupar sua pobre condição de formiga até à morte? Procure cumprir a sua parte no seu próprio formigueiro, carregue seu próprio grão ao armazém geral, e assim você terá servido ao propósito do seu ser. Que Deus, mesmo nosso Senhor Jesus Cristo, nos dê a graça de enaltecê-lo muito como Senhor e Mestre, cheio de poder, misericórdia e amor; e de nos colocar, então, bem para baixo, e pedir a nós, servos dele, que possamos servi-lo fielmente todos os dias da nossa vida!

II. Agora, em segundo lugar, quero fazer uso das suas lições para os nossos próprios propósitos práticos.

Em primeiro lugar, caros amigos, parece-me que essa pequena narrativa deve ser usada para crer no poder do Senhor Jesus Cristo, mesmo que ele não venha em breve na glória da Segunda Vinda. Estou falando com amigos cristãos a respeito destes dias maus em que vivemos e a respeito da malignidade dos tempos nos quais fomos colocados. Certamente, o assunto não é muito animador, e descubro que meus amigos terminam o assunto com uma observação como esta: "Pois bem, o consolo é que o Senhor Jesus Cristo virá muito em breve. Os defeitos na igreja professa, as blasfêmias do mundo, não são sinais especiais do tempo que está se esgotando rapidamente? Quando nosso Senhor vier, então todos esses problemas serão solucionados, e tudo quanto nos aflige chegará ao fim." Sim, sim, creio plenamente em tudo isso e considero a gloriosa segunda vinda de nosso Senhor Jesus Cristo como a esperança mais brilhante da sua igreja; mas, apesar de tudo isso, você não acha que uma fé mais prática e honrosa a Deus diria, sem deixar de lado a bendita esperança da segunda vinda: "No entanto, o Senhor Jesus Cristo pode lidar com os males atuais da igreja e do mundo, sem literalmente comparecer no nosso meio." Jesus pode falar uma palavra enquanto ainda permanece nos altos céus, entre os esplendores do culto sagrado na Nova Jerusalém; ele pode falar uma palavra a partir de lá, e assim levar a efeito seu propósito aqui. A verdade não parece fluir naturalmente a partir da fé desse centurião? Nosso bendito Senhor, não há necessidade que tu rompas os céus no momento presente, para descer em majestade; não há necessidade de tu literalmente tocar nas colinas, e deixá-las fumegantes, e que a glória da tua presença divina consuma teus adversários. Se assim te agradar, podes fazer cumprir as tuas ordens a partir de onde estás, sem perturbar essa presente aliança, sem sequer operar um milagre, permitindo que as coisas sigam seu caminho normal, mas sem deixar de cumprir teus propósitos supremos.

Quero, irmãos, que vocês exercitem continuamente essa fé. Você está, talvez, numa igreja pequena, e, quando ela desanda, vocês dizem: "Não há jeito de torná-la melhor! Precisamos esperar a segunda vinda do Senhor." Nada disso! Comecem a acordar a força dele agora mesmo, pois ele pode operar antes daquela segunda vinda, e operar gloriosamente também. Você folheia o jornal e diz: "Estou cansado e quase enojado até à morte por causa de toda essa iniquidade." Sim, e eu também; mas é daí? Você responde: "Oh, vamos subir até o nosso quarto e dormir, e esperar a vinda do Senhor." Nada disso! Vamos afiar as nossas espadas e atacar os inimigos de nosso Senhor com mais zelo do que nunca. Ainda teremos algumas batalhas antes de ele vir. Quem sabe quanto tempo ele pode ainda demorar? Mas, se ele demorar ou se vier logo, não nos inquietemos, como se o seu poder não pudesse ser visto à parte da sua segunda vinda. Todo o poder lhe é dado no céu e na Terra. Mesmo agora, o nome de Jesus está "acima de todos". Ele é agora a grande atração para os homens, e o grande destruidor de Satanás. Não comecemos, portanto, a menosprezar o poder presente do Senhor ausente, e a fazer todas as nossas esperanças depender da sua presença literal entre nós. Repito que não estou menosprezando a gloriosa vinda de Cristo; que Deus permita que eu faça assim! Essa vinda continua sendo nossa mais grandiosa esperança; mas não vamos deslocá-la de seu devido lugar ao ponto de nos ficarmos desanimados ou desconfiados a respeito daquilo que nosso Senhor pode fazer por nós mesmo agora. Ele continua sendo "capaz de fazer infinitamente mais do que tudo o que pedimos ou pensamos" (Ef 3.20).

Quero ainda, meus caros amigos, que creiam nos servos invisíveis do Senhor Jesus Cristo. Olhe á sua volta ou olhe para mais longe, e procure descobrir homens que proclamarão o evangelho vigorosamente durante os próximos anos, e vocês dizem que nem os percebem; não, e nem eu os percebo. Mas pense por um momento; quando o centurião viu Jesus de Nazaré em pé no meio dos seus discípulos, o que enxergou? Viu um homem de aparência humilde, de aparência muito semelhante à dos outros homens, mas certamente não atendido por alguma corte, nem guardado por soldados; mesmo assim, o centurião acreditava, a respeito desse homem, que era cercado por destacamentos militares invisíveis, que num só momento cumpririam as suas ordens. Quero que vocês pensem assim a respeito do seu Senhor. No dia de hoje, o Cristo de Deus na Terra está acompanhado por todos os servos dos quais necessita para sua grande causa. Os zombadores dizem: "Ah, a velha verdade está ficando extinta! Onde poderão achar homens com capacidade para pregá-la?" Mas nossos olhos, iluminados pela fé, conseguem ver uma grande multidão que divulgará a mesma velha verdade até Cristo vir. O monte está cheio de cavalos e carros de fogo ao redor de Eliseu; ainda serão achadas miríades de espíritos ardentes para proclamarem o evangelho de Jesus Cristo até ele vir de novo. Gosto das seguintes linhas poéticas:

Lembre-se que a Onipotência tem
Servos em todos os lugares mantém.

Você não pode vê-los, mas estão aguardando as ordens do Senhor, e ele pode vê-los. Ele sabe onde os colocou e quando os convocará para mandá-los fazer serviço para ele. Portanto, que não fiquemos desanimados ou desencorajados por causa daquilo que vemos ou não vemos. Confiemos no invisível; esperemos no inesperado; até mais, eu iria dizer: esperemos no inesperável. Coisas nas quais nem sequer sonhar como possível ou provável, podemos crer, mesmo assim, que serão feitas; pois Deus é verdadeiro, Cristo não pode ser derrotado, o Calvário nunca se tornará, nem poderá se tornar, derrota, em qualquer medida. A morte de Jesus Cristo, o Filho de Deus, forçosamente cumprirá o propósito em favor do qual ela foi elaborada. Tenhamos certeza, portanto, que ele tem seus servos à espera para cumprir as suas ordens.

Agora, aplique esse assunto com um pouco mais de exatidão. Eu gostaria que alguma pobre alma, agora mesmo, cresse que o Senhor Jesus Cristo pudesse salvá-la de imediato, com uma única palavra. Sei que vocês tendem a pensar que a conversão dos homens deve ser levada a efeito de alguma maneira muito notável e especial. Relatos pitorescos e descritivos de conversões têm sido repetidos sempre que muitas pessoas ficam com a idéia de que o cenário é necessário para o efeito; mas eu quero que vocês afastem dos seus pensamentos todas as idéias desse tipo. Se precisassem de um cenário, está aqui diante dos seus olhos; mas vocês não o querem. Senão, a presença de um pregador, em pé nesse calor denso, em meio a seis mil almas imortais, deve ser cenário suficiente para qualquer pessoa que deseje alguma coisa marcante. E se o Senhor vier até você, e num momento salvar você, haverá bem bastante do especial e do particular apenas no fato de você ser objeto da operação poderosa do Senhor. Mas quero que vocês creiam que essa obra da graça divina na alma não tem nada que ver com qualquer posição específica na qual um homem se acha. O Senhor Jesus Cristo pode salvar um homem quando este está na cama, quando está vestindo suas roupas, quando está andando pela rua, quando está no seu emprego, quando ele não está no seu emprego, mas permitindo-se a prática do pecado. Eu poderia oferecer muitos exemplos para demonstrar que nada é necessário no tocante à peculiaridade da posição a fim de Cristo salvar.

Em casa, você diz à sua empregada "Maria, vá até tal loja" e Maria vai. Ou você diz "Sara, vem cá" e Sara vem. Se há algo para ser feito, você diz, "Jane, faça isso" e ela faz; mas você não coloca um parágrafo no jornal, dizendo: "Aqui, no dia 2 de outubro de 1887, Jane de Tal fez uma taça de chá para sua senhora." É coisa tão comum ligada aos deveres do lar, não é verdade? Pois bem, a obra da conversão é exatamente assim em conexão com a igreja de Cristo. Basta ele mesmo falar a palavra, e a grande obra é imediatamente realizada. A situação circunstancial do pecador não significa absolutamente nada para ele. Ele pode, agora, sob as circunstâncias nas quais você está nesse momento chegar até você, e tirá-lo da morte para a vida, das trevas para a luz. Ele pode tirar você de todas as suas peregrinações e trazer imediatamente para casa. Se você crê verdadeiramente no Senhor Jesus Cristo, você nasceu de Deus. Se você, neste exato minuto, confiar em Cristo com sua alma, você passou da morte para a vida. Se, neste instante, você quiser abrir mão de qualquer outra esperança e apenas vir descansar na obra completada de Jesus Cristo, o Salvador, então você, João, Tomás, Maria, Jane, Sara, seja quem você for, você está salvo. Foi deliberado o meu uso de linguagem doméstica, pois quero reduzir o argumento a esta questão: que, exatamente como disse o centurião, "A mim basta dizer ao meu servo: 'Faça isso' e ele o faz", assim também, basta a Cristo falar a palavra eficaz da sua graça, e a alma será salva. Que grande misericórdia é esta!
A vocês que são o povo de Deus, eu aplicaria esse assunto da seguinte maneira. Se a situação for como eu disse, a respeito do pecador, que ele deve confiar em Cristo se é para ser salvo, é também verdade que você deve crer em favor dos seus servos, dos seus amigos e dos seus conhecidos. Seus filhos ainda não estão convertidos; você já orou por eles, com fé no poder de Jesus Cristo para convertê-los? Um dia desses, uma pessoa disse: "Parece que não vale a pena orar por uma pessoa assim." É lógico que não valeria orar da maneira que você provavelmente orasse, se tiver a atitude mencionada. Depois de você ter considerado determinada pessoa como perda total e de não ter mais esperança a respeito dela, que tipo de oração pode oferecer em favor dela? Quero que você, meu irmão, minha irmã, creia em favor do seu filho, do seu irmão, do seu vizinho não convertido, assim como esse centurião o fez a respeito do seu servo doente: que Jesus só precisava falar a palavra, e seu servo doente seria curado. Oh, mas o médico diz que se trata de paralisia! Diz que o paciente nunca se recuperará; que é impossível ele ser curado; a enfermidade se complicou de modo tão peculiar que devemos perder toda a esperança! Ah, mas esse centurião olha para o paciente! Ele olha para o Médico; e ele diz, com toda a razão: "Jesus pode tão facilmente mandar essa enfermidade sair, assim como posso mandar meu servo sair a meu serviço para cumprir uma tarefa." Não pense no pecador, nem na gravidade do pecado dele, mas pense na grandeza do Salvador. Tenho certeza de que, se pregássemos com mais fé em Cristo, veríamos mais resultados. É possível que vocês não vejam conversões na sua obra, porque mantêm os olhos fitos nos pecadores; olhando para a dureza dos corações deles. Que relação tudo isso tem com o poder de Cristo para salvar? Se esse homem, além de ser paralítico, tivesse tido paralisia, lepra, hidropisia e todas as demais enfermidades de uma vez, não teria importado para o grande Médico, pois quando Cristo aparece em cena, se você está enfrentando uma só impossibilidade, ele pode vencê-la, e se você tiver cinquenta impossibilidades, ele pode solucioná-las com a mesma facilidade. Tendo um Salvador onipotente, que espaço sobra para dúvidas a respeito do que ele pode fazer?

Eu gostaria de poder fazer essa verdade penetrar em alguns que têm orado pelo próximo, mas que nunca oram a oração da fé. É a oração da fé que salva os enfermos; é a oração da fé que salva os pecadores; é a oração da fé que dá o devido valor a Cristo, e o valoriza corretamente como Senhor de todas as situações. É isso que você deve fazer; faça de Jesus Cristo o mestre da situação, e pleiteie com ele como mestre, e você não pleiteará em vão, e seu filho, seu amigo, seu servo, todos serão salvos.

Que o encerramento prático desta meditação seja que cremos em Jesus bem mais do que já cremos antes. Se já cremos em Jesus, tenhamos ainda mais confiança nele. Acho que é uma grande pena quando um homem prega o evangelho com uma dúvida no fundo da alma. Que proveito pode provir da sua pregação? As pessoas, às vezes, nos acusam de dogmatismo. Seríamos ainda mais dogmáticos se pudéssemos, pois falamos o que sabemos, e testificamos o que temos visto; e se as pessoas não acolhem o nosso testemunho, a culpa não é nossa. Não podemos mudar nosso testemunho porque as pessoas não desejam acolhê-lo. Saia à obra, ministro de Deus, e pregue o evangelho como uma certeza, e você vai ver como ele é uma certeza. Se você pregar o evangelho como uma coisa que pode ser a verdade, ou não, você ficará paralítico na pregação, a qual não será proveitosa para os ouvintes. Em nome de Jesus Cristo de Nazaré, exijo de cada pessoa a quem prego que creia em Cristo, aceite a sua grande salvação e se curve diante dele. Se vocês assim fizerem, caros amigos, serão salvos; mas se não quiserem crer, a escolha não será uma opção aberta para vocês, mas o Senhor Jesus declarou pessoalmente: "Aquele que não crer, será condenado." Ele não nos permite que o tratemos levianamente. Ele é Soberano, ele é Rei dos reis, e Senhor dos senhores, e ele nos conclama a beijar seus pés, a curvar-nos diante dele, e a reconhecê-lo como nosso Senhor e Deus.

Nossa tarefa principal neste exato momento não é tanto pensar naquilo que Cristo pode fazer na grande batalha do presente, nem naquilo que ele fará no conflito temido do futuro; mas naquilo que nós mesmos precisamos fazer: crer de tal maneira em Cristo a ponto de sermos seus servos obedientes. Se ele disser "Vá", então vamos. Se disser "Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso" (Mt 11.28), que venhamos a ele. Se ele disser, a respeito de qualquer serviço: "Faça isso", que o façamos; e se, em vez de nos mandar fazer coisa alguma, ele nos manda crer nele, venhamos e creiamos nele, pois isso será a nossa sabedoria, essa será a nossa felicidade, esse será o nosso céu - sermos servos obedientes de quem é governante de tudo. Deus decretou que esta seja a glória de Cristo: Deus o colocou no seu trono, esperando até que seus inimigos sejam feitos estrado dos seus pés. Se vocês optarem por ser inimigos dele, essa opção levará à sua própria destruição; mas se vierem e se curvarem diante dele, e forem servos dele, descobrirão que o céu e a Terra estão esperando para abençoá-los, e vocês progredirão de força em força sob seu cuidado amoroso e infalível.

O Senhor abençoe vocês, meus caros amigos, por amor a Jesus! Amém.

5 de ago. de 2010

A Autoridade Externa – Sola Scriptura – Lloyd-Jones


Não pode haver dúvida de que todos os problemas da Igreja hoje, e a maioria dos problemas do mundo, devem-se ao abandono da autoridade da Bíblia. E, que pena! Foi a própria Igreja que introduziu a chamada Alta Crítica que veio da Alemanha há mais de cem anos. A filosofia humana tomou o lugar da revelação, as opiniões do homem foram exaltadas e os líderes da Igreja falavam do "progresso do conhecimento e da ciência", e dos "seguros resultados" desse conhecimento.

A Bíblia passou a ser então simplesmente como qualquer outro livro, obsoleto em certos aspectos, errado noutros, e assim por diante. Deixou de ser um livro em que se podia confiar implicitamente. Não se pode contestar que a queda na freqüência à igreja neste país é conseqüência direta da Alta Crítica. O homem da rua diz: "Que é que estes cristãos sabem? É só opinião deles; eles estão perpetrando algo que os verdadeiros pensadores e cientistas de há muito verificaram e pararam de considerar". Essa é a atitude do homem da rua! Ele não ouve mais, perdeu todo o interesse.

A situação em geral é de deriva; e, em grande parte, repito, é resultado direto e imediato da dúvida que a própria Igreja lançou sobre a única autoridade verdadeira. As opiniões dos homens tomaram o lugar da verdade de Deus, e as pessoas, em sua necessidade, estão procurando as seitas e estão dando ouvidos a qualquer falsa autoridade que se lhes ofereça.
Portanto, todos nós temos que enfrentar esta questão crucial e fundamental; aceitamos a Bíblia como a Palavra de Deus, como a única autoridade em todas as questões de fé e prática, ou não? Seria todo o meu pensamento governado pelas Escrituras, ou eu venho com a minha razão a fim de selecionar e destacar partes das Escrituras, para fazer-me seu juiz, pondo-me e pondo o conhecimento moderno como o padrão supremo e a autoridade final?

A questão é clara como cristal. Porventura aceito as Escrituras como revelação de Deus, ou confio na especulação, no conhecimento humano, no saber humano, no entendimento humano e na razão humana? Ou, fazendo uma colocação ainda mais simples: eu ligo a minha fé e submeto todo o meu pensamento ao que leio na Bíblia? Ou será que cedo-me ao conhecimento moderno, ao saber moderno, ao que as pessoas pensam hoje, ao que sabemos nestes tempos presentes e que não se sabia no passado? É inevitável que ocupemos uma destas duas posições.

A posição protestante, como aconteceu com a Igreja Primitiva nos primeiros séculos, é que a Bíblia é a Palavra de Deus. Não que a "contém", mas que ela é a Palavra de Deus, inspirada e inerrante em sentido único. Os reformadores protestantes criam, não somente que a Bíblia contém a revelação da verdade de Deus aos homens, porém também que Deus salvaguardava a verdade exercendo controle sobre os homens que a escreveram, mediante o Espírito Santo, e que Ele os mantinha livres de erro, de mácula e de toda forma de engano. Essa é a posição protestante tradicional, e no momento em que a abandonarmos, já começamos a andar pela estrada que leva de volta a uma das falsas autoridades e, como é provável, finalmente a Roma. Em última anal ise, esta é a única alternativa.

As pessoas querem ter uma autoridade em que se firmar; e estão certas em pensar assim. Precisam de autoridade porque estão desnorteadas; e se não a acharem seguindo o caminho certo, vão buscá-la no caminho errado. Poderão ser persuadidas mesmo que não saibam a origem da autoridade; em sua total desorientação, estão prontas a deixar-se persuadir por qualquer afirmação autoritária. Dessa maneira, chega-se ao seguinte: voltamos exatamente ao ponto em que estavam os cristãos há 400 anos. O mundo fala do seu progresso no conhecimento, da suaciência etc, mas o fato é que estamos girando em ciclos, e estamos de volta exatamente onde os cristãos estavam há 400 anos. Temos que travar mais uma vez todo o combate da Reforma Protestante. Ou é este Livro, ou, em última instância, é a autoridade da igreja de Roma e a sua "tradição"! Esse foi o grande impasse na Reforma Protestante.

Foi por causa do que eles encontraram na Bíblia que aqueles homens se levantaram contra a igreja de Roma, questionaram-na e a contestaram, e finalmente a condenaram. Foi somente isso que capacitou Lutero a permanecer firme, um único homem, desafiando todos aqueles doze séculos de tradição. "Não posso fazer outra coisa", disse ele, por causa daquilo que ele tinha encontrado na Bíblia. Ele pôde ver que Roma estava errada. Não importava que ele estivesse só, e que todos os grandes batalhões estivessem contra ele. Ele tinha a autoridade da Palavra de Deus, e ele julgava a igreja católica romana, sua tradição e tudo o mais por meio dessa autoridade externa.

12 de jul. de 2010

Autoridade

http://api.ning.com/files/3goeYb90rI57sxa10M8HuaKijFVgdNlnc1d-zSbRoticx1wFKH68aU*RXS1fkSQP-Ipo54AYv7zZQzbDDf-Ee6uu9BqkLijF/okkkkk.JPG

Qual o fundamento que usamos para descobrir a vontade de Deus?

Autoridade significa o direito e a capacidade de comandar, fazer leis, exigir obediência e julgar. Em outras palavras, a nossa autoridade é o fundamento ou o padrão que temos para distinguir o certo do errado. Em todas as áreas, tem que haver um padrão de autoridade. Para as distâncias, a autoridade é o metro; para o peso, é a balança; para o tempo, o relógio; na escola, o diretor. Dependemos da autoridade para tudo o que realizamos; sem autoridade, só há confusão e anarquia.
Também na religião, a autoridade é vital. Como podemos discernir o certo do errado? Qual o fundamento que usamos para descobrir a vontade de Deus?

A fonte da autoridade

  • Deus Em última análise, Deus é a autoridade sobre todas as coisas. Ele nos criou; nos julgará; nunca erra. É o soberano governador sobre todas as coisas e sobre todas as nações (veja Daniel 4).
  • Jesus No presente século, Deus deu toda a autoridade a seu Filho, Jesus Cristo (Mateus 17:5; 28:18). Jesus sempre transmite a mensagem de Deus (João 7:16; 12:48,49). Ele sempre fala a verdade (João 14:6; 18:37). É Senhor sobre o céu e a terra (Mateus 28:18; Efésios 1:21); sobre judeu e gentio (Romanos 10:12); sobre palavras, ações e pensamentos (Colossenses 3:17; Hebreus 4:12,13); sobre os vivos e os mortos (Romanos 14:9). Jesus apresentou as credenciais que provavam que sua autoridade não era apenas uma alegação infundada; ele tem de fato toda a autoridade. Seus maravilhosos ensinos, seu caráter, seus milagres, as profecias detalhadas que ele cumpriu e, acima de tudo, a sua ressurreição provam a afirmação de Jesus, de que ele é a autoridade absoluta.
  • As Escrituras Jesus confirmou a autoridade da Bíblia. Ele confirmou a inspiração do Antigo Testamento. Muitas vezes, ao referir-se às Escrituras, disse: "não lestes . . .?" ou "está escrito". Ele disse que a Escritura não podia falhar (João 10:35), e nem mesmo um i ou um til jamais passaria da lei até que tudo se cumprisse (Mateus 5:18).
    Jesus afirmou a autoridade dos apóstolos. Ele prometeu enviar o Espírito Santo, o qual os guiaria para revelar toda a verdade (João 14:26; 15:26,27; 16:12,13). Enviou os apóstolos com a missão de lhe servirem como porta-vozes e representantes (João 20:21; Mateus 28:19,20; Atos 1:8). Os próprios apóstolos afirmaram ter recebido a sua mensagem por revelação de Deus (Efésios 3:3-5; 1 Tessalonicenses 4:2; 1 Coríntios 2:10-13).
    A mensagem dos apóstolos é registrada na Bíblia. Isso significa que as palavras das Escrituras são os mandamentos de Deus (1 Coríntios 14:37). A Bíblia é a revelação de Deus para o homem; é a nossa autoridade. As suas palavras são as palavras de vida eterna, as quais nos julgarão no último dia (João 6:68; 12:48).
  • As fontes em que não se deve buscar autoridade Há coisas que se usam de modo errôneo como a autoridade religiosa. Algumas pessoas, por exemplo, seguem a sua consciência. Mas a consciência apenas mostra nossos pensamentos sobre o que é certo, mas não declara o que é objetivamente verdadeiro. Veja o caso de Paulo: ele tinha uma boa consciência, mesmo perseguindo os cristãos (Atos 23:1). Alguns obedecem as próprias idéias e desejos, mas o resultado é desastroso. (Veja Juízes 17-21, especialmente 17:6 e 21:25, que mostram o resultado das pessoas que fazem o que é bom aos próprios olhos.) Há pessoas que servem às tradições e às doutrinas dos homens. Jesus, porém, condenou os fariseus por observarem as tradições humanas (Marcos 7:1-13). Há ainda quem siga a igreja. As Escrituras mostram, no entanto, que as igrejas muitas vezes se afastam da verdade (Atos 20:29-31; 2 Tessalonicenses 2; 1 Timóteo 4:1-3; Apocalipse 2-3). Alguns seguem revelações posteriores, concedidas por algum mestre notável. Mas Paulo ensinou que, ainda que um anjo, vindo do céu, rvelasse algo que divergisse do evangelho, não deveríamos acreditar (Gálatas 1:6-9).
    A única autoridade satisfatória para nós em nosso serviço a Deus é a Bíblia.

    As características da nossa autoridade

  • Escrita A autoridade de Deus é expressa em palavras. Ao escrever a Bíblia, seus autores o fizeram por inspiração do Espírito Santo. Os autores do Antigo Testamento falavam quando movidos pelo Espírito Santo (2 Pedro 1:20-21), de modo que Deus falava pela boca deles (Atos 3:18, 21). Os escritores do Novo Testamento também proferiram as palavras escolhidas pelo Espírito Santo (1 Coríntios 2:13), de modo que, conseqüentemente, anunciaram os mandamentos do Senhor (1 Coríntios 14:37). Tanto o Antigo Testamento quanto o Novo são chamados de Escrituras (1 Timóteo 5:18), e as Escrituras como um todo são inspiradas por Deus (2 Timóteo 3:16-17). A palavra inspirada, que é usada neste trecho, significa literalmente "soprada por Deus". A Bíblia é a maneira que Deus usou para revelar a sua vontade ao homem.
    Às vezes, as pessoas ficam surpresas pelo fato de que Deus pudesse usar homens para escrever a sua revelação. Mas a sua capacidade de se revelar com exatidão por meio dos homens não se trata de uma idéia nova. Deus escolheu revelar-se por meio de Jesus Cristo. Jesus teve forma humana, mas ele foi a manifestação exata da natureza de Deus. Assim, também a Bíblia foi escrita por homens e, portanto, tem forma humana, mas expressa exatamente a vontade de Deus.
  • Perfeita As Escrituras não têm erros. Da mesma forma que Jesus veio ao mundo como homem, mas jamais pecou, também a Bíblia foi escrita por homens, mas não contém erros. Deus não pode mentir (Números 23:19; 1 Samuel 15:29; Tito 1:2; Hebreus 6:18); portanto, tudo o que diz é verdade. Cada palavra da Bíblia é exatamente o que ele queria que estivesse escrito. Jesus disse que as Escrituras não podem falhar (João 10:35). Muitas vezes, os escritores do Novo Testamento fundamentam um argumento em apenas uma simples palavra das Escrituras (veja, em Hebreus 2:11-12, "irmãos"; em 3.7-4.13, "hoje"; em 8.8-13, "nova" etc.). Eles foram capazes de comprovar o que afirmavam com apenas uma palavra da Bíblia, porque cada palavra das Escrituras é verdadeira e precisa.
  • Rigorosa As Escrituras devem ser aplicadas à risca. É assim que acontecia no Antigo Testamento. Moisés recebeu a ordem de construir o tabernáculo de acordo com o padrão que Deus lhe havia mostrado (Êxodo 25:9,40; 26:30; 27:8), e agiu exatamente como o Senhor lhe ordenou (Êxodo 40:16,19,21,23, 25,27,29,32). Portanto, Deus desceu e habitou no tabernáculo (Êxodo 40:34-38). Mais tarde, Moisés advertiu que não se retirasse nada da Palavra, nem lhe acrescentasse qualquer coisa (Deuteronômio 4:2; 12:32); também que o povo não se desviasse nem para a esquerda, nem para a direita (Deuteronômio 5:32-33; 17:20; 28:14). Deus ordenou que Josué não se voltasse para a esquerda, nem para a direita, mas agisse apenas segundo o que a lei mandava (Josué 1:7), e Josué mais tarde ordenou ao povo que fizesse o mesmo (Josué 23:6). Do começo ao fim do Antigo Testamento, ensinam-se princípios semelhantes. O Novo Testamento também deve ser aplicado com rigor. Só quem faz a vontade do Pai será abençoado (Mateus 7:21). É estritamente proibda a pregação de um evangelho que divirja da verdade das Escrituras (Gálatas 1:6-9). Paulo mostrou que, mesmo no caso de um acordo feito por homens, após firmado, ninguém pode acrescentar nem retirar nada (Gálatas 3:15). Acrescentar às Escrituras ou subtrair-lhes alguma coisa é absolutamente condenado (Apocalipse 22:18-19).
    Desobedecer à autoridade de Deus acarreta graves conseqüências. Quando Adão e Eva, no jardim, comeram o fruto que Deus lhes havia proibido, foram punidos severamente. Muitas vezes, Deus mostrou o seu parecer quanto à desobediência. Quando exigiu que não se trabalhasse no sábado, aquele que juntasse lenha naquele dia deveria ser apedrejado (Êxodo 35:2-3; Números 15:32-36). Quando ordenou que o fogo usado para o incenso fosse extraído de determinada fonte, os que ofereciam fogo estranho eram incinerados (Êxodo 30:9; Levítico 10:1-2). Quando Deus ordenou a Saul que destruísse completamente os amalequitas, este foi punido apenas por poupar alguns animais com o objetivo de oferecê-los em sacrifício a Deus (1 Samuel 15). Deus afirmou: ". . . o obedecer é melhor do que o sacrificar . . ." (1 Samuel 15:22). Deus castiga a desobediência.

    A necessidade de autoridade

    É necessário ter a permissão de Deus, ou seja, sua autorização antes de fazermos qualquer coisa. Se Deus não manifestou a sua aprovação, não temos o direito de agir. Isso é muito importante, apesar do fato muitos acreditam que podem fazer qualquer coisa que Deus não tenha proibido expressamente. Pessoas assim não vêem nenhuma necessidade para receber permissão do Senhor. Mas a Bíblia ensina que tudo o que está fora da autorização de Deus é errado.  
  • Não acrescentar Estamos proibidos de acrescentar alguma coisa ao que está escrito ou ultrapassá-lo (Deuteronômio 4:2; 12:32; Provérbios 30:5-6; Apocalipse 22:18-19; 1 Coríntios 4:6). Todas as boas obras encontram-se nas Escrituras; portanto, toda obra que não esteja nas Escrituras não é boa (2 Timóteo 3:16-17). Não temos direito algum de ultrapassar a doutrina de Cristo; antes, devemos permanecer debaixo de sua autoridade (2 João 9). Há apenas duas fontes de autoridade: ou de Deus ou do homem. Se determinada prática não se acha na Bíblia, ela provém do homem. No entanto, sabemos que o fato de seguir os ensinos do homem invalida a nossa adoração, e que os ensinos do homem serão retirados (Mateus 15:9,13). Isso quer dizer que não basta dizer que uma coisa não foi especificamente proibida; se Deus não expressa a sua permissão, então é errada.
     
  • Não agir por presunção Agir sem a permissão clara de Deus é agir presunçosamente. A presunção é sempre condenada na Bíblia. Quando Saul atreveu-se a achar que não fazia mal se ele oferecesse os sacrifícios, ainda que Deus não houvesse dito isso, foi condenado (1 Samuel 13). Enquanto Naamã confiou presunçosamente que os rios da Síria lhe concederiam a purificação da mesma forma que o rio Jordão, continuou com lepra (2 Reis 5). Quando Nadabe e Abiú tomaram por certa a permissão de oferecerem outro fogo, a respeito do que Deus não falou, foram consumidos por Deus (Levítico 10). Quando Uzias confiou por presunção que um não-levita pudesse queimar incenso, ainda que Deus não o houvesse declarado, foi castigado com lepra (2 Crônicas 26). Fazer o que Deus não autorizou é agir por presunção e pecar.
     
  • Exemplos bíblicos Observe o caso de Davi e a arca de Deus. Deus havia ordenado que a arca fosse transportada pelas varas sobre os ombros dos levitas. Não disse nada sobre transportá-la de carro de boi. Ele não especificamente proibiu isso; mas também não autorizou. Podemos agir sem a permissão de Deus? Podemos fazer o que ele não autorizou claramente? 1 Crônicas 13 e 15 respondem sem sombra de dúvida: "Não!". Por ser a arca, nesse caso, carregada de modo não permitido, Uzá foi atingido e morto por castigo. Antes de agir, devemos confirmar nas Escrituras se Deus aprova o que queremos fazer.
    Hebreus 7:12-14 é mais um exemplo disso. Para provar que a lei havia mudado, o escritor mostra que o sacerdócio (elemento fundamental da lei) foi mudado. Ele prova que esta mudança aconteceu da seguinte forma: Cristo é um sacerdote; ele é da tribo de Judá. Mas a lei do Antigo Testamento nunca mencionou sacerdotes de Judá. Portanto, a lei só podia ter sido mudada. Se a lei não dissesse nada a respeito de um sacerdote de certa tribo, não poderia haver nenhum sacerdote daquela tribo segundo a lei. O silêncio de Deus não dá permissão; seu silêncio proíbe. Se Deus não se pronuncia a respeito de uma ação, não se tem o direito de agir.
     
  • Exemplos do dia-a-dia É fácil encontrarmos exemplos da necessidade de autoridade no dia-a-dia. Imagine que você tenha encomendado um par de sapatos do Mappim. Poucos dias depois, um enorme caminhão de entregas estaciona em frente a sua casa e dois homens fortes descem do veículo. Eles abrem as portas trazeiras do caminhão e arrastam com dificuldade duas caixas até o seu portão: uma caixa pequena de sapatos e outra enorme. Você vai até o portão e pergunta:
    -- O que é isso?
    -- A gente é do Mappin. Viemos entregar uma caixa de sapato e uma geladeira -- respondem. Imediatamente você liga para a loja e reclama:
    -- O caminhão de entregas de vocês acabou de trazer uma geladeira que eu não pedi. O funcionário que o está atendendo pede que espere um segundinho e volta ao telefone com a fatura em mãos.
    -- Deixe-me entender . . . O senhor não gostou porque os nossos entregadores deixaram uma geladeira em sua casa. É isso? — confirma ele.
    -- Exatamente — você responde. Então o funcionário retorna:
    -- Mas, senhor, eu estou com a sua nota bem aqui na minha mesa. E em lugar nenhum aqui o senhor declara que não queria receber uma geladeira. Obviamente, você não precisava ter dito para que não enviassem. O simples fato de você não ter solicitado aquele eletrodoméstico significa que a loja não estava autorizada a enviá-lo. Ou então imaginemos que eu tenha adoecido e fui procurar um médico, o qual me mandou à farmácia com uma receita. Após tomar o remédio por alguns dias, meu estado se agravou e retornei ao consultório. O médico liga para o farmacêutico e pergunta:
    -- Que componentes você colocou no remédio que deu ao meu paciente.
    -- O A, o B e o C, senhor — responde ele.
    -- Mas eu só disse que pusesse o A e o B . Por que você acrescentou o C? -- retorna o médico. Você pode imaginar o choque que o médico levaria se o farmacêutico respondesse: "Mas, senhor, a receita está bem na frente dos meus olhos, e não está escrito em lugar nenhum que eu não pudesse incluir o C"? Naturalmente, o farmacêutico não tinha direito algum de acrescentar uma droga sem autorização! Em qualquer momento da vida, sabemos que é necessário ter autoridade antes de agir.

    Para entender a autoridade

    A Bíblia refere-se às coisas como ligadas ou desligadas (Mateus 16:19; 18:18). Deus ligou algumas coisas e não deu nenhuma liberdade de escolha nesses casos. Ele desligou outras, dando-nos uma variedade de opções. Mas como sabemos qual é qual? Digamos que eu dê cinco reais ao meu filho e lhe peça que vá à padaria comprar pão. Ele volta com uma dúzia de pãezinhos, uma casquinha de sorvete, um pacote de chicletes, uma barra de chocolate e algumas moedinhas. Ele me obedeceu? Não. Eu não lhe dei autorização para comprar os doces. Mas e se eu lhe mandasse ao supermercado comprar frutas e ele retornasse com um cacho de bananas. Estaria me obedecendo? Sim. Porque eu “liguei” frutas, mas “desliguei” o tipo de frutas. Embora eu não tenha mencionado bananas especificamente, o fato de serem elas um tipo de frutas significa que meu filho me obedeceu ao comprá-las. Quando lhe pedi que comprasse frutas, as bananas eram permitidas, mas uma barra de chocolate não seria. De modo geral, quanto mais específica for a determinação, mais se "ligará" e menos ficará "desligado".
    Veja alguns exemplos bíblicos. Deus mandou que Noé construísse uma arca de tábuas de cipreste. Isso quer dizer que Noé não tinha a permissão da parte de Deus de construir a arca de cedro ou jacarandá. Por outro lado, Deus não especificou onde Noé encontraria a madeira: se compraria em depósitos de madeira, se cortaria ele mesmo as árvores, etc. Assim, o tipo de árvore estava "ligado", mas a forma de consegui-la estava "desligada".
    Deus mandou que Naamã mergulhasse no Jordão para ser purificado da lepra (2 Reis 5). Ele não tinha nenhum direito, portanto, de mergulhar nos rios da Síria, o Abana e o Farfar. Mas Deus não especificou em que altura do Jordão ele devia mergulhar. Deus "ligou" o rio, mas "desligou" a localização exata no rio.

    Aplicações

    É muito importante aplicar corretamente esses princípios de autoridade. Examine a questão do batismo. Deus ordenou que os crentes fossem batizados (Mateus 28:19; Marcos 16:16; Atos 2:41); mas não autorizou o batismo de recém-nascidos ou crianças de colo. Portanto, é errado batizá-las. Deus não especificou o local de batismo, então pode-se batizar num tanque, num rio, num oceano ou em qualquer outro lugar com água suficiente. Retornando ao exemplo acima, o batismo de crianças seria a barra de chocolate; o lago é a banana. Em outras palavras, Deus delimitou quem deve receber o batismo, mas não delimitou o local. Veja o exemplo da ceia do Senhor. Deus ordenou aos discípulos que lembrassem de sua morte compartilhando juntos do pão e do fruto da videira. Seria errado servir chá com bolo na Mesa do Senhor. Alguns podem afirmar que Deus não proibiu especificamente o uso de chá e bolo na ceia do Senhor, e isso é verdade. Mas ele não autorizou o seu uso; a ausência da permissão expressa de Deus significa que não temos direito algum de nos atrever a pensar que ele aceitaria esse acréscimo. Por outro lado, a Bíblia não especifica o tipo de prato em que se deve servir o pão. Temos, portanto, a permissão de usar o meio mais fácil para a distribuição do pão, uma vez que ainda estamos fazendo exata e somente o que Jesus ordenou: partilhando do pão e do suco da videira.
    Reflitamos sobre o uso da música no culto a Deus. O Novo Testamento nos autoriza a cantar (Efésios 5:19; Colossenses 3:16). Tocar piano ou teclados seria acrescentar algo que Deus não ordenou. Usar um livro de cânticos para não esquecer a letra não se trata de um acréscimo. No primeiro caso, estamos fazendo algo além de cantar: tocar. No segundo, ainda estamos apenas cantando. O instrumento musical é a barra de chocolate; o livro de cânticos, o embrulho das bananas.
    Há, naturalmente, muitas outras aplicações desses princípios. Precisamos ter a permissão de Deus antes de agir. Se Deus não se pronunciou sobre determinado assunto, não devemos atrever-nos a crer que ele se agradará se o fizermos. Devemos amar a Deus o bastante para questionar qualquer ensino ou prática religiosa: “Em que lugar Deus autorizou isso? Provém do Senhor ou é invenção humana?” E devemos ter a coragem de abandonar cada ato não autorizado. O mesmo Deus que consumiu Nadabe e Abiú com fogo do céu nos castigará se fizermos acréscimos ao que ele ordenou.
     
    ­por Gary Fisher

Marcadores

(I Pedro 5:8) (1) 1 Coríntios (3) 1 Pedro (1) 1Pedro (1) 2 Pedro (2) A (1) A palavra da Cruz é Loucura (3) A Parábola do Rico e Lázaro (1) a Semente e os Solos (1) A Volta de Jesus (4) A. W. Tozer (36) A.W Pink (2) Abandonado (1) Aborto (9) Adoração (18) Agostinho (1) Aids (1) Alegria (22) Aliança (1) Alívio (1) Almas (17) Amarás o Próximo (1) Amargura (1) Amém (3) Amizade (5) Amor (70) Anátema (1) Angústia (2) Animais (1) Anjos (3) Anorexia (1) Ansiedade (5) Anticristo (2) Antidepressivo (1) Antigo Testamento (1) Apocalipse (10) Apostasia (5) Apóstolo Paulo (4) Arca de noé (2) Arrebatamento (3) Arrependimento (22) Arrogância (1) Arthur W. Pink (5) As Igrejas de todos os Tipos e para todos os Gostos (1) Ateísmo (4) Ateus (5) Augustus Nicodemus (2) Autoridade (4) Avareza (1) Aviso (2) Avivamento (10) Batalha Espiritual (7) Batismo (4) Bebida Alcóolica (1) Benção (2) Bíblia (49) Boas Novas (1) Bullying (1) Cálice (2) Calvinismo (2) Campanhas no Facebook (1) Cansado (1) Caráter (4) Carnal (1) Carnaval (2) Carne (11) Carta de Deus e do Inferno (2) Carter Conlon (1) Casamento (32) Castigo (1) Catolicismo.Religiao (1) Céu (14) Chamados ao primeiro amor (5) Charles Haddon Spurgeon (274) Cigarro (1) Circo ou Igreja? (1) Cirurgia Plástica (1) Citações Redes Sociais (2) Clodoaldo Machado (1) Cobiça (1) Comunhão (4) Comunidade no Orkut (1) Conhecendo as Histórias da Bíblia (1) Conhecimento (2) Consciência (2) Consolador (3) Copa do Mundo (1) Coração (31) Coragem (4) Corra (1) Corrompidos (1) Cosmovisão Cristã (1) Crer em Jesus (3) Criação (3) Criança (7) Cristãos (60) Cristianismo (19) Cristo (85) Crucificaram (1) Cruz (29) Culto (2) Cultura (4) Cura (6) David Wilkerson (43) Demônio (4) Dennis Allan (23) Denominações (1) Dependência (2) Depravação Humana (11) Depressão (6) Desanimado e fraco (11) Descanso (1) Desejo (1) Desenhos para Crianças (9) Deserto (1) Desigrejados (1) Desonra (1) Desprezado e Rejeitado (3) Desviado (5) Deus (328) Devoção (1) Diabo (9) Dinheiro (11) Discernimento (1) Discipulado (7) Discípulos Verdadeiros (4) Divórcio (9) Divulgue esse Blog (2) Dízimos e Ofertas (3) Dons Espirituais (1) Dor (6) Dores de Parto (1) Doutrinas (5) Dr J.R (1) Drogas (1) Dúvidas (1) Eclesiastes (1) Ego (1) Enganados (1) Envelhecer com Deus (1) Equilibrio (1) Errando (2) Escolha (2) Escolhidos De Deus (10) Escravo por Amor (2) Esforço (1) Esperança (8) Espíritismo (1) Espirito Santo (27) Espirituais (35) Estudo da Bíblia (257) Estudo Livro de Romanos por John Piper (17) Estudo Livro de Rute por John Piper (5) Eternidade (10) Eu Não Consigo (1) Evangelho (76) Evangelho da Prosperidade (13) Evangelho do Reino (1) Evangelismo (5) Evangelizar pela Internet (7) Evolução (1) Exaltação (1) Êxodo (1) Exortação (3) Ezequiel (1) Falar em Linguas (3) Falsos Profetas(Enganação) (17) Família (16) Fariseus (3) (49) Felicidade (6) Festas do Mundo (1) Festas juninas(São João) (1) Fiél (3) Filmes Bíblicos (43) Finais dos Tempos (11) Força (1) Fruto (8) Futebol (1) Gálatas (1) George Müller (1) George Whitefield (2) Glória (44) Graça (47) Gratidão (3) Guerra (4) Hebreus (1) Heresias (3) Hernandes Lopes (110) Hinos (1) Homem (46) Homossexual (6) Honra (1) Humanismo (1) Humildade (9) Humilhado (8) Idolatria (12) Idoso (1) Ignorância (1) Igreja (79) Ímpios (1) Incentivo (1) Incredulidade (2) Inferno (8) Ingratidão (2) Inimigo (2) Inquisição Católica (1) Intercessão (1) Intercessor (1) Intervenção (9) Intimidade (1) Inutéis (1) Inveja (1) Ira (12) Isaías (1) J. C. Ryle (9) James M. Boice (1) Jejum (4) Jeremias (2) Jesus (88) (1) João (4) João Calvino (145) Jogos VIDEO GAMES (2) John Owen (15) John Pipper (587) John Stott (28) John Wesley (1) Jonathan Edwards (92) José (1) Joseph Murphy (1) Josué Yrion (8) Jovens (15) Julgamento (20) Justiça (2) Lave os pés dos seus irmãos Vá em busca dos perdidos e fale do amor de Deus (1) Leão da Tribo de Judá (1) Legalismo vs. Bem-Aventuranças (1) Leonard Ravenhill (52) Liberdade (10) Língua (5) Livre arbítrio (10) Livros (67) Louvor (4) Lutar (7) Maçonaria e Fé Cristã (1) Mãe (2) Mal (18) Maldições Hereditárias (3) Manifestações Absurdas (2) Marca da Besta (1) Mártires (5) Martyn Lloyd-Jones (173) Masturbação (2) Mateus (2) Maturidade (2) Médico dos Médicos (1) Medo (2) Mefibosete (1) Mensagens (372) Mentira (8) Milagres (2) Ministério (10) Misericórdia (13) Missão portas abertas (21) Missões (27) Missões Cristãos em Defesa do Evangelho (1) Monergismo (1) Morrendo (12) Morte (43) Morte de um ente querido que não era crente (1) Mulher (11) Mulheres pastoras (2) Mundanismo (3) Mundo (28) Murmuração (3) Músicas (38) Músicas nas Igrejas.Louvor (8) Namoro ou Ficar (12) Natal (4) Noiva de Cristo (2) Nosso Corpo (1) Novo convertido (10) Novo Nascimento (11) O Semeador (1) O Seu Chamado (13) Obediencia (8) Obras (15) Obreiros (2) Observador (2) Oração (67) Orgulho (10) Orgulho Espiritual (1) Orkut (1) Paciência (7) Pai (1) Pais e Filhos (21) Paixão (3) Paixão de Cristo (2) Parábola Filho Pródigo (2) Parábolas (9) participe do nosso grupo e curta nossa página! (1) Páscoa (1) Pastor (18) Paul Washer (216) Paulo Junior (239) Paz (4) Pecado (106) Pecadores (12) Pedofilia (2) Perdão (16) perse (1) Perseguição (13) Pobre (4) Poder (18) Por que tarda o pleno Avivamento? (3) Pornografia (8) Porque Deus permite o sofrimento dos inocentes (2) Porta Estreita (2) Pregação (24) PREGAÇÕES COMPLETAS INTRODUÇÃO ESCOLA DE OBREIROS (1) Profecias (3) Profetas (3) Prostituição (2) Provação (2) Provar o Evangelho Para Aqueles que Não acreditam Na Bíblia (1) Provérbios (1) Púlpito (3) Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma (1) R. C. Sproul (29) Realidade (1) Rebelde (1) Redes Sociais (2) Reencarnação (2) Refletindo Sobre Algumas coisas (1) Reforma e Reavivamento (1) Reforma Protestante (3) Refúgio (2) Regeneração (16) Rei (3) Relativismo (1) Religião (7) Renúncia (2) Ressuscitou (5) Revelação (1) Ricardo Gondim (1) Richard Baxter (7) Rico (12) Romanos (20) Roupas (1) Rupert Teixeira (4) Rute (5) Sabedoria (12) Sacrifício (3) Salvação (45) Sangue de Cristo (3) Santa Ceia (2) Santidade (34) Satanás (15) Secularismo (1) Segurança Completa (1) Seitas (3) Semente (1) Senhor (10) Sensualidade (2) Sermão da Montanha (2) Servos Especiais (4) Sexo (8) Sinais e Maravilhas (2) Soberba (1) Sofrimento (24) Sola Scriptura (1) Sola Scriptura Solus Christus Sola Gratia Sola Fide Soli Deo Gloria (4) Soldado (1) Sozinho (3) Steven Lawson (12) Submissão (1) Suicídio (2) Televisão um Perigo (8) Temor (4) Tempo (5) Tentação (9) Teologia (2) Teologia da Prosperidade (4) Tesouro que foi achado (4) Tessalonicenses 1 (1) Testemunhos (29) Thomas Watson (17) Tim Conway (38) Timóteo (1) Todo homem pois seja pronto para ouvir tardio para falar tardio para se irar Tiago 1.19 (1) Trabalho (2) Tragédia Realengo Rio de Janeiro (2) Traição (4) Transformados (1) Trevas e Luz (2) Tribulação (10) Trindade (2) Tristeza (5) Trono branco (2) Tsunami no Japão (2) tudo (231) Uma Semente de Amor para Russia (1) Unção (3) Ungir com Óleo (1) Vaidade (3) Vaso (2) Velho (1) Verdade (30) Vergonha (3) Vestimentas (1) Vícios (6) Vida (39) Vincent Cheung (1) Vitória (5) Vontade (1) Votação (1) Yoga (1)

Comentários:

Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

Postagens Populares

Bíblia OnLine - Leitura e Audio

Bíblia OnLine - Leitura e Audio
Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

Feed: Receba Atualizações Via Email

Coloque o seu endereço de email e receba atualizações e conteúdos exclusivos:

Cadastre seu E-mail.Obs.: Lembre-se de clicar no link de confirmação enviado ao seu e-mail.