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1 de jan. de 2011

8 de dez. de 2010

Satanás Domina Pessoas Hoje como o Fazia no Novo Testamento?



O Novo Testamento, especialmente os relatos do evangelho, fala freqüentemente do poder do diabo e dos seus servos. Encontramos no registro bíblico várias pessoas endemoninhadas, ou seja, possuídas por um ou mais demônios. Tais casos envolvem pessoas boas e inocentes possuídas contra a sua vontade e incapazes de se livrarem destes poderes maus.
Hoje, a expulsão de demônios e demonstrações semelhantes, bem como sessões de "descarrego" espiritual, se tornaram comuns em muitas igrejas. Será que o diabo continua agindo hoje como o fazia no Novo Testamento? A Bíblia ensina que não. Vamos considerar alguns fatos importantes:
ŒDeus é maior do que Satanás, e por isso, o diabo age na terra dentro dos limites definidos pelo Senhor (Jó 1 e 2; Zacarias 3:1-5; Apocalipse 20:1-3).
A Bíblia fala de possessão de demônios somente nas épocas nas quais Deus estava fazendo novas revelações, principalmente nos evangelhos, quando Jesus revelava a sua nova doutrina. Quando ele demonstrava seu poder sobre enfermidades, morte física e demônios, as pessoas corretamente interpre-taram o seu poder como sinal de uma nova revelação (Marcos 1:26-27). Agora é diferente. Qualquer um que revela novas doutrinas hoje é amaldiçoado por Deus e deve ser rejeitado por todos nós (Gálatas 1:6-9).
Ž Jesus mesmo explicou a expulsão de demônios como preparação para uma vitória completa sobre Satanás (Marcos 3:27).
Jesus derrubou o diabo pela sua morte na cruz (Hebreus 2:14-15).
Zacarias profetizou sobre a nossa libertação do pecado em Cristo, e disse que, entre o povo do Senhor, não haveria mais idolatria, nem profetas, nem espíritos imundos (Zacarias 13:1-2). Uma vez que a Nova Aliança foi completamente revelada, sabemos que a profecia cessou (1 Coríntios 13:8-13). Sabemos também que a idolatria não faz parte da vida do discípulo de Jesus (2 Coríntios 6:16 - 7:1), e que o diabo foge do verdadeiro servo de Deus (Tiago 4:7).
‘A arma que usamos para vencer o diabo é a poderosa palavra de Deus (Efésios 6:11-17; Tiago 1:21).
A nossa vitória sobre o diabo hoje não exige exorcismo, expulsão de demônios ou sessões de descarrego. Para ficarmos libertos do diabo e longes dos ministros dele, temos que abraçar a verdade e resistir os ataques do Maligno. Vamos resistir a sedução de falsos professores que falam mais do diabo do que do Salvador. Ponhamos a nossa confiança no Senhor e na palavra dele. "Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará" (João 8:32). "E esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé" (1 João 5:4). "Jovens, eu vos escrevi, porque sois fortes, e a palavra de Deus permanece em vós, e tendes vencido o Maligno" (1 João 2:13). "Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive em pecado; antes, Aquele que nasceu de Deus o guarda, e o Maligno não lhe toca" (1 João 5:18).

-por Dennis Allan

7 de dez. de 2010

A Privacidade Na Vida Cristã



Ouvimos muito nos dias de hoje sobre a importância da privacidade. Trancamos portas, fechamos cortinas, e usamos senhas para proteger informações sobre contas bancárias. Numa sociedade livre, valorizamos o privilégio de viver a própria vida sem intervenção constante de outros. Embora a palavra privacidade não seja um termo usado na Bíblia (pelo menos não aparece nas traduções que consultei), existe um sentido válido de privacidade na vida cristã. Vamos considerar a importância e os limites da privacidade.
Respeitar a privacidade dos outros
A privacidade se refere ao que pertence a um indivíduo, às coisas particulares. A Bíblia enfatiza a importância de respeitar a propriedade e os direitos de outros, não invadindo o "território" do vizinho. Precisamos aplicar este ensinamento em vários aspectos da nossa convivência com outros:
Não devemos divulgar tudo que sabemos sobre a vida dos outros. "O homem perverso espalha contendas, e o difamador separa os maiores amigos" (Provérbios 16:28). "O mexeriqueiro revela o segredo; portanto, não te metas com quem muito abre os lábios"(Provérbios 20:19). "Quem retém as palavras possui o conhecimento, e o sereno de espírito é homem de inteligência. Até o estulto, quando se cala, é tido por sábio, e o que cerra os lábios, por sábio" (Provérbios 17:27-28). "A discrição do homem o torna longânimo, e sua glória é perdoar as injúrias" (Provérbios 19:11). "O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias" (Provérbios 21:23).
Devemos respeitar as posses dos outros. É errado furtar (Efésios 4:28). Deus condena as pessoas que mudam os marcos, não respeitando a propriedade dos outros (Oséias 5:10). Foi por tal crime, entre outros, que Deus condenou Acabe e Jezabel (1 Reis 21:8-19). Mas, não é somente o ato de tomar o que pertence ao outro. Tanto na Antiga como na Nova Aliança, Deus condenou qualquer espécie de cobiça (Êxodo 20:17; Efésios 5:3).
Não falar sobre pecados particulares já corrigidos
Quando alguém peca contra nós, devemos procurar resolver o problema a sós, sem envolver mais ninguém. Se a pessoa reconhecer o seu erro e se arrepender, o assunto deve morrer ali (Mateus 18:15). Jamais devemos usar algum erro já corrigido para difamar o irmão ou destruir a sua reputação: "O que encobre a transgressão adquire amor, mas o que traz o assunto à baila separa os maiores amigos"(Provérbios 17:9). Mas, não devemos interpretar essas instruções erradamente. A idéa de encobrir o pecado não é de esconder, justificar ou ignorá-lo (Provérbios 17:15). O pecado é coberto quando o pecador se converte do caminho errado (Tiago 5:19-20). Quando o irmão não se arrepende, é necessário envolver outras pessoas para que esse possa ser salvo (Mateus 18:16-18).
Manter a privacidade e a decência
Desde Gênesis 3, quando o homem se tornou capaz de discernir entre o bem e o mal, Deus tem ensinado sobre a importância de privacidade em relação ao corpo humano. Uma vez que o homem perdeu a sua inocência e ingenuidade, era necessário usar roupas. Diferente das atitudes de hoje em dia em que homens carnais exaltam a nudez nas ruas em época de Carnaval, ou incentivam a indecência nas vestes usadas na praia ou até na rua, Deus exige mais do que o mínimo em termos de vestimenta. Adão e Eva tentaram cobrir uma parte do corpo, mas Deus lhes fez roupas adequadas (Gênesis 3:21). A nudez pública é sempre tratada na Bíblia como motivo de vergonha (Isaías 20:4; Ezequiel 22:10; Apocalipse 3:18; 16:15). Deus não quer que o corpo humano seja exposto publicamente.
Nada escondemos de Deus
O servo do Senhor não se enganará, tentando esconder a sua vida de Deus. Pelo contrário, ele buscará a participação do Senhor nos seus planos e decisões: "Confia ao Senhor as tuas obras, e os teus desígnios serão estabelecidos" (Provérbios 16:3). Ninguém é capaz de ocultar as coisas de Deus: "E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas" (Hebreus 4:13). Esse fato é motivo de medo para os ímpios, e de conforto na vida dos servos fiéis: "Porque os olhos do Senhor repousam sobre os justos, e os seus ouvidos estão abertos às suas súplicas, mas o rosto do Senhor está contra aqueles que praticam males" (1 Pedro 3:12).

- Dennis Allan

29 de nov. de 2010

Nem Pensar!




Ouvimos esta expressão quase todos os dias. Ela trocar o pneu? Nem pensar! Ele trocar a fralda do neném? Nem pensar! Com apenas duas palavras deixamos bem claro que a sugestão está fora de cogitação. Nem consideramos a possibilidade.
As mesmas duas palavras são extremamente úteis na vida espiritual, pois refletem bem um princípio bíblico para combater a tentação e evitar o pecado. Uma parte do sermão do monte desenvolve bem este princípio. Jesus mostra que não devemos apenas evitar atos visíveis de pecado, devemos controlar os nossos pensamentos para nem chegar perto daqueles atos. É neste sentido que diz que a nossa justiça deve exceder a dos escribas e fariseus (Mateus 5:20). Conheciam bem os detalhes de praticar as coisas externas da lei, mas faltou domínio dos próprios corações. Outras passagens aplicam o mesmo princípio. Consideremos alguns exemplos práticos.
Homicídio? Nem pensar!
Não matarás! Todos os judeus conheciam este mandamento. Deus condenou o homicídio desde o princípio, em todas as épocas da história (Gênesis 9:6; Êxodo 20:13; Apocalipse 21:8). Mas Jesus exige mais. A ira, palavras ofensivas e maldições são, também, erradas (Mateus 5:21-26). Se controlar os pensamentos, evitando a ira e as palavras maliciosas, não chegará perto do homicídio. Quando se trata de homicídio, a solução é simples: Nem pensar!
Adultério? Nem pensar!
Não adulterarás! Deus sempre queria que o homem mantivesse a pureza do casamento, sendo fiel à sua própria mulher durante toda a vida. Quando criou Adão, o Senhor fez uma só companheira para ele. Jesus diz que a vontade básica de Deus para o casamento – um princípio revelado antes da lei de Moisés e antes do começo da igreja do Senhor – nunca mudou (Mateus 19:4-8). É o mesmo princípio que governa todos os casamentos hoje (Hebreus 13:4; 1 Coríntios 7:2).
Além de evitar o ato de adultério, devemos evitar os pensamentos que nos levariam na direção deste pecado. Jesus disse: “Ouvistes que foi dito: Não adulterarás. Eu, porém, vos digo: qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mateus 5:27-28). Um homem pode pecar sem tocar em uma mulher. Jesus ensina domínio próprio, até controlando os pensamentos. Se não olhar com intenções impuras, obviamente não chegará ao ato de adultério. Como evitar este pecado? Nem pensar!
Prostituição? Nem pensar!
Da mesma maneira que relações extra-conjugais são condenadas, todas as relações sexuais fora (ou antes) do casamento são proibidas. Foram proibidas no Antigo Testamento (Levítico 20:13; Deuteronômio 22:23-24) e são proibidas no Novo (Atos 15:20; Hebreus 13:4).
Mas a nossa linha de defesa deve ser antes de chegar ao ato de uma relação ilícita. Duas palavras no Novo Testamento ajudam aqui:
Concupiscência (também traduzida por cobiça ou sensualidade) é o desejo pelas coisas proibidas. Estes desejos procedem do mundo, e não de Deus (1 João 2:15-17). São características da libertinagem dos ímpios, não da vida santificada dos cristãos (1 Pedro 4:3).
Lascívia (ou libertinagem), literalmente, traz a idéia de “não abster-se”, e aparece junto com palavras que descrevem pecados sexuais (Gálatas 5:19; 2 Coríntios 12:21).
Para evitar o ato de relações sexuais ilícitas (prostituição ou fornicação), devemos praticar todo cuidado na escolha de filmes, revistas, músicas, programas de televisão, atividades e comportamento no namoro, etc. Quando se trata de prostituição, a solução é nem pensar!
Vingança e Ódio? Nem pensar!
Olho por olho, dente por dente (Mateus 5:38). Uma regra que proibia excessos e evitava justiça exageradamente severa foi distorcida por alguns para permitir a vingança pessoal. Uma outra idéia – “Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo” (Mateus 5:43) – permitiu a auto justiça de alguns judeus chegar à sua conclusão triste de desdém e ódio para com os outros, especialmente os gentios, samaritanos, etc.
Como evitar a vingança e o ódio? Jesus disse:“Não resistais ao perverso; mas, a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra” e “amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mateus 5:39,44). A solução ao problema? Nem pensar!
Embriaguez? Nem pensar!
Freqüentemente, pessoas que querem justificar suas praticas de beber comentam que a Bíblia não proíbe o ato, ou seja, não há versículo que condena a prática de tomar uma cerveja, um copo de vinho, etc. Mas será que esta abordagem ao assunto é honesta e humildade, procedente de corações espirituais determinados a agradar ao Senhor? Ou, pode ser que reflete uma atitude carnal determinada a justificar o prazer próprio?
O que Deus acha da bebida forte? Ele diz: “O vinho é escarnecedor, e a bebida forte, alvoroçadora” (Provérbios 20:1).
Algumas pessoas ainda procuram defender seus hábitos de tomar bebidas alcoólicas, sugerindo que outras passagens contradizem esta. Citam, por exemplo, o milagre de Jesus em Caná, quando o Senhor fez centenas de litros de vinho (João 2:1-12). Estas pessoas ignoram o significado da palavra “vinho” nas Escrituras, que simplesmente identifica o produto da uva. Pode ser vinho, a bebida forte condenada por Deus, ou pode ser suco da uva, o que uma mãe daria para uma criança de peito (Lamentações 2:11-12). Para defender o consumo de bebidas alcoólicas, sugerem que Jesus agiu em contradição da palavra já revelada por Deus condenando a bebida forte. Não há nenhuma evidência bíblica para sugerir que Jesus fizesse vinho com álcool.
Uma outra defesa é o argumento que a Bíblia condena o vinho, não a cerveja. É claro que a palavra cerveja não aparece nas Escrituras, mas a cerveja hoje tem quase o mesmo teor de álcool do vinho fermentado naturalmente naquela época. Tudo que o vinho fazia para prejudicar a pessoa, a cerveja também faz. A bebida forte diminui a capacidade de discernir entre o certo e o errado (Levítico 10:9-11) e a capacidade de aplicar a justiça (Provérbios 31:5).
Como evitar a embriaguez e outros pecados envolvendo o consumo de álcool? “Não olhes para o vinho, quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente” (Provérbios 23:31). Se não olhar, não vai pegar. Se não pegar, não vai tomar. Se não tomar, não sofrerá os prejuízos que a bebida forte traz.
Como responder a questão de bebidas alcoólicas? Nem pensar!
O Campo de Batalha: O Desafio para Todos Nós!
Estamos em guerra contra a carne (Gálatas 5:17). O campo de batalha é a mente e o coração de cada um de nós. O perigo é de deixar as nossas mentes serem corrompidas, abandonando a pureza de Cristo (2 Coríntios 11:3). A mente corrompida se torna resistente à palavra (2 Timóteo 3:7-9). Como podemos evitar a derrota espiritual na batalha do coração? Precisamos encher as nossas mentes com as coisas puras e boas que vêm de Deus (Filipenses 4:7-9) e submeter cada pensamento a Cristo (2 Coríntios 10:3-6).
Equando se trata do pecado, nem pensar!

–por Dennis Allan

26 de nov. de 2010

Qual a diferença entre salmos, hinos e cânticos espirituais?

 



Dois textos no Novo Testamento usam estas três palavras juntas. Efésios 5:18-19 diz: “E não nos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais”. Paulo, o autor de Efésios, escreveu instruções quase idênticas aos colossenses: “Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração” (Colossenses 3:16).
Devemos resistir a tentação de forçar distinções artificiais entre palavras semelhantes, respeitando o contexto para observar melhor o sentido de cada termo. Ao mesmo tempo, enriquece o nosso entendimento e o nosso serviço observar diferenças básicas entre palavras.
A palavra traduzida “salmos” descreve cânticos do tipo encontrado no livro de Salmos no Antigo Testamento. Muitos dos Salmos escritos por Davi e outros são ricas mensagens de adoração. É provável que alguns cristãos primitivos tenham escrito outros salmos para expressar a glória de Deus.
Hinos são cânticos que oferecem louvor a Deus. A ênfase aqui está no fato de dirigir o louvor ao Senhor, diferente de outros cânticos que podem comunicar mensagens de edificação aos outros irmãos.
A palavra traduzida “cânticos” poderia descrever vários tipos de cânticos, mas Paulo acrescentou mais uma palavra para limitar o sentido a cânticos “espirituais”. A mensagem destes cânticos é espiritual, refletindo a atitude de corações voltados a Deus.
Quando adoramos a Deus e edificamos os nossos irmãos por meio de salmos, hinos e cânticos espirituais, devemos escolher cânticos que comunicam a reverência devida a Deus, e que transmitem mensagens espirituais que vêm dos princípios revelados pelo Senhor. Se um hino não demonstra o respeito e honra que Deus merece, não deve ser empregado no nosso louvor. Se a mensagem de um cântico não for espiritual e totalmente de acordo com a palavra de Deus, não devemos cantá-lo no nosso louvor.
É importante observar o destaque nestes versículos numa mensagem que vem de dentro para fora. Cantamos para agradar a Deus e para edificar os outros. Enquanto recebemos o benefício de crescimento espiritual (enchendo-nos do Espírito), o foco está no louvor e na edificação, não na diversão ou prazer próprio.

– por Dennis Allan

19 de nov. de 2010

Pepinos e Peixes O Perigo de Atrações Fatais

 

Depois de um ano no deserto, o povo de Israel estava caminhando para a terra prometida por Deus aos seus antepassados. As dificuldades da viagem pareciam maiores do que as recompensas. O povo começou a ceder aos sentimentos e desejos. Reclamaram sobre o presente, perderam confiança no futuro, e interpretaram o passado sofrido como se fosse algo bom e desejável (Números 10 e 11). Vamos considerar a história deste povo e algumas lições importantes para nossas vidas hoje.
A Escravidão no Egito
Os descendentes de Jacó (Israel) desceram para o Egito em paz, achando assim alívio num período de grande fome. Mas, nas gerações posteriores a atitude dos governantes do Egito mudou, e os israelitas passaram a ser escravizados e maltratados (Êxodo 1-2). A vida deles foi amarga, dura e sofrida sob a mão pesada dos egípcios. Os israelitas clamaram ao Senhor, pedindo livramento desta opressão (Êxodo 3:9).
Deus Mostrou seu Amor na Salvação do Povo
O Senhor ouviu as petições dos descendentes de Jacó e se compadeceu deles. Ele mandou Moisés como libertador do povo. A missão de Moisés foi simples, mas não foi fácil. Deus lhe disse: “Vem, agora, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito” (Êxodo 3:10). Deus olhou com amor para Israel, chamando a nação de “meu primogênito” (Êxodo 4:22). Ele, por amor ao povo e por ser fiel nas suas promessas a Abraão, exaltou Israel acima das outras nações e a tratou como seu primogênito. A nação escolhida não tinha nenhum motivo para duvidar do amor ou da fidelidade de Deus.
Deus Mostrou seu Poder ao Povo de Israel
Nos meses antecedentes às reclamações citadas acima, os israelitas testemunharam alguns dos sinais mais impressionantes de toda a história. Deus mandou dez pragas para humilhar o faraó e seu povo. Partiu o Mar Vermelho para abrir o caminho para a saída do povo. Fechou o mesmo mar para esmagar o exército egípcio. Providenciou as necessidades da multidão no deserto, e se manifestou no monte Sinai com tanto poder que as pessoas não queriam ficar perto do monte. Israel não tinha nenhum motivo para duvidar do poder de Deus.
Deus Prometeu uma Terra Especial
Mais de 400 anos antes, Deus havia prometido uma terra para os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. Quando o povo estava prestes a sair do Egito, Deus falou da terra prometida (Êxodo 12:25). Quando Deus revelou sua lei no monte Sinai, ele disse: “Eis que eu envio um Anjo adiante de ti, para que guarde pelo caminho e te leve ao lugar que tenho preparado” (Êxodo 23:20). Este Anjo guiava o povo numa coluna de nuvem (de dia) e de fogo (de noite). O povo, então, tinha deixado a escravidão para trás e olhava para a promessa de descanso, segurança e bênçãos de Deus pela frente. Agora, era só resistir os desafios e as tentações do deserto para chegar à terra prometida. E para facilitar a viagem, tinham provas constantes do poder de Deus, que cuidava do seu primogênito.
Pepinos e Peixes
A multidão dos israelitas partiu do Sinai, indo na direção da terra prometida. Logo começou a reclamar contra o Senhor. Deus começou a castigar o povo com um fogo consumidor. O relato diz: “E o populacho que estava no meio deles [possivelmente as pessoas que subiram do Egito com eles – Êxodo 12:38] veio a ter grande desejo das comidas dos egípcios; pelo que os filhos de Israel tornaram a chorar e também disseram: Quem nos dará carne a comer? Lembramo-nos dos peixes que, no Egito, comíamos de graça; dos pepinos, dos melões, dos alhos silvestres, das cebolas e dos alhos. Agora, porém, seca-se a nossa alma, e nenhuma coisa vemos senão este maná” (Números 11:4-6).
Não é incrível como eles compararam o passado na escravidão com o presente na liberdade? É difícil imaginar que aqueles escravos tivessem comido peixes, pepinos e melões todos os dias. Talvez uma vez ou outra, mas nunca de graça. Eram escravos maltratados. Mas agora, um pouco mais de um ano depois de sairem do Egito, eles já se esqueceram da realidade cruel e até lembram de alguns momentos bons. Por outro lado, não consideravam a bondade de Deus que estava os levando para a terra de descanso. Só pensaram nas dificuldades no caminho.
Perdidos no Deserto
A consequência desta falta de fé foi grave. Primeiro, eles perderam tempo na viagem do monte Sinai para Cades. Uma viagem que poderiam ter feito em 11 dias levou, pelo menos, 48 dias. Demoraram porque pecaram. Mas, uma vez que chegaram a Cades, a situação piorou. Se não ficaram contentes com Deus em relação ao alimento que lhes dava de graça, certamente não confiaram nele para entregar a terra prometida. O povo ouviu a voz dos espiões covardes e foi sentenciado a completar 40 anos peregrinando no deserto. Uma geração de mais de 600.000 homens morreu no deserto, e nunca viu a terra prometida.
A Comparação com a Nossa Vida
Paulo usa a história dos israelitas no deserto para ensinar sobre a importância da perseverança na vida cristã (1 Coríntios 10:1-13). Considere este trecho:
Israel
Nós
Batizados no Mar Vermelho para sair da escravidão no Egito (10:1-2)
Batizados nas águas para sair da escravidão no pecado (Atos 2:38; 22:16)
Alimentados por Cristo (10:3-4)
Alimentados por Cristo
Pecaram e morreram no deserto (10:5-6)
Tentados no “deserto” da vida cristã – não devemos e não precisamos cair (10:6-13)
Não chegaram ao descanso da terra prometida (Hebreus 3:16-19)
Devemos nos esforçar para chegar ao descanso no céu (9:25; Hebreus 4:11)
Aceitando os Desafios no Caminho para o Céu
Os pepinos e peixes podem atrapalhar a nossa vida no serviço a Cristo. Às vezes, depois de ser convertido, lembramos de alguns prazeres do passado, quando vivíamos como escravos no pecado. Em contraste, podemos enfatizar demais as dificuldades, tribulações, tentações ou perseguições da vida em Cristo. Facilmente, caímos no mesmo erro de reclamar contra Deus e até de desejar voltar para as coisas do mundo.
Mas éramos escravos! “Naquele tempo, estáveis sem Cristo.... não tendo esperança e sem Deus no mundo. Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo” (Efésios 2:12-13). Ao invés de cair na atração fatal do pecado e seus prazeres ilusórios, devemos agir como Moisés:“Preferindo ser maltratado junto com o povo de Deus a usufruir prazeres transitórios do pecado; porquanto considerou o opróbrio de Cristo por maiores riquezas do que os tesouros do Egito, porque contemplava o galardão” (Hebreus 11:25-26). Quando realmente pensamos na grandeza da recompensa eterna, os sofrimentos do presente se tornam pequenos e suportáveis, e os pepinos e peixes do passado perdem seu gosto.
Desta forma, faremos muito melhor do que os israelitas que caíram no deserto. Vamos esquecer os prazeres do pecado e aprender desejar as coisas de Deus: “Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra.... Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória. Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena” (Colossenses 3:1-5).
Conclusão
Vamos caminhar para o céu com a convicção que nenhum peixe, pepino ou outro prazer desta vida se compare à recompensa que nos aguarda no céu. Vamos atravessar o deserto de tentações e dificuldades e chegar ao descanso eterno que Deus preparou para nós.

 – por Dennis Allan

17 de nov. de 2010

Nunca Compreenderemos!

 

Ficamos admirados com os avanços da ciência e tecnologia. Pesquisas de DNA abrem cada vez mais o entendimento do corpo humano e até da história humana. Cada missão ao espaço traz um pouco mais de conhecimento do nosso universo. Pesquisas nos oceanos revelam cada vez mais sobre os ecosistemas da Terra. O homem continua desvendando os mistérios do nosso mundo.
Mas antes de se parabenizar demais, qualquer pessoa deve reconhecer como o nosso conhecimento, mesmo com todo o progresso científico da época moderna, ainda é extremamente limitado. Parece que cada resposta levanta mais dez perguntas. Cada teoria científica se divide em vários modelos possíveis.
Salomão observou atentamente as maravilhas deste mundo e disse: “Então, contemplei toda a obra de Deus e vi que o homem não pode compreender a obra que se faz debaixo do sol; por mais que trabalhe o homem para a descobrir, não a entenderá; e, ainda que diga o sábio que a virá a conhecer, nem por isso a poderá achar” (Eclesiastes 8:17).
Certamente, devemos usar a inteligência que Deus nos deu para entender, gozar e cuidar do mundo em que ele nos pôs. Mas devemos abordar os mistérios do universo com humildade, pois a busca pelo entendimento nunca chegará ao fim. Pesquisamos, estudamos, criamos teorias e agimos conforme o nosso conhecimento. Mas, afinal, só o Criador deste universo o compreende perfeitamente. Se formos realmente sábios, procuraremos conhecer Deus acima de sua criação.

- Dennis Allan

14 de nov. de 2010

Privado de Prazeres

 

O rei moabita, Balaque, fez uma proposta extremamente atraente. Ele chamou o profeta Balaão para fazer um serviço, e lhe ofereceu bens e honra. Contra a vontade de Deus, o profeta foi. Balaque mostrou-lhe o povo de Israel que estava ameaçando dominar a região e pediu que o profeta amaldiçoasse os invasores. Balaão, seduzido pelas riquezas que o rei ofereceu, tentou repetidas vezes amaldiçoar os israelitas. Mas, cada vez que ele abriu a boca, Deus controlou a sua língua e fez com que falasse bênçãos. Ao invés de lançar maldições sobre o povo escolhido por Deus, ele falou de sua prosperidade contra Moabe e seus aliados. No final da história, Balaque mandou o profeta embora e recusou pagá-lo! Ele disse: "Agora, pois, vai-te embora para tua casa; eu dissera que te cumularia de honras; mas eis que o Senhor te privou delas" (Números 24:11).
O Senhor privou Balaão de honras! Essa explicação dada pelo rei moabita representa bem a maneira que os servos de Satanás têm feito desde o princípio. O próprio diabo, no jardim do Éden, convenceu Eva que Deus estivesse a privando de conhecimento (Gênesis 3:5). Os pecadores procuram pessoas inocentes, oferecendo "toda sorte de bens preciosos", não explicando o fato que o "espírito de ganância tira a vida de quem o possui" (Provérbios 1:8-19). Falsos mestres prometem "liberdade, quando eles mesmos são escravos da corrupção"do mundo (2 Pedro 2:19-20).
Pessoas do mundo olham para os servos de Cristo como coitados privados de prazeres e carecidos de liberdade. As pessoas que subiram do Egito com os israelitas encheram a cabeça do povo com mentiras e falsas esperanças, fazendo com que os escolhidos por Deus ficassem descontentes e rebeldes contra Deus (Números 11:4-6). Semelhantemente, os aliados de Satanás hoje fazem a cabeça de pessoas ingênuas, lhes persuadindo que Deus esteja lhes privando das melhores coisas da vida. Tais enganadores jamais afirmam a verdade: "A casa dos perversos será destruída, mas a tenda dos retos florescerá" (Provérbios 14:11).

por Dennis Allan

6 de nov. de 2010

Uma Conversa Junto a um Poço Samaritano: Jesus Oferece a Água da Vida

 

Jesus estava de passagem. Ele parou para descansar junto a um antigo poço próximo à cidade samaritana de Sicar. Uma mulher veio tirar água do poço. A conversa que se seguiu desafiou ela e uma cidade cheia de pecadores a mudarem suas vidas e seu destino eterno. Abra sua Bíblia no evangelho de João, capítulo 4, onde temos o privilégio de aprender com uma mulher que foi buscar água, e encontrou a fonte da vida eterna.Descansando junto ao poço de Jacó.
Abra sua Bíblia no evangelho de João, capítulo 4, onde temos o privilégio de aprender com uma mulher que foi buscar água, e encontrou a fonte da vida eterna.Jesus estava voltando da Judéia para a Galiléia. Em Jerusalém, sua justa indignação pela corrupção dos chefes judeus tinha encontrado uma resposta meio comprometida de um povo que estava morrendo espiritualmente. Ele passou algum tempo na região circunvizinha da Judéia, e, então, partiu de volta para a Galiléia. A rota mais curta entre as duas regiões levou-o através do coração de Samaria, uma terra de pessoas desprezadas que não eram mais consideradas judias pelos seus vizinhos mais religiosos do sul.
Como ser humano, Jesus sofria fadiga e sede. Ele parou junto a um poço para descansar enquanto seus discípulos foram buscar comida. Quando uma mulher veio tirar água do poço, Jesus ofereceu-lhe a oportunidade de servir ao mais nobre homem da história do mundo. Nunca passou alguém igual através da cidade dela. Ele simplesmente pediu-lhe um pouco de água.
A mulher ficou surpresa com seu pedido. Ali estava um homem judeu que reconhecia que ela existia. Ela, uma humilde mulher samaritana que teria sido ignorada ou desprezada pela maioria dos homens judeus. Ela imediatamente reconheceu que havia algo diferente com esse viajante.
Falando uma linguagem diferente
A conversa que se seguiu (4:9-26) é um exemplo marcante de como Jesus ensinava as pessoas a usarem uma linguagem diferente. Quando ele pediu água, a mulher naturalmente pensou em água do poço. Ela tinha ido ao poço por causa de necessidade física, e não espiritual. Jesus imediatamente direcionou a conversa para assuntos espirituais. Se ela entendesse a dádiva de Deus e soubesse com quem estava falando, estaria ela buscando água espiritual, e não material. Mas essa mulher não estava usando a mesma linguagem. Ela não estava pensando em coisas espirituais.
Jesus não alterou o rumo. Podemos ser tentados a encontrar pessoas carnais em seu próprio terreno, mas Jesus manteve o rumo. Ele não chegaria ao coração dessa mulher através de seu estômago. Ele continuou usando a linguagem da vida espiritual: "Quem beber desta água tornará a ter sede; aquele, porém, que beber da água que eu lhe der nunca mais terá sede; pelo contrário, a água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna"(4:13-14).
A mulher não entendeu. "Senhor, dá-me dessa água para que eu não mais tenha sede, nem precise vir aqui buscá-la" (4:15). O único tipo de sede que ela conhecia era a física, e a única água que ela tinha bebido na vida inteira vinha de um poço. Jesus ainda tinha que criar nela um desejo de reconhecer a sua mais profunda necessidade espiritual. Jesus encontrou sua aproximação recorrendo à vida pessoal dela: "Vai, chama teu marido e vem cá" (4:16).
Ela respondeu honestamente: "Não tenho marido" (4:17). Até esse ponto, a conversa era interessante, mas a mulher ainda estava usando a linguagem deste mundo. As próximas palavras que saíram da boca de Jesus foram o momento decisivo da conversa, e na vida dela: "Bem disseste, não tenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade" (4:17-18).
Antes de continuarmos a narrativa, paremos por apenas um momento para pensar no impacto dessas palavras nessa mulher. Jesus, um estranho total que parou "por junto ao poço naquele dia, um homem judeu que poderia facilmente ter ignorado a própria existência dela, conhecia os pormenores da vida dela. Essa mulher representa bilhões de seres humanos vivos hoje em dia. Na pressa de cuidar das necessidades básicas de sua existência física, eles passam por Jesus sem mesmo entender sua língua. Pouco sabem que ele é o Senhor e Salvador que conhece as minúcias íntimas de suas vidas, e que oferece a água da vida eterna. Se você for um desses bilhões S preocupados com as coisas materiais e a rotina da vida diária S pare para ouvir cuidadosamente o homem que conversou com uma mulher samaritana naquele dia, em Sicar.
Falando a mesma língua
O silêncio entre os versículos 18 e 19 provavelmente representa um dos mais sérios momentos na vida inteira dessa mulher samaritana. Sua vida era uma confusão. Ela tinha passado de um homem a outro e estava agora numa relação insatisfatória com um homem que nem era seu marido. Ela trabalhava, comia e bebia. Ela teria, provavelmente, feito essa mesma monótona viagem ao poço 1000 vezes, antes. No momento, ela estava falando com alguém que lhe oferecia vida eterna, e cujas palavras provavam que ele era capaz de cumprir a promessa. Esse foi um momento crucial em sua vida.
O homem judeu e a mulher samaritana estavam agora falando a mesma língua. Não havia mais preocupação com a água de um velho poço. Agora ela estava tão intrigada com a conversa espiritual com Jesus que esqueceria o seu próprio cântaro, quando ela se fosse. Porém ela ainda não estava pronta para sair. Jesus tinha despertado-a, espiritualmente.
O que você faria na situação dela? Começaria imediatamente a fazer as mais importantes perguntas de todas? Buscaria saber como agradar ao Senhor? Ela o fez. Sua pergunta no versículo 20 foi diretamente ao ponto: onde ela deveria adorar para ser aceita por Deus?
Há bastante história por trás da pergunta dela. Durante séculos os samaritanos tinham defendido suas práticas de adoração em outros lugares, tais como o Monte Gerizim ao qual ela referiu-se em sua pergunta (neste monte). Os judeus, apesar de seus erros em outras coisas, continuavam a defender corretamente a importância de Jerusalém como a cidade designada por Deus como o local de adoração.
A resposta de Jesus desafiou-a a desviar seus olhos do monte e olhar para dentro de sua alma. O tempo estava rapidamente se aproximando, Jesus explicou, quando o lugar não importaria mais. Não entenda mal. Os judeus estão certos em adorar em Jerusalém por enquanto, e os samaritanos não sabem o que estão fazendo. Mas tudo isso está para mudar. O Pai, como um ser espiritual, está buscando pessoas que o adorarão em espírito e verdade.
Que desafio! Poderia essa mulher, a qual estava tão preocupada com a água de um poço apenas momentos antes, despertar em si um interesse genuíno por coisas espirituais? Que desafio! Poderia essa mulher, a qual estava tão preocupada com a água de um poço apenas momentos antes, despertar em si um interesse genuíno por coisas espirituais? Jesus obviamente pensava assim. Ele, que conhece a natureza do homem melhor do qualquer um (veja João 2:25), olhava para essa pecadora com amorosa compaixão e com confiança que ele era capaz para resgatá-la de seu pecado.
A mais surpreendente revelação ainda estava por vir. Quando a mulher ponderou a resposta anterior de Jesus, ela comentou sobre uma verdade em que ela acreditava: "Eu sei ... que há de vir o Messias, chamado Cristo; quando ele vier, nos anunciará todas as cousas" (4:25). Na resposta do Senhor ela ouve a espantosa razão para seu comentário enigmático anterior (veja 4:10). Se apenas ela soubesse quem estava pedindo água! Agora, com seus interesses espirituais despertados, ela estava pronta para ouvir o resto da história sobre esse forasteiro judeu: "Eu o sou, eu que falo contigo" (4:26). Poderia ser? Poderia ela, uma desprezada samaritana, estar falando face a face com o Ungido de Deus?
Ide contar ao Mundo!
Jesus não teve que mandar essa mulher espalhar a notícia. Ele não ofereceu aulas de "técnicas de evangelismo". Ele tinha plantado nela uma semente de verdade eterna, de modo que ela era naturalmente compelida a partilhar as boas novas. O testemunho dessa mulher não foi suficiente para convencer os moradores da cidade, mas quando ouviram as palavras de Jesus, perceberam que tinham encontrado o Salvador do mundo (4:39-42).
Searas brancas para a ceifa
Enquanto a mulher voltou a Sicar para contar o sucedido ao povo, Jesus sentou-se com os apóstolos. Eles tinham ficado surpresos ao vê-lo conversando com essa mulher, revelando que eles não viam os outros da forma como Jesus via. Eles viam uma mulher desprezada de uma terra ímpia. Jesus via uma alma a ser salva, que necessitava ser despertada para sua própria necessidade. Eles viam um deserto espiritual, enquanto Jesus olhava adiante para a grande colheita (João 4:31-38). Na verdade, o povo samaritano provou ser um dos mais receptivos da mensagem do evangelho (Atos 8:4-25).
Lições para hoje
Essa história é rica demais para que se possa observar todas as suas grandes mensagens em apenas um único artigo breve. Mas antes que você feche a sua Bíblia e comece a pensar em assuntos mundanos, pare um pouco para observar algumas das maravilhosas lições que aprendemos aqui:
Œ Estamos rodeados de oportunidades. O que parece ser um simples encontro entre Jesus e uma mulher desconhecida vira uma tremenda oportunidade para evangelizá-la. Talvez Jesus não voltasse a passar por aquele caminho outra vez, mas ele tirou completa vantagem da oportunidade em suas mãos. Nossos encontros "oportunos" num ônibus, numa loja, ou numa fila de banco, poderiam ser justo uma de tais ocasiões. Vemos campos prontos para serem ceifados?
 Não ofereceremos a salvação ao mundo com conversa mundana. Quando Jesus usou a linguagem espiritual e a mulher pensou em água do poço, o Senhor não se desviou de seu rumo. Ele encontrou um modo de trazer os pensamentos dela do poço para as elevadas verdades que poderiam mudar a eternidade dela.
Ž Jesus usou as perguntas dela como um trampolim para os importantes assuntos que ela precisava ouvir. Ela falou de um monte, e Jesus foi para o seu coração. Ela pensou no Messias como uma esperança futura, e Jesus colocou-a face a face com o Cristo.
 Para alcançar a salvação, precisa-se ver a verdade penosa da própria condição espiritual. O ponto crítico da conversa foi quando Jesus implicitamente revelou duas coisas: (a) Que a mulher estava num triste estado de pecado e, (2) Que ele é aquele que pode reconhecer e resolver tais problemas da alma.
Para alcançar a salvação, não se pode confiar somente no testemunho de outros. Precisamos ouvir as palavras de Jesus. João, e outros discípulos, registraram cuidadosamente as palavras e atos de Jesus para dar a todas as futuras gerações uma base para crerem (João 20:26-31).

-por Dennis Allan

5 de nov. de 2010

O Que a Bíblia Diz? Temos Direito de Mandar em Deus?

 


Deus tem feito muitas promessas aos seus seguidores. Algumas pessoas interpretam tais promessas como se dessem direito de exigir que ele faça o que tem prometido. Podem exigir que ele escreva no Livro da Vida os nomes de pessoas que se mostram dispostas a servir a Cristo. Podem demandar curas, ou bênçãos, ou libertação de algum vício. A pergunta atrás de todas essas práticas é simples: temos direito de mandar em Deus?
Quem manda exerce autoridade. Autoridade é inerente na definição de "mandar". O maior pode mandar naquele que está subordinado a ele. Reis ou outros em autoridade podem mandar em seus súditos (Êxodo 7:11; Marcos 6:27). Assim, Deus manda nos homens. "Pelo que guardareis os meus mandamentos e os cumprireis. Eu sou o Senhor" (Levítico 22:31). Jesus aplicou o mesmo princípio à sua própria autoridade quando perguntou: "Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando?" (Lucas 6:46).
Mas, alguém pode replicar: "Deus fez promessas que se tornam direitos. Pode-mos exigir os nossos direitos e mandar que ele nos dê o que garantiu." Tal lógica reflete uma atitude de alguém que demanda poder político, e não de um servo humilde do Senhor. Esse modo de pensar introduz a idéia de direitos legais num contexto de graça. Falar de direitos sugere que mere-cemos alguma bênção. Mas, todas as boas coisas que recebemos –quer sejam bênçãos materiais, quer sejam bênçãos espirituais– vêm pela graça de Deus (Tiago 1:17; Efésios 2:8-9). Deus nos prometeu a salvação por sua misericórdia. Se quisermos falar de direitos, teremos que encarar um fato desagradável: merecemosa condenação por causa dos nossos próprios pecados (Romanos 3:10,23; 6:23). Mesmo se fizer tudo que ele exige de nós, somos servos inúteis (Lucas 17:9-10). O conceito de direitos, exigências e demandas não faz parte da mentalidade dos verdadeiros servos do Senhor.
Encontramos um exemplo muito rico no livro de Daniel. Este profeta fiel estava estudando o livro de Jeremias e percebeu que a promessa feita nele estava para se cumprir. Jeremias tinha falado de 70 anos de sujeição aos babilônicos, e este prazo já estava vencendo. Mesmo assim, Daniel não mandou no Senhor. Daniel 9 apresenta a oração dele, na qual ele buscou ao Senhor "com oração e súplicas, com jejum, pano de saco e cinza" (9:3). Ele mostrou seu entendimento da diferença entre exigências de justiça e súplicas baseadas em graça: "...porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias" (9:18).
Façamos as nossas petições ao Senhor, com a atitude de servos humildes.

-por Dennis Allan

31 de out. de 2010

O que é a“sombra do Onipotente”?

 

Salmo 91:1 diz: O que habita no esconderijo do Altíssimo e descansa à sombra do Onipotente diz ao SENHOR: Meu refúgio e meu baluarte, Deus meu, em quem confio.  
Antes de comentar sobre este texto, consideremos os significados bíblicos da palavra sombra.  
1. Sombra literalÀs vezes, o sentido é literal  a luz é bloqueada ou a escuridão resulta da ausência de luz (2 Reis 20:9-11; Neemias 13:19; Atos 5:15). A sombra traz alívio do calor do sol (Jó 7:2; cf. Isaías 34:15; Marcos 4:32).  
2. Símbolo da brevidade. Davi falou da brevidade da vida terrestre do homem: Como a sombra são os nossos dias sobre a terra, e não temos permanência (1 Crônicas 29:15). O homem é como um sopro; os seus dias, como a sombra que passa (Salmo 144:4). Bildade disse: Porquanto nossos dias sobre a terra são como a sombra (Jó 8:9).  
3. Símbolo da morte, do perigo ou das coisas tenebrosas. Jó falou sobre a terra das trevas e da sombra da morte ...onde a própria luz é tenebrosa (10:21-22). Davi falou do vale da sombra da morte (Salmo 23:4; cf. 102:11; 109:22-23; Jeremias 2:6; 13:16).  
4. Símbolo de proteção e refúgio. Jotão falou, embora em tom de ironia devido à presunção de Abimeleque, da proteção que um rei oferece aos seus súditos (Juízes 9:15). Os judeus procuravam, em vão, refúgio na sombra do Egito (Isaías 30:2-3). O rei Nabucodonosor foi comparado a uma árvore dando sombra e proteção (Daniel 4:12). A idéia da sombra de proteção vem do alívio e proteção do calor citado acima (cf. Jonas 4:5-6; Isaías 25:4-5).  
5. Símbolo da ignorância espiritual. Mateus citou a profecia de Isaías 9:2 quando falou da pregação de Jesus (4:16). Zacarias citou a mesma profecia quando falou do trabalho de seu filho como precursor do Messias (Lucas 1:79).  
Uma imagem imperfeita de uma realidade maior. Paulo disse que as coisas do Velho Testamento eram sombra das coisas de Cristo (Colossenses 2:17; cf. Hebreus 10:1). O tabernáculo dos israelitas era uma sombra da aliança de Jesus (Hebreus 8:5-13; cf. 9:23).  
Várias vezes, a Bíblia fala sobre a sombra de Deus. Em qual desses sentidos devemos entender a sombra do Senhor? Textos como Salmo 57:1 deixam claro o sentido de proteção oferecida aos homens: Tem misericórdia de mim, ó Deus,... pois em ti a minha alma se refugia; à sombra das tuas asas me abrigo, até que passem as calamidades.  Veja Salmos 36:7; 63:7; 121:5; Isaías 4:5-6; 32:1-2; 51:16. A sombra do Onipotente é a proteção daquele que estende o seu tabernáculo de proteção sobre os fiéis (Apocalipse 7:15-17).
                                                                                                   
 por Dennis Allan

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Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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