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1 de nov. de 2011

5 de ago. de 2011

Evangelismo e Ação Social por John R. W. Stott - Evangelismo - Paulo Junior || Escola Obreiro Aprovado (Aula 12)



Evangelismo e Ação Social
por
John R. W. Stott

818. Um dualismo anti-bíblico
O recente debate sobre os méritos rivais do evangelismo e da responsabilidade social nunca são necessários. Ele expressa um dualismo anti-bíblico entre corpo e alma, este mundo e o porvir. Em qualquer caso somos chamados tanto para testemunhar como para servir; ambos são partes de nosso ministério e missão cristã.
- Extraído de “Sua Confirmação” (rev. edn. London: Hodder and Stoughton, 1991), p. 145.

819. Quem é o meu próximo?
Nossa negligência evangélica do interesse social até os anos recentes, e todo o argumento sobre o evangelismo e a ação social, tem sido tanto inadequada como desnecessária. Certamente os cristãos evangélicos têm totalmente o direito de rejeitar o assim chamado 'evangelho social' (que substitui as boas novas da salvação com uma mensagem de aperfeiçoamento social), mas é incrível que nós jamais deveríamos ter colocado a obra evangelística e social uma contra a outra como alternativas. Ambas deveriam ser expressões autênticas de amor ao próximo. Pois quem é o meu próximo, para que eu o ame? Ele não é uma alma sem corpo, nem um corpo sem alma, nem um indivíduo privado divorciado do envolvimento social. Deus fez o homem um ser físico, espiritual e social. Meu próximo é um corpo e alma em comunidade. Eu não posso reivindicar amar meu próximo se estou realmente preocupado com apenas um aspecto dele, seja sua alma ou seu corpo, ou sua comunidade.
- Extraído “Ande Sob os Seus Pés” (London: IVP, 1975), p. 16.

820. Uma parceria no evangelismo
Há um modo de expressar a relação entre o evangelismo e a ação social, a qual creio ser verdadeiramente cristã, a saber, de que a ação social é *uma parceira do evangelismo*. Como parceiros os dois pertencem um ao outro e, todavia, são independentes um do outro. Cada um permanece de pé por si mesmo e em seu próprio direito ao lado do outro. Nem é algum deles um meio para o outro, ou nem mesmo uma manifestação do outro. Porque cada um é um fim em si mesmo. Ambos são expressões de amor genuíno.
- Extraído “A Missão Cristã no Mundo Moderno” (London: Falcon, 1975), p. 27. 
821. Nenhum 'evangelho social'
O reino de Deus não é uma sociedade cristianizada. É a regra divina nas vidas daqueles que reconhecem Cristo. Ele deve ser 'recebido', 'entrado' ou 'herdado', Ele disse, pela humilde e penitente fé nEle. E sem um novo nascimento é impossível vê-lo, muito menos entrar nele. Aqueles que o recebem como uma criança, contudo, encontram-se a si mesmos como membros de uma nova comunidade do Messias, que é chamada para exibir os ideais de Seu governo do mundo e assim apresentar ao mundo uma realidade social alternativa. Esta mudança social do evangelho do reino é totalmente diferente do 'evangelho social'. Quando Rauschenbusch [1] deu um caráter político ao o reino de Deus, é compreensível (embora lamentável) que, em reação a ele, os evangélicos se concentraram no evangelismo e na filantropia social, e se afastaram da ação sócio-política.
- Extraído “Assuntos que Confrontam os Cristãos Hoje” (London: Collins/Pickering, 1990), p. 7.
[1] Walter Rauschenbusch (1861-1918) - Pastor batista americano; pai do evangelho social; ensinou no Seminário Teológico de Rochester; tentou alcançar as pessoas doHell's Kitchen; escreveu Cristianismo e a Crise Social e Uma Teologia para o Evangelho Social. [Nota do tradutor].

822. Um aspecto da conversão
A responsabilidade social torna-se um aspecto não somente da missão cristã, mas também da conversão cristã. É impossível ser verdadeiramente convertido a Deus sem ser através disso convertido ao nosso próximo.
- Extraído de “A Missão Cristã no Mundo Moderno” (London: Falcon, 1975), p. 53.

823. Amor e justiça
A cruz é uma revelação da justiça de Deus tanto como de Seu amor. Isto é o porquê a comunidade da cruz deveria se concentrar tanto com a justiça social como com a filantropia amorosa. Nunca é suficiente ter piedade das vítimas de injustiça, se não fazemos nada para mudar a situação dos injustiçados. Os Bons Samaritanos sempre serão necessários para socorrer aqueles que são assaltados e roubados; todavia, seria bem melhor libertar a estrada de Jerusalém-Jericó de salteadores.
- Extraído de “A Cruz de Cristo” (Leicester and Downers Grove: IVP, 1986), p. 292.

824. Compaixão Genuína
Nós somos enviados ao mundo, como Jesus, para servir. Porque isto é a expressão natural de nosso amor aos nossos próximos. Nós amamos. Nós vamos. Nós servimos. E nisto não temos (ou não deveríamos ter) nenhum motivo escondido. É verdade, o evangelho carece de visibilidade se meramente o pregamos, e carece de credibilidade se nós, que o pregamos, estamos interessados somente nas almas, e não temos interesse sobre o bem-estar dos corpos, situações e comunidades das pessoas. Todavia, a razão de nossa aceitação da responsabilidade social não é para dar primariamente ao evangelho uma visibilidade, nem uma credibilidade, nem mesmo para suprir alguma outra carência; mas, ao invés disso, para simplesmente demonstrar uma compaixão genuína. O amor não precisa se justificar. Ele meramente se expressa no serviço, não importa quando ele se mostre necessário.
- Extraído de “A Missão Cristã no Mundo Moderno” (London: Falcon, 1975), p. 30.


825. Palavras e obras
No ministério de Jesus palavras e obras, pregação do evangelho e serviço misericordioso, andam de mãos dadas. Suas obras expressam suas palavras, e suas palavras explicam suas obras. Deve ser o mesmo conosco. As palavras são abstratas, elas necessitam serem incorporadas em feitos de amor. As obras são ambíguas, elas necessitam serem interpretadas pela proclamação do evangelho. Guarde as palavras e as obras juntas no serviço e no testemunho da Igreja.
- Extraído de “Evangelismo e Responsabilidade Social”, Southern Cross (Outubro de 1980), p. 23.

826. O instrumento da mudança
O evangelismo é o maior instrumento de mudança social. Porque o evangelho muda pessoas, e pessoas mudadas podem mudar a sociedade.
- Extraído de “Assuntos que Confrontam os Cristãos Hoje” (London: Collins/Marshall Pickering, 1990), p. 71.

827. Nenhuma sociedade perfeita
Os seguidores de Jesus são otimistas, mas não utópicos. É possível melhorar a sociedade; mas uma sociedade perfeita espera o retorno de Jesus Cristo.
- Extraído de “Que é o Homem?” (London: National Prayer Breakfast Committee, 1989).

828. Igreja e comunidade
Ao urgir para que evitemos a escolha ingênua entre evangelismo e ação social, eu não estou implicando que todo cristão individualmente deva estar igualmente envolvido em ambos. Isto seria impossível. Além do mais, devemos reconhecer que Deus chama pessoas diferentes para ministérios diferentes e capacita-os com dons apropriados aos seus chamados...
Embora todo cristão de uma forma individual deva descobrir como Deus o chamou e dotou, eu me aventuro a sugerir que a igreja local como um todo deva estar envolvida com a comunidade secular local como um todo.
- Extraído de “Cristianismo Equilibrado” (London: Hodder and Stoughton, 1975), p. 46.

829. Polarização e especialização
Eu sugiro a necessidade de um reconhecimento triplo sobre o evangelismo e a ação social:
(a) Um reconhecimento de que os dois são parceiros na missão cristã...parceiros 'distintos, todavia iguais'. Nem um é uma escusa para o outro, um manto para o outro, ou um meio para o outro. Cada um existe em seu próprio direito como uma expressão de amor cristão. Ambos devem estar inclusos em algum grau no programa de toda igreja local.
(b) Um reconhecimento de que ambos são responsabilidades de todo cristão como um indivíduo. Todo cristão é uma testemunha, e deve usufruir de todas as oportunidades que tiver. Todo cristão é também um servo, e deve responder aos convites para servir, sem considerá-las como meramente ocasiões para evangelismo. Todavia, a situação existencial freqüentemente irá atribuir prioridade a uma ou outra das duas responsabilidades. Por exemplo, o ministério do bom Samaritano para a vítima dos salteadores não foi encher seus bolsos de tratados, mas derramar óleo em suas feridas. Porque isto era o que a situação demandava.
(c) Um reconhecimento de que, embora ambos sejam parte dos deveres da igreja e dos cristãos, todavia, Deus chama pessoas diferentes para ministérios diferentes e as capacita com dons apropriados. Esta é uma dedução necessária da natureza da igreja como o corpo de Cristo. Embora possamos resistir a *polarização* entre evangelismo e ação social, não devemos resistir a *especialização*. Todos não podem fazer tudo. Alguns são chamados para serem evangelistas, outros para serem funcionários públicos, outros para ser ativistas políticos. Dentro de cada igreja loca, a qual como o corpo de Cristo na localidade é comissionada tanto para o evangelismo como para a ação social, há um lugar apropriado para especialistas individuais e para grupos especialistas.
- Extraído de “Evangelismo, Salvação e Justiça Social”, de R. J. Sider com uma resposta de John Stott (2nd edn. Nottingham: Grove Books, 1979), p. 22.



Todos os textos acima foram extraídos e traduzidos dos escritos do Dr. John Stott.
Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto
Cuiabá-MT, 24 de agosto de 2004.

O que é Realmente Evangelismo
por
Paul Mizzi
 

Tentarei definir evangelismo, e trazer à luz sua natureza essencial, a partir de 1 Tessalonicenses 2 e 1 Coríntios 9:15-27.

1 Tessalonicenses 2.
Evangelismo, o proclamar de boas novas, não é fácil. Porque no evangelismo, a igreja ataca as fortalezas de Satanás, que mantém o mundo inteiro no engano. O evangelismo verdadeiro é freqüentemente visto nos cristãos sendo zombados e maliciosamente maltratados, verso 2.
Mas Deus honra o verdadeiro evangelismo e freqüentemente Se agrada em fazer a semente crescer e produzir fruto. O Pai é o Senhor da seara (Lucas 11); Ele concede ou retém o sucesso; Cristo é o construtor de Sua igreja (Mateus 16); o Espírito Santo é o divino Energizador e Comissionador (Atos 13:1ss). Onde o Deus triuno é honrado e Sua doutrina é mantida, os pregadores (em geral) não trabalharão em vão (verso 1).
O verdadeiro evangelismo explora a questão dos motivos: por que essa e aquela pessoa prega o evangelho? É para sua fama, para o seu avanço na escada eclesiástica, para o seu ganho financeiro? Paulo podia assegurar sua sinceridade e seus justos motivos (verso 3). Ele se considerava um servo, ou melhor, um despenseiro a quem foi confiada uma comissão (verso 4). Ele sabia a quem devia agradar. O evangelismo verdadeiro olha primariamente para Deus: é por causa do Seu Nome (Romanos 1:5; 3 João 7) que os evangelistas saem, verso 4.
O evangelista é alguém que poderia dizer aos seus ouvintes: “vocês são queridos por nós”. Ele é um amante de almas. Ele não abusa de sua autoridade. Ele preferirá pregar sem gerar despesas: Paulo algumas vezes trabalhava como um fazedor de tendas para pagar as despesas.
A todo custo, o evangelista deve lembrar que ele é um modelo do evangelho: o evangelho lhe mudou. Seu exemplo fala talvez mais do que suas palavras.

1 Coríntios 9:15-27.
Um ministério de evangelista não é uma tarefa que pode ser escolhida à vontade. Embora todo cristão tenha a responsabilidade de compartilhar o evangelho e dar a razão para a esperança nele, à medida que Deus provê a oportunidade, o evangelista tem uma necessidade posta sobre ele. Ela é seu fardo, uma maravilhosa responsabilidade dal qual ele não pode escapar ou evitar, verso 16. Mesmo que Deus encontre os Seus evangelistas indispostos inicialmente (Moisés, Jeremias, Amós), Ele os faz dispostos e lhes promete Sua presença e capacitação.
O verdadeiro evangelismo é adaptável e flexível, e não rígido. Cristo falou à mulher Samaritana de uma maneira muito diferente da qual Ele Se aproximou do culto Nicodemos. O mesmo evangelho foi apresentado; a aproximação foi moldada pelas necessidades e capacidades dos Seus ouvintes. Este é o porquê Paulo se tornou um servo para todos: aos judeus ele se tornou um judeu...para ganhá-los para Cristo. Isto não é comprometer o conteúdo da mensagem, longe disso. É adaptabilidade.
Paulo falava aos judeus, arrazoando com eles a partir do Antigo Testamento, com o qual eles estavam familiares. Aos filósofos atenienes, ele nunca citou o Antigo Testamento, mas sua mensagem era, contudo, bíblica e o mesmo Cristo era pregado.


Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto
Cuiabá-MT, 09 de Outubro de 2004.
                                                Motivos para Evangelismo
por
Paul Mizzi
 

Não importa o que nos esforcemos para fazer, não o fazemos meramente por causa de uma inclinação, mas, de uma maneira mais importante, por causa de uma forte motivação que nos leva a agir assim.
Na solene e urgente obra de evangelismo, a Escritura delineia os motivos apropriados e sadios para o trabalhador cristão. Os motivos básicos são os seguintes:
1. Nossa própria recepção do Evangelho nos faz responsáveis de dar gratuitamente o que temos recebido gratuitamente. Se tivermos provado e visto que o Senhor é bom, então, Sua salvação certamente é aplicável aos outros também, que são pecadores assim como nós o somos. O apóstolo Paulo e Adoniram Judson exemplificam este motivo.
2. Outro motivo é a compaixão que o Senhor da seara implanta em nossos corações. Seu mandamento dirigido a nós, “Levantai os vossos olhos, para os campos que já estão brancos para a colheita”, fará que vejamos milhares incontáveis ainda sob a escravidão de Satanás, sob o jugo de ferro da idolatria e na escravidão do pecado. William Carey e David Livingstone nos dão uma excelente idéia do que significa ter compaixão pelo perdido.
3. O forte desejo de ser fiel à Grande Comissão (algumas vezes descrita como o 11º mandamento) também age como um motivo. Cristo deve ser obedecido e honrado; seu Nome deve ser ressoado por toda a terra. As pessoas devem aprender a observar Seus mandamentos.
David Brainerd (entre os Índios da América do Norte) e George Whitefield viajaram para todo lugar, em sua fidelidade como despenseiros de Cristo, tendo o Evangelho lhes sido confiado.
4. Finalmente, um profundo senso do amor de Cristo. Como Paulo se expressou: “Porque o amor de Cristo nos constrange, julgando nós assim: que, se um morreu por todos, logo todos morreram. E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação” (2 Coríntios 5:14,18).
C.T.Studd teve este senso do amor de Cristo; ele disse: “Se Jesus Cristo é Deus e morreu por mim, não há sacrifício grande demais que eu possa fazer por Ele”. João Calvino também teve a mesma atitude, o qual, diante da concretização do amor de Cristo, empregou este moto para si mesmo: “Cor meum tibi offero Domine prompte et sincere” (O meu coração te ofereço, ó Senhor, de modo pronto e sincero).

Traduzido por: Felipe Sabino de Araújo Neto
Cuiabá-MT, 09 de Outubro de 2004.

8 de abr. de 2011

Vá, pregue e morra! - Paul Washer



Prega a Palavra – John Stott


- Quatro características da verdadeira pregação -

“... insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina...” (2 Tm 4.2)


Apenas três palavras: "prega a palavra". Observamos imediatamente que a mensagem que Timóteo deve comunicar é chamada de "palavra", algo que foi proferido por alguém. Mas é a palavra, a palavra de Deus, que Deus mesmo proferiu. Paulo não precisa especificar melhor o que ele quer dizer, já que Timóteo saberá de imediato que se trata do corpo de doutrina, que ouvira de Paulo, e que o mesmo Paulo lhe comissiona a passar adiante a outros. É idêntica ao "depósito" do capítulo 1, e neste quarto capítulo é equivalente à "sã doutrina" (v.3), "à verdade" (v.4) e "à fé"' (v.7). São as Escrituras do Velho Testamento, inspiradas por Deus e proveitosas, que Timóteo sabe desde a sua infância, junto com o ensino do apóstolo, que Timóteo "tem seguido", "aprendido" e de que tem sido "inteirado" (3: 10-14). O mesmo comissionamento é dado à Igreja de cada época. Não temos nenhuma liberdade para inventar a nossa mensagem, mas somente para comunicar "a palavra" proferida por Deus e agora entregue à Igreja, em sagrada custódia.

Timóteo deve "pregar" esta palavra; ele deve falar o que Deus falou. Sua responsabilidade não é somente ouvir essa palavra, crer nela e obedecê-la, nem somente guardá-la de toda falsidade; nem somente sofrer por ela e permanecer nela; mas, sim, pregá-la a outros. São as boas novas de salvação para os pecadores. Assim ele deve proclamá-la como um arauto em praça pública (kèryssö, cf. këryx, "um arauto" em 1: 11). Para fazê-la conhecida, deverá levantar a sua voz para todos, sem temor.

Paulo prossegue mostrando quatro sinais que deverão caracterizar a proclamação a ser feita por Timóteo.


a.  Uma proclamação urgente

O verbo ephistëmi, "instar", significa literalmente "assistir", e assim "estar de prontidão", "estar disponível". Aqui, contudo, parece ter o sentido não somente de alerta e zelo mas de insistência e urgência. "Nunca perca o teu sentido de urgência" (CIN). Numa forma lânguida e indiferente, certamente não se faz uma boa pregação. Toda boa pregação transmite um sentido de urgência e de importância do que está sendo pregado. O arauto cristão sabe que está tratando de assunto de vida ou morte. Anuncia a situação do pecador sob os olhos de Deus, e a ação salvadora de Deus, através da morte e ressurreição de Cristo, e o convida ao arrependimento e à fé. Como poderia tratar tais temas com fria indiferença? "Em tudo o que você fizer", escreveu Richard Baxter, "deixe transparecer a sua absoluta seriedade. . . Você não conseguirá quebrantar o coração de ninguém com gracejos, nem contando histórias agradáveis ao ouvido, nem compondo um discurso pomposo. Ninguém abandonará as coisas de que mais gosta, mediante uma solicitação sem profundidade feita por alguém que parece não falar com convicção, ou que pouco se incomode se a sua solicitação é aceita ou não".

Esta urgente pregação, Paulo acrescenta, deve continuar "a tempo e fora de tempo". "Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não." Tal regra de procedimento não deve ser tomada como desculpa para a falta de tato com as pessoas, o que muitas vezes tem caracterizado a evangelização, e que em decorrência tem dado uma má reputação ao evangelho. Não nos é dada a liberdade de entrarmos sem cerimônia na vida privada de outras pessoas ou lhes pisarmos grosseiramente nos calos. Não, as ocasiões a que Paulo se refere como sendo "quer seja oportuno, quer não", aplicam-se não tanto aos ouvintes como a quem fala. A BLH enfatiza isso: "pregue a mensagem e insista em anunciá-la, no tempo certo ou não". Assim é o verboephistëmi, em seu sentido alternativo, como é às vezes encontrado nos manuscritos. Assim, o que temos aqui não é uma base bíblica para a grosseria, mas sim um apelo bíblico contra a preguiça.


b. Uma proclamação contextual

O arauto que anuncia a Palavra deve corrigir, repreender e exortar. Isso sugere que há três diferentes maneiras de anunciar, pois que a Palavra de Deus é "útil" para uma variedade de ministérios, como Paulo já disse (3: 16). Ela fala a homens diferentes, em situações diferentes. O pregador deve lembrar-se disso e ser hábil no uso da Palavra. Ele deve usar "argumentos, repreensão e apelo", o que vem a ser quase uma classificação de três abordagens: a intelectual, a moral e a emocional. Porque muitas pessoas acham-se atormentadas por dúvidas e precisam ser repreendidas; outras, ainda, são perseguidas pelas dúvidas e precisam ser encorajadas. A Palavra de Deus faz tudo isso e muito mais. É nosso dever aplicá-la contextualmente.


c.       Uma proclamação paciente

Mesmo devendo instar (esperando obter das pessoas rápidas decisões em resposta à Palavra), devemos ter "toda a longanimidade na espera por essa resposta". Nunca devemos nos valer do uso de técnicas humanas de pressão ou tentar forçar uma "decisão". A nossa responsabilidade é ser fiel na pregação da Palavra; os resultados da proclamação são de responsabilidade do Espírito Santo e, quanto a nós, só nos compete esperar pacientemente por sua obra. Também devemos ser pacientes em toda a nossa maneira de ser, porque "é necessário que o servo do Senhor não viva a contender, e, sim, deve ser brando para com todos, apto para instruir, paciente ; disciplinando com mansidão os que se opõem" (2: 24-25). Mes¬mo sendo solene o nosso comissionamento, e urgente a nossa mensagem, não se justifica uma conduta rude ou impaciente.


d,      Uma proclamação inteligente

Não devemos só pregar a palavra, mas também ensiná-la, ou me¬lhor, pregá-la "com toda a doutrina" (këryxon. . . en pasë... didachè). C. H. Dodd tornou clara a distinção entre kérygma e didachè, sendo a primeira a proclamação de Cristo aos descrentes, com um apelo ao arrependimento; e a segunda, a instrução ética aos convertidos. A distinção é prática e importante; contudo, como já suge¬rido no comentário de 1: 1, ela pode se tornar rígida e estreita. Pelo menos este versículo nos mostra que o nossokèrygma deve conter muito de didachè. Se a nossa proclamação pretende antes de tudo convencer, repreender ou exortar, ela deve ser um ministério de doutrina.

O ministério pastoral cristão é essencialmente um ministério de ensino, e é por isso que se exige dos candidatos ortodoxia na fé e aptidão para o ensino (Tt 1: 9; 1 Tm 3: 2). Existe uma necessidade crescente, especialmente em vista do contínuo processo de urbanização e da elevação dos padrões de educação, dos ministros cristãos desenvolverem nas pululantes cidades do mundo um ministério de pregação com exposição bíblica sistemática, para "pregar a palavra. . . com toda a doutrina". Isto foi exatamente o que o próprio Paulo fez em Éfeso, como era do conhecimento de Timóteo. Por cerca de três anos ele ensinou "publicamente e pelas casas .. . todo o conselho de Deus" (At 20: 20-27; cf. 19: 8-10). Agora é a vez de Timóteo fazer o mesmo.


Tal é a instrução de Paulo a Timóteo. Ele deve pregar a Palavra anunciando a mensagem dada por Deus, mas deve fazê-lo com um sentido de urgência, deve aplicá-la ao contexto da situação presente, deve ser paciente em seu modo de ser e inteligente na sua apresentação.



28 de fev. de 2011

Redes Sociais um Perigo!



Devemos colocar-nos a questão a nós próprios: qual o nosso limite de partilha de informação pessoal? O direito à privacidade é um dos Direitos Humanos e devemos usá-lo! Na Internet não devemos ter comportamentos diferentes da vida real, sob pena de ficarmos expostos a potenciais perigos derivados da sua utilização pouco saudável.Existem milhares de pessoas, que se expõem diariamente na Internet sem quaisquer cuidados. Mais grave ainda, em muitos casos expõem também a privacidade de familiares, amigos e conhecidos e muitos deles chegam mesmo a revelar dados pessoais colocando em risco a vida e a imagem daquela pessoa.

As redes sociais como o hi5, facebook ou orkut (só para citar algumas) merecem cada vez mais a preferência dos jovens. Este tipo de sites permitem aos jovens marcar a sua presença na Internet criando a sua própria página de perfil. É possível adicionar fotos, partilhar dados, adicionar amigos, e é no meio de tudo isto que muitas vezes estão os perigos. Ao exporem-se demasiado e ao tornarem públicas as suas fotos e os seus dados pessoais verdadeiros correm o risco de serem assediados por desconhecidos, e em casos extremos isso pode conduzir a encontros na vida real que acabam em roubos, raptos, violações, entre outro tipo de crimes.
Estas ameaças são reais principalmente para quem não tem noção desses perigos e que acredita que é perfeitamente seguro partilhar informações pessoais nas redes sociais, deixando-as visíveis para qualquer utilizador da Internet.

Segundo alguns estudos realizados em Portugal, dois terços dos jovens entre os 14 e os 18 anos usam ativamente as redes sociais, 23% afirma revelar o nome da sua escola no perfil, 58% publicam fotografias e vídeos pessoais e 20% publicam dados pessoais (entre os quais a morada de residência). Um outro dado muito preocupante é que mais de metade dos jovens afirmaram que já responderam a contatos de estranhos.

Existem muitas pessoas que não vêem problema em divulgar seus dados pessoais, fotos e até mesmo detalhes de sua vida pessoal...A falta de conhecimento ou simplesmente de bom senso de muitos usuários às vezes chega a me assustar,o povo que se diz cristão,agindo como pessoas do mundo,expondo suas vidas,colocando fotos pessoais,e mesmo que tentem questionar,"mais só add conhecidos"meus amados,por mais que na sua página só tem amigos seus,algums deles podem clicar em algum link e pegar vírus,você ou seu amigo pode ser teu perfil hackeado clonado,se pegarem a senha dele ou sua,suas fotos que até então só eram vistas pelos seus amigos,seram facilmente manipuladas e distribuidas de forma inadequada,montagens e sendo colocadas em sites pornograficos,já pararam para pensar nisso?que uma vez na internet não tem mais como tirar?tá na hora do povo de Deus,para de ser como o mundo e fazer a diferença no meio dele!

“Não ameis o mundo nem as cousas que há no mundo. Se alguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele; porque tudo que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não procede do Pai, mas procede do mundo.” (1 João 2.15-16)Os sistema do mundo pertence a Satanás: ele ofereceu os reinos deste mundo ao Senhor Jesus; ele está sendo julgado como o príncipe deste mundo (João 16:11). Antes de sermos salvos, andávamos "segundo o curso deste mundo" (Efésios 2:2). Este é um mundo que está cheio de ganância, ambição egoísta, sensualidade, engano, mentiras e perigo.

Nossa cultura e civilização contemporânea é anti-Deus, e é por isso que nós, os filhos de Deus, não podemos amá-la. Muitos de nós vivemos no mundo de negócios, muitos temos mesmo que andar dentro de um ambiente social, mas não precisamos ser parte deles. Antes costumávamos obedecer ao sistema do mundo, viver nele, e apreciá-lo, mas agora somos filhos de Deus e vamos obedecê-lO. Isto significa odiar o mundo, como Paulo disse: "Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo" (Gálatas 6:14). Uma cruz o separava deste sistema mundial satânico, e ele se gloriava nessa cruz mediante a qual o mundo havia morrido para ele, e ele para o mundo.

O mundo está passando - vai chegar a um fim, assim como as trevas vão se dissipar (v.8) - mesmo a sua concupiscência. Mas aquele que persevera em fazer a vontade de Deus permanece eternamente : ele está fazendo aquilo que é permanente, tem estabilidade, e vai durar por toda a eternidade.Qualquer menino de 8 anos consegue facilmente criar uma conta nesses sites e a inocência pode ser fatal num ambiente desses, existem muitas pessoas mal intencionadas prontas a se aproveitar dessa situação, e cabe aos pais controlarem o uso desses serviços, o problema é que grande parte dos pais não sabe ao menos ligar um pc,ou nem se preocupam com o que seus filhos andam vendo,pois hoje em dia seus filhos são criados,pela babá eletrônica,tv,internet, e com isso sendo abandonados e ensinados pelo mundo que jás no maligno,fora que as lan houses estão aí abertas e sem sensura, e os pais às vezes nem imaginam que seus filhos estão correndo perigo.
Mas não é apenas o usuário padrão da internet que é fã de sites de relacionamento, os criminosos “hi-tech” também são.Os profissionais de segurança da internet prevêem que estes criminosos vão concentrar suas ações em obter dados pessoais de usuários de redes de relacionamento, pois os sites de relacionamento procuram reunir o maior número de usuários possível em um único lugar, o que para os invasores traz um grande retorno sobre o investimento em ir atrás deles.A natureza quase íntima nos sites de relacionamento leva as pessoas a compartilhar informações com maior facilidade, deixando-os sujeitos a todo tipo de ataques, conforme alertam diversas empresas de segurança.

Usando um grande número de truques muito simples, criminosos podem roubar a conta de uma pessoa numa rede de relacionamento social e usá-la como uma plataforma para lançar ataques contra outros. Na essência, trata-se de colocar um grande poder tecnológico na mão de pessoas que na maioria das vezes não tem um mínimo de noção daquilo que estão fazendo, tornando-se alvo fácil de criminosos “hi-tech”. Muitas pessoas compartilham em redes sociais informações sobre sua família, relacionamentos afetivos, situação financeira, e várias outras informações importantes, as quais nunca permitiriam a divulgação em público.O Número de participantes de redes sociais, como Orkut, Facebook ou Linkedin, não para de crescer. A cada minuto, centenas ou milhares de pessoas criam novos perfis para compartilhar contatos e informações. Para se ter uma ideia do uso dessas redes, só o Facebook recebe mais de 250 milhões de acessos diários.

E ao mesmo tempo que a popularidade cresce, também aumentam as reclamações sobre problemas quanto à segurança da informação. Ainda assim, a maioria dos usuários desconhece os riscos à privacidade nas redes sociais.Exemplo: as informações podem ser copiadas, duplicadas, alteradas e depois publicadas. No caso de fotos, o resultado pode ser um desastre em função do uso de ferramentas para manipulação de imagens digitais.Uma outra forma comum de ataque é o chamado roubo de identidade. Nesse tipo de ataque, o cracker consegue a senha de acesso ao perfil da vitima através de vírus, cavalo de troia ou engenharia social. A partir daí, se apodera da identidade daquela pessoa na internet e passa a fazer contato com amigos e conhecidos em nome dela. 

Como as redes sociais não exigem nenhum tipo de identificação segura de seus usuários, qualquer um pode criar um perfil falso com o nome de uma outra pessoa e publica fotos e informações que desejar. Imagine os problemas que isso pode causar...Povo de Deus bora acordar,para e refletir?

O inimigo mantém o homem escravizado dentro de uma ou de todas estas esferas, as quais por sua vez se apresentam através de facetas múltiplas, compondo assim um sistema hostil e de tendências contrárias a Deus e à sua vontade.“Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal.” (João 17 : 15)Amar o mundo é mais fácil do que amar a Deus; as diversões mundanas são uma força que leva os homens a amarem o mundo e se esquecerem do Senhor. Muitos têm sido seduzidos e enganados.Há ainda os que vivem engolfados no pecado, insensíveis a qualquer manifestação do amor de Deus, esquecidos dos tempos em que viviam em oração e em comunhão com os céus. Mas por que acontece a essas pessoas chegarem a esse estado quando antes eram tão cheias de fé? A resposta é esta: amaram mais as coisas do mundo que as bênçãos eternas. Ora, tudo o que há no mundo é concupiscência dos olhos e soberba da vida, não é do Pai, pertence ao mundo e o mundo é inimigo de Deus. Portanto, desperta, irmão, amigo; estejamos alertas e enfrentemos as forças que ameaçam a alma. Entremos na luta contra os poderes das trevas, persigamos o inimigo e alcançaremos a vitória através da OBEDIÊNCIA A DEUS,COMPROMISSO,TEMOR,SANTIDADE,ORAÇÃO,JEJUM E LENDO A BÍBLIA!

Fonte:Algumas mensagens foram retiradas de Textos Fornecidos de sites da Internet.


22 de out. de 2010

Driscoll: 18 Obstáculos ao Evangelismo Eficaz

 Mark Driscoll (resumo de palestra)

O Sr. Driscoll apresentou estes pontos afirmando que se não estamos vendo fruto no nosso ministério, em vez de fazer mais, deveríamos nos perguntar o que estamos fazendo de errado. Ele também afirmou que a “poda” deve preceder a “colheita”. Esta poda poderia envolver tais coisas como pessoas e programas.
"Você precisa cortar aquilo que está drenando energia para longe do evangelismo", disse ele.
Mark Driscoll afirmou que estes 18 pontos deveriam ser recebidos como vindo de um "amigo", enquanto pediu a todos os presentes que avaliassem se, em seus ministérios, estavam fazendo "tudo" que podiam para assegurar que as pessoas estivessem conhecendo a Jesus. (1 Cor 9:22)
1. Os sujeitos entendidos em Bíblia não são os sujeitos missionais o que conduz à irrelevância orgulhosa. (Pastores estão) menos atentos ao contexto do ministério deles e mais atentos ao conteúdo da Bíblia. Não basta somente serem fiéis, vocês precisam ser frutíferos.
2. A cultura de vocês sofre de uma falta de empreendedorismo, devido à influência do Socialismo e da Grã-Bretanha. O socialismo traz o conceito de que se deve cuidar de todo mundo, com os recursos sendo dados para os pastores mais fracos nas igrejas mais fracas ao invés de executar a poda. Isto significa você está sendo negligente em enviar nutrientes a novos brotos e galhos em nome da igualdade socialista. Os britânicos não são pessoas empreendedoras. Eles jogam pelas regras e operam dentro de estruturas pré-existentes. Isto fez com que a cultura australiana não fosse muito empreendedorista e coisas novas não são largamente adotadas.
3. Nas denominações há uma falta de recompensa baseada no mérito. Nos Estados Unidos há muito mais empreendedores. Eu não estou dizendo que a sua cultura é ruim e a minha cultura é boa. O que eu estou dizendo é que a sua cultura é ruim e a minha cultura é ruim de um modo diferente. As pessoas são recompensadas por antiguidade, mas não por fruto. Homens não podem ser rebaixados ou colocados para fora do ministério por nada menos do que roubar dinheiro ou cair em pecado sexual. Só porque você está no ministério há muito tempo não significa que deveria ter o emprego garantido. Todos vocês sabem que algumas igrejas estão sendo conduzidas por homens que não são os melhores homens para o trabalho.
"Homens estão vivendo com suas mães até os 25 anos, casando aos 32, retardando a tomada de responsabilidade tanto quanto possível."
4. Os homens cristãos australianos são imaturos. Há uma falta de empreendedorismo e um sistema que desencoraja a ambição dos homens jovens. Homens estão vivendo com suas mães até os 25 anos, casando aos 32, retardando a tomada de responsabilidade tanto quanto possível. O fato é que não há uma denominação aqui na qual eu esteja qualificado para ser pastor. Eu plantei uma igreja com 25 anos. Eu poderia fazer isso com vocês? A resposta é “não”. E se houver um jovem que quer ser responsável por plantar uma igreja. Há um sistema preparado para isso? Quanto mais se retarda a responsabilidade, mais se atrasa a masculinidade. Estar indefinidamente em um estilo de vida Peter Pan é pecado. Jesus Cristo tinha expiado os pecados do mundo inteiro com a idade em que a maioria dos homens se torna pastor auxiliar. Há bons homens piedosos na faixa dos 30 anos liderando grandes igrejas do outro lado do mundo e vocês os trazem aqui para que possam pregar para vocês porque vocês não os têm no seu sistema.
5. Plantação de igreja não é difundida, nem bem-vinda. As habilidades requeridas de um plantador de igrejas são muito distintas. Não há nenhuma oportunidade largamente difundida para jovens inovadores nessa área. Homens jovens que querem plantar uma igreja são deixados com um terrível dilema: inovar e destruir a igreja ou viver dentro dos parâmetros do sistema e negar o chamado de Deus nas suas vidas. Nada menos que 300 homens vieram até mim e disseram: “eu quero plantar uma igreja e não posso. O que é eu que faço?” Eles precisam ser avaliados e treinados e somente aqueles que estão prontos deveriam ser enviados, mas eles precisam ser enviados.
6. Vocês sofrem de síndrome da papoula alta*. Através da pregação, as pessoas têm que perceber que isso é um pecado. Ter uma igreja de 1000 pessoas como um limite não é saudável. Vocês não querem se erguer porque as pessoas pensarão que vocês são orgulhosos. O fato de vocês estarem pensando em si mesmos dessa forma indica que vocês já são orgulhosos. Isso é pecado. Nós deveríamos celebrar se Deus permitisse que uma igreja crescesse. Meus presbíteros dão 10 por cento de nosso dinheiro para a plantação de igrejas. Ter uma igreja grande não é ruim. Tudo depende do que aquela igreja acredita e do que ela faz.
7. Seu ensino carece de três coisas: apologética, missão e aplicação. 1) Antecipe-se às objeções de seus ouvintes e responda-as. Isto também encorajará as pessoas a trazerem os seus amigos. 2) Pergunte à igreja qual é a nossa missão e como devemos vivenciá-la? Isso serve de aplicação para a igreja inteira. 3) Ofereça aplicação pessoal para indivíduos. Não é suficiente dar doutrina. A aplicação precisa conectar a vida e a doutrina.
8. Muitos de vocês têm medo do Espírito santo. Vocês não sabem o que fazer com Ele, e aí a Trindade passa a ser o Pai, o Filho e a Bíblia Santa. Vocês são tão reacionários ao pentecostalismo que acabam não tendo uma teologia robusta do Espírito Santo. O Espírito Santo chama as pessoas para o ministério. Ele também confere poder às pessoas no ministério. Vocês não têm que ser carismáticos mas vocês deveriam ser um pouquinho carismáticos; o suficiente para poder pelo menos adorar a Deus com algo a mais do que com toda a sua mente. Aqui [na Austrália] a palavra “carismático” significa prosperidade, excesso, bizarro. Em Londres, significa que você não é um liberal. Não fique preso a toda essa terminologia. Você ama o Espírito santo? Jesus diz que o Espírito Santo é um “Ele” e não um “isso”. O ministério não pode ser exercido sem o Espírito santo. Acredito que isso está conduzindo, em parte, à falta de empreendedorismo e inovação, porque se já não foi feito ou escrito vocês suspeitam daquilo.
"Vocês são tão reacionários ao pentecostalismo que acabam não tendo uma teologia robusta do Espírito Santo."
9. Muitos de você são anglicanos. O sistema paroquial funciona para alguns, mas não todos. Menos da metade das pessoas que vivem nesta cidade possuem sua própria casa e constituem suas redes sociais on-line. Pessoas têm três lugares: onde elas trabalham, onde elas se divertem e onde elas vivem (o lugar onde elas se divertem é o lugar de que elas realmente gostam e onde viveriam, se pudessem). Então qual é o lugar delas? O modelo de paróquia diz que nós fixamos os limites. Mas isso torna o evangelismo nesta sociedade muito difícil. Pessoas já não se organizam por geografia, mas por afinidade. Pessoas estão se mudando o tempo todo. O sistema paroquial também faz com que a plantação de igreja seja muito difícil. E o supervisor pode impedi-la.
10. Denominações são construídas sobre um velho paradigma que homens jovens não compreendem. Este é um paradigma de controle: nós controlamos seus benefícios, sua renda, sua estabilidade... Nós controlamos você. Homens jovens operam sob influência. Alguns jovens são desrespeitosos diante da autoridade e precisam ser repreendidos. Nem todos os jovens são desrespeitosos, mas eles operam por influência - isso ocorre através de relacionamentos e de mentoria. "A influência deve ficar próxima e o controle deve ser mantido a certa distância." Eles precisam receber encorajamento e responsabilidade. Homens jovens progressivamente evitarão um sistema que é construído para controlá-los e cada vez mais trabalharão de forma a contornar o sistema para conquistar sua liberdade.
11. Há uma tendência em chamar o treinado em lugar de treinar os chamados. As pessoas precisam ser testadas e provadas pelos líderes da igreja, mas o ministério precisa começar com um chamado. Deveria haver um senso inato de desejo, em lugar de ir para a faculdade, sendo então treinado, sendo então chamado ao ministério. Faculdades que têm sistemas alternativos, como por exemplo, opções de meio período, serão mais efetivas em treinar os chamados. Quatro anos na faculdade, sem experiência prática suficiente, podem conduzir a idealismo e farisaísmo nos quais jovens que nunca fizeram algo ficam criticando homens mais velhos que fizeram alguma coisa. Isso dá, então, aos jovens, a falsa impressão que eles estão fazendo algo. O Pastor Driscoll informou que a igreja Mars Hill (Colina de Marte) tinha crescido a 8000 membros quando ele concluiu o seu mestrado em Teologia. "Às vezes você não sabe o que você não sabe até que esteja fazendo ministério. E aí você é mais educável do que nunca."
12. Igrejas precisam de profetas, sacerdotes e reis, de acordo com 1 Pedro 5 onde Jesus é o pastor chefe e os líderes são subpastores abaixo dEle. Profetas pregam e ensinam, sacerdotes cuidam das pessoas (por exemplo, visitação em hospitais) e reis preocupam-se com sistemas, políticas, procedimentos, bens imóveis e coisas semelhantes. A maioria das igrejas em Sydney está cheia de sacerdotes e há um déficit de profetas e reis. Há um limite em quantas pessoas um pastor pode cuidar. Pastores não podem fazer todos os três. Reis são desencorajados por sistemas que já estão estabelecidos.
"Quando um sujeito de número 2 está em uma posição reservada aos número 1, a igreja sobrevive, mas não multiplica."
13. Há uma carência de missiologistas. Um missiologista avalia a cultura e usa discernimento para achar os ídolos, "de forma que missionários podem ser empregados e as igrejas podem ser missionais." "Teólogos defendem a verdade do evangelho e os missiologistas então a levam às ruas." Quando você enche a equipe com teólogos e não missiologistas muitas pessoas permanecem sem conhecer Jesus.
14. Há uma tendência de tentar formar ministros antes de fazê-los maridos e pais. Muitos homens atrasam o casamento e a paternidade para que possam entrar na faculdade e no ministério. Eles precisam aprender a serem bons maridos e pais e pastorear um pequeno rebanho. Se eles não forem bons maridos e pais, não vão ser bons ministros. "Na verdade... ser um marido e pai prepara mais para o ministério do que qualquer faculdade." Vocês deveriam realmente pressionar os homens jovens a assumirem responsabilidade cedo, serem bons maridos e pais e então encorajá-los para o ministério. Caso contrário as prioridades deles acabam sendo Deus, ministério, esposa, crianças, em vez de Deus, esposa, crianças, ministério. Se você retarda o casamento por causa do ministério, você está organizando um paradigma que é perigoso.
15. Há o fazer evangelismo, mas não missões. Evangelismo não compete só ao cristão individual, evangelismo é algo que compete à igreja cristã. Estamos usando todos os recursos à nossa disposição? Não pergunte: “Como seria um ministro do Evangelho fiel?”. Pergunte: “Como seria um missionário do Evangelho fiel? '.
16. Há muitos sujeitos número 2 ocupando posições de número 1. Sujeitos número 1 são pregadores, mestres, líderes, inovadores. Um sujeito número 2 não é ruim, mas ele não é a pessoa certa para o trabalho. Esse é um assunto que faz parte da questão de ter um sistema baseado em antiguidade em lugar de meritocracia. Sujeitos número 2 precisam ter a humildade de recuar como João Batista fez com Jesus - o que é fácil dizer, mas difícil de fazer. Quando um sujeito de número 2 está em uma posição reservada aos número 1, a igreja sobrevive, mas não multiplica.
17. Não há um grande senso de urgência. "Eu acredito que Deus tem um senso de urgência por plantar igrejas, e enviar homens jovens", mas esta urgência não é evidente. Vocês não estão vendo muitas conversões e em todos os lugares que eu vou pessoas vêm a mim queixar-se de que não têm permissão para plantar igrejas. A urgência se apresenta com novos cultos e novas igrejas. A falta de urgência se apresenta pela falta de inovação. Nem todo mundo é um inovador ou empreendedor - mas há espaço no sistema para aqueles que são? Pode-se permitir inovação sem livrar-se do que é bom.
18. Movimentos tornaram-se instituições e museus. Um movimento é onde Deus faz o que Ele sempre faz, mas em uma profundidade maior do que estamos acostumados a ver. Por exemplo, os puritanos, os metodistas e o movimento carismático.
"Pessoas Jovens estão frequentemente no centro de um movimento."
Variáveis definíveis de um movimento são:
1) Pessoas Jovens estão frequentemente no centro de um movimento - em todos os lugares, menos em Sydney. Eu sou um sujeito mais velho no lugar de onde eu venho - mas aqui, eu sou jovem. Pessoas jovens estão freqüentemente no centro de movimentos. A maioria dos metodistas eram homens na faixa dos vinte anos. Billy Graham tinha 19 anos quando começou a pregar.
2) "Eu penso que uma das razões da igreja de vocês ser tão pequena estatisticamente é que os seus jovens não conseguem liderar até que se tornem velhos". E eles ficam sem fôlego bem antes de chegar lá. E aí vocês dizem: “Mas os jovens são irresponsáveis”. Claro que eles são! Homens jovens dizem e fazem coisas tolas, mas é bom livrar-se das derrotas no caminho bem cedo.
3) Movimentos não são marcados só por nascimento, mas também por novo nascimento. Igrejas novas têm que ser plantadas e vocês precisam de líderes novos para que possam ter igrejas novas.
4) Muitos movimentos são completamente desatentos à sua própria influência. "Eu fiquei chocado com o número de australianos que fazem download de meus sermões."
5) Movimentos possuem organizações de suporte, como faculdades teológicas e editoras.
6) Normalmente, movimentos novos surgem quando há novas tecnologias. Por exemplo, a reforma protestante aconteceu no tempo da imprensa, Billy Graham usou os avanços na em amplificação e no rádio no tempo em que estava pregando. Hoje, nós temos a internet. Sistemas antigos eram baseados em controle, mas hoje, não há nenhum controle. "Você pode sentar em seu Macbook e até mesmo se nenhum líder aprovar, você pode se comunicar com o mundo. Isso muda tudo. "As pessoas gastam mais tempo olhando para uma tela do que para um ser humano. Os sermões de Mark Driscoll são baixados mais de 10 milhões de vezes ao ano. "Isso é insano. Nós nunca poderíamos ter uma reunião com 10 milhões de pessoas. Nós chamaríamos a isso de ‘país’."
7) Os líderes do movimento encarnam os valores e então contam a história do movimento de forma que este tenha integridade no futuro. Eles são atacados e difamados e normalmente não são bem quistos até depois da sua morte.
8) Movimentos tornam-se organizações e depois instituições. Inovadores não entram ou saem de instituições. Instituições são marcadas por um medo do fracasso e por uma preservação de vitórias anteriores. "Por fim, os líderes jovens percebem que é muito complicado fazer qualquer coisa e eles acabam saindo."
"Sua adoração e estrutura de culto é dolorosa, lenta e frustrante. Vocês precisam ter humildade para aprender de outras pessoas em outras denominações e discernimento para saber o que não implementar."
9) Se uma instituição não voltar a ser uma organização ou um movimento, ela torna-se um museu. "Um museu existe para contar histórias de quando Deus costumava operar." Um museu não existe para chamar futuros líderes. Então vocês precisam perguntar: “Nós somos um movimento, uma organização, uma instituição ou um museu?” Os melhores e mais brilhantes jovens empreendedores querem se associar a vocês ou eles estão pouco dispostos a caminhar com vocês por não quererem ser controlados?”
Cinco modos pelos quais vocês saíram dos trilhos:
1. Doutrinariamente, vocês têm muito ou muito pouco controle. Vocês definem o mundo de forma tão estreita teologicamente que não dão muito espaço para a flexibilidade.
2. Relacionamentos. As pessoas amam umas às outras e não querem se afastar dos relacionamentos que elas têm com outros na liderança. Assim o amor nos relacionamentos significa que todos os assentos (de oportunidade) são tomados.
3. Em termos organizacionais, vocês têm muito ou muito pouco controle. Se muito, o ministério fica muito complicado; se muito pouco, pessoas que não têm boa doutrina ou bom caráter podem se infiltrar.
4. Orgulho ou “síndrome do não foi inventado aqui”. Não adaptar algo, a menos que tenha sido criado por alguém em sua equipe. Sua adoração e estrutura de culto é dolorosa, lenta e frustrante. Vocês precisam ter humildade para aprender de outras pessoas em outras denominações e discernimento para saber o que não implementar.
5. Falha em honrar os fundadores e o futuro. Questões de sucessão são difíceis e significativas. A chave é honrar seus fundadores e seu futuro. Você precisa fazer algumas coisas diferentemente e você precisa ser inovador naquilo que faz.

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O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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