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7 de ago. de 2014

Deus tem poder para restaurar casamentos destruídos!



"Deus tem poder para restaurar casamentos destruídos! Mais você pode questionar, não existe mais amor como faço para amar então? eu responderia: "então ame," amar é um mandamento por tanto se torna uma escolha, permita que Deus mude você e ele se comprometerá em mudar seu companheiro", mais houve traição existe mágoa não há mais confiança, eu responderia: "escolha perdoar" sabe porque?porque Jesus te perdoou quando você foi ao encontro dele e tem mais ele ainda te perdoa todos os dias quando você se arrepende e confessa seus pecados, você acha que merece?não mais isso se chama graça favor imerecido, você não merece mais ele te dá o perdão todos os dias."

"Quando você não acredita na restauração do seu casamento você está dizendo que o poder de Deus é limitado, acredita que Deus pode curar, pode abençoar em algumas áreas mais no casamento não, o jeito é separar e casar de novo quando aprendermos a concertar as coisas em vez de jogar fora descobriremos que trocar de pessoas não irá resolver os problemas, pois certamente enfrentaremos outros tipos diferentes mais você verá que no final são duas pessoas diferentes que precisam buscar em Deus ser a sua imagem e semelhança. O casamento é uma aliança que os cônjuges firmam entre si e também com Deus." 


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"Missões Cristãos em Defesa do Evangelho"


-Darliana + Missões Cristãos em Defesa do Evangelho

19 de set. de 2011

2 de set. de 2011

Deus Perdoa Pecadores - W. E. Best - Capítulo 4 - O PERDÃO ETERNO DE DEUS Marcos 2:1-11Sou Perdoado - Paulo Junior



Deus Perdoa Pecadores
por
W. E. Best

Capítulo 4 - O PERDÃO ETERNO DE DEUS
Marcos 2:1-11



Estes são os três aspectos do perdão de Deus dos pecadores a quem Ele elegeu para a salvação: (1) perdão eterno, (2) perdão restaurador, e (3) perdão governamental. O perdão eterno ocorre na regeneração. O perdão restaurador está relacionado com aqueles que são eternamente perdoados – toda pessoa salva pela graça de Deus necessita de limpeza contínua. O perdão governamental é para os filhos de Deus que têm pecado e sidos restaurados à comunhão.
A condição de toda pessoa fora de Jesus Cristo é descrita em Efésios 2:1-3. Não obstante, Deus intervém e eternamente perdoa aqueles que Ele elegeu para salvação: “Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos)” (Efésios 2:4,5). O fundamento para esse perdão é o sangue de Jesus Cristo (Efésios 1:7).
Davi, um filho de Deus, clamou ao Senhor por perdão restaurador, reconhecendo que ninguém pode estar na presença do Senhor se Deus observar as iniqüidades (Salmos 130:3). “Mas contigo está o perdão...” (Salmos 130:4). Notai, contudo, que o pecado não está necessariamente terminado quando é confessado e quando o pecador está restaurativamente perdoado. Davi cedeu a sua carne quando cometeu pecado com Batseba e mandou matar Urias; portanto, ele experimentou o perdão governamental. A espada nunca se apartou de sua casa (2 Samuel 12:10). Exatamente assim, embora o sangue de Jesus limpe de todo pecado, se uma pessoa semeia na carne, ela ceifará corrupção. “Porque o que semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna” (Gálatas 6:8).
O Senhor Jesus tem o poder para perdoar pecado. Ele falou ao paralítico, dizendo, “perdoados estão os teus pecados” (Marcos 2:5). Os escribas sabiam que somente Deus poderia perdoar pecado, mas eles não reconheceram a deidade de Jesus Cristo (vv. 6,7). É belamente apropriada que a designação do Filho do homem seja usada nesta passagem: “o Filho do homem tem na terra poder para perdoar pecados...” (v. 10). O Salvador teve poder para perdoar pecados não somente como o Filho de Deus mas como o Filho do homem que veio a ser o Fiador dos eleitos. O Filho eterno de Deus assumiu uma natureza humana e lhe foi dado o título “Filho do homem”. Ele foi mais do que “um” filho do homem. Ele foi “o” Filho do homem. “Deus com sua destra o elevou a Príncipe e Salvador, para dar a Israel o arrependimento e a remissão dos pecados” (Atos 5:31). Jesus não livra o pecador por um exercício simples de Sua própria autoridade. Isto violaria as obrigações da lei e as demandas da justiça e da santidade. O Senhor Jesus Cristo pagou a penalidade pelo pecado. Ele cumpriu a lei e satisfez a justiça e a santidade.
Os escribas acusaram ao Senhor de blasfêmia (Marcos 2:7) porque não reconheceram que Ele era o Filho eterno de Deus. Porém, porque Jesus Cristo é o mediador entre Deus e o homem, Ele não foi blasfemo. Se Ele não tivesse sido divino, a acusação deles teria sido verdadeira. Para ajudar aos homens a fazer a tremenda equação entre o Homem Jesus Cristo e a Deidade, Cristo realizou um milagre para provar que Ele era o Deus-Homem.
Alguns erroneamente interpretam João 20:23 – “Àqueles a quem perdoardes os pecados lhes são perdoados; e àqueles a quem os retiverdes lhes são retidos”. Eles crêem que essa passagem ensina que alguns homens têm o poder para perdoar pecado. Uma pessoa deve observar a partir do contexto deste verso que o Senhor estava se dirigindo aos Seus discípulos antes que o Espírito Santo viesse em sua presença habitadora no dia de Pentecoste. Aos discípulos não foi lhes dado o poder para eficazmente ou automaticamente remitir pecado; eles podiam somente declarativamente remiti-lo. Nenhum homem jamais teve o poder para perdoar eficazmente ou autoritativamente pecado. Somente Deus o pode fazer. Sob a lei, o sacerdote somente pronunciava a limpeza de um leproso limpo. O sacerdote era o representante de Deus sobre a terra para declarar que Deus havia limpado o leproso. Da mesma forma, os ministros do Novo Testamento somente pronunciam que os pecados de um crente penitente foram perdoados pelo soberano Deus.
O perdão divino é o eterno e imutável plano de Deus. Ele não é um ato de simpatia excitada. O perdão do homem, por outro lado, é geralmente excitado por simpatia para com o ofensor.
O perdão divino é irreversível, sem limitação. Todo pecado que um Cristão pudesse cometer está abundantemente perdoado pelo Senhor. Em contraste com isto, o perdão do homem é limitado; não é um plano irreversível.
O perdão divino ocorre dentro de um crente – a graça opera uma mudança em seu coração. O perdão do homem, contudo, é externo ao ofensor.
Quando Deus perdoa, Ele esquece o pecado do homem perdoado. Com o homem, o esquecimento é um defeito; contudo, com Deus ele é um atributo. Deus nunca compara Seu perdão com o perdão humano. Em vez disso, a Escritura declara que Ele lança o pecado da pessoa perdoada para trás das Suas costas, tão longe como o oriente está do ocidente, e lança o pecado nas profundezas do mar (Salmos 103:12; Isaías 38:17; Miquéias 7:19). O perdão divino supera tanto o perdão humano que nenhuma analogia humana o pode ilustrar.
Não lembrança de pecado implica em perdão disso: “de seus pecados e de suas prevaricações não me lembrarei mais” (Hebreus 8:12). O perdão de Deus é tão completo que Ele o descreve como não lembrando o pecado, as iniqüidades e as transgressões do homem perdoado. Com Ele o perdão é equivalente ao esquecer o pecado de uma pessoa. Ele não guarda lembrança dele em Sua mente; Ele não pensa sobre os pecados de Seu povo. Sua iniqüidade é removida, e o justo Juiz não tem memória judicial dele.
O homem, contudo, exercita sua memória para meditar sobre as coisas assentadas em sua mente. Ele pode quase esquecer uma certa coisa, mas então, algum incidente ocorre e ele traz o evento de volta a sua mente.
O perdão divino significa que Deus nunca buscará alguma expiação adicional: “Ora, onde há remissão destes, não há mais oblação pelo pecado” (Hebreus 10:18). Deus nunca castigará novamente o que Ele já castigou. O que Ele esqueceu, não pode ser relembrado.
Aqueles que não sustentam a teologia Bíblica dizem que qualquer pai perdoaria seu filho. Esta declaração está baseada num conceito mal entendido e mal aplicado da paternidade de Deus e da irmandade do homem. Duas falhas são evidentes nesta visão liberal. Primeiro de tudo, Deus não é o Pai de todos os ímpios rebeldes que estão pecando. Segundo, Deus é mais do que um Pai criativo de indivíduos.
Um ser privado pode perdoar um erro privado, irrespecitvamente do assentamento de juízo. Contudo, Deus é o grande Governador público do universo. O pecado contra Seu governo não pode ser perdoado aparte de sacrifício. O perdão não indica remissão de castigo. Jesus Cristo foi castigado no lugar dos elegidos nEle. Ele se tornou o Fiador para aqueles que o Pai Lhe deu no pacto da redenção.
Todo recipiente da graça sabe que o perdão de Deus é aquele da reconciliação. As Escrituras não afirmam que Deus perdoa porque Ele é amoroso e misericordioso. Elas testificam que Ele é fiel e justo, e Ele perdoa sobre esta base. A justiça de Deus deve ser satisfeita, e é satisfeita na Pessoa do Senhor Jesus Cristo. Deus perdoa em amor porque Ele perdoa em justiça.
O perdão gracioso harmoniza com a ira do Soberano. O pecado deve ser castigado, e a ira de Deus deve ser derramada. Jesus Cristo foi feito uma oferta pelo pecado; Ele esteve no lugar de pecadores, sofrendo o justo castigo deles.
O perdão da graça harmoniza com o amor do Santo Pai. Visto que a justiça foi satisfeita no sacrifício de Cristo, o amor pode ser estendido aos eleitos de Deus, e a misericórdia pode operar para trazê-los a Cristo.
O verbo grego para perdão significa enviar adiante ou enviar para fora. O substantivo grego indica demissão ou liberação. O perdão divino capacita o crente saber, com plena segurança da fé, que seus pecados são perdoados. Abraão, Davi e Ezequias são três santos do Antigo Testamento que sabiam que seus pecados foram eternamente perdoados (veja Romanos 4; Salmos 32; Isaias 38).
Da mesma forma, todo pecador arrependido pode saber que seus pecados foram perdoados. A graça de Deus reina, e as riquezas da graça são demonstradas no divino perdão. Ele é absolutamente perfeito. O seguinte o faz assim: (1) O pecador arrependido é perdoado completamente. (2) Ele é livremente perdoado. (3) Ele é eternamente perdoado. (4) O perdão se estende a todos por quem Cristo morreu. (5) O perdão é pela fé, sem nenhuma condição executada pelo pecador. (6) Ele é absolutamente irreversível. Um pecador que sabe que ele foi eternamente perdoado, evitará o antinomismo. Ele deseja agradar a Deus e não a si mesmo.

Tradução livre: Felipe Sabino de Araújo Neto


10 de abr. de 2011

A pergunta que logo surge é a seguinte: como uma pessoa, profundamente abalada com a perda de seus filhos ou algum familiar seu, consegue liberar perdão para o assassino?


Amados eu venho aqui deixar uma mensagem para que venhamos a refletir,pois tenho visto muitas pessoas aqui no Orkut e no Facebook, extremamente revoltadas,entrando em comunidades se mostrando com raiva do rapaz que matou as crianças na Escola...penso que é triste tudo que aconteceu,para as vidas que foram interrompidas logo cedo e principalmente não pela morte,porque um crente nascido de novo que termina sua jornada nessa vida tendo qualquer idade e assim concluído o propósito de Deus nesse mundo,quem morre com Cristo sabe para onde vai,viver é Cristo e morrer é lucro,e lamento pelas famílias que perderam seus filhos de forma tão brutal,mais lamento também por esse homem que executou essas crianças,porque para ele se tornar o que se tornou houve todo um histórico por trás,quando olho para pessoas ruins,não me vejo melhor do que elas,eu tenho compaixão,acredito que o Deus que eu sirvo tem poder suficiente para transformar vidas que se escravizaram por satanás,não acho que ninguém é descartável para Deus pois ele não faz acepção de pessoas,quando olhou para o Apóstolo Paulo,nossa ele era um perseguidor de Cristãos e foi um homem usado por Deus aqui na terra poderosamente,então aqui só citei esse exemplo para mostrar como Deus agi,claro que muitos fazem suas escolhas e o que plantamos iremos colher seja bom ou ruim,mais sempre lamento por todos,as vítimas e o atirador,na bíblia diz:



"Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: 'Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?' Jesus respondeu: Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete."(Mateus 18,21-22).


A pergunta que logo surge é a seguinte: como uma pessoa, profundamente abalada com a perda de seus filhos ou algum familiar seu, consegue liberar perdão para o assassino? A resposta também é imediata: o temor ao SENHOR JESUS. Uma pessoa transformada pelo Amor e pelo Perdão de CRISTO não se deixa vencer por satanás nem permite que qualquer outro sentimento faça morada em seu coração. Observe o que escreveu o apóstolo Paulo aos crentes em Corinto: “e a quem perdoardes alguma coisa também eu. E o que eu perdoei, se é que tenho perdoado, por amor de vós o fiz na presença de Cristo, para que não sejamos vencidos por satanás” (2 Coríntios 2:10). Observe a estratégia do diabo para nos atingir: primeiro ele age na vida de uma pessoa que não teme a DEUS, fazendo com que essa pessoa pratique algum mal contra nós ou nossa família. Em seguida, com essa atitude, ele tenta semear ódio, rancor, impiedade no coração da pessoa ferida. Quando consegue, terá obtido mais uma vida para o seu reino.

Em momento de profunda dor e humilhação, suspenso numa cruz de madeira, o Filho de DEUS liberou perdão aos seus agressores: 



“Jesus disse: Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem. Repartindo as vestes dele, lançaram sortes” (Lucas 23:34). 




Minha oração todos os dias é que DEUS me dê cada vez mais um coração perdoador, independentemente do tamanho da gravidade que tenham cometido contra mim ou quem quer que seja. Eu quero perdoar, perdoar verdadeiramente. Perdoar não é esquecer o problema, deixar a cargo do tempo. Tempo não perdoa pecado, mas o Sangue de JESUS que purifica de todo mal e que veio para destruir as obras malignas. Eu quero e preciso perdoar para ser digno de ser chamado Filho de DEUS. “Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós. E, sobre tudo isto, revesti-vos do amor, que é o vínculo da perfeição” (Colossenses 3:13-14). No livro de Romanos também está escrito: “Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens” (12:18). É possível perdoar? Sim, sempre é possível. Então faça para que a sua vida seja liberada para receber todas as bênçãos de DEUS. Afinal, o perdão é segredo de uma família restaurada, abençoada e feliz. Que DEUS nos abençoe!


17 de fev. de 2011

Perdão – Abraham Booth – (1734-1806)



O perdão do pecado é aquilo que o pecador espiritualmente despertado mais deseja. Todavia, é possível o perdão? Sem a Bíblia jamais saberíamos se tal perdão seria possível. Vemos, nas Escrituras, que Deus fala de Sua misericórdia desde os dias mais antigos: "O Senhor... perdoa a iniquidade, a transgressão e o pecado"  (Ex. 34:7).

Na Bíblia Deus fala de muitos modos a respeito do Seu perdão, como também sobre a pecaminosidade humana, de muitas maneiras diferentes. Os pecadores são descritos como "corrompidos" e "abomináveis". O perdão de Deus é descrito como "limpeza" e "cobertura". Os pecadores são descritos como "devedores" e "sobrecarregados". O perdão é apresentado como "apaga-dor" de dívidas e como "levantador" do abatido. As ofensas "vermelhas" são tornadas brancas "mais que a neve". O perdão de Deus é inteiramente adequado ao teu pecado!

O perdão de Deus para o pecado é  gratuito, pleno e eterno. Estes três aspectos merecem considerações mais detalhadas, para mostrar quão completamente Deus na Sua misericórdia perdoa os pecadores.

Este perdão é gratuito. Não há condições para serem cumpridas antes dele ser dado. Os exemplos das Escrituras tornam isso bem claro. Que condições Saulo de Tarso teve de cumprir antes de ser perdoado? Nenhuma! Ele era um inimigo de Deus. Foi perdoado não porque tivesse cumprido certas condições, mas, "para que em mim, o principal pecador, evidenciasse Jesus Cristo a Sua completa longanimidade e servisse eu de modelo a quantos hão de crer nele para a vida eterna" (I Tim. 1:16). Paulo, sem merecer, foi perdoado como "um modelo" para nós, da graça perdoadora de Deus.

Que condições Zaqueu, ou a samaritana, ou o carcereiro de Filipos cumpriram para obterem o perdão? Nenhuma, de fato! Nenhum deles merecia ser perdoado. Outros exemplos também poderiam ser citados, porém contentar-me-ei com apenas mais um. Que condições o ladrão moribundo teve de cumprir para ser perdoado? Também nenhuma! Ele era um notório pecador. Teria ele razão para esperar uma resposta feliz à sua oração: "Lembra-te de mim..."? Seu perdão foi unicamente um ato da graça de Deus! E o fato de só ele ter sido perdoado, dos dois ladrões, é um ato da graça discriminativa.

Ainda que este perdão seja gratuito para os pecadores, nunca devemos esquecer-nos de que Cristo pagou um alto preço por ele. Perdão para a menor das nossas ofensas só se tornou possível porque Cristo cumpriu as mais aflitivas condições, — Sua encarnação, Sua perfeita obediência à lei divina e Sua morte na cruz. O perdão que é absolutamente gratuito ao pecador teve um alto custo para o Salvador. Entretanto, no exato momento de pagar esse preço, como para mostrar que ele não foi pago em favor de pessoas justas ou dignas aos seus próprios olhos, Jesus moribundo perdoou livremente o ladrão. É evidente que o perdão vem pela graça, e a graça é favor dado sem o cumprimento de quaisquer condições preestabelecidas.

Penso que já foram apresentados fatos suficientes para provar que o perdão é gratuito. Eu poderia facilmente acrescentar outros fatos. Mas deixo-os de lado e só quero lembrar-te de um versículo marcante: "Quando éramos inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de Seu Filho" (Rom. 5:10). Está claro, então, que o perdão não foi dado por qualquer coisa boa que tais "inimigos" tivessem feito!

Em segundo lugar, este perdão é pleno. Mesmo só um pecado traz a maldição da lei sobre o pecador. O perdão deve ser pleno o suficiente para incluir cada pecado, e deve abranger os piores pecados, não importando quão perversos eles sejam, ou de outro modo tal perdão seria inadequado. Uma pessoa com um só pecado não perdoado, está perdida.

O sangue de Cristo tem valor infinito por causa da gloriosa dignidade d Aquele que o derramou. A morte de Cristo é capaz de "nos purificar de toda injustiça" (I Jo. 1:9), e isso significa que nos pode purificar de cada pecado, por pior que seja, e de todos os pecados, não importando quão numerosos sejam eles.

Podemos muito bem clamar: "Quem, ó Deus, é semelhante a ti, que perdoas a iniquidade e esqueces da rebelião do restante da tua herança. O Senhor não retém a sua ira para sempre, porque tem prazer na benignidade. Tornará a apiedar-se de nós; subjugará as nossas iniquidades, e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar" (Miq. 7:18-19).

Venha, então, trêmulo pecador! Pense nas riquezas da graça! Não permitas que nenhum pecado, ou mesmo uma multidão deles, te leve ao desespero. Deus nunca confere o Seu favor por causa do merecimento do pecador e nunca o nega por causa do seu demérito. A graça é livre e plena. Descanse sobre esta verdade!

Em terceiro lugar, o perdão é para sempre. Esta é a coroação final de um perdão completo. Ele é irreversível. As Escrituras dizem isto claramente: "... de seus pecados não me lembrarei mais" (Heb. 8:12). Esta promessa não é condicional, e sim abso¬luta. Não depende'do perfeito comportamento subsequente do pecador. (Se dependesse, então esse perdão certamente fracassaria e não poderia ser mantido.) Depende do valor eterno da morte expiatória do Senhor e da inabalável fidelidade de Deus. "Quanto está longe o oriente do ocidente, assim afasta de nós as nossas transgressões" (Sal. 103:12). "Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica" (Rom. 8:33). Estas fortes expressões significam que o perdão jamais poderá ser revertido.

O fato de Deus castigar Seus filhos quando eles pecam, não significa que eles possam perder o seu perdão. O castigo que lhes impõe é evidência do Seu amor e do Seu interesse por eles, e não um sinal de que os está rejeitando.

O fato dos crentes orarem continuamente para que Deus lhes perdoe os pecados, não significa que eles já não estejam perdoados. Eles buscam a consciência de que foram perdoados. Não vamos imaginar que toda vez que eles pecam, arrependem-se, confessam o seu pecado e pedem perdão, Deus realiza novos atos de perdão. Contudo, eles precisam conscientizar-se sempre de que o perdão já lhes pertence, por serem filhos de Deus.

Quão glorioso, portanto, é o perdão que procede da graça de Deus. Quão completo é esse perdão! Nada existe que possa levar o pior pecador a deixar de pedi-lo. Ninguém tem razão para dizer: "Infelizmente, meus pecados são enormes demais!"

"Que diremos, pois, permaneceremos no pecado para que a graça abunde? De modo nenhum" (Rom. 6:1-2). Antes, o pecador perdoado dirá com a mais profunda gratidão: "Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome... (porque) é ele que perdoa todas as tuas iniquidades" (Sal. 103:1,3).

"O perdão de Deus é da mesma natureza dEle. Não é estreito, difícil, frio, restrito e condicionado como o perdão que impera entre os homens; mas é pleno, livre, insondável, sem limites, absoluto — é da mesma natureza das excelências de Deus. Lembrem-se disso, pobres almas, quando tiverem de tratar com Deus a respeito deste assunto. O perdão não é merecido por obras piedosas realizadas antes, porém, é o mais forte motivo para se viver piedosamente depois de recebê-lo. Aquele que não aceita o perdão, a não ser que possa merecê-lo de uma forma ou de outra, não participará dele. Aquele que presume tê-lo recebido, e não se sente obrigado a ser obediente a Deus por causa do perdão que recebeu, na verdade não goza dele!"

Leitor, um tal perdão não seria próprio para você? Almeja ser perdoado? Então, olhe para Jesus que morreu por você. Isso que tanto deseja é um dom livre que se tornou possível por causa do Seu sacrifício a favor dos pecadores.

Você já está perdoado? Então o teu coração deve estar cheio de santo amor pelo Senhor e de compaixão para com qualquer que te ofenda. Aquele que se considera perdoado, mas não perdoa aos outros, "é mentiroso" (I Jo. 4:20).

8 de fev. de 2011

As leis do perdão – Martyn Lloyd-Jones


Alguns dizem. . . «Não diz nosso Senhor: Se, porém, não perdoardes aos homens, tão pouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas? E isso não é lei? Onde está a graça aí? Dizer-nos que se nós não perdoarmos não seremos perdoados, não é graça». Assim, parecem capazes de provar que o Sermão da Montanha não se aplica a nós. Mas se você disser isso, terá que tirar dos evangelhos quase todo o cristianismo. Lembre-se também que o Senhor ensinou exatamente a mesma coisa na parábola do credor incompassivo que ofendera a seu amo, parábola registrada na parte final do capítulo 18 do Evangelho segundo Mateus.

Esse homem procurou o seu amo e lhe rogou que o perdoasse; e este o perdoou. Mas o perdoado negou-se a perdoar um subalterno que lhe era devedor, resul¬tando disso que o seu senhor retirou-lhe o perdão e o puniu. Nosso Senhor comenta o caso: «Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão». O ensino é idêntico em ambos os casos. Mas esse ensino significa que eu sou perdoado somente porque perdoei? Não.

O ensino é — e devemos levá-lo a sério — que se eu não perdoar, não sou alguém que foi perdoado. . . o homem que se reconhece culpado, vil pecador perante Deus, sabe que sua única esperança do Céu reside no fato em que Deus o perdoou livremente. O homem que de fato vê, sabe e crê isto não é capaz de recusar perdão a outrem. Deste modo, aquele que não perdoa ao próximo não conhece o perdão como sua experiência pessoal. Se meu coração já foi quebrantado na presença de Deus, não posso negar-me a perdoar; e, portanto, digo a qualquer pessoa que credulamente imagina que seus pecados devem ser perdoados por Cristo, apesar de não ter perdoado a ninguém: «Cautela, amigo, para evitar que você acorde na eternidade e ouça dizer-lhe o Senhor: Aparta-te de mim; nunca te conheci» . . . Aquele que foi perdoado de verdade, e sabe disso, é alguém que perdoa. Esse é o significado do Sermão da Montanha sobre este particular.

Studies in the Sermon on the  Mount, i, p. 17.

6 de out. de 2010

Como Perdoar Setenta vezes Sete – John Piper

 

A parábola conta a história de um rei cujo servo lhe devia a quantia espantosa de 10 mil talentos (18.24). "Para compreender a exorbitância dessa quantia, basta dizer que o rei Herodes tinha uma renda anual de cerca de 900 talentos, e que a Galileia e a Peréia [a 'terra além do Jordão'], no ano 4 a.C, pagaram 200 talentos em impostos." Aparentemente, a quantia foi exagerada de propósito (assim como dizemos "zilhões" de dólares) ou o servo era um oficial de alta patente que conseguiu apropriar-se de quantias enormes do tesouro do rei ao longo dos anos. Seja como for, Jesus descreve essa dívida como praticamente incalculável.

O rei ameaçou vender o servo e sua família. Mas "o servo prostrou-se diante dele e lhe implorou: 'Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo' [uma promessa aparentemente impossível de ser cumprida, em vista da quantia]. O senhor daquele servo teve compaixão dele, cancelou a dívida e o deixou ir" (v. 26,27). Esse perdão é tão grandioso quanto o tamanho da dívida, e esse é o ponto principal. Jesus quer incutir em nossa mente que o pecado é uma dívida incalculável para com Deus. Jamais poderemos saldá-la. Jamais teremos condições de acertar as contas com Deus. Não há penitência, boas obras ou justificativas capazes de pagar a dívida da desonra que lançamos sobre Deus com nossos pecados.

O servo, porém, não recebeu aquele perdão pelo que este representava: magnífico, imerecido, destinado aos humildes de coração ou a quem suscita misericórdia. Jesus não relata nenhuma palavra de gratidão ou de admiração daquele servo. Incrível! Simplesmente relata acontecimentos incompreensíveis logo após o perdão.

Mas quando aquele servo saiu, encontrou um de seus conservos, que lhe devia cem denários. Agarrou-o e começou a sufocá-lo, dizendo: "Pague-me o que me deve!" Então o seu conservo caiu de joelhos e implorou-lhe: "Tenha paciência comigo, e eu lhe pagarei". Mas ele não quis. Antes, saiu e mandou lançá-lo na prisão, até que pagasse a dívida, (v. 28-30)

O "perdão" recebido por aquele homem não lhe abrandou a ira. Ele agarrou o conservo e começou a sufocá-lo.

O rei tomou conhecimento do caso e ficou (legitimamente) ira¬do (v. 34). Disse ao servo: " 'Servo mau, cancelei toda a sua dívida porque você me implorou. Você não devia ter tido misericórdia do seu conservo como eu tive de você?' Irado, seu senhor entregou-o aos torturadores, até que pagasse tudo o que devia" (v. 32-34). A conclusão da parábola atinge em cheio a questão da ira e do perdão. Jesus diz: "Assim também lhes fará meu Pai celestial, se cada um de vocês não perdoar de coração a seu irmão" (v. 35).

A mensagem principal da parábola é que Deus não tem obrigação de salvar quem diz ser seu discípulo, se esse pretenso discípulo não tiver recebido a dádiva do perdão pelo que ele realmente representa — infinitamente precioso, estupendo, imerecido, destinado aos humildes de coração e a quem suscita misericórdia. Se dissermos que fomos perdoados por Jesus, mas não houver em nosso coração nenhuma brandura para perdoar os outros, não receberemos o perdão de Deus (v. Mateus 6.14,15; Marcos 11.25).

Lembre-se, a parábola foi contada para ajudar Pedro a entender o mandamento de Jesus de perdoar setenta vezes sete (Mateus 18.22). Isto é, foi contada para ajudar-nos a lidar com a ira que surge naturalmente em nosso coração quando alguém nos ofende centenas de vezes. A solução, diz Jesus, é viver com plena consciência desta maravilhosa dádiva: fomos perdoados de uma dívida muito maior que todos os erros cometidos contra nós. Explicando melhor: devemos viver com plena consciência de que a ira de Deus contra nós foi eliminada, apesar de termos pecado contra ele muito mais que setenta vezes sete. Esse modo de viver produzirá um coração quebrantado, contrito, alegre e terno, que governará nossa ira. A única ira benéfica é a ira moldada por um coração humilde.

15 de set. de 2010

Deus quer te perdoar

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Algumas pessoas duvidam da verdade expressada no título deste artigo. Alguns raciocinam que as suas vidas no passado foram tão vis e pecaminosos que um Deus que ama simplesmente não poderia perdoá-los. O apóstolo Paulo conviveu com as lembranças da sua vida anterior. Ele se identificou como o maior dos pecadores. Porém, ele acreditou que havia recebido a misericórdia e a graça de Deus. Algum dia ele se esqueceu completamente de segurar as vestes daqueles que apedrejaram Estevão? Ele se esqueceu completamente da sua missão de perseguir os cristãos? É duvidoso que tais memórias foram totalmente apagadas da sua cabeça. Porém Paulo se manteve firme na expectativa esperançosa do céu (2 Timóteo 4:6-8).
Os profetas do Velho Testamento são instrutivos a respeito do desejo de Deus e a capacidade de perdoar. Nós nos preocupamos sobre os pecados passados das nossas vidas que permanecem conosco. Considerem, porém, os israelitas. Foram escolhidos por Jeová como o veículo pelo qual o Messias viria. Foram abençoados imensuravelmente. Porém, cometeram a apostasia. O reino do norte, as dez tribos, foi levado ao cativeiro assírio e nunca mais funcionou como uma nação coesiva. O reino do sul foi enfim levado ao cativeiro babilônico. Eles voltaram após um período de setenta anos, conforme continuaram os planos e os propósitos de Deus.
Através de tudo, Deus deixou claro que ele desejava que seu povo se arrependesse. Eles deveriam se afastar de seus pecados; e quando assim fizeram, poderiam andar novamente numa relação de aliança com o seu Deus.
“Aborrecei o mal, e amai o bem, e estabelecei na porta o juízo; talvez o Senhor, o Deus dos Exércitos, se compadeça do resto de José” (Amós 5:15). Depois que Amós condenou os pecados dos vizinhos de Israel, ele direcionou a sua mensagem ao povo de Deus. Pecados, como oprimir os pobres, aceitar propinas, usar balanças desonestas em transações de negócios, e se aproveitar dos pobres eram comuns entre o povo de Deus. Eles deveriam aprender a odiar estes pecados e deveriam estar envolvidos ativamente na busca daquilo que era bom. Talvez o Senhor os perdoasse. Presumir que o Senhor sempre estará presente para nos perdoar é presumir em relação à bondade e a graça de Deus. Quando o pecado é cometido, precisa ser resolvido de uma vez.
“Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã. Se quiserdes e me ouvirdes, comereis o melhor desta terra” (Isaías 1:18-19). Israel deveria considerar a sua condição diante de Deus; a única escolha real era a oportunidade de se arrepender e obedecer a Deus. Jeová assegura a Israel que mesmo que seus pecados fossem escarlates, poderiam se tornar tão brancos quanto à neve. A adoração, o sacrifício e um relacionamento de aliança a Jeová através da Lei não era o suficiente. A vida e o comportamento individual de cada pessoa estavam a mostra diante de Deus.
E assim é hoje. Nós consentiremos e obedeceremos? O caminho do Senhor é o único caminho para o perdão.

–por Randy Harshbarger

8 de set. de 2010

Qual a Base para perdoar outros Cristãos? – John Piper


Qual a Base para perdoar outros Cristãos? – John Piper

Mas agora surge uma outra questão crucial. Se a promessa do juízo divino é a base para não guardarmos rancor dos inimigos não arrependidos, qual é a base para não guardarmos rancor dos irmãos em Cristo que não se arrependem? Nossa indignação moral diante de uma ofensa terrível não evapora só porque o ofensor é cristão. Aliás, talvez nos sintamos ainda mais traídos. E o simples "desculpe-me" parecerá absurdamente desproporcional à dor cruel e terrível da ofensa.


Mas nesse caso estamos tratando de irmãos em Cristo, e a promessa da ira de Deus não se aplica porque "agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus" (Romanos 8.1); "Porque Deus não nos [cristãos] destinou para a ira, mas para recebermos a salvação por meio de nosso Senhor Jesus Cristo" (lTessalonicenses 5.9). Agora, para onde olhamos a fim de escapar da "terrível condição judicial"? A quem nos voltamos para nos assegurar de que a justiça será feita — de que o cristianismo não é um escárnio da seriedade do pecado?


A resposta é: olhamos para a cruz de Cristo. Todas as injustiças cometidas contra nós por crentes foram vingadas na morre de Jesus. Isto está implícito no simples, mas surpreendente, fato de que todos os pecados de todo o povo de Deus foram colocados sobre Jesus (Isaías 53.6; ICoríntios 15.3; Gálatas 1.4; ljoão 2.2; 4.10; lPedro2.24; 3.18). O sofrimento de Cristo foi a recompensa de Deus para todo dano infligido por um irmão na fé (Romanos 4.25; 8.3; 2Coríntios 5.21; Gálatas 3.13). Por isso, o cristianismo não é leviano em relação ao pecado. Não acrescenta insulto ao prejuízo. Ao contrário, ele leva os pecados contra nós tão a sério que, para acertar essa conta, Deus enviou o próprio Filho para sofrer mais do que jamais poderíamos fazer alguém sofrer por algo que fez a nós.


Portanto, quando Deus diz "Minha é a vingança", o significado é maior do que talvez tenhamos pensado. Deus empreende a vingança contra o pecado não somente por meio do inferno, mas também por meio da cruz. Todo o pecado será vingado — de forma severa, profunda e justa. Ou no inferno, ou na cruz. Os pecados dos impenitentes serão vingados no inferno; os pecados dos arrependidos foram vingados na cruz.


Isso significa que não remos a necessidade nem o direito de nutrir amargura contra crentes ou incrédulos. A terrível condição judicial está quebrada. Deus interveio para nos libertar da exigência moral de recompensar as injustiças sofridas. Ele fez isso, em grande medida, ao prometer: "Minha é a vingança; eu retribuirei". Se crermos nele, não ousaremos tomar a vingança em nossas mãos. Antes, glorificaremos a total suficiência da cruz e a terrível justiça do inferno ao viver na certeza de que é Deus quem vindicará rodas as injustiças — não somos nós. Nossa tarefa é amar. A de Deus é acertar as contas de forma justa. E a fé na graça futura é a chave para a liberdade e o perdão.

9 de ago. de 2010

Não quero Perdoar - J. C. Ryle

Em Mateus 18.21-35, o Senhor Jesus abordou um assunto de máxima importância — como devemos perdoar as ofensas. Vivemos em um mundo maligno, e é inútil esperar que consigamos escapar aos maus tratos, por mais cuidadosamente que nos comportemos. Saber como nos devemos conduzir, quando somos maltratados, é algo importantíssimo para as nossas almas.

Em primeiro lugar, o Senhor Jesus estabeleceu uma regra geral, de que devemos perdoar às outras pessoas ao máximo. Foi Pedro quem apresentou a indagação: "Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes?" E, como resposta, Jesus lhe disse: "Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete".
A regra aqui estabelecida, naturalmente, precisa ser interpretada com sobriedade. Nosso Senhor não quis dar a entender que as transgressões contra as leis da terra e contra a boa ordem social devam ser desconsideradas e passadas em silêncio. Ele também não quis dizer que devamos permitir que as pessoas cometam furtos e assaltos com a impunidade. Tudo quanto Ele quis dizer é que devemos manter uma atitude geral de misericórdia, disposta a perdoar aos nossos irmãos e semelhantes. Precisamos tolerar muita coisa e suportar muitas injustiças, ao invés de logo entrarmos em conflito com os nossos ofensores. Também devemos afrouxar sobre muitas coisas, submetendo-nos a muitas imposições, antes de entrarmos em choque com outras pessoas. E, por igual modo, devemos repelir tudo quanto a aparência de malícia, contenda, vingança e retaliação. Sentimentos dessa ordem servem somente para os incrédulos. Mas, são totalmente indignos, no caso de qualquer discípulo de Cristo.

Quão mais abençoada seria a vida neste mundo, se essa norma ditada por nosso Senhor fosse mais largamente reconhecida e melhor obedecida! Quantas das desgraças que sobrevêem à humanidade são ocasionadas por disputas, querelas, ações judiciais e uma obstinada tenacidade quanto àquilo que os homens costumam intitular de "meus direitos"! Quantos conflitos entre os homens poderiam ser evitados, se ao menos os homens se dispusessem mais ao perdão, e desejassem mais que a paz imperasse! Nunca nos deveríamos esquecer que nenhuma fogueira pode continuar queimando sem lenha. Por semelhante maneira, são necessárias duas pessoas para que comece uma briga. Portanto, que cada uma das duas pessoas resolva, pela graça de Deus, que não contribuirá para que a briga tenha início e prossiga. Antes, devemos resolver pagar o mal com o bem, e a maldição com a bênção, dissipando assim toda inimizade e transformando os nossos adversários em amigos (Rm 12.20). Era uma excelente qualidade de caráter do arcebispo Cranmer que, se alguém chegasse a ofendê-lo, certamente acabaria tornando-se amigo dele.

Em segundo lugar, nosso Senhor supriu-nos dois poderosos motivos para exercitarmos um espírito perdoador. Jesus contou a história de um homem que devia uma gigantesca quantia para seu senhor; mas, como não tinha "com que pagar", chegado o momento da prestação de contas, seu senhor compadeceu-se dele "e perdoou-lhe a dívida". E Jesus continuou para dizer que esse mesmo homem, após haver sido perdoado, encontrando-se com um seu companheiro que lhe devia uma importância insignificante, recusou-se a perdoá-lo. Além disso, aquele servo exigiu que seu conservo fosse lançado no cárcere, não querendo dispensar a mínima parcela da dívida. Finalmente, conforme o Senhor Jesus ajuntou, o castigo sobreveio àquele servo cruel, que não se dispunha a perdoar. Porquanto, após ter-lhe sido mostrada misericórdia, ele também deveria ter-se mostrado misericordioso para com seu semelhante. E o Senhor Jesus conclui a sua parábola com estas impressio¬nantes palavras: "Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão''.

Nesta parábola de Jesus fica patenteada a verdade que um dos motivos para perdoarmos aos nossos semelhantes deveria ser a lembrança de que todos precisamos ser perdoados diante de Deus. Dia após dia, caímos em muitas transgressões e ficamos muito aquém do que deveríamos ser, e "deixamos de fazer, e fazemos aquilo que não deveríamos fazer". Dia após dia, solicitamos de Deus misericórdia e perdão. As ofensas que outras pessoas têm praticado contra nós são coisas desprezíveis, em confronto com as nossas gravíssimas ofensas contra o Senhor. Sem dúvida alguma, não condiz com a nossa condição de pobres criaturas pecaminosas, como somos, mostrar-nos excessivamente severos, fazendo cobrança por causa de pequenas falhas que nossos irmãos na fé cometem contra nós, ou mostrando-nos inclinados a não perdoá-los prontamente.

Uma outra razão para que nos mostremos dispostos a perdoar a outras pessoas deveria ser a lembrança acerca do dia do julgamento final, juntamente com o padrão que será utilizado naquele dia, acerca de todos os que forem julgados. Naquele dia, não será dado o perdão para indivíduos que não se dispuseram a perdoar aos seus semelhantes. Tais indivíduos, na verdade, não estão aptos para viver no céu. Pois não seriam capazes de dar o devido valor a um lugar de habitação onde a "misericórdia" é o único título de posse, onde a "misericórdia"é o tema de um cântico perene. Sem dúvida, se estamos planejando ser um daqueles que estarão em pé, à direita de Jesus, quando Ele se sentar no seu trono de glória, então teremos de aprender a ser perdoadores, enquanto ainda estamos neste mundo.

Que essas verdades lancem profundas raízes em nossos corações. É um fato melancólico que poucos deveres cristãos estejam sendo postos em prática com tanta parcimônia e má vontade como o dever de perdoarmos ao próximo. E é entristecedor verificarmos quanto amargor de espírito, quanto falta de compaixão, quanto despeito, quanta dureza e quanta falta de gentileza manifestam-se entre os homens. No entanto, poucos deveres são tantas vezes ressaltados, nas Escrituras do Novo Testamento, como esse dever. Mas, poucas outras falhas de caráter são capazes de fechar tão definitivamente para um homem as portas do reino de Deus, como essa.

Queremos dar provas de que realmente fomos reconciliados com Deus, lavados no sangue de Cristo, nascidos do alto pelo poder do Espírito Santo, e feitos filhos de Deus por adoção, em resultado da graça divina? Então não nos esqueçamos desse passo bíblico. Seguindo o exemplo dado por nosso Pai celestial, disponhamo-nos a perdoar aos nossos ofensores. Porventura, fomos ofendidos por alguém? Que perdoemos o tal, agora mesmo. É conforme comentou Leighton: "Deveríamos perdoar pouco a nós mesmos, e muito aos outros".

Pretendemos ser elementos benéficos à humanidade? Queremos exercer uma influência positiva sobre os nossos semelhantes, para que percebam quão excelente é a religião cristã? Então não nos esqueçamos dessa passagem. Indivíduos que não se importam com as doutrinas cristãs, podem compreender perfeitamente bem o temperamento perdoador de um crente.

Queremos desenvolver-nos pessoalmente na graça, tornando-nos mais santos, em toda a nossa formação, e em nossas palavras e obras? Então não nos esqueçamos dessa passagem. Coisa alguma entristece tanto ao Espírito Santo e obscurece tanto a alma como deixar-se o indivíduo levar por um espírito rixento e pelo temperamento que não se dispõe a perdoar (Ef 4.30-32).

21 de jul. de 2010

As leis do perdão – Lloyd-Jones

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Alguns dizem. . . «Não diz nosso Senhor: Se, porém, não perdoardes aos homens, tão pouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas? E isso não é lei? Onde está a graça aí? Dizer-nos que se nós não perdoarmos não seremos perdoados, não é graça». Assim, parecem capazes de provar que o Sermão da Montanha não se aplica a nós. Mas se você disser isso, terá que tirar dos evangelhos quase todo o cristianismo. Lembre-se também que o Senhor ensinou exatamente a mesma coisa na parábola do credor incompassivo que ofendera a seu amo, parábola registrada na parte final do capítulo 18 do Evangelho segundo Mateus.

Esse homem procurou o seu amo e lhe rogou que o perdoasse; e este o perdoou. Mas o perdoado negou-se a perdoar um subalterno que lhe era devedor, resultando disso que o seu senhor retirou-lhe o perdão e o puniu. Nosso Senhor comenta o caso: «Assim também meu Pai celeste vos fará, se do íntimo não perdoardes cada um a seu irmão». O ensino é idêntico em ambos os casos. Mas esse ensino significa que eu  sou  perdoado  somente  porque perdoei? Não. O ensino é — e devemos levá-lo a sério — que se eu não perdoar, não sou alguém que foi perdoado. . . o homem que se reconhece culpado, vil pecador perante Deus, sabe que sua única esperança do Céu reside no fato em que Deus o perdoou livremente.

O homem que de fato vê, sabe e crê isto não é capaz de recusar perdão a outrem. Deste modo, aquele que não perdoa ao próximo não conhece o perdão como sua experiência pessoal. Se meu coração já foi quebrantado na presença de Deus,  não posso negar-me a perdoar; e, portanto, digo a qualquer pessoa que credulamente imagina que seus pecados devem ser perdoados por Cristo, apesar de não ter perdoado a ninguém: «Cautela, amigo, para evitar que você acorde na eternidade e ouça dizer-lhe o Senhor: Aparta-te de mim; nunca te conheci» . . . Aquele que foi perdoado de verdade, e sabe disso, é alguém que perdoa. Esse é o significado do Sermão da Montanha sobre este particular.

18 de jun. de 2010

Porque Perdoar?

16 de jun. de 2010

1 Pedro 2:11 - 3:7 Sejamos Luzes!

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Jesus descreveu seus discípulos como a luz do mundo (Mateus 5:14,16). De modo semelhante, Pedro referiu-se ao privilégio dos cristãos de proclamar "as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz" (2:9). No texto que estamos estudando neste artigo, Pedro explica como seus leitores podem ser a luz do mundo.

Em 2:11-12, se encontra o princípio básico por trás das exortações deste texto. Os cristãos precisam abster-se de paixões carnais e manter conduta exemplar diante dos incrédulos (não cristãos são referidos como "gentios," usando a linguagem do Velho Testamento de uma maneira figurativa). Pedro oferece três razões para estas exortações: Os cristãos são peregrinos e forasteiros e não residentes permanentes e cidadãos deste mundo; Paixões carnais fazem guerra contra a alma; e Para que os incrédulos possam ser influenciados favoravelmente pela conduta dos crentes.

Pedro não se contenta em exortar de um modo geral. Em 2:13-17, ele escreve sobre a responsabilidade dos cristãos para com o governo civil. Ele continua nos versículos 18-25 a descrever a conduta apropriada dos servos para com seus senhores. No capítulo 3:1-6, ele aplica o mesmo princípio de 2:11-12 ao caso de mulheres casadas com esposos incrédulos. Ele termina este trecho exortando os esposos a tratarem suas esposas com consideração e dignidade adequadas (3:7).

Qual é a responsabilidade para com o governo civil? A função própria do governo civil é punir o malfeitor e recompensar aqueles que fazem o bem (2:14). Devemos submeter-nos a todos os níveis de autoridade, contudo, não apenas para evitar o castigo da lei civil, mas porque o Senhor ordena tal obediência (2:13-14). Natural-mente, qualquer lei humana que conflite com nossas obrigações para com Deus tem que ser desobedecida (veja Atos 4:19; 5:29).

Os servos precisavam ser submissos aos seus senhores, ainda que esses senhores fossem duros e cruéis (2:18). Se os servos fossem tratados injustamente por seus senhores, Deus se comprazeria quando esses servos suportassem pacientemente tal sofrimento por amor de sua consciência para com ele, recusando-se a retribuir o mal com o mal (2:19-20). Que responsabilidade difícil! Pedro nota que Jesus nos deu o exemplo perfeito, sofrendo como um malfeitor ainda que não tivesse cometido nenhum pecado (3:21-22). Jesus se submeteu a tal sofrimento sem ultrajar seus perseguidores ou ameaçar retribuição.

O efeito de uma atitude piedosa se estende a nossas próprias famílias. Pedro afirma que mulheres piedosas talvez possam influenciar seus maridos a obedecer ao evangelho pela sua conduta e seu vestir modestos (3:1-6).

-por Allen Dvorak

Efésios 5:22 - 6:9
Sujeitai-vos Uns aos Outros

A vida do cristão é uma vida de serviço a Deus e aos outros. Se nós verdadeiramente vivemos para servir, teremos que nos submeter uns aos outros no amor e "no temor de Cristo" (5:21).

Marido e mulher (5:22-33). As mulheres são instruídas a se submeterem aos seus maridos em tudo, como também se sujeitam ao Senhor (5:22-24). Deus tem dado ao homem o papel de "cabeça" da mulher, da mesma maneira que ele deu para Cristo o papel de "cabeça" da igreja (5:23). Do mesmo modo que a igreja de Deus se submete à autoridade de Jesus em todas as coisas, a mulher deve se sujeitar à autoridade do marido.

Porém, isso não quer dizer que o homem pode usar sua autoridade segundo seu próprio capricho. O homem, também, precisa se submeter à esposa, no sentido que ele deve a conduzir com o mesmo amor que Cristo demonstra quando guia a igreja, pela qual ele deu a própria vida (5:25). Cristo, o qual está acima de todos os homens, se submeteu "em amor" até ao ponto de morrer, para santificar e purificar a igreja para Deus (5:25-27; veja Filipenses 2:5-11).

Os homens são admoestados a amar suas esposas como seus próprios corpos (5:28-30). Ninguém maltrata ou abusa seu próprio corpo de propósito, mas antes protege e cuida dele como Cristo faz para com a igreja (5:29). O marido que não ama e cuida da sua esposa, fornecendo suas necessidades, está pecando contra ela e contra Deus! Num casamento, homem e mulher se tornam uma só carne, como a igreja é o corpo de Cristo (5:31-32; 1:22-23). Por esse motivo, homens e mulheres devem se submeter uns aos outros e cuidar uns dos outros como Cristo faz com o seu corpo.

Pais e filhos (6:1-4). Filhos devem se submeter aos pais na obediência (6:1). Obediência a esse mandamento traz a promessa de uma vida melhor aqui na terra (6:2-3). Imagine como o mundo seria diferente se não tivesse nenhum filho rebelde!

Esse princípio não dá licença para os pais a praticar autoridade irresponsável. Pais devem se submeter aos filhos, os disciplinando no Senhor, ao invés de dominá-los de um modo que provoque a ira (6:4). Pais que não disciplinam seus filhos estão pecando contra eles e contra Deus!

Servos e senhores (6:5-9).
Servos são admoestados a se submeterem aos seus senhores com corações sinceros, da mesma maneira que se submetem a Cristo (6:5). O cristão, no seu emprego, não faz somente o mínimo para satisfazer homens, mas serve com diligência para agradar ao Senhor (6:8). Deus é o mestre que sempre está vigiando, e ele pagará cada um de acordo com seu próprio trabalho, mesmo se o patrão não esteja olhando!

- por Carl Ballard
 

11 de jun. de 2010

Perdão

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 "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso pai celestial vos perdoará a vós; Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas".
(Mt. 6.14-15)

 
Nessa passagem Jesus ensina um principio fundamental para nossa vida cristã: é a lei do perdão. Revela que devemos perdoar os nossos ofensores, ou seja, todos aqueles que já cometeram algum delito pequeno ou grave contra nós. Aqueles que já falharam poucas ou muitas vezes conosco.
Jesus ensina: devemos perdoá-los, independentemente da gravidade da ofensa. O perdão aqui citado não deve ser só uma opção para nós, mas um dever, pois implica em não ser perdoado por Deus. Você notou o que o versículo 15 diz: Se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas? Ou seja, se não perdoarmos os nossos ofensores, Deus também não perdoará nossas ofensas, delitos e pecados. Que tragédia para um cristão viver sem um perdão de Deus, carregando a própria culpa pelo delito!

Meu amigo: há alguém que você precisa se reconciliar, que você precisa perdoar, ou pedir perdão? Coloque em oração, reconcilie-se com essa pessoa, perdoe-a de todo seu coração. Se você foi o ofensor, peça perdão, porque isso poderá remover as culpas e os fardos que você está levando, pois o perdão liberado traz cura, libertação, crescimento espiritual e sobretudo, traz paz com Deus. Peça perdão e perdoe.

Paulo Junior

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Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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