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27 de dez. de 2010

O Irmão Asno - M. Lloyd-Jones


(Uma das causas de depressão espiritual) — condições físicas. Alguém está surpreso? Há quem defenda a idéia de que uma vez que, você se tornou cristão, não importa quais sejam as condições do seu corpo? Bem, se você crê nisso, ficará logo desiludido. As condições físicas desempenham sua parte nisso tudo. . . há certas indisposições físicas que tendem a promover depressão. Thomas Carlyle, suponho, é uma notável ilustração disso. Ou, por exemplo, o grande pregador que pregou em Londres durante quase quarenta anos no século passado — Charles Haddon Spurgeon — um dos verdadeiramente grandes pregadores de todos os tempos.

Aquele grande homem era sujeito a depressão espiritual, e a principal explicação, no caso dele, era sem dúvida que ele padecia de artrite, enfermidade que, finalmente, o matou. . . E existem muitos, acho eu, que vêm falar comigo sobre estes assuntos, em cujo caso parece-me bem ciara que a causa do distúrbio é principalmente física. . . fadiga, esforço demasiado, doença. Não se pode isolar o espiritual do físico, porquanto somos corpo, mente e espírito. Os maiores e melhores cristãos, quando fisicamente fracos, estão mais propensos a um ataque de depressão espiritual do que em qualquer outra ocasião, havendo nas Escrituras grandes ilustrações desta verdade.

Digamos uma palavra de advertência neste ponto. É preciso não esquecer a existência do diabo, nem permitir-Ihe que nos faça cair na armadilha e considerar espiritual aquilo que é fundamentalmente físico. Mas precisamos ser cuidadosos em todos os lados, ao traçarmos essa distinção; porque se você ceder passo ao seu estado físico, tornar-se-á culpado em sentido espiritual. Se, contudo, você reconhecer que o físico pode ser parcialmente responsável por sua condição espiritual e fizer concessões a esse respeito, estará bem mais habilitado a tratar do espiritual.

Orando por aquilo que não pode Falhar – John Piper


Ponderando as promessas que fundamentam as orações

 cinismo diz: "Se uma coisa com certeza acontecerá, por que devemos orar por ela?" Os crentes dizem: "Ore com alegria, porque Deus prometeu e não falhará". Por exemplo, é absolutamente certo que o reino de Deus virá. O apóstolo João viu o reino como algo virtualmente consumado: "O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos" (Ap 11.15). Apesar disso, somos exortados a orar: "Venha o teu reino" (Mtó.10).

Considere outro exemplo: Jesus prometeu, com plena certeza, que "será pregado este evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações. Então, virá o fim" (Mt 24.14). Em outras palavras, a Grande Comissão será terminada. Não há dúvida. Mas Jesus nos mandou fazer discípulos de todas as nações (Mt 28.19) e rogar "ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara" (Mt 9.38).

Isto significa que Deus indica a oração como o meio de terminar a missão que Ele mesmo prometeu, com certeza, levar ao término.

Portanto, oramos não porque o resultado é incerto, e sim porque Deus prometeu e não pode falhar. Nossas orações são os meios pelos quais Deus determinou fazer o que, com toda a certeza, fará — terminar a Grande Comissão e estabelecer seu reino.

Aqueles que oram pela vinda do reino receberão o reino, mas aqueles que não amam o reino e a manifestação do Senhor provavelmente não se importarão em orar por isso. As palavras de Paulo em 2 Timóteo 4.8 são uma certeza do futuro: "Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda". Não amar a vinda do Senhor (ou seja, não orar intensamente: "Venha o teu reino") significa que alguns não receberão a coroa da justiça.

Jesus provavelmente falou aramaico durante a maior parte de seu ministério. Maranata foi uma das poucas palavras aramaicas preservada pela igreja primitiva, a qual falava a língua grega. Ela provavelmente significa "Nosso Senhor, vem!". Não havia dúvida de que Ele viria. O Senhor prometeu que viria ("voltarei" — Jo 14.3). O tempo de sua vinda foi estabelecido pelo Pai, no céu: "A respeito daquele dia ou da hora ninguém sabe; nem os anjos no céu, nem o Filho, senão o Pai" (Mc 13.32). No entanto, a igreja primitiva orava: "Maranata!" Esta é a maneira como ora aquele que ama a Jesus: "Se alguém não ama o Senhor, seja anátema. Maranata!" (1 Co 16.22.)

Oremos, então, da maneira como o apóstolo nos ensinou a orar por aquilo que não pode falhar. Não permaneçamos inertes, observando as coisas como os céticos e fatalistas. Oremos, de todo o coração, como Paulo disse, "para que a palavra do Senhor se propague e seja glorificada" (2 Ts 3.1). A promessa é que a Palavra não voltará vazia, mas fará aquilo para o que Deus a designou (Is 55.11). Portanto, roguemos a Deus que esta poderosa palavra corra e triunfe.

Será deixado de fora, aquele que diz: "Orar é insignificante, porque a promessa é certa". Tais soldados não terão parte nos despojos da vitória, visto que não compartilharam da batalha. Oremos e triunfemos com Ele, na batalha que não pode falhar.

[ENCARNAÇÃO] Ronald Hanko - A Natureza Humana Completa de Cristo





Apontamos que existem cinco verdades que precisam ser cridas sobre a natureza humana de Cristo: que ela era real, completa, sem pecado, fraca e centralmente procedente da linha do pacto.

Olhemos agora para a verdade maravilhosa que Cristo tinha uma natureza humana completa , significando que quando Cristo nasceu em nossa carne, não nasceu simplesmente com um corpo humano. Ele tinha também uma alma ou espírito humano (Lucas 23:46; João 12:27), uma mente humana (Fp. 2:5), uma vontade (João 6:38), um coração (Mt. 11:29) e tudo o mais que pertence à nossa natureza humana.

Ele não era metade homem e metade Deus, mas plenamente homem e plenamente Deus; todavia, ele é um Cristo somente. Essa é a maravilha, o mistério e a glória de sua encarnação.

Essa verdade tem sido negada na história da igreja. Alguns tentaram explicar a encarnação dizendo que Cristo tinha somente um corpo humano, e que sua natureza divina tomou o lugar da mente ou alma humana. Por analogia, portanto, ele seria como uma criatura que tinha uma mente humana num corpo de um animal. Nesse caso, Cristo não teria uma natureza humana completa, mas somente parte dela.

Contudo, é de extrema importância crermos que Cristo tinha uma natureza humana completa. Nossa salvação depende disso! Cristo tinha que tomar cada parte da nossa natureza humana, pois cada parte precisava ser redimida. A verdade bíblica da depravação total diz que somos corrompidos e depravados em cada parte.

Nosso corpo é vil (Fp 3:21), nossa arma é perdida (Mt 16:26), nossa vontade está em cativeiro (Rm 6:16), nossa mente é carnal, cheia de inimizade contra Deus, que forma que não pode ser sujeita à lei de Deus (Rm 8:7,8), e nosso coração é enganoso acima de todas as coisas e desesperadamente corrupto (Jr 17:9). Não existe nenhuma parte da nossa natureza humana que seja boa.

Portanto, Cristo tomou sobre si nossa natureza humana completa, para que pudesse sofrer nela, fazendo expiação pelo pecado em cada parte. Dessa forma, ele nos redimiu – coração, mente, alma e força – do domínio e poder do pecado e nos fez, com tudo o que somos, servos e filhos do Deus vivo. Cristo é um Salvador completo. Graças a Deus por ele. Certamente não existe outro além dele.

Por Ronald Hanko

CAP 53 - UM GUIA DE ESTUDO PARA O LIVRO DE GÊNESIS 47


INTRODUÇÃO
Ainda que os propósitos de Deus se desdobrem de forma lenta, eles nunca deixam de ser executados. Vemos aqui Israel entrando no Egito e quatrocentos anos mais tarde, eles sairiam de lá de acordo com a promessa divina, [Gênesis 15:13-14]. Quantas vezes o povo de Deus, em meio as provações, se esquecem de que fazem parte de um plano muito mais abrangente.
I. UMA ENTREVISTA COM FARAÓ - VERSÍCULOS 1-4.
O Faraó é tratado com muito respeito, e nada é duvidado. Os filhos de Deus nunca deveriam provocar ou irritar desnecessariamente aqueles que exercem autoridade [Romanos 13:1-7]. Alguns pensam que o Evangelho lhes dá o direito de desprezarem as leis humanas. Nós deveríamos, no entanto, reconhecer que a autoridade de Deus está presente na legítima e justa forma de governo.
José trouxe cinco dos seus irmãos para uma reunião com o Faraó. Provavelmente, o restante estaria cuidando do rebanho. Estes cinco deveriam comunicar estas três coisas ao Faraó:
A. Eles eram pastores. Baseado em Gênesis 46:34, esta era sem dúvida uma confissão difícil de fazer.
B. Eles eram apenas peregrinos e não tinham intenções de serem naturalizados. José parece ter entendido a importância de Israel permanecer separado como nação. Nós podemos ver nisso tudo uma figura da separação que o Cristão deve ter do mundo [I Pedro 2:9, João 15:19].
C. Eles desejavam habitar em Gósen.
II. O PRONUNCIAMENTO DO FARAÓ - VERSÍCULOS 5-6.
O Faraó gentilmente manteve a sua promessa, ainda que isto representasse muito pouco comparado com o benefício que José trouxe ao Egito. José não tinha interesse de que seus irmãos trabalhassem para o Faraó. Ele desejava que o povo de Israel ficasse separado dos Egípcios.
III. O MENOR É ABENÇOADO PELO MAIOR - VERSÍCULOS 7-10.
O Faraó era o homem mais poderoso na terra, entretanto, não podemos ler esta passagem sem ficarmos impressionados pelo fato dele ter encontrado um homem superior a ele. Isto é confirmado em Hebreus 7:7, onde a grandeza de Melquisedeque é demonstrada quando ele abençoa Abraão. È mencionado duas vezes que Jacó abençoou o Faraó. As pessoas deste mundo, pouco ou nada sabem sobre o que a eternidade revelará a respeito da verdadeira e relativa grandeza [Daniel 12:3; Provérbios 10:7]. Se esforce para ser grande aos olhos de Deus.
Note as palavras de Jacó para o Faraó:
A. Ele abençoou o Faraó - Sem dúvida esta benção era uma invocação ao Deus Todo-Poderoso. Os santos deveriam tanto desejar quanto orar para que as bênçãos de Deus sejam derramadas sobre a vida de outras pessoas [I Timóteo 2:1-2].
B. Jacó explicou que os seus dias tinham sido poucos. A vida mais longa que alguém possa ter, é curta, quando comparada com a eternidade. Nenhum homem chegou a viver por mil anos, que aos olhos de Deus é apenas como um dia [II Pedro 3:8].
C. Jacó explicou que os seus dias tinham sido maus (cheio de tribulações e preocupações). A vida é difícil e cheia de tribulações [Jó 14:1]. Muitas vezes nós agimos como Jacó e aumentamos a nossa carga por não buscarmos a direção de Deus para as nossas vidas [Provérbios 3:5-6]. Tenha compaixão de qualquer pessoa que não tenha Deus para confortá-lo nesta vida [II Coríntios 4:17].
Não devemos pensar que Jacó estava expressando ingratidão ou tendo uma atitude negativa para com a vida. Por duas vezes ele usar a palavra peregrinação, ele dá a entender que a sua real e futura esperança é de ordem espiritual. Nós, como Cristãos, também reconhecemos que até que cheguemos ao céu, nos importa passar por muitas tribulações [Atos 14:22].
IV. A DIVINA PROVISÃO - VERSÍCULOS 11-12.
Os caminhos de Deus às vezes nos parecem estranho, embora Ele faça com que tudo coopere para o nosso bem [Romanos 8:28]. Aqui Jacó aprendeu que a provação sofrida pela perda de José foi um meio pelo qual eles foram salvos da fome. Que aprendamos a dar graças mesmo quando não compreendemos [I Tessalonicenses 5:18].
V. A FOME - VERSÍCULOS 13-22.
A passagem nos mostra que somente a visão profética de José é que foi capaz de salvar a nação do Egito e a terra de Canaã da fome. É só pensarmos um pouco e veremos que o plano utilizado para alimentar o povo não era cruel, como talvez possa parecer. E também não expressava nenhum ressentimento. Em uma situação onde todos dependem da ajuda do governo, a administração deve ser muito criteriosa. (A preferência dada ao sacerdote pagão estava além do controle de José).
VI. OS IMPOSTOS - VERSÍCULOS 23-26.
Enquanto a fome fosse extinguida, José planejou um sistema para restaurar a agricultura. Este plano demonstra que José não tratava injustamente o povo. O governo fornecia a semente e cobrava vinte por cento da produção como imposto. Se você pensa que isto é injusto, tente calcular o quanto pagamos de taxas e impostos neste país. Lembre-se também que somente podemos possuir um pedaço de terra se pagarmos os devidos impostos por ela.
VII. O PEDIDO DE JACÓ - VERSÍCULOS 27-31.
Jacó acreditava que Canaã era a terra prometida. O seu coração sempre esteve lá. Embora não pudesse morrer em Canaã, ele desejava ser enterrado junto com os seus pais. Este pedido revela a sua fé nas promessas de Deus [Gênesis 15:13-16; Hebreus 11:21-22].

Autor: Pastor Ron Crisp 
Tradução: Pastor Eduardo Alves Cadete 2001 
Revisão : Joy Ellaina Gardner 2001 
Verificação: Pastor Calvin Gardner 2002 
Fonte: www.palavraprudente.com.br 

EGOCENTRISMO HUMANO PARTE 2



Esse estudo visa mostrar como as pessoas podem compreender a questão de viver em favor dos princípios divinos; estar buscando uma comunhão com Deus; buscando assim fazer (mesmo que relativamente) a vontade preferida do Criador; querendo (absolutamente) faze-la, mesmo que não conseguindo, (afinal, o cristão não deve pensar em fazer as coisas segundo sua própria força); buscando seguir os passos do que podemos ver na passagem que mostra claramente esse contexto, segundo a visão do apostolo Paulo.
Romanos 7:15-25 – “O bem que quero não faço, mas o mal que não quero fazer esse faço”.
Deus não espera criar desníveis em seus princípios, baseados assim em nossas vidas. Tudo que o estudo mostrará tem em certos sentidos uma idéia relativa. Afinal o principio é um, baseado em sua lei que é clara e também mostra o que Cristo verdadeiramente nos ensina:
1- Amar a Deus sobre todas as coisas
2- Amar ao próximo como a TI MESMO
Nessa segunda passagem podemos ter uma idéia pré-formulada do assunto para que possamos entender que a idéia de Deus em relação ao nosso “EU” nunca é descentralizar ou colocar um extremo a mais do que o outro nas nossas vidas. No segundo mandamento do Senhor Ele diz que devemos amar ao próximo como a “nós mesmos”. Aqui Deus usa um principio extremamente sábio para nossas vidas. Não está dizendo que devemos amar ao próximo MAIS do que a nós mesmos, até porque se fosse dessa maneira, seriamos totalmente desnivelados em relação a lógica e a razão. Então para compreendermos esse estudo, e não levarmos ao extremo de dizer que se não podemos viver o “EU” logo já não existo. A idéia aqui não é propor isso. O propósito é esvaziarmos o egocentrismo ou egoísmo, para dividirmos com entendimento as questões da fé, amor e demais princípios em que temos que viver com sabedoria, e não com idéias absurdas. A idéia de Jesus é que devemos colocar tudo em seu comando, e não jogarmos tudo fora, mas saber usar com consentimento divino e não mais com ou tão somente o nosso próprio consentimento.
Em Gênesis2: 16,17 podemos começar a nossa reflexão – E o Senhor Deus lhe deu essa ordem: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás, porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.
Aqui está o principio da “possibilidade do mal”, e também a “possibilidade para o inicio do homem no seu EGOCENTRISMO”.
Desde o principio Deus, através da possibilidade ativa da liberdade humana, permitiu ao homem decidir por si mesmo, mesmo que contrário a uma ordem “pré-estabelecida” por Deus. Sendo que através dessa ordem o homem pudesse decidir daí para frente o que haveria de fazer, ou seja, o início aprofundou a resposta futura que seria Jesus Cristo. No principio haveria a voluntariedade para adoração e obediência a Deus sem lei e sem graça. Logo após isso veio à lei, para que o homem decaído pudesse segui-la. Hoje temos uma obediência relativa, porém voluntária, não mais como na infância (LEI), mas na liberdade (GRAÇA). Esta é o amor voluntário a Deus e não mais segundo a base da escravidão, abrindo mão voluntariamente, porem relativamente do EGO que sustenta o homem desde sua queda. Isto desde a falência humana, para satisfazer as propriedades da obediência absoluta que deveríamos ter para com Deus o supremo e soberano criador e benfeitor.
Por tais motivos Deus viu a necessidade da morte de seu unigênito Filho Jesus Cristo para satisfazer a necessidade que temos de que Deus impute nosso pecado em Cristo; para que em Cristo sejamos salvos segundo o que diz em 2Cor 5: 21; para que o pecado seja condenado na carne, mas em uma carne sem pecado. Em meio a essa atitude possamos compreender que por mérito próprio não há salvação. Vendo assim o que o EGO causou desde o inicio e a possibilidade que aplicando todo nosso EU em Cristo possamos alcançar, não em nós mesmos, mas naquele que se esvaziou do seu EU, para salvar aqueles que estavam e estão cheios de si mesmos, os HOMENS.
Estando distante da vontade preferida de Deus em um sentido absoluto, podemos buscar fazer a vontade preferida, mesmo que relativamente. Afinal somente Cristo atingiu a vontade totalitária do Criador e Deus Pai. Concluímos assim que se fazemos então nossas próprias vontades (mesmo que para um aparente bem) que se liga a desobediência, ou seja, não fazer a vontade preferida de Deus pelo menos em um sentido relativo, nada mais é do que fazer a vontade do diabo (o mal absoluto). Se assim não buscarmos fazer essa vontade Divina mesmo relativamente, o “EGO” sempre nos mostra essa liberdade decorrente da desobediência, ou seja, temos em mãos a seqüência do que levou o homem ao pecado, não em si ao ato de liberdade para fazer o que agrada a Deus, mas a liberdade que nos leva a condenação. Essa é a liberdade que dá ocasião à carne, a liberdade que não é ligada a mesma liberdade voluntária daquilo que verdadeiramente Deus não condenaria.
Se buscarmos individualmente alcançar algo que está dentro das propostas que Deus tem para nós, concluímos que vivemos não mais para nossas próprias vontades, mas sim para a vontade preferida de Deus.
Podemos compreender o que é não viver no “EGOCENTRISMO” (pelo menos em um sentido relativo). Isto será não fazendo as nossas próprias vontades, mas BUSCANDO fazer aquilo que agrada a Deus, sendo assim as nossas vontades, a vontade PREFERIDA DO CRIADOR.
Como compreender as vontades de Deus em nossas vidas?
A primeira e principal etapa é procurar seguir os princípios bíblicos, fundamentando-se na palavra de Deus (nosso único meio de fé e pratica), no qual temos respostas de como andarmos segundo o que Deus tem para nós, para que assim possamos buscar viver na justiça.
Ai está uma bela pergunta e uma simples resposta sobre como podemos viver abrindo mão das nossas vontades e administrando as vontades de Deus como sendo as nossas vontades preferidas, ou seja, (AMOR VOLUNTARIO).
"Quem achar a sua VIDA perdê-la-á; e o que PERDER A SUA VIDA por amor de mim ACHÁ-LA-Á.” (Mt. 10:39).
Desde o principio da existência humana, temos exemplos de homens que buscavam satisfações egocêntricas e muitos buscavam respostas relevantes para tais argumentos e atitudes individualistas. E para obterem tais respostas tanto no passado como no presente temos visto o uso do que poderíamos denominar como “sobrenatural resposta” ou também a “resposta próspera”. Isso dos que buscam para seus próprios deleites, ou seja, a procura incessante pelo sobrenatural ou respostas para problemas relacionados à prosperidade, como resposta fugindo assim da razão a qual Deus nos coloca. É RACIONAL no sentido de que Deus age pela razão e também pela humildade. É diferente do que vemos hoje nas pregações sobre prosperidade (satisfação do “EU”) e também filosofias de satisfações (principalmente materiais na qual podemos notar isso dentro de religiões ou igrejas pentecostais e neo-pentecostais que buscam apregoar aquilo que toca exatamente o “EGO” das pessoas que estão sendo participantes da aparente pregação cristã, desprovida do evangelho de salvação que esta em Cristo Jesus).
No livro de Isaias podemos notar que sua profecia sobre o Messias, o próprio Cristo, que morreria pelo nosso EGOCENTRISMO em prol da nossa salvação. Isso prova de que o mesmo é devastador e por ai podemos ter clareza da necessidade que temos de um Salvador.
“Mas ELE foi ferido por causa das NOSSAS transgressões, e moído por causa das NOSSAS iniqüidades; o castigo que NOS traz a paz estava sobre ELE, e pelas SUAS pisaduras FOMOS sarados” (Is 53.5).
O apostolo Paulo, mostrou bem isso: "A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza." 2 Cor 12,9.
Humildade, e entrega, confiando em Deus seus problemas, e assumindo assim uma atitude racional e de extrema demonstração de fé, ou seja, uma das maiores provas de um sentido não egocêntrico de ver os princípios Santos.
Então, dentro desses contextos e intertextualidade, as passagens (versículos) deixam clara como conseguimos notar as idéias estabelecidas sobre o “esvaziar egocêntrico”. Tanto o próprio Jesus Cristo quanto seus apóstolos deixaram para que dentro de um contexto pudéssemos compreender de fato o que eles realmente buscavam ensinar. No caso dos apóstolos e discípulos com exceção de Cristo, também por muitas vezes “se corrigir”. No exemplo dessa passagem em II Cor podemos notar a humilde atitude de Paulo e a resposta para mostrar que Deus se mostraria grandioso principalmente na fraqueza dele.
Claramente, Jesus Cristo se mostrou totalmente Teocentrico, desde o seu “EU” quanto à obediência que mostrou para com o Pai, e até mesmo para com a humanidade, abrindo mão de Si mesmo para confortar, fortalecer e principalmente SALVAR um povo não merecedor de tanto amor e misericórdia e assim recebendo automaticamente a justiça de Deus. Recebem essa justiça somente através da fé naquele que morreu na cruz. Só poderíamos assim alcançar tão grande salvação. Essa incondicional misericórdia se mostra presente SOMENTE EM CRISTO, como podemos ver em Efésios2: 8,10 Não temos salvação por mérito, mas somente por aquele que se entregou por nós. Prova que pelo nosso “EU”, nunca alcançaremos a tão desejada VIDA ETERNA. Claramente Deus mostra também uma necessidade e a prova de que tudo que Ele faz esta balanceado e totalmente centrado dentro das limitações de cada pessoa. Afinal a salvação existe dentro de uma liberdade limitada de escolha: ou vai para a vida eterna por Cristo, ou fora de Cristo só te sobra a condenação eterna. A escolha se limita dentro de uma só posição, mostrando assim ao homem a soberania de Deus e que verdadeiramente só Ele tem TOTAL LIBERDADE.
Olhando para essa maneira tão maravilhosa, que é alcançar a vida eterna sem que tenhamos que praticar obras para justificação “PARA COM DEUS”, como poderia EU não simplesmente abrir mão de viver para meus próprios deleites, para viver Naquele que se deu por mim, praticando obras voluntariamente, sem esperar que as mesmas sirvam de justificativa para alcançar a tão grande salvação.
É verdadeiramente um fato, que o homem em si ainda não compreendeu quem é verdadeiramente seu maior ídolo, e busca incessantemente colocar-se a altura necessária para se auto-denominar o grande merecedor de algo imerecido que é a graça de Cristo em nossas vidas. Também não compreendeu e de certa forma ainda busca se auto denominar adorador de Deus como único, contemplando a Jesus Cristo como Salvador, mas colocando o seu “Eu” como seu próprio Deus. Assim está fugindo dos princípios básicos de que acima de SALVADOR Jesus é SENHOR. Buscando assim de se entregar a Deus a ponto de não querer ser maior do que o Criador, deixando que Cristo tome conta de nós e não nós nos colocando na posição de deuses, ou seja, sermos maiores ou iguais aquele que nos criou.
Dentro desse principio, podemos notar da seguinte maneira como funciona a questão de abrir mão do “EU”. A obediência e a entrega total a Deus nos leva ao amor tão citado e contemplado de Deus, mas o que mais poderia agradar o homem em dizer que Deus ama até mesmo quem o odeia, e sente prazer naquele que o obedece voluntariamente, por amor, esperando respostas baseadas na vontade do Poderoso Deus de nossas vidas.
Tiago 4:3 - Pedis e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites.
Costumamos buscar esse “amor” para darmos ênfase a nós mesmos, querendo dizer que damos nossa vida por Cristo, quando verdadeiramente não estamos dando como Ele deu a sua por nós. Fazemos isso entregando a Jesus primeiramente nosso coração e com isso automaticamente também todo o nosso ser.
Como entendemos então a questão da posição do maior ídolo?
Sendo que dentro dos meus princípios busco fugir da adoração ou veneração ou qualquer outro tipo de idolatria?
O maior ídolo está em nós mesmos.
Quem não se esvazia de si mesmo, busca o sucesso e tudo aquilo que se aplica a prosperidade em si mesmo. Não somente o sucesso material ou qualquer outro do tipo de prosperidade, mas o sucesso do conhecimento por muitas vezes, que refletindo, não vem de nós mesmos, mas sim do Senhor das nossas vidas ‘Jesus Cristo’.
O foco da doutrina do pecado original esta sustentada no inicio com a primeira atitude de desobediência humana. Podemos notar em Marcos 7:21, 23 que a natureza que herdamos desde o inicio é a resulta do que temos hoje, e que na verdade é herança do passado, que podemos denominar como “EGO” ou EGOISMO. É, portanto, o coração dos homens, que procedem os pensamentos maus e as más ações (Marcos 7:21, 23)
Mas Cristo com a cruz e seu sangue redentor nos liberta e faz com que nos tornemos assim seus “escravos”. Isso mostra com clareza como foi a nossa queda, e faz com que deixemos assim o NOSSO “EU”, para vivermos o EU de Cristo, já não vivendo mais para nós mesmos, mas para aquele que nos deu vida. Podemos ver isso segundo o apostolo Paulo que nos mostra com seu argumento no cap. 7 de Romanos “De maneira que eu, de mim mesmo, com a mente sou escravo da lei de Deus, mas segundo a carne, da lei do pecado”.
Podemos ver que de uma maneira relativa vivemos para Cristo. Diria de uma maneira relativa, porque absoluta não conseguimos pela questão da nossa carne ser escrava da lei do pecado. É como o próprio apóstolo diz sobre querer fazer o bem (absoluto) e não fazer, mas o mal que não quer fazer esse faz.
Por que é que as pessoas não vão a Cristo? Essa é uma pergunta que tenho feito a muito tempo, e por muitas vezes não obtenho respostas. Por que afinal seria eu alguém correto para entender tal argumentação? Será que não podem, ou será que não querem? Aí está é uma boa pergunta, o EGO é exatamente isso: não querer fazer algo que está submetido a outro, mas somente querer fazer o que satisfaz a si mesmo. Este não quer assim provar do “mel que esta em Cristo”. Esclarecendo melhor essa afirmação, poderia dizer que SENTEM MEDO de viver amando voluntariamente, e abrindo mão de si mesmos voluntariamente para viver não mais segundo suas vontades, mas segundo a vontade daquele que nos criou.
Deus nos deu a liberdade de escolhermos o caminho, e vejo que segundo a doce decisão de escolher o caminho da vida eterna ou o amargo caminho da perdição, ainda que não merecedor, percebo verdadeiramente tanto o amor quando a justiça somada em uma só substancia dividida em três pessoas distintas. Prefiro a vida eterna, não somente para desfrutar daquilo que deveras não mereço, mas para satisfazer aquilo que satisfaz não somente ao meu EU, mas também a Deus que me criou, buscando assim englobar todas as vontades em uma só, já que a vontade de Deus se torna a minha vontade.
Paginas e paginas ainda não mostrariam por completo a abundancia tal que este assunto nos proporciona. Todavia com poucas palavras acredito que teremos grandes respostas. A resposta está em Cristo, aplicando nossos princípios para fazer aquilo que agrada a Deus. Dessa maneira mesmo que relativa faremos o que verdadeiramente esta aos olhos de Deus em um sentido positivo e não mais negativo.
Autor: Oswaldo Gati dos Santos
Membro da Igreja Batista da cidade de Ubirajara-Sp.
Fonte: www.PalavraPrudente.com.br 


26 de dez. de 2010

[DEVOCIONAL] John Piper - Diga com Calma: "Suas Opiniões Ultrajantes não se Baseiam na Verdade"

John Piper - Uma Vida Voltada para Deus
Diga com Calma: "Suas Opiniões Ultrajantes não se Baseiam na Verdade"

por John Piper

Nossa tarefa, como crentes, não é controlar o governo e a educação. Nossa tarefa é falar a verdade de Deus em cada nível. Se mudamos ou não as pessoas ou as leis, esta não é a nossa responsabilidade. Nossa responsabilidade é falarmos com ousadia e clareza o que Deus falaria.

Não emudeça devido ao comentário de que você não pode impor sua religião ou moralidade aos outros. Você não está impondo; está recomendando-as à consideração séria. Declarar e persuadir não é impor. Recomendar não é coerção. O fato é este: as idéias que as pessoas têm a respeito do que deve ser feito é norteada por algum tipo de compromisso prévio. Os secularistas, assim como os crentes, têm uma visão de mundo que norteia as suas opiniões. Toda sugestão política está fundamentada em uma visão de como as coisas deveriam ser.

O cristianismo é verdadeiro, por isso ele ecoa (embora fragilmente) em cada coração. Você nunca sabe quando a afirmação pública de suas convicções ressoarão notas de retidão em algum grupo secular. Não fique sobrecarregado com o ter de controlar. Levante-se e fale o que Deus falaria a respeito do assunto. Talvez você se surpreenda com o fato de que outros estavam esperando que alguém o falasse.

Por exemplo, as suas convicções bíblicas são menos defensáveis do que o pronunciamento sem base moral transcrito em seguida?

Recentemente, um serviço particular de aconselhamento em saúde mental, de Minneapolis, publicou um livrete para “dar informação a respeito da variedade de problemas pessoais sobre os quais é difícil falar”. Esse livrete foi distribuído aos estudantes de, pelo menos, uma escola de Ensino Médio, como parte do programa de educação sexual. Eis alguns exemplos da “informação” transmitida.


Escolher quando, como e com quem fazer sexo é uma parte importante do preparar-se para ser adulto. Escolha parceiros cuidadosamente.


A masturbação mútua, com o seu parceiro, é prazerosa e segura.


Conversar e encontrar-se com outros homossexuais para ajudá-lo a entender como sua preferência sexual pode ser uma parte importante e saudável de sua vida.


Acabe com a gravidez fazendo aborto... No aspecto médico, é melhor fazer um aborto depois da sexta semana e antes da décima segunda semana de gravidez.


O vírus HIV pode ser evitado. Isto pode significar que você tem de fazer algumas mudanças na maneira como faz sexo, mas não significa que tem de parar de fazer sexo.


Quando você encontra afirmações como essas sendo feitas de forma pública, pode simplesmente levantar-se e, numa voz calma, dizer: “Esta moralidade não tem base na verdade. É a opinião de homens, não de Deus. Portanto, é falsa e prejudicial. A vontade de Deus para a sexualidade humana é a abstinência até ao casamento e a monogamia heterosexual sem adultério. Isso traz justiça, saúde e felicidade ao mundo. Recomendo que o conselho que damos aos nossos adolescentes corresponda à verdade. Obrigado”. Então, assente-se.



Extraído do livro: Uma Vida Voltada para Deus, de John Piper.

Copyright: © Editora FIEL

O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fie
l.

Revestimento do poder - Hernandes D.Lopes 1/2


Dinheiro da Igreja: Como Usar? - Dennis Allan


A Urgência da Pregação - Albert Mohler Jr.



A pregação atravessa tempos difíceis? Hoje está sendo travado um debate sobre o caráter e a centralidade da pregação na igreja. O que está em jogo é a integridade da adoração e da proclamação cristã.

Como isso chegou a acontecer? Levando em conta a centralidade da pregação na igreja do Novo Testamento, parece que a prioridade da pregação bíblica jamais deveria ser contestada. Afinal de contas, como observou John A. Broadus — um dos docentes fundadores do Seminário Batista do Sul dos Estados Unidos —, “a pregação é característica peculiar do cristianismo. Nenhuma outra religião tem realizado reuniões freqüentes e regulares de grupos pessoas para ouvirem instrução e exortações religiosas, uma parte integral do culto cristão”.

No entanto, muitas vozes influentes no evangelicalismo sugerem que a época do sermão expositivo já passou. Em seu lugar, alguns pregadores contemporâneos colocaram mensagens idealizadas intencionalmente para alcançar congregações seculares ou superficiais — mensagens que evitam a exposição do texto bíblico e, por implicação, um confronto potencialmente embaraçoso com a verdade bíblica.

Uma mudança sutil no início do século XX se tornou uma grande divisão no final do século. A mudança de pregação expositiva para abordagens mais temáticas e centradas no homem desenvolveu-se a ponto de se tornar um debate sobre o lugar das Escrituras na pregação e a própria natureza da pregação.

Duas afirmações famosas sobre a pregação ilustram essa divisão crescente. Refletindo, de maneira poética, a urgência e a centralidade da pregação, o pastor puritano Richard Baxter fez esta observação: “Prego como se jamais tivesse de pregar novamente, prego como um moribundo a pessoas moribundas”. Com expressão vívida e um senso de seriedade do evangelho, Baxter entendeu que a pregação é, literalmente, uma questão de vida ou morte. A eternidade pende na balança à medida que o pastor prega.

Contraste essa afirmação de Baxter com as palavras de Harry Emerson Fosdick, talvez o mais famoso (ou mal-afamado) pregador das primeiras décadas do século XX. Fosdick, que era pastor da Riverside Church, em Nova Iorque, provê um contraste instrutivo com o respeitado Baxter. Fosdick explicou: “Pregar é aconselhamento pessoal com base em grupos”.

Essas duas afirmações a respeito da pregação revelam os contorno do debate contemporâneo. Para Baxter, a promessa do céu e os horrores do inferno moldam a desgastante responsabilidade do pregador. Para Fosdick, o pregador é um conselheiro amável que oferece conselhos e encorajamento proveitosos.

O debate atual sobre a pregação é mais comumente explicado como uma argumento a respeito do foco e do formato do sermão. O pregador deve pregar um texto bíblico por meio de um sermão expositivo? Ou deve focalizar o sermão nas “necessidades sentidas” e nos interesses percebidos dos ouvintes?

É claro que muitos evangélicos contemporâneos favorecem a segunda opção. Instados pelos devotos da “pregação baseada nas necessidades”, muitos evangélicos abandonam o texto sem reconhecer que fazem isso. Esses pregadores podem ocasionalmente recorrer ao texto no decorrer do sermão, mas o texto não estabelece os assuntos nem a forma da mensagem.

Focalizar-se nas “necessidades percebidas” e permitir que elas estabeleçam os assuntos da pregação conduz inevitavelmente à perda da autoridade bíblica e do conteúdo bíblico no sermão. Contudo, esse modelo está se tornando, cada vez mais, a norma em muitos púlpitos evangélicos. Fosdick deve estar sorrindo no túmulo.

Os evangélicos antigos reconheceram a abordagem de Fosdick como uma rejeição da pregação bíblica. Um teólogo liberal confesso, Fosdick exibiu sua rejeição da inspiração, inerrância e infalibilidade das Escrituras — e rejeitou outras doutrinas centrais da fé cristã. Apaixonado pelas tendências da teoria psicológica, Fosdick se tornou um terapeuta de púlpito do protestantismo liberal. O alvo de sua pregação foi bem captado pelo título de um de seus muitos livros — On Being a Real Person (Ser uma Verdadeira Pessoa).

Infelizmente, essa é a abordagem evidente em muitos púlpitos evangélicos. O púlpito sagrado se tornou um centro de aconselhamento, e os bancos da igreja, o sofá do terapeuta. A psicologia e os interesses práticos substituíram a exegese teológica; e o pregador direciona seu sermão às necessidades percebidas da congregação.

O problema é que o pecador não sabe qual é a sua mais urgente necessidade. Ele está cego quanto à sua necessidade de redenção e reconciliação com Deus e se focaliza em necessidades potencialmente reais e temporais, tais como realização pessoal, segurança financeira, paz na família e avanço profissional. Muitos sermões são elaborados para atender a essas necessidades e interesses, mas falham em proclamar a Palavra da Verdade.

Sem dúvida, poucos pregadores que seguem essa tendência intentam se afastar da Bíblia. Todavia, servindo-se de uma intenção aparente de alcançar homens e mulheres modernos e seculares “onde eles estão”, o sermão tem sido transformado em um seminário sobre o sucesso. Alguns versículos das Escrituras talvez sejam acrescentados ao corpo da mensagem; mas, para que um sermão seja genuinamente bíblico, o texto precisa estabelecer os assuntos como fundamento da mensagem — e não ser usado apenas como uma autoridade citada para fornecer esclarecimento espiritual.

Charles Spurgeon confrontou esse mesmo padrão de púlpitos vacilantes, em seus próprios dias. Alguns das mais agradáveis e mais freqüentadas igrejas de Londres tinham ministros que foram precursores dos pregadores modernos que se baseiam nas necessidades sentidas. Spurgeon — que se esforçou por atrair ouvintes, apesar de sua insistência na pregação bíblica — confessou: “O verdadeiro embaixador de Cristo sente que ele mesmo está diante de Deus e tem de lidar com as almas como servo de Deus, em lugar dele, e que ocupa uma posição solene — nesta posição, a infidelidade é desumanidade e traição para com Deus”.

Spurgeon e Baxter entendiam o perigoso mandato do pregador e, por isso, foram impelidos à Bíblia para usá-la como sua única autoridade e mensagem. Deixavam seus púlpitos tremendo, sentindo interesse urgente pela alma de seus ouvintes e totalmente cônscios de que tinham de prestar contas a Deus pela pregação de sua Palavra, tão-somente de sua Palavra. Os sermões deles foram medidos por poder, os de Fosdick, por popularidade.

O debate atual sobre a pregação pode abalar congregações, denominações e o movimento evangélico. Mas reconheça isto: a restauração e renovação da igreja nesta geração virá somente quando, em cada púlpito, o ministro pregar com a certeza de que jamais pregará novamente e como um moribundo que prega a pessoas moribundas.


Traduzido por: Wellington Ferreira

Copyright:

© R. Albert Mohler Jr.

Traduzido do original em inglês:The Urgency of Preaching.




O leitor tem permissão para divulgar e distribuir esse texto, desde que não altere seu formato, conteúdo e / ou tradução e que informe os créditos tanto de autoria, como de tradução e copyright. Em caso de dúvidas, faça contato com a Editora Fiel.

25 de dez. de 2010

Cada Qual Ame e Honre o seu Cônjuge



- Martinho Lutero
Leia em sua Bíblia: Efésios 5.31-33
Não obstante, vós, cada um de per si, também ame a sua própria esposa com a si mesmo”. (v. 33)
Nem de longe chegarmos a um amor tal como esse, pois, como se diz, é demasiado sublime e grandioso. E assim como o casamento terreno é pequeno, também o amor que existe nele é pequeno em comparação com o casamento celestial. Temos que satisfazer-nos em seguir esse exemplo e viver de acordo com o modelo desse casamento, de sorte que, no estado matrimonial, cad um se disponha a pôr em prática e demonstrar seu amor para com a sua noiva ou esposa. E se houver nela algum defeito ou falha, que ele não leve isso a mal, mas use de bom senso, dizendo: “Como devo proceder? Ela é minha noiva. A essa altura preciso, na medida do possível, encobrir, purificar, enfeitar e melhorar e, nesse pequeno casamento, demonstrar o pequeno amor, como Cristo demonstra seu grande e indizível amor por sua noiva, a igreja, de quem também sou membro”.

Além disso, no estado matrimonial compete também à mulher, não somente amar o marido, mas, também, ser obediente e submissa, imitando o exemplo da união Cristo-igreja e pensando assim: “Meu marido é imagem do verdadeiro Deus e grande cabeça Cristo, por amor de quem vou respeitá-lo e fazer o que lhe agrada”.
Semelhantemente, o marido, por sua vez, deve amar sua esposa de todo coração, por causa do grande amor que vê em Cristo, dizendo assim: “Nem eu nem ninguém jamais amou assim. Por isso, segundo o exemplo de Cristo, quero, na medida de minhas capacidades. Amar a minha esposa como a minha própria carne. Cuidando, alimentando e servindo-a, evitando ser rude e excêntrico para com ela. Ao contrário, se ela não for perfeita e cometer alguma falha, vou usar de bom senso e ter paciência”. Esse, então, deixaria de ser um matrimônio terreno e humano ou racional para ser um matrimônio cristão, divino, desconhecido dos pagãos. Porque esses não percebem a grande glória e honra do matrimônio, que se trata duma imagem da sublime união espiritual de Cristo. Por isso cabe a nós, cristãos, honrar e exaltar muito mais esse estado, pois sabemos e conhecemos o esplendor e a glória conferidos a este estado.

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