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17 de ago. de 2010

Joshua Harris - Um Problema maior que a Morte



PRATICANTES OU NÃO PRATICANTES?


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A sinceridade da grande maioria dos católicos apostólicos romanos é admirável, pois é comum os ouvirmos dizerem ao passarem por algum questionamento em relação à praticidade de alguma religião. – Sim! Sou católico não praticante, ou, sim! Sou católico praticante.
Com estas respostas distintas, além deles reconhecerem entre si os católicos praticantes que são dignos de respeito pelo seu nível de compromisso e comprometimento com a religião professada, eles também conseguem fugir da hipocrisia em dizer algo que são, sem na verdade ser.
Quem dera nós protestantes… , aliás, é melhor mudar o termo para evangélicos, pois este termo para os dias de hoje não tem muito sentido. Apesar do grande crescimento numérico da igreja evangélica como um todo, infelizmente nós evangélicos não temos protestado contra a decadência moral que a cada dia cresce mais, como também não temos feito a diferença que o Senhor Jesus quer que façamos.
“Vocês são o sal para a humanidade; mas, se o sal perde o gosto, deixa de ser sal e não serve para mais nada. É jogado fora e pisado pelas pessoas que passam.” (Mateus 5:13 NTLH)
“Vocês são a luz para o mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte.” (Mateus 5:14 NTLH)
No século passado o evangelista e pregador itinerante John Wesley que foi o precursor do avivamento na Inglaterra fez uma grande diferença na sociedade inglesa. Ao que constam historicamente, os cristãos daquela época eram verdadeiros protestantes, ou seja, eram cristãos praticantes totalmente comprometidos com Cristo e com sua infalível palavra que é a bíblia sagrada.
“O evangelho que Wesley pregava influenciava as pessoas a se envolverem em causas sociais em nome de Cristo” (John Stott – Mentalidade cristã). Segundo historiadores, a Inglaterra só não passou por uma revolução sangrenta como a França porque a influência wesleiana fez uma grande diferença na sociedade.
Um bom exemplo é a história de Willian Wilberforce que foi o mais novo parlamentar inglês em idade. Com apenas vinte e um anos já era um parlamentar. Aos vinte e cinco anos teve um encontro com Deus e recebeu a fé para salvação. Queria abandonar a política para dedicar- se somente a Deus. Mas Deus tinha outros planos.
“porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos.” (Isaías 55:9 RA)
John Wesley escreveu uma carta para Wilberforce dizendo que ele não deveria deixar o parlamento, pois Deus tinha um propósito para ele em relação à política. E que propósito! Em 1787 Willian consegue o crédito no parlamento do primeiro acordo para libertar os escravos, em 1807 conseguiu a aprovação da abolição do tráfico de escravos, e em 1833 conseguiu de uma vez por todas a extinção do tráfico escravagista e a emancipação dos escravos. Que grande exemplo de um cristão na política compromissado com o estabelecimento do “Reino dos Céus” aqui na terra.
Deus nos chamou com um propósito para uma missão celestial predeterminada. Precisamos acordar para este fato, pois está chegando o “Dia do Senhor”. Neste dia teremos que prestar contas a Deus, e se continuarmos nesta passividade em que estamos, o que apresentaremos ao Senhor? Que desculpa iremos dar por nossa negligência e pelo nosso pecado de omissão? Misericórdia!
“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século.” (Mateus 28:19-20 RA)
Essa é a ordem. Nós temos transformado a “Grande Comissão” do Senhor Jesus em uma “Grande Omissão”. Não podemos esquecer que teremos que prestar contas a Deus por este pecado.
A geração evangélica posmoderna não tem feito a diferença que a geração passada fez. O evangelho não mudou, pois a palavra de Deus também não mudou e nem mudará. Nós é que mudamos, pois nos deixamos influenciar pelo humanismo decorrente do iluminismo e da revolução industrial. Em vez do moldarmos o mundo, o mundo é que tem nos moldado, e o pior de tudo é o fato de não querermos assumir isso.
“E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2 RA)
Temos nos conformado com tanta coisa deste século, que é até difícil citar todas. No entanto, vejo necessário citar algumas: A decadência moral e ética da sociedade, o individualismo, o pragmatismo, a indiferença, o egoísmo são agentes cancerígenos que tem permeado sutilmente no nosso arraial evangélico, e tem gerado uma igreja doente com um povo doente.
Apesar disso tudo, digo com muita alegria e convicção que existe um remédio poderoso para erradicar de uma vez por todas esta vil doença. “Obediência “é o nome do remédio. O obedecer a Deus nos deixa parecido com Cristo e nos leva a sermos seus discípulos. ”Como o reformador Lutero certa vez descobriu que o discipulado não é apenas privilégio dos clérigos, mas que é o papel de cada cristão no mundo, na vida do trabalho, na vida da família, e no exercício de poderes de liderança” (Harald Malschitzky).
Nós fomos chamados para uma vida de obediência, uma vida de discipulado. Só obedecendo a Deus é que poderemos ser “Sal na Terra” e “Luz no Mundo”, como também conhecidos no mundo como discípulos de Cristo. E si assim procedermos, chegaremos ao ponto de fazer discípulos para o Senhor com mais facilidade, pois confiaremos na força do Senhor Jesus, e não na nossa persuasão.
“Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes, medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer segundo tudo quanto nele está escrito; então, farás prosperar o teu caminho e serás bem-sucedido.” (Josué 1:8 RA)
A obediência a Deus é a chave do sucesso.
Não podemos menosprezar a vida no mundo e prezar somente a vida eterna. Vida eterna compreende o passado, o presente e o futuro. Temos que fazer a diferença hoje! Chega de protelar, de dar desculpas esfarrapadas. Chegou a hora de nós honrarmos a Deus com gratidão, devoção, disciplina e obediência, pois não somos mais inocentes. Temos uma consciência, e bem sabemos o que temos que fazer para mudar este lamentável quadro em que si encontra a igreja visível.
A igreja é um organismo vivo, e tem o dever de gerar vida e esperança para a sociedade decaída em que vivemos. Como disse o evangelista Luiz Palau, “A igreja é como esterco, si amontoada exala mau cheiro, mas, espalhada, aduba o mundo inteiro”.
Hoje, existem duas classes de evangélicos que são: os praticantes e os não praticantes. Precisamos perguntar para nós mesmos a qual destas classes pertencemos. Si a resposta for “Evangélicos não praticantes”, ainda a tempo de nos arrependermos e mudarmos radicalmente o nosso posicionamento em relação ao que é ser um cristão praticante, um verdadeiro discípulo de Cristo.
“Se permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedireis o que quiserdes, e vos será feito. Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos.” (João 15:7-8 RA)
Que Deus em sua infinita paciência nos desperte, nos capacite, e nos conduza ao mundo para cumprirmos a missão de fazer discípulos.
Por: Rinaldo Macedo

Cristo, nosso Professor – C.H. Spurgeon


Não é nada, meus irmãos, para o fiel servo de Jesus Cristo que um certo dogma desça até ele com a antiguidade cinzenta das eras para torná-lo venerável. Como um homem sensível, o Cristão respeita a antiguidade mas, como um leal súdito de seu Rei, ele não se curva ante a antiguidade como se fosse deixá-la tornar-se soberana em Sião ao invés do Cristo vivo. Uma multidão de bons homens pode se reunir e eles podem, em seu juízo, apresentar um dogma, e declarar que este dogma seja essencial e indubitável, e eles podem até fazer ameaças àqueles que não receberem seu veredito; mas se o dogma não foi autorizado muito tempo antes de terem-no decidido – se não estava escrito no Livro, a decisão do letrado conselho conta como nada.
Todos os pais, doutores, religiosos, mártires, junte-os todos; não podem adicionar uma palavra à fé uma vez entregue aos santos. Sim, ouso dizer que a unânime aprovação de todos os santos nos Céus e na Terra não seria o bastante para criar uma doutrina sequer limitada à consciência a menos que Jesus a tenha determinado. Em vão os homens dizem: “Desta forma fazia a igreja primitiva” – a igreja primitiva não predomina sobre nós. Não há propósito em citar Orígenes ou Agostinho; cite os apóstolos inspirados e a doutrina está estabelecida, e não de outro modo. Na igreja de Deus, nunca foi suficiente dizer: “Assim pensa Martinho Lutero.” Quem foi Martinho Lutero? Um servo de Jesus Cristo, e nada mais. Não é suficiente dizer: “Assim ensina João Calvino,” pois quem é João Calvino? Ele derramou seu sangue por você? Ou ele é seu mestre? Sua opinião deve ser respeitada como a opinião de seu co-servo, mas não um respeito como um doutor ou um professor competente na igreja – pois somente Cristo é Rabi, e não devemos chamar nenhum homem de Mestre sobre a terra.

Como um cristão resiste a tentação

"Bem-aventurados os vossos olhos porque vêem, e os vossos ouvidos porque ouvem" (Mt 13.16)



"Bem-aventurados os vossos olhos porque vêem, e os vossos ouvidos porque ouvem" (Mt 13.16)
Na verdade, Jesus está falando da chegada do reino de Deus. Ocorre que as gerações anteriores viveram com expectativas que não foram cumpridas. Por exemplo, Daniel 2.37-44 nos apresenta toda uma digressão acerca da esperança messiânica, que se deu com Jesus Cristo e Seu ministério tão somente. Portanto, a expectativa tão acalentada no coração do povo hebreu, em Jesus Cristo vai encontrar sua culminância, razão porque Ele disse mesmo: "O tempo está cumprido, e é chegado o reino de Deus. Arrependei-vos e crede no evangelho" (Mc 1.15).
Com essa declaração, portanto, é possível compreender a afirmativa de Jesus Cristo que serve de base para nossa meditação. Mateus a registrou com as seguintes palavras: "Bem-aventurados os olhos que vêem o que vós vedes. Pois vos digo que muitos profetas e reis desejaram ver o que vós vedes, e não o viram; e ouvir o que ouvis, e não o ouviram" (Lc. 10.23,24). Deste modo, encontramos na referência de Mateus uma extraordinária bem-aventurança, e dessa felicidade nós compartilhamos porque temos a grande ocasião de ter, não só a esperança realizada, mas, sobretudo, vivida em nossa existência: a chegada do reino de Deus.
O REINO DE DEUS
O conceito de reino de Deus, segundo as Escrituras, é altamente dinâmico, visto que fala do governo divino sobre todo o universo, e nossos corações. Mas aprendamos com as Escrituras: não é um reino territorial. É um reino presente, é verdade! Porque presente nos sinais, e nos milagres realizados por Jesus Cristo. Mas ao tempo que é um reino já presente, é um reino que terá seu efetivo cumprimento na Segunda Vinda de Jesus Cristo, a Parousia. E assim, porque terá sua culminância na Vinda de Cristo, podemos entender que no reino de Deus plenamente cumprido, dar-se-á a vitória final sobre o pranto. No Apocalipse está dito:
"E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com ele habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus. E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas" (Ap. 21.3,4).
Ensina-nos a Palavra de Deus que no reino de Deus efetiva e plenamente realizado, o Pranto já não mais existe. É também a vitória final sobre as Enfermidades.
Há quem lute com o problema crônico da enfermidade. Há, mesmo, um problema teológico com a questão das curas. Mas aprendemos com a Bíblia Sagrada que a vitória final está na realização plena do reino de Deus quando teremos a Grande Cura que é a ressurreição. E esse é um grande patrimônio que todos os cristãos compartilhamos sem sectarismo nem qualquer divisão denominacional. Compartilhamos a suprema esperança da ressurreição final dos corpos.
Lemos, ainda, acerca da vitória final sobre a Morte. O texto já lido de Apocalipse diz "e não haverá mais morte" (21.4a). Há muitos outros textos na Palavra de Deus, entre eles o hino em 1Coríntios 15. 26 que diz: "Ora o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte", e, mais adiante, "E, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então cumprir-se-á a palavra que esta escrita: Tragada foi a morte na vitória. Onde está ó morte? O teu aguilhão? Onde está , ó inferno, a tua vitória?" (vv.54,55; cf. Mt 9.18,19, 23-26; Lc 7.11-15; Jo 11.25,26 ).
Pois é, vamos ter essa vitória final sobre a morte na realização plena do reino de Deus.
Podemos seguir com a nossa reflexão, e perceber que é também a vitória final sobre as Trevas. O profeta Isaías mostra-nos como a humanidade caminha nas trevas:
"Pelo que o juízo esta longe de nós e a justiça não nos alcança; esperamos pela luz e eis que só há trevas; pelo resplendor, mas andamos em escuridão. Apalpamos as paredes como cegos; sim, como os que não teem olhos andamos apalpando; tropeçam,os ao meio-dia como nas trevas , e nos lugares escuros somos como mortos" (Is 59:9,10; Cf. Ef 6.12).
Há quem pregue que o reino de Deus ainda virá. O Novo Testamento assim não ensina. Pelo contrário, esclarece que o reino já veio, e terá sua culminância com a volta de Cristo, e, então, o Servo Sofredor da Paixão será o Rei Conquistador da Segunda Vinda (cf. Is 53:3-7; Lc 22.39-44). Não é o que diz a Palavra de Deus? Paulo, apóstolo, diz que "O Senhor mesmo descerá do céu com alarido, e com voz de arranjo e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro" (1 Ts 4.16; cf. Mt 24.30,31).
A BEM-AVENTURANÇA DO VER
Sim; o Novo Testamento registra uma bem-aventurança de Jesus que não consta da listagem do Sermão do Monte: "Bem-aventurados os vossos olhos porque vêem, e os vossos ouvidos porque ouvem" (Mt 13.16).
Há uma bem-aventurança no ver. Os versos 16 e 17 dão ênfase ao grande privilégio dos santos apóstolos porque viam eles o cumprimento de tudo o que "muitos profetas e justos desejaram ver... e não viram". Aos discípulos, então, é dado o segredo, o mistério do reino dos céus, e isso é uma dádiva da pura graça de Deus.
É esse mistério, então, é essa dádiva que é o motivo do anseio de Jó. No livro de Jó, nos lamentos que ele fazia pela sua situação terrível, assustadora, dizia : "Porque eu sei que o meu redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra. E depois de consumida a minha pele, ainda em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, e os meus olhos, e não outros, o verão" (vv. 19:25-26). Isso foi reafirmado mais adiante, e para o nosso crescimento o autor sagrado coloca sua exclamação: "Com o ouvir dos meus ouvidos, ouvi, mas agora te vêem os meus olhos" (vv. 42:5). E Jesus Cristo diz: "Bem-aventurados os nossos olhos porque vêem".
Ora, não querer ver a Deus é insensatez! Quem pensaria em algo assim? E isso equivale a não crer em Jesus Cristo a na Sua missão redentora. Aqui está a palavra de Jesus: "Aquele que crê no filho tem a vida eterna: mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece" (Jó 3.36; cf. Jr 5.21).
Mas há uma situação reversa: desejar ver a Deus, contemplar o Senhor traz a marca da esperança. Agora podemos ir ao Sermão da Montanha: "Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus" (Mt 5:8). Para ver o Senhor, porém, é preciso pureza de mãos, limpeza de coração. Nessa esperança viveu. Simão, o piedoso homem que aguardava "a Consolação de Israel" (Lc 2:25-32), e viveu Ana, a idosa profetisa que vivia no templo orando ao Senhor (Lc 2:36-38).
A Bíblia diz que é preciso olhar para Jesus: "fitando os olhos em Jesus autor e consumador da nossa fé" (Hb 12:2 a ), e assim foram bem-aventurados os apóstolos, que se pronunciaram sobre isso. Pedro disse:
"Porque não vos fizemos saber a virtude e a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, seguindo as fábulas artificialmente compostas; mas nós ,mesmos vimos a sua majestade" (2 Pe 1.16);
e João afirmou:
"O que era desde o principio, o que ouvimos, o que vimos com nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da Vida. (Porque a vida foi manifestada , e nós a vimos e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o pai, e nos foi manifestada); O que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho Jesus Cristo" (1 Jo 1.1-3).
Pois é; é necessário guardar a esperança, sabendo que ver a Jesus Cristo equivale a verá Deus (Jô 14:9).
A BEM-AVENTURANÇA DO OUVIR
Voltemos à palavra de Jesus: "Bem-aventurados os vossos olhos porque vêem, e os vossos ouvidos porque ouvem" (Mt 13:16).
Há, portanto, uma bem-aventurança no ouvir, idêntica à de ver. Mas, se desejar ver traz a marca da esperança, ouvir traz a marca da obediência, porque esse é o sentido da palavra ouvir no Antigo Testamento. Sempre que se encontrar o verbo "ouvir" no Antigo Testamento, ele equivale a obedecer.
É preciso ouvir a Deus; é preciso obedecer ao Senhor. Deuteronômio 15.5 tem esta palavra de Moisés: "Se somente ouvires diligentemente a voz do senhor teu Deus para cuidares em fazer todos estes mandamentos que hoje te ordeno". Por esse motivo, é insensatez não ouvir a Palavra de Deus, não querer saber do Senhor e da Sua Palavra. O testemunho da Escritura Sagrada a esse propósito esclarece que "O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável" (Pv 28.9). E, ainda: "Quem vos ouve a vós , a mim me ouve; e quem vos rejeita avós a mim me rejeita; e quem a mim me rejeita, rejeita aquele que me enviou" (Lc 10.16).
Essa é a razão porque a Escritura tem esse convite, quase ordem: "
Porque gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-me atentamente, e comei o que é bom, e a vossa alam se deleite com a gordura. Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a mim; ouvi, e a vossa alma viverá; porque convosco farei um concerto perpetuo, dando-vos as firmes beneficências de Davi" (Is 55.2,3).
E de Jesus Cristo temos: "Quem tem ouvidos para ouvir ouça" (Mt 11.15).
E que vai dar isso como resultado? O resultado será habitar em plena e perfeita segurança: "Mas o que me der ouvidos habitará seguramente, e estará descansado do temor do mal" (Pv 133).
Outra conseqüência de ouvir o Senhor são as palavras certas, justas e balsâmicas para nossa vida, porque nada melhor pode existir que ter a palavra de Deus acalentando o nosso coração. Novamente pedindo o testemunho da Escritura Sagrada: "E o Senhor Jeová me deu uma língua erudita, para que eu saiba dizer a seu tempo uma boa palavra ao que está cansado: Ele desperta-me o ouvido para que ouça, como aqueles que aprendem" (Is 50.4).
Vemos ainda na palavra de Deus que quando ouvimos e seguimos a Palavra do Senhor, temos a vida, como Jesus diz em João 5.25: "Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão".
É preciso ouvir a Palavra de Deus, mas, sobretudo, é preciso segui-la. Entendemos que esta bem-aventurança é claríssima. Fala de ver, de ouvir, de esperança, de obediência e de fé; esta bem-aventurança fala de reino de Deus. João 12.20 em diante menciona o desejo que alguns gregos tinham, e por isso, pediram a Filipe: "Queríamos ver a Jesus!" Reconheciam a felicidade, a bem-aventurança. Por outro lado, a promessa de Deuteronômio 4:30 é iluminadora: "Então dali buscarás ao Senhor teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma"(Dt 4.29).
Isso é fé. Paulo acrescenta que "a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo"(Rm 1.:17), pois o ouvir tem que ser atualizado (Hb 4:2). Então, a promessa de Isaías 32.3 será real, perfeitamente real: "E os olhos dos que vêem não olharão para trás, e os ouvidos dos que ouvem estarão atentos".

- Pr. Walter Santos Baptista

Jeová falso Deus ( Maldições)

"O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância. Jo 10:10."


Missões Evangélicas 006 - (SEMEAR ) Missionário sem Fronteiras (2010).wmv

Missão está onde você estiver! O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque me ungiu para pregar as boas novas, Isaías 61:1 ... e ai de mim se não pregar o Evangelho. I Cor. 9:16


O Silêncio de Deus


Ó Deus, não estejas em silêncio; não te cales, nem te aquietes, ó Deus” (Sl. 83.1)
A vida cristã não é marcada somente por situações positivas: triunfos e conquistas, há também os períodos de dor, incerteza, tratamento e, talvez, a situação de maior dificuldade de se entender ou de lidar é com o silencio de Deus! Simplesmente não há mais respostas. não há um movimento de Deus, uma palavra, um sussuro sequer, parece que Deus se afastou, que não está presente mais, não está atuando em nosso favor, nos abandonou, enfim, nada acontece!
Temos um curto período de tempo chamado primeiro amor, nesses tempos tudo vai bem, Deus nos protege com sua graça, responde quase que instantâneamente nossas orações, temos experiências rotineiras – mesmo que pequenas com Deus – somos fortes, destemidos, não ficamos uma semana sequer sem ouvir a voz de Deus, entretanto, logo esse tempo passa, então esse período horrível nos alcança: “Deus se cala”, somos levados ao desespero, então dizemos onde está Deus, o quê aconteceu? Será que estou em pecado, será juízo de Deus sobre a minha vida, isso é fruto de algum deslise? Então fazemos como Habacuque: “Até quando, SENHOR, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás?” (Hc. 1.2).
Quanto ao sobrenatural de Deus, parece que isso virou lenda, um “conto de fadas” em nossa vida, não há um sinal, uma resposta sobrenatural às nossas orações, em nossa famílias, em nosso caráter, em nosso ministério... somos sempre secos, sempre vazios, sempre homens naturais, nada de demonstração de poder: tanto em nós como por nós! Choramos sobres as promessas bíblicas, recitamos todos os versículos que conhecemos, jejuamos, oramos, esperamos – com ou sem  paciência – e fazemos até votos absurdos na tentativa de ver apenas um movimento de Deus – somente um, um só! E nada, ele está em silêncio! Óh como dói, os olhos começam a lacrimejar, nos deparamos com nossa completa fragilidade, insignificância e impotência, o quê está acontecendo?
Quero te consolar com minhas palavras e dizer porque isso ocorre, quero que você entenda que os olhos de Deus nunca fugiram da sua vida, Ele está de contínuo te observando! Esse período de silêncio acontece, para que você se torne totalmente dependente da Sua graça, que basta Ele se afastar um segundo que você morreria e que você não pode dar uma passo sem Ele para que veja que não pode fazer nada sem Ele, absolutamente nada!
Ele permite fracassos, falhas, humilhações (fruto desse silêncio), para que você possa olhar para o céu e dizer: “Quem tenho eu no céu senão a ti? E na terra não há quem eu deseje além de ti” (Sl.73.25). Não se preocupe com resultados, sucesso, não se preocupe em ser aceito pelos homens, não se preocupe com os números que seu ministério pode alcançar – isso te culpa muito não é? – mas Deus não está preocupado com isso, não é esse o principal propósito Dele na sua vida: “te fazer bem sucedido”. Não, absolutamente não! Ele quer te aperfeiçoar, te fazer uma pessoa melhor para Ele – e não para as pessoas e para o ministério – fazendo coisas que você não vai entender e por isso dói tanto!
Só que o silêncio não dura para sempre, terminado os  propósitos de Deus, Ele voltará a falar com você, da mesma forma que com o apóstolo Paulo, no livro de Atos, Capítulo 18: ele estava em Corinto, disputando na sinagoga acerca de Jesus e estava sendo resistido, estava confuso, estava querendo desistir e naquele momento não tinha uma direção clara do que fazer – Deus estava em silêncio – mas logo depois, Deus quebrou o silêncio dizendo: “E disse o Senhor em visão a Paulo: Não temas, mas fala, e não te cales; Porque eu sou contigo, e ninguém lançará mão de ti para te fazer mal, pois tenho muito povo nesta cidade.”
Assim como com Paulo, Deus voltará falar com você, trará sinais da Sua fidelidade e você verá que todo esse período contribuiu – e muito – para sua vida! Continue O buscando, se consagrando, pagando preços cada vez mais altos, pois nada disso é ou será vão.

Paulo Junior.

Há Razão para Lamentarmos? - C. H. Spurgeon Postado por Charles Spurgeon / On : 17:53/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.


Por que hei de andar eu lamentando... ? (Salmos 42.9)
Você pode encontrar alguma razão para lamentar-se, ao invés de regozijar-se? Por que dar lugar a antecipações sombrias? Quem disse que a noite nunca se findaria em um novo dia? Quem lhe falou que o mar das circunstâncias se esgotaria, até que nada ficasse, exceto a lama da horrível pobreza? Quem lhe disse que o inverno de seu descontentamento procederia de frio e se tornaria ainda mais frio, passando de neve, gelo e granizo para a neve profunda e para a mais intensa tempestade de desespero? Os dias seguem as noites; a inundação vem após a maré baixa; a primavera e o verão acontecem após o inverno. Encha-se de esperança! Deus nunca falhará! Ele o ama no meio de todas estas coisas. As montanhas, embora escondidas pelas trevas, são reais como o dia; e o amor de Deus é tão verdadeiro agora quanto o era nos momentos mais brilhantes de sua vida.

Nenhum pai castiga sempre os seus filhos. Assim como você, Deus também odeia a vara. Ele a utiliza pela mesma razão que deveria torná-lo disposto a recebê-la — a vara produz o seu bem duradouro. Você ainda subirá a escada de Jacó, juntamente com os anjos, e contemplará Aquele que está assentado no topo da escada — o seu Deus da aliança. Em meio a todos os esplendores da eternidade, você esquecerá as aflições do tempo presente. Ou você as recordará apenas para bendizer o Deus que o conduziu através das aflições e, por meio delas, produziu bem duradouro. Cante em meio às tributações. Regozije-se, embora esteja passando pela fornalha. Faça o deserto florescer como a roseira! Faça o ermo vibrar com regozijos exultantes, pois estas leves aflições logo acabarão. Então, estando para sempre com o Senhor, a sua bem-aventurança nunca se findará!

Sola Scriptura – Martyn Lloyd-Jones

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Vivendo com base na pura e simples Palavra de Deus

Fé significa tomar a Palavra de Deus por si só e agir com base nela por ser a Palavra de Deus. E crer no que Deus diz, simples e unicamente porque Ele o diz. Os heróis da fé, aludidos em Hebreus 11, criam na Palavra de Deus só porque Deus falara. Não tinham outras razões para crer nela. Por que, por exemplo, Abraão tomou a Isaque e subiu com ele àquele monte? Por que foi ao ponto de sacrificar seu filho? Simplesmente porque Deus lhe dissera que o fizesse.

Viver pela fé, porém, ainda é mais que isso. É basear a vida toda sobre a fé em Deus. O segredo de todas aquelas personagens do Velho Testamento está em que viviam «como se vissem aquele que é invisível» . . . Arriscavam tudo para ser fiéis à Palavra de Deus. Dispunham-se a sofrer por ela e, se necessário, a suportar a perda de tudo. Igual prospectiva se antepôs a muitos cristãos primitivos. . . «Se você não disser César é Senhor», diziam as autoridades, «será atirado aos leões na arena!» Contudo, negaram-se a dizê-lo. Com que base? Com base na pura e simples Palavra de Deus! .'. . Arriscaram tudo. Morreram pela fé e na fé.

Esta é hoje a nossa posição como cristãos. A escolha vai-nos sendo imposta mais e mais. Há ainda alguém bastante estulto para confiar neste mundo e no que ele tem para oferecer? Qual é o princípio dominante em nossas vidas? O cálculo? A sabedoria do mundo. . . ? Ou é a Palavra de Deus, exortando-nos sobre o fato de que esta vida e este mundo são transitórios e que ambos constituem mera preparação para o mundo vindouro? Ela não nos manda voltarmos as costas inteiramente para o mundo, mas insiste em que tenhamos a idéia certa sobre o mundo. . . Temos de fazer-nos, como na presença de Deus, estas perguntas singelas: Minha vida está baseada no princípio da fé? Estou-me rendendo ao fato de que o que leio na Bíblia é a Palavra de Deus e é verdade? Quero mesmo arriscar tudo, minha vida inclusive, baseado neste fato?
From Fear to Faith, p. 52,3.http://api.ning.com/files/3AiZa7HIVgozPd6s1m1TAwgBPGEce1Gry0MZC0GClgy8ha7DQVMDp5FcLE0j5m5olNcZL61REw*Njye9BoT64yujOWEYKg2i/sola_scriptura.jpg

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Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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