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6 de ago. de 2010

Teologia da prosperidade

  

A Teologia da prosperidade é um falso ensino que afirma que possuir bens materiais e riquezas são “direitos” daqueles que seguem a Cristo, e que ser pobre significa estar debaixo de “maldição”, em pecado, sem fé ou autoridade para “reivindicar” seus “direitos”.
“Porque haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina, pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceiras nos ouvidos, e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas”. (IITm.4.3).
Deus de fato é um Pai amoroso e abençoador, que supre nossas necessidades, mas de acordo com a vontade dele, e não da nossa, afinal nós é quem somos seus servos e Ele o Senhor, e não ao contrário. Não podemos reivindicar ou exigir direito algum, pois tudo o que ele nos dá é pela graça, que significa favor imerecido, e não um direito a ser exigido.
Os pregadores da teologia da prosperidade ou do “evangelho de mamom” alegam ter seus templos sob a bênção de Deus, pois esses vivem cheios e suas filiais se espalham por todos os lados, mas na verdade eles usam de covardes estratégias para lotarem suas igrejas, pois estimulam a cobiça do povo, prometem garantia de prosperidade material e terrena, transformam as dificuldades humanas em “maldições a serem quebradas”, exploram a fé e a miséria do povo, que se tornam presas fáceis desse engano e, motivados pelo interesse ou pelo desespero financeiro, se aglomeram nesses templos, sendo iludidos e persuadidos a um evangelho de facilidades, desprovidos da Verdade em Cristo, são induzidos a barganharem com Deus através de suas ofertas/dízimos e aprendem a usar o nome de Jesus como um mero detalhe e “fórmula mágica” para adquirirem seus desejos e riquezas, e quando essas falsas promessas não se cumprem se tornam frustrados e feridos, culpando a Deus e se sentindo rejeitados por ele.
Multidão de sacrifícios, “ofertas generosas”, templos cheios, ajuntamentos solenes e grandes festas “em nome de Deus” nem sempre são agradáveis e aceitáveis ao Senhor, Leiamos Isaías 1:11 a 14 as Palavras do próprio Deus: “De que me serve a multidão de vossos sacrifícios - diz o Senhor. Estou cansado dos holocaustos de carneiros e da gordura dos animais cevados e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros e nem de bodes. Quando vinde para comparecer perante mim, quem vos requereu o só pisardes em meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs, o incenso é para mim abominação e também as festas de lua nova, os sábados e a convocação das congregações; não posso suportar iniqüidade associada a ajuntamentos solenes.”

Jesus ou mamom?
Ninguém pode servir a dois senhores, porque ou há de aborrecer-se de um e amar o outro, ou se devotará a um e desprezará a outro. Não podeis servir a Deus e a mamom (riquezas).” Mt 6:24.
Nessa passagem o próprio Jesus compara as riquezas, a cobiça material a outro senhor, nos mostrando que é como servir a outro deus, a um ídolo. É IDOLATRIA PURA!!! Porém muitos têm escolhido servir a mamom, e vários pregadores e pastores estão levando a igreja a se prostrar diante de altar estranho, rejeitando a Jesus. Se aprendemos que é impossível servirmos a dois senhores, sem amar a um e aborrecer o outro, se um é opositor ao outro, qual o senhor que está sendo servido no meio do povo que aceita a teologia da prosperidade?
A palavra de Deus nos alerta que “o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males” (I Tm.6:10) e que “ onde está o seu coração, aí está o seu tesouro.”(Mt 6:21). O verdadeiro evangelho ensina que somos peregrinos e forasteiros nesse mundo (Hb.11:13), que nossa herança está na eternidade(Mt 25:34).

Aceitando a proposta de satanás?
Em Mt. 4: 8 e 9 foi lançada uma tentadora proposta:
“Levou-o o diabo a um monte muito alto, mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles, e lhe disse: tudo isso lhe darei se prostrado me adorares”.
A Teologia da prosperidade nada mais é do que essa mesma proposta de satanás feita a Jesus na tentação do deserto, e que hoje está se estendendo a nós e sendo aceita no meio da igreja, e muitos, sem discernimento, não percebem que estão se rendendo à glória desse mundo com toda sua riqueza, cobiça, ostentação e poder, e se prostrando, conseqüentemente ao adversário. Porém Jesus, a quem dizem servir, se negou a aceitar, respondendo: “Então Jesus ordenou: Retira-te satanás, porque está escrito:Ao Senhor teu Deus adorarás e só a ele prestarás culto”.( Mt.4:10).
Que a igreja do Senhor possa seguir a JESUS, não se prostrando a mamom, não se rendendo às propostas cobiçosas de satanás, adorando apenas ao Senhor Verdadeiro e buscando as coisas lá do alto. Que possamos retirar do nosso meio os “bezerros de ouro” que muitos têm levantado, que toda idolatria seja dissipada para glória de Deus!
“Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males, e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores”. (I Tm.6:8 a 10).

Desmascarando o engano
· Somos abençoados pelo que possuímos? Não! Jesus nos responde em Lc.12:15b: “...porque a vida de um homem não consiste na abundancia de bens que ele possui”.
· Para Deus quem tem riqueza material, tem necessariamente riqueza espiritual? Não! Vejamos em Lc.12:20 e 21: “Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma, e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo , mas não é rico para com Deus”.
· Para Deus aqueles que buscam apenas riquezas têm uma vida espiritual frutífera? Não! Leiamos em Mt.13:22: “O que foi semeado entre os espinhos é o que ouve a Palavra, mas os cuidados do mundo e a fascinação das riquezas sufocaram a Palavra, e ficaram infrutíferas”.
· Quem é pobre foi rejeitado, esquecido ou amaldiçoado por Deus? Não! Em Tiago 2:5 aprendemos: “Ouvi, meus amados irmãos. Não escolheu Deus os que para o mundo são pobres, para serem ricos em fé e herdeiros do Reino que ele prometeu aos que o amam? Entretanto, porque menosprezais os pobres?”
· Os grandes homens de Deus tinham como principal característica os seus bens materiais? Não! Observamos: “Disse Pedro: Não tenho ouro, nem prata, mas o que tenho te dou. Em nome de Jesus Cristo, Levanta-te e anda!”.(Atos 3:6).
· Uma igreja pobre financeiramente também é pobre espiritualmente? Não! Vejamos a carta enviada à igreja de Esmirna em Ap.2;9a : “ Conheço a tua tribulação e a tua pobreza ( mas tu és rico)...”
· Imensas igrejas, luxuosas e ricas podem ser miseráveis e pobres diante de Deus? Sim! Vejamos parte da carta à igreja de Laodicéia, em Ap.3:17: “...pois dizem: Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma, e nem sabes que és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu.”
· Um alerta de Jesus aos mestres que colocam aquilo que é material acima do Próprio Senhor: “ai de vós, guias cegos, que dizeis: quem jurar pelo santuário, isto é nada, mas se alguém jurar pelo ouro do santuário, fica obrigado pelo que jurou. Insensatos e cegos! Pois qual é o maior: O ouro ou o altar que santifica o ouro? E dizeis: quem jurar pelo altar, isso é nada, quem, porém jurar pela oferta que está sobre o altar fica obrigado pelo que jurou. Cegos! Pois qual é o maior: a oferta ou o altar que santifica a oferta?”. Mt. 23:16 a 19.

Conclusão
Como provamos através da Palavra de Deus, a prosperidade pregada pelos homens está muito aquém da verdadeira prosperidade na ótica do Senhor. Pobres podem ser prósperos, enquanto quem confia em suas riquezas podem ser, na realidade espiritual, miseráveis. As coisas do Espírito se discernem espiritualmente (I co 2:13) e não materialmente.
Sejamos ricos ou pobres, o Senhor não faz acepção de pessoas (Rm.2:11). Ele comprou com seu sangue pessoas de todas as tribos, raças, povos e nações. Ele não rejeita ninguém.
Se aprouver a Deus permitir que alguns de seus servos sejam ricos, a eles ele deixou essa orientação: “Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona para o nosso aprazimento, que pratiquem o bem e sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir, que acumulem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que alcanceis a vida eterna”.(I Tm. 6:17 a 19).
Aos que não possuem bens, saibam que nossa esperança não está nas coisas perecíveis desse mundo:
Se nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes dos homens.” I Co 15:19

Evangélico ou Cristão ?



…Porque eu não me envergonho do evangelho… mas, de ser evangélico” Romanos 8:16 (paráfrase do autor)
Hoje, após anos caminhando no meio do cristianismo e sendo tratado como “evangélico”; depois de sofrer com o descaso e com a sujeira que se instalou no meio religioso; diante da exploração imoral da fé e de pessoas; das decepções que acumulei nestes últimos tempos com a igreja, tomei uma decisão importante para a minha vida espiritual. Para tanto me debrucei sobre a Bíblia e criteriosamente analisei todos os fundamentos que definem o comportamento de alguém efetivamente comprometido com os ensinos de Jesus. Li com exaustão Atos dos Apóstolos para só depois tomar a decisão que achei a mais sensata diante do quadro que se instalou no meio religioso. Assim, deixei de ser mais um “evangélico” e decidi ser “cristão assumido”.
Você pode estar pensando que é tudo a mesma coisa, que não há qualquer diferença nas duas expressões, mas apesar de se assemelharem, definitivamente não há como serem associadas. Não da forma como pregam por aí nos transatlânticos da fé ancorados em quase todas as esquinas das cidades ou nos supermercados religiosos que vivem abarrotados de pessoas à procura de novidades. Aliás, vale salientar que os discípulos foram, em Antioquia, reconhecidos como “cristãos” e não como “evangélicos”. – Atos 11:26
Você pode estar me chamando de maluco ou desinformado; pode estar me considerando um herege; um rebelde frustrado, mas diga-me, quem são os “evangélicos” hoje? Que atributos credenciam alguém ao titulo de ser “evangélico”? Sugiro que você, antes de um prejulgamento contra a minha pessoa, faça uma lista contendo um nome de expressão no Brasil, no seu estado e em sua cidade, de alguém que você considera evangélico, pessoas que estejam ligadas à política, meio empresarial, educação, saúde ou órgão do governo.
Não vou exigir muito, estes me servirão como base para a minha tese. Vamos continuar o exercício, agora me diga, dos nomes que você listou, em qual desses setores você pode dizer com todas as palavras que “põe a mão no fogo” pelos indicados? Para qual dos escolhidos você seria capaz de ir aos tribunais defendê-lo na sua conduta como “evangélico”? Se a lista fosse minha, nenhum! E olha que não estou sendo radical, apenas sincero. É isto mesmo, a banalização do evangelho com práticas construídas sobre interesses denominacionais e não sob as ordenanças Divinas me dão sustentação suficiente para fundamentar os meus argumentos e a minha defesa. Cansei de ver raposa tomando conta de galinheiro.
Obviamente que existe ainda um grupo de pessoas com boas intenções, gente que de alguma forma busca viver o que prega, que ainda acreditam na propagação do evangelho como único instrumento capaz de satisfazer aos anseios do coração e da alma do homem. Louvo a Deus por estes que ainda resistem bravamente às investidas de satanás contra a igreja de Cristo e espero que não desistam de seus objetivos.
Já ao final de seu ministério, Charles Spurgeon* escreveu uma série de artigos intitulados “O Declínio” onde ele estava advertindo a igreja de seus dias, lá no passado, quanto ao fato de que o cristianismo estava em declínio e, o que era pior, o ímpeto de descida parecia estar vencendo todas as tentativas de conter esta decadência. Os líderes cristãos estavam se tornando mundanos, espiritualmente frios e tolerantes aos erros doutrinários. Isso acontecia em tal nível que Spurgeon tinha receios de que a igreja perderia completamente o seu testemunho. Infelizmente, a previsão de Spurgeon se tornou em realidade insofismável hoje.
Lamentavelmente o que vemos é muito mais gente que usa do titulo de “evangélico” para se esconder, para se auto-promoverem, para ganharem um bom dinheiro, contrariando com comportamentos condenáveis o que na verdade significa ser “evangélico”. O rotulo, mesmo falsificado, neste caso enseja confiança aos desavisados. Para onde foram os bons costumes? Onde está o senso de moral? O mundo encontra-se hoje numa situação vergonhosa e desesperadora, no entanto, os seus habitantes não têm vergonha do que fazem ou dizem e muitos encontraram na religião um lugar seguro para agirem sem serem incomodados.
Me envergonho do evangelho ao ligar a televisão e ver homens inescrupulosos negociando com a fé das pessoas; ao saber que na frente das telas da TV há muitos pobres evangélicos aprovando e até contribuindo com tudo que é mostrado ali; ao ver o comércio da fé sendo explorado livremente nas igrejas eletrônicas onde vende-se de tudo; ao ver a religião evangélica fazendo parcerias indissolúveis com o inimigo; ao ver líderes atrelados, andando de mãos dadas com o diabo na maior naturalidade. Me envergonho ao ver homens mudando a verdade de Deus em mentiras, honrando e servindo mais a criatura do que ao Criador; Quanto dinheiro jogado fora nas fossas podres da religiosidade permissiva, nociva à sociedade e à vida espiritual. Quanta vergonha! Vergonha acompanhada por um misto de indignação e revolta, pois mesmo com todo o meu protesto e o meu esforço, percebo que a coisa caminha para o retrocesso rumo a um abismo espiritual intransponível.
Me cansei de carregar na testa o rotulo de evangélico. São todos iguais, afirmam as pessoas, colocando todo mundo num mesmo patamar, misturando joio e trigo em um só saco. Justos e pecadores, sérios ou não, todos sem distinção estão, pelas palavras da sociedade comungando comportamentos religiosos semelhantes. Os “evangélicos” lamentavelmente são os que mais enganam, os que faltam com a honra da palavra, os que difamam, subjugam pessoas, envolvem-se em escândalos espreitam a derrota, inclusive, dos próprios “irmãos da igreja”; são os que mais se divorciam segundo dados, os que mais sabem apontar o indicador de condenação, os que matam o amor pregando o amor. Cansei-me dos chavões, dos sermões e palavras construídas sob encomenda, pois de nada adianta falar do amor de Deus enquanto pessoas, do lado de fora dos templos, estão sem entender o barulho que se faz lá dentro.
Do outro lado o que vemos, no entanto, são pessoas simples dividindo o pouco que têm, com seus semelhantes sem ter nenhuma denominação religiosa por trás, enquanto muita gente que diz ser “servo de Deus”, e até se orgulham disto, com tudo que precisam e mais alguma coisa; com todos os pressupostos de felicidade à disposição, gente de triunfo, de sucesso, que pouco ou nada fazem, mesmo tendo muito mais do que precisam para viverem uma vida tranqüila.
Ser “evangélico” está na moda, ser “cristão” não. O primeiro é bonito, é moderno, é diferente, é místico, é favorável e em alguns casos dá status. O segundo pelo contrário não atrai pelas exigências de fidelidade e comprometimento sincero com princípios que poucos estão dispostos a arcarem com o peso que eles colocam sobre os ombros. Basta só dar uma espiadinha na lista de artistas, de jogadores e de políticos que se declaram “evangélicos” todos os dias… Ter um destes no rol de freqüentadores da igreja pode render bons lucros. Quanta hipocrisia! Quanta enganação!
Por tudo que relatei acima tomei a decisão de abandonar a fachada de “evangélico” para ser apenas “cristão”. Decidi viver bem com Deus, sem, no entanto, fazer propósitos irracionais, sem viver na alienação dos temores, sem ser forçado à obediência a líderes que intimidam e não pregam o evangelho. Decidi ser mais espiritual, mais humano, mais emocional, mais racional, mais sensível. Decidi ainda a abandonar a religiosidade vazia fundamentada em formas e resolvi correr atrás de conteúdo, algo que preencha todos os vazios do meu coração e da minha alma. Quero ser cheio de compaixão, exprimir amor na sua profundidade e na sua extensão, quero entender o sofrimento alheio. Quero, simplesmente, ser “cristão”.

Eu aceitei Jesus ou foi Ele quem me aceitou?

 

"...na 
verdade quem nos aceitou foi ele..."

Eu não consigo me esquecer daquela afirmação, aquele senhor acabava de confirmar aquilo que era a mais simples verdade do "Evangelho" mas esquecida pela grande massa dos crentes contemporâneos. Estamos tão acostumados com o "evangelho" mesclado com o humanismo, que já não conseguimos discernir a mínima diferença entre a mão direita e a esquerda. Num bate papo com qualquer cristão, vamos concluir que o entendimento que eles possuem é que; se foram salvos um dia é por que fizeram alguma coisa para receber a esta salvação. Isto soa como algo assim: "Deus tem feito tudo o que Ele pôde fazer, o próximo passo (aquele que realmente é decisivo) depende de você ... Céu ou inferno! a escolha é sua".

Assim, por "aceitar" Cristo, o homem virtualmente se torna seu próprio salvador. O homem é tido como se estivesse no volante, e Deus como um mero espectador.¹ Ou seja, o Próprio salvador fica impossibilitado de salvar, pois em ultima ánalise quem decide é o pecador. Mas como alguém (no caso do pecador) decide por algo que nunca deseja?

Hoje em dia, muitos púlpitos proclamam um Deus que tenta, de um modo altamente inócuo, ser aceito pelos homens. Mas, se uma pequena parte da verdade é apresentada como se fosse a verdade total, o resultado será, na melhor das hipóteses, confusão, e na pior, decepção. A verdade parcial pode ser mais perigosa do que uma mentira aberta!¹

É bem verdade, que a VERDADE nua e crua, é intolerável aos nossos corações rebeldes. Nossos ouvidos não pode ouvi-la sem ao menos serem ameaçados pela justiça Divina, pois é como afirma o apóstolo "...para que toda a boca esteja fechada e todo mundo seja condenável diante de Deus"¹ (Rom 3:19)

Uma música do grupo Logos, retrata bem a trágica mudança no conteúdo da mensagem pregada. Diz a letra da música;

"Eu sinto verdadeiro espanto no meu coração, em constatar que o evangelho já mudou; quem ontem era servo agora acha-se Senhor, e diz a Deus como Ele tem que ser. Mas o verdadeiro evangelho exalta a Deus, ele é tão claro como a água que bebi, e não se negocia sua essência e poder, se camuflado a excelência perderá ² "

Mas qual é a pura essência do Evangelho?

O Evangelho de Jesus Cristo é essencialmente centralizado em Deus, e não no homem... o pecado foi introduzido ao mundo, e tem inteiramente corrompido todo o coração e natureza, de todos os homens. Assim, nós estamos separados de Deus por uma barreira infinita. A justiça e a santidade divina, demandam que nossos pecados sejam punidos. Em nosso estado de pecado, nós nem somos capazes de pagar pelos nosso próprios pecados, nos transformar, tampouco fazer as pazes com Deus. Nossa única esperança é que alguém maior que nós faça por nós o que não podemos fazer por nós mesmos, e nos fazer aceitáveis a Deus

Mas, quem pode pagar totalmente por todos os nossos pecados? Quem pode viver perfeitamente sem nenhum pecado e merecer o favor de Deus para nós? Quem pode nos fazer aceitáveis a Deus? A resposta bíblica é inequivocamente clara: somente Deus pode fazer tudo isto.¹

Ei, alguém ai já pensou em um abismo?...existe um grande abismo entre Deus e os pecadores...onde estes jamais poderão caminhar em direção a Deus, a única alternativa parte de Deus, pois somente Ele pode caminhar em direção ao homem.

E Ele tem feito isto de tal modo que os pecadores são salvos e a justiça ainda é mantida. O culpado segue livre, mas os padrões de justiça não são quebrados. Cristo, o Eterno Filho de Deus, veio a este mundo e se tornou um homem, viveu uma vida pura de obediência ao Pai, e morreu a morte que os pecadores mereciam morrer, satisfazendo por completo, todas as obrigações da lei. Assim nós lemos: Deus nos fez agradáveis a si no Amado (Efés. 1:6). Aceitar é, sobretudo, a prerrogativa de Deus.

A salvação é Seu ato, Sua iniciativa, Sua intervenção em um caso sem esperança. Do Senhor vem a salvação (Jonas 2:9). A salvação não é tanto o pecador aceitando a Deus quanto Deus aceitando o pecador, o qual, em desespero, se torna do pecado e se agarra em Cristo. Esta é a mensagem evangélica que exalta a Deus e que manifesta Ele no comando. Isto faz com que o homem seja uma esfera que está em órbita ao redor de Deus.

Será que ficou claro meu irmão arminiano? Na graça, a ênfase não está em quem recebe, mas sim, no Doador!

Eu sei muito bem que está claro, mas parece que você "se acha" capaz, não é mesmo?" Eu quase posso escutar alguém dizendo, mas, e a minha decisão? Eu não necessitava a fazer alguma coisa? Eu não precisava ao menos ter que decidir, e desejar ser salvo?... Eu deixarei que Charles Haddon Spurgeon (1834-1892) dê uma resposta, através de sua autobiografia: 

Quando eu estava chegando a Cristo, eu pensei que estivesse o fazendo por mim próprio, e mesmo que eu procurei zelosamente ao Senhor, eu não fazia idéia que o Senhor me procurava. Eu não penso que o recém convertido esteja, primeiramente, ciente disto. Eu posso fazer um retrospecto daquele dia e daquela hora em que eu recebi estas verdades em minha alma pela primeira vez ! quando elas foram queimados em meu coração, como John Bunyan diz: como se fosse ferro em brasa; e posso relembrar de como me senti crescido, subitamente, de um bebê a um homem ! que eu fiz um progresso no conhecimento das Escrituras, através do descobrimento, de uma vez por todas, deste entendimento da verdade de Deus. Numa noite da semana, quando estava sentado na casa de Deus, eu não estava pensando muito no sermão do pregador, pois eu não acreditei nele. Um pensamento me atingiu: "Como você se tornou um Cristão?" Eu procurei ao Senhor. "Mas como você veio a buscar o Senhor?" Por um instante a verdade veio em minha mente: Eu não O procuraria a menos que tivesse existido alguma influência prévia sobre a minha mente, que me fizesse O procurar. "Eu orei!", pensei eu. Mas então perguntei a mim mesmo: "Como vim a orar?" Eu fui induzido a orar pela leitura das Escrituras. "Como vim a ler as Escrituras?" Eu As li, mas o que me fez Às lerem? Então, por um momento, eu vi que Deus estava por trás de tudo, e que Ele era o Autor de minha fé, e então a plena doutrina da graça se abriu para mim, e desta doutrina eu não me afastei até este presente dia, e desejo fazer esta a minha confissão constante: "Eu atribuo a minha mudança completamente a Deus ¹ ".

Só podemos escolher aquilo que desejamos, e de fato a única coisa que um pecador deseja é pecar. Somente a graça de Deus poder convencer um coração endurecido de seu pecado e rebelião. Em seu comentário acerca de Efésios 2:1-10 Matheus Henry, afirma que: 

"O pecado é a morte da alma. um homem morto em delitos e pecados não sente desejos pelos prazeres espirituais. Quando olhamos para um cadáver, dá uma sensação espantosa. O espírito que nunca morre foi embora, e nada tem deixado senão as ruínas de um homem. Todavia, se víssemos bem as coisas, deveríamos sentir-nos muito mais afetados com o pensamento de uma alma morta, um espírito perdido e caído. O estado de pecado é o estado de conformidade com este mundo. Os homens ímpios são escravos de Satanás, que é o autor dessa disposição carnal orgulha que existe nos homens ímpios; ele reina nos corações dos homens. na Escritura fica claro que se os homens têm sido mais inclinados à iniqüidade espiritual ou sensual, todos os homens, sendo naturalmente filhos da desobediência, são também por natureza filhos da ira. Então, quanta razão têm os pecadores para procurarem fervorosamente a graça que os fará filhos de Deus e herdeiros da glória, tendo sido filhos da ira! O amor eterno ou a boa vontade de Deus para com suas criaturas é a fonte de onde fluem todas suas misericórdias para conosco; esse amor e Deus é amor grande, e sua misericórdia é misericórdia rica. Todo pecador convertido é um pecador salvo; livrado do pecado e da ira. A graça que salva é a bondade e o favor livre e imerecido de Deus; Ele salva, não pelas obras da lei, senão pela fé em Cristo Jesus. A graça na alma é vida nova na alma. Um pecador regenerado chega a ser um senhor vivente; vive uma vida de santidade, sendo nascido de Deus: vive, sendo livrado da culpa do pecado, pela graça que perdoa e justifica. Os pecadores se revolvem no pó; as almas santificadas sentam nos lugares celestiais, levantadas por sobre este mundo pela graça de Cristo. A bondade de Deus ao converter e salvar pecadores aqui e agora, estimula os outros a esperar, no futuro, por Sua graça e misericórdia. Nossa fé, nossa conversão, e nossa salvação eterna não são pelas obras, para que nenhum homem se vanglorie. Estas coisas não acontecem por algo que nós façamos, portanto, toda jactância fica excluída. Todo é livre dádiva de Deus e efeito de ser vivificado por seu poder. Foi seu propósito para o qual nos preparou, dizendo-nos com o conhecimento de sua vontade, e seu Espírito Santo produz tal mudança abençoando-nos com o conhecimento de sua vontade, e seu Espírito Santo produz tal mudança em nós que glorificaremos a Deus por nossa boa conversação e perseverança na santidade. Ninguém pode abusar desta doutrina apoiando-se na Escritura, nem a acusa de nenhuma tendência ao mal. Todos os que assim agem, não têm escusa.³"

A nossa resposta ao chamado do Salvador é consequência do seu agir em nós.

"Por que Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a Sua boa vontade" (Fil. 2:13).

Ninguém vem á Cristo arrastado, nem por força, Deus primeiro fazer o pecador querer ser salvo, convencendo de que a sua única saída esta em reconhecer a sua miséria e clamar á Deus por salvação. Somos nós os pecadores, somos nós que estamos na "ilegalidade", de tal maneira que não somos nós que recebemos a Cristo, mas é Ele quem nos recebe pela misericórdia..." quando nós olhamos a palavra "receber", nós novamente estamos face a face com a realidade que é, definitivamente, Deus quem faz a recepção. Isto também é afirmado pelas Escrituras. Por exemplo, o salmista foi confortado em saber que ele me receberá (Sal. 49:15). Os fariseus queixaram-se de Cristo: este recebe pecadores, e come com eles (Luc. 15:2). Paulo ensinou aos Romanos que Cristo também nos recebeu para a glória de Deus (Rom. 15:7). Hebreus 12:6 diz que Deus é ativo em adotar filhos espirituais na Sua família: Porque o Senhor corrige o que ama, e açoita a qualquer que recebe como filho...Aquele bem conhecido versículo em João 1, o qual diz: Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que crêem no seu nome (v. 12), é de fato uma verdade preciosa; mas não termina aí. O próximo versículo diz claramente que, ter sido recebido por Cristo só foi possível pela graça de Deus que capacita: Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus (v.13). ¹

Que Maravilhoso Deus nós temos, que nos recebeu e não nos expulsou de sua santa presença para sempre, que minha alma reconheça pelos séculos dos séculos tão grande salvação e tão grande Salvador, que nos meus dias eu nunca venha cessar o meu louvor á Deus por sua misericórdia. E quanto a você meu amigo, que e ainda não se arrependeu de seus pecados... É verdade que você deve chegar a Cristo, e receber a salvação. Esta vinda de Cristo Jesus ao mundo para salvar pecadores são as boas notícias, e é verdadeiramente digna de toda a aceitação (I Tim 1:15). Mas você deve chegar humildemente como um mendigo, de mãos vazias, se lançando a si mesmo diante de Cristo, maravilhando-se em Seu amor infinito. Eu te imploro que venha ao Salvador dos pecadores necessitados já. Aceite a Ele do mesmo modo, que um náufrago aceita uma bóia ... do mesmo modo que um pobre mendigo aceita esmolas ... um prisioneiro aceita a liberdade! Receba a Ele do mesmo modo, que um doente recebe o médico! ¹ " Pois não há outro caminho, não outra saída, não há escapatória, de fato todos os caminhos te levará a Deus como Juiz, mas somente em Jesus Cristo você pode escapar da ira vindoura e do tormento eterno. Todo o teu esforço será inútil, todas as suas obras consideradas como lixo...a salvação não se compra...e nem se conquista, mas é recebida mediante a fé...e esta claro que "O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu" (João 3:27). De eternidade a eternidade esta verdade prevalecerá, foi Jesus quem me aceitou.

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Citações dos textos: ¹Quem Aceita Quem? /Daniel A. Chamberlin, Pastor /Tradução: Gustavo Stapait, 09/01 /Fonte: www.PalavraPrudente.com.br ²Letra da Música "Evangelho" Grupo Logos ³Matheus Henry/Comentário Bíblico/CPAD

Autor: Aldair Ramos Rios 

CHAMANDO TODOS OS PECADORES


Só os pecadores são chamados à salvação, as pessoas boas nem são convidadas.
"Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os que estão doentes; eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores." Mc. 2:17.
Os crentes deixam de representar Cristo, quando não atraem os pecadores. O contexto aqui nos informa que "estavam sentados à mesa com Jesus e seus discípulos muitos publicanos e pecadores; porque eram muitos, e o tinham seguido." É verdade que Jesus nem sempre era um pregador popular. Às vezes as multidões se afastavam, e até discípulos professos rejeitavam alguns de seus ensinos e "já não andavam com ele," João 6:60-66. E chegou o dia quando até os discípulos mais íntimos o abandonaram, ao ouvirem a multidão gritando por seu sangue. Mc. 14:50, 15:11-14.
ATRAINDO OS PECADORES
Assim, seus verdadeiros seguidores, às vezes, terão que ficar sozinhos com Deus, e através dos séculos milhões de crentes fiéis morreram por causa do testemunho que davam sobre aquele que dera sua vida para redimi-los. Mas, do mesmo modo como Jesus ao ser levantado na cruz atrairia "todos" a si, João 12:32, assim também o sangue de seus mártires persuadem pecadores da verdade de seu testemunho, onde menos suaves falharam.
Falando de modo geral, fica a verdade que havia algo na vida e ensinamento de Jesus que atraía os pecadores, de modo que "a grande multidão o ouvia com prazer," Mc. 12:37. E do mesmo modo que é errado para um discípulo perder a coragem de ficar só quando a tarefa o exige, também é errado perder o amor e a compaixão que atraem os pecadores, não só a nós, mas ao nosso testemunho e ao Salvador que fez de nós o que somos, "co-participantes da natureza divina," I Pd. 1:4.
Se os pecadores em nossa geração são atraídos ou distraídos por todo tipo de religião falsa e não pelo testemunho de Jesus Cristo, será que a culpa é só deles? Será que nós não somos culpados também, por não darmos um bom exemplo da vida e do amor que vem de cima?
NEM UM JUSTO
"O justo" de texto na realidade não existe na terra. É claro que há gente que se acha justa, mas Deus afirmou que em toda raça humana "Não há justo, nem sequer um," Rom. 3:10.
Por isso, se quiser se considerar justo, saiba que Jesus chama só os pecadores ao arrependimento. Se se acha certinho, então não existe necessidade de mudança. Mas se, como Jesus ensinou, Deus está certo e você errado, então ele o chama ao arrependimento ! a uma mudança de mente, a uma mudança completa em seu modo de pensar sobre si mesmo, sobre o pecado, e sobre Deus.
Jesus veio não "chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento," Mat. 9:13. Note que não há o artigo definido aqui no grego nem em nenhuma tradução correta. Jesus não estava sugerindo que havia alguns justos no mundo. Simplesmente afirmou que o tipo de pessoa que viera chamar ao arrependimento não eram os justos, mas os pecadores.
DEUS ORDENA QUE SE ARREPENDEM
O chamado de Jesus aos pecadores para que se arrependam é portanto tão amplo quanto a ordem de Deus Pai que "agora, porém, notifica aos homens que todos em toda parte se arrependem," At. 17:30. O convite que o Filho faz como prova de misericórdia, o Pai ordena como prova de juízo.
Os pecadores que desprezam o convite amoroso de Jesus, enquanto ele lhes oferece misericórdia, um dia cairão sob a ira de Deus no juízo, pois é nele que Deus "há de julgar o mundo com justiça naquele dia determinado," At. 17:31.
Talvez você pense no que é e como é, e sem dúvida deve pensar muito bem de si mesmo; mas no dia do juízo de Deus, você saberá que "?os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, diz o Senhor," Isaías 55:8. Verdadeiramente, nossa mente natural faz parte da corrupção pecaminosa da raça caída de Adão, e nosso pensar precisa ser corrigido pelo Espírito de nosso Criador e Redentor. Esta correção no modo de pensar, esta mudança revolucionária da mente, é o arrependimento neo-testamentário, e é a ordem de Deus aos homens do mundo inteiro.
ARREPENDIMENTO PARA A VIDA
O arrependimento não é um fim em si, mas um meio para um fim. Necessariamente não há nenhuma virtude ao se experimentar uma mudança de mente - especialmente se a mudança é do bom para o ruim, do ruim para o pior, ou de erro para outro. O arrependimento para o qual Jesus chama e o qual Deus ordena a todos os homens é em relação a Deus, At. 20:21; ao pecado, Ap. 9:21; às obras mortas, Heb. 6:1; à descrença e à fé no evangelho de Jesus Cristo, Mc. 1:15.
Mesmo o arrependimento neo-testamentário não é um fim, mas um começo da vida eterna e salvação, como vemos em At. 11:18, "?Logo, também aos gentios foi por Deus concedido o arrependimento para a vida."
Podemos muito apropriadamente citar Efés. 2:8, "Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto" (isto é; a experiência completa de ser salvo pela graça por meio da fé), "não vem de vós, é dom de Deus."
Assim, o arrependimento que é complementado na fé, e sem a qual é impossível, é garantido ou dado por Deus. Ele não só ordena, ele garante, e ninguém sem sua provisão graciosa se arrependeria. Mesmo assim a responsabilidade humana permanece, e "se não vos arrependerdes, todos igualmente perecereis," Luc. 13:3,5.
JESUS O CHAMA
Nosso texto nos informa que Jesus veio chamar os pecadores ao arrependimento. Já que você é um pecador, ele veio chamar, e chama, você. Conhecendo o mal da sua alma, o grande médico o convida a entregar seu caso em suas mãos, com a certeza de que ele nunca perde um só caso entregue a seu cuidado.
"Arrependei-vos e crede no evangelho." Mc. 1:15. "Quem quiser, tome de graça da água da vida." Ap. 22:17. Se você quiser, Jesus o convida e chama ao arrependimento.


Autor: Rosco Brong

Mensagem oferecida pela 
PRIMEIRA IGREJA BATISTA DO JARDIM DAS OLIVEIRAS 
Rua Dr. João Maciel Filho, 207: 60.821-500 Fortaleza, CE 

"E Jesus clamou, dizendo: Quem crê em mim crê, não em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê a mim vê aquele que me enviou. Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. Se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgo; porque eu não vim para julgar o mundo, e sim para salvá-lo. Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia. Porque eu não tenho falado por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, esse me tem prescrito o que dizer e o que anunciar. E sei que o seu mandamento é a vida eterna. As coisas, pois, que eu falo, como o Pai mo tem dito, assim falo." João 12:44-50




Jesus terminou Seu trabalho

a. O que a Bíblia diz: 

i. Acerca do Seu nascimento

Por isso, ao entrar no mundo, diz: Sacrifício e oferta não quiseste; antes, um corpo me formaste; não te deleitaste com holocaustos e ofertas pelo pecado.
Então, eu disse: Eis aqui estou (no rolo do livro está escrito a meu respeito), para fazer, ó Deus, a tua vontade. Hebreus 10:5-7

Jesus novamente nos fala como sendo aquele que cumpre as palavras do Antigo Testamento (Salmo 40:6-8). Desde o seu nascimento o Senhor Jesus tinha somente um objetivo: fazer a vontade do Pai e suprir, através do Seu sacrifício, a satisfação que a justiça de Deus demandava por causa dos nossos pecados.

ii. Acerca do Seu trabalho

Disse-lhes Jesus: A minha comida consiste em fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra. João 4:34

Cada faceta do trabalho de Jesus consistia em um item que pertencia à vontade do Pai. Jesus testemunha nestes versículos que sua real vontade era satisfazer aos desejos do Pai.

iii. Acerca da Sua morte

Então, Pilatos o entregou para ser crucificado. Tomaram eles, pois, a Jesus; e ele próprio, carregando a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, Gólgota em hebraico, onde o crucificaram e com ele outros dois, um de cada lado, e Jesus no meio. Pilatos escreveu também um título e o colocou no cimo da cruz; o que estava escrito era: JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS. Quando, pois, Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado! E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito. João 19:16-18 e 30

Esta última palavra proferida por Jesus (no grego "está consumado" é representado pela expressão "TETELESTAI") representa a consumação perfeita de toda a obra que lhe fora confiada pelo Pai. O que poderia ser uma tragédia era realmente um triunfo consumado.

b. O Testemunho dado pelo Senhor Jesus

i. Resumido

Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer. João 17:4

ii. Os itens específicos do Ministério completo de Jesus

Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. João 17:6. 

E verdadeiramente conheceram que saí de ti, e creram que tu me enviaste. João 17:8. 
Quando eu estava com eles, guardava-os no teu nome, que me deste, e protegi-os, e nenhum deles se perdeu, exceto o filho da perdição, para que se cumprisse a Escritura. João 17:12.

Eu lhes tenho dado a tua palavra, e o mundo os odiou, porque eles não são do mundo, como também eu não sou. João 17:14.

Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. João 17:18.

Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos. João 17:22.

Eu lhes fiz conhecer o teu nome e ainda o farei conhecer, a fim de que o amor com que me amaste esteja neles, e eu neles esteja. João 17:26.

Estas afirmações do Senhor Jesus testificam da importância que a vontade do Pai tinha na Sua mente. Nos parece que o Senhor Jesus nesta oração fez uma recapitulação da Sua vida e encontra grande satisfação nos vários aspectos do Seu ministério.

B. A Explicação Bíblica Acerca do Seu Ministério

1. Jesus Cristo veio cumprir a Lei de Deus.

" Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir. Mateus 5:17.

2. Jesus Cristo veio para que os homens e mulheres pudessem ter vida.

" ...Eu vim para que tenham vida e vida em abundância. João 10:10.

3. Jesus Cristo veio para trazer luz às trevas em que nos encontrávamos.

" Eu vim como luz para o mundo, a fim de que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. João 12:46

4. Jesus Cristo veio salvar o mundo.

" Se alguém ouvir as minhas palavras e não as guardar, eu não o julgo; porque eu não vim para julgar o mundo, e sim para salvá-lo. Quem me rejeita e não recebe as minhas palavras tem quem o julgue; a própria palavra que tenho proferido, essa o julgará no último dia. João 12:47-48.

5. Jesus Cristo veio trazer a espada.

" Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada. Mateus 10:34.


6. Jesus veio chamar pessoas ao arrependimento.

" Ide, porém, e aprendei o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos; pois não vim chamar justos, e sim pecadores ao arrependimento. Mateus 9:13.

7. Jesus Cristo veio buscar e salvar o que estava perdido.

" Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido. Lucas 19:10.

8. Jesus Cristo veio salvar pecadores.

" Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal. 1 Timóteo 1:15

9. Jesus Cristo veio dar sua vida como resgate.

" Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos. Marcos 10:45.

10. Jesus veio para nos trazer a paz.

" E, vindo, evangelizou paz a vós outros que estáveis longe e paz também aos que estavam perto. Efésios 2:17

Quando Jesus diz "Eu te glorifiquei na terra, consumando a obra que me confiaste para fazer", Ele certamente tinha em mente tudo o que lemos nos versos acima. Somente tolos não dariam glórias a Deus sabendo a provisão tão rica que Deus tem preparado para nós através de Jesus.

C. A Segurança Bíblica Referente ao Ministério de Jesus

1. O Senhor Jesus se ofereceu a Si mesmo - de uma vez por todas - como nosso sacrifício.

Com efeito, nos convinha um sumo sacerdote como este, santo, inculpável, sem mácula, separado dos pecadores e feito mais alto do que os céus, que não tem necessidade, como os sumos sacerdotes, de oferecer todos os dias sacrifícios, primeiro, por seus próprios pecados, depois, pelos do povo; porque fez isto uma vez por todas, quando a si mesmo se ofereceu. Hebreus 7:26-27

Em contraste aos sacerdotes do Antigo Testamento, que eram apenas tipos simbólicos do Senhor Jesus, nosso Salvador se entregou a Si mesmo, como nosso substituto para morrer sob a condenação dos nossos pecados. A oferta que Jesus fez, de si mesmo, era perfeita e portanto precisava ser oferecida somente uma vez.

2. O Senhor Jesus aniquilou o pecado por meio do seu sacrifício

Ora, neste caso, seria necessário que ele tivesse sofrido muitas vezes desde a fundação do mundo; agora, porém, ao se cumprirem os tempos, se manifestou uma vez por todas, para aniquilar, pelo sacrifício de si mesmo, o pecado. E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo. Hebreus 9:26-27

A ênfase aqui é novamente a finalidade da obra do Salvador. Ele satisfez todas as exigências da lei com respeito aos pecados e suportou a condenação merecida pela totalidade da raça humana. Nada mais há para ser feito. Nas palavras do próprio Senhor "está consumado".

3. O Senhor Jesus tirou nossos pecados - uma vez por todas - em Si mesmo.

Assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação. Hebreus 9:28

O testemunho das escrituras aqui fala da realidade do pecado e da forma como sua força e poder destruidor foram tratados por Deus através da pessoa de Jesus. É importante entendermos que Jesus não estava "representando uma cena de uma peça de teatro" ao morrer na cruz por causa do nosso pecado. Jesus suportou, em Si mesmo, todo o julgamento, separação de Deus, dor, condenação, morte e todo o sofrimento do inferno que o pecado introduziu na vida dos seres humanos. Jesus se ofereceu como nosso substituto - uma vez por todas - para que nós pudéssemos ser livres das conseqüências mencionadas acima - para sempre!

4. O Senhor Jesus santificou Seu povo - uma vez por todas - para Si mesmo.

Pois, tanto o que santifica como os que são santificados, todos vêm de um só. Por isso, é que ele não se envergonha de lhes chamar irmãos Hebreus 2:11

Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. Hebreus 10:10

Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados. Hebreus 10:14

A morte sacrificial e substitucionária do Senhor Jesus, faz com que todos que pertencem a Ele, sejam um sacrifício santo a Deus. Cada um de nós precisa se dar conta que não pertencemos a nós mesmos - nós pertencemos a Deus - pela virtude da morte e ressurreição de Jesus. Por este motivo Deus tem assumido toda a responsabilidade por nós e nós precisamos responder a este cuidado de Deus, nos entregando completamente a Deus em obediência, adoração e comunhão.

Conclusão: 

1. Se nós pudéssemos aconselhar as pessoas que estavam vivas nos dias em que nosso Senhor viveu, o que diríamos àquelas pessoas? Certamente nós os incentivaríamos a cooperarem de forma plena com Jesus, a obedecê-lo e a procurarem servi-lo de todas e da melhor forma possíveis.

2. A obra de Jesus continua nos dias de hoje. Desde os mais altos céus o Senhor continua a conduzir sua obra através da presença permanente do Seu Espírito Santo (o outro consolador prometido pelo Senhor) e da ação da igreja universal (católica), o corpo de Cristo. Nós precisamos nos olhar no espelho e dar ouvidos aos nossos próprios conselhos - cooperar, obedecer e servir a Jesus. Ele é digno de receber toda nossa devoção e digno de todos os sacrifícios que tenhamos que fazer para servi-lo. 



* O Evangelho de hoje traz a parte final do Livro do Sinais (1 a 12), na qual o evangelista faz um balanço. Muitos acreditaram em Jesus e tinham a coragem de manifestar sua fé publicamente como discípulos e as discípulas. Outros acreditaram, mas não tiveram a coragem de manifestar publicamente sua fé. Tinham medo de serem expulsos da sinagoga. E muitos não acreditaram: “Apesar de Jesus ter realizado na presença deles tantos sinais, não acreditaram nele. Assim se cumpriu a palavra dita pelo profeta Isaías: "Senhor, quem acreditou em nossa mensagem? Para quem foi revelada a força do Senhor?" (Jo 12,37-38). Depois desta constatação geral, João retoma alguns dos temas centrais do seu evangelho:

* João 12,44-45: Crer em Jesus é crer naquele que o enviou. Esta frase é um resumo do evangelho de João. É o tema que aparece e reaparece de muitas maneiras. Jesus está tão unido ao Pai, que ele já não fala em nome próprio, mas sempre em nome do Pai. Quem vê a Jesus vê o Pai. Se quiser conhecer a Deus, olhe para Jesus. Deus é Jesus!

* João 12,46: Jesus é a luz que veio ao mundo. Aqui João retoma o que já tinha sido dito no prólogo: “O Verbo era a luz verdadeira que ilumina todo ser humano” (Jo 1,9). “A luz brilha nas trevas, mas as trevas não a apreenderam” (Jo 1,5). Aqui ele repete: “Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que acredita em mim não fique nas trevas”. Jesus é uma resposta viva às grandes interrogações que movimentam e inspiram a busca do ser humano. Ele é uma luz que clareia o horizonte. Faz descobrir o lado luminoso da escuridão da fé.

* João 12,47-48: Não vim para julgar o mundo. Chegando no fim de uma etapa, surge a pergunta: “Como vai ser o julgamento? Nestes dois versículos o evangelista esclarece o tema do julgamento. O julgamento não se faz na base da ameaça com maldições. Jesus diz: Eu não condeno quem ouve as minhas palavras e não obedece a elas, porque eu não vim para condenar o mundo, mas para salvar o mundo. Quem me rejeita e não aceita minhas palavras, já tem o seu juiz: a palavra que eu falei será o seu juiz no último dia. O julgamento consiste na maneira como a pessoa se define frente à verdade e frente a sua própria consciência.

* João 13,49-50: O que digo, eu o digo conforme o Pai me disse. As últimas palavras do Livro dos Sinais são um resumo de tudo que Jesus disse e fez até agora. Ele reafirma o que afirmava desde o começo: “Não falei por mim mesmo. O Pai que me enviou, ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e falar. E eu sei que o mandamento dele é a vida eterna. Portanto, o que digo, eu o digo conforme o Pai me disse”. Jesus é o reflexo fiel do Pai. Por isso mesmo, ele não oferece prova nem argumento aos que o provocam para que se legitime e apresente suas credenciais. É o Pai que o legitima através das obras que ele faz. E dizendo obras, não se refere só aos grandes milagres, mas a tudo que ele disse e fez, até nas mínimas coisas. Jesus, ele mesmo, é o Sinal do Pai. Ele é o milagre ambulante, a transparência total. Ele já não se pertence, mas é todo inteiro propriedade do Pai. As credenciais de um embaixador não vem dele mesmo, mas vem daquele a quem representa. Vem do Pai.

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Mensagem do Dia

O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna. A.W.Tozer

"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"

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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3

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