Cristo estava "com Deus", "era Deus" e era "igual a Deus" (João 1:1 e Fp. 2:6). Mesmo então Ele era o amado Filho do Pai. Declarou Ele: "...porque me amaste antes da fundação do mundo..!', "...glorifica-me, ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto a ti, antes que houvesse mundo..!'; e, também: "Desde a eternidade fui estabelecida, desde o princípio, antes do começo da terra" (João 17:24, 25; Pv. 8:23). Mesmo então Cristo era o Salvador, e fomos escolhidos "nele antes da fundação do mundo" (Ef. 1:4), enquanto Ele mesmo era "...conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo" (I Pe. 1:20).
14 de fev. de 2011
Arrependimento para Vida - Reverendo Sérgio Ribeiro Santos

Introdução
A chamada ao arrependimento é uma nota marcante nas Escrituras Sagradas. Percebemos que os profetas incessantemente chamavam o povo que havia se distanciado de Deus ao arrependimento (Is. 1:18; Jr. 4:1; Os. 14:1; Jl. 2:12-13; Am. 4:8; Ml. 3:7). Quando João Batista apareceu pregando no deserto, a sua pregação também era uma chamada ao arrependimento (Mt. 3:2 e 8; Mc. 1:4; Lc. 3:3 e 8). Semelhantemente Jesus Cristo (Mt. 4:17; Mc. 1:15; Lc. 5:32) e posteriormente também os apóstolos (At. 2:38; 17:30; 26:19-20; 2 Pd. 3:9; Ap. 3:19). Destes exemplos concluímos que o arrependimento, tal como a fé, também é parte inseparável do processo da salvação. Porém, o que é arrependimento para a vida, conforme está expresso na nossa Confissão de Fé?
I – Arrependimento não é remorso.
Temos um exemplo clássico de alguém que se entristeceu profundamente com a sua atitude. Esse foi Judas. Ele estava consciente do seu pecado, por isso devolveu as trinta moedas de prata e foi enforcar-se (Mt. 27:3-5). Outro forte exemplo que temos é o de Esaú, que mesmo em lágrimas, não alcançou o verdadeiro arrependimento (Hb. 12:16-17), ainda que reconhecesse seu erro.
Apesar de serem tão comoventes estes relatos bíblicos, porque eles não são considerados como genuínos arrependimentos? A resposta é que a tristeza que eles sentiram foi muito mais por causa daquilo que eles perderam ou das consequências dos seus atos do que propriamente da consciência do pecado que desagrada e ofende a Deus, o nosso Criador e Senhor.
No Novo Testamento somos advertidos tanto por Jesus Cristo quanto nas cartas apostólicas de que haveria pessoas que demonstrariam apenas uma aparente conversão. A parábola do semeador fala-nos da semente que caiu em solo rochoso. Jesus nos explica: “...esse é o que ouve a palavra e a recebe logo, com alegria; mas não tem raiz em si mesmo, sendo, antes, de pouca duração ...” (Mt. 13:21). Estas pessoas são as mesmas mencionadas em Hebreus, que, mesmo participando das bênçãos dispensadas pelo Espírito Santo à sua igreja, não produzem frutos, mas somente espinhos (Hb. 6:4-8). Quanto a estes, o apóstolo João, afirma que o abandono da fé por parte deles só evidenciará que nunca fizeram parte daqueles que verdadeiramente foram salvos (1 Jo. 2:19). Esta realidade que também fez parte do ministério do apóstolo Paulo (1 Tm. 1:19-20; 2 Tm. 2:17-18; 4:10) Jesus a viu de forma abundante (Mt. 19:22; Jo. 6:66). Pode ser que tenhamos que conviver com muitos até a vinda de Cristo que nunca arrependeram-se verdadeiramente (Mt. 13:13:30), mas a verdade é que, quanto mais o Dia do Senhor se aproximar, mais evidente ficará aqueles que se arrependeram de fato daqueles que nunca foram realmente convertidos, pois muitos destes apostatarão da fé (2 Ts. 2:3), ou seja, abandonarão o conjunto de verdades expostas na Palavra de Deus, pois a fé salvífica eles nunca a possuíram.
II – O significado da palavra “arrependimento”
Arrependimento, no sentido que estamos estudando, significa mudança de mente, atitude, maneira de pensar, disposição, caráter, consciência moral ou voltar-se do pecado para Deus . Logo, em outras palavras, é como se Jesus dissesse: “ Vocês precisam mudar as suas mentes e corações , porque o reino de Deus é chegado” (Mt. 4:17). É importante também salientar que alguns estudiosos utilizam a palavra conversão referindo-se ao mesmo sentido.
III – Como o arrependimento é produzido
1 – Pela graça de Deus
O Senhor Jesus Cristo, na noite em que foi entregue, disse que ele era a videira verdadeira e nós os ramos. Sem ele nada poderíamos fazer (Jo. 15:5). Arrependimento é fruto da operação do Espírito Santo em nossos corações (Jo. 16:8-11), logo é uma graça dada pelo próprio Deus, assim como aprendemos na carta de Paulo aos Efésios (Ef. 2:8-9).
Esta bênção, já anunciada no Antigo Testamento (Jr. 31:18; Ez. 11:19; 36:26; Zc. 12:10) vemos de maneira bem clara sendo cumprida no Novo Testamento (At. 5:31; 11:18; 2 Co. 7:10; 2 Tm. 2:25). Pelo fato desta graça ser uma bênção destinada exclusivamente aos eleitos de Deus (Jo. 6:44; 10:1-4, 14-16) é que ela não pode ser falsificada. Por isso a ênfase em que Deus é que conduz e concede o arrependimento e que ele conhece aqueles que lhe pertencem (2 Tm. 2:19). Um excelente exemplo da graça de Deus e que contrasta com aqueles que abandonam a fé é o ladrão da cruz, que evidenciou arrependimento em seu momento final.
2 – Através da pregação
Está escrito na Bíblia Sagrada que “a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo” (Rm. 10:17). Porém, qual o genuíno conteúdo da pregação do evangelho, ou seja, qual a mensagem que deve estar presente na pregação do evangelho?
Um bom indicador é observarmos a forma como Jesus pregava. Lemos que Jesus partiu para a Galiléia, “pregando o evangelho de Deus, dizendo: O tempo está cumprido, e o reino de Deus está próximo; arrependei-vos e crede no evangelho” (Mc. 1:14-15). Mesmo após a sua ressurreição, quando ele expunha as Escrituras aos seus apóstolos ele enfatiza que um dos pontos centrais de toda a profecia era “que em seu nome se pregasse arrependimento para remissão de pecados a todas as nações, começando de Jerusalém” (Lc. 24:47). Esta ordem, levada a cabo pelos apóstolos, nos faz perceber como realmente ela direcionou o ministério apostólico. Paulo enfatiza de uma maneira bem clara como a chamada ao arrependimento era central na sua pregação (At. 20:20-21). Porém, a pergunta que podemos fazer é: porque a pregação é o meio pelo qual o arrependimento é produzido?
2.1 – A pregação expõe o homem à lei de Deus – Um dos objetivos da pregação do evangelho é expor o homem diante da lei de Deus e assim convencê-lo do seu pecado e da sua miséria espiritual (Rm. 3:20; 7:7). Somente diante do padrão moral estabelecido pelo próprio Deus, que é a sua lei, poderemos fazer uma autoavaliação e percebermos o quão distantes estamos dele e consequentemente, debaixo da sua ira e condenação (Rm. 1:18).
2.2 – A pregação expõe o homem à santidade de Deus – Outro objetivo da pregação, além de nos expor à lei de Deus e assim convencer-nos da nossa miséria espiritual, é também confrontar-nos com a santidade de Deus. A nossa convicção de pecado será proporcional a nossa convicção da santidade de Deus. Somente contemplando o ser de Deus é que faremos uma avaliação mais precisa a respeito da nossa própria situação. Percebemos esta verdade exposta em diversos exemplos da Bíblia: o povo de Israel na planície do Sinai (Ex. 20:18-21); Moisés (Ex. 33:17-23; 34:4-8); Manoá, pai de Sansão (Jz. 13:21-22); Jó (Jó:42:5-6); Isaías (Is. 6:5); Ezequiel (Ez. 1:26-28); Daniel (Dn. 8:26-27; 10:8-9); os discípulos diante da transfiguração de Jesus (Mt. 17:5-7); Pedro (Lc. 5:8); Saulo (At. 9:3-6) e João (Ap. 1:17-18). Diante destes exemplos, vemos que a maior necessidade que temos é o conhecimento de Deus (Os. 4:6 6:3 e 6), pois só através deste conhecimento teremos vida eterna (Jo. 17:3) e verdadeiramente conheceremos quem de fato somos nós, o que produzirá em nós a convicção de pecado e a necessidade de arrependimento.
3 – Quando o regenerado manifesta
3.1 – Tristeza pelos seus pecados – O arrependimento não é remorso e não pode ser medido pela quantidade de lágrimas derramadas. Porém, temos evidências mais do que suficientes, de que o arrependimento produz em nós tristeza por causa dos nossos pecados. Sentimo-nos envergonhados diante de Deus e repudiamos a nossa própria maneira pecaminosa de agir (Sl. 51:4, 5 e 9; 119:128 e 136; Is. 30:22; Jr. 31:18-19; Ez. 18:30-31; 36:31; Jl. 2:12-13; Am. 5:15; Rm. 12:9; 2 Co. 7:10; Jd. 23).
3.2 – Frutos de arrependimento – A maior manifestação de um coração arrependido não é tanto a quantidade de suas palavras ou a sua comoção espiritual. A maior manifestação do arrependimento é o fruto que ele produz (Mt. 3:8). São os frutos que testificarão a nossa comunhão com Deus e o nosso desejo de serví-lo (2 Rs. 23:25; Sl. 119: 6, 59, 106; Lc. 1:6; At. 26:16-20). Estudaremos mais sobre este ponto quanto abordarmos o tema das boas-obras.
IV – Características do arrependimento
1 – Possuiu um aspecto intelectual
Como já mencionamos anteriormente, o arrependimento é a compreensão da nossa situação espiritual quando somos expostos diante da lei de Deus e da sua santidade. Entendemos as verdades de Deus e cremos nas suas promessas de perdão e restauração. Pela ação do Espírito Santo, o evangelho passa a fazer sentido para nós e então compreendemos o plano de Deus para a nossa salvação. O arrependimento não é apenas uma mera comoção espiritual ou emocional.
2 – Possui um aspecto emocional
Contudo, mesmo possuindo um ingrediente racional, o arrependimento toca o homem por inteiro. Ele se entristece por causa do seu pecado, sente vergonha de si mesmo e humilha-se diante de Deus. Por isso, dizemos que o arrependimento possui também um aspecto emocional.
3 – É uma evidência e não a base da salvação
É muito importante que observemos aqui que não é o nosso arrependimento que é a causa e a base da nossa salvação. Ele é uma evidência e uma exigência para a nossa salvação (Lc. 13:3 e 5; At. 17:30-31). Porém, esta é um ato da livre graça e amor de Deus (Ez. 16:61-63; 36:31-32; Os. 14:2 e 4; Rm. 3:24; Ef. 1:7). Nada há que façamos que nos torne merecedores da salvação, nem mesmo o nosso arrependimento.
4 – Deve continuar durante toda a vida
Não existe um pecado tão pequeno que não mereça condenação (Mt. 12:36; Rm. 5:12; 6:23; Tg. 2:10), porém, não há um pecado tão grande que traga condenação sobre aqueles que verdadeiramente se arrependem (Is. 1:18; 55:7; Rm. 8:1). Desta verdade, aprendemos que não há sequer um pecado do qual não devamos nos entristecer e não confessá-los um a um (Sl.19:13; Lc. 19:8; 1 Tm. 1 :13 e 15) ao Senhor. Porém, temos a segurança de que em todos os momentos, podemos humildemente buscar ao Senhor, descansando na sua graça, perdão e amor obtidos através da mediação e sacrifício de Cristo (Sl. 32:5-6; 51: 4, 5, 7, 9, 10; Pv. 28:13; 1 Jo. 1:9-2:2).
Da mesma forma, se pecarmos contra o nosso irmão ou contra a igreja de Cristo, devemos estar prontos para pessoalmente ou publicamente pedirmos perdão e confessarmos o nosso pecado (Tg. 5:16). Caso sejamos procurados por um irmão que peça o nosso perdão, devemos perdoá-lo, assim com fomos perdoados (Mq. 7:18-19; Mt. 6:12; Lc. 17:3-4; 2 Co. 2:7-8; Gl. 6:1-2), esquecendo-se de uma vez por todas da ofensa.
Da mesma forma, se pecarmos contra o nosso irmão ou contra a igreja de Cristo, devemos estar prontos para pessoalmente ou publicamente pedirmos perdão e confessarmos o nosso pecado (Tg. 5:16). Caso sejamos procurados por um irmão que peça o nosso perdão, devemos perdoá-lo, assim com fomos perdoados (Mq. 7:18-19; Mt. 6:12; Lc. 17:3-4; 2 Co. 2:7-8; Gl. 6:1-2), esquecendo-se de uma vez por todas da ofensa.
Conclusão
Certa vez Jesus contou a parábola de uma pai que chamou os seus dois filhos para ajudá-lo na vinha (Mt. 21:28-32). O primeiro disse que iria mas não foi. O segundo disse que não iria mas foi. O segundo demonstrou o verdadeiro arrependimento. Que a cada dia o Senhor conceda ao nosso coração a sensibilidade para nos entristecermos por causa do nosso pecado e humildade para buscá-lo. E àqueles que ainda estão longe, a nossa oração é que a bondade de Deus os conduza ao arrependimento.
Sem Desculpas! - John Flavel - (1628-1691) -
Desde o momento em que Deus interrogou Adão e Eva sobre o primeiro pecado, os homens e mulheres têm apresentado desculpas pelo seu comportamento. Aqui estão algumas dessas desculpas que apresentam quando resmungam.
"Não estou me queixando, apenas estou expondo os fatos". Éótimo que os cristãos olhem para sua situação de forma realística; todavia, eles não deveriam resmungar. Pelo contrário, estar conscientes dos fatos é estar ciente do quanto Deus é grande em Sua misericórdia para com eles. Se pensam mais sobre seus problemas do que sobre as misericórdias de Deus, então eles têm uma visão distorcida dos fatos. Estar ciente dos fatos não impede o cristão de servir a Deus como ele deve servi-Lo, mas o resmungar sim, isso impede. Sejamos realistas, encaremos os fatos, mas isso deveria tornar-nos gratos a Deus, não apenas pelo que Ele nos tem feito, mas também por aquilo que Ele tem feito para outras pessoas. Se nós as invejarmos,isso mostra que estamos pensando demais sobre nossos problemas e não suficientemente sobre a bondade de Deus.
"Eu não estou reclamando: somente estou consciente do pecado". É fácil dizer isso, porém se a causa do pecado for tirada, o suposto senso de transgressão desaparece, e isso simplesmente mostra que não houve nenhuma convicção real de pecado. Cristãos que de fato estão preocupados sobre o pecado não desejarão acrescentar nada à sua culpa por resmungar; pelo contrário, eles se sentirão felizes submetendo-se à disciplina de Deus.
"Sou infeliz porque sinto que Deus não está comigo". Mas sóporque estamos sofrendo, não significa que Deus nos abandonou. Um pai não se vira contra o filho porque ele teve de discipliná-lo. Deus prometeu estar com Seu povo, especialmente em tempos de tribulações. "Quando passares pelas águas, estarei contigo; quando passares pelos rios, eles não te submergirão" (Isaías 43:2). Portanto Deus está junto na situação, porém pode ser que às vezes os cristãos não o sintamporque seu espírito de murmuração afastou deles o senso da presença de Deus. Se quiserem senti-10 perto, devem ficar quietos e obedientes e ter o zelo de ser o tipo de pessoa que Ele deseja que Seus filhos sejam.
"Não é o sofrimento, e sim a atitude de outras pessoas que não consigo suportar". Até mesmo a atitude das outras pessoas está sob o controle de Deus; inclusive os perversos podem ser usados para Seus propósitos, embora os cristãos devessem lembrar de que os ímpios estão sob o julgamento de Deus, e deveriam ser motivo de suas orações. Não importa quão severo seja o tratamento recebido de outras pessoas, os cristãos deveriam sempre lembrar que Deus jamais deixa de ser bom para com Seus filhos. Eles deveriam louvá-lO: não há desculpas para a murmuração.
"Jamais esperava isso". Os cristãos devem esperar problemas nesta vida e precisam estar preparados para os momentos de dificuldades, para que quando vierem eles possam estar prontos para enfrentá-los. E quantas vezes eles são capazes de dizer: "Jamais esperava isso", quando Deus tem sido especialmente bom para com eles!
"Meu problema é pior do que os dos outros". Como você sabe disso, meu amigo? Talvez sua murmuração o tenha levado a exagerar. Mas supondo que seja o caso, isso indica que Deus lhe deu uma oportunidade de glorificá-lO ainda maior do que a que deu aos outros. Quando os incrédulos virem como você enfrenta um grande problema, eles louvarão a Deus e talvez sejam auxiliados com problemas menores.
"Meu problema não me deixa servir a Deus". Às vezes ocorreque os cristãos não conseguem servir a Deus como gostariam devido às circunstâncias que enfrentam. É bom querermos servir a Deus, e é natural ficarmos tristes quando não conseguimos isso. Mas isso não é desculpa para murmuração. Somos membros do corpo de Cristo. É melhor ser um membro inexpressivo do corpo de Cristo do que ser uma pessoa importante, a qual não é membro desse corpo. Todos os cristãos têm um chamado espiritual para cumprir, não importa quãoinsignificantes eles pensem que sejam. Deus Se alegra mais com os atos mais simples de um cristão humilde do que com todas as obras mais famosas da história. O que Ele exige não é fama ou realizações brilhantes, e sim fidelidade e paciência. Os que demonstram tais qualidades serão recompensados no céu. Quando cristãos humildes vêem isso, percebem que não têm razões para resmungar.
"Não agüento minhas circunstâncias, porque elas sempre são instáveis". Se as nossas circunstâncias são incertas talvez a razão seja para nos ensinar a confiar em Deus em cada passo do caminho. De qualquer forma nosso estado espiritual é seguro, e nossa vida eterna assegurada. Enquanto isso, Cristo nos concede muitas bênçãos, "pois todos nós temos recebido da sua plenitude, e graça sobre graça" (João 1:16).
"Eu era rico mas agora sou pobre". Isso não é desculpa paramurmuração. Você não consegue ser grato pelo fato de ter sido rico e ter tido a oportunidade de se preparar para esse tempo de pobreza? Ou que você uma vez desfrutou de boa saúde e teve a oportunidade de se preparar para esse período de enfermidade? Ou que esteve em liberdade e teve a oportunidade de se preparar para esse tempo de perseguição? Um navegador experiente utiliza os dias de calmaria para preparar seu barco para enfrentar a tempestade. Deus não tem obrigação de dar coisa alguma aos cristãos, por isso deveriam ser gratos pelas bênçãos imerecidas que receberam, tanto no passado quanto no presente. Seria justo murmurar por causa de umas pequenas adversidades ocorridas numa jornada que doutra forma, teria sido satisfatória? Mas talvez o que realmente esta desculpa signifique seja: "Suportei terríveis dores para conquistar isso e não é justo que eu o perca". No entanto, antes que os cristãos se preocupem com qualquer coisa, deveriam certificar-se que têm a atitude correta para com ela. Eles devem estar dispostos a abrir mão daquilo que ambicionam se outra coisa que honre mais a Deus for o que realmente seja melhor para eles.
Honrado ou Humilhado? - C. H. Spurgeon Postado por Charles Spurgeon / On : 17:21/ SOLA SCRIPTURA - Se você crê somente naquilo que gosta no evangelho e rejeita o que não gosta, não é no Evangelho que você crê,mas, sim, em si mesmo - AGOSTINHO.
Tanto sei estar humilhado como também ser honrado.
Filipenses 4.12
Há muitos que sabem como "estar humilhados" mas não sabem como "ser honrados". Quando são colocados no topo de um pináculo, eles se mostram desorientados e propensos a cair. Com maior frequência, os crentes desonram sua confissão de vida cristã quando estão na prosperidade, e não na adversidade. Ser próspero é algo perigoso. O crisol da adversidade é uma prova menos severa para o crente do que o cadinho purificador da prosperidade. Oh! quanta pobreza de alma e negligência para com as coisas espirituais têm se seguido às misericórdias e generosidade de Deus!
Isto não precisa acontecer; o apóstolo Paulo disse que aprendeu a viver em abundância. Quando ele tinha muito, sabia como usar o que possuía. Quando o navio estava cheio, era carregado com lastro suficiente, então, navegava com segurança. Graça abundante o capacitou a suportar a prosperidade abundante. Segurar o transbordante cálice do gozo mortal com uma mão firme exige mais do que habilidade humana. No entanto, o apóstolo Paulo aprendera essa habilidade, pois declarou: "Em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome" (Filipenses 4.12).
Aprender a viver em fartura é uma lição divina. Muitos têm clamado por misericórdias, a fim de terem satisfeitas as concupiscências de seus corações. Abundância de pão tem causado frequentemente abundância de sangue, e isso tem produzido devassidão de espírito. Quando temos muito das providenciais misericórdias de Deus, geralmente acontece de termos pouco da graça de Deus e pouca gratidão pela generosidade que recebemos.
Estamos em abundância e nos esquecemos de Deus. Satisfeitos com as coisas terrenas, nos contentamos em prosseguir sem as coisas celestiais. Descanse certo de que é mais difícil aprender a ter fartura do que aprender a estar faminto, tão desesperada é a tendência da natureza huma¬na ao orgulho e ao esquecimento de Deus. Tenha o cuidado de pedir, em suas orações, que Deus lhe ensine como viver na ex¬periência de fartura.
A “Sabedoria” do Mundo é Fútil – João Calvino
Porque a sabedoria deste mundo...(1Co 3.19-23) Este é um argumento do lado oposto. A confirmação de um significa a destruição do outro. Portanto, visto que a sabedoria deste mundo é loucura aos olhos de Deus, segue-se que a única maneira de podermos ser sábios aos olhos de Deus é tornarmo-nos loucos aos olhos do mundo. Já expusemos o que Paulo quis dizer com a expressão "sabedoria deste mundo": porque a percepção natural é um dom de Deus. As artes que os homens naturalmente procuram cultivar, e todas as disciplinas pelas quais a sabedoria é adquirida, são também dons de Deus. Porém, tudo isso tem seus limites definidos, porque não podem penetrar no reino celestial de Deus. Conseqüentemente, todas elas devem ser servas, não senhoras. Além disso, eles devem ser olhados como inúteis e indignos até que estejam completamente subordinados à Palavra e ao Espírito de Deus. Mas se porventura se levantarem contra Cristo, que sejam considerados uma injuriosa peste. E se se mantêm acreditando que são capazes de algo, por si mesmos, então que sejam considerados como o pior dos obstáculos.
Portanto, a sabedoria deste mundo é, segundo Paulo, aquilo que energicamente assume o senhorio de si mesmo e se recusa a deixar-se dirigir pela Palavra de Deus, e tampouco se deixa humilhar para que seja completamente sujeito a Deus. Portanto, até que suceda que uma pessoa reconheça que nada sabe exceto o que aprendera de Deus e, tendo rejeitado seu próprio entendimento, se ponha sob a direção exclusiva de Cristo, tal pessoa é sabia pelos padrões do mundo, no entanto é tola aos olhos de Deus.
Pois está escrito: Ele apanha os sábios em sua própria astúcia. Paulo apoia o que acaba de afirmar em dois textos da Escritura. O primeiro é tomado de Jó 5.13. Aí a sabedoria de Deus é exaltada porque em sua presença nenhuma sabedoria terrena pode se estabelecer. Não há dúvida de que nesse contexto o profeta está a falar sobre o astuto e o insidioso. Porém, visto que a sabedoria do homem é sempre da mesma qualidade quando se acha divorciada de Deus, Paulo corretamente a adapta para significar que, em¬bora os homens adquiram muita sabedoria por seus próprios esforços, tal coisa não tem o menor valor aos olhos de Deus. O segundo é do Salmo 94.11, onde, após atribuir a Deus a função e a autoridade para ensinar a todos, Davi acrescenta que "O Senhor conhece os pensamentos do homem, que são pensamentos vãos". Portanto, não importa quão altamente sejam valorizados por nós, segundo o juízo divino são fúteis. Esta é uma excelente passagem para realçar a confiança carnal, pois aqui Deus declara de cima que tudo o que a mente humana concebe e propõe é simples nulidade.
Por isso, ninguém se glorie nos homens. Visto que nada é mais indigno do que o homem, quão pouca segurança há em depender-se de uma sombra inconsistente! Daí, ele faz uma válida inferência da oração precedente ao dizer que não se deve gloriar nos homens visto que ali vemos como o Senhor despe a todos os homens das bases para a ostentação. Contudo, esta conclusão depende de tudo o que ensinou no argumento precedente, como logo veremos. Pois visto que pertencemos exclusivamente a Cristo, Paulo está plenamente certo em ensinar-nos que qualquer preeminência que seja atribuída ao homem, que envolva o detrimento da glória de Cristo, é sacrílega.
Todas as coisas são vossas. Ele adiciona uma referência à posição e situação que aos mestres devem ser concedidas, a saber: que não denigram o singular ofício de Mestre que pertence a Cristo. Portanto, visto que Cristo é de fato o único Mestre da Igreja; visto que ele só e em todas as circunstâncias deve ser ouvido, é necessário fazer distinção entre ele e os demais. Cristo mesmo tabém deu testemunho a seu próprio respeito em termos similares, em Mateus 23.8, e o Pai não está recomendando qualquer outra pessoa, nesta palavra: A ele ouvi(Mt 17.5). Portanto, visto que somente ele é investido de autoridade para governar-nos por meio de sua Palavra, Paulo diz que os demais homens são nossos; em outras palavras, que Deus os designou a fim de que pudéssemos usufruir do benefício deles; porém, não para que sejam os dominadores de nossas consciências. Portanto, ele mostra, por um lado, que não são inúteis; e, por outro, que ele os mantém em seu espaço, para que não sejam convencidos e se ponham em oposição a Cristo.
Pelo que toca à presente passagem, Paulo está usando hipérbole no que ele adiciona sobre a morte, a vida e assim por diante. Entretanto, ele queria argumentar do maior para o menor, por assim dizer, como segue: "Visto que Cristo colocou a vida, a morte e tudo o mais subordinado a nós, pode haver alguma dúvida de que ele fizesse os homens também sujeitos a nós, a fim de auxiliar-nos por meio do que fazem em nosso favor; certamente, não para que venham a ser dominadores e déspotas."
Além do mais, à luz disto alguém pode objetar, dizendo que os escritos de Paulo e Pedro também estão sujeitos ao nosso juízo, visto que ambos eram homens, e que não estão isentos da sorte comum dos demais. Minha resposta é que, enquanto Paulo de modo algum poupa a si mesmo nem a Pedro, ele aconselha os coríntios a distinguirem entre o homem, em si mesmo, e a dignidade e caráter do ofício. E como se dissesse: "Quanto a mim mesmo, visto que sou homem, desejo ser julgado somente como homem, a fim de que Cristo somente venha a ser o único a ter preeminência em meu ministério." Entretanto, devemos em conjunto manter que todos quantos exercem o ofício do ministério, do maior ao menor, são nossos, de modo que somos livres, não para aceitar o que ensinam até que evidenciem que é derivado de Cristo. Pois todos eles de- vem ser provados, e obediência só deve ser-lhes prestada quando tiverem demonstrado que são genuínos servos de Cristo. Porém, no que diz respeito a Pedro e Paulo, o Senhor deu sobejas evidências, de modo que não fica qualquer sombra de dúvida de que o seu ensino tem sua fonte nele. Em conseqüência, quando apreciamos e respeitamos, como declaração do céu, tudo o que fizeram conhecido, damos ouvidos, não propriamente a eles, mas como Cristo falando neles.
Cristo é de Deus. Esta sujeição (de Cristo a Deus) tem referência à humanidade de Cristo; pois, ao vestir-se com a nossa carne, ele tomou para si a forma e condição de escravo, de modo que se fez obediente ao Pai em todos os aspectos (Fp 2.7,8). E para que pudéssemos aderir a Deus através dele, é certo que ele deve ter o Pai por Cabeça. Todavia, é preciso que prestemos aten¬ção no propósito que Paulo tinha em mente quando adicionou isto. Pois ele nos cientifica que a nossa mais plena felicidade consiste em nossa união com Deus, que é o principal bem. Isto é concretamente efetuado quando somos reunidos sob a Cabeça a quem o Pai celestial estabeleceu sobre nós. Em termos similares, Cristo disse a seus discípulos (Jo 14.28): "Regozijai-vos, porque vou para o Pai, porque o Pai é maior do que eu." Pois ele o levantou como o Mediador através de quem os crentes podem ir a fonte original de todas as bênçãos. E verdade que aqueles que abandonam esta única Cabeça são privados desse grande benefício. Eis a razão para este plano, ou seja: aqueles que desejam permanecer sob o governo de Deus, então que se sujeitem somente a Cristo - o que se adequa bem com o teor deste texto.
Você Conhece seu Dono? - Lloyd-Jones
Escutem as palavras de Isaías: "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende." Por que vocês acham que Isaías escolheu o boi e o jumento? A resposta óbvia é :me, de todos os animais, eles são os mais estúpidos. De entre todas as criaturas do universo eles são os mais obstinados e difíceis de se tratar.
Por isso Isaías tomou o boi e o jumento para estabelecer este ponto. Até o boi e o jumento conhecem seu dono e a manjedoura de seu dono. Apesar de obtusos e estúpidos, como eles são, eles têm um instinto que faz com que reconheçam seu dono. E muito difícil conduzir um boi; um jumento por vezes parece ser irremovível. Vocês podem puxar, empurrar e bater num jumento e ele não se move, mas, quando está com fome e vê seu dono chegar com uma vasilha, ele se apressa imediatamente ao seu encontro! O boi e o jumento obedecem a seu instinto: eles querem a comida, e observam a pessoa que traz a mesma. Eles parecem ser tão obtusos, estúpidos e desatentos, incapazes de reagir a qualquer tipo de persuasão, porém quando se trata de comida e sustento, eles imediatamente obedecem à lei de seu ser e se apressam a consegui-lo. Mas homens e mulheres não fazem assim! Eles são mais tolos que um boi ou um jumento!
Prosseguindo, não é meramente loucura, é verdadeiramente uma questão de perversão; homens e mulheres são anormais. O boi e o jumento são perfeitamente normais. Pode ser que tenham uma natureza estúpida, mas o instinto de auto-preservação, o instinto de ter sua fome saciada, funciona e os põem assim no lugar certo. Eles se lembram, eles sabem, eles observam e agem. Todavia, os seres humanos não fazem isso. Eles, que foram feitos senhores da criação, se comportam de forma pervertida e antinatural, pervertida: eles negam a lei de seu próprio ser.
Como é isso? Bem, todos os homens e as mulheres que já viveram sempre tiveram dentro de si uma senso de Deus e da eternidade. Arqueologistas, que podem até mesmo não ser cristãos, foram capazes de mostrar de forma conclusiva que mesmo as raças mais primitivas têm uma crença num Deus supremo e completo. Achados arqueológicos sustentam esta verdade que a Bíblia sempre ensinou. Naturalmente, sei que muitas pessoas passam a maior parte de suas vidas tentando provar que não existe Deus. Esse é o meio pelo qual tentam silenciar essa percepção, esse sentimento, esse instinto, de que há alguém, algo mais alto e maior do que eles. Os gregos antigos possuíam esse sentimento. Eles construíram seus templos para Zeus, Artemis e Apoio, e entre eles havia um altar "AO DEUS DESCONHECIDO" (Atos 17:23). Eles não podiam lhe dar um nome, mas sabiam que existia - um deus, um poder.
Todo ser humano sente instintivamente que não fomos feitos para este mundo. As palavras de Longfellow "Tu és pó, ao pó tomaras" não se referiam à alma. Deus colocou a eternidade em nossas almas e em nossos corações. Não podemos nos imaginar chegando a um fim.
Você pode dizer: "Ora, não acredito que continuamos após a morte".
Mas eu não estou perguntando o que você crê. Estou perguntando qual é o seu instinto, e seu instinto lhe diz que você irá prosseguir. E um instinto vindo do ser de Deus, e do fato de que esta não é a única vida. Você tem um instinto de eternidade.
Contudo, homens e mulheres, em vez de obedecer a este instinto, como o boi e o jumento obedecem ao seu instinto, deliberadamente lutam contra o mesmo. Eles tentam livrar-se dele, desmenti-lo, e se acham espertos ao fazê-lo. Eles argumentam e raciocinam contra o mesmo. No entanto, o instinto está lá e não conseguem sufocá-lo, e assim eles se encontram num conflito perpétuo. Esse é o motivo pelo qual eles são mais idiotas do que os animais, mais estúpidos do que o boi e o jumento.
Mais do que isso, e ainda mais vergonhoso, homens e mulheres se deliciam e se gloriam no que é oposto a este instinto. Todas as pessoas possuem a compreensão do certo e do errado, mas homens e mulheres modernos se aprazem em sufocar a percepção do certo, e se gloriam no erro e no mal. Não preciso lhes dar evidência disso pois, infelizmente, é dolorido e óbvio, e está constantemente diante de todos nós.
Parece-me, lendo a análise da maioria dos críticos de filme e drama do tempo presente, que se alguma coisa é limpa deve ser rejeitada como primitiva e infantil. Nada é de qualquer interesse exceto o que é corrompido, pervertido e repulsivo. Isso é realismo; isso é que é arte! E se gloriam nisto - "...O deus deles é o ventre, e a glória deles é para confusão deles mesmos" (Filipenses 3:19). Eles são piores que o boi e o jumento. Animais não fazem tais coisas, só os humanos fazem tais coisas. Eles mesmos se fazem de loucos.
Eles se pervertem a si mesmos e mostram esta perversão. Eles violentam a lei de seu próprio ser.
E, finalmente, homens e mulheres rejeitam todo ensino e toda luz que lhes são oferecidos para resgatá-los. O boi e o jumento, mesmo obtusos e estúpidos, vêem o dono chegando com a vasilha e o alimento e correm para ele. Mas, o que fazem os homens e as mulheres quando a luz lhes é oferecida na sua escuridão? O que fazem quando a salvação lhes é oferecida no seu estado de perdição? Eles reagem contra a oferta; eles a rejeitam; eles a contradizem. E se acham espertos ao fazer assim. Nosso Senhor disse: "E a condenação é esta: que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más" (João 3:19). Tudo o que eles precisavam estava na frente deles, porém argumentaram, resistiram, lutaram, jogaram pedras e O crucificaram. "O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, a manjedoura do seu dono, mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende." O pecado perverte os seres humanos e os torna néscios.
CAP 22 - UM GUIA DE ESTUDO PARA O LIVRO DE ÊXODO 20:18-26

INTRODUÇÃO
A Antiga Aliança continha três formas de lei:
A. A Lei Moral – Estes preceitos básicos revelam os deveres dos homens diante de Deus em cada época (Ver as lições dos Dez Mandamentos).
B. A Lei Cerimonial – O Judaísmo inclui um elaborado sistema de leis cerimoniais. Estas leis são uma figura do pecado do homem e da salvação através de Jesus Cristo.
C. A Lei Civil – (Êxodo 21-23:13) Esta forma da lei deu aos Judeus os seus deveres civis como cidadãos do estado teocrático de Israel.
Perceba como estas diferentes formas da lei estavam interligadas na Antiga Aliança. Assim que os Dez Mandamentos foram dados, a lei cerimonial do altar foi introduzida.
I. O MONTE SINAI – VERSÍCULOS 18-21
A terrível e inspiradora cena do Monte Sinai foi uma proclamação da santidade de Deus. Isto nos faz lembrar de como é impossível para o homem pecador se aproximar de Deus sem um mediador. O povo pareceu entender isso imediatamente. Eles preferiram tratar com Moisés a se aproximar diretamente de Deus. Deus reconheceu o pedido de um mediador como sendo sábio. Ao tomar esta posição, Moisés se tornou uma figura do Senhor Jesus Cristo (Deuteronômio 18:15-18).
Moisés conclama o povo a não servir a Deus de maneira servil. Deus não tinha vindo para destruí-los, mas para ensiná-los a maneira correta de O servir e reverenciar. Moisés então se aproximou de Deus como representante deles a fim de ouvir mais da Sua vontade á Israel.
II. O PECADO DE IDOLATRIA – VERSÍCULOS 22-23
Aqui Israel é avisado do perigo da idolatria. Jeová era o Deus vivo. Ele falou com eles do céu sem o uso de alguma forma, símbolo ou representação (Deuteronômio 4:15-19). Eles deveriam aprender disto a não adorá-lo através do uso de imagens.
III. A LEI DO ALTAR - VERSÍCULOS 24-26
Embora o homem não devesse fazer imagens de Deus, na Antiga Aliança eles precisavam de um altar para simbolizar a necessidade de um sacrifício pelo pecado.
A. Este altar de terra deveria permanecer somente até que o tabernáculo fosse construído. O altar foi construído em Êxodo 24:4 e cumpriu o seu papel até que o sistema Levítico fosse inteiramente concretizado.
B. Este altar deveria ser feito de terra. Há várias razões para isso:
1. O altar era somente de uso temporário. Se fosse construído de pedra, poderia mais tarde ser usado de maneira não-autorizada ou supersticiosa.
2. Este altar revela que a salvação é obra de Deus e não dos homens. Não havia nada para tirar a atenção do sacrifício. Assim como no Calvário, é o Salvador e não o madeiro que salva.
3. Lembre-se de que as instruções detalhadas para a construção do altar do tabernáculo ainda não tinham sido dadas, portanto, qualquer trabalho de arte incorporado a este altar, seria mera imaginação dos homens. É característico do homen querer copiar as formas de idolatria dos pagãos.
C. Este altar era um lugar onde Deus colocou Seu nome. Isto significa que Deus havia dado autoridade divina para este tipo de adoração. Esta autoridade é encontrada hoje nas igrejas do Senhor.
D. Os homens recebem a salvação e as bênçãos de Deus através da mediação de Cristo. Isto foi assim simbolizado quando Deus prometeu abençoar Israel em conexão com este altar.
E. Diferente da adoração promiscua dos pagãos, Deus deve ser adorado em pureza e com decência.
Tradução: Eduardo Alves Cadete 07-03
Revisão: Calvin Gardner 09-03
Fonte: www.palavraprudente.com.br
13 de fev. de 2011
Série Livros para Ler - Paul Washer – O Único Deus Verdadeiro: Lição Dois
“Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.”
- JOÃO 4:23-24 -
LIÇÃO DOIS – DEUS É ESPÍRITO
DEUS É ESPÍRITO
Deus não é material ou corpóreo (i.e. Ele não possui um corpo físico). Duas das maiores implicações dessa verdade são: (1) Deus não está confinado a nenhuma restrição física tão comum à humanidade, e (2) Deus não é visível e portanto nunca deve ser degradado à imagens feitas por homens. Às vezes, as Escrituras falam de Deus como se Ele possuísse um corpo físico. Existem referências de Seus braços, costas, sopro, ouvidos, olhos, face, pés, dedos, etc. Como explicaremos essas referências à luz da verdade de que Deus é Espírito? Na Teologia, essas referências são consideradas expressões antropomórficas [Grego: anthropos, homem + morphé, forma]. Em outras palavras, Deus está simplesmente atribuindo a Si mesmo características humanas com o propósito de comunicar uma verdade sobre si mesmo de uma maneira que o homem possa compreender. Por exemplo, a Bíblia fala das “asas” de Deus, e de Seu povo “se escondendo debaixo das sombras de Suas asas” (Êxodo 19:4; Rute 2:12; Salmos 17:8; 36:7; 57:1; 61:4; 63:7; 91:4). Seria um absurdo interpretar tais versículos literalmente.
1. Como as Escrituras descreve Deus em João 4:24?
a. Deus é E___________.
2. De acordo com os seguintes versículos, como devemos viver na luz da verdade que Deus é Espírito?
a. Devemos adorar Deus sinceramente (João 4:24).
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Nota: A referência de adorar a Deus “em espírito” tem duas possíveis implicações: (1) Nós devemos adorar a Deus com todo nosso ser, sinceramente e profundamente. (2) Nós devemos adorar a Deus no poder e sob a direção do Espírito Santo. A referência de adorar a Deus “em verdade” também tem duas implicações possíveis: (1) Nós devemos adorar a Deus verdadeiramente, sinceramente, e com integridade. (2) Nós devemos adorar a Deus de acordo com a verdade (i.e. de acordo com a vontade de Deus revelada nas Escrituras).
b. Nós devemos evitar associar Deus com um prédio religioso ou atribuindo a Deus qualquer limitação humana. (Atos 17:24-25)
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3. Como as Escrituras descreve Deus em Hebreus 11:27?
a. Deus é Aquele que é I_________________.
Nota: Se Deus é invisível, como nós explicamos as passagens das Escrituras onde Ele parece Se revelar em uma forma visível? Para responder, nós primeiramente devemos entender dois princípios de interpretação bíblica. Primeiro, a Bíblia não se contradiz. Segundo, as passagens das Escrituras que são difíceis de interpretar com certeza devem ser interpretadas à luz daquelas passagens cujas interpretações são claras. As Escrituras afirmam claramente que Deus é invisível, portanto as aparições “visíveis” de Deus nas Escrituras (com exceção à encarnação do Filho de Deus) devem ser interpretadas como “visões” – representações simbólicas da realidade espiritual. Ezequiel nos diz (1:1) que “os céus foram abertos” e ele “viu visões de Deus.” No verso 28, o profeta resume essas visões como “a aparência da glória do Senhor.” Em Daniel 7:9-15, Daniel vê uma visão simbólica de Deus o Pai como o “Ancião de Dias.” Em Lucas 3:22, João Batista vê uma visão dos céus “se abrindo” e o Espírito Santo descendo com a aparência de uma pomba (o simbolismo é óbvio).
4. O que os versículos seguintes afirmam sobre Deus, e especialmente sobre Sua invisibilidade?
1 Timóteo 1:17
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1 Timóteo 6:15-16
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5. De acordo com Deuteronômio 4:11-12 e 15-16, como devemos viver à luz da verdade da invisibilidade de Deus?
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6. Deus é imaterial (i.e. espírito) e invisível. Como então podemos conhecer esse Deus? De acordo com os seguintes versículos, como Deus Se revelou (i.e. Se fez conhecido) aos homens?
a. De acordo com as palavras de Jesus em João 6:46, algum homem já viu o Pai? Quem já viu o Pai?
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b. Se ninguém viu Deus o Pai com exceção do Filho, como o Pai Se fez conhecido aos homens? Como podemos entender quem Deus é? Quem pode explicar tais coisas para nós? O que João 1:18 nos ensina?
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c. De acordo com os seguintes versículos, por que Jesus é o único qualificado a nos mostrar Deus o Pai?
Colossenses 1:15
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João 14:9
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DEUS É PESSOAL
Uma das mais importantes verdades das Escrituras é que Deus não é uma força impessoal se movendo no universo impensadamente, nem mesmo um poder caprichoso, friamente manipulando Sua criação com um propósito egoísta. As Escrituras nos ensinam que Deus é um ser pessoal que está consciente de Sua própria existência, que possui tanto intelecto como vontade, e que é capaz de entrar em um relacionamento pessoal com o homem.
DEUS É CONSCIENTE DE SUA PRÓPRIA EXISTÊNCIA
Pode parecer desnecessário dizer que Deus tem consciência de Sua própria existência, mas essa é uma das mais fundamentais características de uma “pessoa”. Existem várias religiões fora do Cristianismo que o conceito de “deus” é ou uma força impessoal (Budismo, Taoísmo, etc.), ou uma essência que habita dentro de tudo (Panteísmo [Grego: pan, tudo + theos, deus]). O Deus das Escrituras é uma pessoa real, que está ciente de Sua própria existência como distinta de todos os outros seres e coisas.
1. É claramente revelado nas Escrituras que Deus é consciente de Sua própria existência. Como Deus refere a Si mesmo em Êxodo 3:14?
a. Eu S______.
Nota: Essa declaração é uma poderosa afirmação de que Deus reconhece Sua própria existência como uma pessoa. Ele sabe que Ele é – e Ele declara, “EU SOU”.
2. As Escrituras não somente nos ensinam que Deus é ciente de sua própria existência, mas que Ele é consciente de Sua singularidade (i.e. Ele é distinto de todas outras pessoas e coisas). De acordo com as Escrituras, o que Deus declara sobre Sua própria existência singular, independente de qualquer um ou de qualquer coisa?
a. Não há O__________ Deus além Dele (Isaías 45:21).
b. Não há ninguém A____________ dele (Isaías 45:21).
c. Não há ninguém a quem podemos C____________ Deus (Isaías 40:25).
d. Não há ninguém que seja I___________ a Ele (Isaías 40:25).
Nota: Cada uma dessas declarações provam que Deus é uma pessoa que é distinta e independente de todas as outras pessoas e coisas.
DEUS POSSUI UM INTELECTO
O intelecto é considerado uma das características primárias da pessoalidade. A palavra vem do Latim intellegere [inter, entre ou no meio + legere, selecionar ou escolher] e se refere à habilidade de raciocinar, perceber, ou entender. De acordo com as Escrituras, Deus possui um intelecto que vai muito além da compreensão humana. Nada está além de Seu conhecimento ou entendimento.
1. O que os seguintes versículos nos ensinam sobre o intelecto de Deus?
Salmo 92:5-6
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Romanos 11:33-36
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2. De acordo com os seguintes versículos, como o intelecto e entendimento do homem é descrito em comparação com o de Deus?
Salmo 94:11; I Coríntios 3:20
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Isaías 55:8-9
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I Coríntios 1:20, 25
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3. O conhecimento e entendimento de Deus está muito além da compreensão do homem finito. De acordo com os seguintes versículos, como o homem pode vir a entender (ao menos, em parte) as coisas infinitas de Deus?
a. Através do Filho de Deus (João 1:18).
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b. Através do Espírito de Deus (I Coríntios 2:11-12).
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c. Através da Palavra de Deus (Salmo 119:97-100).
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4. Em Deuteronômio 29:29, as Escrituras declaram: “As coisas encobertas pertencem ao SENHOR nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós…” De acordo com Salmo 131:1-3, como devemos viver (i.e. qual deve ser nossa atitude) à luz do conhecimento infinito de Deus?
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DEUS POSSUI UMA VONTADE
As Escrituras claramente revelam que Deus possui uma vontade – o poder de determinar Suas ações (i.e. o que Ele vai fazer), e o propósito ou fim de Sua criação (i.e. o que Ele vai fazer com o que Ele fez). As escolhas de Deus fluem de quem Ele é; Sua vontade é uma expressão de Seu ser e de sua disposição. É importante entender que a vontade de Deus e a vontade do homem são duas coisas bastante diferentes. Deus é o único ser que é completamente livre para fazer qualquer coisa que propõe em Si mesmo sem limitações ou a possibilidade de falhas. Em contraste, as mais firmes decisões do homem mais poderoso frequentemente acabam em nada.
1. O que os seguintes versículos nos ensinam sobre a vontade de Deus? Existe qualquer limitação à vontade de Deus? A vontade de Deus pode ser frustrada por qualquer homem?
Provérbios 19:21
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Isaías 14:27
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Isaías 46:9-10
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Daniel 4:34-35
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Efésios 1:11
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2. Embora a vontade de Deus não possa ser limitada por qualquer pessoa ou força fora Dele, existem coisas que Deus não irá fazer simplesmente porque elas contradizem Seu mais santo e justo caráter. De acordo com os seguintes versículos, quais coisas que Deus não irá fazer? Como isso pode ser um conforto e uma benção para nós?
Tito 1:2
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II Timóteo 2:13
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Tiago 1:13
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DEUS É RELACIONAL
É o testemunho das Escrituras que Deus deseja ter um relacionamento pessoal com Sua criação, e especialmente com o homem, o qual foi criado à Sua imagem. Esta é uma das maiores verdades do Cristianismo. Deus não é um “Pronome Indefinido” Impessoal que é incapaz de entrar em um relacionamento com outros, e o homem não é um acidente cósmico sozinho no universo. Deus criou o homem para que o homem O conheça e seja receptor de Sua bondade. Quando o relacionamento do homem com Deus foi quebrado devido ao pecado, Deus enviou Seu próprio Filho para que o relacionamento pudesse ser restaurado. Aqueles que foram reconciliados com Deus, por meio da fé em Seu Filho, devem ter a maior confiança de que Deus busca um relacionamento pessoal, vivo e crescente com eles.
1. De Gênesis a Apocalipse, as Escrituras tratam Deus como alguém que deseja entrar em comunhão com Sua criação. É apropriado dizer que a Bíblia é a história de Deus buscando restaurar Seu relacionamento com o homem que foi quebrado por causa da rebelião de Adão. De acordo com as Escrituras, qual foi o resultado do pecado de Adão?
a. Como o pecado de Adão afetou sua atitude diante de Deus (Gênesis 3:8-10)?
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b. Como o pecado de Adão afetou o relacionamento de Deus com ele (Gênesis 3:23-24)?
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2. Como Isaías 59:1-2 explica a mudança no relacionamento de Deus com Adão? O que nos ensina sobre o nosso próprio pecado e como ele afeta nosso relacionamento com Deus?
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3. De acordo com Gênesis 3:8-9, quem procurou Adão e Eva imediatamente após a queda deles? O que isso nos ensina sobre o caráter de Deus e Seu desejo de ter um relacionamento com o homem caído?
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4. De acordo com Atos 17:26-27, por que Deus soberanamente determinou os tempos e lugares na qual todos os homens nascem e vivem? Como isso demonstra que Deus é relacional e deseja ter um relacionamento com o homem caído?
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5. De acordo com Lucas 19:10, por que Deus enviou Seu Filho para a Terra? Qual foi o propósito de Sua encarnação? Como isso demonstra que Deus é relacional e deseja ter um relacionamento com o homem caído?
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6. De acordo com os seguintes versículos, o que o Filho de Deus realizou para que o relacionamento quebrado do homem com Deus pudesse ser restaurado?
Romanos 5:8-10
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Colossenses 1:19-22
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7. De acordo com João 17:3, qual é a essência da vida eterna? Como isso demonstra que Deus é relacional e deseja ter um relacionamento com Seu povo?
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Nota: A palavra conhecer significa bem mais que simplesmente conhecimento impessoal. Ela denota um relacionamento pessoal íntimo. Vida eterna é muito mais do que uma vida de infinita duração. É uma vida de inquebrável comunhão com Deus.
8. Como Cristãos, nós temos um relacionamento restaurado com Deus. Portanto, nós devemos viver uma vida que é separada de qualquer coisa que possa ser um obstáculo à nossa comunhão com Ele. O que os seguintes versículos nos ensinam sobre esta verdade?
II Coríntios 6:16-18
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II Timóteo 2:19
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9. Como Cristãos, nós não somente temos a responsabilidade de zelar pelo nosso relacionamento com Deus, mas também temos a responsabilidade de anunciar o Evangelho aos outros para que eles possam também entrar no mesmo relacionamento restaurado com Deus. O que II Coríntios 5:18-20 nos ensina sobre essa verdade?
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Copyright © 2004- Por: Paul David Washer, Sociedade Missionária HeartCry. Website: heartcrymissionary.com
Publicado por: Granted Ministries Press, uma divisão de Granted Ministries.
Tradução: Voltemos ao Evangelho.
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.
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O homem, cujo tesouro é o Senhor, tem todas as coisas concentradas nEle. Outros tesouros comuns talvez lhe sejam negados, mas mesmo que lhe seja permitido desfrutar deles, o usufruto de tais coisas será tão diluído que nunca é necessário à sua felicidade. E se lhe acontecer de vê-los desaparecer, um por um, provavelmente não experimentará sensação de perda, pois conta com a fonte, com a origem de todas as coisas, em Deus, em quem encontra toda satisfação, todo prazer e todo deleite. Não se importa com a perda, já que, em realidade nada perdeu, e possui tudo em uma pessoa Deus de maneira pura, legítima e eterna.
"A conversão tira o cristão do mundo; a santificação tira o mundo do cristão." JOHN WESLEY"
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Alimentar-se da Palavra "Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até à divisão da alma e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração." (Hebreus 4 : 12).Erram por não conhecer as Escrituras, e nem o poder de Deus (Mateus 22.29)Bem-aventurado aquele que lê, e os que ouvem as palavras desta profecia, e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. Apocalipse 1:3


